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Amazônia Bioma = bio + oma Vida em grupo(massa) Bioma é uma unidade biológica ou espaço geográfico caracterizado de acordo com o macroclima, a fitofisionomia (aspecto da vegetação de um lugar), o solo e a altitude específicos Localização! 49,29% do território brasileiro - regiões norte, nordeste e centro-oeste 60% da Amazônia é no Brasil Peru, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana francesa. Amazônia legal – SUDAM 1966 Características Físicas: Clima: Equatorial úmido - Quente, úmido e chuvoso Vegetação: Mata de terra firme, Várzeas, Igapó. -Floresta tropical Relevo: Planícies amazônica , Planaltos das guianas e depressões (colinas baixas). - Serras, Pico da neblina- 3015 metros.(planalto) Solo: Arenoso, com uma fina camada de matéria orgânica Biodiversidade Características ecológicas A floresta Amazônica é um ecossistema auto-sustentável -Ciclagem O bioma amazônico tem uma relevância que vai além de suas fronteiras -Chuvas -Sorvedouro de carbono (estoca entre 80 e 120 bilhões de toneladas de carbono) -Equilíbrio Vivem mais de 33 milhões de pessoas - Índios, ribeirinhos, quilombolas, extrativistas Fonte de recursos: Madeira, borracha, castanha, peixe e minérios. Rio Amazonas Laguna McIntyre, Perú Pará e Amapá, Brasil Comprimento: 7.025 km Altitude da nascente: 5.270 m Largura: 6 km – 45 km Afluentes : 1.100 Fluxo: 209.000 m³/s Bacia : 6.915.00 km² Principais afluentes Rio Negro Rio Solimões Importância econômica 20% da água fluvial do mundo Desnível de 82 metros no território nacional 73% dos recursos hídricos ligados à Bacia 5,1% da população mora em região hidrográfica da Amazônia Impactos de usinas hidroelétrica 3 mil espécies de peixes catalogados (21% das conhecidas de água doce no mundo ) 950 espécies de pássaros Diversidade de vida na Amazônia Flora A quantidade estimada de espécies de plantas na Amazônia varia entre 17 e 60 mil; Tomando por base 30 mil, a floresta conta com 10% das espécies do mundo; Cerca de 1600 Monocotiledôneas; Cerca de 7000 entre Eudicotiledôneas e Angiospermas Basais; 40 a 300 espécies por hectare; Samambaia gigante do brejo (Acrostichum danaeifolium) Castanheira do Brasil (Bertholletia excelsa) Andiroba (Carapa guianensis) Caiauê (Elaeis oleífera) Seringueira (Hevea brasiliensis) Açaizeiro (Euterpe oleracea) Guaraná (Paullinia cupana) Fauna Invertebrados: 1800 espécies de borboletas (24%); Mais de 3000 espécies de formigas (1/3 da biomassa animal das copas das árvores); 2500 a 3000 espécies de abelhas (8-10%); 500 espécies de aranhas; Mais de 100 espécies de minhocas; Acanthognathus ocellatus Pachycondyla stigma Isogonia limbata Guaiamum (Cardisoma guanhumi) Asterope batesii Baeotus deucalion Vertebrados: Peixes: 1300 espécies; 40% não descritas; 450 espécies só no Rio Negro; Anfíbios: 163 espécies; Valor altamente subestimado Acará disco (Symphysodon discus). Pirarucu (Arapaima gigas) * Brachyplatystoma tigrinus Piramboia (Lepidosiren paradoxa)* Bufo dapsilis Dendrobates castaneoticus Dendrobates leucomelas Pipa arrabaldi Bolitoglossa paraensis Caecilia tentaculata Répteis: 550 espécies; Cerca de 300 são de cobras; Cerca de 89 são lagartos; Baixo conhecimento da biologia das espécies; Aves: Mais de 1000 espécies; Um dos grupos mais bem estudados do mundo; Jibóia (Boa constrictor) Jacaretinga (Caiman crocodilus) Jacaré anão (Paleosuchus palpebrosus) Coleodactylus septentrionalis Matá-matá (Chelus fimbriatus) Tartaruga da Amazônia (Podocnemis expansa) Arara azul (Anodorhynchus hyacinthinus) Saracura do