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Potencial elétrico 227 2a. ) As superfícies equipotenciais são ortogonais às linhas de força que representam o campo elétrico e, consequentemente, ortogonais ao vetor campo elétrico E. De fato, se E não fosse perpendicular à superfície equipotencial, ele admitiria uma componente tangen- cial a ela. em consequência, ao se deslocar uma carga puntiforme numa trajetória qualquer sobre a superfície equipotencial, haveria um trabalho elétrico realizado di- ferente de zero, o que contraria a propriedade anterior. Vejamos alguns exemplos de campo elétrico com as respectivas superfícies equipotenciais. No campo elétrico gerado por uma carga puntiforme Q, as linhas de força são semirretas radiais, e as superfícies equi- potenciais formam uma família de superfícies esféricas com centro na carga geradora do campo (fig.19). Exemplo 9 Q linhas de campo superfícies equipotenciais Figura 19. No plano do papel as superfícies esféricas equipotenciais são apenas linhas circulares. As figuras que seguem ilustram diversos exemplos de campos elétricos gerados por duas cargas puntiformes ou outros corpos eletrizados. Observemos em cada uma delas que, em cada intersecção, a linha de força é ortogonal à superfície equipotencial. –Q +Q Figura 20. Linhas de força (linhas cheias) e linhas equipo- tenciais (tracejadas). Campo elétrico gerado por duas car- gas pontuais de mesmo valor absoluto e sinais contrários. +Q +Q Figura 21. Linhas de força (linhas cheias) e equi- potenciais (tracejadas). Campo elétrico gerado por duas cargas pontuais, positivas e iguais. Exemplo 10 Il u St r A ç õ eS : ZA Pt a b linha de campo superfície equipotencial c Figura 18. As linhas de força furam a superfície equipotencial nos pontos a, b e c. As linhas são perpendiculares à superfície. Capítulo 12228 Exercícios de Aplicação 50. A figura representa uma família de linhas de força de um campo elétrico. Em B, o potencial elétrico vale 100 V. A ddp entre A e B é de 30 V, enquanto entre B e C é de 180 V, ambas em módulo. A B C Determine: a) o potencial elétrico em A; b) o potencial elétrico em C; c) a energia potencial adquirida por uma carga elétrica de 2,0 μC colocada em B. Resolução: No sentido da linha de força, o potencial é decrescente e, portanto: V A > V B > V C a) |V A – V B | = 30 volts Sendo V A > V B , vem: V A – V B = 30 volts Como V B = 100 V, temos: V A – 100 = 30 V A = 130 V b) |V B – V C | = 180 volts Sendo V B > V C , vem: V B – V C = 180 Como V B = 100 V, temos: 100 – V C = 180 V C = –80 V c) A energia potencial de uma carga q em B é dada por: E pot = q ∙ V B E pot = 2,0 ∙ 10-6 ∙ 100 E pot = 2,0 ∙ 10–4 J BC A D +40 V +30 V +25 V a) Uma carga elétrica pontual q = 1,0 mC é trazida de A para B. Determine o trabalho da força elétrica. Ele depende da forma da traje- tória? b) Se a carga anterior fosse levada de A para C sobre a superfície equipotencial, qual seria o trabalho da força elétrica? 52. Na figura estão representadas duas pequenas esferas P e S e suas linhas equipotenciais com os valores de potencial demarcados na própria linha. P S D B C A –250 V –100 V +250 V +100 V Determine: a) o sinal das cargas das esferas P e S; b) o potencial dos pontos A, B, C e D na inter- secção das linhas. 53. Quando abandonamos uma carga elétrica em repouso numa região onde há campo elétrico, ela se desloca espontaneamente sob a ação exclusiva da força elétrica. Com relação ao trabalho reali- zado pelo campo, podemos afirmar que: a) será sempre positivo. b) será sempre negativo. c) será sempre nulo. d) será negativo, se a carga abandonada for negativa. e) será nulo, se a carga for abandonada sobre uma linha equipotencial. Il u St r A ç õ eS : ZA Pt 51. Na figura, representam-se as linhas de força (linhas cheias) e as superfícies equipotenciais (linhas tracejadas) de um campo elétrico. Potencial elétrico 229 Exercícios de Reforço 54. (Unifesp-SP) A figura representa a configuração de um campo elétrico gerado por duas partículas carregadas, A e B. B A Assinale a linha da tabela que apresenta as indicações corretas para as convenções gráficas que ainda não estão apresentadas nessa figura (círculos A e B) e para explicar as que já estão apresentadas (linhas cheias e tracejadas). carga da partícula A carga da partícula B linhas cheias com setas linhas tracejadas a) (+) (+) linha de força superfície equipotencial b) (+) (–) superfície equipotencial linha de força c) (–) (–) linha de força superfície equipotencial d) (–) (+) superfície equipotencial linha de força e) (+) (–) linha de força superfície equipotencial 55. Considere o corpo eletrizado da figura, seu campo elétrico, suas linhas de força e equipotenciais (tracejadas). a) Qual é a diferença de potencial entre A e C? b) Calcule o trabalho da força elétrica para levar de A até B uma carga de 1,0 nC. C B 5 V 3 V A 9. Potencial de um condutor esférico Vamos imaginar um corpo esférico condutor, uniformemente eletrizado com carga total igual a Q. Como sabemos, as cargas distribuem-se, de forma simétrica, pela super- fície do corpo, o qual pode ser oco ou maciço. A primeira propriedade desse corpo eletrizado a ressaltar é que ele é equipotencial, isto é, todos os seus pontos têm o mesmo potencial. A segunda propriedade já é nossa conhecida: para calcular o potencial que a esfera cria em um ponto P, externo a ela, podemos imaginar que toda a sua carga elétrica Q esteja concentrada no seu centro. essa propriedade somente se verifica para o caso de distribuição simétrica da carga elétrica. Desse modo, a esfera deve ser constituída por um elemento condutor, como o metal. ela vale tanto para uma simples casca esférica como para um condutor maciço, em que as cargas elétricas se alojam na sua superfície. resumindo, é como se a esfera eletrizada fosse uma carga elétrica puntiforme situada na mesma posição do seu centro geométrico. Vale a equação: V P = K · Q d 1 (para um ponto externo) Observemos que a distância que aparece na equação deve ser medida desde o ponto P até o centro da esfera, onde “se encontram” as cargas elétricas concentradas. Potencial na superfície da esfera Para o cálculo do potencial nos pontos de sua superfície, basta usar d = r, em que R é o raio da esfera, na equação 1 e teremos: V sup = K · Q r 2 (para um ponto da superfície) + + + + ++ + + d P Figura 22. Il u St r A ç õ eS : ZA Pt