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164 UNIDADE 1 | CINEMÁTICA Apesar de todos esses dispositivos, condições meteorológicas adversas podem surgir durante um voo, exigindo eficiência de todos esses aparelhos e perícia do comandante. Suponha que logo após uma decolagem a cabine de comando de um grande avião de passagei- ros receba a informação de que um forte vento com velocidade de arrastamento (v &arr) com intensi- dade constante igual a 72 km/h soprará horizontalmente durante toda a viagem no sentido de oeste para leste. Admita que a velocidade do avião em rela- ção ao ar sem vento (v &rel) tenha intensidade constante de 650 km/h e que o voo tenha sido planejado para ocorrer horizontalmente no sentido de sul para norte ao longo de 1 292 km. Para seguir a rota planejada, o piloto deverá aproar o avião entre noroeste e norte de modo que a velocidade resultante da aeronave, medi- da em relação ao solo, seja horizontal com sen- tido de sul para norte. Isso significa que a equipe de comando terá que providenciar uma composição entre movi- mento relativo da aeronave e o movimento de arrastamento imposto pelo vento. Veja o esquema ao lado. A partir da situação proposta, desprezando-se os intervalos de tempo gastos no taxiamento em solo, decolagem e pouso, como seria feito o cál- culo da duração total do voo? (I) Aplicando-se o Teorema de Pitágoras, de- ve-se calcular de início a intensidade da velocidade resultante (v &R) do avião. v2rel 5 v 2 R 1 v 2 arr ⇒ (650) 2 5 v2R 1 (72) 2 Da qual: vR 5 646 km/h (II) Agora, tendo-se em conta que o movimento resultante é uniforme, calcula-se a duração total do voo. v s t 646 1292 tR ⇒5 D D 5 D De onde se obtém: Dt 5 2,0 h É importante observar que, conhecidos os lados do triângulo retângulo destacado no esquema (vrel, varr e vR), pode-se determinar por meio de funções trigonométricas o valor do ângulo u entre o eixo da fuse- lagem do avião e a direção sul-norte. Apresente, pelo menos, duas dessas funções. Tente responder: se a intensidade da velocidade de arrastamento imposta vento (v &arr) aumentar, o que deverá ocorrer com a intensidade da velocidade do avião em relação ao ar sem vento (v &rel) e com o ângulo u formado entre essa velocidade e a direção sul-norte para que a velocidade resultante do avião em relação ao solo ( Rv ) não se modifique? Decolagem para voo em linha reta com intenso vento lateral. x y N S vento SO SE NO NE O L v rel v rel v r arr O LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO LO L ar v a vvv B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra O la s e r/ E + /G e tt y I m a g e s 1CONECTEFIS_MERC18Sa_U1_Top4_p130a176.indd 164 8/9/18 8:50 AM 165TÓPICO 4 | VETORES E CINEMÁTICA VETORIAL Gotas d’água mais velozes que o caminhão? Nesta fotografia aparecem as rodas de um caminhão de grande por- te trafegando em uma pista molhada. As gotas d’água que se desprendem dos pontos mais altos dos pneus têm, em relação ao solo, velocidade equivalente ao dobro da do caminhão. Se o veículo estiver trafegando com velocidade de intensidade 100 km/h, por exemplo, estará lançando gotas d’água a partir dos pontos mais altos dos pneus com velocidade de intensidade 200 km/h. Essas gotas, depois de realizarem trajetórias parabólicas, vão molhar partes do caminhão localizadas à frente das respectivas rodas. JÁ PENSOU NISTO? A C B velocidade nula 2v v Z o ra n M ili ch /G ru p o K e y s to n e B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra Nível 1Exercícios 71. Um barco motorizado desce um rio deslocan- do-se de um porto A até um porto B, distante 36 km, em 0,90 h. Em seguida, esse mesmo barco sobe o rio deslocando-se do porto B até o porto A em 1,2 h. Sendo vB a intensidade da velocidade do barco em relação às águas e vC a intensidade da velocidade das águas em relação às margens, calcule vB e vC. Resolução: O barco desce o rio: A D B v B v C v v D t v v 36 