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1 
LISTA DE EXERCÍCIOS: LISTA ÚNICA – TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS 
 
TEMA ABORDADO 
AULA 11 – Transformações Sociais: Zygmunt Bauman. 
 
1. (Enem 2018) 
TEXTO I 
As fronteiras, ao mesmo tempo que se separam, unem e articulam, por elas passando 
discursos de legitimação da ordem social tanto quanto do conflito. 
CUNHA, L. Terras lusitanas e gentes dos brasis: a nação e o seu retrato literário. Revista Ciências 
Sociais, n. 2, 2009. 
 
TEXTO II 
As últimas barreiras ao livre movimento do dinheiro e das mercadorias e informação que 
rendem dinheiro andam de mãos dadas com a pressão para cavar novos fossos e erigir 
novas muralhas que barrem o movimento daqueles que em consequência perdem, física 
ou espiritualmente, suas raízes. 
BAUMAN, Z. Globalização: as consequências humanas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999. 
 
A ressignificação contemporânea da ideia de fronteira compreende e 
 
A) liberação da circulação de pessoas. 
B) preponderância dos limites naturais. 
C) supressão dos obstáculos aduaneiros. 
D) desvalorização da noção de nacionalismo. 
E) seletividade dos mecanismos segregadores. 
 
2. (Uel 2019) Leia o texto a seguir. 
 
O prefixo “des” indica anomalia. “Desemprego” é o nome de uma condição claramente 
temporária e anormal, e, assim, a natureza transitória e curável da doença é patente. A 
noção de “desemprego” herdou sua carga semântica da auto consciência de uma 
sociedade que costumava classificar seus integrantes, antes de tudo, como produtores, e 
que também acreditava no pleno emprego não apenas como condição desejável e 
atingível, mas também como seu derradeiro destino. Uma sociedade que, portanto, 
classificava o emprego como uma chave – a chave – para a solução dos problemas ao 
mesmo tempo da identidade pessoal socialmente aceitável, da posição social segura, da 
sobrevivência individual e coletiva, da ordem social e da reprodução sistêmica. 
BAUMAN, Z. Vidas despedaçadas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005. p. 19. 
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre as transformações mais recentes quanto ao 
tema desemprego no capitalismo, considere as afirmativas a seguir. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
I. A tendência no capitalismo globalizado é tornar os postos de trabalho mais flexíveis 
para atender necessidades das grandes corporações, levando a questionamentos do 
modelo taylorista-fordista. 
II. A perda de identidade em relação ao emprego no capitalismo contemporâneo confirma 
o fato de que a categoria trabalho deixou de ser essencial para a produção e reprodução 
da vida social. 
III. As políticas antissindicais que acompanham as práticas neoliberais apresentam como 
resultado a supressão das crises econômicas globais com o restabelecimento do pleno 
emprego. 
IV. O desemprego, no capitalismo globalizado, tem a longa duração como seu traço 
característico, enquanto avança o emprego precário e de alta rotatividade, como nos 
call centers. 
 
Assinale a alternativa correta. 
 
A) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
B) Somente as afirmativas I e IV são corretas. 
C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. 
E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
 
3. (Uel 2018) 
 
 
Na figura, o “fim da linha” é também uma metáfora para interpretações como aquelas que 
defendem que a sociedade atual encontra-se no “fim da história”, tese popularizada por 
Francis Fukuyama, ou diante do “fim das utopias”, formulada por autores como Anthony 
Giddens e Zigmunt Baumann. Este debate teórico e social coloca no centro da reflexão 
temas como modernidade, mudanças e movimentos sociais. 
 
Sobre o contexto sociopolítico e os fundamentos presentes nesse debate, assinale a 
alternativa correta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
A) Os protestos coletivos urbanos, a partir dos anos 1990, quando ocorrem, demonstram 
ser uma ferramenta política empregada primordialmente pelos indivíduos mais pobres 
e menos escolarizadas. 
B) Os novos movimentos sociais têm apresentado como grandes traços a heterogeneidade 
dos atores envolvidos, a valorização das adesões individuais e as alianças pontuais 
independentes do pertencimento de classe. 
C) O liberalismo econômico é o referencial teórico dos movimentos contra a globalização, 
revelando a descrença geral com os grandes projetos inspirados nos ideais socialistas e 
o fim das grandes narrativas. 
D) Para teóricos do “fim da linha” ou do “fim da história”, a pós-modernidade está 
marcada pela ausência de perspectivas para superar a cristalização de valores, práticas 
e projetos sociais defendidos na época da modernidade. 
E) O “fim da linha” é o reconhecimento de que os valores criados pela modernidade foram 
cumpridos, restando às novas gerações, garanti-los sem alterações significativas. 
 
4. (Uem 2017) “Ver TV é um dos principais deveres do sociólogo. É ali, no mundo tal 
como ele é visto na TV, que a maioria das pessoas passa boa parte de suas vidas e adquire 
grande parcela de seu conhecimento do mundo. O Lebenswelt [mundo em que vivemos], 
o principal objeto de nosso estudo e o principal alvo de nossas mensagens, estaria 
dolorosamente incompleto hoje se fosse privado dos ingredientes fornecidos pela TV on-
line. Recusar-se a ver TV equivale a dar as costas a uma parte considerável, e ainda em 
crescimento, da experiência humana contemporânea. Essa é uma consideração que 
deveria orientar e ditar a seleção daquilo que os sociólogos devem ver, e não, 
lamentavelmente, sua estética ou outras preferências voltadas para a busca do prazer. Mas 
quem disse que o trabalho dos sociólogos deve ser – está fadado a ser – invariavelmente 
prazeroso?”. 
BAUMAN, Z. P. Para que serve a sociologia? Diálogos com Michael Hviid Jacobsen e Keith Tester. Rio 
de Janeiro: Zahar, 2015, p. 129 e 130. 
 
A partir do texto acima e de teorias sociológicas sobre mídias, publicidade e consumo, 
assinale o que for correto. 
 
01) A televisão, em nossa sociedade, está relacionada ao entretenimento, o que anula o 
interesse de qualquer pesquisa objetiva sobre a sociedade a partir de sua observação. 
02) A análise sociológica de telejornais, telenovelas, programação infantil, pode enfocar, 
por exemplo, concepções sobre natureza, educação, feminino, velhice e outros temas 
comunicados a milhares de pessoas. 
04) Pesquisar programas televisivos é algo irrelevante para a sociologia contemporânea 
devido à baixa qualidade da programação. 
08) Considerando o caráter subjetivo da pesquisa sociológica, seus praticantes devem se 
ocupar apenas daquilo que lhes seja agradável. 
16) O papel social da TV como meio de expressão, canal midiático e mediador de 
publicidade e consumo, a torna um fenômeno sociologicamente relevante. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: 
Analise a charge a seguir e responda à(s) questão(ões). 
 
 
 
5. (Uel 2017) Leia o texto a seguir. 
 
