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GRAMÁTICA
Emprego das Classes de Palavras
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerência de Produção de Conteúdo: Magno Coimbra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
240105023343
 
BRUNO PILASTRE
Doutor em Linguística pela Universidade de Brasília. É autor de obras didáticas 
de Língua Portuguesa (Gramática, Texto, Redação Oficial e Redação Discursiva). 
Pela Editora Gran Cursos, publicou o “Guia Prático de Língua Portuguesa” e o “Guia 
de Redação Discursiva para Concursos”. No Gran Cursos Online, atua na área de 
desenvolvimento de materiais didáticos (educação e popularização de C&T/CNPq: 
http://lattes.cnpq.br/1396654209681297).
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para BRUNA GUIOVANA PREISLER - 09516737935, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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 PDF SINTÉTICO
Emprego das Classes de Palavras
Bruno Pilastre
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Emprego das Classes de Palavras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1. Substantivo, Adjetivo, Artigo, Pronome e Numeral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2. Emprego de Tempos e Modos Verbais; Advérbios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
3. Preposição e Conjunção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
4. Interjeição e Palavras e Locuções Denotativas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
Gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
 
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 PDF SINTÉTICO
Emprego das Classes de Palavras
Bruno Pilastre
APRESENTAÇÃOAPRESENTAÇÃO
Escrever um livro é algo desafiador. Porém, escrever para o público concurseiro torna 
a tarefa ainda mais árdua.
Afinal, há candidatos com diferentes níveis de conhecimento, estudando para seleções 
de áreas variadas.
No entanto, existe algo em comum entre aqueles que se preparam para um concurso 
público: todos querem a aprovação o mais rápido possível e não têm tempo a perder!
Foi pensando nisso que esta obra nasceu.
Você tem em suas mãos um material sintético!
Isso porque ele não é extenso, para não desperdiçar o seu tempo, que é escasso. De 
igual modo, não foge da batalha, trazendo tudo o que é preciso para fazer uma boa prova 
e garantir a aprovação que tanto busca!
Também identificará alguns sinais visuais, para facilitar a assimilação do conteúdo. Por 
exemplo, afirmações importantes aparecerão grifadas em azul. Já exceções, restrições ou 
proibições surgirão em vermelho. Há ainda destaques em marca-texto. Além disso, abusei 
de quadros esquemáticos para organizar melhor os conteúdos.
Tudo foi feito com muita objetividade, por alguém que foi concurseiro durante 
muito tempo.
Para você me conhecer melhor, comecei a estudar para concursos ainda na adolescência, 
e sempre senti falta de ler um material que fosse direto ao ponto, que me ensinasse de um 
jeito mais fácil, mais didático.
Enfrentei concursos de nível médio e superior. Fiz desde provas simples, como recenseador 
do IBGE, até as mais desafiadoras, sendo aprovado para defensor público, promotor de 
justiça e juiz de direito.
Usei toda essa experiência, de 16 anos como concurseiro, e de outros tantos ensinando 
centenas de milhares de alunos de todo o país para entregar um material que possa 
efetivamente te atender.
A Coleção PDF Sintético era o material que faltava para a sua aprovação!
Professor Aragonê Fernandes
APRESENTAÇÃO DO PROFESSOR
Olá! Sou o professor Bruno Pilastre, autor do PDF Sintético de Gramática. Meu objetivo, 
ao longo desta aula, é simples: ser sintético, relevante e preciso na abordagem do conteúdo 
de Gramática em concursos públicos. Para atingir esse objetivo, utilizarei os meus 15 anos 
de experiência na elaboração obras didáticas preparatórias para processos seletivos e toda 
a minha trajetória acadêmica (Graduação, Mestrado e Doutorado). Espero atender todas 
as suas demandas.
É isso. Feita essa rápida apresentação, podemos iniciar os trabalhos!
 
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 PDF SINTÉTICO
Emprego das Classes de Palavras
Bruno Pilastre
EMPREGO DAS CLASSES DE PALAVRASEMPREGO DAS CLASSES DE PALAVRAS
Em português, há 10 classes gramaticais: substantivo, adjetivo, pronome, artigo, numeral, 
verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição. Para classificar os vocábulos da língua 
em cada uma dessas classes, adotam-se os seguintes critérios:
CRITÉRIO
ESSE CRITÉRIO LEVA EM 
CONSIDERAÇÃO
EXEMPLO
MORFOLÓGICO
A característica dos morfemas e do 
modo como eles se associam em nível 
vocabular.
A palavra cordialmente possui o 
morfema -mente, o qual forma 
advérbios a partir de adjetivos.
SINTÁTICO
A posição (distribuição) do item lexical 
ao longo da sentença.
Na sequência A Maria chegou”, o artigo 
A precede o substantivo Maria.
SEMÂNTICO:
O significado lexical, o qual pode 
corresponder a algo do mundo 
extralinguístico (mundo biossocial) ou 
a noções gramaticais (como número).
A palavra inteligente, em A Maria é 
inteligente, atribui uma qualidade a 
um ser.
Outros critérios, menos cobrados em concursos, estão sintetizados a seguir:
Classes abertas
x
Classes fechadas
Nas classes abertas, os itens lexicais podem ser renovados com relativa facilidade 
(fazem parte de um “clube aberto”, em que novos membros podem ingressar).
Nas classes fechadas, os itens lexicais não são renovados com facilidade (fazem 
parte de um “clube fechado”, em que raramente novos membros podem ingressar).
Classes variáveis
x
Classes invariáveis
Nas classes variáveis, os itens lexicais podem sofrer mudança morfológica (em 
nível de flexão).
Nas classes invariáveis, os itens lexicais não podem sofrer mudança morfológica 
(em nível de flexão).
Classes lexicais
x
Classes gramaticais 
(funcionais)
Na classes lexicais, há palavras que possuem significado descritivo, significado 
esse que denota entidades ou situações exteriores à linguagem.
Nas classes gramaticais (ou funcionais), há itens que têm função estruturadora, 
quasecomo uma “cola” que une as palavras em sentenças.
Para finalizar esse tópico, indico o comportamento de cada uma das classes a partir dos 
critérios supracitados (renovação lexical, mudança morfológica e significado):
CRITÉRIO RENOVAÇÃO LEXICAL MUDANÇA MORFOLÓGICA SIGNIFICADO
TIPO ABERTAS FECHADAS VARIÁVEL INVARIÁVEL LEXICAL GRAMATICAL
CLASSES 
INTEGRANTES
substantivos
adjetivos
verbos
numerais
preposições
artigos
pronomes
conjunções
advérbios
substantivos
adjetivos
verbos
artigos
pronomes
preposições
conjunções
advérbios
substantivos
adjetivos
verbos
preposições
advérbios
artigos
pronomes
numerais
conjunções
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Emprego das Classes de Palavras
Bruno Pilastre
É a partir dos critérios morfológico, sintático e semântico que apresentaremos as 
principais características de cada classe gramatical. O padrão de nossa síntese será seguido: 
focarei nas propriedades mais abordadas em concursos públicos.
1 . SUBSTANTIVO, ADJETIVO, ARTIGO, PRONOME E 1 . SUBSTANTIVO, ADJETIVO, ARTIGO, PRONOME E 
NUMERALNUMERAL
Os substantivos podem denotar classes de entidades (coisas), como substâncias, 
qualidades, estados e processos. Na tradição gramatical, adotam-se as seguintes classificações 
(estabelecidas a partir do critério semântico):
Divisão Concretos Abstratos
Propriedade 
semântica
O substantivo designa ser de 
existência independente
O substantivo designa ser de existência 
dependente
Exemplos casa, mar, sol, automóvel prazer, beijo, trabalho
Divisão Próprios Comuns
Propriedade 
semântica
O substantivo denomina um objeto 
ou um conjunto de objetos, sempre 
tomados individualmente
O substantivo tem a propriedade de 
denominar um ou mais objetos particulares 
que reúnem características comuns 
inerentes a dada classe
Exemplos João, Jonas, Açores homem, mesa, livro
Divisão Contáveis Não contáveis
Propriedade 
semântica
Os objetos denominados pelo 
substantivo existem isolados, como 
partes individualmente consideradas
Os objetos denominados pelo 
substantivo não são separados em 
partes individuais
Exemplos homem, mulher, casa oceano, vinho, bondade
Divisão Coletivos Nomes de grupos
Propriedade 
semântica
São substantivos que fazem referência 
a uma coleção ou conjunto de objetos
São substantivos que nomeiam 
conjuntos de objetos contáveis
Exemplos vinhedo, arvoredo bando, rebanho, cardume
Quando se aplica o critério morfológico, observa-se que substantivos, adjetivos e artigos 
partilham uma estrutura semelhante: todos flexionam em gênero e número:
Substantivo Adjetivo Artigo
Gênero
Masculino Cantor Bonito Um
Feminino Cantora Bonita Uma
Número
Singular Carro Caro O
Plural Carros Caros Os
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Emprego das Classes de Palavras
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É claro que existem especificidades na formação do plural. Observe as três 
possibilidades a seguir:
EXEMPLOS
Acréscimo de -s, como em troféu  troféus
Acréscimo de -es, como em mar  mares
Acréscimo de -is, como em papel  papeis
Há também a formação do plural que se manifesta apenas nos determinantes e 
modificadores, como em “lápis”: o lápis (singular); os lápis (plural). Por fim, devem-se observar 
as palavras que terminam com ditongos nasais, como compreensão  compreensões, 
cidadão  cidadãos, pão  pães, capitão  capitães e cristão  cristãos.
