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FR EN TE Ú N IC A 67 1 UTFPR 2016 Para além das conquistas militares, um dos mais importantes feitos de Alexandre, o Grande, foi fa- vorecer o surgimento de uma nova cultura, com forte influência grega. As cidades de Alexandria, no Egi- to, Pérgamo, na Antióquia, e a Ilha de Rodes, no Mar Egeu, constituíram-se em centros difusores de novos valores e de novos saberes, que se estenderam pelas artes, pelas ciências e por novas vertentes filosóficas. O nome dado a essa expressão cultural foi: A modernista. b renascentista. c contemporânea. d realista. e helenística. 2 Fatec 2019 Tapeçaria funerária, linho, 1.75m x 1,25m. Sacara, Egito, séc. I a.C. Aegyptisches Museum, Berlim. A pu d D O M IN G U ES , J oe lz a Es th er . H is tó ria e m D o cu m e nt o. Im ag e m e te xt o . 6 . 2 ª ed . S ão P au lo : F TD , 2 0 13 . O rig in al c ol or id o. A figura mostra uma tapeçaria funerária produzida no Egito, durante o chamado Período Helenístico, retra- tando um homem vestido como grego, posicionado entre dois deuses egípcios, Osíris e Anúbis. Assinale a alternativa que explica, corretamente, a fusão das culturas grega e egípcia representada na tapeçaria. A As sucessivas incursões militares empreendidas pela rainha Cleópatra VI nos territórios gregos pro- porcionaram o contato dos egípcios com a arte e a filosofia helenística, cuja concepção estética in- fluenciou a produção dos artesãos do Baixo Egito. b Educado por Aristóteles, o faraó Menés, responsá- vel pela unificação dos reinos do Baixo e do Alto Egito, tornou-se grande admirador da arte e da fi- losofia gregas, e foi o responsável pela difusão da cultura helenística em seu império. Revisando c A política expansionista de Alexandre, o Grande, promoveu o contato dos gregos com outros povos da Europa, da Ásia e da África, e originou a cultura helenística, caracterizada pela miscigenação de di- versos elementos culturais. d Os egípcios tomaram contato com a cultura helenís- tica por meio do comércio com os povos visigodo, ostrogodo, viking e alano que, partindo do norte da Europa, navegavam até o Nilo levando produtos de diferentes procedências. e Resultado da união política da Grécia e do Egito, por meio do casamento de Alexandre, o Grande, com Cleópatra VI, a cultura helenística foi imposta, muitas vezes à força, a todos os súditos do novo império. 3 UFG 2014 Leia o texto a seguir. Alexandre não tentou reorganizar a cidade, como pretendiam Platão e Aristóteles, mas inaugurou um novo modo de governar. Nesse sentido, a sua ação contrariou profundamente as orientações que recebera de Aristóteles. MARTINS, O. S.; MELO, J. J. P. A paideia helenística. Apud ROSSI, A. L. D. O. C. (Org.). Migrações e imigrações entre saberes, culturas e religiões no mundo antigo e medieval. Assis: Unesp, 2009. p. 35. O fragmento se refere ao governo do imperador Ale- xandre Magno no século IV a.C. A partir da análise do texto e considerando o contexto a que se refere, destaca-se, como uma das características do governo de Alexandre Magno, a A ênfase na política de paz com os impérios orientais, por meio de alianças com os persas e os egípcios, colocando fim à expansão grega. b afirmação da cultura grega como a forma de ex- pressão aceita, estabelecendo o sofismo como base para o governo da pólis. c adoção da religião politeísta e antropomórfica, composta de vários deuses que se assemelhava aos homens, substituindo a adoração ao imperador. d valorização da filosofia como fundamento da vida cívica, utilizando o estoicismo e o epicurismo para justificar a existência da pólis. e retomada do despotismo em que a autoridade do governo era inquestionável, sepultando as conquis- tas de direitos que fundamentaram a democracia. 