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Velocidade escalar 59 Exercícios de Reforço Exercícios de Aplicação 4. O eco O eco é um fenômeno que ocorre devido à reflexão do som emitido contra um obstáculo, o qual é refletido e volta para o local de emissão. Uma pessoa pode produzir um eco, soltando um grito na direção de uma montanha. Ela ouve o primeiro som emitido e depois de algum tempo ouvirá o segun- do som refletido. Somente será possível distinguir os dois sons se houver uma defasagem de tempo entre eles de pelo menos 0,10 s. O sonar é um aparelho utilizado no casco do navio para medir a profundidade das águas em determina- do local. Ele emite um som e através de um receptor captura o som refletido. Com o tempo medido entre a emissão e a recepção do som, será possível calcular a profundidade local. Uma tática para resolver esse tipo de problema é dividir o tempo total por dois, pois metade dele refere-se à emissão e a outra metade à reflexão. Por exemplo, se no sonar da figura 3, entre o som emitido e o som retornado tiverem passado 6,0 s, então metade (3,0 s) é o tempo de ida, e os outros 3,0 s correspondem ao tempo de retorno. Figura 3. C O N C E IT O g R A F 6,0 s, ela ouve o eco do estampido. Sendo de 340 m/s a velocidade do som no ar, a distân- cia entre a pessoa e o respectivo obstáculo de reflexão é de: a) 4 080 m d) 680 m b) 2 040 m e) 510 m c) 1 020 m 41. Com o objetivo de medir a profundidade no local onde estava ancorado um navio, instalou-se um sonar no seu casco. A velocidade do som na água é de 1 500 m/s. Entre o som emitido e o som refletido (eco), decorreu um intervalo de tempo de 0,80 s. Podemos afirmar que a profundidade local é de: a) 300 m c) 900 m e) 1 500 m b) 600 m d) 1 200 m 39. Próximo de uma montanha uma pessoa dá um grito e quer ouvir o seu eco. Sabe-se que no local o som tem uma velocidade constante de 340 m/s. O menor intervalo de tempo para que ela distinga os dois sons é de 0,10 s. Determine a menor dis- tância entre a pessoa e a montanha. Resolução: Devemos usar apenas metade do tempo dado, pois 0,05 s será o tempo de ida e 0,05 s será o tempo de volta: d = v som · Δt ⇒ d = 340 · 0,05 (m) ⇒ d = 17 m Assim, a menor distância do obstáculo para ouvirmos o nosso próprio eco é de 17 m. 40. Próximo de uma montanha, uma pessoa solta uma bombinha de festa junina. Decorridos 42. Uma pedrinha é abandonada na boca de um poço. Decorridos 2,6 s ouve-se o barulho de seu impacto contra as águas do fundo do poço. Sabe-se que, no local, o som tem uma velocidade de 320 m/s e que a pedra, em sua queda, obte- ve uma velocidade escalar média de 12,8 m/s. Determine a profundidade do poço e o tempo T gasto pela pedrinha em sua queda. Resolução: Há dois modos de resolver o problema. Capítulo 360 d boca do po•o z A P T 1º. modo: Δt 1 = T = intervalo de tempo da queda da pedrinha Δt 2 = intervalo de tempo do retorno do som até a boca do poço d = v · Δt ⇒ Δt = d v • Para a pedrinha: T = Δt 1 = d v m = d 12,8 1 • Para o som: Δt 2 = d v som = d 320 2 O tempo total dos dois eventos é Δt TOT = 2,6 s. Portanto: Δt TOT = Δt 1 + Δt 2 2,6 = d 12,8 + d 320 2,6 = 25d 320 + d 320 ⇒ 2,6 = 26d 320 Resolvendo, temos: d = 32 m Para obtermos o tempo de queda da pedrinha, vamos à equação 1 . T = d 12,8 = 32 12,8 ⇒ T = 2,5 s 2º. modo: Lembrando