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25 Prof.ª Priscila Lima AULA 11 – GEOGRAFIA Professora Priscila Lima ▪ Polo de Petrolina e Juazeiro: no médio vale do São Francisco, essas cidades concentram o maior complexo agroindustrial do semiárido, onde são produzidas diferentes frutas, como uva, manga, banana, coco e goiaba, através da irrigação de águas provenientes da represa de Sobradinho. Tal dinamismo atraiu fábricas de alimentos, equipamentos agrícolas, fertilizantes, embalagens etc. ▪ Oeste baiano e sul do Maranhão e do Piauí: tais porções são cobertas pelo Cerrado, e estão associados às culturas mecanizadas de soja, milho, arroz e feijão. Nesse contexto de modernização e com os fluxos migratórios do Sul do país, tivemos o desenvolvimento de atividades como avicultura, criação de suínos e a instalação de frigoríferos e fábricas de processamento de soja. "A inserção do Nordeste na economia globalizada produziu enclaves econômicos modernos, na indústria, na agropecuária e no setor de turismo. Mas com a prosperidade desses enclaves, como parte desse desenvolvimento, sobrevivem ainda fortes desigualdades sociais e continua a se reproduzir a pobreza." (MAGNOLI, Demétrio. Geografia para o ensino médio. 2ª edição, Volume Único São Paulo: Atual, 2012.p. 395) AMAZÔNIA "O complexo da Amazônia coincide, essencialmente, com o domínio amazônico. ele expressa a existência de uma fronteira de expansão da economia nacional, que é tanto uma fronteira demográfica como uma fronteira de recursos." (MAGNOLI, Demétrio. Geografia para o ensino médio. 2ª edição, Volume Único São Paulo: Atual, 2012.p. 279 26 Prof.ª Priscila Lima AULA 11 – GEOGRAFIA Professora Priscila Lima Integração A “conquista moderna” ou busca pela integração da Amazônica é um fenômeno recente, se considerarmos o histórico do Brasil, uma vez que foi lançada por Getúlio Vargas, em 1940, no seu Discurso Amazônico, quando anunciou a retomada da exploração da borracha natural para o fornecimento de tal produto para os EUA. Entretanto, para falarmos de planejamento, é necessário destacar a criação da Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia (SPVEA), que foi responsável, entre outros, pela construção da rodovia Belém-Brasília. Em 1966, a SPVEA deu lugar à Superintendência para o Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), que tinha um braço financeiro representado pelo Banco da Amazônia (Basa). Para a atuação da Sudam, foi definida uma área que recebeu o nome de Amazônia Legal, que atualmente abrange a Região Norte, o Mato Grosso e o oeste do Maranhão. Durante os governos militares, o planejamento regional na Amazônia considerou que tal porção do Brasil era uma região de fronteira em três sentidos: ▪ Fronteira demográfica: havia a projeção de uma atração populacional, especialmente de nordestinos. Nesse sentido, a rodovia Transamazônica, iniciada em 1971, foi pensada como um eixo que deveria permitir a fixação de migrantes em colônias rurais. “área de atração de fluxos migratórios e válvula de escape de tensões sociais no campo, especialmente no Nordeste." (MAGNOLI, Demétrio. Geografia para o ensino médio. 2ª edição, Volume Único São Paulo: Atual, 2012.p. 596) ▪ Fronteira econômica: considerando os recursos naturais disponíveis na Amazônia e os incentivos financeiros provenientes do Basa, considerava-se uma valorização econômica. “área de implantação de grandes projetos florestais, minerais e industriais com produção destinada à exportação, além de projetos agropecuários baseados na grande propriedade." (MAGNOLI, Demétrio. Geografia para o ensino médio. 