Em nomes compostos (aqueles formados por mais de uma raiz, como dissemos há pouco 
na síntese sobre o conteúdo de morfologia), há quatro padrões:
1º padrão
Em compostos cujo primeiro elemento é 
invariável quanto a número:
beija-flor  beija-flores
alto-falante  alto-falantes
2º padrão
Somente o primeiro elemento varia
Em compostos onde haja preposição (clara 
ou oculta):
mula-sem-cabeça  mulas-sem-cabeça
pé de moleque  pés de moleque
Em compostos de dois substantivos, onde o 
segundo exprime a ideia de fim, semelhança, 
ou limita a significação do primeiro:
público-alvo  públicos-alvo
peixe-boi  peixes-boi
3º padrão
Ambos os elementos variam
Nos compostos formados por:
substantivo-substantivo
substantivo-adjetivo
adjetivo-substantivo
carta-bilhete  cartas-bilhetes
amor-perfeito  amores-perfeitos
segunda-feira  segundas-feiras
Nos compostos verbais repetidos corre-corre  corres-corres
4º padrão
Nenhum elemento varia
(e o plural é indicado por determinantes ou modificadores)
Em frases substantivas o disse-me-disse  os disse-me-disse
Nos compostos
tema verbal + palavra invariável o ganha-pouco  os ganha-pouco
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 PDF SINTÉTICO
Emprego das Classes de Palavras
Bruno Pilastre
Para a noção de gênero GRAMATICAL, a flexão para o feminino ocorre tipicamente 
pela adição do sufixo -a (cantor + -a = cantora). Há também outras manifestações, como 
bom/boa, leão/leoa, valentão/valentona, órfão/órfã e europeu/europeia. Em português, 
também há os substantivos de gênero único, os substantivos de dois gêneros sem flexão 
e os substantivos de dois gêneros, com flexão redundante, conforme descrito a seguir:
Substantivo de gênero único:
(a) rosa
(a) flor
(a) tribo
(a) juruti
(o) planeta
(o) amor
(o) livro
Substantivo de dois gêneros sem flexão:
(o), (a) artista
(o), (a) intérprete
(o), (a) mártir
Substantivos de dois gêneros, com 
flexão redundante:
(o) lobo; (a) loba
(o) mestre; (a) mestra
(o) autor; (a) autora
Para além dos casos de flexão, observam-se os seguintes casos relacionados à noção 
de gênero:
A mudança de gênero gera 
mudança de significado
a cabeça (parte do corpo) - o cabeça (o chefe)
a rádio (a estação) - o rádio (o aparelho)
O processo de derivação também 
indica gênero (novo item lexical que 
compartilha a mesma raiz)
abade - abadessa
barão - baronesa
conde - condessa
embaixador - embaixatriz
imperador - imperatriz
Heteronímia no gênero (a 
indicação de gênero é determinada 
por substantivos semanticamente 
opositivos)
homem - mulher
cavaleiro - amazona
marido - mulher
genro - nora
boi - vaca
cavalo - égua
A noção de grau também é abordada em concursos. A tabela a seguir sintetiza cada um 
dos tipos de variação de grau:
Sintético (morfológico) Analítico (adjetivação)
Grau aumentativo Homenzarrão Homem grande
Grau diminutivo Homenzinho Homem pequeno
Na sintaxe, os substantivos são núcleos de sintagmas nominais, os quais podem exercer 
as seguintes funções sintáticas:
Função sintática Exemplo (em destaque, o substantivo)
Sujeito O rapaz comprou o presente da noiva.
Objeto direto Ele viu o futuro.
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Emprego das Classes de Palavras
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Função sintática Exemplo (em destaque, o substantivo)
Aposto Pedro é marcado por um defeito: a preguiça.
Predicativo Ele é um político.
Objeto indireto Eu entreguei o cheque ao gerente.
Agente da passiva O bilhete foi comprado pela irmã.
Adjunto adnominalEle bateu na velha com a bengala.
Complemento nominal A destruição de Roma pelos Bárbaros
Adjunto adverbial Pedro caminhava com atenção.
Em um sintagma nominal, o núcleo substantivo pode ser modificado por outros termos, 
como numerais, artigos, adjetivos, pronomes etc. Em sintaxe, as funções sintáticas exercidas 
por esses termos podem ser duas: adjunto adnominal ou complemento nominal. Na síntese 
sobre as funções sintáticas do período simples, abordarei essas noções.
Passemos agora à classe dos adjetivos, os quais também se flexionam em gênero e 
número. Essa flexão é condicionada pelo fenômeno de concordância nominal, o qual será 
visto na seção 8.2 de nossa aula.
Há algumas bancas (como a FGV) que avaliam a classificação dos adjetivos conforme 
Cunha & Cintra (2008). Há dois grandes grupos, apresentados a seguir.
No primeiro, temos os adjetivos que caracterizam os seres, objetos ou as noções nomeadas 
pelos substantivos. Esses adjetivos podem indicar:
Qualidade (ou defeito)
inteligência lúcida
homem perverso
Modo de ser
pessoa simples
rapaz delicado
Aspecto ou aparência
céu azul
vidro fosco
Estado
casa arruinada
laranjeira florida
No segundo grupo, há os adjetivos que estabelecem uma relação de tempo, de espaço, 
de finalidade, de propriedade etc. São os chamados adjetivos de relação.
nota mensal nota relativa ao mês
movimento estudantil movimento feito por estudantes
casa paterna casa onde habitam os pais
vinho português vinho proveniente de Portugal
Em termos de colocação dos termos, o adjetivo tipicamente fica APÓS o substantivo, como 
em “homem corajoso”. É possível, entretanto, que o adjetivo ocorra antes do substantivo 
(posição mais marcada, em especial para efeitos estilísticos ou literários).
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Emprego das Classes de Palavras
Bruno Pilastre
A mudança de posição do adjetivo em relação ao substantivo pode gerar alteração de 
sentido original, como em “O bravo comandante foi entrevistado” e “O comandante bravo 
foi entrevistado.”
Na sintaxe, o adjetivo pode exercer três funções centrais:
Função Exemplo
Adjunto adnominal O vidro fosco acabou.
Predicativo do sujeito O seu jardim é lindo.
Predicativo do objeto Ontem eu vi minha vizinha muito preocupada.
Observe que o adjunto adnominal é uma função interna ao sintagma nominal; o predicativo 
do sujeito ocorre em predicados nominais (com verbos de ligação); e o predicativo do objeto 
ocorre em predicados verbo-nominais (predicação dupla, com núcleo verbal lexical e adjetivo).
O grau dos adjetivos expressa uma espécie de medição escalar, a qual pode ser expressa 
das seguintes formas:
Grau comparativo
(comparação feita em relação a uma mesma entidade)
Comparativo de superioridade Jonas é mais inteligente que estudioso.
Comparativo de igualdade João é tão inteligente quanto estudioso.
Comparativo de inferioridade Ana é menos inteligente do que estudiosa.
Grau comparativo
(comparação feita em relação a entidades distintas)
Comparativo de superioridade Jonas é mais inteligente que Paulo.
Comparativo de igualdade João é tão inteligente como (ou quanto) Maria.
Comparativo de inferioridade Ana é menos inteligente do que Pedro.
Grau superlativo absoluto
(o adjetivo atinge o grau máximo de determinada qualidade)
Sintético (formado morfologicamente) Paulo é inteligentíssimo.
Analítico (formado sintaticamente) Paulo é muito inteligente.
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Emprego das Classes de Palavras
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Grau superlativo relativo
(o adjetivo atinge o grau máximo de determinada qualidade em comparação à totalidade dos 
seres que representam a mesma qualidade)
Superlativo relativo de 
SUPERIORIDADE
Paula é a estudante mais estudiosa do colégio.
Superlativo relativo de 
INFERIORIDADE
 
Carlos é o estudante menos estudioso do colégio.
Pronto, falamos o suficiente sobre as principais características dos adjetivos. Agora é 
o momento de falarmos dos artigos, dos numerais e dos pronomes.