4 Unicentro 2012 A alternativa que corresponde à periodi- zação do tempo histórico da Filosofia antiga grega é a A Grécia Arcaica (séculos VII e VI a.C.); Grécia Clássica (séculos V e IV a.C.); Grécia Helenística (séculos III a.C. — III d.C.). b Grécia Arcaica (séculos VII e VI a.C.); Guerras Médicas (século IV a.C.). c Grécia Helenística (séculos III a.C. — III d.C.) e Império Egípcio. d Grécia Clássica (séculos V e IV a.C.); Roma Antiga (século I). e Grécia Antiga; Mesopotâmia e Império Babilônico. FILOSOFIA Capítulo 6 Filosofia Helenística 68 5 UEM 2013 “Acostuma-te à ideia de que a morte para nós não é nada, visto que todo bem e todo mal residem nas sensações, e a morte é justamente a privação das sensa- ções. A consciência clara de que a morte não significa nada para nós proporciona a fruição da vida efêmera, sem querer acrescentar-lhe tempo infinito e eliminando o de- sejo de imortalidade. Não existe nada de terrível na vida para quem está perfeitamente convencido de que não há nada de terrível em deixar de viver. É tolo, portanto, quem diz ter medo da morte, não porque a chegada desta lhe trará sofrimento, mas porque o aflige a própria espera.” (Epicuro, Carta sobre a felicidade [a Meneceu]. São Paulo: ed. Unesp, 2002, p. 27. In: COTRIM, G. Fundamentos da Filosofia. SP: Saraiva, 2006, p. 97). A partir do trecho citado, é correto afirmar que 01 morte, por ser um estado de ausência de sensação, não é nem boa, nem má. 02 a vida deve ser considerada em função da morte certa. 04 o tolo não espera a morte, mas vive apoiado nas suas sensações e nos seus prazeres. 08 a certeza da morte torna a vida terrível. 16 a espera da morte é um sofrimento tolo para aquele que a espera. Soma: 6 UFSJ 2012 Sobre a ética na Antiguidade, é cORReTO afirmar que A o ideal ético perseguido pelo estoicismo era um estado de plena serenidade para lidar com os sobressaltos da existência. b os sofistas afirmavam a normatização e verdades universalmente válidas. c Platão, na direção socrática, defendeu a necessi- dade de purificação da alma para se alcançar a ideia de bem. d Sócrates repercutiu a ideia de uma ética intimista voltada para o bem individual, que, ao ser exercida, se espargiria por todos os homens. 7 UFSJ 2011 Sobre o ceticismo, é cORReTO afirmar que A os céticos buscaram uma mediação entre “o ser” e o “poder-ser”. b o ceticismo relativo tem no subjetivismo e no relati- vismo doutrinas manifestamente apoiadas em seu princípio maior: toda interatividade possível. c Protágoras (séc. V a.C.), relativista, afirmou que “o Homem só entende a natureza porque o conheci- mento emana dela e nela se instala”. d Górgias (485-380 a.C.) e Pirro (365-275 a.C.) são apontados como possíveis fundadores do ceticis- mo absoluto. 8 UEM O Período Helenístico inicia-se com a conquista macedônica das cidades-Estado gregas. As correntes filosóficas desse período surgem como tentativas de remediar os sofrimentos da condição humana indivi- dual: o epicurismo ensinando que o prazer é o sentido da vida; o estoicismo instruindo a suportar com a mes- ma firmeza de caráter os acontecimentos bons ou maus; o ceticismo de Pirro orientando a suspender os julgamentos sobre os fenômenos. Sobre essas cor- rentes filosóficas, assinale o que for correto. 01 Os estoicos, acreditando na ideia de um cosmo harmonioso governado por uma razão universal, afirmaram que virtuoso e feliz é o homem que vive de acordo com a natureza e a razão. 02 Conforme a moral estoica, nossos juízos e paixões dependem de nós, e a importância das coisas pro- vém da opinião que delas temos. 04 Para o epicurismo, a felicidade é o prazer, mas o verdadeiro prazer é aquele proporcionado pela ausência de sofrimentos do corpo e de perturba- ções da alma. 08 Para Epicuro, não se deve temer a morte, porque nada é para nós enquanto vivemos e, quando ela nos sobrevém, somos nós que deixamos de ser. 16 O ceticismo de Pirro sustentou que, porque todas as opiniões são igualmente válidas e nossas sen- sações não são verdadeiras nem falsas, nada se deve afirmar com certeza absoluta, e da suspensão do juízo advém a paz e a tranquilidade da alma. Soma: 9 Unicentro Sobre o conceito de ética, analise as asser- tivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s) I. Para Aristóteles, as ações humanas não são como as operações naturais. Na natureza cada ser se- gue necessariamente as exigências impostas por sua matéria e por sua forma, ou seja, o acidente é secundário. Em relação às ações humanas dá-se exatamente o contrário, nelas o acidente predo- mina, pois embora o homem possua vontade e poder de escolher a ação que deseja realizar, ele também se engana e pode não alcançar aquilo que almejou. II. A ética epicurista é basicamente um hedonismo. O motor e a meta da vida humana são identifica- dos ao prazer. Prazer, mas prazer com medida e senso de limite. O hedonismo epicurista alia pra- zer e serenidade. III. A primeira e mais importante ideia geral do estoi- cismo é a exaltação da natureza, daí o primeiro princípio da ética estoica: todos devem viver em conformidade