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395. (UNIT SE/2016) 
 
Disponível em: . Acesso em: 2 nov. 2015. 
 
A análise histórica está sujeita a diversas interpreta-
ções, a depender das perspectivas do sujeito do conhe-
cimento e do momento histórico em que esta análise é 
concebida. 
 
Dessa maneira, pode-se considerar corretamente que, 
na perspectiva da historiografia marxista, a imagem de 
personagens que desempenharam um importante pa-
pel na história da interiorização do Brasil retrata 
a) os heróis desbravadores, que conquistaram o sertão, 
ampliando as fronteiras portuguesas no Brasil colonial, mo-
tivo de orgulho nacional. 
b) a resistência heróica paulista contra os ataques indíge-
nas de tribos hostis e selvagens, que dificultaram o pro-
cesso civilizatório nacional. 
c) os malfeitores, bandidos e degredados da metrópole, que 
colonizaram o país, raiz do atraso econômico e cultural do 
Brasil. 
d) os sertanistas, representado pelos irmãos Villas-Bôas, 
que atrasaram o desenvolvimento da fronteira norte, com a 
criação da reservas indígena do Xingu. 
e) os bandeirantes, que atuaram capturando escravos fugi-
tivos, atacando tribos indígenas e destruindo os quilombos, 
fonte de resistência anticolonial. 
 
396. (FM Petrópolis RJ/2015) Entre o final do século XVI 
e o início do XVIII, o território que deu origem à cidade 
de São Paulo se tornou núcleo de um fenômeno novo. 
Local de partida de inúmeras expedições que adentra-
vam o interior do território da América Portuguesa, dali 
os bandeirantes rumavam para oeste. Seu objetivo prin-
cipal, durante a maior parte daquele período, foi o apre-
samento de índios para escravização. 
Uma das consequências mais importantes do bandei-
rantismo para a História do futuro Estado brasileiro foi 
a 
a) predominância de mão de obra indígena na lavoura de 
cana. 
b) descoberta de diamantes na fronteira sul da América Por-
tuguesa. 
c) expansão da ocupação do território para além da linha de 
Tordesilhas. 
d) atração de grande quantidade de órgãos burocráticos 
para São Vicente. 
e) dinamização da economia na região que viria a ser a lo-
comotiva do país. 
397. (UFJF/2015) A ocupação territorial e o povoamento 
no Brasil-Colônia atenderam às necessidades euro-
peias de comércio, com novas áreas sendo ocupadas 
para o cultivo de diferentes produtos. 
 
Leia as afirmações abaixo. 
 
I. No século XVIII, as descobertas das minas de ouro 
intensificaram a imigração portuguesa e possibilitaram 
a organização de centros urbanos no que seriam os es-
tados de Minas Gerais e Goiás. 
II. O povoamento e a ocupação do território brasileiro, 
no período colonial, foram possíveis pelas inúmeras 
vertentes imigratórias europeias. 
III. A criação de portos no litoral nordestino, para esco-
amento da produção açucareira, possibilitou o surgi-
mento dos primeiros núcleos urbanos no século XVI. 
IV. As expedições conhecidas como “Bandeiras” alar-
garam a presença do colonizador ao adentrarem no sé-
culo XVII, na região amazônica, na região do Rio São 
Francisco e no sertão nordestino. 
 
Agora, assinale a alternativa CORRETA. 
a) Todas as afirmativas são verdadeiras. 
b) Apenas as afirmativas I e II são verdadeiras. 
c) Apenas as afirmativas I e III são verdadeiras. 
d) Apenas as afirmativas II e IV são verdadeiras. 
e) Apenas as afirmativas I, III e IV são verdadeiras. 
 
398. (UNESP/2016) Juntos, tais vetores levaram a linha 
de fronteira do Tratado de Tordesilhas a deslocar-se 
para além dos limites formais, empurrando-os crescen-
temente para os confins da hinterlândia, obrigando a se 
estabelecer um novo acerto de fronteira com o Tratado 
de Madri, que em 1750 consagrou como marco de do-
mínio das colônias de Portugal e da Espanha o traçado 
de fronteira que praticamente risca como definitivo o 
desenho do território brasileiro de hoje. 
(Ruy Moreira. A formação espacial brasileira, 2014. Adaptado.) 
 
