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Hematologia
Produzido por: Karla Emilia Silva Maciel
@estuda.biomedica
Resumo de
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aria C
aetano - 50072962879 - P
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Conteúdo
ATENÇÃO!!!
Este material é de uso exclusivo daquele que o adquiriu. Portanto, fica
proibido o compartilhamento e/ou a comercialização do mesmo, visto que
se trata de um crime previsto no art.184 do código penal brasileiro, com
pena de 3 meses a 4 anos de reclusão ou multa
Eritropoese..............................................................................4
Hemoglobina...........................................................................10
Hematócrito...........................................................................10
Índices hematimétricos.........................................................15
Inclusões eritrocitárias.........................................................25
Classificação das anemias.....................................................31
Leucopoese............................................................................34
Como interpretar o leucograma...........................................48
Inclusões leucocitárias..........................................................51
Introdução as leucemias.......................................................55
Plaquetopoese.......................................................................59
Alterações plaquetárias.......................................................61
Hemograma manual...............................................................63
Contagem de reticulócitos....................................................73
Provas de coagulação...........................................................77
Referências............................................................................81
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Parabéns pela aquisição do Resumo de Hematologia
Versão 2.0. Agora ainda mais recheado de
conteúdos para você, além de entender as funções,
características e processo de maturação das células
sanguíneas, você também vai ficar ligado(a) nas
principais técnicas manuais utilizadas
principalmente no período de estágio. Mas antes que
você prossiga quero te lembrar algumas coisas.
O setor de hematologia envolve o estudo dos
componentes do sangue, e quem são eles? hemácias,
leucócitos e plaquetas.
Nesse material você irá estudar as temáticas mais
relevantes dessa disciplina que envolvem o setor o
qual eu mais tenho paixão hahah. Outro detalhe
importante e que você não pode esquecer é que o
tubo comumente utilizado para analisar essas células
é o tubo de coleta de tampa roxa/lilás que contém
EDTA, pois preservam melhor as nossas células, já em
questão das provas de coagulação o tubo ideal é o
de tampa azul, que contém Citrato.
Então... vamos aos estudos! :)
Olá!
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As Hemácias (Também conhecidas como “Glóbulos
Vermelhos” ou “Eritrócitos”) fazem parte da nossa
série vermelha, elas são as responsáveis pelo
transporte de oxigênio e demais nutrientes. Essas
células são arredondadas, bicôncavas e
anucleadas!!! Como assim? ELAS NÃO POSSUEM
NÚCLEO... pra falar a verdade, elas possuíam núcleo
sim, mas lá no início da sua maturação.
Como vocês devem saber, as nossas células tronco
pluripotentes podem se diferenciar de diversas
formas, dando origem a muitas outras células, no
caso das hemácias, a eritropoetina é a glicoproteína
responsável por este estímulo!
O processo de formação e maturação das hemácias
que ocorre na medula óssea se chama:
ERITROPOESE. Vejamos a seguir as células que
fazem parte deste grande evento:
HEMOCITOBLASTO
- Célula precursora dos glóbulos sanguíneos.
 
Introdução a Eritropoese
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PROERITROBLASTO
- Primeira célula da linhagem eritróide, portanto o
mais imatura.
ERITROBLASTO BASÓFILO
- Possui núcleo grande, com cromatina frouxa.
Citoplasma escasso e extremamente basófilo.
ERITROBLASTO POLICROMÁTICO
- Uma célula um pouco menor que as demais, possui
núcleo redondo e central (Etapa que dá início a
produção de hemoglobina).
ERITROBLASTO ORTOCROMÁTICO
- Possui um núcleo picnótico, localizado mais na
periferia da célula (pois em breve, esse núcleo será
expulso, afinal... nossa célula final é ANUCLEADA).
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Calma, você ainda vai conseguir visualizar essa
hemácia em lâmina, mas sem os gruminhos que eu
mencionei.
Elas vão se apresentar um pouco maiores que as
hemácias maduras, sem halo central e com uma
coloração mais acinzentada (aos meus olhos parece
um lilás acinzentado), e a esse fenômeno, chamamos
de policromasia, ou hemácias policromáticas, é
quando visualizamos hemácias jovens com a
coloração hematológica de rotina normal (sem o azul
de cresil brilhante).
Tipo assim:
RETICULÓCITOS
- São eritroblastos que perderam o núcleo, mas
ainda possuem uns restinhos de RNA no seu interior,
é possível visualizar esses grumos se o estendido
sanguíneo (ou esfregaço, ou slide) estiver corado
com azul de cresil brilhante.
E se tiver sem azul de cresil? Como vou visualizar?
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HEMÁCIA MADURA
- Após essa célula ter passado por toda essa
maturação/diferenciação, vamos ter uma hemácia
com as determinadas características:
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Redonda
Bicôncava (apresentando um pequeno halo central)
Anucleada
Principal função: Transporte de oxigênio
Vida média útil: 120 dias
Mas ela sempre foi anucleada?
Não, ela "perdeu" o núcleo durante o processo de
maturação!
Eritropoese
Proeritroblasto
Eritroblasto Basófilo
Eritroblasto Policromático
Eritroblasto Ortocromático
Reticulócito
Hemácia
madura
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Se houver a deficiência de algum desses elementos,
há uma grande probabilidade de estarmos de frente
com algum tipo de anemia, por isso é imprescindível
que nós saibamos o que é o normal em um paciente,
para podermos distinguir aquilo que é patológico
daquilo que é fisiológico.
VITAMINA B12
É encontrada geralmente em alimentos, como por
exemplo: fígado, ovos, leite, peixes e carne. Essa
vitamina é muito importante na síntese do ácido
desoxirribonucleico (ADN), a sua ausência pode
resultar em uma síntese defeituosa, dando origem a
células maiores que o normal, os megaloblastos, e
essa deficiência atinge não apenas a linhagem
eritróide, mas também afeta a linhagem leucocitária.
Ex: Anemia Megaloblástica.
Vitamina B12
Ácido Fólico
Ferro
Elementos fundamentais para produção de
Hemácias
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ÁCIDO FÓLICO
O ácido fólico pode ser encontrado em alimentos de
origem vegetal, como nas saladas. Sua deficiência
resulta em uma síntese anormal das proteínas
nucleares, o que traz como consequência a
alteração na formação e divisão celular, e redução
na formação das células da linhagem eritrocitária.
Ex: Anemia Megaloblástica.
FERRO
Este elemento além de também ser encontrado em
alimentos, ele está contido na molécula de
hemoglobina, que vamos falar logo a seguir. A
deficiência de ferro é indicativo de Anemia
Ferropriva, como você bem deve ter pensado. E ele
é um grande aliado no transporte de oxigênio, mas a
sua ausência não é causada apenas pela falta de
absorção do elemento, também tem a situação de
que "alguém" pode estar se nutrindo através do
indivíduo, as vezes além de anêmica, a pessoa pode
estar com alguma parasitose.
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Proteína de estrutura quaternária encontrada no
sangue, em especial nas hemácias. É formada por
uma combinação de Cadeias de Globina e do Grupo
Heme.