Como os substantivos e os adjetivos, os artigos também podem ser flexionados em 
gênero e número. Nesse caso, a flexão ocorre por concordância nominal (com o núcleo 
substantivo). Em termos sintáticos, os artigos são adjuntos adnominais (em relação ao 
núcleo substantivo).
Uma característica importante dos artigos é a capacidade de substantivar toda e 
qualquer expressão que o suceder (em sintagmas nominais, o núcleo será substantivo). 
Assim, se houver artigo, a possibilidade de o termo ser um substantivo é bem grande. Ah, 
importante também destacar que, afora os casos de substantivação de uma outra classe 
gramatical, os artigos não antecedem verbos ou pronomes retos/pessoais.
Sobre as classes de artigos, há duas: os definidos (quando o artigo denota particularização, 
ou expressa algo de conhecimento prévio entre falante e ouvinte ou refere-se a algo já 
mencionado) e os indefinidos (não particularização, não conhecido previamente, algo não 
mencionado anteriormente). A tabela a seguir expressa claramente a classe dos artigos 
em português.
Artigo definido Artigo indefinido
Singular Plural Singular Plural
Masculino o os um uns
Feminino a as uma umas
Os artigos podem estar combinados com preposições. É importante, então, identificá-
los nesses contextos (basta combinar o item da coluna [PREPOSIÇÃO] ao item da coluna 
[ARTIGO DEFINIDO] ou [ARTIGO INDEFINIDO]:
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 PDF SINTÉTICO
Emprego das Classes de Palavras
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ARTIGO DEFINIDO
PREPOSIÇÃO o a os as
a ao à aos às
de do da dos das
em no na nos nas
por (per) pelo pela pelos pelas
ARTIGO INDEFINIDO
PREPOSIÇÃO um uma uns umas
de dum duma duns dumas
em numa numa nuns numas
O destaque à classe dos artigos certamente vai para o fenômeno de crase, destacado na 
penúltima tabela. Para identificar a necessidade ou não de emprego do sinal indicativo de 
crase, é muito importante verificar se o termo precedido pelo [à] é (i) interpretado de forma 
particularizada; (ii) expressa algo de conhecimento prévio entre falante e ouvinte; ou (iii) 
refere-se a algo já mencionado. A explicação é simples: somente haverá a crase se o termo for 
precedido pelo artigo feminino definido a(s) (ou pelo pronome demonstrativo aquele(a)(s)).
Para os numerais, as provas de concursos públicos avaliam em especial ortografia dos 
tipos de numerais. Por isso, listo, a seguir, a grafia de cada um deles:
CARDINAL
(expressam 
quantidades inteiras)
ORDINAL
(expressam ordem, 
posição em uma série)
MULTIPLICATIVO 
(denotam múltiplos)
FRACIONÁRIO
(denotam quantidade 
fracionária)
um primeiro - -
dois segundo dobro, duplo meio
três terceiro triplo, tríplice terço
quatro quarto quádruplo quarto
cinco quinto quíntuplo quinto
seis sexto sêxtuplo sexto
sete sétimo sétuplo sétimo
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CARDINAL
(expressam 
quantidades inteiras)
ORDINAL
(expressam ordem, 
posição em uma série)
MULTIPLICATIVO 
(denotam múltiplos)
FRACIONÁRIO
(denotam quantidade 
fracionária)
oito oitavo óctuplo oitavo
nove nono nônuplo nono
dez décimo décuplo décimo
onze décimo primeiro - onze avos
doze décimo segundo - doze avos
treze décimo terceiro - treze avos
catorze décimo quarto - catorze avos
quinze décimo quinto - quinze avos
dezesseis décimo sexto - dezesseis avos
dezessete décimo sétimo - dezessete avos
dezoito décimo oitavo - dezoito avos
dezenove décimo nono - dezenove avos
vinte vigésimo - vinte avos
trinta trigésimo - trinta avos
quarenta quadragésimo - quarenta avos
cinquenta quinquagésimo - cinquenta avos
sessenta sexagésimo - sessenta avos
setenta septuagésimo - setenta avos
oitenta octogésimo - oitenta avos
noventa nonagésimo - noventa avos
cem centésimo cêntuplo centésimo
duzentos ducentésimo - ducentésimo
trezentos trecentésimo - trecentésimo
quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo
quinhentos quingentésimo - quingentésimo
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo
setecentos septingentésimo - septingentésimo
oitocentos octingentésimo - octingentésimo
novecentos
n o n g e n t é s i m o o u 
noningentésimo
- nongentésimo
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Emprego das Classes de Palavras
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CARDINAL
(expressam 
quantidades inteiras)
ORDINAL
(expressam ordem, 
posição em uma série)
MULTIPLICATIVO 
(denotam múltiplos)
FRACIONÁRIO
(denotam quantidade 
fracionária)
mil milésimo - milésimo
milhão milionésimo - milionésimo
bilhão bilionésimo - bilionésimo
Sintaticamente, os numerais são adjuntos adnominais de núcleos substantivos (duas salas).
Certo, estamos indo bem até agora. Seguiremos nosso PDF Sintético de Gramática com 
a classe dos pronomes.
Os pronomes são formas linguísticas capazes de fazer referência (seja textual, espacial 
ou discursiva). Os pronomes se flexionam em pessoa, gênero e número. Em termos 
de classificação, a tradição gramatical descreve os pronomes pessoais, possessivos, 
demonstrativos, indefinidos, interrogativos e relativos. Veja, no mapa mental a seguir, a 
esquematização sobre a classificação e a flexão dos pronomes em Língua Portuguesa:
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Emprego das Classes de Palavras
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Como a nossa aula prima pela epítome (palavra chique para “síntese”, “resumo”) do 
conteúdo de gramática, vamos organizar cada tipo de pronome em tabelas. Para todas 
elas, as noções de PESSOA (1º - quem fala; 2º - com quem se fala; 3ª - de quem se fala), de 
NÚMERO (singular; plural) e de GÊNERO (masculino; feminino) estão organizadas conforme 
a tradição gramatical.
Pronomes pessoais
(fazem referência aos participantes dos eventos e a elementos textuais 
prévios (como nomes e eventos))
Retos Oblíquos átonos Oblíquos tônicos
eu
tu
ele/ela
nós
vós
eles/elas
me
te
o, a, lhe, se
nos
vos
os, as, lhes, se
mim
ti
ele/ela/si
nós
vós,
eles/elas/si
Lembrando que o pronome “lhe”, no âmbito nominal, denota posse (é o chamado “genitivo”).
Pronomes possessivos
(denotam posse e exercem função semelhante à dos adjetivos)
meu, minha/meus, minhas
teu, tua/teus, tuas
seu, sua/seus, suas
nosso, nossa/nossos, nossas
vosso, vossa/vossos, vossas
seu, sua/seus, suas
Pronomes demonstrativos
(indicam seres ou coisas referidas no momento da enunciação, seja textual, seja espacial)
Masculino Feminino
Invariável (sempre pronome 
substantivo)
Este Esta Isto
Esse Essa Isso
Aquele Aquela Aquilo
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Pronomes indefinidos
(referem-se à terceira pessoa de modo indeterminado; na sintaxe, ocorrem como núcleos de 
sintagma nominal, desencadeando, na flexão verbal, concordância na 3ª pessoa)
Algum(a)(s)
Alguém
Nenhum(a)(s)
Ninguém
Outro(a)(s)
Outrem
Muito(a)(s)
Pouco(a)(s)
Certo(a)(s)
Vários(as)
Tanto(a)(s)
Quanto(a)(s)
Qualquer
Quaisquer
Nada
Cada
Algo
Pronomes interrogativos
(utilizados em frases interrogativas, diretas ou indiretas)
Que (ou quê, acentuado, quando em final de período)
Qual
Quem
Quanto
Pronomes relativos
(retomam um termo antecedente e, sintaticamente, exercem função sintática na subordinada adjetiva)
Que
Quem
Onde
O(s) qual(is)
A(s) qual(is)
Cujo(a)(s)
Quando
Como
Os pronomes de tratamento, por fim, são formas de referência ao interlocutor. Segundo 
o Manual de Redação da Presidência da República (3ª Edição, 2018), “Tradicionalmente, 
o emprego dos pronomes de tratamento adota a segunda pessoa do plural, de maneira 
indireta, para referenciar atributos da pessoa à qual se dirige. [...] Embora se refiram à 
segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala), levam a concordância para a 
terceira pessoa.”
