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Apostila CAIXA 2024 - Técnico Bancário Novo - Tecnologia da Informação (1)

Apostila para concurso Caixa — Técnico Bancário (Tecnologia da Informação). Inclui introdução com dicas de estudo (foco, organização, método, descanso e motivação), recomendações sobre materiais e índice de Língua Portuguesa (compreensão, argumentação, coesão, tipologia).

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CÓD: SL-117FV-24
7908433250814
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
CAIXA 
Técnico Bancário Novo 
- Tecnologia da Informação
a solução para o seu concurso!
Editora
EDITAL Nº 01/2024/NM, DE 22 DE FEVEREIRO DE 2024
INTRODUÇÃO
a solução para o seu concurso!
Editora
Como passar em um concurso público?
Todos nós sabemos que é um grande desafio ser aprovado em concurso público, dessa maneira é muito importante o concurseiro 
estar focado e determinado em seus estudos e na sua preparação. É verdade que não existe uma fórmula mágica ou uma regra de como 
estudar para concursos públicos, é importante cada pessoa encontrar a melhor maneira para estar otimizando sua preparação.
Algumas dicas podem sempre ajudar a elevar o nível dos estudos, criando uma motivação para estudar. Pensando nisso, a Solução 
preparou esta introdução com algumas dicas que irão fazer toda a diferença na sua preparação.
Então mãos à obra!
• Esteja focado em seu objetivo: É de extrema importância você estar focado em seu objetivo: a aprovação no concurso. Você vai ter 
que colocar em sua mente que sua prioridade é dedicar-se para a realização de seu sonho;
• Não saia atirando para todos os lados: Procure dar atenção a um concurso de cada vez, a dificuldade é muito maior quando você 
tenta focar em vários certames, pois as matérias das diversas áreas são diferentes. Desta forma, é importante que você defina uma 
área e especializando-se nela. Se for possível realize todos os concursos que saírem que englobe a mesma área;
• Defina um local, dias e horários para estudar: Uma maneira de organizar seus estudos é transformando isso em um hábito, 
determinado um local, os horários e dias específicos para estudar cada disciplina que irá compor o concurso. O local de estudo não 
pode ter uma distração com interrupções constantes, é preciso ter concentração total;
• Organização: Como dissemos anteriormente, é preciso evitar qualquer distração, suas horas de estudos são inegociáveis. É 
praticamente impossível passar em um concurso público se você não for uma pessoa organizada, é importante ter uma planilha 
contendo sua rotina diária de atividades definindo o melhor horário de estudo;
• Método de estudo: Um grande aliado para facilitar seus estudos, são os resumos. Isso irá te ajudar na hora da revisão sobre o assunto 
estudado. É fundamental que você inicie seus estudos antes mesmo de sair o edital, buscando editais de concursos anteriores. Busque 
refazer a provas dos concursos anteriores, isso irá te ajudar na preparação.
• Invista nos materiais: É essencial que você tenha um bom material voltado para concursos públicos, completo e atualizado. Esses 
materiais devem trazer toda a teoria do edital de uma forma didática e esquematizada, contendo exercícios para praticar. Quanto mais 
exercícios você realizar, melhor será sua preparação para realizar a prova do certame;
• Cuide de sua preparação: Não são só os estudos que são importantes na sua preparação, evite perder sono, isso te deixará com uma 
menor energia e um cérebro cansado. É preciso que você tenha uma boa noite de sono. Outro fator importante na sua preparação, é 
tirar ao menos 1 (um) dia na semana para descanso e lazer, renovando as energias e evitando o estresse.
A motivação é a chave do sucesso na vida dos concurseiros. Compreendemos que nem sempre é fácil, e às vezes bate aquele desânimo 
com vários fatores ao nosso redor. Porém tenha garra ao focar na sua aprovação no concurso público dos seus sonhos.
Como dissemos no começo, não existe uma fórmula mágica, um método infalível. O que realmente existe é a sua garra, sua dedicação 
e motivação para realizar o seu grande sonho de ser aprovado no concurso público. Acredite em você e no seu potencial.
A Solução tem ajudado, há mais de 36 anos, quem quer vencer a batalha do concurso público. Vamos juntos!
ÍNDICE
a solução para o seu concurso!
Editora
Língua Portuguesa
1. Compreensão e interpretação de textos ................................................................................................................................... 9
2. Argumentação e persuasão ....................................................................................................................................................... 20
3. Comunicação assertiva: Linguagem simples, concisa, objetiva ................................................................................................. 21
4. Organização textual ................................................................................................................................................................... 21
5. Coesão e Coerência.................................................................................................................................................................... 21
6. Tipologia textual ........................................................................................................................................................................ 22
7. Ortografia oficial ........................................................................................................................................................................ 25
8. Acentuação gráfica ..................................................................................................................................................................... 26
9. Emprego do sinal indicativo de crase ......................................................................................................................................... 28
10. Sintaxe da oração e do período ................................................................................................................................................. 28
11. Pontuação .................................................................................................................................................................................. 31
12. Concordância nominal e verbal ................................................................................................................................................. 33
13. Regência nominal e verbal ......................................................................................................................................................... 34
14. Significação das palavras ............................................................................................................................................................ 37
15. Colocação do pronome átono .................................................................................................................................................... 38
16. Redação Oficial: escrita de textos formais e Manual de Redação da Presidência da República (disponível no sítio do Planalto 
na internet) ................................................................................................................................................................................ 38
17. Novo Acordo ortográfico............................................................................................................................................................ 50
Língua Inglesa
1. Conhecimento de um vocabulário fundamental e dos aspectos gramaticais básicos para a compreensão de textos .............. 67
Matemática Financeira
1. Conceitos gerais: valor do dinheiro no tempo, valor presente, valor futuro, juro, taxa de juro, prazo da operação. Equivalência 
de Capitais em fluxos regulares ou irregulares: VP, VF, prazos e taxas de retorno..................................................................... 95
2. Sequências numéricas: leis de formação expressas de forma geral (em função da posição do termo) ou de forma recursiva 
(em função de um ou mais termos anteriores); progressões aritméticas; progressões geométricas ....................................... 108
3. Juros Simples. Juros Compostos ................................................................................................................................................110
4. Sistemas de Amortização de qualquer tipo, incluindo os sistemas com amortizações constantes (SAC) e com prestações cons-
tantes (Francês ou PRICE) .......................................................................................................................................................... 111
5. Descontos: racional composto e comercial simples .................................................................................................................. 117
6. Séries Uniformes ........................................................................................................................................................................ 119
Noções de Probabilidade E Estatística
1. Conceitos gerais: variável, tipos de variáveis, população, amostra, frequências: absoluta e relativa, frequências acumuladas, 
representações em gráficos e tabelas (linhas, colunas, setores e histogramas) ........................................................................ 129
2. Medidas de tendência central (em dados brutos ou agrupados em classes): média aritmética, média geométrica, média 
ponderada, moda e mediana ..................................................................................................................................................... 140
3. Medidas de Posição: quartis e percentis ................................................................................................................................... 143
4. Medidas de dispersão (em dados brutos ou agrupados em classes): amplitude, variância, desvio padrão e coeficiente de 
variação ...................................................................................................................................................................................... 147
5. Probabilidade: experimento aleatório, espaço amostral, evento; espaços equiprováveis; probabilidade de Laplace; espaços 
não equiprováveis ...................................................................................................................................................................... 149
6. teorema do produto ................................................................................................................................................................. 154
7. probabilidade condicional e independência ............................................................................................................................. 154
8. distribuição binomial ................................................................................................................................................................. 155
Comportamentos Éticos e Compliance
1. Prevenção à lavagem de dinheiro: Lei nº 9.613/98 e suas alterações ....................................................................................... 163
2. Circular nº 3.978, de 23 de janeiro de 2020 e Carta Circular nº 4.001, de 29 de janeiro de 2020 e suas alterações ................ 168
3. Resolução CVM 50/2021 ............................................................................................................................................................ 183
4. Conceitos e medidas de enfrentamento ao assédio moral e sexual ......................................................................................... 196
5. Atitudes éticas, respeito, valores e virtudes .............................................................................................................................. 197
6. noções de ética empresarial e profissional; A gestão da ética nas empresas públicas e privadas ............................................ 199
7. Código de Ética, Conduta e integridade ..................................................................................................................................... 200
8. Segurança da informação: fundamentos, conceitos e mecanismos de segurança; Segurança cibernética: Resolução CMN nº 
4893, de 26 de fevereiro de 2021 .............................................................................................................................................. 220
9. Artigo 37 da Constituição Federal (Princípios constitucionais da Administração Pública: Princípios da legalidade, impessoali-
dade, moralidade, publicidade e eficiência) .............................................................................................................................. 221
10. Sigilo Bancário: Lei Complementar nº 105/2001 e suas alterações ........................................................................................... 223
11. Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD): Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 e suas alterações ........................................ 226
12. Legislação anticorrupção: Lei nº 12.846/2013 e DECRETO Nº 11.129, DE 11 DE JULHO DE 2022 ............................................ 239
13. Política de Responsabilidade Social, Ambiental e Climática - PRASC CAIXA .............................................................................. 252
14. Boas práticas de governança corporativa .................................................................................................................................. 256
Tecnologia da Informação 
1. Engenharia de software: Processos de software: Processo Unificado (UP): conceitos gerais, disciplinas, fases, papéis, ativi-
dades e artefatos; UX; Análise e projeto orientados a objetos; A Linguagem UML: modelos e diagramas; Padrões de projeto; 
Engenharia de requisitos ........................................................................................................................................................... 261
2. Estrutura de dados e algoritmos: Busca sequencial e busca binária sobre arrays; Ordenação (métodos da bolha, ordenação 
por seleção, ordenação por inserção); Lista encadeada; Pilha; Fila; Noções de árvore binária ................................................. 262
3. Linguagens de programação: linguagens de programação, linguagens orientadas a objeto e procedurais; Padrões de Projeto; 
Linguagens Java SE; JEE, Microprofile, C#, .NET, AngularJS; Angular; TypeScript 4.X; Javascript; Python 3.9.X (bibliotecas Pan-
das, NumPy, SciPy, Matplotlib, Tensorflow, PyTorch e Scikit-learn); Scala; R; Kotlin; Objective-C; .Net; Flutter; Swift, Cobol ... 263
ÍNDICE
a solução para o seu concurso!
Editora
4. Desenvolvimento de software para a Web: sistemas distribuídos e microsserviços; Arquitetura e padrões de projeto Java 
EE8; Servlets; JSF; JSP; Ajax; Interoperabilidade de sistemas; SOA e Web Services (Quarkus); Padrões REST, Padrões HTML 
4.01, HTTP response Status code, XHTML 1.0, XML, XSLT, UDDI, WSDL e SOAP ........................................................................ 265
5. Teste de software (Qualidade): Controle da qualidade estático: revisão, inspeção, medição estática, análise estática; Princí-
pios e técnicas de teste de software: teste de unidade, teste de integração, teste de regressão, teste alfa, teste beta, teste de 
segurança, teste de aceitação e de aprovação; Desenvolvimento dirigido por testes .............................................................. 266
6. Bancos de dados: Modelagem conceitual de dados: a abordagem entidade-relacionamento; Modelo relacional de dados 
(conceitos básicos e normalização); Conceitos de banco de dados e sistemas gerenciadores de bancos de dados (SGBD); Lin-
guagem SQL; Data Warehouse – modelagem física de dados: tabelas, índices, particionamento, desempenho; modelagem 
conceitual para data warehouses, dados multidimensionais; Big data: Fundamentos, técnicas de preparação e apresentação 
de dados; soluções de big data .................................................................................................................................................. 266
7. Agilidade: Lean; Lean IT; frameworks (XP; SCRUM; Kanban; SAFe SA; Nexus); ágil em escala e ágil escalado; ferramentas; 
artefatos, métricase indicadores ágeis; management 3.0; Lean UX; Design Thinking; História de Usuário; O backlog do pro-
duto e as técnicas para priorização (Moscow, Scorecard, BUC, Testes de Suposição e Valor de negócio x risco); técnica para 
estimativa de escopo (planning poker, Story points, enquete, T-shirt sizing); kanban e o fluxo de valor; técnicas/cerimônias 
para colaboração e integração do time ágil (SoS, PoSinc, planning, review, retrospectiva, daily, PI Plannig); Integração contí-
nua; Deploy contínuo; Entrega contínua; tratamento de débito técnicos e incidentes; Arquitetura e Qualidade ágeis; DevSe-
cOps ........................................................................................................................................................................................... 275
8. Organização e arquitetura de computadores: Arquitetura básica de um computador: CPU e hierarquia de memória; Arma-
zenamento e representação de dados: base binária e complemento a dois, ponto flutuante e caracteres; Armazenamento e 
representação de instruções; Modos de endereçamento; Conjunto típico de instruções de uma CPU; Subsistema de entrada/
saída e dispositivos de armazenamento secundário ................................................................................................................. 276
9. Sistemas Operacionais: Funções e estrutura de um sistema operacional; Processos: conceitos básicos, comunicação, sincro-
nização e escalonamento; Gerência de memória: partições fixas e variáveis, realocação, memória virtual, swapping, sistemas 
de arquivos; Windows 10 (32-64 bits) e ambiente Linux (SUSE SLES 15 SP2) e IBM z/OS ......................................................... 278
10. Arquiteturas de software: arquitetura em camadas, arquitetura MVC, arquitetura orientada a serviços; arquitetura monolí-
tica, arquitetura microsserviço, micro front end, Nuvem pública e privada, métricas e estimativas de software, Análise por 
pontos de função: conceitos básicos e aplicações; Estratégias de Migração de Aplicações para o ambiente de nuvem, Gover-
nança, Computação Serverless, Segurança Compartilhada ....................................................................................................... 279
11. Gerência de configuração: Conceitos e práticas; Uso de ferramentas de gerência de configuração; Controle de defeitos: con-
ceitos e práticas ......................................................................................................................................................................... 297
12. Portais corporativos: Arquitetura da informação, portlets e RSS; Ferramentas de Gestão de Conteúdos; Modelo de Acessibi-
lidade do Governo Eletrônico .................................................................................................................................................... 303
13. Qualidade de software: CMMI/MPS-BR: Conceitos básicos e objetivos; Disciplinas e formas de representação; Níveis de ca-
pacidade e maturidade .............................................................................................................................................................. 306
14. Conceitos de Arquitetura de Referência: arquitetura de solução para o desenvolvedor básico ............................................... 308
15. Gestão e governança de TI: ITIL v.4; COBIT ................................................................................................................................ 309
Conhecimentos e Comportamentos Digitais
1. Mindset de crescimento, Paradigma da abundância ................................................................................................................. 315
2. Intraempreendedorismo ............................................................................................................................................................ 315
3. Design Thinking, Design de Serviço ........................................................................................................................................... 316
4. Metodologias ágeis, Lean Manufacturing, SCRUM .................................................................................................................... 316
5. Resolução de problemas complexos, visão sistêmica e estratégica ........................................................................................... 317
6. Ciência de dados ........................................................................................................................................................................ 317
7. Senso colaborativo e disposição para somar pontos de dista divergentes ................................................................................ 318
8. Pensamento computacional ...................................................................................................................................................... 318
ÍNDICE
a solução para o seu concurso!
Editora
9. Análise de Negócios ................................................................................................................................................................... 319
10. Liderança, autoliderança e liderança de equipes ....................................................................................................................... 319
11. Autodesenvolvimento ................................................................................................................................................................ 320
12. Experiência do consumidor (Customer experience) .................................................................................................................. 321
13. Inteligência emocional ............................................................................................................................................................... 321
14. Desenvolvimento sustentável (Pacto global e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - ODS) ........................................... 321
15. Objetivos-chaves para resultados (OKR) .................................................................................................................................... 324
16. Gestão do tempo e produtividade ............................................................................................................................................. 324
17. Técnicas e boas práticas para o trabalho à distância ................................................................................................................. 325
18. Aprender a aprender e Aprendizagem contínua (Life long learning) ......................................................................................... 325
9
a solução para o seu concurso!
Editora
LÍNGUA PORTUGUESA
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
Definição Geral
Embora correlacionados, esses conceitos se distinguem, pois 
sempre que compreendemos adequadamente um texto e o objeti-
vo de sua mensagem, chegamos à interpretação, que nada mais é 
do que as conclusões específicas. Exemplificando, sempre que nos 
é exigida a compreensão de uma questão em uma avaliação, a res-
posta será localizada no próprio no texto, posteriormente, ocorre 
a interpretação, que é a leitura e a conclusão fundamentada em 
nossos conhecimentos prévios. 
Compreensão de Textos 
Resumidamente, a compreensão textual consiste na análise 
do que está explícito no texto, ou seja, na identificação da men-
sagem. É assimilar (uma devida coisa) intelectualmente, fazendo 
uso da capacidade de entender, atinar, perceber, compreender. 
Compreender um texto é apreender de forma objetiva a mensa-
gem transmitida por ele. Portanto, a compreensão textual envolve a 
decodificação da mensagem que é feita pelo leitor. Por exemplo, ao 
ouvirmos uma notícia, automaticamente compreendemos a men-
sagem transmitida por ela, assim como o seu propósito comunicati-
vo, que é informar o ouvinte sobre um determinado evento.Interpretação de Textos 
É o entendimento relacionado ao conteúdo, ou melhor, os re-
sultados aos quais chegamos por meio da associação das ideias e, 
em razão disso, sobressai ao texto. Resumidamente, interpretar é 
decodificar o sentido de um texto por indução. 
A interpretação de textos compreende a habilidade de se che-
gar a conclusões específicas após a leitura de algum tipo de texto, 
seja ele escrito, oral ou visual. 
Grande parte da bagagem interpretativa do leitor é resultado 
da leitura, integrando um conhecimento que foi sendo assimilado 
ao longo da vida. Dessa forma, a interpretação de texto é subjetiva, 
podendo ser diferente entre leitores. 
Exemplo de compreensão e interpretação de textos
Para compreender melhor a compreensão e interpretação de 
textos, analise a questão abaixo, que aborda os dois conceitos em 
um texto misto (verbal e visual):
FGV > SEDUC/PE > Agente de Apoio ao Desenvolvimento Escolar Espe-
cial > 2015
Português > Compreensão e interpretação de textos
A imagem a seguir ilustra uma campanha pela inclusão social.
“A Constituição garante o direito à educação para todos e a 
inclusão surge para garantir esse direito também aos alunos com 
deficiências de toda ordem, permanentes ou temporárias, mais ou 
menos severas.”
A partir do fragmento acima, assinale a afirmativa incorreta.
(A) A inclusão social é garantida pela Constituição Federal de 
1988.
(B) As leis que garantem direitos podem ser mais ou menos 
severas.
(C) O direito à educação abrange todas as pessoas, deficientes 
ou não.
(D) Os deficientes temporários ou permanentes devem ser in-
cluídos socialmente.
(E) “Educação para todos” inclui também os deficientes.
Comentário da questão:
Em “A” o texto é sobre direito à educação, incluindo as pessoas 
com deficiência, ou seja, inclusão de pessoas na sociedade. = afir-
mativa correta.
Em “B” o complemento “mais ou menos severas” se refere à 
“deficiências de toda ordem”, não às leis. = afirmativa incorreta.
Em “C” o advérbio “também”, nesse caso, indica a inclusão/
adição das pessoas portadoras de deficiência ao direito à educação, 
além das que não apresentam essas condições. = afirmativa correta.
Em “D” além de mencionar “deficiências de toda ordem”, o 
texto destaca que podem ser “permanentes ou temporárias”. = afir-
mativa correta.
Em “E” este é o tema do texto, a inclusão dos deficientes. = 
afirmativa correta.
Resposta: Logo, a Letra B é a resposta Certa para essa questão, 
visto que é a única que contém uma afirmativa incorreta sobre o 
texto. 
LÍNGUA PORTUGUESA
1010
a solução para o seu concurso!
Editora
IDENTIFICANDO O TEMA DE UM TEXTO
O tema é a ideia principal do texto. É com base nessa ideia 
principal que o texto será desenvolvido. Para que você consiga 
identificar o tema de um texto, é necessário relacionar as diferen-
tes informações de forma a construir o seu sentido global, ou seja, 
você precisa relacionar as múltiplas partes que compõem um todo 
significativo, que é o texto.
Em muitas situações, por exemplo, você foi estimulado a ler um 
texto por sentir-se atraído pela temática resumida no título. Pois o 
título cumpre uma função importante: antecipar informações sobre 
o assunto que será tratado no texto.
Em outras situações, você pode ter abandonado a leitura por-
que achou o título pouco atraente ou, ao contrário, sentiu-se atraí-
do pelo título de um livro ou de um filme, por exemplo. É muito 
comum as pessoas se interessarem por temáticas diferentes, de-
pendendo do sexo, da idade, escolaridade, profissão, preferências 
pessoais e experiência de mundo, entre outros fatores.
Mas, sobre que tema você gosta de ler? Esportes, namoro, se-
xualidade, tecnologia, ciências, jogos, novelas, moda, cuidados com 
o corpo? Perceba, portanto, que as temáticas são praticamente in-
finitas e saber reconhecer o tema de um texto é condição essen-
cial para se tornar um leitor hábil. Vamos, então, começar nossos 
estudos?
Propomos, inicialmente, que você acompanhe um exercício 
bem simples, que, intuitivamente, todo leitor faz ao ler um texto: 
reconhecer o seu tema. Vamos ler o texto a seguir?
CACHORROS
Os zoólogos acreditam que o cachorro se originou de uma 
espécie de lobo que vivia na Ásia. Depois os cães se juntaram aos 
seres humanos e se espalharam por quase todo o mundo. Essa ami-
zade começou há uns 12 mil anos, no tempo em que as pessoas 
precisavam caçar para se alimentar. Os cachorros perceberam que, 
se não atacassem os humanos, podiam ficar perto deles e comer a 
comida que sobrava. Já os homens descobriram que os cachorros 
podiam ajudar a caçar, a cuidar de rebanhos e a tomar conta da 
casa, além de serem ótimos companheiros. Um colaborava com o 
outro e a parceria deu certo.
Ao ler apenas o título “Cachorros”, você deduziu sobre o pos-
sível assunto abordado no texto. Embora você imagine que o tex-
to vai falar sobre cães, você ainda não sabia exatamente o que ele 
falaria sobre cães. Repare que temos várias informações ao longo 
do texto: a hipótese dos zoólogos sobre a origem dos cães, a asso-
ciação entre eles e os seres humanos, a disseminação dos cães pelo 
mundo, as vantagens da convivência entre cães e homens.
As informações que se relacionam com o tema chamamos de 
subtemas (ou ideias secundárias). Essas informações se integram, 
ou seja, todas elas caminham no sentido de estabelecer uma unida-
de de sentido. Portanto, pense: sobre o que exatamente esse texto 
fala? Qual seu assunto, qual seu tema? Certamente você chegou à 
conclusão de que o texto fala sobre a relação entre homens e cães. 
Se foi isso que você pensou, parabéns! Isso significa que você foi 
capaz de identificar o tema do texto!
Fonte: https://portuguesrapido.com/tema-ideia-central-e-ideias-se-
cundarias/
IDENTIFICAÇÃO DE EFEITOS DE IRONIA OU HUMOR EM 
TEXTOS VARIADOS
Ironia
Ironia é o recurso pelo qual o emissor diz o contrário do que 
está pensando ou sentindo (ou por pudor em relação a si próprio ou 
com intenção depreciativa e sarcástica em relação a outrem). 
A ironia consiste na utilização de determinada palavra ou ex-
pressão que, em um outro contexto diferente do usual, ganha um 
novo sentido, gerando um efeito de humor.
Exemplo:
Na construção de um texto, ela pode aparecer em três mo-
dos: ironia verbal, ironia de situação e ironia dramática (ou satírica).
Ironia verbal
Ocorre quando se diz algo pretendendo expressar outro sig-
nificado, normalmente oposto ao sentido literal. A expressão e a 
intenção são diferentes.
Exemplo: Você foi tão bem na prova! Tirou um zero incrível!
Ironia de situação
A intenção e resultado da ação não estão alinhados, ou seja, o 
resultado é contrário ao que se espera ou que se planeja.
Exemplo: Quando num texto literário uma personagem planeja 
uma ação, mas os resultados não saem como o esperado. No li-
vro “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, a 
personagem título tem obsessão por ficar conhecida. Ao longo da 
vida, tenta de muitas maneiras alcançar a notoriedade sem suces-
LÍNGUA PORTUGUESA
11
a solução para o seu concurso!
Editora
so. Após a morte, a personagem se torna conhecida. A ironia é que 
planejou ficar famoso antes de morrer e se tornou famoso após a 
morte.
Ironia dramática (ou satírica)
A ironia dramática é um efeito de sentido que ocorre nos textos 
literários quando o leitor, a audiência, tem mais informações do que 
tem um personagem sobre os eventos da narrativa e sobre inten-
ções de outros personagens. É um recurso usado para aprofundar 
os significados ocultos em diálogos e ações e que, quando captado 
pelo leitor, gera um clima de suspense, tragédia ou mesmo comé-
dia, visto que um personagem é posto em situações que geram con-
flitos e mal-entendidos porque ele mesmo não tem ciência do todo 
da narrativa.
Exemplo: Em livros com narrador onisciente, que sabe tudo o 
que se passa na história com todas as personagens, é mais fácil apa-
recer esse tipo de ironia. A peça como Romeu e Julieta, por exem-
plo, se inicia com a fala que relataque os protagonistas da história 
irão morrer em decorrência do seu amor. As personagens agem ao 
longo da peça esperando conseguir atingir seus objetivos, mas a 
plateia já sabe que eles não serão bem-sucedidos. 
Humor
Nesse caso, é muito comum a utilização de situações que pare-
çam cômicas ou surpreendentes para provocar o efeito de humor.
Situações cômicas ou potencialmente humorísticas comparti-
lham da característica do efeito surpresa. O humor reside em ocor-
rer algo fora do esperado numa situação.
Há diversas situações em que o humor pode aparecer. Há as ti-
rinhas e charges, que aliam texto e imagem para criar efeito cômico; 
há anedotas ou pequenos contos; e há as crônicas, frequentemente 
acessadas como forma de gerar o riso.
Os textos com finalidade humorística podem ser divididos em 
quatro categorias: anedotas, cartuns, tiras e charges.
Exemplo:
ANÁLISE E A INTERPRETAÇÃO DO TEXTO SEGUNDO O GÊ-
NERO EM QUE SE INSCREVE 
Compreender um texto trata da análise e decodificação do que 
de fato está escrito, seja das frases ou das ideias presentes. Inter-
pretar um texto, está ligado às conclusões que se pode chegar ao 
conectar as ideias do texto com a realidade. Interpretação trabalha 
com a subjetividade, com o que se entendeu sobre o texto.
Interpretar um texto permite a compreensão de todo e qual-
quer texto ou discurso e se amplia no entendimento da sua ideia 
principal. Compreender relações semânticas é uma competência 
imprescindível no mercado de trabalho e nos estudos.
Quando não se sabe interpretar corretamente um texto pode-
-se criar vários problemas, afetando não só o desenvolvimento pro-
fissional, mas também o desenvolvimento pessoal.
Busca de sentidos
Para a busca de sentidos do texto, pode-se retirar do mesmo 
os tópicos frasais presentes em cada parágrafo. Isso auxiliará na 
apreensão do conteúdo exposto.
Isso porque é ali que se fazem necessários, estabelecem uma 
relação hierárquica do pensamento defendido, retomando ideias já 
citadas ou apresentando novos conceitos.
Por fim, concentre-se nas ideias que realmente foram explici-
tadas pelo autor. Textos argumentativos não costumam conceder 
espaço para divagações ou hipóteses, supostamente contidas nas 
entrelinhas. Deve-se ater às ideias do autor, o que não quer dizer 
que o leitor precise ficar preso na superfície do texto, mas é fun-
damental que não sejam criadas suposições vagas e inespecíficas. 
Importância da interpretação
A prática da leitura, seja por prazer, para estudar ou para se 
informar, aprimora o vocabulário e dinamiza o raciocínio e a inter-
pretação. A leitura, além de favorecer o aprendizado de conteúdos 
específicos, aprimora a escrita.
Uma interpretação de texto assertiva depende de inúmeros fa-
tores. Muitas vezes, apressados, descuidamo-nos dos detalhes pre-
sentes em um texto, achamos que apenas uma leitura já se faz sufi-
ciente. Interpretar exige paciência e, por isso, sempre releia o texto, 
pois a segunda leitura pode apresentar aspectos surpreendentes 
que não foram observados previamente. Para auxiliar na busca de 
sentidos do texto, pode-se também retirar dele os tópicos frasais 
presentes em cada parágrafo, isso certamente auxiliará na apreen-
são do conteúdo exposto. Lembre-se de que os parágrafos não es-
tão organizados, pelo menos em um bom texto, de maneira aleató-
ria, se estão no lugar que estão, é porque ali se fazem necessários, 
estabelecendo uma relação hierárquica do pensamento defendido, 
retomando ideias já citadas ou apresentando novos conceitos.
Concentre-se nas ideias que de fato foram explicitadas pelo au-
tor: os textos argumentativos não costumam conceder espaço para 
divagações ou hipóteses, supostamente contidas nas entrelinhas. 
Devemos nos ater às ideias do autor, isso não quer dizer que você 
precise ficar preso na superfície do texto, mas é fundamental que 
não criemos, à revelia do autor, suposições vagas e inespecíficas. 
Ler com atenção é um exercício que deve ser praticado à exaustão, 
assim como uma técnica, que fará de nós leitores proficientes.
Diferença entre compreensão e interpretação
A compreensão de um texto é fazer uma análise objetiva do 
texto e verificar o que realmente está escrito nele. Já a interpreta-
ção imagina o que as ideias do texto têm a ver com a realidade. O 
leitor tira conclusões subjetivas do texto.
Gêneros Discursivos
Romance: descrição longa de ações e sentimentos de perso-
nagens fictícios, podendo ser de comparação com a realidade ou 
totalmente irreal. A diferença principal entre um romance e uma 
LÍNGUA PORTUGUESA
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novela é a extensão do texto, ou seja, o romance é mais longo. No 
romance nós temos uma história central e várias histórias secun-
dárias.
 
Conto: obra de ficção onde é criado seres e locais totalmente 
imaginário. Com linguagem linear e curta, envolve poucas perso-
nagens, que geralmente se movimentam em torno de uma única 
ação, dada em um só espaço, eixo temático e conflito. Suas ações 
encaminham-se diretamente para um desfecho.
 
Novela: muito parecida com o conto e o romance, diferencia-
do por sua extensão. Ela fica entre o conto e o romance, e tem a 
história principal, mas também tem várias histórias secundárias. O 
tempo na novela é baseada no calendário. O tempo e local são de-
finidos pelas histórias dos personagens. A história (enredo) tem um 
ritmo mais acelerado do que a do romance por ter um texto mais 
curto.
 
Crônica: texto que narra o cotidiano das pessoas, situações que 
nós mesmos já vivemos e normalmente é utilizado a ironia para 
mostrar um outro lado da mesma história. Na crônica o tempo não 
é relevante e quando é citado, geralmente são pequenos intervalos 
como horas ou mesmo minutos.
 
Poesia: apresenta um trabalho voltado para o estudo da lin-
guagem, fazendo-o de maneira particular, refletindo o momento, 
a vida dos homens através de figuras que possibilitam a criação de 
imagens. 
 
Editorial: texto dissertativo argumentativo onde expressa a 
opinião do editor através de argumentos e fatos sobre um assunto 
que está sendo muito comentado (polêmico). Sua intenção é con-
vencer o leitor a concordar com ele.
 
Entrevista: texto expositivo e é marcado pela conversa de um 
entrevistador e um entrevistado para a obtenção de informações. 
Tem como principal característica transmitir a opinião de pessoas 
de destaque sobre algum assunto de interesse. 
Cantiga de roda: gênero empírico, que na escola se materiali-
za em uma concretude da realidade. A cantiga de roda permite as 
crianças terem mais sentido em relação a leitura e escrita, ajudando 
os professores a identificar o nível de alfabetização delas.
Receita: texto instrucional e injuntivo que tem como objetivo 
de informar, aconselhar, ou seja, recomendam dando uma certa li-
berdade para quem recebe a informação.
 
