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Refração da luz 287 R R' i i' r r l 1 N 1 l 2 N 2 n 2 n 1 n 3 S 1 S 2 (i – r) e d d B A Figura 35. A aplicação da Lei de Snell-Descartes, nas superfícies S 1 e S 2 , fornece: n 1 · sen i = n 2 · sen r n 2 · sen r = n 3 · sen i' Observe que, se n 1 = n 3 , i = i'. Isso significa que, se os meios extremos são idênticos, os raios emergente R' e incidente R são paralelos (fig. 35). Nessa última situação o raio que incide na lâmina não sofre des- vio angular e sim desvio lateral d, conforme mostra a figura 35. Determinação do desvio lateral d Consideremos a figura 35. No triângulo I 1 I 2 b, temos: sen (i – r) = d I 1 I 2 ⇒ I 1 I 2 = d sen (i – r) 1 E do triângulo I 1 I 2 A, vem: cos r = I 1 A I 1 I 2 Mas I 1 A é a espessura da lâmina que indicamos por e. Assim, resulta: cos r = e I 1 I 2 ⇒ I 1 I 2 = e cos r 2 De 1 e 2 , eliminamos I 1 I 2 e tiramos o desvio lateral d: d sen (i – r) = e cos r ⇒ d = e · sen (i – r) cos r 3 Exercícios de Aplicação 52. Na figura temos uma lâmina de faces paralelas na qual incide um raio de luz monocromática, sendo RI o raio incidente e RE o raio emergente da lâmina. d) se n 3 > n 2 , então o ângulo de emergência r 3 será maior que o de refração r 2 . e) são sempre iguais os ângulos de incidência i 1 e de emergência r 3 . 53. Uma lâmina de material transparente que apre- senta índice de refração n 2 = 3 e espessura e = 12 cm, está imersa no ar, o meio 1 , cujo índice de refração vale 1,0. Um raio de luz de cor vermelha incide na primeira face da lâmina sob ângulo de incidência i = 60°. RI i r i RE N 1 N 2 1 2 3 RI i 1 N 1 N 2 r 2 r 3 RE 1 2 3 Sendo n 1 , n 2 e n 3 os respectivos índices de refra- ção nos meios 1 , 2 e 3 , então: a) RI é sempre paralelo a RE. b) o ângulo de refração r 2 é sempre menor que o de incidência i 1 . c) se n 1 = n 3 , então os raios RI e RE serão para- lelos. IL u ST r A ç õ ES : zA PT Capítulo 11288 Determine: a) o ângulo de refração r, no meio 2 ; b) o desvio lateral do raio incidente. Resolução: a) Usemos a Lei de Snell-Descartes no dioptro 1 , 2 : n 1 · sen i = n 2 · sen r 1,0 · sen 60° = 3 · sen r 1,0 · 3 2 = 3 · sen r sen r = 1 2 ⇒ r = 30° b) O desvio lateral da luz é calculado pela equa- ção 3 deduzida anteriormente: d = e · sen (i – r) cos r d = 12 · sen (60° – 30°) cos 30° = 12 · sen 30° cos 30° Temos: sen 30° = 1 2 e também cos 30° = 3 2 Substituindo esses valores, temos: d = 12 · 1 2 3 2 = 12 · 3 3 ⇒ d = 4 3 cm 55. Um raio luminoso incide numa lâmina de faces paralelas de índice de refração 3, conforme indica a figura. Determine o desvio lateral d sofrido pelo raio ao atravessar a lâmina. (Dados: espessura da lâmina = 3,0 cm; índice de refração do ar = 1.) i = 60° ar ar 54. (U. E. Londrina-PR) Um raio de luz r atravessa uma lâmina de faces paralelas, sendo parcialmen- te refletido nas duas faces. A lâmina está imersa no ar. normal normal r γ α β δ θ Considerando os ângulos indicados no esquema, o ângulo θ é igual a: a) γ + δ d) 90° – β b) 90° – δ e) 90° – α c) 90° – γ 56. Um ponto objeto real P está situado na superfície S 1 de uma lâmina de faces paralelas, de espessura 3,0 cm e índice de refração 1,5. Seja P ' a imagem de P conjugada pela lâmina. Determine a distân- cia de P ' até a superfície S 2 da lâmina. O índice de refração do ar é 1,0. S 1 P S 2 Resolução: O ponto objeto P está no vidro e, portanto, temos: n = 1,5; n' = 1,0; d = 3,0 cm. S 1 P N P' S 2 d = 3,0 cm d' De n d = n' d' , vem: 1,5 3,0 = 1,0 d' d' = 2,0 cm IL u ST r A ç õ ES : zA PT Refração da luz 289 Exercícios de Reforço 57. (Mackenzie-SP) Tem-se uma lâmina de faces paralelas, de espessura L, feita de material homo- gêneo, transparente e isótropo, possuindo índice de refração maior do que o do meio que a envol- ve. O esquema que melhor representa a trajetória de um raio luminoso que incide na lâmina é: a) 59. (UF-PI) Observa-se que um laser incide em uma placa de faces planas e paralelas cuja espessura é 10,0 cm, formando um ângulo de 60° com a nor- mal. O material da placa possui índice de refração 3 . Considerando que a placa está imersa no ar, o deslocamento do raio emergente, em centíme- tros, é de aproximadamente: a) 8,0 b) 5,7 c) 4,3 d) 3,3 e) 1,5 60. Uma lâmina de vidro de faces paralelas tem espessura de 1,5 cm e índice de refração 1,5. Um ponto luminoso P encontra-se a 2,0 cm da face S 1 da lâmina, conforme a figura. Seja P ' a imagem de P conjugada pela lâmina. S 1 ar ar P S 2 Sendo 1,0 o índice de refração do ar, então a distância entre a imagem P ' e a superfície S 2 da face é: a) 1,5 cm c) 4,5 cm e) 6,0 cm b) 3,0 cm d) 5,5 cm 61. Na figura temos uma lâmina de vidro de faces paralelas imersa no ar, tendo a sua face inferior espelhada internamente. Um raio luminoso de luz monocromática propaga-se no ar e incide em uma das faces da lâmina, segundo um ângulo α e refrata-se segundo um ângulo β. O raio refratado incide na face inferior de onde é refletido. Este raio refletido é novamente refratado na face não espelhada, voltando a propagar-se no ar. Sendo n ar e n vidro , respectivamente, os índices de refração da luz no ar e no vidro, os ângulos α, β, δ, ρ, e θ, indicados na figura, obedecem à equação de Snell-Descartes ou a propriedades geométricas. espelho plano ar vidro α β ρ δ θ b) c) d) e) 58. (UF-MT) Um raio (R) de luz atravessa uma lâmina de vidro de faces paralelas (L). A relação entre os ângulos X e Y (para qualquer valor de X ) é: ar ar R X Y a) X = Y d) X = 180° – Y b) X = 90° + Y e) X = 180° + Y c) X = 90° – Y IL u ST r A ç õ ES : zA PT