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MITOCÔNDRIA BIOLOGIA CELULAR UEZO 2020 Prof Anderson Franzen SISTEMAS DE MEBRANAS DE BACTÉRIAS ▪ As mitocôndrias e os cloroplastos são organelas celulares que se originaram de bactérias. ▪ Retenção dos mecanismos de conversão de energia bacterianos. ▪ Mitocôndrias e os cloroplastos possuem uma membrana externa e outra interna. ▪ Cada uma das membranas coloridas neste diagrama contém cadeias transportadoras de elétrons coletoras de energia. ▪ As invaginações profundas da membrana mitocondrial interna e o sistema de membranas interno dos cloroplastos abrigam a maquinaria para a respiração celular e a fotossíntese respectivamente ENERGÉTICA CELULAR: MITOCÔNDRIA x CLOROPLASTOS MITOCÔNDRIAS CARACTERÍSTICAS ◼ Respiração celular ◼ Originam-se por divisão de outras preexistentes ◼ Utiliza o oxigênio e glicose → ATP ◼ Número varia → proporcional à atividade metabólica MITOCÔNDRIAS ▪ Ocupam até 20% do volume citoplasmático de uma célula eucariótica. ▪ São extremamente dinâmicas e plásticas, movendo-se pela célula, mudando constantemente de forma, dividindo-se e fusionando-se. ▪ As mitocôndrias costumam estar associadas ao citoesqueleto microtubular o que determina sua orientação e distribuição em diferentes tipos celulares. ▪ Contatos entre as mitocôndrias e o RE definem domínios especializados que supostamente facilitam a troca de lipídeos entre os dois sistemas de membranas RELAÇÃO COM O CITOESQUELETO ▪ (A) A célula foi corada com um corante fluorescente (rodamina 123) que marca especificamente as mitocôndrias em células vivas. ▪ (B) Fotomicrografia por imunofluorescência da mesma célula corada (após a fixação) com anticorpos fluorescentes que se ligam a microtúbulos. ▪ Note que as mitocôndrias tendem a se alinhar ao longo dos microtúbulos LOCALIZAÇÃO ▪ Depende da demanda energética. ▪ As mitocôndrias permanecem fixas em locais de alta demanda energética; por exemplo, em células musculares esqueléticas ou cardíacas, elas se empacotam entre miofibrilas e, nos espermatozoides, elas se enrolam firmemente ao redor do flagelo INTERAÇÃO COM O RE ▪ (A) Microscopia óptica de fluorescência mostrando que túbulos do RE (verde) se enrolam ao redor de partes da rede mitocondrial (vermelho) nas células de mamíferos. As mitocôndrias então se dividem nos sítios de contato. Após o contato ser estabelecido, a fissão ocorre em menos de 1 minuto, como indicado por microscopia de lapso de tempo. ▪ (B) Representação esquemática de um túbulo de RE enrolado ao redor de parte de um retículo mitocondrial ESTRUTURA DAS MITOCÔNDRIAS MEMBRANA EXTERNA MITOCONDRIAL ▪ É livremente permeável a íons e a moléculas pequenas de até 5 mil dáltons. ▪ Contém muitas moléculas de porinas, uma classe especial de proteínas de membrana do tipo β- barril que cria poros aquáticos através da membrana ESPAÇO INTERMEMBRANAR • Composição iônica semelhante à do citoplasma. • Complexos enzimáticos de interconversão de nucleotídeos: transferência de ATP diretamente para um GDP, formando GTP • CTP e UTP, nucleotídeos usados na adição de açúcares. MEMBRANA MITOCONDRIAL INTERNA - Cristas mitocondriais (cardiolipina) - Similar a membrana de bactérias - bicamada lipídica mais fluida e menos permeável de uma célula. (Cardiolipina). - Presença de várias proteínas: - ATP sintase - Cadeia transportadora de elétrons - Transportadores Cristas MATRIZ MITOCONDRIAL • Conteúdo altamente concentrado (colóide) • Composição iônica muito particular. • pH = 8. • concentração de macromoléculas: ▪ a) proteínas solúveis: ▪ – as enzimas do ciclo do Ácido Cítrico (Krebs); ▪ – as enzimas que fazem a β-oxidação dos ácidos graxos; ▪ – a piruvato