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História I -40

Exercícios de vestibular sobre Sociedade Colonial brasileira: questões de múltipla escolha sobre escravidão, estrutura social, atuação jesuíta (Antonil), capitães-do-mato e quilombos.

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Aula 2 – Sociedade Colonial 
 
 
 
 
 
229 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
Assinale a opção que, baseada na citação do jesuíta Antonil, justifica corretamente os fundamentos da 
sociedade colonial. 
a) A sociedade colonial se resumia ao mundo da casa-grande e da senzala, espaços fundamentais de 
um mundo rural mediado pelos engenhos açucareiros. 
b) O ideal de sociedade colonial, segundo os inacianos, era o de uma sociedade de missões, o que 
explica a crítica do jesuíta Antonil à escravidão. 
c) A estrutura social do Brasil Colônia era fundamentalmente escravista, uma vez que os setores 
essenciais da economia colonial, a exemplo de agro-manufatura do açúcar, dependiam do trabalho 
escravo, sobretudo dos africanos. 
d) A sociedade escravista erigida na Colônia sempre foi condenada pelos jesuítas que, a exemplo de 
Antonil, desejavam ardorosamente que índios e africanos se dedicassem ao mundo de Deus. 
e) A sociedade colonial possuía duas classes, senhores e escravos, pólos antagônicos do latifúndio ou 
da "fazenda" mencionada por Antonil. 
 
Questão 14 
“Em pouco mais de cem anos, a ênfase passa do controle dos moradores para o dos escravos fugidos, 
do olhar metropolitano ao colonial, e uma figura central emerge: a do capitão-do-mato [...]. O termo 
capitão-do-mato já aparece em diversos documentos coloniais desde meados do século XVII [Contudo 
o cargo foi normatizado apenas no início do século XVIII.] Que terá acontecido no período que vai de 
meados do século XVII às primeiras décadas do século XVIII para que essa ocupação se 
estabelecesse tão firmemente na vida colonial?” 
(REIS, João José; GOMES, Flávio dos Santos (Orgs.). Liberdade por um fio. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. p.85.) 
 
Considerando-se as informações desse texto, é correto afirmar que o crescente fortalecimento do 
cargo de capitão-do-mato, entre meados do século XVII e início do século XVIII, se explica como 
consequência da: 
a) interiorização da população em direção à área das drogas do sertão, o que resulta numa ocupação 
desordenada desses espaços produtivos por brancos e negros. 
b) explosão demográfica ocorrida na região das minas dos Goiases e de Cuiabá, que implica um 
adensamento populacional propício às desordens e violência, sobretudo as praticadas por escravos 
fugidos. 
c) urbanização do Nordeste, derivada da crise açucareira, gerada pela expulsão dos holandeses, crise 
que promove, nas vilas e arraiais, a concentração de escravos, que, até então, trabalhavam nos 
engenhos. 
d) dificuldade das campanhas para a destruição do quilombo de Palmares e a possibilidade do 
surgimento de novos e resistentes núcleos de quilombolas tanto no Nordeste quanto em outras áreas 
de interesse metropolitano. 
 
Questão 15 
No Brasil colonial, grande parte da mão-de-obra era suprida pela exploração do trabalho escravo de 
africanos e de seus descendentes. Sua condição perante a lei era ambígua. Quando se tratava de 
puni-los, eram considerados pessoas, sendo responsabilizados pelas faltas cometidas e recebendo, 
por isso, severos castigos. Por outro lado, eram tratados também como coisas, uma vez que: 
a) a propriedade sobre o indivíduo escravizado era transmissível por herança, doação, legado, aluguel, 
empréstimo e confisco. 
b) a condição social de escravo era perpétua e se transmitia hereditariamente, pela linha materna, tal 
como no antigo direito romano. 
c) a convivência dos escravos domésticos com os seus senhores resultava em maior intimidade e 
gerava maiores chances de alforria. 
d) a jornada de trabalho dos escravos, nas plantações e nos engenhos de açúcar, era muito longa e 
esgotava suas forças em poucos anos. 
 
Questão 16 
No Brasil, os escravos: 
1. trabalhavam tanto no campo quanto na cidade, em atividades econômicas variadas. 
2. sofriam castigos físicos, em praça pública, determinados por seus senhores. 
3. resistiam de diversas formas, seja praticando o suicídio, seja organizando rebeliões. 
4. tinham a mesma cultura e religião, já que eram todos provenientes de Angola. 
5. estavam proibidos pela legislação de efetuar pagamento por sua alforria. 
Das afirmações apresentadas, são verdadeiras apenas: 
a) 1, 2 e 4. b) 3, 4 e 5. c) 1, 3 e 5. d) 1, 2 e 3. e) 2, 3 e 5. 
 
