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Descubra a história dos balões
Voadores, coloridos e encantadores. Essas são as características dos balões, que atualmente são muito
usados para entretenimento, mas que já serviram para guerra, para passeios e ainda representou a
primeira tentativa do homem em “alcançar” os céus. Surgiu 100 anos antes do avião e a diferença entre
essas duas formas de voar está no modo como ocorre o voo. No caso do balão é com a ajuda do calor,
já o avião mais tecnológico, com o auxílio das turbinas.
Os primeiros testes com balão
A primeira demonstração de um transporte aéreo ocorreu em 1709, pelo padre jesuíta Bartrolomeu de
Gusmão. O sacerdote mostrou para o rei João V de Portugal seus experimentos. Entretanto, o balão
subiu apenas quatro metros e depois se incendiou. Por essa razão, ele perdeu a chance de se tornar o
Pai dos Balões, após o acidente suas ideias perderam credibilidade.
Já em 1783, na França, os irmãos Jacques e Joseph Montgolfier conseguiram desenvolver um protótipo
que tinha como objetivo levantar voo. Era construído por uma grande capa de seda, em que tinha uma
cavidade na sua parte inferior. O teste que os irmãos promoveram levaram em seu interior alguns
animais e ao final da aventura todos estavam bem.
Foto: Pixabay
Ainda no mesmo ano, um professor chamado J.A.Charles conseguiu a façanha de viajar dentro de um
desses transportes movidos a gás hidrogênio, elemento mais leve que o ar. A distância percorrida por
ele foi de aproximadamente 40 quilômetros, por duas horas e meia e a mais de 250 metros do solo.
Desde então, os voos com esses dirigíveis ganharam fama e até no Brasil tiveram destaque.
Júlio Cezar Ribeiro de Souza e Augusto Severo de Albuquerque Maranhão foram os dois brasileiros de
grande destaque com relação as criações de balões. O primeiro patenteou em Paris, o dirigível Victória,
mas que não levantou voo nos ares do Brasil. Enquanto o segundo, com o seu balão chamado de
Bartholomeu de Gusmão, conseguiu realizar diversas manobras experimentais.
O uso dos balões
No início do século 20 surgiram os zeppelins, balões destinados ao transporte de pessoas e que
competiam com os luxuosos transatlânticos. Inclusive, em 1929, um deles conseguiu dar a volta ao
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mundo. Entretanto, no de 1937, o hindenburg, um desses dirigíveis pegou fogo em pleno voo, a
explosão foi em grandes proporções, o que assustou e colocou um limite nesses transportes.
Com o advento do avião, a fama dos balões perdeu ainda mais força. Atualmente, eles que também
foram usados nas guerras, são vistos como transportes de entretenimento, para divertir o público
proporcionando magníficas experiências das alturas.
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