O Grupo Heme contém um átomo de ferro
(geralmenteem estado ferroso). E o Ferro é então, o
grande responsável pela captação do oxigênio.
De acordo com os dados da Organização Mundial de
Saúde, quando o nível de Hemoglobina (Hb) está
abaixo de 12 g/dL temos uma caracterização de
anemia.
Hemoglobina
Hematócrito
É a proporção do volume de hemácias em relação ao
volume de sangue total, e esse valor é expresso em
percentual.
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Valores de Referência
- Mulheres de 35% a 45%
- Homens de 40% a 50%
Volume Corpuscular Médio (VCM) – Corresponde à
média do tamanho de eritrócitos.
Valor de Referência: 80 – 100 fL (fentolitros)
Indíces Hematimétricos
Vale ressaltar que valores
de referência podem
sofrer uma pequena
variação de um laboratório
para o outro.
80 - 100 fL< 80 fL >100 fL
Microcitose Normocitose Macrocitose
Bora entender isso aqui, as hemácias normais
possuem um tamanho normal, que é entre 80 a 100fL,
só que nem tudo são flores, as vezes elas podem se
apresentar bem pequenas ou bem grandes.
Pequenas : Hemácias microcíticas
Normais: Hemácias normocíticas
Grandes: Hemácias macrocíticas
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Hemoglobina Corpuscular Média (HCM) –
Corresponde a quantidade (peso) média de
hemoglobina na hemácia. Você sabia que é a
hemoglobina que é a responsável por dar a cor as
hemácias? (Na verdade é por conta do ferro que tá
dentro da Hb, mas não fala que eu te falei).
Valor de Referência: 24 - 33 pg (picogramas)
Como vou saber se a hemácia tá no tamanho normal ou não?
Ache um linfócito pequeno na lâmina e compare o núcleo dele com o
tamanho da hemácia, se a relação de tamanho entre eles for praticamente
o mesmo, essa hemácia tem um tamanho normal. Se a hemácia estiver
menor que o núcleo do linfócito, ela é micro. Se estiver maior, é macro ;)
24 - 33 pg< 24 pg >33 pg
Hipocromia Normocromia Hipercromia*
Agora a conversa não é mais sobre tamanho, mas
sobre coloração. Lembra do halo central que a
hemácia tem? Pois é, esse halo as vezes pode nem
existir, ou ser quase do tamanho da célula toda!
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Se o halo central estiver ok, dizemos que a hemácia
é normocrômica. Se o eritrócito estiver com esse
halo bem grande, com muita palidez (sem cor)
chamamos de hemácia hipocrômica. E se não tiver
halo nenhum? Bem, antigamente se dizia que a
hemácia estava hipercrômica, mas esse termo já
está em desuso, até porque existe uma outra
alteração chamada esferocitose, que é exatamente
igual a hipercromia, então... nesses casos, invés de
falar que a hemácia está hipercrômica, optamos por
dizer que na lâmina visualizamos alguns esferócitos
(veremos mais a frente, em poiquilocitose).
Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média
(CHCM) – Como o próprio nome já diz, o CHCM
corresponde a concentração de hemoglobina na
hemácia, ou seja, o quão "cheia" a hemácia está de
hemoglobina. O mesmo pode ser expresso em
porcentagem ou em g/dL.
Valor de referência: 31 a 36% ou g/dL
Assim como o HCM, o CHCM nos ajuda a avaliar a
coloração da hemácia, mas geralmente o HCM se
altera primeiro, o CHCM tende a alterar quando se
trata de um nível de alteração bem significativa.
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Red Cell Distribution Width (RDW) – Esse índice é
medido apenas em aparelhos automatizados. O RDW
corresponde a heterogeneidade do tamanho das
hemácias. Se na minha população de hemácias houver
a presença de hemácias pequenas (micrócitos) e
hemácias grandes (macrócitos) em uma mesma
amostra, significa que elas não estão homogêneas,
porque elas possuem tamanhos variados, e o nome
desse fenômeno se chama: Anisocitose.
Valor de referência: 11,5 – 14,5%
Exemplo de Anisocitose 
Anisocitose Poiquilocitose
Hemácias de
tamanho variado
Hemácias de
diferentes formatos
vs
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Hemoglobinopatias (SS, SC)
Talassemias
Hepatopatias
Pacientes Esplenectomizados
Anemia ferropriva
Sinônimo: Hemácias em alvo ou Leptócitos
Causa: Excesso de colesterol na membrana ou perda
de conteúdo citoplasmático
Semelhantes: Tiro ao alvo
Podem estar presentes em:
Como já falamos, uma hemácia normal é
arredondada, bicôncava e anucleada, mas as vezes
devido alguma patologia (ou até mesmo por conta de
uma lâmina mal feita), ela aparece com algumas
alterações no seu formato, temos então:
Poiquilocitose
Codócitos
Como é visto em lâmina?
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Esferocitose hereditária
Anemias hemolíticas autoimunes
Doença hemolítica do recém-nascido
Deficiência de piruvatoquinase
Septicemia por Clostridium welchii
Causa: Defeitos genéticos ou adquiridos
Semelhantes: Bolinha bem "cheinha"
Principal característica: Não possui halo central
Podem estar presentes em:
Esferócitos
Como é visto em lâmina?
Como saber se é um esferócito ou não?
Em geral, esse poiquilócito é redondinho, com a coloração BEM condensada,
e se prestar bem atenção nas imagens acima irá perceber que ele se
apresenta num tamanho um pouco menor que as demais hemácias. Lembra
da questão da hipercromia? Pois é, o esferócito é uma hemácia
hipercrômica, mas esse termo já se encontra em desuso ;)
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Eliptocitose Hereditária
Talassemias
Anemia Ferropriva
Anemia Megaloblástica
Causa: Defeito hereditário do citoesqueleto
Semelhantes: Formato oval, quando em forma elíptica
se apresenta mais alongado e fino
Podem estar presentes em:
Eliptócitos e Ovalócitos
Como é visto em lâmina?
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Causa: Pode ser artefato ou não
Semelhantes: Boca de peixe ou ao olho de uma cabra
Estomatócitos
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Hepatopatias
Sangue de Recém-Nascido
Estomatocitose Hereditária
Anemia Hemolítica Congênita
Pode ser um artefato no esfregaço.
Podem estar presentes em:
Como é visto em lâmina?
Doença Falciforme
Anemia Falciforme
Traço Falciforme
Sinônimo: Hemácias em forma de foice
Causa: Cristalização/Presença da Hemoglobina S
Semelhantes: Foice ou Banana
Podem estar presentes em:
Drepanócitos
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 Mielofibrose
Talassemias
Anemias Hemolíticas
Pacientes Esplenectomizados
Sinônimo: Hemácias em forma de lágrima/gota
Semelhantes: Lágrima ou Coxinha ;)
Podem estar presentes em:
Como é visto em lâmina?
Dacriócitos
Como é visto em lâmina?