Anotações 
 
 
 
 
 
 230 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE HISTÓRIA DO BRASIL – (Prof. Márcio Michiles) 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 
 
Questão 01 
Os primitivos habitantes do Brasil foram vítimas do processo 
colonizador. O europeu, com visão de mundo calcada em 
preconceitos, menosprezou o indígena e sua cultura. A acreditar 
nos viajantes e missionários, a partir de meados do século XVI, há 
um decréscimo da população indígena, que se agrava nos séculos 
seguintes. Os fatores que mais contribuíram para o citado 
decréscimo foram: 
a) a captura e a venda do índio para o trabalho nas minas de prata 
do Potosi. 
b) as guerras permanentes entre as tribos indígenas e entre índios 
e brancos. 
c) o canibalismo, o sentido mítico das práticas rituais, o espírito 
sanguinário, cruel e vingativo dos naturais. 
d) as missões jesuíticas do vale amazônico e a exploração do 
trabalho indígena na extração da borracha. 
e) as epidemias introduzidas pelo invasor europeu e a escravidão 
dos índios. 
 
Questão 02 
"Na primeira carta disse a V. Rev. a grande perseguição que 
padecem os índios, pela cobiça dos portugueses em os cativarem. 
Nada há de dizer de novo, senão que ainda continua a mesma 
cobiça e perseguição, a qual cresceu ainda mais. 
No ano de 1649 partiram os moradores de São Paulo para o sertão, 
em demanda de uma nação de índios distantes daquela capitania 
muitas léguas pela terra adentro, com a intenção de os arrancarem 
de suas terras e os trazerem às de São Paulo, e aí se servirem 
deles como costumam." 
(Pe. Antônio Vieira, CARTA AO PADRE PROVINCIAL, 1653, Maranhão.) 
 
Este documento do Padre Antônio Vieira revela: 
a) que tanto o padre Vieira como os demais jesuítas eram 
contrários à escravidão dos indígenas e dos africanos, posição que 
provocou conflitos constantes com o governo português. 
b) um dos momentos cruciais da crise entre o governo português e 
a Companhia de Jesus, que culminou com a expulsão dos jesuítas 
do território brasileiro. 
c) que o ponto fundamental dos confrontos entre os padres jesuítas 
e os colonos referia-se à escravização dos indígenas e, em 
especial, à forma de atuar dos bandeirantes. 
d) um episódio isolado da ação do padre Vieira na luta contra a 
escravização indígena no Estado do Maranhão, o qual se utilizava 
da ação dos bandeirantes para caçar os nativos. 
e) que os padres jesuítas, em oposição à ação dos colonos 
paulistas, contavam com o apoio do governo português na luta 
contra a escravização indígena. 
 
Questão 03 
Compare os dois textos abaixo: 
"Cinco grupos etnográficos, ligados pela comunidade ativa da 
língua e passiva da religião, moldados pelas condições ambientes 
de cinco regiões dispersas, tendo pelas riquezas naturais da terra 
um entusiasmo estrepitoso, sentindo pelo português aversão ou 
desprezo, não se prezando, porém, uns aos outros de modo 
particular - eis em suma ao que se reduziu a obra de três séculos." 
(ABREU, Capistrano de. "CapítuIos de história colonial" 
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1976 - original de 1907.) 
 
"É de assinalar que, apesar de feitos pela fusão de matrizes tão 
diferenciadas, os brasileiros são, hoje, um dos povos mais 
homogêneos, linguística e culturalmente e também um dos mais 
integrados socialmente da Terra. Falam uma mesma língua, sem 
dialetos. Não abrigam nenhum contingente reivindicativo de 
autonomia, nem se apegam a nenhum passado. Estamos abertos 
é para o futuro." 
(RIBEIRO, Darcy. "O povo brasileiro". São Paulo: 
Companhia dasLetras, 1995.) 
 
No que diz respeito à formação da nação brasileira, os autores, nas 
passagens acima, divergem quanto ao significado de aspectos da: 
a) herança colonial 
b) unificação territorial 
c) polarização regional 
d) imigração estrangeira 
 
Questão 04 
"Os colonizadores utilizaram a mão-de-obra indígena para construir 
suas cidades e instalar suas missões. Ao ensinar, acabaram por 
aprender, favorecendo um profundo processo de assimilação 
cultural iniciado pelo confronto." 
(Silva, Janice Theodoro da. "Descobrimento e Colonização", 
São Paulo, Ed. Ática, 1987.) 
 
