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Prof. Thiago Cardoso 
 
 
 
AULA 03 – ATOMÍSTICA 
 Por isso, o modelo atômico de Bohr funciona melhor para o átomo de hidrogênio e para 
íons monoeletrônicos, ou seja, que possuem um único elétron. São exemplos de íons 
monoeletrônicos: He+, Li2+, Be3+. 
 Nas espécies monoeletrônicas, os subníveis de energia são degenerados. Ou seja, os 
subníveis 2s e 2p do átomo de hidrogênio possuem a mesma energia. 
 
Os postulados de Bohr são bastante sofisticados e seu modelo incorpora aspectos tanto 
da Mecânica Clássica como da Mecânica Quântica. A visão geral do átomo de Bohr está 
ilustrada na Figura 13, em que está ilustrado um único elétron sendo atraído por um núcleo. 
Esse elétron pode ocupar diversos níveis de energia que são representados por números 
inteiros (n = 1, 2, 3…), mas não pode ocupar a região entre eles. 
 
Figura 13: Visão Geral do Átomo de Bohr 
 O primeiro ponto é que Bohr postulou que o elétron não irradiava energia 
constantemente como presumia a Mecânica Clássica. Para Bohr, o elétron só poderia perder 
um determinado quantum de energia que seria necessário para efetivamente mudar entre dois 
níveis de energia. 
 
 
 
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Prof. Thiago Cardoso 
 
 
 
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Figura 14: O átomo de Bohr não entra em colapso 
 Outro ponto é que, se o elétron já estiver no primeiro nível de energia, não existe 
nenhuma região permitida entre esse nível e o núcleo. Portanto, o elétron do primeiro nível não 
pode se aproximar mais do núcleo. As únicas mudanças de nível permitidas são as que 
envolvem os níveis de energia. 
 É por isso que desenhamos os níveis de energia como circunferências concêntricas e 
dizemos que o elétron jamais pode estar no meio de dois níveis. Ou o elétron está exatamente 
no primeiro no primeiro nível ou está exatamente no segundo nível ou está exatamente no 
terceiro nível ou está exatamente no quarto nível, e, assim, por diante. 
 
 
 Os níveis de energia do Modelo Atômico de Bohr funcionam como os degraus de uma 
escada. Imagine que você está parando no primeiro degrau de uma escada. De repente, você 
leva um vento muito fraco que não é forte o suficiente para você cair da escada e chegar ao 
chão. Nesse caso, o que acontecerá? 
 
 
 
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Prof. Thiago Cardoso 
 
 
 
AULA 03 – ATOMÍSTICA 
 
 O que vai acontecer é que você vai continuar parado no primeiro degrau da escada. 
Não existe a possibilidade de você ficar em um estado intermediário entre o primeiro degrau 
e o chão. 
 Ou você está no chão ou você está em algum degrau. 
 Podemos também estender o raciocínio para os demais degraus. Existe o primeiro 
degrau, o segundo degrau, o terceiro degrau e, assim por diante, mas não existe degraus 
intermediários em uma escada. 
 
1.4.1. Modelo Atômico de Sommerfeld 
 O Modelo Atômico de Bohr foi muito bem-sucedido em explicar o comportamento do 
elétron no átomo de hidrogênio. Porém, na tentativa de aplicar o modelo a elementos 
polieletrônicos, os cientistas sempre encontravam grandes discrepâncias entre o modelo e o 
espectro de emissão obtido experimentalmente. 
 Em geral, os átomos polietrônicos apresentavam várias linhas justapostas em suas séries 
espectrais, não somente as linhas isoladas como vimos no átomo de hidrogênio. 
 A fim de explicar essas divergências, Arnold J. W. Sommerfeld, em 1916, interpretou 
essas múltiplas linhas justapostas como a existência de uma subcamada. Sommerfeld propôs 
que um nível de energia n ou camada eletrônica seria formada por exatamente n subníveis, de 
órbitas elípticas de excentridades diferentes. 
 Uma elipse é formada por um eixo maior, de comprimento 2a, e um eixo menor, de 
comprimento 2b.

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