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Prof.ª Priscila Lima 
 
 
 
Professora Priscila Lima 
 
 
 
RELEVO 
A geomorfologia determina a direção dos ventos e das massas de ar, facilitando ou dificultando a 
passagem de umidade de um local para outro. Por exemplo: a Serra do Mar é uma barreira para a 
expansão da massa Tropical atlântica, que se choca com essa elevação e cria as chuvas de relevo 
(orográfica) no litoral paulista. 
"No Brasil, a disposição longitudinal das serras do centro-sul do país forma um 'corredor' 
que facilita a circulação da Massa Polar Atlântica e dificulta a circulação da Massa 
Tropical Atlântica (...) Não por acaso a vertente da serra do Mar voltada para o Atlântico, 
em São Paulo, apresenta um dos mais elevados índices pluviométricos do Brasil." 
(SENE, Eustáquio de; MOREIRA, João Carlos. Geografia Geral e do Brasil. 6ª Edição. Volume Único. São Paulo: Ática, 2018, 
p.129) 
 
Quando a massa de ar úmida (mais densa) colide com a topografia mais elevada (barlavento) o 
vapor d’água se condensa, provoca a chuva de relevo ou orográfica. Depois, a massa de ar (menos 
densa) consegue passar para o outro lado da encosta (relevo), continuado seu curso sem umidade 
(sotavento). 
 
MASSAS DE AR 
 "A dinâmica das chuvas está associada ao comportamento das massas de ar quentes, 
que representam a circulação dos ventos alísios e contra-alísios" 
(MAGNOLI, Demétrio. Geografia para o ensino médio. 2ª edição, Volume Único São Paulo: Atual, 2012- p. 228) 
O primeiro passo para entendermos os reflexos causados por este fator climático é saber: o que 
são massas de ar? E para isso se lembre: há uma íntima relação entre o que acontece na atmosfera e a 
litosfera/hidrosfera. 
As características da superfície, como temperatura e umidade, são transmitidas ao ar 
sobrejacente, e, é à essa porção de ar com temperatura, umidade e estabilidade específicas que damos o 
nome de massas de ar. Nas palavras de Christopherson (2017): 
Cada área da superfície terrestre transmite suas características de 
temperatura e umidade para o ar sobrejacente. O efeito da superfície da 
localidade sobre o ar cria uma composição homogênea de temperatura, 
umidade e estabilidade que pode se estender pela metade inferior da 
atmosfera. Esse corpo distinto de ar é uma massa de ar e inicialmente reflete 
as características da sua região fonte.” 
Então, resumindo, podemos entender tais massas como um corpo de ar com características 
(inicialmente) referentes à a sua área de formação. E por que inicialmente? Porque conforme uma massa 
 
 
 
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Prof.ª Priscila Lima 
 
 
 
Professora Priscila Lima 
 
 
 
de ar avança, seus atributos físicos se modificam e lentamente adquirem a temperatura e a umidade das 
novas “localizações” – e claro, quanto maior o tempo de permanência sobre uma região, mais definidas 
são suas características. 
"[as massas de ar] Ao se formarem, adquirem as características (umidade, pressão e 
temperatura) da área de origem. Ao se deslocarem vão perdendo as características 
originais e sofrente influência dos climas e tempos locais" 
(TERRA, Lígia, GUIMARÃES, Raul Borges e ARAÚJO, Regina. Conexões: estudos de geografia do Brasil. 1ª edição. Moderna, 
2010, p. 166) 
Segundo SENE (2018), podemos distinguir as massas da seguinte forma: 
▪ Oceânicas: úmidas; 
▪ Continentais: tradicionalmente secas, mas há exceções em áreas de floresta (elevada 
evapotranspiração); 
▪ Tropicais e equatoriais: quentes; 
▪ Temperadas e polares: frias 
 
Atenção: não confunda massas de ar com ventos! Vento é o ar em movimento, graças ao 
gradiente de pressão. 
BRASIL 
"No Brasil tropical, dominam massas de ar quentes" 
(MAGNOLI, Demétrio. Geografia para o ensino médio. 2ª edição, Volume Único São Paulo: Atual, 2012- p. 228 - grifos nossos) 
Observe a distribuição das massas de ar pelo território brasileiro, de acordo com a estação do ano: 
 
Imagem 11: Massas de ar - Brasil 
 
 
 
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Professora Priscila Lima 
 
 
 
Massas Equatoriais (surgem próximo à Linha do Equador): 
• mEa: quente e úmida (sobre o oceano) – maior ação no Nordeste setentrional 
• mEc: quente e úmida (região com muitos rios) – responsável pelo aquecimento durante o 
verão na maior parte do país – “a rainha do verão” 
 
Massas Tropicais (surgem próximo aos Trópicos): 
• mTa: quente e úmida (sobre o oceano) – atua sobre o litoral oriental brasileiro 
• mTc: quente e seca - maior ação no Sul do país 
 
Massa Polar (Polo Sul: mais intensa; Patagônia: menor intensa) 
• mPa: fria e úmida – responsável pelo fenômeno “friagem” no Norte do país e pelas chuvas 
de inverno no litoral oriental do Nordeste 
• 
 
Como você deve ter percebido, as massas de ar apresentam diferentes comportamentos a 
depender da estação do ano, ou seja, massas frias ganham mais força durante o inverno (que é a 
estação mais fria), enquanto as massas quentes se expandem mais durante o verão. Essa dinâmica 
cria fenômenos específico, por exemplo: a friagem e as chuvas de inverno no litoral oriental 
nordestino, observe: 
 
 
 
 
 
AUMENTO DE CHUVAS NO 
LITORAL ORIENTAL DO 
NORDESTE 
O relevo favorece que a 
massa Polar atlântica atinja 
a porção ocidental da 
Amazônia, em especial o 
Acre, Rondônia e o sul do 
Amazonas, reduzindo as 
temperaturas 
FRIAGEM 
O relevo que dificulta a 
“entrada” da massa Polar 
atlântica no interior do país, 
faz com que ela chegue até o 
litoral oriental nordestino, 
com isso, ao se chocar com a 
mTa, gera invernos úmidos 
na região 
Imagem 12: Reflexos da mPa no inverno - Friagem e Chuva no Litoral Oriental do Nordeste

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