que: Δt TOT = Δt 1 + Δt 2 ⇒ Δt 2 = Δt TOT – Δt 1 Δt 2 = 2,6 – T 1 vamos usar: d = v · Δt • Para a pedrinha: d = v m · T 2 • Para o som: d = v som · Δt 2 3 Igualando as equações 2 e 3 : v m · T = v som · Δt 2 12,8T = 320 · (2,6 – T) Resolvendo, obtemos: T = 2,5 s Para calcular d, vamos usar a equação 2 : d = v m · T ⇒ d = 2,8 · 2,5 d = 32 m 43. Usando um disparador silencioso, um atirador esportista atira contra um alvo e ouve o barulho do impacto apenas 0,30 s após o disparo. São dados: velocidade do projétil: v p = 640 m/s; velo- cidade do som no ar: v som = 320 m/s. d Determine: a) o tempo decorrido para que o projétil atinja o alvo; b) a distância entre o atirador e o alvo. 44. Uma autoestrada retilínea liga dois locais A e B. Dois amigos Pedro e Paulo combinaram, por tele- fone, o seguinte: Pedro, no instante t 1 , partiria com o seu carro da localidade A e, assim que che- gasse a B, Paulo, que lá se encontrava, partiria imediatamente com o seu carro para a localidade A, ou seja, inverteriam as suas posições. Assim foi feito e Paulo partiu no instante t 2 e chegou ao seu destino no instante t 3 . BA PauloPedro São conhecidas as duas velocidades médias: • do carro de Pedro: 72 km/h; • do carro de Paulo: 108 km/h. Tendo o evento durado 1 min 40 s, determine: a) o intervalo de tempo Δt = t 2 – t 1 ; b) a distância AB. L U Iz A U g U S T O R IB E IR O z A P T Velocidade escalar 61 5. Vazão e velocidade de um líquido numa tubulação Na figura 4 temos um tubo cilíndrico por onde escoa um líquido com velocidade constante de módulo v. Por exemplo, o respectivo tubo pode ser um cano de água. Como definimos no capítulo 1, a vazão do líquido atra- vés da seção S é dada por: ϕ = Δv Δt 1 Podemos relacionar a vazão com a velocidade do fluido e com a área da seção transversal S. Para tanto, vamos considerar a figura 5, em que demarcamos duas seções transversais: S 1 e S 2 . Uma partícula do líquido passa pela seção S 1 no instante t 1 e passa por S 2 no instante t 2 . Nesse intervalo de tempo ela percorreu a distância d, dada por: d = v · Δt Sendo A a área da seção transversal S, o volume é dado por: Δv = A · d ⇒ Δv = A · v · Δt 2 Se substituirmos a equação 2 na equação 1 , teremos: ϕ = A · v · Δt Δt ⇒ ϕ = A · v 3 A equação 3 será muito importante para calcularmos a velocidade de escoamento de um líquido em uma tubulação de vazão conhecida. Equação da continuidade Consideremos uma tubulação onde a seção reta não tem área constante (fig. 6). Inicialmente o tubo era fino e depois ficou mais grosso. O diâmetro aumentou. Vamos admitir que o escoamento do líquido se dê em regime não turbulento. Desse modo, podemos admitir que os tubos se mantêm cheios e a vazão permanece constante. Sendo: ϕ 1 = vazão na seção S 1 ; ϕ 2 = vazão na seção S 2 , temos: ϕ 1 = ϕ 2 4 Sendo, ainda: A 1 = área de S 1 ; A 2 = área de S 2 ; v 1 = velocidade do líquido ao atravessar S 1 ; v 2 = velocidade do líquido ao atravessar S 2 , podemos escrever: ϕ 1 = A 1 · v 1 e também ϕ 2 = A 2 · v 2 Igualando as duas equações: A 1 · v 1 = A 2 · v 2 5 A equação acima é conhecida por equa•‹o da continuidade para um fluido ideal. Ela vale, portanto, para qualquer fluido ideal que escoe por uma tubulação. S v v Figura 4. v d v v S 1 S 2 Figura 5. IL U ST R A ç õ ES : zA PT S 1 S 2 v 1 v 2 Figura 6.