A nossa identidade foi forjada durante todo o período colonial e 
teve como matriz o encontro e o confronto de culturas distintas. 
Observando a sociedade brasileira atual com base no fato exposto 
pela afirmativa acima, verificamos que a cultura: 
a) indígena passou por um processo de aculturação tão bem feito 
que não podemos identificar nenhum de seus traços na cultura 
brasileira atual. 
b) brasileira apresenta-se como cultura "pura", pelo fato de a cultura 
europeia ter sido dominada pela indígena. 
c) europeia foi tão influenciada pela cultura indígena que só o 
idioma português ficou como herança europeia na cultura brasileira. 
d) brasileira tem como marca a "mestiçagem cultural", em que 
traços da cultura indígena se misturaram com traços europeus e 
africanos. 
e) indígena, apesar de ter sido dominada pela europeia, deixou 
como herança a família monogâmica e matriarcal. 
 
Questão 05 
Com relação às populações indígenas brasileiras, NÃO é correto 
afirmar: 
a) para praticar a agricultura, os tupis derrubavam árvores e faziam 
a queimada, técnica que seria posteriormente incorporada pelos 
colonizadores. 
b) quando os europeus chegaram aqui, encontraram uma 
população ameríndia homogênea em termos culturais e 
linguísticos, distribuída ao longo da costa e da bacia dos Rios 
Paraná-Paraguai. 
c) ao longo do período colonial, em várias ocasiões os aimorés, 
tupis, xavantes, tupiniquins, tapuias e terenas uniram-se para 
enfrentar os invasores europeus. 
d) feijão, milho, abóbora e mandioca eram plantados pelas nações 
indígenas, sendo que a farinha de mandioca tornou-se um alimento 
básico na Colônia. 
e) uma forma de resistência dos índios à presença do homem 
branco consistiu no seu contínuo deslocamento, para regiões cada 
vez mais pobres. 
Aula 2 – Sociedade Colonial 
 
 
 
 
 
231 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
Questão 06 
Com a chegada dos europeus no continente americano, a partir do 
final do século XV, as populações indígenas foram praticamente 
exterminadas. Mas, apesar da violência da conquista territorial, a 
resistência indígena nas regiões brasileiras sempre existiu, 
podendo ser identificada 
a) pela organização de quilombos em áreas distantes do litoral, 
onde preservaram costumes e tradições. 
b) pela aculturação e acordos com os padres jesuítas e de outras 
ordens religiosas nas missões religiosas. 
c) pela preservação de costumes no processo de coabitação e 
casamentos, que garantiam a mestiçagem entre brancos e índias. 
d) pela união entre as tribos do litoral e do interior contra a 
organização das missões jesuíticas. 
e) por lutas e enfrentamentos diversos, como a Guerra Guaranítica, 
e fugas para áreas do interior da Amazônia. 
 
Questão 07 
"Guaixará 
Esta virtude estrangeira 
me irrita sobremaneira 
Quem a teria trazido, 
com os seus hábitos polidos 
estragando a terra inteira? 
(...) 
Quem é forte como eu? 
Como eu, conceituado? 
Sou diabo bem assado, 
a fama me precedeu; 
Guaixará sou chamado 
(...) 
Que bom costume é bailar! 
Adornar-se, andar pintado, 
tingir pernas, empenado 
fumar e curandeiar, 
andar de negro pintado. 
(…) 
Para isso 
com os índios convivi. 
Vêm os tais padres agora 
com regras fora de hora 
para que duvidem de mim. 
Lei de Deus que não vigora." 
(ANCHIETA, José de. "Auto de São Lourenço" In: "Teatro de Anchieta". 
São Paulo, Loyola, pp.61-62) 
 
A leitura de Anchieta nos permite afirmar que a ação da Companhia 
de Jesus no processo da colonização do Brasil foi marcada pela(o): 
a) completa aceitação das práticas culturais indígenas e pela sua 
incondicional defesa diante da Coroa portuguesa. 
b) intolerância radical com relação às comunidades indígenas e 
pela defesa de escravização indiscriminada destas comunidades. 
c) aceitação da cultura indígena e afirmação dos seus valores em 
detrimento das bases culturais do catolicismo ocidental. 
d) mecanismo de apropriação da cultura indígena, utilizando seus 
elementos como forma de empreender a catequese dos nativos sob 
os moldes católicos. 
e) indiferentismo em relação à cultura indígena, por ser 
considerada demoníaca e irrecuperável, mesmo diante dos 
ensinamentos cristãos. 
Questão 08 
Em razão de as comunidades primitivas indígenas representarem, 
no Período Colonial, apenas reservas de força de trabalho a ser 
aproveitada no corte e transporte do pau-brasil, entre 1500 e 1530, 
no Brasil, 
a) o comércio realizava-se através da troca direta ou escambo. 
b) a maioria das atividades produtivas concentrava-se na economia 
informal. 
c) o extrativismo mineral acabou desenvolvendo um mercado de 
consumo interno. 
d) a economia baseou-se essencialmente em atividades agrícolas. 
e) a expansão da pecuária impulsionou a utilização da mão-de-obra 
escrava africana. 
 
