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Prof.ª Priscila Lima 
 
 
 
AULA 11 – GEOGRAFIA 
 
Professora Priscila Lima 
 
 
 
 
▪ Polo de Petrolina e Juazeiro: no médio 
vale do São Francisco, essas cidades 
concentram o maior complexo 
agroindustrial do semiárido, onde são 
produzidas diferentes frutas, como uva, 
manga, banana, coco e goiaba, através da 
irrigação de águas provenientes da represa 
de Sobradinho. Tal dinamismo atraiu 
fábricas de alimentos, equipamentos 
agrícolas, fertilizantes, embalagens etc. 
 
 
▪ Oeste baiano e sul do Maranhão e do 
Piauí: tais porções são cobertas pelo 
Cerrado, e estão associados às culturas 
mecanizadas de soja, milho, arroz e feijão. 
Nesse contexto de modernização e com os 
fluxos migratórios do Sul do país, tivemos 
o desenvolvimento de atividades como 
avicultura, criação de suínos e a instalação 
de frigoríferos e fábricas de 
processamento de soja. 
 
"A inserção do Nordeste na economia globalizada produziu enclaves econômicos 
modernos, na indústria, na agropecuária e no setor de turismo. Mas com a prosperidade 
desses enclaves, como parte desse desenvolvimento, sobrevivem ainda fortes 
desigualdades sociais e continua a se reproduzir a pobreza." 
(MAGNOLI, Demétrio. Geografia para o ensino médio. 2ª edição, Volume Único São Paulo: Atual, 2012.p. 395) 
AMAZÔNIA 
"O complexo da Amazônia coincide, essencialmente, com o domínio amazônico. ele 
expressa a existência de uma fronteira de expansão da economia nacional, que é tanto 
uma fronteira demográfica como uma fronteira de recursos." 
(MAGNOLI, Demétrio. Geografia para o ensino médio. 2ª edição, Volume Único São Paulo: Atual, 2012.p. 279 
 
 
 
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Prof.ª Priscila Lima 
 
 
 
AULA 11 – GEOGRAFIA 
 
Professora Priscila Lima 
 
 
 
Integração 
A “conquista moderna” ou busca pela integração da Amazônica é um fenômeno recente, se 
considerarmos o histórico do Brasil, uma vez que foi lançada por Getúlio Vargas, em 1940, no seu Discurso 
Amazônico, quando anunciou a retomada da exploração da borracha natural para o fornecimento de tal 
produto para os EUA. Entretanto, para falarmos de planejamento, é necessário destacar a criação da 
Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia (SPVEA), que foi responsável, entre 
outros, pela construção da rodovia Belém-Brasília. 
Em 1966, a SPVEA deu lugar à Superintendência para o Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), que 
tinha um braço financeiro representado pelo Banco da Amazônia (Basa). Para a atuação da Sudam, foi 
definida uma área que recebeu o nome de Amazônia Legal, que atualmente abrange a Região Norte, o 
Mato Grosso e o oeste do Maranhão. 
Durante os governos militares, o planejamento regional na Amazônia considerou que tal porção do 
Brasil era uma região de fronteira em três sentidos: 
▪ Fronteira demográfica: havia a projeção de uma atração populacional, especialmente de 
nordestinos. Nesse sentido, a rodovia Transamazônica, iniciada em 1971, foi pensada como 
um eixo que deveria permitir a fixação de migrantes em colônias rurais. 
“área de atração de fluxos migratórios e válvula de escape de tensões sociais no 
campo, especialmente no Nordeste." 
(MAGNOLI, Demétrio. Geografia para o ensino médio. 2ª edição, Volume Único São Paulo: Atual, 2012.p. 596) 
▪ Fronteira econômica: considerando os recursos naturais disponíveis na Amazônia e os 
incentivos financeiros provenientes do Basa, considerava-se uma valorização econômica. 
“área de implantação de grandes projetos florestais, minerais e industriais com 
produção destinada à exportação, além de projetos agropecuários baseados na 
grande propriedade." 
(MAGNOLI, Demétrio. Geografia para o ensino médio. 2ª edição, Volume Único São Paulo: Atual, 2012.p. 596) 
▪ Fronteira geopolítica: a baixa ocupação transformava as fronteiras brasileiras dispostas na 
Amazônia em uma área vulnerável. 
“espaço de afirmação do poder nacional em áreas de ‘fronteira morta’ (faixa de 
limites internacionais pouco povoadas, sujeira a pressões de Estados 
estrangeiros e de facções criminosas ligadas ao narcotráfico, ao contrabando e 
ao comércio ilegal de armas.” 
(MAGNOLI, Demétrio. Geografia para o ensino médio. 2ª edição, Volume Único São Paulo: Atual, 2012.p. 596) 
Apesar de apresentar uma extensa faixa de fronteira, a região Amazônica não apresenta muitas 
cidades gêmeas, uma vez que é pouco povoada e apresenta menor dinamismo econômico nas porções 
que separam o Brasil de seus vizinhos. 
 
