Prévia do material em texto
Exercícios 1. Para alguns críticos, a Psicanálise apenas deve ser vista como um modelo de abordagem psicológica a ser utilizado nos consultórios dos analistas. Essa crítica também se estende para a contribuição da teoria psicanalítica à ciência, sua relevância para a cultura e sociedade em geral. Segundo esse grupo, a teoria de Freud sobre o inconsciente não pode ser provada cientificamente. Logo, deve ser vista apenas como uma hipótese não científica. Pensando nisso, escolha a opção que melhor descreva as finalidades da Psicanálise na clínica médica. Resposta incorreta. A. Pelo uso dos recursos da técnica psicanalítica, o paciente é levado a não perceber os instintos pessoais, pois não há nenhuma evidência prática da existência desses elementos. A finalidade do trato analítico é o autoconhecimento, que possibilita lidar com o sofrimento, criar mecanismos de superação das dificuldades, dos conflitos e dos submetimentos em direção a uma produção humana mais autônoma, criativa e gratificante de cada indivíduo, dos grupos e das instituições. Por meio dele, o paciente, ajudado pelo psicanalista, percebe as ações de seus instintos pessoais, tornando-se apto para tomar decisões curadoras e conscientes. Contrariando os críticos, ressalta-se que a Psicanálise é vista tanto pela Psicologia atual quanto pelas demais áreas do saber como uma vigorosa teoria social e ferramenta de interpretação da realidade. Você acertou! B. Na Psicanálise, busca-se o autoconhecimento de cada indivíduo. Esse processo permite que o paciente analisado perceba a necessidade de estar consciente das ações suavizadoras provindas do inconsciente que causam a ilusão e encontre uma saída madura para os problemas. A finalidade do trato analítico é o autoconhecimento, que possibilita lidar com o sofrimento, criar mecanismos de superação das dificuldades, dos conflitos e dos submetimentos em direção a uma produção humana mais autônoma, criativa e gratificante de cada indivíduo, dos grupos e das instituições. Por meio dele, o paciente, ajudado pelo psicanalista, percebe as ações de seus instintos pessoais, tornando-se apto para tomar decisões curadoras e conscientes. Contrariando os críticos, ressalta-se que a Psicanálise é vista tanto pela Psicologia atual quanto pelas demais áreas do saber como uma vigorosa teoria social e ferramenta de interpretação da realidade. Resposta incorreta. C. Por ser uma teoria científica, a Psicanálise se revela mais como uma ferramenta de auxílio do trabalho dos sociólogos do que da atividade do analista. Por meio dessa metodologia, pode-se perceber com nitidez as razões da bondade humana expressa em tempos difíceis. A finalidade do trato analítico é o autoconhecimento, que possibilita lidar com o sofrimento, criar mecanismos de superação das dificuldades, dos conflitos e dos submetimentos em direção a uma produção humana mais autônoma, criativa e gratificante de cada indivíduo, dos grupos e das instituições. Por meio dele, o paciente, ajudado pelo psicanalista, percebe as ações de seus instintos pessoais, tornando-se apto para tomar decisões curadoras e conscientes. Contrariando os críticos, ressalta-se que a Psicanálise é vista tanto pela Psicologia atual quanto pelas demais áreas do saber como uma vigorosa teoria social e ferramenta de interpretação da realidade. Resposta incorreta. D. As teorias freudianas foram descaracterizadas e desautorizadas pela psicologia contemporânea e, por isso, não têm mais aplicação. A finalidade do trato analítico é o autoconhecimento, que possibilita lidar com o sofrimento, criar mecanismos de superação das dificuldades, dos conflitos e dos submetimentos em direção a uma produção humana mais autônoma, criativa e gratificante de cada indivíduo, dos grupos e das instituições. Por meio dele, o paciente, ajudado pelo psicanalista, percebe as ações de seus instintos pessoais, tornando-se apto para tomar decisões curadoras e conscientes. Contrariando os críticos, ressalta-se que a Psicanálise é vista tanto pela Psicologia atual quanto pelas demais áreas do saber como uma vigorosa teoria social e ferramenta de interpretação da realidade. Resposta incorreta. E. Não há objetivos claros nas concepções psicanalíticas, visto que a Psicanálise se enquadra no leque das teorias sociais em decadência. A finalidade do trato analítico é o autoconhecimento, que possibilita lidar com o sofrimento, criar mecanismos de superação das dificuldades, dos conflitos e dos submetimentos em direção a uma produção humana mais autônoma, criativa e gratificante de cada indivíduo, dos grupos e das instituições. Por meio dele, o paciente, ajudado pelo psicanalista, percebe as ações de seus instintos pessoais, tornando-se apto para tomar decisões curadoras e conscientes. Contrariando os críticos, ressalta-se que a Psicanálise é vista tanto pela Psicologia atual quanto pelas demais áreas do saber como uma vigorosa teoria social e ferramenta de interpretação da realidade. 2. Os estudos freudianos sobre as forças psíquicas permitiram que fosse percebido o quanto as ações dos seres humanos são dirigidas pelos instintos do inconsciente. Em grande parte, somos o reflexo de conteúdos não conscientes que nos abarcam. Logo, diferente da psicologia geral, o objeto da psicanálise é, em específico, o inconsciente humano. Do enunciado pode-se afirmar que a Psicanálise é permeada, em sua abordagem, por um elemento originador. Sobre isso, pode-se afirmar que: Resposta incorreta. A. a abordagem psicanalítica visa, tão somente, a entender a razão de o ser humano ser prodigioso em encontrar saídas para suas escolhas pessoais de cunho capitalista. A Psicanálise nasceu da tentativa de Freud em entender as razões que levavam os seus pacientes a esquecerem certas lembranças relacionadas às vivências traumáticas. Nessa busca, ele descobriu a existência do inconsciente. Sendo assim, podemos afirmar que a abordagem psicanalítica consiste em examinar qual a influência das estruturas internas do indivíduo em suas ações, nas relações com o mundo externo e nas escolhas que faz. Vale ressaltar que dentre alguns pressupostos freudianos tradicionais que iluminam os procedimentos analíticos, deve-se estar consciente de que na percepção de Freud, a Psicanálise é um instrumento eficiente para tratar as neuroses e outras manifestações e distúrbios psíquicos não relacionados às psicoses. Outro elemento importante a ser mencionado se relaciona à compreensão de Freud sobre a origem das neuroses. Para ele, grande parte das neuroses são fomentadas por crenças religiosas. Sendo assim, Freud salienta, orientado por suas concepções darwinistas e evolucionistas, que a religião é uma muleta a ser descartada pela sociedade em sua caminhada em direção ao desenvolvimento e progresso evolutivo. Você acertou! B. o que dirigiu a busca de Freud foi a tentativa de compreender a vida psíquica do ser humano e qual seria a sua influência nas escolhas que ele faz. A Psicanálise nasceu da tentativa de Freud em entender as razões que levavam os seus pacientes a esquecerem certas lembranças relacionadas às vivências traumáticas. Nessa busca, ele descobriu a existência do inconsciente. Sendo assim, podemos afirmar que a abordagem psicanalítica consiste em examinar qual a influência das estruturas internas do indivíduo em suas ações, nas relações com o mundo externo e nas escolhas que faz. Vale ressaltar que dentre alguns pressupostos freudianos tradicionais que iluminam os procedimentos analíticos, deve-se estar consciente de que na percepção de Freud, a Psicanálise é um instrumento eficiente para tratar as neuroses e outras manifestações e distúrbios psíquicos não relacionados às psicoses. Outro elemento importante a ser mencionado se relaciona à compreensão de Freud sobre a origem das neuroses. Para ele, grande parte das neuroses são fomentadas por crenças religiosas. Sendo assim, Freud salienta, orientado por suas concepções darwinistas e evolucionistas, que a religião é uma muleta a ser descartada pela sociedade em sua caminhada em direção ao desenvolvimentoe progresso evolutivo. Resposta incorreta. C. a Psicanálise demonstra a importância da religiosidade humana, pois acredita que este elemento é fundamental para o desenvolvimento da sociedade. A Psicanálise nasceu da tentativa de Freud em entender as razões que levavam os seus pacientes a esquecerem certas lembranças relacionadas às vivências traumáticas. Nessa busca, ele descobriu a existência do inconsciente. Sendo assim, podemos afirmar que a abordagem psicanalítica consiste em examinar qual a influência das estruturas internas do indivíduo em suas ações, nas relações com o mundo externo e nas escolhas que faz. Vale ressaltar que dentre alguns pressupostos freudianos tradicionais que iluminam os procedimentos analíticos, deve-se estar consciente de que na percepção de Freud, a Psicanálise é um instrumento eficiente para tratar as neuroses e outras manifestações e distúrbios psíquicos não relacionados às psicoses. Outro elemento importante a ser mencionado se relaciona à compreensão de Freud sobre a origem das neuroses. Para ele, grande parte das neuroses são fomentadas por crenças religiosas. Sendo assim, Freud salienta, orientado por suas concepções darwinistas e evolucionistas, que a religião é uma muleta a ser descartada pela sociedade em sua caminhada em direção ao desenvolvimento e progresso evolutivo. Resposta incorreta. D. o tratamento analítico é extremamente eficiente para a cura das psicoses adultas. A Psicanálise nasceu da tentativa de Freud em entender as razões que levavam os seus pacientes a esquecerem certas lembranças relacionadas às vivências traumáticas. Nessa busca, ele descobriu a existência do inconsciente. Sendo assim, podemos afirmar que a abordagem psicanalítica consiste em examinar qual a influência das estruturas internas do indivíduo em suas ações, nas relações com o mundo externo e nas escolhas que faz. Vale ressaltar que dentre alguns pressupostos freudianos tradicionais que iluminam os procedimentos analíticos, deve-se estar consciente de que na percepção de Freud, a Psicanálise é um instrumento eficiente para tratar as neuroses e outras manifestações e distúrbios psíquicos não relacionados às psicoses. Outro elemento importante a ser mencionado se relaciona à compreensão de Freud sobre a origem das neuroses. Para ele, grande parte das neuroses são fomentadas por crenças religiosas. Sendo assim, Freud salienta, orientado por suas concepções darwinistas e evolucionistas, que a religião é uma muleta a ser descartada pela sociedade em sua caminhada em direção ao desenvolvimento e progresso evolutivo. Resposta incorreta. E. uma das principais finalidades da abordagem psicanalítica consiste em demonstrar os equívocos da teoria evolucionista de Darwin. A Psicanálise nasceu da tentativa de Freud em entender as razões que levavam os seus pacientes a esquecerem certas lembranças relacionadas às vivências traumáticas. Nessa busca, ele descobriu a existência do inconsciente. Sendo assim, podemos afirmar que a abordagem psicanalítica consiste em examinar qual a influência das estruturas internas do indivíduo em suas ações, nas relações com o mundo externo e nas escolhas que faz. Vale ressaltar que dentre alguns pressupostos freudianos tradicionais que iluminam os procedimentos analíticos, deve-se estar consciente de que na percepção de Freud, a Psicanálise é um instrumento eficiente para tratar as neuroses e outras manifestações e distúrbios psíquicos não relacionados às psicoses. Outro elemento importante a ser mencionado se relaciona à compreensão de Freud sobre a origem das neuroses. Para ele, grande parte das neuroses são fomentadas por crenças religiosas. Sendo assim, Freud salienta, orientado por suas concepções darwinistas e evolucionistas, que a religião é uma muleta a ser descartada pela sociedade em sua caminhada em direção ao desenvolvimento e progresso evolutivo. 