DISTINÇÃO DE FATO E OPINIÃO SOBRE ESSE FATO
Fato
O fato é algo que aconteceu ou está acontecendo. A existência 
do fato pode ser constatada de modo indiscutível. O fato é uma 
coisa que aconteceu e pode ser comprovado de alguma maneira, 
através de algum documento, números, vídeo ou registro. 
Exemplo de fato:
A mãe foi viajar.
Interpretação
É o ato de dar sentido ao fato, de entendê-lo. Interpretamos 
quando relacionamos fatos, os comparamos, buscamos suas cau-
sas, previmos suas consequências. 
Entre o fato e sua interpretação há uma relação lógica: se apon-
tamos uma causa ou consequência, é necessário que seja plausível. 
Se comparamos fatos, é preciso que suas semelhanças ou diferen-
ças sejam detectáveis.
Exemplos de interpretação:
A mãe foi viajar porque considerou importante estudar em ou-
tro país.
A mãe foi viajar porque se preocupava mais com sua profissão 
do que com a filha.
Opinião 
A opinião é a avaliação que se faz de um fato considerando um 
juízo de valor. É um julgamento que tem como base a interpretação 
que fazemos do fato. 
Nossas opiniões costumam ser avaliadas pelo grau de coerên-
cia que mantêmcom a interpretação do fato. É uma interpretação 
do fato, ou seja, um modo particular de olhar o fato. Esta opinião 
pode alterar de pessoa para pessoa devido a fatores socioculturais.
Exemplos de opiniões que podem decorrer das interpretações 
anteriores:
A mãe foi viajar porque considerou importante estudar em ou-
tro país. Ela tomou uma decisão acertada.
A mãe foi viajar porque se preocupava mais com sua profissão 
do que com a filha. Ela foi egoísta.
Muitas vezes, a interpretação já traz implícita uma opinião. 
Por exemplo, quando se mencionam com ênfase consequên-
cias negativas que podem advir de um fato, se enaltecem previsões 
positivas ou se faz um comentário irônico na interpretação, já esta-
mos expressando nosso julgamento. 
É muito importante saber a diferença entre o fato e opinião, 
principalmente quando debatemos um tema polêmico ou quando 
analisamos um texto dissertativo.
Exemplo:
A mãe viajou e deixou a filha só. Nem deve estar se importando 
com o sofrimento da filha.
Definições e diferenciação: tipos textuais e gêneros textuais 
são dois conceitos distintos, cada qual com sua própria linguagem 
e estrutura. Os tipos textuais gêneros se classificam em razão da 
estrutura linguística, enquanto os gêneros textuais têm sua classi-
ficação baseada na forma de comunicação. Assim, os gêneros são 
variedades existente no interior dos modelos pré-estabelecidos 
dos tipos textuais. A definição de um gênero textual é feita a partir 
dos conteúdos temáticos que apresentam sua estrutura específica. 
Logo, para cada tipo de texto, existem gêneros característicos. 
Como se classificam os tipos e os gêneros textuais
As classificações conforme o gênero podem sofrer mudanças 
e são amplamente flexíveis. Os principais gêneros são: romance, 
conto, fábula, lenda, notícia, carta, bula de medicamento, cardápio 
de restaurante, lista de compras, receita de bolo, etc. Quanto aos ti-
pos, as classificações são fixas, e definem e distinguem o texto com 
LÍNGUA PORTUGUESA
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base na estrutura e nos aspectos linguísticos. Os tipos textuais são: 
narrativo, descritivo, dissertativo, expositivo e injuntivo. Resumin-
do, os gêneros textuais são a parte concreta, enquanto as tipolo-
gias integram o campo das formas, da teoria. Acompanhe abaixo 
os principais gêneros textuais inseridos e como eles se inserem em 
cada tipo textual:
Texto narrativo: esse tipo textual se estrutura em: apresenta-
ção, desenvolvimento, clímax e desfecho. Esses textos se caracteri-
zam pela apresentação das ações de personagens em um tempo e 
espaço determinado. Os principais gêneros textuais que pertencem 
ao tipo textual narrativo são: romances, novelas, contos, crônicas 
e fábulas.
Texto descritivo: esse tipo compreende textos que descrevem 
lugares ou seres ou relatam acontecimentos. Em geral, esse tipo de 
texto contém adjetivos que exprimem as emoções do narrador, e, 
em termos de gêneros, abrange diários, classificados, cardápios de 
restaurantes, folhetos turísticos, relatos de viagens, etc.
Texto expositivo: corresponde ao texto cuja função é transmi-
tir ideias utilizando recursos de definição, comparação, descrição, 
conceituação e informação. Verbetes de dicionário, enciclopédias, 
jornais, resumos escolares, entre outros, fazem parte dos textos ex-
positivos. 
Texto argumentativo: os textos argumentativos têm o obje-
tivo de apresentar um assunto recorrendo a argumentações, isto 
é, caracteriza-se por defender um ponto de vista. Sua estrutura é 
composta por introdução, desenvolvimento e conclusão. Os tex-
tos argumentativos compreendem os gêneros textuais manifesto e 
abaixo-assinado.
Texto injuntivo: esse tipo de texto tem como finalidade de 
orientar o leitor, ou seja, expor instruções, de forma que o emissor 
procure persuadir seu interlocutor. Em razão disso, o emprego de 
verbos no modo imperativo é sua característica principal. Perten-
cem a este tipo os gêneros bula de remédio, receitas culinárias, ma-
nuais de instruções, entre outros.
Texto prescritivo: essa tipologia textual tem a função de instruir 
o leitor em relação ao procedimento. Esses textos, de certa forma, 
impedem a liberdade de atuação do leitor, pois decretam que ele 
siga o que diz o texto. Os gêneros que pertencem a esse tipo de 
texto são: leis, cláusulas contratuais, edital de concursos públicos.
Gêneros textuais predominantemente do tipo textual narra-
tivo
Romance
É um texto completo, com tempo, espaço e personagens bem 
definidosl. Pode ter partes em que o tipo narrativo dá lugar ao des-
critivo em função da caracterização de personagens e lugares. As 
ações são mais extensas e complexas. Pode contar as façanhas de 
um herói em uma história de amor vivida por ele e uma mulher, 
muitas vezes, “proibida” para ele. Entretanto, existem romances 
com diferentes temáticas: romances históricos (tratam de fatos li-
gados a períodos históricos), romances psicológicos (envolvem as 
reflexões e conflitos internos de um personagem), romances sociais 
(retratam comportamentos de uma parcela da sociedade com vis-
tas a realização de uma crítica social). Para exemplo, destacamos 
os seguintes romancistas brasileiros: Machado de Assis, Guimarães 
Rosa, Eça de Queiroz, entre outros.
Conto
É um texto narrativo breve, e de ficção, geralmente em prosa, 
que conta situações rotineiras, anedotas e até folclores. Inicialmen-
te, fazia parte da literatura oral. Boccacio foi o primeiro a reproduzi-
-lo de forma escrita com a publicação de Decamerão. 
Ele é um gênero da esfera literária e se caracteriza por ser uma 
narrativa densa e concisa, a qual se desenvolve em torno de uma 
única ação. Geralmente, o leitor é colocado no interior de uma ação 
já em desenvolvimento. Não há muita especificação sobre o antes 
e nem sobre o depois desse recorte que é narrado no conto. Há a 
construção de uma tensão ao longo de todo o conto.
Diversos contos são desenvolvidos na tipologia textual narrati-
va: conto de fadas, que envolve personagens do mundo da fantasia; 
contos de aventura, que envolvem personagens em um contexto 
mais próximo da realidade; contos folclóricos (conto popular); con-
tos de terror ou assombração, que se desenrolam em um contexto 
sombrio e objetivam causar medo no expectador; contos de misté-
rio, que envolvem o suspense e a solução de um mistério. 
Fábula
É um texto de caráter fantástico que busca ser inverossímil. As 
personagens principais não são humanos e a finalidade é transmitir 
alguma lição de moral.
Novela
É um texto caracterizado por ser intermediário entre a longevi-
dade do romance e a brevidade do conto. Esse gênero é constituído 
por uma grande quantidade de personagens organizadas em dife-
rentes núcleos, os quais nem sempre convivem ao longo do enredo. 
Como exemplos de novelas, podem ser citadas as obras O Alienista, 
de Machado de Assis, e A Metamorfose, de Kafka.
Crônica
É uma narrativa informal, breve, ligada à vida cotidiana, com 
linguagem coloquial. Pode ter um tom humorístico ou um toque de 
crítica indireta, especialmente, quando aparece em seção ou arti-
go de jornal, revistas e programas da TV. Há na literatura brasileira 
vários cronistas renomados, dentre eles citamos para seu conhe-
cimento: Luís Fernando Veríssimo, Rubem Braga, Fernando Sabido 
entre outros.
Diário 
É escrito em linguagem informal, sempre consta a data e não 
há um destinatário específico, geralmente, é para a própria pessoa 
que está escrevendo, é um relato dos acontecimentos do dia. O 
objetivo desse tipo de texto é guardar as lembranças e em alguns 
momentos desabafar. Veja um exemplo:
“Domingo, 14 de junho de 1942
Vou começar a partir do momento em que ganhei você, quando 
o vi na mesa, no meio dos meus outros presentes de aniversário. (Eu 
estava junto quando você foi comprado, e com isso eu não contava.)
Na sexta-feira, 12 de junho, acordei às seis horas, o que não é 
de espantar; afinal, era meu aniversário. Mas não me deixam le-
vantar a essa hora; por isso, tivede controlar minha curiosidade até 
quinze para as sete. Quando não dava mais para esperar, fui até a 
sala de jantar, onde Moortje (a gata) me deu as boas-vindas, esfre-
gando-se em minhas pernas.”
Trecho retirado do livro “Diário de Anne Frank”.
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Gêneros textuais predominantemente do tipo textual descri-
tivo
Currículo
É um gênero predominantemente do tipo textual descritivo. 
Nele são descritas as qualificações e as atividades profissionais de 
uma determinada pessoa.
Laudo
É um gênero predominantemente do tipo textual descritivo. 
Sua função é descrever o resultado de análises, exames e perícias, 
tanto em questões médicas como em questões técnicas.
Outros exemplos de gêneros textuais pertencentes aos textos 
descritivos são: folhetos turísticos; cardápios de restaurantes; clas-
sificados; etc.
Gêneros textuais predominantemente do tipo textual expo-
sitivo
Resumos e Resenhas
O autor faz uma descrição breve sobre a obra (pode ser cine-
matográfica, musical, teatral ou literária) a fim de divulgar este tra-
balho de forma resumida. 
Na verdade resumo e/ou resenha é uma análise sobre a obra, 
com uma linguagem mais ou menos formal, geralmente os rese-
nhistas são pessoas da área devido o vocabulário específico, são 
estudiosos do assunto, e podem influenciar a venda do produto de-
vido a suas críticas ou elogios.
Verbete de dicionário
Gênero predominantemente expositivo. O objetivo é expor 
conceitos e significados de palavras de uma língua.
Relatório Científico
Gênero predominantemente expositivo. Descreve etapas de 
pesquisa, bem como caracteriza procedimentos realizados.
Conferência
Predominantemente expositivo. Pode ser argumentativo tam-
bém. Expõe conhecimentos e pontos de vistas sobre determinado 
assunto. Gênero executado, muitas vezes, na modalidade oral.
Outros exemplos de gêneros textuais pertencentes aos textos 
expositivos são: enciclopédias; resumos escolares; etc.
Gêneros textuais pertencentes aos textos argumentativos
Artigo de Opinião
É comum1 encontrar circulando no rádio, na TV, nas revistas, 
nos jornais, temas polêmicos que exigem uma posição por parte 
dos ouvintes, espectadores e leitores, por isso, o autor geralmen-
te apresenta seu ponto de vista sobre o tema em questão através 
do artigo de opinião.
Nos tipos textuais argumentativos, o autor geralmente tem 
a intenção de convencer seus interlocutores e, para isso, precisa 
apresentar bons argumentos, que consistem em verdades e opini-
ões.
1 http://www.odiarioonline.com.br/noticia/43077/VENDEDOR-BRASILEIRO-
ESTA-MENOS-SIMPATICO
O artigo de opinião é fundamentado em impressões pessoais 
do autor do texto e, por isso, são fáceis de contestar.
Discurso Político
O discurso político2 é um texto argumentativo, fortemente per-
suasivo, em nome do bem comum, alicerçado por pontos de vista 
do emissor ou de enunciadores que representa, e por informações 
compartilhadas que traduzem valores sociais, políticos, religiosos 
e outros. Frequentemente, apresenta-se como uma fala coletiva 
que procura sobrepor-se em nome de interesses da comunidade 
e constituir norma de futuro. Está inserido numa dinâmica social 
que constantemente o altera e ajusta a novas circunstâncias. Em 
períodos eleitorais, a sua maleabilidade permite sempre uma res-
posta que oscila entre a satisfação individual e os grandes objetivos 
sociais da resolução das necessidades elementares dos outros.
Hannah Arendt (em The Human Condition) afirma que o dis-
curso político tem por finalidade a persuasão do outro, quer para 
que a sua opinião se imponha, quer para que os outros o admirem. 
Para isso, necessita da argumentação, que envolve o raciocínio, e 
da eloquência da oratória, que procura seduzir recorrendo a afetos 
e sentimentos. 
O discurso político é, provavelmente, tão antigo quanto a vida 
do ser humano em sociedade. Na Grécia antiga, o político era o 
cidadão da “pólis” (cidade, vida em sociedade), que, responsável 
pelos negócios públicos, decidia tudo em diálogo na “agora” (praça 
onde se realizavam as assembleias dos cidadãos), mediante pala-
vras persuasivas. Daí o aparecimento do discurso político, baseado 
na retórica e na oratória, orientado para convencer o povo.
O discurso político implica um espaço de visibilidade para o ci-
dadão, que procura impor as suas ideias, os seus valores e projetos, 
recorrendo à força persuasiva da palavra, instaurando um processo 
de sedução, através de recursos estéticos como certas construções, 
metáforas, imagens e jogos linguísticos. Valendo-se da persuasão e 
da eloquência, fundamenta-se em decisões sobre o futuro, prome-
tendo o que pode ser feito.
Requerimento
Predominantemente dissertativo-argumentativo. O requeri-
mento tem a função de solicitar determinada coisa ou procedimen-
to. Ele é dissertativo-argumentativo pela presença de argumenta-
ção com vistas ao convencimento
Outros exemplos de gêneros textuais pertencentes aos textos 
argumentativos são: abaixo-assinados; manifestos; sermões; etc.
Gêneros textuais predominantemente do tipo textual injun-
tivo 
Bulas de remédio
 A bula de remédio traz também o tipo textual descritivo. Nela 
aparecem as descrições sobre a composição do remédio bem como 
instruções quanto ao seu uso.
Manual de instruções
O manual de instruções tem como objetivo instruir sobre os 
procedimentos de uso ou montagem de um determinado equipa-
mento.
2 https://www.infopedia.pt/$discurso-politico
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Exemplos de gêneros textuais pertencentes aos textos injunti-
vos são: receitas culinárias, instruções em geral.
Gêneros textuais predominantemente do tipo textual prescri-
tivo
Exemplos de gêneros textuais pertencentes aos textos prescri-
tivos são: leis; cláusulas contratuais; edital de concursos públicos; 
receitas médicas, etc.
Outros Exemplos
Carta 
Esta, dependendo do destinatário pode ser informal, quando é 
destinada a algum amigo ou pessoa com quem se tem intimidade. E 
formal quando destinada a alguém mais culto ou que não se tenha 
intimidade. 
Dependendo do objetivo da carta a mesma terá diferentes es-
tilos de escrita, podendo ser dissertativa, narrativa ou descritiva. As 
cartas se iniciam com a data, em seguida vem a saudação, o corpo 
da carta e para finalizar a despedida.
Propaganda 
Este gênero aparece também na forma oral, diferente da maio-
ria dos outros gêneros. Suas principais características são a lingua-
gem argumentativa e expositiva, pois a intenção da propaganda é 
fazer com que o destinatário se interesse pelo produto da propa-
ganda. O texto pode conter algum tipo de descrição e sempre é 
claro e objetivo.
Notícia 
Este é um dos tipos de texto que é mais fácil de identificar. Sua 
linguagem é narrativa e descritiva e o objetivo desse texto é infor-
mar algo que aconteceu.
A notícia é um dos principais tipos de textos jornalísticos exis-
tentes e tem como intenção nos informar acerca de determinada 
ocorrência. Bastante recorrente nos meios de comunicação em ge-
ral, seja na televisão, em sites pela internet ou impresso em jornais 
ou revistas.
Caracteriza-se por apresentar uma linguagem simples, clara, 
objetiva e precisa, pautando-se no relato de fatos que interessam 
ao público em geral. A linguagem é clara, precisa e objetiva, uma 
vez que se trata de uma informação.
Editorial
O editorial é um tipo de texto jornalístico que geralmente apa-
rece no início das colunas. Diferente dos outros textos que com-
põem um jornal, de caráter informativo, os editoriais são textos 
opinativos.
Embora sejam textos de caráter subjetivo, podem apresentar 
certa objetividade. Isso porque são os editoriais que apresentam 
os assuntos que serão abordados em cada seção do jornal, ou seja, 
Política, Economia, Cultura, Esporte, Turismo, País, Cidade, Classifi-
cados, entre outros.
Os textos são organizados pelos editorialistas, que expressam 
as opiniões da equipe e, por isso, não recebem a assinaturado au-
tor. No geral, eles apresentam a opinião do meio de comunicação 
(revista, jornal, rádio, etc.).
Tanto nos jornais como nas revistas podemos encontrar os edi-
toriais intitulados como “Carta ao Leitor” ou “Carta do Editor”.
Em relação ao discurso apresentado, esse costuma se apoiar 
em fatos polêmicos ligados ao cotidiano social. E quando falamos 
em discurso, logo nos atemos à questão da linguagem que, mesmo 
em se tratando de impressões pessoais, o predomínio do padrão 
formal, fazendo com que prevaleça o emprego da 3ª pessoa do sin-
gular, ocupa lugar de destaque. 
Reportagem
Reportagem é um texto jornalístico amplamente divulgado nos 
meios de comunicação de massa. A reportagem informa, de modo 
mais aprofundado, fatos de interesse público. Ela situa-se no ques-
tionamento de causa e efeito, na interpretação e no impacto, so-
mando as diferentes versões de um mesmo acontecimento.
A reportagem não possui uma estrutura rígida, mas geralmen-
te costuma estabelecer conexões com o fato central, anunciado no 
que chamamos de lead. A partir daí, desenvolve-se a narrativa do 
fato principal, ampliada e composta por meio de citações, trechos 
de entrevistas, depoimentos, dados estatísticos, pequenos resu-
mos, dentre outros recursos. É sempre iniciada por um título, como 
todo texto jornalístico.
O objetivo de uma reportagem é apresentar ao leitor várias 
versões para um mesmo fato, informando-o, orientando-o e contri-
buindo para formar sua opinião.
A linguagem utilizada nesse tipo de texto é objetiva, dinâmi-
ca e clara, ajustada ao padrão linguístico divulgado nos meios de 
comunicação de massa, que se caracteriza como uma linguagem 
acessível a todos os públicos, mas pode variar de formal para mais 
informal dependendo do público a que se destina. Embora seja im-
pessoal, às vezes é possível perceber a opinião do repórter sobre os 
fatos ou sua interpretação.3
Gêneros Textuais e Gêneros Literários
Conforme o próprio nome indica, os gêneros textuais se refe-
rem a qualquer tipo de texto, enquanto os gêneros literários se re-
ferem apenas aos textos literários.
Os gêneros literários são divisões feitas segundo características 
formais comuns em obras literárias, agrupando-as conforme crité-
rios estruturais, contextuais e semânticos, entre outros.
- Gênero lírico;
- Gênero épico ou narrativo;
- Gênero dramático.
Gênero Lírico
É certo tipo de texto no qual um eu lírico (a voz que fala no po-
ema e que nem sempre corresponde à do autor) exprime suas emo-
ções, ideias e impressões em face do mundo exterior. Normalmente 
os pronomes e os verbos estão em 1ª pessoa e há o predomínio da 
função emotiva da linguagem.
Elegia
Um texto de exaltação à morte de alguém, sendo que a mor-
te é elevada como o ponto máximo do texto. O emissor expressa 
tristeza, saudade, ciúme, decepção, desejo de morte. É um poema 
melancólico. Um bom exemplo é a peça Roan e Yufa, de William 
Shakespeare.
3 CEREJA, William Roberto & MAGALHÃES, Thereza Cochar. Texto e 
interação. São Paulo, Atual Editora, 2000
LÍNGUA PORTUGUESA
1616
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Epitalâmia
Um texto relativo às noites nupciais líricas, ou seja, noites ro-
mânticas com poemas e cantigas. Um bom exemplo de epitalâmia é 
a peça Romeu e Julieta nas noites nupciais.
Ode (ou hino)
É o poema lírico em que o emissor faz uma homenagem à 
pátria (e aos seus símbolos), às divindades, à mulher amada, ou a 
alguém ou algo importante para ele. O hino é uma ode com acom-
panhamento musical.
Idílio (ou écloga) 
Poema lírico em que o emissor expressa uma homenagem à 
natureza, às belezas e às riquezas que ela dá ao homem. É o poema 
bucólico, ou seja, que expressa o desejo de desfrutar de tais belezas 
e riquezas ao lado da amada (pastora), que enriquece ainda mais 
a paisagem, espaço ideal para a paixão. A écloga é um idílio com 
diálogos (muito rara).
Sátira
É o poema lírico em que o emissor faz uma crítica a alguém 
ou a algo, em tom sério ou irônico. Tem um forte sarcasmo, pode 
abordar críticas sociais, a costumes de determinada época, assun-
tos políticos, ou pessoas de relevância social.
Acalanto
Canção de ninar.
Acróstico
Composição lírica na qual as letras iniciais de cada verso for-
mam uma palavra ou frase. Ex.:
Amigos são
Muitas vezes os
Irmãos que escolhemos.
Zelosos, eles nos
Ajudam e
Dedicam-se por nós, para que nossa relação seja verdadeira e 
Eterna
https://www.todamateria.com.br/acrostico/
Balada
Uma das mais primitivas manifestações poéticas, são cantigas 
de amigo (elegias) com ritmo característico e refrão vocal que se 
destinam à dança.
Canção (ou Cantiga, Trova)
Poema oral com acompanhamento musical.
Gazal (ou Gazel)
Poesia amorosa dos persas e árabes; odes do oriente médio.
Soneto
É um texto em poesia com 14 versos, dividido em dois quarte-
tos e dois tercetos.
Vilancete
São as cantigas de autoria dos poetas vilões (cantigas de escár-
nio e de maldizer); satíricas, portanto. 
Gênero Épico ou Narrativo
Na Antiguidade Clássica, os padrões literários reconhecidos 
eram apenas o épico, o lírico e o dramático. Com o passar dos anos, 
o gênero épico passou a ser considerado apenas uma variante do 
gênero literário narrativo, devido ao surgimento de concepções de 
prosa com características diferentes: o romance, a novela, o conto, 
a crônica, a fábula. 
Épico (ou Epopeia)
Os textos épicos são geralmente longos e narram histórias de 
um povo ou de uma nação, envolvem aventuras, guerras, viagens, 
gestos heroicos, etc. Normalmente apresentam um tom de exalta-
ção, isto é, de valorização de seus heróis e seus feitos. Dois exem-
plos são Os Lusíadas, de Luís de Camões, e Odisseia, de Homero.
Ensaio
É um texto literário breve, situado entre o poético e o didático, 
expondo ideias, críticas e reflexões morais e filosóficas a respeito de 
certo tema. É menos formal e mais flexível que o tratado. 
Consiste também na defesa de um ponto de vista pessoal e 
subjetivo sobre um tema (humanístico, filosófico, político, social, 
cultural, moral, comportamental, etc.), sem que se paute em for-
malidades como documentos ou provas empíricas ou dedutivas de 
caráter científico. Exemplo: Ensaio sobre a tolerância, de John Lo-
cke.
Gênero Dramático
Trata-se do texto escrito para ser encenado no teatro. Nesse 
tipo de texto, não há um narrador contando a história. Ela “aconte-
ce” no palco, ou seja, é representada por atores, que assumem os 
papéis das personagens nas cenas.
Tragédia
É a representação de um fato trágico, suscetível de provocar 
compaixão e terror. Aristóteles afirmava que a tragédia era “uma re-
presentação duma ação grave, de alguma extensão e completa, em 
linguagem figurada, com atores agindo, não narrando, inspirando 
dó e terror”. Ex.: Romeu e Julieta, de Shakespeare.
Farsa
A farsa consiste no exagero do cômico, graças ao emprego de 
processos como o absurdo, as incongruências, os equívocos, a ca-
ricatura, o humor primário, as situações ridículas e, em especial, o 
engano.
Comédia
É a representação de um fato inspirado na vida e no sentimento 
comum, de riso fácil. Sua origem grega está ligada às festas popu-
lares.
Tragicomédia
Modalidade em que se misturam elementos trágicos e cômi-
cos. Originalmente, significava a mistura do real com o imaginário.
Poesia de cordel
Texto tipicamente brasileiro em que se retrata, com forte apelo 
linguístico e cultural nordestinos, fatos diversos da sociedade e da 
realidade vivida por este povo.
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Discurso Religioso4
A Análise Crítica do Discurso (ADC) tem como fulcro a aborda-
gem das relações (internas e recíprocas) entre linguagem e socie-
dade. Os textos produzidos socialmente em eventos autênticos são 
resultantes da estruturação social da linguagem que os consome 
e os faz circular. Por outro lado, esses mesmos textos são também 
potencialmente transformadores dessa estruturação social da lin-
guagem, assim como os eventos sociais são tanto resultado quanto 
substratodessas estruturas sociais.
O discurso religioso é “aquele em que há uma relação espon-
tânea com o sagrado” sendo, portanto, “mais informal”; enquanto 
o teológico é o tipo de “discurso em que a mediação entre a alma 
religiosa e o sagrado se faz por uma sistematização dogmática das 
verdades religiosas, e onde o teólogo (...) aparece como aquele que 
faz a relação entre os dois mundos: o mundo hebraico e o mundo 
cristão”, sendo, assim, “mais formal”. Porém, podemos falar em DR 
de maneira globalizante.
Assim, temos:
- Desnivelamento, assimetria na relação entre o locutor e o ou-
vinte – o locutor está no plano espiritual (Deus), e o ouvinte está no 
plano temporal (os adoradores). As duas ordens de mundo são to-
talmente diferentes para os sujeitos, e essa ordem é afetada por um 
valor hierárquico, por uma desigualdade, por um desnivelamento. 
Deus, o locutor, é imortal, eterno, onipotente, onipresente, onis-
ciente, em resumo, o todo-poderoso. Os seres humanos, os ouvin-
tes, são mortais, efêmeros e finitos.
- Modos de representação. A voz no discurso religioso (DR) se 
fala em seus representantes (Padre, pastor, profeta), essa é uma 
forma de relação simbólica. Essa apropriação ocorre sem explicitar 
os mecanismos de incorporação da voz, aspecto que caracteriza a 
mistificação.
- O ideal do DR é que o ‘representante’, o que se apropria do 
discurso de Deus’, não o modifique. Ele deve seguir regras restritas 
reguladas pelo texto sagrado, pela Igreja, pelas liturgias. Deve-se 
manter distância entre ‘o dito de Deus’ e ‘o dizer do homem’.
- A interpretação da palavra de Deus é regulada. “Os sentidos 
não podem ser quaisquer sentidos: o discurso religioso tende forte-
mente para a monossemia”.
- Dualismos, as formas da ilusão da reversibilidade: plano hu-
mano e plano divino; ordem temporal e ordem espiritual; sujeitos e 
Sujeito; homem e Deus. A ilusão ocorre na passagem de um plano 
para outro e pode ter duas direções: de cima para baixo, ou seja, 
de Deus para os homens, momento em que Ele compartilha suas 
propriedades (ministração de sacramentos, bênçãos); de baixo para 
cima, quando o homem se alça a Deus, principalmente, através da 
visão, da profecia. Estas são formas de ‘ultrapassagem’.
- Escopo do discurso religioso. A fé separa os fiéis dos não-fiéis, 
“os convictos dos não-convictos. Logo, é o parâmetro pelo qual de-
limita a comunidade e constitui o escopo do discurso religioso em 
suas duas formações características: para os que creem, o discurso 
religioso é uma promessa, para os que não creem é uma ameaça.
Os discursos religiosos, como já vimos, se mostram com estru-
turas rígidas quanto aos papéis dos interlocutores (a divindade e os 
seres humanos). Os dogmas sagrados, por exemplos, fé e Deus, são 
4 https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/soletras/article/
download/4694/3461#:~:text=O%20discurso%20religioso%20%C3%A9%20
aquele,discurso%20(Orlandi%2C%201996).&text=locutor%20est%C3%A1%20
no%20plano%20espiritual,plano%20temporal%20(os%20adoradores).
intocáveis. “Deus define-se (...) a si mesmo como sujeito por exce-
lência, aquele que é por si e para si (Sou aquele que É) e aquele que 
interpela seu sujeito (...) eis quem tu és: é Pedro.”
Outros traços do DR se configuram com o uso do imperativo e 
do vocativo – características inerentes de discursos de doutrinação; 
uso de metáforas – explicitadas por paráfrases que indicam a leitura 
apropriada para as metáforas utilizadas; uso de citações no original 
(grego, hebraico, latim) – traduzidas para a língua em uso através de 
perífrases extensas e explicativas em que se busca aproveitar o má-
ximo o efeito de sentido advindo da língua original; o uso de perfor-
mativos – uso de verbos em que o ‘dizer’ representa o ‘fazer’; o uso 
de sintagmas cristalizados – usadas em orações e funções fáticas.
Ainda em relação às unidades textuais, podemos acrescentar o 
uso de determinadas formas simbólicas do DR como as parábolas, a 
utilização de certos temas, como a efemeridade da vida humana, a 
vida eterna, o galardão, entre outros. Acrescenta-se também como 
marca a intertextualidade.
Discurso Jurídico5
O discurso legal caracteriza-se como um discurso hierárquico 
e dominante, baseado numa estrutura de exclusão e discriminação 
de várias minorias sociais, como os pobres, os negros, os homos-
sexuais, as mulheres, etc. A especificidade da linguagem jurídica, 
e as restrições educacionais quanto a quem pode militar na Área 
(advogados, promotores, juízes, etc.), são apenas algumas das es-
tratégias utilizadas pelo sistema jurídico para manter o discurso le-
gal inacessível à maioria das pessoas, e desta forma protege-lo de 
análises e críticas.
Como em todo discurso dominante, as posições de poder cria-
das para os participantes de textos legais são particularmente assi-
métricas, como é o caso num julgamento (e.g. entre o juiz e o réu; 
entre o juiz e as testemunhas; etc.). Os juízes, por exemplo, detêm 
um poder especial devido ao seu status social e ao seu acesso privi-
legiado ao discurso legal (são eles que produzem a forma final dos 
textos legais). Portanto, é a visão de mundo do juiz que prevalece 
nas sentenças, em detrimento de outras posições alternativas.
Além de relações de poder, os textos legais também expressam 
relações de gênero. A lei e a cultura masculina estão intimamen-
te ligadas; o sistema jurídico é quase que inteiramente dominado 
por homens (só recentemente as mulheres passaram a fazer parte 
de instituições jurídicas) e, de forma geral, ele expressa uma visão 
masculina do mundo. As mulheres que são parte em processos le-
gais (e.g. reclamantes, rés, testemunhas, etc.) estão expostas a um 
duplo grau de discriminação e exclusão: primeiro, como leigas, elas 
ocupam uma posição desfavorecida se comparadas com militantes 
legais (advogados, juízes, promotores, etc.); segundo, elas são estig-
matizadas também por serem mulheres, e têm seu comportamento 
social e sexual avaliado e controlado pelo discurso jurídico.
Discurso Técnico6
Para o desempenho de tal papel, eles contam com suas carac-
terísticas intrínsecas, as quais são responsáveis pelo “rótulo” que 
cada tipo textual carrega.
5 https://periodicos.ufsc.br/index.php/revistacfh/article/
download/23353/21030/0
6 https://revistas.ufg.br/lep/article/download/32601/17331/
LÍNGUA PORTUGUESA
1818
a solução para o seu concurso!
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Tais características se evidenciam formal e funcionalmente e 
são percebidas, de maneira mais ou menos clara pelo leitor/ouvin-
te. Afinal, todos os tipos de texto têm um público fiel, ao qual se 
destinam.
Os autores que têm o texto técnico como objeto de estudo con-
cordam que ele apresenta as seguintes características:
• Linguagem monossêmica;
• Vocabulário específico ou léxico especializado;
• Objetividade;
• Emprego de voz passiva;
• Preferência pelo emprego do tempo verbal presente.
 As características apontadas acima coadunam-se com o obje-
tivo principal de qualquer produção de cunho técnico: transmissão 
de conhecimentos de forma clara e imparcial. Embora a objetivida-
de e a neutralidade sejam fiéis parceiras do texto técnico, não se 
pode afirmar que esse tipo textual seja isento das marcas de seu 
autor, enquanto produtor de ideias e veiculador de informações. 
Quando há a troca da 3ª pessoa do singular pela 1ª pessoa do plu-
ral, por exemplo, o autor tem a intenção de conquistar o seu in-
terlocutor, tornando-o um parceiro “na assunção das informações 
dadas, numa forma de estratégia argumentativa.”
Todo tipo textual possui a argumentatividade, porém essa apa-
rece de modo mais intenso e explícito em alguns textos e de modo 
menos intenso e explícito em outros. Para complementar a afirma-
ção dessas autoras, cita-se Benveniste para o qual, o sujeito está 
sempre presente no texto, não havendo, portanto, texto neutro ou 
imparcial.
Percebe-se, então, que o texto técnico possui características 
que o diferenciam dos demais tipos de textos. No entanto, não se 
deve afirmar que ele seja desprovidode marcas autorais. Tanto é 
verdade, que alguns autores de textos técnicos não dispensam o 
uso de certos advérbios e conjunções, por exemplo, expedientes 
que têm a função de modalizar o discurso.
A modalização, nesse tipo de texto, pode aparecer de forma 
implícita e/ou explícita. Sob essa última forma, verificam-se o apa-
recimento de construções específicas, tais como as nominalizações, 
a voz passiva, o emprego de determinadas conjunções e preposi-
ções.
Discurso Acadêmico/Científico7
O texto como objeto abstrato se configura no campo da lin-
guística como teoria geral. Já discurso é uma realidade de intera-
ção-enunciação objeto de análises discursivas. Enquanto os textos, 
como objetos concretos, são aqueles que se apresentam completos 
constituídos de um ato de enunciação que visa à interação entre 
produtor e interlocutor. Partindo dessas concepções, percebe- se 
que texto e discurso se complementam, pois, para o autor, “a sepa-
ração do textual e do discursivo é essencialmente metodológica”, 
o que leva à distinção entre os dois a anular-se. Neste caso, texto e 
discurso são unidades complementares.
A partir da compreensão de discurso, passa-se a refletir sobre 
o que vem ser discurso científico. Para Guimarães é aquele em que 
“o autor pretende fazer o leitor saber.” Ou seja, a intenção do autor 
7 http://www.repositorio.jesuita.org.br/bitstream/handle/UNISINOS/4823/
MARIA%20DE%20F%c3%81TIMA%20RIBEIRO%20DOS%20SANTOS_.
pdf?sequence=1&isAllowed=y
é fazer o leitor ou pesquisador saber como os resultados daquela 
pesquisa foram alcançados, dando-lhe oportunidade de repetir os 
procedimentos metodológicos em outras pesquisas similares.
Para Carioca, “o discurso científico é a forma de apresentação 
da linguagem que circula na comunidade científica em todo o mun-
do. Sua formulação depende de uma pesquisa minuciosa e efetiva 
sobre um objeto, que é metodologicamente analisado à luz de uma 
teoria.” Outra posição é que o discurso científico não se dá apenas 
pela comprovação ou refutação do que foi escrito, dá-se também 
pela aceitabilidade dos pares que compõem a comunidade espe-
cífica.
Desse modo, pode-se dizer que a estrutura global da comunica-
ção científica está respaldada em parâmetros normativos referen-
tes à produção de gêneros e à produção da linguagem, ou seja, o 
discurso acadêmico se estabeleceu dentro de convenções instituí-
das pela comunidade científica, que, ao longo do tempo, se expres-
sa por características, como impessoalidade, objetividade, clareza, 
precisão, modéstia, simplicidade, fluência, dentre outros.
É importante apresentar a posição de Charaudeau sobre a 
problemática entre o discurso informativo (DI) e discurso científico 
(DC). Para o autor, o que eles têm em comum é a problemática da 
prova. “[...] o primeiro se atém essencialmente a uma prova pela 
designação e pela figuração (a ordem da constatação, do testemu-
nho, do relato de reconstituição dos fatos), o segundo inscreve a 
prova num programa de demonstração racional.”.
Percebe-se que o interesse principal do discurso informativo é 
transmitir uma verdade através dos fatos. Já o discurso científico se 
impõe pela prova da racionalidade que reside na força da argumen-
tatividade. E mais, este deve se comprometer com a logicidade das 
ideias para estas se tornem mais convincentes.
Como se viu, o discurso acadêmico é produzido dentro de uma 
esfera de comunicação relativamente definida chamada de comuni-
dade científica. Em geral, no ensino superior, vão se encontrar mo-
delos de discurso acadêmico que já se tornaram consagrados para 
essa comunidade. Na subseção que segue se mostrará especifica-
mente alguns deles.
O primeiro modelo, monografia de análise teórica, evidencia 
uma organização de ideias advindas de bibliografias selecionadas 
sobre um determinado assunto. Nesse tipo, pode-se fazer uma aná-
lise crítica ou comparativa de uma teoria ou modelo já consagrado 
pela comunidade científica. O modelo metodológico indicado pelos 
autores é: escolha do assunto/ delimitação do tema; bibliografia 
pertinente ao tema; levantamento de dados específicos da área sob 
estudo; fundamentação teórica; metodologia e modelos aplicáveis; 
análise e interpretação das informações; conclusões e resultados.
No segundo modelo, monografia de análise teórico-empírica, 
faz-se uma análise interpretativa de dados primários, com apoio de 
fontes secundárias, passando-se para o teste de hipóteses, mode-
los ou teorias. A partir dos dados primários e secundários, o autor 
/pesquisador mostrará um trabalho inovador. Quanto ao modelo 
metodológico, tem-se: realidade observável; pergunta problema e 
objetivo proposto; bibliografia e dados secundários; teoria perti-
nente ao tema (conceitos, técnicas, constructos) e dados secundá-
rios; instrumentos de pesquisa (questionário); pesquisa empírica; 
análise; conclusões e resultados.
No terceiro modelo, monografia de estudo de caso, o autor/
pesquisador faz uma análise específica da relação existente entre 
um caso e hipóteses, modelos e teorias. O modelo metodológico 
adotado obedece aos seguintes passos: escolha do assunto/delimi-
tação do tema; bibliografia pertinente ao tema (área específica sob 
LÍNGUA PORTUGUESA
19
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estudo); fundamentação teórica; levantamento de dados da organi-
zação sob estudo; caracterização da organização; análise e interpre-
tação das informações; conclusões e resultados.
Observa-se que esses modelos possuem suas particularidades, 
mas também aspectos que coincidem. Este é o caso da pesquisa 
bibliográfica, que é imprescindível em qualquer trabalho científico.
Discurso Literário8
O discurso literário pode não ser apenas ligado aos procedi-
mentos adotados pelo autor, mas também, e talvez mais direta-
mente do que se pensa, ligado ao contexto sociocultural no qual 
está inserido, evidenciando-se, nem sempre claramente, uma influ-
ência das instituições que o cercam na escolha de determinados 
procedimentos de linguagem.
A ideia de que o discurso literário constrói-se a partir de ele-
mentos intrínsecos ao texto literário tomou corpo com os estudos 
realizados no início do século XX. Foram os formalistas russos que 
demonstraram uma preocupação com a materialidade do texto lite-
rário, recusando, num primeiro momento, explicações de base ex-
traliterária. Neste sentido, o que importava para os integrantes do 
movimento era o procedimento, ou seja, o princípio da organização 
da obra como produto estético. Assim, a preocupação dos formalis-
tas era investigar e explicar o que faz de uma determinada obra uma 
obra literária, nas palavras de Jakobson: “a poesia é linguagem em 
sua função estética. Deste modo, o objeto do estudo literário não é 
a literatura, mas a literariedade, isto é, aquilo que torna determina-
da obra uma obra literária”. A questão da literariedade como pro-
cesso ou procedimento de elaboração está centrado nas estruturas 
que diferenciam o texto literário de outros textos.
A literariedade é conceituada não só pela linguagem diferen-
ciada que gera o estranhamento, mas também histórica e cultural-
mente. Uma obra literária não pode ser apenas uma construção 
bem elaborada, mas deve também retratar o homem de sua época 
ou época anterior, com todas as suas angústias, desejos e forma de 
pensar. Tornando-se, assim, não apenas um material para ser estu-
dado linguisticamente, mas também e, principalmente, uma obra 
viva em que toda vez que se relê encontre-se algo novo e represen-
tativo do ser humano.
INTERTEXTUALIDADE
— Definições gerais
Intertextualidade é, como o próprio nome sugere, uma relação 
entre textos que se exerce com a menção parcial ou integral de 
elementos textuais (formais e/ou semânticos) que fazem referência 
a uma ou a mais produções pré-existentes; é a inserção em um texto 
de trechos extraídos de outros textos. Esse diálogo entre textos 
não se restringe a textos verbais (livros, poemas, poesias, etc.) e 
envolve, também composições de natureza não verbal(pinturas, 
esculturas, etc.) ou mista (filmes, peças publicitárias, música, 
desenhos animados, novelas, jogos digitais, etc.).
— Intertextualidade Explícita x Implícita 
– Intertextualidade explícita: é a reprodução fiel e integral 
da passagem conveniente, manifestada aberta e diretamente nas 
palavras do autor. Em caso de desconhecimento preciso sobre a 
8 http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_
teses/LinguaPortuguesa/artigo12.pdf
obra que originou a referência, o autor deve fazer uma prévia da 
existência do excerto em outro texto, deixando a hipertextualidade 
evidente. 
As características da intertextualidade explícita são: 
– Conexão direta com o texto anterior; 
– Obviedade, de fácil identificação por parte do leitor, sem 
necessidade de esforço ou deduções; 
– Não demanda que o leitor tenha conhecimento preliminar 
do conteúdo;
– Os elementos extraídos do outro texto estão claramente 
transcritos e referenciados.
– Intertextualidade explícita direta e indireta: em textos 
acadêmicos, como dissertações e monografias, a intertextualidade 
explícita é recorrente, pois a pesquisa acadêmica consiste 
justamente na contribuição de novas informações aos saberes já 
produzidos. Ela ocorre em forma de citação, que, por sua vez, pode 
ser direta, com a transcrição integral (cópia) da passagem útil, ou 
indireta, que é uma clara exploração das informações, mas sem 
transcrição, re-elaborada e explicada nas palavras do autor. 
– Intertextualidade implícita: esse modo compreende os textos 
que, ao aproveitarem conceitos, dados e informações presentes em 
produções prévias, não fazem a referência clara e não reproduzem 
integralmente em sua estrutura as passagens envolvidas. Em 
outras palavras, faz-se a menção sem revelá-la ou anunciá-la. 
De qualquer forma, para que se compreenda o significado da 
relação estabelecida, é indispensável que o leitor seja capaz de 
reconhecer as marcas intertextuais e, em casos mais específicos, 
ter lido e compreendido o primeiro material. As características da 
intertextualidade implícita são: conexão indireta com o texto fonte; 
o leitor não a reconhece com facilidade; demanda conhecimento 
prévio do leitor; exigência de análise e deduções por parte do leitor; 
os elementos do texto pré-existente não estão evidentes na nova 
estrutura.
— Tipos de Intertextualidade
1 – Paródia: é o processo de intertextualidade que faz uso da 
crítica ou da ironia, com a finalidade de subverter o sentido original 
do texto. A modificação ocorre apenas no conteúdo, enquanto a 
estrutura permanece inalterada. É muito comum nas músicas, no 
cinema e em espetáculos de humor. Observe o exemplo da primeira 
estrofe do poema “Vou-me embora pra Pasárgada”, de Manuel 
Bandeira:
TEXTO ORIGINAL
“Vou-me embora para Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei?”
PARÓDIA DE MILLÔR FERNANDES
“Que Manoel Bandeira me perdoe, mas vou-me embora de 
Pasárgada
Sou inimigo do Rei
Não tenho nada que eu quero
Não tenho e nunca terei”
2 – Paráfrase: aqui, ocorre a reafirmação sentido do texto 
inicial, porém, a estrutura da nova produção nada tem a ver com 
a primeira. É a reprodução de um texto com as palavras de quem 
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2020
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escreve o novo texto, isto é, os conceitos do primeiro texto são 
preservados, porém, são relatados de forma diferente. Exemplos: 
observe as frases originais e suas respectivas paráfrases: 
“Deus ajuda quem cedo madruga” – A professora ajuda quem 
muito estuda.
“To be or not to be, that is the question” – Tupi or not tupi, that 
is the question.
3 – Alusão: é a referência, em um novo texto, de uma dada 
obra, situação ou personagem já retratados em textos anteriores, 
de forma simples, objetiva e sem quaisquer aprofundamentos. Veja 
o exemplo a seguir: 
“Isso é presente de grego” – alusão à mitologia em que os 
troianos caem em armadilhada armada pelos gregos durante a 
Guerra de Troia.
4 – Citação: trata-se da reescrita literal de um texto, isto é, 
consiste em extrair o trecho útil de um texto e copiá-lo em outro. 
A citação está sempre presente em trabalhos científicos, como 
artigos, dissertações e teses. Para que não configure plágio (uma 
falta grave no meio acadêmico e, inclusive, sujeita a processo 
judicial), a citação exige a indicação do autor original e inserção 
entre aspas. Exemplo: 
“Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.”
(Lavoisier, Antoine-Laurent, 1773).
5 – Crossover: com denominação em inglês que significa “cru-
zamento”, esse tipo de intertextualidade tem sido muito explorado 
nas mídias visuais e audiovisuais, como televisão, séries e cinema. 
Basicamente, é a inserção de um personagem próprio de um uni-
verso fictício em um mundo de ficção diferente. Freddy & Jason” é 
um grande crossover do gênero de horror no cinema.
Exemplo:
Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br
6) Epígrafe: é a transição de uma pequena passagem do texto 
de origem na abertura do texto corrente. Em geral, a epígrafe está 
localizada no início da página, à direita e em itálico. Mesmo sendo 
uma passagem “solta”, esse tipo de intertextualidade está sempre 
relacionado ao teor do novo texto.
 Exemplo: 
“A tarefa não é tanto ver aquilo que ninguém viu,
mas pensar o que ninguém ainda pensou sobre
aquilo que todo mundo vê.”
Arthur Schopenhauser
ARGUMENTAÇÃO E PERSUASÃO
Argumentação e persuasão são poderosos instrumentos da 
comunicação humana, fundamentais nos mais diversos âmbitos 
da vida, estando presentes não somente em situações estratégi-
cas, como na venda de produtos e debates políticos, mas também 
no cotidiano de todos nós. Na língua portuguesa, a habilidade de 
articulação de ideias com coerência e convencimento é essencial 
para se atingir os propósitos desejados. A argumentação é útil na 
sustentação de nossos pontos de vista, enquanto a persuasão visa 
a influenciar o ouvinte ou leitor (público-alvo) por meio de técnicas 
emocionais e de retórica. 
 Ter o domínio das competências de argumentar e persua-
dir demanda além do mero conhecimento do idioma, requerendo, 
também, o entendimento das especificidades culturais e sociais re-
guladoras da comunicação. Assim, pode-se afirmar que as habilida-
des de argumentação e persuasão em língua portuguesa são signifi-
cativos mecanismos para expressão de ideias, defesa de opiniões e 
alcance de objetivos de ordem profissional e pessoal. 
 Argumentar e persuadir são habilidades relevantes so-
bretudo em situações formais, como negociações comerciais, dis-
cursos políticos, discussões acadêmicas, ou mesmo nas interações 
informais do dia a dia, momentos nos quais um convencimento sutil 
pode ter influência sobre as decisões. Assim, uma cuidadosa sele-
ção vocabular, o emprego apropriado de técnicas retóricas e a ela-
boração de argumentos fundamentados e irrefutáveis são elemen-
tares para a conquista da confiança e a aprovação do público-alvo/
receptor. Ademais, compreender esse público e adequar a aborda-
gem conforme seus valores, interesses e até mesmo crenças eleva 
de forma significativa o êxito da argumentação e da persuasão. 
 Argumentação e persuasão operam de modos distintos, 
porém, ao passo que todo discurso argumentativo é, ao mesmo 
tempo, persuasivo, o oposto não se verifica, já que nem todo discur-
so persuasivo constitui-se também de uma argumentação. O obje-
tivo fundamental da argumentação é convencer com base na lógica 
e na razão. À medida que o discurso argumentativo se sustentar 
meio de informações e dados factuais, a persuasão faz uso dessa 
argumentação aliada a outros elementos psicológicos, comporta-
mentais e retóricos. 
 A habilidade de se comunicar de forma persuasiva em 
língua portuguesa proporciona muito além do que uma sólida co-
nexão entre os elementos desse processo comunicativo (falante e 
ouvinte), como também não somente fortalece a conexão entre fa-
lante e ouvinte, mas também modela atitudes, influencia compor-tamentos e promove mudanças sociais e culturais
LÍNGUA PORTUGUESA
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COMUNICAÇÃO ASSERTIVA: LINGUAGEM SIMPLES, CON-
CISA, OBJETIVA
Comunicação assertiva é a habilidade de informar o que é ne-
cessário de modo efetivo, ou seja, é expressar-se de forma adequa-
da e completamente compreensível, com clareza, objetividade e 
coerência. Essa habilidade é fundamental para construir relaciona-
mentos saudáveis e atingir objetivos determinados. 
 Contrariamente à comunicação passiva, na qual as pes-
soas envolvidas poupam-se de conflitos e exprimem suas neces-
sidades indiretamente, e apostamente também à comunicação 
agressiva, que impõe ideias sem levar os demais em consideração, 
a comunicação assertiva visa ao equilíbrio saudável entre expressar 
opiniões e respeitar os direitos e sentimentos dos outros. Ter o do-
mínio da comunicação assertiva demanda prática e compreensão 
de si mesmo e dos demais. Isso abrange capacidades como comuni-
car pensamentos de modo claro e objetivo, fazer uso da linguagem 
corporal e tom de voz apropriados, além de ser receptivo a críticas 
construtivas. 
 Na comunicação assertiva, os envolvidos manifestam 
suas concepções, emoções e necessidades com clareza, respeito 
e de modo direto. Isso envolve a capacidade de defender de seus 
próprios interesses e opiniões sem desconsiderar os demais, como 
também dar atenção aos pontos de vista alheios e pensar em solu-
ções colaborativas para conflitos. A comunicação assertiva é um ins-
trumento importante para diversos elementos e aspectos do dia a 
dia, como a construção de relações saudáveis, a resolução de confli-
tos de modo construtivo e o alcance de êxito pessoal e profissional. 
Ao cultivar e aprimorar essa capacidade, as pessoas podem obter 
mais confiança, respeito e efetividade nas suas interações cotidia-
nas. 
Características básicas da comunicação assertiva: objetivida-
de, adequação ao contexto, respeito, entendimento simplificado, 
articulação, planejamento e embasamento. 
Os 4 Cs da Comunicação assertiva: clareza, consistência, coe-
rência e confiança. Tratam-se de aspectos fundamentais para que a 
comunicação assertiva se efetive. 
ORGANIZAÇÃO TEXTUAL
A organização textual está relacionada ao emprego dado à 
linguagem para determinados propósitos comunicativos, como re-
latar, definir, descrever, comparar, explicar, justificar, argumentar, 
entre outros. Constitui-se um aspecto crucial na escrita, que requer 
a estruturação das informações com coerência e lógica, para asse-
gurar a clareza e o entendimento do leitor. Um texto organizado 
adequadamente segue, em geral, parágrafos conectados e articula-
dos entre si, além de uma hierarquia lógica que compreende intro-
dução, desenvolvimento e conclusão. No entanto, existem diversos 
modos de organização textual, sendo que cada qual apropriado a 
diferentes públicos-alvo e objetivos de escrita diversos. Entre os 
principais, tem narração, descrição, exposição e argumentação. 
Narração: esse modo de organização textual tem o objetivo de 
relatar uma sequência de fatos ou mesmo de contar uma história. 
Em geral, é abordado nas prosas literárias, como romances, crô-
nicas e contos, podendo ser também encontrado em reportagens 
jornalísticas, narrativas de experiências pessoais ou ainda mesmo 
em certos tipos de redações acadêmicas. A estrutura narrativa nor-
malmente consiste em uma introdução para apresentação dos per-
sonagens e do cenário; em seguida, um desenvolvimento para des-
crever os principais acontecimentos; e, por fim, um desfecho que 
dá conclusão à narrativa. 
Descrição: trata-se de um modo de de organização que des-
creve características físicas, sensoriais ou emocionais de um obje-
to, pessoa, lugar ou experiência. É amplamente utilizado em textos 
descritivos, como descrições de paisagens naturais, retratos de per-
sonagens ou análises detalhadas de obras de arte. A organização 
geralmente segue uma ordem espacial, temporal ou de importân-
cia, para garantir uma representação precisa e vívida do objeto des-
crito. 
Exposição: esse modo de organização apresenta informações 
de forma objetiva e informativa, geralmente com o objetivo de 
explicar conceitos, teorias ou processos. É comumente encontra-
do em textos didáticos, científicos e técnicos, onde a clareza e a 
precisão são essenciais. A organização pode seguir uma estrutura 
sequencial, comparativa, causal ou problemática, dependendo do 
conteúdo e do propósito do texto. 
Argumentação: esse modo de organização defende um pon-
to de vista ou uma tese, apresentando argumentos, evidências e 
exemplos para persuadir o leitor. É amplamente utilizado em textos 
persuasivos, como ensaios, discursos políticos e editoriais de jor-
nais. Sua organização geralmente segue uma estrutura lógica que 
inclui uma introdução que apresenta a tese, um desenvolvimento 
que apresenta os argumentos principais e uma conclusão que re-
força a posição do autor. 
COESÃO E COERÊNCIA
— Definições e diferenciação
Coesão e coerência são dois conceitos distintos, tanto que 
um texto coeso pode ser incoerente, e vice-versa. O que existe em 
comum entre os dois é o fato de constituírem mecanismos funda-
mentais para uma produção textual satisfatória. Resumidamente, 
a coesão textual se volta para as questões gramaticais, isto é, na 
articulação interna do texto. Já a coerência textual tem seu foco na 
articulação externa da mensagem. 
— Coesão Textual
Consiste no efeito da ordenação e do emprego adequado das 
palavras que proporcionam a ligação entre frases, períodos e pará-
grafos de um texto. A coesão auxilia na sua organização e se realiza 
por meio de palavras denominadas conectivos. 
As técnicas de coesão
A coesão pode ser obtida por meio de dois mecanismos princi-
pais, a anáfora e a catáfora. Por estarem relacionados à mensagem 
expressa no texto, esses recursos classificam-se como endofóricas. 
Enquanto a anáfora retoma um componente, a catáfora o antecipa, 
contribuindo com a ligação e a harmonia textual. 
 