Na Plataforma Gran Questões, encontramos o seguinte quantitativo de questões sobre 
as classes gramaticais substantivo, adjetivo, artigo, numeral e pronome:
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Classe gramatical
Quantitativo
(últimos 4 anos, todas as bancas)
Adjetivos 1164
Substantivos 1134
Pronome 868
Artigo 317
Numeral 178
Em provas, os enunciados das questões que avaliam essas classes expressam as 
formulações a seguir:
Banca
Enunciado da questão sobre substantivos, adjetivos, artigos, numerais 
e pronomes
IBFC Assinale a alternativa correta, em que o termo “vencedor” é um substantivo.
VUNESP O termo destacado atribui sentido de indefinição ao substantivo em:
IDECAN
Assinale a alternativa em que a palavra indicada, no texto, desempenhe 
papel adjetivo.
FGV
Nesse fragmento estão destacados vários adjetivos que, segundo as 
gramáticas, podem expressar estados, características, qualidades e relações.
Os dois adjetivos abaixo que expressam qualidades são:
CEBRASPE No sétimo período do texto, o pronome “cujas” remete a “mecanismo”.
IADES O pronome “lhe” (linha 17) foi empregado no texto com valor possessivo.
FUNDATEC
No trecho “Agora, mais de cem anos depois, esse tema vem à tona novamente”, 
retirado do texto, qual palavra é um numeral?
Conseguimos! Finalizamos essa seção. Agora vamos seguir para a classe dos verbos 
(e advérbios).
2 . EMPREGO DE TEMPOS E MODOS VERBAIS; ADVÉRBIOS2 . EMPREGO DE TEMPOS E MODOS VERBAIS; ADVÉRBIOS
Para a classe dos verbos, a tabela a seguir sintetiza a descrição gramatical preconizada 
pela Nomenclatura Gramatical Brasileira (e adotada pela maioria das bancas examinadoras). 
As explicações e as ilustrações, bastante sintetizadas, estão entre parênteses:
VERBOS
Formação
Primitivo
(formas irredutíveis a partir das quais se criam outros verbos)
Derivado
(formas derivadas da primitiva,formadas a partir de afixação, como 
“ler”>”reler”)
Simples (um único radical)
Composto (mais de um radical, como em “tremeluzir”).
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VERBOS
Classificação
Regular (sem alteração no radical ou no paradigma)
Irregular (há modificações no radical ou no paradigma)
Defectivo (conjugação incompleta)
Abundante (apresenta formas variantes)
Anômalo (verbos “ir” e “ser”).
Auxiliar (fica anteposto ao principal; é funcional)
Formas nominais
Infinitivo (comprar)
Particípio (comprado)
Gerúndio (comprando)
Conjugações
1ª (tema em -a) (viajar)
2ª (tema em -e) (perceber)
3ª (tema em -i) (dormir)
Categorias
gramaticais
Modo
Indicativo
Subjuntivo
Imperativo
Tempo
Presente
Pretérito
Perfeito (evento concluso)
Imperfeito (evento não concluso)
Mais-que-perfeito (passado do passado)
Futuro
Do presente
Do pretérito
Número
Singular
Plural
Pessoa
Primeira (quem fala)
Segunda (com quem se fala)
Terceira (de quem se fala)
Voz
Ativa (Eu abracei o Pedro)
Passiva (O Pedro foi abraçado por mim)
Reflexiva (Abraçamo-nos)
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A tabela de conjugação de um verbo regular (CANTAR) pode ser conferida a seguir:
Indicativo
Presente
Pretérito 
perfeito
Pretérito 
imperfeito
Pretérito 
mais-que-
perfeito
Futuro do 
presente
Futuro do 
pretérito
canto
cantas
canta
cantamos
cantais
cantam
cantei
cantaste
cantou
cantamos
cantastes
cantaram
cantava
cantavas
cantava
cantávamos
cantáveis
cantavam
cantara
cantaras
cantara
cantáramos
cantáreis
cantaram
cantarei
cantarás
cantará
cantaremos
cantareis
cantarão
cantaria
cantarias
cantaria
cantaríamos
cantaríeis
cantariam
Subjuntivo
Imperativo 
afirmativo
Formas nominais
Presente
Pretérito 
imperfeito
Futuro
Infinitivo 
flexionado
Gerúndio
cantando
cante
cantes
cante
cantemos
canteis
cantem
cantasse
cantasses
cantasse
cantássemos
cantásseis
cantassem
cantar
cantares
cantar
cantarmos
cantardes
cantarem
-
canta
cante
cantemos
cantai
cantem
cantar
cantares
cantar
cantarmos
cantardes
cantarem
Particípio
cantado
Em termos sintáticos, um verbo pode realizar duas funções centrais: (i) ser centro da 
predicação (núcleo de um predicado verbal ou verbo-nominal) ou ligar um sujeito a um 
predicado nominal (nesse caso, é um verbo de ligação). Na predicação verbal, observamos 
o fenômeno da transitividade, o qual está relacionado ao modo como um núcleo verbal 
seleciona ou não complementos (se seleciona, é transitivo; se não seleciona, é intransitivo). 
Os complementos, quando selecionados, podem ser diretos (sem presença de preposição) 
ou indiretos (com presença de preposição, exigida pelo verbo). Quando se analisa o modo 
como um verbo pode se comportar em termos de transitividade, estamos diante da chamada 
sintaxe de regência. 
Outro fenômeno muito relevante é a relação do verbo com seu sujeito. Se o verbo predica 
algum sujeito, haverá a relação de concordância verbal. Se o predicado não está vinculado 
a um sujeito, a manifestação dessa não vinculação será mais neutra (na terceira pessoa do 
singular, sempre) – como ocorre, por exemplo, com os verbos impessoais.
Em termos semântico-discursivos, a escolha da forma verbal pode expressar distintos 
valores, como estes:
Forma verbal Valor Exemplo
Presente do indicativo 
Continuidade
Recorrência
O Pedro fuma.
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Forma verbal Valor Exemplo
Futuro do pretérito 
Hipótese
Conjectura
Incerteza
Eu cantaria na casa da Carla.
Imperativo 
Ordem
Comando
Desejo
Cantemos o hino!
Auxiliares modais 
Ordem
Urgência
Certeza
Hipótese
Etc.
O Rafael deveria ouvir a Ana.
O Rafael poderia ouvir a Ana.
Para encerrar esta subseção sobre verbos, vamos falar sobre a correlação entre tempos 
e modos verbais. Quando o primeiro verbo da correlação estiver em um tempo-modo 
específico, o outro verbo (de uma subordinada, tipicamente) deve estar em um tempo-
modo que se harmonize com o primeiro. As correlações mais avaliadas são estas:
Correlação verbal
Quando o tempo-modo 1 for: O tempo-modo 2 deve ser: Exemplo
presente do indicativo presente do subjuntivo
Não é adequado que você desrespeite 
seu chefe.
futuro do subjuntivo
futuro do presente do 
indicativo
Quando o governo resolver investir 
em educação, acreditarei em um 
futuro melhor.
pretérito perfeito do indicativo
pretérito imperfeito do 
subjuntivo
Orei durante dias para que você se 
convertesse.
pretérito imperfeito do 
subjuntivo
futuro do pretérito do 
indicativo
Se corrêssemos mais, seríamos mais 
saudáveis.
Ótimo. Agora podemos ir à classe dos advérbios, definida pelo gramático Evanildo Bechara 
(2017) como como a classe que, semanticamente, denota uma circunstância (de lugar, de 
tempo, de modo, de intensidade, de condição etc.). Sintaticamente, um advérbio funciona 
como um termo adjunto. Morfologicamente, os advérbios são invariáveis (não flexionam).
A posição ocupada pela forma advérbio na sentença pode alterar os sentidos da oração, 
como na sequência a seguir:
EXEMPLOS
Provavelmente a coordenadora atendeu um aluno do sétimo ano.
A coordenadora provavelmente atendeu um aluno do sétimo ano.
A coordenadora atendeu provavelmente um aluno do sétimo ano.
A coordenadora atendeu um aluno provavelmente do sétimo ano.
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As tabelas a seguir (de Hauy, 2014) ilustram com clareza os tipos de advérbios em português.
Tipo Lugar Tempo Modo Dúvida Intensidade
Exemplo
abaixo
acima
além
aquém
aqui
ali
dentro
detrás
longe
perto
nunca
agora
ainda hoje
amanhã
cedo
já
jamais
sempre
outrora
antigamente
assim
bem
depressa
devagar
mal
levemente
suavemente
acaso
porventura
possivelmente
provavelmente
quiçá
talvez
assaz
bastante
bem
demais
mais
menos
muito
pouco
quão
tão
meio
Principais locuções adverbiais (introduzidas por preposição)
a cavalo a pé a prazo
à q u e i m a -
roupa
a sangue frio à vista
a esmo à escuta a princípio a reboque a sete chaves à vontade
a granel a postos a propósito à revelia à toa ao vivo
aos poucos às cegas às claras às pressas às vezes de leve
de manhã de propósito de repente de súbito em geral em vão
em verdade por vezes sem dúvida em resumo de noite de improviso
Observe que se emprega o acento indicativo de crase nas locuções com preposição a e 
núcleo substantivo feminino.
