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Camila Mariana Castro de Oliveira Medicina Nove de Julho Fisiologia da visão ➛ A retina é formada por 10 camadas ✓ Uma camada interna - é uma camada única derivada do cálice interno ✓ Nove camadas externas - derivadas do cálice externo, que serão agrupadas em 3 grandes camadas Camada interna: ➛ É denominada camada pigmentar ➛ É uma camada que possui muita melanina e por isso é uma camada escura ➛ É uma camada refletora de fótons Camadas externas: ➛ São três: ✓ Camada fotossensível ✓ Camada bipolar ✓ Camada ganglionar Camada fotossensível: ➛ É a segunda camada ➛ Sua principal função é a captura de fótons vindos da camada refletora (camada pigmentar) ➛ A camada fotossensível possui neurônios com 2 prolongamentos (um periférico é um central) ✓ Um neurônio se prolonga para a camada pigmentar e o outro para a terceira camada, capturando os fótons ➛ Essa camada também possui dois tipos de receptores específicos denominadas cones e bastonetes ✓ Os bastonetes (formato de bastão) são responsáveis pela intensidade da luz ✓ Os cones (formato de triângulo) são responsáveis pela captação de cor Camada bipolar: ➛ É a camada com a presença de neurônios bipolares que realizam sinapse com os neurônios da camada 2 ➛ Os neurônios também possuem 2 prolongamentos, recebendo as informações da camada 2 e mandando essas informações para a camada 4 Camada ganglionar: ➛ Há a presença de convergência de vários corpos celulares do neurônio 3 formando um gânglio ➛ Esse neurônio também tem um prolongamento para a camada 3 e outro que segue em direção ao disco óptico para formar o nervo óptico ✓ O neurônio 3 presente na camada externa 4 da retina é o que da origem ao nervo óptico ➛ Todos os receptores e neurônios 1 (células fotorreceptoras), neurônios 2 (células bipolares) e neurônios 3 (células ganglionares) estão na retina Fisiologia da visao Retina: Os neurônios 1, 2 e 3 da via óptica estão localizados nas camadas externas da retina. Neurônio 1 localizado na camada fotossensível (camada 2), neurônio 2 localizado na camada bipolar (camada 3) e neurônio 3 localizado na camada ganglionar (camada 4) Vias ópticas: Camila Mariana Castro de Oliveira Medicina Nove de Julho ➛ Nervo óptico -> quiasma óptico -> tractos ópticos Trajeto retinogeniculado: ➛ Via clássica - é a via da visão propriamente dita ➛ Esse trajeto vai da retina até chegar ao córtex primário ➛ Trajeto: nervo óptico -> quiasma óptico -> trato óptico -> corpo geniculado (localização do 4° neurônio) -> radiação óptica ou trato genículo-calcarino (região calcarino no lobo occipital) -> córtex visual primário Divisão da retina em Campos visuais: ➛ A retina é dividida em: ✓ Retina medial (retina nasal - voltada para o nariz) ✓ Retina lateral (retina temporal - voltada para a orelha) ➛ Exemplo: para ver o meu lado direito, é necessário uma retina temporal contralateral é uma retina nasal do mesmo lado ➛ No quiasma óptico existem fibras que se cruzam e fibras que não cruzam ✓ O neurônio da retina temporal não cruza e o neurônio da retina nasal cruza ✓ O lobo occipital esquerdo tem o campo visual do lado divirto e vice e versa Vias ópticas alternativas: Via retinohipotalâmica: ➛ Regulação de sono e vigília ➛ Essa via informa o hipotálamo se está de dia ou de noite, fazendo com que o hipotálamo se conecte ao núcleo supraquiasmático do hipotálamo e controle o ciclo circadiano ➛ Quando há muita luz o hipotálamo quebra a melatonina liberada e induz a vigília Via retinotectais: ➛ Via que vai da retina até a região tectal (colículo superior) ➛ Essa via é responsável pelos reflexos associados com a proteção e movimentos do olho, ou seja resposta com o reflexo de piscar e a movimentação do olho Via retino pré- tectal: ➛ Essa via se direciona para uns núcleos específicos pré-tectais localizados na região do teto do mesencéfalo ➛ Via relacionada com as informações de reflexos pupilares diretos e consensuais - Retina