3. Em suas investigações, Freud estabeleceu uma teoria inicial sobre a estrutura e o funcionamento da personalidade. Por essa teoria, o aparelho psíquico é composto de três instâncias psíquicas. Sendo assim, dentre as opções dispostas, qual é a que nomeia corretamente as referidas instâncias mencionadas na primeira teoria freudiana? Você não acertou! A. Id, ego, superego. No primeiro momento, ao descobrir a existência do aparelho psíquico, Freud criou a sua primeira teoria. Nela, ele estabeleceu que três eram as instâncias psíquicas, a saber: consciente, pré-consciente e inconsciente. Posteriormente, em sua segunda teoria, ele introduziu os conceitos de id, ego e superego. Vale ressaltar que Freud vai desenvolver o conceito de Eros (pulsão de vida) e Tânatos (pulsão de morte) somente em sua teoria do desenvolvimento da sexualidade humana. Resposta incorreta. B. Inconsciente, intraconsciente e superego. No primeiro momento, ao descobrir a existência do aparelho psíquico, Freud criou a sua primeira teoria. Nela, ele estabeleceu que três eram as instâncias psíquicas, a saber: consciente, pré-consciente e inconsciente. Posteriormente, em sua segunda teoria, ele introduziu os conceitos de id, ego e superego. Vale ressaltar que Freud vai desenvolver o conceito de Eros (pulsão de vida) e Tânatos (pulsão de morte) somente em sua teoria do desenvolvimento da sexualidade humana. Resposta correta. C. Inconsciente, pré-consciente e consciente. No primeiro momento, ao descobrir a existência do aparelho psíquico, Freud criou a sua primeira teoria. Nela, ele estabeleceu que três eram as instâncias psíquicas, a saber: consciente, pré-consciente e inconsciente. Posteriormente, em sua segunda teoria, ele introduziu os conceitos de id, ego e superego. Vale ressaltar que Freud vai desenvolver o conceito de Eros (pulsão de vida) e Tânatos (pulsão de morte) somente em sua teoria do desenvolvimento da sexualidade humana. Resposta incorreta. D. Eros, Pré-Tânatos e Tânatos. No primeiro momento, ao descobrir a existência do aparelho psíquico, Freud criou a sua primeira teoria. Nela, ele estabeleceu que três eram as instâncias psíquicas, a saber: consciente, pré-consciente e inconsciente. Posteriormente, em sua segunda teoria, ele introduziu os conceitos de id, ego e superego. Vale ressaltar que Freud vai desenvolver o conceito de Eros (pulsão de vida) e Tânatos (pulsão de morte) somente em sua teoria do desenvolvimento da sexualidade humana. Resposta incorreta. E. Consciente, ego e superego. No primeiro momento, ao descobrir a existência do aparelho psíquico, Freud criou a sua primeira teoria. Nela, ele estabeleceu que três eram as instâncias psíquicas, a saber: consciente, pré-consciente e inconsciente. Posteriormente, em sua segunda teoria, ele introduziu os conceitos de id, ego e superego. Vale ressaltar que Freud vai desenvolver o conceito de Eros (pulsão de vida) e Tânatos (pulsão de morte) somente em sua teoria do desenvolvimento da sexualidade humana. 4. Em uma de suas teorias sobre o aparelho psíquico, Freud introduziu o conceito de id, ego e superego. Na concepção da Psicanálise, esses três sistemas da personalidade humana demonstram o quanto o inconsciente tem leis próprias de funcionamento. Segundo essa teoria, o ego pode ser compreendido como: Resposta incorreta. A. um recipiente em que residem os conteúdos mais profundos e não conscientes ao ser humano. O ego é o sistema que estabelece o equilíbrio entre as exigências id, as exigências da realidade e as ordens do superego. Ele procura a autopreservação. Resposta incorreta. B. o irmão gêmeo do superego; tem a função de dar vazão aos instintos de prazer primitivos. O ego é o sistema que estabelece o equilíbrio entre as exigências id, as exigências da realidade e as ordens do superego. Ele procura a autopreservação. Resposta incorreta. C. uma instância da qual se origina o complexo de Édipo, elemento fundamental para o desenvolvimento da inteligência humana. O ego é o sistema que estabelece o equilíbrio entre as exigências id, as exigências da realidade e as ordens do superego. Ele procura a autopreservação. Você acertou! D. um sistema que levao ser humano à reflexão e à tomada coerente de decisão. Entre os três elementos, configura-se como o mais consciente. O ego é o sistema que estabelece o equilíbrio entre as exigências id, as exigências da realidade e as ordens do superego. Ele procura a autopreservação. Resposta incorreta. E. a instância devotada à realização dos desejos, que não se importa com as consequências ou punições decorrentes dos atos. O ego é o sistema que estabelece o equilíbrio entre as exigências id, as exigências da realidade e as ordens do superego. Ele procura a autopreservação. 5. Existe uma força interna no inconsciente que conspira para que os desejos sejam realizados, sem que sentimentos de desprazer ou de culpa sejam criados. Essa força busca a tranquilização da consciência. Freud a chamou de mecanismo de defesa. Em sua compreensão, há inúmeros desses mecanismos. Como o nome já aponta, os mecanismos de defesa buscam defender a pessoa, aliviando o conflito, negando ou falsificando a realidade que pode suscitar dor, tristeza e culpa. Dentre os mecanismos de defesa, Freud estudou com rigor o que ele chamou de sublimação, conceituando-o como: Você acertou! A. um instinto que permite que conteúdos impedidos de serem expressos de forma direta sejam manifestos de um jeito positivo e aceitável pela sociedade. Pela compreensão freudiana, o mecanismo de defesa da sublimação é o processo que permite que conteúdos impedidos de serem expressos de forma direta pela pessoa por serem violentos, agressivos ou repulsivos, sejam manifestos na vida em sociedade por meio de atividades intelectuais, artísticas, religiosas, de atos que beneficiem a organização social em vez de prejudicá-la. Esse é um processo inconsciente de autoproteção, autopreservação, de alívio dos conflitos internos, de tranquilização, que pode atuar na apaziguação e manutenção da ordem social. Resposta incorreta. B. um mero impulso consciente que os indivíduos possuem de autoproteção. Pela compreensão freudiana, o mecanismo de defesa da sublimação é o processo que permite que conteúdos impedidos de serem expressos de forma direta pela pessoa por serem violentos, agressivos ou repulsivos, sejam manifestos na vida em sociedade por meio de atividades intelectuais, artísticas, religiosas, de atos que beneficiem a organização social em vez de prejudicá-la. Esse é um processo inconsciente de autoproteção, autopreservação, de alívio dos conflitos internos, de tranquilização, que pode atuar na apaziguação e manutenção da ordem social. Resposta incorreta. C. uma força interna que não faz surgir alívio como os demais mecanismos de defesa existentes. Pela compreensão freudiana, o mecanismo de defesa da sublimação é o processo que permite que conteúdos impredidos de serem expressos de forma direta pela pessoa por serem violentos, agressivos ou repulsivos, sejam manifestos na vida em sociedade por meio de atividades intelectuais, artísticas, religiosas, de atos que beneficiem a organização social em vez de prejudicá-la. Esse é um processo inconsciente de autoproteção, autopreservação, de alívio dos conflitos internos, de tranquilização, que pode atuar na apaziguação e manutenção da ordem social. Resposta incorreta. D. um instinto que não pode ser tido como uma força que busca autopreservação do indivíduo. Pela compreensão freudiana, o mecanismo de defesa da sublimação é o processo que permite que conteúdos impedidos de serem expressos de forma direta pela pessoa por serem violentos, agressivos ou repulsivos, sejam manifestos na vida em sociedade por meio de atividades intelectuais, artísticas, religiosas, de atos que beneficiem a organização social em vez de prejudicá-la. Esse é um processo inconsciente de autoproteção, autopreservação, de alívio dos conflitos internos, de tranquilização, que pode atuar na apaziguação e manutenção da ordem social. Resposta incorreta. E. um instinto que não colabora para a efetiva ordem social, pois não consegue inibir a manifestação dos conteúdos agressivos. Pela compreensão freudiana, o mecanismo de defesa da sublimação é o processo que permite que conteúdos impedidos de serem expressos de forma direta pela pessoa por serem violentos, agressivos ou repulsivos, sejam manifestos na vida em sociedade por meio de atividades intelectuais, artísticas, religiosas, de atos que beneficiem a organização social em vez de prejudicá-la. Esse é um processo inconsciente de autoproteção, autopreservação, de alívio dos conflitos internos, de tranquilização, que pode atuar na apaziguação e manutenção da ordem social. Após reflexão, e considerando a compreensão freudiana sobre sublimação e os benefícios desse processo para manutenção da ordem social, apresente três ações/atividades que poderiam ser feitas para favorecer a mudança de comportamento de Eduardo. Sua resposta É uma soma de possibilidades para entender a realidade de Eduardo e de dentro do que foi exposto por Freud na Psicanalise , inserir Eduardo dentro de uma nova realidade de vida buscando identificar oque realmente