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04 11 - (Lista extra de História do Brasil Atividade Mineradora)

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Segundo nos informa Darcy Ribeiro (1995, p.194), em fins do século XVI, a colônia possuía 3 cidades, a maior delas, Salvador, então sede do Governo Geral, contava com aproximadamente 15 mil habitantes; no final do século XVII, salvador tinha em torno de 30 mil habitantes e Recife tinha 20 mil. Ao final do século XVIII, enquanto cidades centenárias como Salvador e Recife tinham por volta de 40 mil e 25 mil habitantes, respectivamente, a jovem cidade de Vila Rica, hoje Ouro Preto, elevada à categoria de Vila somente em 1711, já possuía cerca de 30 mil habitantes. RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: A formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 194. O fenômeno demográfico do rápido crescimento populacional de Vila rica (Ouro Preto) no século XVIII é atribuído
a) ao processo de interiorização da colonização portuguesa no Brasil a partir da expansão da atividade pecuarista, por meio das correntes do sertão de dentro, oriunda da Bahia, e do sertão de fora originária de Pernambuco.
b) à grande migração de colonos e de pessoas oriundas de Portugal para a região que hoje é Minas Gerais, em função das descobertas de jazidas de ouro e pedras preciosas, o que fez surgirem vários centros urbanos na área.
c) ao estímulo ao desenvolvimento da colônia, promovido por Sebastião José de Carvalho e Melo, o marquês de Pombal, secretário de Estado do Reino, sob o reinado de D. José I, que incentivou a indústria e a educação no Brasil.
d) à ocupação de vastos espaços do território da colônia por colonos espanhóis das regiões do Potosi e do Rio da Prata, quando ocorreu a União Ibérica (1580-1640), época em que reis hispânicos governaram o reino de Portugal.

Tanto que se viu a abundância do ouro que se tirava e a largueza com que se pagava tudo o que lá ia, logo se fizeram estalagens e logo começaram os mercadores a mandar às Minas Gerais o melhor que chega nos navios do Reino e de outras partes. De todas as partes do Brasil, se começou a enviar tudo o que dá a terra, com lucro não somente grande, mas excessivo. Daqui se seguiu, mandarem-se às Minas Gerais as boiadas de Paranaguá, e às do rio das Velhas, as boiadas dos campos da Bahia, e tudo o mais que os moradores imaginaram poderia apetecer-se de qualquer gênero de cousas naturais e industriais, adventícias e próprias. (Adaptado de André Antonil, Cultura e Opulência do Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia-Edusp, 1982, p. 169-171.) Sobre os efeitos da descoberta das grandes jazidas de metais e pedras preciosas no interior da América portuguesa na formação histórica do centro-sul do Brasil, é correto afirmar que:
a) A demanda do mercado consumidor criado na zona mineradora permitiu a conexão entre diferentes partes da Colônia que até então eram pouco integradas.
b) A partir da criação de rotas de comércio entre os campos do sul da Colônia e a região mineradora, Sorocaba e suas feiras perderam a relevância econômica adquirida no século XVII.
c) O desenvolvimento socioeconômico da região das minas e do centro-sul levou a Coroa a deslocar a capital da Colônia de Salvador para Ouro Preto em 1763.
d) Como o solo da região mineradora era infértil, durante todo o século XVIII sua população importava os produtos alimentares de Portugal ou de outras capitanias.

Se a obra historiográfica de Sérgio Buarque de Hollanda foi um olhar para o passado brasileiro a partir da História de São Paulo (as monções, as entradas e bandeiras, os caminhos e fronteiras) entre a generalidade do ensaio, em Raízes do Brasil, e a sistematização acadêmica de sua produção na USP, a cidade do Rio de Janeiro funda um universo poético e um horizonte criativo inteiramente novos em Chico Buarque, no cruzamento das atividades do “morro” (o samba, sobretudo) com as da “cidade” (A Bossa Nova e a vida intelectual do circuito Zona Sul). FIGUEIREDO, Luciano (org). História do Brasil para ocupados. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2013, p. 451. As entradas e bandeiras, durante o Período Colonial, foram expedições
a) contratadas pelos donatários das capitanias, a fim de mapear as populações indígenas que habitavam a região e instalar missões e aldeias visando à sua pacificação, etapa indispensável para o sucesso do empreendimento colonial.
b) idealizadas por autoridades coloniais e pelos primeiros moradores instalados na Vila de São Paulo, com o objetivo principal de combater os colonizadores espanhóis que vinham desrespeitando os limites do Tratado de Tordesilhas e tomando-lhes as minas de ouro e prata.
c) planejadas pelos brancos colonizadores, empreendedores particulares ou encarregados da Coroa, compostas de dezenas de índios e mestiços contratados para desbravar o “sertão” e viabilizar rotas comerciais de minérios, especiarias e gado entre as isoladas vilas do interior.
d) articuladas e executadas pelos bandeirantes, a mando da Coroa, da Igreja Católica ou por iniciativa própria, a fim de assegurar o controle português das minas de ouro e o plantio em terras férteis, dizimando índios hostis e fundando vilas jesuíticas para o branqueamento da população.
e) organizadas e financiadas, respectivamente, pela Coroa Portuguesa e por particulares, em busca de metais preciosos, do apresamento de indígenas e da efetivação da posse das terras por colonizadores portugueses.