A prudência sugere que, para qualquer pessoa que deseja agarrar uma chave sem perder 
tempo, nenhuma velocidade é alta demais; qualquer hesitação é desaconselhada, já que a 
pena é pesada. 
BAUMAN, Z. Vida para Consumo: a transformação das pessoas em mercadorias. Trad. Carlos Alberto 
Medeiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008, p. 50. 
 
Com base na charge e na sociedade agorista, considere as afirmativas a seguir. 
 
I. Na sociedade agorista, o volume de informação disponível é superior ao que seria 
consumido por uma pessoa culta do século XIII ao longo da vida, o que gera a 
necessidade de proteção contra as informações indesejadas. 
II. Os sentimentos de felicidade ou a sua ausência derivam de esperanças e expectativas, 
assim como de hábitos aprendidos, e tudo isso tende a diferir de um ambiente social 
para outro. 
III. A modernização tecnológica, materializada em equipamentos, facilitou o acesso a 
produtose transformou as ações eventuais em hábitos diários e comuns. 
IV. O consumo é uma condição estimulada pelo convívio humano e o consumismo, um 
aspecto permanente e irremovível, sem limites temporais ou históricos, natural e 
praticado por todos. 
 
Assinale a alternativa correta. 
 
A) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
B) Somente as afirmativas I e IV são corretas. 
C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. 
E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
 
 
 
 
 
 
5 
6. (Uel 2017) Leia o texto a seguir. 
 
O avanço do uso de novas tecnologias de informação e comunicação altera as relações 
sociais, os hábitos cotidianos e os costumes das pessoas, especialmente nas grandes 
cidades. Um exemplo é a crescente utilização da Internet, das redes sem fio, dos celulares 
e smartphones tanto em pesquisas escolares como nos espaços privados e públicos. Nos 
trens, nos ônibus e nas ruas, o uso dessas tecnologias se multiplica e se transforma quase 
em uma regra, relegando àqueles que não os usam como comportamentos “fora dos 
padrões”. 
Adaptado de: OLIVEIRA, L. F.; COSTA, R. C. R. Sociologia para jovens do século XXI. 
Rio de Janeiro: Imperial Novo Milênio, 2013, p. 250-254. 
 
Com base na charge, no texto e nos conhecimentos sociológicos sobre os efeitos da 
expansão das novas tecnologias de informação e comunicação nas relações sociais, 
assinale a alternativa correta. 
 
A) Para Zigmunt Bauman, na modernidade líquida, a intensa interatividade e a 
multiplicação das relações em rede criam vínculos sociais duradouros e quadros de 
referência e de identificação permanentes. 
B) Para Umberto Eco, os efeitos principais do avanço dos novos meios de comunicação, 
nos locais mais isolados, são a padronização dos comportamentos, o desaparecimento 
das diversidades culturais e das tradições comunitárias. 
C) O uso de tecnologias móveis e pessoais de comunicação, como os smartphones, ao 
mesmo tempo em que estimula relações sociais virtuais, seja através de voz, de SMS, 
de fotos ou vídeos, dificulta a disseminação de conteúdos e de ideias divergentes. 
D) Na contemporaneidade, o acesso universal e ilimitado às redes digitais rompe com o 
controle das grandes empresas sobre a produção e a circulação de notícias e com a sua 
atuação em rede nacional e internacional. 
E) A utilização cada vez mais frequente de celulares confere maior mobilidade nas 
comunicações, modifica as formas de controle dentro e fora dos grupos e torna públicas 
conversas consideradas, no passado, restritas ao mundo privado. 
 
7. (Uem 2016) “Mas a vocação da sociologia é fornecer orientação em um mundo 
reconhecidamente em mudança. E essa vocação só pode ser realizada delineando-se as 
mudanças e suas consequências, assim como investigando as estratégias de vida 
adequadas para lidar com suas exigências. Creio que um mundo que exige uma 
reorientação contínua é o hábitat natural da pesquisa sociológica e dos serviços que a 
sociologia pode e deve oferecer”. 
(BAUMAN, Z. Para que serve a sociologia? Rio de Janeiro: Zahar, 2015, p. 59). 
 
Considerando o texto citado e conhecimentos sobre o surgimento e a institucionalização 
das Ciências Sociais, assinale o que for correto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
01) Uma das tarefas da sociologia é mostrar como os problemas pessoais estão 
interligados a questões de ordem pública e coletiva. 
02) A sociologia se constitui num tipo de conhecimento relevante tanto para os cientistas 
e especialistas quanto para todos aqueles afetados pelos resultados de suas pesquisas, 
ou seja, o grande público. 
04) A sociologia é um conhecimento originário do mundo moderno e, como tal, se mostra 
superada pelas novas formas de interação e comunicação da pós-modernidade, não 
tendo mais lugar na sociedade contemporânea. 
08) O pensamento sociológico e as metodologias por ele empregadas não utilizam 
recursos matemáticos ou estatísticos na constituição de análises sobre a história e a 
estrutura social de grupos ou nações. 
16) A sociologia é uma ciência, portanto estabelece problemas, dúvidas e 
questionamentos sobre a realidade. Por isso, ela é também uma forma de consciência, 
na medida em que permite desenvolver uma nova perspectiva sobre o próprio mundo 
em que vivemos. 
 
8. (Enem PPL 2016) Tendo se livrado do entulho do maquinário volumoso e das enormes 
equipes de fábrica, o capital viaja leve, apenas com a bagagem de mão, pasta, computador 
portátil e telefone celular. O novo atributo da volatilidade fez de todo compromisso, 
especialmente do compromisso estável, algo ao mesmo tempo redundante e pouco 
inteligente: seu estabelecimento paralisaria o movimento e fugiria da desejada 
competitividade, reduzindo a priori as opções que poderiam levar ao aumento da 
produtividade. 
BAUMAN, Z. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2001. 
No texto, faz-se referência a um processo de transformação do mundo produtivo cuja 
consequência é o(a) 
 
A) regulamentação de leis trabalhistas mais rígidas. 
B) fragilização das relações hierárquicas de trabalho. 
C) decréscimo do número de funcionários das empresas. 
D) incentivo ao investimento de longos planos de carreiras. 
E) desvalorização dos postos de gerenciamento corporativo. 
 
9. (Unesp 2015) 
Texto 1 
O livro Cultura do narcisismo, escrito por Christopher Lasch em 1979, é um clássico. O 
texto de Lasch mostra como o que era diagnosticado como patologia narcísica ou limítrofe 
nos anos 50 torna-se uma espécie de “normalidade compulsória” depois de duas décadas. 
Para que alguém seja considerado “bem-sucedido”, é trivialmente esperado que manipule 
sua própria imagem como se fosse um personagem, com a consequente perda do 
sentimento de autenticidade. 
DUNKER, Christian. “A cultura da indiferença”. www.mentecerebro.com.br. Adaptado. 
 
