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Medicina - 5º Semestre - Ana Paula Cuchera 14 de fev. de 2023 Anamnese: Sinais e Sintomas (Dor precordial) ● Dor precordial → dor no peito ○ Localização ○ Irradiação ■ Ir para o outro local ○ Caráter ○ Intensidade ■ Leve ■ Moderada ■ Intensa ○ Duração ■ Variável ■ Contínua ○ Frequência ■ Ex: de hora em hora, uma vez na semana ○ Fatores desencadeantes, agravantes e atenuantes ■ Desencadeante = ansiedade ■ Agravante = frio ■ Atenuante = deitar de lado ○ Sintomas concomitantes ■ Sintomas que ocorrem ao mesmo tempo. ■ Ex: Náuseas, vômito, etc Palpitações ● Palpitações ○ Percepção consciente e desconfortável das contrações cardíacas ○ Mecanismos: ■ Pulsos irregulares ■ Aumento ou redução rápida da FC → investigar ■ Percepção de contração mais vigorosa ○ Palpitações com ritmo irregular: fazer ECG ■ Distúrbios de ritmo cardíaco - Ordem: 1. Nó sinoatrial → leva a despolarização atrial 2. Feixe de Beckham/interatrial → leva despolarização do átrio direito para o átrio esquerdo 3. Nó atrioventricular 4. Feixe de Hiss 5. Fibras de Purkinje 6. Termina nas paredes laterais do ventrículo 1 Dispineia ● Dispneia → falta de ar (sinal que pode ser de causa cardiovascular ou não cardiovascular) ○ Causas cardiovasculares: ■ Congestão pulmonar → falha na hora do coração bombear sangue ● IC esquerda ● Acúmulo de líquido nos alvéolos: estertores (ruídos que ouvimos com o esteto) ● Piora com decúbito: dispneia paroxística noturna e ortopnéia ■ Compressão mecânica → algo que comprime ● Ex: aumento do coração que comprime o pulmão ● Grandes cardiomegalias podem comprimir os brônquios, gerando obstrução ao fluxo aéreo ■ Tromboembolismo pulmonar ● Êmbolo sai do coração e vai para o pulmão através da artéria pulmonar ● Obstrução da artéria pulmonar ou seus ramos por trombo ○ Origem: Trombose Venosa Profunda de Membros Inferiores ○ Dor torácica, dispneia de graus variados, morte súbita ○ Exemplo: trombo nos membros inferiores (tríade de Virchow) 2 - Tríade de Virchow: OBS! Derrame pleural → acúmulo de líquido na pleura (comprime o pulmão que não consegue se expandir) - Acúmulo de líquido nos alvéolos → estertores (ruidos alveolar) ■ Quando não é problema no coração ■ Asma Cardíaca → edema intersticial e nos alvéolos pulmonares ● Edema de interstício: obstrução ao fluxo → sibilos ○ Causas não cardiovasculares Edema ● Edema ○ Retenção de líquidos ○ Pele lisa e com brilho ○ Sinal do cacifo/Godet (depressão após digitopressão que se desfaz lentamente) ○ Simetria → problema cardiovascular da edema nos 2 lados ○ Sinais de flogose (calor, rubor, dor) → quando é inflamação OBS! Paciente acamado pode ter edema sacral ○ Categorização: ■ Maleolar ■ Terço médio da perna ■ Nível do joelho ■ Raiz da coxa ■ Generalizado (anasarca) 3 ● IC direita - pulmão semmuito líquido e edema de membros inferiores. Fígado sofre, pelo fato do sangue não circular devidamente e ter retorno no fígado. ● IC esquerda – pulmão cheio de líquido e congestão pulmonar ○ Sobrecarga Cardíaca: ■ Aumento na pré-carga leva à dilatação de câmaras cardíacas (excesso de líquido) ● Insuficiência aórtica ● CIV → Comunicação Interventricular ■ Aumento na pós-carga leva à hipertrofiamiocárdica (para vencer a força → resistência periférica) ● Estenose