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Questões resolvidas

Segundo nos informa Darcy Ribeiro (1995, p.194), em fins do século XVI, a colônia possuía 3 cidades, a maior delas, Salvador, então sede do Governo Geral, contava com aproximadamente 15 mil habitantes; no final do século XVII, salvador tinha em torno de 30 mil habitantes e Recife tinha 20 mil. Ao final do século XVIII, enquanto cidades centenárias como Salvador e Recife tinham por volta de 40 mil e 25 mil habitantes, respectivamente, a jovem cidade de Vila Rica, hoje Ouro Preto, elevada à categoria de Vila somente em 1711, já possuía cerca de 30 mil habitantes. RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: A formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 194. O fenômeno demográfico do rápido crescimento populacional de Vila rica (Ouro Preto) no século XVIII é atribuído
a) ao processo de interiorização da colonização portuguesa no Brasil a partir da expansão da atividade pecuarista, por meio das correntes do sertão de dentro, oriunda da Bahia, e do sertão de fora originária de Pernambuco.
b) à grande migração de colonos e de pessoas oriundas de Portugal para a região que hoje é Minas Gerais, em função das descobertas de jazidas de ouro e pedras preciosas, o que fez surgirem vários centros urbanos na área.
c) ao estímulo ao desenvolvimento da colônia, promovido por Sebastião José de Carvalho e Melo, o marquês de Pombal, secretário de Estado do Reino, sob o reinado de D. José I, que incentivou a indústria e a educação no Brasil.
d) à ocupação de vastos espaços do território da colônia por colonos espanhóis das regiões do Potosi e do Rio da Prata, quando ocorreu a União Ibérica (1580-1640), época em que reis hispânicos governaram o reino de Portugal.

Tanto que se viu a abundância do ouro que se tirava e a largueza com que se pagava tudo o que lá ia, logo se fizeram estalagens e logo começaram os mercadores a mandar às Minas Gerais o melhor que chega nos navios do Reino e de outras partes. De todas as partes do Brasil, se começou a enviar tudo o que dá a terra, com lucro não somente grande, mas excessivo. Daqui se seguiu, mandarem-se às Minas Gerais as boiadas de Paranaguá, e às do rio das Velhas, as boiadas dos campos da Bahia, e tudo o mais que os moradores imaginaram poderia apetecer-se de qualquer gênero de cousas naturais e industriais, adventícias e próprias. (Adaptado de André Antonil, Cultura e Opulência do Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia-Edusp, 1982, p. 169-171.) Sobre os efeitos da descoberta das grandes jazidas de metais e pedras preciosas no interior da América portuguesa na formação histórica do centro-sul do Brasil, é correto afirmar que:
a) A demanda do mercado consumidor criado na zona mineradora permitiu a conexão entre diferentes partes da Colônia que até então eram pouco integradas.
b) A partir da criação de rotas de comércio entre os campos do sul da Colônia e a região mineradora, Sorocaba e suas feiras perderam a relevância econômica adquirida no século XVII.
c) O desenvolvimento socioeconômico da região das minas e do centro-sul levou a Coroa a deslocar a capital da Colônia de Salvador para Ouro Preto em 1763.
d) Como o solo da região mineradora era infértil, durante todo o século XVIII sua população importava os produtos alimentares de Portugal ou de outras capitanias.