Texto 2 
Zigmunt Bauman: Afastar-se da percepção de mundo consumista e do tipo de atitude 
individualista contra o mundo e as pessoas não é uma questão a ponderar, mas uma 
obrigação determinada pelos limites de sustentabilidade desse modelo da vida que 
pressupõe a infinidade de crescimento econômico. Segundo esse modelo, a felicidade está 
obrigatoriamente vinculada ao acesso a lojas e ao consumo exacerbado. 
“Lojas são alívio a curto prazo, diz o sociólogo Zigmunt Bauman”. www.mentecerebro.com.br. 
Adaptado. 
 
 
 
 
7 
Considerando os textos, é correto afirmar que: 
 
A) para Bauman, as diretrizes liberais de crescimento econômico ilimitado prescindem 
de reflexão ética. 
B) ambos tratam do irracionalismo subjacente aos critérios de normalidade e de 
felicidade. 
C) a “cultura do narcisismo” apresenta um estilo de vida incompatível com a mentalidade 
consumista. 
D) a patologia narcísica analisada por Lasch é um fenômeno restrito ao domínio 
psiquiátrico. 
E) ambos abordam problemas historicamente superados pelas sociedades ocidentais 
modernas. 
 
10. (Uem 2015) “Os colegiais de ambos os sexos que expõem suas qualidades com avidez 
e entusiasmo na esperança de atrair a atenção para eles e, quem sabe, obter o 
reconhecimento e a aprovação exigidos para permanecer no jogo da sociabilidade; os 
clientes potenciais com necessidade de ampliar seus registros de gastos e limites de 
crédito para obter um serviço melhor; os pretensos imigrantes lutando para acumular 
pontuação, como prova da existência de uma demanda por seus serviços, para que seus 
requerimentos sejam levados em consideração – todas as três categorias de pessoas, 
aparentemente tão distintas, são aliciadas, estimuladas ou forçadas a promover uma 
mercadoria atraente e desejável. Para tanto, fazem o máximo possível e usam os melhores 
recursos que têm à disposição para aumentar o valor de mercado dos produtos que estão 
vendendo. E os produtos que [as trêscategorias] são encorajadas a colocar no mercado, 
promover e vender são elas mesmas.” 
(BAUMAN, Z. “O segredo mais bem-guardado da sociedade de consumo”, in CASTRO, C. Textos 
básicos de sociologia. De Karl Marx a Zygmunt Bauman, Zahar: Rio de Janeiro, 2014, p. 115). 
 
A partir da leitura do trecho acima e do tratamento que a sociologia tem dado às relações 
entre mercado e consumo, assinale o que for correto. 
 
01) A transformação de pessoas em mercadoria é uma forma aguda de expressão da 
transformação das pessoas em coisas assinalada por Karl Marx em sua análise sobre 
o fetiche da mercadoria. 
02) Ser atraente e desejável é um valor que influencia a ação de uma parte significativa 
dos indivíduos nas sociedades contemporâneas, o que, por sua vez, pode ser 
considerado um fenômeno sociológico. 
04) Há forças de coerção em nossa sociedade que se orientam pela autovalorização 
exacerbada dos indivíduos e por certos padrões de aparência. 
08) As teorias sociológicas não são capazes de explicar fenômenos relacionados aos 
indivíduos e à individualização porque tratam exclusivamente de fenômenos 
coletivos. 
16) A necessidade de aceitação verificada entre adolescentes, o desejo de imigrar e a 
busca de ampliação de crédito são fenômenos irrelevantes em termos sociológicos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
11. (Uel 2015) A análise do tema modernidade, por pensadores clássicos da Sociologia, 
está presente também em autores contemporâneos, atentos às condições da sociedade 
atual. No século XIX, Karl Marx, em seu livro O Manifesto Comunista, de 1848, refere-
se à sociedade burguesa de seu tempo como formação social em que 
 
tudo o que era sólido desmancha no ar, tudo que era sagrado é profanado, e as pessoas 
são finalmente forçadas a encarar com serenidade sua posição social e suas relações 
recíprocas. 
MARX, K.; ENGELS, F. O Manifesto Comunista. In: COUTINHO, C. N. et al. O Manifesto Comunista: 
150 anos depois. Rio de Janeiro: Contraponto, 1998. p.11. 
 
Zigmunt Bauman, em Confiança e medo na cidade, afirma que 
 
se, entre as condições da modernidade sólida, a desventura mais temida era a 
incapacidade de se conformar, agora – depois da reviravolta da modernidade “líquida” 
– o espectro mais assustador é o da inadequação. Temor bem justificado quando 
consideramos a enorme desproporção entre a quantidade e a qualidade de recursos 
exigidos por uma produção efetiva de segurança do tipo “faça você mesmo”. 
Adaptado de: BAUMAN, Z. Confiança e medo na cidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009. p.21-22. 
 
Com base nesses trechos e nos conhecimentos sobre modernidade, apresente 
 
A) uma característica particular para Marx e uma para Bauman; 
 
 
 
 
 
B) duas características comuns para ambos os autores. 
 
 
 
 
 
 
12. (Uema 2015) “O sociólogo Zygmunt Bauman, em seu livro Globalização: as 
consequências humanas, afirma que a ‘globalização‘ tem sido apresentada como o 
destino irremediável do mundo, mas que, no fenômeno da globalização, há mais coisas 
do que pode o olho apreender, pois o fenômeno da globalização tanto divide como une.” 
Fonte: BAUMAN, Zygmunt. Globalização: as consequências humanas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 
1999. (adaptado) 
 
Essa crítica do autor é, também, expressa em outras linguagens como na charge abaixo. 
 
 
 
 
 
9 
 
 
Com base na charge e nas ideias de Zygmunt Bauman, pode-se afirmar que o fenômeno 
da globalização 
 
A) seleciona povos, países e setores que serão inseridos no processo, determinando a 
forma da inserção. 
B) uniformiza todos os países e atinge a todos da mesma maneira, sem distinção de etnia, 
credo e ideologia. 
C) distribui igualmente entre povos e países os produtos advindos do desenvolvimento 
econômico e tecnológico. 
D) transforma as nações em uma só, criando uma verdadeira “aldeia global”, na qual 
todos os povos são iguais. 
E) padroniza o mundo social, cultural, política e economicamente, reduzindo as 
desigualdades entre as nações. 
 
13. (Unimontes 2014) Zygmunt Bauman e Tim May afirmam que a Sociologia “é uma 
disciplina dinâmica e progressiva, produzindo permanentemente novos estudos – o que, 
aliás, não surpreende, considerando que nossa vida muda de várias maneiras e de 
diferentes momentos” (p. 8). 
 
Diante do exposto por esses autores contemporâneos e de seus estudos de Sociologia, 
assinale a alternativa INCORRETA. 
 