desperta seu interesse, suas abilidades e assim trabalhar instigando a sua curiosidade sobre o assunto proposto. Investigar a realidade do ambiente familiar para entender os motivos pelos quais o levam a tal comportamento, Propor um trabalho em equipe com os colegas de classe de Eduardo colocando os apar da situação crítica das atitudes de Eduardo ,Acompanhamento psicologico e terapias alternativas que podem ajudá-lo Enviado em: 14/12/2023 16:04 Padrão de resposta esperado Você deverá propor ações relacionadas às atividades esportivas coletivas (como natação, escaladas, trilhas e/ou jogos variados), atividades musicais (como criação de bandas, corais e/ou oficina de canto), teatrais (como peças, esquetes e/ou apresentações coletivas), dança, atividades que favoreçam o alívio e o socorro de pessoas em sofrimento e escassez de recursos (como visita a idosos solitários em asilos e hospitais, a crianças abandonadas em orfanatos e participação em campanhas de arrecadação de roupas e alimentos). Todas essas ações tendem a despertar sentimento de afeição e humanidade nas pessoas, assim como podem também facilitar o processo da sublimação, pois permitem o redirecionamento das energias psíquicas tumultuadas, agressivas e rudes, transformando-as em ações construtivas. Resultados de avaliações Avaliação (Dimensões da Psicanálise I) - Aprovado 14/12/2023 às 16:11 Questão 1 Peso: 20% Freud demonstra como formulou seus conceitos por meio da experiência e das observações de seus pacientes – observação dos fenômenos psíquicos expressos cotidianamente. Para explicar a estrutura da personalidade, o autor faz a seguinte analogia: “[...] é como um cavaleiro que tem de manter controlada a força superior do cavalo, com a diferença de que o cavaleiro tenta fazê-lo com sua própria força [...] e, com frequência, um cavaleiro, se não deseja ver-se separado do cavalo, é obrigado a conduzi-lo aonde este quer ir”. (FREUD, 1996, v. XIX, p. 39) Com base no conteúdo estudado, a que instância Freud está se referindo? Ego. Resposta correta! Questão 2 Peso: 20% Analise esta afirmação: “O ser humano, quando de seu nascimento, é colocado frente às exigências da vida, sem um instrumental suficiente para sobreviver. Os meios de subsistência estão sempre fora do alcance do recém-nascido” (FERES, 2009, p.17). Essa situação se refere a qual estágio de desenvolvimento? Estado do desamparo Resposta correta! Questão 3 Peso: 20% Vidas secas, célebre romance de Graciliano Ramos, que marca os temas sociais e locais da escola modernista, trata da vida miserável de uma família nordestina retirante que foge da seca e da fome, em meio à esperança pálida de um futuro melhor. O autor aprofunda-se em expressar o raso psíquico dos personagens: Fabiano, o pai; Sinhá Vitória, a mãe; os dois filhos e a cachorra, Baleia, de pensamento quase tão elaborado quanto o dos tipos humanos do romance, dada a precariedade simbólica destes. Ainda assim, é possível analisar essa dinâmica familiar em estado quase ausente de linguagem,à luz da teoria freudiana do complexo de Édipo. Nesse sentido, considerando que a criança vive uma ambivalência de amor e repressão por parte dos pais, assinale a alternativa que melhor expressa Fabiano como um símbolo fálico no texto literário. "Naquele momento Fabiano lhe causava grande admiração. Metido nos couros, de perneiras, gibão e guarda-peito, era a criatura mais importante do mundo. As rosetas das esporas dele tilintavam no pátio; as abas do chapéu, jogado para trás, preso debaixo do Resposta incorreta. A resposta correta é: "Esqueceu desentendimentos e grosserias, um entusiasmo verdadeiro encheu-lhe a alma pequenina. Apesar de ter medo do pai, chegou-se a ele devagar, esfregou-se nas perneiras, tocou as abas do gibão. As perneiras, o gibão, o guardapeito, as esporas e o barb Questão 4 Peso: 20% Para alguns críticos, a Psicanálise apenas deve ser vista como um modelo de abordagem psicológica a ser utilizado nos consultórios dos analistas. Essa crítica também se estende para a contribuição da teoria psicanalítica à ciência, sua relevância para a cultura e sociedade em geral. Segundo esse grupo, a teoria de Freud sobre o inconsciente não pode ser provada cientificamente. Logo, deve ser vista apenas como uma hipótese não científica. Pensando nisso, escolha a opção que melhor descreva as finalidades da Psicanálise na clínica médica. Na Psicanálise, busca-se o autoconhecimento de cada indivíduo. Esse processo permite que o paciente analisado perceba a necessidade de estar consciente das ações suavizadoras provindas do inconsciente que causam a ilusão e encontre uma saída madura para Resposta correta! Questão 5 Peso: 20% Os estudos freudianos sobre as forças psíquicas permitiram que fosse percebido o quanto as ações dos seres humanos são dirigidas pelos instintos do inconsciente. Em grande parte, somos o reflexo de conteúdos não conscientes que nos abarcam. Logo, diferente da psicologia geral, o objeto da psicanálise é, em específico, o inconsciente humano. Do enunciado pode-se afirmar que a Psicanálise é permeada, em sua abordagem, por um elemento originador. Sobre isso, pode-se afirmar que: o que dirigiu a busca de Freud foi a tentativa de compreender a vida psíquica do ser humano e qual seria a sua influência nas escolhas que ele faz. Resposta correta! Total de acertos: 80% Média mínima para aprovação: 60% Exercícios Respostas enviadas em: 14/12/2023 16:41 1. Álvares de Azevedo foi um poeta ultrarromântico brasileiro que viveu e escreveu durante o século XIX. Nascido em São Paulo, o jovem poeta teve a influência da literatura europeia da época, em especial, de Lord Byron, cujos temas giravam em torno da desilusão com o real, do sofrimento e da morte. Veja um famoso poema de Azevedo, intitulado "Amor": Amemos! quero de amor Viver no teu coração! Sofrer e amar essa dor Que desmaia de paixão! Na tu'alma, em teus encantos E na tua palidez E nos teus ardentes prantos Suspirar de languidez! Quero em teus lábios beber Os teus amores do céu! Quero em teu seio morrer No enlevo do seio teu! Quero viver d'esperança! Quero tremer e sentir! Na tua cheirosa trança Quero sonhar e dormir! Vem, anjo, minha donzela, Minh'alma, meu coração... Que noite! que noite bela! Como é doce a viração! E entre os suspiros do vento, Da noite ao mole frescor, Quero viver um momento, Morrer contigo de amor! Com base no que você estudou sobre a teoria freudiana e a literatura, pode-se constatar no poema: Resposta incorreta. A. o recalque do amor pela repressão da moral religiosa bem marcada ao longo de todo o poema, por meio das palavras "sonhar", "amor", "viver" e "esperança". O poema ultrarromântico deixa claro que seu amor idealizado (eros) só pode ocorrer diante da morte (thanatos), o que explica a busca do eu lírico pela autodestruição (pulsão de morte). Dessa maneira, não há no poema nenhuma indicação de repressão moral ou de complexo de Édipo, nem mesmo a menção a um ato sexual carnal, ou apenas uma ode à vida. Resposta incorreta. B. a forte presença do complexo de Édipo, uma vez que a irrealização desse amor ideal deve-se ao símbolo castrador da morte, metaforizada pela "noite bela". O poema ultrarromântico deixa claro que seu amor idealizado (eros) só pode ocorrer diante da morte (thanatos), o que explica a busca do eu lírico pela autodestruição (pulsão de morte). Dessa maneira, não há no poema nenhuma indicação de repressão moral ou de complexo de Édipo, nem mesmo a menção a um ato sexual carnal, ou apenas uma ode à vida. Resposta incorreta. C. a materialização erótica no ato sexual em si, uma vez que fica clara no poema a relação carnal e real entre o eu lírico e a donzela amada. O poema ultrarromântico deixa claro que seu amor idealizado (eros) só pode ocorrer diante da morte (thanatos), o que explica a busca do eu lírico pela autodestruição (pulsão de morte). Dessa maneira, não há no poema nenhuma indicação de repressão moral ou de complexo de Édipo, nem mesmo a menção a um ato sexual carnal, ou apenas uma ode à vida. Resposta incorreta. D. a forte presença do princípio do prazer (eros), uma vez que se trata de uma ode à vida, à pulsão da autopreservação e da alegria. O poema ultrarromântico deixa claro que seu amor idealizado (eros) só pode ocorrer diante da morte (thanatos), o que explica a busca do eu lírico pela autodestruição (pulsão de morte). Dessa maneira, não há no poema nenhuma indicação de repressão moral ou de complexo de Édipo, nem mesmo a menção a um ato sexual carnal, ou apenas uma ode à vida. Você acertou! E. uma tensão entre a pulsão de morte e a pulsão de vida, jogo entre a realização impossível da libido e o desejo de autoaniquilamento decorrente dessa impossibilidade. O poema ultrarromântico deixa claro que seu amor idealizado (eros) só pode ocorrer diante da morte (thanatos), o que explica a busca do eu lírico pela autodestruição (pulsão de morte). Dessa maneira, não há no poema nenhuma indicação de repressão moral ou de complexo de Édipo, nem mesmo a menção a um ato sexual carnal, ou apenas uma ode à vida. Exercícios Respostas enviadas em: 14/12/2023 16:41 1. Álvares de Azevedo foi um poeta ultrarromântico brasileiro que viveu e escreveu durante o século XIX. Nascido em São Paulo, o jovem poeta teve a influência da literatura europeia da época, em especial, de Lord Byron, cujos temas giravam em torno da desilusão com o real, do sofrimento e da morte. Veja um famoso poema de Azevedo, intitulado "Amor": Amemos! quero de amor Viver no teu coração! Sofrer e amar essa dor Que desmaia de paixão! Na tu'alma, em teus encantos E na tua palidez E nos teus ardentes prantos Suspirar de languidez! Quero em teus lábios beber Os teus amores do céu! Quero em teu seio morrer No enlevo do seio teu! Quero viver d'esperança! Quero tremer e sentir! Na tua cheirosa trança Quero sonhar e dormir! Vem, anjo, minha donzela, Minh'alma, meu coração... Que noite! que noite bela! Como é doce a viração! E entre os suspiros do vento, Da noite ao mole frescor, Quero viver um momento, Morrer contigo de amor! Com base no que você estudou sobre a teoria freudiana e a literatura, pode-se constatar no poema: Resposta incorreta. A. o recalque do amor pela repressão da moral religiosa bem marcada ao longo de todo o poema, por meio das palavras "sonhar", "amor", "viver" e "esperança". O poema ultrarromântico deixa claro que seu amor idealizado (eros) só pode ocorrer diante da morte (thanatos), o que explica a busca do eu lírico pela autodestruição (pulsão de morte). Dessa maneira, não há no poema nenhuma indicação de