Considerando o processo de ocupação do espaço bra-
sileiro, os vetores que propiciaram uma nova fronteira 
e o estabelecimento de pequenos aglomerados no inte-
rior do território foram 
a) a borracha e as rotas de procura por matéria-prima. 
b) a plantation e a construção de entrepostos para o trans-
porte. 
c) a mineração e o comércio informal de ouro. 
d) as expedições bandeirantes e as trilhas do gado. 
e) as missões jesuíticas e a instalação de núcleos comerci-
ais. 
 
399. (UECE/2014) A peculiaridade da pecuária sertaneja 
no Brasil do século XVIII esteve ligada principalmente 
às relações de trabalho nela estabelecidas. Acerca des-
sas relações, é correto afirmar-se que 
a) predominava o trabalho escravo em larga escala, seme-
lhante ao sistema aplicado nos grandes engenhos de açú-
car. 
b) havia predominância do trabalho de negros libertos, mes-
tiços livres, brancos pobres e, em pequena escala, escra-
vos africanos. 
 
 
104 
c) a mão de obra negra e escrava na pecuária era maioria 
em relação a outros trabalhadores, mas diferenciava-se 
pelo fato de o trabalho ser mais brando. 
d) nas fazendas de gado, o percentual de livres e escravos 
era em torno de cinquenta por cento para cada categoria, 
uma vez que era um trabalho que exigia um grande número 
de trabalhadores. 
 
400. (PUCCamp SP/2019) Esta virtude estrangeira 
Me irrita sobremaneira. 
Quem a teria trazido, 
com seus hábitos polidos 
estragando a terra inteira? 
 
Só eu 
permaneço nesta aldeia 
como chefe guardião. 
Minha lei é a inspiração 
que lhe dou, daqui vou longe 
visitar outro torrão. 
 
Quem é forte como eu? 
Como eu, conceituado? 
Sou diabo bem assado. 
A fama me precedeu; 
Guaixará sou chamado. 
(Adaptado de: ANCHIETA, José de. Segundo Ato do “Auto de São 
Lourenço”. p. 5. 
Disponível em: www.virtualbooks.com.br) 
 
[Peça destinada à catequese, traz como um dos perso-
nagens o chefe tamoio Guaixará, que realmente existiu 
e lutou ao lado dos franceses em 1560, na guerra da 
Guanabara.] 
 
A catequese no território brasileiro, durante o período 
colonial, valeu-se de referências da cultura indígena 
para facilitar a comunicação, como se nota no excerto 
da obra de José de Anchieta. Corresponde a esse as-
pecto do processo colonizatório, 
a) a imposição, em todos os núcleos colonizadores, de uma 
“língua geral” criada pelos jesuítas a partir da fusão do por-
tuguês e do latim. 
b) a criação de missões jesuíticas a modo de aldeias indí-
genas, preservando a autoridade dos caciques e pajés. 
c) o surgimento da chamada arte missioneira, na qual se 
destacam as esculturas católicas com feições indígenas. 
d) a adesão dos índios convertidos à Guerra Santa, uma 
vez que as práticas religiosas indígenas foram rapidamente 
substituídas pelas católicas. 
e) o uso, pelos jesuítas, de formas de escrita indígena no 
processo de alfabetização desenvolvido nas aldeias. 
 
401. (ETEC SP /2018) A partir do início do século XVII, 
padres jesuítas espanhóis fundaram povoados nos 
quais reuniram populações indígenas da região da ba-
cia do rio da Prata. Os trinta povos das missões, como 
ficaram conhecidos esses aldeamentos, eram forma-
dos especialmente por índios guarani, tradicionais ha-
bitantes locais. De acordo com o Tratado de Tordesi-
lhas, esses povoados ficavam na área pertencente à Es-
panha. 
 
Entretanto, com a assinatura do Tratado de Madri, em 
1750, os limites entre as terras sob controle espanhol e 
português na América do Sul foram redefinidos. Con-
forme o novo acordo, sete povoados guarani que fica-
vam a leste do rio Uruguai foram incorporados aos do-
mínios portugueses e, por essa razão, seus habitantes 
foram obrigados a se mudar para a margem oeste do 
rio. 
 