As regras de coesão 
Para que se garanta a coerência textual, é necessário que as 
regras relacionadas abaixo sejam seguidas.
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2222
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Referência 
– Pessoal: emprego de pronomes pessoais e possessivos. 
Exemplo: 
«Ana e Sara foram promovidas. Elas serão gerentes de depar-
tamento.” Aqui, tem-se uma referência pessoal anafórica (retoma 
termo já mencionado). 
– Comparativa: emprego de comparações com base em seme-
lhanças. 
Exemplo: 
“Mais um dia como os outros…”. Temos uma referência com-
parativa endofórica. 
– Demonstrativa: emprego de advérbios e pronomes demons-
trativos. 
Exemplo: 
“Inclua todos os nomes na lista, menos este: Fred da Silva.” Te-
mos uma referência demonstrativa catafórica. 
– Substituição: consiste em substituir um elemento, quer seja 
nome, verbo ou frase, por outro, para que ele não seja repetido. 
Analise o exemplo: 
“Iremos ao banco esta tarde, elas foram pela manhã.” 
Perceba que a diferença entre a referência e a substituição é 
evidente principalmente no fato de que a substituição adiciona ao 
texto uma informação nova. No exemplo usado para a referência, o 
pronome pessoal retoma as pessoas “Ana e Sara”, sem acrescentar 
quaisquer informações ao texto. 
– Elipse: trata-se da omissão de um componente textual – no-
minal, verbal ou frasal – por meio da figura denominando eclipse. 
Exemplo: 
“Preciso falar com Ana. Você a viu?” Aqui, é o contexto que 
proporciona o entendimento da segunda oração, pois o leitor fica 
ciente de que o locutor está procurando por Ana. 
– Conjunção: é o termo que estabelece ligação entre as ora-
ções. 
Exemplo: 
“Embora eu não saiba os detalhes, sei que um acidente aconte-
ceu.” Conjunção concessiva. 
– Coesão lexical: consiste no emprego de palavras que fazem 
parte de um mesmo campo lexical ou que carregam sentido apro-
ximado. É o caso dos nomes genéricos, sinônimos, hiperônimos, 
entre outros. 
Exemplo:“Aquele hospital público vive lotado. A instituição não está 
dando conta da demanda populacional.” 
— Coerência Textual 
A Coerência é a relação de sentido entre as ideias de um texto 
que se origina da sua argumentação – consequência decorrente dos 
saberes conhecimentos do emissor da mensagem. Um texto redun-
dante e contraditório, ou cujas ideias introduzidas não apresentam 
conclusão, é um texto incoerente. A falta de coerência prejudica a 
fluência da leitura e a clareza do discurso. Isso quer dizer que a falta 
de coerência não consiste apenas na ignorância por parte dos inter-
locutores com relação a um determinado assunto, mas da emissão 
de ideias contrárias e do mal uso dos tempos verbais. 
Observe os exemplos: 
“A apresentação está finalizada, mas a estou concluindo até o 
momento.” Aqui, temos um processo verbal acabado e um inaca-
bado. 
“Sou vegana e só como ovos com gema mole.” Os veganos não 
consomem produtos de origem animal. 
Princípios Básicos da Coerência 
– Relevância: as ideias têm que estar relacionadas.
– Não Contradição: as ideias não podem se contradizer.
– Não Tautologia: as ideias não podem ser redundantes. 
Fatores de Coerência 
– As inferências: se partimos do pressuposto que os interlo-
cutores partilham do mesmo conhecimento, as inferências podem 
simplificar as informações. 
Exemplo: 
“Sempre que for ligar os equipamentos, não se esqueça de que 
voltagem da lavadora é 220w”. 
Aqui, emissor e receptor compartilham do conhecimento de 
que existe um local adequado para ligar determinado aparelho. 
– O conhecimento de mundo: todos nós temos uma bagagem 
de saberes adquirida ao longo da vida e que é arquivada na nos-
sa memória. Esses conhecimentos podem ser os chamados scripts 
(roteiros, tal como normas de etiqueta), planos (planejar algo com 
um objetivo, tal como jogar um jogo), esquemas (planos de funcio-
namento, como a rotina diária: acordar, tomar café da manhã, sair 
para o trabalho/escola), frames (rótulos), etc. 
Exemplo: 
“Coelhinho e ovos de chocolate! Vai ser um lindo Natal!” 
O conhecimento cultural nos leva a identificar incoerência na 
frase, afinal, “coelho” e “ovos de chocolate” são elementos, os cha-
mados frames, que pertencem à comemoração de Páscoa, e nada 
têm a ver com o Natal. 
Elementos da organização textual: segmentação, encadea-
mento e ordenação.
A segmentação é a divisão do texto em pequenas partes para 
melhorar a compreensão. A encadeamento é a ligação dessas par-
tes, criando uma lógica e coesão no texto. A ordenação é a dispo-
sição dessas partes de forma a transmitir uma mensagem clara e 
coerente. Juntos, esses elementos ajudam a criar uma estrutura 
eficiente para o texto.
TIPOLOGIA TEXTUAL
Definição Geral: as tipologia textuais classificam os textos de 
acordo com seus aspectos linguísticos, em termos de estruturação 
e apresentação. Também podem ser denominados tipos textuais, 
modo textual ou ainda de organização do discurso, essas categori-
LÍNGUA PORTUGUESA
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zações consistem em formas distintas sob as quais um texto pode 
ser apresentado, com fins de responder a diferentes propósitos co-
municativos.
Critérios utilizados pela tipologia textual: elementos sintáti-
cos, objetivo da comunicação, vocabulário, estrutura, construções 
frásicas, linguagem, emprego dos tempos verbais, modo de intera-
ção com o leitor, conexões lógicas, entre outros. 
Objetivos comunicativos: os elementos que compõem um 
texto diversificam-se conforme a finalidade do texto, que pode ser 
narrar, argumentar, informar, descrever e etc. 
Os tipos de texto: de acordo com as tipologias textuais, um 
texto pode ser narrativo, descritivo, dissertativo (argumentativo e 
expositivo) ou explicativo (prescritivo e injuntivo). 
Tipologia textual x gênero textual: são dois modos de classifi-
cação de um texto que se baseiam em critérios distintos. Enquanto 
o gênero textual se dedica aos aspectos formais (modelo de apre-
sentação do texto e função social), as tipologias textuais têm seu 
foco na estrutura linguística de um texto, na organização do discur-
so e suas características morfossintáticas. 
— Texto dialogal
Essa tipologia apresenta um diálogo entre, pelo menos, dois 
locutores. O que difere essa classe da narração é o fato de que, no 
texto dialogal, o narrador não é obrigatório e, nos casos em que ele 
se apresenta, sua função se limita a introduzir o diálogo; este, por 
sua vez, se dará na primeira pessoa. Os principais gêneros textuais 
que se enquadram nessa tipologia são: peças de teatro, debates, 
entrevistas, conversas em aplicativos eletrônicos. 
As principais características do texto dialogal: 
– Predomínio dos verbos na primeira pessoa do singular;
– Discurso direto: emprego de verbos elocutivos e dos sinais 
dois-pontos, aspas ou travessões para, respectivamente, indicar o 
princípio de uma fala ou para marcá-las;
– Traços na linguagem oral.
— Texto explicativo
A finalidade básica dessa tipologia é instruir o leitor em relação 
a um procedimento específico. Para isso, o texto expõe informações 
que prepara o leitor para agir conforme uma determinada condu-
ta. Essa tipologia se divide dois subtipos:
– Texto explicativo prescritivo: exige que o leitor se conduza de 
um modo determinado. Ex.: editais de concursos, leis e cláusulas 
contratuais. 
– Texto explicativo injuntivo: permite que o leitor proceda com 
certa autonomia. Ex.: manuais de instruções, receitas culinárias e 
bulas. 
Texto narrativo: esse tipo textual se estrutura em: apresenta-
ção, desenvolvimento, clímax e desfecho. Esses textos se caracteri-
zam pela apresentação das ações de personagens em um tempo e 
espaço determinado. Os principais gêneros textuais que pertencem 
ao tipo textual narrativo são: romances, novelas, contos, crônicas 
e fábulas.
Texto descritivo: esse tipo compreende textos que descrevem 
lugares ou seres ou relatam acontecimentos. Em geral, esse tipo de 
texto contém adjetivos que exprimem as emoções do narrador, e, 
em termos de gêneros, abrange diários, classificados, cardápios de 
restaurantes, folhetos turísticos, relatos de viagens, etc.
Texto expositivo: corresponde ao texto cuja função é transmi-
tir ideias utilizando recursos de definição, comparação, descrição, 
conceituação e informação. Verbetes de dicionário, enciclopédias, 
jornais, resumos escolares, entre outros, fazem parte dos textos ex-
positivos. 
Texto argumentativo: os textos argumentativos têm o obje-
tivo de apresentar um assunto recorrendo a argumentações, isto 
é, caracteriza-se por defender um ponto de vista. Sua estrutura é 
composta por introdução, desenvolvimento e conclusão. Os tex-
tos argumentativos compreendem os gêneros textuais manifesto e 
abaixo-assinado.
Texto injuntivo: esse tipo de texto tem como finalidade de 
orientar o leitor, ou seja, expor instruções, de forma que o emissor 
procure persuadir seu interlocutor. Em razão disso, o emprego de 
verbos no modo imperativo é sua característica principal. Perten-
cem a este tipo os gêneros bula de remédio, receitas culinárias, ma-
nuais de instruções, entre outros.
Texto prescritivo: essa tipologia textual tem a função de instruir 
o leitor em relação ao procedimento. Esses textos, de certa forma, 
impedem a liberdade de atuação do leitor, pois decretam que ele 
siga o que diz o texto. Os gêneros que pertencem a esse tipo de 
texto são: leis, cláusulas contratuais, edital de concursos públicos.
Descrever, narrar, dissertar
Tudo o que se escreve é redação. Elaboramos bilhetes, cartas, 
telegramas, respostas de questões discursivas, contos, crônicas, 
romances, empregando as modalidades redacionais ou tipos de 
composição: descrição, narração ou dissertação. Geralmente as 
modalidades redacionais aparecem combinadas entre si. Seja qual 
for o tipo de composição, a criação de um texto envolve conteúdo 
(nível de ideias, mensagem, assunto), estrutura (organização das 
ideias, distribuição adequada em introdução, desenvolvimento econclusão), linguagem (expressividade, seleção de vocabulário) e 
gramática (norma da língua).
Narra-se o que tem história, o que é factual, o que acontece 
no tempo; afinal, o narrador só conta o que viu acontecer, o que lhe 
contaram como tendo acontecido ou aquilo que ele próprio criou 
para acontecer.
Descreve-se o que tem sensorialidade e, principalmente, per-
ceptibilidade; afinal, o descrevedor é um discriminador de sensa-
ções. Assim, descreve-se o que se vê ou imagina-se ver, o que se 
ouve ou imagina-se ouvir, o que se pega ou imagina-se pegar, o que 
se prova gustativamente ou imagina-se provar, o que se cheira ou 
imagina-se cheirar. Em outras palavras, descreve-se o que tem li-
nhas, forma, volume, cor, tamanho, espessura, consistência, cheiro, 
gosto etc. Sentimentos e sensações também podem ser caracteriza-
dos pela descrição (exemplos: paixão abrasadora, raiva surda).
Disserta-se sobre o que pode ser discutido; o dissertador tra-
balha com ideias, para montar juízos e raciocínios.
Descrição
A descrição procura apresentar, com palavras, a imagem de se-
res animados ou inanimados — em seus traços mais peculiares e 
marcantes —, captados através dos cinco sentidos. A caracterização 
desses entes obedece a uma delimitação espacial.
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O quarto respirava todo um ar triste de desmazelo e boemia. 
Fazia má impressão estar ali: o vômito de Amâncio secava-se no 
chão, azedando o ambiente; a louça, que servia ao último jantar, 
ainda coberta pela gordura coalhada, aparecia dentro de uma lata 
abominável, cheia de contusões e roída de ferrugem. Uma banqui-
nha, encostada à parede, dizia com seu frio aspecto desarranjado 
que alguém estivera aí a trabalhar durante a noite, até que se extin-
guira a vela, cujas últimas gotas de estearina se derramavam me-
lancolicamente pelas bordas de um frasco vazio de xarope Larose, 
que lhe fizera as vezes de castiçal.
(Aluísio Azevedo)
Narração
A narração constitui uma sequência temporal de ações desen-
cadeadas por personagens envoltas numa trama que culmina num 
clímax e que, geralmente, esclarecesse no desfecho.
Ouvimos passos no corredor; era D. Fortunata. Capitu compôs-
se depressa, tão depressa que, quando a mãe apontou à porta, ela 
abanava a cabeça e ria. Nenhum laivo amarelo, nenhuma contra-
ção de acanhamento, um riso espontâneo e claro, que ela explicou 
por estas palavras alegres:
— Mamãe, olhe como este senhor cabeleireiro me penteou; pe-
diu-me para acabar o penteado, e fez isto. Veja que tranças!
— Que tem? acudiu a mãe, transbordando de benevolência. 
Está muito bem, ninguém dirá que é de pessoa que não sabe pen-
tear.
— O quê, mamãe? Isto? redarguiu Capitu, desfazendo as tran-
ças. Ora, mamãe!
E com um enfadamento gracioso e voluntário que às vezes ti-
nha, pegou do pente e alisou os cabelos para renovar o penteado. D. 
Fortunata chamou-lhe tonta, e disse-lhe que não fizesse caso, não 
era nada, maluquices da filha. Olhava com ternura para mim e para 
ela. Depois, parece-me que desconfiou. Vendo-me calado, enfiado, 
cosido à parede, achou talvez que houvera entre nós algo mais que 
penteado, e sorriu por dissimulação...
(Machado de Assis)
O narrador conta fatos que ocorrem no tempo, recordando, 
imaginando ou vendo... O descrevedor caracteriza entes localizados 
no espaço. Para isso, basta sentir, perceber e, principalmente, ver. O 
dissertador expõe juízos estruturados racionalmente.
A trama narrativa apreende a ocorrência na sua dinâmica 
temporal. O processo descritivo suspende o tempo e capta o ente 
na sua espacialidade atemporal. A estrutura dissertativa articula 
ideias, relaciona juízos, monta raciocínios e engendra teses.
O texto narrativo é caracterizado pelos verbos nocionais 
(ações, fenômenos e movimentos); o descritivo, pelos verbos rela-
cionais (estados, qualidades e condições) ou pela ausência de ver-
bos; o dissertativo, indiferentemente, pelos verbos nocionais e/ou 
relacionais.
Dissertação
A dissertação consiste na exposição lógica de ideias discutidas 
com criticidade por meio de argumentos bem fundamentados.
Homens e livros
Monteiro Lobato dizia que um país se faz com homens e livros. 
O Brasil tem homens e livros. O problema é o preço. A vida humana 
está valendo muito pouco, já as cifras cobradas por livros exorbi-
tam.
A notícia de que uma mãe vendeu o seu filho à enfermeira por 
R$ 200,00, em duas prestações, mostra como anda baixa a cotação 
da vida humana neste país. Se esse é o valor que uma mãe atribui 
a seu próprio filho, o que dizer quando não existem vínculos de pa-
rentesco. De uma fútil briga de trânsito aos interesses da indústria 
do tráfico, no Brasil, hoje, mata-se por nada.
A falta de instrução, impedindo a maioria dos brasileiros de co-
nhecer o conceito de cidadania, está entre as causas das brutais 
taxas de violência registradas no país.
Os livros são, como é óbvio, a principal fonte de instrução já 
inventada pelo homem. E, para aprender com os livros, são neces-
sárias apenas duas condições: saber lê-los e poder adquiri-los. Pelo 
menos 23% dos brasileiros já encontram um obstáculo intransponí-
vel na primeira condição. Um número incalculável, mas certamente 
bastante alto, esbarra na segunda.
Aqui, um exemplar de uma obra de cerca de cem páginas sai 
por cerca de R$ 15,00, ou seja, 15% do salário mínimo. Nos EUA, 
uma obra com quase mil páginas custa US$ 7,95, menos da metade 
da brasileira e com 900 páginas a mais.
O principal fator para explicar o alto preço das edições nacio-
nais são as pequenas tiragens. Num país onde pouco se lê, de nada 
adianta fazer grandes tiragens. Perde-se, assim, a possibilidade de 
reduzir o custo do produto por meio dos ganhos de produção de 
escala.
Numa aparente contradição à famosa lei da oferta e da procu-
ra, o livro no Brasil é caro porque o brasileiro não lê. Vencer esse 
suposto paradoxo, alfabetizando a população e incentivando-a a ler 
cada vez mais, poderia resultar num salutar processo de queda do 
preço do livro e valorização da vida.
Um país se faz com homens e livros. Mas é preciso que os ho-
mens valham mais, muito mais, do que os livros.
(Folha de S. Paulo)
Na narração, encontramos traços descritivos que caracterizam 
cenários, personagens ou outros elementos da história. 
A descrição pode iniciar-se com um pequeno parágrafo narrati-
vo para precisar a localização espacial. 
A dissertação pode apresentar tese ou breves trechos argu-
mentativos de natureza descritiva ou narrativa, desde que sejam 
exemplificativos para o assunto abordado. 
Resumindo:
A descrição caracteriza seres num determinado espaço → fo-
tografia.
A narração sequencia ações num determinado tempo → his-
tória.
A dissertação expõe, questiona e avalia juízos → discussão.
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Tipo Textual Predominante Gêneros Textuais
Descritivo
Diário
Relatos (viagens, históricos, etc.)
Biografia e autobiografia
Notícia
Currículo
Lista de compras
Cardápio
Anúncios de classificados
Injuntivo
Receita culinária
Bula de remédio
Manual de instruções
Regulamento
Textos prescritivos
Expositivo
Seminários
Palestras
Conferências
Entrevistas
Trabalhos acadêmicos
Enciclopédia
Verbetes de dicionários
Dissertativo-argumentativo
Editorial Jornalístico
Carta de opinião
Resenha
Artigo
Ensaio
Monografia, dissertação de mestrado e tese de doutorado
Narrativo
Romance
Novela
Crônica
Contos de Fada
Fábula
Lendas
ORTOGRAFIA OFICIAL
— Definições
Com origem no idioma grego, no qual orto significa “direito”, “exato”, e grafia quer dizer “ação de escrever”, ortografia é o nome dado 
ao sistema de regras definido pela gramática normativa que indica a escrita correta das palavras. 
Já a Ortografia Oficial se refere às práticas ortográficas que são consideradas oficialmente como adequadas no Brasil. Os principais 
tópicos abordados pela ortografia são: o emprego de acentos gráficos que sinalizam vogais tônicas, abertas ou fechadas; os processosfonológicos (crase/acento grave); os sinais de pontuação elucidativos de funções sintáticas da língua e decorrentes dessas funções, entre 
outros. 
Os acentos: esses sinais modificam o som da letra sobre a qual recaem, para que palavras com grafia similar possam ter leituras di-
ferentes, e, por conseguinte, tenham significados distintos. Resumidamente, os acentos são agudo (deixa o som da vogal mais aberto), 
circunflexo (deixa o som fechado), til (que faz com que o som fique nasalado) e acento grave (para indicar crase). 
O alfabeto: é a base de diversos sistemas de escrita. Nele, estão estabelecidos os sinais gráficos e os sons representados por cada um 
dos sinais; os sinais, por sua vez, são as vogais e as consoantes. 
As letras K, Y e W: antes consideradas estrangeiras, essas letras foram integradas oficialmente ao alfabeto do idioma português brasi-
leiro em 2009, com a instauração do Novo Acordo Ortográfico. As possibilidades da vogal Y e das consoantes K e W são, basicamente, para 
nomes próprios e abreviaturas, como abaixo: 
– Para grafar símbolos internacionais e abreviações, como Km (quilômetro), W (watt) e Kg (quilograma). 
– Para transcrever nomes próprios estrangeiros ou seus derivados na língua portuguesa, como Britney, Washington, Nova York etc.
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Relação som X grafia: confira abaixo os casos mais complexos 
do emprego da ortografia correta das palavras e suas principais re-
gras: 
«ch” ou “x”?: deve-se empregar o X nos seguintes casos: 
– Em palavras de origem africana ou indígena. Exemplo: oxum, 
abacaxi. 
– Após ditongos. Exemplo: abaixar, faixa. 
– Após a sílaba inicial “en”. Exemplo: enxada, enxergar. 
– Após a sílaba inicial “me”. Exemplo: mexilhão, mexer, mex-
erica.
s” ou “x”?: utiliza-se o S nos seguintes casos:
– Nos sufixos “ese”, “isa”, “ose”. Exemplo: síntese, avisa, ver-
minose. 
– Nos sufixos “ense”, “osa” e “oso”, quando formarem adjeti-
vos. Exemplo: amazonense, formosa, jocoso. 
– Nos sufixos “ês” e “esa”, quando designarem origem, título 
ou nacionalidade. Exemplo: marquês/marquesa, holandês/holan-
desa, burguês/burguesa. 
– Nas palavras derivadas de outras cujo radical já apresenta “s”. 
Exemplo: casa – casinha – casarão; análise – analisar. 
Porque, Por que, Porquê ou Por quê? 
– Porque (junto e sem acento): é conjunção explicativa, ou seja, 
indica motivo/razão, podendo substituir o termo pois. Portanto, 
toda vez que essa substituição for possível, não haverá dúvidas de 
que o emprego do porque estará correto. 
Exemplo: Não choveu, porque/pois nada está molhado. 
– Por que (separado e sem acento): esse formato é empregado 
para introduzir uma pergunta ou no lugar de “o motivo pelo qual”, 
para estabelecer uma relação com o termo anterior da oração. 
Exemplos: Por que ela está chorando? / Ele explicou por que do 
cancelamento do show. 
– Porquê (junto e com acento): trata-se de um substantivo e, 
por isso, pode estar acompanhado por artigo, adjetivo, pronome 
ou numeral. Exemplo: Não ficou claro o porquê do cancelamento 
do show. 
– Por quê (separado e com acento): deve ser empregado ao 
fim de frases interrogativas. Exemplo: Ela foi embora novamente. 
Por quê? 
Parônimos e homônimos 
– Parônimos: são palavras que se assemelham na grafia e na 
pronúncia, mas se divergem no significado. Exemplos: absolver 
(perdoar) e absorver (aspirar); aprender (tomar conhecimento) e 
apreender (capturar). 
– Homônimos: são palavras com significados diferentes, mas 
que coincidem na pronúncia. Exemplos: “gosto” (substantivo) e 
“gosto” (verbo gostar) / “este” (ponto cardeal) e “este” (pronome 
demonstrativo).
Uso de hífen
Regra básica:
Sempre se usa o hífen diante de h: anti-higiênico, super-ho-
mem.
Outros casos
1. Prefixo terminado em vogal:
– Sem hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo.
– Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: anteprojeto, 
semicírculo.
– Sem hífen diante de r e s. Dobram-se essas letras: antirracis-
mo, antissocial, ultrassom.
– Com hífen diante de mesma vogal: contra-ataque, micro-on-
das.
2. Prefixo terminado em consoante:
– Com hífen diante de mesma consoante: inter-regional, sub-
-bibliotecário.
– Sem hífen diante de consoante diferente: intermunicipal, su-
persônico.
– Sem hífen diante de vogal: interestadual, superinteressante.
Observações:
• Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra 
iniciada por r: sub-região, sub-raça. Palavras iniciadas por h perdem 
essa letra e juntam-se sem hífen: subumano, subumanidade.
• Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de pala-
vra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano.
• O prefixo co aglutina-se, em geral, com o segundo elemento, 
mesmo quando este se inicia por o: coobrigação, coordenar, coope-
rar, cooperação, cooptar, coocupante.
• Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-al-
mirante.
• Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam 
a noção de composição, como girassol, madressilva, mandachuva, 
pontapé, paraquedas, paraquedista.
• Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, 
usa-se sempre o hífen: ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, 
recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu.
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
— Definição
A acentuação gráfica consiste no emprego do acento nas pala-
vras grafadas com a finalidade de estabelecer, com base nas regras 
da língua, a intensidade e/ou a sonoridade das palavras. Isso quer 
dizer que os acentos gráficos servem para indicar a sílaba tônica de 
uma palavra ou a pronúncia de uma vogal. De acordo com as regras 
gramaticais vigentes, são quatro os acentos existentes na língua 
portuguesa:
– Acento agudo: Indica que a sílaba tônica da palavra tem som 
aberto. Ex.: área, relógio, pássaro.
– Acento circunflexo: Empregado acima das vogais “a” e” e 
“o”para indicar sílaba tônica em vogal fechada. Ex.: acadêmico, ân-
cora, avô. 
– Acento grave/crase: Indica a junção da preposição “a” com 
o artigo “a”. Ex: “Chegamos à casa”. Esse acento não indica sílaba 
tônica!
– Til: Sobre as vogais “a” e “o”, indica que a vogal de determina-
da palavra tem som nasal, e nem sempre recai sobre a sílaba tônica. 
Exemplo: a palavra órfã tem um acento agudo, que indica que a 
sílaba forte é “o” (ou seja, é acento tônico), e um til (˜), que indica 
que a pronúncia da vogal “a” é nasal, não oral. Outro exemplo se-
melhante é a palavra bênção. 
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27
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— Monossílabas Tônicas e Átonas
Mesmo as palavras com apenas uma sílaba podem sofrer alte-
ração de intensidade de voz na sua pronúncia. Exemplo: observe o 
substantivo masculino “dó” e a preposição “do” (contração da pre-
posição “de” + artigo “o”). Ao comparar esses termos, perceber-
mos que o primeiro soa mais forte que o segundo, ou seja, temos 
uma monossílaba tônica e uma átona, respectivamente. Diante de 
palavras monossílabas, a dica para identificar se é tônica (forte) ou 
fraca átona (fraca) é pronunciá-las em uma frase, como abaixo:
“Sinto grande dó ao vê-la sofrer.”
“Finalmente encontrei a chave do carro.”
Recebem acento gráfico: 
– As monossílabas tônicas terminadas em: -a(s) → pá(s), má(s); 
-e(s) → pé(s), vê(s); -o(s) → só(s), pôs. 
– As monossílabas tônicas formados por ditongos abertos -éis, 
-éu, -ói. Ex: réis, véu, dói. 
Não recebem acento gráfico:
– As monossílabas tônicas: par, nus, vez, tu, noz, quis. 
– As formas verbais monossilábicas terminadas em “-ê”, nas 
quais a 3a pessoa do plural termina em “-eem”. Antes do novo acor-
do ortográfico, esses verbos era acentuados. Ex.: Ele lê → Eles lêem 
leem.
Exceção! O mesmo não ocorre com os verbos monossilábicos 
terminados em “-em”, já que a terceira pessoa termina em “-êm”. 
Nesses caso, a acentuação permanece acentuada. Ex.: Ele tem → 
Eles têm; Ele vem → Eles vêm. 
Acentuação das palavras Oxítonas 
As palavras cuja última sílaba é tônica devem ser acentuadas 
as oxítonascom sílaba tônica terminada em vogal tônica -a, -e e 
-o, sucedidas ou não por -s. Ex.: aliás, após, crachá, mocotó, pajé, 
vocês. Logo, não se acentuam as oxítonas terminadas em “-i” e “-u”. 
Ex.: caqui, urubu. 
Acentuação das palavras Paroxítonas
São classificadas dessa forma as palavras cuja penúltima sílaba 
é tônica. De acordo com a regra geral, não se acentuam as palavras 
paroxítonas, a não ser nos casos específicos relacionados abaixo. 
Observe as exceções: 
– Terminadas em -ei e -eis. Ex.: amásseis, cantásseis, fizésseis, 
hóquei, jóquei, pônei, saudáveis. 
– Terminadas em -r, -l, -n, -x e -ps. Ex.: bíceps, caráter, córtex, 
esfíncter, fórceps, fóssil, líquen, lúmen, réptil, tórax. 
– Terminadas em -i e -is. Ex.: beribéri, bílis, biquíni, cáqui, cútis, 
grátis, júri, lápis, oásis, táxi. 
– Terminadas em -us. Ex.: bônus, húmus, ônus, Vênus, vírus, 
tônus. 
– Terminadas em -om e -ons. Ex.: elétrons, nêutrons, prótons. 
– Terminadas em -um e -uns. Ex.: álbum, álbuns, fórum, fóruns, 
quórum, quóruns. 
– Terminadas em -ã e -ão. Ex.: bênção, bênçãos, ímã, ímãs, 
órfã, órfãs, órgão, órgãos, sótão, sótãos. 
Acentuação das palavras Proparoxítonas
Classificam-se assim as palavras cuja antepenúltima sílaba é 
tônica, e todas recebem acento, sem exceções. Ex.: ácaro, árvore, 
bárbaro, cálida, exército, fétido, lâmpada, líquido, médico, pássaro, 
tática, trânsito. 
Ditongos e Hiatos 
Acentuam-se: 
– Oxítonas com sílaba tônica terminada em abertos “_éu”, 
“_éi” ou “_ói”, sucedidos ou não por “_s”. Ex.: anéis, fiéis, herói, 
mausoléu, sóis, véus. 
– As letras “_i” e “_u” quando forem a segunda vogal tônica de 
um hiato e estejam isoladas ou sucedidas por “_s” na sílaba. Ex.: caí 
(ca-í), país (pa-ís), baú (ba-ú). 
Não se acentuam: 
– A letra “_i”, sempre que for sucedida por de “_nh”. Ex.: moi-
nho, rainha, bainha. 
– As letras “_i” e o “_u” sempre que aparecerem repetidas. Ex.: 
juuna, xiita. xiita. 
– Hiatos compostos por “_ee” e “_oo”. Ex.: creem, deem, leem, 
enjoo, magoo. 
O Novo Acordo Ortográfico 
Confira as regras que levaram algumas palavras a perderem 
acentuação em razão do Acordo Ortográfico de 1990, que entrou 
em vigor em 2009:
1 – Vogal tônica fechada -o de -oo em paroxítonas. 
Exemplos: enjôo – enjoo; magôo – magoo; perdôo – perdoo; 
vôo – voo; zôo – zoo. 
2 – Ditongos abertos -oi e -ei em palavras paroxítonas. 
Exemplos: alcalóide – alcaloide; andróide – androide; alcalóide 
– alcaloide; assembléia – assembleia; asteróide – asteroide; euro-
péia – europeia.
3 – Vogais -i e -u precedidas de ditongo em paroxítonas. 
Exemplos: feiúra – feiura; maoísta – maoista; taoísmo – taois-
mo. 
4 – Palavras paroxítonas cuja terminação é -em, e que pos-
suem -e tônico em hiato. 
Isso ocorre com a 3a pessoa do plural do presente do indicativo 
ou do subjuntivo. Exemplos: deem; lêem – leem; relêem – releem; 
revêem.
5 – Palavras com trema: somente para palavras da língua por-
tuguesa. Exemplos: bilíngüe – bilíngue; enxágüe – enxágue; linguïça 
– linguiça.
6 – Paroxítonas homógrafas: são palavras que têm a mesma 
grafia, mas apresentam significados diferentes. Exemplo: o verbo 
PARAR: pára – para. Antes do Acordo Ortográfico, a flexão do verbo 
“parar” era acentuada para que fosse diferenciada da preposição 
“para”.
Atualmente, nenhuma delas recebe acentuação. Assim: 
Antes: Ela sempre pára para ver a banda passar. [verbo / pre-
posição]
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Hoje: Ela sempre para para ver a banda passar. [verbo / pre-
posição]
EMPREGO DO SINAL INDICATIVO DE CRASE
Definição: na gramática grega, o termo quer dizer “mistura “ou 
“contração”, e ocorre entre duas vogais, uma final e outra inicial, 
em palavras unidas pelo sentido. Basicamente, desse modo: a (pre-
posição) + a (artigo feminino) = aa à; a (preposição) + aquela (pro-
nome demonstrativo feminino) = àquela; a (preposição) + aquilo 
(pronome demonstrativo feminino) = àquilo. Por ser a junção das 
vogais, a crase, como regra geral, ocorre diante de palavras femi-
ninas, sendo a única exceção os pronomes demonstrativos aquilo 
e aquele, que recebem a crase por terem “a” como sua vogal ini-
cial. Crase não é o nome do acento, mas indicação do fenômeno de 
união representado pelo acento grave. 
A crase pode ser a contração da preposição a com: 
– O artigo feminino definido a/as: “Foi à escola, mas não assis-
tiu às aulas.” 
– O pronome demonstrativo a/as: “Vá à paróquia central.” 
– Os pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo: 
“Retorne àquele mesmo local.” 
– O a dos pronomes relativos a qual e as quais: “São pessoas às 
quais devemos o maior respeito e consideração”. 
Perceba que a incidência da crase está sujeita à presença de 
duas vogais a (preposição + artigo ou preposição + pronome) na 
construção sintática. 
Técnicas para o emprego da crase 
1 – Troque o termo feminino por um masculino, de classe se-
melhante. Se a combinação ao aparecer, ocorrerá crase diante da 
palavra feminina. 
Exemplos: 
“Não conseguimos chegar ao hospital / à clínica.” 
“Preferiu a fruta ao sorvete / à torta.”
“Comprei o carro / a moto.” 
“Irei ao evento / à festa.” 
2 – Troque verbos que expressem a noção de movimento (ir, vir, 
chegar, voltar, etc.) pelo verbo voltar. Se aparecer a preposição da, 
ocorrerá crase; caso apareça a preposição de, o acento grave não 
deve ser empregado.
Exemplos: 
“Vou a São Paulo. / Voltei de São Paulo.” 
“Vou à festa dos Silva. / Voltei da Silva.” 
“Voltarei a Roma e à Itália. / Voltarei de Roma e da Itália.”
3 – Troque o termo regente da preposição a por um que es-
tabeleça a preposição por, em ou de. Caso essas preposições não 
se façam contração com o artigo, isto é, não apareçam as formas 
pela(s), na(s) ou da(s), a crase não ocorrerá. 
Exemplos:
“Começou a estudar (sem crase) – Optou por estudar / Gosta 
de estudar / Insiste em estudar.” 
“Refiro-me à sua filha (com crase) – Apaixonei-me pela sua filha 
/ Gosto da sua filha / Votarei na sua filha.” 
“Refiro-me a você. (sem crase) – Apaixonei-me por você / Gos-
to de você / Penso em você.”
4 – Tratando-se de locuções, isto é, grupo de palavras que ex-
pressam uma única ideia, a crase somente deve ser empregada se 
a locução for iniciada por preposição e essa locução tiver como nú-
cleo uma palavra feminina, ocorrerá crase. 
Exemplos: 
“Tudo às avessas.” 
“Barcos à deriva.” 
5 – Outros casos envolvendo locuções e crase: 
Na locução «à moda de”, pode estar implícita a expressão 
“moda de”, ficando somente o à explícito. 
Exemplos: 
“Arroz à (moda) grega.”
“Bife à (moda) parmegiana.” 
Nas locuções relativas a horários, ocorra crase apenas no caso 
de horas especificadas e definidas: Exemplos: 
“À uma hora.” 
“Às cinco e quinze”. 
SINTAXE DA ORAÇÃO E DO PERÍODO
Definição: sintaxe é a área da Gramática que se dedica ao es-
tudo da ordenação das palavras em uma frase, das frases em um 
discurso e também da coerência (relação lógica) que estabelecem 
entre si. Sempre que uma frase é construída, é fundamental que 
ela contenha algum sentido para que possa ser compreendida pelo 
receptor. Por fazer a mediação da combinação entre palavras e ora-
ções, a sintaxe é essencial para que essa compreensão se efetive. 
Para que se possa compreender a análise sintática, é importante 
retomarmos alguns conceitos, como o de frase, oração e período. 
Vejamos:
Frase 
Trata-se de um enunciado que carrega um sentido completo 
que possui sentido integral, podendo ser constituída por somen-
te uma ou várias palavras podendo conter verbo (frase verbal) ou 
não (frase nominal). Uma frase pode exprimir ideias, sentimentos, 
apelos ou ordens. Exemplos: “Saia!”, “O presidente vai fazer seu 
discurso.”, “Atenção!”, “Que horror!”. 
A ordem das palavras: associada à pontuação apropriada, a dis-
posição das palavras na frase também é fundamental para a com-
preensão da informação escrita, e deve seguir os padrões da Língua 
Portuguesa. Observe que a frase “A professora já vai falar.” Podeser modificada para, por exemplo, “Já vai falar a professora.” , sem 
que haja prejuízo de sentido. No entanto, a construção “Falar a já 
professora vai.” , apesar da combinação das palavras, não poderá 
ser compreendida pelo interlocutor. 
Oração
É uma unidade sintática que se estrutura em redor de um ver-
bo ou de uma locução verbal. Uma frase pode ser uma oração, des-
de que tenha um verbo e um predicado; quanto ao sujeito, nem 
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sempre consta em uma oração, assim como o sentido completo. O 
importante é que seja compreensível pelo receptor da mensagem. 
Analise, abaixo, uma frase que é oração com uma que não é. 
1 – Silêncio!”: É uma frase, mas não uma oração, pois não con-
tém verbo. 
2 – “Eu quero silêncio.”: A presença do verbo classifica a frase 
como oração.
Unidade sintática (ou termo sintático): a sintaxe de uma oração 
é formada por cada um dos termos, que, por sua vez, estabelecem 
relação entre si para dar atribuir sentido à frase. No exemplo supra-
citado, a palavra “quero” deve unir-se às palavras “Eu” e “silêncio” 
para que o receptor compreenda a mensagem. Dessa forma, cada 
palavra desta oração recebe o nome de termo ou unidade sintática, 
desempenhando, cada qual, uma função sintática diferente.
Classificação das orações: as orações podem ser simples ou 
compostas. As orações simples apresentam apenas uma frase; as 
compostas apresentam duas ou mais frases na mesma oração. 
Analise os exemplos abaixo e perceba que a oração composta tem 
duas frases, e cada uma tem seu próprio sentido. 
– Oração simples: “Eu quero silêncio.” 
– Oração composta: “Eu quero silêncio para poder ouvir o no-
ticiário”. 
Período 
É a construção composta por uma ou mais orações, sempre 
com sentido completo. Assim como as orações, o período também 
pode ser simples ou composto, que se diferenciam em razão do nú-
mero de orações que apresenta: o período simples contém apenas 
uma oração, e o composto mais de uma. Lembrando que a oração é 
uma frase que contém um verbo. Assim, para não ter dúvidas quan-
to à classificação, basta contar quantos verbos existentes na frase.
– Período simples: “Resolvo esse problema até amanhã.” - 
apresenta apenas um verbo. 
– Período composto: Resolvo esse problema até amanhã ou fi-
carei preocupada.” - contém dois verbos. 
 
— Análise Sintática 
É o nome que se dá ao processo que serve para esmiuçar a 
estrutura de um período e das orações que compõem um período. 
Termos da oração: é o nome dado às palavras que atribuem 
sentido a uma frase verbal. A reunião desses elementos forma o 
que chamamos de estrutura de um período. Os termos essenciais 
se subdividem em: essenciais, integrantes e acessórios. Acompanhe 
a seguir as especificidades de cada tipo. 
1 – Termos Essenciais (ou fundamentais) da oração
Sujeito e Predicado: enquanto um é o ser sobre quem/o qual 
se declara algo, o outro é o que se declara sobre o sujeito e, por 
isso, sempre apresenta um verbo ou uma locução verbal, como nos 
respectivos exemplos a seguir:
Exemplo: em “Fred fez um lindo discurso.”, o sujeito é “Fred”, 
que “fez um lindo discurso” (é o restante da oração, a declaração 
sobre o sujeito). 
Nem sempre o sujeito está no início da oração (sujeito direto), 
podendo apresentar-se também no meio da fase ou mesmo após 
o predicado (sujeito inverso). Veja um exemplo para cada um dos 
respectivos casos: 
“Fred fez um lindo discurso.” 
 “Um lindo discurso Fred fez.” 
“Fez um lindo discurso, Fred.” 
– Sujeito determinado: é aquele identificável facilmente pela 
concordância verbal. 
– Sujeito determinado simples: possui apenas um núcleo ligado 
ao verbo. Ex.: “Júlia passou no teste”. 
– Sujeito determinado composto: possui dois ou mais núcleos. 
Ex.: “Júlia e Felipe passaram no teste.” 
– Sujeito determinado implícito: não aparece facilmente na 
oração, mas a frase é dotada de entendimento. Ex.: “Passamos no 
teste.” Aqui, o termo “nós” não está explícito na oração, mas a 
concordância do verbo o destaca de forma indireta. 
– Sujeito indeterminado: é o que não está visível na oração e, 
diferente do caso anterior, não há concordância verbal para deter-
miná-lo. 
Esse sujeito pode aparecer com: 
– Verbo na 3a pessoa do plural. Ex.: “Reformaram a casa velha”. 
– Verbo na 3a pessoa do singular + pronome “se”: “Contrata-se 
padeiro.”». 
– Verbo no infinitivo impessoal: “Vai ser mais fácil se você es-
tiver lá.” 
– Orações sem sujeito: são compostas somente por predicado, 
e sua mensagem está centralizada no verbo, que é impessoal. Essas 
orações podem ter verbos que constituam fenômenos da natureza, 
ou os verbos ser, estar, haver e fazer quando indicativos de fenôme-
no meteorológico ou tempo. Observe os exemplos: 
“Choveu muito ontem”. 
“Era uma hora e quinze”.
– Predicados Verbais: resultam da relação entre sujeito e verbo, 
ou entre verbo e complementos. Os verbos, por sua vez, também 
recebem sua classificação, conforme abaixo: 
– Verbo transitivo: é o verbo que transita, isto é, que vai adian-
te para passar a informação adequada. Em outras palavras, é o ver-
bo que exige complemento para ser entendido. Para produzir essa 
compreensão, esse trânsito do verbo, o complemento pode ser di-
reto ou indireto. No primeiro caso, a ligação direta entre verbo e 
complemento. Ex.: “Quero comprar roupas.”. No segundo, verbo e 
complemento são unidos por preposição. Ex.: “Preciso de dinheiro.”
– Verbo intransitivo: não requer complemento, é provido de 
sentido completo. São exemplos: morrer, acordar, nascer, nadar, 
cair, mergulhar, correr. 
– Verbo de ligação: servem para expressar características de 
estado ao sujeito, sendo eles: estado permanente (“Pedro é alto.”), 
estado de transição (“Pedro está acamado.”), estado de mutação 
(“Pedro esteve enfermo.”), estado de continuidade (“Pedro conti-
nua esbelto.”) e estado aparente (“Pedro parece nervoso.”). 
– Predicados nominais: são aqueles que têm um nome (subs-
tantivo ou adjetivo) como cujo núcleo significativo da oração. Ade-
mais, ele se caracteriza pela indicação de estado ou qualidade, e é 
composto por um verbo de ligação mais o predicativo do sujeito. 
– Predicativo do sujeito: é um termo que atribui características 
ao sujeito por meio de um verbo. Exemplo: em “Marta é inteligen-
te.”, o adjetivo é o predicativo do sujeito “Marta”, ou seja, é sua 
característica de estado ou qualidade. Isso é comprovado pelo “ser” 
(é), que é o verbo de ligação entre Marta e sua característica atual. 
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Esse elemento não precisa ser, obrigatoriamente, um adjetivo, mas 
pode ser uma locução adjetiva, ou mesmo um substantivo ou pala-
vra substantivada. 
– Predicado Verbo-Nominal: esse tipo deve apresentar sempre 
um predicativo do sujeito associado a uma ação do sujeito acresci-
da de uma qualidade sua. Exemplo: “As meninas saíram mais cedo 
da aula. Por isso, estavam contentes. 
O sujeito “As meninas” possui como predicado o verbo “sair” 
e também o adjetivo “contentes”. Logo, “estavam contentes” é o 
predicativo do sujeito e o verbo de ligação é “estar”. 
2 – Termos integrantes da oração
Basicamente, são os termos que completam os verbos de uma 
oração, atribuindo sentindo a ela. Eles podem ser complementos 
verbais, complementos nominais ou mesmo agentes da passiva. 
– Complementos Verbais: como sugere o nome, esses termos 
completam o sentido de verbos, e se classificam da seguinte forma: 
– Objeto direto: completa verbos transitivos diretos, não exi-
gindo preposição. 
– Objeto indireto: complementam verbos transitivos indiretos, 
isto é, aqueles que dependem de preposição para que seu sentido 
seja compreendido.
Quanto ao objeto direto, podemos ter: 
– Um pronome substantivo: “A equipe que corrigiu as provas.” 
– Um pronome oblíquo direto: “Questionei-a sobre o aconte-
cido.” 
– Um substantivo ou expressão substantivada: “Ele consertou 
os aparelhos.»
– Complementos Nominais:esses termos completam o senti-
do de uma palavra, mas não são verbos; são nomes (substantivos, 
adjetivos ou advérbios), sempre seguidos por preposição. Observe 
os exemplos:
– “Maria estava satisfeita com seus resultados.” – observe que 
“satisfeita” é adjetivo, e “com seus resultados” é complemento no-
minal. 
– “O entregador atravessou rapidamente pela viela. – “rapida-
mente” é advérbio de modo. 
– “Eu tenho medo do cachorro.” – Nesse caso, “medo” é um 
substantivo. 
– Agentes da Passiva: são os termos de uma oração que prati-
cam a ação expressa pelo verbo, quando este está na voz passiva. 
Assim, estão normalmente acompanhados pelas preposições de e 
por. Observe os exemplos do item anterior modificados para a voz 
passiva: 
– “Os resultados foram motivo de satisfação de Maria.” 
– “O cachorro foi alvo do meu medo.” 
– “A viela foi atravessada rapidamente pelo entregador.” 
3 – Termos acessórios da oração
Diversamente dos termos essenciais e integrantes, os termos 
acessórios não são fundamentais o sentido da oração, mas servem 
para complementar a informação, exprimindo circunstância, deter-
minando o substantivo ou caracterizando o sujeito. Confira abaixo 
quais são eles: 
– Adjunto adverbial: são os termos que modificam o sentido do 
verbo, do adjetivo ou do advérbio. Analise os exemplos: 
“Dormimos muito.” 
O termo acessório “muito” classifica o verbo “dormir”. 
“Ele ficou pouco animado com a notícia.” 
O termo acessório “pouco” classifica o adjetivo “animado” 
“Maria escreve bastante bem.” 
O termo acessório “bastante” modifica o advérbio “bem”.
Os adjuntos adverbiais podem ser:
– Advérbios: pouco, bastante, muito, ali, rapidamente longe, etc. 
– Locuções adverbiais: o tempo todo, às vezes, à beira-mar, etc.
– Orações: «Quando a mercadoria chegar, avise.” (advérbio de 
tempo). 
– Adjunto adnominal: é o termo que especifica o substantivo, 
com função de adjetivo. Em razão disso, pode ser representado por 
adjetivos, locuções adjetivas, artigos, numerais adjetivos ou prono-
mes adjetivos. Analise o exemplo: 
“O jovem apaixonado presenteou um lindo buquê à sua colega 
de escola.” 
– Sujeito: “jovem apaixonado” 
– Núcleo do predicado verbal: “presenteou” 
– Objeto direto do verbo entregar: “um lindo buquê” 
– Objeto indireto: “à amiga de classe” – Adjuntos adnominais: 
no sujeito, temos o artigo “o” e “apaixonado”, pois caracterizam 
o “jovem”, núcleo do sujeito; o numeral “um” e o adjetivo “lindo” 
fazem referência a “buquê” (substantivo); o artigo “à” (contração 
da preposição + artigo feminino) e a locução “de trabalho” são os 
adjuntos adnominais de “colega”. 
– Aposto: é o termo que se relaciona com o sujeito para carac-
terizá-lo, contribuindo para a complementação uma informação já 
completa. Observe os exemplos:
 “Michael Jackson, o rei do pop, faleceu há uma década.” 
 “Brasília, capital do Brasil, foi construída na década de 1950.” 
– Vocativo: esse termo não apresenta relação sintática nem 
com sujeito nem com predicado, tendo sua função no chamamento 
ou na interpelação de um ouvinte, e se relaciona com a 2a pessoa 
do discurso. Os vocativos são o receptor da mensagem, ou seja, a 
quem ela é dirigida. Podem ser acompanhados de interjeições de 
apelo. Observe: 
“Ei, moça! Seu documento está pronto!” 
“Senhor, tenha misericórdia de nós!” 
“Vista o casaco, filha!” 
— Estudo da relação entre as orações 
Os períodos compostos são formados por várias orações. As 
orações estabelecem entre si relações de coordenação ou de su-
bordinação. 
– Período composto por coordenação: é formado por orações 
independentes. Apesar de estarem unidas por conjunções ou vírgu-
las, as orações coordenadas podem ser entendidas individualmen-
te porque apresentam sentidos completos. Acompanhe a seguir a 
classificação das orações coordenadas:
– Oração coordenada aditiva: “Assei os salgados e preparei os 
doces.” 
– Oração coordenada adversativa: “Assei os salgados, mas não 
preparei os doces.” 
– Oração coordenada alternativa: “Ou asso os salgados ou pre-
paro os doces.” 
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– Oração coordenada conclusiva: “Marta estudou bastante, 
logo, passou no exame.” 
– Oração coordenada explicativa: “Marta passou no exame por-
que estudou bastante.” 
– Período composto por subordinação: são constituídos por 
orações dependentes uma da outra. Como as orações subordina-
das apresentam sentidos incompletos, não podem ser entendidas 
de forma separada. As orações subordinadas são divididas em subs-
tantivas, adverbiais e adjetivas. Veja os exemplos: 
– Oração subordinada substantiva subjetiva: “Ficou provado 
que o suspeito era realmente o culpado.” 
– Oração subordinada substantiva objetiva direta: “Eu não que-
ria que isso acontecesse.” 
– Oração subordinada substantiva objetiva indireta: “É obriga-
tório de que todos os estudantes sejam assíduos.” 
– Oração subordinada substantiva completiva nominal: “Tenho 
expectativa de que os planos serão melhores em breve!” 
– Oração subordinada substantiva predicativa: “O que importa 
é que meus pais são saudáveis.” 
– Oração subordinada substantiva apositiva: “Apenas saiba dis-
to: que tudo esteja organizado quando eu voltar!” 
– Oração subordinada adverbial causal: “Não posso me demo-
rar porque tenho hora marcada na psicóloga.” 
– Oração subordinada adverbial consecutiva: “Ficamos tão feli-
zes que pulamos de alegria.” 
– Oração subordinada adverbial final: “Eles ficaram vigiando 
para que nós chegássemos a casa em segurança.” 
– Oração subordinada adverbial temporal: “Assim que eu che-
guei, eles iniciaram o trabalho.” 
– Oração subordinada adverbial condicional: “Se você vier logo, 
espero por você.» 
– Oração subordinada adverbial concessiva: “Ainda que esti-
vesse cansado, concluiu a maratona.” 
– Oração subordinada adverbial comparativa: “Marta sentia 
como se ainda vivesse no interior.”
– Oração subordinada adverbial conformativa: “Conforme 
combinamos anteriormente, entregarei o produto até amanhã.” 
– Oração subordinada adverbial proporcional: “Quanto mais 
me exercito, mais tenho disposição.” 
– Oração subordinada adjetiva explicativa: “Meu filho, que pas-
sou no concurso, mudou-se para o interior.” 
– Oração subordinada adjetiva restritiva: “A aluna que esteve 
enferma conseguiu ser aprovada nas provas.” 
PONTUAÇÃO
— Visão Geral
O sistema de pontuação consiste em um grupo de sinais gráfi-
cos que, em um período sintático, têm a função primordial de indi-
car um nível maior ou menor de coesão entre estruturas e, ocasio-
nalmente, manifestar as propriedades da fala (prosódias) em um 
discurso redigido. Na escrita, esses sinais substituem os gestos e as 
expressões faciais que, na linguagem falada, auxiliam a compreen-
são da frase. 
O emprego da pontuação tem as seguintes finalidades: 
– Garantir a clareza, a coerência e a coesão interna dos diversos 
tipos textuais;
– Garantir os efeitos de sentido dos enunciados;
– Demarcar das unidades de um texto; 
– Sinalizar os limites das estruturas sintáticas.
— Sinais de pontuação que auxiliam na elaboração de um 
enunciado
Vírgula 
De modo geral, sua utilidade é marcar uma pausa do enunciado 
para indicar que os termos por ela isolados, embora compartilhem 
da mesma frase ou período, não compõem unidade sintática. Mas, 
se, ao contrário, houver relação sintática entre os termos, estes não 
devem ser isolados pela vírgula. Isto quer dizer que, ao mesmo tem-
po que existem situações em que a vírgula é obrigatória, em outras, 
ela é vetada. Confira os casos em que a vírgula deve ser empregada: 
• No interior da sentença
1 – Para separar elementos de uma enumeração e repetição:
ENUMERAÇÃO
Adicione leite, farinha, açúcar, ovos, óleo e chocolate.
Paguei as contas de água, luz, telefone e gás.
 