A) A Sociologia contribui para o pensar de forma relacional e auxilia a nos situar em 
redes de relações sociais. 
B) A Sociologia estuda processos sociais, funções, normas e ações coletivas, bem como 
analisa as estruturas presentes na sociedade. 
C) A Sociologia contribui para a produção de uma visão crítica dos fenômenos sociais. 
D) Por ser uma ciência da pós-modernidade, a Sociologia procura respostas definitivas e 
irrefutáveis sobre a complexidade social, apontando os melhores caminhos a serem 
seguidos por todos em sociedade. 
 
 
 
 
 
10 
14. (Uema 2014) Articule o fragmento do artigo I, A bruxa nos relógios, da escritora Lya 
Luft, ao se referir à questão do estranhamento e da desnaturalização do fenômeno social, 
com a reflexão de Bauman, em Aprendendo a pensar com a Sociologia, fragmento II. 
 
I. “Quando criança, eu achava que no relógio de parede do sobrado de uma de minhas 
avós, aquele que soava horas, meias horas, quartos de horas que me assustavam nas 
madrugadas insones em que eu eventualmente dormia lá, morava uma feiticeira que 
tricotava freneticamente, com agulhas de metal, tique-taque, tique-taque, tecendo em 
longas mantas o tempo da nossa vida. 
Nessas reflexões, e observações, mais uma vez constatei o que todo mundo sabe: 
vivemos a idolatria da juventude – e do poder, do dinheiro, da beleza física e do prazer. 
Muitos gostariam de ficar para sempre embalsamados em seus 20 ou 30 anos. Ou ter 
aos 60, “alma jovem”, o que acho muito discutível, pois deve ser bem melhor ter na 
maturidade ou na velhice uma alma adequada, o que não significa mofada e áspera...” 
 
LUFT, Lya. “A bruxa nos relógios”. In: Veja, Abril, Ed. 2344, ano 46, n.43, 23 out. 2013, p.28. 
 
II. O pensamento sociológico provoca a desnaturalização e o estranhamento nos estudos 
dos fenômenos sociais. Há uma tendência recorrente de explicar as relações sociais, 
visto que o pensar sociológico é uma forma de “[...] compreender o mundo dos homens 
que também abre a possibilidade de pensá-lo de diferentes maneiras” 
 
BAUMAN; MAY. Aprendendo a pensar com a sociologia. Rio de Janeiro: Ed. Zahar, 2010. (adaptado) 
 
A partir dos fragmentos apresentados, explicite a contribuição da Sociologia como ciência 
social da modernidade. 
 
 
 
 
 
15. (Interbits 2012) Muitas vezes, correntes teóricas diferentes compreendem um mesmo 
fenômeno de forma diversa. Leia a notícia abaixo e associe, de forma correta, as 
interpretações feitas com o autor que faria esse tipo de análise. 
 
Crack: professora vê eficácia nula em internação compulsória 
 
A professora Luciana Boiteux, coordenadora do Grupo de Pesquisas em Política 
de Drogas e Direitos Humanos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirma 
que a eficácia das internações compulsórias de dependentes de drogas é praticamente nula 
sem uma estratégia de prevenção, que é avaliada por ela como a medida mais importante 
para se diminuir o problema do crack, principalmente nas grandes cidades. 
De acordo com ela, o maior risco é justamente de se fazer uma política generalista. 
"Esse tipo de ação acontece muitas vezes para se dar uma satisfação à opinião pública. 
Tem de se pensar que a pessoa que ficará internada e vai retomar a vida, não vai ficar lá 
eternamente. E é aí que o Estado deve agir, senão volta tudo ao ponto de partida", diz ela. 
Ela diz que a abordagem tem de ser complexa, integral, humana, caso contrário pode 
trazer efeitos ainda mais danosos."É preciso, definitivamente, respeitar os direitos e a 
dignidade humana". 
Fonte: Vagner Magalhães. In: Terra Notícias. Adaptado. 11 jan. 2013. Disponível em: 
<http://noticias.terra.com.br/brasil/...RCRD.html> Acesso em 25 jan. 2013. 
 
 
 
 
11 
 
1. Esse tipo de ação é uma forma de controle 
das populações. O Estado está procurando 
reprimir os indivíduos mais indisciplinados 
para, depois, torná-los úteis à sociedade. 
 
2. Essa pode ser considerada uma política 
altamente ideológica, que desconsidera as 
vulnerabilidades intrínsecas ao sistema 
capitalista. 
 
3. Essas pessoas podem ser vistas como o 
refugo humano que; por não se inserirem no 
sistema, são tratadas como dispensáveis 
para a sociedade. 
 
4. Pessoas que vivem em situação de 
marginalização podem estar vivendo uma 
situação de anomia social, por não mais 
conseguirem internalizar as normas sociais 
e o tipo de solidariedade correspondente. 
 ( ) Zygmunt Bauman. 
 
 
 
 
 ( ) Michel Foucault. 
 
 
 
 
 ( ) Karl Marx. 
 
 
 
 
 ( ) Émile Durkheim. 
 
 
16. (Interbits 2012) A internet opera preferencialmente com a escrita, a escrita curta e 
imediata. A velocidade de escrita e de leitura está relacionada à agitação mais ou menos 
alucinada da vida cotidiana, estimulada pelas tecnologias comunicacionais. A sociedade 
mediatizada não é uma sociedade feliz; ao contrário, é uma sociedade da compulsão, da 
cobrança invisível, dos apelos permanentes de estar conectado, pois, caso contrário, a 
pessoa estará "morta". 
Ciro Marcondes Filho. Entrevista. In: IHU On-line. 09 abr. 2011. Adaptado. Disponível em: 
<http://bit.ly/RGR7Xg>. Acesso em 06 nov. 2012. 
 
Alguns sociólogos desenvolveram conceitos que nos ajudam a compreender o contexto 
apresentado no texto acima. Um desses pensadores, Zygmunt Bauman, define esse tipo 
de contexto como sendo uma: 
 
A) Sociedade do espetáculo, devido à falta de profundidade da vida humana. 
B) Sociedade infeliz, devido à transformação do homem em coisa. 
C) Sociedade do consumo, uma vez que as pessoas passam a ser definidas pelo que 
compram. 
D) Modernidade líquida, devido às formas fluídas de existência humana. 
E) Pós-modernidade, devido às transformações geradas pela internet. 
 
17. (Unioeste 2012) Segundo Zygmunt Bauman, a Sociologia é constituída por um 
conjunto considerável de conhecimentos acumulados ao longo da história. Pode-se dizer 
que a sua identidade forma-se na distinção com o chamado senso comum. Considerando 
que a Sociologia estabelece diferenças com o senso comum e estabelece uma fronteira 
entre o pensamento formal e o senso comum, é correto afirmar que 
 
 
 
 
 
 
12 
A) a Sociologia se distingue do senso comum por fazer afirmações corroboradas por 
evidências não verificáveis, baseadas em ideias não previstas e não testadas. 
B) o pensar sociologicamente caracteriza-se pela descrença na ciência e pouca 
fidedignidade de seus argumentos. O senso comum, ao contrário, evita explicações 
imediatas ao conservar o rigor científico dos fenômenos sociais. 
C) pensar sociologicamente é não ultrapassar o nível de nossas preocupações diárias e 
expressões cotidianas, enquanto o senso comum preocupa-se com a historicidade dos 
fenômenos sociais. 
D) o pensamento sociológico se distingue do senso comum na explicação de alguns 
eventos e circunstâncias, ou seja, enquanto o senso comum se preocupa em analisar e 
cruzar diversos conhecimentos, a Sociologia se preocupa apenas com as visões 
particulares do mundo. 
E) um dos papéis centrais desempenhados pela Sociologia é a desnaturalização das 
concepções ou explicações dos fenômenos sociais, conservando o rigor original 
exigido no campo científico. 
 