Na Plataforma Gran Questões (últimos 4 anos), encontramos 920 questões para a 
classe gramatical verbo e 743 questões que citam a classe gramatical advérbio.
Em provas de concursos, os enunciados das questões que avaliam verbos e advérbios 
possuem tipicamente a seguinte forma:Banca Enunciado da questão sobre verbos e sobre advérbios
IBFC
Assinale a alternativa que apresenta qual das palavras abaixo representa uma 
ação, um verbo.
VUNESP A alternativa em que os verbos estão corretamente conjugados é:
FCC
Chegara até a pensar, não digo em concertos, mas num brilhante recital de caridade 
em que aparecesse de vestido comprido (teria então uns doze anos) e, num belo 
contralto, cantasse ao violão certo tango argentino da minha preferência.
Consideradas as relações de sentido estabelecidas pelo contexto, substituindo 
“Chegara” por “Cheguei”, os verbos destacados assumirão as seguintes formas:
CEBRASPE
Assinale a opção que contém um trecho do texto em que as formas verbais foram 
empregadas no mesmo tempo verbal.
No primeiro período do último parágrafo, o vocábulo ‘bem’ intensifica o sentido 
do termo ‘provável’.
FGV A frase abaixo que mostra correto emprego do gerúndio é:
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3 . PREPOSIÇÃO E CONJUNÇÃO3 . PREPOSIÇÃO E CONJUNÇÃO
Em concursos, cobram-se os valores semânticos das conjunções e das preposições. No 
caso das conjunções, aborda-se em especial a possibilidade de se substituir uma forma 
por outra equivalente, como em conquanto/embora/apesar de. No caso das preposições, 
a abordagem é referente à semântica (tipicamente posicional/direcional) da preposição.
Sintaticamente, as conjunções estabelecem relações de coordenação entre termos, 
além de também estabelecer subordinação (conjunções subordinativas). As preposições, 
por sua vez, são subordinantes (em nível sintagmático e em nível oracional). Em minha 
exposição para as conjunções e para as preposições, utilizarei basicamente mapas mentais.
Conjunções coordenativas
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Conjunções subordinativas (parte 1)
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Conjunções subordinativas (parte 2)
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Preposições
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Traços semânticos das preposições
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As preposições mais avaliadas em provas de concursos são o “a”, o “para”, o “de” e o “por”. 
As conjunções mais comuns em provas são as adversativas, as explicativas, as conclusivas, 
as integrantes, as concessivas, as causais, as finais e as condicionais.
Na plataforma Gran Questões, encontramos 2.705 questões sobre conjunções e 1.898 
questões sobre as preposições.
Em provas, os enunciados das questões que avaliam as preposições e as conjunções 
possuem comumente estas formulações:
Banca Enunciado da questão sobre preposições e sobre conjunções
CEBRASPE
Seria mantida a correção gramatical do texto caso a conjunção “pois”, no último 
período do primeiro parágrafo, fosse substituída por por que.
No trecho “análise da evolução de experiências alternativas de resolução de 
conflitos” (início do último parágrafo), a preposição de, em suas quatro ocorrências, 
introduz argumentos que assumem o mesmo papel temático: o de paciente.
FGV
Na frase “A natureza faz o homem feliz e bom, mas a sociedade o corrompe e torna-o 
miserável”, a conjunção destacada pode ser adequadamente substituída por:
Indique a frase em que a preposição COM tem o significado de “companhia”.
VUNESP
A conjunção “embora” substitui corretamente a expressão destacada em:
Em relação aos termos destacados em –... sofrendo com a problemática das 
mudanças climáticas que tanto aflige, principalmente, os agricultores e agricultoras 
de base familiar. (1º parágrafo) –, é correto afirmar que a preposição “com” 
expressa sentido de
QUADRIX
A conjunção “portanto” (linha 19) conclusão no período em que aparece.
É correto afirmar que, no título do texto — “Aprenda a chamar a polícia” —, os 
dois vocábulos “a” têm a mesma classificação gramatical.
4 . INTERJEIÇÃO E PALAVRAS E LOCUÇÕES DENOTATIVAS4 . INTERJEIÇÃO E PALAVRAS E LOCUÇÕES DENOTATIVAS
Modernamente, os gramáticos e os linguistas classificam um grupo de palavras e 
expressões muito utilizadas na oralidade e na escrita: as palavras e expressões denotativas 
(expletivas). Para Hauy, essas palavras acrescentam ao discurso a participação crítica ou 
emocional do falante (HAUY, 2014). Essas palavras não exercem função sintática, à semelhança 
das interjeições, formas linguísticas que denotam estados emocionais do falante. A lista a 
seguir é proposta por Hauy (2014):
Palavras e expressões denotativas
Afirmação
Sim
Certamente
Com efeito
Negação Não Qual nada
Exclusão
Só
Apenas
Exclusive
Somente
Unicamente
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Palavras e expressões denotativas
Inclusão
Também
Mesmo
Outrossim
Inclusive
Avaliação
Quase
Mais ou menos
Casualmente
Designação Eis
Explicação
Isto é
A saber
Por exemplo
Como
Retificação
Aliás
Ou melhor
Ou antes
Realce
Que
Se
Lá
Cá
É [...] que
Afetividade Felizmente Ainda bem
Situação
Afinal
Mas
Então
Agora
Fiz um destaque especial às formas que e se.
Sobre as interjeições (manifestam estados emocionais do enunciador), os principais 
exemplares são estes (note a presença de pontuação exclamativa):
VALOR DA INTERJEIÇÃO EXEMPLOS
exclamação Viva!
admiração/susto
Ah!
Oh!
alívio
Ah!
Eh!
animação
Eia!
Coragem!
apelo ou chamamento
Olá!
Alô!
Psiu!
aplauso Bravo!
desejo
Oxalá!
Tomara!
dor física
Ai!
Ui!
impaciência Arre!
Finalizamos aqui o trabalho do capítulo mais extenso de nossa síntese. Na sequência, 
abordarei a estrutura morfossintática do período.
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EXERCÍCIOSEXERCÍCIOS
001. 001. (IBFC/SUPERVISOR DE COLETA E QUALIDADE/IBGE/2023) Assinale a alternativa em que 
o termo “melhor” é um substantivo.
a) O melhor deve vencer a disputa.
b) Fizemos o melhor tempo na corrida.
c) Trabalhamos melhor quando estamos juntos.
d) O melhor presente foi o da professora.
e) Vamos escolher o melhor trabalho.
002. 002. (CONSULPAM/AGENTE/PREF. JACAREÍ-SP/2023)
“Escuta o trem de ferro alegre a cantar.”
Assinale a alternativa cuja palavra é um adjetivo relativo, correspondente ao sintagma 
acima, conforme o seu sentido no texto.
a) Férreo.
b) Ferrenho.
c) Ferreiro.
d) Ferroso.
003. 003. (IBFC/SUPERVISOR DE COLETA E QUALIDADE/IBGE/2023)
No último quadrinho, o personagem diz “...mas antes, vamos acertar o pronome” porque 
o certo é:
a) vamos massacrar eles.
b) vamos arrasar eles.
c) vamos os arrasar.
d) vamos os massacrar.
e) vamos arrasá-los.
004. 004. (CONSULPAM/MOTORISTA/PREF. IRAUÇUBA-CE/2022) Assinale a alternativa CORRETA 
sobre a classificação morfológica da palavra autoimune, conforme o seu emprego na 
sentença abaixo:
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Doença celíaca é uma doença autoimune causada pela intolerância ao glúten.
a) Substantivo.
b) Adjetivo.
c) Verbo.
d) Pronome.
005. 005. (FGV/AUXILIAR/PREF. MUN. PAULÍNIA-SP/2021) Assinale a opção que apresenta o 
adjetivo que se refere ao espaço de poder de uma prefeitura.
a) nacional.
b) federal.
c) municipal.
d) estadual.
e) regional.
Durante um seminário sobre a antropologia do dinheiro ministrado na Escola de Economia 
e Ciência Política de Londres, Jock Stirratt descreveu em um gráfico os usos a que alguns 
pescadores do Sri Lanka que prosperaram nos últimos anos submetiam sua riqueza recém-
adquirida. A renda desses pescadores, antes muito baixa, deu um grande salto desde que o 
gelo se tornou disponível, o que possibilitou que seus peixes alcançassem, em boas condições, 
os mercados distantes da costa, onde atingiram preços altos. No entanto, as aldeias de 
pescadores ainda permanecem isoladas e, à época do estudo, não tinham eletricidade, 
estradas nem água encanada. Apesar desses desincentivos aparentes, os pescadores 
mais ricos gastavam os excedentes de seus lucros na compra de aparelhos de televisão 
inutilizáveis, na construção de garagens em casas a que automóveis sequer tinham acesso e 
na instalação de caixas-d’água jamais abastecidas. De acordo com Stirratt, isso tudo ocorre 
por uma imitação entusiasmada da alta classe média das zonas urbanas do Sri Lanka.