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Hepatopatias
Tratamento com Heparina IV
Hipertireoidismo
Pós-Transfusão
Insuficiência renal
Queimaduras graves
Sinônimo: Hemácias crenadas
Causa: na maioria das vezes, artefatuais
Semelhantes: uma estrelinha com espículas regulares
ou tampinha da garrafa de cerveja
Podem estar presentes em:
Equinócitos
Como é visto em lâmina?
Atenção!
Cuidado para não confundir os equinócitos com os
próximos poiquilócitos a serem apresentados
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Hepatopatias
Diminuição do Baço
Esplenectomia
Mielodisplasias
Deficiência de vitamina E
Causa: Também pode ser artefato
Semelhantes: uma estrelinha com espículas
irregulares
Podem estar presentes em:
Acantócitos
Como é visto em lâmina?
Como diferenciar equinócito de acantócito?
Equinócitos se assemelham a tampinha de garrafa de cerveja, suas
espículas são REGULARES. Já as espículas dos acantócitos são mais
bagunçadas, ou seja, IRREGULARES :)
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Traumas Mecânicos
Válvulas CardíacasArtificiais
Agressão Térmica por queimaduras
Agressão Química por fármacos
Coagulação Intravascular Disseminada (CIVD)
Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT)
Síndrome Hemolítica Urêmica.
Semelhantes: não tem uma forma exata, possuem
esse nome por serem "esquisitos"
Podem estar presentes em:
Esquizócitos
Como é visto em lâmina?
A seguir,
Veremos alguns tipos de poiquilócitos mais
incomuns de serem visualizados na rotina
hematológica:
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Deficiência da enzima G6PD
Hemólise oxidativa
Trauma mecânico
Anemia microangiopática
Sinônimo: hemácias mordidas
Podem estar presentes em:
Bite cell
Como é visto em lâmina?
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Pacientes com deficiência de glicose-6-fosfato-
desidrogenase
Embolias pulmonares
Anemias falciformes e microangiopáticas
Sinônimo: Blister cell
Causa: hemoglobina fica concentrada só de um lado
da hemácia
Podem estar presentes em:
Hemácias em bolha
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Como é visto em lâmina?
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Pacientes com Covid-19
Estresse oxidativo
Esferocitose hereditária (associada à
deficiência de proteína Banda-3)
Sinônimo: hemácias pinçadas
Podem estar presentes em:
Hemácias em cogumelo
Como é visto em lâmina?
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Hiperlipidemias
Triglicerídeos >1.000mg/dL
Semelhante: Contorno celular não se apresenta
definido e sim borrado
Causa: excesso de lipídeos
Podem estar presentes em:
Hemácias borradas
Como é visto em lâmina?
Inclusões Eritrocitárias
Nesses casos as alterações não são mais no formato
em si, mas sim dentro do citoplasma dos eritrócitos.
Vejamos a seguir:
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Esplenectomia
Doenças Falciformes
Possuem restos de DNA, são pequenos, basofílicos e
geralmente únicos. 
Podem estar presentes em:
Corpúsculos de Howell-Jolly
Como é visto em lâmina?
Anemias Megaloblástica
Talassemias
Deficiência de pirimidina-5-nucleotidase
Intoxicação por metais pesados (pontilhado
grosseiro)
Consiste em pequenas e numerosas inclusões
contendo RNA espalhadas no citoplasma 
Podem estar presentes em:
Pontilhado basófilo
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Sobrecarga de Ferro
Hipoesplenismo
Esplenectomia
São inclusões basofílicas pequenas, compostas de
hemossiderina, presentes na periferia da hemácia 
Podem estar presentes em:
Corpúsculos de Pappenheimer
Como é visto em lâmina?
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Anemias Megaloblásticas
Anemias Hemolíticas
Pós esplenectomia
São restos nucleares semelhantes a anéis de cor
azulada (podem surgir como símbolo do infinito)
Podem estar presentes em:
Anel de Cabot
Como é visto em lâmina?
Outras alterações eritrocitárias
Pacientes com Mieloma múltiplo
Quando as proteínas plasmáticas de alto peso
molecular estão elevadas, pode acontecer de as
hemácias se apresentarem de forma empilhada,
como moedas
Podem estar presentes em:
Fenômeno Rouleaux
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Anemias Hemolíticas, possivelmente de etiologia
imunológica
É uma alteração rara, consiste na presença de
várias hemácias ao redor de um neutrófilo
Podem estar presentes em:
Rosetas
Como é visto em lâmina?
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Detalhe: Quando as hemácias são revestidas por anticorpos, elas
podem acabar se aglutinando. A Aglutinação Maciça pode
ocorrer nas Anemias Hemolíticas Autoimunes causadas por
anticorpos frios, devido a presença de crioaglutininas. Nesses
casos, os índices hematimétricos que hoje em dia são contados
automaticamente através dos aparelhos automatizados dão
resultados falsos. O VCM e o HCM por exemplo, podem estar com
valores aumentados, pois as células aglutinadas serão medidos
como uma única célula. O que fazer nessas horas??? Coloque a
amostra em banho-maria a 37º entre 15 a 30 minutinhos e depois
disso passe a amostra no equipamento novamente. Porque fazer
isso??? Isso é devido aos anticorpos frios, lembram? Nossa
temperatura corporal normal é de 37ºC graus, então ao aquecer
a amostra é possível que essas hemácias aglutinadas se
desfaçam e os parâmetros da série vermelha sejam contados de
uma maneira mais coerente com o real.
 
30
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Atenção!
Aglutinação eritrocitária em lâmina:
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Classificação das Anemias
Anemia microcítica e hipocrômica
Deficiência de Ferro
Talassemias
Anemias de doença crônica
Anemia Sideroblástica
VCM < 80fL
HCM < 27pg
O que significa: Que as hemácias se apresentarão
em tamanho pequeno (menor que o núcleo de um
linfócito) e com halo central pálido
Sugestivo de:
Como é visto em lâmina?
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31
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Anemia normocítica e normorômica
Anemias Hemolíticas
Anemias de doença crônica
Pós hemorragias
VCM 80 - 100fL
HCM 27 - 32pg
O que significa: Que as hemácias se apresentam com
tamanho e coloração normais, logo, não há alteração
no VCM e nem HCM
Sugestivo de:
Como é visto em lâmina?
@estuda.biomedica
32
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Lembra da comparação com o núcleo do
linfócito para descobrir o tamanho da
hemácia? Então, compara aí e percebe a
diferença de uma hemácia pra outra
Anemia macrocítica
Deficiência de Folatos
Deficiência de Vitamina B12.
Alcoolismo
Hepatopatias
Mielodisplasia
Anemia Aplástica. 
VCM > 100fL
O que significa: Que as hemácias são grandinhas,
com um tamanho aumentado
Sugestivo de:
- Causas Megaloblástica:
- Causas Não-Megaloblástica:
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Como é visto em lâmina?
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Granulócitos
Os Leucócitos (ou glóbulos brancos) são nossas
células de defesa, cada um atua contra agentes
invasores específicos, estes podem ser vírus,
bactérias, fungos, corpos estranhos ou até mesmo
cancerígenos. 