18. (Uenp 2011) “Depois de fazer parte das preocupações de importantes sociólogos 
clássicos, tais como Weber e Simmel, o tema da cidade volta ao centro das discussões na 
sociedade contemporânea. O espaço urbano é o cenário por excelência da vida pública, 
do trabalho, da geração de renda e riqueza, da produção e do consumo, mas também das 
aglomerações, do desconhecido, do caos, dos medos visíveis e invisíveis. Atualmente, 
muitos estudiosos têm voltado sua atenção para a análise do fenômeno urbano, entre 
eles, um dos mais producentes da atualidade: Zygmunt Bauman.” 
ARRUDA, Patrícia Cabral de. Cidades líquidas. Soc. estado. [online]. 2008, vol.23, n.2, pp. 469-476. 
 
Assinale a alternativa INCORRETA. 
 
A) Nos últimos anos, o medo e a obsessão por segurança ganham espaço, sobretudo na 
Europa. Paradoxalmente, vivemos em algumas "das sociedades mais seguras que 
jamais existiram". 
B) Vive-se, atualmente, em uma sociedade que "se organizou em torno de uma procura 
infinita de proteção e da insaciável aspiração à segurança". 
C) Agora, os medos e perigos se proliferam e advêm de todas as partes: da comida 
industrializada que consumimos, da depressão, do estresse, das doenças 
cardiovasculares, da vida sedentária, da falta de emprego ou do excesso de trabalho, da 
exposição ao sol e das relações sexuais sem preservativos. Por isso, tem-se a impressão 
de que o caos está instaurado e de que não resta alternativa senão instalar câmeras de 
segurança, blindar os carros e construir muros. 
D) O espaço urbano, por ser cenário da vida pública, por excelência, induz a um conforto 
que conduz à apatia, fazendo com que as pessoas não se preocupem com os problemas 
à sua volta. 
E) Na medida em que não são mais necessários, os componentes das classes perigosas 
tornam-se os "desclassificados": pessoas que não pertencem a qualquer grupo social, 
situadas à margem. Não se trata de um grupo "inferior", mas de pessoas que estão 
"fora", "que não servem para nada". 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: 
Texto 01 
 
“A insegurança ambiente concentra-se no medo pela segurança pessoal; que por sua vez 
aguça ainda mais a figura ambígua e imprevisível do estranho. Estranho na rua, gatuno 
perto de casa... Alarmes contra assalto, bairros vigiados e patrulhados, condomínios 
fechados, tudo isso serve ao mesmo propósito: manter os estranhos afastados. A prisão é 
apenas a mais radical dentre muitas medidas — diferente do resto pelo suposto grau de 
eficiência, não por sua natureza. As pessoas que cresceram numa cultura de alarmes 
contra ladrões tendem a ser entusiastas naturais das sentenças de prisão e de condenações 
cada vez mais longas. Tudo combina muito bem e restaura a lógica ao caos da existência.” 
(Zygmunt Bauman. Globalização: as consequências humanas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999) 
 
Texto 02 
 
“Depois de vinte anos sem prestar atenção nas consequências sociais e humanas de um 
capitalismo global incontido, o presidente do Banco Mundial chegou à conclusão de que, 
para a maior parte da população mundial, a palavra ‘globalização’ sugere ‘medo e 
insegurança’ em vez de ‘oportunidade e inclusão’.” 
(Eric Hobsbawn, Globalização, democracia e terrorismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2007) 
 
Texto 03 
 
“Entre os jovens, cada vez mais prevalece o ‘cada um por si’. Mais do que a amizade, são 
redes de cumplicidade que orientam a busca da sobrevivência, a abstenção da balbúrdia 
política. A sociedade pretensamente sem classes resulta num egoísmo cheio de cautela. 
Tal como o capitalismo. Isso significa que as ‘derivações’, para falar como Pareto, têm 
pouca influência e o homem continua a ser o que é (mais hobbesiano e menos 
rousseauísta), sejam quais forem o sistema político e a ideologia que o legitimam.” 
(Gerard Vincent, Uma história do segredo? São Paulo: Companhia das Letras, 2009) 
 
19. (Uenp 2011) Leia as afirmativas abaixo. 
 
I. A misogenia acaba por impor um modelo de estado baseado na vigilância e no controle, 
produzindo sociedades cada vez mais inóspitas. 
II. A globalização é encarada de forma otimistapelas civilizações, e tem propiciado uma 
integração cada vez maior entre os povos. 
III. O processo de transformação, que culminou na contemporaneidade, redundou na 
precarização e na desintegração dos “laços humanos”, a solidão demudou as relações 
sociais em relações autônomas. O egoísmo atingiu proporções assustadoras, o enigma 
identitário do ser humano coloca-o em um paradoxo, qual seja o de destruir o outro ou 
mantê-lo longe de si. 
 
Sobre as afirmativas: 
 
A) Apenas I e II são corretas. 
B) Apenas II e III são corretas. 
C) Apenas I e III são corretas. 
D) Todas são corretas. 
E) Todas são falsas. 
 
 
 
 
 
14 
20. (Uenp 2011) A cultura contemporânea é marcada pelo medo do outro, pelo egoísmo 
e pela intolerância; é possível identificar, ainda, uma ideologia que é caracterizada pela 
ausência de fraternidade, pela desintegração dos laços humanos e pela solidão. Entre as 
principais críticas relacionadas a essa problemática (guerra civil, democracia e exclusão) 
estão as queixas ao sistema representativo, as queixas de direito e justiça, as queixas 
econômicas. Sobre o tema assinale a alternativa INCORRETA. 
 
