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MATERIAL DE APOIO - Literatura - Wagner Luís-213-214

Conjunto de questões de fixação (múltipla escolha) sobre João Cabral de Melo Neto: identificação de Morte e Vida Severina, características de sua poesia, a relação entre linguagem e tema segundo o autor e comparação com Carlos Drummond a partir de trechos citados.

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MUDE SUA VIDA! 
5 
 
FIXAÇÃO 
1. Morte e vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, identifica-se como: 
a) uma obra que, refletindo inovações e experimentações linguísticas do autor, torna 
tênues as barreiras entre a prosa e poesia. 
b) um auto que explora a temática do nascimento como signo do ressurgir da esperança. 
c) um auto de Natal que rememora a visita dos reis Magos e pastores ao Deus Menino. 
d) um poema que encerra uma síntese das propostas vanguardistas contidas na obra geral 
do autor. 
e) um conto cujo interesse se centraliza na preocupação do autor como problema da seca 
no Nordeste. 
 
2. Assinale a alternativa que contenha a associação correta: 
a) João Cabral de Melo Neto → Poesia intimista, com rimas e métricas. 
b) João Cabral de Melo Neto → Reflexão sobre a criação artística. 
c) João Cabral de Melo Neto → Poema de feitio tradicional, linguagem clássica e 
transparente. 
d) João Cabral de Melo Neto → Romanceiro da Inconfidência, poesia social. 
e) João Cabral de Melo Neto → Os Sertões, prosa regionalista. 
 
3. São características da poesia de João Cabral de Melo Neto: 
a) Corte profundo entre a poesia romântica e a poesia moderna. O poeta criou um novo 
conceito de poesia, que dessacraliza a chamada “poesia profunda”, ou seja, a poesia em 
que predominam os versos de sentimentos ou de abordagem introspectiva. Sua poesia 
é antilírica, presa ao real e direcionada ao intelecto, não às emoções. 
b) Para o poeta, todo o ato de escrever provém da inspiração, fruto de uma investigação 
íntima que privilegia os sentimentos e o lirismo. 
c) O lirismo de João Cabral de Melo Neto, que tem raízes no neossimbolismo, concilia o 
humor com temas do cotidiano, como a infância, a vida, a morte e o amor. 
d) Dada sua farta produção poética, a poesia de João Cabral de Melo Neto costuma ser 
dividida em quatro fases: a fase gauche; a fase social; a fase do “não” e a fase da memória. 
e) João Cabral de Melo Neto integra o grupo de poetas religiosos que se formou no Rio de 
Janeiro entre as décadas de 1930 e 40. Sua poesia é dividida em duas fases: a fase 
transcendental e a fase material. 
 
4. Leia o que disse João Cabral de Melo Neto, poeta pernambucano, sobre a função de seus 
textos: 
"Falo somente com o que falo: a linguagem enxuta, contato denso; Falo somente do que falo: a vida seca, 
áspera e clara do sertão; Falo somente por quem falo: o homem sertanejo sobrevivendo na adversidade e na 
míngua. Falo somente para quem falo: para os que precisam ser alertados para a situação da miséria no 
Nordeste." 
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MUDE SUA VIDA! 
6 
 
Para João Cabral de Melo Neto, no texto literário, 
a) A linguagem do texto deve refletir o tema, e a fala do autor deve denunciar o fato social 
para determinados leitores. 
b) A linguagem do texto não deve ter relação com o tema, e o autor deve ser imparcial para 
que seu texto seja lido. 
c) O escritor deve saber separar a linguagem do tema e a perspectiva pessoal da 
perspectiva do leitor. 
d) A linguagem pode ser separada do tema, e o escritor deve ser o delator do fato social 
para todos os leitores. 
e) A linguagem está além do tema, e o fato social deve ser a proposta do escritor para 
convencer o leitor. 
 
5. (UEPA - PA) 
“(...) Chega mais perto e contempla as 
 [palavras. 
Cada uma tem mil faces secretas sob a face 
 [neutra 
E te pergunta, sem interesse pela resposta, 
Pobre ou terrível, que lhe deres: 
Trouxeste a chave? (...)” 
Carlos Drummond de Andrade. 
Procura da Poesia 
 
“(...) E as vinte palavras recolhidas 
Nas águas salgadas do poeta 
E de que se servirá o poeta 
Na sua máquina útil. 
Vinte palavras sempre as mesmas 
De que conhece o funcionamento 
A evaporação, a densidade 
Menor que a do ar.” 
João Cabral de Melo Neto. 
A lição de Poesia. 
 
As estrofes destacadas revelam que, para Drummond e João Cabral, a criação poética centra-se 
no(a): 
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