Essas células, assim como as hemácias passam por
um processo de maturação, mas neste caso, existem
cinco tipos de leucócitos, que são divididos em
Granulócitos e Agranulócitos.
Os Granulócitos possuem grânulos, são eles:
Neutrófilos, Eosinófilos e Basófilos.
Já os Agranulócitos não possuem grânulos, são eles:
Linfócitos e Monócitos. 
Introdução a Leucopoese
Agranulócitos
Linfócito Monócito Eosinófilo Neutrófilo Basófilo
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Os agranulócitos também são chamados de mononucleares, por
possuírem apenas um núcleo, e os granulócitos de
polimorfonucleares, por conta do núcleo apresentar segmentações
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O processo de formação e maturação dos leucócitos
é denominado Leucopoese. Nos adultos esse
fenômeno ocorre na medula óssea (MO), de lá essas
células serão enviadas para o sangue periférico e
então, serão movidas para o tecido, conforme a
necessidade.
Tudo começa no hemocitoblasto, pois a partir deles,
temos a linhagem dos eritrócitos, leucócitos e das
plaquetas.
Na MO, a maturação dos Granulócitos se dá a partir
de estimulações geradas a partir do Fator
Estimulador de Granulócitos (G-CFS, granulocyte
colony-stimulating factor), e esses fatores
estimuladores participam de cada um dos tipos de
células que serão geradas futuramente, veja alguns a
seguir:
Fator estimulador Tipo celular
G-CSF
M-CSF
GM-CSF
IL5
IL4,9
IL1,2,4,5
Fator estimulante de colônias
para granulócitos
Fator estimulante de colônias
para monócitos
Fator estimulante para
granulócitos e monócitos
Fator estimulantepara
eosinófilos
Fator estimulante para
basófilos
Fator estimulante para
linfócitos
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Em um indivíduo saudável encontramos apenas as
células maduras no sangue periférico, não é normal
visualizarmos as células jovens (o lugar delas é na
medula). Imagina comigo que as células maduras são
maiores de idade, tem +18, e as células imaturas são
menores de idade. Quem está apto a tirar CNH?
Apenas as que são maiores de 18. As células jovens
quando encontradas na circulação estão infringindo
a "lei de trânsito", e quando isso acontece algo de
errado não está certo!
Ainda dentro da classificação dos leucócitos, nós
temos duas linhagens: mielóide e linfóide.
Linfóide é só lembrar dos linfócitos, e mielóide
incluem os demais leucócitos (e inclusive hemácias e
plaquetas).
A linhagem mielóide, começa com o Mieloblasto >
Promielócito > Mielócito > Metamielócito > Célula
de destino (Que pode ser um Neutrófilo, Basófilo ou
Eosinófilo). Conforme a maturação acontece
percebemos as características da célula, sua
coloração, granulação, e a partir disso nós
conseguimos saber qual célula ela é.
E os Monócitos, como ocorre? Monoblasto >
Promonócito > Monócito.
Já na linhagem linfóide, a maturação inicia com os
Linfoblastos > Prolinfócito > Linfócito.
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Agora que a gente já entendeu como esse processo
de maturação se dá, vamos conhecer nossas células
progenitoras dos leucócitos???
Mieloblasto
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Núcleo grande
Cromatina frouxa
Pode apresentar
nucléolos
Promielócito
Apresenta granulações
azurófilas no
citoplasma
Geralmente maior que
o mieloblasto
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Mielócito
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Citoplasma menos
basófilo
Cromatina mais
condensada
Não apresenta
nucléolos
Metamielócito
Núcleo se apresenta
em formato riniforme
Citoplasma acidófilo
Apresenta granulações
finas
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Neutrófilo bastonete/bastão
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Pequeno
Citoplasma semelhante
ao do metamielócito
Representam 1 a 5%
dos leucócitos
presentes no sangue
Núcleo em formato 
 de U
Neutrófilo segmentado
Núcleo apresenta de 2
a 5 lóbulos interligados
Granulação fina no
citoplasma
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Basófilo
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Granulação grosseira
Raramente o núcleo
apresenta mais de
dois lóbulos 
Quase não se enxerga
o núcleo dele
Eosinófilo
Pouco maior que o
neutrófilo
Geralmente bilobulado
Apresenta granulações
laranjadas/rosadas
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Monoblasto
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Célula grande
Citoplasma basófilo e
sem grânulos
Cromatina frouxa
Apresenta nucléolos
Promonócito
Núcleo vai ganhando
forma
Cromatina um pouco
mais condensada que a
do monoblasto
Pode apresentar
discreta granulação
Monócito
Célula grande
Núcleo com forma de
rim
Citoplasma tem
coloração azul-
acinzentado
Pode apresentar
vacúolos
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Linfoblasto
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Possue citoplasma
basófilo
Núcleo preenche
quase todo o
citoplasma
Cromatina fina e com
presença de nucleólos
Prolinfócito
Raramente apresenta
nucléolos
Citoplasma basófilo
Linfócito
Célula pequena
Citoplasma geralmente
excasso
Bastante basófilo
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Eu sei você tá achando todas as células parecidas,
ou até mesmo tudo igual! É necessário muito treino
de vista, você precisa prestar atenção em todas as
partes da célula, citoplasma, núcleo, cromatina
frouxa, densa? as granulações são grosseiras? finas?
A célula é mais acidófila (puxando mais pro
rosa/laranja)? ou mais basofílica (puxa mais pra uma
coloração azulada/arroxeada)? Com o tempo e muito
estudo a gente consegue perceber todas essas
características. Vamos fazer um esqueminha do
caminho do processo de maturação dos leucócitos?!
CAMINHO DE MATURAÇÃO DOS NEUTRÓFILOS,
EOSINÓFILOS E BASÓFILOS:
Mieloblasto
Promielócito
Mielócito
Metamielócito
Bastonete
Neutrófilos ou
Eosinófilos ou
Basófilos
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O caminho até chegarmos no monócito e no linfócito
é um pouco menor. Se liga aí.
CAMINHO DE MATURAÇÃO DOS MONÓCITOS:
Monoblasto
Promonócito
Monócito
CAMINHO DE MATURAÇÃO DOS LINFÓCITOS:
Linfoblasto
Prolinfócito
Linfócito
Ficou mais claro agora? Tenho uma dica pra você:
Desenhe e pinte. Isso te ajuda muito na memorização,
mas é pra fazer caprichado, adicionando os detalhes
das células!
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Funções e características
- Neutrófilos: Participam na defesa primária contra
bactérias e fungos. Possuem capacidade de
fagocitose. Dentre suas características podemos
perceber os núcleos multilobulados formados por três
a cinco lóbulos ligados entre si, porém esse núcleo
também pode se apresentar em forma de bastão,
quando imaturo. São os mais abundantes no sangue.