A) O ceticismo quanto à política – sobretudo a democracia – acompanha esta mesma linha 
de raciocínio. As relações autônomas minoram a criação de uma identidade e os direitos 
já reconhecidos, poucas vezes são efetivados. A solidão cresce na mesma proporção da 
atitude cética. 
B) Embora haja medo do outro, as culturas de um modo geral estão se abrindo para 
acolher o diferente, e isso pode ser percebido tanto na Europa, com relação ao 
mulçumano, quanto no Brasil, com relação aos negros e indígenas, por exemplo. 
C) As queixas de representatividade se dirigem tanto às distorções de representação 
internas de cada Estado, quanto externas, voltadas a atacar as distorções de 
representatividade existentes na Organização das Nações Unidas, por exemplo. 
D) As queixas de direito e justiça ocorrem porque, a despeito de serem frequentemente 
reconhecidos nas constituições nacionais, não são efetivados especialmente no tocante 
aos grupos minoritários, isso tanto no mundo desenvolvido quanto no mundo 
subdesenvolvido, o que tem colaborado para o aumento do número de movimentos que 
têm por escopo a reivindicação de direitos, ou da efetivação dos já reconhecidos. 
E) Quanto às queixas econômicas, diga-se que estão relacionadas ao alcance da pobreza 
no mundo de hoje. Embora presente no mundo todo, ela é distribuída de forma desigual, 
de acordo com critérios de raça, etnia e gênero. Por exemplo, encontram-se no sul da 
Ásia e na África subsaariana aproximadamente 70% da população mundial que vivem 
com menos de um dólar por dia. 
 
21. (Uema 2009) A Sociologia é considerada uma ciência da modernidade que emerge 
no momento das profundas crises políticas, sociais, econômicas e culturais culminando 
na ruptura da ordem social tradicional e suscita um novo olhar sobre a realidade local e 
global. Nicolau Sevcenko (2001) traça uma analogia entre a modernidade e o loop da 
montanha-russa afirmando que é preciso ter coragem para enfrentar o desafio “a primeira 
fase até que é tranquila... A subida continua sem parar, no mesmo ritmo consistente, 
assegurado, forte; descobrimos que o céu aberto é sem limites [...] e de repente o mundo 
desaba e leva a gente de cambulhada. É o terror mais total, não se pode nem pensar em 
como fazer para sair dali porque o cérebro não reage mais [...] Nos transformamos numa 
massa energética em espasmo crítico [...] É o caos, é o fim, é o nada [...]” 
SEVCENKO, Nicolau. A corrida para o século XXI: no loop da montanha-russa. São Paulo: Companhia 
das Letras, 2001. 
 
As novas sociologias estudam as descontinuidades abordadas no texto e novas formas de 
sociabilidade. Indique a opção em que conste apenas sociólogos contemporâneos que 
analisam essa problemática. 
 
A) Pierre Bourdieu, Anthony Giddens, Zygmunt Bauman, Manuel Castells. 
B) Pierre Bourdieu, Max Weber, Karl Marx, Anthony Giddens. 
C) Anthony Giddens, August Comte, Karl Marx, Manuel Castells. 
D) Zygmunt Bauman, Anthony Giddens, Max Weber, August Comte. 
E) Manuel Castells, Max Weber, Anthony Giddens, Pierre Bourdieu. 
 
 
 
 
 
15 
22. (Uel 2008) As relações amorosas, após os anos de 1960/1980, tenderam a facilitar os 
contatos feitos e desfeitos imediatamente, gerando uma gama de possibilidades de 
parceiros e experimentos de prazer. Essa forma de contato amoroso tem sido denominada 
pelos jovens como “ficar”. Assim, em uma festa pode-se “ficar” com vários parceiros ou 
durante um tempo “ir ficando” em diferentes situações, sem que isso se configure em 
compromisso, namoro ou outra modalidade institucional de relação. Os processos sociais 
que provocaram as mudanças nas relações amorosas, bem como suas consequências para 
o indivíduo e para a sociedade, têm sido problematizados por vários cientistas sociais. 
 
Assinale a alternativa em que o texto explica os sentidos das relações amorosas descritas acima. 
 
A) “Hoje as artes de expressão não são as únicas que se propõem às mulheres; muitas 
delas tentam atividades criadoras. A situação da mulher predispõe-na a procurar uma 
salvação na literatura e na arte. Vivendo à margem do mundo masculino, não o 
apreende em sua figura universal e sim através de uma visão singular; ele é para ela, 
não um conjunto de utensílios e conceitos e sim uma fonte de sensações e emoções; ela 
interessa-se pelas qualidades das coisas no que têm de gratuito e secreto [...]”. 
(BEAUVOIR, S. O segundo sexo. 5 ed. São Paulo: Nova Fronteira, 1980. p. 473.) 
 
B) “Hoje, no entanto, existe uma renovação, o que significa dizer que os cientistas, 
quando chegam através do seu conhecimento a esses problemas fundamentais, tentam 
por si próprios compreendê-los e fazem um apelo à sua própria reflexão. Nos próximos 
anos, por exemplo, após as experiências do Aspecto, a discussão sobre o espaço e sobre 
o tempo – problemas filosóficos – vai ser retomada”. 
(MORIN, E. A inteligência da complexidade. 2. ed. São Paulo: Peirópolis, 2000. p. 37.) 
 
C) “Nova era demográfica de declínio populacional não catastrófico pode estar 
alvorecendo. Fome, epidemias, enchentes, vulcões e guerras cobraram seu preço no 
passado, mas que grandes populações não se reproduzam por escolha individual é uma 
mudança histórica notável. Na Europa Ocidental, esse padrão está se estabelecendo em 
tempos de paz, sob condições de grande prosperidade, embora, sejam ainda visíveis 
oscilações conjunturais, significativas na depressão escandinava do início dos anos de 
1990.” 
(THERBORN, G. Sexo e poder. São Paulo: Contexto, 2006. p. 446). 
 
D) “É assim numa cultura consumista como a nossa, que favorece o produto para o uso 
imediato, o prazer passageiro, a satisfação instantânea, resultados que não exijam 
esforços prolongados, receitas testadas, garantias de seguro total e devolução do 
dinheiro. A promessa de aprender a arte de amar é a oferta (falsa, enganosa, mas que 
se deseja ardentemente que seja verdadeira) de construir a ’experiência amorosa’ à 
semelhança de outras mercadorias, que fascinam e seduzem exibindo todas essas 
características e prometem desejo sem ansiedade, esforço sem suor e resultados sem 
esforço. (BAUMAN, Z. Amor líquido. Rio de Janeiro: Zahar, 2004. p.21-22). 
 
E) “Viver na grande metrópole significa enfrentar a violência que ela produz, expande e 
exalta, no mesmo pacote em que gera e acalenta as criações mais sublimes da 
cultura.[...] Nesse sentido, talvez a primeira violência de que somos vítima, já no início 
do dia, é o jornalismo, sempre muito sequioso de retratar e reportar, nos mínimos 
detalhes, o que de mais contundente e chocante a humanidade produziu no dia anterior 
[...]”. (NAFFAH NETO, A. Violência e ressentimento. 
In: CARDOSO, I. et al (Orgs). Utopia e mal-estar na cultura. São Paulo:Hucitec, 1997. p. 99.) 
 
 
 
 
16 
23. (Uel 2008) Leia o texto a seguir. 
 