Questão 09 
Durante o período colonial, havia atritos entre os padres jesuítas e 
os habitantes locais porque os 
a) colonos eram ateus belicosos, e os jesuítas, pacíficos católicos. 
b) religiosos pretendiam escravizar tanto o negro como o índio e os 
colonos lutavam para receber salários dos capitães donatários. 
c) colonos desejavam escravizar o negro e os jesuítas se opunham. 
d) religiosos preocupavam-se com a integração dos indígenas no 
mercado de trabalho assalariado e os colonos queriam escravizá-
los. 
e) colonos pretendiam escravizar os indígenas e os padres eram 
contra, pois queriam aldeá-los em missões. 
 
Questão 10 
Todas as alternativas contêm elementos corretos sobre o projeto 
missionário e catequizador dos jesuítas, no momento da 
colonização brasileira, EXCETO 
a) A legitimação da espoliação e da fraternidade cristã. 
b) A oratória barroca, marcada pelo discurso linear e retilíneo. 
c) A simbiose da alegoria cristã e do pensamento mercantil. 
d) O ardor da diplomacia cristã, mistura de veemência e 
ambiguidade. 
e) Os caminhos violentos e sedutores da pedagogia missionária. 
 
Questão 11 
Sobre os jesuítas, intimamente relacionados com a expansão 
europeia e a realidade colonial, é correto afirmar que: 
a) foram expulsos de Portugal e do Brasil no reinado de D. José I. 
b) respeitaram as culturas alheias, mas fizeram da educação uma 
das tarefas menos constantes na América, na Ásia e na África. 
c) a Ordem dos Jesuítas nunca foi reconhecida pela Santa Sé e 
pelos monarcas absolutos. 
d) deliberadamente buscaram aniquilar os guaranis catequizados. 
e) foram indispensáveis na luta contra-reformista, mas não estavam 
sujeitos a um modelo de organização hierarquizada militarmente. 
 
Questão 12 
A Igreja Católica teve papel relevante no processo de colonização, 
que pode ser constatado: 
a) na Catequese que, promovendo a integração do índio aos 
padrões europeus e cristãos, favoreceu a sua emancipação. 
b) na Educação, através das Ordens Religiosas, a Igreja 
monopolizou as instituições de ensino até o século XVIII. 
c) nas Missões, que, ao reunirem os contingentes indígenas, 
facilitavam o fornecimento de mão-de-obra para a lavoura. 
d) na defesa das Fronteiras, sendo as missões a primeira defesa 
por onde penetraram estrangeiros no Brasil. 
 
 
 
 
 232 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE HISTÓRIA DO BRASIL – (Prof. Márcio Michiles) 
e) na administração, ocupando o clero a maior parte dos cargos 
públicos que exigiam melhor nível de instrução. 
 
Questão 13 
"As aldeias de índios estão forçadas aentregar certa quantidade de 
seus membros aptos para realizar trabalhos (...), durante um prazo 
determinado. Esses índios são compensados com certa quantidade 
de dinheiro e destinados aos mais variados tipos de serviços." 
 
Esse trecho da obra de Sérgio Bagú, ECONOMIA DA SOCIEDADE 
COLONIAL, apresenta as condições de trabalho compulsório 
a) dos diversos grupos indígenas das áreas colonizadas por 
espanhóis e portugueses. 
b) dos grupos indígenas das áreas espanholas submetidos à 
instituição da "mita". 
c) dos grupos indígenas das áreas portuguesas submetidas às 
regras da "guerra justa". 
d) dos grupos indígenas das áreas agrícolas de colonização 
espanhola submetidos ao regime de "encomienda". 
e) dos grupos indígenas das áreas portuguesas e espanholas 
originários das "missões" dos jesuítas. 
 
Questão 14 
A Companhia de Jesus foi instrumento fundamental para a 
evangelização das colônias americanas. 
a) CITE duas estratégias usadas pela Companhia de Jesus para a 
difusão da fé católica. 
b) IDENTIFIQUE os objetivos da Companhia de Jesus no Novo 
Mundo. 
 