- Eosinófilos: São acidófilos, isso indica que a
coloração do seu centro puxa mais para o
vermelho/alaranjado, é atuante em reações alérgicas
e/ou parasitoses, logo... estão presentes em pequena
quantidade. Seu núcleo geralmente é bilobulado. Não
são especializados em fagocitose, realizam sua
atividade defensiva liberando o conteúdo dos seus
grânulos para o meio extracelular.
- Basófilos: O sonho de todo mundo é ter a
oportunidade de ver um haha. É o menos circulante no
sangue, e participa nas reações alérgicas. Essa célula
libera heparina evitando a formação de coágulos e
libera histamina, o que permite a vasodilatação no
local da inflamação, possibilitando um acesso
facilitado de outros soldadinhos de defesa.
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- Monócitos: É o maior de todos, possui citoplasma
amplo. Atua em infecções bacterianas e virais.
Porémmm, na corrente sanguínea ainda é considerado
uma célula jovem, porque de lá ele migrará para os
tecidos, dando origem ao macrófago, célula esta que
possui alto poder fagocitário.
- Linfócitos: Estes são divididos em dois tipos,
linfócitos T e B. Esses leucócitos atuam normalmente
contra infecções virais e células cancerosas, dentre
suas características... possui um núcleo praticamente
do tamanho da célula inteira, fazendo com que seu
citoplasma seja bem escasso.
O linfócito T participa da Imunidade Celular, que é
mediada por células, como as citocinas. Já o tipo B
participa da Imunidade Humoral, que é mediada por
anticorpos.
Em lâmina não é possível diferenciar quem é linfócito B
do T, apenas por imunofenotipagem
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Quando há aumento em número nos leucócitos totais
é um indicativo de: Infecções, Inflamação, Leucemias
ou Linfomas. Quando há diminuição, pode ser
resultante de: Quimioterapia, Infecções ou Aplasia
de Medula Óssea. 
Agora, vamos descobrir o que cada parâmetro pode
nos dizer separadamente:
Como interpretar o Leucograma?
Infecções
Gravidez
Estresse
Esforço físico intenso
Doenças Inflamatórias
Leucemias
Neoplasias
Queimaduras
Infecções virais e algumas bacterianas
Medicamentos
Deficiência de Vitamina B12
Mielodisplasias
Aplasia de Medula Óssea 
Termo utilizado: Neutropenia
Significado: Neutrófilos em nº diminuído
Sugestivo de:
Termo utilizado: Neutrofilia
Significado: Neutrófilos em nº aumentado
Sugestivo de:
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Termo utilizado: Eosinofilia
Significado: Eosinófilos em nº aumentado
Sugestivo de:
Doenças alérgicas
Infecções parasitárias
Câncer
Neoplasias mieloproliferativas
Síndrome hipereosinofílica
Termo utilizado: Eosinopenia
Significado: Eosinófilos em nº diminuído
Sugestivo de:
Estresse
Corticoides
Acompanha a neutrofilia na infecção e
inflamação
Termo utilizado: Basofilia
Significado: Basófilos em nº aumentado
Sugestivo de:
Neoplasias mieloproliferativas crônicas
Processos alérgicos
Termo utilizado: Basopenia
Significado: Basófilos em nº diminuído
Sugestivo de:
Não se aplica 
Eles já são raros lembra?
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Termo utilizado: Monocitose
Significado: Monócitos em nº aumentado
Sugestivo de:
Endocardite subaguda
Tuberculose
Leucemias
Acompanha a neutrofilia na infecção e
inflamação
Termo utilizado: Monocitopenia
Significado: Monócitos em nº diminuído
Sugestivo de:
Aplasia de Medula Óssea
Quimioterapia
Termo utilizado: Linfocitose
Significado: Linfócitos em nº aumentado
Sugestivo de:
Infecções virais e algumas bacterianas
Leucemias linfóides agudas e crônicas
Termo utilizado: Linfocitopenia
Significado: Linfócitos em nº diminuído
Sugestivo de:
Radioterapia e Quimioterapia
Imunossupressão
Linfoma de Hodgkin
HIV/AIDS
Lupus Eritematoso Sistêmico
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Inclusões Leucocitárias
Linfócito Reativo
Granulações Tóxicas
Manchas de Grumprecht
Termo utilizado apenas
quando o paciente já
possui diagnóstico de
Leucemia Linfocítica
Crônica (LLC), quando
não há diagnóstico
mencionamos no laudo do
hemograma a presença
de manchas nucleares
ou restos celulares.
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Bastão de Auer
Flower Cell
Corpos de Dohle
Neutrófilos
Hipersegmentados
(Pleocariócitos)
Apresenta +
de 5 lóbulos
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Outros achados leucocitários
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Desvio à esquerda: aumento de células jovens na
circulação, a partir de bastonetes. Pode ser
decorrente de infecções de forma escalonada,
ou em casos de neoplasias quando se apresenta
de forma desordenada (sem escalonamento).
Desvio à direita: termo não muito utilizado,
ocorre quando há presença de neutrófilos
hipersegmentados, ou seja, apresenta-se com
mais de cinco lóbulos, é significativo nas anemias
megaloblásticas e mielodisplasias.
Anomalia de Pelger-Huet: neste caso, os
neutrófilos se apresentam de forma
hiposegmentada. É considerada uma condição
benigna.
Alterações Morfológicas em Neutrófilos
Neutrófilo hiposegmentado
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Anomalia de May-Hegglin: podemos observar a
presença de corpúsculos de Dohle, e associar o
quadro à trombocitopenia (diminuição do número
de plaquetas) e plaquetas gigantes (plaquetas
que se apresentam maiores que as hemácias)
Anomalia de Chediak-Higashi: defeito
autossômico recessivo, caracterizado pela
presença de granulações gigantes no citoplasma.
Distúrbio ligado a uma anormalidade da
maturação granular.
Anomalia de Alder-Reilly: aparecimento de
grânulos densos, e maior que o normal,
principalmente em neutrófilos. É semelhante a
granulação tóxica, mas não tem relação com
infecção e nem é transitória. É observada em
mucopolissacaridoses.
Granulação tóxica: Elementos citoplasmáticos de
coloração azul escuro/roxeado. Pode ser
observado em quadros infecciosos ou condições
tóxicas, vacúolos também podem ser observados,
o que indica fagocitose.
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Introdução as Leucemias
Não há uma causa exatamente conhecida, porém
acredita-se que existam alguns fatores que podem
vir a desencadear a doença. Como: radiação
ionizante, drogas/agentes químicos, vírus capazes
de incorporar o genoma de células (Epstein-Barr,
HTLV-I e HTLV-II), fatores genéticos,
imunodeficiência e disfunção crônica da medula
óssea.
As leucemias podem ser dividas em leucemias agudas
e crônicas. As agudas são rápidas e até mesmo
fatais, já as crônicas são mais lentas.
Leucemias Agudas: geralmente a anemia
presente é do tipo normocítica e normocrômica,
observa-se também a presença de eritroblastos
(hemácias jovens) e blastos >20% (leucócitos
imaturos). No hemograma observa-se: Anemia,
neutropenia e trombocitopenia. A Leucemia
Linfóide Aguda (LLA) acomete mais crianças e a
Leucemia Mielóide Crônica (LMA) mais frequente
em adultos.
