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1 LISTA DE EXERCÍCIOS: REVISÃO 1 – SOCIOLOGIA CLÁSSICA TEMA ABORDADO AULA 04 – Karl Marx (Parte 01). AULA 05 – Karl Marx (Parte 02). 1. (Unimontes 2015) Fundador do materialismo histórico, Karl Marx (1818-1883) defendia que a tendência do modo capitalista de produção é separar cada vez mais o trabalhador e os meios de produção. Na perspectiva teórica de Marx, é INCORRETO afirmar que A) a sociedade capitalista é a fase final da história da humanidade, em que as classes sociais - especialmente o proletariado - desenvolvem toda sua potencialidade por meio da revolução tecnológica, assegurando mais liberdade aos indivíduos modernos. B) o postulado básico do marxismo é o determinismo econômico, segundo o qual as condições econômicas são fundamentais no desenvolvimento da sociedade. C) a divisão social do trabalho reproduz modos de segmentação da sociedade, resultando em desigualdades e exploração de uma classe social sobre a outra. D) a procura do lucro é intrínseca ao capitalismo, cujo objetivo do capital não é apenas satisfazer determinadas necessidades, mas produzir mais-valia. 2. (Unimontes 2015) A premissa da análise marxista da sociedade é, portanto, a existência de seres humanos que, por meio da interação com a natureza e com outros indivíduos, dão origem à vida social. No texto Ideologia Alemã, Marx e Engels defendem que o primeiro fato histórico é, pois, a produção dos meios que permitem satisfazer as necessidades humanas, a produção da própria vida material; trata-se de um fato histórico; de uma condição fundamental de toda a história, que é necessário, tanto hoje como há milhares de anos, executar, dia a dia, hora a hora, a fim de manter os homens vivos. Considerando essa reflexão, é INCORRETO afirmar: A) As variadas formas que assumem as relações sociais de produção e as forças produtivas são a base para a compreensão dos diferentes tipos de sociedade. B) As formas de consciência social, com suas respectivas representações e ideias sociais, determinam e condicionam as formas de vida social. C) O materialismo histórico tem como princípio a explicação das formas e condições de produção da vida material e social. D) As condições em que se realiza o trabalho humano em diferentes épocas históricas se tornam essenciais para compreensão das dinâmicas da vida social. 3. (Ufu 2015) Em 2006, o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) lançou um estudo intitulado “A jornada de trabalho no Brasil” na qual se pode ler que [...] com exceção das conquistas obtidas em acordos ou convenções coletivas desde a Constituição de 1988, praticamente todas as alterações nos direitos trabalhistas foram no sentido de diminuir direitos e/ou de intensificar o ritmo de trabalho. DIEESE. A Jornada de Trabalho no Brasil. Disponível em <http://portal.mte.gov.br/data/files/FF8080812BA5F4B7012BAB0CD8FE72AD/Prod02_2006.pdf>. Acesso em: 22 fev. 2015. 2 Tomando por base as reflexões de Karl Marx acerca da jornada de trabalho e seus conhecimentos sobre a realidade nacional, é correto afirmar que: A) Tal como todo aparato jurídico burguês, a Constituição de 1988 trouxe consigo a redução dos direitos trabalhistas e a ampliação da exploração sobre o trabalho. B) A redução de direitos trabalhistas é uma marca presente em todos os Estados de Bem- Estar Social no centro e na periferia do capitalismo. C) Intensificar o ritmo de trabalho significa, em outras palavras, ampliar a extração de mais valia relativa. D) Vive-se o paradoxo de a redução dos direitos conviver com um momento especial de crescimento e ofensiva da mobilização sindical. 