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AULA 2 – FISIOLOGIA HUMANA 13 Prof. Daniel Reis O sistema nervoso periférico autônomo (ou visceral) é composto por nervos e gânglios nervosos responsáveis pelas atividades involuntárias do organismo e, junto com os hormônios, controla a homeostase. Por exemplo, a atividade cardíaca, a atividade secretora de glândulas, os movimentos respiratórios e o peristaltismo são controlados pelo sistema nervoso autônomo. Ele é dividido ainda em dois grupos de nervos: aqueles que estimulam o órgão alvo e aqueles que inibem a atividade do órgão em questão. Temos então o sistema nervoso periférico autônomo simpático e o sistema nervoso periférico autônomo parassimpático. De maneira geral, o sistema nervoso simpático prepara o animal para uma situação de perigo. Assim, ele aumenta a atividade respiratória e cardíaca, dilata as pupilas, joga glicose no sangue, libera adrenalina, desvia o fluxo sanguíneo para músculos e cérebro e inibe a atividade do sistema digestório. O sistema nervoso parassimpático atua de forma inversa ao simpático, diminuindo a atividade cardiopulmonar, estimulando os movimentos peristálticos e fazendo o animal voltar à situação normal com baixo gasto energético. Fig. 7: Sistema nervoso periférico autônomo simpático AULA 2 – FISIOLOGIA HUMANA 14 Prof. Daniel Reis Fig. 8: Sistema nervoso periférico autônomo parassimpático. As glândulas podem ser de três tipos: exócrinas, endócrinas ou mistas. As glândulas endócrinas são aquelas que lançam suas secreções chamadas hormônios na corrente sanguínea, enquanto as glândulas exócrinas lançam suas secreções em cavidades corporais ou para fora do corpo. Glândulas mistas possuem uma porção endócrina e outra exócrina, sendo o pâncreas o único representante no corpo humano. A endocrinologia estuda justamente essas glândulas endócrinas e suas secreções, os hormônios. Hormônios são substâncias presentes em pequena quantidade no nosso corpo, mas que são cruciais para o funcionamento do corpo humano pois atuam como mensageiros químicos. Eles são produzidos e liberados por determinadas células, caem na corrente sanguínea, e vão atuar sobre outras células (células-alvo), modificando o seu funcionamento. Os hormônios só atuarão sobre as células que possuírem receptores específicos para eles. Quimicamente, a maior parte dos hormônios é de natureza proteica, sendo alguns de natureza lipídica como os esteroides. O mecanismo de feedback ou retroalimentação é responsável pela regulação da produção e liberação de muitos hormônios. Como os hormônios atuam sobre outras células, muitas vezes induzindo a produção de outras substâncias, o acúmulo desses produtos na AULA 2 – FISIOLOGIA HUMANA 15 Prof. Daniel Reis circulação faz com que a glândula seja inibida (feedback negativo) e deixe de produzir o hormônio em questão. Por exemplo: a hipófise libera um hormônio chamado tireotrófico que atua sobre a glândula hipófise estimulando a produção dos hormônios T3 e T4. O aumento de T3 e T4 no sangue causa a inibição da liberação de hormônio tireotrófico pela hipófise. Já a diminuição de T3 e T4 no sangue causa o efeito inverso e mais hormônio tireotrófico é liberado. Vamos ver agora quais são as principais glândulas do corpo humano e que hormônios elas produzem. Fig. 9: Localização das principais glândulas endócrinas do ser humano. A hipófise ou pituitária é uma glândula de grande importância no corpo humano pois ela libera hormônios que controlam as atividades de várias outras glândulas. Situada na base do cérebro, se divide em dois lobos. O anterior é a adenoipófise e o posterior é a neuroipófise.