Questão 15 
"No estado do Maranhão, Senhor não há outro ouro nem prata mais 
que o sangue e o suor dos índios: o sangue se vende nos que 
cativam e o suor se converte no tabaco, no açúcar e demais drogas 
que com os ditos índios se lavram e fabricam. Com este sangue e 
suor se medeia a necessidade dos moradores; e com este sangue 
e com este suor se enche e enriquece a cobiça insaciável dos que 
lá vão governar... desde o princípio do Mundo, entrando o tempo 
dos Neros e Dioclecianos, se não executarem em toda a Europa 
tantas injustiças, crueldades e tiranias como executou a cobiça e 
impiedade dos chamados conquistadores do Maranhão, nos bens, 
no suor, no sangue, na liberdade, nas mulheres, nos filhos, nas 
vidas e sobretudo nas almas dos miseráveis índios..." 
(CARTA DE PADRE ANTÔNIO VIEIRA AO PROCURADOR DO MARANHÃO 
JORGE DE SAMPAIO, EM 1662. IN: Vieira, Padre Antônio, "Obras Escolhidas", Sá 
da Costa, Lisboa, 1951, Vol.V, pp.210-211). 
 
"Os escravos são as mãos e os pés do senhor de engenho; porque 
sem eles no Brasil não é possível conservar e aumentar fazendas, 
nem ter engenho corrente. E do modo com que se há com eles, 
depende tê-los bons ou maus para o serviço. Por isso é necessário 
comprar cada ano algumas peças, e reparti-Ias pelos partidos, 
roças, serrarias e barcas". 
(TEXTO DO CRONISTA ANTONIL, RETIRADO DE SEU LIVRO "CULTURA E 
OPULÊNCIA DO BRASIL POR SUAS DROGAS E MINAS". 1ªed. 1711) 
 
Na América Espanhola e na América Portuguesa, os colonizadores 
desenvolveram e adaptaram várias formas de utilização de trabalho 
compulsório (incluindo a escravidão propriamente dita). Populações 
indígenas inteiras foram escravizadas, assim como negros trazidos 
da África já no final do século XVI. 
Na literatura colonial dos séculos XVIl e XVIll - principalmente a 
produzida por religiosos - escravidão no Brasil, cada vez mais, 
passou a ser sinônimo de escravidão negra. Em termos ideológicos 
a escravidão negra foi legitimada enquanto a legislação assinalava 
a proibição da escravização dos indígenas. 
a) Cite dois tipos de regime de trabalho compulsório utilizado na 
América Espanhola. 
b) Explique duas razões que provocaram a substituição da mão-de-
obra indígena pela mão-de-obra escrava africana. 
 
Questão 16 
Responder à questão, sobre a escravidão no Brasil, com base no 
texto abaixo. 
 A BRECHA CAMPONESA 
"Um outro mecanismo de controle e manutenção da ordem 
escravista foi a criação de uma margem de economia própria para 
o escravo dentro do sistema escravista, a chamada 'brecha 
camponesa'. Ao ceder um pedaço de terra em usufruto e a folga 
semanal para trabalhá-la, o senhor aumentava a quantidade de 
gêneros disponíveis para alimentar a escravatura numerosa, ao 
mesmo tempo em que fornecia uma válvula de escape para as 
pressões resultantes da escravidão (...). 
O espaço da economia própria servia para que os escravos 
adquirissem tabaco, comida de regala uma roupinha melhor para 
mulher e filhos, etc. Mas, no Rio de Janeiro do século XIX, sua 
motivação principal parece ter sido o que apontamos como válvula 
de escape para as pressões do sistema: a ilusão de propriedade 
'distrai' a escravidão e prende, mais do que uma vigilância feroz e 
dispendiosa, o escravo à fazenda. 'Distrai', ao mesmo tempo, o 
senhor do seu papel social, tornando-o mais humano aos seus 
próprios olhos. (...) Certamente o fazendeiro vê encher-se a sua 
alma de certa satisfação quando vê vir o seu escravo de sua roça 
trazendo o seu cacho de bananas, o cará, a cana, etc. (...) O 
sistema escravista - como qualquer outro - não poderia, 
evidentemente, viabilizar-se apenas pela força. "O extremo 
aperreamento desseca-lhes o coração', escreve o barão 
justificando a economia própria dos escravos, 'endurece-os e 
inclina-os para o mal. O senhor deve ser severo, justiceiro e 
humano'." 
REIS, João José & SILVA, Eduardo, In: MOTA, Myriam Becho & BRAICK, Patrícia Ramos. 
"História das cavernas ao terceiro milênio". São Paulo: Moderna, 1997, p.248. 
 
