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RODOVIAS&VIAS4 RODOVIAS&VIAS 5RODOVIAS&VIAS4 RODOVIAS&VIAS 5
NA MEDIDA 6
CAPA - ENGENHARIA COM SOTAQUE CATARINENSE 20
74PLANO AGRO 2024
Agroestratégia de Trasnportes
78WORKSHOP SEGURANÇA VIÁRIA
Sinalização é Segurança
90WORKSHOP CONCRETO
GOINFRA - Pavimento Rígido
EXCLUSIVA: ALYSSON DE ANDRADE
Superintendente do DNIT/SC
 9
EU SOU DO SUL
FRENLOGI
 50
ENSAIO ACELERADO
Método MeDiNa
 70
ESTRADA DA GRACIOSA
Histórica, Turística e Emblemática
 62
CONCESSÕES - PARANÁ
Novas Operações
100
RODOVIDA - SENATRAN
Trânsito Mais Seguro no Brasil
102
MOBILIDADE SOBRE TRILHOS
Leilão do Trem Intercidades Eixo Norte
104
editorial
Ano 23 - Edição 141 - Janeiro e Fevereiro/2024
Distribuição dirigida e gratuita
BRASIL. A GENTE ACREDITA
DESAFIOS E METAS
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E FIQUE POR DENTRO DA SUA 
REVISTA E DO QUE ACONTECE.
4.722. O ano de Loong (Dragão de madeira). Haste positiva. Metal: ouro. O Folclore chinês indica um ano 
(para nós, 2024), que privilegiará com grandes recompensas, os que forem destemidos e ambiciosos. Ainda, 
de acordo com a vidência da grande nação asiática, a ousadia trará o auspicioso, reunindo sob a efígie de um 
animal mítico, força, coragem e boa sorte.
Sem intenção de se tornar um veículo do esoterismo, contudo, Rodovias&Vias em seu costumeiro 
monitoramento midiático – que inclui sites estrangeiros e agência de notícias como a Xinhua, não passou 
incólume às festividades típicas do país, evidentemente topando com as informações reproduzidas logo 
acima e que, sem querer, se tornaram motivo de algumas digressões em sua central de Jornalismo.
E naturalmente, os adjetivos “força e coragem”, foram logo apontados como conceitos defi nidores do perfi l 
do material colhido em visitas técnicas extensas por toda Santa Catarina, por ocasião da capa que, ilustra 
esta edição, que retrata o tremendo esforço empreendido pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de 
Transportes – via sua Superintendência e Unidades Locais, para manter o estado funcionando. 
ARTIGOS
Valter Luiz Vendramin - Certifi cação de Produtos
Mariana Pirih Peres - Sinalização Viária 112
Rodovias&Vias
Instagram @rodoviasevias - rodoviasevias.com
WhatsApp - +55 61 98357-0110 
Publicação Terceira Via LTDA
CNPJ: 37.856.781/0001-20
Juliano Grosco
Diretor Comercial
Leandro Dvorak
Diretor Institucional
Fábio Abreu
Diretor de Jornalismo
João Marassi
Jornalista Responsável
RP: DTR-PR 7731
Paulo Roberto Negreiros
Diretor de Fotografi a
Dagoberto Filho
Fotografi a / Design
Jaqueline Rupp Karatchuk
Diretora Financeira
Mari Iaciuk
Relações Públicas
Ah! Comunicação
Finalização Grafi ca
Tiragem. 20mil
Artigos assinados não refl etem necessariamente a opinião da
Um esforço que teve de superar a agonia de eventos 
climáticos sem precedentes, uma natureza em fúria, além das 
incertezas inerentes à arte precisa da engenharia no seu mais 
notável âmbito: o de grandes obras públicas. E neste sentido, 
ainda aludindo ao mitológico Loong, alguém lembrou que 
também a sabedoria – e portanto – a paciência e a resiliência, 
ambos, subprodutos da primeira, ajudam a caracterizar as 
coisas por lá.
Outro atributo também encontrado pelas equipes, foi 
a inteligência, evidente na reportagem exclusiva sobre o 
1º Workshop com foco em Segurança e Sinalização Viária, 
promovido por grandes empresas e expoentes tecnológicos no 
setor, e cujos debates, de alto nível técnico, registrado durante 
dois dias cheios, já frutifi caram em uma segunda edição, 
demonstrando a atualidade e a premência por esta iniciativa. 
E tempo houve, para atender a mais eventos, em um 
setor bastante agitado, como o “Encontro Regional Sul 
do Brasil”, realizado pela Frente Parlamentar Mista de 
Logística e Infraestrutura, FRENLOGI, (que Rodovias&Vias
orgulhosamente apoiou), e, claro, o 1º Workshop de Pavimento 
de Concreto, da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes 
(GOINFRA) feito com a ABCP, Associação Brasileira de Cimento 
Portland. 
Ao que parece neste 4.722, Loong, além de tudo, também 
estará muito atarefado. 
Boa leitura!
96 1 BILHÃO NA MALHA SERGIPE
DER/SE - Infraestrutura
EM TEMPO
iRap - Parcerias de Sucesso
Contorno Mestre Álvaro - DNIT
DNIT/MG
106
108
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RODOVIAS&VIAS6 RODOVIAS&VIAS6
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Anúncios - Rodovias e Vias - Indutil e Band.pdf 2 05/03/2024 09:02:23
ABDIB VÊ INVESTIMENTO RECORDE
Neste ano, os investimentos em infraestrutura exceto óleo e gás deverão atingir a marca de 
R$ 235 bilhões, nas estimativas da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de 
Base (Abdib). Será um recorde histórico. O dado reforça a expectativa do governo de que os 
investimentos vão se recuperar e compensar, em parte, a menor contribuição que o consumo e o 
setor externo deverão dar à atividade em 2024. Ontem, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, 
disse que já há no mercado projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na faixa de 
2,5% este ano, acima dos 2,2% projetados pela Secretaria de Política Econômica (SPE). Destacou a 
quantidade de novas concessões que estão a caminho.
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Foto e Fonte: Divulgação ASCOM/DNIT
O Ministro dos Transportes, Renan Filho, abriu o evento com participação online, ressaltando 
a relevância desses pontos para o ano em curso. "O fortalecimento de recursos, entregas e a 
transparência são pontos muito importantes para 2024", ressaltou. "A entrega das obras na velocidade 
natural das coisas exige uma dedicação muito grande, e a determinação é fundamental", enfatizou o 
Ministro durante sua fala, mostrando as prioridades estratégicas para o setor de infraestrutura.
Em seguida, o diretor-geral do DNIT, Fabricio Galvão, compartilhou os resultados positivos 
alcançados em 2023. "Não é fácil sair de uma execução tão baixa para dobrar os números em apenas 
um ano e aproveito a oportunidade para agradecer toda a equipe do DNIT pelo empenho", expressou 
Galvão, reconhecendo os esforços de todos.
Para o ano de 2024, o diretor-geral destacou a importância de abordar os pontos críticos, incluindo 
obras essenciais que precisam sair do papel, e a necessidade de um pensamento coletivo. "Precisamos 
ser realistas com o nosso orçamento. Não podemos guardar dinheiro, temos que executar e entregar", 
ressaltou, enfatizando a necessidade de efetividade na gestão de recursos.
O encontro estabeleceu um cenário otimista para o desenvolvimento viário, com metas 
ambiciosas e a determinação de superar os desafi os, visando uma infraestrutura de transporte mais 
efi ciente e segura para todos os brasileiros.
DNIT DISCUTE DESAFIOS E TRANSPARÊNCIA PARA 2024 EM FÓRUM 
DE DIRETRIZESREALIZADO NA SEDE DA AUTARQUIA, EM BRASÍLIA
NA MEDIDA
RODOVIAS&VIAS 9
exclusiva
Padrão DNIT
Conciliando vasta experiência em construções e dinâmicas rodoviárias, o 
atual superintendente do DNIT, graduado, mestre e condecorado engenheiro 
Alysson de Andrade, é antes de tudo, um especialista em seu estado. Falando 
com desenvoltura e apontando novos rumos com extrema facilidade no grande 
e singular mapa, (antigo, porém atualizado com recentes marcações em fi tas 
adesivas coloridas), ele recebeu uma das equipes de Rodovias&Vias para explicar 
como e por onde Santa Catarina deve expandir sua infl uência logística em um novo 
contexto nacional, mais competitivo e que exige mais segurança e mais agilidade.
Superintendente do DNIT-SC
ALYSSON DE ANDRADE
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D
F.
RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS10 11
exclusiva exclusiva
Rodovias&Vias: O superintendente possui 
um tempo de casa bastante ponderável, que 
sem dúvida deve ter contribuído para um bom 
conhecimento acerca das demandas de Santa 
Catarina. Como o senhor descreve esta nova 
etapa no Departamento?
Alysson de Andrade: Eu tive a oportunidade 
de atravessar algumas gestões, seja como 
Fiscal de Obras, Coordenador de Engenharia 
ou Superintendente. Vejo que agora temos as 
condições de fazermos um serviço mais efetivo 
“na ponta”, justamente por temos hoje, uma 
maior disponibilidade orçamentária. Para termos 
uma ordem de grandeza, Santa Catarina fechou 
um montante de R$ 1,38 bilhão em 2023, frente 
a uma execução que havia chegado à um pico 
histórico de R$ 800 milhões executados, quando 
do advento das obras na Ponte Anita Garibaldi 
em Laguna. Colocando em perspectiva, dos 
R$ 1,38 bi, já foram empregados R$ 1,1 bilhão 
até Dezembro, com algumas medições a serem 
ainda efetuadas, em uma estimativa que pode 
vir a ser superada. Mas, é um número histórico.
“Temos hoje, uma maior 
disponibilidade orçamentária. 
Para termos uma ordem de 
grandeza, Santa Catarina fechou 
um montante de R$ 1,38 bilhão 
em 2023, frente a uma execução 
que havia chegado à um pico 
histórico de R$ 800 milhões 
executados, quando do 
advento das obras na 
Ponte Anita Garibaldi em Laguna.”
“Foram 9 contratos de emergência, 
com alguns outros sendo firmados 
e tendo desdobramentos 
neste ano. Vale lembrar que 
de novembro de 2022 até Abril 
de 2023, nós tivemos chuvas 
históricas, com 400 mm de 
precipitação acima do maior 
registro já detectado.”
“Houve uma aceitação e um 
alinhamento muito bom com o 
Ministério dos Transportes, 
o ministro Renan Filho, 
com uma grande afinidade do 
ponto de vista de propósito, de 
filosofia de trabalho, pela qual 
ele estabeleceu diretrizes muito 
importantes para Santa Catarina.”
“Tanto na BR-470 quanto na 
BR-280, tivemos recordes 
históricos em termos de 
investimentos. 2023 foi o ano 
em que o DNIT mais investiu 
nelas nos últimos 10 anos.”
Podemos presumir que o DNIT vinha em uma 
fase de “preparação”, já antevendo a possibilidade 
da chegada de recursos, começando a delinear 
algumas linhas de ação e mesmo estabelecendo 
prioridades para quando chegasse? 
Sim, nós já imaginávamos que seria possível 
acontecer. De fato, houve uma aceitação e um 
alinhamento muito bom com o Ministério dos 
Transportes, o ministro Renan Filho, com uma 
grande afinidade do ponto de vista de propósito, 
de filosofia de trabalho, pela qual ele estabeleceu 
diretrizes muito importantes para Santa Catarina. 
Uma, que nós atuássemos mais em grandes 
projetos estruturantes, grandes empreendimentos, 
ao invés de ações mais pulverizadas. Por outro lado, 
ele cobrou também, 100% de cobertura da malha 
com contratos de manutenção e a melhoria do ICM 
(Índice de Condição de Manutenção), meta esta 
que evoluímos, mas não conseguimos atender por 
completo. Ainda que nosso ICM melhorado o índice 
de rodovias classificadas como boas em 2023.
Por que?
Mesmo com o aumento de recursos que 
nós tivemos, Santa Catarina sofreu muito com 
as chuvas. Em termos de DNIT, levando em 
consideração o alcance dos estados sob esse 
prisma, Santa Catarina foi o mais prejudicado. 
Nesse aspecto, foram 9 contratos de emergência, 
com alguns outros sendo firmados e tendo 
desdobramentos neste ano. Vale lembrar que de 
novembro de 2022 até Abril de 2023, nós tivemos 
chuvas históricas, com 400 mm de precipitação 
acima do maior registro já detectado. E, para 
nossa total surpresa, de Outubro em diante, 
novamente tivemos grande pluviosidade 
novamente, o que nos obrigou a estabelecer 
mais 3 contratos dessa natureza, nas BR’s 470, 
282 e 153, esta última, em fase de preparação do 
orçamento. Então, nós não conseguimos alcançar 
ainda índices mais favoráveis de conservação 
rodoviária, justamente pelo atendimento à essas 
emergências de grande monta. Nós tivemos, 
por exemplo, que desobstruir alguns pontos da 
BR-280, por 6, 7 vezes. Exatamente no mesmo 
segmento. Tamanha a incidência e recorrência 
de chuvas, atípicas. E quando falamos em 
emergência, não estamos apenas falando em 
abertura de pista. Estamos falando em contenção 
de taludes, dispositivos de drenagem, e uma série 
de ações que estão sendo feitas até agora. É um 
trabalho que continua por meses.
BR-280 - Na Serra de Corupá, as intervenções acontecem em 6 pontosPonte Anita Garibaldi com 2,8 mil metros de extensão, 52 vãos, 136 estacas escavadas e 716 aduelas pré-moldadas
Um montante que foi aportado em diversas 
obras pelo estado todo.
Foram diversas entregas. Tivemos a BR-470, 
que sozinha, recebeu 5 novos viadutos, cerca de 
8 Km de duplicação, na BR-280, os primeiros 
quilômetros de duplicação entregues no final 
do ano passado, além de contratos como o da 
BR-163, que está passando por adequações de 
capacidade em pavimento rígido, com 47 Km de 
extensão, sendo que 39 Km já foram entregues. 
Vale lembrar que tanto na BR-470 quanto na 
BR-280, tivemos recordes históricos em termos 
de investimentos. 2023 foi o ano em que o DNIT 
mais investiu nelas nos últimos 10 anos. Então, 
este cenário de orçamento muito melhor do que 
o que havia sido prospectado, e o fato de termos 
conseguido continuidade na gestão, nos permitiu 
uma condição mais favorável. Isso também 
contribuiu para que outras ações importantes 
para destravar empreendimentos, pudessem ser 
tomadas, como revisões de projeto em fase de 
obra, desapropriações, entre outros. Vencemos 
uma série de procedimentos burocráticos 
do ponto de vista administrativo, e claro, isso 
também é um fator importante para podermos 
fazer esses investimentos históricos.
BR-470 • Viaduto de Navegantes - As novas alças vão beneficiar motoristas 
que seguem no sentido norte da BR 101 e precisam entrar na BR-470 sentido 
Blumenau e também os condutores que saem de Navegantes
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exclusivaexclusiva
Esse seria um tipo de contrato é inédito?
Acredito que não. Imagino que algo semelhante 
tenha acontecido no Rio de Janeiro, ou mais ou menos 
dentro desses moldes, por conta daquelas chuvas 
pesadas que eles tiveram por lá, e que vêm sendo 
recorrentes nas regiões serranas. Vejo esses contratos, 
como uma alternativa que precisa ser explorada. Nós 
precisamos intervir antes e prevenir, uma vez que os 
tempos de recorrência mostram essa necessidade. 
Continuando, nós sabemos que chuvas que não 
ocorriam há 100 anos caíram em diversos municípios. 
Simplesmente, muitas localidades sequer tinham 
preparo ou plano de contingência para isso. Voltando 
um pouco à parte de conservação e manutenção, 
nós tivemos que promover uma ampliação desses 
contratos, para oferecer um nível e uma condição de 
pavimento melhor, também por conta de já termos 
em vista, o progresso do BR-Legal 2, programa de 
sinalização, que deve ter suas contratações abertas 
já no segundo semestre. Um programa que com 
certeza terá um impacto positivo e significativo na 
qualificação de nossa malha. Nas BR’s 470 e 280, 
iremos manter o nível recorde de investimentos no 
CREMA, com a inclusão de alguns trevos, como Mafra-
Canoinhas,seguindo até Porto União. Na Região Oeste, 
tanto na BR-158 quanto na 282, onde pretendemos 
atacar com novos PATO’s (Plano Anual de Trabalho 
e Orçamento) enquanto não conseguimos elaborar 
os CREMAS. Então, são dois projetos grandes que 
devem incrementar a qualidade do pavimento 
nestas rodovias, a serem licitados já no primeiro 
trimestre, incluindo alto investimento em drenagem 
e reciclagem de base. Então, eles constituíram uma 
opção mais ágil. Atenta a este quadro, a Direção do 
DNIT estuda um novo programa de manutenção que 
deve estrear em 2024, que é o REVITALIZA, uma espécie 
de intermediário entre PATO e CREMA. Por sinal, será 
um programa que nos atenderá em pelo menos 
7 situações diferentes, para as quais pretendemos 
aprimorar as soluções previstas em nossos PATO's.
E quanto à parte construtiva? 
Santa Catarina foi um destaque em 
2023. Em números absolutos, fomos o 
estado que mais conseguiu performar. 
Houve muito apoio financeiro do Governo 
Federal e do Ministério dos Transportes, 
assim como, medidas administrativas 
bem sucedidas junto aos contratos de 
obras. Com desembolsos expressivos 
em quatro grandes empreendimentos, 
como a BR-470 um dos nossos maiores 
investimentos, se não o maior; a 
280; a 163 e a 285. É uma carteira de 
investimentos bastante madura, mas que 
não performava adequadamente. Mas 
no ano de 2023, conseguimos conciliar 
desempenho com desburocratização, 
por meio de maior assertividade nas 
desapropriações, melhorias em eficiência 
na gestão ambiental, pois assinamos 
novos contratos de gestão neste sentido. 
Temos uma equipe de desapropriação 
dedicada e especializada para acelerar 
esses processos e dirimir os gargalos nas 
obras. Também nos remanejamentos de 
interferências como redes elétricas, lógicas 
e de gás, estamos com uma atuação mais 
direta junto às concessionárias, o que 
nos permite abrir frentes para alocar esse 
orçamento. Então, é necessário frisar que 
a equipe do DNIT se dedicou muito para 
conseguir esse bom desempenho em 
2023 e pode ter uma performance ainda 
melhor em 2024, até por que estamos 
muito perto de fechar mais lotes na 
BR-285, entre outras, como o lote 2 da 
BR-470, a BR-163 e a BR-280 que é um 
desafio, com muitas dificuldades técnicas 
a serem vencidas. Mas a ideia é sempre 
ir entregando trechos, ir continuando as 
entregas ao usuário, à medida em que os 
recursos vão chegando. Mesmo por que 
é uma forma de adquirir credibilidade 
em Brasília, demonstrando a capacidade 
efetiva de investimento do DNIT/SC. Um 
outro paralelo importante, que se dá em 
meio às retomadas de obras e às diretrizes 
do ministro, que nos instou à avançar na 
cobertura de manutenção da malha, nós 
não deixamos de olhar para o futuro.
BR 280 - Obras da construção da ponte sobre o Rio Itapocú
BR 280 - CREMA • Região de Canoinhas
Pesa para isso o fato de algumas delas, 
como a própria BR-280, terem iniciado como 
estaduais passando depois a federalizadas, 
portanto, terem um padrão técnico mais 
acanhado, digamos?
Também. Apesar de elas terem sido 
federalizadas há algum tempo. Veja só, em 
Corupá, temos uma situação geológica. Foi 
feita a opção por cortes e aterros, ao invés de 
túneis, muito mais caros, porém mais seguros 
sob o ponto de vista dos deslizamentos. É 
uma opção válida, se pensarmos no nosso 
país, como dispondo de recursos limitados. 
Para abertura da rodovia, foi preciso fazer essa 
opção. Mas hoje nós estamos sujeitos à essas 
ocorrências, devido aos eventos climáticos 
extremos que estamos presenciando 
e que têm projeção de se manterem. 
Constituem muito provavelmente, uma 
nova realidade para a qual precisamos nos 
adaptar. Muito por conta disto, nós estamos 
inclusive planejando desenhar contratos de 
“Prevenção de Emergência”, para situações 
em locais onde há recorrência de quedas de 
barreira, como em serras, aclives e regiões 
mais sinuosas.
“Conseguimos conciliar desempenho 
com desburocratização, por 
meio de maior assertividade nas 
desapropriações, melhorias em 
eficiência na gestão ambiental, pois 
assinamos novos contratos de gestão 
neste sentido. Temos uma equipe de 
desapropriação dedicada e especializada 
para acelerar esses processos.”
“Estamos inclusive planejando 
desenhar contratos de “Prevenção 
de Emergência”, para situações em 
locais onde há recorrência de quedas 
de barreira, como em serras, aclives 
e regiões mais sinuosas.”
RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS14 15
exclusivaexclusiva
Esta, uma obra emblemática, que se 
desenvolve no meio de uma serra. 
Justamente. Além dela, temos ainda outros 
contratos em lotes isolados, como o contorno 
de Santo Amaro da Imperatriz, outro ponto 
importantíssimo na BR-282, que vai trazer fluidez, 
uma vez que a cidade cresceu em torno da rodovia, 
e que não oferece outros pontos pra expansão, 
gerando filas. Nesta obra, estão previstos 1700 m 
túneis, cujo projeto está sendo contratado. Além 
desses projetos, nossa parceria com a equipe do 
Dr. Luiz Guilherme se estende aos EVTEA’s (Estudos 
de Viabilidade Técnica Econômica e Ambiental) 
e os EIA-RIMA (Estudo de Impactos Ambientais – 
Relatório de Impactos ao Meio Ambiente), estudos 
que antecedem a contratação de novos projetos. É 
o caso da SC-486, cujos estudos já denotaram que 
ali há potencial para uma nova rodovia federal, 
contendo a perspectiva de num projeto futuro, 
realizar um contorno, com acessos a São Joaquim, 
Urubici, integrando a serra catarinense à Gramado 
e Canela, e aí sim efetivando um verdadeiro 
“Caminho das Neves”, um eixo de turismo que irá 
interiorizar o desenvolvimento. A rodovia Federal 
planejada, poderá substituir a estadual existente, 
muito sinuosa, não apresentando a capacidade de 
absorver o fluxo de tráfego que nós imaginamos 
que a região demande. Queremos que as rodovias 
federais do estado como um todo, se ainda não 
possuem, que passem a ter o padrão DNIT. Em 
suma, é uma região que merece atenção. Tem 
muito apelo turístico, muitas vinícolas. E os estudos 
de viabilidade apontam pra isso. Ainda falando 
em projetos, temos no extremo Oeste, a Ponte 
de Itapiranga, em franco desenvolvimento, para 
ligar, no Rio Uruguai, conectando ao Rio Grande 
Sul, uma nova rota para a BR-163, para atender ao 
transporte pesado de cargas, que vêm também 
da Argentina. É uma região de agroindústria, 
especialmente dependente de grãos que chegam 
do centro oeste e também de equipamentos, 
como as colheitadeiras, que sobem do Rio Grande 
do Sul para o restante do país. 
E aí, nós passamos a falar sobre projetos. 
Exato. Em 2023, nós colocamos “na 
praça”, muitos projetos de duplicação. 
Projetos estruturantes, visando uma 
substituição de carteira. Se hoje nós temos 
uma carteira de R$ 4 bilhões de contratos 
em andamento, com boa parte já executada, 
amanhã ou depois, as obras serão concluídas 
e precisamos reposicionar os investimentos 
públicos. Para tanto, contamos com grande 
apoio da Diretoria de Planejamento e 
Pesquisa (DPP) e contratar o projeto de 
duplicação de toda a BR-282, com o primeiro 
edital lançado no ano passado, de Lages à 
São Miguel do Oeste, com cerca de 427 Km, 
subdividido em 4 lotes. Logo depois, foi 
lançada a BR-470, com 8 lotes entre Indaial 
e Campos Novos, bem como o edital de 
duplicação, também em 8 lotes, da BR-282, 
de Palhoça a Lages que pretendemos lançar 
em breve. 
“Queremos que as rodovias 
federais do estado como um 
todo, se ainda não possuem,
que passem a ter o padrão DNIT.”
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O superintendente falou dos estudos de meio ambiente. É evidente que Santa Catarina tem 
no seu patrimônio natural uma importante riqueza, que movimenta indústrias possantes. Como 
tem progredido o relacionamento com os institutos e órgãos preservacionistas?
Nós entendemos que a legislação é um 
elemento de defesa do Meio Ambiente. 
São diretrizes que precisam ser seguidas 
integralmente. Na qualidade de braço gestor 
do governo Federal, temos que nos concentrar 
em atender essas rigorosas condicionantes 
durantea execução das obras. Na BR-280, veja 
só, nós tivemos um programa que, no âmbito 
do DNIT, figura entre os mais completos do 
Brasil ambientalmente falando. Ali nós temos 
a presença de comunidades indígenas, o que 
nos levou a adquirir terras, uma exigente da 
componente. Ainda na BR-280, será feita uma 
adequação de projeto para atender outra 
exigência que é a ciclovia, além da aquisição 
de veículos para os indígenas, melhorias nas 
aldeias, e até mesmo de habitações. Temos 
assim procurado atender de forma prioritária, 
para organizar ações que de fato, atendam as 
premissas socioambientais. Foram ajustes feitos 
junto à FUNAI (Fundação Nacional dos Povos 
Indígenas) e ao IBAMA (Instituto Brasileiro do 
Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis). 
Notadamente na BR-280, mas também na BR-470 e 
todos os nossos empreendimentos. Para assegurar 
a qualidade do nosso trabalho, contratamos em 
ambas as rodovias, duas gestoras ambientais, 
e que visam atender também à premissas do 
TCU – Tribunal de Contas da União. Voltando 
um pouco, além da componente indígena, elas 
têm embutidas ainda, programas de resgate de 
fauna, flora, manejo ambiental. Lá nós teremos 
um "overpass" para que a fauna possa passar 
por sobre a rodovia, algo inédito em nosso 
estado. Então, tudo isso é reflexo de uma gestão 
ambiental muito ativa. Na BR-163, também 
temos essa gestão ambiental individualizada. 
Enfim, nos 4 grandes empreendimentos do 
Estado viabilizamos contratações específicas 
para atender completamente esses programas. 
Dentro deste esforço, também há uma parte 
muito importante, voltada à educação, junto 
às escolas, de promoção de consciência e 
segurança no trânsito, tudo para que tenhamos 
uma convivência mais harmônica com a rodovia.
“Dentro deste esforço, 
também há uma parte muito 
importante, voltada à educação, 
junto às escolas, de promoção 
de consciência e segurança 
no trânsito, tudo para que 
tenhamos uma convivência mais 
harmônica com a rodovia.”