aórtica ● HAS → Hipertensão Arterial Sistêmica Síncope ● Síncope → desmaio ○ Perda abrupta, mas temporária da consciência e do tônus postural em decorrência de hipoperfusão global temporária do cérebro ■ Na síncope quando a pessoa acorda, ela a pessoa fica bem ○ Causas não cardíacas: ■ Metabólicas (ex: hipoglicemia) ■ Intoxicação ■ Neurológicas (ex: epilepsia) ○ Causas cardiovasculares: ■ Hipotensão postural (abaixou a pressão e causou uma hipoperfusão cerebral) ■ Arritmias ■ Estenose Aórtica (doença da valva aórtica → não abre direito = hipofluxo cerebral) ■ Obstrução da artéria carótida (causando hipofluxo cerebral) Anatomia cardíaca 4 - Ciclo cardíaco: ● Sequência de eventos cardíacos que ocorre do início de cada batimento até o início do próximo batimento ● Cada ciclo consiste em um período de relaxamento (diástole) e contração (sístole) ● Tem início pela geração espontânea de um potencial de ação no nó sinusal, que propaga pelos átrios, nó atrioventricular, feixe de His (ramos direito e esquerdo) e fibras de Purkinje - Ciclo cardíaco - Sístole: ● Contração isovolumétrica ○ Inicia-se na contração ventricular ○ Aumento abrupto da pressão dentro do ventrículo e fechamento das valvas atrioventriculares ○ Após 20-30ms os ventrículos geram pressão suficiente para abrir as valvas semilunares ● Período de Ejeção ○ Pressão ventricular força a abertura das valvas semilunares ○ 70% do sangue sai nos primeiros 2/3 da ejeção (ejeção rápida) ○ 30% no 1/3 final (ejeção lenta) - Ciclo cardíaco - Diástole: ● Relaxamento isovolumétrico ○ Queda rápida da pressão intraventricular ○ Fechamento abrupto das valvas semilunares ○ Por 30-60 ms o músculo relaxa, porém o volume não se altera ○ Quando a pressão intraventricular ficar menor que a dos átrios ocorre a abertura das valvas atrioventriculares ● Enchimento rápido ○ Após a abertura das valvas atrioventriculares ○ Enchimento do primeiro 1/3 da diástole ● Enchimento lento ○ Ocorre no 1/3 médio da diástole ○ Pequena quantidade de sangue que flui diretamente das veias para o ventrículo ● Contração atrial ○ Último 1/3 da diástole ○ Impulso adicional de sangue para os ventrículos (25%) 5 Projeção do coração no tórax OBS! Saber raio x, pois é um exame muito difundido e de fácil acesso Ambiente de exame - Examinar o paciente preferencialmente: ● Numa sala silenciosa e confortável ○ Interfere da pressão arterial e na frequência cardíaca ● Distrações e ruídos mínimos ○ Interfere na ausculta cardíaca Exame físico: Inspeção ● Inspeção ○ Sinais de boa perfusão periférica ○ Região cervical – dilatação jugular ■ Pré carga aumentada = volume venoso aumentado ○ Formato normal da caixa torácica ○ Ventilação ○ Batimentos ■ Pulsação epigástrica ● Transmissão da aorta abdominal - quando tem aneurisma da aorta podemos ver a pulsação ● Hipertrofia de ventrículo direito que bate e fica pulsando ■ Pulsação na fúrcula e pescoço ○ Ictus cordis visível (batimento da ponta) ■ Visualização e palpação da polpa do ventrículo na caixa torácica ○ Sentado ou Deitado - cabeça a 45ª ■ Turgência jugular ■ Só com a cabeça a 45º conseguimos confirmar que o paciente tem turgência jugular OBS! Criança que tem uma nítida diferença entre o hemitórax esquerdo e o direito - Abaulamento no tórax denotando aumento do coração e causando