repressão moral ou de complexo de Édipo, nem mesmo a menção a um ato sexual carnal, ou apenas uma ode à vida. Resposta incorreta. B. a forte presença do complexo de Édipo, uma vez que a irrealização desse amor ideal deve-se ao símbolo castrador da morte, metaforizada pela "noite bela". O poema ultrarromântico deixa claro que seu amor idealizado (eros) só pode ocorrer diante da morte (thanatos), o que explica a busca do eu lírico pela autodestruição (pulsão de morte). Dessa maneira,não há no poema nenhuma indicação de repressão moral ou de complexo de Édipo, nem mesmo a menção a um ato sexual carnal, ou apenas uma ode à vida. Resposta incorreta. C. a materialização erótica no ato sexual em si, uma vez que fica clara no poema a relação carnal e real entre o eu lírico e a donzela amada. O poema ultrarromântico deixa claro que seu amor idealizado (eros) só pode ocorrer diante da morte (thanatos), o que explica a busca do eu lírico pela autodestruição (pulsão de morte). Dessa maneira, não há no poema nenhuma indicação de repressão moral ou de complexo de Édipo, nem mesmo a menção a um ato sexual carnal, ou apenas uma ode à vida. Resposta incorreta. D. a forte presença do princípio do prazer (eros), uma vez que se trata de uma ode à vida, à pulsão da autopreservação e da alegria. O poema ultrarromântico deixa claro que seu amor idealizado (eros) só pode ocorrer diante da morte (thanatos), o que explica a busca do eu lírico pela autodestruição (pulsão de morte). Dessa maneira, não há no poema nenhuma indicação de repressão moral ou de complexo de Édipo, nem mesmo a menção a um ato sexual carnal, ou apenas uma ode à vida. Você acertou! E. uma tensão entre a pulsão de morte e a pulsão de vida, jogo entre a realização impossível da libido e o desejo de autoaniquilamento decorrente dessa impossibilidade. O poema ultrarromântico deixa claro que seu amor idealizado (eros) só pode ocorrer diante da morte (thanatos), o que explica a busca do eu lírico pela autodestruição (pulsão de morte). Dessa maneira, não há no poema nenhuma indicação de repressão moral ou de complexo de Édipo, nem mesmo a menção a um ato sexual carnal, ou apenas uma ode à vida. 2. "Miss Algrave" é o primeiro conto do livro erótico encomendado a Clarice Lispector, intitulado A via crucis do corpo, de 1977. O conto narra a história de uma jovem donzela inglesa que jamais tivera relações "impuras" com um homem, até entrar em contato com uma criatura extraterrena que mudou sua vida. Confira o início do conto: "Ela era sujeita a julgamento. Por isso não contou nada a ninguém. Se contasse, não acreditariam porque não acreditavam na realidade. Mas ela que morava em Londres, onde os fantasmas existem nos becos escuros, sabia da verdade. Seu dia, sexta-feira, fora igual aos outros. Só aconteceu sábado à noite. Mas na Sexta fez tudo igual como sempre. Embora a atormentasse uma lembrança horrível: quando era pequena, com uns sete anos de idade, brincava de marido e mulher com seu primo Jack, na cama grande da vovó. E ambos faziam de tudo para ter filhinhos sem conseguir. Nunca mais vira Jack nem queria vê-lo. Se era culpada, ele também o era. Solteira, é claro, virgem, é claro. Morava sozinha numa cobertura em Soho." De acordo com a teoria freudiana, um trauma recalcado no inconsciente retorna sempre de alguma forma sintomática. Ao analisar o conto, pode-se dizer que Miss Algrave é um sujeito neurótico obsessivo, por conta da repressão do trauma vivido na infância e do retorno do recalcado em sua vida cotidiana. Contudo, o encontro com Ixtlan, a criatura de outro planeta, permitiu que a protagonista vivesse seu desejo libidinal de forma plena, ressignificando o insuportável recalcado. Assinale a alternativa em que o texto apresenta essa vivência plena da libido por parte de Miss Algrave: Resposta incorreta. A. "Nesse dia tinha feito suas compras de comida: legumes e frutas. Porque comer carne ela considerava pecado. Quando passava pelo Picadilly Circle e via as mulheres esperando homens nas esquinas, só faltava vomitar. Ainda mais por dinheiro! Era demais para se suportar. E aquela estátua de Eros, ali, indecente. Foi depois do almoço ao trabalho: era datilógrafa perfeita. Seu chefe nunca olhava para ela e tratava-a felizmente com respeito, chamando-a de Miss Algrave." O excerto correto seria: "Não queria mais escrever nenhuma carta de protesto: não protestava mais. E não foi à igreja. Era mulher realizada. Tinha marido. Então no Domingo, na hora do almoço, comeu filet mignon com purê de batatas. A carne sangrenta era ótima. E tomou vinho tinto italiano. Era mesmo privilegiada. Não tinha mais nojo dos bichos. Eles que se amassem, era a melhor coisa do mundo." Neste trecho literário fica clara a realização material da libido de Miss Algrave, uma vez que, para além do sonho imaginário de "ter marido", de ser sexualmente desejada, a protagonista não tem mais obsessões como as cartas de protesto, ou repressões religiosas, como prescindir de comer carne vermelha, ou a fobia do coito de animais, ou da paquera de casais na rua e no parque que frequentava. Dessa maneira, o que antes era insuportável à vista da protagonista, como os casais se beijando na TV, ou as mulheres esperando por homens no Picadilly Circle, ou ainda os casais acariciando-se no parque, passou a fazer parte de sua realização libidinal (eros), como consta no texto: "a melhor coisa do mundo". Resposta incorreta. B. "Nem tinha televisão. Por dois motivos: faltava-lhe dinheiro e não queria ficar vendo as imoralidades que apareciam lá. Na televisão de Mrs. Cabot vira um homem beijando uma mulher na boca. E isso sem falar no perigo da transmissão de micróbios. Ah, se pudesse escreveria todos os dias uma carta de protesto para o Time. Mas não adiantava protestar, ao que parecia. A falta de vergonha estava no ar." O excerto correto seria: "Não queria mais escrever nenhuma carta de protesto: não protestava mais. E não foi à igreja. Era mulher realizada. Tinha marido. Então no Domingo, na hora do almoço, comeu filet mignon com purê de batatas. A carne sangrenta era ótima. E tomou vinho tinto italiano. Era mesmo privilegiada. Não tinha mais nojo dos bichos. Eles que se amassem, era a melhor coisa do mundo." Neste trecho literário fica clara a realização material da libido de Miss Algrave, uma vez que, para além do sonho imaginário de "ter marido", de ser sexualmente desejada, a protagonista não tem mais obsessões como as cartas de protesto, ou repressões religiosas, como prescindir de comer carne vermelha, ou a fobia do coito de animais, ou da paquera de casais na rua e no parque que frequentava. Dessa maneira, o que antes era insuportável à vista da protagonista, como os casais se beijando na TV, ou as mulheres esperando por homens no Picadilly Circle, ou ainda os casais acariciando-se no parque, passou a fazer parte de sua realização libidinal (eros), como consta no texto: "a melhor coisa do mundo". Resposta incorreta. C. "De vez em quando Miss Algrave escrevia uma carta de protesto para o Time. E eles publicavam. Via com muito gosto o seu nome: sincerely Ruth Algrave. Tomava banho só uma vez por semana, no Sábado. Para não ver o seu corpo nu, não tirava nem as calcinhas nem o sutiã." O excerto correto seria: "Não queria mais escrever nenhuma carta de protesto: não protestava mais. E não foi à igreja. Era mulher realizada. Tinha marido. Então no Domingo, na hora do almoço, comeu filet mignon com purê de batatas. A carne sangrenta era ótima. E tomou vinho tinto italiano. Era mesmo privilegiada. Não tinha mais nojo dos bichos. Eles que se amassem, era a melhor coisa do mundo." Neste trecho literário fica clara a realização material da libido de Miss Algrave, uma vez que, para além do sonho imaginário de "ter marido", de ser sexualmente desejada, a protagonista não tem mais obsessões como as cartas de protesto, ou repressões religiosas, como prescindir de comer carne vermelha, ou a fobia do coito de animais, ou da paquera de casais na rua e no parque que frequentava. Dessa maneira, o que antes era insuportável à vista da protagonista, como os casais se beijando na TV, ou as mulheres esperando por homens no Picadilly Circle, ou ainda os casais acariciando-se no parque, passou a fazer parte de sua realização libidinal (eros), como consta no texto: "a melhor coisa do mundo". Você acertou! D. "Não queria mais escrever nenhuma carta de protesto: não protestava mais. E não foi à igreja. Era mulher realizada. Tinha marido. Então no Domingo, na hora do almoço, comeufilet mignon com purê de batatas. A carne sangrenta era ótima. E tomou vinho tinto italiano. Era mesmo privilegiada. Não tinha mais nojo dos bichos. Eles que se amassem, era a melhor coisa do mundo." O excerto correto seria: "Não queria mais escrever nenhuma carta de protesto: não protestava mais. E não foi à igreja. Era mulher realizada. Tinha marido. Então no Domingo, na hora do almoço, comeu filet mignon com purê de batatas. A carne sangrenta era ótima. E tomou vinho tinto italiano. Era mesmo privilegiada. Não tinha mais nojo dos bichos. Eles que se amassem, era a melhor coisa do mundo." Neste trecho literário fica clara a realização material da libido de Miss Algrave, uma vez que, para além do sonho imaginário de "ter marido", de ser sexualmente desejada, a protagonista não tem mais obsessões como as cartas de protesto, ou repressões religiosas, como prescindir de comer carne vermelha, ou a fobia do coito de animais, ou da paquera de casais na rua e no parque que frequentava. Dessa maneira, o que antes era insuportável à vista da protagonista, como os casais se beijando na TV, ou as mulheres esperando por homens no Picadilly Circle, ou ainda os casais acariciando-se no parque, passou a fazer parte de sua realização libidinal (eros), como consta no texto: "a melhor coisa do mundo". Resposta incorreta. E. "Depois foi almoçar e permitiu-se comer camarão: estava tão bom que até parecia pecado. Então dirigiu-se ao Hyde Park e sentou-se na grama. Levara a Bíblia para ler. Mas – que Deus a perdoasse – o sol estava tão guerrilheiro, tão bom tão quente, que, não leu nada, ficou só sentada no chão sem coragem de se deitar. Procurou não olhar os casais que se beijavam e se acariciavam sem a menor vergonha." O excerto correto seria: "Não queria mais escrever nenhuma carta de protesto: não protestava mais. E não foi à igreja. Era mulher realizada. Tinha marido. Então no Domingo, na hora do almoço, comeu filet mignon com purê de batatas. A carne sangrenta era ótima. E tomou vinho tinto italiano. Era mesmo privilegiada. Não tinha mais nojo dos bichos. Eles que se amassem, era a melhor coisa do mundo." Neste trecho literário fica clara a realização material da libido de Miss Algrave, uma vez que, para além do sonho imaginário de "ter marido", de ser sexualmente desejada, a protagonista não tem mais obsessões como as cartas de protesto, ou repressões religiosas, como prescindir de comer carne vermelha, ou a fobia do coito de animais, ou da paquera de casais na rua e no parque que frequentava. Dessa maneira, o que antes era insuportável à vista da protagonista, como os casais se beijando na TV, ou as mulheres esperando por homens no Picadilly Circle, ou ainda os casais acariciando-se no parque, passou a fazer parte de sua realização libidinal (eros), como consta no texto: "a melhor coisa do mundo". 