Se a obra historiográfica de Sérgio Buarque de Hollanda foi um olhar para o passado brasileiro a partir da História de São Paulo (as monções, as entradas e bandeiras, os caminhos e fronteiras) entre a generalidade do ensaio, em Raízes do Brasil, e a sistematização acadêmica de sua produção na USP, a cidade do Rio de Janeiro funda um universo poético e um horizonte criativo inteiramente novos em Chico Buarque, no cruzamento das atividades do “morro” (o samba, sobretudo) com as da “cidade” (A Bossa Nova e a vida intelectual do circuito Zona Sul). FIGUEIREDO, Luciano (org). História do Brasil para ocupados. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2013, p. 451. As entradas e bandeiras, durante o Período Colonial, foram expedições
a) contratadas pelos donatários das capitanias, a fim de mapear as populações indígenas que habitavam a região e instalar missões e aldeias visando à sua pacificação, etapa indispensável para o sucesso do empreendimento colonial.
b) idealizadas por autoridades coloniais e pelos primeiros moradores instalados na Vila de São Paulo, com o objetivo principal de combater os colonizadores espanhóis que vinham desrespeitando os limites do Tratado de Tordesilhas e tomando-lhes as minas de ouro e prata.
c) planejadas pelos brancos colonizadores, empreendedores particulares ou encarregados da Coroa, compostas de dezenas de índios e mestiços contratados para desbravar o “sertão” e viabilizar rotas comerciais de minérios, especiarias e gado entre as isoladas vilas do interior.
d) articuladas e executadas pelos bandeirantes, a mando da Coroa, da Igreja Católica ou por iniciativa própria, a fim de assegurar o controle português das minas de ouro e o plantio em terras férteis, dizimando índios hostis e fundando vilas jesuíticas para o branqueamento da população.
e) organizadas e financiadas, respectivamente, pela Coroa Portuguesa e por particulares, em busca de metais preciosos, do apresamento de indígenas e da efetivação da posse das terras por colonizadores portugueses.

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Profª Fernanda Morais 
História 
 
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Lista extra de História do Brasil – Atividade Mineradora 
 
1. (Uece 2019) Segundo nos informa Darcy Ribeiro (1995, 
p.194), em fins do século XVI, a colônia possuía 3 cidades, a 
maior delas, Salvador, então sede do Governo Geral, contava 
com aproximadamente 15 mil habitantes; no final do século 
XVII, salvador tinha em torno de 30 mil habitantes e Recife 
tinha 20 mil. Ao final do século XVIII, enquanto cidades 
centenárias como Salvador e Recife tinham por volta de 40 
mil e 25 mil habitantes, respectivamente, a jovem cidade de 
Vila Rica, hoje Ouro Preto, elevada à categoria de Vila 
somente em 1711, já possuía cerca de 30 mil habitantes. 
 
RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: A formação e o sentido do 
Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 194. 
 
O fenômeno demográfico do rápido crescimento populacional 
de Vila rica (Ouro Preto) no século XVIII é atribuído 
 
a) ao processo de interiorização da colonização portuguesa 
no Brasil a partir da expansão da atividade pecuarista, por 
meio das correntes do sertão de dentro, oriunda da Bahia, e 
do sertão de fora originária de Pernambuco. 
b) à grande migração de colonos e de pessoas oriundas de 
Portugal para a região que hoje é Minas Gerais, em função 
das descobertas de jazidas de ouro e pedras preciosas, o que 
fez surgirem vários centros urbanos na área. 
c) ao estímulo ao desenvolvimento da colônia, promovido por 
Sebastião José de Carvalho e Melo, o marquês de Pombal, 
secretário de Estado do Reino, sob o reinado de D. José I, 
que incentivou a indústria e a educação no Brasil. 
d) à ocupação de vastos espaços do território da colônia por 
colonos espanhóis das regiões do Potosi e do Rio da Prata, 
quando ocorreu a União Ibérica (1580-1640), época em que 
reis hispânicos governaram o reino de Portugal. 
 
2. (Unicamp 2019) Tanto que se viu a abundância do ouro 
que se tirava e a largueza com que se pagava tudo o que lá 
ia, logo se fizeram estalagens e logo começaram os 
mercadores a mandar às Minas Gerais o melhor que chega 
nos navios do Reino e de outras partes. De todas as partes 
do Brasil, se começou a enviar tudo o que dá a terra, com 
lucro não somente grande, mas excessivo. Daqui se seguiu, 
mandarem-se às Minas Gerais as boiadas de Paranaguá, e 
às do rio das Velhas, as boiadas dos campos da Bahia, e tudo 
o mais que os moradores imaginaram poderia apetecer-se de 
qualquer gênero de cousas naturais e industriais, adventícias 
e próprias. 
 