Visita técnica do Ministro do Transportes Renan Filho, as obras dos túneis da BR-280
BR 285 • Serra da Rocinha - As atividades envolvem 30 mil metros 
de perfuração, 20 mil metros quadrados de tela metálica de alta 
resistência, cerca de 700 metros cúbicos de concreto, e tirantes com até 
22 metros de comprimento e 400 toneladas de carga.
RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS16 17
exclusivaexclusiva
Se falamos da fiscalização ambiental, há 
também, como mencionado, a fiscalização 
dos órgãos de controle. Como é esta relação, 
em especial em um momento em que 
há maior disponibilidade de recursos e, 
presumivelmente maior escrutínio?
Eu vejo o TCU com uma grande 
capacidade técnica e que é muito pertinente 
em suas recomendações. São sempre 
relatórios muito completos. Trabalhos 
executados com muita seriedade. Tanto que 
nós vemos a necessidade de ampliar nossa 
equipe, para melhorar o atendimento aos 
apontamentos que eles fazem. E isso, em 
parte reflete um déficit de funcionalismo 
que o DNIT tem em Santa Catarina. Mas, 
temos consciência de que o Tribunal, a 
Controladoria (CGU – Controladoria Geral 
da União), constituem métricas importantes 
de transparência e boa governança, quando 
pautadas pela razoabilidade. Posso dizer 
que – via de regra – temos um diálogo que 
resulta em aprendizados para ambos os lados. 
Nós entendemos que um estado mais eficaz, 
passa por uma controladoria forte. É uma 
relação muito profícua. 
Sobre funcionalismo, voltando um pouco, 
existe uma necessidade por mais concursos?
Existe. Veja que Santa Catarina foi, ao longo 
dos anos, conseguindo executar orçamentos de 
R$ 500 milhões, até R$ 800 milhões, chegando 
no pico dos R$ 1,38 Bi. Em se mantendo e 
quem sabe até aumentando essa projeção, 
nós chegaremos a um limite operacional. O 
ministro Renan já na transição, observando o 
horizonte de 4 anos, falou em nos preparamos 
para R$ 80 Bilhões em todo país. E, com o 
que verificamos até aqui, é algo factível, 
provavelmente repetindo, ou até mesmo 
aumentando nosso orçamento por meio das 
emendas de bancada. Até por que nossos 
parlamentares são muito atuantes. Por outro 
lado, nosso quadro é bastante enxuto, mas, 
ainda assim, conseguimos avançar focando nas 
desapropriações, por exemplo, com aberturas 
de novas frentes de obras, mas existe sim uma 
crescente necessidade de reposição do quadro 
de servidores. 
O superintendente falou em entrega. E as 
entregas de obra previstas? Quais são? Como 
estamos em relação aos prazos?
Na BR-285, estabelecemos uma meta, 
junto à empresa, para que a entrega se 
dê ainda no primeiro trimestre deste ano. 
Temos um restante ali de pista de concreto, 
mas o desafio mesmo são as contenções. 
Se a meteorologia colaborar, será possível 
concluir o trecho de serra. Este ano de 2024, 
deverá testemunhar a entrega dos lotes 1 e 2 
da BR-470. Incluindo um viaduto no Km 7 nos 
primeiros meses do ano. Já os lotes 3 e 4 devem 
ser concluídos até o final deste ciclo do governo 
federal. A adequação de capacidade na BR-163, 
também deve ser concluída no começo de 2025. 
Outra obra que deve ser retomada é o Contorno 
de São Francisco, muito complexo, e um dos 
principais gargalos logísticos do estado, por que 
influenciará os modais ferroviário rodoviário 
e hidroviário. Há ainda o Contorno de Jaraguá 
na BR-280, que já está com um emboque 
vazado, uma obra com valores atualizados de 
R$ 1 bilhão. Mas no geral, como estou relatando 
a você, nós estamos com boas expectativas. E 
com uma equipe que tem demonstrado muita 
garra e vontade de realização. 
Estamos falando de uma intensidade de 
tráfego alta e muito distribuída por todo o 
estado. E naturalmente isso nos faz pensar em 
concessões.
De fato, o investimento público chegou 
primeiro, em algumas ocasiões. Como ocorreu 
por exemplo na BR-101, feita pelo DNIT e que 
depois passou à administração privada. Acredito, 
assim como Ministro Renan, que é preciso 
encontrar um equilíbrio, que concilie a entrega 
de obras necessárias, com a modicidade tarifária 
e chamar sim o investidor, para que participe das 
melhorias a serem feitas, complementando os 
investimentos públicos. Você falou em concessões, 
a exemplo das que aconteceram no Paraná. O 
ministro Renan já sinalizou, a possibilidade de 
um primeiro lote de concessões, já em 2025. Até 
por que, como você disse nossas rodovias são 
muito solicitadas, com tendência de aumento 
de tráfego após as duplicações promovidas 
pelo DNIT. Paralelamente, há uma tratativa, no 
sentido de estabelecer parcerias com o governo 
do Estado para privatização conjunta de possíveis 
rotas de fuga estaduais. Assim, o DNIT priorizar o 
investimento nos principais corredores, intervindo 
posteriormente nas demais rodovias. 
“Eu vejo o TCU com uma grande 
capacidade técnica e que é 
muito pertinente em suas 
recomendações. São sempre 
relatórios muito completos. 
Trabalhos executados com 
muita seriedade.”
“É preciso encontrar um equilíbrio, 
que concilie a entrega de obras 
necessárias, com a modicidade 
tarifária e chamar sim o investidor, 
para que participe das melhorias a 
serem feitas, complementando os 
investimentos públicos.”
“Estamos com boas 
expectativas. E com uma equipe 
que tem demonstrado muita 
garra e vontade de realização.”
BR 282 • Trevo que está sendo implementado pela Arteris Litoral Sul 
do Contorno de Florianópolis.BR 470 • Duplicação de Navegantes à Campos Novos
BR-280
BR-470
BR-285
BR-163
RODOVIAS&VIAS20 RODOVIAS&VIAS 21RODOVIAS&VIAS20 RODOVIAS&VIAS 21
ENGENHARIA 
COM SOTAQUE 
CATARINENSE
Wanderlei Salvador definiu, no artigo "Por que somos barriga verde", 
um perfil inequívoco dos nativos da 
terra. Um estereótipo que nasce em campo 
de batalha, mas que com adição da palavra 
“trabalho”, resume o patrimônio imaterial de 
um povo em meia dúzia de adjetivos: lealdade, 
coragem, disciplina, galhardia, honradez e 
bravura. Barriga Verde, portanto, um dístico que 
dá completo sentido à uma parte de estrofe 
presente em seu hino: "É cada homem um bravo.Cada bravo, um cidadão". Contudo, antes de ir à 
campo (e efetivamente constatar a veracidade 
destas definições), é preciso compreender, 
como todo este potencial pode ser explorado na 
prática, oferecendo como resultados, as grandes 
obras federais que estão sendo paulatina e 
inexoravelmente, entregues nos 4 quadrantes do 
estado pela Superintendência. Uma história que 
começa em Brasília, na sede do Departamento, e 
que tem como um dos seus protagonistas, a fi gura 
do jovem e determinado estrategista atualmente à 
frente do Ministério dos Transportes.
RODOVIAS&VIAS20
Rodovias&Vias, costumeiramente traz em suas páginas os giros de suas equipes 
pelas Superintendências do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. 
No heterogêneo, plural e riquíssimo caldo cultural da grande comunidade rodoviarista 
do país, a agulha da bússola apontou para o Sul, na direção da aprazível (e à época deste 
registro, bastante molhada) Santa Catarina. Mais precisamente, para que se 
pudesse conferir os grandes avanços promovidos pela superintendência, 
no sentido de ampliar as já gigantes capacidades do estado. 
CAPA • REPORTAGEM • DNIT-SC
"Se há porém apelido que tanto honre 
pelo de glorioso que encerra e com o 
qual muito se desvanecem os filhos
de Santa Catarina, é sem dúvida 
alguma o de Barriga-Verde.
Barriga-verde é um gentílico utilizado 
para designar os nascidos no estado 
brasileiro de Santa Catarina, normalmente 
referidos como catarinenses. Esta alcunha 
é motivo de orgulho para os habitantes, 
culminando na nomeação da sede do 
governo de Palácio Barriga Verde, além 
do monumento em homenagem aos 
Voluntários da Pátria, heróis barriga-verde 
na Guerra do Paraguai.Uniforme de infantaria português de 
1762 com a suposta faixa verde sobre a 
barriga. Aquarela de Ribeiro Artur.
RODOVIAS&VIAS22 RODOVIAS&VIAS 23RODOVIAS&VIAS22 RODOVIAS&VIAS 23
Mas esta é uma história, como podemos 
presumir, que antes de chegar em Santa Catarina, 
se inicia em Brasília. Oferecendo um panorama 
ainda mais preciso das evoluções nos últimos 
anos sob a perspectiva da sede do DNIT, como 
explica Carlos Antônio Rocha de Barros - diretor 
da Diretoria-Executiva do DNIT: “O DNIT, em 
2023, executou em apenas um ano o equivalente 
a 2 anos de orçamentos anteriores. Em 2023, 
nós batemos R$ 14,03 Bilhões, se tratando de 
investimentos. O que fi zemos ano passado foi 
elevar o patamar do DNIT, dobrando a execução. 
2020 foi ainda mais baixo, e é preciso levar em 
conta que nós tivemos um impacto da Pandemia 
do Coronavírus também, mas acredito que nós 
conseguimos ter uma retomada sim, mais digna, 
em relação aos desafi os que temos”. Ainda, 
de acordo com ele, “Essa foi uma retomada 
somente possível, a partir da determinação de 
nosso ministro dos Transportes, Renan Filho 
e do nosso Presidente Lula, que fi zeram com 
que nós pudéssemos ter uma recomposição, 
em termos orçamentários, muito além do 
que a que tivemos nos últimos anos, em uma 
construção junto ao congresso. Então, houve 
um processo de transparência, e uma vontade 
também por parte dos parlamentares, de 
dialogar de forma proveitosa, no sentido de 
elaborar a PEC da transição. E isso se mantém 
em 2024, em termos de orçamento alocado. 
Neste exercício manteve-se, um orçamento 
que nos coloca em condições de fazer frente 
às necessidades. Por isso, creio que 2024 
será um bom ano, não apenas para Santa 
Catarina, mas para o DNIT no país todo”, 
avaliou, exemplifi cando: “Nós conseguimos 
Carlos Antônio Rocha de Barros, Diretor da 
Diretoria-Executiva do DNIT
Thiago Borges Pitombeira, Coordenador 
Geral de Construção Rodoviária DNIT
“Temos que louvar a dedicação e 
o empenho dos nossos servidores. 
Gente ‘de excelência’ e que está 
na ponta, nas Unidades Locais 
e nas Regionais, fazendo um 
esforço diuturno, à custa de muito 
esforço profissional e pessoal, pois 
sabemos que o nível de fiscalização 
ao qual somos submetidos é 
bastante elevado.” 
“A BR-280 é atualmente um 
dos maiores contratos da nossa 
coordenação, com quase 
R$ 1 bilhão em investimentos. 
Em Santa Catarina há 12 obras 
nas BR’s 163, 158, 470, 282 e 285, 
considerando que ainda serão 
licitados mais lotes, na BR-280, em 
Jaguará, Porto União e na BR-101, 
no contorno de Araranguá.” 
Túnel da BR-280 
CONTEXTOS
CAPA • REPORTAGEM • DNIT-SC
entregar o ‘Contorno do Mestre Álvaro’, 
que é um empreendimento que perpassou 
exercícios fi scais, e que, prosperou, graças à 
fi rme atuação da bancada do Espírito Santo, 
que fez a alocação desses recursos, e que 
afi nal com o orçamento recomposto pelo 
novo governo federal implicou na conclusão 
desta obra tão importante para a população 
capixaba. Este é um dos indicativos que 
temos, de que também foram retomadas 
as entregas de grandes obras, relevantes, 
que vão aí representar um incremento 
da nossa infraestrutura de transportes”. O 
diretor ainda frisou outros objetivos ousados: 
“O ministro assumiu o compromisso de 
melhoria do ICM (Índice de Cobertura de 
Malha), com a meta de que este chegue à 
casa de 80% em todo o Brasil. É algo muito 
significativo, em um momento onde já 
atingimos melhorias bastante signifi cativa em 
termos de recuperação. Um bom exemplo, 
é o que ocorreu em Rondônia, onde saímos 
de um ICM de cerca de 43% para 83%. São 
mudanças que são precisamente, resultado 
da alocação desses recursos, e por termos 
uma capacidade de performance muito boa 
nas Superintendências. Temos que louvar a 
dedicação e o empenho dos nossos servidores. 
Gente ‘de excelência’ e que está na ponta, nas 
Unidades Locais e nas Regionais, fazendo um 
esforço diuturno, à custa de muito esforço 
profi ssional e pessoal, pois sabemos que o nível 
de fi scalização ao qual somos submetidos é 
bastante elevado”, revelou. Já pelo prisma mais 
associado à atividade fi m do Departamento, 
Thiago Borges Pitombeira, Coordenador 
Geral de Construção Rodoviária, explica: “2023 foi 
muito importante para a CGCON no sentido de 
ampliarmos nossa carteira. Iniciamos com algo 
em torno de 130 contratos, fi nalizando com mais 
de 170. Ou seja, colocamos ‘na praça’ várias obras 
importantes para estados como RS, SC, e obras 
emblemáticas como a Ponte de Penedo, a Ponte 
Internacional de Guajará-Mirim, em Rondônia, 
entre outras, como a BR-030 na BA e a BR-226 no 
Maranhão, que têm caminhado muito bem. Vale 
ressaltar que somente no orçamento de construção, 
foram executados mais de R$ 2,5 Bilhões”, detalhou 
o coordenador, que reforça as boas impressões 
verifi cadas por Rodovias&Vias, pelos corredores do 
Departamento e em suas representações. “Temos 
a expectativa que isso se mantenha e até aumente 
ao longo de 2024”. Falando especifi camente de 
Santa Catarina, ele afi rma: “A BR-280 é atualmente 
um dos maiores contratos da nossa coordenação, 
com quase R$ 1 bilhão em investimentos. Em Santa 
Catarina há 12 obras nas BR’s 163, 158, 470, 282 e 
285, considerando que ainda serão licitados mais 
lotes, na BR-280, em Jaguará, Porto União e na 
BR-101,no contorno de Araranguá”, disse. “A 
carteira, portanto, vai aumentar para este ano”, 
resumiu o coordenador. 
RODOVIAS&VIAS24 RODOVIAS&VIAS24
Permitindo uma dimensão mais cronológica 
do momento atravessado pelo DNIT-SC, o 
superintendente Substituto e coordenador de 
Engenharia Terrestre, Izaldo Carlos Kondlatsch, 
afi rma: “Desde a época do DNER (Departamento 
Nacional das Estradas de Rodagem), e estou 
falando de 28 anos da minha experiência na 
autarquia, nós nunca tivemos um orçamento 
tão bom como o de 2023. Independente de 
coloração partidária, sob nosso ponto de vista, 
este é um governo Federal que optou por investir 
em infraestrutura, portanto. Tínhamos obras 
aqui no estado que se arrastavam durante muito 
tempo, e em rodovias importantes. E isso gera um 
impacto violento, tanto no trânsito, por conta dos 
desvios consecutivos, quanto para a população 
em si, que anseia pelo resultado e não o vê 
acontecer. Sem contar os prejuízos econômicos 
e ambientais do tráfego paradoe a perda de 
tempo. Então pra nós foi uma grande satisfação 
poder realizar o que não tivemos condições 
nos últimos 5 anos ou mais, justamente por 
conta das restrições orçamentárias”. Fazendo 
coro ao superintendente Alysson, sobre este 
aspecto, ele fi naliza: “E tudo indica que 2024 
também será um ano bom”. Ainda, segundo ele 
“2023 foi um ano de ajustes. Tivemos que fazer 
algumas reorganizações na gestão, muito por 
conta, justamente dos atrasos das obras, como 
já mencionei. Os problemas vão se acumulando. 
E nós precisamos encarar esses problemas de 
forma séria. Desde as execuções contratuais com 
as empresas até pendências trabalhistas dos 
funcionários que fi caram paralisados”, recorda 
o substituto. “Mas nós conseguimos, com 
diálogo e estudo, ir acessando cada um deles. 
Apesar de ter sido um ano com muitos recursos, 
houve problemas em alcançarmos um objetivo 
importante, que era melhorar a condição da malha. 
Registramos um ICM ruim, com 13% de malha 
ruim ou péssima, e isso é inaceitável, e isso se deve 
ao fato de termos sido praticamente obrigados 
a envidar muito esforço e dinheiro para atender 
e sanar emergências, como não se costuma ver. 
Totalmente atípicas. Praticamente de Novembro 
de 2022 pra cá não parou de chover. Por isso 
estamos com 7 pacotes de obras emergenciais, e 
com mais 3 em vista para serem fi rmados”, explica 
o substituto. Em tempo, os próximos 3 pacotes 
estão sendo preparados para as BR’s 282, 470 e 
153”, detalhou.
Izaldo Carlos Kondlatsch, Coordenador de 
Engenharia Terrestre DNIT/SC
“Então pra nós foi uma grande 
satisfação poder realizar o que não 
tivemos condições nos últimos 5 anos 
ou mais, justamente por conta das 
restrições orçamentárias.” 
FEDERAIS CATARINENSES
CAPA • REPORTAGEM • DNIT-SC
RODOVIAS&VIAS26 RODOVIAS&VIAS26
Fo
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OPERAÇÃO DNIT
Componente estrutural das ações do 
DNIT, o serviço de operações é sempre 
reputado como um dos grandes desafi os 
em todas as superintendências do 
Departamento. À frente deste quesito no 
estado de Santa Catarina, o jovem engenheiro 
Felipe Joenck, analista de Infraestrutura 
e chefe de Operações, pondera: “Com 
grande orçamento, vem uma grande 
responsabilidade. E com as constantes 
melhorias na malha, aumenta a necessidade 
de maior controle. Tudo isso gera maior 
demanda no setor, com mais fi scalização 
de acessos, de velocidade, de peso e de 
ocupação em áreas próximas às rodovias. 
Uma das nossas principais demandas, 
inclusive, é constituída justamente pelo 
acompanhamento criterioso de nossa 
faixa de domínio, que inclui algumas vias 
marginais e as pistas de entrada e saída dos 
pontos comerciais e postos. Controlamos, 
na verdade, todo o tipo de utilização pública 
da faixa, para que a utilização se dê de forma 
ordenada e isso inclui as concessionárias (Água, 
Luz e Gás) além das empresas que desejam 
se instalar em áreas lindeiras. Este aspecto da 
faixa de domínio, está sendo constantemente 
atualizado, trazido à luz dos manuais de hoje, 
pois temos rodovias que são bem antigas, 
algumas do tempo do DNER, e ocupações que 
foram surgindo ao longo do tempo. Então este 
é um trabalho constante para cadastramento 
e inventário”, esclarece, abordando ainda um 
tema nevrálgico onde o padrão técnico das 
pistas é mais elevado: “O controle de velocidade 
também representa um ponto forte de atuação. 
Especialmente por parte da população, de 
comerciantes, que nos encaminham pedidos 
para análise, sobre a instalação de radares. 
Nós estudamos todas essas requisições 
CAPA • REPORTAGEM • DNIT-SC
Felipe Joenck, analista de
Infraestrutura e chefe de Operações
“Com grande orçamento, vem 
uma grande responsabilidade. E 
com as constantes melhorias na 
malha, aumenta a necessidade 
de maior controle. Tudo isso gera 
maior demanda no setor, com 
mais fiscalização de acessos, de 
velocidade, de peso e de ocupação 
em áreas próximas às rodovias.” 
e, eventualmente, em detectando a 
necessidade, nós realizamos a instalação, 
com sinalização e atendendo a todos os 
fundamentos exigidos pelo CONTRAN. De 
mais a mais, apesar de toda a polemização 
que este tema gera, é inegável que eles 
contribuem para evitar acidentes. Esta é uma 
constatação”, argumenta, mostrando um 
lado importante da atuação do DNIT, que é 
o atendimento direto às manifestações da 
população. “Mais do que isso, nós levamos 
em conta a acidentalidade, a criticidade 
desses acidentes e claro, análise dos fatores 
de risco, mesmo que no local apontado pela 
população, não tenha histórico de acidentes, 
por exemplo. A intenção é sempre educar e 
não punir. É por isso que um ponto de honra 
nosso é a sinalização desses equipamentos, 
inclusive contendo a velocidade que ele 
delimita para aquele trecho”, explicou. 
VIGILANTES DO PESO
Sob o mesmo guarda chuvas do Serviço de 
Operação, está a pesagem dos veículos de carga. 
“É uma atribuição importante, por que os excessos, 
como é de conhecimento de todos, causam muitos 
danos ao pavimento. Tendo em vista a vida útil, nós 
vemos como a ausência dessa fi scalização implica 
em gastos diretos com manutenção e intervenções 
estruturantes, que passam a ser mais frequentes”, 
disse. Sobre os equipamentos desta natureza, 
utilizados pelo Departamento, ele esclarece que 
se tratam de “balanças móveis, posicionadas e 
reposicionadas, de acordo com a necessidade. A 
Polícia Rodoviária Federal, inclusive, é um parceiro 
importante neste sentido do controle de peso 
dos caminhões. Tanto é que preferencialmente 
nós posicionamos esses dispositivos no próprio 
pátio da PRF. E é um trabalho que tem dado bons 
resultados”, fi nalizou.
RODOVIAS&VIAS 27
RODOVIAS&VIAS 29RODOVIAS&VIAS 29
CAPA • REPORTAGEM • DNIT-SC
Diego Fernando da Silva, chefe do
serviço de Construção do DNIT/SC
“Essas adversidades climáticas, que 
não são apenas exclusividade daqui, 
mas a nível mundial, são o principal 
fator que tem nos atrapalhado. Algo 
que com uma boa gestão, temos tido 
êxito em superar.” 
EM OBRAS: O SERVIÇO DE CONSTRUÇÃO
Com diversos empreendimentos 
correntemente em andamento, como as 
ampliações de capacidade nas BR-s 470, 285, 
163 e 280 entre outras, o serviço que representa 
o núcleo da engenharia pesada no DNIT, tem 
também sua porção de desafi os assegurada, 
para além dos oferecidos pela própria 
natureza da atividade, pelas confusas, 
atípicas e massivas chuvas na região. “Essas 
adversidades climáticas, que não são apenas 
exclusividade daqui, mas a nível mundial, são 
o principal fator que tem nos atrapalhado. 
Algo que com uma boa gestão, temos tido 
êxito em superar. Juntamente à coordenação 
de engenharia, nós temos conseguido fazer as 
obras avançar”. Detalha o chefe do serviço de 
Construção da Superintendência, engenheiro 
Diego Fernando da Silva que trouxe mais 
detalhes sobre a tarefa de elevar o nível 
rodoviário das pistas catarinenses. 
AVANTE NA BR-280
“Na BR-280, estamos com 3 lotes, um 
deles passando por adequação de projeto 
já em vias de ser concluída para a retomada 
dos trabalhos, que é o de número 1, de 
São Francisco do Sul ao entroncamento 
com a BR-101; o lote 2.1, que vai da 
BR-101 à Guaramirim quase chegando em 
Jaraguá do Sul, em andamento e, onde 
foram pacifi cadas as questões ambientais 
e dos povos indígenas, sendo o segmento 
onde temos um avanço maior; e o 2.2, 
que inclui o Contorno de Jaraguá, que 
também passou por revisões de projeto, já 
aprovadas, e que também se relacionavam 
aos túneis, mas que afi nal, já possibilitam 
a abertura de uma boa frente de trabalho 
para a empresa avançar. Este é um 
empreendimento grande em seu conjunto, 
e que, em se mantendo essas boas 
perspectivas de recursos, associadas às 
liberações, têm tudo para que caminhemos 
para uma conclusão em meados de 2025”, 
explica o engenheiro Diego.
RODOVIAS&VIAS30 RODOVIAS&VIAS 31RODOVIAS&VIAS30 RODOVIAS&VIAS 31
“Com 4 lotes de duplicação, de Navegantes à 
Indaial, ela apresenta tanto o Lote 1 como o 2 em 
um percentualde execução bastante elevado, 
com uma previsão de conclusão parcial para este 
ano, fi cando alguns remanescentes para 2025. 
Mas temos a pista praticamente já duplicada 
até Gaspar. Já nos lotes 3 e 4, verifi camos um 
avanço significativo, pós desapropriações 
e remanejamento de interferências, e que 
devem ser entregues no começo de 2026”, 
relatou João José. De acordo com o fi scal de 
Obra do DNIT, para a BR-470 e supervisor da 
Unidade Local de São José, engenheiro João 
José Vieira, concorda e acrescenta: “A BR-470 
teve um desenvolvimento desafi ador, pois está 
inserida em uma área densamente ocupada 
e implicou em cerca de 600 desapropriações. 
Então ela passou por um tempo, em gestões 
anteriores, tendo que vencer esses problemas. 
Claro, essa é apenas uma das questões. Por 
exemplo, no lote 1, enfrentamos solos moles, 
que exigem substituição e que têm um avanço 
muito metódico, para evitar rompimento. 
Uma dificuldade de grande monta, de 
ordem geotécnica e que em um contexto de 
limitações orçamentárias, representa um risco 
real e grave para qualquer obra. Isto que nem 
estou mencionando as questões climáticas, 
pois estamos na 3ª região mais chuvosa do 
país em volume de precipitação”, explicou 
o experiente profi ssional, que há 44 anos se 
dedica à construção rodoviária. “Hoje, na BR-470,
nós vivemos um momento em que ela foi 
‘destravada’. Os trabalhos estão fl uindo. Houve 
CAPA • DER-DF – ESTEIO RODOVIÁRIOCAPA • REPORTAGEM • DNIT-SC
João José Vieira, 
Chefe da Unidade Local de São José
“Hoje, na BR-470, nós vivemos 
um momento em que ela foi 
destravada. Os trabalhos estão 
fluindo. Houve a chegada de 
recursos, mas acima de tudo, houve 
interesse político em fazê-la fluir.” 
a chegada de recursos, mas acima de tudo, 
houve interesse político em fazê-la fl uir”. 
Avaliou. “Ela possui um histórico de luta, 
de difi culdades em vários aspectos, com 
um andamento que levou mais tempo do 
que esperávamos, por motivos alheios à 
nossa vontade. Ela nunca parou, na verdade, 
mas andou com morosidade. Hoje ela é 
um empreendimento que performa bem”, 
disse. “Durante as fases em que ela evoluía 
mais lentamente, nós fi zemos adequações e 
melhorias em projetos, por que a cronologia 
dela, como se estendeu, acabou mostrando 
essa necessidade. Também nesse aspecto 
do tempo, as legislações ambientais foram 
se aperfeiçoando, e isso também exigiu 
um esforço adicional. A BR-470 teve que ir 
sendo adequada por nós, em várias áreas, 
para que se mantivesse atualizada para seu 
tempo. Algumas dessas adequações geraram 
inclusive, mais economicidade para a obra, 
como nos viadutos da Ari Barroso. Mas estamos 
caminhando bem”, fi nalizou. 