com a natureza. Nisto resume-se a virtude. Pautar a vida segundo as prescrições da natureza significa, para os estoicos, servir ao interesse geral da coletividade, antes que seu próprio. IV. O pensamento ético-teológico de São Tomás de Aquino afasta-se inteiramente do aristotelismo. O primeiro e inabalável postulado do sistema to- mista é o de que o homem não foi dotado pelo Criador da capacidade de separar a verdade do erro, por isso o juízo ético está absolutamente li- gado aos sentimentos e emoções. FR EN TE Ú N IC A 69 A Apenas I, III e IV estão corretas. b Apenas I está correta. c Apenas I e IV estão corretas. d Apenas I, II e III estão corretas. e Apenas IV está correta. 10 Uece 2019 Com a morte de Alexandre, o Grande, iniciou-se a fase conhecida como Helenismo. Con- siderando os valores e ideais desse período, atente para os seguintes itens: I. favorecimento da unificação entre a cultura supe- rior e a cultura popular; II. reforço dos elos entre o indivíduo e a comunida- de, repudiando o individualismo; III. destaque para os ideais filosóficos do epicurismo e do estoicismo. É correto somente o que consta em A II e III. b III. c I e II. d I. 1 UENP 2011 Sobre os períodos da filosofia grega antiga, relacione as colunas e assinale a alternativa que con- tém a combinação correta: Período Problema I. Período pré-socrático (séc. VII – V a.C.) A. Problemas morais II. Período socrático (séc. IV a.C.) B. Problemas cosmológicos III. Período pós-socrático (séc. IV a.C. – VI d.C.) C. Problemas antropológicos A I – A; II – B e III – C. b I – B; II – A e III – C. c I – C; II – B e III – A. d I – A; II – C e III – B. e I – B; II – C e III – A. 2 UEM 2012 Afirma o filósofo Epicuro (séc. III a.C.), conhe- cido pela defesa de uma filosofia hedonista: “(...) o prazer é o começo e o fim da vida feliz. É ele que reconhecemos como o bem primitivo e natural e é a partir dele que se determinam toda escolha e toda recusa e é a ele que retornamos sempre, medindo todos os bens pelo cânon do sentimento. Exatamente porque o prazer é o bem primitivo e natural, não escolhemos todo e qualquer prazer; podemos mesmo deixar de lado muitos prazeres quando é maior o incômodo que os segue.” (EPICURO, A vida feliz. In: ARANHA, M. L.; MARTINS, M. P. Temas de filosofia. 3.ª ed. rev. São Paulo: Moderna, 2005, p. 228.) Considerando os conceitos de Epicuro, é correto afir- mar que 01 estudar todo dia não é bom porque a falta de pra- zer anula todo conhecimento adquirido. 02 todas as escolhas são prazerosas porque natural- mente os seres humanos rejeitam toda dor. 04 comer uma refeição nutritiva e saborosa em dema- sia é ruim porque as consequências são danosas ao bem-estar do corpo. 08 a beleza corporal é uma finalidade da vida humana porque o prazer de ser admirado é a maior felici- dade para o ser humano. 16 o prazer não é necessariamente felicidade porque ele pode gerar o seu contrário, a dor. Soma: 3 UEM 2013 No século IV a.C., a Grécia foi conquistada pelo rei macedônio Felipe II. Seu filho Alexandre, o Grande, consolidou o domínio macedônio da Grécia e expandiu seu império pelo Oriente, chegando suas conquistas às margens do rio Indo, na Índia. Educado por Aristóteles, Alexandre assimilou a cultura grega e levou-a para suas conquistas no Oriente, resultando daí uma intensa troca cultural entre os gregos e os povos orientais. O império de Alexandre não resistiu à sua morte, ocorrida em 323 a.C., aos 33 anos de idade, mas seus resultados culturais foram duradou- ros com a emergência da chamada cultura helenística. Sobre essa questão, assinale o que for correto. 01 O Epicurismo, corrente filosófica fundada por Epi- curo de Samos, é caracterizada como hedonista, porque pregava a busca imediata do prazer. 02 Alexandria, no Egito, tornou-se importante centro de desenvolvimento e de difusão da cultura helenista. 04 O cristianismo, em seus primórdios, foi influencia- do por correntes filosóficas que floresceram no período helenístico, como o neoplatonismo e o estoicismo. 08 O ceticismo possui raízes no período clássico da filosofia grega, mas teve, no período helenístico, um de seus maiores representantes, Pirro de Élida. 16 No plano social, um dos traços mais salientes da filosofia grega na fase helenística foi a crítica à es- cravidão. No plano político, os filósofos do período helenístico criticaram o despotismo e a divinização dos reis. Soma: Exercícios propostos