(Adaptado de André Antonil, Cultura e Opulência do Brasil. Belo 
Horizonte: Itatiaia-Edusp, 1982, p. 169-171.) 
 
Sobre os efeitos da descoberta das grandes jazidas de metais 
e pedras preciosas no interior da América portuguesa na 
formação histórica do centro-sul do Brasil, é correto afirmar 
que: 
 
a) A demanda do mercado consumidor criado na zona 
mineradora permitiu a conexão entre diferentes partes da 
Colônia que até então eram pouco integradas. 
b) A partir da criação de rotas de comércio entre os campos 
do sul da Colônia e a região mineradora, Sorocaba e suas 
feiras perderam a relevância econômica adquirida no século 
XVII. 
c) O desenvolvimento socioeconômico da região das minas e 
do centro-sul levou a Coroa a deslocar a capital da Colônia 
de Salvador para Ouro Preto em 1763. 
d) Como o solo da região mineradora era infértil, durante todo 
o século XVIII sua população importava os produtos 
alimentares de Portugal ou de outras capitanias. 
 
3. (Upf 2019) No Brasil do século XVIII, a mineração marcou 
o deslocamento do eixo econômico para o Centro, 
incorporando os territórios que viriam a compor as capitanias 
de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Sobre essa atividade, 
leia as seguintes afirmações: 
 
I. A ocupação das regiões mineradoras ocorreu de modo 
diverso daquela ocorrida nas áreas litorâneas e pecuaristas, 
pois deu início à urbanização do interior. 
II. O Rio de Janeiro foi o porto de escoamento do ouro para a 
Europa e ingresso de mercadorias que iam para as minas. 
III. O Rio Grande do Sul integrou-se à economia nacional 
enviando gado de corte e animais de carga para a região 
mineradora, tendo a vila de Sorocaba (SP) como principal 
eixo comercial. 
IV. A estratificação social nas minas era marcada por uma 
grande participação dos setores populares e dos escravos na 
tomada de decisões. 
V. A convergência dos caminhos no centro do país foi 
denominada de Cruzeiro Rodoviário. 
 
Está correto apenas o que se afirma em 
 
a) I, II e V. b) I, II e III. c) II, III e IV. 
d) II, IV e V. e) III, IV e V 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Para responder à(s) questão(ões), considere o texto abaixo. 
 
Se a obra historiográfica de Sérgio Buarque de Hollanda foi 
um olhar para o passado brasileiro a partir da História de São 
Paulo (as monções, as entradas e bandeiras, os caminhos e 
fronteiras) entre a generalidade do ensaio, em Raízes do 
Brasil, e a sistematização acadêmica de sua produção na 
USP, a cidade do Rio de Janeiro funda um universo poético e 
um horizonte criativo inteiramente novos em Chico Buarque, 
no cruzamento das atividades do “morro” (o samba, 
sobretudo) com as da “cidade” (A Bossa Nova e a vida 
intelectual do circuito Zona Sul). 
 
FIGUEIREDO, Luciano (org). História do Brasil para ocupados. 
Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2013, p. 451. 
 
4. (Puccamp 2018) As entradas e bandeiras, durante o 
Período Colonial, foram expedições 
 
a) contratadas pelos donatários das capitanias, a fim de 
mapear as populações indígenas que habitavam a região e 
instalar missões e aldeias visando à sua pacificação, etapa 
indispensável para o sucesso do empreendimento colonial. 
b) idealizadas por autoridades coloniais e pelos primeiros 
moradores instalados na Vila de São Paulo, com o objetivo 
principal de combater os colonizadores espanhóis que 
vinham desrespeitando os limites do Tratado de Tordesilhas 
e tomando-lhes as minas de ouro e prata. 
c) planejadas pelos brancos colonizadores, empreendedores 
particulares ou encarregados da Coroa, compostas de 
dezenas de índios e mestiços contratados para desbravar o 
“sertão” e viabilizar rotas comerciais de minérios, especiarias 
e gado entre as isoladas vilas do interior. 
 