A chamada "brecha camponesa", de que tratam os autores do 
texto, refere-se a 
a) um pedaço de terra cedido em usufruto ao escravo, além de uma 
folga semanal para trabalhar na terra, de onde os negros podiam 
extrair gêneros extras para sua subsistência, como o tabaco, a 
banana, o cara, a comida de regalo, etc. 
b) um mecanismo de distração dos senhores, os quais passarão a 
produzir alguns gêneros para sua subsistência, criando, assim, uma 
válvula de escape contra as pressões do sistema. 
c) um mecanismo de distração para os escravos que, após 
passarem a semana inteira produzindo apenas cana-de-açúcar, em 
um dia da semana poderiam se dedicar ao plantio de outros 
gêneros, além de receberem uma pequena parcela da produção 
para seu próprio consumo. 
d) um mecanismo de controle e manutenção da ordem escravista, 
já que senhores e escravos podiam trabalhar conjuntamente, 
distraindo-se das tensões permanentes do sistema e amenizando 
as profundas diferenças sociais existentes entre eles. 
e) uma espécie de propriedade privada dos escravos, que 
possibilitava a estes produzir gêneros complementares para sua 
subsistência, suprindo também as necessidades alimentares de 
seu senhor, que trocava esses produtos por cana-de-açúcar. 
Aula 2 – Sociedade Colonial 
 
 
 
 
 
233 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
Questão 17 
Nos últimos anos, estudos acerca da escravidão têm revelado uma 
sociedade onde os negros, mesmo submetidos a condições 
subumanas, foram sujeitos de sua própria história. 
Sobre a atitude rebelde dos cativos, assegura-se que: 
a) Tarefas mal feitas e incompletas atestavam a veracidade dos 
argumentos sobre a ignorância dos escravos, o que impossibilitava 
a organização de movimentos rebeldes. 
b) A vigilância e fiscalização do feitor impediam a rebeldia, 
restringindo as alternativas de contestação à fuga e ao suicídio. 
c) As revoltas raramente ocorriam, pois, considerados mercadorias, 
os escravos se reconheciam como coisas e não como humanos. 
d) A rebeldia negra apoiou-se, sobretudo, na manutenção, por parte 
dos cativos, de seus valores culturais. 
e) O levante dos malês, em 1835, tinha forte conteúdo étnico, o que 
explica a excepcionalidade desse motim ocorrido na Bahia. 
 
Questão 18 
Na década de 30, as obras de Gilberto Freyre redirecionaram os 
estudos sobre negros e cultura africana quanto à questão da 
identidade racial brasileira, pois, contradiziam as afirmativas 
segundo as quais a miscigenação tinha causado um dano 
irreparável à nossa sociedade. 
Gilberto Freyre, em seus estudos: 
a) trata da confluência do cotidiano rural e urbano no Brasil, o que 
se destaca em sua primeira obra - Sobrados e Mocambos; 
b) detém-se na análise das relações multirraciais vigentes na 
sociedade baiana do século XVIII; 
c) enfatiza o cunho intensamente patriarcal da sociedade brasileira; 
d) aprofunda as teorias raciais vigentesno Brasil na segunda 
metade do século XIX; 
e) responsabiliza a sociedade derivada da mestiçagem pelos vícios 
sociais do povo brasileiro. 
 
Questão 19 
A escravidão, inicialmente dos índios e posteriormente dos negros 
africanos, foi um fator decisivo para a implantação da grande 
lavoura canavieira no Brasil. Por isso, em plena Idade Moderna, de 
acordo com a MENTALIDADE COLONIALISTA, justificava-se a 
escravidão com o(s) seguinte(s) argumento(s): 
I. Os índios eram criaturas bestiais, antropófagas, supersticiosas e 
desprovidas de razão e da fé cristã, portanto, sujeitos ao domínio 
civilizatório da Europa. 
II. A escravidão era imprescindível à formação do Brasil, pois os 
escravos eram os "pés" e as "mãos" dos senhores de engenho. 
III. Os africanos, descendentes de Caim e amaldiçoados por Deus, 
deveriam sofrer no Brasil, purgando seus pecados, como forma de 
alcançar a salvação. 
IV. O comércio de escravos e a propagação do cristianismo 
retiravam os africanos do estado de barbárie em que viviam, 
evitando que os mais fortes destruíssem os mais fracos em guerras 
tribais. 
Dentre as afirmativas apresentadas, são verdadeiras: 
a) apenas I, II, IV d) I, II, III e IV 
b) apenas II, III, IV e) apenas I, III, IV 
c) apenas I, II, III 
 
