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TÉCNICA CIRÚRGICA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO Profa. Dra. Carolina Vieira INDICAÇÕES Torção pulmonar Neoplasias Trauma Colapso de traqueia Ruptura pulmonar ou traqueal IN T R O D U Ç Ã O Considerações cirúrgicas • O animal deve ser avaliado minuciosamente, por meio de exames clínicos, laboratoriais (hemograma, ureia, creatinina, AST, ALT, fosfatase alcalina, glicose, cálcio, sódio, potássio e cloretos), radiológicos, eletrocardiograma e ecocardiografia. • São necessários materiais cirúrgicos gerais e especiais, como pinças vasculares, serras para esternotomia, afastador de Finochietto, entre outros. • De acordo com o procedimento indicado pode ser necessário o uso da máquina de circulação extra-corpórea e equipamentos de monitorização especiais. Anatomia Trato respiratório superior • Divisão estrutural em trato respiratório superior que se estende das narinas à laringe e trato respiratório inferior constituído por traqueia, brônquios, bronquíolos e pulmões. Anatomia Pulmonar • O pulmão é constituído pelo parênquima pulmonar, tecido especializado na troca gasosa formado pelos bronquíolos respiratórios e alvéolos, e pelo tecido intersticial composto por tecido conjuntivo, muscular, fibras nervosas e vasos sanguíneos e linfáticos. Anatomia Pulmonar • Cada pulmão, direito e esquerdo, é revestido pela pleura visceral, de maneira independente, porém unidos através do mediastino. A cavidade torácica comporta uma discreta quantidade de líquido seroso que diminui o atrito, durante a respiração, entre a pleura visceral e a parietal. Anatomia Pulmonar • O hilo pulmonar é a denominação para a área de entrada dos brônquios principais juntamente com nervos, ramo da artéria pulmonar, artérias e veias brônquicas além de veias pulmonares e vasos linfáticos. As estruturas aferentes e eferentes recebem o nome de pedículo pulmonar. Acessos cirúrgicos Esternotomia: É o procedimento de escolha na maioria das cirurgias cardíacas e afecções do mediastino. São feitas incisões de pele e tecido subcutâneo na linha média. Em seguida realiza-se uma incisão na origem dos músculos peitorais em toda a extensão do externo e a esternotomia deve ser realizada com o auxilio de uma serra oscilatória ou de um costótomo Acessos cirúrgicos E s te rn o to m ia Acessos cirúrgicos E s te rn o to m ia Acessos cirúrgicos Toracotomia: Realiza-se uma incisão de pele e tecido subcutâneo. No primeiro plano muscular deve-se incisionar os músculos grande dorsal e peitoral, em seguida, no segundo plano muscular, os músculos serrátil ventral e escaleno. Deve-se identificar os músculos intercostais externos e internos, fazendo em seguida uma incisão em cada um respectivamente. O espaço intercostal a ser abordado será de acordo com a estrutura a ser abordada. Acessos cirúrgicos Toracotomia Acessos cirúrgicos Toracotomia: Primeiramente, os espaços intercostais devem ser reconhecidos para que a incisão ampla da pele possa ser feita. Posteriormente abre-se o subcutâneo e a musculatura, chegando até a musculatura intercostal. Acessos cirúrgicos Toracotomia: Procede-se cuidadosamente com a abertura da pleura e da cavidade torácica, tomando cuidado com o movimento respiratório do paciente. As bordas da incisão devem ser protegidas colocando-se compressas umedecidas com solução fisiológica estéril no local. Aplica-se então o afastador de Finochietto. Acessos cirúrgicos Toracotomia: Após a realização da cirurgia de escolha, uma sonda deve ser aplicada visando remover o ar do tórax no período pós-operatório. Contar 3 espaços intercostais caudais a incisão feita e com uma pinça hemostática curva, abrir um pequeno “túnel” no tecido subcutâneo. A ponta da