Profª Fernanda Morais 
História 
 
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d) articuladas e executadas pelos bandeirantes, a mando da 
Coroa, da Igreja Católica ou por iniciativa própria, a fim de 
assegurar o controle português das minas de ouro e o plantio 
em terras férteis, dizimando índios hostis e fundando vilas 
jesuíticas para o branqueamento da população. 
e) organizadas e financiadas, respectivamente, pela Coroa 
Portuguesa e por particulares, em busca de metais preciosos, 
do apresamento de indígenas e da efetivação da posse das 
terras por colonizadores portugueses. 
 
5. (Uece 2017) O início do Séc. XVIII marcou uma importante 
mudança no processo de colonização do Brasil pela 
metrópole portuguesa. A descoberta de jazidas de pedras e 
metais preciosos, no interior do território, promoveu 
interiorização do povoamento e diversas alterações na 
administração colonial. 
Sobre esse período, é correto afirmar que 
 
a) apesar de a capital da colônia permanecer no litoral, 
diversos núcleos urbanos surgiram nas regiões de exploração 
mineira tais como Vila Rica, Diamantina, Sabará e Mariana. 
b) a mais importante alteração administrativa foi a 
transferência da capital da colônia, de Salvador, na Bahia, 
para Ouro Preto, em Minas Gerais. 
c) a cobrança de impostos sobre a mineração, como o 
“quinto”, praticada pela Intendência das Minas, era tolerada 
pois todos os recursos eram usados na educação e na saúde 
pública e gratuita para os colonos. 
d) na atividade mineradora, o uso de trabalho escravo, muito 
amplo na economia açucareira, era quase inexistente, 
sobressaindo-se o trabalho livre de imigrantes europeus. 
 
Dissertativas 
 
1. (Fuvest 2016) 
 
 
 
a) Utilize a coluna “Períodos” e outras duas à sua escolha,e 
elabore um gráfico representando, de modo aproximado e 
simultâneo, os dados da tabela. 
b) Relacione os números apresentados nas duas colunas 
escolhidas com outros aspectos da economia colonial do 
Brasil do século XVIII. 
 
2. (Unicamp 2012) Durante o século XVIII, a capitania de São 
Paulo sofreu grandes transformações territoriais e 
administrativas. Em 1709, nasceu a capitania de São Paulo e 
das Minas do ouro, abrangendo imenso território 
correspondente à quase totalidade das atuais regiões Sul, 
Sudeste e Centro-Oeste, à exceção da então capitania do Rio 
de Janeiro e do Espírito Santo. Até 1748, sucessivos 
desmembramentos formaram as regiões de Minas, Santa 
Catarina, Rio Grande de São Pedro, Goiás e Mato Grosso. O 
novo capitão-general, mais conhecido como Morgado de 
Mateus, foi diretamente instruído pelo futuro Marquês de 
Pombal a ocupar-se da fronteira oeste ameaçada pelos 
espanhóis e a fomentar a produção de gêneros de 
exportação. 
 
(Adaptado de Ana Paula Medicci, "São Paulo nos projetos de 
império", em Wilma Peres Costa e Cecília Helena de Oliveira, De 
um império a outro: formação do Brasil, séculos XVIII e XIX. São 
Paulo: Hucitec/Fapesp, 2007, p. 243.) 
 
a) Cite duas atividades econômicas que sustentavam a 
capitania de São Paulo no século XVIII. 
b) Considerando a política territorial na América Portuguesa 
nos séculos XVI e XVII, comente as mudanças significativas 
do século XVIII nesse aspecto. 
 
3. (Fgvrj 2010) Outra preocupação da Coroa foi a de 
estabelecer limites à entrada na região das minas. Nos 
primeiros tempos da atividade mineradora, a Câmara de São 
Paulo reivindicou, junto ao rei de Portugal, que somente aos 
moradores da Vila de São Paulo, a quem se devia a 
descoberta do ouro, fossem dadas concessões de exploração 
do metal. Os fatos se encarregaram de demonstrar a 
inviabilidade do pretendido, diante do grande número, não só 
de portugueses, mas também de baianos, que chegava à 
região das minas. 
 
FAUSTO, Bóris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2004, p. 100. 
 
O texto acima refere-se aos precedentes de um conflito 
ocorrido entre 1708 e 1709. 
 
a) A qual conflito se refere o autor? Quais foram as 
motivações desse conflito? 
b) A economia colonial era caracterizada pela produção de 
gêneros voltados ao mercado externo. No entanto, o exemplo 
da economia mineradora pode ser lembrado para evidenciar 
a existência de um mercado interno na colônia portuguesa? 
Justifique sua resposta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
 
1) B 2) A 3) B 4) E 5) A

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