Questão 20 
Um dos temas constantes na história do Brasil refere-se à 
escravidão. Muitas explicações são atribuídas ao fato de que a 
escravidão indígena foi sendo substituída pela africana. Analise 
atentamente as afirmações abaixo. 
( ) A principal razão pela qual a escravidão indígena foi sendo 
substituída pela africana, deve-se ao fato de que o indígena era 
preguiçoso, preferia pescar e caçar a trabalhar forçado na 
agricultura. 
( ) O africano era uma raça mais adaptada ao trabalho agrícola, 
principalmente ao trabalho físico pesado. Na África, já estava 
habituado a esse tipo de atividade e, por essa razão, ele se 
adaptou melhor que os indígenas. 
( ) Os indígenas se rebelavam com mais frequência contra o 
trabalho escravo que lhes era imposto, porque sua religião tinha 
como um dos mandamentos fundamentais o exercício da liberdade. 
( ) A morte dos povos indígenas - em razão dos ataques dos 
brancos e do contágio de doenças - além da proteção da Igreja, 
que condenava a escravidão desses povos gerou a busca pela 
alternativa do trabalho escravo africano. 
( ) É completamente equivocada a afirmação de que o africano 
se adaptou melhor à escravidão do que o indígena; qualquer povo 
livre sempre reagirá a qualquer tentativa de transformá-lo em 
escravo. 
 
Questão 21 
No século XVI, a necessidade de garantir o abastecimento contínuo 
de força de trabalho escrava para a América produziu alianças 
políticas entre representantes dos interesses coloniais e reinos 
africanos. Sobre esta questão, analise as proposições abaixo. 
( ) Estas alianças regularizaram as trocas de mercadorias, 
instalações de feitorias e de fortalezas. 
( ) O Estado português foi o único a estabelecer alianças 
políticas com reinos africanos durante os séculos XVI e XVII. 
( ) As trocas de mercadorias entre África e Brasil foram 
monopolizadas pelos comerciantes brasileiros desde o século XVI. 
( ) A demanda de africanos transformados em escravos, para 
abastecer a América, cresceu ao longo do século XVII, provocando 
uma disputa entre vários comerciantes europeus, na tentativa de 
dominar áreas fornecedoras. 
( ) Estas alianças políticas possibilitaram a presença de 
missionários europeus em vários territórios africanos, para realizar 
o trabalho de converter e catequizar a população nativa ao 
cristianismo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURSO ANUAL DE HISTÓRIA DO BRASIL 
Prof. Márcio Michiles 
ECONOMIA COLONIAL 
 
ORIGENS 
Durante a Idade Média, as poucas quantidades de açúcar 
consumidas na Europa procediam do Oriente, de onde é nativa a 
cana-de-açúcar, sendo o comércio desse artigo monopolizado por 
Veneza. Em meados do século XV a cana foi introduzida pelos 
portugueses na ilha da Madeira e pelos espanhóis nas Canárias. 
Seu cultivo prosperou tanto que o açúcar das novas possessões 
ibéricas passou a chegar à Europa a preços muito baixos, 
popularizando o consumo de um produto que até então se limitara 
às moradias dos ricos, aos hospitais e aos boticários, que o 
utilizavam apenas como base de preparados farmacêuticos. 
Estimulados pelos bons frutos colhidos com a concorrência à 
república veneziana, os portugueses trouxeram para o Brasil, logo 
depois da descoberta, as primeiras mudas de cana. Da capitania 
da qual se originaria São Paulo, a de São Vicente, por onde a 
planta entrou na colônia e onde se estabeleceram os primitivos 
engenhos, a cana-de-açúcar se irradiou sem demora por todo o 
litoral brasileiro. 
Implantação dos engenhos. O primeiro engenho de açúcar de que 
se tem notícia no Brasil foi instalado em São Paulo por volta de 
1532. Três anos mais tarde já havia alguns outros funcionando em 
Pernambuco, onde iriam assumir extraordinária importância. 
Depois de 1550 começou a produção de açúcar na Bahia, cujos 
primeiros engenhos foram destruídos pelos índios. 
 