deformidade da caixa torácica 6 Exame físico: Palpação ● Palpação ○ Localização do ictus cordis (impulso apical): 5º EIC (espaço intercostal) na linha hemiclavicular ■ Dextrocardia: Situs inversus completo: coração e pulmão estômago e baço a direita e fígado a esquerda ● Ou seja, na dextrocardia o ictus cordis não vai estar lá OBS! Ictus cordis é o local do impulso apical do ventrículo na caixa torácica, já o ictus cordis visível é quando conseguimos ver ■ Palpável em 25 a 40% dos adultos em decúbito dorsal e 50 a 73% em decúbito lateral esquerdo ■ Pode também colocar o paciente em decúbito lateral esquerdo → aproxima o coração da parede torácica ■ Localização: 5º EIC na linha hemiclavicular esquerda ● Se o ictus está para fora do 5º espaço intercostal é diagnóstico de provável aumento do ventrículo esquerdo ● Localização: 4-5º espaço intercostal → Linha hemiclavicular esquerda ● Extensão: Normal – 2 polpas digitais ● Mobilidade: Ictus varia com a posição do paciente ● Ritmo e frequência ■ Diâmetro até 2 polpas digitais ■ Duração prolongada (>2/3 iniciais da sístole) ■ Deslocado para esquerda e para baixo: IC esquerda por sobrecarga de volume com dilatação ventricular (regurgitação aórtica ou mitral) ○ Temperatura da pele ○ Tempo de enchimento capilar ■ Normal abaixo de 3 segundos 7 ○ Palpação dos pulsos ■ Palpar com dedos indicador e médio (não com o polegar) ● Utilizar os dedos indicador, médio e anular● Não exercer pressão excessiva ● Contar as pulsações por um período de tempo ■ Amplitude (tem alguns que são bem fracos) ■ Intensidade (não comprimir muito) ■ Frequência ■ Sincronia ○ Cefálica e cervical ■ Temporal superficial ■ Artéria Carótida ● Importante na avaliação do paciente inconsciente ● Não palpar as duas carótidas ao mesmo tempo, principalmente em idosos ● Não palpar vigorosamente (não massagear), especialmente nos idosos ○ Membros superiores ■ Axilar → braço em rotação externa - abaixo da inserção do peitoral maior ■ Braquial → borda interna do tendão bicipital - antebraço semiflexionado ■ Radial ■ Ulnar 8 ○ Membros inferiores ■ Femoral → abaixo do ligamento inguinal - média distância entre pube e crista ilíaca ■ Poplítea → Segure os joelhos com as duas mãos e palpe com os dedos ■ Tibial posterior → posterior ao maléolo interno ■ Pediosa → Seguir o espaço entre o hálux e o segundo dedo ○ Teste de Allen → pesquisa de irrigação da mão para ver se as artérias ulnar e radial estão pérvias ○ Com os polegares, ocluir as artérias radial e ulnar Solicitar que o paciente que abra e feche a mão até palidez palmar Libere o fluxo de uma das artérias e verifique a perfusão da mão Repetir com a outra artéria OBS! Artéria radial → também usado para fazer ponte cardíaca (como a ponte safena) e para utilizar precisa saber se o ulnar está funcionando ○ Palpação de frêmitos → mão espalmada nos pontos de ausculta ■ Sensação tátil de um sopro cardíaco ■ Palma da mão aplicada firmemente sobre o tórax ■ Vibração causada por fluxo turbulento adjacente ■ Se houver frêmito ausculte procurando um sopro OBS! Frêmito → causado por fluxo sanguíneo turbulento Fluxo turbulento → quando tem problema nas valvas → ruído = fluxo cardíaco Exame físico: Ausculta ● Ausculta ○ Estetoscópio ■ Olivas ■ Hastes metálicas ■ Tubos emborrachados ■ Receptores ● Diafragma → Ausculta em geral 9 ● Campânula → Sons mais graves, B3 ○ Auscultar carótidas → Em busca de sopros ■ Quando aparece é por placa de ateromas = obstruções → fluxo turbulento → sopro 1. Bulhas cardíacas: ○ B1: o fechamento da válvula mitral produz a primeira bulha cardíaca ■ Coincide com o ictus cordis e o pulso carotídeo ■ Timbre mais grave e pouco maior que a 2a bulha ■ “TUM” → primeira bulha ● Fechamento das valvas mitral e tricúspide. ● Turbilhonamento do sangue e vibrações das valvas e parede ventricular ○ B2: o fechamento da válvula aórtica produz a segunda bulha cardíaca ■ Timbre mais agudo e seco ■ “TÁ” → segunda bulha ● Fechamento das valvas aórtica e pulmonar, sendo o componente aórtico (A2) mais intenso e precede o pulmonar (P2). ● Na expiração: as valvas fecham sincronicamente, dando um só ruído ● Na inspiração: desdobramento fisiológico – o componente pulmonar fecha pouco depois ● Se houver aumento do retorno venoso → valva pulmonar vai demorar um pouco mais para fechar, pois o volume é maior ● Ausculta → ouve-se dois “TÁ”, pois a pulmonar demorou para fechar devido ao volume sanguíneo (desdobramento da segunda bulha) https://youtu.be/M_nGTG99P8g ○ B3: alteração de complacência ventricular - aumento do ventrículo ■ Pode ser patológico ou fisiológico (comum em crianças e jovens, em adultos é patológico) ■ Evidente na inspiração → pode ser mais evidente na inspiração ■ Queda da pressão intratorácica aumento do retorno venoso → aumento do tempo de ejeção do VD atraso de P2 → ocorre logo depois da segunda bulha 10 https://youtu.be/M_nGTG99P8g ■ Indica complacência ventricular, sobra sangue da sístole anterior e o novo sangue que chega do átrio bate no sangue que já estava ali e faz o barulho, muito grave. ■ “TUM – TRÁ” ○ B4: representa a contração atrial, pode ser patológica e apontar alteração da complacência ventricular (hipertrofia) ■ B4 é a bulha que ocorre no final da diástole, naquele momento final que o átrio contrai, está relacionada à hipertrofia ventricular ■ Pode ser patológico ou fisiológico (mais comum em adultos e transitório) ■ “TRUM - TÁ → logo antes da B1 https://www.youtube.com/watch?v=M3seP4pSLKs https://www.youtube.com/watch?v=ZsNc3V2gDxk https://www.youtube.com/watch?v=_VHvLhfohiM ○ Com o envelhecimento, aumenta o diâmetro do tórax. ■ Ictus fica menos proeminente ■ Mais difícil auscultar o desdobramento de B2 ○ Amaior parte das pessoas apresenta algum sopro em algummomento da vida ■ Muitos sopros não tem correlação com doença nenhuma e são chamados “sopros inocentes” OBS! Só saber → Sopros inocentes = não tem doença, ocorre muito em crianças e é mais audível no bordo esternal - Se sopro desaparece com a posição, mais um sinal de sopro inocente 11 https://www.youtube.com/watch?v=M3seP4pSLKs https://www.youtube.com/watch?v=ZsNc3V2gDxk https://www.youtube.com/watch?v=_VHvLhfohiM ○ Auscultar todos os focos ○ Paciente sentado, decúbitos dorsal e decúbito lateral esquerdo (Pachon) ○ Observar bulhas cardíacas, ritmo e frequência, cliques ou estalidos, ruídos ou atrito ○ Caracterizar as bulhas quanto a: ■ Fonética → Normofonéticas ou hiperfonéticas ■ Ritmo → Rítmicas ou arrítmicas ■ Tempo → Dois tempos ou tríplice ○ Normal: BRNF em 2T sem sopro → Bulhas rítmicas normofonéticas em 2 tempos