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Leucemias Crônicas: São caracterizadas pela
proliferação de células imaturas, porém não
blásticas e/ou células maduras disfuncionais,
podendo ser da linhagem linfóide ou mielóide,
sendo mais comuns em homens. Na Leucemia
Linfóide Crônica (LLC), no hemograma podemos
observar leucocitose variável de 30 a
200.000/mm3. A predominância de células é de
linfócitos maduros, podendo aparecer alguns
prolinfócitos e raros linfoblastos, fora que
também é possível perceber manchas de
Grumprecht. A anemia presente é do tipo
normocítica e autoimune, trombocitopenia e
granulocitopenia, o que indica insuficiência
medular. Já na Leucemia Mielóide Crônica (LMC)
há uma hiperleucocitose, que pode ser de
50.000mm3 até mesmo 300.000mm3, com grande
predomínio de células granulocíticas,
principalmente neutrófilos e mielócitos.
Frequentemente se observa basofilia e
eosinofilia. Anemia também está presente na
maioria das vezes. Trombocitose em mais de 50%
dos casos e trombocitopenia em menos de 15%.
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Lâmina de LLA Lâmina de LMA
Lâmina de LLC Lâmina de LMC
Seta preta: Linfócitos maduros
Seta vermelha: Manchas de Grumprecht
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Reação leucemóide é uma condição caracterizada pelo nº de
leucócitos exacerbados em decorrência a algum processo
infeccioso que pode inclusive ser confundido com a LMC, pois
nesses casos também é possível observar a presença de células
imaturas da linhagem mielóide. A leucemia mielóide crônica
porém é uma neoplasia onde ocorre a proliferação exagerada de
granulócitos que perdem sua função.
Reação Leucemóide X Leucemia
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Valores de Referência - Leucócitos
0
0
LEUCÓCITOS TOTAIS: 4.000 a 11.000mm³
Valor
Relativo (%)
Valor
Absoluto (mm³)
Neutrófilos totais 47 - 63 1880 a 6300
Mielócitos
Metamielócitos
Bastonetes
Segmentados
Eosinófilos
Basófilos
Linfócitos
Monócitos
0
0
0 - 4 0 a 400
47 - 63 1880 a 6300
1 - 5 40 a 500
0 - 1 0 a 100
28 - 42 1120 a 4200
4 - 8 160 a 800
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Valores para adultos*
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Quero avisar desde já que essas bonitinhas não são
células, e sim fragmentos celulares, e adivinha? Elas
também advém da Medula, como a gente já viu no
caso das hemácias e dos leucócitos. Antes da
plaqueta se tornar plaqueta, ela era uma célula
gigantesca chamada: Megacariócito. Essa célula
gigante quando madura começa a se fragmentar,
dando origem as plaquetas.
Caminho de Maturação das Plaquetas:
Introdução a Plaquetopoese
Megacarioblasto
Megacariócito
Promegacariócito
Megacariócito
Plaquetas
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(ou trombocitopoese)
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A principal função delas está no processo de
coagulação. As plaquetas são muuuuito unidas,
quando acontece algum acidente e você se fere e
sangra, elas se juntam e formam um tampão
plaquetário, evitando que você continue sangrando! 
Quanto a sua característica, ela é apenas um
fragmento arroxeado/azulado, mas cuidado para
não confundir plaquetacom algum sujo que ficou
impregnado na lâmina por conta do corante
hematológico. Antigamente, elas eram chamadas de
trombócitos.
Função e Característica
Plaquetas
Valor de Referência: 150.000 a 400.000/mm³
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As vezes devido uma proliferação exacerbada na
produção das plaquetas e/ou patologias é possível
notar algumas alterações de tamanho, como:
Macroplaquetas, que são maiores que as plaquetas
normais e quase do tamanho das hemácias e as
Plaquetas Gigantes, que são do tamanho das
hemácias ou ainda maiores que elas.
Termo utilizado: Plaquetopenia
Significado: Diminuição do nº das Plaquetas
Sugestivo de: Leucemia, mielodisplasia, aplasia de medula
óssea, púrpuras, coagulação intravascular disseminada e
outros.
Termo utilizado: Plaquetose
Significado: Aumento do nº das plaquetas
Sugestivo de: Trombocitopenia essencial, policitemia vera,
LMC, mielofibrose primária, anemia ferropriva, pós-
hemorragia e outros.
Alterações Plaquetárias
Macroplaquetas Plaquetas Gigantes
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Eritrócitos (mm3)
Hb (g/dL)
Leucócitos (mm3)
Plaquetas (mm3)
Neutrófilos (%)
Eosinófilos (%)
Linfócitos (%)
Monócitos (%)
Eritroblastos (%)
Reticulócitos (%)
RN 2d 14d 3m 6m 1a 2a 4a 8-12a
5,1
17,6
15
350
45
3
30
12
1-5
2
5,3
18,0
21
350
55
5
20
15
2
3
5,0
17,0
11
300
36
3
53
8
-
1
4,3
11,4
9,5
260
35
3
55
7
-
0,5
4,6
11,5
9,2
250
40
3
5
6
-
0,8
4,7
12,2
9
250
40
2
53
5
-
1
4,8
12,9
8,5
250
40
2
50
8
-
1
4,8
13,1
8
250
50
2
40
8
-
1
5,1
14,1
8
250
60
2
30
8
-
1
Valores de referências para crianças
RN = (Recém-nascido); d = (dia); m = (mês); a = (ano)
Antes de ir pra parte de exames, vamos entender algumas coisinhas:
Vacúolos- são esses
"buraquinhos" no citoplasma
Núcleolos - são esses halos
claros dentro do núcleo
Cromatina frouxa - mais
clara, mais passagem de luz
Cromatina densa - mais
escura, pouca passagem de luz
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Técnicas laboratoriais
Hemograma manual
Eritrograma - Avalia tudo o que envolve a parte
da série vermelha, ou seja, as hemácias
Leucograma - Analisa a série branca, os
parâmetros que avaliam os leucócitos
Plaquetograma - Avalia os parâmetros
plaquetários
Dividido em: 
Utilizar tubo capilar descartável
Preencher 3/4 do tubo com o sangue
(devidamente homogeneizado)
Vedar uma das extremidades com massa de
modelar
Centrifugar na microcentrífuga por 5 minutos a
10.000 rpm
Realizar a leitura na régua padronizada
considerando o volume eritrocitário
Hematócrito:
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Hematócrito
3
Em um tubo de ensaio pipetar 4mL da solução de
Hayen e 20μl de sangue total
Homogeneizar e esperar aproximadamente 5
minutos
Preencher a câmara de Neubauer com cuidado
Focar na objetiva de 10x e contar na de 40x
Realizar a contagem de hemácias em 5
quadradinhos da área central (quatro laterais e
um central)
Somar o resultado dos 5 quadrados e multiplicar
por 10.000 para saber o resultado final em μl
(mm3)
Contagem de hemácias:
Utiliza-se o seguinte cálculo
Hemoglobina:
Hemoglobina =
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Em um tubo de ensaio pipetar 4mL da solução de
Turk e 20μl de sangue total
Homogeneizar e esperar aproximadamente 20
minutos para que ocorra a lise das hemácias
Preencher a câmara de Neubauer com cuidado
Focar na objetiva de 10x e contar na de 10x
mesmo ou na de 40x
Realizar a contagem dos leucócitos nos 4
quadrantes laterais
Somar o resultado dos 4 quadrantes e multiplicar
por 50 para saber o resultado final em μl (mm3)
Contagem de leucócitos:
Valor de referência:
Homens 4,5 a 5,5 milhões/mm3
Mulheres 4,0 a 5,0 milhões/mm3
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Terão algumas ocasiões em que as células estarão
dividindo a linha limite do quadrante, o que fazer
nessa situação? Fazer um "L" imaginário no
quadrante, então, você incluirá apenas as células
que estão atravessando a linha do seu "L" imaginário,
as células pertencentes ao outro "L" do quadrante
que estão ultrapassando a linha deverão ser
excluídas da contagem!