Na ilha de Itamaracá PE, em 1565, a produção já era florescente, e 
na década seguinte foram instalados os primeiros engenhos de 
Alagoas. Nessa mesma época, grande parte das várzeas e morros 
pouco a pouco ocupados pela cidade do Rio de Janeiro constituía 
um vastíssimo canavial que alimentava no mínimo 12 grandes 
engenhos. 
No final do século XVI, o Brasil já se convertera no maior produtor 
e fornecedor mundial de açúcar, com um artigo de melhor 
qualidade que o procedente da Índia e uma produção anual 
estimada em seis mil toneladas, cerca de noventa por cento das 
quais eram exportadas para Portugal e distribuídas na Europa. 
Ao açúcar fabricado no Brasil abriram-se mercados grandemente 
vantajosos. Sabe-se que antes de 1500 os europeus, em geral, só 
adoçavam seus alimentos e bebidas com um pouco de mel. 
Compreende-se assim que, ao revolucionar com o açúcar o 
sistema europeu de alimentação, o Brasil recém-descoberto tenha 
assegurado aos portugueses rendimentos mais regulares ou 
estáveis que as riquezas do Oriente. 
Também se compreende que a atenção dos portugueses, a 
princípio concentrada no Oriente, se voltasse para o Brasil. Por 
isso, as áreas brasileiras mais favoráveis ao cultivo da cana foram, 
quase de súbito, alteradas em sua configuração e paisagem pela 
presença de famílias patriarcais, vindas de Portugal com capitais 
suficientes para se estabelecerem feudalmente. 
A escolha do produto tropical não fora casual. Contava a seu favor 
a experiência dos colonos portugueses com o cultivo da cana e a 
manufatura do açúcar na Madeira e outras ilhas do litoral africano. 
Da Madeira, de fato, a produção de açúcar passara ao arquipélago 
dos Açores, ao de Cabo Verde e à ilha de São Tomé. Essa 
experiência anterior teve enorme importância para a implantação 
de engenhos no Brasil, pois familiarizou os portugueses com os 
problemas técnicos ligados à lavoura da cana e ao fabrico do 
açúcar, motivando em Portugal, ao mesmo tempo, a invenção e o 
aperfeiçoamento de mecanismos para os engenhos. 
A primeira grande inovação tecnológica na indústria brasileira do 
açúcar só iria ocorrer nos primeiros anos do século XVII. Nos 
melhores engenhos, a cana era até então espremida entre dois 
cilindros horizontais de madeira, movidos a tração animal ou por 
roda-d'água. Para uma segunda espremedura, com a qual se 
obtinha mais caldo, usavam-se também pilões, nós e monjolos. 
O novo tipo de engenho adotado compunha-se de três cilindros 
verticais muito justos, cabendo ao primeiro, movido por roda-d'água 
ou almanjarra, fazer girar os outros dois. Em caldeiras e tachos, o 
caldo era a seguir fervido para engrossar, posto em formas de 
barro e levado à casa de purgar para ser alvejado. A nova técnica 
se difundiu por todo o Brasil, com os engenhos mais eficientessubstituindo os antigos. 
Progressão das lavouras. Foi sobretudo nas zonas de clima quente 
do litoral do Nordeste e do Recôncavo baiano que os efeitos do 
plantio da cana se tornaram mais evidentes. 
Processou-se ali a primeira transformação mais extensiva da 
paisagem natural, com o desbravamento das matas e sua 
substituição por grandes canaviais que penetraram ao longo dos 
vales e subiram pelas encostas dos morros. Os cursos dos rios 
perenes favoreceram a atuação dos engenhos, como vias de 
escoamento da produção açucareira até os portos de embarque 
situados na costa. 
Com o incremento da produção, multiplicaram-se os bangüês e as 
grandes moradias rurais dos senhores da nova riqueza agrária. 
Para manter essa riqueza, instalou-se uma corrente contínua de 
transplantação de escravos africanos, alojados nas senzalas, 
símbolos de uma era tenebrosa da agricultura brasileira. 
A princípio, as superfícies cultivadas com cana distribuíam-se em 
quinhões chamados "partidos", ora obtidos por compra, ora por 
ocupação desordenada. Plantavam-se ainda as "terras de sobejo", 
ou as que eram acrescentadas por fraude, nas medições, às áreas 
legalmente vendidas. Além dos escravos, com o tempo também 
lavradores livres passaram a trabalhar em terras que pertenciam 
aos engenhos. 
Alguns mantinham seus canaviais em áreas arrendadas; outros 
plantavam não só cana, como ainda pequenas roças de 
subsistência, constituídas principalmente por milho, mandioca e 
feijão. 
Em geral, os lavradores livres serviam-se dos engenhos a que 
estavam agregados para fazer açúcar, em troca de uma parte da 
produção. Todos eles formavam, na verdade, uma clientela de 
importância vital, pois só com o concurso das lavouras subsidiárias 
ou dependentes muitos engenhos podiam manter-se em atividade 
ininterrupta durante os meses da safra. 
Em sua grande maioria, os que se dedicavam às lavouras de 
subsistência vegetavam à sombra da tolerância dos senhores de 
engenho, que desse modo contavam com recursos para o 
abastecimento de suas próprias famílias. Sobre os vastos 
conjuntos de agregados os senhores exerciam uma autoridade que 
variava conforme o sistema de trabalho ou a forma de ocupação da 
terra. 
A condição do pessoal dos engenhos, por conseguinte, sujeitava-
se a variações jurídicas, econômicas e sociais, escalonadas desde 
a dos negros escravos até a dos lavradores dos "partidos", que 
moíam "cana livre". Entre os dois extremos, situavam-se os 
lavradores livres como pessoas, contudo dependentes da 
propriedade senhorial das terras, que eram obrigados à moenda e 
	SEMANA 03 - H. BRASIL - ECONOMIA AGROEXPORTADORA E O CICLO AÇUCAREIRO - MICHILES - após correção do professor

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