 [...] Como observam os pesquisadores do Instituto de Estudos Avançados da 
Cultura da Universidade de Virgínia, os executivos globais que entrevistaram “vivem e 
trabalham num mundo feito de viagens entre os principais centros metropolitanos globais 
– Tóquio, Nova York, Londres e Los Angeles. Passam não menos do que um terço de seu 
tempo no exterior. Quando no exterior, a maioria dos entrevistados tende a interagir e 
socializar com outros globalizados... Onde quer que vão, hotéis, restaurantes, academias 
de ginástica, escritórios e aeroportos são virtualmente idênticos. Num certo sentido 
habitam uma bolha sociocultural isolada das diferenças mais ásperas entre diferentes 
culturas nacionais... São certamente cosmopolitas, mas de maneira limitada e isolada.” 
[...] A mesmice é a característica mais notável, e a identidade cosmopolita é feita 
precisamente da uniformidade mundial dos passatempos e da semelhança global dos 
alojamentos cosmopolitas, e isso constrói e sustenta sua secessão coletiva em relação à 
diversidade dos nativos. Dentro de muitas ilhas do arquipelago cosmopolita, o público é 
homogêneo, as regras de admissão são estrita e meticulosamente (ainda que de modo 
informal) impostas, os padrões de conduta precisos e exigentes, demandando 
conformidade incondicional. Como todas as “comunidades cercadas”, a probabilidade de 
encontrar um estrangeiro genuíno e de enfrentar um genuíno desafio cultural é reduzida 
ao mínimo inevitável; os estranhos que não podem ser fisicamente removidos por causa 
do teor indispensável dos serviços que prestam ao isolamento e autocontenção ilusória 
das ilhas cosmopolitas são culturalmente eliminados – jogados para o fundo “invisível” e 
“tido como certo”. 
(BAUMAN, Z. Comunidade: a busca por segurança no mundo atual. Rio de Janeiro: Zahar, 2003. p. 53-
55.) 
De acordo com o texto, é correto afirmar que a globalização estimulou 
 
A) a disseminação do cosmopolitismo, que rompe as fronteiras étnicas, quando todos são 
viajantes. 
B) um novo tipo de cosmopolitismo, que reforça o etnocentrismo de classe e de origem 
étnica. 
C) a interação entre as culturas nativas, as classes e as etnias, alargando o cosmopolitismo 
dos viajantes de negócio. 
D) o desenvolvimento da alteridade através de uma cultura cosmopolita dos viajantes de 
negócios. 
E) a emergência de um novo tipo de viajantes de negócios, envolvidos com as 
comunidades e culturas nativas dos países, onde se hospedam. 
 
 
 
 
 
17 
RESOLUÇÕES 
 
Resposta da questão 1: [E] 
 
A alternativa [E] está correta porque os textos discutem os novos significados do conceito 
de fronteira no contexto da globalização, haja vista que, a fronteira ganha flexibilidade ao 
tratar da circulação de capitais e investimentos, e se torna inflexível ao tratar da circulação 
de pessoas, portanto, a fronteira se torna seletiva nos mecanismos segregadores. As 
alternativas incorretas são: [A], porque há restrições à circulação de pessoas; [B], porque 
o conceito de fronteira abordado não diz respeito aos limites naturais; [C], porque embora 
haja redução ou eliminação dos obstáculos aduaneiros para capitais e investimentos, a 
fronteira, paradoxalmente, torna-se inflexível para a circulação de pessoas; [D], porque 
os textos não discutem a questão do nacionalismo. 
 
Resposta da questão 2: [B] 
 
[I] Correta. A flexibilização das relações de trabalho e das normas trabalhistas tem sido 
uma das características marcantes do capitalismo globalizado ou mundializado. Com 
isso, as grandes corporações buscam dar conta de seus problemas de taxa de lucro, 
recorrendo, em contrapartida, a modificações no antigo modelo produtivo ancorado nas 
práticas propostas pelo taylorismo-fordismo, que propunham um modo de organização 
do trabalho essencialmente rígido, seja pelo cronômetro e fragmentação da atividade 
de trabalho, seja pela linha de montagem com a esteira rolante. 
[II] Incorreta. Embora estudos apontem para a perda da identidade com o trabalho, como 
é o caso de André Gorz, em seu clássico livro Adeus ao proletariado, que remete à 
imagem da “não-classe-dos-não-trabalhadores”, como também em significativa parte 
da produção recente que fala em “fim da sociedade do trabalho”, toda e qualquer forma 
de sociedade continuará dependendo da mediação das forças vitais humanas com a 
natureza, ou seja, as condições objetivas, para realizar seu processo sociometabólico 
de existência do gênero humano. Portanto, o trabalho independentemente da forma de 
sociabilidade humana constitui a essência do ser social. 
[III] Incorreta. As práticas antissindicais desenvolvidas pelas empresas ao redor do 
mundo não têm garantido a realização do pleno emprego nem o fim das crises 
econômicas. Pelo contrário, quanto maior a dificuldade de organização sindical, 
conforme revelam vários estudos na área de sociologia do trabalho, maiores são as 
tendências de precarização do emprego e demissões de coletivos de trabalhadores. 
[IV] Correta. A partir dos anos 1970, a explosão mundial do desemprego e a escassez de 
postos de trabalho estabeleceram um novo perfil junto à força de trabalho. Ao contrário 
do período denominado “os trinta gloriosos”, quando predominava o “pleno emprego”, 
o quadro pós 1970, em diversos países, apontou para que o desemprego passou a ser 
de longa duração e seletivo, atingindo mais intensamente os desqualificados em relação 
aos qualificados. Os estudos apontam, também, para desvantagens das mulheres em 
relação aos homens no que se refere à manutenção do emprego e também o crescimento 
dos chamados empregos modelo Mac Donald’s, que possuem por característica a baixa 
remuneração, a alta rotatividade e a precarização das relações de emprego. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
18 
Resposta da questão 3: [B] 
 
A presente questão apresenta muitas referências, o que pode confundir um pouco o 
estudante. Ainda assim, é possível perceber que somente a alternativa [B] está correta. Os 
novos movimentos sociais organizam-se por novas demandas de reconhecimento e de 
redistribuição de direitos. Assim, tornam-se mais heterogêneos, relativizando inclusive 
certas diferenças de classe. 
 
Resposta da questão 4: 02 + 16 = 18. 
 
O texto deixa claro que a televisão tem uma grande relevância social, e os sociólogos não 
podem ignorar esse fato. Considerá-la somente como mero mecanismo de alienação ou 
como um entretenimento de baixa qualidade é não perceber a complexidade do mundo 
em que estamos inseridos. 
 
Resposta da questão 5: [D] 
 
Somente a afirmativa [IV] está totalmente incorreta. O consumismo é recente 
historicamente, e não uma lei da natureza humana. Com relação à afirmativa [III], vale 
ressaltar que ainda que seja possível considerá-la correta, é difícil identificar a quais ações 
eventuais ela está fazendo referência. 
 