3. O Simbolismo brasileiro do início do século XX é marcado por uma estrutura metafórica (deslocamento) e metonímica (condensação) de significação, tal qual proposto por Freud em seu célebre trabalho A interpretação dos sonhos (1900). Além disso, o tema do onírico é intensamente presente nesse estilo. Pensando nessa relação, veja um poema de Alphonsus de Guimaraens, intitulado "A catedral": Entre brumas ao longe surge a aurora, O hialino orvalho aos poucos se evapora, Agoniza o arrebol. A catedral ebúrnea do meu sonho Aparece na paz do céu risonho Toda branca de sol. E o sino canta em lúgubres responsos: "Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!" O astro glorioso segue a eterna estrada. Uma áurea seta lhe cintila em cada Refulgente raio de luz. A catedral ebúrnea do meu sonho, Onde os meus olhos tão cansados ponho, Recebe a bênção de Jesus. E o sino clama em lúgubres responsos: "Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!" Por entre lírios e lilases desce A tarde esquiva: amargurada prece Põe-se a luz a rezar. A catedral ebúrnea do meu sonho Aparece na paz do céu tristonho Toda branca de luar. E o sino chora em lúgubres responsos: "Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!" O céu é todo trevas: o vento uiva. Do relâmpago a cabeleira ruiva Vem açoitar o rosto meu. A catedral ebúrnea do meu sonho Afunda-se no caos do céu medonho Como um astro que já morreu. E o sino chora em lúgubres responsos: "Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!" Com base na teoria freudiana sobre o inconsciente, assinale a alternativa que apresenta a interpretação mais adequada a respeito desse poema. Resposta incorreta. A. O poema é uma ode à pulsão de morte (thanatos), uma vez que o autor expressa poeticamente um sonho que predestina sua morte por meio da "catedral ebúrnea do meu sonho/ Afunda-se no caos do céu medonho/ como um astro que já morreu/ E o sino chora em lúgubres responsos/ Pobre Alphonsus!". Embora pareça, em sua literalidade, tratar-se de um poema sobre a morte, esse poema simbolista, tal qual no trabalho do sonho, reprime um conteúdo latente (em segundo plano) de repressão da pulsão erótica por meio da metonímia dos "cabelos ruivos", um símbolo erótico que, no processo semântico em que, pela parte, recupera-se o todo, há a metáfora da mulher que acolhe o eu lírico no sonho. Esse conteúdo latente aparece de forma metonímica por conta do processo de repressão do sonho, o que demanda essa interpretação metonímica para que se avente esse subtexto interpretativo a respeito do poema. É nesse sentido que, dentro da interpretação freudiana do poema, o mesmo não trata da pulsão de morte simplesmente, nem mesmo de um eu lírico psicótico (delirante), ou neurótico. Trata-se, sim, do conteúdo latente que, representado pela metonímia da "cabeleira ruiva", expressa a pulsão erótica reprimida no sonho pelo símbolo da catedral. Você acertou! B. A catedral, no texto poético de Alphonsus, parece simbolizar, por deslocamento, a repressão religiosa da pulsão erótica do eu lírico, que se confunde com o autor. Por outro lado, há o conteúdo latente apresentado de forma condensada, que é "a cabeleira ruiva que vem açoitar o rosto meu", representando justamente essa pulsão erótica reprimida que busca irromper como um raio, tal qual ocorre no trabalho simbólico do sonho. Embora pareça, em sua literalidade, tratar-se de um poema sobre a morte, esse poema simbolista, tal qual no trabalho do sonho, reprime um conteúdo latente (em segundo plano) de repressão da pulsão erótica por meio da metonímia dos "cabelos ruivos", um símbolo erótico que, no processo semântico em que, pela parte, recupera-se o todo, há a metáfora da mulher que acolhe o eu lírico no sonho. Esse conteúdo latente aparece de forma metonímica por conta do processo de repressão do sonho, o que demanda essa interpretação metonímica para que se avente esse subtexto interpretativo a respeito do poema. É nesse sentido que, dentro da interpretação freudiana do poema, o mesmo não trata da pulsão de morte simplesmente, nem mesmo de um eu lírico psicótico (delirante), ou neurótico. Trata-se, sim, do conteúdo latente que, representado pela metonímia da "cabeleira ruiva", expressa a pulsão erótica reprimida no sonho pelo símbolo da catedral. Resposta incorreta. C. O poema expressa a repressão da pulsão erótica por meio do trecho "O astro glorioso segue a eterna estrada./ Uma áurea seta lhe cintila em cada/ Refulgente raio de luz./ A catedral ebúrnea do meu sonho, /Onde os meus olhos tão cansados ponho,/ Recebe a bênção de Jesus. /E o sino clama em lúgubres responsos:/ "Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!". Embora pareça, em sua literalidade, tratar-se de um poema sobre a morte, esse poema simbolista, tal qual no trabalho do sonho, reprime um conteúdo latente (em segundo plano) de repressão da pulsão erótica por meio da metonímia dos "cabelos ruivos", um símbolo erótico que, no processo semântico em que, pela parte, recupera-se o todo, há a metáfora da mulher que acolhe o eu lírico no sonho. Esse conteúdo latente aparece de forma metonímica por conta do processo de repressão do sonho, o que demanda essa interpretação metonímica para que se avente esse subtexto interpretativo a respeito do poema. É nesse sentido que, dentroda interpretação freudiana do poema, o mesmo não trata da pulsão de morte simplesmente, nem mesmo de um eu lírico psicótico (delirante), ou neurótico. Trata-se, sim, do conteúdo latente que, representado pela metonímia da "cabeleira ruiva", expressa a pulsão erótica reprimida no sonho pelo símbolo da catedral. Resposta incorreta. D. A catedral, no texto poético de Alphonsus, parece simbolizar, por deslocamento, a estrutura psicótica do eu lírico, que se confunde com o autor, uma vez que não se sabe se está acordado ou dormindo. Por outro lado, há o conteúdo latente apresentado de forma condensada, que é "a catedral", representando sua pulsão de morte. Embora pareça, em sua literalidade, tratar-se de um poema sobre a morte, esse poema simbolista, tal qual no trabalho do sonho, reprime um conteúdo latente (em segundo plano) de repressão da pulsão erótica por meio da metonímia dos "cabelos ruivos", um símbolo erótico que, no processo semântico em que, pela parte, recupera-se o todo, há a metáfora da mulher que acolhe o eu lírico no sonho. Esse conteúdo latente aparece de forma metonímica por conta do processo de repressão do sonho, o que demanda essa interpretação metonímica para que se avente esse subtexto interpretativo a respeito do poema. É nesse sentido que, dentro da interpretação freudiana do poema, o mesmo não trata da pulsão de morte simplesmente, nem mesmo de um eu lírico psicótico (delirante), ou neurótico. Trata-se, sim, do conteúdo latente que, representado pela metonímia da "cabeleira ruiva", expressa a pulsão erótica reprimida no sonho pelo símbolo da catedral. Resposta incorreta. E. A catedral, no texto poético de Alphonsus, parece simbolizar, por deslocamento, a estrutura neurótica obsessivo-compulsiva do eu lírico, que se confunde com o autor, uma vez que não se sabe se está acordado ou dormindo. Por outro lado, há o conteúdo latente apresentado de forma condensada, que é "o céu medonho", representando sua pulsão de morte. Embora pareça, em sua literalidade, tratar-se de um poema sobre a morte, esse poema simbolista, tal qual no trabalho do sonho, reprime um conteúdo latente (em segundo plano) de repressão da pulsão erótica por meio da metonímia dos "cabelos ruivos", um símbolo erótico que, no processo semântico em que, pela parte, recupera-se o todo, há a metáfora da mulher que acolhe o eu lírico no sonho. Esse conteúdo latente aparece de forma metonímica por conta do processo de repressão do sonho, o que demanda essa interpretação metonímica para que se avente esse subtexto interpretativo a respeito do poema. É nesse sentido que, dentro da interpretação freudiana do poema, o mesmo não trata da pulsão de morte simplesmente, nem mesmo de um eu lírico psicótico (delirante), ou neurótico. Trata-se, sim, do conteúdo latente que, representado pela metonímia da "cabeleira ruiva", expressa a pulsão erótica reprimida no sonho pelo símbolo da catedral. 