REPETIÇÃO
Os arranjos estão lindos, lindos!
Sua atitude foi, muito, muito, muito indelicada.
2 – Isolar o vocativo 
“Crianças, venham almoçar!” 
“Quando será a prova, professora?” 
3 – Separar apostos“O ladrão, menor de idade, foi apreendido pela polícia.” 
4 – Isolar expressões explicativas: 
“As CPIs que terminaram em pizza, ou seja, ninguém foi res-
ponsabilizado.” 
5 – Separar conjunções intercaladas 
“Não foi explicado, porém, o porquê das falhas no sistema.” 
6 – Isolar o adjunto adverbial anteposto ou intercalado: 
“Amanhã pela manhã, faremos o comunicado aos funcionários 
do setor.” 
“Ele foi visto, muitas vezes, vagando desorientado pelas ruas.” 
7 – Separar o complemento pleonástico antecipado: 
“Estas alegações, não as considero legítimas.” 
8 – Separar termos coordenados assindéticos (não conectadas 
por conjunções) 
“Os seres vivos nascem, crescem, reproduzem-se, morrem.” 
9 – Isolar o nome de um local na indicação de datas: 
“São Paulo, 16 de outubro de 2022”. 
10 – Marcar a omissão de um termo: 
LÍNGUA PORTUGUESA
3232
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“Eu faço o recheio, e você, a cobertura.” (omissão do verbo “fa-
zer”). 
• Entre as sentenças
1 – Para separar as orações subordinadas adjetivas explicativas 
“Meu aluno, que mora no exterior, fará aulas remotas.”
2 – Para separar as orações coordenadas sindéticas e assindéti-
cas, com exceção das orações iniciadas pela conjunção “e”: 
“Liguei para ela, expliquei o acontecido e pedi para que nos 
ajudasse.” 
3 – Para separar as orações substantivas que antecedem a 
principal: 
“Quando será publicado, ainda não foi divulgado.” 
4 – Para separar orações subordinadas adverbiais desenvolvi-
das ou reduzidas, especialmente as que antecedem a oração prin-
cipal: 
Reduzida Por ser sempre assim, ninguém dá atenção!
Desenvolvida Porque é sempre assim, já ninguém dá atenção!
5 – Separar as sentenças intercaladas: 
“Querida, disse o esposo, estarei todos os dias aos pés do seu 
leito, até que você se recupere por completo.”
• Antes da conjunção “e”
1 – Emprega-se a vírgula quando a conjunção “e” adquire valo-
res que não expressam adição, como consequência ou diversidade, 
por exemplo. 
“Argumentou muito, e não conseguiu convencer-me.” 
2 – Utiliza-se a vírgula em casos de polissíndeto, ou seja, sem-
pre que a conjunção “e” é reiterada com com a finalidade de desta-
car alguma ideia, por exemplo:
“(…) e os desenrolamentos, e os incêndios, e a fome, e a sede; 
e dez meses de combates, e cem dias de cancioneiro contínuo; e o 
esmagamento das ruínas...” (Euclides da Cunha)
3 – Emprega-se a vírgula sempre que orações coordenadas 
apresentam sujeitos distintos, por exemplo: 
“A mulher ficou irritada, e o marido, constrangido.”
O uso da vírgula é vetado nos seguintes casos: separar sujeito 
e predicado, verbo e objeto, nome de adjunto adnominal, nome 
e complemento nominal, objeto e predicativo do objeto, oração 
substantiva e oração subordinada (desde que a substantivo não seja 
apositiva nem se apresente inversamente). 
Ponto
1 – Para indicar final de frase declarativa: 
“O almoço está pronto e será servido.”
2 – Abrevia palavras: 
– “p.” (página) 
– “V. Sra.” (Vossa Senhoria) 
– “Dr.” (Doutor) 
3 – Para separar períodos: 
“O jogo não acabou. Vamos para os pênaltis.”
Ponto e Vírgula 
1 – Para separar orações coordenadas muito extensas ou 
orações coordenadas nas quais já se tenha utilizado a vírgula: 
“Gosto de assistir a novelas; meu primo, de jogos de RPG; nos-
sa amiga, de praticar esportes.”
2 – Para separar os itens de uma sequência de itens: 
“Os planetas que compõem o Sistema Solar são: 
Mercúrio; 
Vênus; 
Terra; 
Marte; 
Júpiter; 
Saturno; 
Urano;
Netuno.” 
Dois Pontos
1 – Para introduzirem apostos ou orações apositivas, enumer-
ações ou sequência de palavras que explicam e/ou resumem ideias 
anteriores. 
“Anote o endereço: Av. Brasil, 1100.” 
“Não me conformo com uma coisa: você ter perdoado aquela 
grande ofensa.” 
2 – Para introduzirem citação direta: 
“Desse estudo, Lavoisier extraiu o seu princípio, atualmente 
muito conhecido: “Nada se cria, nada se perde, tudo se transfor-
ma’.” 
3 – Para iniciar fala de personagens: 
“Ele gritava repetidamente: 
– Sou inocente!” 
Reticências 
1 – Para indicar interrupção de uma frase incompleta sintati-
camente: 
“Quem sabe um dia...” 
2 – Para indicar hesitação ou dúvida: 
“Então... tenho algumas suspeitas... mas prefiro não revelar 
ainda.” 
3 – Para concluir uma frase gramaticalmente inacabada com o 
objetivo de prolongar o raciocínio: 
“Sua tez, alva e pura como um foco de algodão, tingia-se nas 
faces duns longes cor-de-rosa...” (Cecília - José de Alencar).
4 – Suprimem palavras em uma transcrição: 
“Quando penso em você (...) menos a felicidade.” (Canteiros - 
Raimundo Fagner).
Ponto de Interrogação 
1 – Para perguntas diretas: 
“Quando você pode comparecer?” 
2 – Algumas vezes, acompanha o ponto de exclamação para 
destacar o enunciado: 
“Não brinca, é sério?!” 
Ponto de Exclamação 
LÍNGUA PORTUGUESA
33
a solução para o seu concurso!
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1 – Após interjeição: 
“Nossa Que legal!” 
2 – Após palavras ou sentenças com carga emotiva 
“Infelizmente!” 
3 – Após vocativo 
“Ana, boa tarde!” 
4 – Para fechar de frases imperativas: 
“Entre já!” 
Parênteses 
a) Para isolar datas, palavras, referências em citações, frases 
intercaladas de valor explicativo, podendo substituir o travessão ou 
a vírgula: 
“Mal me viu, perguntou (sem qualquer discrição, como sem-
pre) 
quem seria promovido.” 
Travessão 
1 – Para introduzir a fala de um personagem no discurso direto: 
“O rapaz perguntou ao padre: 
— Amar demais é pecado?” 
2 – Para indicar mudança do interlocutor nos diálogos: 
“— Vou partir em breve. 
— Vá com Deus!” 
3 – Para unir grupos de palavras que indicam itinerários: 
“Esse ônibus tem destino à cidade de São Paulo — SP.”
4 – Para substituir a vírgula em expressões ou frases explicati-
vas: 
“Michael Jackson — o retorno rei do pop — era imbatível.”
Aspas
1 – Para isolar palavras ou expressões que violam norma culta, 
como termos populares, gírias, neologismos, estrangeirismos, ar-
caísmos, palavrões, e neologismos. 
“Na juventude, ‘azarava’ todas as meninas bonitas.” 
“A reunião será feita ‘online’.” 
2 – Para indicar uma citação direta: 
“A índole natural da ciência é a longanimidade.” (Machado de 
Assis)
CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL
Visão Geral: sumariamente, as concordâncias verbal e nominal 
estudam a sintonia entre os componentes de uma oração. 
– Concordância verbal: refere-se ao verbo relacionado ao su-
jeito, sendo que o primeiro deve, obrigatoriamente, concordar em 
número (flexão em singular e plural) e pessoa (flexão em 1a, 2a, ou 
3a pessoa) com o segundo. Isto é, ocorre quando o verbo é flexiona-
do para concordar com o sujeito.
– Concordância nominal: corresponde à harmonia em gênero 
(flexão em masculino e feminino) e número entre os vários nomes 
da oração, ocorrendo com maior frequência sobre os substantivos 
e o adjetivo. Em outras palavras, refere-se ao substantivo e suas 
formas relacionadas: adjetivo, numeral, pronome, artigo. Tal con-
cordância ocorre em gênero e pessoa
Casos específicos de concordância verbal 
Concordância verbal com o infinitivo pessoal: existem três si-
tuações em que o verbo no infinitivo é flexionado: 
I – Quando houver um sujeito definido; 
II – Sempre que se quiser determinar o sujeito; 
III – Sempre que os sujeitos da primeira e segunda oração fo-
rem distintos.
 Observe os exemplos: 
“Eu pedir para eles fazerem a solicitação.” 
“Isto é para nós solicitarmos.” 
Concordância verbal com o infinitivo impessoal: não há flexão 
verbal quando o sujeito não for definido, ou sempre que o sujeito 
da segunda oração for igual ao da primeira oração, ou mesmo em 
locuções verbais, com verbos preposicionados e com verbos impe-
rativos. 
Exemplos: 
“Os membros conseguiram fazer a solicitação.” 
“Foram proibidos de realizar o atendimento.” 
Concordância verbal com verbos impessoais: nesses casos, 
verbo ficará sempre em concordância com a 3a pessoa do singular, 
tendo em vista que não existe um sujeito.
Observe os casos a seguir:
– Verbos que indicam fenômenosda natureza, como anoitecer, 
nevar, amanhecer.
Exemplo: “Não chove muito nessa região” ou “Já entardeceu.» 
– O verbo haver com sentido de existir. Exemplo: “Havia duas 
professoras vigiando as crianças.” 
– O verbo fazer indicando tempo decorrido. Exemplo: “Faz 
duas horas que estamos esperando.” 
Concordância verbal com o verbo ser: diante dos pronomes 
tudo, nada, o, isto, isso e aquilo como sujeito, há concordância ver-
bal com o predicativo do sujeito, podendo o verbo permanecer no 
singular ou no plural: 
– “Tudo que eu desejo é/são férias à beira-mar.”
– “Isto é um exemplo do que o ocorreria.” e “Isto são exemplos 
do que ocorreria.” 
Concordância verbal com pronome relativo quem: o verbo, ou 
faz concordância com o termo precedente ao pronome, ou perma-
nece na 3a pessoa do singular: 
– “Fui eu quem solicitou.» e “Fomos nós quem solicitou.» 
Concordância verbal com pronome relativo que: o verbo con-
corda com o termo que antecede o pronome: 
– “Foi ele que fez.» e “Fui eu que fiz.» 
– “Foram eles que fizeram.” e “Fomos nós que fizemos.»
LÍNGUA PORTUGUESA
3434
a solução para o seu concurso!
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Concordância verbal com a partícula de indeterminação do sujeito se: nesse caso, o verbo cria concordância com a 3a pessoa do 
singular sempre que a oração for constituída por verbos intransitivos ou por verbos transitivos indiretos: 
– «Precisa-se de cozinheiro.” e «Precisa-se de cozinheiros.” 
Concordância com o elemento apassivador se: aqui, verbo concorda com o objeto direto, que desempenha a função de sujeito pa-
ciente, podendo aparecer no singular ou no plural: 
– Aluga-se galpão.” e “Alugam-se galpões.” 
Concordância verbal com as expressões a metade, a maioria, a maior parte: preferencialmente, o verbo fará concordância com a 3° 
pessoa do singular. Porém, a 3a pessoa do plural também pode ser empregada: 
– “A maioria dos alunos entrou” e “A maioria dos alunos entraram.” 
– “Grande parte das pessoas entendeu.” e “Grande parte das pessoas entenderam.”
Concordância nominal muitos substantivos: o adjetivo deve concordar em gênero e número com o substantivo mais próximo, mas 
também concordar com a forma no masculino plural: 
– “Casa e galpão alugado.” e “Galpão e casa alugada.”
– “Casa e galpão alugados.” e “Galpão e casa alugados.” 
Concordância nominal com pronomes pessoais: o adjetivo concorda em gênero e número com os pronomes pessoais:
– “Ele é prestativo.” e “Ela é prestativa.”
– “Eles são prestativos.” e “Elas são prestativas.”
Concordância nominal com adjetivos: sempre que existir dois ou mais adjetivos no singular, o substantivo permanece no singular, se 
houver um artigo entre os adjetivos. Se o artigo não aparecer, o substantivo deve estar no plural: 
– “A blusa estampada e a colorida.” e “O casaco felpudo e o xadrez.”
– “As blusas estampada e colorida.” e “Os casacos felpudo e xadrez.” 
Concordância nominal com é proibido e é permitido: nessas expressões, o adjetivo flexiona em gênero e número, sempre que 
houver um artigo determinando o substantivo. Caso não exista esse artigo, o adjetivo deve permanecer invariável, no masculino singular: 
– “É proibida a circulação de pessoas não identificadas.” e “É proibido circulação de pessoas não identificadas.”
– “É permitida a entrada de crianças.” e “É permitido entrada de crianças acompanhadas.” 
Concordância nominal com menos: a palavra menos permanece é invariável independente da sua atuação, seja ela advérbio ou ad-
jetivo: 
– “Menos pessoas / menos pessoas”.
– “Menos problema /menos problemas.” 
Concordância nominal com muito, pouco, bastante, longe, barato, meio e caro: esses termos instauram concordância em gênero e 
número com o substantivo quando exercem função de adjetivo: 
– “Tomei bastante suco.” e “Comprei bastantes frutas.” 
– “A jarra estava meia cheia.” e “O sapato está meio gasto”. 
– “Fizemos muito barulho.” e “Compramos muitos presentes.”
REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL
 subordinação entre dois termos. Quando, em um enunciado ou oração, existe influência de um tempo sobre o outro, identificamos o 
que se denomina termo determinante, essa relação entre esses termos denominamos regência.
— Regência Nominal
É a relação entre um nome o seu complemento por meio de uma preposição. Esse nome pode ser um substantivo, um adjetivo ou um 
advérbio e será o termo determinante. 
O complemento preenche o significado do nome, cujo sentido estaria impreciso ou ambíguo se não fosse pelo complemento. 
Observe os exemplos:
“A nova entrada é acessível a cadeirantes.” 
“Eu tenho o sonho de viajar para o nordeste.”
“Ele é perito em investigações como esta.”
LÍNGUA PORTUGUESA
35
a solução para o seu concurso!
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Na primeira frase, adjetivo “acessível” exige a preposição a, do contrário, seu sentido ficaria incompleto. O mesmo ocorre com os 
substantivos “sonho“ e “perito”, nas segunda e terceira frases, em que os nomes exigem as preposições de e em para completude de seus 
sentidos. Veja nas tabelas abaixo quais são os nomes que regem. Veja nas tabelas abaixo quais são os nomes que regem uma preposição 
para que seu sentido seja completo. 
REGÊNCIA COM A PREPOSIÇÃO A
acessível a cego a fiel a nocivo a
agradável a cheiro a grato a oposto a
alheio a comum a horror a perpendicular a
análogo a contrário a idêntico a posterior a
anterior a desatento a inacessível a prestes a
apto a equivalente a indiferente a surdo a
atento a estranho a inerente a visível a
avesso a favorável a necessário a
REGÊNCIA COM A PREPOSIÇÃO POR
admiração por devoção por responsável por
ansioso por respeito por
REGÊNCIA COM A PREPOSIÇÃO DE
amante de cobiçoso de digno de inimigo de natural de sedento de
amigo de contemporâneo de dotado de livre de obrigação de seguro de
ávido de desejoso de fácil de longe de orgulhoso de sonho de
capaz de diferente de impossível de louco de passível de
cheio de difícil de incapaz de maior de possível de
REGÊNCIA COM A PREPOSIÇÃO EM
doutor em hábil em interesse em negligente em primeiro em
exato em incessante em lento em parco em versado em
firme em indeciso em morador em perito em
REGÊNCIA COM A PREPOSIÇÃO PARA
apto para essencial para mau para
bastante para impróprio para pronto para
bom para inútil para próprio para
REGÊNCIA COM A PREPOSIÇÃO COM
amoroso com compatível com descontente com intolerante com
aparentado com cruel com furioso com liberal com
caritativo com cuidadoso com impaciente com solícito com
— Regência Verbal 
Os verbos são os termos regentes, enquanto os objetos (direto e indireto) e adjuntos adverbiais são os termos regidos. Um verbo 
possui a mesma regência do nome do qual deriva. 
LÍNGUA PORTUGUESA
3636
a solução para o seu concurso!
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Observe as duas frases:
 I – “Eles irão ao evento.” O verbo ir requer a preposição a (quem vai, vai a algum lugar), e isso o classifica como verbo transitivo direto; 
“ao evento” são os termos regidos pelo verbo, isto é, constituem seu complemento. 
II – “Ela mora em região pantanosa.” O verbo morar exige a preposição em (quem mora mora em algum lugar), portanto, é verbo 
transitivo indireto. 
VERBO No sentido de / pela transi-tividade
REGE
PREPOSIÇÃO?
EXEMPLO
Assistir
ajudar, dar assistência NÃO “Por favor, assista o time.”
ver SIM “Você assistiu ao jogo?”
pertencer SIM “Assiste aos cidadãos o direito de protestar.”
Custar
valor, preço NÃO “Esse imóvel custa caro.”
desafio, dano, peso moral SIM “Dizer a verdade custou a ela.”
Proceder
fundamento / verbo ins-
transitivo NÃO “Isso não procede.”
origem SIM “Essa conclusão procede de muito vivência.”
Visar
finalidade, objetivo SIM “Visando à garantia dos direitos.”
avistar, enxergar NÃO “O vigia logo visou o suspeito.”
Querer
desejo NÃO “Queremos sair cedo.”
estima SIM “Quero muito aos meus sogros.”
Aspirar
pretensão SIM “Aspiro a ascensão política.”
absorção ou respiração NÃO “Evite aspirar fumaça.”
Implicar
consequência / verbo tran-
sitivo direto NÃO “A sua solicitação implicará alteração do meu trajeto.”
insistência,birra SIM “Ele implicou com o cachorro.”
Chamar
convocação NÃO “Chame todos!”
apelido Rege complemento, com e sem preposição
“Chamo a Talita de Tatá.”
“Chamo Talita de Tatá.”
“Chamo a Talita Tatá.”
“Chamo Talita Tatá.”
Pagar
o que se paga NÃO “Paguei o aluguel.”
a quem se paga SIM “Pague ao credor.”
Chegar
quem chega, chega a algum 
lugar / verbo transitivo in-
direto
SIM “Quando chegar ao local, espere.”
Obedecer quem obedece a algo / alguém / transitivo indireto SIM “Obedeçam às regras.”
Esquecer verbo transitivo direito NÃO “Esqueci as alianças.”
Informar verbo transitivo direito e indireto, portanto...
... exige um complemen-
to sem e outro com pre-
posição
“Informe o ocorrido ao gerente.”
Ir quem vai vai a algum lugar / verbo transitivo indireto SIM “Vamos ao teatro.”
Morar Quem mora em algum lugar (verbo transitivo indireto) SIM
“Eles moram no interior.”
(Preposição “em” + artigo “o”).
LÍNGUA PORTUGUESA
37
a solução para o seu concurso!
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Namorar verbo transitivio direito NÃO “Júlio quer namorar Maria.”
Preferir verbo bi transitivo (direto e indireto) SIM “Prefira assados a frituras.”
Simpatizar
quem simpatiza simpatiza 
com algo/ alguém/ verbo 
transitivo indireto
SIM “Simpatizei-me com todos.”
SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS
Visão Geral: o significado das palavras é objeto de estudo da semântica, a área da gramática que se dedica ao sentido das palavras e 
também às relações de sentido estabelecidas entre elas.
Denotação e conotação 
Denotação corresponde ao sentido literal e objetivo das palavras, enquanto a conotação diz respeito ao sentido figurado das palavras. 
Exemplos: 
“O gato é um animal doméstico.”
“Meu vizinho é um gato.” 
No primeiro exemplo, a palavra gato foi usada no seu verdadeiro sentido, indicando uma espécie real de animal. Na segunda frase, a 
palavra gato faz referência ao aspecto físico do vizinho, uma forma de dizer que ele é tão bonito quanto o bichano. 
Hiperonímia e hiponímia
Dizem respeito à hierarquia de significado. Um hiperônimo, palavra superior com um sentido mais abrangente, engloba um hipônimo, 
palavra inferior com sentido mais restrito.
Exemplos: 
– Hiperônimo: mamífero: – hipônimos: cavalo, baleia.
– Hiperônimo: jogo – hipônimos: xadrez, baralho.
Polissemia e monossemia 
A polissemia diz respeito ao potencial de uma palavra apresentar uma multiplicidade de significados, de acordo com o contexto em 
que ocorre. A monossemia indica que determinadas palavras apresentam apenas um significado. Exemplos: 
– “Língua”, é uma palavra polissêmica, pois pode por um idioma ou um órgão do corpo, dependendo do contexto em que é inserida. 
– A palavra “decalitro” significa medida de dez litros, e não tem outro significado, por isso é uma palavra monossêmica. 
 