Exemplificando:
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Regra do "L"
Incluir na contagem
Excluir da contagem
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Homogeneizar bem a amostra (contendo
anticoagulante ou fresco)
Com o auxílio de um tubo de microhematócrito
transferir uma gotícula de sangue para uma das
extremidades de uma lâmina de microscopia 
Pegar uma lâmina extensora preferencialmente,
de cantos recortados, e colocar a referida
extremidade à frente a gotícula de sangue, num
ângulo aproximado de 45° (A)
Fazer um ligeiro movimento para trás, até o
sangue espalhar pela ponta da lâmina (B)
Com um movimento uniforme, para frente, fazer
essa lâmina deslizar sobre a outra (C), o sangue
que se espalhará em fina camada (D)
Contagem diferencial de leucócitos:
- Preparo do esfregaço sanguíneo
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Depois de a lâmina estar seca, cobrir o
esfregaço com Leishman por 3 a 5 minutos
Passado o tempo, cobrir a lâmina ainda com água
destilada, homogeneizar com pipeta de pasteur
descartável e deixar agir por mais 10-15 minutos
Lavar com água e deixar secar
Realizar leitura na objetiva de 100x, com óleo de
imersão
- Coloração da lâmina hematológica
COLORAÇÃO DE LEISHMAN
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Existem ainda outras boas colorações como:
Wright e Giemsa
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Após secar em temperatura ambiente a
distensão sanguínea, realizar o seguinte passo a
passo
Imergir a lâmina no corante 1 cinco vezes, deixar
escorrer em papel absorvente e prosseguir
Imergir a lâmina no corante 2 cinco vezes, deixar
escorrer em papel absorvente e prosseguir
Imergir a lâmina no corante 3 cinco vezes, deixar
escorrer em papel absorvente, lavar a costa da
lâmina com água e aguardar secagem para
realização da leitura
COLORAÇÃO PANÓTICO RÁPIDO
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Qual a diferença das colorações? Qualidade e
preço! O panótico rápido é bem mais barato, porém
possui qualidade baixa, trazendo ainda por
consequência a dificuldade em determinar alguns
tipos celulares, como por exemplo: blastos.
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Realizar leitura no microscópio
Focar na objetiva de 40x
Adicionar óleo de imersão e contar as células na
objetiva de 100x
Contar 100 leucócitos realizando movimento
zigue-zague para não contar o mesmo campo
mais de uma vez
De preferência, fazer a leitura na parte do
corpo próximo a cauda, pois a parte próximo a
cabeça tende a ter células sobrepostas, logo,
não é o campo ideal para essa leitura/contagem
- Contagem:
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Cabeça Corpo Cauda
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Exemplos de esfregaços mal feitos
Principais motivos:
Parar durante a execução, muito sangue, pouco sangue,
lâmina engordurada, peso da mão mal distribuída, lâmina
extensora com as pontas quebradas
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Realizar leitura no microscópio
Focar na objetiva de 40x
Adicionar óleo de imersão e contar as células na
objetiva de 100x
Contar 100 leucócitos realizando movimento
zigue-zague para não contar o mesmo campo
mais de uma vez
De preferência, fazer a leitura na parte do
corpo próximo a cauda, pois a parte próximo a
cabeça tende a ter células sobrepostas, logo,
não é o campo ideal para essa leitura/contagem
Calcular valores relativos (%) e absolutos de
cada tipo de leucócito(mm3) fazendo regra de 3
- Contagem:
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Supondo que na contagem global totalizou 8.000 leucócitos
totais e na contagem diferencial você encontrou:
59 neutrófilos = 59%
02 eosinófilos = 02%
31 linfócitos = 31%
07 monócitos = 07%
01 basófilo = 01%
= 100 células = 100%
Cálculo:
8.000 --------- 100%
 X ---------- 59 Neutrófilos
X = 472.000/100
X - 4.720 Neutrófilos
Dentro de 8.000
leucócitos totais
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Homogeneizar e colocar em banho-maria a 37ºC
por 20 minutos
Agitar e adicionar uma gota em lâmina para
realização do esfregaço sanguíneo
Esperar secar e realizar contagem no
microscópio na objetiva de 100x e com óleo de
imersão
Lembra que mencionamos os reticulócitos
anteriormente? Eles são hemácias jovens que ainda
apresentam restos de RNA presente no citoplasma,
que porém não conseguimos visualizar na coloração
de rotina, apenas com o corante de azul de cresil
brilhante, super útil para avaliar a produção de
hemácias da medula óssea nos casos de anemia,
principalmente.
PROCEDIMENTO:
Segundo a bula (guia de instruções do fabricante) a
diluição deve ser preparada conforme o hematócrito
do paciente.
- Hematócrito até 30%: utilizar 12 gotas de sangue
para 3 gotas de corante
- Hematócrito entre 30-45%: utilizar 9 gotas de
sangue para 3 gotas de corante
- Hematócrito > a 45%: 6 gotas de sangue para 3
gotas de corante
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Contagem de reticulócitos
Nunca utilizar sangue hemolisado!
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% de reticulócitos = 100 X Nº de reticulócitos encontrados
 1.000 
% de reticulócitos corrigido = % Reticulóc. X Hct do paciente
 Hct normal* 
Contar em vários campos aleatórios onde
totalize a presença de aproximadamente 1.000
eritrócitos (~10 campos) e anotar o número de
reticulócitos encontrados em meio a essas 1.000
células
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Cálculo
Reticulócitos corrigido
*Hematócrito (Hct) normal para
cálculo da correção de reticulócitos:
Homens: 45%
Mulheres: 40%
Azul de cresil Amostra corada com azul de cresil
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Adultos 
Recém-nascidos
0,5 à 1,5 25.000 a 85.000
2,0 à 6,0 100.000 a 300.000
Pacientes % mm³
VALORES DE REFERÊNCIA
Esferocitose
Drepanocitose
Eritroblastose Fetal
Anemia aguda pós-hemorrágica
Anemia hemolítica autoimune adquirida
Hemoglobinúria Paroxística noturna
Resposta terapêutica satisfatória nas anemias
carenciais
Reticulocitose
Significado: Nº de reticulócitos aumentado
Causas:
Anemia Aplástica
Crise aplástica de anemia hemolítica
Anemias Megaloblásticas
Reticulopenia
Significado: Nº de reticulócitos diminuído
Causas:
A reticulocitose é um bom indicador da resposta das
anemias por conta da ausência de fatores hematopoéticos
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Por conta da presença de eritroblastos!