A EMBLEMÁTICA BR-470
RODOVIAS&VIAS32 RODOVIAS&VIAS 33RODOVIAS&VIAS32 RODOVIAS&VIAS 33
CAPA • DER-DF – ESTEIO RODOVIÁRIOCAPA • REPORTAGEM • DNIT-SC
Nevio Antônio Carvalho, 
fi scal de Obra do DNIT/SC da BR-285
“A BR-285 foi um empreendimento, 
do ponta de vista do engenheiro, que 
aprecia a técnica e se sente motivado 
pelos desafios, muito interessante. E 
cabe aqui também à nós agradecer 
à paciência e cooperação da 
população.” 
EXPECTATIVA: BR-285
Apresentando muitos desafi os sob a ótica 
geotécnica, com contenções e inovações como 
a execução em pavimento rígido, “restam pouco 
mais de 1 Km para encerrarmos a pavimentação 
da BR-285, com a possibilidade de a entregarmos 
já agora em março. Claro, ali sofremos com muita 
interferência por conta das condições climáticas, 
e nossa estimativa se baseia em uma perspectiva 
mais otimista, de que estas não persistam 
em grande intensidade. Mas esperamos 
que aconteça”, disse o engenheiro Diego 
Fernando da Silva. Ainda, segundo o fi scal 
de Obra do DNIT para a BR-285, engenheiro 
Nevio Antônio Carvalho, “Esta é uma obra que 
gera bastante expectativa, tanto do ponto 
de vista do transporte de cargas, quanto 
do ponto de vista dos traslados turísticos. 
Certamente, o Porto de Imbituba será um dos 
grandes benefi ciados com essa implantação. 
O setor produtivo regional terá a capacidade 
de colocar suas mercadorias de forma mais 
ágil e segura para seus mercados”, relata 
Carvalho. “Acredito que para todos nós do 
DNIT, é um trabalho muito gratifi cante. Pois 
quase tudo que é possível ter em uma obra, 
nós temos ali. Pavimento rígido, fl exível, 
implantação – como no caso dos contornos 
– atuação em regiões planas e em áreas 
acidentadas, diversos tipos de solo, pontes, 
viadutos, que terão um impacto estético 
na região e que, evitaram a execução de 
aterros e cortes, impactando menos. Uma 
obra que teve sim seus percalços, com as 
restrições orçamentárias, em um segundo 
momento por conta da necessidade de 
executarmos contenções inicialmente não 
previstas, e de fato, ela demorou. Mas nós 
a vemos chegar, com grande satisfação à sua 
reta fi nal. A BR-285 foi um empreendimento, 
do ponta de vista do engenheiro, que aprecia a 
técnica e se sente motivado pelos desafi os, muito 
interessante. E cabe aqui também à nós agradecer 
à paciência e cooperação da população, pois ela 
era o único acesso em praticamente 200 Km.
A comunidade realmente entendeu as 
difi culdades e torceram por nós. Tivemos ali uma 
parceria muito boa com a prefeitura”, contou o 
engenheiro fi scal.
RODOVIAS&VIAS 33
RODOVIAS&VIAS34 RODOVIAS&VIAS 35RODOVIAS&VIAS34 RODOVIAS&VIAS 35
CAPA • DER-DF – ESTEIO RODOVIÁRIOCAPA • REPORTAGEM • DNIT-SC
ROTA PRODUTIVA: 
A BR-163
Presente desde o início dos trabalhos, 
o chefe de Serviço de Construção, Diego 
Fernando da Silva, passou por todas as fases 
deste trabalho que há muito é acalentado 
no Oeste catarinense, por ser uma conexão 
importante para o agro e indústrias. 
“Tive a oportunidade de acompanhar o 
encerramento do contrato antigo, bem como 
a arrancada dela a partir da nova licitação, ali 
na região do Cedro, um segmento concluído 
em outubro de 2021. Trata-se de uma obra 
de adequação de capacidade e restauração, 
prevendo alargamento de plataforma, 
implantação de terceiras faixas e travessias 
urbanas, bem como a restauração da pista em 
whitetopping, para dar melhores condições 
de trafegabilidade, dado o alto nível de 
exigência. Ela deve, portanto, atender bem no 
nosso estado, a região de Guaraciaba até São 
Miguel do Oeste”, explica ele. 
NOVAS 
CONTRATAÇÕES
“Temos diante de nós mais algumas 
perspectivas interessantes, como o recente 
lançamento do edital da BR-470 de Indaial à 
Campos Novos, que corresponderiam aí, mais 
ou menos aos lotes 5, 6 e 7 dessa duplicação, 
bem como o edital de estudos e projetos para 
a contratação de obras para a duplicação 
da BR-282, de Lages à São Miguel do Oeste. 
Então, existe essa possibilidade real de que 
essas obras venham em um futuro próximo 
a integrar nossa carteira de contratos”, 
comemorou o engenheiro, que também foi 
supervisor de Unidade Local.
PLANEJAMENTO E PROJETOS
Guido Paulo S. Junior, chefe de serviço de 
Planejamento e Projetos DNIT/SC
“A atenção à projetos menores 
também precisa ser pormenorizada, 
por que eles compõem, muitas vezes, 
ligações com outras alternativas de 
maior volume, como é o caso de uma 
implantação de uma interconexão 
em Rio do Sul, que se dará por 
modalidade integrada, e já está em 
fase de instrução.” 
Sob o chefe de serviço Guido Paulo S. Junior, 
este setor da superintendência, possui uma 
ampla programação, de projetos de diversas 
dimensões a serem fiscalizados. “Estamos 
atualmente com o segmento Sul da BR-163, 
incluindo o projeto da Ponte na divisa com 
o Rio Grande do Sul, bem como a execução 
de contornos. Também, já contratado e em 
fase de formalização, já temos o projeto de 
duplicação da BR-282 de Lages à São Miguel 
do Oeste, bem como o Contorno de Santo 
Amaro da Imperatriz, em fase de início, pois 
já está contratado. Uma obra complexa, que 
prevê segmentos de túnel”, explicou o chefe 
de serviço. “A atenção à projetos menores 
também precisa ser pormenorizada, por 
que eles compõem, muitas vezes, ligações 
com outras alternativas de maior volume,como é o caso de uma implantação de uma 
interconexão em Rio do Sul, que se dará por 
modalidade integrada, e já está em fase de 
instrução”, disse. “Também damos apoio à 
área de construção, no ponto de vista das 
adequações e revisões de projeto. Afi nal, são 
muitas questões, além da própria defasagem 
temporal que normalmente eles podem 
apresentar”, explicou. Ainda, na mira do 
serviço, estão os avanços na duplicação da 
BR-470, com a adição de mais 8 lotes. “Além 
disso estamos trabalhando no projeto de 
melhoramento da rótula na BR-101 até o 
Contorno de Florianópolis, com ruas laterais 
no segmento, aumentando a fl uidez e que 
também se dará por contratação integrada. 
Será uma forma de disciplinar o tráfego em 
um local que possui um histórico grande de 
retenções”, fi nalizou.
RODOVIAS&VIAS36 RODOVIAS&VIAS 37RODOVIAS&VIAS36 RODOVIAS&VIAS 37
CAPA • DER-DF – ESTEIO RODOVIÁRIOCAPA • REPORTAGEM • DNIT-SC
Elen Cristin Trentini,
chefe do SDRMA
“Nosso setor, mesmo muito associado 
à engenharia, é um setor que trabalha 
com pessoas. Exige sensibilidade e 
a consciência de que de fato, se está 
intervindo em propriedades,
 vidas e suas particularidades, 
para um bem comum. Para isso,
 temos uma equipe muito coesa e 
experiente nesse assunto.” 
SDRMA: SERVIÇO DE DESAPROPRIAÇÃO, 
REASSENTAMENTO E MEIO AMBIENTE
Com a singela e direta pergunta, “O que 
trava uma obra”, a chefe do SDRMA, Elen Cristin 
Trentini, expôs uma resposta crucial, que envolve 
responsabilidade com o patrimônio natural e 
social de um dos mais bonitos estados do país. 
Claro, uma resposta que explicita a inteligente 
estratégia adotada pela Superintendência, para 
alcançar patamares de performance condizentes 
com a disponibilidade de recursos. “Nosso setor, 
mesmo muito associado à engenharia, é um setor 
que trabalha com pessoas. Exige sensibilidade e 
a consciência de que de fato, se está intervindo 
em propriedades, vidas e suas particularidades, 
para um bem comum. Para isso, temos uma 
equipe muito coesa e experiente nesse assunto. 
É um olhar diferenciado, que extrapola a mera 
questão de valores. É uma habilidade”, conceitua 
a chefe. “E este ano, tivemos um trabalho muito 
importante, que se deu na BR-470. Um case de 
sucesso, que envolveu uma interlocução nossa 
com todos os setores da Superintendência. 
Ali, além da evidente e devida compensação 
ambiental, em função da duplicação, havia o 
PBA (Plano Básico Ambiental) Indígena, que 
previa o atendimento à alguns itens. Estamos 
falando aí da aquisição de terras, uma delas de 
mais de mil hectares, e isso envolve tratativas 
para a efetivação da compra. Além disso, houve 
a aquisição de veículos que atendessem às 
necessidades deles. Atendemos neste sentido, 
todas as normas, com o oferecimento das 
CAPA • REPORTAGEM • DNIT-SC
Rua Maranhão 1694 - Funcionários,
Belo Horizonte / MG
31 3194 2700
Rua Maranhão 1694 - Funcionários,
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RODOVIAS&VIAS 39RODOVIAS&VIAS 39
4 refeições quando foram convocadas as 
reuniões com as lideranças e mesmo o 
fornecimento de cestas básicas. Uma atuação 
à várias mãos”. Com relação aos veículos, 
para que a população das comunidades 
pudesse recebê-los, além da apresentação 
de condutores responsáveis habilitados, 
foram realizadas ofi cinas de cooperativismo, 
para que fossem criados os CNPJ para a 
transferência dos documentos. “Tudo isso 
exigiu um planejamento e a observação de 
experiência em outros casos. No mais, para 
todas as nossas obras, temos contratos de 
Izaldo Kondlatsch,
superintendente substituto
“E 2023 foi um ano muito produtivo 
para o SDRMA, com mais de 
200 processos devidamente 
encaminhados, todos dentro do 
cronograma. Um investimento da 
ordem de R$ 106 milhões.” 
gestão ambiental, que validam e comprovam 
o cumprimento das exigências dos órgãos de 
fi scalização ambientais. Lembrando que tudo 
isso tem que ser feito antes da obra começar. É 
uma preparação determinante para que se defi na 
de que maneira a obra vai avançar. E 2023 foi um 
ano muito produtivo para o SDRMA, com mais 
de 200 processos devidamente encaminhados, 
todos dentro do cronograma. Um investimento 
da ordem de R$ 106 milhões” detalhou a chefe. 
Ainda em relação ao trato com a população 
nativa, o superintendente substituto, Izaldo 
Kondlatsch, acrescentou: “O DNIT incluiu em 
sua programação, a construção de viveiros para 
mudas de espécies endêmicas e de hortas, para 
ensiná-los a fazer um cultivo que seja sustentável, 
mas mais produtivo, com técnicas modernas. 
Também serão construídos galinheiros, tanques, 
bem como a compra de alevinos, com cursos 
para todos esses manejos. Então, em acordo com 
todas as exigências, buscamos cumprir a nossa 
parte”, pontuou.
CAPA • REPORTAGEM • DNIT-SC
RODOVIAS&VIAS40 RODOVIAS&VIAS 41RODOVIAS&VIAS40 RODOVIAS&VIAS 41
A atuação que garante precisão, capilaridade, 
qualidade e resultados.
CAPA • REPORTAGEM • DNIT-SC
UM GIRO 
PELAS UL’S
Como é praxe para Rodovias&Vias, o dia a dia das obras, necessariamente passa pelos 
engenheiros e engenheiras que as 
tornam realidade. Literalmente “os 
braços do Departamento”, as Unidades 
Locais consistem em representações 
essenciais para o bom funcionamento e 
percepção da “marca DNIT”, em especial 
para as lideranças e as populações que 
são diretamente abrangidas pelos seus 
trabalhos. Rodando todo o estado, para 
melhor tirar os instantâneos do atual 
avanço, as equipes realizaram visitas 
técnicas que colhem, diretamente da fonte, 
os relatos de um avanço rodoviário que se 
hoje é uma realidade, em alguns dos casos, 
há muito era aguardado. 
Cláudia Elisa Hinsching Pirath,
Chefe da UL Joinville
“Temos pontos sensíveis na questão 
ambiental, não apenas no que 
tange às populações indígenas, 
como também nos cuidados com o 
Meio Ambiente em geral. O maior 
programa do DNIT, em termos de 
recursos investidos para as tratativas 
ambientais hoje, é a BR-280.” 
UNIDADE LOCAL DE JOINVILLE
Com a malha primariamente em estado 
considerado bom à razoável (ainda que 
tenha atacado, a exemplo de outras UL’s, 
ao menos uma situação de emergência na 
BR-280), a jurisdição do DNIT em Joinville, 
possui atualmente 2 lotes em construção, 
iniciados em 2014, com alguns segmentos a 
serem concluídos. “Temos pontos sensíveis na 
questão ambiental, não apenas no que tange 
às populações indígenas, como também 
nos cuidados com o Meio Ambiente em 
geral. O maior programa do DNIT, em termos 
de recursos investidos para as tratativas 
ambientais hoje, é a BR-280. Por sinal, os 3 
contratos juntos, à preços iniciais, em valores, 
também fazem da BR-280 a obra mais 
vultosa em andamento. Com mais recursos 
disponibilizados, temos a intenção de manter 
o ritmo forte, cumprindo o cronograma de 
execução das obras. Temos que acompanhar 
ainda, algumas desapropriações em áreas 
mais urbanizadas, como em São Francisco, 
que vão precisar ser acompanhadas passo à passo 
para que tenhamos uma cadência sustentável 
de liberação de frentes para as obras. Onde é 
possível, buscamos a adoção de um traçado 
paralelo”, revela a chefe da UL de Joinville Cláudia 
Elisa Hinsching Pirath. Em um futuro breve, 
a Unidade Local deve ainda levar em frente 
mais algumas intervenções importantes para a 
multimodalidade do estado, com a assinatura 
dos contratos de duplicação e o futuro Contorno 
Ferroviário de São Francisco do Sul, já previsto. 
Uma solução de confl ito entre modais, que será 
resolvida a partir de novos traçados para ambos, 
em uma região extremamente adensada e com 
enorme movimentação de pesados.
RODOVIAS&VIAS42 RODOVIAS&VIAS 43RODOVIAS&VIAS42 RODOVIAS&VIAS 43
CAPA • REPORTAGEM • DNIT-SC
Enio Jacobos Spieker,
Chefe da UL Lages
“Estamos em uma área que possui 
diversas vocações. Todas muito fortes. 
Indústrias de diversas naturezas, 
turismo, comércio e, estamos inseridos 
entre várias outras cidades que se 
relacionam fortemente. Tanto no 
inverno quanto no verão. E isto exerce 
uma pressão sobreos nossos serviços. 
Uma demanda permanente, que 
precisamos conhecer e entender para 
poder atender adequadamente.” Eugenio Paceli Werneck, analista de Infraestrutura na UL São José
“Estamos realizando estudos para 
a elaboração de um protocolo, 
com vistas a uma atuação mais 
preventiva em relação às situações 
que potencialmente podem 
se desdobrar em emergências, 
com um gatilho a partir de uma 
quantidade determinada de 
precipitação em milímetros.” 
UNIDADE LOCAL DE LAGES
Consolidada e sempre que possível, 
passando por melhorias como, implantação 
de acessos, terceiras faixas e vias marginais, 
a BR-282, principal rodovia sob os cuidados 
da UL de Lages, tem ainda alguns outros 
incrementos projetados como a construção 
de vias inferiores, para eliminar um grande 
gargalo, representado pela rotatória. “Este 
é um projeto que está sendo realizado pela 
prefeitura de Lages, dentro do ‘padrão 
DNIT’, e que passará por nossa aprovação. 
Tudo indica que ainda este ano”, explicou 
o supervisor Enio Jacobos Spieker. “Temos 
ainda um gargalo importante na chegada 
à BR-116, que está muito associado às 
sazonalidades e datas comemorativas, 
com um acréscimo de tráfego ponderável. 
Existe um projeto da concessão, ainda não 
apresentado ao DNIT, para que a concessão 
execute ali uma interseção em 2 níveis, 
com vias laterais na BR-282, concomitante à 
melhorias de acesso na BR-116, pois tanto a 
travessia, quanto a passagem sofrem neste 
ponto. Um projeto que aguarda a análise 
da ANTT”, disse. “Estamos em uma área 
que possui diversas vocações. Todas muito 
fortes. Indústrias de diversas naturezas, 
turismo, comércio e, estamos inseridos entre 
várias outras cidades que se relacionam 
fortemente. Tanto no inverno quanto no 
verão. E isto exerce uma pressão sobre os 
nossos serviços. Uma demanda permanente, 
que precisamos conhecer e entender 
para poder atender adequadamente. É 
uma região sensível também à questão 
das chuvas, e por este motivo, tivemos 
algumas emergências, que tiveram de ser 
tempo, mas eles estão sendo solucionados”, 
explica. Ainda sobre a BR-282, mas em sua 
jurisdição contígua, Eugenio Paceli Werneck, 
analista de Infraestrutura na UL São José, 
acrescenta: “Por conta desse ‘novo regime’ de 
chuvas que estamos enfrentando, e que está 
demonstrando uma tendência à se manter, 
estamos realizando estudos para a elaboração 
de um protocolo, com vistas a uma atuação 
mais preventiva em relação às situações que 
potencialmente podem se desdobrar em 
emergências, com um gatilho a partir de uma 
quantidade determinada de precipitação em 
milímetros. De mais a mais, estamos atuando 
fortemente em manutenção e conservação. 
No encontro dela, com a BR-101, o município 
de Palhoça está elaborando um projeto de 
contorno, que deverá ser executado pelo 
DNIT para solucionar o conflito naquela 
área, com vias marginais, uma ampliação de 
capacidade, e que possivelmente terá edital 
publicado este ano”, disse.
solucionadas por novas contenções, estacas, 
e outras intervenções desse tipo”. Em 
termos operacionais, a UL Lages, mantém 
um monitoramento constante, incluindo a 
fi scalização e inspeção da faixa de domínio. 
“Temos aqui dois técnicos que são formados 
em direito, e na maioria das vezes, questões 
como acessos que porventura estejam 
irregulares em propriedades particulares, 
costumam ser resolvidas amigavelmente, 
na conversa. Claro, em eventuais processos, 
nossa equipe consegue bem embasá-los”, 
relata o supervisor. “Isto não signifi ca que 
não estejamos acionando judicialmente 
aqueles que invadem a faixa de domínio. 
Temos muitos processos desta natureza, a 
maioria de ocupações mais antigas. Leva 
RODOVIAS&VIAS44 RODOVIAS&VIAS 45RODOVIAS&VIAS44 RODOVIAS&VIAS 45
CAPA • REPORTAGEM • DNIT-SC
Christiano Zulianello dos Santos,
Chefe da UL Rio do Sul
“Contabilizamos cerca de 40 pontos 
de atenção. Nossa situação geológica 
é bastante difícil, com a presença 
de solos moles e taludes instáveis, 
pontes antigas, como nos segmentos 
de Ibirama e em Rio do Sul.” Adilene Adratt,Chefe da UL Mafra
“Não temos como blindar a serra. 
Claro, com muito trabalho em 
manutenção e muita atenção 
às drenagens, nós conseguimos 
bater um recorde de 7 anos sem 
emergências graves na serra.” 
UNIDADE LOCAL DE RIO DO SUL
UNIDADE LOCAL DE MAFRA
Atualmente com duas obras emergenciais, uma 
reabilitação de ponte e dois viadutos, contratos 
de manutenção e restauração, a UL Rio do Sul, 
também sofreu com as adversidades climáticas 
em sua malha. “Desde outubro de 2023 em diante, 
tivemos pelo menos duas grandes enchentes, e 
um volume incrivelmente alto de chuvas. E isto, é 
claro se traduz em demandas imediatas para obras 
emergenciais. Desde intervenções simples, como 
queda de árvores e carreamento de material para a 
pista, até rupturas de pista, e colapso de elementos 
de drenagem. Neste sentido nós contabilizamos 
cerca de 40 pontos de atenção. Nossa situação 
geológica é bastante difícil, com a presença de 
solos moles e taludes instáveis, pontes antigas, 
como nos segmentos de Ibirama e em Rio do Sul. 
Houve também locais em que historicamente 
não apresentavam problemas, mas que nos 
surpreenderam, como o que ocorreu em 
Curitibanos. Nunca havia se manifestado 
nenhuma patologia ali. Mas apresentou um 
rastejo que, de uma hora para outra, colapsou 
a rodovia. Foi um trabalho investigativo 
até, para além dos pontos evidentes, para 
que pudéssemos determinar o que estava 
ocorrendo e qual solução a ser defi nida. Via de 
regra, existem essas demandas extraordinárias, 
que nos colocam em uma situação de alerta 
constante”, disse o supervisor Christiano 
Zulianello dos Santos. Outra característica 
no segmento da BR-470, que responde por 
boa parte das atenções da UL Rio do Sul, 
o intenso tráfego de veículos de carga – e 
consequentemente o controle estrito de peso 
– é uma atividade que faz parte da rotina da 
UL e é crítica para a performance da pista. Fora 
estas atribuições, a UL também contribuiu 
para melhorias urbanísticas, como em Pouso 
Redondo: “Foi executada uma passagem 
inferior no centro da cidade, com 550 metros 
de pistas laterais. Ali, também haverá um 
aditivo para adição de mais 500 metros de 
segmento adicional, e que está realmente 
mudando a ‘cara’ da cidade”, explicou.
Zelando por uma rota essencial para o 
estado, a BR-280, a UL de Mafra, também está em 
alertas constantes por conta do, digamos, “novo 
regime de chuvas”. “De fato, historicamente a 
BR-280 apresenta uma situação muito sensível, 
especialmente na Serra de Corupá, com muitas 
obras de contenção realizadas ao longo das 
últimas décadas. Uma área difícil de trabalhar e 
com problemas recorrentes, pois o solo não tem 
coesão, e onde há rochas, elas são fraturadas. 
A própria carta geológica já registra uma 
suscetibilidade alta. Então, não temos como 
‘blindar’ a serra. Claro, com muito trabalho em 
manutenção e muita atenção às drenagens, 
nós conseguimos bater um recorde de 7 anos 
sem emergências graves na serra. Em um 
momento em que o DNIT atravessava restrições 
orçamentárias sérias. Mas as chuvas de novembro 
de 2022, em diante, foram absolutamente 
extraordinárias. Uma quantidade de 400 mm 
a mais do que a média da região. Totalmente 
atípico. É importante lembrar, que ela foi uma 
rodovia construída pelo governo do estado há 
40 anos, em um padrão de dimensionamento 
que já não corresponde à realidade. Não é o tipo 
de pista ‘padrão DNIT’. Por isso, fi zemos algumas 
implantações, em outras emergências de bueiros 
metálicos, com uma qualidade muito melhor do 
que os originais. Neste período, somando todos 
os pontos mais graves, foram 33 segmentos. Isto sem 
contar pelo menos uns outros 50 que nós pudemos 
ir resolvendo com a manutenção”, detalha Adilene 
Adratt. “Somente em emergências, ao longo de pouco 
mais de um ano, o DNIT aportou R$ 92 milhões em 
dois contratos. Mas precisamos lembrar, que estes 
eventos não pouparam ninguém, independente de 
pistas concessionadas ou não, duplicadasou simples. 
Não custa lembrar que houve interdições totais em 
diversos pontos. Uma situação à beira do colapso 
em praticamente toda a região Sul”. Em tempo, a UL 
também é responsável por retifi cações de área em 
estradas de ferro, especifi camente nas EF-116 e EF-485. 
Voltando às rodovias, atualmente há melhoramentos 
em terceiras faixas e obras de restauração, dentro do 
escopo de integralidade da jurisdição na BR-280 pela 
UL Mafra, que passou por uma extensa reforma, que 
incluiu também signifi cativas melhorias na identidade 
visual da Unidade. 
RODOVIAS&VIAS46 RODOVIAS&VIAS 47RODOVIAS&VIAS46 RODOVIAS&VIAS 47
CAPA • REPORTAGEM • DNIT-SC
André Reitz do Valle,
Chefe da UL Chapecó
“A BR-163 é uma obra de grande 
vulto, sendo executada em 
whitetopping, com a restauração 
da pista existente a partir de uma 
camada espessa de concreto, mínima 
de 23 cm, que oferece uma condição 
de pavimento muito boa, superior 
em vários aspectos ao asfalto, 
notadamente na durabilidade.” Meire Franceschet do ValleChefe da UL Joaçaba
“Um edifício antigo, que é da época 
da construção da rodovia. Trocamos 
pisos, janelas, até a parte elétrica, de 
cabeamentos, então, nós passamos a 
ter um espaço melhor, mais qualificado 
para podermos trabalhar. Dentro do 
que se espera do DNIT.” 
UNIDADE LOCAL DE CHAPECÓ UNIDADE LOCAL DE JOAÇABA
Instalada a Oeste do estado, sob a 
supervisão de André Reitz do Valle, a Unidade 
Local de Chapecó tem empreendido esforços 
nas frentes de obra da BR-163. “São obras 
de adequação de capacidade, para além 
da recuperação da pista, implantações de 
terceiras faixas, viadutos, acessos. A BR-163 é 
uma obra de grande vulto, sendo executada 
em whitetopping, com a restauração da 
pista existente a partir de uma camada 
espessa de concreto, mínima de 23 cm, que 
oferece uma condição de pavimento muito 
boa, superior em vários aspectos ao asfalto, 
notadamente na durabilidade”, disse. “É 
uma rodovia que já está em um estágio de 
execução bastante avançado, com mais 
de 70% e praticamente 40 Km de pista já 
entregues à sociedade. Estamos destravando 
algumas questões relativas à travessia em 
Guaraciaba, com algumas desapropriações, 
e no momento, vamos avançando em 
direção ao Porto Seco em Dionísio Cerqueira, 
sendo tocadas juntamente com algumas 
interseções remanescentes”, relatou. Ainda, 
de acordo com a informações, o restante dos 
segmentos, vem sendo atendido pelos Plano 
Anual de Trabalho e Orçamento, mantendo 
a malha jurisdicionada sob boas condições, 
tendo atendido – de forma bastante atípica 
para o período – apenas uma emergência 
de maior monta, tendo conseguido superar 
as demais exigências, sem a necessidade de 
contratos específi cos para este fi m.
revitalizada, e que é um destaque no contexto 
das melhorias da gestão, a engenheira detalha: 
“Nós fi zemos uma reinauguração na UL Joaçaba, 
pois há tempos o prédio pedia uma reforma. Um 
edifício antigo, que é da época da construção 
da rodovia. Trocamos pisos, janelas, até a parte 
elétrica, de cabeamentos, então, nós passamos 
a ter um espaço melhor, mais qualifi cado para 
podermos trabalhar. Dentro do que se espera 
do DNIT”, sintetizou, no que legitimamente 
signifi ca, que ao oferecer melhores condições de 
trabalho, obtém-se rendimento maior. Ainda que 
a UL Joaçaba seja (até mesmo entre os pares do 
DNIT), eleita atualmente uma das mais bonitas, 
vale registrar que todas as ULs, com maior ou 
menor intensidade, também passaram por 
melhorias, de acordo com suas necessidades, 
e segundo Rodovias&Vias pôde averiguar, em 
ótimas condições de habitabilidade, com pintura 
nova, muito bem asseadas e, dentro de uma das 
melhores entre as tradições rodoviárias do Brasil, 
sempre com um bom café quente.