Sinonímia e antonímia 
A sinonímia diz respeito à capacidade das palavras serem semelhantes em significado. Já antonímia se refere aos significados opostos. 
Desse modo, por meio dessas duas relações, as palavras expressam proximidade e contrariedade.
Exemplos de palavras sinônimas: morrer = falecer; rápido = veloz. 
Exemplos de palavras antônimas: morrer x nascer; pontual x atrasado.
Homonímia e paronímia 
A homonímia diz respeito à propriedade das palavras apresentarem: semelhanças sonoras e gráficas, mas distinção de sentido (pala-
vras homônimas), semelhanças homófonas, mas distinção gráfica e de sentido (palavras homófonas) semelhanças gráficas, mas distinção 
sonora e de sentido (palavras homógrafas). A paronímia se refere a palavras que são escritas e pronunciadas de forma parecida, mas que 
apresentam significados diferentes. Veja os exemplos:
– Palavras homônimas: caminho (itinerário) e caminho (verbo caminhar); morro (monte) e morro (verbo morrer). 
– Palavras homófonas: apressar (tornar mais rápido) e apreçar (definir o preço); arrochar (apertar com força) e arroxar (tornar roxo).
– Palavras homógrafas: apoio (suporte) e apoio (verbo apoiar); boto (golfinho) e boto (verbo botar); choro (pranto) e choro (verbo 
chorar) . 
– Palavras parônimas: apóstrofe (figura de linguagem) e apóstrofo (sinal gráfico), comprimento (tamanho) e cumprimento (saudação).
LÍNGUA PORTUGUESA
3838
a solução para o seu concurso!
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COLOCAÇÃO DO PRONOME ÁTONO
A colocação do pronome átono está relacionada à harmonia da 
frase. A tendência do português falado no Brasil é o uso do prono-
me antes do verbo – próclise. No entanto, há casos em que a norma 
culta prescreve o emprego do pronome no meio – mesóclise – ou 
após o verbo – ênclise.
De acordo com a norma culta, no português escrito não se ini-
cia um período com pronome oblíquo átono. Assim, se na lingua-
gem falada diz-se “Me encontrei com ele”, já na linguagem escrita, 
formal, usa-se “Encontrei-me’’ com ele.
Sendo a próclise a tendência, é aconselhável que se fixem bem 
as poucas regras de mesóclise e ênclise. Assim, sempre que estas 
não forem obrigatórias, deve-se usar a próclise, a menos que preju-
dique a eufonia da frase.
Próclise
Na próclise, o pronome é colocado antes do verbo.
Palavra de sentido negativo: Não me falou a verdade.
Advérbios sem pausa em relação ao verbo: Aqui te espero pa-
cientemente.
Havendo pausa indicada por vírgula, recomenda-se a ênclise: 
Ontem, encontrei-o no ponto do ônibus.
Pronomes indefinidos: Ninguém o chamou aqui.
Pronomes demonstrativos: Aquilo lhe desagrada.
Orações interrogativas: Quem lhe disse tal coisa?
Orações optativas (que exprimem desejo), com sujeito ante-
posto ao verbo: Deus lhe pague, Senhor!
Orações exclamativas: Quanta honra nos dá sua visita!
Orações substantivas, adjetivas e adverbiais, desde que não se-
jam reduzidas: Percebia que o observavam.
Verbo no gerúndio, regido de preposição em: Em se plantando, 
tudo dá.
Verbo no infinitivo pessoal precedido de preposição: Seus in-
tentos são para nos prejudicarem.
Ênclise
Na ênclise, o pronome é colocado depois do verbo.
Verbo no início da oração, desde que não esteja no futuro do 
indicativo: Trago-te flores.
Verbo no imperativo afirmativo: Amigos, digam-me a verdade!
Verbo no gerúndio, desde que não esteja precedido pela pre-
posição em: Saí, deixando-a aflita.
Verbo no infinitivo impessoal regido da preposição a. Com 
outras preposições é facultativo o emprego de ênclise ou próclise: 
Apressei-me a convidá-los.
Mesóclise
Na mesóclise, o pronome é colocado no meio do verbo.
É obrigatória somente com verbos no futuro do presente ou no 
futuro do pretérito que iniciam a oração.
Dir-lhe-ei toda a verdade.
Far-me-ias um favor?
Se o verbo no futuro vier precedido de pronome reto ou de 
qualquer outro fator de atração, ocorrerá a próclise.
Eu lhe direi toda a verdade.
Tu me farias um favor?
Colocação do pronome átono nas locuções verbais
Verbo principal no infinitivo ou gerúndio: Se a locução verbal 
não vier precedida de um fator de próclise, o pronome átono deve-
rá ficar depois do auxiliar ou depois do verbo principal.
Exemplos:
Devo-lhe dizer a verdade.
Devo dizer-lhe a verdade.
Havendo fator de próclise, o pronome átono deverá ficar antes 
do auxiliar ou depois do principal.
Exemplos:
Não lhe devo dizer a verdade.
Não devo dizer-lhe a verdade.
Verbo principal no particípio: Se não houver fator de próclise, 
o pronome átono ficará depois do auxiliar.
Exemplo: Havia-lhe dito a verdade.
Se houver fator de próclise, o pronome átono ficará antes do 
auxiliar.
Exemplo: Não lhe havia dito a verdade. 
Haver de e ter de + infinitivo: Pronome átono deve ficar depois 
do infinitivo.
Exemplos:
Hei de dizer-lhe a verdade.
Tenho de dizer-lhe a verdade. 
Observação
Não se deve omitir o hífen nas seguintes construções:
Devo-lhe dizer tudo.
Estava-lhe dizendo tudo.
Havia-lhe dito tudo.
REDAÇÃO OFICIAL: ESCRITA DE TEXTOS FORMAIS E MA-
NUAL DE REDAÇÃO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA (DIS-
PONÍVEL NO SÍTIO DO PLANALTO NA INTERNET)
A terceira edição do Manual de Redação da Presidência da Re-
pública foi lançado no final de 2018 e apresenta algumas mudanças 
quanto ao formato anterior. Para contextualizar,o manual foi criado 
em 1991 e surgiu de uma necessidade de padronizar os protocolos 
à moderna administração pública. Assim, ele é referência quando 
se trata de Redação Oficial em todas as esferas administrativas.
O Decreto de nº 9.758 de 11 de abril de 2019 veio alterar re-
gras importantes, quanto aos substantivos de tratamento. Expres-
sões usadas antes (como: Vossa Excelência ou Excelentíssimo, Vossa 
Senhoria, Vossa Magnificência, doutor, ilustre ou ilustríssimo, digno 
ou digníssimo e respeitável) foram retiradas e substituídas apenas 
por: Senhor (a). Excepciona a nova regra quando o agente público 
entender que não foi atendido pelo decreto e exigir o tratamento 
diferenciado.
LÍNGUA PORTUGUESA
39
a solução para o seu concurso!
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A redação oficial é 
A maneira pela qual o Poder Público redige comunicações oficiais e atos normativos e deve caracterizar-se pela: clareza e precisão, 
objetividade, concisão, coesão e coerência, impessoalidade, formalidade e padronização e uso da norma padrão da língua portuguesa.
SINAIS E ABREVIATURAS EMPREGADOS
• Indica forma (em geral sintática) inaceitável ou agramatical
§ Parágrafo
adj. adv. Adjunto adverbial
arc. Arcaico
art.; arts. Artigo; artigos
cf. Confronte
CN Congresso Nacional
Cp. Compare
EM Exposição de Motivos
f.v. Forma verbal
fem. Feminino
ind. Indicativo
ICP - Brasil Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira
masc. Masculino
obj. dir. Objeto direto
obj. ind. Objeto indireto
p. Página
p. us. Pouco usado
pess. Pessoa
pl. Plural
pref. Prefixo
pres. Presente
Res. Resolução do Congresso Nacional
RICD Regimento Interno da Câmara dos Deputados
RISF Regimento Interno do Senado Federal
s. Substantivo
s.f. Substantivo feminino
s.m. Substantivo masculino
SEI! Sistema Eletrônico de Informações
sing. Singular
tb. Também
v. Ver ou verbo
v.g. verbi gratia
var. pop. Variante popular
A finalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer pela escrita. Para que haja comunicação, são necessários:
a) alguém que comunique: o serviço público. 
b) algo a ser comunicado: assunto relativo às atribuições do órgão que comunica.
c) alguém que receba essa comunicação: o público, uma instituição privada ou outro órgão ou entidade pública, do Poder Executivo 
ou dos outros Poderes.
LÍNGUA PORTUGUESA
4040
a solução para o seu concurso!
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Além disso, deve-se considerar a intenção do emissor e a finalidade do documento, para que o texto esteja adequado à situação co-
municativa. Os atos oficiais (atos de caráter normativo) estabelecem regras para a conduta dos cidadãos, regulam o funcionamento dos 
órgãos e entidades públicos. Para alcançar tais objetivos, em sua elaboração, precisa ser empregada a linguagem adequada. O mesmo 
ocorre com os expedientes oficiais, cuja finalidade precípua é a de informar com clareza e objetividade.
Atributos da redação oficial:
• clareza e precisão; 
• objetividade; 
• concisão; 
• coesão e coerência; 
• impessoalidade; 
• formalidade e padronização; e 
• uso da norma padrão da língua portuguesa.
Clareza Precisão
Para a obtenção de clareza, sugere-se: 
a) utilizar palavras e expressões simples, em seu sentido comum, salvo 
quando o texto versar sobre assunto técnico, hipótese em que se utiliza-
rá nomenclatura própria da área; 
b) usar frases curtas, bem estruturadas; apresentar as orações na ordem 
direta e evitar intercalações excessivas. Em certas ocasiões, para evitar 
ambiguidade, sugere-se a adoção da ordem inversa da oração; 
c) buscar a uniformidade do tempo verbal em todo o texto; 
d) não utilizar regionalismos e neologismos; 
e) pontuar adequadamente o texto; 
f) explicitar o significado da sigla na primeira referência a ela; e 
g) utilizar palavras e expressões em outro idioma apenas quando indis-
pensáveis, em razão de serem designações ou expressões de uso já con-
sagrado ou de não terem exata tradução. Nesse caso, grafe-as em itálico.
O atributo da precisão complemen-
ta a clareza e caracteriza-se por: 
a) articulação da linguagem comum 
ou técnica para a perfeita com-
preensão da ideia veiculada no 
texto; 
b) manifestação do pensamento ou 
da ideia com as mesmas palavras, 
evitando o emprego de sinonímia 
com propósito meramente estilís-
tico; e 
c) escolha de expressão ou palavra 
que não confira duplo sentido ao 
texto.
Por sua vez, ser objetivo é ir diretamente ao assunto que se deseja abordar, sem voltas e sem redundâncias. Para conseguir isso, é 
fundamental que o redator saiba de antemão qual é a ideia principal e quais são as secundárias. A objetividade conduz o leitor ao contato 
mais direto com o assunto e com as informações, sem subterfúgios, sem excessos de palavras e de ideias. É errado supor que a objetivida-
de suprime a delicadeza de expressão ou torna o texto rude e grosseiro. 
Conciso é o texto que consegue transmitir o máximo de informações com o mínimo de palavras. Não se deve de forma alguma enten-
dê-la como economia de pensamento, isto é, não se deve eliminar passagens substanciais do texto com o único objetivo de reduzi-lo em 
tamanho. Trata-se, exclusivamente, de excluir palavras inúteis, redundâncias e passagens que nada acrescentem ao que já foi dito.
É indispensável que o texto tenha coesão e coerência. Tais atributos favorecem a conexão, a ligação, a harmonia entre os elementos 
de um texto. Percebe-se que o texto tem coesão e coerência quando se lê um texto e se verifica que as palavras, as frases e os parágrafos 
estão entrelaçados, dando continuidade uns aos outros. Alguns mecanismos que estabelecem a coesão e a coerência de um texto são: 
• Referência (termos que se relacionam a outros necessários à sua interpretação);
• Substituição (colocação de um item lexical no lugar de outro ou no lugar de uma oração);
• Elipse (omissão de um termo recuperável pelo contexto);
• Uso de conjunção (estabelecer ligação entre orações, períodos ou parágrafos).
A redação oficial é elaborada sempre em nome do serviço público e sempre em atendimento ao interesse geral dos cidadãos. Sendo 
assim, os assuntos objetos dos expedientes oficiais não devem ser tratados de outra forma que não a estritamente impessoal.
As comunicações administrativas devem ser sempre formais, isto é, obedecer a certas regras de forma. Isso é válido tanto para as 
comunicações feitas em meio eletrônico, quanto para os eventuais documentos impressos. Recomendações: 
• A língua culta é contra a pobreza de expressão e não contra a sua simplicidade; 
• O uso do padrão culto não significa empregar a língua de modo rebuscado ou utilizar figuras de linguagem próprias do estilo literário; 
• A consulta ao dicionário e à gramática é imperativa na redação de um bom texto.
O único pronome de tratamento utilizado na comunicação com agentes públicos federais é “senhor”, 
independentemente do nível hierárquico, da natureza do cargo ou da função ou da ocasião.
Obs. O pronome de tratamento é flexionado para o feminino e para o plural.
São formas de tratamento vedadas: 
I - Vossa Excelência ou Excelentíssimo; 
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II - Vossa Senhoria; 
III - Vossa Magnificência; 
IV - doutor; 
V - ilustre ou ilustríssimo; 
VI - digno ou digníssimo; e 
VII - respeitável. 
Todavia, o agente público federal que exigir o uso dos pronomes de tratamento, mediante invocação de normas especiais referentes 
ao cargo ou carreira, deverá tratar o interlocutor do mesmo modo. Ademais, é vedado negar a realização de ato administrativo ou admo-
estar o interlocutor nos autos do expediente caso haja erro na forma de tratamento empregada.
O endereçamento das comunicações dirigidas a agentes públicos federais não conterá pronome de tratamento ou o nome do agente 
público. Poderão constar o pronome de tratamento e o nome do destinatário nas hipóteses de: 
I – A mera indicação do cargo ou da função e do setor da administração ser insuficiente para a identificação do destinatário; ou 
II - A correspondência ser dirigida à pessoa de agente públicoespecífico.
Até a segunda edição deste Manual, havia três tipos de expedientes que se diferenciavam antes pela finalidade do que pela forma: 
o ofício, o aviso e o memorando. Com o objetivo de uniformizá-los, deve-se adotar nomenclatura e diagramação únicas, que sigam o que 
chamamos de padrão ofício.
Consistem em partes do documento no padrão ofício:
• Cabeçalho: O cabeçalho é utilizado apenas na primeira página do documento, centralizado na área determinada pela formatação. 
No cabeçalho deve constar o Brasão de Armas da República no topo da página; nome do órgão principal; nomes dos órgãos secundários, 
quando necessários, da maior para a menor hierarquia; espaçamento entrelinhas simples (1,0). Os dados do órgão, tais como endereço, 
telefone, endereço de correspondência eletrônica, sítio eletrônico oficial da instituição, podem ser informados no rodapé do documento, 
centralizados.
• Identificação do expediente: 
a) nome do documento: tipo de expediente por extenso, com todas as letras maiúsculas; 
b) indicação de numeração: abreviatura da palavra “número”, padronizada como Nº; 
c) informações do documento: número, ano (com quatro dígitos) e siglas usuais do setor que expede o documento, da menor para a 
maior hierarquia, separados por barra (/); 
d) alinhamento: à margem esquerda da página.
• Local e data: 
a) composição: local e data do documento; 
b) informação de local: nome da cidade onde foi expedido o documento, seguido de vírgula. Não se deve utilizar a sigla da unidade da 
federação depois do nome da cidade; 
c) dia do mês: em numeração ordinal se for o primeiro dia do mês e em numeração cardinal para os demais dias do mês. Não se deve 
utilizar zero à esquerda do número que indica o dia do mês; 
d) nome do mês: deve ser escrito com inicial minúscula; 
e) pontuação: coloca-se ponto-final depois da data; 
f) alinhamento: o texto da data deve ser alinhado à margem direita da página.
• Endereçamento: O endereçamento é a parte do documento que informa quem receberá o expediente. Nele deverão constar :
a) vocativo;
b) nome: nome do destinatário do expediente; 
c) cargo: cargo do destinatário do expediente; 
d) endereço: endereço postal de quem receberá o expediente, dividido em duas linhas: primeira linha: informação de localidade/lo-
gradouro do destinatário ou, no caso de ofício ao mesmo órgão, informação do setor; segunda linha: CEP e cidade/unidade da federação, 
separados por espaço simples. Na separação entre cidade e unidade da federação pode ser substituída a barra pelo ponto ou pelo traves-
são. No caso de ofício ao mesmo órgão, não é obrigatória a informação do CEP, podendo ficar apenas a informação da cidade/unidade da 
federação; 
e) alinhamento: à margem esquerda da página.
• Assunto: O assunto deve dar uma ideia geral do que trata o documento, de forma sucinta. Ele deve ser grafado da seguinte maneira: 
a) título: a palavra Assunto deve anteceder a frase que define o conteúdo do documento, seguida de dois-pontos; 
b) descrição do assunto: a frase que descreve o conteúdo do documento deve ser escrita com inicial maiúscula, não se deve utilizar 
verbos e sugere-se utilizar de quatro a cinco palavras; 
c) destaque: todo o texto referente ao assunto, inclusive o título, deve ser destacado em negrito; 
d) pontuação: coloca-se ponto-final depois do assunto; 
e) alinhamento: à margem esquerda da página.
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• Texto:
Nos casos em que não seja usado para encaminhamen-
to de documentos, o expediente deve conter a seguinte 
estrutura:
Quando forem usados para encaminhamento de documentos, a estru-
tura é modificada:
a) introdução: em que é apresentado o objetivo da comu-
nicação. Evite o uso das formas: Tenho a honra de, Tenho 
o prazer de, Cumpre-me informar que. Prefira empregar a 
forma direta: Informo, Solicito, Comunico; 
b) desenvolvimento: em que o assunto é detalhado; se 
o texto contiver mais de uma ideia sobre o assunto, elas 
devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que confere 
maior clareza à exposição; e 
c) conclusão: em que é afirmada a posição sobre o assunto.
a) introdução: deve iniciar com referência ao expediente que solicitou o 
encaminhamento. Se a remessa do documento não tiver sido solicitada, 
deve iniciar com a informação do motivo da comunicação, que é encami-
nhar, indicando a seguir os dados completos do documento encaminha-
do (tipo, data, origem ou signatário e assunto de que se trata) e a razão 
pela qual está sendo encaminhado; 
b) desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer algum 
comentário a respeito do documento que encaminha, poderá acrescen-
tar parágrafos de desenvolvimento. Caso contrário, não há parágrafos 
de desenvolvimento em expediente usado para encaminhamento de 
documentos.
Em qualquer uma das duas estruturas, o texto do documento deve ser formatado da seguinte maneira: 
a) alinhamento: justificado; 
b) espaçamento entre linhas: simples; 
c) parágrafos: espaçamento entre parágrafos: de 6 pontos após cada parágrafo; recuo de parágrafo: 2,5 cm de distância da margem 
esquerda; numeração dos parágrafos: apenas quando o documento tiver três ou mais parágrafos, desde o primeiro parágrafo. Não se 
numeram o vocativo e o fecho; 
d) fonte: Calibri ou Carlito; corpo do texto: tamanho 12 pontos; citações recuadas: tamanho 11 pontos; notas de Rodapé: tamanho 
10 pontos.
e) símbolos: para símbolos não existentes nas fontes indicadas, pode-se utilizar as fontes Symbol e Wingdings. 
• Fechos para comunicações: O fecho das comunicações oficiais objetiva, além da finalidade óbvia de arrematar o texto, saudar o 
destinatário. 
a) Para autoridades de hierarquia superior a do remetente, inclusive o Presidente da República: Respeitosamente, 
b) Para autoridades de mesma hierarquia, de hierarquia inferior ou demais casos: Atenciosamente,
• Identificação do signatário: Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República, todas as demais comunicações ofi-
ciais devem informar o signatário segundo o padrão: 
a) nome: nome da autoridade que as expede, grafado em letras maiúsculas, sem negrito. Não se usa linha acima do nome do signa-
tário; 
b) cargo: cargo da autoridade que expede o documento, redigido apenas com as iniciais maiúsculas. As preposições que liguem as 
palavras do cargo devem ser grafadas em minúsculas; e 
c) alinhamento: a identificação do signatário deve ser centralizada na página. Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assi-
natura em página isolada do expediente. Transfira para essa página ao menos a última frase anterior ao fecho.
• Numeração de páginas: A numeração das páginas é obrigatória apenas a partir da segunda página da comunicação. Ela deve ser 
centralizada na página e obedecer à seguinte formatação: 
a) posição: no rodapé do documento, ou acima da área de 2 cm da margem inferior; e 
b) fonte: Calibri ou Carlito.
Quanto a formatação e apresentação, os documentos do padrão ofício devem obedecer à seguinte forma:
a) tamanho do papel: A4 (29,7 cm x 21 cm); 
b) margem lateral esquerda: no mínimo, 3 cm de largura; 
c) margem lateral direita: 1,5 cm; 
d) margens superior e inferior: 2 cm; 
e) área de cabeçalho: na primeira página, 5 cm a partir da margem superior do papel; 
f) área de rodapé: nos 2 cm da margem inferior do documento; 
g) impressão: na correspondência oficial, a impressão pode ocorrer em ambas as faces do papel. Nesse caso, as margens esquerda e 
direita terão as distâncias invertidas nas páginas pares (margem espelho); 
h) cores: os textos devem ser impressos na cor preta em papel branco, reservando-se, se necessário, a impressão colorida para gráfi-
cos e ilustrações; 
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i) destaques: para destaques deve-se utilizar, sem abuso, o negrito. Deve-se evitar destaques com uso de itálico, sublinhado, letras 
maiúsculas, sombreado, sombra, relevo, bordas ou qualquer outra forma de formatação que afete a sobriedade e a padronizaçãodo do-
cumento; 
j) palavras estrangeiras: palavras estrangeiras devem ser grafadas em itálico;
k) arquivamento: dentro do possível, todos os documentos elaborados devem ter o arquivo de texto preservado para consulta pos-
terior ou aproveitamento de trechos para casos análogos. Deve ser utilizado, preferencialmente, formato de arquivo que possa ser lido e 
editado pela maioria dos editores de texto utilizados no serviço público, tais como DOCX, ODT ou RTF. 
l) nome do arquivo: para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem ser formados da seguinte maneira: tipo do documento 
+ número do documento + ano do documento (com 4 dígitos) + palavras-chaves do conteúdo.
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Os documentos oficiais podem ser identificados de acordo com algumas possíveis variações: 
a) [NOME DO EXPEDIENTE] + CIRCULAR: Quando um órgão envia o mesmo expediente para mais de um órgão receptor. A sigla na 
epígrafe será apenas do órgão remetente. 
b) [NOME DO EXPEDIENTE] + CONJUNTO: Quando mais de um órgão envia, conjuntamente, o mesmo expediente para um único órgão 
receptor. As siglas dos órgãos remetentes constarão na epígrafe. 
c) [NOME DO EXPEDIENTE] + CONJUNTO CIRCULAR: Quando mais de um órgão envia, conjuntamente, o mesmo expediente para mais 
de um órgão receptor. As siglas dos órgãos remetentes constarão na epígrafe.
Nos expedientes circulares, por haver mais de um receptor, o órgão remetente 
poderá inserir no rodapé as siglas ou nomes dos órgãos que receberão o expediente.
Exposição de motivos (EM) 
É o expediente dirigido ao Presidente da República ou ao VicePresidente para: 
a) propor alguma medida; 
b) submeter projeto de ato normativo à sua consideração; ou 
c) informa-lo de determinado assunto.
A exposição de motivos é dirigida ao Presidente da República por um Ministro de Estado. Nos casos em que o assunto tratado envolva 
mais de um ministério, a exposição de motivos será assinada por todos os ministros envolvidos, sendo, por essa razão, chamada de inter-
ministerial. Independentemente de ser uma EM com apenas um autor ou uma EM interministerial, a sequência numérica das exposições 
de motivos é única. A numeração começa e termina dentro de um mesmo ano civil.
A exposição de motivos é a principal modalidade de comunicação dirigida ao Presidente da República pelos ministros. Além disso, 
pode, em certos casos, ser encaminhada cópia ao Congresso Nacional ou ao Poder Judiciário.
O Sistema de Geração e Tramitação de Documentos Oficiais (Sidof) é a ferramenta eletrônica utilizada para a elaboração, a redação, 
a alteração, o controle, a tramitação, a administração e a gerência das exposições de motivos com as propostas de atos a serem encami-
nhadas pelos Ministérios à Presidência da República. 
Ao se utilizar o Sidof, a assinatura, o nome e o cargo do signatário são substituídos 
pela assinatura eletrônica que informa o nome do ministro que assinou a exposição de 
motivos e do consultor jurídico que assinou o parecer jurídico da Pasta.
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A Mensagem é o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos Poderes Públicos, notadamente as mensagens enviadas 
pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para informar sobre fato da administração pública; para expor o plano de governo por 
ocasião da abertura de sessão legislativa; para submeter ao Congresso Nacional matérias que dependem de deliberação de suas Casas; 
para apresentar veto; enfim, fazer comunicações do que seja de interesse dos Poderes Públicos e da Nação.
Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos ministérios à Presidência da República, a cujas assessorias caberá a redação final. 
As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao Congresso Nacional têm as seguintes finalidades: 
a) Encaminhamento de proposta de emenda constitucional, de projeto de lei ordinária, de projeto de lei complementar e os que com-
preendem plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamentos anuais e créditos adicionais.
b) Encaminhamento de medida provisória.
c) Indicação de autoridades.
d) Pedido de autorização para o Presidente ou o Vice-Presidente da República se ausentarem do país por mais de 15 dias.
e) Encaminhamento de atos de concessão e de renovação de concessão de emissoras de rádio e TV.
f) Encaminhamento das contas referentes ao exercício anterior.
g) Mensagem de abertura da sessão legislativa.
h) Comunicação de sanção (com restituição de autógrafos).
i) Comunicação de veto.
j) Outras mensagens remetidas ao Legislativo, ex. Apreciação de intervenção federal.
As mensagens contêm: 
a) brasão: timbre em relevo branco; 
b) identificação do expediente: MENSAGEM Nº, alinhada à margem esquerda, no início do texto; 
c) vocativo: alinhado à margem esquerda, de acordo com o pronome de tratamento e o cargo do destinatário, com o recuo de pará-
grafo dado ao texto; 
d) texto: iniciado a 2 cm do vocativo; 
e) local e data: posicionados a 2 cm do final do texto, alinhados à margem direita. A mensagem, como os demais atos assinados pelo 
Presidente da República, não traz identificação de seu signatário.
A utilização do e-mail para a comunicação tornou-se prática comum, não só em âmbito privado, mas também na administração públi-
ca. O termo e-mail pode ser empregado com três sentidos. Dependendo do contexto, pode significar gênero textual, endereço eletrônico 
ou sistema de transmissão de mensagem eletrônica. Como gênero textual, o e-mail pode ser considerado um documento oficial, assim 
como o ofício. Portanto, deve-se evitar o uso de linguagem incompatível com uma comunicação oficial. Como endereço eletrônico utiliza-
do pelos servidores públicos, o e-mail deve ser oficial, utilizando-se a extensão “.gov.br”, por exemplo. Como sistema de transmissão de 
mensagens eletrônicas, por seu baixo custo e celeridade, transformou-se na principal forma de envio e recebimento de documentos na 
administração pública.
Nos termos da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001, para que o e-mail tenha valor documental, isto é, para que 
possa ser aceito como documento original, é necessário existir certificação digital que ateste a identidade do remetente, segundo os parâ-
metros de integridade, autenticidade e validade jurídica da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICPBrasil.
O destinatário poderá reconhecer como válido o e-mail sem certificação digital ou com certificação digital fora ICP-Brasil; contudo, 
caso haja questionamento, será obrigatório a repetição do ato por meio documento físico assinado ou por meio eletrônico reconhecido 
pela ICP-Brasil. Salvo lei específica, não é dado ao ente público impor a aceitação de documento eletrônico que não atenda os parâmetros 
da ICP-Brasil.
Um dos atrativos de comunicação por correio eletrônico é sua flexibilidade. Assim, não interessa definir padronização da mensagem 
comunicada. O assunto deve ser o mais claro e específico possível, relacionado ao conteúdo global da mensagem. Assim, quem irá receber 
a mensagem identificará rapidamente do que se trata; quem a envia poderá, posteriormente, localizar a mensagem na caixa do correio 
eletrônico. 
O texto dos correios eletrônicos deve ser iniciado por uma saudação. Quando endereçado para outras instituições, para receptores 
desconhecidos ou para particulares, deve-se utilizar o vocativo conforme os demais documentos oficiais, ou seja, “Senhor” ou “Senhora”, 
seguido do cargo respectivo, ou “Prezado Senhor”, “Prezada Senhora”.
Atenciosamente é o fecho padrão em comunicações oficiais. Com o uso do e-mail, popularizou-se o uso de abreviações como “Att.”, 
e de outros fechos, como “Abraços”, “Saudações”, que, apesar de amplamente usados, não são fechos oficiais e, portanto, não devem ser 
utilizados em e-mails profissionais.
Sugere-se que todas as instituições da administração pública adotem um padrão de texto de assinatura. A assinatura do e-mail deve 
conter o nome completo, o cargo, a unidade, o órgão eo telefone do remetente.
A possibilidade de anexar documentos, planilhas e imagens de diversos formatos é uma das vantagens do e-mail. A mensagem que 
encaminha algum arquivo deve trazer informações mínimas sobre o conteúdo do anexo.
Os arquivos anexados devem estar em formatos usuais e que apresentem poucos riscos de segurança. Quando se tratar de documento 
ainda em discussão, os arquivos devem, necessariamente, ser enviados, em formato que possa ser editado. 
A correção ortográfica é requisito elementar de qualquer texto, e ainda mais importante quando se trata de textos oficiais. Muitas 
vezes, uma simples troca de letras pode alterar não só o sentido da palavra, mas de toda uma frase. O que na correspondência particular 
seria apenas um lapso na digitação pode ter repercussões indesejáveis quando ocorre no texto de uma comunicação oficial ou de um ato 
normativo. Assim, toda revisão que se faça em determinado documento ou expediente deve sempre levar em conta também a correção 
ortográfica.
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HÍFEN ASPAS ITÁLICO NEGRITO E SUBLINHADO
O hífen é um sinal usado para: 
a) ligar os elementos de palavras 
compostas: vice-ministro; 
b) para unir pronomes átonos a 
verbos: agradeceu-lhe; e 
c) para, no final de uma linha, indi-
car a separação das sílabas de uma 
palavra em duas partes (a chamada 
translineação): com-/parar, gover-/
no. 
As aspas têm os seguintes 
empregos: 
a) antes e depois de uma 
citação textual direta, quando 
esta tem até três linhas, sem 
utilizar itálico; 
b) quando necessário, para 
diferenciar títulos, termos 
técnicos, expressões fixas, 
definições, exemplificações e 
assemelhados.
Emprega-se itálico em: 
a) títulos de publicações (livros, revis-
tas, jornais, periódicos etc.) ou títulos 
de congressos, conferências, slogans, 
lemas sem o uso de aspas (com inicial 
maiúscula em todas as palavras, exceto 
nas de ligação); 
b) palavras e as expressões em latim 
ou em outras línguas estrangeiras não 
incorporadas ao uso comum na língua 
portuguesa ou não aportuguesadas.
Usa-se o negrito para 
realce de palavras 
e trechos. Deve-se 
evitar o uso de subli-
nhado para realçar 
palavras e trechos 
em comunicações 
oficiais.
PARÊNTESES E TRAVESSÃO USO DE SIGLAS E ACRÔNIMOS
Os parênteses são empregados para intercalar, em um tex-
to, explicações, indicações, comentários, observações, como por 
exemplo, indicar uma data, uma referência bibliográfica, uma 
sigla.
O travessão, que é representado graficamente por um hífen 
prolongado (–), substitui parênteses, vírgulas, dois-pontos.
Para padronizar o uso de siglas e acrônimos nos atos normativos, 
serão adotados os conceitos sugeridos pelo Manual de Elaboração de 
Textos da Consultoria Legislativa do Senado Federal (1999), em que: 
a) sigla: constitui-se do resultado das somas das iniciais de um 
título; e 
b) acrônimo: constitui-se do resultado da soma de algumas síla-
bas ou partes dos vocábulos de um título.
Sintaxe é a parte da Gramática que estuda a palavra, não em si, mas em relação às outras, que, com ela, se unem para exprimir o 
pensamento. Temos, assim, a seguinte ordem de colocação dos elementos que compõem uma oração: 
SUJEITO + VERBO + COMPLEMENTO + ADJUNTO ADVERBIAL
O sujeito é o ser de quem se fala ou que executa a ação enunciada na oração. De acordo com a gramática normativa, o sujeito da 
oração não pode ser preposicionado. Ele pode ter complemento, mas não ser complemento.
Embora seja usada como recurso estilístico na literatura, a fragmentação de frases 
deve ser evitada nos textos oficiais, pois muitas vezes dificulta a compreensão.
A omissão de certos termos, ao fazermos uma comparação, omissão própria da língua falada, deve ser evitada na língua escrita, pois 
compromete a clareza do texto: nem sempre é possível identificar, pelo contexto, o termo omitido. A ausência indevida de um termo pode 
impossibilitar o entendimento do sentido que se quer dar a uma frase.
Ambígua é a frase ou oração que pode ser tomada em mais de um sentido. Como a clareza é requisito básico de todo texto oficial, 
deve-se atentar para as construções que possam gerar equívocos de compreensão. A ambiguidade decorre, em geral, da dificuldade de 
identificar-se a que palavra se refere um pronome que possui mais de um antecedente na terceira pessoa.
A concordância é o processo sintático segundo o qual certas palavras se acomodam, na sua forma, às palavras de que dependem. 
Essa acomodação formal se chama flexão e se dá quanto a gênero e número (nos adjetivos – nomes ou pronomes), números e pessoa (nos 
verbos). Daí, a divisão: concordância nominal e concordância verbal. 
CONCORDÂNCIA VERBAL CONCORDÂNCIA NOMINAL
O verbo concorda com seu sujeito em pessoa 
e número.
Adjetivos (nomes ou pronomes), artigos e numerais concordam em 
gênero e número com os substantivos de que dependem.
Regência é, em gramática, sinônimo de dependência, subordinação. Assim, a sintaxe de regência trata das relações de dependência 
que as palavras mantêm na frase. Dizemos que um termo rege o outro que o complementa. Numa frase, os termos regentes ou subordi-
nantes (substantivos, adjetivos, verbos) regem os termos regidos ou subordinados (substantivos, adjetivos, preposições) que lhes comple-
tam o sentido.
Os sinais de pontuação, ligados à estrutura sintática, têm as seguintes finalidades: 
a) assinalar as pausas e as inflexões da voz (a entoação) na leitura; 
b) separar palavras, expressões e orações que, segundo o autor, devem merecer destaque; e 
c) esclarecer o sentido da frase, eliminando ambiguidades.
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A vírgula serve para marcar as separações breves de sentido 
entre termos vizinhos, as inversões e as intercalações, quer na ora-
ção, quer no período. O ponto e vírgula, em princípio, separa es-
truturas coordenadas já portadoras de vírgulas internas. É também 
usado em lugar da vírgula para dar ênfase ao que se quer dizer.
Emprega-se este sinal de pontuação para introduzir citações, 
marcar enunciados de diálogo e indicar um esclarecimento, um re-
sumo ou uma consequência do que se afirmou. 
O ponto de interrogação, como se depreende de seu nome, 
é utilizado para marcar o final de uma frase interrogativa direta. 
O ponto de exclamação é utilizado para indicar surpresa, espanto, 
admiração, súplica etc. Seu uso na redação oficial fica geralmente 
restrito aos discursos e às peças de retórica.
O uso do pronome demonstrativo obedece às seguintes cir-
cunstâncias:
a) Emprega-se este(a)/isto quando o termo referente estiver 
próximo ao emissor, ou seja, de quem fala ou redige.
b) Emprega-se esse(a)/isso quando o termo referente estiver 
próximo ao receptor, ou seja, a quem se fala ou para quem se re-
dige. 
c) Emprega-se aquele(a)/aquilo quando o termo referente es-
tiver distante tanto do emissor quanto do receptor da mensagem.
d) Emprega-se este(a) para referir-se ao tempo presente;
e) Emprega-se esse(a) para se referir ao tempo passado;
f) Emprega-se aquele(a)/aquilo em relação a um tempo passa-
do mais longínquo, ou histórico.
g) Usa-se este(a)/isto para introduzir referência que, no texto, 
ainda será mencionado;
h) Usa-se este(a)para se referir ao próprio texto;
i) Emprega-se esse(a)/isso quando a informação já foi mencio-
nada no texto.
A Semântica estuda o sentido das palavras, expressões, frases 
e unidades maiores da comunicação verbal, os significados que lhe 
são atribuídos. Ao considerarmos o significado de determinada pa-
lavra, levamos em conta sua história, sua estrutura (radical, prefi-
xos, sufixos que participam da sua forma) e, por fim, o contexto em 
que se apresenta.
Sendo a clareza um dos requisitos fundamentais de todo texto 
oficial, deve-se atentar para a tradição no emprego de determina-
da expressão com determinado sentido. O emprego de expressões 
ditas de uso consagrado confere uniformidade e transparência ao 
sentido do texto. Mas isso não quer dizer que os textosoficiais de-
vam limitar-se à repetição de chavões e de clichês.
Verifique sempre o contexto em que as palavras estão sendo 
utilizadas. Certifique-se de que não há repetições desnecessárias 
ou redundâncias. Procure sinônimos ou termos mais precisos para 
as palavras repetidas; mas se sua substituição for comprometer o 
sentido do texto, tornando-o ambíguo ou menos claro, não hesite 
em deixar o texto como está. 
É importante lembrar que o idioma está em constante muta-
ção. A própria evolução dos costumes, das ideias, das ciências, da 
política, enfim da vida social em geral, impõe a criação de novas 
palavras e de formas de dizer.
A redação oficial não pode alhear-se dessas transformações, 
nem incorporá-las acriticamente. Quanto às novidades vocabula-
res, por um lado, elas devem sempre ser usadas com critério, evi-
tando-se aquelas que podem ser substituídas por vocábulos já de 
uso consolidado sem prejuízo do sentido que se lhes quer dar.
De outro lado, não se concebe que, em nome de suposto pu-
rismo, a linguagem das comunicações oficiais fique imune às cria-
ções vocabulares ou a empréstimos de outras línguas. A rapidez 
do desenvolvimento tecnológico, por exemplo, impõe a criação de 
inúmeros novos conceitos e termos, ditando de certa forma a ve-
locidade com que a língua deve incorporá-los. O importante é usar 
o estrangeirismo de forma consciente, buscar o equivalente portu-
guês quando houver ou conformar a palavra estrangeira ao espírito 
da Língua Portuguesa. 
O problema do abuso de estrangeirismos inúteis ou emprega-
dos em contextos em que não cabem, é em geral causado ou pelo 
desconhecimento da riqueza vocabular de nossa língua, ou pela in-
corporação acrítica do estrangeirismo.
• A homonímia é a designação geral para os casos em que pa-
lavras de sentidos diferentes têm a mesma grafia (os homônimos 
homógrafos) ou a mesma pronúncia (os homônimos homófonos). 
• Os homógrafos podem coincidir ou não na pronúncia, como 
nos exemplos: quarto (aposento) e quarto (ordinal), manga (fruta) 
e manga (de camisa), em que temos pronúncia idêntica; e apelo 
(pedido) e apelo (com e aberto, 1ª pess. Do sing. Do pres. Do ind. Do 
verbo apelar), consolo (alívio) e consolo (com o aberto, 1ª pess. Do 
sing. Do pres. Do ind. Do verbo consolar), com pronúncia diferente. 
Os homógrafos de idêntica pronúncia diferenciam-se pelo contexto 
em que são empregados.
• Já o termo paronímia designa o fenômeno que ocorre com 
palavras semelhantes (mas não idênticas) quanto à grafia ou à pro-
núncia. É fonte de muitas dúvidas, como entre descrição (ato de 
descrever) e discrição (qualidade do que é discreto), retificar (corri-
gir) e ratificar (confirmar).
No Estado de Direito, as normas jurídicas cumprem a tarefa 
de concretizar a Constituição. Elas devem criar os fundamentos de 
justiça e de segurança que assegurem um desenvolvimento social 
harmônico em um contexto de paz e de liberdade. Esses complexos 
objetivos da norma jurídica são expressos nas funções: 
I) de integração: a lei cumpre função de integração ao com-
pensar as diferenças jurídico-políticas no quadro de formação da 
vontade do Estado (desigualdades sociais, regionais); 
II) de planificação: a lei é o instrumento básico de organização, 
de definição e de distribuição de competências; 
III) de proteção: a lei cumpre função de proteção contra o arbí-
trio ao vincular os próprios órgãos do Estado; 
IV) de regulação: a lei cumpre função reguladora ao direcionar 
condutas por meio de modelos; 
V) de inovação: a lei cumpre função de inovação na ordem ju-
rídica e no plano social.
Requisitos da elaboração normativa: 
• Clareza e determinação da norma;
• Princípio da reserva legal;
• Reserva legal qualificada (algumas providências sejam prece-
didas de específica autorização legislativa, vinculada à determinada 
situação ou destinada a atingir determinado objetivo);
• Princípio da legalidade nos âmbitos penal, tributário e admi-
nistrativo;
• Princípio da proporcionalidade;
• Densidade da norma (a previsão legal contenha uma discipli-
na suficientemente concreta);
• Respeito ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coi-
sa julgada;
LÍNGUA PORTUGUESA
4848
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• Remissões legislativas (se as remissões forem inevitáveis, se-
jam elas formuladas de tal modo que permitam ao intérprete apre-
ender o seu sentido sem ter de compulsar o texto referido).
Além do processo legislativo disciplinado na Constituição (pro-
cesso legislativo externo), a doutrina identifica o chamado processo 
legislativo interno, que se refere à forma de fazer adotada para a 
tomada da decisão legislativa.
Antes de decidir sobre as providências a serem tomadas, é es-
sencial identificar o problema a ser enfrentado. Realizada a iden-
tificação do problema em decorrência de impulsos externos (ma-
nifestações de órgãos de opinião pública, críticas de segmentos 
especializados) ou graças à atuação dos mecanismos próprios de 
controle, o problema deve ser delimitado de forma precisa.
A análise da situação questionada deve contemplar as causas 
ou o complexo de causas que eventualmente determinaram ou 
contribuíram para o seu desenvolvimento. Essas causas podem ter 
influências diversas, tais como condutas humanas, desenvolvimen-
tos sociais ou econômicos, influências da política nacional ou inter-
nacional, consequências de novos problemas técnicos, efeitos de 
leis antigas, mudanças de concepção etc.
Para verificar a adequação dos meios a serem utilizados, deve-
-se realizar uma análise dos objetivos que se esperam com a apro-
vação da proposta. A ação do legislador, nesse âmbito, não difere, 
fundamentalmente, da atuação do homem comum, que se caracte-
riza mais por saber exatamente o que não quer, sem precisar o que 
efetivamente pretende.
A avaliação emocional dos problemas, a crítica generalizada 
e, às vezes, irrefletida sobre o estado de coisas dominante acabam 
por permitir que predominem as soluções negativistas, que têm por 
escopo, fundamentalmente, suprimir a situação questionada sem 
contemplar, de forma detida e racional, as alternativas possíveis ou 
as causas determinantes desse estado de coisas negativo. Outras 
vezes, deixa-se orientar por sentimento inverso, buscando, pura e 
simplesmente, a preservação do status quo. 
Essas duas posições podem levar, nos seus extremos, a uma 
imprecisa definição dos objetivos. A definição da decisão legislati-
va deve ser precedida de uma rigorosa avaliação das alternativas 
existentes, seus prós e contras. A existência de diversas alternativas 
para a solução do problema não só amplia a liberdade do legislador, 
como também permite a melhoria da qualidade da decisão legis-
lativa. 
Antes de decidir sobre a alternativa a ser positivada, devem-
-se avaliar e contrapor as alternativas existentes sob dois pontos de 
vista: a) De uma perspectiva puramente objetiva: verificar se a aná-
lise sobre os dados fáticos e prognósticos se mostra consistente; b) 
De uma perspectiva axiológica: aferir, com a utilização de critérios 
de probabilidade (prognósticos), se os meios a serem empregados 
mostram-se adequados a produzir as consequências desejadas. De-
vem-se contemplar, igualmente, as suas deficiências e os eventuais 
efeitos colaterais negativos.
O processo de decisão normativa estará incompleto caso se en-
tenda que a tarefa do legislador se encerre com a edição do ato nor-
mativo. Uma planificação mais rigorosa do processo de elaboração 
normativa exige um cuidadoso controle das diversas consequências 
produzidas pelo novo ato normativo.
É recomendável que o legislador redija as leis dentro de um 
espírito de sistema, tendo em vista não só a coerência e a harmonia 
interna de suas disposições, mas também a sua adequada inserção 
no sistema jurídico como um todo. Essa sistematização expressa 
uma característica da cientificidade do Direito e corresponde às 
exigências mínimas de segurança jurídica, à medida que impedem 
uma ruptura arbitrária com a sistemáticaadotada na aplicação do 
Direito. Costuma-se distinguir a sistemática da lei em sistemática 
interna (compatibilidade teleológica e ausência de contradição ló-
gica) e sistemática externa (estrutura da lei).
Regras básicas a serem observadas para a sistematização do 
texto do ato normativo, com o objetivo de facilitar sua estruturação: 
a) matérias que guardem afinidade objetiva devem ser tratadas 
em um mesmo contexto ou agrupamento; 
b) os procedimentos devem ser disciplinados segundo a ordem 
cronológica, se possível; 
c) a sistemática da lei deve ser concebida de modo a permitir 
que ela forneça resposta à questão jurídica a ser disciplinada; e 
d) institutos diversos devem ser tratados separadamente.
• O artigo de alteração da norma deve fazer menção expressa 
ao ato normativo que está sendo alterado.
• Na hipótese de alteração parcial de artigo, os dispositivos que 
não terão o seu texto alterado serão substituídos por linha ponti-
lhada, cujo uso é obrigatório para indicar a manutenção e a não 
alteração do trecho do artigo.
O termo “republicação” é utilizado para designar apenas a hi-
pótese de o texto publicado não corresponder ao original assina-
do pela autoridade. Não se pode cogitar essa hipótese por motivo 
de erro já constante do documento subscrito pela autoridade ou, 
muito menos, por motivo de alteração na opinião da autoridade. 
Considerando que os atos normativos somente produzem efeitos 
após a publicação no Diário Oficial da União, mesmo no caso de re-
publicação, não se poderá cogitar a existência de efeitos retroativos 
com a publicação do texto corrigido. Contudo, o texto publicado 
sem correspondência com aquele subscrito pela autoridade poderá 
ser considerado inválido com efeitos retroativos.
Já a retificação se refere aos casos em que texto publicado 
corresponde ao texto subscrito pela autoridade, mas que continha 
lapso manifesto. A retificação requer nova assinatura pelas autori-
dades envolvidas e, em muitos casos, é menos conveniente do que 
a mera alteração da norma. 
A correção de erro material que não afete a substância do ato 
singular de caráter pessoal e as retificações ou alterações da de-
nominação de cargos, funções ou órgãos que tenham tido a deno-
minação modificada em decorrência de lei ou de decreto superve-
niente à expedição do ato pessoal a ser apostilado são realizadas 
por meio de apostila. O apostilamento é de competência do setor 
de recurso humanos do órgão, autarquia ou fundação, e dispensa 
nova assinatura da autoridade que subscreveu o ato originário. 
Atenção: Deve-se ter especial atenção quando do uso do apos-
tilamento para os atos relativos à vacância ou ao provimento de-
corrente de alteração de estrutura de órgão, autarquia ou funda-
ção pública. O apostilamento não se aplica aos casos nos quais a 
essência do cargo em comissão ou da função de confiança tenham 
sido alterados, tais como nos casos de alteração do nível hierárqui-
co, transformação de atribuição de assessoramento em atribuição 
de chefia (ou vice-versa) ou transferência de cargo para unidade 
com outras competências. Também deve-se alertar para o fato que 
a praxe atual tem sido exigir que o apostilamento decorrente de 
alteração em estrutura regimental seja realizado na mesma data da 
entrada em vigor de seu decreto.
LÍNGUA PORTUGUESA
49
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A estrutura dos atos normativos é composta por dois elemen-
tos básicos: a ordem legislativa e a matéria legislada. A ordem legis-
lativa compreende a parte preliminar e o fecho da lei ou do decreto; 
a matéria legislada diz respeito ao texto ou ao corpo do ato.
A lei ordinária é ato normativo primário e contém, em regra, 
normas gerais e abstratas. Embora as leis sejam definidas, normal-
mente, pela generalidade e pela abstração (lei material), estas con-
têm, não raramente, normas singulares (lei formal ou ato normati-
vo de efeitos concretos). 
As leis complementares são um tipo de lei que não têm a ri-
gidez dos preceitos constitucionais, e tampouco comportam a re-
vogação por força de qualquer lei ordinária superveniente. Com a 
instituição de lei complementar, o constituinte buscou resguardar 
determinadas matérias contra mudanças céleres ou apressadas, 
sem deixá-las exageradamente rígidas, o que dificultaria sua modifi-
cação. A lei complementar deve ser aprovada pela maioria absoluta 
de cada uma das Casas do Congresso Nacional.
Lei delegada é o ato normativo elaborado e editado pelo Pre-
sidente da República em decorrência de autorização do Poder Le-
gislativo, expedida por meio de resolução do Congresso Nacional e 
dentro dos limites nela traçados. Medida provisória é ato normativo 
com força de lei que pode ser editado pelo Presidente da República 
em caso de relevância e urgência. Decretos são atos administrativos 
de competência exclusiva do Chefe do Executivo, destinados a pro-
ver as situações gerais ou individuais, abstratamente previstas, de 
modo expresso ou implícito, na lei.
• Decretos singulares ou de efeitos concretos: Os decretos po-
dem conter regras singulares ou concretas (por exemplo, decretos 
referentes à questão de pessoal, de abertura de crédito, de desa-
propriação, de cessão de uso de imóvel, de indulto, de perda de 
nacionalidade, etc.). 
• Decretos regulamentares: Os decretos regulamentares são 
atos normativos subordinados ou secundários.
• Decretos autônomos: Limita-se às hipóteses de organização 
e funcionamento da administração pública federal, quando não im-
plicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos pú-
blicos, e de extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos.
Portaria é o instrumento pelo qual Ministros ou outras autori-
dades expedem instruções sobre a organização e o funcionamento 
de serviço, sobre questões de pessoal e outros atos de sua compe-
tência. 
O processo legislativo abrange não só a elaboração das leis 
propriamente ditas (leis ordinárias, leis complementares, leis de-
legadas), mas também a elaboração das emendas constitucionais, 
das medidas provisórias, dos decretos legislativos e das resoluções.
A iniciativa é a proposta de edição de direito novo. A iniciati-
va comum ou concorrente compete ao Presidente da República, a 
qualquer Deputado ou Senador, a qualquer comissão de qualquer 
das Casas do Congresso, e aos cidadãos – iniciativa popular. A Cons-
tituição confere a iniciativa da legislação sobre certas matérias, 
privativamente, a determinados órgãos, denominada de iniciativa 
reservada. A Constituição prevê, ainda, sistema de iniciativa vincu-
lada, na qual a apresentação do projeto é obrigatória. Nesse caso, o 
Chefe do Executivo Federal deve encaminhar ao Congresso Nacio-
nal os projetos referentes às leis orçamentárias (plano plurianual, 
lei de diretrizes orçamentárias e o orçamento anual).
A disciplina sobre a discussão e a instrução do projeto 
de lei é confiada, fundamentalmente, aos Regimentos 
das Casas Legislativas.
Emenda é a proposição apresentada como acessória de outra 
proposição. Nem todo titular de iniciativa tem poder de emenda. 
Essa faculdade é reservada aos parlamentares. Se, entretanto, for 
de iniciativa do Poder Executivo ou do Poder Judiciário, o seu titular 
também pode apresentar modificações, acréscimos, o que fará por 
meio de mensagem aditiva, dirigida ao Presidente da Câmara dos 
Deputados, que justifique a necessidade do acréscimo. A apresen-
tação de emendas a qualquer projeto de lei oriundo de iniciativa re-
servada é autorizada, desde que não implique aumento de despesa 
e que tenha estrita pertinência temática.
A Constituição não impede a apresentação de emendas ao pro-
jeto de lei orçamentária. Elas devem ser, todavia, compatíveis com 
o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias e devem 
indicar os recursos necessários, sendo admitidos apenas aqueles 
provenientes de anulação de despesa. A Constituição veda a propo-
situra de emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias que 
não guardem compatibilidade com o planoplurianual.
A votação da matéria legislativa constitui ato coletivo das Casas 
do Congresso. Realiza-se, normalmente, após a instrução do proje-
to nas comissões e dos debates no plenário. A sanção é o ato pelo 
qual o Chefe do Executivo manifesta a sua anuência ao projeto de 
lei aprovado pelo Poder Legislativo. Verifica-se aqui a fusão da von-
tade do Congresso Nacional com a do Presidente, da qual resulta a 
formação da lei.
O veto é o ato pelo qual o Chefe do Poder Executivo nega san-
ção ao projeto – ou a parte dele –, obstando à sua conversão em lei. 
Dois são os fundamentos para a recusa de sanção: a) inconstitucio-
nalidade; ou b) contrariedade ao interesse público.
O veto deve ser expresso e motivado, e oposto no prazo de 15 
dias úteis, contado da data do recebimento do projeto, e comunica-
do ao Congresso Nacional nas 48 horas subsequentes à sua oposi-
ção. O veto não impede a conversão do projeto em lei, podendo ser 
superado por deliberação do Congresso Nacional.
A promulgação e a publicação constituem fases essenciais da 
eficácia da lei. A promulgação das leis compete ao Presidente da 
República. Ela deverá ocorrer dentro do prazo de 48 horas, decor-
rido da sanção ou da superação do veto. Nesse último caso, se o 
Presidente não promulgar a lei, competirá a promulgação ao Pre-
sidente do Senado Federal, que disporá, igualmente, de 48 horas 
para fazê-lo; se este não o fizer, deverá fazê-lo o Vice-Presidente do 
Senado Federal, em prazo idêntico. 
O período entre a publicação da lei e a sua entrada em vigor é 
chamado de período de vacância ou vacatio legis. Na falta de dis-
posição especial, vigora o princípio que reconhece o decurso de um 
lapso de tempo entre a data da publicação e o termo inicial da obri-
gatoriedade (45 dias).
Podem-se distinguir seis tipos de procedimento legislativo: 
a) procedimento legislativo normal: Trata da elaboração das 
leis ordinárias (excluídas as leis financeiras e os códigos) e comple-
mentares.
b) procedimento legislativo abreviado: Este procedimento 
dispensa a competência do Plenário, ocorrendo, por isso, a deli-
beração terminativa sobre o projeto de lei nas próprias Comissões 
Permanentes.
LÍNGUA PORTUGUESA
5050
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c) procedimento legislativo sumário: Entre as prerrogativas 
regimentais das Casas do Congresso Nacional existe a de conferir 
urgência a certas proposições. 
d) procedimento legislativo sumaríssimo: Existe nas duas Ca-
sas do Congresso Nacional mecanismo que assegura deliberação 
instantânea sobre matérias submetidas à sua apreciação.
e) procedimento legislativo concentrado: O procedimento le-
gislativo concentrado tipifica-se, basicamente, pela apresentação 
das matérias em reuniões conjuntas de deputados e senadores. Ex. 
para leis financeiras e delegadas.
f) procedimento legislativo especial: Nesse procedimento, 
englobam-se dois ritos distintos com características próprias, um 
destinado à elaboração de emendas à Constituição; outro, à de có-
digos.
NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO
Prezado Candidato, o tema acima supracitado, já foi abordado 
em tópicos anteriores.
QUESTÕES
1-CESGRANRIO - 2023
À moda brasileira
1 Estou me vendo debaixo de uma árvore, lendo a pequena 
história da literatura brasileira.
2 Olavo Bilac! – eu disse em voz alta e de repente parei qua-
se num susto depois que li os primeiros versos do soneto à língua 
portuguesa: Última flor do Lácio, inculta e bela / És, a um tempo, 
esplendor e sepultura.
3 Fiquei pensando, mas o poeta disse sepultura?! O tal de 
Lácio eu não sabia onde ficava, mas de sepultura eu entendia bem, 
disso eu entendia, repensei baixando o olhar para a terra. Se escre-
via (e já escrevia) pequenos contos nessa língua, quer dizer que era 
a sepultura que esperava por esses meus escritos?
4 Fui falar com meu pai. Comecei por aquelas minhas sonda-
gens antes de chegar até onde queria, os tais rodeios que ele ia ou-
vindo com paciência enquanto enrolava o cigarro de palha, fumava 
nessa época esses cigarros. Comecei por perguntar se minha mãe e 
ele não tinham viajado para o exterior.
5 Meu pai fixou em mim o olhar verde. Viagens, só pelo Bra-
sil, meus avós é que tinham feito aquelas longas viagens de navio, 
Portugal, França, Itália... Não esquecer que a minha avó, Pedrina Pe-
rucchi, era italiana, ele acrescentou. Mas por que essa curiosidade?
6 Sentei-me ao lado dele, respirei fundo e comecei a gaguejar, 
é que seria tão bom se ambos tivessem nascido lá longe e assim eu 
estaria hoje escrevendo em italiano, italiano! – fiquei repetindo e 
abri o livro que trazia na mão: Olha aí, pai, o poeta escreveu com 
todas as letras, nossa língua é sepultura mesmo, tudo o que a gente 
fizer vai para debaixo da terra, desaparece!
7 Calmamente ele pousou o cigarro no cinzeiro ao lado. Pe-
gou os óculos. O soneto é muito bonito, disse me encarando com 
severidade. Feio é isso, filha, isso de querer renegar a própria lín-
gua. Se você chegar a escrever bem, não precisa ser em italiano ou 
espanhol ou alemão, você ficará na nossa língua mesmo, está me 
compreendendo? E as traduções? Renegar a língua é renegar o país, 
guarde isso nessa cabecinha. E depois (ele voltou a abrir o livro), 
olha que beleza o que o poeta escreveu em seguida, Amo-te assim, 
desconhecida e obscura, veja que confissão de amor ele fez à nossa 
língua! Tem mais, ele precisava da rima para sepultura e calhou tão 
bem essa obscura, entendeu agora? – acrescentou e levantou-se. 
Deu alguns passos e ficou olhando a borboleta que entrou na varan-
da: Já fez a sua lição de casa? 
8 Fechei o livro e recuei. Sempre que meu pai queria mudar 
de assunto ele mudava de lugar: saía da poltrona e ia para a cadeira 
de vime. Saía da cadeira de vime e ia para a rede ou simplesmente 
começava a andar. Era o sinal, Não quero falar nisso, chega. Então a 
gente falava noutra coisa ou ficava quieta.
9 Tantos anos depois, quando me avisaram lá do pequeno 
hotel em Jacareí que ele tinha morrido, fiquei pensando nisso, ah! 
se quando a morte entrou, se nesse instante ele tivesse mudado de 
lugar. Mudar depressa de lugar e de assunto. Depressa, pai, saia da 
cama e fique na cadeira ou vá pra rua e feche a porta!
TELLES, Lygia Fagundes. Durante aquele estranho chá: perdidos e 
achados. Rio de Janeiro: Rocco, 2002, p.109-111. Fragmento adapta-
do.
Em “O soneto é muito bonito, disse me encarando com severi-
dade” (parágrafo 7), a palavra que pode substituir severidade, sem 
alteração no sentido da frase, é
(A) firmeza
(B) rispidez
(C) discrição
(D) desgosto
(E) incompreensão
2-CESGRANRIO - 2023
À moda brasileira
1 Estou me vendo debaixo de uma árvore, lendo a pequena 
história da literatura brasileira.
2 Olavo Bilac! – eu disse em voz alta e de repente parei qua-
se num susto depois que li os primeiros versos do soneto à língua 
portuguesa: Última flor do Lácio, inculta e bela / És, a um tempo, 
esplendor e sepultura.
3 Fiquei pensando, mas o poeta disse sepultura?! O tal de 
Lácio eu não sabia onde ficava, mas de sepultura eu entendia bem, 
disso eu entendia, repensei baixando o olhar para a terra. Se escre-
via (e já escrevia) pequenos contos nessa língua, quer dizer que era 
a sepultura que esperava por esses meus escritos?
4 Fui falar com meu pai. Comecei por aquelas minhas sonda-
gens antes de chegar até onde queria, os tais rodeios que ele ia ou-
vindo com paciência enquanto enrolava o cigarro de palha, fumava 
nessa época esses cigarros. Comecei por perguntar se minha mãe e 
ele não tinham viajado para o exterior.
5 Meu pai fixou em mim o olhar verde. Viagens, só pelo Bra-
sil, meus avós é que tinham feito aquelas longas viagens de navio, 
Portugal, França, Itália... Não esquecer que a minha avó, Pedrina Pe-
rucchi, era italiana, ele acrescentou. Mas por que essa curiosidade?
6 Sentei-me ao lado dele, respirei fundo e comecei a gaguejar, 
é que seria tão bom se ambos tivessem nascido lá longe e assim eu 
estaria hoje escrevendo em italiano, italiano! – fiqueirepetindo e 
abri o livro que trazia na mão: Olha aí, pai, o poeta escreveu com 
todas as letras, nossa língua é sepultura mesmo, tudo o que a gente 
LÍNGUA PORTUGUESA
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a solução para o seu concurso!
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fizer vai para debaixo da terra, desaparece!
7 Calmamente ele pousou o cigarro no cinzeiro ao lado. Pe-
gou os óculos. O soneto é muito bonito, disse me encarando com 
severidade. Feio é isso, filha, isso de querer renegar a própria lín-
gua. Se você chegar a escrever bem, não precisa ser em italiano ou 
espanhol ou alemão, você ficará na nossa língua mesmo, está me 
compreendendo? E as traduções? Renegar a língua é renegar o país, 
guarde isso nessa cabecinha. E depois (ele voltou a abrir o livro), 
olha que beleza o que o poeta escreveu em seguida, Amo-te assim, 
desconhecida e obscura, veja que confissão de amor ele fez à nossa 
língua! Tem mais, ele precisava da rima para sepultura e calhou tão 
bem essa obscura, entendeu agora? – acrescentou e levantou-se. 
Deu alguns passos e ficou olhando a borboleta que entrou na varan-
da: Já fez a sua lição de casa? 
8 Fechei o livro e recuei. Sempre que meu pai queria mudar 
de assunto ele mudava de lugar: saía da poltrona e ia para a cadeira 
de vime. Saía da cadeira de vime e ia para a rede ou simplesmente 
começava a andar. Era o sinal, Não quero falar nisso, chega. Então a 
gente falava noutra coisa ou ficava quieta.
9 Tantos anos depois, quando me avisaram lá do pequeno 
hotel em Jacareí que ele tinha morrido, fiquei pensando nisso, ah! 
se quando a morte entrou, se nesse instante ele tivesse mudado de 
lugar. Mudar depressa de lugar e de assunto. Depressa, pai, saia da 
cama e fique na cadeira ou vá pra rua e feche a porta!
TELLES, Lygia Fagundes. Durante aquele estranho chá: perdidos e 
achados. Rio de Janeiro: Rocco, 2002, p.109-111. Fragmento adapta-
do.
No parágrafo 6, “nossa língua é sepultura mesmo, tudo o que a 
gente fizer vai para debaixo da terra, desaparece!”, o segmento em 
destaque pode articular-se com o segmento anterior, sem alteração 
do sentido original, empregando-se o conector 
(A) quando
(B) portanto
(C) enquanto
(D) embora
(E) ou
3-CESGRANRIO - 2023
À moda brasileira
1 Estou me vendo debaixo de uma árvore, lendo a pequena 
história da literatura brasileira.
2 Olavo Bilac! – eu disse em voz alta e de repente parei qua-
se num susto depois que li os primeiros versos do soneto à língua 
portuguesa: Última flor do Lácio, inculta e bela / És, a um tempo, 
esplendor e sepultura.
3 Fiquei pensando, mas o poeta disse sepultura?! O tal de 
Lácio eu não sabia onde ficava, mas de sepultura eu entendia bem, 
disso eu entendia, repensei baixando o olhar para a terra. Se escre-
via (e já escrevia) pequenos contos nessa língua, quer dizer que era 
a sepultura que esperava por esses meus escritos?
4 Fui falar com meu pai. Comecei por aquelas minhas sonda-
gens antes de chegar até onde queria, os tais rodeios que ele ia ou-
vindo com paciência enquanto enrolava o cigarro de palha, fumava 
nessa época esses cigarros. Comecei por perguntar se minha mãe e 
ele não tinham viajado para o exterior.
5 Meu pai fixou em mim o olhar verde. Viagens, só pelo Bra-
sil, meus avós é que tinham feito aquelas longas viagens de navio, 
Portugal, França, Itália... Não esquecer que a minha avó, Pedrina Pe-
rucchi, era italiana, ele acrescentou. Mas por que essa curiosidade?
6 Sentei-me ao lado dele, respirei fundo e comecei a gaguejar, 
é que seria tão bom se ambos tivessem nascido lá longe e assim eu 
estaria hoje escrevendo em italiano, italiano! – fiquei repetindo e 
abri o livro que trazia na mão: Olha aí, pai, o poeta escreveu com 
todas as letras, nossa língua é sepultura mesmo, tudo o que a gente 
fizer vai para debaixo da terra, desaparece!
7 Calmamente ele pousou o cigarro no cinzeiro ao lado. Pe-
gou os óculos. O soneto é muito bonito, disse me encarando com 
severidade. Feio é isso, filha, isso de querer renegar a própria lín-
gua. Se você chegar a escrever bem, não precisa ser em italiano ou 
espanhol ou alemão, você ficará na nossa língua mesmo, está me 
compreendendo? E as traduções? Renegar a língua é renegar o país, 
guarde isso nessa cabecinha. E depois (ele voltou a abrir o livro), 
olha que beleza o que o poeta escreveu em seguida, Amo-te assim, 
desconhecida e obscura, veja que confissão de amor ele fez à nossa 
língua! Tem mais, ele precisava da rima para sepultura e calhou tão 
bem essa obscura, entendeu agora? – acrescentou e levantou-se. 
Deu alguns passos e ficou olhando a borboleta que entrou na varan-
da: Já fez a sua lição de casa? 
8 Fechei o livro e recuei. Sempre que meu pai queria mudar 
de assunto ele mudava de lugar: saía da poltrona e ia para a cadeira 
de vime. Saía da cadeira de vime e ia para a rede ou simplesmente 
começava a andar. Era o sinal, Não quero falar nisso, chega. Então a 
gente falava noutra coisa ou ficava quieta.
9 Tantos anos depois, quando me avisaram lá do pequeno 
hotel em Jacareí que ele tinha morrido, fiquei pensando nisso, ah! 
se quando a morte entrou, se nesse instante ele tivesse mudado de 
lugar. Mudar depressa de lugar e de assunto. Depressa, pai, saia da 
cama e fique na cadeira ou vá pra rua e feche a porta!
TELLES, Lygia Fagundes. Durante aquele estranho chá: perdidos e 
achados. Rio de Janeiro: Rocco, 2002, p.109-111. Fragmento adapta-
do.
A frase em que as vírgulas estão empregadas com a mesma 
função que em “Não esquecer que a minha avó, Pedrina Perucchi, 
era italiana” (parágrafo 5) é:
(A) Mude de lugar, meu pai, porque a morte vai chegar.
(B) A filha, preocupada e triste, questionava a própria língua 
materna.
(C) A língua portuguesa, embora inculta, constrói belos textos 
literários.
(D) Os poemas, textos de uma beleza sem igual, encantam seus 
leitores.
(E) Colocou os óculos e, caminhando pela sala, revelou a beleza 
do poema.
4-CESGRANRIO - 2023
À moda brasileira
1 Estou me vendo do debaixo de uma árvore, lendo a pequena 
história da literatura brasileira.
2 Olavo Bilac! – eu disse em voz alta e de repente parei qua-
se num susto depois que li os primeiros versos do soneto à língua 
portuguesa: Última flor do Lácio, inculta e bela / És, a um tempo, 
esplendor e sepultura.
3 Fiquei pensando, mas o poeta disse sepultura?! O tal de 
Lácio eu não sabia onde ficava, mas de sepultura eu entendia bem, 
LÍNGUA PORTUGUESA
5252
a solução para o seu concurso!
Editora
disso eu entendia, repensei baixando o olhar para a terra. Se escre-
via (e já escrevia) pequenos contos nessa língua, quer dizer que era 
a sepultura que esperava por esses meus escritos?
4 Fui falar com meu pai. Comecei por aquelas minhas sonda-
gens antes de chegar até onde queria, os tais rodeios que ele ia ou-
vindo com paciência enquanto enrolava o cigarro de palha, fumava 
nessa época esses cigarros. Comecei por perguntar se minha mãe e 
ele não tinham viajado para o exterior.
5 Meu pai fixou em mim o olhar verde. Viagens, só pelo Bra-
sil, meus avós é que tinham feito aquelas longas viagens de navio, 
Portugal, França, Itália... Não esquecer que a minha avó, Pedrina Pe-
rucchi, era italiana, ele acrescentou. Mas por que essa curiosidade?
6 Sentei-me ao lado dele, respirei fundo e comecei a gaguejar, 
é que seria tão bom se ambos tivessem nascido lá longe e assim eu 
estaria hoje escrevendo em italiano, italiano! – fiquei repetindo e 
abri o livro que trazia na mão: Olha aí, pai, o poeta escreveu com 
todas as letras, nossa língua é sepultura mesmo, tudo o que a gente 
fizer vai para debaixo da terra, desaparece!
7 Calmamente ele pousou o cigarro no cinzeiro ao lado. Pe-
gou os óculos. O soneto é muito bonito, disse me encarando com 
severidade. Feio é isso, filha, isso de querer renegar a própria lín-
gua. Se você chegar a escrever bem, não precisa ser em italiano ou 
espanhol ou alemão, você ficará na nossa língua mesmo, está me 
compreendendo? E as traduções? Renegar a língua é renegar o país, 
guarde isso nessa cabecinha. E depois (elevoltou a abrir o livro), 
olha que beleza o que o poeta escreveu em seguida, Amo-te assim, 
desconhecida e obscura, veja que confissão de amor ele fez à nossa 
língua! Tem mais, ele precisava da rima para sepultura e calhou tão 
bem essa obscura, entendeu agora? – acrescentou e levantou-se. 
Deu alguns passos e ficou olhando a borboleta que entrou na varan-
da: Já fez a sua lição de casa? 
8 Fechei o livro e recuei. Sempre que meu pai queria mudar 
de assunto ele mudava de lugar: saía da poltrona e ia para a cadeira 
de vime. Saía da cadeira de vime e ia para a rede ou simplesmente 
começava a andar. Era o sinal, Não quero falar nisso, chega. Então a 
gente falava noutra coisa ou ficava quieta.
9 Tantos anos depois, quando me avisaram lá do pequeno 
hotel em Jacareí que ele tinha morrido, fiquei pensando nisso, ah! 
se quando a morte entrou, se nesse instante ele tivesse mudado de 
lugar. Mudar depressa de lugar e de assunto. Depressa, pai, saia da 
cama e fique na cadeira ou vá pra rua e feche a porta!
TELLES, Lygia Fagundes. Durante aquele estranho chá: perdidos e 
achados. Rio de Janeiro: Rocco, 2002, p.109-111. Fragmento adapta-
do.
A palavra que funciona como um mecanismo de coesão textu-
al, retomando um antecedente, em: 
(A) “parei quase num susto depois que li os primeiros versos”. 
(parágrafo 2) 
(B) “Não esquecer que a minha avó, Pedrina Perucchi, era ita-
liana”. (parágrafo 5)
(C) “ficou olhando a borboleta que entrou na varanda” (pará-
grafo 7) 
(D) “Sempre que meu pai queria mudar de assunto ele mudava 
de lugar”. (parágrafo 8)
(E) “quando me avisaram lá do pequeno hotel em Jacareí que 
ele tinha morrido”. (parágrafo 9)
5-CESGRANRIO - 2023
À moda brasileira
1 Estou me vendo do debaixo de uma árvore, lendo a pequena 
história da literatura brasileira.
2 Olavo Bilac! – eu disse em voz alta e de repente parei qua-
se num susto depois que li os primeiros versos do soneto à língua 
portuguesa: Última flor do Lácio, inculta e bela / És, a um tempo, 
esplendor e sepultura.
3 Fiquei pensando, mas o poeta disse sepultura?! O tal de 
Lácio eu não sabia onde ficava, mas de sepultura eu entendia bem, 
disso eu entendia, repensei baixando o olhar para a terra. Se escre-
via (e já escrevia) pequenos contos nessa língua, quer dizer que era 
a sepultura que esperava por esses meus escritos?
4 Fui falar com meu pai. Comecei por aquelas minhas sonda-
gens antes de chegar até onde queria, os tais rodeios que ele ia ou-
vindo com paciência enquanto enrolava o cigarro de palha, fumava 
nessa época esses cigarros. Comecei por perguntar se minha mãe e 
ele não tinham viajado para o exterior.
5 Meu pai fixou em mim o olhar verde. Viagens, só pelo Bra-
sil, meus avós é que tinham feito aquelas longas viagens de navio, 
Portugal, França, Itália... Não esquecer que a minha avó, Pedrina Pe-
rucchi, era italiana, ele acrescentou. Mas por que essa curiosidade?
6 Sentei-me ao lado dele, respirei fundo e comecei a gaguejar, 
é que seria tão bom se ambos tivessem nascido lá longe e assim eu 
estaria hoje escrevendo em italiano, italiano! – fiquei repetindo e 
abri o livro que trazia na mão: Olha aí, pai, o poeta escreveu com 
todas as letras, nossa língua é sepultura mesmo, tudo o que a gente 
fizer vai para debaixo da terra, desaparece!
7 Calmamente ele pousou o cigarro no cinzeiro ao lado. Pe-
gou os óculos. O soneto é muito bonito, disse me encarando com 
severidade. Feio é isso, filha, isso de querer renegar a própria lín-
gua. Se você chegar a escrever bem, não precisa ser em italiano ou 
espanhol ou alemão, você ficará na nossa língua mesmo, está me 
compreendendo? E as traduções? Renegar a língua é renegar o país, 
guarde isso nessa cabecinha. E depois (ele voltou a abrir o livro), 
olha que beleza o que o poeta escreveu em seguida, Amo-te assim, 
desconhecida e obscura, veja que confissão de amor ele fez à nossa 
língua! Tem mais, ele precisava da rima para sepultura e calhou tão 
bem essa obscura, entendeu agora? – acrescentou e levantou-se. 
Deu alguns passos e ficou olhando a borboleta que entrou na varan-
da: Já fez a sua lição de casa? 
8 Fechei o livro e recuei. Sempre que meu pai queria mudar 
de assunto ele mudava de lugar: saía da poltrona e ia para a cadeira 
de vime. Saía da cadeira de vime e ia para a rede ou simplesmente 
começava a andar. Era o sinal, Não quero falar nisso, chega. Então a 
gente falava noutra coisa ou ficava quieta.
9 Tantos anos depois, quando me avisaram lá do pequeno 
hotel em Jacareí que ele tinha morrido, fiquei pensando nisso, ah! 
se quando a morte entrou, se nesse instante ele tivesse mudado de 
lugar. Mudar depressa de lugar e de assunto. Depressa, pai, saia da 
cama e fique na cadeira ou vá pra rua e feche a porta!
TELLES, Lygia Fagundes. Durante aquele estranho chá: perdidos e 
achados. Rio de Janeiro: Rocco, 2002, p.109-111. Fragmento adapta-
do.
O emprego do acento grave em “soneto à língua portuguesa” 
(parágrafo 2) explica-se a partir do entendimento de que Olavo Bi-
lac escreveu um soneto
LÍNGUA PORTUGUESA
53
a solução para o seu concurso!
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(A) em língua portuguesa
(B) com a língua portuguesa
(C) para a língua portuguesa 
(D) sobre a língua portuguesa
(E) por causa da língua portuguesa
6-CESGRANRIO - 2023
Lixo nos mares
1 Os oceanos sofrem os efeitos das atividades humanas há 
milênios. Dejetos e resíduos orgânicos e inorgânicos gerados por 
essas atividades são levados para o mar por ventos, chuvas e rios, 
ou despejados diretamente ali. Os oceanos suportam toda essa so-
brecarga? A resposta vem de análises que constatam sérios danos 
aos ecossistemas oceânicos: o lixo marinho, portanto, já é um grave 
problema ambiental.
2 O lixo de origem humana que entra no mar está presente 
nas imagens, hoje comuns, de animais emaranhados em materiais 
de todo tipo ou que ingeriram ou sufocaram com diferentes itens. 
Também é conhecida a imensa mancha de lixo que se acumula no 
chamado “giro” do oceano Pacífico Norte – os giros, existentes em 
todos os oceanos, são áreas em torno das quais se deslocam as cor-
rentes marinhas. Nas zonas centrais desses giros, as correntes têm 
baixa intensidade e quase não há ventos. Os resíduos que chegam 
ali ficam retidos e se acumulam, gerando enormes “lixões” oceâni-
cos.
3 Detritos orgânicos (vegetais, animais, fezes e restos de 
alimento) não são considerados lixo marinho, porque em geral se 
decompõem rapidamente e se tornam nutrientes e alimentos para 
outros organismos. As fontes do lixo oceânico são comumente clas-
sificadas como “marinhas” (descartes por embarcações e platafor-
mas de petróleo e gás) e “terrestres” (depósitos e descartes incor-
retos feitos em terra e levados para os rios pelas chuvas e daí para o 
mar, onde também chegam carregados pelo vento e até pelo gelo).
4 Apesar do sensacionalismo em torno desse tema, o estu-
do do lixo marinho tem bases científicas e envolve, em todo o mun-
do, cada vez mais pesquisadores e tomadores de decisão. Todos en-
gajados na luta pela diminuição desse problema social e ambiental.
5 Os impactos ligados à presença do lixo no mar começaram 
a ser observados a partir da década de 1950, mas somente em 1975 
foi definido o termo “lixo marinho”, hoje consagrado. Essa defini-
ção, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, diz que 
é lixo marinho todo material sólido de origem humana descartado 
nos oceanos ou que os atinge por rios, córregos, esgotos e descar-
gas domésticas e industriais.
6 O número de publicações mundiais, científicas e não cien-
tíficas, sobre lixo marinho começou a aumentar a partir da década 
de 1980. Esse aumento se deve a três processos: 1) a contínua e 
crescente substituição, em vários tipos de utensílios, de materiais 
naturais pelos sintéticos – estes, como o plástico, resistem por mais 
tempo à degradação no ambiente marinho e tendem a se acumu-
lar; 2) o baixo custo dos materiais sintéticos, que não incentiva sua 
reciclagem e favorece o descarteno ambiente e 3) o aumento, na 
zona costeira, do número de habitantes e embarcações, que podem 
contribuir para o descarte de lixo no ambiente marinho.
7 Mas como evitar que o “lixo nosso de cada dia” chegue 
ao mar? E como retirar o que já está lá? É nesse ponto que a con-
servação marinha e a gestão de resíduos sólidos se encontram e se 
complementam.
8 Em 2013, realizou-se no Brasil a IV Conferência Nacio-
nal de Meio Ambiente, que formalizou 60 propostas sobre o meio 
ambiente. Duas enfocam o lixo marinho: a primeira está ligada à 
redução de impactos ambientais e a segunda é ligada à educação 
ambiental, com campanhas educativas de sensibilização sobre as 
consequências da disposição incorreta do lixo, com ênfase no am-
biente marinho e nos danos causados à população humana.
OLIVEIRA, A. et al. Revista Ciência Hoje, n. 313, v. 53. Rio de Janeiro: 
SBPC. Abril 2014. Adaptado.
O sinal grave indicativo de crase está empregado de acordo 
com a norma-padrão da língua portuguesa em:
(A) As atitudes dos defensores do meio ambiente revelam que 
eles são favoráveis à projetos que assegurem a defesa de maior 
qualidade de vida para todos. 
(B) As pesquisas relativas ao lixo marinho têm sido incentivadas 
por meio da realização de estudos destinados à preservar os 
oceanos. 
(C) Os detritos que resistem, por maior período de tempo, à 
decomposição nas águas dos oceanos são o petróleo e os plás-
ticos.
(D) Os especialistas estão dedicados à realizar pesquisas para 
elaborar um tipo de plástico que se dissolva ao entrar em con-
tato com a água salgada dos oceanos.
(E) Os maiores obstáculos à serem superados, para evitar que o 
lixo contamine as águas do mar, são os detritos terrestres car-
regados pelos rios e pelas chuvas.
7-CESGRANRIO - 2023
Lixo nos mares
1 Os oceanos sofrem os efeitos das atividades humanas há 
milênios. Dejetos e resíduos orgânicos e inorgânicos gerados por 
essas atividades são levados para o mar por ventos, chuvas e rios, 
ou despejados diretamente ali. Os oceanos suportam toda essa so-
brecarga? A resposta vem de análises que constatam sérios danos 
aos ecossistemas oceânicos: o lixo marinho, portanto, já é um grave 
problema ambiental.
2 O lixo de origem humana que entra no mar está presente 
nas imagens, hoje comuns, de animais emaranhados em materiais 
de todo tipo ou que ingeriram ou sufocaram com diferentes itens. 
Também é conhecida a imensa mancha de lixo que se acumula no 
chamado “giro” do oceano Pacífico Norte – os giros, existentes em 
todos os oceanos, são áreas em torno das quais se deslocam as cor-
rentes marinhas. Nas zonas centrais desses giros, as correntes têm 
baixa intensidade e quase não há ventos. Os resíduos que chegam 
ali ficam retidos e se acumulam, gerando enormes “lixões” oceâni-
cos.
3 Detritos orgânicos (vegetais, animais, fezes e restos de 
alimento) não são considerados lixo marinho, porque em geral se 
decompõem rapidamente e se tornam nutrientes e alimentos para 
outros organismos. As fontes do lixo oceânico são comumente clas-
sificadas como “marinhas” (descartes por embarcações e platafor-
mas de petróleo e gás) e “terrestres” (depósitos e descartes incor-
retos feitos em terra e levados para os rios pelas chuvas e daí para o 
mar, onde também chegam carregados pelo vento e até pelo gelo).
4 Apesar do sensacionalismo em torno desse tema, o estu-
do do lixo marinho tem bases científicas e envolve, em todo o mun-
do, cada vez mais pesquisadores e tomadores de decisão. Todos en-
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5454
a solução para o seu concurso!
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gajados na luta pela diminuição desse problema social e ambiental.
5 Os impactos ligados à presença do lixo no mar começaram 
a ser observados a partir da década de 1950, mas somente em 1975 
foi definido o termo “lixo marinho”, hoje consagrado. Essa defini-
ção, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, diz que 
é lixo marinho todo material sólido de origem humana descartado 
nos oceanos ou que os atinge por rios, córregos, esgotos e descar-
gas domésticas e industriais.
6 O número de publicações mundiais, científicas e não cien-
tíficas, sobre lixo marinho começou a aumentar a partir da década 
de 1980. Esse aumento se deve a três processos: 1) a contínua e 
crescente substituição, em vários tipos de utensílios, de materiais 
naturais pelos sintéticos – estes, como o plástico, resistem por mais 
tempo à degradação no ambiente marinho e tendem a se acumu-
lar; 2) o baixo custo dos materiais sintéticos, que não incentiva sua 
reciclagem e favorece o descarte no ambiente e 3) o aumento, na 
zona costeira, do número de habitantes e embarcações, que podem 
contribuir para o descarte de lixo no ambiente marinho.
7 Mas como evitar que o “lixo nosso de cada dia” chegue 
ao mar? E como retirar o que já está lá? É nesse ponto que a con-
servação marinha e a gestão de resíduos sólidos se encontram e se 
complementam.
8 Em 2013, realizou-se no Brasil a IV Conferência Nacio-
nal de Meio Ambiente, que formalizou 60 propostas sobre o meio 
ambiente. Duas enfocam o lixo marinho: a primeira está ligada à 
redução de impactos ambientais e a segunda é ligada à educação 
ambiental, com campanhas educativas de sensibilização sobre as 
consequências da disposição incorreta do lixo, com ênfase no am-
biente marinho e nos danos causados à população humana.
OLIVEIRA, A. et al. Revista Ciência Hoje, n. 313, v. 53. Rio de Janeiro: 
SBPC. Abril 2014. Adaptado.
De acordo com as regras de concordância nominal da norma-
-padrão da língua portuguesa, a palavra destacada está empregada 
corretamente em: 
(A) O estudo dos problemas ambientais e a mudança de com-
portamento dos cidadãos com relação aos perigos dos lixos nos 
mares estão relacionadas à necessidade de transformação de 
nossa sociedade. 
(B) A preocupação com os estragos causados aos oceanos pelo 
lixo e o descarte correto dos materiais vencidos nas prateleiras 
de supermercado foram iniciadas em época anterior à atual e 
já são amplamente conhecidas.
(C) A falta de reprodução de peixes para a sobrevivência da 
população local e a dificuldade de pescar nos rios e lagos são 
derivadas da ocupação depredadora dos homens.
(D) O aumento de publicações, na época atual, sobre o lixo nos 
mares e a reivindicação dos ambientalistas para a solução dos 
problemas da poluição devem ser interpretadas como sinais de 
avanço da humanidade.
(E) A ingestão de saquinhos e canudinhos plásticos pelas tar-
tarugas e o sufocamento gerado por essa situação são provo-
cadas pela falta de leis rígidas que impeçam o descarte desses 
produtos.
8-CESGRANRIO - 2023
Lixo nos mares
1 Os oceanos sofrem os efeitos das atividades humanas há 
milênios. Dejetos e resíduos orgânicos e inorgânicos gerados por 
essas atividades são levados para o mar por ventos, chuvas e rios, 
ou despejados diretamente ali. Os oceanos suportam toda essa so-
brecarga? A resposta vem de análises que constatam sérios danos 
aos ecossistemas oceânicos: o lixo marinho, portanto, já é um grave 
problema ambiental.
2 O lixo de origem humana que entra no mar está presente 
nas imagens, hoje comuns, de animais emaranhados em materiais 
de todo tipo ou que ingeriram ou sufocaram com diferentes itens. 
Também é conhecida a imensa mancha de lixo que se acumula no 
chamado “giro” do oceano Pacífico Norte – os giros, existentes em 
todos os oceanos, são áreas em torno das quais se deslocam as cor-
rentes marinhas. Nas zonas centrais desses giros, as correntes têm 
baixa intensidade e quase não há ventos. Os resíduos que chegam 
ali ficam retidos e se acumulam, gerando enormes “lixões” oceâni-
cos.
3 Detritos orgânicos (vegetais, animais, fezes e restos de 
alimento) não são considerados lixo marinho, porque em geral se 
decompõem rapidamente e se tornam nutrientes e alimentos para 
outros organismos. As fontes do lixo oceânico são comumente clas-
sificadas como “marinhas” (descartes por embarcações e platafor-
mas de petróleoe gás) e “terrestres” (depósitos e descartes incor-
retos feitos em terra e levados para os rios pelas chuvas e daí para o 
mar, onde também chegam carregados pelo vento e até pelo gelo).
4 Apesar do sensacionalismo em torno desse tema, o estu-
do do lixo marinho tem bases científicas e envolve, em todo o mun-
do, cada vez mais pesquisadores e tomadores de decisão. Todos en-
gajados na luta pela diminuição desse problema social e ambiental.
5 Os impactos ligados à presença do lixo no mar começaram 
a ser observados a partir da década de 1950, mas somente em 1975 
foi definido o termo “lixo marinho”, hoje consagrado. Essa defini-
ção, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, diz que 
é lixo marinho todo material sólido de origem humana descartado 
nos oceanos ou que os atinge por rios, córregos, esgotos e descar-
gas domésticas e industriais.
6 O número de publicações mundiais, científicas e não cien-
tíficas, sobre lixo marinho começou a aumentar a partir da década 
de 1980. Esse aumento se deve a três processos: 1) a contínua e 
crescente substituição, em vários tipos de utensílios, de materiais 
naturais pelos sintéticos – estes, como o plástico, resistem por mais 
tempo à degradação no ambiente marinho e tendem a se acumu-
lar; 2) o baixo custo dos materiais sintéticos, que não incentiva sua 
reciclagem e favorece o descarte no ambiente e 3) o aumento, na 
zona costeira, do número de habitantes e embarcações, que podem 
contribuir para o descarte de lixo no ambiente marinho.
7 Mas como evitar que o “lixo nosso de cada dia” chegue 
ao mar? E como retirar o que já está lá? É nesse ponto que a con-
servação marinha e a gestão de resíduos sólidos se encontram e se 
complementam.
8 Em 2013, realizou-se no Brasil a IV Conferência Nacio-
nal de Meio Ambiente, que formalizou 60 propostas sobre o meio 
ambiente. Duas enfocam o lixo marinho: a primeira está ligada à 
redução de impactos ambientais e a segunda é ligada à educação 
ambiental, com campanhas educativas de sensibilização sobre as 
consequências da disposição incorreta do lixo, com ênfase no am-
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55
a solução para o seu concurso!
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biente marinho e nos danos causados à população humana.
OLIVEIRA, A. et al. Revista Ciência Hoje, n. 313, v. 53. Rio de Janeiro: SBPC. Abril 2014. Adaptado.
No trecho “Apesar do sensacionalismo em torno desse tema, o estudo do lixo marinho tem bases científicas” (parágrafo 4), a expres-
são destacada veicula a relação de
(A) causa
(B) concessão
(C) conclusão
(D) condição
(E) consequência
9-CESGRANRIO - 2023
O afogado mais bonito do mundo
1 Sou antropófago. Devoro livros. Quem me ensinou foi Murilo Mendes: livros são feitos com a carne e o sangue dos que os escre-
veram. Os hábitos de antropófago determinam a maneira como escolho livros. Só leio livros escritos com sangue. Depois que os devoro, 
deixam de pertencer ao autor. São meus porque circulam na minha carne e no meu sangue.
2 É o caso do conto “O Afogado Mais Bonito do Mundo”, de Gabriel García Márquez. Ele escreveu. Eu li e devorei. Agora é meu. Eu 
o reconto.
3 É sobre uma vila de pescadores perdida em nenhum lugar, o enfado misturado com o ar, cada novo dia já nascendo velho, as 
mesmas palavras ocas, os mesmos gestos vazios, os mesmos corpos opacos, a excitação do amor sendo algo de que ninguém mais se 
lembrava...
4 Aconteceu que, num dia como todos os outros, um menino viu uma forma estranha flutuando longe no mar. E ele gritou. Todos 
correram. Num lugar como aquele até uma forma estranha é motivo de festa. E ali ficaram na praia, olhando, esperando. Até que o mar, 
sem pressa, trouxe a coisa e a colocou na areia, para o desapontamento de todos: era um homem morto.
5 Todos os homens mortos são parecidos porque há apenas uma coisa a se fazer com eles: enterrar. E, naquela vila, o costume era 
que as mulheres preparassem os mortos para o sepultamento. Assim, carregaram o cadáver para uma casa, as mulheres dentro, os homens 
fora. E o silêncio era grande enquanto o limpavam das algas e liquens, mortalhas verdes do mar.
6 Mas, repentinamente, uma voz quebrou o silêncio. Uma mulher balbuciou: “Se ele tivesse vivido entre nós, ele teria de ter cur-
vado a cabeça sempre ao entrar em nossas casas. Ele é muito alto...”.
7 Todas as mulheres, sérias e silenciosas, fizeram sim com a cabeça.
8 De novo o silêncio foi profundo, até que uma outra voz foi ouvida. Outra mulher... “Fico pensando em como teria sido a sua voz... 
Como o sussurro da brisa? Como o trovão das ondas? Será que ele conhecia aquela palavra secreta que, quando pronunciada, faz com que 
uma mulher apanhe uma flor e a coloque no cabelo?” E elas sorriram e olharam umas para as outras.
9 De novo o silêncio. E, de novo, a voz de outra mulher... “Essas mãos... Como são grandes! Que será que fizeram? Brincaram com 
crianças? Navegaram mares? Travaram batalhas? Construíram casas? Essas mãos: será que elas sabiam deslizar sobre o rosto de uma mu-
lher, será que elas sabiam abraçar e acariciar o seu corpo?”
10 Aí todas elas riram que riram, suas faces vermelhas, e se surpreenderam ao perceber que o enterro estava se transformando 
numa ressurreição: sonhos esquecidos, que pensavam mortos, retornavam, cinzas virando fogo, os corpos vivos de novo e os rostos opacos 
brilhando com a luz da alegria.
11 Os maridos, de fora, observavam o que estava acontecendo e ficaram com ciúmes do afogado, ao perceberem que um morto tinha 
um poder que eles mesmos não tinham mais. E pensaram nos sonhos que nunca haviam tido, nos poemas que nunca haviam escrito, nos 
mares que nunca tinham navegado, nas mulheres que nunca haviam desejado.
12 A história termina dizendo que finalmente enterraram o morto. Mas a aldeia nunca mais foi a mesma.
ALVES, R. Sobre como da morte brota a vida. F. de São Paulo.
Cotidiano. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br. Acessoem: 20 abr. 2023. Adaptado.
A frase em que a concordância nominal do elemento em destaque se dá de acordo com as regras da norma-padrão é:
(A) As mulheres da vila eram bastantes sérias e silenciosas.
(B) As lembranças e o sentimento novas causaram muita surpresa. 
(C) Foi solicitado muita dedicação para preparar os corpos para a sepultura.
(D) O morto está quite com a vila: pagou o sepultamento com a ressurreição. 
(E) Os olhos do morto eram azuis-celeste e de uma profundidade impressionante.
LÍNGUA PORTUGUESA
5656
a solução para o seu concurso!
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10-CESGRANRIO - 2021
IDOETA, P.A. 8 lições após um ano de ensino remoto na pandemia. Disponível em:<https://educacao.uol.com.br/ultimas/bbc/2021/04/24/8-lico-
es-apos-um-de-ensino-remoto-na-pandemia.htm>. Acesso em: 21 jul. 2021. Adaptado.
O pronome oblíquo átono em destaque está colocado de acordo com a norma-padrão em:
(A) No processo ensino-aprendizagem, o objetivo deve ser desenvolver aptidões para que os alunos sempre mantenham-se em dia 
com os avanços da ciência.
(B) Se reclama muito das dificuldades do ensino remoto devido a problemas de conexão.
(C) Os profissionais da educação nunca cansam-se de estudar os conteúdos que possam interessar os alunos nas aulas.
(D) Para garantir o progresso dos estudantes, os professores sempre dedicam-se a pesquisar novos métodos de ensino.
(E) Quando as escolas se preocuparem em empregar novas metodologias no ensino-aprendizagem, alcançarão melhores resultados. 
LÍNGUA PORTUGUESA
57
a solução para o seu concurso!
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11-CESGRANRIO - 2021
VERSIGNASSI, A. A palavra salário vem mesmo de “sal”?
VC S/A, São Paulo: Abril, p. 67, Jun. 2021. Adaptado.
O período em que a palavra ou a expressão em destaque NÃO está empregada de acordo com a norma-padrão é:
(A) As professoras de que falamos são ótimas.
(B) A folha em que deve ser feita a prova é essa.
(C) A argumentação onde é provado o crime foi dele.
(D) O aluno cujo pai chegou é Pedro. 
(E) As meninas que querem cortar os cabelos são aquelas.
LÍNGUA PORTUGUESA5858
a solução para o seu concurso!
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12-CESGRANRIO - 2019
A palavra saíam (ℓ. 29) contém hiato acentuado.
Deve também ser acentuado o hiato de
(A) juizes
(B) rainha
(C) coroo
(D) veem
(E) suada
LÍNGUA PORTUGUESA
59
a solução para o seu concurso!
Editora
13-CESGRANRIO - 2021 - Caixa - Técnico Bancário Novo
BANCO CENTRAL DO BRASIL. Caderno de Educação Financeira – Gestão de Finanças Pessoais. Brasília: BCB, 2013. p. 12. Adaptado.
Considerando-se a organização composicional do texto lido, compreende-se que ele se classifica como
(A) argumentativo, pois defende a ideia de que é importante saber lidar com o dinheiro.
(B) narrativo, pois relata o episódio de uma conversa sobre gestão financeira entre amigos.
(C) descritivo, pois reproduz uma cena de elaboração de orçamento no cotidiano de uma família.
(D) expositivo, pois apresenta informações objetivas sobre conceitos da área de educação financeira.
(E) injuntivo, pois instrui acerca da elaboração de orçamentos para uma vida financeira mais saudável.
LÍNGUA PORTUGUESA
6060
a solução para o seu concurso!
Editora
14-CESGRANRIO - 2022
LÍNGUA PORTUGUESA
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a solução para o seu concurso!
Editora
SEIXAS, Heloisa. Contos mínimos. Rio de Janeiro: Record, 2001. 
A redação oficial tem como atributo a clareza, não se admitindo, para os textos, mais de um entendimento possível.
A frase que teria de ser reescrita para se adequar a essa regra da escrita oficial é
(A) O porteiro ajudou a velha senhora a se sentar sob as árvores.
(B) Todas as manhãs, aquela senhora observava os pássaros cantando.
(C) A população da cidade do Rio precisa cuidar melhor dos espaços públicos.
(D) O pedido da população por mais segurança será discutido pelos vereadores.
(E) Observando o sol e o mar, o poeta escolheu o tema para um novo poema.
LÍNGUA PORTUGUESA
6262
a solução para o seu concurso!
Editora
15-CESGRANRIO - 2022
LÍNGUA PORTUGUESA
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a solução para o seu concurso!
Editora
SEIXAS, Heloisa. Contos mínimos. Rio de Janeiro: Record, 2001. 
O caráter público dos textos oficiais exige que eles sejam escritos de forma estritamente impessoal, característica que se observa em:
(A) Considero, portanto, o excesso de grades uma agressão à paisagem da cidade.
(B) Lastimavelmente, o decreto regulamenta os casos de construção de prédios na orla.
(C) Os porteiros têm direito a ter pausa para o almoço e a receber por horas extras trabalhadas.
(D) Aprovou-se, na Câmara, a tão acertada lei que trata da colocação de grades em espaços públicos.
(E) Foi ignorada, no documento, a excessiva preocupação dos parlamentares com o volume de carros nas ruas.
16-FGV - 2023
Nas opções a seguir há uma série de recomendações mostradas aos frequentadores de um parque público. A fim de que elas se tor-
nem mais persuasivas, foram acrescentadas razões lógicas a essas recomendações.
Assinale a opção em que esse acréscimo está ligado de forma lógica ao aviso inicial. 
(A) Não colha ou corte flores e frutas / porque se perde parte da beleza original.
(B) Não faça barulho / porque distrai os que vêm estudar no silêncio do parque.
(C) Não leve cães, mesmo na coleira / porque podem escapar e não serem mais encontrados.
(D) Não jogue lixo / porque atrai insetos.
(E) Não acenda fogueira / porque há risco de provocar incêndios.
17-IBFC - 2022
O gerenciamento de crise, muitas vezes, exige que o profissional que esteja responsável por realizar essa tarefa tome a decisão de se 
comunicar rapidamente com os públicos de interesse quando alguma crise é instalada. No entanto, quando isso ocorre de maneira não 
assertiva pode ocorrer prejuízos futuros à imagem da empresa. Sobre comunicação não assertiva e suficientemente rápida em momentos 
de crise, analise as afirmativas a seguir.
I. Quando se trata de catástrofes envolvendo vidas humanas, toda vez que o assunto surge à tona, a imagem da organização é man-
chada de novo.
II. Assuntos que envolvam escândalos pessoais são rapidamente esquecidos e, nesse caso específico, não há prejuízo que não possa 
ser corrigido, mesmo em caso de comunicação não assertiva.
III. A imagem de uma organização apenas sofre novos impactos quando a exposição nos meios de comunicação for grande.
IV. A comunicação, para que evite futuros prejuízos de imagem, deve ser feita, prioritariamente, na sequência dos fatos e pelo Presi-
dente da organização.
Estão corretas as afirmativas:
(A) II, III e IV apenas
(B) I apenas
(C) I e IV apenas
(D) I, II, III e IV
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a solução para o seu concurso!
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18-FUNCERN - 2022
TEXTO
Quem tem medo da liberdade de expressão?
Alexandre Cruz
 Com o advento das redes sociais, debates sobre os limites da liberdade de expressão têm ganhado força na sociedade brasileira e, 
com a proximidade das eleições de 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entrou no baile. Sob argumento de que notícias e opiniões 
falsas ou desinformativas podem causar danos a grupos sociais ou até mesmo interferir no resultado final de uma eleição, aumenta-se 
perigosamente o apoio à formulação de uma espécie de “index prohibitorum” digital, contendo palavras e opiniões que devem ser previa-
mente censuradas sob o risco potencial de causar danos sociais ou eleitorais.
 O Youtube, por exemplo, já filtra palavras que não podem ser ditas, podendo gerar a desmonetização de um vídeo ou, no limite, a 
sua exclusão da plataforma. O resultado, no final, é o surgimento de uma variedade de neologismos cifrados utilizados por youtubers para 
substituir as palavras indesejadas.
 A perspectiva na qual palavras, ideias e opiniões devem ser censuradas pelo seu dano presumido não é nova. Além de ser utilizada 
levianamente por grupos para cercear opiniões divergentes sem ter o trabalho de argumentar, tende a focar mais nos possíveis prejuízos 
do que nos benefícios de uma amplíssima liberdade de expressão para a sociedade em geral.
 Entre a independência dos Estados Unidos e o fim da 1ª Guerra Mundial, por exemplo, diversos casos contestando os limites da 
liberdade de expressão e de imprensa tiveram curso em tribunais estaduais e na Suprema Corte daquele país. Neste período, como aponta 
o historiador Michael Curtis, prevaleceu no judiciário norte-americano a chamada “Doutrina da Tendência Ruim”, onde opiniões conside-
radas com potencial para causar eventuais danos sociais deveriam ser suprimidas.
 Na esteira dessa doutrina, obras que criticavam a escravidão, por exemplo, foram censuradas em diversas cortes de estados escra-
vagistas sob o argumento de causar danos ao direito de propriedade. Coube a jornalistas, advogados, intelectuais e ativistas contestar essa 
doutrina e muitas vezes promover a circulação de obras abolicionistas ilegalmente. Ou seja, enquanto setores do judiciário norte-america-
no impunham uma visão restritiva e racista da liberdade de expressão, coube à sociedade civil ampliar os seus limites na prática.
 Ecos de uma concepção de liberdade de expressão mais ampla, de raiz popular, chegariam à Suprema Corte dos Estados Unidos 
apenas na década de 1920. Anos antes, Benjamin Gitlow, membro do Partido Socialista, foi processado pelo estado de Nova Iorque pelo 
crime de anarquia após ter publicado no periódico “The Revolutionary Age” o texto “The Left Wing Manifesto”. Embora sua defesa tenha 
alegado que o artigo se tratava de uma análise histórica, não de uma incitação revolucionária, Gitlow foi considerado culpado pela corte 
estadual, tendo sua condenação confirmada pela maioria da Suprema Corte em 1925.
 Porém, durante o julgamento, foi possível vislumbrar a penetração de uma concepção mais ampla da liberdade de expressão entre 
juízes da corte. Em um histórico voto dissidente, o juiz Oliver Wendell Holmes Jr. registraria que: “toda ideia é um incitamento. Ela se 
oferece para a crença e, se acreditada, é praticada a menos que outra crença a supere, ou a falta de empenho sufoque o movimento em 
seu nascimento. A única diferença entre a expressão de uma opinião e uma incitação, no sentidomais restrito, é o entusiasmo do orador 
pelo resultado”.
 No Brasil, também a liberdade de expressão e de imprensa foram uma conquista da sociedade civil após décadas de censura ao 
longo do século 20, não uma concessão da burocracia estatal. Historicamente, a ampla liberdade de expressão sempre foi um instrumento 
popular para fustigar o poder estabelecido em prol de mudanças sociais. Não podemos deixar que contextos políticos nublados nos façam 
esquecer disso. Os benefícios de uma ampla liberdade de expressão e de imprensa são maiores do que os malefícios de sua utilização para 
o cometimento de crimes (que devem ser punidos através do devido processo legal).
 Aceitar a premissa de que uma ideia ou opinião deva ser censurada, talvez até por algoritmos, antes de alcançar o espaço público 
devido ao seu possível dano social ou eleitoral, sem crime determinado e comprovado, é lançar um bumerangue autoritário que mais cedo 
ou mais tarde voltará.
Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/>. Acesso em: 14 set. 2022.
A organização textual revela a dominância da sequência
(A) argumentativa, caracterizada pela contestação de uma afirmação preexistente, que é confrontada com uma nova afirmação a ser 
sustentada por fatos, visando à conclusão.
(B) argumentativa, caracterizada pela existência de uma situação inicial, seguida de situações complicadoras que, após serem resolvi-
das, geram uma situação final. 
(C) narrativa, caracterizada pela contestação de uma afirmação preexistente, que é confrontada com uma nova afirmação a ser sus-
tentada por fatos, visando à conclusão. 
(D) narrativa, caracterizada pela existência de uma situação inicial, seguida de situações complicadoras que, após serem resolvidas, 
geram uma situação final. 
19- CS-UFG - 2023
Leia o Texto 1 para responder a questão.
Texto 1
 Como se referir a pessoas que possuem deficiência? A pergunta é feita com frequência ao Núcleo de Inclusão. A resposta é muito 
simples: Pessoa com Deficiência, que é a forma correta e oficial.
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65
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 Essa terminologia foi definida pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito das Pessoas com Deficiência, sendo aprovado em 
13 de dezembro de 2006 pela Assembleia Geral da ONU. O termo foi ratificado no Brasil, com equivalência de emenda constitucional, pelo 
Decreto Legislativo nº 186/2008 e promulgado pelo Decreto nº 6.949/2009.
 Pessoa Portadora de Deficiência (PPD) ou Portador de Necessidades Especiais (PNE) são termos incorretos e devem ser evitados, 
uma vez que não traduzem a realidade de quem possui deficiência. A deficiência não se porta, ela é uma condição existencial da pessoa.
 Esperamos que essa primeira Semente da Inclusão tenha sido útil para você. Acreditamos que o respeito à diversidade é solo fértil 
para o desenvolvimento de ideias inovadoras e garantia de uma Justiça acessível para todos.
 Para mais informações, procure o Núcleo de Inclusão do TJDFT.
MORAGAS, Vicente Junqueira. Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Território. Disponível em:<https://www.tjdft.jus.br/acessibilidade/pu-
blicacoes/sementes-da-inclusao/como-se-referir-a-pessoas-que-possuem-deficiencia>. Acesso em: 10 nov. 2023. [Adaptado].
Em relação à organização textual e ao tema abordado, o segundo parágrafo apresenta característica
(A) dialogal, por meio de interlocução dinâmica, acerca de mudanças de estado formal e de conteúdo ocorridas com uma terminologia 
usada para se referir a um público específico. 
(B) descritiva, a partir de uma percepção subjetiva, de acontecimentos relacionados ao emprego de termos técnicos para se referir a 
um determinado grupo de pessoas.
(C) argumentativa, por meio da apresentação de motivos e evidências, para convencimento do uso de determinada terminologia para 
fazer referência a um grupo social.
(D) injuntiva, por intermédio de orientações e instruções, sobre o uso de uma terminologia específica para fazer referência a um de-
terminado grupo de pessoas.
20-CESGRANRIO - 2022
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No texto, os dois primeiros parágrafos estabelecem entre si a seguinte relação:
(A) apresentação de problema / definição de conceitos
(B) definição de termos / exemplificação de casos
(C) proposição de tese / desenvolvimento de argumentos
(D) situação hipotética / comprovação por evidências
(E) relato de caso / explicitação de motivação
GABARITO
1 A
2 B
3 D
4 C
5 C
6 C
7 C
8 B
9 D
10 E
11 C
12 A
13 A
14 B
15 C
16 E
17 B
18 A
19 C
20 A
ANOTAÇÕES
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
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a solução para o seu concurso!
Editora
LÍNGUA INGLESA
CONHECIMENTO DE UM VOCABULÁRIO FUNDAMENTAL E DOS ASPECTOS GRAMATICAIS BÁSICOS PARA A COMPREENSÃO 
DE TEXTOS
Vestimentas
Vestimentas
T-shirt camiseta
Sweatshirt Blusa de moletom
Shirt camisa
Suit terno
Pants calça
Tie gravata
LÍNGUA INGLESA
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Wedding dress vestido de noiva
Jacket jaqueta
Skirt saia
Coat casaco
Shorts Bermuda
Dress vestido
Underpants cueca
Panties calcinha
Bra sutiã
Nightgown camisola
Pajamas pijama
Robe roupão
Scarf cachecol
Uniform uniforme
Singlet regata
Swimming Trunks sunga
Swimsuit maiô
Bikini biquíni
Cotidiano
U.S. Money
U.S. Money
US$ 1 Dollar 100 cents
bills $1, $5, $10, $20, $50, $100
Coins 1c, 5c, 10c, 25c, $1
Penny 1 cent 
Nickel 5 cents 
Dime 10 cents 
Quarter 25 cents
Ways to pay
Check cheque
Cash em dinheiro
Note/bill nota
Coin moeda
Credit card cartão de crédito
Materials
Acrylic acrílico
Cotton algodão
Denim brim
Fleece/wool lã
Gold ouro
Leather couro
Linen linho
Plastic plástico
Rubber borracha
Silk seda
Silver prata
Educação
Nursery School pré-escola
Elementary school 
ou Primary School 
 Ensino fundamental I
Secondary school Ensino fundamental II
High school Ensino médio
College/University Faculdade/universidade
Subjects
Inglês English
Matemática Mathematics (Math)
História History
Geografia Geography
Química Chemistry
Física Physics
Ciência Science
Biologia Biology
Educação Física Physical Education (P.E.)
Artes Arts
Música Music
Literatura Literature
Redação Writing
Português Portuguese
Espanhol Spanish
Diversão e mídia
Movies/cinema cnema
Theater teatro
Bar/Pub bar
Restaurant restaurante
Café lanchonete
Park parque
Concert show
Play peça de teatro
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Tecnologia
Cellphone/mobile phone celular
Laptop notebook
Personal computer(PC) Computador
Printer impressora
Keyboard teclado
Mouse mouse
Television televisão
Meio ambiente
Environment meio ambiente
Ozone layer camada de ozônio
Water água
Tree árvore
Weather clima
Animals animais
Air ar
Wind vento
Rain chuva
Snow neve
Fogneblina
Hurricane furacão
Storm tempestade
Lightning relâmpago
Thunder trovão
Comida e bebida
Bread Pão
Butter Manteiga
Cake Bolo
Cheese Queijo
Chicken Frango
Chips Salgadinhos
Chocolate Chocolate
Corn flakes Cereal
Egg Ovo
Fish Peixe
French fries Batata-frita
Ham Presunto
Ice cream Sorvete
Jam Geleia
Jello Gelatina
Margarine Margarina
Mashed potatoes Purê de batatas
Meat Carne
Pancacke Panqueca
Pasta Macarrão
Peanut Amendoim
Peanut butter pasta de amendoim
Pepper Pimenta
Pie Torta
Pizza Pizza
Popsicle Picolé
Potato chips Batata-frita
Rice Arroz
Salt Sal
Sandwich Sanduíche
Sliced bread Pão fatiado
Soup Sopa
Sugar Açúcar
Toast Torrada
Water cracker Bolacha de água e sal
Meat (carne)
Bacon Bacon
Barbecue Churrasco
Beef Carne de vaca
Beef Jerky Carne seca
Blood sausage Chouriço
Carp Carpa
Chicken Frango
Chicken legs Pernas de Frango
Chicken wings Asas de Frango
Cod Bacalhau
Crab Caranguejo
Duck Pato
Fish Peixe
Grilled fish Peixe grelhado
Ground beef Carne moída
Hamburger Hambúrguer
Lobster Lagosta
Meatball Almôndega
Mortadella Mortadela
Pork chops Costeletas de 
porco
LÍNGUA INGLESA
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Pork legs Pernas de porco
Pork loin Lombo de porco
Rib cuts Costela
Roast chicken Frango assado
Salami Salame
Salmon Salmão
Sausage Linguiça
Shrimp Camarão
Sirloin Lombo
Smoked sausage salsicha defumada
Squid Lula
Steak Bife
Stew meat Guisado de carne
T-bone steak Bife t-bone
Tenderloin Filé mignon
Tuna Atum
Turkey Peru
Veal Vitela
Vegetables (vegetais)
Anise Anis
Asparagus Espargos
Beans Feijão
Beet Beterraba
Broccoli Brócolis
Cabbage Repolho
Carrot Cenoura
Cauliflower Couve-flor
Celery Aipo/Salsão
Corn Milho
Cucumbers Pepinos
Eggplant Berinjela
Garlic Alho
Ginger Gengibre
Green onion Cebolinha verde
Heart of Palms Palmito
Leeks Alho-poró
Lettuce Alface
Manioc Mandioca
Mushroom Cogumelo
Okra Quiabo
Olives Azeitonas
Onion Cebola
Pepper Pimenta
Pickles Picles
Potato Batata
Pumpkin Abóbora
Radish Rabanete
Rucola Rúcula
Snow pea Ervilha
Spinach Espinafre
Sweet potato Batata doce
Tomato Tomate
Turnip Nabo
Watercress Agrião
Yams Inhame
Fruits (frutas)
Apple Maçã
Apricots Damascos
Avocado Abacate
Banana Banana
Blackberry Amora
Blueberry Mirtilo
Cashew nut Castanha de Cajú
Cherry Cereja
Coconut Coco
Figs Figos
Grapes Uvas
Guava Goiaba
Honeydew melon Melão
Jackfruit Jaca
Kiwi Kiwi
Lemon Limão
Mango Manga
Orange Laranja
Papaya Mamão
Passion fruit Maracujá
Peach Pêssego
Pear Pera
Pineapple Abacaxi
Plum Ameixa
Prune Ameixa-seca
Start fruit Carambola
Strawberry Morango
Tamarind Tamarindo
LÍNGUA INGLESA
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a solução para o seu concurso!
Editora
Tangerine Tangerina
Watermelon Melancia
Drinks (bebidas)
Beer Cerveja
Brandy Aguardente
Champagne Champanhe
Chocolate Chocolate
Cocktail Coquetel
Coffee Café
Coffee-and-milk Café-com-leite
Draft beer Chope
Gin Gim
Hot chocolate Chocolate quente
Juice Suco
Lime juice Limonada
Liqueur Licor
Milk Leite
Mineral water Água mineral
Red wine Vinho tinto
Rum Rum
Soda Refrigerante
Sparkling mineral water Água mineral com gás
Still mineral water Água mineral sem gás
Tonic water Água tônica
Vodka Vodca
Water Água
Whiskey Uísque
White wine Vinho branco
Yogurt Iogurte
Tempo livre, “hobbies” e lazer
Bowling boliche
Camping acampar
Canoeing canoagem
Card games jogos de baralho
Chess xadrez
Cooking cozinhar
Crossword puzzl palavras cruzadas
Dancing dançar
Drawing desenhar
Embroidery bordado
LÍNGUA INGLESA
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a solução para o seu concurso!
Editora
Fishing pesca
Gardening jardinagem
Hiking caminhar
Hunting caçar
Jogging corrida
Knitting tricotar
Mountaineering escalar montanhas
Painting pintar
Photography fotografia
Playing video 
games 
 jogar vídeo games
Reading leitura
Riding a bike andar de bicicleta
Sculpting esculpir
Sewing costurar
Singing cantar
Skating andar de patins ou 
skate
Skiing esquiar
Stamp collecting colecionar selos
Surfing surfar
Working out malhar
Saúde e exercícios
LÍNGUA INGLESA
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a solução para o seu concurso!
Editora
Health Problems and Diseases (problemas de saúde e doenças)
Skin occurrences (Ocorrências na pele)
Blemish mancha
Bruise contusão
Dandruff caspa
Freckle sarda
Itching coceira
Pimple espinha
Rasch erupção da pele
Scar cicatriz
Spot sinal, marca
Wart verruga
Wound ferida
Wrinkle ruga
Aches (Dores)
Backache dor nas costas
Earache dor de ouvido
Headache dor de cabeça
Heartache dor no peito
stomachache dor de estômago
Toothache dor de dente
Cold and Flu (Resfriado e Gripe)
Cough tosse
Fever febre
Running nose nariz entupido
Sneeze espirro
Sore throat garganta inflamada
Tonsilitis amigdalitis
Other Diseases (Outras doenças)
Aneurism aneurisma
Appendicitis apendicite
Asthma asma
Bronchitis bronquite
Cancer câncer
Cirrhosis - cirrose
Diabetes diabetes
Hepatitis hepatite
High Blood Pressure hipertensão (pressão alta)
LÍNGUA INGLESA
7474
a solução para o seu concurso!
Editora
Pneumonia pneumonia
Rheumatism reumatismo
Tuberculosis tuberculose
Povos e línguas
Sentimentos, opiniões e experiências
Happy feliz
Afraid com medo
Sad triste
Hot com calor
Amused divertido
Bored entediado
Anxious ansioso 
Confident confiante
Cold com frio
Suspicious suspeito
Surprised surpreso
Loving amoroso
Curious curioso
LÍNGUA INGLESA
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a solução para o seu concurso!
Editora
Envious invejoso
Jealous ciumento
Miserable miserável
Confused confuso
Stupid burro
Angry com raiva
Sick enjoado/doente
Ashamed envergonhado
Indifferent indiferente
Determined determinado
Crazy louco
Depressed depressivo
Frightened assustado
Interested interessado
Shy tímido
Hopeful esperançoso
Regretful arrependido
Scared assustado
Stubborn teimoso
Thirsty com sede
Guilty culpado
Nervous nervoso
Embarrassed envergonhado
Disgusted enojado 
Proud orgulhoso
Lonely solitário
Frustrated frustrado
Hurt magoado
Hungry com fome
Tired cansado
Thoughtful pensativo
Optimistic otimista
Relieved aliviado
Shocked chocado
Sleepy com sono
Excited animado
Bad mal
Worried preocupado
Identificação pessoal
First name Primeiro nome
Middle name Nome do meio
Last name Último nome
Full name Nome completo
Date of Birth Data de nascimento
Age Idade
Sex Sexo
Place of Birth Local de nascimento
Nationality Nacionalidade
Occupation Ocupação/profissão
Address Endereço
City Cidade
Country País
Zip code/Post code Código postal (CEP)
Phone number Número de telefone
E-mail address Endereço de e-mail
Lugares e edificações
Airport Aeroporto
Amusement park Parque de diversões
Aquarium Aquário
Art gallery Galeria de arte
ATM (Automatic Teller Ma-
chine) Caixa eletrônico
Auto repair shop ou Garage Oficina mecânica
Avenue Avenida
Baby store Loja infantil ou bebê
Barber shop Barbearia
Bakery Padaria
Bank Banco
Beach Praia
Beauty salon/parlor/shop Salão de beleza
Block Quarteirão
Bookstore ou Bookshop Livraria
Bridge Ponte
Building Edifício ou Prédio
Bus station Rodoviária
Bus stop Ponto de ônibus
Butcher shop Açougue
Cabstand ou Taxi stand Ponto de taxi
Capital Capital
Cathedral Catedral
Cemetery Cemitério
Chapel Capela
Church Igreja
Circus Circo
LÍNGUA INGLESA
7676
a solução para o seu concurso!
Editora
City Cidade
Clothing store Loja de roupas
Club Clube
Coffee shop Cafeteria
College Faculdade
Computer store Loja de informática
Concert hall Casa de espetáculos ou Sala de concertos
Convenience store Loja de conveniência
Corner Esquina
Costume store Loja de Fantasia
Court 
 Quadra de esportes ou 
pode ser Tribunal ou comu-mente chamado de Fórum, 
depende do contexto.
Crosswalk/Pedestrian cros-
sing/Zebra crossing Faixa de pedestres
Cul-de-sac ou Dead end 
street Beco ou Rua sem saída
City hall Prefeitura
Dental clinic Clinica dentária ou Consul-tório Odontológico
Downtown Centro da cidade
Driving school Auto escola
Drugstore Farmácia ou Drogaria
Factory Fábrica
Field Campo
Fire station Posto ou Quartel de bom-beiros
Fishmonger’s Peixaria
Flower show Floricultura
Food Truck Food Truck ou Caminhão que vende comida
Gas station Posto de gasolina
Glasses store ou Optical store Loja de Ótica
Greengrocer Quitanda
Grocery store Mercearia
Gym Academia de ginástica
Hair salon Cabeleireiro
Hardware store Loja de ferramentas
Health Clinic/Center Clinica ou Posto de saúde
Hospital Hospital
Hotel Hotel
House Casa
Ice Cream Shop/Parlor Sorveteria
Intersection ou Crossroad Cruzamento
Jail ou Prison Cadeia ou Prisão
Jewelry store Joalheria
Kiosk Quiosque
Lake Lago
Laundromat ou Laundry Lavanderia
Library Biblioteca
Lottery retailer ou Lottery 
kiosk Casa lotérica
Mall Shopping center
Metropolis metrópole
Monument Monumento
Mosque Mesquita
Movie theater Cinema
Museum Museu
Neighborhood Bairro
Newsstand Banca de jornal
Office Escritório
One-way street Rua de mão única ou senti-do único
Outskirts ou Suburb Periferia ou Subúrbio
Park Parque
Parking lot Estacionamento
Penitentiary Presídio ou Penitenciária
Perfume shop Perfumaria
Pet Shop Pet Shop
Pizzeria Pizzaria
Place Lugar
Playground Parque infantil
Police station Delegacia de polícia
Port Porto
Post office Agência de correios
Pub Bar
Real estate agency Imobiliária
Reference point ou Landmark Ponto de referência
Restaurant Restaurante
River Rio
Road Estrada
Rotary ou Roundabout Rotatória
School Escola
Shoe store Sapataria
Sidewalk Calçada
Snack bar Lanchonete
LÍNGUA INGLESA
77
a solução para o seu concurso!
Editora
Square Praça
Stadium Estádio
Station Estação
Stationery store Papelaria
Steak House Churrascaria
Store Loja
Street Rua
Subway station Estação de metrô
Supermarket Supermercado
Synagogue Sinagoga
Temple Templo
Town Cidade pequena ou Muni-cípio
Toy store ou Toy shop Loja de brinquedos
Train station Estação de trem
Travel agency Agência de viagens
University Universidade
Zoo Zoológico
Relacionamento com outras pessoas
Parents pais
Father pai
Mother mãe
Son filho
Daughter filha
Siblings irmãos
Brother irmão
Sister irmã
Halfbrother meio-irmão
Halfsister meia-irmã
Only child filho único
Wife esposa
Husband esposo
Fiancé noivo
Bride noiva
Uncle tio
Aunt tia
Cousin primo e prima
Nephew sobrinho
Niece sobrinha
Grandparents avós
Grandfather avô
Grandmother avó
Grandson neto
Granddaughter neta
Great grandfather bisavô
Great grandmother bisavó
Great grandson bisneto
Great granddau-
ghter 
 bisneta
Father-in-law sogro
Mother-in-law sogra
Brother-in-law cunhado
Sister-in-law cunhada
Stepfather padrasto
Stepmother madrasta
Stepson enteado
Stepdaughter enteada
Foster parents pais adotivos
Foster father pai adotivo
Foster mother mãe adotiva
Transporte e serviços
Airliner
 Avião comercial (Aviões maio-
res geralmente chamados de 
boeing)
Airplane ou apenas plane Avião
Bike Bicicleta
Boat Barco ou bote
Bus Ônibus
Canoe Canoa
Car Carro
Carriage Carruagem
Cruiser Cruzeiro
Ferry Balsa
Glider Planador
Helicopter ou chopper 
(informal) Helicóptero
Jet Jato ou como falamos às vezes, jatinho
Moped ou scooter
 Motocicleta ou mobilete 
(Patinete também pode ser 
chamado de scooter)
Motorbike Motocicleta ou simplesmente moto
Motorboat Lancha
Ocean liner Transatlântico
On foot A pé
LÍNGUA INGLESA
7878
a solução para o seu concurso!
Editora
Pickup truck Caminhonete
Raft Jangada
Roller skates Patins
Sailboat Veleiro ou barco à vela
School bus Ônibus escolar
Ship Navio
Skateboard Skate
Streetcar ou trolley Bonde
Subway ou metro (inglês 
americano) ou The under-
ground ou informalmente 
the tube (inglês britânico)
 Metrô
Taxi ou cab Táxi
Train Trem
Truck Caminhão
Van Furgão ou van
Compras
Algumas placas com informações importantes
Out to lunch Horário de almoço
Buy one get one free 
 Pague um, leve dois. Outras 
formas de passar essa mesma 
ideia são
 BOGOF (sigla para a mesma 
expressão) e two for one (dois por 
um). 
Clearance sale/Reduced to clear/Closing 
down sale Liquidação
Conversando com atendentes
Excuse me, I’m looking for… Licença, eu estou procurando por…
I’m just looking/browsing, thanks. Estou só olhando, obrigado(a).
Do you have this in… 
 Você tem isso em…Complete com 
o que você precisa que mude na 
peça
 A bigger size (um tamanho 
maior)? / Yellow (amarelo)? / Pink 
(rosa)? 
Could I return this? Eu poderia devolver isso?
Could I try this on? Posso provar?
What are the store’s opening hours? Qual o horário em que a loja abre?
Esporte
Individual Sports Esportes Indivi-duais
Athletics Atletismo
Automobilism Automobilismo
Artistic Gymnastics Ginástica Artística 
Boxing Boxe
Bowling Boliche
LÍNGUA INGLESA
79
a solução para o seu concurso!
Editora
Canoeing Canoagem
Cycling Ciclismo
Equestrianism Hipismo
Fencing Esgrima
Golf Golfe
Jiujitsu Jiu
Judo Judô
Karate Caratê
Motorcycling Motociclismo
Mountaineering Alpinismo
Olympic Diving Salto Ornamental
Skiing Esqui
Sumo Sumô
Surfing Surfe
Swimming Natação
Table tennis Tênis de mesa/Pingue
Taekwon Do 
Tennis Tênis
Triathlon Triatlo
Weightlifting Halterofilismo
Team Sports Esportes Coletivos
Badminton Badminton
Baseball Beisebol
Basketball Basquete
Beach Soccer Futebol de Areia
Beach Volleyball Vôlei de Praia
Football Futebol Americano
Footvolley Futevôlei
Futsal Futsal
Handball Handebol
Hockey Hóquei
Polo Polo
Rhythmic Gymnastics Ginástica Rítmica
Rugby Rúgbi
Soccer Futebol 
Synchronized Swimming Nado Sincronizado
Volleyball Vôlei
Water Polo Polo Aquático
Mundo natural
Animais em inglês principais animais domésticos (pets)
Bird Pássaro;
Bunny Coelhinho;
Cat Gato;
Dog Cachorro;
GuineaPig Porquinho da Índia;
Mouse Rato/Camundongo;
Parrot Papagaio;
Rabbit Coelho;
Turtle Tartaruga.
Animais em inglês principais nomes de aves
Chicken Galinha;
Rooster Galo;
Pigeon Pomba;
Peacock Pavão;
Hawk Falcão;
Swan Cisne;
Sparrow Pardal;
Duck Pato.
Animais em inglês principais animais selvagens
Alligator Jacaré;
Bat Morcego;
Bear Urso;
Crocodile Crocodilo;
Deer Viado;
Elephant Elefante;
Eagle Águia;
Giraffe Girafa;
Hippo Hipopótamo;
Kangaroo Canguru;
Lion Leão;
Monkey Macaco;
Owl curuja;
Pig Porco;
Snake Cobra;
Squirrel Esquilo;
Stag Cervo;
Tiger Tigre;
LÍNGUA INGLESA
8080
a solução para o seu concurso!
Editora
Zebra Zebra;
Wolf Lobo.
Animais em inglês principais insetos
Ant Formiga;
Mite Ácaro;
Bee Abelha;
Beetle Besouro;
Butterfly Borboleta;
Caterpillar Lagarta;
Cockroach Barata;
Cricket Grilo;
Fly Mosca;
Flea Pulga;
Firefly Vagalume;
Grasshoper Grilo;
Ladybug Joaninha;
Louseorlice Piolho;
Mosquito Pernilongo/Mos-
quito;
Snail Caracol;
Spider Aranha;
Tick Carrapato;
Termite Cupim.
Animais em inglês principais animais marítimos
Crab Caranguejo;
Dolphin Golfinho;
Fish Peixe;
Octopus Polvo;
Penguin Pinguim;
Seal Foca;
Shark Tubarão;
Whale Baleia.
Animais em inglês principais tipos de peixes
Carp Carpa;
Dogfish Cação;
Dried Salted Cod Bacalhau;
Flounder Linguado;
Hake Pescada;
Scabbardfish PeixeEspada;
Tuna Atum;
Tilapia Tilápia;
Trout Truta.
Animais brasileiros em inglês
Capivara Capybara;
Boto Cor-de-rosa Pink Dolphin;
Lobo guará Maned Wolf;
Mico Leão Dourado Golden Lion Ta-
marin;
Onça Pintada Jaguar;
Tamanduá Bandira Giantanteater;
Tatu Armadilo;
Tucano Toucan;Quati Coati.
Plantas em inglês
Português Inglês
árvore tree
alecrim rosemary
ameixieira plum tree
arbusto bush / shrub
azaleia azalea
azevinho holly
açafrão turmeric
bordo maple
bromélia bromeliads
bétula birch
canela cinnamon
carvalho oak
castanheiro horse chestnut tree
caule stem
cebola onion
cebolinha green onion
cedro cedar
cerejeira cherry tree
coentro cilantro
colorau red spice mix
LÍNGUA INGLESA
81
a solução para o seu concurso!
Editora
cominho cumin
coqueiro coconut tree
cravo clove
erva herb
ervas finas fine herbs
figueira fig tree
folha de louro bay leaves
gengibre ginger
girassol sunflower
grama grass
lírio lily
macieira apple tree
manjericão basil
margarida daisy
melissa melissa
musgo moss
noz moscada nutmeg
oliveira olive tree
orquídea orchid
orégano oregano
papoula poppy
pereira pear tree
pinheiro pine tree
planta plant
páprica paprika
rosa rose
salgueiro willow
salsa parsley
samambaia fern
tulipa tulip
violeta violet
vitória-régia waterlily
Viagens e férias
Vocabulário
 