km 0,90 hB C v vB Cv v 1 B Cv vB Cv v⇒1 5v v1 5v vB C1 5v vB C1 5v v1 5B C D 1 5v v1 5v vB C1 5v vB C1 5v v1 5B C vB 1 vC 5 40 (km/h) (I) E.R. O barco sobe o rio: A D B v B v C v v D t v v 36 km 1,2 hB C v vB Cv v 2 B Cv vB Cv v⇒2 5v v2 5v v D 2 5v v2 5v v vB 1 vC 5 30 km/h (II) Fazendo (I) 1 (II), vem: 2 vB 5 70 [ vB 5 35 km/h De (I) ou (II), obtemos: vC 5 5,0 km/h B a n c o d e i m a g e n s / A rq u iv o d a e d it o ra B a n c o d e i m a g e n s / A rq u iv o d a e d it o ra 1CONECTEFIS_MERC18Sa_U1_Top4_p130a176.indd 165 8/9/18 8:50 AM 166 UNIDADE 1 | CINEMÁTICA 72. Considere um rio cujas águas correm com velo- cidade de intensidade 3,0 km/h em relação às margens. Um barco desce esse rio, deslocando- -se de um porto A até um porto B em 1,2 h. Em seguida, esse mesmo barco sobe o rio, deslocan- do-se do porto B até o porto A em 1,8 h. Sendo vB a intensidade da velocidade do barco em relação às águas e D a distância entre os portos A e B, calcule vB e D. 73. Um artista de cinema, ao gravar uma das cenas de um filme de aventura, vai de um extremo ao outro de um vagão de um trem, que se move em trilhos retilíneos com velocidade constante de 36 km/h, gastando 20 s. Sabendo que o vagão tem comprimento de 30 m e que o artista se move no mesmo sentido do movimento do trem, calcule: a) a intensidade da velocidade do artista em re- lação ao trem; b) o intervalo de tempo necessário para que o artista percorra 230 m em relação ao solo. 74. Ao fazer um voo entre duas cidades, um ul- traleve é posicionado por seu piloto de Sul para Norte. O motor impulsiona a aeronave com velocidade constante de módulo igual a 100 km/h. Durante o trajeto, passa a so- prar um vento de velocidade 100 km/h, de Oeste para Leste. Se o piloto não mudar as condições iniciais do movimento do ultraleve, qual será a nova velocidade desse aparelho em relação à Terra, em módulo, direção e sentido? Resolução: A velocidade que o ultraleve passa a ter, em relação à Terra, é dada pela soma vetorial a seguir: vres u O N NENO S SO SE L v arr v rel em que: v &rel é a velocidade do ultraleve em relação ao ar (100 km/h); E.R. v arr é a velocidade do ar em relação à Terra (100 km/h); v &res é a velocidade do ultraleve em relação à Terra. Dessa forma, aplicando o Teorema de Pitá- goras, temos: v2res 5 v 2 rel 1 v 2 arr v2res 5 100 2 1 1002 [ vres > 141 km/h O ângulo u da figura, cujo valor é igual a 45°, já que vrel 5 varr, define a direção da veloci- dade v &res. Na rosa dos ventos, notamos que a orientação de v &res é de Sudoeste (SO) para Nordeste (NE). 75. Uma pessoa deseja atravessar um rio cujas águas correm com velocidade constante de 6,0 m/s em relação às margens. Para tanto, usa um barco provido de motor de popa capaz de impulsionar a embarcação com uma velocidade constante de módulo igual a 8,0 m/s em relação às águas. Se o barco é pilotado perpendicularmente às mar- gens, e mantendo-se o leme nessa direção, sua velocidade em relação à Terra será: a) 2,0 m/s. b) 6,0 m/s. c) 8,0 m/s. d) 10,0 m/s. e) 14,0 m/s. 76. (UFMT) Um homem tem velocidade, relativa a uma esteira, de módulo 1,5 m/s e direção perpendicular à da velocidade de arrastamento da esteira. A lar- gura da esteira é de 3,0 m e sua velocidade de arrastamento, em relação ao solo, tem módulo igual a 2,0 m/s. Calcule: a) o módulo da velocidade da pessoa em relação ao solo; b) a distância percorrida pela pessoa, em relação ao solo, ao atravessar a esteira. 77. (UPM-SP) Um passageiro em um trem, quese move para sua direita em movimento retilíneo e uniforme, observa a chuva através da janela. Não há ventos e as gotas de chuva já atingiram sua velocidade-limite. O aspecto da chuva observado pelo passageiro é: a) b) c) d) e) janela janela janela janela janela B a n c o d e i m a g e n s / A rq u iv o d a e d it o ra R e p ro d u ç ã o /A rq u iv o d a e d it o ra 1CONECTEFIS_MERC18Sa_U1_Top4_p130a176.indd 166 8/9/18 8:50 AM