Sob o comando da engenheira Meire 
Franceschet do Valle, a Unidade Local 
de Joaçaba tem dois dos grandes eixos 
catarinenses sob seus cuidados. “As BR-153 e 
BR-282, estão sob contratos de manutenção, 
incluindo um segmento da BR-470, do seu 
entroncamento com a 282 até o Rio Grande 
do Sul. Temos também um contrato do 
PROARTE, de manutenção de pontes, que está 
atualmente englobando as OAE’s de Chapecó, 
performando todas as ações necessárias, 
desde a pintura, até a troca de juntas de 
dilatação”, explicou a supervisora. Atualmente 
à frente de uma Unidade que foi totalmente 
RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS50 51
"EU SOU 
DO SUL"
Promovido pela Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (FRENLOGI), 
Associação Catarinense de Emissoras 
de Rádio e Televisão (ACAERT), com 
o patrocínio da Praticagem do Brasil, 
Associação Brasileira dos Terminais 
Portuários (ABTP) e Associação Brasileira 
dos Terminais de Contêineres (ABRATEC), 
e os apoios do Instituto Brasil Logística 
(IBL); Federação das Indústrias de 
Santa Catarina (FIESC); Federação das 
Empresas de Transporte de Cargas 
de Santa Catarina (FETRANSESC); 
Assembleia Legislativa do Estado de 
Santa Catarina (ALESC); Ferrovia Tereza 
Cristina (FTC); Fórum Parlamentar 
Catarinense, Bancada Paranaense, 
Bancada Gaúcha Instituto Praticagem 
do Brasil e da Revista Rodovias&Vias, o 
“Encontro Regional Sul do Brasil – Paraná, 
Rio Grande do Sul e Santa Catarina – 
Infraestrutura e Logística – Caminhos 
e Oportunidades de Investimentos”, 
realizado em Florianópolis-SC, mostrou 
ações e detalhou a situação do fator 
regional, contemplando desafios e 
possíveis soluções para melhor explorar 
as potencialidades estratégicas deste 
quadrante do Brasil, sem perder de 
vista elementos integradores entre os 3 
estados. Apresentando forte retomada 
e dispondo de um robusto e consistente 
portfolio de investimentos federais, 
Santa Catarina representou, com 
propriedade, a face da expectativa de um 
país que produz bem, mas precisa voar, 
rodar e navegar melhor.
“É só olhar pra ver que eu sou do sul
A minha terra tem o céu azul
É só olhar e ver
Nascido entre a poesia e o arado
A gente lida com o gado e cuida da plantação
A minha gente que veio da guerra
Cuida desta terra como quem cuida do coração” 
Letra: Elton Saldanha
REPORTAGEM FRENLOGI
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RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS52 53
Com a maciça presença de autoridades, 
e fi guras políticas atuantes, evidenciada 
pela grande quantidade de botons 
dourados afi xados às lapelas, além é claro 
de rostos cuja grande projeção nacional 
é inequívoca, o evento fomentado pela 
FRENLOGI, sedimentou, de maneira 
definitiva sua grande vocação de 
colegiado pró desenvolvimento no país. 
Uma grande coalizão de mais de 400 
pessoas presentes (170 delas contando 
entre parlamentares, prefeitos e demais 
executivos da alta gestão e de autarquias, 
empresas e agências tanto estaduais 
quanto federais), a representativamente 
plural liderança moderadora, está na 
vanguarda de um debate premente, 
crítico que deve ser conduzido com 
seriedade e responsabilidade, pairando 
acima de quaisquer posições partidárias 
ou ideológicas. Mais que isso, um debate 
altamente técnico, que não permite, senão, 
muito estudo e dedicação para que sua 
relevância não se diminua em tangentes 
e escapadas em curvas de aprendizado. 
Muito longe disso, a FRENLOGI obteve 
êxito em reunir um conjunto de preletores 
e participantes que, além da natural 
sensibilidade necessária para abordar os 
temas, são notórios conhecedores das 
limitações de seus estados e, acima de tudo, 
conhecem os conjuntos de soluções que 
podem viabilizar as melhores alternativas, 
de forma consertada. No interlúdio inicial 
das apresentações, o presidente da 
FRENLOGI, senador Wellington Fagundes 
(PL-MT), mandou, diretamente de Miami, 
em uma visita ao Porto desta famosa 
“Modernidade, tecnologia, 
soluções inteligentes, 
agilidade, efi ciência, 
sustentabilidade. São focos 
também da FRENLOGI. ” 
Edinho Bez (MDB-SC),
Diretor de Relações Institucionais da FRENLOGI
Senador Wellington Fagundes (PL-MT),
Presidente da FRENLOGI
“A FRENLOGI é a maior frente 
parlamentar do congresso, com 320 
parlamentares, entre deputados 
e senadores.Somos também, 
líderes em harmonia, com todas as 
esferas do poder público, e demais 
instituições do poder constituído, 
pois a nossa sala, está sempre de 
portas abertas, no 19º andar do 
Anexo 1 do Senado Federal.” 
REPORTAGEM FRENLOGI
cidade do estado da Flórida, Estados 
Unidos, uma mensagem aos presentes: 
“Estamos neste porto, que possui muita 
tecnologia, buscando estuda-lo, com 
muito interesse, pois eles aqui possuem 
instalações modernas, efi cientes, dentro 
de um modelo de operações que nos 
deixa motivados à trazer ao Brasil para 
uma experiência similar. Modernidade, 
tecnologia, soluções inteligentes, agilidade, 
eficiência, sustentabilidade. São focos 
também da FRENLOGI. Por isso estamos 
aqui. E por ocasião desta visita técnica com 
nossa comitiva, é que eu não pude aí estar. 
Mas desejo à todos, bons debates, boas 
ideias e que as atividades sejam profícuas”. 
Dando seguimento às apresentações, 
o diretor de Relações Institucionais da 
FRENLOGI, deputado Federal Edinho Bez 
(MDB-SC), lembrou que “A FRENLOGI é a 
maior frente parlamentar do congresso, 
com 320 parlamentares, entre deputados 
e senadores. Somos também, líderes em 
harmonia, com todas as esferas do poder 
público, e demais instituições do poder 
constituído, pois a nossa sala, está sempre 
de portas abertas, no 19º andar do Anexo 
1 do Senado Federal. A FRENLOGI, vale 
lembrar, tem um amplo suporte técnico 
do IBL, Instituto Brasileiro de Logística, aqui 
representado pelo seu presidente, Ricardo 
Molitzas”, fez questão de ressaltar. 
RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS54 55
Mariana Pescatori, secretária executiva do 
Ministério de Portos e Aeroportos
Iniciando a rodada de discussões sobre 
asas, o deputado Federal Julio Lopes (PP-
RJ), representante FRENLOGI da Câmara 
Temática Aeroportuária, começou 
acessando rapidamente a atual situação 
da aviação comercial brasileira, levantando 
a possibilidade da criação de um fundo 
de aviação civil. De acordo com ele, e com 
as visitas técnicas por ele e sua equipe 
realizadas nas operadoras aéreas do país, 
“O fundo de aviação civil, poderia contribuir 
para diminuir um défi cit de equipamentos 
(aviões), e uma grande difi culdade das 
empresas em diminuir índice de aeronaves 
groundeadas, que são aquelas que se 
encontram em necessidade de reparos 
e que sofrem com a falta de peças de 
reposição – um fenômeno de escala 
mundial, que não o acontece apenas aqui 
no Brasil - e é em parte refl exo da escassez 
de diversos materiais e componentes. Hoje, 
são apenas 445 aeronaves em território 
brasileiro, enquanto que pelo menos 
10% deles possuem algum impeditivo de 
realizarem suas operações. Um processo 
que ainda hoje persiste, mas que se deu 
muito por conta do período de pandemia. 
A verdade é que a frota brasileira é 
relativamente pequena frente ao 
crescimento da demanda. E isto infl uencia 
não apenas as peças de reposição, como 
reflete-se também na disponibilidade 
de aparelhos para compra, uma vez 
que as fabricantes igualmente, não têm 
conseguido voltar aos números de aviões 
fabricados no período pré-covid”, alertou. 
Também neste sentido, sobre o modal 
aéreo, por sua vez a secretária executiva 
do Ministério de Portos e Aeroportos 
e ministra interina, Mariana Pescatori 
avaliou a necessidade de que “É preciso 
realizar mudanças legislativas e melhorias 
das políticas públicas”. De acordo com 
ela, “A pauta do governo é retomada dos 
investimentos públicos. Entre eles, cerca 
de R$ 500 milhões em investimentos à 
aviação regional nos aeroportos de Joinville 
e Navegantes”, sinalizou, detalhando ainda 
aportes feitos para o setor portuário e de 
navegação: “Teremos Investimentos de 
R$ 2 bilhões no setor, como o moegão 
em Itajaí e o molhe de Imbituba. Dentro 
de uma carteira de 80% de investimentos 
do PAC via iniciativa privada. Até 2026, 
temos a perspectiva de investimentos 
na margem de R$ 78 bilhões no setor 
Portuário, sendo R$ 14 bilhões apenas em 
novos arrendamentos. Será uma retomada 
da cabotagem. Nas hidrovias: tivemos a 
criação de uma secretaria especial para o 
tema e queremos expandir as vias internas 
navegáveis, dos atuais 18 mil para algo 
próximo do potencial estimado de 42 mil 
Km. Além da estruturação de concessões 
hidroviárias”, disse. Por sua vez, mostrando 
que Santa Catarina “fez a lição de casa”, o 
deputado Federal Valdir Cobalchini (MDB-
SC), divulgou: “Temos um caderno com 
todas as demandas dos 5 portos de SC, cujo 
conjunto será levado para um fórum junto 
ao ministro Renan. Queremos discutir os 
aportes e a ‘concorrência’ entre os portos 
da região Sul, quanto aos investimentos 
federais. SC quer ser incluído no programa 
de investimentos do governo federal.
REPORTAGEM FRENLOGI
PAINEL – PORTOS, AEROPORTOS E HIDROVIAS 
“O fundo de aviação civil, poderia 
contribuir para diminuir um défi cit 
de equipamentos (aviões), e uma 
grande difi culdade das empresas 
em diminuir índice de aeronaves 
groundeadas, que são aquelas que 
se encontram em necessidade de 
reparos e que sofrem com a falta de 
peças de reposição um fenômeno 
de escala mundial. ” 
“Teremos Investimentos de 
R$ 2 bilhões no setor, como o 
moegão em Itajaí e o molhe 
de Imbituba. Dentro de uma 
carteira de 80% de investimen 
tos do PAC via iniciativa 
privada. Até 2026, temos a 
perspectiva de investimentos 
na margem de R$ 78 bilhões 
no setor Portuário. ” 
Valdir Cobalchini (MDB-SC),
Deputado Federal
Deputado Federal Julio Lopes (PP-RJ), 
Representante FRENLOGI - Aeroportuária
“Temos um caderno com todas as 
demandas dos 5 portos de SC, cujo 
conjunto será levado para um fórum 
junto ao ministro Renan. Queremos 
discutir os aportes e a ‘concorrência’ 
entre os portos da região Sul.” 
RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS56 57
REPORTAGEM FRENLOGI
Toninho Wandscheer (PP-PR),
Deputado Federal
Mauro de Nadal (MDB-SC), Presidente da 
Assembleia Legislativa de Santa Catarina
“Com conversas técnicas para 
impulsionar políticas públicas, 
garantir a segurança jurídica e falar 
sobre a economia do país. Temas tão 
importantes que afetam diretamente 
nossas vidas e contribuem para o 
desenvolvimento do nosso Brasil.” 
“O mundo está de olho na nossa 
efi ciência em produzir tanto em 
espaço tão pequeno, mas não 
conseguimos dar segurança para 
grandes investimentos. Estivemos em 
Dubai e Abu-Dhabi e há o interesse de 
investir no porto de Itajaí.” PAINEL – RODOVIAS E FERROVIAS 
Novamente presente na discussão 
temática seguinte, o deputado Cobalchini 
prosseguiu, explicando algumas iniciativas 
adotadas por integrantes da FRENLOGI 
tanto no âmbito da Frente parlamentar, 
quanto de forma independente, dentro de 
suas próprias legislaturas: “A bancada do 
estado defi niu prioridades que nos foram 
apresentadas, dentre elas a infraestrutura. 
E incluímos também concessões. Também 
estamos propondo a criação de fundo 
constitucional da região sul”. Disse, 
referindo-se em seguida à própria atuação 
da bancada catarinense, preponderante 
para que Santa Catarina apresentasse 
um bom desempenho, rompendo um 
antigo anseio, de receber uma quantidade 
de aportes mais compatível com o alto 
nível de arrecadação historicamente 
apresentado, e reputado pelo senador 
Esperidião Amin (PP-SC) como “Não uma 
questão de justiça, nem uma questão de 
buscar reparações, mas uma questão de 
inteligência”. De acordo com Cobalchini, 
“O Investimento federal quintuplicou no 
estado e deve ser mantido. SC precisa 
recuperar o tempo perdido, viabilizando 
novas concessões, como fez o PR”, 
apontou. Reforçando o coro, o deputado 
estadual e presidente da Assembleia 
Legislativa de Santa Catarina, Mauro de 
Nadal (MDB-SC), acrescentou: “O mundo 
está de olho na nossa eficiência em 
produzir tanto em espaço tão pequeno, 
mas não conseguimos dar segurança 
para grandes investimentos. Estivemos 
em Dubai e Abu-Dhabi e há o interesse 
de investir no porto de Itajaí, mas não 
podemos abrir uma concessão por dois 
anos, eles querem no mínimo 30 anos” 
afirmou. Tangenciando a experiênciade seu estado com o processo de 
concessões, representando a bancada 
paranaense, o deputado Federal Toninho 
Wandscheer (PP-PR), destacou como 
é decisivo a elaboração de um modelo 
viável e que ao mesmo tempo, não 
penalize o usuário. Acerca do encontro, 
ele afirmou: “um evento importante, 
com conversas técnicas para impulsionar 
políticas públicas, garantir a segurança 
jurídica e falar sobre a economia do 
país. Temas tão importantes que afetam 
diretamente nossas vidas e contribuem 
para o desenvolvimento do nosso 
Brasil”, registrou.
RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS58 59
REPORTAGEM FRENLOGI
PROTAGONISMO NACIONAL
Explicando um pouco os desafios 
(tanto os vencidos quanto os em curso), 
enfrentados pela Superintendência do 
Departamento Nacional de Infraestrutura 
de Transportes (DNIT) no estado, o 
superintendente Alysson de Andrade, 
declarou: “o DNIT tem um papel 
transformador em SC. Há muito que fazer 
pelo poder público. Temos muitas obras 
importantes para serem destravadas 
e em andamento. E elas, podem trazer 
viabilidade para que as concessões sejam 
feitas, de forma equilibrada. Paralelamente, 
SC teve uma retomada importante de obras 
que historicamente andavam aquém do 
que deveriam. Tivemos recursos e bom 
nível de execução. Fomos capazes de fazer 
obras emblemáticas, como o whitetopping 
e o contorno, com seus túneis, a maior obra 
em andamento no país. Nossa expectativa 
é que esses valores se mantenham para 
que nós possamos continuar a fazer essas 
entregas importantes para o Brasil e o estado 
e continuar eliminando gargalos. Temos 
construído também uma carteira de projetos 
em andamento que irão contribuir para 
reposicionar nosso portfolio”, fi nalizou. 
“SC teve uma retomada importante 
de obras que historicamente 
andavam aquém do que deveriam. 
Tivemos recursos e bom nível 
de execução. Fomos capazes de 
fazer obras emblemáticas, como 
o whitetopping e o contorno, 
com seus túneis, a maior obra em 
andamento no país.” 
Dagnor Schneider,
presidente da Fetrancesc 
Rafael Vitale Rodrigues,
Diretor Geral da ANTT
Alysson de Andrade,
Superintendente do DNIT/SC
“Pode-se propor uma nova pista, 
paralela e alternativa à BR-101, 
apresentando um projeto dividido 
em 7 lotes. Esse é um exemplo de 
uma perspectiva real.” 
“Acreditamos que a pauta é termos 
mais e melhores concessões, para que 
o salto de qualidade na infraestrutura 
que queremos, aconteça. Até o fi m 
dessa gestão, existe a meta ousada de 
fazermos 35 leilões.” 
ATIVOS ESTRESSADOS
Absolutamente no alvo, Rafael Vitale 
Rodrigues, diretor Geral da Agência Nacional 
dos Transportes Terrestres (ANTT), aproveitou 
a recorrência do tema concessões para dar 
ideia de uma nova concepção em termos de 
conceituação desse instrumento: “infraestrutura 
não deve ser gargalo. Deve ser solução. Mas 
é a realidade imposta. Dentro disso, na ANTT, 
estamos fi rma do um pacto, para revolucionar 
a forma como a agência lida com a regulação, 
tecnologia, e o próprio comportamento da 
agência, a forma de abordar os problemas. Isto 
signifi ca termos mais objetividade, cooperação e 
parceria com os diversos atores. Acreditamos que 
a pauta é termos mais e melhores concessões, 
para que o salto de qualidade na infraestrutura 
que queremos, aconteça. Até o fi m dessa gestão, 
existe a meta ousada de fazermos 35 leilões, 
colocadas pelo ministro Renan, no que estamos 
com uma parceria muito boa com a Infra S.A., na 
estruturação das concessões. Queremos uma 
nova realidade. Um resgate da esperança na 
infraestrutura”, revelou o diretor da reguladora. 
Um bom termômetro sobre esta seara das 
concessões, Dagnor Schneider, presidente da 
Federação das Empresas de Transporte de Carga 
do Estado de Santa Catarina (Fetrancesc), além 
de ressaltar índices relevantes de sinistros e em 
especial de lentidão em uma das principais rodovias 
do estado, a atualmente concessionada BR-101, 
defendeu (entre outras perspectivas) a construção, 
que segundo ele, poderia também ser delegada 
à iniciativa privada, de uma nova rota: “Pode-se 
propor uma nova pista, paralela e alternativa à BR-
101, apresentando um projeto dividido em 7 lotes. 
Esse é um exemplo de uma perspectiva real de falta 
de investimento em infraestrutura que prejudica a 
competitividade e inviabiliza novos investimentos”, 
exemplifi cou, lembrando que a situação da BR-101 
é hoje, muito complicada, com inúmeros pontos de 
retenção e alto tráfego, independente do horário. 
Um bom exemplo, afi nal de “Ativo estressado”, 
conforme a excelente defi nição adotada pelo 
presidente da ANTT, Rafael Vitale, e que inclusive, 
segundo ele, é uma categorização já utilizada pela 
própria agência, para designar alguns segmentos 
rodoviários brasileiros.
RODOVIAS&VIAS60
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Anúncios - Rodovias e Vias - Sinalisa.pdf 1 05/03/2024 08:59:44
Aproveitando a ocasião para divulgar a 
atuação da relativamente nova estatal, Infra 
S.A. o diretor presidente da companhia, 
Jorge Luiz Bastos, revelou justamente, 
planos da empresa para o estado: “temos 
uma secretaria específi ca de ferrovias criada 
pelo ministro Renan. Estamos fazendo um 
estudo para trabalhar no projeto ferroviário 
para SC. Não faltarão recursos para projetos, 
para concessões. Existe uma relação muito 
estreita junto ao governo catarinense, com 
a bancada, para esses projetos longos e 
que demandam forte posicionamentos de 
estado”, disse.
O deputado Federal Pedro Uczai (PT-SC) 
à frente da Câmara Temática de Ferrovias 
da FRENLOGI, importante mediador 
em alguns debates ocorridos durante o 
evento, já por volta das colocações fi nais, 
aproveitou para acrescentar ainda mais um 
item (importante) às atenções de todos: 
“É preciso conciliar junto com os projetos, 
a questão das manutenções às obras 
estruturantes. Está no nosso radar a ponte 
sobre o Rio Uruguai, uma dívida histórica 
com o oeste do estado. Nesse contexto, 
existem problemas locais que precisam, 
também de atenção. E isso se dará em parte 
pela articulação da bancada no sentido 
de garantir recursos e atender demandas, 
algumas delas inclusive, encaminhadas 
aqui neste evento, e que serão por nós 
endereçadas”, detalhou, indiretamente 
comprovando uma percepção amplamente 
corroborada (até pela grande quantidade 
de documentos, propostas e reivindicações 
entregues diretamente à mesa, sem 
qualquer tipo de “rodeio”), de que, de fato, 
a FRENLOGI possui envergadura sufi ciente, 
não apenas para agir como um elemento 
transformador da infraestrutura, mas como 
uma instituição capaz de captar adequada – 
e diretamente – demandas, que resultaram 
na chamada “Carta de Florianópolis”, a ser 
divulgada em edição futura.
URBANISMO 
“Estamos fazendo um estudo para 
trabalhar no projeto ferroviário para 
SC. Não faltarão recursos para projetos, 
para concessões. Existe uma relação 
muito estreita junto ao governo 
catarinense, com a bancada.” 
INFRA S.A.: SANTA CATARINA NOS TRILHOS
Pedro Uczai (PT-SC) ,
Deputado Federal
“Está no nosso radar a ponte sobre 
o Rio Uruguai, uma dívida histórica 
com o oeste do estado. Nesse 
contexto, existem problemas 
locais que precisam, também de 
atenção. E isso se dará em parte 
pela articulação da bancada no 
sentido de garantir recursos e 
atender demandas.” 
Jorge Luiz Bastos,
Diretor Presidente da companhia INFRA S.A.
RODOVIAS&VIAS62 RODOVIAS&VIAS 63RODOVIAS&VIAS62 RODOVIAS&VIAS 63
Primeiro “corredor logístico” do estado, evoluída de trilha, para estrada até o estágio de rodovia 
propriamente dita, ela ainda consiste um 
ponto de tangência com o imemorial, pois 
é uma rota que chega mesmo a anteceder 
os primeiros colonizadores, atravessando 
a “Cordilheira da Marinha”, maciço com a 
maiores elevações registradas no mapa, 
vencendo a serra e chegando ao litoral. Uma 
HISTÓRICA, 
TURÍSTICA E 
EMBLEMÁTICA
EMERGÊNCIAS – DER-PR INFRAESTRUTURA
Com 150 anos completados em 2023, a PR-410, mais conhecida pelo seu “nome 
fantasia” – Estrada da Graciosa – conserva, até os dias de hoje,uma importância seminal, 
tanto para a identidade do estado do Paraná, quanto para a própria cultura paranaense. 
história que ainda está sendo contada e que 
mais recentemente, venceu – mais uma vez 
- desafios de grande monta, pelas mãos de 
seu atual “guardião”, o DER-PR. 
Incrustada em meio à uma área que é 
considerada exemplo de conservação nativa 
da Mata Atlântica brasileira, um patrimônio 
riquíssimo e esteticamente agradabilíssimo 
aos olhos, tombado pela UNESCO, serpenteia 
pelas escarpas e encostas um símbolo 
inquestionável da capacidade da engenharia 
em vencer obstáculos e tornar real a vontade 
humana. Inicialmente esculpida pelos pés 
dos indígenas, que primeiro delimitaram 
um caminho, os tropeiros a consolidaram. 
Hoje, ela é um popular caminho turístico 
e um mergulho na contemplação, com 
seus convidativos quiosques e pontos de 
observação. Mais do que isso na verdade, a 
“Estrada da Graciosa”, com sua pista simples 
e alguns trechos em paralelepípedo, serve 
ainda como uma alternativa relativamente 
viável (mais para automóveis de passeio 
e pequenos veículos urbanos de carga), 
para conectar e movimentar os municípios 
de Quatro Barras (parte da RMC, Região 
Metropolitana de Curitiba), Antonina e 
Morretes, em seus 28,5 Km. Todo este 
contexto, normalmente colocado em 
segundo plano quando se cogita nela, 
extrapola sua “verve” mais associada ao 
lazer, aproximando-a de sua função original, 
portanto. E naturalmente, a exemplo de outras 
rodovias que sofreram (e ainda sofrem) com os 
mais recentes e pesados golpes de chuva que 
vêm assolando a região Sul de forma impiedosa 
e generalizada, também ela se viu com alguns 
pontos em uma situação de apuros, com alguns 
escorregamentos preocupantes e que exigiam 
intervenção imediata. 