É fácil rir de despesas tão grosseiramente excêntricas, cuja aparente falta de propósito 
utilitário dá a impressão de que, por comparação, pelo menos parte de nosso próprio consumo 
tem um caráter racional. Como os objetos adquiridos por esses pescadores parecem não 
ter função em seu meio, não conseguimos entender por que eles deveriam desejá-los. Por 
outro lado, se eles colecionassem peças antigas de porcelana chinesa e as enterrassem, 
como fazem os Ibans, seriam considerados sensatos, senão encantados, tal como os 
temas antropológicos normais. Não pretendo negar as explicações óbvias para esse tipo de 
comportamento – ou seja, busca de status, competição entre vizinhos, e assim por diante. 
Mas penso que também dever-se-ia reconhecer a presença de uma certa vitalidade cultural 
nessas atrevidas incursões a campos ainda não inexplorados do consumo: a habilidade de 
transcender o aspecto meramente utilitário dos bens de consumo, de modo que se tornem 
mais parecidos com obras de arte, carregados de expressão pessoal.
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006. 006. (CEBRASPE/ANALISTA/APEX BRASIL/2021) No trecho “se eles colecionassem peças 
antigas de porcelana chinesa” (segundo parágrafo), o modo da forma verbal “colecionassem” 
indica uma
a) hipótese.
b) avaliação.
c) vontade.
d) ordem.
Não sei quando começou a necessidade de fazer listas, mas posso imaginar nosso 
antepassado mais remoto riscando na parede da caverna, à luz de uma tocha, signos que 
indicavam quanto de alimento havia sido estocado para o inverno que se aproximava ou, 
como somos competitivos, a relação entre nomes de integrantes da tribo e o número de 
caças abatidas por cada um deles.
Se formos propor uma hermenêutica acerca do tema, talvez possamos afirmar que 
existem dois tipos de listas: as necessárias e as inúteis. Em muitos casos, dialeticamente, 
as necessárias tornam-se inúteis e as inúteis, necessárias. Tomemos dois exemplos. Todo 
mês, enumero as coisas que faltam na despensa de minha casa antes de me dirigir ao 
supermercado; essa lista arrolo na categoria das necessárias. Por outro lado, há pessoas 
que anotam suas metas para o ano que se inicia: começar a fazer ginástica, parar de 
fumar, cortar em definitivo o açúcar, ser mais solidário, menos intolerante... Essa elenco 
na categoria das inúteis.
Feitas as compras, a lista do supermercado, necessária, torna-se então inútil. A lista 
contendo nossos desejos de sermos melhores para nós mesmos e para os outros, embora 
inútil, pois dificilmente a cumprimos, converte-se em necessária, porque estabelece um 
vínculo com o futuro, e nos projetar é uma forma de vencer a morte.
Tudo isso para justificar o que se segue. Ninguém me perguntou, mas resolvi organizar 
uma lista dos melhores romances que li em minha vida — escolhi o número vinte, não por 
motivos místicos, mas porque talvez, pela amplitude, alinhave, mais que preferências 
intelectuais, uma história afetiva das minhas leituras. Enquadro-a na categoria das listas 
inúteis, mas, quem sabe, se consultada, municie discussões, já que toda escolha é subjetiva 
e aleatória, ou, na melhor das hipóteses, suscite curiosidade a respeito de um título ou de 
um autor. Ocorresse isso, me daria por satisfeito. 
007. 007. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) Mantendo-se o sentido original do texto, a locução 
“formos propor” (início do segundo parágrafo) poderia ser corretamente substituída pela 
forma verbal
a) propuséssemos.
b) proporemos.
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c) propusermos.
d) proporíamos.
e) propúnhamos.
Talvez espante ao leitor a franqueza com que lhe exponho e realço a minha mediocridade; 
advirto que a franqueza é a primeira virtude de um defunto. Na vida, o olhar da opinião, 
o contraste dos interesses, a luta das cobiças obrigam a gente a calar os trapos velhos, 
a disfarçar os rasgões e os remendos, a não estender ao mundo as revelaçõesque faz à 
consciência; e o melhor da obrigação é quando, à força de embaçar os outros, embaça-se um 
homem a si mesmo, porque em tal caso poupa-se o vexame, que é uma sensação penosa, 
e a hipocrisia, que é um vício hediondo. Mas, na morte, que diferença! Que desabafo! Que 
liberdade! Como a gente pode sacudir fora a capa, deitar ao fosso as lantejoulas, despregar-
se, despintar-se, desafeitar-se, confessar lisamente o que foi e o que deixou de ser! Porque, 
em suma, já não há vizinhos, nem amigos, nem inimigos, nem conhecidos, nem estranhos; 
não há plateia. O olhar da opinião, esse olhar agudo e judicial, perde a virtude, logo que 
pisamos o território da morte; não digo que ele se não estenda para cá, e nos não examine 
e julgue; mas a nós é que não se nos dá do exame nem do julgamento. Senhores vivos, não 
há nada tão incomensurável como o desdém dos finados.
008. 008. (CEBRASPE/PROFESSOR SÉRIE INICIAIS/SEED-PR /2021) No texto, o narrador utiliza 
majoritariamente verbos flexionados no tempo
a) pretérito perfeito.
b) presente.
c) pretérito imperfeito.
d) futuro do pretérito.
e) futuro do presente.
009. 009. (INSTITUTO AOCP/ASSISTENTE/UFPB/2019) Qual é o tempo verbal presente no trecho 
“O vento gemera durante o dia todo [...]”?
a) Pretérito perfeito.
b) Pretérito imperfeito.
c) Pretérito mais-que-perfeito.
d) Futuro do presente.
e) Futuro do pretérito.
010. 010. (INSTITUTO AOCP/INVESTIGADOR/PC-ES/2019) Assinale a alternativa cujo conectivo 
apresentado relaciona corretamente as seguintes frases, preservando-lhes o sentido: “Não 
deixe luzes acesas durante o dia. Isso significa que não há ninguém em casa.”
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a) Porque.
b) Embora.
c) Também.
d) Contudo.
e) Portanto.
011. 011. (INÉDITA/2024) Em todas as frases abaixo há advérbios destacados; o advérbio que 
expressa a opinião do autor da frase é:
a) Lentamente, a lama com rejeitos avançou pela cidade.
b) O pintor olhava atentamente cada detalhe de sua obra.
c) Felizmente, o candidato a vereador foi denunciado por irregularidades na campanha eleitoral.
d) O foragido atravessou a fronteira rapidamente.
e) A professora ensinava calmamente quando foi surpreendida pela explosão.
012. 012. (INÉDITA/2024) “Apesar de as entidades patronais assegurarem que o sol já pode brilhar 
nas escolas particulares, a dúvida permanece”
No trecho, o conectivo “apesar de” pode ser substituído por:
a) visto que
b) conquanto
c) assim como
d) desde que
e) a menos que
013. 013. (INÉDITA/2024) Assinale a frase que se estrutura com base em uma comparação.
a) A ferocidade da competição pela subsistência converteria toda pequena variação fortuita, 
desde que benéfica a seu possuidor, numa vantagem apreciável.
b) Quanto mais uma pessoa trabalha, mais rica ela fica.
c) À medida que crescia o uso de internet durante as aulas, o rendimento dos alunos caia.
d) É comum afirmarem que a música é tão velha quanto o homem.
e) Os barulhos produzidos por nós mesmos não são percebidos como incômodo: eles têm 
um sentido.
014. 014. (INÉDITA/2024) “Arrependeu-se de pensar e desejar o pior, pensando no quanto a 
confiança é rara.”
Nessa frase, a conjunção E indica adição; a frase abaixo em que essa mesma conjunção 
indica oposição é:
a) Quem veio nos incomodar e estragar a paz do final de semana?
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b) É preciso evitar a fórmula farisaica “faça o que eu mando, e não o que eu faço”.
c) Raimundo se sentia irritado com a cara de pau da vizinha e ficou desconfiado com o 
destino do empréstimo.
d) Naquele mundo sem internet, telefonemas eram impossíveis e cartas ou pacotes 
demoravam semanas para chegar.
e) Fabrício já se encontrava receoso, tanto que tratou de criticar e expelir o veneno pela boca.