temporal direita vê o campo visual nasal - Retina temporal esquerda vê o campo visual nasal - Retina nasal direita vê o campo visual temporal - Retina nasal esquerda vê o campo visual temporal Cegueira - lesão no nervo óptico Perda parcial do campo visual - lesão no quaiasma óptico Camila Mariana Castro de Oliveira Medicina Nove de Julho Córnea: ➛ É a parte mais anterior do olho ➛ É totalmente transparente ➛ Sua principal função é convergir as imagens para a retina ➛ Seu poder refrativo não pode ser alterado fisiológica,ente e seu índice de refração é 1,376 Cristalino: ➛ É uma lente biconvexa ➛ É responsável juntamente com a córnea pela convergência das imagens para a retina ➛ Encontra-se sustentado pelos ligamentos suspensores ➛ Pode mudar de forma por contração dos músculos ciliares ➛ Catarata - cristalino fica opaco ➛ Índice de refração é 1,41 Humor vítreo: ➛ É uma estrutura que mantém a forma dos olhos ➛ Composto de uma substância gelatinosa transparente que preenche a cavidade posteriormente olhos ➛ Índice de refração é 1,331 Retina: ➛ Formada por células fotossensíveis ✓ Cones: responsáveis pela visão colorida e pela resolução espacial ✓ Bastonetes: responsáveis pela visão noturna - mais abundante ➛ Fina lâmina de neurônios compostas por 5 tipos de células dispostas em 3 camadas celulares e 2 camadas sinápticas ➛ Presença de células fororreceptoras na camada externa - responsável pela fototransdução e absorção da luz, transformando em sinal neural ➛ A porção mais central da retina é responsável pela visão de cores e de detalhes e é chamada de mácula ✓ Na mácula, localiza-se a fóvea, que concentra o maior número de cones -> fóvea: visão mais aguçada ✓ O eixo visual liga a fóvea ao centro óptico do cristalino Fóvea: ➛ Área da retina próxima ao eixo óptico, local em que a visão é mais aguçada ✓ Centro do olhar que é dirigido aos objetos ✓ Maior densidade de fotorreceptores, células bipolares e ganglionares ➛ No centro da fóvea, as camadas de células são postas de lado, diminuindo a turvação da luz - atinge mais diretamente os fotorreceptores ➛ Epitélio pigmentar: reveste a parte de trás do olho e absorve a luz, impedindo ela de espalhar de volta para a retina Disco óptico (ponto cego): ➛ Convergência dos axônios das células ganglionares da retina (emergem do olho como um nervo óptico) ➛ Não tem fotorreceptores ➛ Ponto cego no campo visual - só pode ser visto se fecharmos um dos olhos Fotorreceptores: ➛ Células receptores: cones e bastonetes ➛ 4 regiões funcionais: ✓ Segmento externo - transdução da luz ✓ Segmento interno - síntese proteica ✓ Corpo celular ✓ Terminal sináptico Visão: Presbiopia: - “Vista cansada” - Condição inevitável que surge normalmente após os 40 anos de idade - Decorre de uma perda progressiva da flexibilidade do cristalino e provoca uma dificuldade para a visão de perto - Pode ser corrigida com lentes esféricas convergentes Ponto cego: “disco óptico” - círculo claro de onde saem vasos sanguíneos, localizada sobre o nervo óptico e não há presença de fotorreceptores Camila Mariana Castro de Oliveira Medicina Nove de Julho Distribuição dos fotorreceptores: ➛ Diferenças regionais na estrutura da retina ➛ Os cones são encontrados principalmente na retina central e os bastonetes estão ausentes na fóvea e são encontrados principalmente na retina periférica ➛ Na retina central, relativamente poucos fotorreceptores transmitem informação diretamente para uma célula ganglionar ➛ Na retina periférica, muitos fotorreceptores fornecem sinais para uma célula ganglionar (campo receptivo) Cones: ➛ 6 milhões na retina humana ➛ Detectam cores ➛ Discos contínuos com a membrana plasmática ➛ Menos sensíveis a luz ➛ Responsáveis pela visão a luz do dia - não contribuem para visão noturna ➛ Resposta mais rápidaque os bastonetes ➛ Primatas tem 3 tipos: ✓ Cones L: ondas longas - vermelho ✓ Cones M: ondas médias - verde ✓ Cones S: ondas curtas - azul Bastonetes: ➛ 100 milhões na retina humana ➛ Não detectam cores - detectam intensidades ➛ Segmento externo cilíndrico ➛ Discos empilhados são separados da membrana plasmática ➛ Sensíveis: podem sinalizar a absorção de um único fóton ➛ Responsáveis pela visão em iluminação fraca (luar, por exemplo) ➛ Responsável pela visão noturna ➛ Saturam-se a medida que aumenta luminosidade e param de responder a variação de intensidade ➛ Primatas tem apenas um tipo ➛ Como os cones e bastonetes transformam a luz em estímulo elétrico ➛ No escuro, cones e bastonetes tem canais de sódio e cálcio que ficam abertos ✓ Canais não seletivos ✓ Influxo de sódio e cálcio ✓ Ativados por GMPc ✓ Potencial de membrana mais próximo do potencial de equilíbrio do sódio ➛ Formação da imagem no olho Como ocorre a fototransdução: ➛ Os cones e bastonetes na ausência da luz permanecem despolarizados ➛ O GMPc mantém o canal de sódio aberto ➛ O potencial de repouso menos negativo permite a contínua liberação de neurotransmissores (glutamato ou GABA) ➛ A luz provoca a hiperpolarização do fotorreceptores ➛ O sódio penetra no fotorreceptor através de um canal ativo por GMPc ➛ A luz leva a ativação de uma enzima que destrói o GMPc, cancelando a corrente de sódio e hiperpolarizando a célula ➛ Ativação da rodopsina pela luz - a rodopsina consiste em uma proteína com sete segmentos alfa-hélice transmembrana, chamada de opsina, e de uma pequena molécula derivada da vitamina A, chamada de retinal Fototransdução: Luz atravessa a córnea e segue através do cristalina (lente convergente) -> refração -> atinge a retina (rica em células fotorreceptores) -> ocorre as conversões químicas que sensibilizam a retina -> efetiva a fototransdução Luz ativa rodopsina -> proteína G transducina é estimulada -> enzima efetora fosfodiesterase é ativada -> atividade da enzima efetora fosfodiesterase reduz os níveis de GMPc -> canais de sódio fecham e a membrana se hiperpolariza Camila Mariana Castro de Oliveira Medicina Nove de Julho Fototransdução no escuro: 1) Guanilato ciclase produz GMPc 2) Pouca atividade de fosfodiesterase 3) Alta atividade de GMPc 4) Canais catiônicos abertos 5) Entrada de sódio e cálcio 6) Liberação contínua de glutamato Fototransduçao na luz: 1) Fóton excita rodopsina 2) Metarrodopsina II 3) Ativa transducina 4) Ativa fosfodiesterase 5) Hidrolisa GMPc 6) Diminui GMPc 7) Canais de membrana fecham 8) Menor entrada de sódio e cálcio 9) Diminuição da liberação de glutamato 10) Início do sinal neural Adaptação a luz: 1) Queda de cálcio 2) Modulação da cascata 3) Fosforilação da rodopsina 4) Diminuição da ativação pela luz 5) Visão se adapta a luz continua 6) Canais se abrem para o novo estímulo caso luminosidade se altere ➛ Transmissão das imagens para o encéfalo ✓ Fotorreceptores ✓ Neurônios - Iluminados: hiperpolarizados - Escuros: despolarizados Células on e off: ➛ Células ganglionares possuem campos receptivos próximos ao corpo celular ➛ Região central e periférica com respostas opostas ➛ Células on: ✓ Dispara se a luz atinge o centro do campo receptivo ✓ Diminui disparo se atinge região periférica ✓ Luz que atinge centro e periferia resulta em estímulo mais fraco do que luz que afeta apenas centro ➛ Células off tem respostas inversas ➛ Sinais de saída das células ganglionares aumentam sinais de contraste espacial da entrada visual e dão menos ênfase em iluminações homogêneas - Aumento da intensidade da luz aumenta a amplitude da resposta em fotorreceptores - Amplitudes muito altas de luz geram saturação dos receptores que permanece por algum tempo Células ganglionar: Neurônios transientes - salva de potenciais de ação apenas no início do estímulo Neurônios sustentados - mantém frequência de disparo durante o estímulo - Resposta é maior em regiões de contraste maior e com mudança maior da intensidade da luz - Processamento visual inferior realça objetos em movimento - Via dorsal: análise de movimento e localização - Via ventral: reconhecimento de objetos, formas e cores