 
 
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Prof.ª Priscila Lima 
 
 
 
AULA 11 – GEOGRAFIA 
 
Professora Priscila Lima 
 
 
 
CIDADES GÊMEAS 
O conceito de cidade gêmea se aplica àquelas que estão no Brasil, mas apresentam forte 
integração com cidades de países vizinhos. 
“Não são muitas as cidades-gêmeas nas faixas de fronteira do Brasil com os países vizinhos. Elas 
se concentram principalmente no Rio Grande do Sul (fronteira com Argentina e Uruguai), seguido 
pelo Mato Grosso do Sul na fronteira com o Paraguai. Esse reduzido número de cidades gêmeas 
é reflexo da própria história de colonização e povoamento da América do Sul, que se concentrou 
no litoral do Atlântico, no caso do Brasil, e nos Andes, na América Espanhola.” 
TERRA, Lygia; ARAÚJO, Regina; GUIMARÃES, Raul Borges. Conexões: estudos de Geografia Geral e do Brasil. 3ª Edição. Moderna 
Plus – Parte I, 2015.p.153 
 
Tais cidades favorecem a integração econômica, política e social entre os países graças 
à grande circulação que é estabelecida. 
“São exemplos de cidades gêmeas: Ciudad del Leste (Paraguai) e Foz do Iguaçu; Pedro Juan 
Caballero (Paraguai) e Ponta Porã; Pedro Rivera (Uruguai) e Uruguaiana; Leticia (Colômbia) e 
Tabatinga, entre outras.” 
TERRA, Lygia; ARAÚJO, Regina; GUIMARÃES, Raul Borges. Conexões: estudos de Geografia Geral e do Brasil. 3ª Edição. Moderna 
Plus – Parte I, 2015.p.153 
 
Essa baixa ocupação da fronteira brasileira na Amazônia chamou a atenção e por isso algumas 
iniciativas foram tomadas: 
Tratado de Cooperação Amazônica (Pacto Amazônico) 
No contexto da década de 1970, onde a atuação de grupos guerrilheiros e ação de narcotraficantes 
na Colômbia e no Peru, o regime militar brasileiro tomou a iniciativa e propôs, a criação do Tratado de 
Cooperação Amazônica, ou Pacto Amazônico. 
Firmado em 1978 entre Brasil, Bolívia, Colômbia, Peru, Equador, Venezuela, Guiana e Suriname, tal 
tratado tinha como meta a cooperação científica, a preservação ambiental, o uso racional dos recursos 
hídricos, o desenvolvimento econômico e a integração física na região. 
"Contudo, a obsessão pela dimensão estratégica da segurança limitou a cooperação, 
tornando letra morta os objetivos de integração econômica estabelecidas no tratado." 
(MAGNOLI, Demétrio. Geografia para o ensino médio. 2ª edição, Volume Único São Paulo: Atual, 2012.p. 400) 
Calha Norte 
Na década de 1980, foi lançado o Programa Calha Norte (PCN), com objetivo de proteger as 
fronteiras, assim era previsto ações na área de infraestrutura viária, energética e de comunicações, além 
da saúde, educação e apoio aos indígenas. Destacamos também o aparelhamento dos órgãos policiais e 
judiciários bem com a fiscalização de movimentos transfronteiriços. 
"A faixa de cerca de 150 quilômetros adjacentes às fronteiras, desde Oiapoque (AP) até 
Tabatinga (AM), foi definida como prioridade da PCN. A instalação de uma rede 
integrada de postos e bases do Exército e da Aeronáutica nessa faixa, rica em recursos 
minerais e atravessada por reservas indígenas, figurava como objetivo central do 
programa. Em 2004, a área de atruação do PCN foi ampliada, passando a abranger a

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