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NADA DE NOVO SOB O SOL
(OU MELHOR, SOB A CHUVA)
Em 1854, mesmo ano em que o 
Imperador Dom Pedro II autorizou a 
construção da estrada, cujas obras que 
a tornaram carroçável somente foram 
concluídas em 1873, a edição 37 do 1º 
Jornal da então província de “Curityba”, “O 
Dezenove de Dezembro”, publicou uma 
inusitada lenda popular, assinada por uma 
figura misteriosa alcunhada “Noè”, que em 
algumas de suas 18 passagens, ainda que 
“alegoricamente”, dá uma boa dimensão dos 
desafios que a Graciosa enfrenta até hoje. O 
texto fala de um “gigante Maromby”, “de feia 
catadura, bocca negra e dentes amarellos”, 
habitante das “Serras da Marinha”, que se 
enamorou de uma princesa do lado norte, 
“bela, seductora e hospitaleira”, senhora de 
“nymphas” e “princeza dos bosques”, uma 
“louçã divindade” chamada Graciosa. Tal 
princesa, em apreço aos “curitybanos”, que 
tinham “decidida inclinação pela caça”, e 
atravessavam com dificuldade os caminhos 
da serra, atendeu às queixas amargas destes e, 
convocando “um exército de criados armados 
com alavancas enchadas e picaretes” ordenando 
para que “rasgassem o lombo da montanha e 
nivelassem o terreno á dar passagem franca aos 
curitybanos”. Paralelamente, um “diplomata 
ancião”, enciumado pela ventura, foi ter com 
o gigante, urdindo e ludibriando-o sobre as 
intenções da princesa e suas ninfas com os 
curitibanos, provocando sua ira: “Acceso de 
Construção da Estrada da Graciosa — Foto: Instituto Histórico e Geográfico do Paraná Portico de entrada da Estrada da Graciosa
KM 08
RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS64 65
raiva, não podendo conter as fúrias que sentia 
em seu peito, Maromby queria derrocar montes 
e valles” e, “por uma inspiração infernal, tomou 
o expediente de soprar nevoeiros, serrações, 
trovoadas e raios do lado em que habitava 
Graciosa, e logo fi cou a estrada alagada, e 
pantanosa”. Sem chegar a uma conclusão 
acerca de como evoluiu a história do caminho, 
o autor se limita a de forma quase profética, 
aludir a um “cavalleiro que havia desencantado 
a serra d’Apucarana”, condoeu-se da sorte da 
princesa e dos povos, tomando-os sob sua 
proteção. Quem sabe, descendentes deste 
cavaleiro desencantador de serra “outr’ora 
vista pelos antígos paulistas”, habitem hoje o 
Departamento de Estradas de Rodagem 
do Paraná, pois o departamento, diante 
dos estragos provocados, da experiência 
adquirida e uma percepção proativa, 
adotou uma postura preventiva: “Este novo 
contrato prevê soluções a longo prazo 
para o trecho, cobrindo uma área de 6,82 
quilômetros quadrados, com sondagens, 
mapeamento e avaliações, e incluindo 
a elaboração de soluções de contenção 
ou estabilização para áreas de risco que 
possam atingir a rodovia”, declarou o 
diretor Presidente do DER-PR, Fernando 
Furiatti, referindo-se a uma iniciativa que 
promete deixar defi nitivamente no passado 
a ira de Maromby. “A expectativa é que a 
gente tenha um modelo para aplicar e que 
a empresa desempenhe com bastante 
excelência. É um serviço inédito, faremos 
um mapeamento e uma investigação. 
A partir dessas avaliações, vamos fazer 
uma consolidação e um mapa de risco. A 
empresa vai nos apresentar projetos desses 
pontos críticos. Com isso, poderemos fazer 
melhorias", resumiu Alexandre Castro 
Fernandes, assessor da presidência do 
DER-PR. “Na verdade, é um projeto piloto, 
que trará muita tecnologia de ponta, com 
aerolevantamento entre outros métodos e, 
ainda, com a elaboração, ao fi nal de todos 
esses estudos, de um caderno de soluções, 
que poderão ser corretivas ou preventivas. 
Um expediente que nós queremos, em 
averiguando uma experiência positiva 
na Graciosa, levar para outras rodovias da 
nossa malha em todo o Paraná”, explica. E 
Por que justamente a Graciosa? “A estrada 
da Graciosa, tem uma característica muito 
diferente da nossa malha viária, com 
elementos muito sensíveis, em um ambiente 
que ao mesmo tempo é muito delicado e muito 
desafiador, com características técnicas de 
pista, que naturalmente são muito difíceis: pista 
simples, sem acostamento, aclives e descidas 
muito íngremes, curvas muito fechadas, 
pavimento em alguns pontos de paralelepípedo, 
drenagens muito antigas então, é uma condição 
que, se funcionar para ela, para outras pistas 
com perfi l mais regular, dentro do nosso tipo de 
padrão médio, certamente funcionará também”. 
Avaliou, comentando uma iniciativa que reforça 
uma forte tendência de primazia técnica e 
sofisticação do Departamento Paranaense, 
mesmo em nível nacional e mesmo diante de 
pistas concessionadas. 
INFRAESTRUTURAEMERGÊNCIAS – DER-PR 
Alexandre Castro Fernandes, 
assessor do Diretor Presidente do DER-PR
Fernando Furiatti,
diretor Presidente do DER-PR
“É um projeto piloto, que trará 
muita tecnologia de ponta, com 
aerolevantamento entre outros 
métodos e, ainda, com a elaboração, 
ao final de todos esses estudos, de um 
caderno de soluções, que poderão 
ser corretivas ou preventivas. Um 
expediente que nós queremos, 
em averiguando uma experiência 
positiva na Graciosa.” 
“Este novo contrato prevê 
soluções a longo prazo para o 
trecho, cobrindo uma área de 
6,82 quilômetros quadrados, 
com sondagens, mapeamento e 
avaliações, e incluindo a elaboração 
de soluções de contenção ou 
estabilização para áreas de risco 
que possam atingir a rodovia.” 
KM 07 KMs 11,200 mais 11,600
RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS66 67
NUVENS
CARREGADAS
Com a situação de risco eminente 
diante de si, coube à alta gestão do 
DER-PR “puxar o gatilho” e atirar 
primeiro. “Quando começaram as 
chuvas, em 2022, nós precisamos 
agir muito rapidamente. Sabemos 
do carinho que os paranaenses têm 
por ela, de sua importância histórica. 
Então com a essa forte incidência, nós 
fizemos prontamente a contratação 
emergencial, que é um conjunto de 
obras muito complexos. Vale lembrar, 
inclusive, durante um período de 
tempo, ela teve ‘despejado’ sobre si 
um nível de exigência absurdamente 
maior do que o que deveria suportar, 
pois se tornou, com o fechamento da 
BR-277, praticamente o único acesso 
ao litoral paranaense. Carregou uma 
responsabilidade muito grande, 
disse, complementando: “montamos 
rapidamente um anteprojeto, e 
partimos paraas soluções, em um 
grande esforço realizado. Também, 
temos que registrar que, durante o 
período em que estávamos já intervindo 
em segmentos que apresentaram, 
problemas, novos pontos sofreram 
escorregamentos e problemas. Como 
já tínhamos uma empresa (FG Moretti) 
mobilizada, nós conseguimos fazer 
as alterações contratuais necessárias 
e com isso conseguimos uma rapidez 
ainda maior para atacar esses novos 
problemas geotécnicos que surgiram. 
Mais ou menos como ‘trocar o pneu, 
com o carro andando’, mas funcionou 
bem. Claro, tivemos períodos em que 
tivemos que fechar a estrada, operar 
à noite, e claro, nos valer de uma 
sinalização muito ostensiva e efi caz. 
Paralelamente, neste mesmo contrato, 
havia um item de monitoramento, que 
eventualmente, indicava a necessidade 
de interdição com base na pluviosidade 
registrada, justamente para evitar riscos 
tanto para os usuários quanto dos 
próprios profi ssionais ali atuando.
COMPLEXO LITORAL:
 A ESTRATÉGIA
“Nós entendemos que o litoral do Paraná, 
e não apenas a Graciosa, precisa ser encarado 
como um sistema turístico, integrado, por 
inteiro”, explicou Fernandes. “Por isso, nesta 
segunda gestão, nós estamos atuando 
fortemente na Ponte de Guaratuba. Estamos 
já em fase de elaboração de projetos básicos e 
executivos tanto dos acessos quanto da Obra 
de Arte Especial em si, montagem dos canteiros, 
industrial e administrativo. Por isso fi zemos uma 
alteração do acesso ao ferry boat, mas já estamos 
montando a parte de serralheria, carpintaria, 
etc. Nossa atuação na Graciosa, e o modo como 
vamos operar na Ponte de Guaratuba, externam 
uma visão do DER-PR, do nosso diretor Fernando 
Furiatti, do governador Ratinho e do secretário 
Sandro Alex, de harmonizar a engenharia com as 
belezas naturais do litoral do Paraná. Com todos 
os cuidados ambientais necessários”.
INFRAESTRUTURA
Se hoje a Graciosa apresenta uma boa 
perspectiva, em um cenário em que as 
obras já foram entregues e, efetivamente 
foi cumprida a promessa de liberação, 
o superintendente da Regional Leste, 
engenheiro Daniel Hatiro Fujiwara, detalha 
o trabalho executado pelo Departamento, 
quando do advento dos sinistros que a 
bloquearam: “Foram dois eventos de chuva. 
Um, ao fi nal de novembro de 2022, que 
resultou nas obras do Km 7, 8 e 12, seguidos 
pelos ocorridos em fevereiro de 2023 que 
exigiram intervenções nos Km 11+200 e 
11+600. Nesta primeira ocorrência, o que 
causou maior preocupação foi o do Km 
7, por conta de uma trinca no pavimento. 
Ali nós verifi camos a existência de uma 
estrutura antiga, uma cortina atirantada, 
que foi inspecionada e revelou 7 tirantes 
rompidos”, recorda o engenheiro. “Neste 
ponto, nós então passamos a monitorar 
e, em 24 horas, constatamos uma 
movimentação que nos levou a decidir 
pela interdição. Procedemos então à uma 
contratação emergencial, com a visita 
de especialistas, que recomendaram a 
estabilização do maciço, via execução da 
técnica de jet ground, até mesmo para 
que as equipes pudessem acessar a área, 
pois havia risco eminente. Depois desta 
etapa completa, conseguimos, liberar 
meia pista. Ali foi uma situação bastante 
crítica, pois caso houvesse rompimento, 
toda a contenção poderia ceder. Foi uma 
decisão acertada, pois, com a continuidade 
das chuvas, e sem as intervenções que 
iniciamos, certamente teria ocorrido o 
EMERGÊNCIAS – DER-PR 
“Nossa atuação na Graciosa, e o 
modo como vamos operar na Ponte 
de Guaratuba, externam uma 
visão do DER-PR, do nosso diretor 
Fernendo Furiatti, do governador 
Ratinho e do secretário Sandro Alex, 
de harmonizar a engenharia com as 
belezas naturais do litoral do Paraná.”
Alexandre Castro Fernandes, 
assessor do Diretor Presidente do DER-PR
Foto: Rodrigo Felix
Equipe do Governo do Paraná na chegada da balsa 
Perpetuar à baia de Guaratuba
Daniel Hatiro Fujiwara,
Superintendente da Regional Leste DER/PR
“Ali foi uma situação bastante 
crítica, pois caso houvesse 
rompimento, toda a contenção 
poderia ceder. Foi uma decisão 
acertada, pois, com a continuidade 
das chuvas, e sem as intervenções 
que iniciamos, certamente teria 
ocorrido o desmoronamento 
completo do segmento.” 
DER-PR EM AÇÃO: A OCORRÊNCIA
KM 11,600
RODOVIAS&VIAS68
um dia para o outro”, relembrou. Pela própria 
antiguidade do projeto da estrada, com 
raios de curva mais acanhados, drenagens 
subdimensionadas entre outros, mesmo 
a utilização de equipamentos acabou 
sendo limitada. “diferente da BR-277, onde 
pudemos levar até guindastes, na Graciosa 
isso não foi possível”, disse. “O conjunto 
dos trabalhos, de forma geral, exigiu uma 
grande capacidade de compatibilização 
entre as soluções, pois também corria-se o 
risco de a execução de um trabalho, acabar 
interferindo ou impactando em outro. No 
geral, é um trabalho que exigiu grande 
sofisticação e estudo para poder ser bem 
feito”. Para esta operação, delicada e cheia 
de pormenores, o DER-PR contou com 
o expertise da “Fundações e Geotecnia 
Moretti Engenharia Consultiva”, do 
grupo empresarial FG Moretti, altamente 
especializado em projetos e consultoria 
geotécnica; instrumentação geotécnica e 
estrutural; investigação geotécnica e obras 
geotécnicas.
EMERGÊNCIAS – DER-PR 
desmoronamento completo do segmento”, 
explicando que também foram executados 
reforços nesta cortina. Ainda, segundo ele, no 
Km 8, foi efetuada a recomposição de talude, 
e a utilização de tela verde grampeada, para 
que a vegetação cubra a intervenção sem 
prejudicar a experiência visual na estrada. No 
Km 12, houve uma situação parecida. “Já as 
situações no Km 11, em seus dois pontos, em 
curva com características de ‘ferradura’ em 
desnível, houve problemas tanto na parte 
de cima quanto de baixo. No ponto mais alto 
(11+200) realizamos um primeiro paramento, 
com solo grampeado com concreto projetado. 
Em ambos, já era um sinal de possibilidade de 
queda da pista, que naturalmente envolveria 
a sua total reconstrução. Já no 11+600, foi 
executada uma cortina atirantada, por motivos 
similares”. Segundo o superintendente, como 
o DER-PR já possuía ampla experiência com a 
Graciosa, interações com os órgãos ambientais 
e de preservação do patrimônio histórico, se 
deram de forma ágil, a partir do entendimento 
da gravidade da situação. “Era absolutamente 
necessária a ação, para que pudéssemos 
evitar um dano ainda maior, em uma situação 
climática muito desfavorável. Na verdade, ali 
chove praticamente todos os dias, por conta 
do chamado ‘microclima’ da serra. Algo que 
se agravou ainda mais com o volume extra 
de precipitação”, revelou o engenheiro. “São 
regiões com grande saturação de solo, que é 
muito ruim para a terraplenagem. Este foi um 
dos motivos que levou à diversas interdições 
que fizemos. É um ambiente de trabalho 
bastante perigoso nessas condições. Tivemos 
muito retrabalho, também por conta dessa 
dinâmica imprevisível e reiterada das chuvas. 
Chegamos a perder até caminhos de serviço, de 
“Era absolutamente necessária 
a ação, para que pudéssemos 
evitar um dano ainda maior, em 
uma situação climática muito 
desfavorável. Na verdade, ali chove 
praticamente todos os dias, por conta 
do chamado ‘microclima’ da serra. 
Algo que se agravou ainda mais com 
o volume extra de precipitação.”
Daniel Hatiro Fujiwara,
Superintendente da Regional Leste DER/PR
KM 08KM 12
RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS70 71
Pista experimental no Distrito Federal recebe simulador de tráfego para avaliação de pavimentos. 
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A Unidade Local do DNIT de Santa Maria (DF) foi eleita para o experimento, surgido de uma 
parceria entre o Departamento, a Secretaria 
de Obras e Infraestrutura do Governo do 
Distrito Federal (GDF), o Departamento de 
Estradas de Rodagem do Distrito Federal 
(DER-DF), a Companhia Urbanizadora 
da Nova Capital do Brasil (Novacap) e a 
Universidade de Brasília (UnB) e pretende 
testar instrumentação de controle para 
identifi car a qualidade do pavimento com 
maior precisão, dentro da metodologia 
MeDiNa (Métodode Dimensionamento 
Nacional de Pavimentos, que homenageia 
tempo, nós buscamos esse expediente 
de acelerar, a simulação de desgaste, por 
meio do HVS – Heavy Vehicle Simulator – 
simulador de veículos pesados, que em 30, 
40 dias, 24 horas por dia, por meio de um 
semieixo de caminhão com rodado duplo 
e com carga defi nida por nós, emula um 
desgaste de pavimento que ocorre em 
10, 15 anos. E isso nos dá condição de 
aferir os níveis de desgaste até a eventual 
ruptura da camada, bem como o estudo 
dos defeitos, como afundamento de trilha 
de roda, fi ssuras e etc. A partir disso, nós 
criamos pontos na curva de calibração do 
método MeDiNa. É um equipamento que 
nos dá muita informação em muito pouco 
tempo”, detalhou, explicando ainda 
maiores especifi cações acerca da pista: 
“Ela por si só, é muito específi ca. Nós a 
instrumentamos. Então, ela tem célula de 
carga em todas as camadas, Strain Gauges, 
que são medidores de deformação, nas 
camadas superfi ciais, principalmente na 
de concreto asfáltico, conseguindo assim 
informações de tensão e deformação 
durante a passagem do simulador, um 
grupo de dados adicionais, que superam 
DNIT - NOVACAPTECNOLOGIA
ENSAIO 
ACELERADO
no acrônimo, o professor Jacques De 
Medina). De acordo com o diretor de 
Planejamento e Pesquisa do DNIT, Luiz 
Guilherme Rodrigues de Mello, o simulador, 
que emula a passagem de um caminhão 
sobre a via e mostra a deterioração do 
pavimento de forma acelerada, permite 
reproduzir os efeitos de um tráfego 
de algumas décadas em poucos dias: 
“É um importante experimento para 
melhorar o processo de calibração e 
dimensionamento do Método MeDiNa”, 
explicou. O Método de Dimensionamento 
Nacional de Pavimentos (MeDiNa) é um 
programa da autarquia que permite 
dimensionar pavimentos com conceitos 
mecanísticos, visando melhores projetos 
de pavimentos. Na verdade, o DNIT 
vem implementando e aperfeiçoando o 
método. Para isso, é essencial a criação 
e utilização de uma sistemática de 
calibração contínua. E esse processo 
consiste de checagens para conferir se 
as estimativas do método se confi rmam 
em campo. Se a mesma informação dada 
pelo método MeDiNa, bate com a que se 
apresenta na realidade. E no caso positivo, 
entendemos que o método está calibrado” 
explicou o diretor, acrescentando: “Como 
essa calibração se dará ao longo do 
“Como essa calibração se dará ao 
longo do tempo, nós buscamos 
esse expediente de acelerar, a 
simulação de desgaste, por meio 
do HVS simulador de veículos 
pesados, que em 30, 40 dias,
24 horas por dia, por meio de um 
semieixo de caminhão com rodado 
duplo e com carga defi nida por nós, 
emula um desgaste de pavimento 
que ocorre em 10, 15 anos.” Luiz Guilherme Rodrigues de Mello,Diretor de Planejamento e Pesquisa do DNIT
a mera avaliação de defeitos superfi ciais, 
em coerência com a metodologia MeDiNa, 
que se debruça sobre os danos estruturais. 
Além disso, a pista conta com dois tipos 
de asfalto. Também, nós aproveitamos a 
ruptura de um dos trechos, para aplicar o 
whitetopping por cima, testando também 
por tanto, para testar essa solução de 
restauração de pista que tem sido utilizada 
com sucesso”, fi nalizou, relatando que 
os dados obtidos pelo projeto, serão 
consolidados e divulgados em um relatório, 
possivelmente em 2026. De acordo com 
informações do DNIT, uma demonstração 
inicial contou com a presença do secretário 
de obras e infraestrutura do Governo 
do Distrito Federal, Luciano Carvalho de 
Oliveira, e do coordenador do Laboratório 
de Infraestrutura (INFRALAB) da UnB, 
professor Márcio Muniz. Ainda, de acordo 
com o Departamento: “O projeto de 
pesquisa é realizado em parceria com 
a UnB para gerar dados, informação e 
conhecimento. A ideia é compreender 
melhor o comportamento dos pavimentos 
e, a partir disso, melhorar os métodos de 
dimensionamento de pavimentos”.
RODOVIAS&VIAS72 RODOVIAS&VIAS 73RODOVIAS&VIAS72
Pavimentação asfáltica no Pátio Interno do
2º Esquadrão de Aviação (2º ESAV) - GAVOP
Recapeamento asfáltico da Alça Eixo L
em frente ao Banco Central 
Ilauro Ribeiro, Juliane Fortes, André Vaz e Cléber Sousa
Produção de CBUQ na usina de
asfalto da NOVACAP
27.104,09 toneladas
em 2022 
33.660,02 toneladas
em 2023 Recapeamento asfáltico em vias internas do
Parque de exposições da Granja do Torto 
DNIT - NOVACAPTECNOLOGIA
Responsável por dar o apoio, com a 
execução da pista experimental, a Novacap 
optou, nos 100 m de extensão, pela utilização 
de sub-base de cascalho (fornecido pela 
UnB), 15 cm de base de Brita Graduada 
Simples (BGS) tendo por fi m a capa asfáltica. 
“Nós optamos por utilizar em metade da 
pista, o Concreto Betuminosos Usinado 
a Quente (CBUQ) com o traço padrão do 
DNIT, (Cimento Asfáltico de Petróleo - CAP 
50/70), com BGS fornecido pela UnB em 
uma metade, e na outra, com BGS nosso, o 
traço da nossa própria usina de material, um 
CAP diferenciado, 30/45. Um material que a 
usina da Novacap modifi cou justamente para 
uma maior adequação ao clima de Brasília”, 
comentou Juliane Fortes, chefe da Divisão 
de Obras Diretas de Pavimentação Asfáltica 
PARCERIA COM A NOVACAP
(DIOD). “Esse é um traço que facilitou muito as 
implantações de pistas, quando comparado 
ao 50/70, que costuma ser mais indicado 
para climas frios. Consequentemente, ele 
apresenta maior durabilidade. Coube à 
Novacap, fazer a limpeza, e entrar com suas 
equipes e equipamentos, de terraplenagem, 
acabadoras, todo o serviço de preparação 
do solo e etc. Demos todo o apoio logístico, 
incluindo topografi a e o laboratório, para 
aferição dos ensaios”, explicou. Em relação 
às parcerias, segundo ela, “Há demandas 
de diversos locais, desde órgão federais e 
instituições públicas, que nós procuramos 
atender. São ações, desde pistas e viário, com 
recapeamento, obras emergenciais, com 
contenções, gabiões, drenagens até pistas 
de helicóptero, como no Grupamento de 
Aviação Operacional do Corpo de Bombeiros 
Militar do Distrito Federal (GAVOP-CBMDF), 
para 4 aparelhos de salvamento, bem como 
o recape da pista do Palácio Alvorada, as 
pistas internas da Granja do Torto, entre 
outros, como acessos a Postos de Saúde, 
hospitais”, relembra a engenheira. “A 
tendência, é que nós passemos a ter ainda 
mais agilidade para atender à mais demandas, 
a partir da aquisição de novos equipamentos, 
como o caminhão de pré-misturado e o 
de microrevestimento, que atualmente 
estão em fase de avaliação pela diretoria de 
Obras Diretas de Pavimentação”. Para se ter 
uma ideia, somente em 2023, a Novacap, 
pavimentou 93.832,50 m², executando ainda 
120.220,04 m² de terraplenagem e 149.611,90 
m² de recapeamento asfáltico, sendo a única 
empresa pública do Brasil, que dispõe de 
toda a infraestrutura, para promover obras 
públicas de engenharia por meios próprios. 
Segundo informações da própria Novacap, 
atualmente a companhia possui, 6 equipes 
de Terraplenagem, completas, com pá 
carregadeira, patrol, 5 caminhões, rolo liso, 
rolo “pé de carneiro” e caminhão pipa. Já as 4 
equipes de pavimentação, cada uma com sua 
“Até no esforço contra a Dengue 
hoje, uma triste realidade em 
nosso país todo, a Novacap 
tem disponibilizado equipes e 
equipamentos para a limpeza e 
recolher entulho e lixo, sempre em 
uma relação de parceria.”
“Coube à Novacap, fazer a limpeza, 
e entrar com suas equipes e 
equipamentos, de terraplenagem, 
acabadoras, todo o serviço de 
preparação do solo e etc. Demos 
todo o apoio logístico, incluindo 
topografi a e o laboratório, para 
aferição dos ensaios.” André Luiz Oliveira Vaz,
Diretor de Urbanização da Novacap
Juliane Fortes, chefe da Divisão
de Obras Diretas de Pavimentação
própria vibroacabadora, pipa, rolo liso, rolo de 
pneus em tandem, fresadora e Bobcats. “Até 
no esforço contra a Dengue hoje, uma triste 
realidade em nosso país todo, a Novacap tem 
disponibilizado equipes e equipamentos 
para a limpeza e recolher entulho e lixo, 
sempre em uma relação de parceria”, 
observou André Luiz Oliveira Vaz, diretor de 
Urbanizaçãoda Novacap, acrescentando: 
“A Novacap está sempre à disposição da 
comunidade e do ecossistema do poder 
público, para oferecer a sua contribuição para 
as melhorias necessárias. Isto, é claro, acaba 
se convertendo em um grande número 
de contratos, que hoje estão em cerca de 
320”, revelou o engenheiro, oferecendo 
uma boa dimensão de uma tremenda 
responsabilidade, traduzida em números.
RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS74 75
Com um pacote de 60 obras estruturantes entre Arco Norte (que receberá aportes de R$ 2,66 bilhões) e Arco Sul/Sudeste (R$ 2,05 bilhões), e que 
inclui importantes retomadas no setor ferroviário - 
Transnordestina; Ferrovia de Integração Oeste Leste (FIOL 
1 e2) e Ferrovia de Integração Centro Oeste (FICO), já com 
vistas à uma futura integração da Transnordestina com a 
Norte Sul (FNS), o plano contemplará também a duplicação 
da BR-135 no Maranhão; a restauração da BR-158 no Pará; 
a recuperação da BR-242 na Bahia, bem como a construção 
de travessias em Itapoã do Oeste, Jaru e Ji-Paraná, em 
Rondônia, e a Ponte de Xambioá, em Tocantins. Ainda, 
estão previstas no conjunto, as duplicações da BR-163 no 
Paraná; das BR-470 e BR-290 em Santa Catarina e das BR’s 
116 e 386 no Rio Grande do Sul.
Anúncio de ampliação em 30% no total dos recursos federais destinados aos “corredores 
do agro”, feito em conjunto pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, o ministro da 
Agricultura, Carlos Fávaro e o Ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destaca 
o componente infraestrutura como fator crucial para um casamento de performances 
adequado entre setor produtivo, a qualidade e disponibilidade dos equipamentos logísticos 
disponíveis no país, e o final objetivo de alcance mais eficiente aos mercados consumidores. 
Em comparação ao ano passado, cifra representa acréscimo de R$ 1,1 bilhão, batendo um 
total de R$ 4,7 bilhões, muito superior aos R$ 1,9 bilhão registrados em 2022.
AGROESTRATÉGIA 
DE TRANSPORTES 
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LOGÍSTICA – PLANO AGRO 2024
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INFRAESTRUTURA
QUALIDADE BOA OU SUPERIOR
Mirando em um marco inédito na série 
histórica do ICM – Índice de Condição de 
Manutenção da malha viária federal brasileira, 
o ministro dos Transportes Renan Filho, já 
havia sinalizado no começo deste ano, uma 
meta ambiciosa de 80% da malha coberta 
em condições consideradas boas, dentro de 
características técnicas aderentes ao que é 
conhecido como “Padrão DNIT”, mais elevado. 
No anúncio em questão, o ministro não apenas 
reiterou o percentual, que leva em conta a 
malha nacional, como ainda acrescentou que 
no Arco Norte, especificamente este índice 
deve alcançar 90% até o fim de 2024, uma 
afirmação justificada pelo próprio ministro, 
com base nas constatações de que “Com a 
ampliação da participação dos corredores 
do Arco Norte nas exportações nos últimos 
anos, serão aproximadamente 56 milhões de 
toneladas de fluxo previsto, algo que é muito 
significativo”, e que “Esses investimentos 
representam a melhoria da malha de forma 
geral e a conclusão e intensificação de obras 
estruturantes nos corredores do agro. De 2023 
para cá, já tivemos como resultado crescentes 
exportação e importação, que significa muito 
mais atividade econômica, com obras que dão 
acesso aos portos, que fortalecem a chegada 
dos grãos”, afirmou, confirmando uma premissa 
sua, colocada ao setor de infraestrutura, de 
buscar “investimentos que dialoguem com as 
necessidades imediatas do Brasil”. Não custa 
lembrar que o Ministério dos Transportes 
já pode anotar um feito e tanto, levando-se 
em conta o período de dezembro de 2022 a 
dezembro de 2023, onde foi possível aumentar 
de 52% para 80% o total das rodovias do Arco 
Norte com a classificação desejada. Reforçando 
o coro “pró infra”, especialmente a rodoviária, o 
ministro da Agricultura Carlos Fávaro, cravou: 
“A formação de preços está diretamente ligada 
ao custo de frete. Se nós não tivéssemos essas 
condições de rodovias, certamente a soja estaria 
abaixo do custo de produção”.
