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GATTO, John Taylor. Emburrecimento programado: o currículo oculto da escolarização obrigatória. Tradução de Leonardo Araujo. 1. ed. Campinas, SP: Kírion, 2019.
Aprendemos sobre isso nas palavras de John Taylor Gatto em sua obra, publicada em 2019, “Emburrecimento programado: o currículo oculto da escolarização obrigatória”, quando denuncia que a escola tem sido um mecanismo indispensável de subordinação das pessoas à um modelo de sociedade que as condena a ocupar uma posição na pirâmide ilusória de controle social, impedindo-as de enxergar, por meio de uma enxurrada de mitos midiáticos, que é possível promover uma profunda transformação da nação, pela transformação da educação. 
Nesse sentido, para educar os jovens, em um sentido genuíno de viver-com-os-outros e reconhecendo-se como parte de uma comunidade local autossuficiente, pelas mais diversas formas de como pode acontecer, é importante contrapor-se ao pensamento econômico, financeiro, político e social compartilhado, de acúmulo de bens e riquezas, ao reconhecer que,
A economia global não corresponde às necessidades públicas de trabalho significativo, moradia acessível, educação gratificante, assistência médica adequada, meio ambiente limpo, governo honesto e responsável, renovação social e cultural ou simplesmente justiça. Todas as ambições globais são baseadas em uma definição de produtividade e de uma boa vida tão distantes da realidade humana comum que estou convencido de que esteja errada e de que a maioria das pessoas concordaria comigo se pudesse enxergar uma alternativa. Talvez fôssemos capazes de enxergar se nos reapoderássemos de uma filosofia que situa o sentido onde genuinamente se encontra sentido – na família, nos amigos, na passagem das estações, na natureza, em cerimônias e rituais simples, na curiosidade, generosidade, compaixão, em servir aos outros, em uma privacidade e independência dignas, em todas as coisas que custam pouco ou nada e com as quais se constrói verdadeiras famílias, amizades, comunidades – seríamos então, tão auto-suficientes que sequer precisaríamos da “suficiência” material com que nossos “especialistas” globais insistem tanto que nos preocupemos (GATTO, 2019, p. 53).

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