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e) Ambas as formas encontram-se na voz ativa e não aceitam ser transpostas para a voz passiva. Comentários: Em semântica dos modos verbais, vimos que o modo Indicativo exprime, em geral, um fato certo, real. O Subjuntivo, um fato possível, provável. E o imperativo, ordem, convite, pedido, súplica. Em produzem, temos a forma do Indicativo e em produzam, Subjuntivo, o que faz que o sentido não seja o mesmo pela teoria exposta sobre a semântica dos modos verbais. Com isso, eliminamos as opções A, C e D. Na opção E, é incorreta a afirmação, pois os verbos que não admitem transposição de voz ativa para passiva seriam os intransitivos, transitivo indireto e de ligação. Como o verbo produzir, nas frases em que aparece, é transitivo direto, aceita voz passiva. Resposta: B. 8. Não há a devida correlação temporal das formas verbais em: a) Seria conveniente que o time ficasse sem saber quem era o adversário. b) É conveniente que o time ficaria sem saber quem é o adversário. c) Era conveniente que o time ficasse sem saber quem foi o adversário. d) Será conveniente que o time fique sem saber quem é o adversário. e) Foi conveniente que o time ficasse sem saber quem era o adversário. Comentários: Letra A: Seria é verbo ser no futuro do pretérito. Logo, faz todo sentido que o verbo correlato a esse esteja no pretérito imperfeito do subjuntivo (ficasse). Está adequada a correlação semântica entre os tempos verbais. Além disso, observe o verbo ser no final do período (era), que também tem valor semântico de passado (pretérito imperfeito do indicativo). Letra B: o primeiro verbo (é) está no presente do indicativo. Logo, não é coerente utilizar-se um verbo no futuro do pretérito na sequência do período (ficaria). Melhor teria sido dizer: É conveniente que o time fique sem saber quem é o adversário. Letra C: Era é pretérito imperfeito do indicativo. Assim, é semanticamente adequado utilizar-se o imperfeito do subjuntivo (ficasse) e o pretérito perfeito do indicativo (foi) na continuidade da frase. Letra D: o primeiro verbo do período está no futuro do presente (Será). Logo, é coerente utilizar--se o presente do subjuntivo (fique) logo depois. Afinal, o presente do subjuntivo, nessa frase, também apresenta valor semântico de futuro. Letra E: Foi é pretérito perfeito do indicativo. Assim, está correta a forma ficasse (imperfeito do subjuntivo), bem como a construção era (imperfeito do indicativo). Perceba que todas giram em torno do passado. Resposta: B. 9. (TRF da 5ª Região) Não __________ nos surpreender se a minoria econômica dominante _______ de prestar contas a quem mais ____________ Preenche corretamente as lacunas da frase acima a seguinte sequência de formas verbais: a) deveremos – deixou – venha a prejudicar b) devemos – deixa – esteja prejudicando c) deveríamos – deixou – prejudicaria d) deveríamos – deixe – prejudicaria e) devamos – deixasse – prejudicaria Comentários: Na letra A, para manter a ideia de futuro iniciada por deveremos, seria deixar e vier. Na B, repare que todas as formas estão no tempo presente (devemos, deixa e esteja), mantendo correlação entre os tempos verbais. Nas letras C e D, o futuro do pretérito (deveríamos) levaria os verbos, na sequência, ao imperfeito do subjetivo (deixasse, prejudicasse). Na letra E, seguindo a forma devamos (presente do subjuntivo), teríamos deixa, prejudique. Resposta: B. 8.13. QUESTÕES DE CONCURSOS PROPOSTAS (COM GABARITO NO FINAL) Leia o texto a seguir para responder à questão 1. Depois que se tinha fartado de ouro, o mundo teve fome de açúcar, mas o açúcar consumia escravos. O esgotamento das minas – que de resto foi precedido pelo das florestas que forneciam o combustível para os fornos –, a abolição da escravatura e, finalmente, uma procura mundial crescente, orientam São Paulo e o seu porto de Santos para o café. De amarelo, passando pelo branco, o ouro tornou-se negro. Mas, apesar de terem ocorrido essas transformações que tornaram Santos num dos centros do comércio internacional, o local conserva uma beleza secreta; à medida que o barco penetra lentamente por entre as ilhas, experimento aqui o primeiro sobressalto dos trópicos. Estamos encerrados num canal verdejante. Quase podíamos, só com estender a mão, agarrar essas plantas que o Rio ainda mantinha à distância nas suas estufas empoleiradas lá no alto. Aqui se estabelece, num palco mais modesto, o contato com a paisagem. O arrabalde de Santos, uma planície inundada, crivada de lagoas e pântanos, entrecortada por riachos estreitos e canais, cujos contornos são perpetuamente esbatidos por uma bruma nacarada, assemelha-se à própria Terra, emergindo no começo da criação. As plantações de bananeiras que a cobrem são do verde mais jovem e terno que se possa imaginar: mais agudo que o ouro verde dos campos de juta no delta do Bramaputra, com o qual gosto de o associar na minha recordação; mas é que a própria fragilidade do matiz, a sua gracilidade inquieta, comparada com a suntuosidade tranquila da outra, contribuem para criar uma atmosfera primordial. Durante cerca de meia hora, rolamos por entre bananeiras, mais plantas mastodontes do que árvores anãs, com troncos plenos de seiva que terminam numa girândola de folhas elásticas por sobre uma mão de 100 dedos que sai de um enorme lótus castanho e rosado. A seguir, a estrada eleva-se até os 800 metros de altitude, o cume da serra. Como acontece em toda parte nessa costa, escarpas abruptas protegeram dos ataques do homem essa floresta virgem tão rica que para encontrarmos igual a ela teríamos de percorrer vários milhares de quilômetros para norte, junto da bacia amazônica. Enquanto o carro geme em curvas que já nem poderíamos qualificar como “ cabeças de alfinete”, de tal modo se sucedem em espiral, por entre um nevoeiro que imita a alta montanha de outros climas, posso examinar à vontade as árvores e as plantas estendendo-se perante o meu olhar como espécimes de museu. (Adaptado de: Lévi-Strauss, Claude. Tristes Trópicos. Coimbra, Edições 70, 1979, p. 82-3) 1. (TRF3 – Analista Judiciário – FCC – Abril/2016) Mantendo-se a correlação verbal na primeira frase do texto, a substituição de “ Depois que” por “ Caso” acarretará as seguintes mudanças nas formas verbais: a) fartasse − terá − iria consumir b) fartara − tivera − consumira c) teria fartado − teria tido − teria consumido d) tenha fartado − terá − consumirá e) tivesse fartado − teria − consumiria 2. (Eletrobras/Eletrosul – Téc. Seg. Trab. – FCC – Jun./2016 – Adaptada) A preocupação com o planeta levou Abu Dhabi a tirar do papel a cidade sustentável de Masdar. Ao substituir-se a forma “ levou” pela construção “ fez com que”, o segmento sublinhado deverá ser substituído, preservando-se a correlação verbal, por a) tirará. b) tira. c) tirava. d) tirasse. e) tirar. 3. (Copergás/PE – Analista Administrador – FCC – Jul./2016) Está plenamente adequada a correlação entre tempos e modos verbais na frase: Parte II - Morfologia 8 FLEXÃO VERBAL 8.13. QUESTÕES DE CONCURSOS propostas (com gabarito no final)