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Conflitos e crises
A China apresenta, hoje, alguns conflitos que amea
çam sua estabilidade interna, bem como suas relações
externas. Em primeiro lugar, o país atualmente abriga
uma grande diversidade étnica e religiosa. A etnia han
representa cerca de 90% do país, mas há diversos outros
grupos minoritários importantes. O forte controle do go
verno sobre a imprensa impede que as crises se tornem
conhecidas mundialmente.
Separatismo uigur
Xinjiang localiza-se no extremo oeste do país, fronteira
com as repblicas centro asiáticas Essa província relativa
mente autônoma é habitada pela etnia uigur, que segue o
islã sunita. Muitos uigures reclamam de exclusão socioeco
nômica, e, em algumas ocasiões, os conflitos resultam em
mortes Apesar de ser uma região árida, Xinjiang pode, no
futuro, ser uma área estratégica para a importação de gás
e petróleo por terra a partir da sia Central
A questão do Tibete
A região do Tibete foi anexada ao território chinês
em 1950. Os tibetanos são uma etnia e seguem a religião
budista. Durante o domínio chinês, muitos mosteiros foram
destruídos, levando a população local a denunciar uma
espécie de extermínio cultural, ou seja, uma tentativa da
China de apagar os traços da cultura tibetana. A região é
importante para o governo de Beijing, pois o Tibete con-
centra muitas das nascentes dos principais rios chineses.
A questão de Taiwan
A ilha de Taiwan foi o refgio do governo nacionalista
derrubado pela revolução de 1949 na China Desde en
tão, Taiwan, cuja capital se chama Taipé, vive seu cotidiano
como se fosse um país capitalista independente e, graças
ao apoio militar e econômico dos Estados Unidos, tornou-se
um polo tecnológico de destaque, considerado um dos
Tigres Asiáticos Formalmente, Taiwan não é reconhecida
pela ONU, mas na prática faz comércio com muitos países
Segundo o governo de Beijing, Taiwan é uma província
rebelde. A relação entre Beijing e Taipé varia bastante de
acordo com os governos de cada um dos lados e com o
cenário internacional. Economicamente, porém, há uma
grande aproximação, já que muitos empresários taiwaneses
instalaram suas indstrias nas ZEEs da China continental.
Em momentos de tensão, Beijing fala de guerra; em momen-
tos de paz, os dois lados falam de comércio e benefícios
mtuos. A situação permanece sem uma resolução defini-
tiva, apesar de a China comunista oficialmente argumentar
a favor da unificação.
Hong Kong e a Revolta dos Guarda-chuvas
A devolução de Hong Kong para a soberania da
Repblica Popular da China, ocorrida em 1997, e poste-
riormente a devolução de Macau, em 1999, trouxeram uma
situação política bastante singular. Ambos os territórios
foram devolvidos sob a condição de se tornarem Regiões
Administrativas Especiais da China (RAEs) por um período
de 50 anos Com isso, o governo de Beijing se comprome-
teu a respeitar a autonomia (emissão de moeda, controle
de fronteiras etc.) e manter o sistema capitalista nessas
regiões pelo menos até 2047 (no caso de Hong Kong) e
2049 (no caso de Macau). Para apresentar e justificar esse
arranjo político, o governo chinês criou o slogan “Um país,
dois sistemas”.
Porém, episódios ocorridos em Hong Kong em 2014 mos-
traram divergências entre o governo e parte da população.
Manifestantes foram às ruas protestar contra a interferência
de Beijing no processo eleitoral local e reivindicar o sufrágio
universal. Após cerca de dois meses de protestos e dura
repressão policial, as manifestações foram dissolvidas sem
que os ativistas tivessem sucesso. Em 2017, três líderes da
revolta foram condenados entre 6 a 8 meses de prisão. O
nome desse levante pró-democracia se deve ao fato de os
manifestantes terem usado guarda-chuvas para se protegem
de bombas de gás lacrimogêneo usadas pela polícia
Em 2019, novos protestos da população de Hong Kong
chamaram a atenção nos noticiários. O governo local propôs
mudanças na legislação, que passou a permitir que fugitivos
localizados na região fossem extraditados para outros países.
Os manifestantes alegavam que essa alteração permi-
tia ao governo perseguir e prender opositores políticos à
unificação e intervinha na democracia e na autonomia de
Hong Kong
Fig. 17 Protesto contra a prisão de manifestantes em Beijing, 2014.
GEOGRAFIA Capítulo 8 Ordem mundial128
1 Explique o que foi a Guerra Fria e em qual contexto ela se desenvolveu.
2 Cite os principais desdobramentos da Guerra Fria no cenário internacional.
3 Quais foram as consequências do fim da Guerra Fria no desenho do mapa-mndi?
4 Explique o que foi a Doutrina Bush, estabelecendo relações com a guerra ao terror e o Eixo do Mal.
5 O que é o conflito Norte-Sul e que aspecto das relações internacionais ele destaca?
Revisando
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6 Sobre a Comunidade Econômica Europeia (CEE), responda: qual era o principal objetivo e quais foram as caracterís-
ticas e os desdobramentos mais significativos da formação deste grupo?
7 Explique a questão da Caxemira, descrevendo sua origem e os riscos que envolvem essa questão
8 Descreva o conflito entre a Rssia e a Crimeia
9 Quais medidas adotadas pelo sucessor de Mao Tsé-Tung, Deng Xiaoping, colaboraram para o grande crescimento
econômico chinês?
10 Qual é a relação entre Taiwan e o governo chinês de Beijing?