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37 Prof.ª Priscila Lima Professora Priscila Lima Assim como no caso da Amazônia, Ab’Sáber inicia suas reflexões sobre o Cerrado com uma denominação mais complexa: Domínio dos Chapadões recobertos por Cerrados e Penetrados por Florestas-Galeria, ou seja, já podemos destacar aqui o predomínio dos planaltos, mas com ausência de mamelonização e destaque de plainos de erosão (resumindo: não temos serras, mas sim chapadas ) A estrutura do relevo também é um dos condicionantes que caracterizaram o solo de tal porção como pouco férteis, predominando os latossolos. Essa realidade se deve à lixiviação, que tornou tal solo mais profundo e aluminotóxico, entretanto, existem enclaves “de matas em manchas de solos ricos ou em áreas localizadas de nascentes ou olhos d’água perene”. (AB’SÁBER, 2003, p. 18). Aqui é importante fazermos uma reflexão: apesar de se tratar de um solo pobre, as condições topográficas (relevos planos) e climáticas são grandes atrativos para a agricultura mecanizada, que se tornou possível após avanços típicos da Revolução Verde (em especial para o avanço da soja que contou, além da calagem no solo, também com a tropicalização da semente). Sob essas condições, encontramos o clima tropical típico, ou seja, verões quentes e úmidos enquanto os invernos são secos. Assim, o regime dos rios também é influenciado, e “durante o período seco, que ocorre no meio do ano, alguns cursos d’água principais e secundários emagrecem ou desaparecem” (AB’SÁBER, 2003, p. 36). Nessa perspectiva, a vegetação de tal domínio é marcada por sua complexidade que conforme a concentração de água, a vegetação será mais ou menos densa, sendo classificada em campo limpo, campo sujo, campo cerrado, cerrado e cerradão., além das formações florestais. As características climáticas e, principalmente, pedológicas, criam um cenário de pseudoxeromorfismo CAATINGA Resumindo “Relevo de extensos planaltos, chapadas sedimentares e depressões; clima tropical alternadamente úmido e seco; vegetação de cerrado; solos ácidos que necessitam de correção para a agricultura em expansão. Tem sido devastado para atividades como a pecuária, constituindo em uma nova fronteira agrícola. Região Centro-Oeste, sul do Maranhão, oeste da Bahia e de Minas Gerais , sul de Rondônia.” (TERRA, Lígia, GUIMARÃES, Raul Borges e ARAÚJO, Regina. Conexões: estudos de geografia do Brasil. 1ª edição. Moderna, 2010) 38 Prof.ª Priscila Lima Professora Priscila Lima Trata-se de uma região semiárida subequatorial e tropical, também chamada de Domínio das Depressões Interplanálticas semiáridas do Nordeste, o que mostra o predomínio de relevos depressivos, mas com destaque, também, para planaltos, como o da Borborema. Uma das grandes características desse domínio é o clima, classificado como semiárido, que apresenta elevadas temperaturas e baixos índices pluviométricos, que se caracterizam também pela concentração de chuvas em poucos períodos/meses do ano. A baixa pluviosidade interfere também na pedologia, afinal trata-se de uma porção c om fraca decomposição de rocha, levando a constituição de um solos rasos, que apesar de forte concentração mineral, apresenta baixa concentração orgânica. Tais características criam um cenário propício às plantas classificadas como xeromórficas, e nesse caso, extremamente ligadas aos padrões climáticos. E as diferenças entre a Caatinga e o Cerrado? “Pode-se afirmar que é nos suportes ecológicos da dinâmica dos lençóis d’água subsuperficiais que reside a grande diferença entre os ecossistemas de cerrados e os de caatinga. Portanto, os fatores básicos estão relacionados sempre com questão da posição e do volume d’água existente logo abaixo da superfície durante a estação seca. Enquanto nas caatingas o lençol d’água fica abaixo do nível dos talvegues, existe água permanentemente disponível, nos cerrados, para vegetais de raízes longas e pivotantes.” (AB’SÁBER, Aziz N. Domínios de natureza no Brasil, potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê Editorial 2003, p. 36) ARAUCÁRIAS Resumindo “Planaltos (Bacia do Parnaíba e da Borborema) e depressões (Sertaneja e do São Francisco). Clima semiárido (predominante). Vegetação de Caatinga nas áreas mais baixas e matas nas áreas de maior altitude. Solos pobres em matéria orgânica e pedregosos. Sertão nordestino e norte de Minas Gerais. O Rio São Francisco atravessa esse domínio, possibilitando aproveitamento hidrelétrico e projetos de irrigação para a produção de frutas (melão, manga, goiaba, uva), além do extrativismo vegetal (sisal, piaçava) e da pecuária. Áreas com risco de desertificação.” (TERRA, Lígia, GUIMARÃES, Raul Borges e ARAÚJO, Regina. Conexões: estudos de geografia do Brasil. 1ª edição. Moderna, 2010) 39 Prof.ª Priscila Lima Professora Priscila Lima Trata-se de uma região marcada pelo clima subtropical úmido com invernos brandos, especialmente por seu relevo predominante: planaltos de altitudes médias. Entretanto, além de tal característica, é necessário destacar a ação da massa polar atlântica na redução das temperaturas. Além da temperatura, o clima de tal domínio se caracteriza por “precipitações relativamente bem distribuídas por todo o ano”, e, isso influencia em outro ponto importante: o predomínio de rios perenes. PRADARIAS Esse domínio brasileiro também se encontra sob o clima subtropical, entretanto se estende sobre as coxilhas, favorecendo um padrão meândrico aos seus rios que, no geral, apresentam pouco volume de água. Além dessas características, destacamos os terrenos sedimentares de diferentes idades e a vegetação predominantemente herbácea. Tais características propiciam a formação de extensos areais, em especial no Sudoeste gaúcho. Resumindo “Planaltos arenito-basálticos da Bacia do Paraná; clima subtropical; aparece a Mata de Araucárias ou Mata dos Pinhais, que se encontra quase totalmente devastada pela ocupação agrícola (café, soja) e exploração de madeira. Aparecem manchas de terra roxa, no Paraná. Ocupa regiões de médias altitudes da Região Sul” (TERRA, Lígia, GUIMARÃES, Raul Borges e ARAÚJO, Regina. Conexões: estudos de geografia do Brasil. 1ª edição. Moderna, 2010) Resumindo “Predomínio de baixas altitudes com colinas ou ondulações do terreno denominadas coxilhas. Vegetação herbácea. A pecuária extensiva com suas estâncias (fazendas de gado) e a agricultura (arroz, milho, soja, trigo) marcam a presença do ser humano nesse domínio ameaçado pela erosão e pela diminuição da fertilidade dos solos. Situa-se principalmente na porção meridional do estado do Rio Grande do Sul. (TERRA, Lígia, GUIMARÃES, Raul Borges e ARAÚJO, Regina. Conexões: estudos de geografia do Brasil. 1ª edição. Moderna, 2010)