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Correção de leucócitos
Quando a contagem global de leucócitos é realizada
por meio de equipamentos automatizados e no sangue
do paciente houver a presença de eritroblastos
(hemácias jovens com presença de núcleo) é possível
que o resultado da contagem global de leucócitos seja
superestimado, pois como essas células possuem
núcleo, o equipamento entende que é tudo leucócito.
Então, é necessário fazer a correção!
Quando fazer a correção?
Apenas se for encontrado 10 ou mais eritroblastos
durante a contagem diferencial! Porém, algumas
literaturas trazem que deve-se realizar a correção a
partir de 5 eritroblastos achados durante a contagem
diferencial de leucócitos (se será a partir de 5 ou 10
vai depender da padronização do laboratório que
você trabalha/estagia).
Cálculo: 
Nº de leucócitos totais----------100 + (Nº de eritroblastos encontrados)
X----------100
X = Leucócitos totais corrigidos/mm3 
Deve-se mencionar no laudo do hemograma que a contagem de leucócitos
totais foi corrigida pelo número de eritroblastos
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Provas de coagulação
Realizar uma pequena incisão no lobo da orelha ou
na ponta digital utilizando uma lanceta
Absorver o sangue com papel filtro
Marcar o tempo decorrido entre a incisão e o
estancamento da hemorragia com cronômetro
TEMPO DE SANGRAMENTO (TS)
- Método de Duke
Valor de referência: 1 a 3 minutos
Com o auxílio de um manguito de aferir pressão
arterial e pressão em 40mmHg, realizar dupla
incisão na região flexora do antebraço com lanceta
(com profundidade de 1mm)
- Método de Ivy
Valor de referência: 2,5 a 8,5 minutos
*A contagem de plaquetas do paciente deve ser > 100.000/mm3
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Contar as plaquetas presentes em meio a 1.000
eritrócitos distribuídos de forma homogênea nos
campos (realizar contagem em ~10 campos)
Após contagem de hemácias realizar regra de 3
simples
CONTAGEM DE PLAQUETAS
- Método de Fônio
Nº de plaquetas contadas ---------- 1.000
 X ---------- Nº de hemácias contadas
 X = Nº de plaquetas/mm3
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Utilizando o esfigmomanômetro, insuflar até
pressão intermediária
Mantê-lo por até 5 minutos em crianças e 3 minutos
em crianças
Observar a presença ou ausência de petéquias
PROVA DO LAÇO
Valor de referência:
- Positivo se surgir + de 10 petéquias em crianças e +
de 20 em adultos
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Acionar o cronômetro no inicio da coleta
Distribuir 1mL de sangue sem anticoagulante em
dois tubos de ensaio secos
Colocar os dois tubos em banho-maria a 37ºC
Observar se houve formação de coágulo a cada
30 segundos inclinando os tubos ligeiramente
Parar o cronômetro quando o sangue de ambos os
tubos estiverem completamente coagulados
Anotar o tempo corrido entre a coleta e a
formação do coágulo
TEMPO DE COAGULAÇÃO (TC)
- Técnica de Lee-White
Valor de referência: 4 a 8 minutos
TC já está em desuso e
sendo substituído pelo TTPA
Pré aquecer o reagente 2 do kit 
Pipetar 100µL do plasma citratado e incubar a
37ºC por 3 minutos
Adicionar o reagente 1 ao plasma e colocar no
banho-maria mais uma vez por mais 3 minutos.
Transferir o reagente 2 previamente aquecido ao
tubo que continha o plasma do paciente e o
reagente 1
Acionar o cronômetro, agitar levemente o tubo
até visualizar a formação do coágulo e anotar o
tempo decorrido até a formação do coágulo.
TEMPO DE TROMBOPLASTINA PARCIAL ATIVADO
(TTPA)
Valor de referência: 25 a 40 segundos
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Pipetar em um tubo de ensaio 100µL do reagente
do kit e incubar em banho-maria por 10 minutos a
37°C
Adicionar 100µL do plasma citratado do paciente
Disparar o cronômetro, agitar o tubo levemente
até formar o coágulo
Anotar o resultado do tempo corrido até a
formação do coágulo
TEMPO DE PROTROMBINA (TAP ou TP)
Valor de referência: 10 a 14 segundos
A quantidade de amostra e reagente utilizados
nos testes podem ter algumas variações a
depender do kit utilizado, porém o princípio da
metodologia é a mesma para todos
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Livros consultados:
AZEVEDO, MARIA REGINA ANDRADE DE. Hematologia Básica:
Fisiopatologia e Diagnóstico Laboratorial. 5 ed. Rio de Janeiro:
Revinter, 2013.
GUALANDRO, SANDRA FÁTIMA MENOSI. Análise do Exame
Hematológico: Alterações dos Eritrócitos, Cap. 84 – Download PDF.
NAOUM, FLÁVIO AUGUSTO. Doenças que Alteram os Exames
Hematológicos. 2 ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2017.
RICHARD, A. MCPHERSON; MATTHEW, R. PINCUS. Diagnósticos
Clínicos e Tratamentos Por Métodos Laboratoriais. 21 ed. Barueri,SP: Manole, 2012.
VERRASTRO, TEREZINHA. Hematologia e Hemoterapia: Fundamentos
de Morfologia, Fisiologia, Patologia e Clínica. São Paulo: Atheneu,
2010.
Links consultados:
ATLAS DE HEMATOLOGIA – Disponível em:
https://hematologia.farmacia.ufg.br/
RECOMENDAÇÕES DO ICSH PARA A PADRONIZAÇÃO DA
NOMENCLATURA E DA GRADUAÇÃO DAS ALTERAÇÕES
MORFOLÓGICAS NO SANGUE PERIFÉRICO - Disponível em:
https://pncq.org.br/uploads/2015/qualinews/edicaoSET/HEMATOSC
OPIA_Fleury.pdf
BULA AZUL DE CRESIL LABORCLIN - Disponível em:
https://www.laborclin.com.br/wp-
content/uploads/2019/05/azul_de_cresil_brilhante_620477.pdf
Referências
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https://hematologia.farmacia.ufg.br/
https://pncq.org.br/uploads/2015/qualinews/edicaoSET/HEMATOSCOPIA_Fleury.pdf
https://www.laborclin.com.br/wp-content/uploads/2019/05/azul_de_cresil_brilhante_620477.pdf

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