“A formação de preços está 
diretamente ligada ao custo de frete. 
Se nós não tivéssemos essas condições 
de rodovias, certamente a soja estaria 
abaixo do custo de produção.”
Carlos Fávaro
Ministro da Agricultura 
“Esses investimentos representam a 
melhoria da malha de forma geral e 
a conclusão e intensificação de obras 
estruturantes nos corredores do agro. 
De 2023 para cá, já tivemos como 
resultado crescentes exportação e 
importação, que significa muito mais 
atividade econômica, com obras que 
dão acesso aos portos, que fortalecem 
a chegada dos grãos.”
Renan Filho
Ministro dos Transportes
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RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS76 77
LOGÍSTICA – PLANO AGRO 2024 INFRAESTRUTURA
ESFORÇO CONJUNTO
Se por um lado um grande esforço em 
investimentos públicos, também a colaboração 
da iniciativa privada está entrando na composição 
para as melhorias intentadas, por meio do 
consagrado instrumento das concessões. Com a 
expectativa de realização de ao menos 13 leilões 
de diversos ativos, com potencial de atração de 
R$ 122 bilhões em investimentos, dos quais 
R$ 95 Bi seriam destinados aos “Corredores do 
Agro”, está prevista a oferta da BR-262, de Minas 
Gerais, da BR-040, entre Minas Gerais e Goiás, e das 
BR’s 070, 174, 364 entre Mato Grosso e Rondônia.
MAR E AR
Com investimentos estimados em 
cerca de R$ 639 milhões para o segmento 
de Portos e Hidrovia neste ano, o ministro 
de Portos e Aeroportos Silvio Costa Filho, 
vê grandes projeções para os “19 mil 
quilômetros de hidrovias navegáveis”, 
que, segundo ele têm “potencial de 
chegar a 42 mil nesses próximos oito ou 
dez anos”, o que se traduziria em “reduzir 
custos nas operações, dialogar com a 
“Estamos falando em 
R$ 78 bilhões de novos 
arrendamentos, renovações, 
prorrogações e novas autorizações. 
É um volume muito grande e isso 
vai potencializar muito a economia 
brasileira e vai ajudar no escoamento 
da nossa produção.”
Silvio Costa Filho
Ministro de Portos e Aeroportos
agenda ambiental e ajudar a potencializar 
o escoamento da produção brasileira”. 
Para tal, o ministro apresentou a meta de, 
até 2026, realizar 35 leilões entre diversos. 
“Estamos falando em R$ 78 bilhões de 
novos arrendamentos, renovações, 
prorrogações e novas autorizações. É um 
volume muito grande e isso vai potencializar 
muito a economia brasileira e vai ajudar no 
escoamento da nossa produção”, disse.
BR’s 070, 174, 364 entre Mato Grosso e Rondônia.
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Fonte e Infográfi cos: Ministério dos Transportes
RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS78 79
Durante dois dias cheios, que trouxeram na pauta apresentações de renomados 
especialistas atuantes no mercado, 
discussões e interações mantidas em 
altíssimo nível, voltaram-se às soluções, 
produtos, normas, projetos e boas 
práticas que salvam vidas. 
Conhecido por sua grande 
capacidade produtiva, e mais ainda, 
por ter como prerrogativa rápidas e 
Inaugurando com grande propriedade os encontros de 2024 voltados à comunidade 
rodoviária do Brasil, o “1º Workshop com foco em Segurança e Sinalização Viária”, realizado 
pelo Grupo SMI em parceria com a gigante Avery Dennison, a tecnológica Marvitec e a 
inovadora RenovaUrb, na sede do mais completo empreendimento voltado à equipamentos, 
produtos e serviços para sinalização e segurança viária do país, a Loja Viária. 
EVENTOS – WORKSHOP SEGURANÇA NO TRÂNSITO
SINALIZAÇÃO E SEGURANÇA
SINALIZAÇÃO
É SEGURANÇA
precisas decisões (bastante acertadas e 
com efeito duradouro na esmagadora 
maioria das vezes), o presidente 
americano Dwight David Eisenhower, 
que também foi comandante supremo 
das forças aliadas na Europa durante a 
segunda guerra mundial, costumava 
resumir seu processo detomada de 
decisão e a adoção de uma postura 
pró ativa de ações, de forma bastante 
simples:
“Tenho dois tipos de problemas, o 
urgente e o importante. Os urgentes 
não são importantes, e os importantes 
nunca são urgentes.” A frase, que 
passou à posteridade, ficou conhecida 
como “Matriz de Eisenhower”, constitui 
um sistema interessante, que visa 
otimizar o tempo, maximizando foco, 
dividindo afazeres em 4 tipos de 
tarefas. As “urgentes e importantes”, 
a serem concluídas imediatamente; 
“importantes, mas não urgentes”, a 
serem agendadas para mais tarde; 
as “urgentes, mas não importantes” 
a serem delegadas a outra pessoa; e 
finalmente, as “nem urgentes nem 
importantes”, que deveriam ser 
eliminadas. 
URGENTE E
IMPORTANTE
Se por um lado, Rodovias&Vias abre esta 
reportagem citando um homem conhecido 
por suas ações, é necessário por outro, frisar que 
antes delas, é primeiro preciso haver uma tomada 
de consciência. Hoje, na grande e heterogênea 
comunidade rodoviarista brasileira, esta consciência, 
atende pelo nome de “Segurança Viária”. Um 
amálgama que capturou em definitivo a atenção 
de gestores, operadores e demais players do mais 
relevante modal de transportes do país, que não 
surpreendentemente, firmou compromissos 
internacionais que culminaram na adesão à “segunda 
década de ação pela segurança no trânsito”, trazendo 
a reboque, além de compromissos claros em redução 
de fatalidades e números absolutos de acidentes, 
iniciativas como o Pnatrans (Plano Nacional de 
Redução de Mortes e Lesões no Trânsito), instituído 
pelo Ministério dos Transportes (MT), via SENATRAN 
(Secretaria Nacional de Trânsito) e em outros 
esforços, como o que frutificou no 1º Workshop de 
Segurança e Sinalização Viária, objeto das páginas 
desta reportagem. Mais que uma ideia, um conjunto 
de conceitos, cujos pilares podem ser compreendidos 
a partir das expressões “Rodovias que Perdoam” 
e “Visão Zero”, recorrentemente utilizados pelos 
técnicos presentes nas exposições e diligentemente 
por eles, endereçados em cada uma das disciplinas 
que foram abordadas, dentro do imprescindível 
guarda-chuva da sinalização viária, componente 
crucial para o alcance dos objetivos. 
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“Nós estamos buscando, de forma geral 
neste evento, difundir o conhecimento 
sobre materiais e sua aplicação. Tudo o 
que envolve a sinalização viária, buscando 
melhorar os resultados para quem compra 
este serviço. Nossa percepção é que na 
maioria das vezes, o mercado não tem 
uma boa noção do que adquire.”
Alessandra Cea,
Responsável Química da ICD Vias 
COM TODAS AS TINTAS
Encarregada de manter em alto 
patamar, a corrente produtiva que resulta 
nos pigmentos e tintas de demarcação 
viária que tornaram a marca ICD Vias 
conhecida em todo o território nacional 
por sua excelência, a Responsável Química 
Alessandra Cea, iniciou as apresentações, 
fazendo uma diagnose sobre um mercado 
que deve evoluir como um todo ao 
longo dos próximos anos. “Nós estamos 
buscando, de forma geral neste evento, 
difundir o conhecimento sobre materiais 
e sua aplicação. Tudo o que envolve a 
sinalização viária, buscando melhorar os 
resultados para quem compra este serviço. 
Nossa percepção é que na maioria das vezes, 
o mercado não tem uma boa noção do que 
adquire, da forma correta de como e onde 
aplicar esses produtos, então, primeiro de 
tudo é preciso fazer com que as pessoas que 
trabalham no segmento, no país inteiro, 
tenham um embasamento técnico mais 
forte, até para que possam contribuir para 
melhorar ainda mais as discussões, para que 
tragam questionamentos, conheçam melhor 
os equipamentos e o mais importante, a 
normas que regulamentam esses materiais”, 
avaliou, alertando ainda para que haja maior 
engajamento por parte de todos: “É preciso 
que os gestores, tanto em órgãos federais 
e estaduais, bem como as concessionárias, 
participem da ABNT (Associação Brasileira 
de Normas Técnicas), que tragam suas 
experiências e contribuições, porque a 
construção desta entidade é feita em grupo, 
realizada por todos os setores. Então o 
Workshop serve para trazer mais consciência 
sobre materiais e sua aplicação adequada, 
garantindo a performance deles em seu 
uso”, disse. Ainda, segundo ela, a formatação 
híbrida do evento, foi um ponto positivo: 
“Esta interação, tanto presencial quanto 
online é essencial para que possamos 
fazer as trocas de experiências. O Brasil 
é muito grande, cada região tem as suas 
características, e formas diferentes de alcance 
de resultados, e esse intercâmbio, ajuda a 
entender variáveis específicas. Afinal, o que 
nós recomendamos para o Sul, nem sempre 
vai funcionar no Norte. Isso inclusive implica 
em um grau de especialidade que nos coloca 
em posição de desenvolver formulações 
distintas para atender essas particularidades, 
principalmente para termoplásticos. É 
um desenvolvimento constante, casando 
produto e aplicação, de forma justificada, 
normatizada, e que visa atender essa 
diversidade que temos”, apontou.
TECNOLOGIA E 
SUSTENTABILIDADE
Especificamente sobre os produtos 
desenvolvidos pela ICD Vias sob seus 
cuidados, a Química explicou que o 
conceito de segurança extrapola a 
mera funcionalidade do material: “Nós 
temos a ideia de sempre buscar, junto 
às normas, avanços que tragam além de 
um aumento de desempenho, maior 
segurança também na aplicação, tanto 
do ponto de vista do meio ambiente, 
quanto do bem estar e saúde do 
aplicador. Existem esforços sendo 
realizados sob o prisma de legislação, 
que buscam minimizar ou eliminar a 
quantidade de materiais pesados na 
formulação, por exemplo, no que nós 
procuramos, não apenas cumprir essas 
exigências, mas para fazer com que 
as normas neste sentido, sejam mais 
rígidas. Mais importante que isso, é a 
compreensão de que uma mudança 
dessa natureza, exige maior reforço na 
fiscalização, com materiais que tenham 
homologações, certificações e laudos. É 
preciso que haja um compromisso das 
empresas em fornecer materiais que 
tenham também, menores níveis de 
emissões em sua elaboração, entre outros 
aspectos que estão sendo trabalhados. 
Claro, na ‘outra ponta’, é preciso haver 
a cobrança dessas certificações, desses 
laudos, e neste aspecto, entra novamente 
a questão de ter conhecimento sobre o 
que se compra, o que se recebe e o que 
de fato se aplica”, disse a especialista.
EVENTOS – WORKSHOP SEGURANÇA NO TRÂNSITO
“Nós temos a ideia de sempre buscar, 
junto às normas, avanços que tragam 
além de um aumento de desempenho, 
maior segurança também na aplicação, 
tanto do ponto de vista do meio 
ambiente, quanto do bem estar e saúde 
do aplicador.”
Alessandra Cea,
Responsável Química da ICD Vias 
RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS82 83
EVENTOS – WORKSHOP SEGURANÇA NO TRÂNSITO
MOMENTO REFLEXÃO I
“É crucial para que ela atenda com 
propriedade seu propósito de alertar o 
condutor e efetivamente ser uma fato 
contribuinte para evitar situações de risco 
ou acidentes propriamente ditos.”
Marlu Costa, gerente de Produtos e 
Contas Estratégicas Avery Denninson
INICIATIVA R-7
Representando a Avery Denninson, líder 
mundial em tecnologias adesivas, displays 
gráficos, fitas e rótulos para diversas 
indústrias, o gerente de Produtos e Contas 
Estratégicas Marlu Costa, reconhecido e 
premiado pelo Reflective & Digital Inks 
Value Excellence Award (RIVEA), entre 
outras distinções, discorreu em detalhes 
sobre o universo das películas refletivas e 
suas aplicações na sinalização e segurança 
rodoviária. “Nosso portfolio é completo e 
atende a todos os requisitos normativos, 
com películas tipo I, III, IV e X, ‘grau 
engenharia’; ‘grau técnico prismático´; 
‘alta intensidade prismática’; ‘preto para 
legenda’ e ‘Omnicube’, as mais eficientes 
do mercado, capazes de retornar até 
60% da luz para o condutor, com uma 
durabilidade estendida, de até 12 anos”, 
explicou, colocando ainda que cada uma 
delas possui uma utilização que deve 
obedecer aos regramentos, especificações 
e característicasdo segmentos onde devem 
ser implantadas: “Não adianta nós termos 
disponibilidade de películas desenvolvidas 
com altíssima tecnologia, com grande 
performance, se as normas não forem 
observadas, desde a aplicação, se tivermos 
projetos defasados ou carência de estudos 
mais detidos nos trechos. A realidade da 
sinalização vertical é muito dinâmica, 
com alterações significativas ao longo do 
tempo de vida das películas, então estar 
sempre atualizado sobre aspectos como 
o VDM (Volume Diário Médio), alterações 
de características técnicas e mudanças 
em padrões de exigência, e mesmo 
conhecer as tecnologias mais novas em 
desenvolvimento, em conjunto com as 
normas que também evoluem, é crucial 
para que ela atenda com propriedade 
seu propósito de alertar o condutor e 
efetivamente ser uma fato contribuinte 
para evitar situações de risco ou acidentes 
propriamente ditos”. Avançando em 
suas exposições, o gerente ressaltou a 
importância de instrumentos de medição 
calibrados e certificados, do correto 
posicionamento e angulação das placas 
em relação à via, e a importância da correta 
utilização de elementos que transmitam 
com clareza, tanto de dia quanto à noite, a 
informação desejada, destacando também 
a importância de uma programação 
criteriosa de manutenção e conservação, 
que é capaz até mesmo, de estender a vida 
útil dos materiais. 
Em sua preleção, o gerente Marlu Costa, 
trouxe ainda uma novidade: uma proposta 
de sinalização adicional bastante interessante, 
que ataca um ponto nevrálgico especialmente 
em pistas simples: os pontos de ultrapassagem 
proibida. “Um dos fatores de maior gravidade 
nos sinistros nas estradas brasileiras com 
características técnicas menos sofisticadas, 
são as colisões frontais, normalmente 
ocorridas em situações não regulamentares. 
E são muitos aspectos que podem levar 
a essas ocorrências que, em sua grande 
maioria acabam incorrendo em fatalidades. 
E naturalmente entre elas, um melhor 
balizamento e sinalização para os condutores, 
nos momentos em que ele inicia ou pretende 
iniciar uma manobra de ultrapassagem. 
Por isso a Avery Dennison está propondo a 
instalação adicional de placas ‘R-7’, também 
no sentido contrário do tráfego, à esquerda, 
uma instalação que embora não esteja prevista 
em manuais ou normatizada, possibilita 
um melhor planejamento e capacidade de 
antecipação para que o motorista realize com 
maior segurança esse movimento”, explicou. 
“Não adianta nós termos disponibilidade 
de películas desenvolvidas com altíssima 
tecnologia, com grande performance, 
se as normas não forem observadas, 
desde a aplicação, se tivermos projetos 
defasados ou carência de estudos mais 
detidos nos trechos. .”
Marlu Costa, gerente de Produtos e 
Contas Estratégicas Avery Denninson
RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS84 85
“Uma instalação mal feita, mal executada, 
usando dispositivos equivocados, com 
fixações fora de padrão, além de serem 
um desperdício material, que não vai 
propiciar um tipo de resposta adequado 
e inicialmente planejado, literalmente 
joga fora o investimento feito em testes, 
melhoria de materiais, de pesquisa e 
desenvolvimento, quando não desperdiça 
a existência de pessoas”
Renata Mobília,
consultora Técnica da Marvitec
EVENTOS – WORKSHOP SEGURANÇA NO TRÂNSITO
Destaque absoluto em elementos de 
segurança passiva rodoviária, como terminais 
absorvedores de impacto, atenuadores, 
defensas metálicas entre outros itens 
que formam os envelopes de proteção 
imprescindíveis e elementares em qualquer 
rota que se pretenda minimamente segura, 
a Marvitec, compareceu ao 1º Workshop 
de Segurança e Sinalização Viária, trazendo 
grande detalhamento sobre seu completo 
portfolio, que inclusive conta com algumas 
novas adições. Claro, tudo dentro do 
perfil vanguardístico e tecnológico que 
sedimentou o perfil da marca no mercado. 
Com equipamentos testados (em crash 
tests de diversas categorias de veículos, 
que refletem a maioria das situações de 
impacto) homologados e certificados tanto 
nos Estados Unidos quanto na Europa (e por 
consequência, completamente aderentes às 
normas nacionais, que em parte hibridizam 
aspectos de ambas, incluindo a norma 
15.486), a companhia, que costuma exceder 
em performance, também tem investido 
pesado em automação, robótica, novos 
sistemas, máquinas de corte de plasma, em 
uma busca constante por maior eficiência 
e precisão de produtos. Tudo isso, inserido 
dentro de um “mantra” simples e muito 
fácil de compreender, proferido, reiterado 
e vaticinado diversas vezes pelo executivo 
Henrique Faria, diretor Comercial da Marvitec, 
e legítima autoridade em Segurança Viária: 
“Qualidade”. “Dentro desse espectro da 
qualidade, que na verdade é um processo 
que pode – e deve – ser aplicado em todos 
os ambientes e interações que nós temos 
enquanto profissionais da Segurança Viária, 
nós atuamos fortemente no estabelecimento 
de melhores práticas, aprimoramento de 
conceitos, na busca de soluções, análise 
dessas soluções, nos treinamentos, na 
auditoria e rastreabilidade, que devem 
garantir eficácia e colateralmente, 
segurança jurídica, tanto para o gestor, o 
administrador de uma rodovia pública, 
quanto para o concessionário. Também, nos 
alinhando às premissas ESG (Environmental, 
Social and Governance – ou na acepção 
mais aceita em português “Governança 
Ambiental, Social e Corporativa), voltadas à 
qualidade igualmente, é possível diminuir 
retrabalhos, mitigar riscos operacionais 
com intervenções e obter, de modo geral, 
resultados mais consistentes, de acordo 
com o pico de performance para o qual os 
equipamentos e produtos foram planejados 
para desempenhar”, pontuou o diretor 
durante sua apresentação. Sobre o evento, 
o executivo não disfarçou o entusiasmo: “É 
sempre um prazer podermos compartilhar 
a nossa experiência. O que nos norteia e 
motiva a participar de eventos como esse, 
é de fato a criação de um ecossistema de 
segurança nas rodovias, que efetivamente 
tenha a condição de evitar sinistros e 
fatalidades. Então este workshop, é mais 
um passo importante neste objetivo. No 
final das contas, salvemos vidas. Por favor”, 
finalizou, fazendo mais que um apelo, um 
chamado.
Mergulhando na técnica, frisando 
a importância das instalações bem 
executadas, dentro das especificações e 
explicando o funcionamento e emprego 
de novos equipamentos, a palestra da 
consultora Técnica da Marvitec, Renata 
Mobília, permitiu um bom panorama 
acerca dos elementos que representam, 
não raro, a última fronteira entre vida e 
morte na eventualidade de um acidente. 
“Uma instalação mal feita, mal executada, 
usando dispositivos equivocados, com 
fixações fora de padrão, além de serem 
um desperdício material, que não vai 
propiciar um tipo de resposta adequado 
e inicialmente planejado, literalmente 
joga fora o investimento feito em testes, 
melhoria de materiais, de pesquisa e 
desenvolvimento, quando não desperdiça 
a existência de pessoas. Defensas, terminais, 
atenuadores. Todos eles têm suas formas 
de implementação e locais muito bem 
especificados na norma, de acordo com os 
níveis de contenção necessários, previstos 
em projeto. É por isso que a Marvitec tem 
buscado um maior controle em todo 
o processo envolvido no ciclo desses 
dispositivos. Até mesmo, por meio da 
aquisição de uma fábrica de parafusos, 
como forma de garantir que até mesmo 
esses componentes menores, atendam 
plenamente o funcionamento planejado 
para esses sistemas”, revelou a consultora, 
dando uma ideia do grau de minúcia e 
baixíssima tolerância à falhas adotado pela 
Marvitec. Ainda, a consultora contemplou 
em sua apresentação, um capítulo especial 
para um novo equipamento, que já pode ser 
visto em algumas rodovias do Brasil: o TMA 
– Truck Mounted Attenuator, ou Terminal 
Móvel Atenuador, como inteligentemente 
a Marvitec o denomina, mantendo o 
acrônimo. “Montado em caminhões, ele tem 
sua utilização mais comum nos momentos 
em que é preciso proteger pessoal durante 
intervençõesna pista, onde se interdita 
uma faixa. É um ganho de segurança 
significativo tanto para quem está 
trabalhando nas manutenções e reparos, 
quanto para os usuários. Um grande ganho 
que ele traz é justamente a sua flexibilidade, 
por que ele acompanha a dinâmica do 
trabalho, avançando junto com a frente 
de obra e a evolução das intervenções à 
medida em que a pista vai sendo liberada. 
Mas ele também pode ser usado em outras 
situações com bastante sucesso”. 
“O que nos norteia e motiva a participar 
de eventos como esse, é de fato a criação 
de um ecossistema de segurança nas 
rodovias, que efetivamente tenha a 
condição de evitar sinistros e fatalidades. 
Então este workshop, é mais um passo 
importante neste objetivo. No final das 
contas, salvemos vidas.”
Henrique Faria,
diretor Comercial da Marvitec
ERROS PERDOÁVEIS: VIDAS DEFENSÁVEIS
ADICIONANDO NOVIDADES
RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS86 87
EVENTOS – WORKSHOP SEGURANÇA NO TRÂNSITO
“A RenovaUrb está atenta à essa nova 
perspectiva de mercado, que procura 
produtos que sejam soluções completas. 
Que desempenhem com excelência suas 
funções originais, à custo competitivo, 
e que ofereçam um ciclo produtivo e de 
vida, responsáveis.”
Marcelo Rezende,
diretor de Negócios da RenovaUrb
Ainda que soe como um paradoxo 
– meio clichê, é verdade, mas afinal, 
todo clichê tem uma boa porção dela – a 
RenovaUrb, mais uma vez demonstrou 
sua “tradição em inovações”. Preceptora 
do poste colapsível verde e amarelo, feito 
em parte de matéria reciclada combinado 
com elementos recicláveis, a empresa 
elevou o nível das discussões técnicas em 
um ambiente em que “a única constante 
é a mudança”, como resumiriam alguns 
filósofos. Explorando, a exemplo dos 
demais parceiros, como visto até aqui, as 
explicações técnicas e normas brasileiras 
associadas à utilização do EcoPoste (que 
passou por testes de colisão e portanto, é 
aderente ao MASH - Manual for Assessing 
Safety Hardware, algo como “manual para 
avaliação de dispositivos de segurança”, 
em tradução livre, e das demais normas dos 
Estados Unidos e Europeias), o diretor de 
Negócios da RenovaUrb, Marcelo Rezende, 
também obteve êxito em esclarecer, por 
meio de comparativos, as vantagens de 
utilização e custo eficiência associadas a este 
produto, que também atende à exigências 
de redução de emissões, rastreamento 
e diminuição da pegada de carbono, 
entregando, além de melhor performance, 
maior resiliência à intempéries e ciclo de 
vida comparável ou superior aos anteparos 
de madeira e aço, menos sofisticados e não 
testados nem certificados contra possíveis 
impactos, além de (no caso dos materiais de 
madeira tratada, serem danosos à saúde e 
poluentes ao meio ambiente). “A RenovaUrb 
NOVO INTEGRANTE
ENVERGA, MAS NÃO QUEBRA
está atenta à essa nova perspectiva de 
mercado, que procura produtos que sejam 
soluções completas. Que desempenhem 
com excelência suas funções originais, à 
custo competitivo, e que ofereçam um ciclo 
produtivo e de vida, responsáveis”, falou o 
executivo, que também apresentou alguns 
cases e registros da utilização do dispositivo. 
“Esta difusão de melhores práticas, 
somente tem a oferecer pontos 
positivos, tanto para quem fabrica e 
fornece materiais tão especializados, 
quanto para quem os utiliza. Temos a 
expectativa que este evento, se fortaleça 
e se espalhe por todo o Brasil, por que 
a técnica tem como um de seus pilares 
a informação de qualidade. E o que 
tivemos aqui representa muito bem isso.”
Marcelo Rezende,
diretor de Negócios da RenovaUrb
Reconhecida pelos constantes 
aperfeiçoamentos e melhorias contínuas 
que emprega em sua linha de produtos, 
a RenovaUrb apresentou ainda, seu mais 
recente produto no catálogo de soluções. 
Denominado SafePoste, que consiste de 
um poste de iluminação feito em fibra de 
vidro e cujo design e concepção, também 
levam em consideração a possibilidade de 
impactos causados por veículos, sendo, 
tal qual o EcoPoste, testados, certificados 
e homologados para atender plenamente 
as normas e manuais em vigência. “O 
SafePoste pertence à família de postes de 
iluminação e utilitários de até 10 m de altura 
livre, cuja classificação é 100 – NE – C – X - 
SE – MD – 0, projetado para impactos de 
até 100 Km/h, não absorvedor de energia 
de impacto, sendo uma estrutura leve, de 
fácil instalação, baixa manutenção, não 
propagador de chamas, não condutor de 
energia e elaborado em material que não 
sofre corrosão”. Entusiasta dos encontros, 
o diretor Marcelo viu no Workshop, uma 
ocasião importante para a disseminação de 
conhecimento: “Esta difusão de melhores 
práticas, somente tem a oferecer pontos 
positivos, tanto para quem fabrica e fornece 
materiais tão especializados, quanto para 
quem os utiliza. Temos a expectativa que 
este evento, se fortaleça e se espalhe 
por todo o Brasil, por que a técnica tem 
como um de seus pilares a informação de 
qualidade. E o que tivemos aqui representa 
muito bem isso”. 
RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS88 89
EVENTOS – WORKSHOP SEGURANÇA NO TRÂNSITO
MOMENTO REFLEXÃO II 
“Foi uma experiência muito boa para toda 
a equipe. Um evento que nos mantém 
atualizados e nos coloca em contato direto 
com fornecedores importantes, que nos 
ajudam a tirar dúvidas e abrem um espaço 
muito bom não só pra troca de ideias 
mas um intercâmbio de conhecimentos. 
Falamos bastante sobre as diferentes 
realidades do Brasil e como esses produtos 
podem se adequar nessa diversificação. ”
Ricardo Abreu,
gerente de Operações na RSC-287
“Nós pegamos os principais temas e 
buscamos trazer, de forma homogênea 
a comunicação das melhores práticas 
em cada segmento. Não apenas 
na sinalização, como também em 
dispositivos como defensas e postes de 
segurança. Também não descuidamos da 
parte técnica.”
Rafael Lima, Promotor Comercial 
e gerente da ICDVias
Atuando como um “âncora” na 
programação do evento, o carismático 
promotor Comercial e gerente da ICDVias 
Rafael Lima, também fez as vezes de 
apresentador e palestrante, voltando-
se com maiores detalhes sobre as 
microesferas de vidro e outros elementos 
refletivos que compõem os sistemas de 
sinalização horizontal, brilhantemente 
(perdão pelo trocadilho), definidos por 
ele, como “o único tipo de sinalização 
que conversa 100% do percurso com os 
motoristas”. Mergulhando no assunto, 
o profissional, frisou a importância de 
uma avaliação minuciosa, dentro das 
normas, nas associações entre as tintas 
e estes elementos que são responsáveis 
por balizar a rodagem daqueles 
condutores pós crepusculares (tal como 
muitos na equipe de Rodovias&Vias), e 
que constituem um fator essencial para 
a correta “leitura” da via. “Nós pudemos 
abordar e explicar a dinâmica de aplicação 
dessas microesferas, a importância da 
utilização de equipamentos calibrados 
e adequados para sua correta aspersão 
e o comportamento delas quando em 
contato com o substrato ao qual estão 
destinadas. Falamos sobre vida útil, a 
natureza dos desgastes aos quais elas 
estão expostas, sua retrorrefletividade, 
e o quão decisivo é o emprego de 
produtos que possuam padrão de 
esfericidade, limpeza, uniformidade de 
tamanho para um resultado de qualidade 
superior. No nosso caso, levamos em 
conta não apenas a segurança viária, 
como também a segurança ambiental e 
para o aplicador, utilizando um material 
inerte, caracterizado pela ausência de 
contaminantes e metais pesados em 
sua composição”, explicou, avançando: 
“Salvar vidas, afinal, deve ser na medida 
do possível, também uma atividade 
segura”. Em seu painel além dos 
diferentes tipos de microesferas (como 
as apresentadas Premix, DG-12, DG-04 e 
Dragon Fill) e suas diferentes aplicações 
e situações em que são requeridas, Lima 
também abordou os diferentes tipos e 
utilizações dos catadióptricos (Tachas 
e Tachões ou, na linguagem popular 
“Olho de gato”), em polímero, metal e 
resina, bem como o modo correto de 
sua fixação sobre o pavimento. Sobre o 
workshop, ele destacou “Nós pegamos 
os principaistemas e buscamos trazer, de 
forma homogênea a comunicação das 
melhores práticas em cada segmento. 
Não apenas na sinalização, como também 
em dispositivos como defensas e postes 
de segurança. Também não descuidamos 
da parte técnica, que em última instância, 
garante, pela aplicação correta que 
observa as normas, um resultado dentro 
do que é previsto e que se traduz na 
segurança que salva vidas”. 
CONTRAPONTO
Naturalmente, o evento não estaria 
completo sem a participação (ativa e 
sempre pertinente) dos representantes 
“do outro lado do balcão”, profissionais 
e gestores (inclusive de outros países), 
que atuam em infraestrutura rodoviária 
e concessões, como os que se fizeram 
presentes tanto online quanto in loco para 
enriquecer as discussões. Neste aspecto, 
é importantíssimo ressaltar a presença 
ostensiva de um corpo técnico escalado 
pelo Grupo Sacyr, liderados pelo gerente 
de Operações na RSC-287, Ricardo Abreu: 
“Foi uma experiência muito boa para toda 
a equipe. Um evento que nos mantém 
atualizados e nos coloca em contato direto 
com fornecedores importantes, que nos 
ajudam a tirar dúvidas e abrem um espaço 
muito bom não só pra troca de ideias 
mas um intercâmbio de conhecimentos. 
Falamos bastante sobre as diferentes 
realidades do Brasil e como esses produtos 
podem se adequar nessa diversificação”, 
avaliou o gerente.
RODOVIAS&VIAS90 RODOVIAS&VIAS 91RODOVIAS&VIAS90 RODOVIAS&VIAS 91
Com uma plateia qualificada tecnicamente, e que se deslocou praticamente de todo o território 
nacional (assim como uma das equipes 
de Rodovias&Vias, que trocou o clima 
chuvoso do sul pelo sol goiano), o inédito 
encontro voltado à aplicação rodoviária do 
pavimento rígido nas paragens do cerrado, 
constituiu mais um passo importante para a 
desmistificação da utilização da alternativa 
nas pistas nacionais, mostrando-a de 
forma tão real e tangível quanto o material 
empregado para construí-las. Dividido em 
5 painéis, sendo o primeiro o intitulado "DF 
Inovando nas rodovias para economizar" 
apresentado pelo engº Fauzi Nacfur Jr, 
presidente do DER-DF e da ABDER; seguido 
pelo "Novos Estudos de Viabilidade no 
Pavimento de Concreto", detalhado pelo 
engº Fernando Crosara, gerente Regional 
Centro-Oeste da ABCP; com sequência no 
"Concreto para o futuro: Projetando Rodovias 
1º WORKSHOP GOINFRA ABCP DE PAVIMENTO RÍGIDO
Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (GOINFRA), realizou em parceria com a 
Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) 1º Workshop de Pavimentos de Concreto em 
Goiás. Visando a capacitação de engenheiros, e a exposição de cases de sucesso com emprego 
da solução, iniciativa deve tornar-se um evento fixo no calendário dos principais encontros da 
comunidade rodoviarista do Brasil.
Duradouras em Concreto”, proferido pelo 
engº Fernão Nonemacher Dias, engenheiro 
de projetos da ABCP; complementado 
pelo "Planejando a Execução de Obras de 
Pavimento em Concreto", apresentado pelo 
Representante da Regional Centro-Oeste 
da ABCP, engº Waldir Belisário e fechado 
pela apresentação de caso "Experiências do 
Pavimento de Concreto no Paraná”, feita 
pela coordenadora Técnica do DER-PR, Thais 
Koyama, o 1º Workshop de Pavimentos de 
Concreto pode e deve ainda, ser considerado 
um bom exemplo de formatação para 
este tipo de evento técnico. Circulando 
entre as apresentações e encontrando 
tanto painelistas quanto executivos das 
altas gestões que prestigiaram a ocasião, 
Rodovias&Vias deixa registradas, pelas 
vozes mais significativas ali presentes, as 
impressões sobre uma grande reunião, cujos 
frutos certamente trarão maior segurança e 
durabilidade para as rotas brasileiras.
Fo
to
s: 
Ro
do
vi
as
&V
ia
s "Foi um encontro de vulto nacional, e 
veio tratar do pavimento rígido, de uma 
forma fantástica, com a presença dos 
DER's, do DNIT e de muitos técnicos que são 
verdadeiras autoridades nesse segmento. 
Nós vemos que ela é uma solução viável e 
que, certamente nos próximos anos, será 
largamente utilizada e difundida pelo país 
todo. E nós temos que estar preparados e 
atualizados para poder utilizá-la cada vez 
mais e melhor." 
Lucas Vissoto, presidente da GOINFRA
"É um encontro maravilhoso, um dia cheio de troca 
de experiências, de conhecimentos, e tratando 
de um tema muito atual, que é o pavimento 
rígido de concreto. Uma discussão atualíssima, 
até por que acontece em um contexto em que 
a solução apresenta um equilíbrio de custos, 
sendo viabilizada em praticamente todo país. É 
uma alternativa durável, que permite 20 anos de 
utilização sem grandes manutenções, o que é bom 
tanto tecnicamente quanto para a sociedade." Lá 
no DF, nós tivemos, na Via Estrutural, a experiência 
de fazer o whitetopping, em 26 km com uma 
espessura de 21 cm, em uma obra que foi entregue 
à população com muito sucesso."
Fauzi Nacfur Jr, presidente do DER-DF e da ABDER
"Este workshop promove uma solução técnica 
que é muito importante para um estado 
que é altamente agrícola, muito produtivo, 
fortíssimo na soja, no milho, no algodão e 
na mineração, e que, portanto, tem suas 
rodovias muito solicitadas. Daí nossa busca 
por soluções mais interessantes e duradouras, 
e em muitos casos, mais econômicas. Então, 
hoje nós estamos recebendo aqui mais 
de 500 técnicos e profissionais dedicados, 
para poder assistir programas e projetos de 
pavimentação em concreto rígido. Nossa 
intenção é que este se torne um evento 
anual, dada sua relevância para melhoria 
da qualidade geral das rodovias não apenas 
do nosso estado, mas de todo o Brasil. Este 
é um evento que me deixa particularmente 
orgulhoso, pois coincide com a minha entrada 
no DER-GO que depois mudou para AGETOP 
e finalmente se transformou em GOINFRA, 
marcando 40 anos de uma carreira dedicada à 
melhorar os caminhos de Goiás e do país." 
Riumar dos Santos, diretor de Planejamento 
da GOINFRA
CONTATOS
CONCRETOS
RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS92 93
1º WORKSHOP GOINFRA ABCP DE PAVIMENTO RÍGIDO
"Esse é um momento muito importante 
para a troca de experiência entre os 
servidores. Como representante do DER-
PR, nós tivemos a oportunidade de trazer 
um case de sucesso realizado por nós, que 
é a restauração em whitetopping da PRC-
280. Neste momento, já foram executados 
60 Km e atualmente estamos com 45 Km 
em obras. Para os próximos meses, devem 
ser licitados mais 37 Km nesta mesma 
pista, nos próximos meses."
Thais Koyama, coordenadora 
Técnica do DER-PR
"O workshop foi muito interessante, com 
exemplos de empreendimentos em diversos 
estados do país, com a presença da ABCP e 
muitos DER's. É uma ocasião importante para a 
divulgação de boas práticas, das boas técnicas, 
desta solução que é tão relevante para o 
rodoviarismo. O DNIT vem implementando o 
pavimento de concreto já há um bom tempo e 
nós entendemos que é uma solução que veio 
para ficar. Tenho certeza que também aqui 
em Goiás nós teremos empreendimentos de 
grande vulto com o uso dessa solução, que 
entrega bastante performance."
Luiz Guilherme Mello, diretor de
Planejamento e Pesquisa do DNIT
"Este é o primeiro simpósio de pavimento 
rígido do estado de Goiás. É uma honra para 
a GOINFRA poder receber tantos convidados 
da comunidade técnica e representantes 
de tantas instituições e autarquias para 
debater esse tema, que tem estado bastante 
presente no nosso rodoviarismo. Aqui em 
Goiás, estamos realizando o primeiro trecho 
goiano em pavimento rígido, uma duplicação 
no município de Rio Verde, uma cidade 
muito importante para o estado, pois tem 
uma grande safra agrícola. E agora, vamos 
ter a oportunidade de testar essa solução, 
entendendo que ela representa o futuro, um 
possível caminho para as novas frentes de 
tecnologia em pavimentos."
Jardel Magalhães Caldas, diretor de Obras 
Rodoviárias da GOINFRA 
"Esta é uma solenidade que marca o que a 
ABCP tem de mais caro, que é o conhecimento 
e o desenvolvimento tecnológico, de uma 
indústria que tem sido responsável por 
avanços importantes,tanto em melhorias 
na própria tecnologia, quanto em 
sustentabilidade. Em um período onde os 
recursos públicos são reduzidos, o pavimento 
rígido tem uma posição fundamental para 
uma aplicação eficaz destes investimentos. É 
uma colaboração grande para esta mudança 
de paradigma que existe no campo da 
logística, com essa perspectiva de dispêndios 
mais inteligentes, em ativos mais duráveis e 
com uma pegada ambiental menos poluente. 
Justamente por essa visão mais moderna 
é que estamos também, celebrando um 
acordo com a ABDER e os DER's no sentido de 
entregarmos as melhores soluções técnicas e 
as mais corretas do ponto de 
vista ambiental."
Paulo Camillo Penna, presidente da ABCP
"É o primeiro workshop organizado entre a 
ABCP e a GOINFRA. Cada termo de cooperação 
deste que nós fazemos, cada evento destes, 
sempre tem uma troca técnica muito grande. 
E eles permitem que se aprimorem, por 
exemplo, os estudos de viabilidade e a forma 
de fazer projetos. Então, cada palestra que 
fazemos, a cada pergunta feita, há uma 
melhoria tecnológica. É por isso que hoje, 
nós achamos que esta é uma tecnologia que 
está muito competitiva, o que configura 
uma grande oportunidade para quem ainda 
não a utilizou. Acreditamos que desta vez, 
o pavimento de concreto veio para ocupar 
espaços que deveria estar ocupando a muito 
tempo e, mais que isso, ele veio para ficar"
Fernando Crosara, gerente Regional 
Centro-Oeste da ABCP
"Nós trouxemos para este primeiro 
workshop de pavimento de concreto, 
aspectos de viabilidade econômica desses 
pavimentos e as vantagens para o meio 
ambiente que estas aplicações oferecem."
Fernão Nonemacher Dias,
engenheiro de projetos da ABCP
RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS94 95
Fonte: Agência Goiana de Infrestrutura e Transportes - Goinfra
O Governo de Goiás, por meio da Goinfra, lançou na terça-feira (27/02), o programa Goiás em 
Movimento – Eixo Pontes. O programa tem o 
objetivo de substituir pontes de madeira por 
estruturas de concreto em rodovias e estradas 
não pavimentadas em todos os municípios 
goianos. O programa foi anunciado pelo 
governador Ronaldo Caiado que ressaltou a 
importância do projeto para a população e 
para o agronegócio: “Será o maior impulso 
que o estado já viu nas obras e nas pontes, 
das menores às maiores. As aduelas devem 
1º WORKSHOP GOINFRA ABCP DE PAVIMENTO RÍGIDO
Com investimento de R$ 200 milhões, o Estado quer subistituir todas as pontes até 2026.
ser instaladas o mais rapidamente possível, 
pois todos sabemos as dificuldades para 
transitar nos períodos de chuva e da 
prioridade para o transporte escolar e para o 
transporte das safras”, afirmou. 
O presidente da Agência Goiana de 
Infraestrutura e Transportes, Lucas Vissotto, 
falou da grandiosidade e importância do 
programa “É o maior programa da história 
do Brasil para substituição de pontes de 
madeira. Até o final do governo Caiado, nós 
não teremos mais nenhuma.”
No evento estavam presentes mais 
de 180 prefeitos, representando os 246 
municípios que vão receber, cada um, 100 
aduelas. Após a entrega pela agência, os 
municípios farão a substituição das pontes 
nos municípios, trazendo mais segurança e 
mobilidade para regiões com menos acessos. 
O presidente da Associação Goiana dos 
Municípios (AGM), Carlão da Fox, destacou 
que o programa vai resolver pontos mais 
sensíveis dos municípios: “Nas estradas 
vicinais que tem o transporte escolar, tem 
época do ano em que os ônibus ficam 
impossibilitados de buscar os alunos e, agora, 
nós vamos resolver esse problema”.
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"Será o maior impulso que o estado já viu 
nas obras e nas pontes, das menores às 
maiores. As aduelas devem ser instaladas 
o mais rapidamente possível, pois todos 
sabemos as dificuldades para transitar 
nos períodos de chuva e da prioridade 
para o transporte escolar e para o 
transporte das safras." 
Ronaldo Caiado, governador de Goiás
"É o maior programa da história do Brasil 
para substituição de pontes de madeira. 
Até o final do governo Caiado, nós não 
teremos mais nenhuma." 
Lucas Vissotto, presidente GOINFRA
GOIÁS EM
DESENVOLVIMENTO
RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS96 97
Um dos meios utilizados pelo Governo de Sergipe para garantir a qualidade de vida dos sergipanos de todos 
os cantos do estado é a reestruturação das 
rodovias. Foi pensando nisso que foi criado o 
Pró-Rodovias, um dos eixos de ação do Programa 
de Recuperação da Economia – Avança 
DER/SE INFRAESTRUTURA
Iniciativa é responsável por levar mais qualidade às rodovias do menor Estado do Brasil
Sergipe. Atualmente em sua terceira fase, a 
iniciativa já contou com um investimento de 
aproximadamente R$ 1 bilhão desde o seu 
lançamento, em 2020.
Um dos trecho que passou por 
intervenções tem extensão de 7,1 quilômetros, 
fruto de um investimento de R$ 9.116.646,32. 
Entre as adequações feitas, estiveram a 
colocação de meio-fio, drenagem, sinalização 
horizontal e vertical, execução de passeio e 
reciclagem asfáltica. Para o governador, a rota 
tem importância estratégica por possibilitar 
a circulação de mercadorias agrícolas, entre 
outros atributos.
“Hoje, estamos entregando obras 
relevantes. E ainda temos muitas parcerias 
pela frente. Indiaroba é um caso de sucesso. 
Nas feiras do agronegócio, tem sempre as 
cooperativas de Indiaroba mostrando a Sergipe 
e ao Brasil como se faz o cooperativismo 
com seriedade e compromisso. Quero 
aprender com Indiaroba e trazer cada vez 
mais desenvolvimento para esta cidade”, 
manifestou Fábio Mitidieri. De acordo com 
o Departamento Estadual de Infraestrutura 
Rodoviária de Sergipe (DER/SE), o estado 
conta com 5.437,11 quilômetros de rodovias 
estaduais, dos quais 2.319,82 já foram 
pavimentados, 113,09 estão em andamento e 
294,83 se encontram em fase de planejamento. 
Durante a primeira fase do Pró-Rodovias, foram 
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“Essas reestruturações de rodovias, 
além da melhoria na mobilidade e na 
qualidade de vida dos moradores e 
condutores que trafegam pela mesma, 
também proporcionam melhorias para 
os sergipanos, por meio de intervenções 
que fomentam o desenvolvimento 
socioeconômico.” 
Anderson das Neves, 
Diretor-presidente do DER/SE
“Hoje, estamos entregando obras 
relevantes. E ainda temos muitas 
parcerias pela frente. Indiaroba é um caso 
de sucesso. Nas feiras do agronegócio, 
tem sempre as cooperativas de Indiaroba 
mostrando a Sergipe e ao Brasil como 
se faz o cooperativismo com seriedade e 
compromisso.” 
Fábio Mitidieri, 
Governador de Sergipe
 R$ 1 BILHÃO NA 
MALHA ESTADUAL DE 
SERGIPE concluídas obras em 435,97 quilômetros de 
rodovias; na segunda, foram 263,48. E, agora 
na terceira fase, iniciada pela atual gestão, são 
28,03 km de obras em andamento.
Além desses, outros 111,36 quilômetros 
que estão sob responsabilidade da Secretaria 
de Estado do Desenvolvimento Urbano e 
Infraestrutura (Sedurbi) se encontram com 
obras de reestruturação em andamento: 
rodovia SE-290, trecho entre Itabaianinha e 
Tobias Barreto; rodovia SE-170, trecho entre 
Campo do Brito e Lagarto; rodovia SE-295, 
trecho entre Cristinápolis e Tomar do Geru; 
rodovia SE-282, trecho entre Estância e Boquim; 
rodovia SE-285, trecho do entroncamento de 
Arauá com a BR-101; e o acesso 008, trecho 
BR-101 a Malhada dos Bois. Juntos, todos 
esses projetos somam um investimento de R$ 
94.006.866,68 da gestão estadual.
Ainda segundo o DER/SE, além das 
obras de recuperação já concluídas e em 
andamento, mais cerca de R$ 7 milhões 
para investimentos em projetos voltados à 
infraestrutura rodoviária já se encontram em 
fase de elaboração ou licitação, o que confirma 
o compromisso do Governo do Estado com a 
segurança e o bem-estar da população, além 
de promover o desenvolvimento econômico 
das regiões contempladas, como explica o 
diretor-presidente do DER/SE, Anderson das 
Neves. “Essas reestruturações de rodovias, além 
da melhoria na mobilidade e na qualidade 
de vida dos moradorese condutores que 
trafegam pela mesma, também proporcionam 
melhorias para os sergipanos, por meio de 
intervenções que fomentam o desenvolvimento 
socioeconômico”, aponta.
Além de encurtar o tempo de viagem 
entre os municípios, as obras realizadas 
também tornaram esses deslocamentos mais 
seguros, como indica o diretor técnico do 
DER/SE, Igor Albuquerque. “A reestruturação 
é benéfica para a população, pois garante 
segurança e conforto aos que trafegam pela 
rodovia, bem como gera desenvolvimento 
para a região, uma vez que a maioria dos 
transportes da indústria e do comércio é 
feito de forma terrestre utilizando nossas 
rodovias. Por isso, é importante uma rodovia 
de qualidade e segura”, pontua.
RODOVIAS&VIAS98
Fonte: Sedurbi/SE
“Serão incorporados avanços tecnológicos 
para melhorar a eficiência, segurança 
e garantir qualidade da obra. Essa 
iniciativa do Governo do Estado fortalece 
e estimula o progresso regional. 
Estamos determinados a garantir que 
nossas rodovias não sejam apenas vias 
de trânsito, mas sim catalisadores de 
desenvolvimento e qualidade de vida 
para todos os sergipanos.” 
Luiz Roberto Dantas, Secretário da SEDURBI 
DER/SE INFRAESTRUTURA
PRÓ-RODOVIAS III
O Pró-Rodovias III foi iniciado na gestão 
do governador Fábio Mitidieri, que já concluiu 
e anunciou uma série de obras que devem 
beneficiar o estado de maneira significante, a 
exemplo da sonhada Rota do Leite, na rodovia 
SE-175, que atingirá especialmente o alto 
sertão do estado, a partir de um investimento 
que deve alcançar cerca de R$ 90 milhões.
O secretário estadual da Sedurbi, Luiz 
Roberto Dantas, informa que o Pró-Rodovias 
III trabalha inicialmente na elaboração dos 
projetos executivos para, em seguida, licitar 
as obras. “Serão incorporados avanços 
tecnológicos para melhorar a eficiência, 
segurança e garantir qualidade da obra. Essa 
iniciativa do Governo do Estado fortalece 
e estimula o progresso regional. Estamos 
determinados a garantir que nossas rodovias 
não sejam apenas vias de trânsito, mas sim 
catalisadores de desenvolvimento e qualidade 
de vida para todos os sergipanos”, conclui.
RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS100 101
Alguns trechos passam a usar os serviços das novas concessionárias, enquanto algumas rodovias passam 
a ter os atendimentos pela primeira vez.
O Departamento de Estradas de Rodagem 
do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de 
Infraestrutura e Logística (SEIL), vai encerrar os 
serviços de operação de tráfego rodoviário nas 
rodovias concedidas do lote 1 e lote 2.
Começaram a ser utilizados os serviços das 
novas concessionárias, sendo a Via Araucária 
responsável pelo lote 1, no telefone 0800 277 
0 376; e da EPR Litoral Pioneiro no lote 2, com o 
telefone 0800 277 0153.
São os serviços gratuitos de guinchos 
mecânicos leves e pesados, veículos de 
inspeção de tráfego, veículo de apoio ao 
usuário, caminhão-pipa para auxiliar o Corpo 
de Bombeiros, caminhão boiadeiro para 
lidar com animais soltos na pista, e também 
ambulâncias.
ANEL – Nas demais rodovias 
federais e estaduais do antigo 
Anel de Integração, o DER/PR 
continua atuando com os serviços gratuitos 
de guinchos, veículo de inspeção, veículo 
de apoio, caminhão pipa e veículo para lidar 
com animais soltos na pista, que podem ser 
acionados pelo telefone 0800-400-0404.
CONCESSÕES PARANÁ
Com início das concessões, atendimento aos usuários tem novos 0800 nos lotes 1 e 2
Os trechos com cobertura do DER/PR 
incluem a BR-277 entre Prudentópolis (Trevo do 
Relógio) até Foz do Iguaçu; BR-369 entre Cornélio 
Procópio e Apucarana; BR-376 entre Balsa Nova 
(São Luiz do Purunã) e Nova Londrina; PR-317 
e BR-369 entre Maringá e Cascavel; além dos 
trechos de rodovias conectando estes corredores 
logísticos e rodovias de acesso aos mesmos.
A operação de tráfego rodoviário pelo DER/
PR no antigo Anel de Integração começou 
em março de 2022, cobrindo uma malha de 
2.470,97 quilômetros de rodovias federais 
e estaduais. Já foram realizados 160.278 
atendimentos: 81.355 somente na BR-277; 
29.725 na BR-376; 16.760 na BR-369; 6.036 na 
BR-373; e 5.953 na PR-151.
Os atendimentos mais comuns são pane 
mecânica, ressolagem de pneus na pista, 
acidentes sem vítima, materiais diversos fora 
da pista, pneu furado/danificado, sinalização 
danificada ou inexistente, buraco no pavimento 
e acidentes com vítima.
O DER/PR firmou seis contratos para 
prestar os serviços, cobrindo os mesmos 
trechos atendidos pelos antigos seis lotes de 
concessão, e um contrato para administrar 
os atendimentos por meio de Centro de 
Operações Integradas (COI). Já foram investidos 
R$ 201.346.621,97 nestas atividades.
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 OPERAÇÃO 
PARANÁ
OBRAS
Os dois novos lotes de concessão de rodovias vão 
realizar investimentos em obras e conservação em um total 
de aproximadamente R$ 30 bilhões pelos próximos 30 anos, 
com todas as obras devendo ser realizadas ainda na primeira 
década. No ano passado a Agência Estadual de Notícias 
publicou uma série sobre as principais obras previstas para 
os dois lotes, confira:
Lote 1 (Via Araucária)
Lote 1 contempla Contorno Sul de Curitiba com quatro 
faixas e duplicação do Contorno Norte
Lote 1 da nova concessão terá 156 km de duplicação na 
BR-277, entre Curitiba e Prudentópolis
Lote 1 vai modernizar conexões de Araucária, Porto 
Amazonas, Campo Largo e Lapa, na RMC
Lote 1 prevê duplicação e 21 viadutos e passarelas entre 
Ponta Grossa e Prudentópolis
Mapa indicando a localização das principais obras
Lote 2 (EPR Litoral Pioneiro)
Lote 2 garante pista tripla entre Curitiba e Paranaguá nos 
primeiros anos do contrato
Lote 2 prevê duplicações, ciclovias e melhorias no 
perímetro urbano de Paranaguá
Lote 2 prevê duplicação de 13 km da PR-407, principal 
acesso para Pontal do Paraná, no Litoral
Lote 2 terá 71,5 km de duplicações e 35 viadutos entre 
Ponta Grossa e Sengés
Lote 2 terá 174 km de duplicação entre Jaguariaíva e 
Jacarezinho, fortalecendo o Norte Pioneiro
Lote 2 vai concluir a duplicação da BR-369 de Cornélio 
Procópio até a divisa com São Paulo
Mapa indicando a localização das principais obras.