sonda deve ser cortada em um formato semelhante ao “bico de chaleira”, pois dessa forma, caso encoste em alguma superfície da parede torácica, ela não será obstruída (o ar ainda passará na lateral). A sonda deve ser passada pela abertura do tecido subcutâneo até chegar no 1º espaço intercostal, perfurando a musculatura. Acessos cirúrgicos Após a colocação da sonda, devem ser realizadas as seguintes suturas: • Costelas: fio inabsorvível sintético (nylon ou aço cirúrgico), 3.0, em padrão “X”. • Musculatura (2 linhas de sutura): fio absorvível sintético, em padrão simples contínuo. • Subcutâneo: fio absorvível sintético, em padrão simples contínuo. • Pele: fio inabsorvível sintético, em padrão contínuo (colchoeiro). Acessos cirúrgicos Acessos cirúrgicos ATENÇÃO: feixe neurovascular localizado na borda inferior do arco costal contém veia, artéria e nervo intercostais. Acessos cirúrgicos Fixação da sonda na pele: 1) Realizar uma pequena incisão na pele, caudal a sonda. 2) Utilizando um fio de nylon 0, suturar a pele (padrão Wolff) no local da incisão, cobrindo a sonda. 3) Passar um fio de nylon 0 em volta da base da sonda, realizando nós. O fio deve ser cruzado de um lado para o outro. 4) Realizar mais uma incisão na pele, caudal a sonda, para o encaixe. Passar o fio para envolver a sonda. 5) Utilizar uma torneira de três vias, juntamente a uma seringa de 20 mL para acoplamento da sonda. 6) Succionar todo o ar contido no interior do tórax, jogando para o exterior, até total retirada. 7) Fazer uma bandagem, deixando somente a torneira de três vias exposta Acessos cirúrgicos Torção Pulmonar • Apesar de ser considerada uma condição rara, a torção de lobo pulmonar (TLP) é de extrema importância na medicina veterinária. • O paciente pode apresentar evolução aguda que, se não abordada rápida e corretamente, culmina com o óbito do animal. • Os sinais clínicos de TLP consistem basicamente em hemoptise, tosse, hematêmese, dispneia, febre e vômito e são considerados, portanto, inespecíficos. • Pode afetar cães, em maior frequência, e gatos de qualquer idade. • Cães de grande porte com tórax estreito e profundo são mais susceptíveis. Torção Pulmonar • Torção do pedículo broncovascular do lobo no seu próprio hilo, impedindo a passagem de ar e sangue, resultando em atelectasia, edema, enfisema, congestão venosa e posterior necrose. • O lobo afetado se torna gravemente congesto como coloração vermelho escuro e consolidado assemelhando-se a morfologia de um fígado (hepatização pulmonar). • A causa da torção pode ser primária (idiopática) ou secundária à condições como: efusão pleural, quilotórax, doença respiratória crônica ou do parênquima pulmonar – como pneumonia e edema pulmonar, neoplasia, trauma ou posterior à cirurgia torácica. • Os lobos médio direito e cranial esquerdo são os mais afetado. Torção Pulmonar Torção Pulmonar Torção Pulmonar Torção Pulmonar Lobectomia Pulmonar Traqueostomia Criação de uma abertura temporária ou permanente no interior da traqueia para facilitar o fluxo de ar. • Colapso de laringe • Trauma laringotraqueal • Paralisia de laringe • Colapso de traqueia • Corpos estranhos Traqueostomia Traqueostomia temporária • Decúbito dorsal e pescoço estendido • Incisão mediana ventral • Separar os músculos • Alargar a incisão • Colocação do traqueotubo Traqueostomia Traqueostomia permanente • Expor a traqueia cervical proximal • Fazer um túnel dorsal à traqueia • Sobrepor o músculo esternoióideo • Desenhar um segmento retangular da parede da traqueia • Elevar a borda da cartilagem com uma pinça • Suturar a pele diretamente com a fáscia peritraqueal em sentido lateral • Dobrar a mucosa sobre as bordas cartilaginosas e suturá-las nas bordas de pele Traqueostomia OBRIGADA!!