4. (Unimontes 2015) Para Karl Marx (1818-1883), no processo produtivo, o trabalhador gera o valor equivalente a seu salário, que é o tempo de trabalho necessário, mas também cria valor com o tempo de trabalho excedente, que é apropriado pelo proprietário do capital. Embora o processo de venda da força de trabalho por um salário apareça como um intercâmbio entre equivalentes, o valor que o trabalhador pode produzir durante o tempo em que trabalha para aquele que o contrata é um valor superior àquele pelo qual vende suas capacidades. Assinale a alternativa que define essa proposição. A) Mais-valia. B) Modo de produção. C) Materialismo histórico. D) Trabalho concreto. 5. (Ufu 2015) Quando aborda o carnaval de Salvador/BA, Fátima Teles afirma que este festejo: Foi incorporado à onda neoliberal do capital fetiche e ficou restrito às classes privilegiadas que abandonaram os cordões e fecharam-se nos luxos dos camarotes ou nos blocos, cordões fechados por compra de abadás. Portanto hoje, atrás do trio elétrico só não vai a classe menos favorecida, a classe que vive de salário suado e só vai atrás do trio elétrico quem pode pagar caro, uma minoria que concentra renda de alguma forma. (...) A festa já não é mais popular, mas é a festa de uma minoria privilegiada. Olhando para o carnaval de Salvador lembramos do compositor baiano Gilberto Gil quando ele canta “ó mundo tão desigual, tudo é tão desigual, de um lado esse carnaval, de outro a fome total...” Fátima Teles. A mercantilização do carnaval soteropolitano. Disponível em: <http://www.vermelho.org.br/noticia/258814-11>. Acesso em: 22 fev. 2015. Implícitas no fragmento acima estão várias categorias marxianas utilizadas, neste caso, para a interpretação das transformações ocorridas em umas das mais importantes festas populares do país. Assim, é correto afirmar que: A) Abadás e camarotes, exclusividades de uma elite, são portadores de uma aura mágica a quem se confere poderes especiais e destacada como desencantamento do mundo. B) O carnaval foi mergulhado nas águas gélidas do cálculo egoísta, vendo extraídos seus conteúdos e naturezas mais autênticos, mas sendo finalmente democratizado. C) Quando mercantilizado, o carnaval perde seu caráter público e se privatiza, produzindo um acesso seletivo e dependente mais do marcador racial do que classista. D) Tal como revelara Marx, o capitalismo traz consigo a tendência de mercantilizar as relações sociais. Ao que tudo indica, o carnaval também se transformou numa mercadoria. 3 RESOLUÇÕES Resposta da questão 1: [A] A sociedade capitalista não é a fase final da história da humanidade. Pelo contrário, na visão marxista, ela apresenta contradições que, cedo ou tarde, poderão leva-la ao declínio. Resposta da questão 2: [B] A alternativa [B] está incorreta, pois inverte a argumentação marxista. Segundo Marx, as formas de pensamento e consciência da sociedade são formadas como resultado das relações materiais de produção e não o inverso. Resposta da questão 3: [C] Questão difícil, pois trata de um conceito bem específico de Marx. Quando o trabalhador é obrigado a trabalhar por mais tempo, aumenta a mais-valia absoluta. No entanto, quando, em um mesmo período de tempo, o trabalhador produz mais, o que se está aumentando é a mais-valia relativa. Observação: a presente questão apresenta uma incorreção. Por rigor conceitual, o correto é dizer que a mais-valia relativa corresponde àquela proporcionada por inovações tecnológicas e mudanças no processo de produção, e não pela intensificação do ritmo de trabalho. No entanto, para fins didáticos, é bastante comum uma simplificação dessa análise, considerando que toda redução do tempo de trabalho produz mais-valia relativa. Resposta da questão 4: [A] A diferença entre o que foi produzido pelo trabalhador e os custos de produção corresponde à mais-valia. Compreendê-la consiste em um passo fundamental para perceber o processo de exploração do trabalhador. Resposta da questão 5: [D] A alternativa [D] é a única correta e de acordo com a abordagem marxista.O carnaval, ainda que seja uma festa popular, foi apropriado pelo capitalismo e foi tornado mercadoria. A existência de abadás e camarotes exemplifica essa apropriação: somente quem pode pagar tem acesso ao setor central dessa festa.