Resposta da questão 6: [E] 
 
A alternativa [E] é a mais correta. As novas tecnologias da informação não somente criam 
novas relações sociais, como também alteram relações de poder e a divisão entre público 
e privado. O surgimento de redes sociais como o Facebook é o principal exemplo desse 
tipo de alteração. 
 
Resposta da questão 7: 01 + 02 + 16 = 19. 
 
As afirmativas [04] e [08] estão incorretas. A sociologia continua a ser importante, mesmo 
nesse contexto de pós-modernidade. Além disso, vale ressaltar que desde os estudos de 
Émile Durkheim sobre o suicídio, a estatística e a matemática continuam sendo 
importantes para as pesquisas sociológicas. 
 
Resposta da questão 8: [C] 
 
As novas formas de produção e de empresa são caracterizadas, entre outras coisas, pela 
flexibilidade das relações de trabalho e pela utilização de máquinas robotizadas. Como 
resultado, as empresas passam a necessitar menos de empregados, exatamente como a 
afirmativa [C] estabelece.Resposta da questão 9: [B] 
 
O primeiro texto trata da questão da normalidade, enquanto que o segundo da felicidade. 
Em ambos há o argumento de que os critérios para se definir o que é normal ou feliz são 
dados por fatores superficiais à vida do indivíduo, podendo trazer grandes prejuízos à 
vida em sociedade. 
 
 
 
 
 
19 
Resposta da questão 10: 01 + 02 + 04 = 07. 
 
Somente as afirmativas [08] e [16] estão incorretas. Ao analisar o consumo, a sociologia 
se interessa por uma série de comportamentos, como os gastos, os desejos e a socialização 
dos indivíduos, sejam eles estimulados a estarem em grupo ou isolados (numa forma de 
individualismo). Todas essas são questões claramente sociológicas. 
 
Resposta da questão 11: 
 
 a) Há várias características que podem ser elencadas em relação a cada um dos autores. 
Para Marx, podemos citar a fugacidades das relações sociais, as novas relações de 
trabalho assalariado, as transformações incessantes dos meios de produção, a 
intensificação da exploração de classe, o aumento exponencial da produção, entre 
outras características. Já para Bauman, podemos citar sobretudo a fluidez das relações 
sociais e o sentimento de insegurança ou incerteza. 
 
b) Ambos têm como objeto de compreensão a modernidade e sua influência sobre as 
relações sociais. Além disso, os dois percebem que, nesse período histórico, existe uma 
maior instabilidade nas relações sociais, ainda que definam isso de formas diferentes. 
 
Resposta da questão 12: [A] 
 
A globalização só existe vinculada a uma estrutura socioeconômica de desigualdade. 
Tanto os países quanto as pessoas não participam de forma homogênea ou igualitária no 
mercado mundial, mas segundo as possiblidades econômicas que possuem. 
 
Resposta da questão 13: [D] 
 
A alternativa [D] contraria todas as outras. A sociologia não mais procura encontrar 
respostas últimas, cabais, a respeito da realidade social. De fato, o que ela atualmente 
busca é desenvolver interpretações, que sempre poderão ser criticadas ou modificadas. 
 
Resposta da questão 14: A sociologia é uma ciência comprometida em compreender os 
fenômenos sociais da sociedade moderna. Desta maneira, ela se distingue de outras 
explicações justamente por se propor a estranhar e desnaturalizar nossas certezas e 
verdades, tal como afirma Bauman. É exatamente isso que Lya Luft revela ao repensar 
aquilo que fora sua infância e como as pessoas se relacionam com seu passado. 
 
Resposta da questão 15: 3 – 1 – 2 – 4. 
 
Interessante questão. As teorias de cada um dos autores selecionados nesta questão são 
importantes formas de compreender a relação entre Estado, população excluída e política 
pública. 
 
Resposta da questão 16: [D] 
 
Bauman define como modernidade líquida a sociedade em um contexto de constante 
transformação, na qual as relações humanas são mais fluídas e compulsivas. 
 
 
 
 
 
 
20 
Resposta da questão 17: [E] 
A Sociologia, como todo conhecimento científico, se distingue do senso comum por criar 
um tipo de saber sistemático, rigoroso e analítico acerca da realidade. O senso comum, 
em contrapartida, é pouco reflexivo e tem uma conotação mais pragmática e imediatista. 
 
Resposta da questão 18: [D] 
A alternativa [D] corresponde a uma má interpretação do texto. O espaço urbano da vida 
pública, por ser aquele onde predomina o caos, se opõe justamente à apatia. Não é por 
acaso que justamente nesse espaço aparecem de forma mais evidente as expressões de 
medo da sociedade contemporânea. 
 
Resposta da questão 19: [C] 
Os três textos apontam para uma contemporaneidade marcada pela sensação de 
insegurança. As únicas afirmativas que estão de acordo com essa perspectiva são a I e a 
III, ainda que por perspectivas diferentes. 
 
Resposta da questão 20: [B] 
Somente a alternativa [B] está errada. Ainda que a questão do preconceito e do racismo 
esteja colocada de maneira mais nítida, verifica-se um movimento de manutenção do 
etnocentrismo e da intolerância. Isso pode ser percebido, sobretudo no caso da França, 
onde, em abril de 2011, entrou em vigor uma lei que proibia o uso do véu por mulheres 
muçulmanas em lugares públicos. 
 
Resposta da questão 21: [A] 
A questão não exige grandes habilidades e conhecimentos do aluno. Mesmo que ele não 
conheça o nome dos sociólogos contemporâneos, com um pouco de conhecimento de 
sociologia ele pode acertar a questão. Sabendo que Weber e Marx não são sociólogos 
contemporâneos, todas as alternativas, com exceção da [A], são excluídas. Assim, intui-
se que Bourdieu, Giddens, Bauman e Castells sejam sociólogos contemporâneos. 
Bourdieu com seus conceitos de dominação e habitus, Bauman com o conceito de 
Modernidade Líquida, Giddens com sua belíssima análise da modernidade e Castells com 
a análise das novas tecnologias são grandes exemplos de sociólogos que contribuíram 
para a compreensão do mundo social contemporâneo. 
 
Resposta da questão 22: [D] 
A alternativa [D] é a única correta. O próprio título do livro de Zigmunt Bauman (Amor 
Líquido) já se mostra como indício da adequação da sua teoria para a interpretação das 
relações afetivas contemporâneas. É assim que as relações sociais podem ser interpretadas 
no sentido da sociedade do consumo: fluidas e descartáveis. Na própria terminologia do 
autor, uma afetividade líquida. 
 
Resposta da questão 23: [B] 
 
A questão exige do aluno leitura atenta do texto no enunciado. Ali, o autor faz referência 
explícita à forma de vida de executivos que vivem em uma “bolha sociocultural”, sendo, 
por isso, cosmopolitas “de maneira limitada e isolada”. Assim, o etnocentrismo 
tradicional é mantido e realocado e as diferenças étnicas não são superadas. Portanto, 
somente a alternativa [B] é correta.

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