desidrogenase, complexo enzimático que transforma ao piruvato em acetil-CoA eCO2 gerando um NADH. ▪ b) ácidos nucléicos: ▪ – DNA; ▪ – RNAs: ribossomais (rRNA), transportador (tRNA), e o equivalente ao mensageiro (mRNA). COMPONENTES MITOCONDRIAIS RESPIRAÇÃO CELULAR ▪C6H12O6 + 6O2 → 6CO2 + 6H2O + calor (energia) Reação Energia Gerada Glicólise 2 ATP Ciclo de Krebs 2 ATP Cadeia Respiratória 32 ATP GLICÓLISE Quebra da glicose no citosol Formam-se duas moléculas de ácido pirúvico e duas de ATP - Ácido pirúvico entra na mitocôndria - Convertido em acetil-coenzima A Complexo desidrogenase do piruvato METABOLISMO MITOCONDRIAL ▪ O piruvato e os ácidos graxos entram na mitocôndria (parte superior da figura) e são convertidos em acetil-CoA. ▪ A acetil-CoA é metabolizada pelo ciclo do ácido cítrico, que reduz NAD+ a NADH. ▪ NADH transfere seus elétrons de alta energia ao primeiro complexo da cadeia transportadora de elétrons. ▪ No processo de fosforilação oxidativa, esses elétrons são transferidos ao longo da cadeia trans-portadora de elétrons nas cristas da mem-brana interna até o oxigênio (O2 ). ▪ Esse transporte de elétrons gera um gradiente de prótons, que é utilizado para direcionar a produção de ATP pela ATP-sintase DINUCLEÓTIDO DE NICOTINAMIDA E ADENINA - NAD DINUCLEÓTIDO DE FLAVINA E ADENINA http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Flavin_adenine_dinucleotide.png http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:FAD_FADH2_equlibrium.png ARMAZENAMENTO DE ENERGIA ▪ Esse gradiente é composto de uma força maior decorrente do potencial de membrana (DV ) e de uma força menor devido ao gradiente de concentração de H+ – ou seja, o gradiente de pH (DpH). ▪ Ambas as forças se combinam para gerar a força próton-motriz, que impulsiona os íons H+ de volta para a matriz mitocondrial. ATP SINTASE CADEIA TRANSPORTADORA DE ELEÉTRONS Comple-xo I Maior complexo enzimático com mais de 40 cadeias polipeptídicas. Aceptora dos elétrons do NADH passando por uma flavina e vários centros ferro-enxofre complexo citocromo b-c1 . No mínimo 11 cadeias polipeptídicas diferentes que aceita da ubiquinona e passa para o citocromo c.) Cada monômero contém três hemes e um grupo ferro-enxofre. Funciona como um dímero com 13 cadeias polipeptídicas em cada monômero. contém dois hemes e três átomos de cobre. O complexo recebe elétrons, um de cada vez, da citocromo c e os transfere para o oxigênio molecular. Ao todo, quatro elétrons e quatro prótons são necessários para converter uma molécula de oxigênio em água. QUINONAS CARREADORAS DE ELETRÓNS ▪ A ubiquinona na bicamada lipídica captura um H+ (vermelho) do ambiente aquoso para cada elétron (azul) que aceita, em dois passos, a partir de complexos da cadeia respiratória CITOCROMOS ▪ O anel de porfirina do heme é mostrado em vermelho. Há seis citocromos diferentes na cadeia respiratória. Como os hemes em diferentes citocromos possuem estruturas ligeiramente diferentes e são mantidos em diferentes ambientes locais pelas suas respectivas proteínas, cada um possui uma afinidade diferente por um elétron, e uma assinatura espectroscópica ligeiramente diferente. GRUPOS FERRO-ENXOFRE ▪ Esses grupos marrom-escuros consistem em quatro átomos de ferro e quatro de enxofre, como mostrado aqui, ou dois átomos de ferro e dois de enxofre associados a cisteínas na cadeia polipeptídica por meio de pontes covalentes de enxofre, ou associados a histidinas. Ainda que contenham vários átomos de ferro, cada grupo ferro-enxofre pode carrear somente um elétron de cada vez. Nove grupos ferro-enxofre diferentes participam no transporte de elétrons na cadeia respiratória. SÍNTESE DE PROTEÍNASMITOCONDRIAIS