015. 015. (INÉDITA/2024) A frase abaixo que mostra um erro quanto à colocação do pronome 
pessoal destacado é:
a) Em vez de achar o fundo liso e duro do guarda-roupa, encontrou uma coisa macia e fria, 
que se esfarelava nos dedos.
b) O que até recentemente se não sabia sobre este livro notável é que não passa de uma 
história romanceada com a maior fidelidade possível aos elementos humanos, sociais e 
paisagísticos da realidade.
c) Santo Agostinho já dizia: não te gabes, nem mesmo quando és bom.
d) A despeito das acusações do paciente, não havia possibilidade de erro médico, pois eu 
tinha examinado-o atentamente.
e) “Abrace-me, minha amada esposa”, dizia o soldado antes de ir para a guerra.
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GABARITOGABARITO
1. a
2. a
3. e
4. b
5. c
6. a
7. c
8. b
9. c
10. a
11. c
12. b
13. d
14. b
15. d
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (IBFC/SUPERVISOR DE COLETA E QUALIDADE/IBGE/2023) Assinale a alternativa em que 
o termo “melhor” é um substantivo.
a) O melhor deve vencer a disputa.
b) Fizemos o melhor tempo na corrida.
c) Trabalhamos melhor quando estamos juntos.
d) O melhor presente foi o da professora.
e) Vamos escolher o melhor trabalho.
Se houver artigo definido precedendo o núcleo do sintagma, estamos diante de um 
substantivo. Isso ocorre em (a): o melhor deve vencer a disputa. Em (b), o núcleo substantivo 
é “tempo” (e “melhor” é adjetivo). Em (d) e (e), ocorre algo semelhante: o núcleo substantivo 
de cada um dos sintagmas é, respectivamente, “presente” e “trabalho”, sendo o termo 
“melhor” o adjetivo. Em (c), “melhor” é advérbio.
Letra a.
002. 002. (CONSULPAM/AGENTE/PREF. JACAREÍ-SP/2023)
“Escuta o trem de ferro alegre a cantar.”
Assinale a alternativa cuja palavra é um adjetivo relativo, correspondente ao sintagma 
acima, conforme o seu sentido no texto.
a) Férreo.
b) Ferrenho.
c) Ferreiro.
d) Ferroso.
A forma correspondente a “de ferro” é “férreo”, pois denotam a ideia de “contém ferro”. 
Em (b), (c) e (d), as noções são distintas: semelhante a ferro; artífice do ferro; que possui 
natureza de ferro.
Letra a.
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003. 003. (IBFC/SUPERVISOR DE COLETA E QUALIDADE/IBGE/2023)
No último quadrinho, o personagemdiz “...mas antes, vamos acertar o pronome” porque 
o certo é:
a) vamos massacrar eles.
b) vamos arrasar eles.
c) vamos os arrasar.
d) vamos os massacrar.
e) vamos arrasá-los.
O adequado é “arrasá-los”. Deve-se empregar o pronome oblíquo para exercer a função 
de complemento direto do verbo “arrasar”. A correção ocorre em razão de se utilizar, 
incorretamente, o pronome reto “eles” na função de complemento.
Letra e.
004. 004. (CONSULPAM/MOTORISTA/PREF. IRAUÇUBA-CE/2022) Assinale a alternativa CORRETA 
sobre a classificação morfológica da palavra autoimune, conforme o seu emprego na 
sentença abaixo:
Doença celíaca é uma doença autoimune causada pela intolerância ao glúten.
a) Substantivo.
b) Adjetivo.
c) Verbo.
d) Pronome.
O vocábulo “autoimune” modifica a palavra “doença” (especifica o tipo de doença). Por 
essa razão, estamos diante de um adjetivo (que exerce função de adjunto adnominal). 
Descartamos, então, as alternativas que classificam essa forma como substantivo, verbo 
ou pronome.
Letra b.
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005. 005. (FGV/AUXILIAR/PREF. MUN. PAULÍNIA-SP/2021) Assinale a opção que apresenta o 
adjetivo que se refere ao espaço de poder de uma prefeitura.
a) nacional.
b) federal.
c) municipal.
d) estadual.
e) regional.
Quando se fala em “decreto municipal”, por exemplo, temos um decreto emitido por 
uma prefeitura. Assim, o adjetivo que se refere ao espaço de poder de uma prefeitura é 
“municipal”. Por essa razão, a alternativa (c) está correta e as demais ((a), (b), (d) e (e)), por 
exclusão, estão incorretas.
Letra c.
Durante um seminário sobre a antropologia do dinheiro ministrado na Escola de Economia 
e Ciência Política de Londres, Jock Stirratt descreveu em um gráfico os usos a que alguns 
pescadores do Sri Lanka que prosperaram nos últimos anos submetiam sua riqueza recém-
adquirida. A renda desses pescadores, antes muito baixa, deu um grande salto desde que o 
gelo se tornou disponível, o que possibilitou que seus peixes alcançassem, em boas condições, 
os mercados distantes da costa, onde atingiram preços altos. No entanto, as aldeias de 
pescadores ainda permanecem isoladas e, à época do estudo, não tinham eletricidade, 
estradas nem água encanada. Apesar desses desincentivos aparentes, os pescadores 
mais ricos gastavam os excedentes de seus lucros na compra de aparelhos de televisão 
inutilizáveis, na construção de garagens em casas a que automóveis sequer tinham acesso e 
na instalação de caixas-d’água jamais abastecidas. De acordo com Stirratt, isso tudo ocorre 
por uma imitação entusiasmada da alta classe média das zonas urbanas do Sri Lanka.
É fácil rir de despesas tão grosseiramente excêntricas, cuja aparente falta de propósito 
utilitário dá a impressão de que, por comparação, pelo menos parte de nosso próprio consumo 
tem um caráter racional. Como os objetos adquiridos por esses pescadores parecem não 
ter função em seu meio, não conseguimos entender por que eles deveriam desejá-los. Por 
outro lado, se eles colecionassem peças antigas de porcelana chinesa e as enterrassem, 
como fazem os Ibans, seriam considerados sensatos, senão encantados, tal como os 
temas antropológicos normais. Não pretendo negar as explicações óbvias para esse tipo de 
comportamento – ou seja, busca de status, competição entre vizinhos, e assim por diante. 
Mas penso que também dever-se-ia reconhecer a presença de uma certa vitalidade cultural 
nessas atrevidas incursões a campos ainda não inexplorados do consumo: a habilidade de 
transcender o aspecto meramente utilitário dos bens de consumo, de modo que se tornem 
mais parecidos com obras de arte, carregados de expressão pessoal.
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006. 006. (CEBRASPE/ANALISTA/APEX BRASIL/2021) No trecho “se eles colecionassem peças 
antigas de porcelana chinesa” (segundo parágrafo), o modo da forma verbal “colecionassem” 
indica uma
a) hipótese.
b) avaliação.
c) vontade.
d) ordem.
Há, na construção, uma sequência de estruturas que denotam hipótese: o “se” e a forma 
verbal “colecionassem”, flexionada na terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito 
do subjuntivo.
Letra a.
Não sei quando começou a necessidade de fazer listas, mas posso imaginar nosso 
antepassado mais remoto riscando na parede da caverna, à luz de uma tocha, signos que 
indicavam quanto de alimento havia sido estocado para o inverno que se aproximava ou, 
como somos competitivos, a relação entre nomes de integrantes da tribo e o número de 
caças abatidas por cada um deles.
Se formos propor uma hermenêutica acerca do tema, talvez possamos afirmar que 
existem dois tipos de listas: as necessárias e as inúteis. Em muitos casos, dialeticamente, 
as necessárias tornam-se inúteis e as inúteis, necessárias. Tomemos dois exemplos. Todo 
mês, enumero as coisas que faltam na despensa de minha casa antes de me dirigir ao 
supermercado; essa lista arrolo na categoria das necessárias. Por outro lado, há pessoas 
que anotam suas metas para o ano que se inicia: começar a fazer ginástica, parar de 
fumar, cortar em definitivo o açúcar, ser mais solidário, menos intolerante... Essa elenco 
na categoria das inúteis.
Feitas as compras, a lista do supermercado, necessária, torna-se então inútil. A lista 
contendo nossos desejos de sermos melhores para nós mesmos e para os outros, embora 
inútil, pois dificilmente a cumprimos, converte-se em necessária, porque estabelece um 
vínculo com o futuro, e nos projetar é uma forma de vencer a morte.
Tudo isso para justificar o que se segue. Ninguém me perguntou, mas resolvi organizar 
uma lista dos melhores romances que li em minha vida — escolhi o número vinte, não por 
motivos místicos, mas porque talvez, pela amplitude, alinhave, mais que preferências 
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007. 007. (CEBRASPE/AGENTE/IBGE/2021) Mantendo-se o sentido original do texto, a locução 
“formos propor” (início do segundo parágrafo) poderia ser corretamente substituída pela 
forma verbal
a) propuséssemos.
b) proporemos.
c) propusermos.
d) proporíamos.
e) propúnhamos.