2ª edição, Volume Único São Paulo: Atual, 2012.p. 596) ▪ Fronteira geopolítica: a baixa ocupação transformava as fronteiras brasileiras dispostas na Amazônia em uma área vulnerável. “espaço de afirmação do poder nacional em áreas de ‘fronteira morta’ (faixa de limites internacionais pouco povoadas, sujeira a pressões de Estados estrangeiros e de facções criminosas ligadas ao narcotráfico, ao contrabando e ao comércio ilegal de armas.” (MAGNOLI, Demétrio. Geografia para o ensino médio. 2ª edição, Volume Único São Paulo: Atual, 2012.p. 596) Apesar de apresentar uma extensa faixa de fronteira, a região Amazônica não apresenta muitas cidades gêmeas, uma vez que é pouco povoada e apresenta menor dinamismo econômico nas porções que separam o Brasil de seus vizinhos. 27 Prof.ª Priscila Lima AULA 11 – GEOGRAFIA Professora Priscila Lima CIDADES GÊMEAS O conceito de cidade gêmea se aplica àquelas que estão no Brasil, mas apresentam forte integração com cidades de países vizinhos. “Não são muitas as cidades-gêmeas nas faixas de fronteira do Brasil com os países vizinhos. Elas se concentram principalmente no Rio Grande do Sul (fronteira com Argentina e Uruguai), seguido pelo Mato Grosso do Sul na fronteira com o Paraguai. Esse reduzido número de cidades gêmeas é reflexo da própria história de colonização e povoamento da América do Sul, que se concentrou no litoral do Atlântico, no caso do Brasil, e nos Andes, na América Espanhola.” TERRA, Lygia; ARAÚJO, Regina; GUIMARÃES, Raul Borges. Conexões: estudos de Geografia Geral e do Brasil. 3ª Edição. Moderna Plus – Parte I, 2015.p.153 Tais cidades favorecem a integração econômica, política e social entre os países graças à grande circulação que é estabelecida. “São exemplos de cidades gêmeas: Ciudad del Leste (Paraguai) e Foz do Iguaçu; Pedro Juan Caballero (Paraguai) e Ponta Porã; Pedro Rivera (Uruguai) e Uruguaiana; Leticia (Colômbia) e Tabatinga, entre outras.” TERRA, Lygia; ARAÚJO, Regina; GUIMARÃES, Raul Borges. Conexões: estudos de Geografia Geral e do Brasil. 3ª Edição. Moderna Plus – Parte I, 2015.p.153 Essa baixa ocupação da fronteira brasileira na Amazônia chamou a atenção e por isso algumas iniciativas foram tomadas: Tratado de Cooperação Amazônica (Pacto Amazônico) No contexto da década de 1970, onde a atuação de grupos guerrilheiros e ação de narcotraficantes na Colômbia e no Peru, o regime militar brasileiro tomou a iniciativa e propôs, a criação do Tratado de Cooperação Amazônica, ou Pacto Amazônico. Firmado em 1978 entre Brasil, Bolívia, Colômbia, Peru, Equador, Venezuela, Guiana e Suriname, tal tratado tinha como meta a cooperação científica, a preservação ambiental, o uso racional dos recursos hídricos, o desenvolvimento econômico e a integração física na região. "Contudo, a obsessão pela dimensão estratégica da segurança limitou a cooperação, tornando letra morta os objetivos de integração econômica estabelecidas no tratado." (MAGNOLI, Demétrio. Geografia para o ensino médio. 2ª edição, Volume Único São Paulo: Atual, 2012.p. 400) Calha Norte Na década de 1980, foi lançado o Programa Calha Norte (PCN), com objetivo de proteger as fronteiras, assim era previsto ações na área de infraestrutura viária, energética e de comunicações, além da saúde, educação e apoio aos indígenas. Destacamos também o aparelhamento dos órgãos policiais e judiciários bem com a fiscalização de movimentos transfronteiriços. "A faixa de cerca de 150 quilômetros adjacentes às fronteiras, desde Oiapoque (AP) até Tabatinga (AM), foi definida como prioridade da PCN. A instalação de uma rede integrada de postos e bases do Exército e da Aeronáutica nessa faixa, rica em recursos minerais e atravessada por reservas indígenas, figurava como objetivo central do programa. Em 2004, a área de atruação do PCN foi ampliada, passando a abranger a