sem sopros 2. Sopros cardíacos ○ Alteração sanguínea ○ Defeito valvar ■ Insuficiência ■ Estenose ○ Localização ■ Proto-, Meso- ou Tele- → Terço inicial, médio ou final ■ Sistólico ou diastólico OBS! Omais importante é a de Levine (cruzes → máximo é 6+) ○ Manobras: (a inspiração e expiração altera) ■ Ligeira flexão do tronco (focos da base) → para frente ■ Müller – inspiração forçada com a glote fechada, diminuição da pressão intra-torácica e aum. retorno venoso ■ Valsalva – expiração forçada com a glote fechada, aumento da pressão intra-torácica e diminuição do retorno venoso ● Prolapso da valva mitral x Cardiomiopatia hipertrófica ■ Rivero-Carvalho – (apnéia inspiratória) inspiração forçada não bloqueada ● Diferenciar sopro tricúspide do mitral ● Se for tricúspide, o sopro se intensifica com o aumento do retorno venoso ○ Focos apicais ■ Foco mitral - 5º EIE, linha hemiclavicular ■ Foco tricúspide base do apêndice xifóide, ligeiramente à esquerda ○ Focos da base ■ Foco aórtico - 2º EID, junto ao esterno ■ Foco aórtico acessório - 3º EIE, junto ao esterno ■ Foco pulmonar - 2º EIE, junto ao esterno ○ Outras localizações de ausculta: fúrcula, pescoço, axila, dorso 12 https://www.youtube.com/watch?v=Fz8UeB4pLwU ○ Cronologia dos Eventos Cardíacos: Bulhas ● B1: Fechamento das valvas mitral e tricúspide (entre átrio e ventrículo - Direito e Esquerdo) ○ Mais intensa no ápice ● B2: Fechamento das valvas semilunares (Aórtica e Pulmonar) ○ Mais intensa na base OBS! Estalidos → valva mitral está estenosada 13 https://www.youtube.com/watch?v=Fz8UeB4pLwU OBS! Sopro contínuo → ocorre na persistência do canal arterial (cardiopatia congênita) - Não falar sopro sistólico-diastólico, pois isso indica sopro contínuo - Falar sopro diastólico em “x” cruzes e sopro diastólico e “x” cruzes - Desdobramento fisiológico de B2: Pequeno atraso no fechamento da válvula pulmonar na inspiração. Melhor audível no 2º e 3º espaço intercostal esquerdo. Auscultación del desdoblamiento fisiológico del 2do ruido - YouTube Sons de extras 1. Terceira bulha → som extra na diástole ● Início da diástole, melhor audível no ápice, com campânula ● Desaceleração brusca do sangue na fase de enchimento ventricular rápido ● Pode ser normal em crianças, adultos jovens, atletas ou gestantes ● Pacientes mais velhos, sintomáticos ou ausculta nova: galope ventricular ● IC descompensada, sobrecarga de volume por regurgitação aórtica ou mitral 14 https://www.youtube.com/watch?v=M3seP4pSLKs&feature=youtu.be 2. Quarta bulha → som extra na diástole ● Final da diástole, imediatamente antes de B1 ● Tom baixo, melhor audível no ápice com campânula ● Contração atrial: galope atrial ● Indica complacência reduzida no ventrículo ● Hipertrofia de VE, estenose aórtica, HAS descompensada Auscultación del cuarto ruido cardíaco/The fourth heartsound - YouTube 3. Estalido de abertura → som extra na diástole ● Início da diástole: protodiastólico ● Tom alto, de curta duração melhor audível no foco mitral com o diafragma ● Desaceleração abrupta durante abertura de valva mitral estenosada 4. Cliques sistólicos → som extra na sístole ● Mesossistólicos ou telessistólicos ● Tom alto, de curta duração melhor audível no foco mitral com o diafragma ● Geralmente seguido por um sopro de regurgitação mitral ● Causados por prolapso da valva mitral (3% população geral) OBS! Percussão não usa na prática Sopro sistólico x Diastólico ● Sopro diastólico → estão geralmente relacionados a valvopatias cardíacas ● Sopros sistólicos → podem ser sopros de fluxo fisiológicos, provenientes de valvas cardíacas normais ○ Sopros inocentes – Mesossistólicos ■ Melhor audível do 2º ao 4º EICE ■ Commínima irradiação, de grau I,II ■ Geralmente desaparece ou diminui na posição sentada ■ Comum em crianças e adultos jovens, decorrerem da ejeção rápida de sangue do ventrículo esquerdo para a aorta - Classificação dos sopros: ● Contínuos ○ Começa na sístole e estende por toda ou parte da diástole ○ Persistência do canal arterial 15 https://www.youtube.com/watch?v=_VHvLhfohiM Soplo de la persistencia del conducto arterioso - YouTube ● Sopro em crescendo ○ Estenose mitral Soplo de la estenosis mitral - YouTube ● Sopro em decrescendo ○ Regurgitação aórtica (insuficiência) Soplo de la insuficiencia aórtica/Aortic Insufficiency murmur - YouTube ● Sopro em crescendo-decrescendo: ○ Estenose aórtica Soplo de la estenosis aortica - YouTube ● Sopro em platô: ○ Regurgitação mitral ou tricúspide (insuficiência) Soplo de la insuficiencia mitral - YouTube Soplo de la insuficiencia tricuspidea/murmur of tricupsid regurgitation - YouTube 16 https://www.youtube.com/watch?v=UV0HZVBQd3Q https://www.youtube.com/watch?v=9g_idUdvif0 https://www.youtube.com/watch?v=Yj9nPyxrNQ8 https://www.youtube.com/watch?v=Ufr7qsie-F8 https://www.youtube.com/watch?v=_qqevMxlhfY https://www.youtube.com/watch?v=NscarkKom1o - Intensidade do sopro: - Irradiação do sopro: ● Em geral no sentido do fluxo do sangue: ○ Estenose Aórtica: Pescoço ○ Insuficiência Mitral: Axila e dorso ○ Estenose Mitral: Linha axilar ○ Insuficiência Aórtica: Linha paraesternal Esquerda - Características do som: ● Existem características peculiares de determinados sopros - Sopro inocente: ● São sistólicos ● Localização: do 2º ao 3º espaço intercostal esquerdo ● Irradiação: mínima ● Intensidade: Grau I a II ● Timbre e tom: baixo a médio ● Manobras: diminui ou desaparece na posição sentada ● Mecanismo: fluxo sanguíneo turbulento na ejeção de sangue do ventrículo esquerdo para a aorta ● Comum em crianças e adultos jovens Manobras 1- Manobra de Pachón ● Decúbito lateral esquerdo e elevação do braço ● Intensifica os sopros da valva mitral 17 2- Inclinação do tórax para a frente ● Intensifica os sons da base do coração 3- Esforço isométrico (“Aperto de mão”) → Handgrip - (Gallavardin) ● Apertar objeto na mão ● Aumento da resistência vascular periférica ● Aumento dos sopros 4- Agachamento ● Aumenta pré-carga e pós-carga ● Aumenta quase todos os sopros - Câmaras direitas: manobras que reduzam a pressão intratorácica e aumentam o retorno venoso ao ventrículo direito 5- Manobra de Müller ● Inspirar contra resistência (o oposto de Valsalva) 6- Manobra de Rivero-Carvalho ● Inspiração profunda - Resumo: ● Estenose aórtica → valva vai estar “dura” e nao vai expulsar sangue na diástole = SISTÓLICA ● Insuficiência aórtica → valva não vai fechar e vai voltar sangue = DIASTÓLICA ● Estenose mitral → Valva “dura” não consegue entrar sangue = DIASTÓLICA ● Insuficiência mitral → valva não fecha e precisa estar fechada na sístole = SISTÓLICA 18