Time off. Tempo fora do trabalho.
Day off. Dia de folga.
Vacation. Férias.
Go away. Ir viajar.
Travel. Viajar.
Take a trip. Fazer uma viagem.
Take time off. Tirar um tempo fora do trabalho.
Go to the beach. Ir para a praia.
Go to the country. Ir para o interior.
 
Como foram suas férias
 
How was your 
vacation? 
 Como foram as suas 
férias?
It was good. Foram boas.
It was amazing. Foram demais.
It was very relaxing. Foi muito relaxante.
 
Para onde você foi
 
Where did you go? Onde você foi?
We went to the beach. Nós fomos para a praia.
I went to the country with 
my family. 
 Eu fui para o interior 
com minha família.
We took a trip to Hawaii. Nós fizemos uma via-
gem para o Hawaii.
We went to visit our 
family in France. 
 Nós fomos visitar a nos-
sa família na França.
Who did you go with? Com quem você foi?
I went with my sister and 
brother. 
 Eu fui com a minha irmã 
e meu irmão.
I went with my husband 
and kids. 
 Eu fui com meu marido, 
esposo e crianças.
I went with my wife and 
kids. 
 Eu fui com a minha 
esposa e crianças.
I went with my classma-
tes. 
 Eu fui com os meus 
colegas de aula.
 
Como você viajou
 
How did you go? Como que você foi?
We went by plane. Nós fomos de avião.
We went by car. Nós fomos de carro.
 
LÍNGUA INGLESA
8282
a solução para o seu concurso!
Editora
Coisas para fazer nas férias
 
Read. Ler.
Read. Leu. (Só muda a pronúncia)
Go swimming. Ir nadar ou nadar.
Went swimming. Fui ou foi nadar.
Play beach soccer. Jogar futebol de areia ou de praia.
Played beach soccer. Jogou futebol de areia.
Make a bonfire. Fazer uma fogueira.
Made a bonfire. Fez uma fogueira
Play the guitar. Tocar violão.
Played the guitar. Tocou violão.
Throw a bonfire party. Dar uma festa com fogueira.
Threw a bonfire party. Deu uma festa com fogueira.
Write messages in the 
sand. Escrever mensagens na areia.
Wrote messages in the 
sand. Escreveu mensagens na areia.
Walk on the boardwalk. Caminhar no calçadão de madeira.
Walked on the boar-
dwalk. 
 Caminhou no calçadão de 
madeira.
atch free summer 
concerts. 
 Assistir shows de verão gra-
tuito.
Watched free summer 
concerts. 
 Assistiu shows de verão 
gratuito.
Have a picnic. Ter um piquenique.
Had a picnic. Teve um piquenique.
Play frisbee. Jogar frisbee.
Played frisbee. Jogou frisbee.
Look for seashells. Procurar por conchas do mar.
Looked for seashells. Procurou por conchas do mar.
Watch the sunset. Assistir o pôr-do-sol.
Watched the sunset. Assistiu o pôr-do-sol.
Search for historic sites. Procurar por lugares históri-cos.
Searched for historic 
sites. 
 Procurou por lugares históri-
cos.
Get a tan. Pegar um bronzeado.
Got a tan. Pegou um bronzeado.
Go sunbathing ou go 
tanning. 
 Ir tomar banho de sol, se 
bronzear.
Went sunbathing. Foi se bronzear.
Get a sunburn. Pegar uma queimadura do sol.
Got a sunburn. Pegou uma queimadura do sol.
Get sunburn. Se queimar, ser queimado pelo sol.
Got sunburn. Se queimou do sol.
Wear sunscreen ou 
wear sunblock. Usar protetor solar.
Wore sunscreen. Usou protetor solar.
Use tanning lotion. Usar bronzeador.
Used tanning lotion. Usou bronzeador.
 