4. A hora da estrela é, sem dúvida, uma das obras mais célebres de Clarice Lispector. De tema e estilo marcadamente modernistas, o enredo conta a história de Macabea, mulher nordestina que alegoriza essa "insistente raça anã", emigrante da seca e miséria, em destino ao Sudeste economicamente desenvolvido, em busca de mínimas condições de dignidade e existência. A autora explora, por outro lado, não só a falta de dignidade material da personagem Macabea, ao longo do enredo. Há, muito marcada, uma forma de pobreza simbólica na protagonista, que carece de entendimento sobre sua própria condição humana, civil, social e sexual. Trata-se, nesse sentido, de um romance de estilo modernista que desconstrói a unidade da consciência da personagem e dialoga intensamente com a teoria psicanalítica. Assim sendo, analise os excertos do texto de Lispector sobre Macabea à luz da teoria freudiana da metapsicologia e assinale a alternativa que apresenta a ordem correta em que aparecem os conceitos psicanalíticos: I. "Como eu irei dizer agora, esta história será o resultado de uma visão gradual – há dois anos e meio venho aos poucos descobrindo os porquês. É visão da iminência de. De quê? Quem sabe se mais tarde saberei. Como que estou escrevendo na hora mesma em que sou lido. Só não inicio pelo fim que justificaria o começo – como a morte parece dizer sobre a vida – porque preciso registrar os fatos antecedentes." II. "Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida. Mas antes da pré-história havia a pré-história da pré-história e havia o nunca e havia o sim. Sempre houve. Não sei o quê, mas sei que o universo jamais começou." III. "A verdade é sempre um contato interior inexplicável. A minha vida a mais verdadeira é irreconhecível, extremamente interior e não tem uma só palavra que a signifique." IV. "Também sei das coisas por estar vivendo. Quem vive sabe, mesmo sem saber que sabe. Assim é que os senhores sabem mais do que imaginam e estão fingindo de sonsos." V. "Bem, é verdade que também eu não tenho piedade do meu personagem principal, a nordestina: é um relato que desejo frio. [...] Não se trata apenas de narrativa, é antes de tudo vida primária que respira, respira, respira. [...] Como a nordestina, há milhares de moças espalhadas por cortiços, vagas de cama num quarto, atrás de balcões trabalhando até a estafa. Não notam sequer que são facilmente substituíveis e que tanto existiram como não existiriam. Poucas se queixam e ao que eu saiba nenhuma reclama por não saber a quem. Esse quem será que existe?" Resposta incorreta. A. I. Thanatos ( pulsão de morte). II. Eros ( pulsão ). III. Fase pré-edipiana. IV. Desejo recalcado. V. Inconsciente. "Só não inicio pelo fim que justificaria o começo – como a morte parece dizer sobre a vida" é uma clara alusão ao conceito de pulsão de morte freudiano. "Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida." Nessa metáfora, Clarice brinca com a natureza (as moléculas) como se nela houvesse o desejo, a força vital (pulsão de vida, ou eros) que move o ser humano a literalmente viver, segundo a teoria freudiana. "A verdade é sempre um contato interior inexplicável [...] e não tem uma só palavra que a signifique." Essa passagem exprime de maneira poética o conceito freudiano de inconsciente, no sentido de que é nele que reside a "verdade" escondida, latente, sobre o real desejo do ser humano, verdade essa impossível de ser expressa por palavras que lhe deem significado, por isso sua qualidade inconsciente. "Quem vive sabe, mesmo sem saber que sabe." Por extensão aos dois conceitos tratados anteriormente, tem-se aqui a expressão poética do que é o desejo (ou também o trauma) recalcado no inconsciente: aquele a mais que é intuído, sentido de longe, mas que o sujeito não consegue organizar racionalmente em palavras. "Não se trata apenas de narrativa, é antes de tudo vida primária que respira, respira, respira. [...] Poucas se queixam e ao que eu saiba nenhuma reclama por não saber a quem." Por fim, aqui há a expressão poética da fase pré-edipiana, aquela em que a criança está ainda imersa no mundo da natureza, infantilizada, incapaz de defender-se por meio de palavras e ainda incapaz de entender-se separada da mãe, da progenitora, ou seja, completamente dependente e desamparada, despreparada ainda para a entrada traumática no mundo da cultura. Esse quadro de uma condição infantil que ainda mal ascendeu ao mundo simbólico da cultura e da relação com o outro em sociedade é a metáfora alegórica (de ampla representação) que Clarice busca construir, de forma poética, por meio de Macabea, tratando, em verdade, das "milhares de moças espalhadas por cortiços, vagas de cama num quarto, atrás de balcões trabalhando até a estafa" e que "Não notam sequer que são facilmente substituíveis e que tanto existiram como não existiriam", justamente porque não adentraram no mundo da cultura e, portanto, ainda não têm plena consciência de si e de sua autonomia social, nem mesmo empoderamento político e jurídico, tornando-se vítimas, aos montes, da exploração econômica e sexual na metrópolecarioca. Resposta incorreta. B. I. Thanatos ( pulsão de morte ). II. Eros ( pulsão ). III. Desejo recalcado. IV. Inconsciente. V. Fase pré-edipiana. "Só não inicio pelo fim que justificaria o começo – como a morte parece dizer sobre a vida" é uma clara alusão ao conceito de pulsão de morte freudiano. "Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida." Nessa metáfora, Clarice brinca com a natureza (as moléculas) como se nela houvesse o desejo, a força vital (pulsão de vida, ou eros) que move o ser humano a literalmente viver, segundo a teoria freudiana. "A verdade é sempre um contato interior inexplicável [...] e não tem uma só palavra que a signifique." Essa passagem exprime de maneira poética o conceito freudiano de inconsciente, no sentido de que é nele que reside a "verdade" escondida, latente, sobre o real desejo do ser humano, verdade essa impossível de ser expressa por palavras que lhe deem significado, por isso sua qualidade inconsciente. "Quem vive sabe, mesmo sem saber que sabe." Por extensão aos dois conceitos tratados anteriormente, tem-se aqui a expressão poética do que é o desejo (ou também o trauma) recalcado no inconsciente: aquele a mais que é intuído, sentido de longe, mas que o sujeito não consegue organizar racionalmente em palavras. "Não se trata apenas de narrativa, é antes de tudo vida primária que respira, respira, respira. [...] Poucas se queixam e ao que eu saiba nenhuma reclama por não saber a quem." Por fim, aqui há a expressão poética da fase pré-edipiana, aquela em que a criança está ainda imersa no mundo da natureza, infantilizada, incapaz de defender-se por meio de palavras e ainda incapaz de entender-se separada da mãe, da progenitora, ou seja, completamente dependente e desamparada, despreparada ainda para a entrada traumática no mundo da cultura. Esse quadro de uma condição infantil que ainda mal ascendeu ao mundo simbólico da cultura e da relação com o outro em sociedade é a metáfora alegórica (de ampla representação) que Clarice busca construir, de forma poética, por meio de Macabea, tratando, em verdade, das "milhares de moças espalhadas por cortiços, vagas de cama num quarto, atrás de balcões trabalhando até a estafa" e que "Não notam sequer que são facilmente substituíveis e que tanto existiram como não existiriam", justamente porque não adentraram no mundo da cultura e, portanto, ainda não têm plena consciência de si e de sua autonomia social, nem mesmo empoderamento político e jurídico, tornando-se vítimas, aos montes, da exploração econômica e sexual na metrópole carioca. Você acertou! C. I. Thanatos ( pulsão de morte ). II. Eros ( pulsão ). III. Inconsciente. IV. Desejo recalcado. V. Fase pré-edipiana. "Só não inicio pelo fim que justificaria o começo – como a morte parece dizer sobre a vida" é uma clara alusão ao conceito de pulsão de morte freudiano. "Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida." Nessa metáfora, Clarice brinca com a natureza (as moléculas) como se nela houvesse o desejo, a força vital (pulsão de vida, ou eros) que move o ser humano a literalmente viver, segundo a teoria freudiana. "A verdade é sempre um contato interior inexplicável [...] e não tem uma só palavra que a signifique." Essa passagem exprime de maneira poética o conceito freudiano de inconsciente, no sentido de que é nele que reside a "verdade" escondida, latente, sobre o real desejo do ser humano, verdade essa impossível de ser expressa por palavras que lhe deem significado, por isso sua qualidade inconsciente. "Quem vive sabe, mesmo sem saber que sabe." Por extensão aos dois conceitos tratados anteriormente, tem-se aqui a expressão poética do que é o desejo (ou também o trauma) recalcado no inconsciente: aquele a mais que é intuído, sentido de longe, mas que o sujeito não consegue organizar racionalmente em palavras. "Não se trata apenas de narrativa, é antes de tudo vida primária que respira, respira, respira. [...] Poucas se queixam e ao que eu saiba nenhuma reclama por não saber a quem." Por fim, aqui há a expressão poética da fase pré-edipiana, aquela em que a criança está ainda imersa no mundo da natureza, infantilizada, incapaz de defender-se por meio de palavras e ainda incapaz de entender-se separada da mãe, da progenitora, ou seja, completamente dependente e desamparada, despreparada ainda para a entrada traumática no mundo da cultura. Esse quadro de uma condição infantil que ainda mal ascendeu ao mundo simbólico da cultura e da relação com o outro em sociedade é a metáfora alegórica (de ampla representação) que Clarice busca construir, de forma poética, por meio de Macabea, tratando, em verdade, das "milhares de moças espalhadas por cortiços, vagas de cama num quarto, atrás de balcões trabalhando até a estafa" e que "Não notam sequer que são facilmente substituíveis e que tanto existiram como não existiriam", justamente porque não adentraram no mundo da cultura e, portanto, ainda não têm plena consciência de si e de sua autonomia social, nem mesmo empoderamento político e jurídico, tornando-se vítimas, aos montes, da exploração econômica e sexual na metrópole carioca. Resposta incorreta. D. I. Thanatos ( pulsão de morte ). II. Desejo recalcado. III. Fase pré-edipiana. IV.Eros ( pulsão ). V. Inconsciente. "Só não inicio pelo fim que justificaria o começo – como a morte parece dizer sobre a vida" é uma clara alusão ao conceito de pulsão de morte freudiano. "Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida." Nessa metáfora, Clarice brinca com a natureza (as moléculas) como se nela houvesse o desejo, a força vital (pulsão de vida, ou eros) que move o ser humano a literalmente viver, segundo a teoria freudiana. "A verdade é sempre um contato interior inexplicável [...] e não tem uma só palavra que a signifique." Essa passagem exprime de maneira poética o conceito freudiano de inconsciente, no sentido de que é nele que reside a "verdade" escondida, latente, sobre o real desejo do ser humano, verdade essa impossível de ser expressa por palavras que lhe deem significado, por isso sua qualidade inconsciente. "Quem vive sabe, mesmo sem saber que sabe." Por extensão aos dois conceitos tratados anteriormente, tem-se aqui a expressão poética do que é o desejo (ou também o trauma) recalcado no inconsciente: aquele a mais que é intuído, sentido de longe, mas que o sujeito não consegue organizar racionalmente em palavras. "Não se trata apenas de narrativa, é antes de tudo vida primária que respira, respira, respira. [...] Poucas se queixam e ao que eu saiba nenhuma reclama por não saber a quem." Por fim, aqui há a expressão poética da fase pré-edipiana, aquela em que a criança está ainda imersa no mundo da natureza, infantilizada, incapaz de defender-se por meio de palavras e ainda incapaz de entender-se separada da mãe, da progenitora, ou seja, completamente dependente e desamparada, despreparada ainda para a entrada traumática no mundo da cultura. Esse quadro de uma condição infantil que ainda mal ascendeu ao mundo