mangue (Aramides mangle) Beija flor de bico virado (Avocettula recurvirostris) João nordestino (Furnarius figulus) Gavião de peito laranja (Falco deiroleucus) Gavião real (Harpia harpyja) Jacamim de costa verde (Psophia viridis) Jacupiranga (Penelope pileata) Mamíferos: 311 espécies; Quirópteros e roedores são os mais numerosos; O grupo dos primatas é o melhor estudado; Preguiça de bentinho (Bradypus tridactylus) Morcego fantasma (Diclidurus scutatus) Caxinguelê (Guerliguetus ingrami) Sagui argênteo (Mico argentatus) Boto cor de rosa (Inia geoffrensis) Doninha amazônica (Mustela africana) Onça pintada (Panthera onca) Peixe boi da Amazônia (Trichechus inunguis) Relações ecológicas Desmatamento na Amazônia Tem aumentado continuamente desde 1991 Os atores e as forças que causam o desmatamento variam: Grandes e médios fazendeiros respondem pela grande maioria da atividade do desmatamento Construções de estradas Madeireiras ilegais Fig. – Desmatamento na Floresta Amazônica Fig. - Madeireira ilegal em atividade no Pará. Fonte: Greenpeace Fig. - BR- 319 que liga Manaus a Porto Velho. Fonte: G1 Fig. - Pequena área de floresta rodeada por plantação de Soja em Mato Grosso Impactos O desmatamento da floresta amazônica gera impactos como: Perda da rica Biodiversidade presente na região A sociodiversidade também é ameaçada, já que o desmatamento também causa impactos nas culturas indígenas e extrativistas tradicionais (Seringueiros) Alterações na ciclagem de água Altas emissões de CO2 , e outros gases de efeitos estufa Muitos desses impactos geram um efeito de “feedback” com a mudança de clima Fig. – Uso do fogo na floresta amazônica, como forma de abrir áreas para cultivo <number> Controle do Desmatamento O controle do desmatamento é suma-importância para evitar os impactos da perda da floresta O desmatamento hoje se encontra fora do controle do governo, porém ações tomadas por este já tiveram influências notáveis na redução do desmatamento como por exemplo a “Operação Curupira” realizada pelo IBAMA que visava reprimir a exploração ilegal de madeira O elemento fundamental para reduzir o desmatamento, e até pará-lo, é a vontade política para fazer isso Fig.– Agente do IBAMA em fiscalização de madeireiras. Fonte: IBAMA Referências Bibliográficas O QUE é bioma Amazônia. 1. Disponível em: <http://www.oeco.org.br/dicionario-ambiental/28611-o-que-e-o-bioma-amazonia/>. Acesso em: 23 abr. 2017. AMAZONIA : Ministério do Meio Ambiente (MMA). 1 Ed.. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/biomas/amaz%C3%B4nia>. Acesso em: 23 abr. 2017. LINHARES, Sérgio & GEWANDSZNAJDER, Fernando. Biologia Hoje - Vol 3. São Paulo: ed. Ática, 1998. ROCHA, V; MORAIS, D . Bioma Amazônia: Fio Cruz no Ensino. Disponível em:<http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=958&sid=2>. Acesso em: 23 abr. 2017. Prêmio Márcio Ayres para Jovens Naturalistas - http://marte.museu-goeldi.br/marcioayres/index.php?option=com_content&view=article&id=10&Itemid=11 Museu Emílio Goeldi – http://www.museu-goeldi.br/censo/ Frisch, J.D; Frisch,C.D. 2005. Aves brasileiras e plantas que as atraem. São Paulo. p 53-389. Reis, N.R; Peracchi,A.L; Fregonezi, M.N; Rossaneis, B.K (org). 2010. Mamíferos do Brasil – Guia de Identificação. Technical Books Editora. P 77-479. Veríssimo, A; Moreira, A; Sawyer, D; Santos, I; Pinto, L. P. (org). 2001. Biodiversidade na Amazônia brasileira. Editora Estação Liberdade/ Instituto Socioambiental. p 50-131 Fearnside, P. M. 2006. Desmatamento na Amazônia: dinâmica, impactos e controle. Acta amazônica, 36(3), 395-400.