Os povos guarani guerrearam pelo direito de permane-
cer em seus povoados e, como foram derrotados em 
1756 pelas tropas ibéricas, acabaram se estabelecendo, 
em sua maioria, na região sob controle espanhol. 
 
 
 Acesso em: 13.11.2017. Original colo-
rido. 
 
De acordo com as informações apresentadas no texto 
e no mapa, é correto afirmar que 
a) osjesuítas espanhóis estabeleceram as suas missões 
em 1756, na região que hoje corresponde a São Paulo, Pa-
raguai e Argentina. 
b) os índios guarani, obedecendo ao Tratado de Madri, se 
estabeleceram em novos povoados fundados nos arredores 
de Assunção, Curitiba e Florianópolis. 
c) os portugueses fundaram trinta reduções jesuíticas às 
margens do rio da Prata, atendendo ao que havia sido defi-
nido pelo Tratado de Tordesilhas no início do século XVII. 
d) os povoados formados por jesuítas e indígenas na bacia 
do Prata foram diretamente afetados pelo Tratado de Madri, 
acordo de limites assinado em 1750. 
e) os espanhóis recuperaram, com o Tratado de Tordesi-
lhas, a região de Porto Alegre, tomada pelos índios guarani 
que não aceitaram ser realocados. 
 
402. (UFJF/2017) Leia atentamente o trecho a seguir. Ele 
faz parte do Voto do Padre Antônio Vieira sobre as dú-
vidas dos moradores de São Paulo acerca da adminis-
tração dos índios, de 1694. 
 
“São, pois, os ditos índios aqueles que, vivendo livres 
e senhores naturais das suas terras, foram arrancados 
delas por uma violência e tirania e trazidos em ferros 
com a crueldade que o mundo sabe, morrendo natural 
e violentamente muitos nos caminhos de muitas léguas 
até chegarem às terras de São Paulo, onde os morado-
res delas ou os vendiam, ou se serviam e se servem de-
les como escravos”. 
VIEIRA, A. (Pe.) Escritos instrumentais sobre os índios. 
São Paulo: Educ; Loyola; Giordano, 1992. p.102. 
 
 
 
105 
Sobre a escravização das populações indígenas no iní-
cio do processo de colonização na América Portu-
guesa, assinale a alternativa CORRETA: 
a) a maior parte da população indígena existente dentro do 
território vivia em núcleos urbanos próximos dos rios e do 
litoral Atlântico. 
b) essas populações indígenas apresentavam um padrão 
cultural e linguístico bastante unificado, não havendo gran-
des diferenciações. 
c) as chamadas “Bandeiras” só aprisionavam os indígenas 
quando seu objetivo principal de encontrar riquezas mine-
rais não era alcançado. 
d) a retirada dos indígenas de suas terras e seu aldeamento 
nas missões jesuítas contribuíram para a dissolução de 
suas crenças religiosas. 
e) a mão de obra dos indígenas foi utilizada de forma pre-
dominante em atividades de caráter artesanal e comercial 
controladas por colonizadores. 
 
403. (PUCCamp SP/2019) A definição das fronteiras na 
América do Sul, entre o território de colonização portu-
guesa e o de colonização espanhola foi estabelecida 
por diversos tratados que se estenderam do período 
colonial ao pós-independências. É correto afirmar que 
o Tratado de 
a) Tordesilhas foi o primeiro tratado entre as duas nações 
ibéricas, porém nunca cumprido, pois o rei de Portugal o 
anulou ao constatar as imprecisões das demarcações. 
b) Utrecht foi firmado entre Portugal e Espanha com a 
anuência da França, que, em troca da posse da Guiana 
Francesa, abriu mão de disputar territórios na América do 
Sul. 
c) Badajós foi estabelecido no contexto da União Ibérica, na 
Espanha, favorecendo essa nação e tornando partes dos 
atuais estados de Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio 
Grande do Sul, territórios de domínio espanhol. 
d) Madri foi uma tentativa, no século XVIII, de dirimir os con-
flitos fronteiriços, estabelecendo algumas barganhas no sul, 
como o reconhecimento da região do Sete povos das Mis-
sões como domínio português, e da Colônia do Sacra-
mento, como domínio espanhol. 
e) Montevidéu foi assinado por Espanha e Portugal após a 
Guerra da Cisplatina, reconhecendo a região do Rio da 
Prata como parte do Uruguai e, portanto, de domínio espa-
nhol. 
 