Tempo
As horas em inglês podem vir acompanhadas de algu-
mas expressões de tempo como
Day dia
Today hoje
Yesterday ontem
The day before yesterday anteontem
Tomorrow amanhã
The day after tomorrow depois de amanhã
Morning manhã
Afternoon tarde
Evening noite
Night noite
Tonight esta noite
Midday meio-dia
At noon ao meio-dia
Midnight meia noite
At midnight à meia-noite
LÍNGUA INGLESA
83
a solução para o seu concurso!
Editora
Para informar as horas em inglês usa-se o “it is” ou “it’s” e os 
números correspondentes (da hora e dos minutos) _
Exemplo _ 4 _35 _ It is four thirty-five.
A expressão “o’clock” é utilizada para indicar as horas exatas _
Exemplo _ 3 _00 _ It is three o’clock.
A expressão “past” é usada para indicar os minutos antes do 
30 _
Exemplo _ 6 _20 _ It is six twenty ou It is twenty past six.
A expressão “a quarter” é usada para indicar um quarto de 
hora (15 minutos) _
Exemplo _ 3 _15 _ It is three fifteen ou It is a quarter past three.
A expressão “half past” é usada para indicar meia hora (30 mi-
nutos) _
Exemplo _ 8 _30 _ It is eight thirty ou It is half past eight.
Note que depois dos 30 minutos, em vez da expressão “past”, 
utilizamos o “to” _
Exemplo _ 8.45 _ It is eight forty-five ou It is a quarter to nine.
Utilizamos as expressões a.m. e p.m. para indicar quando o ho-
rário em inglês ocorre antes ou depois de meio-dia.
a.m. _ antes do meio-dia
p.m. _ depois do meio-dia
Trabalho e empregos
Accountant contador
Actor ator
Actress atriz
Administrator administrador 
Agronomist agrônomo
Anthropologist antropólogo
Archaeologist / 
archeologist arqueólogo
Architect arquiteto
Astronaut astronauta
Astronomer astrônomo
Athlete atleta
Babysitter, baby-
-sitter, sitter, nanny 
(ame) 
 babá 
Baker padeiro
Bank clerk bancário
Banker banqueiro; ban-cário
Bank teller caixa de banco
Barber barbeiro
Barista 
 barista (quem tira 
café em casas espe-
cializadas)
Bartender barman
Bellhop, bellboy mensageiro (em hotel)
Biologist biólogo
Biomedical scientist biomédico
Blacksmith ferreiro
Bricklayer, mason pedreiro
Broker 
 corretor (de segu-
ros, de investimen-
tos etc., menos de 
imóveis)
Butcher açougueiro
Butler, major-domo mordomo
Buyer comprador
Cabdriver, cab 
driver, taxi driver, 
cabby, cabbie 
 taxista
Cabinet-maker marceneiro
Carpenter carpinteiro
Cartoonist cartunista
Cattle breeder, 
cattle raiser, cattle 
farmer, cattle 
rancher 
 pecuarista
Cashier caixa
Chef chef 
Chemist (bre) farmacêutico 
Chemist (ame) químico
Civil Servant servidor público, funcionário público
Clerk auxiliar de escri-tório
Coach treinador, técnico esportivo
Cobbler sapateiro
Comedian comediante
Commentator comentarista (rá-dio e TV)
Composer compositor
Computer program-
mer programador
Conference inter-
preter 
 intérprete de con-
ferência 
Contractor empreiteiro
Consultant consultor
LÍNGUA INGLESA
8484
a solução para o seu concurso!
Editora
Cook cozinheiro
Dancer dançarino
Dentist dentista
Designer designer, projetis-ta, desenhista
Diplomat diplomata
Doctor, medical 
doctor, physician médico 
Doorman porteiro
Driver motorista, piloto de automóvel 
Economist economista
Editor editor; revisor
Electrician eletricista
Engineer engenheiro, ma-quinista 
Farmer fazendeiro; produ-tor rural; agricultor
Filmmaker 
 cineasta, produtor 
de cinema, diretor 
de cinema
Firefighter, fireman bombeiro
Fisherman pescador
Flight attendant comissário de bordo
Foreman capataz; encarre-gado
Garbageman (ame); 
dustman (bre) lixeiro 
Gardener jardineiro
Geographer geógrafo
Geologist geólogo Geogra-pher Geógrafo(a)
Glazervidraceiro
Graphic designer designer gráfico
Gravedigger coveiro
Guide guia
Hairdresser, hairs-
tylist cabeleireiro
Headmaster, princi-
pal (ame) diretor (de escola)
Historian historiador
Housewife dona de casa
Illustrator ilustrador
Interior designer designer de inte-riores, decorador
Interpreter intérprete
Jailer carcereiro
Janitor, superinten-
dent, custodian zelador
Journalist jornalista
Jeweller (bre), 
Jeweler (ame) joalheiro
Judge juiz (de direito)
Lawyer advogado 
Librarian bibliotecário
Lifeguard salva-vidas, guar-da-vidas
Locksmith serralheiro; cha-veiro
Maid empregada domés-tica
Male nurse enfermeiro
Manager gerente
Mathematician matemático
Mechanic mecânico
Medic militar do Serviço de Saúde; médico 
Meteorologist meteorologista
Midwife parteira
Miner mineiro
Milkman leiteiro
model modelo
Musician músico
Nanny (ame) babá
Nurse enfermeiro, enfer-meira
Occupational the-
rapist 
 terapeuta ocupa-
cional
Optician, optome-
trist oculista
Painter pintor
Paleontologist paleontólogo
Paramedic paramédico
Personal TRAINER personal
Pharmacist farmacêutico (ame) Cf. CHEMIST
Philosopher filósofo
Photographer fotógrafo
Physicist físico
Physiotherapist fisioterapeuta
Pilot piloto (menos de automóvel), prático
LÍNGUA INGLESA
85
a solução para o seu concurso!
Editora
Playwright dramaturgo
Plumber encanador, bom-beiro (RJ)
Poet poeta
Police officer, offi-
cer, constable policial
Politician político
Porter porteiro
Postman, mailman carteiro
Producer produtor (em geral artístico)
Professor professor (univer-sitário) 
Proofreader revisor
Psychiatrist psiquiatra
Psychologist psicólogo
Publisher editor
Real estate agent, 
realtor corretor de imóveis
Receptionist recepcionista
Referee 
 árbitro, juiz (espor-
tes), perito (respon-
sável por análise de 
artigos científicos)
Reporter repórter
Researcher pesquisador
Sailor, seaman marinheiro
Salesman* vendedor
Sales representati-
ve, sales rep vendedor
Saleswoman* vendedora
Scientist cientista
Screenwriter roteirista
Sculptor escultor
Seamstress costureira
Secretary secretária 
Shopkeeper (ame), 
storekeeper (bre), 
shop owner, mer-
chant 
 lojista, comer-
ciante
Singer, vocalist cantor
Social worker assistente social
Speech therapist fonoaudiólogo
Statistician estatístico
Systems analyst analista de siste-mas
Tailor alfaiate
Teacher professor
Operator operador
Operator, telepho-
ne operator telefonista
Teller caixa (geralmente de banco)
Trader 
 trader, opera-
dor (em bolsa de 
valores)
Translator tradutor
Travel agent agente de viagens
Treasurer tesoureiro
Valet manobrista
Vet, veterinarian veterinário
Waiter* garçom
Waitress* garçonete
Welder soldador
Writer escritor
Zoologist zoólogo
A Marinha
Proa Bow
Popa Stern \ astern
Bombordo port
Boreste starboard
Convés deck
Linha d aqua water line
Castelo de Proa forecastle
Boca beans
Comprimento (LOA) length overall
Obras Vivas botton
Obras Mortas topsides
Pontal depth
Calado de Vante Draught forward
Tombadilho Fanny
Calado a ré draught forward
Costado ribcage
Plano diametral diametral plane
Bochecha tack
Alheta wing \ quarter
Passadisso gangway \ bridge
Casco hull
Borda livre free board
LÍNGUA INGLESA
8686
a solução para o seu concurso!
Editora
Displacement tonelagem
Notice to marine aviso aos nave-
gantes
List of Lights lista de faróis
Full Load plena carga
Fuel combustível
Cruising speed velocidade de 
cruzeiro
Draft projeto
Length comprimento
Inland Waters águas interiores
Bússula compass
Ship navio
Ocean liner navio transatlân-
tico
Tug rebocador
Gross Tonnage arqueação bruta
Tanker Ship Navio Petroleiro
Plataform Ship navio plataforma
Vessel navio embarcação
Broken quebrado
Rope cabo
Boom pau de carga
Starboard boreste
Port bombordo
Speed velocidade
Ahead a frente
Crew tripulação
Stern popa
Fire fogo
Fireman bombeiro
Hose mangueira
Fire Hose mangueira de 
incêndio
Tonnage Length comprimento 
tonelagem
Scend Caturro
Heel adernar (mesmo 
que banda)
Bulkhead Antepara
Flush Deck convés corrido
Hold porão
Bollard cabeço no cais
Bitt cabeço no navio
Profissões a bordo no navio
Captain of Long 
Haul 
 capitão de longo 
curso
Auxiliary Health auxiliar de saúde
Steward taifeiro
Cook cozinheiro
Pumpman bombeiro (trabalha com bombas)
Nurse enfermeiro
Officer oficial
Skipper patrão
Helmsman timoneiro
Bo’sun mestre ou contra mestre
Seaman homem do mar
Sailor marinheiro
Engineer chefe de máquinas
Mid Ship meio navio
Ship’s Articles rol de equipagem
Ship’s Log diário de bordo
Insurance Certifi-
cate 
 certificado de 
seguro
Customs Clearance aduaneiro
Charter Party Fretamento
Bill of Health certificado de saúde
Charts cartas hidrográficas
International 
Convention for the 
Safety of Live at Sea 
 convenção interna-
cional de salvaguar-
da da vida humana 
no mar. (Solas)
STCW 
 Standards of trai-
ning certification 
and watchkeeping 
 convenção inter-
nacional sobre 
normas de forma-
ção certificação e 
service de quarto 
para marinheiro.
EPP personal projective equipament 
 EPI equipamento 
de proteção indivi-
dual.
Fire Extinguisher extintor de incên-dio
Rudder leme
Helm timão
Bosun’s Locker paiol do mestre
Oars remos
Buoy boia
LÍNGUA INGLESA
87
a solução para o seu concurso!
Editora
Fire Alarm alarme de incêndio
Rope Ladder escada de quebra peito
Gangway passadiço
Ports portos
Port Captaincy capitania dos portos
Yacht Harbours docas de recreio
Coast Guard guarda costeira
Watch Tower posto de vigia
Life Boat Station Estação de Salva Vidas
Dependências a bordo
Galley cozinha
Crew Mess refeitório da tripulação
Stateroom cabine de dormir
Amarração de cabos
Rope cabo \ corda
Dock line cabo de amarração
Warp lais de guia
Reef Knot nó direito
Volta do Fiel clove hitch
Fisherman’s Bend volta do Anete
Kink coca (nó na mangueira)
Yarn fibra
Order ordem
Anchor ancora
Estivagem de carga
Rope Sling linga de cabo
Bags Balles bolsas de fardos
Steel plates chapas de aço
Homem ao mar man over board
Merchant Ship Navio mercante
Chamadas e comunicações
Não especificado unspecified
Explosion explosão
Alagado flooding
Collision colisão
Grounding encalhando
Adernado listing
Capsizing emborcando
Sin King naufragando
Disabled sem governo
Adrift a deriva
Abandonar o navio abandoning ship
Piracy pirataria
Ataque armado armed attack
Grande big
QUESTÕES
1. CESGRANRIO - 2023 - Escriturário (BB)/Agente Comer-
cial/”Prova A”
Fed’s Jefferson says inflation is U.S. central bank’s most worri-
some problem
Inflation is the most serious problem facing the Federal Reserve 
and “may take some time” to address, Fed Governor Philip Jefferson 
said on Tuesday in his first public remarks since joining the U.S. cen-
tral bank’s governing body.
“Restoring price stability may take some time and will likely re-
sult in a period of below-trend growth,” Jefferson told a conference 
in Atlanta, joining the current Fed consensus for continued interest 
rate increases to battle price pressures.
“I want to assure you that my colleagues and I are resolute that 
we will bring inflation back down to 2% ... We are committed to 
taking the further steps necessary.”
Monetary policy that stabilizes inflation “can produce long-
-term, noninflationary economic expansions ... that economic his-
tory suggests is an ideal framework or environment for inclusive 
growth,” Jefferson said. “So, it is important that we get back to that 
kind of economy. And that is what I think the intent of the Fed is.”
Fed Chair Jerome Powell has admitted that the central bank’s 
intent to slow economic growth will cause economic “pain” and li-
kely increased unemployment, but that the worst outcome would 
be to let inflation takeroot.
In his remarks, Jefferson said there are reasons to think rigid 
conditions in the labor market are already easing. Indeed new data 
on Tuesday showed a severe decrease in job openings in August 
that began to bring the number of workers sought by companies 
more in line with the numbers of unemployed.
That could help reduce salary growth, Jefferson said, and the-
re were indications as well that “supply bottlenecks have, finally, 
begun to resolve,” and could also help slow down price increases.
But it remains uncertain how that will work, and in the mean-
time “inflation remains elevated, and this is the problem that con-
cerns me most,” Jefferson said. “Inflation creates economic burdens 
for households and businesses, and everyone feels its effects.”
Available at: https://www.reuters.com/markets/us/feds-jefferson- 
first-remarks-calls-inflation-most-concerning-problem- 2022-10-04/. 
Retrieved on: Oct 4, 2022. Adapted.
LÍNGUA INGLESA
8888
a solução para o seu concurso!
Editora
The main purpose of the text is to
(A) argue that slowing the economic growth will definitely cau-
se inflation to take root.
(B) indicate that inflation is a serious problem, and it needs to 
be adequately dealt with.
(C) suggest that restoring price stability will certainly increase 
inflation.
(D) show that controlling inflation is a minor concern, compa-
red to unemployment.
(E) inform that the U.S. central bank’s monetary policy has alre-
ady decreased inflation to 2%.
2. CESGRANRIO - 2023 - Escriturário (BB)/Agente Comer-
cial/”Prova B”
Impacts of new age technology
New age technologies such as Artificial Intelligence (AI) and 
Machine Learning (ML) have radically transformed the way banking 
works today.
Thanks to AI, it is possible to conduct real-time data analysis 
from a large volume of data sets and provide customized solutions 
to banking customers.
With powerful AI tools, banks can make informed decisions fas-
ter by using predictive analysis, which is the central point of AI and 
ML. As soon as a potential customer searches for something online, 
the AI tools pick it up and serve related content that leads to quick 
sales. This improves customer service tremendously as customers 
find tailor-made solutions without much human intervention.
Banks’ lending processes have also improved considerably as 
they can analyze customers’ spending patterns, study different cus-
tomer data points, and determine borrowers’ credit conditions. So, 
there is much less paperwork.
Customer-centric banking has become indispensable with the 
introduction of different kinds of software that utilize Natural Lan-
guage Processing (NLP) to read, process and understand text and 
speech. Banks have successfully installed digital tools to answer 
customer questions, which has helped them reduce the time and 
effort of human capital and provide quick and consistent service. 
Using those resources, banks are expected to save $7.3 billion in 
operational costs.
The changing profile of banking depends a lot on the Internet-
-age generation. Their expectations from their banks to provide an 
omni-digital experience have enabled the shift, allowing them to 
fulfil their banking needs sitting from a remote location. Appropria-
tely, banks quickly jumped onto the digitalization movement and 
refreshed their services in line with their requirements.
Mobile banking, for example, is very popular among millen-
nials. An Insider Intelligence’s Mobile Banking Competitive Edge 
study indicated that a surprising 97% of them use mobile banking! 
Transferring funds, checking their transactions online, downloading 
their account statements or even applying for a loan is possible 
through a click of fingers on their mobile phones. This has also eli-
minated the need for physical branches, enabling banks to operate 
in a lean manner and cut unnecessary costs.
The usage of credit cards, debit cards, mobile banking apps, 
mobile wallets, third-party payment apps, etc., have all increased 
considerably, indicating an essential shift in the customers’ pre-
ferences. Banks have modernized their processes and broken the 
barriers between the different entities involved, such as branches, 
ATMs, and online banking, to create a continuous flow for their cus-
tomers.
The changing customer profile inclines towards bringing both 
physical and digital worlds closer, and this is influencing the finance 
and banking sector favorably. Banks give attention to this need for 
digitalization to retain their customers in the long run.
The pandemic of Covid-19 helped the banking industry to de-
pend heavily on digital technology and tech-enabled systems to 
stay alive. The result of the pandemic, however, resulted in new 
beginnings in the form of huge digital transformation and newer 
business models for the banks.
The favorable impact of technology is obvious across banking 
institutions. Even though the banking arena has advanced in achie-
ving digital involvement, many more unexploited opportunities exist 
for banks. The banks must maintain the sanctity of their customers’ 
data and serve them with better solutions without having to sacri-
fice their security. The few challenges the banking sector still has 
are data breaches or escapes, lack of e-banking knowledge amongst 
their customers, and the permanent technological landscape that 
requires constant training and updating. Plausible solutions to the 
above are available with a positive partnership between all stake-
holders involved, such as government, industry professionals and, 
of course, different banking institutions.
Available at: https://www.idfcfirstbank.com/finfirst-blogs/beyond- 
-banking/what-is-the-impact-of-it-on-the-banking-sector. Retrieved on: 
Dec. 9, 2022. Adapted.
The main purpose of the text is to describe the association be-
tween
(A) banking publicity and profits
(B) digital technology and banking
(C) banking hierarchy and efficiency
(D) banking processes and corruption
(E) banking tradition and customers’ confidence
3. CESGRANRIO - 2023 - Escriturário (BB)/Agente Comer-
cial/”Prova B”
Impacts of new age technology
New age technologies such as Artificial Intelligence (AI) and 
Machine Learning (ML) have radically transformed the way banking 
works today.
Thanks to AI, it is possible to conduct real-time data analysis 
from a large volume of data sets and provide customized solutions 
to banking customers.
With powerful AI tools, banks can make informed decisions fas-
ter by using predictive analysis, which is the central point of AI and 
ML. As soon as a potential customer searches for something online, 
the AI tools pick it up and serve related content that leads to quick 
sales. This improves customer service tremendously as customers 
find tailor-made solutions without much human intervention.
Banks’ lending processes have also improved considerably as 
they can analyze customers’ spending patterns, study different cus-
tomer data points, and determine borrowers’ credit conditions. So, 
there is much less paperwork.
Customer-centric banking has become indispensable with the 
introduction of different kinds of software that utilize Natural Lan-
guage Processing (NLP) to read, process and understand text and 
speech. Banks have successfully installed digital tools to answer 
LÍNGUA INGLESA
89
a solução para o seu concurso!
Editora
customer questions, which has helped them reduce the time and 
effort of human capital and provide quick and consistent service. 
Using those resources, banks are expected to save $7.3 billion in 
operational costs.
The changing profile of banking depends a lot on the Internet-
-age generation. Their expectations from their banks to provide an 
omni-digital experience have enabled the shift, allowing them to 
fulfil their banking needs sitting from a remote location. Appropria-
tely, banks quickly jumped onto the digitalization movement and 
refreshed their services in line with their requirements.
Mobile banking,for example, is very popular among millen-
nials. An Insider Intelligence’s Mobile Banking Competitive Edge 
study indicated that a surprising 97% of them use mobile banking! 
Transferring funds, checking their transactions online, downloading 
their account statements or even applying for a loan is possible 
through a click of fingers on their mobile phones. This has also eli-
minated the need for physical branches, enabling banks to operate 
in a lean manner and cut unnecessary costs.
The usage of credit cards, debit cards, mobile banking apps, 
mobile wallets, third-party payment apps, etc., have all increased 
considerably, indicating an essential shift in the customers’ pre-
ferences. Banks have modernized their processes and broken the 
barriers between the different entities involved, such as branches, 
ATMs, and online banking, to create a continuous flow for their cus-
tomers.
The changing customer profile inclines towards bringing both 
physical and digital worlds closer, and this is influencing the finance 
and banking sector favorably. Banks give attention to this need for 
digitalization to retain their customers in the long run.
The pandemic of Covid-19 helped the banking industry to de-
pend heavily on digital technology and tech-enabled systems to 
stay alive. The result of the pandemic, however, resulted in new 
beginnings in the form of huge digital transformation and newer 
business models for the banks.
The favorable impact of technology is obvious across banking 
institutions. Even though the banking arena has advanced in achie-
ving digital involvement, many more unexploited opportunities exist 
for banks. The banks must maintain the sanctity of their customers’ 
data and serve them with better solutions without having to sacri-
fice their security. The few challenges the banking sector still has 
are data breaches or escapes, lack of e-banking knowledge amongst 
their customers, and the permanent technological landscape that 
requires constant training and updating. Plausible solutions to the 
above are available with a positive partnership between all stake-
holders involved, such as government, industry professionals and, 
of course, different banking institutions.
Available at: https://www.idfcfirstbank.com/finfirst-blogs/beyond- 
-banking/what-is-the-impact-of-it-on-the-banking-sector. Retrieved on: 
Dec. 9, 2022. Adapted.
From paragraph, one can conclude that the pandemic of Co-
vid-19
(A) helped control inflation.
(B) attracted new customers.
(C) interrupted bank services.
(D) created new bank branches.
(E) enriched bank digital technology.
4. CESGRANRIO - 2023 - Escriturário (BB)/Agente Comer-
cial/”Prova C”
How To Teach Your Kids Good Money Habits
As a parent, you want the best for your children.
This doesn’t necessarily mean you want them to have the best 
clothes, the latest toys or coolest gadgets.
Most likely, it means you want to lay a foundation that they can 
build upon to do well in life. “Without a working knowledge of mo-
ney, it is extraordinarily difficult to do well in life,” says Sam X. Reni-
ck, cocreator of Sammy Rabbit, a children’s character and financial 
literacy initiative. “Money is central to managing life, day-in and 
day-out. Where we live, what we eat, the clothes we wear, the car 
we drive, health care, education, child-raising, gift giving, vacations, 
entertainment, heat, air-conditioning, insurance—you name it, mo-
ney is involved.” If you want to play a key role in shaping your chil-
dren’s feelings, thinking and values about money, you need to give 
them the gift of financial literacy from an early age. Lessons should 
begin before age seven, Renick says, because research shows that 
money habits and attitudes are already formed by then. Actually, 
showing them how money works is more effective, so let them see 
you buying things with cash.
Your kids’ early interactions with money will likely involve spen-
ding. They see you using it to buy things, including things for them. 
So it’s important to teach them from a young age that money isn’t 
just for spending— they should be saving money regularly, too. “Sa-
ving teaches discipline and delayed gratification,” Renick says. “Sa-
ving teaches goal-setting and planning. It emphasizes being prepa-
red, and it builds security and independence.” Help your kids get in 
the habit of saving by giving them a piggy bank or savings jar where 
they can deposit coins or cash.
Kids need to have money of their own so they can learn how to 
make decisions about using it. An allowance can accomplish that. 
However, you should consider requiring your kids to do certain tasks 
to earn their allowance. “Just about everyone values money they 
earn differently than money they receive,” Renick says. There are 
some kinds of housework the kids have to do without pay because 
they’re expected to help out as part of a family. But they can have 
specific activities they need to complete if they want to get paid.
In addition to wanting his kids to understand that money is ear-
ned, it is important that they can learn to live within a budget. “My 
two youngest children would constantly ask for money and spend 
like drunken sailors,” says Tim Sheehan, co-founder and CEO of Gre-
enlight, a debit card for kids with parental controls. “When I started 
paying them an allowance, I told them that was all the money they 
would get and that it was up to them to manage it. Amazingly, it 
worked,” he says. They track how much they have coming in and 
going out and how much they’re saving using the Greenlight app. 
Learning how to budget now will help them when they enter the 
real world, Sheehan says.
A key reason that it is important for you, as a parent, to teach 
your kids financial lessons is because you can share your money 
values through those lessons. If you value giving to others, you can 
introduce that value to your children by helping make it a habit for 
them from an early age. You could do as Chase Peckham – from the 
San Diego Financial Literacy Center – did with his kids, when they 
were little, and create spending, saving and giving jars.
Then help your children plan their giving by discussing what 
groups or causes they want to support.
LÍNGUA INGLESA
9090
a solução para o seu concurso!
Editora
Just as important as the lessons you teach your kids about mo-
ney are the ways you discuss and handle money when you’re arou-
nd them. For example, if you complain about having to spend too 
much on certain things and then take your kids out for compulsive 
shopping, you’re sending mixed messages. If you want your children 
to develop good spending and saving habits, they need to see you 
making smart spending and saving choices. In short, practice what 
you preach. And preach with consistency. Educating your children 
about personal finance is a process that can take time. But if you put 
in the effort and continuously communicate a clear message about 
money, you will instill good habits that will serve your children well.
Available at: https://www.forbes.com/advisor/personal-finance/how-
-to-teach-your-kids-good-money-habits/ Retrieved on: Jan. 2, 2023. 
Adapted.
The main purpose of the text is to
(A) demonstrate the ineffectiveness of teaching small children 
how to deal with money.
(B) show parents the importance of teaching children how to 
use money and ways to do it.
(C) prove the point that giving children money will have a nega-
tive effect in their adult life.
(D) list the biggest difficulties and challenges of teaching perso-
nal finances to children.
(E) affirm that money habits can’t be taught to children as ef-
fectively before their teens.
5. CESGRANRIO - 2023 - Escriturário (BB)/Agente de Tecnologia
From Bartering to Bitcoin
By Rich Beattie
What we call “money” has always been a moving target. It 
changes appearance and value. Here are five key developments in 
the history of money that have impacted how we earn, save and 
spend today.
Cash Cows - Before humans had money,they had stuff. In an-
cient times, when you had stuff other people wanted, you bartered 
it for stuff you wanted.
Around 9000 BC, the most popular commodities included thin-
gs like cattle, sheep and camels. This was fine when people bartered 
close to home, but bulky creatures are cumbersome and difficult 
to transport. As people started to venture farther afield to trade, a 
more portable option became essential.
In 1200 BC people started using cowries—the shells of marine 
mollusks taken from oceans. They were recognized as precious, and 
their use spread across Asia, Africa, Oceania and Europe. Having 
been in use for centuries — even into the 20th century in some pla-
ces—cowries win the prize as the world’s longest-running currency.
Three Coins in the Fountain - The issue with bartering beca-
me assigning value: Just how much was a cowrie or a cow worth? 
So, agreeing on the value of money became essential. It was the 
Lydians, around 600 BC, who get credit for a critical step in this pro-
cess: fashioning the first known coins, which were made of a gold 
and silver alloy.
The metal used to make a coin—along with its weight—was im-
portant, as it denoted the money’s value. Moreover, as coins gained 
popularity, so did the idea of adorning them with locally inspired 
designs.
Coins were money, but they now doubled as a historic record. 
Eventually, they took on even more uses: People flipped them to 
make decisions and tossed them into wells while making wishes. 
They may be used less in 2020, but coins have been an integral part 
of our culture for centuries.
The Paper Chase - Coins were obviously lighter and easier to 
transport than cows, but carrying bags of heavy metal still wasn’t 
very practical. China’s Tang Dynasty, in the seventh century, came 
up with a smart solution, namely, paper money. It was super-light 
and could feature even richer designs than coins, and it promised a 
certain amount of purchasing power.
Gold Rush - One of the problems, though, was that counterfei-
ters had great success with paper bills.
The bigger problem came when governments faced economic 
crises; it was far too easy to print more paper money, which led to 
skyrocketing inflation.
Paper needed a backup—something universally valued yet not 
easily replicated. Something like gold.
The “gold standard” let governments create a fixed price for 
this precious metal that was tied directly to the value of their cur-
rency. In the United States, the idea took root in the late 17th cen-
tury, and it spread to Europe in the 19th century. But confidence in 
the gold standard crumbled during World War I, and it soon became 
apparent that in order to thrive, currencies needed the freedom 
to fluctuate dynamically against each other. The gold standard was 
dropped in the United States in 1933, and a global economy started 
to take shape.
The E-Buck Stops Here? - Cows, cowries, coins, paper, gold: Mo-
ney has always had a physical presence. But today, it is quickly evol-
ving into numbers that float through the ether. This modern era of 
money began in 1946 with the first bank-issued charge card. Credit 
cards followed some 12 years later, still related to dollars. Howe-
ver, technology, with cryptocurrencies like Bitcoin, is changing the 
world’s definition of “money.”
Now, social media companies and entire countries are conside-
ring digital currencies of their own. Meanwhile, artificial intelligen-
ce is growing eversmarter, and perhaps one day soon your budget 
and expenses will be managing themselves. The debate rages about 
exactly where we are headed, but with history as our guide, the one 
thing we can absolutely count on is the inevitability of change.
Available at: https://www.synchronybank.com/blog/brief-history-of-
-money/. Retrieved on: Sept 10, 2022. Adapted.
The main purpose of the text is to
(A) present a brief history of money.
(B) relate the history of money with wars.
(C) regret society’s attitude regarding money.
(D) deny the importance of money to humankind.
(E) describe the relevance of money in the world.
6. CESGRANRIO - 2023 - Escriturário (BB)/Agente de Tecnologia
From Bartering to Bitcoin
By Rich Beattie
What we call “money” has always been a moving target. It 
changes appearance and value. Here are five key developments in 
the history of money that have impacted how we earn, save and 
spend today.
Cash Cows - Before humans had money, they had stuff. In an-
cient times, when you had stuff other people wanted, you bartered 
LÍNGUA INGLESA
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a solução para o seu concurso!
Editora
it for stuff you wanted.
Around 9000 BC, the most popular commodities included thin-
gs like cattle, sheep and camels. This was fine when people bartered 
close to home, but bulky creatures are cumbersome and difficult 
to transport. As people started to venture farther afield to trade, a 
more portable option became essential.
In 1200 BC people started using cowries—the shells of marine 
mollusks taken from oceans. They were recognized as precious, and 
their use spread across Asia, Africa, Oceania and Europe. Having 
been in use for centuries — even into the 20th century in some pla-
ces—cowries win the prize as the world’s longest-running currency.
Three Coins in the Fountain - The issue with bartering beca-
me assigning value: Just how much was a cowrie or a cow worth? 
So, agreeing on the value of money became essential. It was the 
Lydians, around 600 BC, who get credit for a critical step in this pro-
cess: fashioning the first known coins, which were made of a gold 
and silver alloy.
The metal used to make a coin—along with its weight—was im-
portant, as it denoted the money’s value. Moreover, as coins gained 
popularity, so did the idea of adorning them with locally inspired 
designs.
Coins were money, but they now doubled as a historic record. 
Eventually, they took on even more uses: People flipped them to 
make decisions and tossed them into wells while making wishes. 
They may be used less in 2020, but coins have been an integral part 
of our culture for centuries.
The Paper Chase - Coins were obviously lighter and easier to 
transport than cows, but carrying bags of heavy metal still wasn’t 
very practical. China’s Tang Dynasty, in the seventh century, came 
up with a smart solution, namely, paper money. It was super-light 
and could feature even richer designs than coins, and it promised a 
certain amount of purchasing power.
Gold Rush - One of the problems, though, was that counterfei-
ters had great success with paper bills.
The bigger problem came when governments faced economic 
crises; it was far too easy to print more paper money, which led to 
skyrocketing inflation.
Paper needed a backup—something universally valued yet not 
easily replicated. Something like gold.
The “gold standard” let governments create a fixed price for 
this precious metal that was tied directly to the value of their cur-
rency. In the United States, the idea took root in the late 17th cen-
tury, and it spread to Europe in the 19th century. But confidence in 
the gold standard crumbled during World War I, and it soon became 
apparent that in order to thrive, currencies needed the freedom 
to fluctuate dynamically against each other. The gold standard was 
dropped in the United States in 1933, and a global economy started 
to take shape.
The E-Buck Stops Here? - Cows, cowries, coins, paper, gold: Mo-
ney has always had a physical presence. But today, it is quickly evol-
ving into numbers that float through the ether. This modern era of 
money began in 1946 with the first bank-issued charge card. Credit 
cards followed some 12 years later, still related to dollars. Howe-
ver, technology, with cryptocurrencies like Bitcoin, is changing the 
world’s definition of “money.”
Now, social media companies and entire countries are conside-
ring digital currencies of their own. Meanwhile, artificial intelligen-
ce is growing eversmarter, and perhaps one day soon your budget 
and expenses will bemanaging themselves. The debate rages about 
exactly where we are headed, but with history as our guide, the one 
thing we can absolutely count on is the inevitability of change.
Available at: https://www.synchronybank.com/blog/brief-history-of-
-money/. Retrieved on: Sept 10, 2022. Adapted.
In the paragraph of the text, the author mentions that paper 
money first circulated in
(A) Italy
(B) China
(C) England
(D) Australia
(E) Germany
7. CESGRANRIO - 2021 - Escriturário (BB)/Agente Comer-
cial/”Prova B”
Revolution Accelerated
How Digital Transformation is Shaping the Future of Banking
Like all businesses, banks have had to act fast to respond to the 
unprecedented human and economic impact of Covid-19.
First, they needed to keep the lights on and ensure business 
continuity. Second, they had to meet the changing ways customers 
wanted to engage. Finally, they sought to balance their business 
priorities with a responsibility to support society. Previous crises 
cast the banks as part of the problem — this time they are part of 
the solution.
Banks who have embraced modern banking technology have 
fared better in meeting these challenges. They’ve moved seamles-
sly to remote working, kept up service for their customers, coped 
with huge increases in demand and quickly adapted their products. 
In contrast, banks using legacy ‘spaghetti’ software have struggled.
Covid-19 has accelerated the need for modern banking techno-
logy, but it didn’t create it. Before coronavirus, the 2020s were alre-
ady being framed as the decade for digital in the banking industry. 
Banks’ return on equity were too low and their cost-income ratios 
were too high. Meanwhile, regulation like open banking was disrup-
ting the industry and increasing competition from new entrants like 
the GAAFAs (Google, Amazon, Alibaba, Facebook, Apple).
Providing seamless digital customer experiences was therefore 
already a ‘must’. Every year, Temenos partners with the Economist 
Intelligence Unit (EIU) for a global study on the future of banking. 
More than 300 banking leaders are interviewed from retail, com-
mercial and private banks. Over half of these are at C-suite level.
In 2020, the study took place amid the Covid-19 crisis. The re-
sults give a fascinating insight into banking leaders’ approach during 
these unprecedented times. But they also show how they see their 
industry in the years to come.
And the findings suggest three trends which will shape the fu-
ture of banking:
1. New technologies will be the key driver of banking transfor-
mation over the next 5 years. 77% of respondents strongly believed 
that Artificial Intelligence (AI) will be the most game-changing of 
these technologies. They see a diverse range of uses for AI — from 
personalised customer experience to fraud detection.
2. Banks will overhaul their business models to create digital 
ecosystems. 80% of respondents believe that banking will become 
part of a platform of services. 45% are committed to transforming 
their business models into digital ecosystems.
LÍNGUA INGLESA
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a solução para o seu concurso!
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3. The sun will set on branch banking. World Bank data shows 
that visits to branches have been steadily declining globally over 
the last decade. As a result of coronavirus, customers are now more 
concerned about visiting their branch, and so even more people are 
willing to try digital applications. This combination of pandemic and 
increasingly transformative advanced technology has led a majority 
of respondents (59%) to our survey with the EIU to state that tradi-
tional branch-based banking model will be dead in just five years. 
That’s a 34% increase from last year.
The current environment is undoubtedly challenging for banks. 
But they have the capital, customer relationships and customer 
data. They are regulated. And most importantly: they still enjoy 
their customers’ trust.
In short, banks are best-placed to succeed if they commit to en-
d-to-end digital transformation. That means a fully digital front of-
fice which creates hyper-personalized experiences and ecosystems. 
And a back office driving efficient operations and rapid innovation. 
By embracing modern banking technology, banks can support their 
customers today, create new value for the future and drive new le-
vels of future growth.
Available at: <https://www.cnbc.com/advertorial/how-digital--trans-
formation-is-shaping-the-future-of-banking>. Retrieved on: July 13th, 
2021. Adapted.
 The overall purpose of the text is
(A) to explain how the banking industry works.
(B) to discuss the impact of the coronavirus pandemic on the 
health system.
(C) to launch new investment opportunities in the banking in-
dustry.
(D) to state that digital transformation in banking has been ac-
celerated by the coronavirus pandemic.
(E) to promote new AI technology that will change the future 
of banking.
8. CESGRANRIO - 2021 - Escriturário (BB)/Agente Comer-
cial/”Prova C”
U.S. Finds No Evidence of Alien Technology
in Flying Objects, but can’t rule it out, either
WASHINGTON — American intelligence officials have found no 
evidence that aerial phenomena observed by Navy pilots in recent 
years are alien spacecraft, but they still cannot explain the unusual 
movements that have mystified scientists and the military.
The report determines that a vast majority of more than 120 
incidents over the past two decades did not originate from any 
American military or other advanced US government technology, 
the officials said. That determination would appear to eliminate the 
possibility that Navy pilots who reported seeing unexplained air-
craft might have encountered programs the government meant to 
keep secret.
But that is about the only conclusive finding in the classified in-
telligence report, the officials said. And while a forthcoming unclas-
sified version, expected to be released to Congress by June 25, will 
present few other firm conclusions, senior officials briefed on the 
intelligence conceded that the very ambiguity of the findings me-
ant the government could not definitively rule out theories that the 
phenomena observed by military pilots might be alien spacecraft.
Americans’ long-running fascination with UFOs has intensified 
in recent weeks in anticipation of the release of the government 
report. Former President Barack Obama encouraged the interest 
when he gave an interview last month about the incidents on “The 
Late Late Show with James Corden” on CBS.
“What is true, and I’m really being serious here,” Mr. Obama 
said, “is that there is film and records of objects in the skies that we 
don’t know exactly what they are.’’
The report concedes that much about the observed phenome-
na remains difficult to explain, including their acceleration, as well 
as ability to change direction and submerge. One possible expla-
nation — that the phenomena could be weather balloons or other 
research balloons — does not hold up in all cases, the officials said, 
because of changes in wind speed at the times of some of the in-
teractions.
Many of the more than 120 incidents examined in the report 
are from Navy personnel, officials said. The report also examined in-
cidents involving foreign militaries over the last two decades. Intelli-
gence officials believe that at least some of the aerial phenomena 
could have been experimental technology from a rival power, most 
likely Russia or China.
One senior official said without hesitation that U.S. officials 
knew it was not American technology. He said there was worry 
among intelligence and military officials that China or Russia could 
be experimenting with hypersonic technology.
He and other officials spoke about the classified findings in the 
report on the condition of anonymity.
Available at: <https://www.nytimes.com/2021/06/03/us/politics/ 
ufos-sighting-alien-spacecraft-pentagon.html>. Retrieved on: July 7, 
2021.
 One of the purposes of the text is to confirm that the report 
determines the
(A)existence of life on other planets
(B) imminent possibility of aliens’ attack
(C) superiority of American technology
(D) authorities’ ignorance about unusual aircraft
(E) danger of enemy nations’ attacks to the US
9 CESGRANRIO - 2021 - Escriturário (BB)/Agente Comer-
cial/”Prova C”
U.S. Finds No Evidence of Alien Technology
in Flying Objects, but can’t rule it out, either
WASHINGTON — American intelligence officials have found no 
evidence that aerial phenomena observed by Navy pilots in recent 
years are alien spacecraft, but they still cannot explain the unusual 
movements that have mystified scientists and the military.
The report determines that a vast majority of more than 120 
incidents over the past two decades did not originate from any 
American military or other advanced US government technology, 
the officials said. That determination would appear to eliminate the 
possibility that Navy pilots who reported seeing unexplained air-
craft might have encountered programs the government meant to 
keep secret.
But that is about the only conclusive finding in the classified in-
telligence report, the officials said. And while a forthcoming unclas-
sified version, expected to be released to Congress by June 25, will 
present few other firm conclusions, senior officials briefed on the 
intelligence conceded that the very ambiguity of the findings me-
LÍNGUA INGLESA
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a solução para o seu concurso!
Editora
ant the government could not definitively rule out theories that the 
phenomena observed by military pilots might be alien spacecraft.
Americans’ long-running fascination with UFOs has intensified 
in recent weeks in anticipation of the release of the government 
report. Former President Barack Obama encouraged the interest 
when he gave an interview last month about the incidents on “The 
Late Late Show with James Corden” on CBS.
“What is true, and I’m really being serious here,” Mr. Obama 
said, “is that there is film and records of objects in the skies that we 
don’t know exactly what they are.’’
The report concedes that much about the observed phenome-
na remains difficult to explain, including their acceleration, as well 
as ability to change direction and submerge. One possible expla-
nation — that the phenomena could be weather balloons or other 
research balloons — does not hold up in all cases, the officials said, 
because of changes in wind speed at the times of some of the in-
teractions.
Many of the more than 120 incidents examined in the report 
are from Navy personnel, officials said. The report also examined in-
cidents involving foreign militaries over the last two decades. Intelli-
gence officials believe that at least some of the aerial phenomena 
could have been experimental technology from a rival power, most 
likely Russia or China.
One senior official said without hesitation that U.S. officials 
knew it was not American technology. He said there was worry 
among intelligence and military officials that China or Russia could 
be experimenting with hypersonic technology.
He and other officials spoke about the classified findings in the 
report on the condition of anonymity.
Available at: <https://www.nytimes.com/2021/06/03/us/politics/ 
ufos-sighting-alien-spacecraft-pentagon.html>. Retrieved on: July 7, 
2021.
In the 7th paragraph of the text, in the fragment “Intelligence 
officials believe that at least some of the aerial phenomena could 
have been experimental technology from a rival power, most likely 
Russia or China”, the report’s authors express
(A) strong desire
(B) irrefutable fact
(C) equivocal probability
(D) reasonable possibility
(E) unrealistic hypothesis
10.CESGRANRIO - 2021 - Escriturário (BB)/Agente Comer-
cial/”Prova C”
U.S. Finds No Evidence of Alien Technology
in Flying Objects, but can’t rule it out, either
WASHINGTON — American intelligence officials have found no 
evidence that aerial phenomena observed by Navy pilots in recent 
years are alien spacecraft, but they still cannot explain the unusual 
movements that have mystified scientists and the military.
The report determines that a vast majority of more than 120 
incidents over the past two decades did not originate from any 
American military or other advanced US government technology, 
the officials said. That determination would appear to eliminate the 
possibility that Navy pilots who reported seeing unexplained air-
craft might have encountered programs the government meant to 
keep secret.
But that is about the only conclusive finding in the classified in-
telligence report, the officials said. And while a forthcoming unclas-
sified version, expected to be released to Congress by June 25, will 
present few other firm conclusions, senior officials briefed on the 
intelligence conceded that the very ambiguity of the findings me-
ant the government could not definitively rule out theories that the 
phenomena observed by military pilots might be alien spacecraft.
Americans’ long-running fascination with UFOs has intensified 
in recent weeks in anticipation of the release of the government 
report. Former President Barack Obama encouraged the interest 
when he gave an interview last month about the incidents on “The 
Late Late Show with James Corden” on CBS.
“What is true, and I’m really being serious here,” Mr. Obama 
said, “is that there is film and records of objects in the skies that we 
don’t know exactly what they are.’’
The report concedes that much about the observed phenome-
na remains difficult to explain, including their acceleration, as well 
as ability to change direction and submerge. One possible expla-
nation — that the phenomena could be weather balloons or other 
research balloons — does not hold up in all cases, the officials said, 
because of changes in wind speed at the times of some of the in-
teractions.
Many of the more than 120 incidents examined in the report 
are from Navy personnel, officials said. The report also examined in-
cidents involving foreign militaries over the last two decades. Intelli-
gence officials believe that at least some of the aerial phenomena 
could have been experimental technology from a rival power, most 
likely Russia or China.
One senior official said without hesitation that U.S. officials 
knew it was not American technology. He said there was worry 
among intelligence and military officials that China or Russia could 
be experimenting with hypersonic technology.
He and other officials spoke about the classified findings in the 
report on the condition of anonymity.
Available at: <https://www.nytimes.com/2021/06/03/us/politics/ 
ufos-sighting-alien-spacecraft-pentagon.html>. Retrieved on: July 7, 
2021.
After reading the last paragraph of the text “He and other offi-
cials spoke about the classified findings in the report on the condi-
tion of anonymity”, one can infer that the officials
(A) kept secrets.
(B) hid their names.
(C) invented stories.
(D) omitted the truth.
(E) said who they were.
GABARITO
1 B
2 B
3 E
4 B
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a solução para o seu concurso!
Editora
5 A
6 B
7 D
8 D
9 D
10 B
ANOTAÇÕES
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a solução para o seu concurso!
Editora
MATEMÁTICA FINANCEIRA
CONCEITOS GERAIS: VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO, 
VALOR PRESENTE, VALOR FUTURO, JURO, TAXA DE JURO, 
PRAZO DA OPERAÇÃO. EQUIVALÊNCIA DE CAPITAIS EM 
FLUXOS REGULARES OU IRREGULARES: VP, VF, PRAZOS E 
TAXAS DE RETORNO
FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA FINANCEIRA1
As operações financeiras na sua maioria, se apoiam em duas 
formas de capitalização: a simples e a composta. Muitas decisões 
tomadas pelo Banco Central (Bacen), por exemplo, afetam direta-
mente tais operações.
A taxa básica de juros divulgada a cada reunião do Copom (Con-
selho de Política Monetária) representa o custo básico do dinheiro 
na economia. Quanto mais alta for essa taxa, maior será o custo do 
dinheiro, tanto para o consumidor quanto para as empresas. A con-
trapartida está na remuneração das aplicações, que também se ele-
va e pode desestimular o consumo e os investimentos na produção.
Aplicações no cotidiano
A capitalização simples está mais relacionada às operações 
com períodos de capitalização inferiores a 1 e a descontos de títulos 
junto aos agentes financeiros. Por exemplo: a taxa de juros do che-
que especial cobrada dentro de um mês e o desconto de cheques 
pré-datados nos bancos.
O regime de capitalização composta está mais ligado aos casos 
em que o período de capitalização é superior a 1. Por exemplo: um 
empréstimo de CDC (crédito direto ao consumidor) disponibilizado 
pelos bancos, o financiamento de um móvel ou veículo e a remune-
ração das aplicações capitalizadas mensalmente dentro de um ano.
Em ambos os casos mais exemplos poderiam ser adicionados. 
Tenha em mente que esses dois regimes de capitalização estão pre-
sentes em sua vida financeira pessoal.
Principais variáveis de um problema financeiro
- Terminologia. Consiste na identificação das variáveis comuns 
aos problemas propostos que devem ser extraídas no ato de sua 
leitura inicial.
- Diagrama das operações financeiras. Os dados nomeados 
devem ser representados em um diagrama. Sugere-se que todos 
os problemas sejam diagramados, pois isso facilita a organização do 
raciocínio e a compreensão da situação proposta.
1 GIMENES, Cristiano Marchi. Matemática Financeira com HP 12c e 
Excel. São Paulo: Pearso Prentice Hall, 2006
Terminologia
Qualquer operação financeira deve estar estruturada em fun-
ção do tempo e de uma taxa de juros (remuneração). Os componen-
tes de uma operação, seja a juros simples, seja a juros compostos, 
têm nome. Veja a seguir.
P: valor Presente. É o valor inicial de uma operação. Está repre-
sentado no instante ‘zero’. Também pode ser chamado de valor de 
origem O, valor Principal P ou mesmo de Capital C.
I: taxa de juros periódica. Vem do inglês interest rate (taxa de 
juros). Geralmente, está relacionada à sua forma de incidência. 
Pode ser diária, semanal, quinzenal, mensal, semestral, anual, en-
tre outras. Essa taxa é expressa em forma percentual. Exemplo: 5%.
i: a letra ‘i’ minúscula indica que a taxa I foi dividida por cem. 
Exemplo: 0,05
n: número de períodos envolvidos na operação. É o tempo, que 
deve estar em acordo com a taxa de juros.
: valor Futuro, representado no instante n. É composto de 
amortização mais juros. Também pode ser chamado de valor de 
resgate, montante M ou saldo futuro S.
O que é comum tanto aos juros simples quanto aos juros com-
postos
Principais itens:
- Fórmula: ao se trabalhar com fórmulas, a taxa de juros deve 
ser expressa em sua forma centesimal i.
- Valor dos juros: juro incide sobre o saldo devedor do período 
anterior. Uma parcela de juros é obtida pela multiplicação do valor 
Presente P, ou de origem, pela taxa i e pelo tempo n.
- Valor Futuro : o montante pago/recebido em n períodos é 
composto pelo valo Presente P, ou de origem, mais juros.
- Capitalização: quando o período de capitalização dos juros for 
igual a 1, os sistemas de juros simples e compostos apresentarão o 
mesmo valor Futuro .
Diagrama das operações financeiras
Para que uma operação financeira exista, é necessário a pre-
sença de dois agentes: o tomador e o financiador: O tomador de 
um empréstimo geralmente recebe recurso no início do período, ou 
seja, no instante ‘zero’. O financiador concede o empréstimo para 
recebe-lo mais tarde, acrescido dos juros.
A compreensão de uma situação que envolva valor Presente, 
tempo e taxa de juros pode ser apresentada em forma de diagrama. 
Tal diagrama é chamado de fluxo de caixa e é composto por: linha 
do tempo, valores de entradas e valores de saídas.
MATEMÁTICA FINANCEIRA
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Método para a resolução de qualquer problema de matemática financeira. O bom estudo da matemática financeira pede uma inter-
pretação seguida de uma organização de dados dos problemas. Para que isso ocorra, existe um método, aqui proposto.
Embora a matemática seja uma disciplina da área das ciências exatas, em muitas situações ela depende bastante de interpretação do 
leitor. Quando um problema é apresentado, ele deve ser interpretado para que seus dados sejam extraídos e trabalhados de forma corre-
ta. Portanto, pode-se elaborar um método de resolução de exercícios que envolve essencialmente quatro etapas:
- Coleta de dados: consiste na separação dos elementos centrais do problema.
- Terminologia: relaciona os elementos extraídos com as nomenclatura específicas da matemática financeira.
- Diagrama: é o principal ponto a ser montado, pois é um retrato de como o problema foi interpretado. Mostra a organização da situ-
ação, quais os elementos envolvidos e aonde se quer chegar.
- Cálculo: esta é realmente a última etapa, e sua importância é complementar. Se o problema estiver devidamente interpretado, o 
resultado encontrado concluirá o processo. O cálculo pode ser feito pelo menos de três maneiras distintas:por fórmula, pela calculadora 
HP 12c ou pelo software Excel – mas como você candidato não poderá utilizar de recursos tecnológicos/eletrônicos, nós apresentamos em 
todo o conteúdo dessa apostila somente a resolução por meio das fórmulas.
Uma grande importância é dada às três primeiras etapas do processo. Não que o cálculo também não seja importante, mas vale 
ressaltar que ele, por si só, não representa nada. Um cálculo é fruto de um processo que o exigiu. Os resultados encontrados têm de ter 
coerência com as situações propostas. Em síntese, não adianta calcular sem saber o porquê.
Para que o método possa ser melhor entendido vamos aplica-lo no exemplo a seguir.
Você toma emprestado de um amigo R$ 1.000,00. Você deverá devolver daqui a 5 meses. Se o regime de capitalização for de juros 
compostos e a taxa combinada, de 10% ao mês, quanto você deverá pagar a seu amigo?
c. Diagrama
d. Cálculo (método por fórmula)
 
 
 