simbólico da cultura e da relação com o outro em sociedade é a metáfora alegórica (de ampla representação) que Clarice busca construir, de forma poética, por meio de Macabea, tratando, em verdade, das "milhares de moças espalhadas por cortiços, vagas de cama num quarto, atrás de balcões trabalhando até a estafa" e que "Não notam sequer que são facilmente substituíveis e que tanto existiram como não existiriam", justamente porque não adentraram no mundo da cultura e, portanto, ainda não têm plena consciência de si e de sua autonomia social, nem mesmo empoderamento político e jurídico, tornando-se vítimas, aos montes, da exploração econômica e sexual na metrópole carioca. Resposta incorreta. E. I. Thanatos ( pulsão de morte ). II. Fase pré-edipiana. III. Eros ( pulsão ). IV. Desejo recalcado. V. Inconsciente. "Só não inicio pelo fim que justificaria o começo – como a morte parece dizer sobre a vida" é uma clara alusão ao conceito de pulsão de morte freudiano. "Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida."Nessa metáfora, Clarice brinca com a natureza (as moléculas) como se nela houvesse o desejo, a força vital (pulsão de vida, ou eros) que move o ser humano a literalmente viver, segundo a teoria freudiana. "A verdade é sempre um contato interior inexplicável [...] e não tem uma só palavra que a signifique." Essa passagem exprime de maneira poética o conceito freudiano de inconsciente, no sentido de que é nele que reside a "verdade" escondida, latente, sobre o real desejo do ser humano, verdade essa impossível de ser expressa por palavras que lhe deem significado, por isso sua qualidade inconsciente. "Quem vive sabe, mesmo sem saber que sabe." Por extensão aos dois conceitos tratados anteriormente, tem-se aqui a expressão poética do que é o desejo (ou também o trauma) recalcado no inconsciente: aquele a mais que é intuído, sentido de longe, mas que o sujeito não consegue organizar racionalmente em palavras. "Não se trata apenas de narrativa, é antes de tudo vida primária que respira, respira, respira. [...] Poucas se queixam e ao que eu saiba nenhuma reclama por não saber a quem." Por fim, aqui há a expressão poética da fase pré-edipiana, aquela em que a criança está ainda imersa no mundo da natureza, infantilizada, incapaz de defender-se por meio de palavras e ainda incapaz de entender-se separada da mãe, da progenitora, ou seja, completamente dependente e desamparada, despreparada ainda para a entrada traumática no mundo da cultura. Esse quadro de uma condição infantil que ainda mal ascendeu ao mundo simbólico da cultura e da relação com o outro em sociedade é a metáfora alegórica (de ampla representação) que Clarice busca construir, de forma poética, por meio de Macabea, tratando, em verdade, das "milhares de moças espalhadas por cortiços, vagas de cama num quarto, atrás de balcões trabalhando até a estafa" e que "Não notam sequer que são facilmente substituíveis e que tanto existiram como não existiriam", justamente porque não adentraram no mundo da cultura e, portanto, ainda não têm plena consciência de si e de sua autonomia social, nem mesmo empoderamento político e jurídico, tornando-se vítimas, aos montes, da exploração econômica e sexual na metrópole carioca. 5. Vidas secas, célebre romance de Graciliano Ramos, que marca os temas sociais e locais da escola modernista, trata da vida miserável de uma família nordestina retirante que foge da seca e da fome, em meio à esperança pálida de um futuro melhor. O autor aprofunda-se em expressar o raso psíquico dos personagens: Fabiano, o pai; Sinhá Vitória, a mãe; os dois filhos e a cachorra, Baleia, de pensamento quase tão elaborado quanto o dos tipos humanos do romance, dada a precariedade simbólica destes. Ainda assim, é possível analisar essa dinâmica familiar em estado quase ausente de linguagem, à luz da teoria freudiana do complexo de Édipo. Nesse sentido, considerando que a criança vive uma ambivalência de amor e repressão por parte dos pais, assinale a alternativa que melhor expressa Fabiano como um símbolo fálico no texto literário. Resposta incorreta. A. "Naquele momento Fabiano lhe causava grande admiração. Metido nos couros, de perneiras, gibão e guarda-peito, era a criatura mais importante do mundo. As rosetas das esporas dele tilintavam no pátio; as abas do chapéu, jogado para trás, preso debaixo do queixo pela correia, aumentavam-lhe o rosto queimado, faziam-lhe um círculo enorme em torno da cabeça." Mais do que apenas a admiração que o filho mais novo tem pelo pai, Fabiano, o que o torna um símbolo fálico no desenrolar do romance são seus traços de bruteza e distanciamento dos filhos, de modo que eles tenham "medo do pai". É esse medo que torna Fabiano o signo do poder e ordem da casa, logo, um símbolo fálico que tem a família sob seu julgo, por mais precário que seja seu entendimento humano e empático quanto ao que se passa a sua volta, tendo em vista sua precariedade na articulação da linguagem. Dessa maneira, fica claro que, por mais que Fabiano seja um símbolo fálico (tanto de admiração, mas, principalmente, de coerção e ordem), o personagem se mostra incapaz de conduzir os filhos ao mundo simbólico, da cultura (o que completaria o processo traumático do complexo de Édipo), haja vista o fato de que a ele mesmo faltam a linguagem e o entendimento, pois se trata de um matuto que se comunica por meio de grunhidos e sentimentos brutos, primários e autoprotetivos, como o medo e a raiva. O trecho "Trepado na porteira do curral, o menino mais novo torcia as mãos suadas, estirava-se para ver a nuvem de poeira que toldava as imburanas. Ficou assim uma eternidade, cheio de alegria e medo, até que a égua voltou e começou a pular furiosamente no pátio, como se tivesse o diabo no corpo." é o único que expressa textualmente a ambivalência entre amor e medo (entre o "entusiasmo maravilhado" e as "grosserias" e indiferença) que o filho mais novo tem por Fabiano, colocando-o na posição de "grandeza", de símbolo fálico. Resposta incorreta. B. "Trepado na porteira do curral, o menino mais novo torcia as mãos suadas, estirava-se para ver a nuvem de poeira que toldava as imburanas. Ficou assim uma eternidade, cheio de alegria e medo, até que a égua voltou e começou a pular furiosamente no pátio, como se tivesse o diabo no corpo." Mais do que apenas a admiração que o filho mais novo tem pelo pai, Fabiano, o que o torna um símbolo fálico no desenrolar do romance são seus traços de bruteza e distanciamento dos filhos, de modo que eles tenham "medo do pai". É esse medo que torna Fabiano o signo do poder e ordem da casa, logo, um símbolo fálico que tem a família sob seu julgo, por mais precário que seja seu entendimento humano e empático quanto ao que se passa a sua volta, tendo em vista sua precariedade na articulação da linguagem. Dessa maneira, fica claro que, por mais que Fabiano seja um símbolo fálico (tanto de admiração, mas, principalmente, de coerção e ordem), o personagem se mostra incapaz de conduzir os filhos ao mundo simbólico, da cultura (o que completaria o processo traumático do complexo de Édipo), haja vista o fato de que a ele mesmo faltam a linguagem e o entendimento, pois se trata de um matuto que se comunica por meio de grunhidos e sentimentos brutos, primários e autoprotetivos, como o medo e a raiva. O trecho "Trepado na porteira do curral, o menino mais novo torcia as mãos suadas, estirava-se para ver a nuvem de poeira que toldava as imburanas. Ficou assim uma eternidade, cheio de alegria e medo, até que a égua voltou e começou a pular furiosamente no pátio, como se tivesse o diabo no corpo." é o único que expressa textualmente a ambivalência entre amor e medo (entre o "entusiasmo maravilhado" e as "grosserias" e indiferença) que o filho mais novo tem por Fabiano, colocando-o na posição de "grandeza", de símbolo fálico. Resposta incorreta. C. "Sinhá Vitória cachimbava tranquila no banco do copiar, catando lêndeas no filho mais velho. Não se conformando com semelhante indiferença depois da façanha do pai, o menino foi acordar Baleia, que preguiçava, a barriguinha vermelha descoberta, sem-vergonha." Mais do que apenas a admiração que o filho mais novo tem pelo pai, Fabiano, o que o torna um símbolo fálico no desenrolar do romance são seus traços de bruteza e distanciamento dos filhos, de modo que eles tenham "medo do pai". É esse medo que torna Fabiano o signo do poder e ordem da casa, logo, um símbolo fálico que tem a família sob seu julgo, por mais precário que seja seu entendimento humano e empático quanto ao que se passa a sua volta, tendo em vista sua precariedade na articulação da linguagem. Dessa maneira, fica claro que, por mais que Fabiano seja um símbolo fálico (tanto de admiração, mas, principalmente, de coerção e ordem), o personagem se mostra incapaz de conduzir os filhos ao mundo simbólico, da cultura (o que completaria o processo traumático do complexo de Édipo), haja vista o fato de que a ele mesmo faltam a linguagem e o entendimento, pois se trata de um matuto que se comunica por meio de grunhidos e sentimentosbrutos, primários e autoprotetivos, como o medo e a raiva. O trecho "Trepado na porteira do curral, o menino mais novo torcia as mãos suadas, estirava-se para ver a nuvem de poeira que toldava as imburanas. Ficou assim uma eternidade, cheio de alegria e medo, até que a égua voltou e começou a pular furiosamente no pátio, como se tivesse o diabo no corpo." é o único que expressa textualmente a ambivalência entre amor e medo (entre o "entusiasmo maravilhado" e as "grosserias" e indiferença) que o filho mais novo tem por Fabiano, colocando-o na posição de "grandeza", de símbolo fálico. Você acertou! D. "Esqueceu desentendimentos e grosserias, um entusiasmo verdadeiro encheu-lhe a alma pequenina. Apesar de ter medo do pai, chegou-se a ele devagar, esfregou-se nas perneiras, tocou as abas do gibão. As perneiras, o gibão, o guardapeito, as esporas e o barbicacho do chapéu maravilhavam-no. Fabiano desviou-o desatento, entrou na sala e foi despojar-se daquela grandeza." Mais do que apenas a admiração que o filho mais novo tem pelo pai, Fabiano, o que o torna um símbolo fálico no desenrolar do romance são seus traços de bruteza e distanciamento dos filhos, de modo que eles tenham "medo do pai". É esse medo que torna Fabiano o signo do poder e ordem da casa, logo, um símbolo fálico que tem a família sob seu julgo, por mais precário que seja seu entendimento humano e empático quanto ao que se passa a sua volta, tendo em vista sua precariedade na articulação da