Prévia do material em texto
Introdução: ➔ Primeira cesárea bem sucedida por volta da década de 1950, ➔ Altas taxas de mortalidade materno-fetal, ➔ Saneamento básico, anestesia, antibiótico, medicações e cesárea fizeram as taxas de mortalidade caírem exponencialmente até o ano de 2000. Assistência ao parto normal no Brasil: ➔ Parto hospitalar ➔ Centrado na classe médica. ➔ Utilização de grande aparato tecnológico e farmacológico. ➔ Segundo país no mundo com maior percentual de cesárea (55,6%, chegando a mais de 80% na saúde suplementar. ➔ Taxa de mortalidade materna se mantém estável nos últimos anos ➔ Acima do ideal preconizado pela OMS, ➔ Principais causas: hipertensão, hemorragia e infecção ➔ Problemas: pré-natal inadequado, parto com intervenções desnecessárias, altas taxas de cesárea ➔ Objetivos: melhorar pré natal e assistência ao parto. Recomendações da OMS 2018 ➔ Objetivo: trabalho parto espontâneo, feto saudável e parto eutócico. ➔ Condutas recomendadas: e não recomendadas. Assistência Adequada ao Parto Normal: I. Autonomia da Gestante, II. Medicina baseada em evidências, III. Equipe multiprofissional Bases Assistenciais do Parto: ➔ Preparação inicia-se no pré natal, ➔ Classificação em risco habitual e alto risco, ➔ Plano de parto. Tipos de Parto: 1. Vaginal - Mulher entra em trabalho de parto e o feto saí pelo canal vaginal, 2. Cesárea: - é feita uma incisão no abdome materno➙ histerotomia (incisão do útero), às vezes a mulher entra em trabalho de parto e às vezes não. Parto Vaginal: I. Parto Natural➙ Espontâneo, sem intervenções, sem anestesia. II. Parto Vaginal Operatório➙ Parto que precisa do fórceps ou do vácuo extrator I. Parto Vaginal Espontâneo➙ Mulher entra em trabalho de parto espontaneamente, II. Parto Vaginal Induzido➙ Paciente não entra em trabalho de parto espontâneo, I. Parto Vaginal cefálico➙ Bebe nasce de cabeça para baixa II. Parto vaginal pélvico➙ Bebe nasce com o bumbum. Cesárea ➔ Cesárea Eletiva ➔ Cesárea de Urgência ➔ Cesarea de emergencia Benefícios do Parto Normal: Contraindicações do Parto Normal: ➔ Prolapso de Cordão ↪ Cordão fica a frente da apresentação fetal, ➔ Circular de cordão ↪ Quando o cordão umbilical fica enrolado no pescoço ou em outra parte do corpo do feto e não interfere na vitalidade fetal. Diagnóstico de Trabalho de Parto: ➔ Contrações rítmicas 3 - 4 em 10 minutos + Dilatação e esvaecimento cervical, 3 - 4 cm, fino e medianizado = Trabalho de parto. Admissão da Parturiente: ➔ Equipe multiprofissional treinada, ➔ Avaliação das condições maternas e fetais, ➔ Acompanhamento de escolha nas gestante, ➔ Não usar de rotina: acesso venoso, ocitocina, enemas e tricotomia, ➔ Exames laboratoriais: TS + Coombs indireto, HIV, VDRL, ➔ Amnioscopia ↪ Quando a bolsa ainda esta rota e a paciente tem dilatação. Amnioscopia ➔ Membranas fetais íntegras e colo com dilatação, ➔ Características do LA, ➔ Maturidade fetal e mecônio, - Logo, se o feto está com mecônio será feita uma análise muito melhor da vitalidade fetal, ➔ Complicações: sangramento, rotura de membranas e trauma fetal. Fases Clínicas do Trabalho de Parto: 1. Dilatação ↪ Fase ativa do Trabalho de Parto, 2. Expulsão ↪ Expulsão e nascimento do feto, 3. Dequitação ↪ Dequitação placentária, 4. Greenberg ↪ 1 hora após a dequitação da placenta. Assistência ao Primeiro Período: Deve ocorrer a monitorização frequente deste feto: ➔ Fase ativa, ➔ 3 contrações em 10 minutos e dilatação acima de 5 cm (menor que 5 cm infere-se que a paciente esta em fase latente de trabalho de parto), ➔ Ausculta fetal cardíaca intermitente de 15 a 30 min, auscultando por 1 minuto↪ Sonar Doppler, gestante de risco habitual, ➔ Cardiotocografia se alto risco↪ Gestante de alto risco. ➔ Duração: Variável, 12 horas nas primíparas, ➔ Não utilizar o critério de 1 cm por hora, ➔ Não administrar ocitocina de rotina, ➔ Toque vaginal a cada 4 horas, ➔ Não fazer a pelvimetria de rotina, ➔ Registrar a evolução do TP do partograma. Partograma: ➔ Registrar os batimentos cardíacos fetais e contrações, ➔ Registrar evolução do trabalho de parto: dilatação e descida da apresentação, ➔ Registrar intervenções. ➔ Estimular a paciente andar e adotar posições verticais, ➔ Reduz do tempo de trabalho de parto, ➔ Posição é de escolha da gestante, ➔ Estimular a alimentação e ingestão de líquidos, não ficar em jejum, ➔ Não fazer tricotomia e enemas, ➔ Opções de alívio de dor↪ não farmacológicos (banho, banheira, massagem, bola, deambulação) e farmacológicos (anestesia peridural, analgesia opióides, anestésicos inalatórios). ➔ Não fazer amniotomia de rotina se o TP está evoluindo bem, - Fazer se a paciente tiver algum sinal de distócico ou se motivo específico ➔ Pois ocorre maior risco de prolapso de cordão e corioamnionite, ➔ Quando necessário,↪ faz no final da contração com o controle dos BCF. Assistência ao Segundo Período do parto: ➔ Segundo período ↪ Período Expulsivo ↪ Dilatação completa e vontade de empurrar. ➔ Duração: variável, pode chegar a 3 horas em primigesta sem analgesia e 4 horas com analgesia, ➔ Ausculta dos batimentos cardíacos intermitente deve ser feita a cada 5 a 10 minutos, ➔ Posição de nascimento deve ser de livre escolha da parturiente, ➔ Posição verticalizada diminui o período expulsivo e chances de laceração perineal. ➔ Evitar puxos dirigidos, permitir puxos espontâneos, ➔ Desprendimento do polo cefálico lento e gradual, ➔ Proteção do períneo com as mãos, massagem perineal e compressas quentes, ➔ Episiotomia não deve ser feita de rotina, - Deve ser restrita e seletiva, ➔ Aceitável em casos de sofrimento fetal, parto operatório, distócia biacromial e risco de lacerações graves, ➔ Técnica mediolateral: 60 graus da linha média, ➔ Planos: pele, mucosa, aponeurose superficial do períneo, músculo bulboesponjoso transverso superficial do períneo. Manobra de Kristeller : ➔ Proibida na assistência obstétrica, ➔ Riscos de traumas maternos e fetais. Assistência ao terceiro período Terceiro Período ↪ Dequitação ↪ Período após o nascimento do feto até a expulsão da placenta. Dequitação da placenta pode ser de 2 jeitos: 1. Central : Baudelocque-Schultzeface fetal- hematoma retroplacentário, - O que vemos primeiro no intróito vaginal é a parte fetal que esta saindo primeiro, 2. Marginal: Baudelocque-Ducanface materna- sangramento antes da expulsão, - Primeiro ocorre a dequitação materna. Manobra de Jacobs Ajuda no desprendimento das membranas, Manobra em que consiste em rodar a placenta para que essa membrana saia inteira, ➔ Principal medida no 3 período: ➔ Uso de Ocitocina 1O Ui I.M após o nascimento ↪ Ocitocina profilática, ➔ Medicação de primeira escolha para prevenção de HPP. Outras medidas: ➔ Tração controlada do cordão ➔ Avaliação sistemática da placenta ➔ Vigilância da contração uterina após dequitação ➔ Revisão do canal de parto, ➔ Contato pele-a-pele, ➔ Clampeamento tardio do cordão (pelo menos 1 minuto). Retenção Placentária: ➔ Dequitação não ocorre após 30 minutos da saída do concepto, ➔ Extração manual da placenta seguida de curetagem uterina. Tipos de Lacerações: Assistência ao quarto período Miotamponamento (Contração uterina através dos vasos pelo miométrio) ↪ Trombotamponamento (Formação de trombos nesses vasos) ↪ Indiferenciação uterina (útero relaxa) ↪ Contração uterina fixa. Quarto período Greenberg: Avaliação do tônus uterino, FC e PA materna a cada 15 minutos na primeira hora após a dequitação. Assistência ao Puerpério Fisiológico Definição de Puerpério: ➔ Período entre o nascimento até a involução das alterações fisiológicas e anatômicas que surgiram na gravidez, ➔ Duração variável, geralmente entre 6 a 8 semanas. Outras definições: 1. Puerpério imediato: do nascimento até a segunda hora pós parto, inclui o terceiro (dequitação) e quarto período do parto. 2. Puerpério mediato: da terceira hora até o décimo dia pós-parto, 3. Puerpério tardio: do décimo primeiro dia até 6 a 8 semanas pós parto. Modificaçõesdo puerpério fisiológico: ➔ Involução uterina e do canal de parto. ➔ Após o parto: útero próximo da cicatriz umbilical. ➔ Involução de 1 cm por dia, ➔ Retorno às dimensões de antes da gestação ao redor de 4 semanas pós-parto. A contração uterina no começo ocorre, sobretudo, por ação da ocitocina liberada pela amamentação, logo, a amamentação auxilia na involução uterina. Tipos de loquiação Loquiação é o sangramento pós-parto, uma secreção composta por sangue, restos de tecido do útero e muco, acontece no parto normal e cesárea, A secreção faz parte da cicatrização placentária, e é expelida na medida em que o útero se contrai para voltar ao seu tamanho original Secreção vaginal que é decorrente do desprendimento da descida, denominado de Loquiação, Rubra ↪ Consiste na loquiação que ocorre logo de imediato após o parto e dura uns 3 a 4 dias, Fusca ↪ Vai de 3 a 4 dias após o 10 dia após o parto, mediato, Flava ↪ Loquiação mais amarronzada, após 10 dias, Alba ↪ Loquiação amarelada. Modificações do puerpério fisiológico ➔ Estado de hipercoagulação- maior risco de trombose. - Logo, é indicada para a paciente deambular frequentemente, ➔ Queda exponencial dos esteróides sexuais e do B-hCG. ➔ Elevação da prolactina (devido a amamentação) e diminuição do GnRH- amenorreia. ➔ Modificação das mamas – lactação Cuidados Maternos no puerpério ➔ Avaliação regular nas primeiras 24h de puerpério ↬ Sobretudo, no puerpério imediato, ➔ Monitorar sangramento vaginal e involução uterina, ➔ Dieta sem restrição, comer logo após a primeira hora do parto, ➔ Deambular após a primeira hora do parto. Cuidados maternos no puerpério ➔ Permanência do recém-nascido com a mãe ➔ Estimular amamentação na primeira hora de vida ➔ Analgésico para dor se necessário ➔ Imunoglobulina anti D até 72h se indicação ↬ se a mulher for Rh negativo e o RN for rh positivo ela deve receber imunoglobulina ➔ Alta hospitalar precoce Cuidados maternos no puerpério ➔ Cuidados com o períneo ➔ •Cuidados psicológicos ➔ •Relação sexual ➔ •Contracepção no puerpério, ➔ Acompanhamento pós parto. Intervenções recomendadas Intervenções não recomendadas Métodos de alívio da dor no parto Primeiro estágio ▶ Dilatação, distensão e tração na contração ▶ T10 e L2, Segundo estágio ▶ Distensão pélvica e perineal ▶ T10 e S4 Bloqueio Regional (Raquianestesia, peridural ou duplo bloqueio): ➔ Padrão- ouro para alívio da dor no parto ➔ Pode ser realizado em qualquer fase do TP ➔ Raquianestesia: fácil aplicação , curta duração, dura em torno de no máximo 2 horas o efeito da raquianestesia, ➔ Peridural: período de latência maior, alívio contínuo da dor, mais adaptável para cada fase do parto ➔ Duplo bloqueio (junção da raquianestesia com o peridural). Bloqueio regional Opióides: Analgésicos sistêmicos Método alternativo, quando há contraindicação aos bloqueios Meperidina, cetamina e remifentanil, Efeitos colaterais: Depressão respiratória, bradicardia fetal, redução das contrações uterinas, e prolongamento do TB Analgesia Inalatória Alívio da dor sem interferir na contratilidade uterina, Não causa amnésia e mantém a cooperação da parturiente, Óxido nitroso, Efeitos colaterais: náuseas, vômitos e sonolência, Pouco utilizado do Brasil Anestésicos Regionais: Bloqueio de Pudendo Período expulsivo para alívio da dor ou para incisões ou suturas perineais, Técnica transvaginal ou transperineal, Ponto de referência: espinhas isquiáticas Lidocaína 1% ou bupivacaína 0,5%, Eficácia baixa. O parto instrumental deve ser feito idealmente sobre anestesia regional, mas se não disponível, pode ser realizado bloqueio de pudendo associado a anestesia perineal local. Contraindicado: Casos em que há distúrbios ósseos ou hemorrágicos fetais, apresentação não insinuada, variedade de posição desconhecida ou apresentações anômalas (ex: defletido de 3° grau), suspeita de desproporção cefalopélvica absoluta. O parto instrumentalizado ou operatório vaginal refere-se a um parto no qual o operador usa fórceps, vácuo-extrator ou outros dispositivos para extrair o feto da vagina. Anestesia Local: Incisão ou reparos perineais Lidocaína 2% Efeito rápido, e duração média. Prolapso de cordão umbilical Prolapso consiste quando o cordão umbilical esta a frente da apresentação fetal, e a membrana deve estar rota, Se a membrana estiver íntegra é denominado de procedência ou procubito Quando suspeitar de Prolapso de cordão umbilical: Desacelerações variáveis repetidas, Bradicardia, Conduta: Cesárea de emergência, Elevação da apresentação fetal com toque vaginal até retirada do feto. Distócia de Ombros: Definição: ➔ Impactação do ombro anterior contra a sínfise púbica materna após a exteriorização do polo cefálico, ➔ Período expulsivo, ➔ Feto com peso superior a 4500 g e diabetes materna. Alerta: Manobras ➔ Tempo gasto em cada uma: máximo 60 seg. ➔ Aumentar tamanho da pelve, ➔ Diminuir diâmetro biacromial. Retirada do ombro posterior ➔ Fratura proposital da clavícula ( clidotomia) ➔ Sinfisiotomia ➔ Manobra de Zavanelli. Assistência ao Parto Pélvico: Tipos de Apresentação Pélvica: Fatores de Riscos: ➔ Colocar o feto em apresentação cefálica para o parto normal, ➔ A partir de 37 semanas, ambiente hospitalar ➔ Com ou sem tocolítico. ➔ Com ou sem analgesia, ➔ 70% de sucesso. Contraindicações: ➔ Parto vaginal não recomendado, ➔ Rotura de membranas, ➔ Malformação uterina, ➔ Gestação múltiplo, ➔ SUA recente. Riscos ( 0,5%): ➔ •Descolamento prematuro de placenta ➔ •Rotura uterina ➔ • Prolapso de cordão ➔ •Aloimunização Rh ➔ • Trabalho de parto prematuro, ➔ Sofrimento fetal, ➔ Morte fetal. Assistência ao parto pélvico: ➔ O canal de parto deve ser grande o suficiente para permitir a passagem do feto, ➔ O colo deve estar completamente dilatado, ➔ A pelvimetria deve ser favorável, ➔ O feto deve pesar entre 2500 e 3800 gramas, ➔ O diâmetro biparietal deve estar menor que 90 - 100 mm, ➔ A apresentação pélvica deve ser completa ou de nádegas. Monitorização da FCF, Partograma, Acesso venoso periférico. Assistência ao Parto Cesáreo: Preparo Pré - operatório: Limpeza do campo cirúrgico Antibioticoprofilaxia Profilaxia para trombose, Cateter vesical de demora. Profilaxia de infecções: Cefazolina 1 a 2 g endovenoso