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ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA2
O índice do correção cambial mede as variações da Taxa de Câmbio. 
Taxa de câmbio é definida como o preço de uma unidade de moeda estrangeira com reação a moeda nacional.
A taxa de câmbio fornece a medida pela qual o dinheiro da economia pode ser convertido em dinheiro de outra economia, isto é, ela 
é o preço de uma moeda em termos de outra.
Para cada moeda estrangeira, existem duas taxas de conversão: a taxa de compra e a taxa de venda. A taxa de venda informa, por 
exemplo, por quantos reais os bancos estão dispostos a vender um dólar. Já a taxa de compra informa por quantos reais os bancos estão 
dispostos a comprar um dólar. A taxa de venda geralmente é mais alta. A diferença entre o preço de compra e venda é o que representa o 
lucro dos bancos. A taxa de câmbio é influenciada pela demanda e oferta das moedas estrangeiras.
As taxas de câmbio podem ser classificadas como taxa de câmbio nominal e real.
A taxa de câmbio nominal ocorre quando o aplicador ou tomador de recursos conhece antecipadamente, no momento de fechar a 
operação, qual será a taxa de juros vigente na operação.
A taxa de câmbio real, também chamada de termo de troca, é o preço relativo dos bens de dois países, ou seja, representa a taxa pelo 
qual os bens de uma economia podem ser trocados pelos bens em outra economia.
Importadores: que desejam fazer compras no exterior e precisam utilizar moeda estrangeira nos seus pagamentos. Quanto maior for 
a taxa de câmbio, menor será o desejo de importar e vice e versa.
Exportadores: vendem no exterior e oferecem moeda estrangeira ao Banco Central em troca de dinheiro nacional. Quanto maior for 
a taxa de cambio, maior será o desejo de exportar e vice e versa.
Existem dois tipos de regimes para as taxas de câmbio: regime de taxa fixa e de taxa flutuante.
No regime de taxa de câmbio fixa o Banco Central se compromete a comprar e a vender a moeda estrangeira de referência a um preço 
fixo. Quando o governo procura controlar a taxa de câmbio visando resolver os problemas do balanço de pagamentos que surgem nesse 
tipo de regime, dizemos que ele faz Política Cambial.
No regime de taxa de câmbio flutuante, o governo não se preocupa com o nível das reservas internacionais e procura não controlar 
a taxa de câmbio.
A FGV calcula índices de taxas de câmbio efetivas, que refletem o poder de compra da moeda nacional em relação a diferentes cestas 
de moedas estrangeiras.
Para o Brasil é utilizado como deflator o Índice de Preços por Atacado - Produtos Industriais (IPA-PI), calculado pela FGV. Para os de-
mais países, são usados os índices de preços ao produtor, por atacado ou o que melhor se aproxime de um índice de preços de produtos 
transacionados com o exterior.
O peso atribuído a cada país depende da sua corrente de comércio com o Brasil. Este peso é revisto periodicamente.
Para determinação das variações na taxa cambial, recorre-se à comparação entre o índice de inflação interna e o de inflação externa. 
Se o índice de correção cambial foi fixado em um valor superior ao quociente entre esses dois índices dizemos que o Real está desvalori-
zado, se igual, as moedas estão em paridade.
No cálculo da taxa efetiva real é utilizada a metodologia de agregação pela média geométrica das taxas de câmbio bilaterais do país e 
seus principais parceiros comerciais, corrigidas pelo diferencial entre a inflação interna e externa.
O Cálculo de Atualização Monetária é uma ferramenta que quantifica valores devidos ou a receber. A aplicação da Atualização Mo-
netária ocorre comumente nas ações de cobrança perante a Justiça, sendo assim, para ilustrar da melhor forma o cálculo da Atualização 
Monetária iremos utilizar, a seguir, um exemplo de uma ação de cobrança na Justiça.
Maria propôs uma ação de cobrança na Justiça, com o pedido de pagamento do valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais) em face de João. 
A cobrança foi julgada procedente e o juiz fixou os seguintes valores:
- Pagamento da quantia de R$ 10.000,00 (dez mil reais) por João;
- A correção monetária será a partir do vencimento do débito (10/01/2011);
Deverá ser utilizado o fator do mês de Janeiro de 2011: 1,1496781. Levando em consideração a data atual 15/04/2013 (data fictícia), 
a tabela a ser utilizada será de Abril/2013, com fator de Atualização Monetária definido anteriormente pelo Juiz, conforme o vencimento 
da dívida (10/01/2011).
Neste ponto, o cálculo da Atualização Monetária é realizado.
2 PUCCINI, E.C. Matemática Financeira e Análise de Investimentos. Florianópolis: Departamento de Ciências da Administração / UFSC; [Brasília]: CAPES: UAB, 2011.
http://www.infoescola.com/economia/correcao-monetaria/
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Ocorrendo a multiplicação do Valor do Débito pelo Fator de Atualização Monetária. Observando que o valor do débito é R$ 10.000,00 
(dez mil reais) e o Fator de Atualização Monetária é 1,1496781, temos:
Principal: R$ 10.000,00
Fator: 1,1496781
Valor Atualizado = Principal x Fator
Valor Atualizado = R$ 10.000,00 x 1,1496781
Valor Atualizado = R$ 11.496,78
Valor da Atualização Monetária: R$ 1.496,78
O índice para correção do valor da dívida é dado pela relação entre:
Tabela de Atualização Monetária
FLUXO DE CAIXA
Um fluxo de caixa3 representa uma série de pagamentos ou de recebimentos que se estima ocorrer em determinado intervalo de 
tempo. É bastante comum, na prática, defrontar-se com operações financeiras que se representam por um fluxo de caixa. Por exemplo, 
empréstimos e financiamentos de diferentes tipos costumam envolver uma sequência de desembolsos periódicos de caixa. De maneira 
idêntica, têm-se os fluxos de pagamentos/recebimentos de aluguéis, de prestações oriundas de compras a prazo, de investimentos em-
presariais, de dividendos etc.
Os fluxos de caixa podem ser verificados das mais variadas formas e tipos em termos de períodos de ocorrência (postecipados, ante-
cipados ou diferidos), de periodicidade (períodos iguais entre si ou diferentes), de duração (limitados ou indeferidos) e de valores (cons-
tantes ou variáveis). Os termos dos fluxos de caixa são genericamente simbolizados por PMT, sendo para as demais variáveis empregada 
a mesma simbologia adotada em capítulos anteriores (PV, FV n, i).
Modelo Padrão
Os fluxos de caixa podem ser representados sob diferentes formas e tipos, exigindo cada um deles um tratamento específico em ter-
mos de formulações. Esquematicamente, os fluxos de caixa são identificados com base na seguinte classificação:
1. Período de Ocorrência 
2. Periodicidade 
3. Duração 
4. Valores 
3 FARIA, Rogério Gomes de. Matemática Comercial e Financeira. 5 ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2000.
FRANCISCO, Walter De. Matemática Financeira. 7 ed. São Paulo: Atlas, 1991.
NETO, Alexandre Assaf. Matemática Financeira e suas Aplicações.12 ed. São Paulo: Atlas, 2012.
NETTO, Scipione Di Pierro; TEIXEIRA, James. Matemática Financeira. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 1998.
MATEMÁTICAFINANCEIRA
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O modelo-padrão de um fluxo de caixa, conforme grifado no esquema acima, é verificado quando os termos de uma sucessão de 
pagamentos ou recebimentos apresentam, ao mesmo tempo, as seguintes classificações:
Postecipados - indica que os fluxos de pagamentos ou recebimentos começam a ocorrer ao final do primeiro intervalo de tempo. Por 
exemplo, não havendo carência, a prestação inicial de um financiamento é paga ao final do primeiro período do prazo contratado, vencen-
do as demais em intervalos sequenciais.
Limitados - o prazo total do fluxo de caixa é conhecido a priori, sendo finito o número de termos (pagamentos e recebimentos). Por 
exemplo, um financiamento por 2 anos envolve desembolsos neste intervalo fixo de tempo sendo, consequentemente, limitado o número 
de termos do fluxo (prestações do financiamento).
Constantes - indica que os valores dos termos que compõem o fluxo de caixa são iguais entre si.
Periódicos - é quando os intervalos entre os termos do fluxo são idênticos entre si. Ou seja, o tempo entre um fluxo e outro é cons-
tante.
Graficamente, o fluxo de caixa uniforme (padrão) é representado da forma seguinte:
Observe que a estrutura desse fluxo obedece à classificação-padrão apresentada anteriormente:
- o PMT inicial ocorre em n = 1: postecipado;
- a diferença entre a data de um termo e outro é constante: periódico;
- o prazo do fluxo é preestabelecido (fixo), apresentando n períodos: limitado ou finito;
- os valores PMT são uniformes (iguais): constantes.
Valor presente e fator de valor presente
O valor presente de um fluxo de caixa uniforme, conforme discutido no item precedente, para uma taxa periódica de juros, é deter-
minado pelo somatório dos valores presentes de cada um de seus valores. Reportando-se à representação gráfica do fluxo-padrão apre-
sentado, tem-se:
Logo:
Colocando-se em evidência:
FPV
A expressão entre colchetes é denominada de Fator de Valor Presente, sendo representada pela Matemática Financeira da forma 
seguinte:
FPV (i, n)
MATEMÁTICA FINANCEIRA
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Com isso, a formulação genérica do valor presente assume a expressão:
PV = PMT x FPV (i,n)
Observe que FPV, conforme é apresentado na formulação anterior entre colchetes, equipara-se à soma de uma progressão geométri-
ca (PG) DE n termos, sendo o primeiro termo (a1) e a razão (q) igual a (1 + i)
-1, e o n-ésimo termo (an) igual a (1 + i)
-n.
A fórmula de cálculo da soma de uma PG é dada por:
Substituindo-se os valores da expressão na soma dos termos de uma PG, tem-se:
Seguindo-se a sequência de dedução adotada por Mathias e Gomes4 multiplica-se o numerador e o denominador por (1 + i), obten-
do-se:
Essa expressão é muitas vezes representada da maneira seguinte:
Mediante o FPV, a fórmula do valor presente de um fluxo de caixa uniforme é apresentada da maneira seguinte:
PV = PMT x 
4 MATHIAS, N. Franco; GOMES, J. Maria. Matemática financeira. 2ed.. São Paulo: Atlas, 1998. p. 242.
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ou
PV = PMT x FPV (i,n)
Exemplo
Determinar o valor presente de um fluxo de 12 pagamentos trimestrais, iguais e sucessivos de $ 700,00 sendo a taxa de juros igual a 
1,7% a.m.
Resposta
PMT = $ 700,00
n = 12 pagamentos trimestrais
i = 1,7% a.m. ou: - 1 = 5,19% a.t.
PV = PMT x FPV (i, n)
PV = $ 700,00 x FPV (5,19%, 12)
PV = $ 700,00 x 8,769034
PV = $ 6.138,30
Valor futuro e fator de valor futuro
O valor futuro, para determinada taxa de juros por período, é a soma dos momentos de cada um dos termos da série de pagamentos/
recebimentos. Graficamente, tem-se a seguinte representação:
O valor futuro pelo padrão ocorre junto com o último termo do fluxo de caixa. Capitalizando-se cada um dos valores da série, apura-se 
a seguinte expressão:
FV = PMT + PMT x (1 + i) + PMT x +
 PMT x + ... + PMT x - 1
Colocando-se PMT em evidência: 
Identicamente, a expressão entre colchetes é definida por Fator de Valor Futuro e representada por:
FFV (i,n)
A formulação genérica do valor futuro de um fluxo de caixa uniforme é expressa da forma seguinte:
FV = PMT x FFV (i, n)
Da mesma maneira em relação ao desenvolvimento da fórmula do valor presente, observe que a expressão do FFV representa a soma 
dos termos de uma progressão geométrica, onde = 1; q = (1 + i) e = . Pela mesma equação de cálculo da 
soma dos valores de uma PG, tem-se:
 = FFV x (i,n) = 
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Promovendo os mesmos ajustes e simplificações desenvolvidos na identidade do valor presente, chega-se a:
FFV (i, n) = 
Assim, a partir do FFV pode-se elaborar a expressão de cálculo do valor futuro (montante) de um fluxo de caixa uniforme, ou seja:
FV = PMT x 
Ou
FV = PMT x FFV (i,n)
Exemplo
Calcular o montante acumulado ao final do 7º mês de uma sequência de 7 depósitos mensais e sucessivos, no valor de $ 800,00 cada, 
numa conta de poupança que remunera a uma taxa de juros de 2,1% a.m.
Resposta
O valor futuro pode ser calculado pela soma do montante de cada depósito, isto é:
FV = 800,00 + 800,00 (1,021) + 800,00 
 + 800,00 + ... + 800,00 
FV = $ 5.965,41
Aplicando-se a fórmula-padrão de apuração do valor futuro, tem-se, de forma abreviada, o mesmo resultado:
FV = PMT x FFV (i,n)
FV = PMT x 
FV = 800,00 x 
FV = 800,00 x 7,456763 = $ 5.965,41
EQUIVALÊNCIA FINANCEIRA E FLUXOS DE CAIXA
Deve ser ressaltado também no estudo do fluxo de caixa o conceito de equivalência financeira. Esse raciocínio é de fundamental im-
portância para a Matemática Financeira, permitindo o correto entendimento e uso de seus resultados. A equivalência financeira encontra 
extensas aplicações práticas, estando presente na tomada de decisões financeiras, na seleção de planos de empréstimos e financiamentos 
mais atraentes, em propostas de refinanciamento e reescalonamento de dívidas etc.
De acordo com o que foi desenvolvido anteriormente, diz-se que dois ou mais fluxos de caixa (capitais) são equivalentes quando pro-
duzem idênticos valores presentes num mesmo momento, convencionando-se determinada taxa de juros.
Por exemplo, os 4 fluxos de caixa ilustrados a seguir são equivalentes para uma taxa de juros de 5% ao mês, pois geram, para uma 
mesma taxa e juros, valores iguais em qualquer data focal escolhida.
MATEMÁTICA FINANCEIRA
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Definindo-se (momento presente como data focal):
 = = = 
Registre-se, uma vez mais, que a equivalência financeira no regime de juros compostos, para dada taxa de juros, pode ser verificada em 
qualquer momento tomado como referência (data focal). Por exemplo, se a data for definida em , tem-se:
414,00 = 267,00 = 220,00 
 = 190,00 
e assim por diante.
A equivalência de dois ou mais capitais, para determinada taxa de juros, ocorre em qualquer data tomada como referência. Alteran-
do-se a taxa, a equivalência evidentemente deixa de existir, dado que o conceito depende da taxa de juros. Algumas ilustrações práticas 
evidenciando o uso do conceito de equivalência financeira são desenvolvidas a seguir.
Exemplo
Admita que uma empresa esteja avaliando quatro planos de pagamentos de um financiamento de $ 300.000,00 conforme apresenta-
dos a seguir. A taxa de juros considerada nas propostas é de 7% a.m. Qual a opção de pagamento economicamente mais atraente?
Resposta
Os planos de pagamento formulados apresentam o mesmo valor presente (data zero) quando descontados à taxa de juros de 7% a.m. 
O resultado atualizado continua igual, mesmo se definida outra data focal. Logo, conclui-se que os fluxos de pagamento do financiamento 
são equivalentes, apresentando o mesmo custo.
Assim, em termos estritamente econômicos de atratividade, torna-se indiferente (equivalente) a escolha de uma ou outra forma de 
pagamento. Mesmo que a soma das prestações seja diferente em cada proposta, o fundamental na avaliação econômica é a comparaçãoentre valores expressos em uma mesma unidade de tempo.
A decisão, dessa forma, deve ser tomada levando em conta o aspecto financeiro do desembolso, pois os fluxos de caixa são diferentes 
em cada plano em termos de valores e data de ocorrência. A forma de pagamento escolhida deve, evidentemente, adequar-se à capacida-
de financeira do tomador de recursos e ao comportamento das taxas de juros de mercado.
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Fluxos de caixa não convencionais
Os fluxos definidos no denominado modelo-padrão foram amplamente estudados no início do capítulo. Esta parte dedica-se, mais 
especificamente, aos demais tipos de caixa, não considerados no modelo-padrão. A seguir são desenvolvidos as várias classificações não 
convencionais dos fluxos de caixa.
Período de ocorrência
Com relação ao período em que a ocorrer, o fluxo de caixa pode ser identificado como postecipado, antecipado e diferido.
- Postecipado
No tipo postecipado, a série de pagamentos/recebimentos começa a acorrer exatamente ao final do primeiro período, de acordo com 
a ilustração gráfica acima. Esse fluxo enquadra-se no modelo-padrão detalhado inicialmente, não havendo nada mais a acrescentar.
- Antecipado
O fluxo de caixa antecipado indica que a série de valores começa a ocorrer antes do final do primeiro período, conforme é represen-
tado graficamente acima. Por exemplo, um aluguel pago no início do período de competência (geralmente no início do mês) enquadra-se 
como um fluxo de caixa antecipado por um período (mês). Se dois aluguéis forem adiantados ao locador, a antecipação é de dois períodos, 
e assim por diante.
A determinação do valor presente e montante de um fluxo de caixa antecipado não apresenta maiores novidades. Além de ter-se 
sempre a opção de atualizar ou corrigir os seus termos individualmente, pode-se também utilizar a fórmula do modelo-padrão para a parte 
convencional do fluxo, e adicionar os termos antecipados (corrigidos) a esse resultado.
Por exemplo, admita o seguinte fluxo de caixa com antecipação de dois períodos:
Para uma taxa de juros de 4% por período, tem-se:
PV = [70,00 FPV (4%, 8)] + 70,00 + 70,00 (1,04)
PV = (70,00 6,732745) + 70,00 + 72,80
PV = 471,29 + 70,00 + 72,80 = $614,09
FV = [70,00 FPV (4%, 8) + 70,00 ] + 70,00 
FV = (70,00 9,214226) + 95,80 + 99,63
FV = 645,00 + 95,80 + 99,63 = $ 840,43
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- Diferido (Carência)
O diferimento indica que os termos da série começam a ocorrer após o final do primeiro período, conforme ilustrado no gráfico an-
terior.
Nessa ilustração, a série inicia-se no período imediatamente após o final do primeiro intervalo de tempo, indicando consequentemen-
te uma carência de um período. Se a série começar a ocorrer no momento 3 do gráfico, a carência atinge dois períodos: no momento 4 
tem-se uma carência de 3 períodos; e assim por diante.
Em suma, a base de comparação para se definir uma carência é o final do primeiro período. Para a matemática financeira, a carência 
existe quando o primeiro fluxo de caixa se verificar após o final do primeiro período, ou seja, após ter decorrido c períodos de tempo. 
A determinação do montante de um fluxo de caixa com carência segue a formulação desenvolvida do modelo-padrão. Deve ser res-
saltado, uma vez mais, que nesse caso n representa o número de termos da série, e não o seu prazo total.
A formulação do valor presente, no entanto, requer um pequeno ajuste, de forma a ser expresso na data zero, ou seja:
PV = PMT x FPV (i, n) x FAC (i, c)
Onde: 
c = número de períodos de carência.
FAC = Fator de Atualização de Capital (valor presente).
FAC = 1/ (1 + i)n
Por exemplo, admita o seguinte fluxo de caixa diferido por 2 períodos:
- Diferido (Carência)
Observe que o fluxo de caixa apresenta um prazo total de 9 períodos, sendo o número determos igual a 7 (n = 7), e a carência de 2 
períodos (c = 2).
Para uma taxa de juros de 2,2% por período, têm-se os seguintes resultados:
PV = 100,00 x FPV (2,2%, 7) x FAC (2,2%, 2)
PV = 100,00 x 6,422524 x 0,957410 = $ 614,90
FV = 100,00 x FFV (2,2%, 7)
FV = 100,00 x 7,479318 = $747,93
Periodicidade
A periodicidade reflete os intervalos de tempo em que os fluxos de caixa ocorrem. Se esses intervalos forem sempre iguais, diz-se 
que os fluxos são periódicos, enquadrando-se no modelo-padrão apresentado. Se, por outro lado, os termos se verificarem em intervalos 
irregulares (diferentes entre si), tem-se o que se denomina de fluxos de caixa não periódicos. O gráfico a seguir ilustra um fluxo de caixa 
não periódico, onde os valores não se verificam uniformemente em termos de sua periodicidade.
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Tanto o cálculo do valor presente, como o do valor futuro, devem ser processados, respectivamente, pelo somatório da atualização 
e capitalização de cada um dos termos.
Genericamente, têm-se as seguintes expressões:
 
 
Ilustrativamente, admita o seguinte fluxo de caixa não periódico:
Para uma taxa de juros de 1,9% a.m., tem-se:
PV = 100,00 + + + + 
PV= 100,00 + 94,51 + 92,75 + 86,02 + 75,40
PV = $ 448,68
 
FV = 100,00 + 100,00 (1,019)7 + 100,00 (1,019)11 + 100,00 (1,019)12 + 100,00 (1,019)15
FV = 100,00 + 114,08 + 123,00 + 125,34 + 132,62
FV = $ 595,04 ou FV = 448,68 x (1,019)15 = $ 595,04. 
Duração
A duração de um fluxo de caixa pode ser finita, característica do modelo-padrão, ou indeterminada (indefinida), quando o prazo não é 
conhecido previamente. No caso de uma série infinita, determina-se unicamente o seu valor presente. Para algumas situações específicas 
podem ser atribuídas probabilidades para se definir a duração de um fluxo, como é o caso da atividade de seguros. No entanto, este tipo 
de situação não será tratada aqui, ficando mais restrito estudo da Matemática Atuarial.
A representação gráfica de uma série indefinida pode ser ilustrada da forma seguinte:
MATEMÁTICA FINANCEIRA
107
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O cálculo do valor presente é efetuado pelo somatório do valor atualizado de cada um de seus termos, isto é:
 
Genericamente:
Detalhando a formulação:
 
 
Os valores entre colchetes representam a soma dos termos de uma progressão geométrica indefinida, cuja razão é menor que 1. 
Aplicando-se o teorema de limite na fórmula da soma dos termos, tem-se:
 
Processando-se as deduções e simplificações pertinentes a partir dessa expressão, chega-se ao valor presente de um fluxo de caixa 
igual, constante, periódico e indeterminado, ou seja:
PV = 
Em outras palavras, o valor presente desse fluxo é determinado pela relação entre o pagamento/recebimento periódico, igual e su-
cessivo, e a taxa de juros considerada. As séries indeterminadas encontram aplicações práticas principalmente em avaliações de imóveis 
efetuadas com base nos rendimentos de aluguéis, na apuração do preço de mercado de uma ação a partir do fluxo previsto de dividendos 
etc. Com o intuito de proceder a uma aplicação prática do cálculo do valor presente de um fluxo indeterminado, admita que um imóvel 
esteja rendendo $ 2.000,00 de aluguel mensalmente. Sendo de 2% a.m.o custo de oportunidade de mercado (ganho da melhor alternativa 
de aplicação disponível), pode-se avaliar preliminarmente que o valor deste imóvel atinge $ 100.000,00, isto é:
 
O valor de referência do imóvel, válido para uma avaliação inicial, é o valor presente do fluxo de rendimentos mensais (aluguéis) pre-
visto por um prazo indeterminado, descontado a um custo de oportunidade.
Valores
No que se refere aos valores, os termos de caixa podem ser constantes, se os fluxos de caixa apresentarem-se sempre iguais, ou va-
riáveis, se os fluxos não forem sempre iguais entre si. Se os valores de caixa forem constantes, o fluxo identifica-se com o modelo-padrão 
estudado. No entanto, se os valores de caixa apresentarem-se desiguais (variáveis), o valor presente é calculado pela soma dos valores 
atualizados de cadaum de seus termos. O valor futuro, por seu lado, é determinado pelo somatório dos montantes de cada um dois ter-
mos ou, ainda, capitalizando-se o valor presente para a data futura. Identicamente aos fluxos de caixa não periódicos, têm-se as seguintes 
generalizações:
 
 
MATEMÁTICA FINANCEIRA
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Ou
Por exemplo, admita um fluxo de caixa com os seguintes valores, ocorrendo respectivamente ao final de cada um dos próximos 5 anos: 
$ 80,00, $ 126,00, $ 194,00, $ 340,00 e $ 570,00. Para uma taxa de juros de 4% a.a., têm-se os seguintes resultados:
 
 
 
FV = 570,00 + 340,00 (1,04) + 194 (1,04 126,00 (1,04 + 80,00 (1,04
 
 
Ou
 SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS: LEIS DE FORMAÇÃO EXPRESSAS DE FORMA GERAL (EM FUNÇÃO DA POSIÇÃO DO TERMO) OU 
DE FORMA RECURSIVA (EM FUNÇÃO DE UM OU MAIS TERMOS ANTERIORES); PROGRESSÕES ARITMÉTICAS; PROGRESSÕES 
GEOMÉTRICAS
SEQUÊNCIAS
Sempre que estabelecemos uma ordem para os elementos de um conjunto, de tal forma que cada elemento seja associado a uma 
posição, temos uma sequência.
O primeiro termo da sequência é indicado por a1,o segundo por a2, e o n-ésimo por an.
Termo Geral de uma Sequência
Algumas sequências podem ser expressas mediante uma lei de formação. Isso significa que podemos obter um termo qualquer da 
sequência a partir de uma expressão, que relaciona o valor do termo com sua posição.
Para a posição n(n ϵ N*), podemos escrever an=f(n)
PROGRESSÃO ARITMÉTICA
Denomina-se progressão aritmética(PA) a sequência em que cada termo, a partir do segundo, é obtido adicionando-se uma constante r 
ao termo anterior. Essa constante r chama-se razão da PA.
an = an-1 + r(n ≥ 2)
Exemplo
A sequência (2,7,12) é uma PA finita de razão 5:
a1 = 2
a2 = 2 + 5 = 7
a3 = 7 + 5 = 12
MATEMÁTICA FINANCEIRA
109
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Classificação
As progressões aritméticas podem ser classificadas de acordo 
com o valor da razão r.
r < 0, PA decrescente
r > 0, PA crescente
r = 0, PA constante
Propriedades das Progressões Aritméticas
-Qualquer termo de uma PA, a partir do segundo, é a média 
aritmética entre o anterior e o posterior.
-A soma de dois termos equidistantes dos extremos é igual à 
soma dos extremos.
a1 + an = a2 + an-1 = a3 + an-2
Termo Geral da PA
Podemos escrever os elementos da PA(a1, a2, a3, ..., an,...) da 
seguinte forma:
a2 = a1 + r
a3 = a2 + r = a1 + 2r
a4 = a3 + r = a1 + 3r
Observe que cada termo é obtido adicionando-se ao primeiro 
número de razões r igual à posição do termo menos uma unidade.
an = a1 + (n - 1)r
Soma dos Termos de uma Progressão Aritmética
Considerando a PA finita (6,10, 14, 18, 22, 26, 30, 34).
6 e 34 são extremos, cuja soma é 40
Numa PA finita, a soma de dois termos equidistantes dos extre-
mos é igual à soma dos extremos.
Soma dos Termos
Usando essa propriedade, obtemos a fórmula que permite cal-
cular a soma dos n primeiros termos de uma progressão aritmética.
Sn - Soma dos primeiros termos
a1 - primeiro termo
an - enésimo termo
n - número de termos
Exemplo
Uma progressão aritmética finita possui 39 termos. O último é 
igual a 176 e o central e igual a 81. Qual é o primeiro termo?
Solução
Como esta sucessão possui 39 termos, sabemos que o termo 
central é o a20, que possui 19 termos à sua esquerda e mais 19 à sua 
direita. Então temos os seguintes dados para solucionar a questão:
Sabemos também que a soma de dois termos equidistantes 
dos extremos de uma P.A. finita é igual à soma dos seus extremos. 
Como esta P.A. tem um número ímpar de termos, então o termo 
central tem exatamente o valor de metade da soma dos extremos.
Em notação matemática temos:
Assim sendo:
O primeiro termo desta sucessão é igual a -14.
PROGRESSÃO GEOMÉTRICA
Denomina-se progressão geométrica(PG) a sequência em que 
se obtém cada termo, a partir do segundo, multiplicando o anterior 
por uma constante q, chamada razão da PG.
Exemplo
Dada a sequência: (4, 8, 16)
a1 = 4
a2 = 4 . 2 = 8
a3 = 8 . 2 = 16
Classificação
As classificações geométricas são classificadas assim:
- Crescente: Quando cada termo é maior que o anterior. Isto 
ocorre quando a1 > 0 e q > 1 ou quando a1 < 0 e 0 < q < 1.
- Decrescente: Quando cada termo é menor que o anterior. Isto 
ocorre quando a1 > 0 e 0 < q < 1 ou quando a1 < 0 e q > 1.
- Alternante: Quando cada termo apresenta sinal contrário ao 
do anterior. Isto ocorre quando q < 0.
- Constante: Quando todos os termos são iguais. Isto ocorre 
quando q = 1. Uma PG constante é também uma PA de razão r = 0. 
A PG constante é também chamada de PG estacionaria.
- Singular: Quando zero é um dos seus termos. Isto ocorre 
quando a1 = 0 ou q = 0.
Termo Geral da PG
Pelo exemplo anterior, podemos perceber que cada termo é 
obtido multiplicando-se o primeiro por uma potência cuja base é 
a razão. Note que o expoente da razão é igual à posição do termo 
menos uma unidade.
MATEMÁTICA FINANCEIRA
110110
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a2 = a1 . q
2-1
a3 = a1 . q
3-1
Portanto, o termo geral é:
an = a1 . q
n-1
Soma dos Termos de uma Progressão Geométrica Finita
Seja a PG finita (a1, a1q, a1q
2, ...)de razão q e de soma dos ter-
mos Sn:
1º Caso: q=1
Sn = n . a1
2º Caso: q≠1
Exemplo
Dada a progressão geométrica (1, 3, 9, 27,..) calcular:
a) A soma dos 6 primeiros termos
b) O valor de n para que a soma dos n primeiros termos seja 
29524
Solução:
a1 = 1; q = 3; n = 6
Soma dos Termos de uma Progressão Geométrica Infinita
1º Caso:-1 < q < 1
Quando a PG infinita possui soma finita, dizemos que a série é 
convergente.
2º Caso: |q| > 1
A PG infinita não possui soma finita, dizemos que a série é di-
vergente
3º Caso: |q| = 1
Também não possui soma finita, portanto divergente
Produto dos termos de uma PG finita
JUROS SIMPLES. JUROS COMPOSTOS
Os juros simples e compostos são cálculos efetuados com 
o objetivo de corrigir os valores envolvidos nas transações 
financeiras, isto é, a correção que se faz ao emprestar ou aplicar 
uma determinada quantia durante um período de tempo5.
O valor pago ou resgatado dependerá da taxa cobrada pela 
operação e do período que o dinheiro ficará emprestado ou 
aplicado. Quanto maior a taxa e o tempo, maior será este valor.
— Diferença entre Juros Simples e Compostos
Nos juros simples a correção é aplicada a cada período e 
considera apenas o valor inicial. Nos juros compostos a correção é 
feita em cima de valores já corrigidos.
Por isso, os juros compostos também são chamados de juros 
sobre juros, ou seja, o valor é corrigido sobre um valor que já foi 
corrigido.
Sendo assim, para períodos maiores de aplicação ou 
empréstimo a correção por juros compostos fará com que o valor 
final a ser recebido ou pago seja maior que o valor obtido com juros 
simples.
5 https://www.todamateria.com.br/juros-simples-e-compostos/
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111
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A maioria das operações financeiras utiliza a correção pelo 
sistema de juros compostos. Os juros simples se restringem as 
operações de curto período.
— Fórmula de Juros Simples
Os juros simples são calculados aplicando a seguinte fórmula:
Sendo:
J: juros.
C: valor inicial da transação, chamado em matemática 
financeira de capital.
i: taxa de juros (valor normalmente expresso em porcentagem).
t: período da transação.
Podemos ainda calcular o valor total que será resgatado (no 
caso de uma aplicação) ou o valor a ser quitado (no caso de um 
empréstimo) ao final de um período predeterminado.
Esse valor, chamado de montante, é igual a soma do capital 
com os juros, ou seja:
Podemos substituir o valor de J, na fórmula acima e encontrar 
a seguinte expressão para o montante:
A fórmula que encontramos é uma função afim, desta forma, o 
valor do montante cresce linearmente em função do tempo.
Exemplo: Se o capital de R$ 1 000,00 rende mensalmente R$ 
25,00, qual é a taxa anual de juros no sistema de juros simples?
Solução: Primeiro, vamos identificar cada grandeza indicada no 
problema.
C = R$ 1 000,00
J = R$ 25,00
t = 1mês
i = ?
Agora que fizemos a identificação de todas as grandezas, 
podemos substituir na fórmula dos juros:
Entretanto, observe que essa taxa é mensal, pois usamos 
o período de 1 mês. Para encontrar a taxa anual precisamos 
multiplicar esse valor por 12, assim temos:
i = 2,5.12= 30% ao ano
— Fórmula de Juros Compostos
O montante capitalizado a juros compostos é encontrado 
aplicando a seguinte fórmula:
Sendo:
M: montante.
C: capital.
i: taxa de juros.
t: período de tempo.
Diferente dos juros simples, neste tipo de capitalização, a fórmula 
para o cálculo do montante envolve uma variação exponencial. 
Daí se explica que o valor final aumente consideravelmente para 
períodos maiores.
Exemplo: Calcule o montante produzido por R$ 2 000,00 
aplicado à taxa de 4% ao trimestre, após um ano, no sistema de 
juros compostos.
Solução: Identificando as informações dadas, temos:
C = 2 000
i = 4% ou 0,04 ao trimestre
t = 1 ano = 4 trimestres
M = ?
Substituindo esses valores na fórmula de juros compostos, 
temos:
Observação: o resultado será tão melhor aproximado quanto o 
número de casas decimais utilizadas na potência.
Portanto, ao final de um ano o montante será igual a 
R$ 2 339,71.
SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO DE QUALQUER TIPO, IN-
CLUINDO OS SISTEMAS COM AMORTIZAÇÕES CONSTAN-
TES (SAC) E COM PRESTAÇÕES CONSTANTES (FRANCÊS OU 
PRICE)
Taxa Nominal
A taxa nominal de juros relativa a uma operação financeira 
pode ser calculada pela expressão: 
Taxa nominal = Juros pagos / Valor nominal do empréstimo
Assim, por exemplo, se um empréstimo de $100.000,00, 
deve ser quitado ao final de um ano, pelo valor monetário de 
$150.000,00, a taxa de juros nominal será dada por: 
Juros pagos = Jp = $150.000 – $100.000 = $50.000,00
Taxa nominal = in = $50.000 / $100.000 = 0,50 = 50%
MATEMÁTICA FINANCEIRA
112112
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Sem dúvida, se tem um assunto que gera muita confusão na 
Matemática Financeira são os conceitos de taxa nominal, taxa efe-
tiva e taxa equivalente. Até na esfera judicial esses assuntos geram 
muitas dúvidas nos cálculos de empréstimos, financiamentos, con-
sórcios e etc. 
Vamos tentar esclarecer esses conceitos, que na maioria das 
vezes nos livros e apostilas disponíveis no mercado, não são apre-
sentados de uma maneira clara. 
Temos a chamada taxa de juros nominal, quando esta não é 
realmente a taxa utilizada para o cálculo dos juros (é uma taxa “sem 
efeito”). A capitalização (o prazo de formação e incorporação de ju-
ros ao capital inicial) será dada através de outra taxa, numa unidade 
de tempo diferente, taxa efetiva.
Como calcular a taxa que realmente vai ser utilizada; isto é, a 
taxa efetiva?
Vamos acompanhar através do exemplo
Taxa Efetiva
Calcular o montante de um capital de R$ 1.000,00 (mil reais), 
aplicados durante 18 (dezoito) meses, capitalizados mensalmente, 
a uma taxa de 12% a.a. Explicando o que é taxa Nominal, efetiva 
mensal e equivalente mensal: 
Respostas e soluções:
1) A taxa Nominal é 12% a.a; pois o capital não vai ser capitali-
zado com a taxa anual.
2) A taxa efetiva mensal a ser utilizada depende de duas con-
venções: taxa proporcional mensal ou taxa equivalente mensal.
a) Taxa proporcional mensal (divide-se a taxa anual por 12): 
12%/12 = 1% a.m.
b) Taxa equivalente mensal (é aquela que aplicado aos R$ 
1.000,00, rende os mesmos juros que a taxa anual aplicada nesse 
mesmo capital). 
Cálculo da taxa equivalente mensal:
onde:
iq : taxa equivalente para o prazo que eu quero
it : taxa para o prazo que eu tenho
q : prazo que eu quero
t : prazo que eu tenho
iq = 0,009489 a.m ou iq = 0,949 % a.m.
3) Cálculo do montante pedido, utilizando a taxa efetiva mensal
a) pela convenção da taxa proporcional:
M = c (1 + i)n
M = 1000 (1 + 0,01) 18 = 1.000 x 1,196147
M = 1.196,15
b) pela convenção da taxa equivalente:
M = c (1 + i)n
M = 1000 (1 + 0,009489) 18 = 1.000 x 1,185296
M = 1.185,29
NOTA: Para comprovar que a taxa de 0,948% a.m é equivalente 
a taxa de 12% a.a, basta calcular o montante utilizando a taxa anual, 
neste caso teremos que transformar 18 (dezoito) meses em anos 
para fazer o cálculo, ou seja : 18: 12 = 1,5 ano. Assim:
M = c (1 + i)n
M = 1000 (1 + 0,12) 1,5 = 1.000 x 1,185297
M = 1.185,29
Conclusões:
– A taxa nominal é 12% a.a, pois não foi aplicada no cálculo do 
montante. Normalmente a taxa nominal vem sempre ao ano!
– A taxa efetiva mensal, como o próprio nome diz, é aquela que 
foi utilizado para cálculo do montante. Pode ser uma taxa propor-
cional mensal (1 % a.m.) ou uma taxa equivalente mensal (0,949 % 
a.m.).
– Qual a taxa efetiva mensal que devemos utilizar? Em se tra-
tando de concursos públicos, a grande maioria das bancas exami-
nadoras utilizam a convenção da taxa proporcional. Em se tratando 
do mercado financeiro, utiliza-se a convenção de taxa equivalente.
Taxa Equivalente
Taxas Equivalentes são taxas que quando aplicadas ao mes-
mo capital, num mesmo intervalo de tempo, produzem montantes 
iguais. Essas taxas devem ser observadas com muita atenção, em al-
guns financiamentos de longo prazo, somos apenas informados da 
taxa mensal de juros e não tomamos conhecimento da taxa anual 
ou dentro do período estabelecido, trimestre, semestre entre ou-
tros. Uma expressão matemática básica e de fácil manuseio que nos 
fornece a equivalência de duas taxas é:
1 + ia = (1 + ip)n, onde:
ia = taxa anual
ip = taxa período
n: número de períodos
Observe alguns cálculos:
Exemplo 1
Qual a taxa anual de juros equivalente a 2% ao mês?
Temos que: 2% = 2/100 = 0,02
1 + ia = (1 + 0,02)12
1 + ia = 1,0212
1 + ia = 1,2682
ia = 1,2682 – 1
ia = 0,2682
ia = 26,82%
A taxa anual de juros equivalente a 2% ao mês é de 26,82%.
As pessoas desatentas poderiam pensar que a taxa anual nesse 
caso seria calculada da seguinte forma: 2% x 12 = 24% ao ano. Como 
vimos, esse tipo de cálculo não procede, pois a taxa anual foi calcu-
lada de forma correta e corresponde a 26,82% ao ano, essa variação 
ocorre porque temos que levar em conta o andamento dos juros 
compostos (juros sobre juros).
MATEMÁTICA FINANCEIRA
113
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Taxa Real
A taxa real expurga o efeito da inflação. Um aspecto interes-
sante sobre as taxas reais de juros, é que elas podem ser inclusive, 
negativas.
Vamos encontrar uma relação entre as taxas de juros nominal e 
real. Para isto, vamos supor que um determinado capital P é aplica-
do por um período de tempo unitário, a certa taxa nominal in 
O montante S1 ao final do período será dado por S1 = P(1 + in).
Consideremos agora que durante o mesmo período, a taxa de 
inflação (desvalorização da moeda) foi igual a j. O capital corrigido 
por esta taxa acarretaria um montanteS2 = P (1 + j). 
A taxa real de juros, indicada por r, será aquela aplicada ao 
montante S2, produzirá o montante S1. Poderemos então escrever: 
S1 = S2 (1 + r)
Substituindo S1 e S2 , vem:
P(1 + in) = (1+r). P (1 + j)
Daí então, vem que:
(1 + in) = (1+r). (1 + j), onde:
in = taxa de juros nominal
j = taxa de inflação no período
r = taxa real de juros
Observe que se a taxa de inflação for nula no período, isto é, j = 
0, teremos que as taxas nominal e real são coincidentes. 
Exemplo
Numa operação financeira com taxas pré-fixadas, um banco 
empresta $120.000,00 para ser pago em um ano com $150.000,00. 
Sendo a inflação durante o período do empréstimo igual a 10%, pe-
de-se calcular as taxas nominal e real deste empréstimo.
Teremos que a taxa nominal será igual a:
in = (150.000 – 120.000)/120.000 = 30.000/120.000 = 0,25 = 
25%
Portanto in = 25%
Como a taxa de inflação no período é igual a j = 10% = 0,10, 
substituindo na fórmula anterior, vem:
(1 + in) = (1+r). (1 + j)
(1 + 0,25) = (1 + r).(1 + 0,10)
1,25 = (1 + r).1,10
1 + r = 1,25/1,10 = 1,1364
Portanto, r = 1,1364 – 1 = 0,1364 = 13,64%
Se a taxa de inflação no período fosse igual a 30%, teríamos 
para a taxa real de juros:
(1 + 0,25) = (1 + r).(1 + 0,30)
1,25 = (1 + r).1,30
1 + r = 1,25/1,30 = 0,9615
Portanto, r = 0,9615 – 1 = -,0385 =-3,85% e, portanto teríamos 
uma taxa real de juros negativa.
Exemplo
$100.000,00 foi emprestado para ser quitado por $150.000,00 
ao final de um ano. Se a inflação no período foi de 20%, qual a taxa 
real do empréstimo?
Resposta: 25%
Taxas Proporcionais
Para se compreender mais claramente o significado destas ta-
xas deve-se reconhecer que toda operação envolve dois prazos: 
– o prazo a que se refere à taxa de juros; e 
– o prazo de capitalização (ocorrência) dos juros. (ASSAF NETO, 
2001).
Taxas Proporcionais: duas (ou mais) taxas de juro simples são 
ditas proporcionais quando seus valores e seus respectivos perío-
dos de tempo, reduzidos a uma mesma unidade, forem uma pro-
porção. (PARENTE, 1996). 
Exemplos
Prestação = amortização + juros
Há diferentes formas de amortização, conforme descritas a se-
guir. 
Para os exemplos numéricos descritos nas tabelas, em todas 
as diferentes formas de amortização, utilizaremos o mesmo exercí-
cio:uma dívida de valor inicial de R$ 100 mil, prazo de três meses e 
juros de 3% ao mês.
Pagamento único
É a quitação de toda a dívida (amortização + juros) em um úni-
co pagamento, ao final do período. Utilizamos a mesma fórmula do 
montante:
Nos juros simples:
M = C (1 + i×n)
M = montante
C = capital inicial
i= taxa de juros
n = período
Nos juros compostos:
M = C (1+i)n
M = montante
C = capital inicial
i = taxa de juros
n = período
Nos juros simples:
N° Juros Amortização Prestação Saldo devedor
0 - - - 100.000,00 
1 3.000,00 - - 103.000,00 
2 3.000,00 - - 106.000,00 
3 3.000,00 100.000,00 109.000,00 - 
Nos juros compostos:
n Juros Amortização Prestação Saldo devedor
0 - - - 100.000,00 
1 3.000,00 - - 103.000,00 
2 3.090,00 - - 106.090,00 
3 3.182,70 100.000,00 109.272,70 - 
MATEMÁTICA FINANCEIRA
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a solução para o seu concurso!
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Sistema Price (Sistema Francês)
Foi elaborado para apresentar pagamentos iguais ao longo do 
período do desembolso das prestações. A fórmula para encontrar-
mos a prestação é dada a seguir:
PMT = VP . _i.(1+i)
n_ (1+i)n -1
PMT = valor da prestação
VP = valor inicial do empréstimo
i = taxa de juros
n = período
A fórmula foi desenvolvida, considerando-se apenas a capitali-
zação por juros compostos. O resultado é listado a seguir:
n Juros Amortização Prestação Saldo devedor
0 - - - 100.000,00 
1 3.000,00 32.353,04 35.353,04 67.646,96 
2 2.029,41 33.323,63 35.353,04 34.323,33 
3 1.029,71 34.323,33 35.353,04 - 
Sistema de Amortização Misto (SAM)
É a média aritmética das prestações calculadas nas duas formas 
anteriores (SAC e Price). É encontrado pela fórmula:
PMTSAM = (PTMSAC + PMTPRICE) / 2
n Juros Amortização Prestação Saldo devedor
0 - - - 100.000,00 
1 3.000,00 32.843,19 35.843,19 67.156,81 
2 2.014,70 33.328,49 35.343,19 33.828,32 
3 1.014,87 33.828,32 34.843,19 -
Sistema de Amortização Crescente (SACRE)
Este sistema, criado pela Caixa Econômica Federal (CEF), é uma 
das formas utilizadas para o cálculo das prestações dos financia-
mentos imobiliários. Usa-se, para o cálculo do valor das prestações, 
a metodologia do sistema de amortização constante (SAC) anual, 
desconsiderando-se o valor da Taxa Referencial de Juros (TR). Esta é 
incluída posteriormente, resultando em uma amortização variável. 
Chamar de “amortização crescente” parece-nos inadequado, pois 
pode resultar em amortizações decrescentes, dependendo da ocor-
rência de TR com valor muito baixo.
Sistema Alemão
Neste caso, a dívida é liquidada também em prestações iguais, 
exceto a primeira, onde no ato do empréstimo (momento “zero”) 
já é feita uma cobrança dos juros da operação. As prestações, a pri-
meira amortização e as seguintes são definidas pelas três seguintes 
fórmulas:
PMT = _ Vp.i_ 
 1- (1+i)n
PMT = valor da prestação
VP = valor inicial do empréstimo
i = taxa de juros
n = período
A1 = PMT . (1- i)
n-1
A1 = primeira amortização
PMT = valor da prestação
i = taxa de juros
n = período
An = An-1_ 
 (1- i)
An = amortizações posteriores (2º, 3º, 4º, ...)
An-1 = amortização anterior
i = taxa de juros
n = período
n Juros Amortização Prestação Saldo devedor
0 3.000,00 - 3.000,00 100.000,00 
1 2.030,30 32.323,34 34.353,64 67.676,66 
2 1.030,61 33.323,03 34.353,64 34.353,63 
3 - 34.353,64 34.353,64 (0,01)
OBS: os resíduos em centavos, como saldo devedor final na ta-
bela anterior, são resultados de arredondamento do cálculo e serão 
desconsiderados. 
Sistema de Amortização Constante – SAC
Consiste em um sistema de amortização de uma dívida em 
prestações periódicas, sucessivas e decrescentes em progressão 
aritmética, em que o valor da prestação é composto por uma parce-
la de juros uniformemente decrescente e outra de amortização que 
permanece constante.
Sistema de Amortização Constante (SAC) é uma forma de 
amortização de um empréstimo por prestações que incluem os ju-
ros, amortizando assim partes iguais do valor total do empréstimo.
Neste sistema o saldo devedor é reembolsado em valores de 
amortização iguais. Desta forma, no sistema SAC o valor das pres-
tações é decrescente, já que os juros diminuem a cada prestação. 
O valor da amortização é calculado dividindo-se o valor do principal 
pelo número de períodos de pagamento, ou seja, de parcelas.
O SAC é um dos tipos de sistema de amortização utilizados em 
financiamentos imobiliários. A principal característica do SAC é que 
ele amortiza um percentual fixo do saldo devedor desde o início do 
financiamento. Esse percentual de amortização é sempre o mesmo, 
o que faz com que a parcela de amortização da dívida seja maior 
no início do financiamento, fazendo com que o saldo devedor caia 
mais rapidamente do que em outros mecanismos de amortização. 
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Exemplo: 
Um empréstimo de R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais) a ser pago em 12 meses, a uma taxa de juros de 1% ao mês (em juros sim-
ples). Aplicando a fórmula para obtenção do valor da amortização, iremos obter um valor igual a R$ 10.000,00 (dez mil reais). Essa fórmula 
é o valor do empréstimo solicitado divido pelo período, sendo nesse caso: R$ 120.000,00 / 12 meses = R$ 10.000,00. Logo, a tabela SAC 
fica:
Nº Prestação Prestação Juros Amortização Saldo Devedor
0 120000
1 11200 1200 10000 110000
2 11100 1100 10000 100000
3 11000 1000 10000 90000
4 10900 900 10000 80000
5 10800 800 10000 70000
6 10700 700 10000 60000
7 10600 600 10000 50000
8 10500 500 10000 40000
9 10400 400 10000 30000
10 10300 300 10000 20000
11 10200 200 10000 10000
12 10100 100 10000 0
Note que o juro é sempre 10% do saldo devedor do mês anterior, já a prestação é a soma da amortização e o juro. Sendo assim, o juro 
é decrescente e diminui sempre na mesma quantidade, R$ 100,00. O mesmo comportamento tem as prestações. A soma das prestações é 
de R$ 127.800,00, gerando juros de R$ 7.800,00.
Outra coisa a se observar é que as parcelas e juros diminuem em progressão aritmética (PA) de r=100.
Sistema Americano
O tomador do empréstimo paga os juros mensalmente e o principal, em um único pagamento final.
Considera-se apenas o regime de juros compostos:
n Juros Amortização Prestação Saldo devedor
0 - - - 100.000,00
1 3.000,00 - 3.000,00 100.000,00
2 3.000,00 - 3.000,00 100.000,00
3 3.000,00 100.000,00 103.000,00 -
Sistema de Amortização Constante (SAC) ou Sistema Hamburguês
O tomador do empréstimo amortiza o saldo devedor em valores iguais e constantes ao longo do período. 
Considera-se apenas o regime de juros compostos:
n Juros Amortização Prestação Saldo devedor
0 - - - 100.000,00 
1 3.000,00 33.333,33 36.333,33 66.666,67 
2 2.000,00 33.333,33 35.333,33 33.333,34 
3 1.000,00 33.333,34 34.333,34 -
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Qual a melhor forma de amortização?
A tabela abaixo lista o fluxo de caixa nos diversos sistemas de amortização discutidos nos itens anteriores.
N Pgto único (jrs comp.)

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