linguagem. Dessa maneira, fica claro que, por mais que Fabiano seja um símbolo fálico (tanto de admiração, mas, principalmente, de coerção e ordem), o personagem se mostra incapaz de conduzir os filhos ao mundo simbólico, da cultura (o que completaria o processo traumático do complexo de Édipo), haja vista o fato de que a ele mesmo faltam a linguagem e o entendimento, pois se trata de um matuto que se comunica por meio de grunhidos e sentimentos brutos, primários e autoprotetivos, como o medo e a raiva. O trecho "Trepado na porteira do curral, o menino mais novo torcia as mãos suadas, estirava-se para ver a nuvem de poeira que toldava as imburanas. Ficou assim uma eternidade, cheio de alegria e medo, até que a égua voltou e começou a pular furiosamente no pátio, como se tivesse o diabo no corpo." é o único que expressa textualmente a ambivalência entre amor e medo (entre o "entusiasmo maravilhado" e as "grosserias" e indiferença) que o filho mais novo tem por Fabiano, colocando-o na posição de "grandeza", de símbolo fálico. Resposta incorreta. E. "Retirou-se. A humilhação atenuou-se pouco a pouco e morreu. Precisava entrar em casa, jantar, dormir. E precisava crescer, ficar tão grande como Fabiano, matar cabras a mão de pilão, trazer uma faca de ponta à cintura. Ia crescer, espichar-se numa cama de varas, fumar cigarros de palha, calçar sapatos de couro cru." Mais do que apenas a admiração que o filho mais novo tem pelo pai, Fabiano, o que o torna um símbolo fálico no desenrolar do romance são seus traços de bruteza e distanciamento dos filhos, de modo que eles tenham "medo do pai". É esse medo que torna Fabiano o signo do poder e ordem da casa, logo, um símbolo fálico que tem a família sob seu julgo, por mais precário que seja seu entendimento humano e empático quanto ao que se passa a sua volta, tendo em vista sua precariedade na articulação da linguagem. Dessa maneira, fica claro que, por mais que Fabiano seja um símbolo fálico (tanto de admiração, mas, principalmente, de coerção e ordem), o personagem se mostra incapaz de conduzir os filhos ao mundo simbólico, da cultura (o que completaria o processo traumático do complexo de Édipo), haja vista o fato de que a ele mesmo faltam a linguagem e o entendimento, pois se trata de um matuto que se comunica por meio de grunhidos e sentimentos brutos, primários e autoprotetivos, como o medo e a raiva. O trecho "Trepado na porteira do curral, o menino mais novo torcia as mãos suadas, estirava-se para ver a nuvem de poeira que toldava as imburanas. Ficou assim uma eternidade, cheio de alegria e medo, até que a égua voltou e começou a pular furiosamente no pátio, como se tivesse o diabo no corpo." é o único que expressa textualmente a ambivalência entre amor e medo (entre o "entusiasmo maravilhado" e as "grosserias" e indiferença) que o filho mais novo tem por Fabiano, colocando-o na posição de "grandeza", de símbolo fálico. Resultados de avaliações Avaliação (Aspectos Introdutórios da Psicologia) - Aprovado 14/12/2023 às 16:47 Questão 1 Peso: 20% No behaviorismo, o comportamento resulta de um processo de APRENDIZAGEM. Sendo assim, de que forma o comportamento é controlado? Por meio do controle e da manipulação das variáveis ambientais. Resposta correta! Questão 2 Peso: 20% A psicologia da Gestalt é uma teoria da Psicologia iniciada no final do século XIX, na Áustria e na Alemanha, que tinha como foco de estudo: O estudo da percepção humana. Resposta correta! Questão 3 Peso: 20% O psicólogo pode atuar em uma pluralidade de áreas depois de sua graduação. Com base nas especialidades reconhecidas pelo Conselho Federal de Psicologia, indique a alternativa correta. A avaliação psicológica é uma especialização restrita a psicólogos. Resposta correta! Questão 4 Peso: 20% Psicanálise é uma teoria que tem como objeto de estudo: O inconsciente. Resposta correta! Questão 5 Peso: 20% O marco do estabelecimento da Psicologia enquanto ciência é: A criação do laboratório de Psicologia experimental de William Wundt, em 1879, em Leipzig, Alemanha. Resposta correta! 1. Psicanálise e Psicologia 2. Resultados de avaliações Resultados de avaliações Avaliação (Dimensões da Psicanálise II) - Aprovado 28/12/2023 às 15:37 Questão 1 Peso: 20% A análise comportamental tem origem no trabalho de Skinner a partir de pesquisas longitudinais com o objetivo de mensurar o processo do comportamento e, com isso, obter um registro cumulativo do fenômeno. Para a realização de experimentos dessa natureza, utiliza-se: sujeito único. Resposta correta! Questão 2 Peso: 20% O behaviorismo tem o comportamento como objeto de estudo e intervenção. Formado por múltiplas abordagens, esse objeto foi trabalhado de diferentes maneiras, por diferentes autores. A compreensão do comportamento como operando sobre o mundo e com isso produzindo efeitos no cotidiano e no próprio comportamento é tributário a: Skinner. Resposta correta! Questão 3 Peso: 20% Quais as relações estabelecidas entre os registros elaborados pela Psicanálise e os paradigmas da imagem? Marque a alternativa CORRETA. O paradigma pré-fotográfico está para o imaginário, o paradigma fotográfico está para o real e o paradigma pós-fotográfico está para o simbólico. Resposta correta! Questão 4 Peso: 20% Sobre as representações coletivas em Durkheim, é correto afirmar que: Em Durkhein, as representações coletivas dos acontecimentos sociais resultam de uma consciência coletiva, e não de uma consciência individual. Resposta correta! Questão 5 Peso: 20% Conforme abordado em Ego e os mecanismos de defesa, analise esta situação: Rogério costuma tratar as situações difíceis de maneira fria, chegando a beirar uma postura de total falta de humanidade. Nesse caso, o que poderíamos inferir sobre essa dificuldade de Rogério em lidar com situações emocionais? Qual o mecanismo de defesa que seu ego está utilizando de forma a evitar emoções indesejadas? Intelectualização. Resposta correta! Total de acertos: 100% Média mínima para aprovação: 60% O desenvolvimento cognitivo, para Piaget, ocorre na interação do indivíduo com o meio social. Qual fase diz respeito ao pensamento simbólico? Período pré-operatório. Resposta correta! Questão 2 Peso: 20% A percepção não pode ocorrer na ausência da sensação por: Todas as alternativas estão corretas por tratar da sensação. Resposta correta! Questão 3 Peso: 20% Segundo Piaget, para adquirir conhecimento, o sujeito depende de estruturas tais como: Adaptação, assimilação, acomodação Resposta correta! Questão 4 Peso: 20% O esquema cognitivo é uma estrutura mentalque o indivíduo cria para representar e interpretar as experiências. Quais são os esquemas desenvolvidos por Piaget? Simbólicos. Resposta correta! Questão 5 Peso: 20% As competências profissionais da Psicologia são muitas, e, dentre elas, destaca-se uma, que diz respeito à atitude ética. Qual competência diz respeito a ética? Atitude. Resposta incorreta. A resposta correta é: Pesquisa Total de acertos: 80% Média mínima para aprovação: 60% O desenvolvimento de uma nova vida humana pode ser dividia em três períodos: germinal, embrionário e fetal. No decorrer de aproximadamente nove meses, mudanças significativas vão ocorrendo na formação do feto. Em qual período, por exemplo, o feto passa a medir aproximadamente entre 20 e 25cm e a mãe passa a sentir os chutes e alguma movimentação? 4 meses. Resposta correta! Questão 2 Peso: 20% Quais são alguns dos principais desafios da Psicologia do desenvolvimento na atualidade? A interlocução com diferentes áreas do conhecimento (e em decorrência disso a linguagem utilizada na comunicação) e a análise dos diversos contextos nos quais os indivíduos se desenvolvem. Resposta correta! Questão 3 Peso: 20% No behaviorismo radical de B. F. Skinner (1904-1990), quais são as funções do reforço e da punição? O reforço fortalece os comportamentos repetitivos e a punição pune os comportamentos repetitivos. Resposta incorreta. A resposta correta é: O reforço fortalece o comportamento que o precede e a punição fortalece a remoção do comportamento que o precede. Questão 4 Peso: 20% Quais foram alguns dos procedimentos estabelecidos por Freud no método psicanalítico? Hipnose, interpretação dos sonhos, ato falho e transferência. Resposta correta! Questão 5 Peso: 20% Quais foram os principais métodos de pesquisa utilizados no decorrer da história da Psicologia do desenvolvimento? Pesquisa descritiva, pesquisa exploratória e pesquisa explicativa. Resposta correta! Total de acertos: 80% Média mínima para aprovação: 60% Jean Piaget, na sua Teoria Cognitiva, dividiu as etapas evolutivas em quatro períodos do desenvolvimento cognitivo infantil, cada um com suas ações/habilidades específicas. Qual desses períodos compreende a faixa etária de três a seis anos de idade? Pré-operatório. Resposta correta! Questão 2 Peso: 20% A criança deve ter, tanto da família, quanto do espaço escolar, uma atenção a diversos aspectos que envolvem seu desenvolvimento. No entanto, por um deles ser requisito fundamental para o desenvolvimento dos demais, é necessário ter uma preocupação maior. Aponte abaixo como se denomina o referido aspecto: Emocional Resposta correta! Questão 3 Peso: 20% As experiências, os estímulos, os hábitos e os comportamentos que ocorrem durante a infância vão trazer consequências ao longo da vida do indivíduo. Assim, marque a opção a seguir que apresenta o exemplo de um problema de saúde que está diretamente associado a fatores hereditários somados à falta de exercícios regulares e à alimentação inadequada. Obesidade. Resposta correta! Questão 4 Peso: 20% O desenvolvimento psicossocial das crianças entre zero e dois anos se apresenta de modo relativamente semelhante, apresentando um padrão. Dos nove aos doze meses, por exemplo, só reagem quando estimulados, por meio de reflexos, buscando a imitação de seu cuidador. Ex.:Ao ver um adulto sorrir, instantaneamente sorriem de volta Resposta incorreta. A resposta correta é: os bebês interagem apresentando suas emoções de modo mais claro, demonstrando humores e gradações de sentimentos Questão 5 Peso: 20% Quanto ao desenvolvimento motor da primeira infância, as crianças vão adquirindo gradativamente novas habilidades dentro de um padrão esperado, de comandos mais simples para os mais complexos, de acordo com sua maturação. Em qual tempo de vida aproximadamente elas já são capazes de agarrar objetos de tamanho médio, porém encontrando dificuldades em segurar pequenos objetos? Três meses de vida. Resposta correta! Total de acertos: 80% Média mínima para aprovação: 60%