404. (UECE/2019) Segundo nos informa Darcy Ribeiro 
(1995, p.194), em fins do século XVI, a colônia possuía 
3 cidades, a maior delas, Salvador, então sede do Go-
verno Geral, contava com aproximadamente 15 mil ha-
bitantes; no final do século XVII, salvador tinha em 
torno de 30 mil habitantes e Recife tinha 20 mil. Ao final 
do século XVIII, enquanto cidades centenárias como 
Salvador e Recife tinham por volta de 40 mil e 25 mil 
habitantes, respectivamente, a jovem cidade de Vila 
Rica, hoje Ouro Preto, elevada à categoria de Vila so-
mente em 1711, já possuía cerca de 30 mil habitantes. 
RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: A formação e o sentido do Bra-
sil. São Paulo: 
 Companhia das Letras, 1995, p. 194. 
 
O fenômeno demográfico do rápido crescimento popu-
lacional de Vila rica (Ouro Preto) no século XVIII é atri-
buído 
 
a) ao processo de interiorização da colonização portuguesa 
no Brasil a partir da expansão da atividade pecuarista, por 
meio das correntes do sertão de dentro, oriunda da Bahia, 
e do sertão de fora originária de Pernambuco. 
b) à grande migração de colonos e de pessoas oriundas de 
Portugal para a região que hoje é Minas Gerais, em função 
das descobertas de jazidas de ouro e pedras preciosas, o 
que fez surgirem vários centros urbanos na área. 
c) ao estímulo ao desenvolvimento da colônia, promovido 
por Sebastião José de Carvalho e Melo, o marquês de Pom-
bal, secretário de Estado do Reino, sob o reinado de D. 
José I, que incentivou a indústria e a educação no Brasil. 
d) à ocupação de vastos espaços do território da colônia por 
colonos espanhóis das regiões do Potosi e do Rio da Prata, 
quando ocorreu a União Ibérica (1580-1640), época em que 
reis hispânicos governaram o reino de Portugal. 
 
405. (ACAFE SC/2016) A União Ibérica (1580-1640) ca-
racterizou-se quando Filipe II invadiu Portugal com 
suas tropas e assumiu a coroa portuguesa, unindo Por-
tugal e Espanha. 
 
No contexto da União Ibérica, todas as alternativas es-
tão corretas, exceto a: 
a) Em 1640 terminou o domínio espanhol, através do movi-
mento liderado pelo Duque de Bragança. O duque foi coro-
ado monarca de Portugal, dando início a dinastia de Bra-
gança. 
b) Neste período, o Tratado de Tordesilhas não teve ne-
nhum efeito entre os limites territoriais portugueses e espa-
nhóis na América. Isto favoreceu o avanço português para 
o interior da colônia. 
c) O principal motivo da União Ibérica foi a tentativa da 
França de anexar a Espanha ao seu território. A União do 
exército espanhol com o exército português conseguiu afas-
tar esta ameaça. 
d) Os holandeses invadiram o nordeste neste período e do-
minaram Pernambuco, pois os espanhóis não estavam per-
mitindo o contato comercial dos batavos com os produtores 
de açúcar. 
 
406. (Fac. Direito de Franca SP/2014) O Tratado de Ma-
dri, assinado por Espanha e Portugal em 1750, delimi-
tou as linhas divisórias entre possessões espanholas e 
portuguesas no hemisfério Sul, reconhecendo 
a) os princípios de inviolabilidade dos acordos assinados 
previamente e mantendo as fronteiras estabelecidas desde 
a conquista da América. 
b) as áreas efetivamente ocupadas pelas duas metrópoles, 
que, nos séculos anteriores, haviam interiorizado gradual-
mente a colonização. 
c) a necessidade de proteger as áreas coloniais do avanço 
imperialista de outras potências europeias sobre a América. 
d) o interesse expansionista dos Estados Unidos, que ele-
gera o Sul do continente americano como sua área de in-
fluência. 
e) os territórios indígenas como zonas de proteção máxima, 
que deviam ser defendidas prioritariamente.

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