Precisamos seguir este princípio: o verbo lexical (forma única) deve estar flexionado da mesma 
forma que a locução “formos propor”. Nessa locução, o auxiliar “formos” está flexionado 
na primeira pessoa do plural do futuro do subjuntivo. Com isso, a forma “propusermos” é a 
adequada, pois também está flexionada na primeira pessoa do pluraldo futuro do subjuntivo.
Letra c.
Talvez espante ao leitor a franqueza com que lhe exponho e realço a minha mediocridade; 
advirto que a franqueza é a primeira virtude de um defunto. Na vida, o olhar da opinião, 
o contraste dos interesses, a luta das cobiças obrigam a gente a calar os trapos velhos, 
a disfarçar os rasgões e os remendos, a não estender ao mundo as revelações que faz à 
consciência; e o melhor da obrigação é quando, à força de embaçar os outros, embaça-se um 
homem a si mesmo, porque em tal caso poupa-se o vexame, que é uma sensação penosa, 
e a hipocrisia, que é um vício hediondo. Mas, na morte, que diferença! Que desabafo! Que 
liberdade! Como a gente pode sacudir fora a capa, deitar ao fosso as lantejoulas, despregar-
se, despintar-se, desafeitar-se, confessar lisamente o que foi e o que deixou de ser! Porque, 
em suma, já não há vizinhos, nem amigos, nem inimigos, nem conhecidos, nem estranhos; 
não há plateia. O olhar da opinião, esse olhar agudo e judicial, perde a virtude, logo que 
pisamos o território da morte; não digo que ele se não estenda para cá, e nos não examine 
e julgue; mas a nós é que não se nos dá do exame nem do julgamento. Senhores vivos, não 
há nada tão incomensurável como o desdém dos finados.
008. 008. (CEBRASPE/PROFESSOR SÉRIE INICIAIS/SEED-PR /2021) No texto, o narrador utiliza 
majoritariamente verbos flexionados no tempo
a) pretérito perfeito.
b) presente.
c) pretérito imperfeito.
d) futuro do pretérito.
e) futuro do presente.
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Fiz uma seleção de algumas formas verbais flexionadas no texto: espante; exponho; realço; 
advirto; é; obrigam; faz; embaça; há; perde. Como se vê, os verbos estão majoritariamente 
flexionados no presente.
Letra b.
009. 009. (INSTITUTO AOCP/ASSISTENTE/UFPB/2019) Qual é o tempo verbal presente no trecho 
“O vento gemera durante o dia todo [...]”?
a) Pretérito perfeito.
b) Pretérito imperfeito.
c) Pretérito mais-que-perfeito.
d) Futuro do presente.
e) Futuro do pretérito.
A forma verbal “gemera”, do verbo “gemer”, está conjugada na terceira pessoa do singular 
do pretérito mais-que-perfeito do indicativo.
Letra c.
010. 010. (INSTITUTO AOCP/INVESTIGADOR/PC-ES/2019) Assinale a alternativa cujo conectivo 
apresentado relaciona corretamente as seguintes frases, preservando-lhes o sentido: “Não 
deixe luzes acesas durante o dia. Isso significa que não há ninguém em casa.”
a) Porque.
b) Embora.
c) Também.
d) Contudo.
e) Portanto.
A relação entre os períodos é de explicação. A razão de X se justifica (é explicada) por Y. O 
termo adequado, assim, é uma conjunção explicativa: “porque”, “pois”.
Letra a.
011. 011. (INÉDITA/2024) Em todas as frases abaixo há advérbios destacados; o advérbio que 
expressa a opinião do autor da frase é:
a) Lentamente, a lama com rejeitos avançou pela cidade.
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b) O pintor olhava atentamente cada detalhe de sua obra.
c) Felizmente, o candidato a vereador foi denunciado por irregularidades na campanha eleitoral.
d) O foragido atravessou a fronteira rapidamente.
e) A professora ensinava calmamente quando foi surpreendida pela explosão.
Os advérbios tradicionalmente expressam o modo como um evento verbal ocorre. Isso 
acontece em (a), (b), (d) e (e): lentamente, atentamente, rapidamente e calmamente. Em 
(c), diferentemente, o advérbio “felizmente” é relativo à perspectiva do enunciador da 
frase, não estando relacionado ao evento verbal “foi denunciado”. A interpretação, então, 
é que o enunciador da frase considera positivo o fato de o candidato ter sido denunciado 
por irregularidades na campanha eleitoral.
Letra c.
012. 012. (INÉDITA/2024) “Apesar de as entidades patronais assegurarem que o sol já pode brilhar 
nas escolas particulares, a dúvida permanece”
No trecho, o conectivo “apesar de” pode ser substituído por:
a) visto que
b) conquanto
c) assim como
d) desde que
e) a menos que
A forma “apesar de” possui valor concessivo, exatamente como a forma “conquanto”, em 
(b). As demais formas possuem outros valores:
a) causal;
c) comparativo;
d) condicional;
e) condicional.
Letra b.
013. 013. (INÉDITA/2024) Assinale a frase que se estrutura com base em uma comparação.
a) A ferocidade da competição pela subsistência converteria toda pequena variação fortuita, 
desde que benéfica a seu possuidor, numa vantagem apreciável.
b) Quanto mais uma pessoa trabalha, mais rica ela fica.
c) À medida que crescia o uso de internet durante as aulas, o rendimento dos alunos caia.
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d) É comum afirmarem que a música é tão velha quanto o homem.
e) Os barulhos produzidos por nós mesmos não são percebidos como incômodo: eles têm 
um sentido.
A comparação está presente apenas em (d): estabelece-se uma comparação entre a idade 
da música e a idade do homem (ser humano). Nas demais alternativas, predominam outras 
relações lógico-semânticas: (a) condicional, (b) proporcional, (c) proporcional e (e) causa.
Letra d.
014. 014. (INÉDITA/2024) “Arrependeu-se de pensar e desejar o pior, pensando no quanto a 
confiança é rara.”
Nessa frase, a conjunção E indica adição; a frase abaixo em que essa mesma conjunção 
indica oposição é:
a) Quem veio nos incomodar e estragar a paz do final de semana?
b) É preciso evitar a fórmula farisaica “faça o que eu mando, e não o que eu faço”.
c) Raimundo se sentia irritado com a cara de pau da vizinha e ficou desconfiado com o 
destino do empréstimo.
d) Naquele mundo sem internet, telefonemas eram impossíveis e cartas ou pacotes 
demoravam semanas para chegar.
e) Fabrício já se encontrava receoso, tanto que tratou de criticar e expelir o veneno pela boca.
Em (a), (c), (d) e (e), o conectivo “e” estabelece uma relação de adição entre termos: incomodar 
+ estragar; se sentia irritado + ficou desconfiado; telefonemas eram impossíveis + cartas 
ou pacotes demoravam; criticar + expelir. Em (b), diferentemente, o “e” estabelece uma 
relação de oposição (adversativa), como se comprova pela substituição do “e” por “mas”: 
faça o que eu mando, mas não [faça] o que eu faço.
Letra b.
015. 015. (INÉDITA/2024) A frase abaixo que mostra um erro quanto à colocação do pronome 
pessoal destacado é:
a) Em vez de achar o fundo liso e duro do guarda-roupa, encontrou uma coisa macia e fria, 
que se esfarelava nos dedos.
b) O que até recentemente se não sabia sobre este livro notável é que não passa de uma 
história romanceada com a maior fidelidade possível aos elementos humanos, sociais e 
paisagísticos da realidade.
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c) Santo Agostinho já dizia: não te gabes, nem mesmo quando és bom.
d) A despeito das acusações do paciente, não havia possibilidade de erro médico, pois eu 
tinha examinado-o atentamente.
e) “Abrace-me, minha amada esposa”, dizia o soldado antes de ir para a guerra.
As colocações em (a), (b), (c) e (e) estão corretas: próclise com pronome relativo em (a), 
apossínclise (entre advérbio e palavra negativa) em (b), próclise com palavra negativa em 
(c) e ênclise em início de período em (e). Em (d), a ênclise é proibida com forma participial, 
por isso estamos diante de um erro de colocação pronominal.
Letra d.
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	Sumário
	Apresentação
	Emprego das Classes de Palavras
	1. Substantivo, Adjetivo, Artigo, Pronome e Numeral
	2. Emprego de Tempos e Modos Verbais; Advérbios
	3. Preposição e Conjunção
	4. Interjeição e Palavras e Locuções Denotativas
	Exercícios
	Gabarito
	Gabarito Comentado

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