Foto e Fonte: DER/PR
RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS102 103
SENATRAN
RODOVIDA: 
SENATRAN REGISTRA 2.766 
AÇÕES EM PROL DE UM 
TRÂNSITO MAIS SEGURO EM 
TODO BRASIL
TRÂNSITO
De dezembro de 2023 a fevereiro de 
2024, a Secretaria Nacional de Trânsito 
(Senatran) conduziu o programa Rodovida, 
que reuniu os principais integrantes do 
Sistema Nacional de Trânsito (SNT) em um 
esforço conjunto para reduzir o número de 
mortes e lesões em vias urbanas e rodovias 
de todo país, por meio da intensifi cação 
de ações de fi scalização e atividades 
educativas. Como resultado, o programa 
contou com 2.766 ações registradas por 42 
órgãos e entidades de trânsito, distribuídos 
por 459 municípios brasileiros.
“Pela primeira vez, a Senatran 
esteve à frente da organização do 
Rodovida, o que resultou numa 
maior participação por parte de 
parceiros de organismos públicos e 
privados, além de um maior alcance 
da campanha em todo país.”
Adrualdo Catão
Secretário nacional de Trânsito
FISCALIZAÇÃO E EDUCAÇÃO
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O programa Rodovida busca atender 
às diretrizes básicas do Plano Nacional de 
Redução de Mortes e Lesões no Trânsito 
(Pnatrans), cuja meta é reduzir em ao menos 
50% o total de ocorrências graves, com 
mortos e feridos, até 2030. 
 A iniciativa conta com a participação 
de órgãos e entidades como a Polícia 
Rodoviária Federal (PRF), o Departamento Nacional 
de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a Agência 
Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), além de 
órgãos rodoviários, estaduais e municipais de trânsito.
 Entre as ações e temas abordados pela 
fi scalização e atividades educativas da edição 
2023/2024 do Rodovida se destacam a coibição às 
seguintes infrações:
• Excesso de velocidade;
• Ultrapassagens proibidas; 
• Uso de álcool;
• Descumprimento do tempo de direção dos motoristas profi ssionais;• Transporte ilegal de passageiros;
• Não uso de cinto de segurança;
• Transporte inadequado de crianças em veículos automotores;
• Utilização do celular pelos condutores;
• Não uso de equipamento de proteção por motociclistas, como capacete adequado;
• Falta de cuidado com os mais vulneráveis no trânsito (pedestres, ciclistas e motociclistas);
• Uso incorreto da cadeirinha para crianças;
• Condução insegura, especialmente por motofretistas e ciclofretistas.
 “Pela primeira vez, a Senatran esteve 
à frente da organização do Rodovida, o 
que resultou numa maior participação 
por parte de parceiros de organismos 
públicos e privados, além de um maior 
alcance da campanha em todo país”, 
afi rmou o secretário nacional de Trânsito, 
Adrualdo Catão. 
RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS104 105
B3 - SÃO PAULO MOBILIDADE URBANA
Consórcio C2 Mobilidade Sobre Trilhos vence leilão do Trem Intercidades Eixo Norte, 
Tarcísio de Freitas bate o martelo em leilão na B3; projeto ainda contempla Trem 
Intermetropolitano entre Campinas e Jundiaí e Linha 7-Rubi
O primeiro leilão do Governo de São Paulo 
em 2024 atraiu dois grandes grupos em único 
consórcio formado pela brasileira Comporte 
Participações S.A. e a chinesa CRRC Hong Kong. 
Além do Trem Intercidades, que é o serviço 
expresso ligando a capital à maior metrópole do 
interior paulista, o empreendimento engloba a 
implantação do Trem Intermetropolitano (TIM), 
entre Campinas e Jundiaí, e a concessão da Linha 
7-Rubi, atualmente operada pela Companhia 
Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
A proposta vencedora apresentou deságio – 
desconto sobre o valor a ser pago pelo Estado – de 
0,01% pela contraprestação dos serviços públicos 
de R$ 8,06 bilhões, na data-base 2024. Já o aporte 
do Governo de São Paulo no empreendimento 
será mantido no montante inicial previsto de 
R$ 8,98 bilhões, conforme valores atualizados.
“É uma honra para todos nós do consórcio C2, 
composto pela Comporte Participações e CRRC. 
Não seria possível dar sequência e participarmos 
sem que estivéssemos com total confi ança no 
trabalho de excelente condução por parte do 
Governo do Estado de São Paulo. É uma honra 
poder gerar exemplos para que outros venham 
contribuir para o crescimento do estado e da 
nossa nação”, disse José Efraim Neves da Silva, 
diretor institucional da Comporte e coordenador 
geral do consórcio.
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“Este projeto é emblemático porque é o 
primeiro, é inovador, é vanguarda. É o primeiro 
trem de média velocidade do Brasil e vem 
logo com três serviços: a Linha 7-Rubi, o Trem 
Intermetropolitano na região de Campinas 
e Jundiaí e o trem expresso de Campinas a 
São Paulo. Imagine como a vida das pessoas 
vai mudar. É um projeto muito relevante em 
termos de mobilidade e abre um ciclo de novos 
investimentos em infraestrutura ferroviária e 
transporte de passageiros.”
Tarcísio de Freitas, Governador de São Paulo
MOBILIDADE
SOBRE
TRILHOS
COMO VAI SER
O Trem Intercidades Eixo Norte vai 
operar em um trecho de 101 km de 
extensão, melhorando e ampliando a 
mobilidade entre as regiões metropolitanas 
de São Paulo, Jundiaí e Campinas.
O serviço expresso vai funcionar 
entre a estação Palmeiras-Barra Funda, 
na capital, e um novo terminal ferroviário 
em Campinas, com uma parada curta em 
Jundiaí e 64 minutos de viagem. O Trem 
Intercidades Eixo Norte terá capacidade 
para transportar até 860 passageiros por 
viagem e será o mais rápido do Brasil, 
alcançando até 140 km/h.
Já o Trem Intermetropolitano será 
um serviço parador com estações em 
Jundiaí, Louveira, Vinhedo, Valinhos e 
Campinas. Com operação prevista de 
sete novos trens, o percurso será de 44 
km e tempo de deslocamento estimado 
de 33 minutos. O serviço parador terá 
velocidade média prevista de 80 km/h, 
com capacidade para transportar 2.048 
passageiros em cada trem.
A nova concessionária também será 
responsável pela operação da Linha 
7-Rubi, que registrou cerca de 99 milhões 
de passageiros em 2023. Com extensão de 
57 km e 17 estações, o ramal liga Jundiaí à 
estação Palmeiras-Barra Funda, na capital. 
O Governo de São Paulo estima que a 
concessão irá atender aproximadamente 
400 mil pessoas por dia.
Ao todo, o empreendimento do Trem 
Intercidades Eixo Norte irá benefi ciar 
cerca de 15 milhões de pessoas em 11 
municípios e gerar mais de 10,5 mil 
empregos, entre diretos, indiretos e 
induzidos.
“Esse projeto é histórico e vai mudar 
a história não só de Campinas, mas de 
toda a região metropolitana. Imagine a 
qualidade de vida que vão ter as pessoas 
que poderão usar esse transporte, que 
moram em uma cidade e trabalham em 
outra. Então, quero agradecer a todos 
que contribuíram com esse projeto”, 
disse Rafael Benini, secretário estadual de 
Parcerias e Investimentos.
TARIFAS JUSTAS
Em relação às tarifas, o edital de concessão 
prevê valor médio de R$ 50 ou menos para o 
serviço expresso entre São Paulo e Campinas e de 
R$ 14,05 para o serviço parador intermetropolitano. 
Já o bilhete da Linha 7-Rubi seguirá a tarifa 
pública, atualmente de R$ 5. Os aprimoramentos 
garantem receita mínima para a operação do Trem 
Intercidades e tornam o modal mais competitivo, 
com modicidade tarifária para os usuários de cada 
um dos três serviços.
Foto e Fonte: Do Portal do Governo SP
O governador Tarcísio de Freitas voltou à sede da B3 para bater o martelo no leilão internacional de concessão do Trem 
Intercidades Eixo Norte, que vai ligar a cidade de São 
Paulo a Campinas. O consórcio C2 Mobilidade Sobre 
Trilhos será responsável pela operação, manutenção, 
modernização e exploração das receitas geradas por 
30 anos pelo transporte ferroviário de passageiros 
entre São Paulo e Campinas. O investimento 
estimado é de R$ 14,2 bilhões, em valor atualizado 
pelo IPCA em 2024.
“Este projeto é emblemático porque é o primeiro, 
é inovador, é vanguarda. É o primeiro trem de média 
velocidade do Brasil e vem logo com três serviços: a 
Linha 7-Rubi, o Trem Intermetropolitano na região de 
Campinas e Jundiaí e o trem expresso de Campinas 
a São Paulo. Imagine como a vida das pessoas vai 
mudar. É um projeto muito relevante em termos de 
mobilidade e abre um ciclo de novos investimentos 
em infraestrutura ferroviária e transporte de 
passageiros”, afi rmou Tarcísio.
O certame na B3 também reuniu o vice-
governador Felicio Ramuth, secretários estaduais, 
dirigentes de empresas do Governo de São 
Paulo, deputados, prefeitos e diretores do Banco 
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social 
(BNDES), órgão do governo federal que aprovou 
fi nanciamento de R$ 6,8 bilhões – em valores 
atualizados – para o Trem Intercidades Eixo Norte.
 
em tempo *Relatório Global do iRAP, enviado para Rodovias&Vias, reproduzido parcialmente em versão livre do original em inglês.
RODOVIAS&VIAS106 RODOVIAS&VIAS106
PARCERIAS DE SUCESSO
Com impactos em 178 países, 3,6 milhões de Km de avaliações em segurança viária, 
69 mil pessoas treinadas e 101 Bilhões de dólares em investimentos em infraestrutura 
executados de forma mais segura, duas vezes ao ano, o iRAP analisa seus sistemas globais 
e consulta seus parceiros para preparar uma análise compreensível das atividades de suas 
parcerias por todo o globo para eliminar rodovias de alto risco. Uma tarefa importante, 
para guiar e quantifi car o impacto colaborativo e o retorno em investimentos, bem 
como celebrar os sucessos por todo o mundo. Graças ao suporte do maior doador, a FIA 
Foundation e os apoiadores Global Road Safety Facility; 3M, Prudence Foundation; Aleatica 
Foundation; Millennium Challenge Corporation; Banco Europeu de Investimentos e 
FedEx e ao esforço de 30.300 parceiros em todo o mundo, os resultados são inspiradores, 
cujos destaques incluem: a avaliação de segurança rodoviária em 126 países, somando 1,8 
milhões de Km de rodovias inseridas no índice de avaliação por estrelas, 1,8 milhões de Km 
inseridos em mapas de risco de acidentes, entre outros. 
ATUAÇÃO DNIT
Entre outros númerosde grande vulto, o 
documento destaca ainda: “Os resultados dos 
54,5 mil Km de avaliações que estão moldando 
investimentos que estima-se, podem prevenir 
150 mil fatalidades e ferimentos graves em 
um período de 20 anos, gerando benefícios 
econômicos da ordem de R$ 45 bilhões”, 
registra o relatório, que integra parte do esforço 
do iRAP, com horizonte fi xado em 2030, pelo 
pacto pela redução em 50%, do número de 
mortes e acidentes no trânsito da ONU (dentro 
das metas de Objetivos de Desenvolvimentos 
Sustentável), compromisso do qual o Brasil 
é signatário e cuja 
participação do próprio 
DNIT e de outras 
instituições brasileiras 
como Senatran, são 
essenciais para atingir. O 
relatório completo pode 
ser acessado pelo QR 
Code: 
International Road Assessment Programme - iRAP, divulga resultados globais obtidos com seus 
esforços direcionados à prevenção de acidentes e o uso de sua metodologia. Departamento 
Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT - é destaque.
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OUTUBRO
2024
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CONTORNO MESTRE ÁLVARO DNIT 
Com a presença do presidente Lula, do ministro dos Transportes Renan Filho, do Governador do estado 
do Espírito Santo, Renato Casagrande; do Diretor-Geral do DNIT, Fabricio Galvão e do Superintendente 
do DNIT no Espírito Santo, Romeu Scheibe Neto, ainda no fi nal de 2023, uma obra há anos aguardada foi 
fi nalmente liberada para o tráfego da região do município de Serra, no Espírito Santo. Inaugurado pelo DNIT 
- O Contorno do Mestre Álvaro, de 19,7 Km, que conecta a onipresente BR-101 ao bairro Chapada Grande 
seguindo até o bairro Jacuhy, recebeu investimentos de mais de R$ 500 milhões. A expectativa é que, os 
mais de 50 mil veículos que trafegam pelo perímetro (e que contempla praticamente todos os 2 milhões 
de habitantes da Região Metropolitana de Vitória, incluindo Cariacica), 
passem a realizar o trajeto em até metade do tempo, considerando 
a capacidade do complexo de desviar por volta de 15 mil veículos, 
oferecendo mais segurança e fluidez. Com sete interseções 
executadas em pavimento fl exível, a pista construída em concreto, 
possui duas faixas de rolamento em cada sentido, faixa de segurança 
interna e acostamento externo, além de 3 vias elevadas para travessia 
em áreas de preservação e 40 passa faunas subterrâneos, para 
assegurar o livre trânsito de espécies endêmicas. “Quando uma via 
como a do Mestre Álvaro é inaugurada, se torna uma alternativa 
mais célere, mais rápida e segura, os próprios aplicativos de mapas 
mostram aos motoristas caminhos de trânsito menos intenso”, 
avaliou o superintendente do DNIT/ES, Romeu Scheibe Neto. 
 
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DIÁLOGO E UNIÃO PELO BEM DE MINAS GERAIS
Ministro Renan Filho, visita o DNIT/MG e conversa 
com Antonio Gabriel dos Santos, superintendente e os 
servidores, o encontro teve como principal objetivo discutir 
projetos e obras em andamento no estado, visando o 
aprimoramento e a efi ciência das iniciativas de transporte e 
mobilidade. O Ministro destacou a importância estratégica 
de Minas Gerais para a malha viária nacional e reafi rmou 
o compromisso do governo em investir na melhoria da 
infraestrutura de transportes do estado.
Durante a visita, foram abordados diversos temas, 
incluindo a manutenção de rodovias, a realização de 
novas obras de ampliação e modernização, bem como 
a implementação de medidas para garantir a segurança 
e a fluidez do tráfego. Além disso, foram debatidas 
estratégias para otimizar os recursos disponíveis e acelerar 
o cronograma de execução dos projetos em andamento.
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O número “100” representa a Classe de 
Velocidade a que o dispositivo é projetado, 
sendo que são necessários dois “crashtest”, 
um com a velocidade de 35 km/h, obrigatório 
para saber se o produto é colapsível e outro 
escolhendo a velocidade de 50 km/h, 70 km/h 
ou 100 km/h. No caso do exemplo a velocidade 
escolhida é de 100 km/h significando que 
o produto está certificado para estradas de 
qualquer velocidade. Se fosse 50 km/h o 
produto somente poderia ser utilizado para 
rodovias de velocidade máxima de até 50 km/h.
As letras “NE” dizem respeito à absorção de 
energia cinética oriunda do impacto podendo 
ser “HE” quando houver alta absorção de 
energia, ‘’LE” baixa absorção de energia ou 
“NE” nenhuma absorção de energia.
A letra “C” indica o nível de segurança do 
ocupante. Tem a ver com a velocidade teórica 
do impacto da cabeça. Quanto mais baixa essa 
velocidade tanto maior o nível de segurança do 
ocupante. Este nível é qualificado pelas letras 
“A” até “E”. O nível “C” é o melhor nível para 
dispositivos que sofrem cisalhamento quando 
do impacto e o nível “A” é o melhor nível para 
dispositivos que sofrem distorção quando 
impactados.
O “X” é relativo à fundação do sistema. Ela 
pode ser em concreto, em solo ou ambos, mas, 
se é representado pela letra “X” indica que a 
fundação trabalha para que a colapsividade 
exista e, portanto, faz parte dos cálculos 
proprietários do fabricante.
A sigla “SE” demonstra o modo de 
colapso do dispositivo, se é cisalhante ou 
por deformação, no caso do exemplo, é por 
cisalhamento.
As letras “MD” indicam a classe de direção 
que podem ser no sentido do tráfego com 
ângulo de entrada de 20º (“SD”), nos dois 
Consultor Técnico Sênior
ARTIGO
CERTIFICAÇÃO DE PRODUTOS DE 
SEGURANÇA PASSIVA
Após a publicação da norma brasileira 
ABNT NBR 15486:2016, novos conceitos foram 
introduzidos na sinalização vertical das rodovias 
brasileiras. O que era comumente chamada de 
placa de sinalização transformou-se em um 
sistema de sinalização vertical.
Basicamente, antes da publicação da 
norma, o item mais importante era a placa 
propriamente dita resumindo a importância 
da sinalização vertical na retrorrefletividade das 
películas e o restante era considerado acessório.
A norma consagrou o conceito de “Rodovias 
que Perdoam” e, desta forma, tudo que diz 
respeito à infraestrutura do lado da via passou 
a ter relevância para minimizar os efeitos de um 
sinistro envolvendo o impacto de um veículo e 
um obstáculo fixo.
Essa mudança de conceito fez surgir o 
sistema de sinalização vertical que passou a ser 
considerado como sendo composto da película 
refletiva, do substrato para sua adesivação, dos 
elementos de fixação da placa no suporte, do 
suporte e da fundação necessária para manter 
todo o sistema firme e no prumo.
A sinalização se tornou parte integrante da 
segurança passiva que além de satisfazer as 
exigências que compõem a sinalização vertical 
também tem a obrigatoriedade de suprir todos 
os itens estabelecidos para que se torne um 
sistema de segurança passiva, conhecido no 
Brasil como colapsível.
Ser colapsível não é simplesmente ser 
destruída pelo impacto do veículo no sistema 
e sim cumprir com uma série de exigências de 
engenharia estabelecidos através de normas 
técnicas e de cálculos matemáticos. Isso dá ao 
produto a certificação necessária para ser um 
dispositivo de segurança passiva.
Para um produto ser considerado como 
integrante da segurança passiva ele precisa 
ser ensaiado de acordo parâmetros de norma 
técnica europeia ou americana. No caso 
europeu a norma técnica é a EN 12767 que 
estabelece:
CURRICULUM VALTER VENDRAMIN - Mestre em Ciências e Pós graduado em Gestão Pública, 
Diretor Institucional da Renovaurb Valter Luiz Vendramin, foi designado como 
Coordenador da Comissão de Dispositivos Auxiliares do Comitê Brasileiro 16 (CB16) da 
ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT para o ano de 2024..
• Classe de velocidade => Obrigatório: 35km/h
• Escolher uma: 100 km/h – 70 km/h – 50 km/h;
• Previsibilidade;
• Mecanismo de ativação => modo de colapso
• THIV e ASI => Velocidadeteórica de impacto da cabeça e Índice de severidade da
 aceleração; 
• VE – Velocidade de Saída => Categoria de absorção de energia;
• Risco de afundamento do teto;
• Estabilidade pós impacto;
• Classe de direção => Simples; dupla ou múltipla;
• Tipo de fundação, comumente feita especialmente para o dispositivo.
Esses itens são conseguidos através de ensaios de “crashtest” que ao final são resumidos em 
uma série de números e letras que traduzem os resultados dos ensaios.
Vamos analisar o exemplo de uma certificação com o seguinte resultado:
sentidos, mão e contramão, com ângulo de 
entrada de 20º (“DD”) e multidirecional (“MD”) 
quando o impacto pode ser em qualquer 
direção e em qualquer ângulo de entrada.
Por último o número “0” que indica se houve 
reentrância no teto por ocasião do impacto. O 
número “0” significa que pode ter havido um 
rebaixamento de até cinco centímetros. Para 
rebaixamentos maiores do que dez centímetros 
a representação é feita pelo número “1”. Caso 
isso ocorra, será necessária uma verificação para 
identificar se o afundamento não provocará 
lesões nos ocupantes.
Pelo entendimento das letras e números 
que representam uma certificação pode-se 
concluir que um dispositivo levado a ensaios de 
“crashtest” representa um avanço significativo 
na segurança viária. Não basta simplesmente 
aceitar de um representante que seu produto é 
de segurança passiva, deverá ser demonstrado 
através do certificado coom Marca “CE”, que em 
seu anexo discriminara os laudos de ensaios e 
do entendimento do significado do resumo dos 
ensaios o nível de segurança que o dispositivo 
alcança.
O PNATRANS – Plano Nacional de Redução 
de Mortes e Lesões no Trânsito estabelece 
conceitualmente que “a responsabilidade 
é compartilhada por quem projeta, 
constrói, gerencia, fiscaliza e usa as vias e 
os veículos e pelos agentes responsáveis 
pelo atendimento às vítimas”. Esse 
compartilhamento não deve ser relegado e, 
sim, considerado de suma importância por 
todos nós que atuamos ou de alguma forma 
estamos incluídos no trânsito e estabelecer 
a obrigatoriedade de acatar e utilizar os 
conceitos incluídos nas normas técnicas 
vigentes é uma política de segurança viária 
que salva vidas.
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Valter Luiz Vendramin
RODOVIAS&VIAS 113RODOVIAS&VIAS112 RODOVIAS&VIAS112
Importante ressaltar que isso ocorre 
não só pelo desconhecimento técnico 
mas, também, pelo receio de que a inclusão de 
um material novo seja vista como uma “restrição à 
competitividade”, quando, na realidade, deveria ser 
entendido como um incentivo ao desenvolvimento 
tecnológico e à inovação técnica, conforme previsto 
em nossa Constituição Federal, onde, no artigo 
218, é determinado o fomento da tecnologia pelo 
ente federativo.
Logo, o incentivo que as empresas do setor 
possuem para buscar novos produtos de engenharia 
de tráfego e segurança viária é deveras limitado, 
haja vista que uma boa parte da Administração 
Pública, pouco se preocupa em aprimorar e aplicar 
novas técnicas e remunerar, adequadamente, seus 
fornecedores por essa inovação. 
A realidade é que não estamos apenas diante 
de uma “falta de incentivo” para desenvolvimento 
de novas tecnologias para a engenharia e 
infraestrutura de tráfego, mas, sim, de um 
verdadeiro desestímulo, pois as empresas não se 
veem encorajadas e provocadas a dispender seus 
recursos em produtos que não serão inseridos nos 
certames licitatórios tão cedo.
No entanto, cada vez mais, é necessário mudar 
essa ideia, pois, além de desincentivar as empresas, a 
cópia de editais e termos de referência padrões, com 
itens que não atendem às necessidades, estabelecem 
materiais de baixo custo e não possuem critérios 
técnicos adequados para serem licitados, podem 
significar – inicialmente –, uma economia aos cofres 
públicos, mas a médio e longo prazo, significam o 
abandono do contrato, o refazimento de serviços, 
o aumento de sinistros de trânsito, além de, muitas 
vezes, significar a perda de vidas.
Assim, temos que a sinalização viária não 
pode mais ser vista apenas como o enfeite de 
uma via, mas sim, deve ser considerada como 
um importante fator de segurança para a 
população, onde quem contrata deve buscar 
sempre a inclusão de novas tecnologias e os 
melhores produtos e soluções para as vias 
que tem sob sua jurisdição, uma vez que o 
aprimoramento e modernização da engenharia 
de tráfego e segurança viária, garantem a 
orientação adequada aos usuários das rodovias, 
possibilitando maior segurança e melhor fluidez 
ao tráfego, entregando como maior resultado, a 
redução de sinistros.
novos materiais, pelo emaranhado de restrições 
jurídicas e falta de interesse de muitos que estão 
neste meio, porque “dá muito trabalho” e há um 
grande déficit de pessoas com conhecimento 
da área em atuação e que ainda acreditam 
que a sinalização viária nada mais é do que 
“a maquiagem da via” e que não demanda 
expertise e nem produtos de qualidade para sua 
aplicação.
Por isso, a atuação de associações responsáveis 
pela normatização técnica e que buscam a 
mobilização do setor para promover a melhores 
técnicas de desempenho para a segurança 
viária desenvolvem um papel fundamental, pois 
devem buscar e normatizar novos materiais para 
que as empresas do segmento sejam provocadas 
e incentivadas a evoluir tecnicamente e aplicar 
essas novas técnicas no mercado.
Do mesmo modo, a responsabilidade cabe 
também aos Órgãos Públicos que licitam o 
serviço de engenharia de tráfego e segurança 
viária, uma vez que necessitam dimensionar 
sua real necessidade e saber quais os serviços e 
materiais que serão as melhores soluções para 
as situações encontradas no campo. E isso só se 
faz (e se conhece) com a análise individualizada 
de cada trecho, haja vista que cada local tem 
uma necessidade particular de acordo com a 
quantidade de veículos, tipo de pavimento, 
pontos críticos, clima, vegetação, entre outras 
diversas variáveis.
Por isso, é necessário que as licitações para 
contratação de serviços de engenharia de tráfego 
e segurança viária estejam respaldadas por 
projetos de mobilidade urbana, desenvolvidos 
por empresas e profissionais com experiência 
no ramo, com base nos quais os servidores 
públicos terão condições de licitar soluções 
técnicas e produtos normatizados, assim como 
dimensionar quantidades que refletem a real 
necessidade da via, comprometidos com a 
segurança dos usuários.
Não podemos mais utilizar editais “padrões” e 
termos de referência copiados que não detenham 
a necessidade das vias e contenham apenas itens 
de baixo custo, utilizando-se de especificações 
de materiais antigos ou, às vezes, em desuso, que 
pouco – para não se dizer “nada” – contribuem 
para a segurança viária e, menos ainda, para o 
desenvolvimento de novas tecnologias. 
ARTIGO
A MUDANÇA DO SIGNIFICADO DE “SINALIZAÇÃO VIÁRIA” AO LONGO DAS 
ÚLTIMAS DÉCADAS E A NECESSIDADE DE INCENTIVO ÀS NOVAS TECNOLOGIAS 
PARA ENGENHARIA DE TRÁFEGO E SEGURANÇA VIÁRIA
“Todos os caminhos levam a Roma” – ditado 
antigo e que nos faz pensar em quão antiga é a 
estruturação das vias com o propósito de direcionar 
e organizar as pessoas e meios de transporte ao 
destino que lhes interessa. Com o caminhar da 
história, podemos perceber que a sociedade 
sempre se organizou de forma a demonstrar o 
percurso a ser feito para que o ser humano chegue 
ao seu destino final.
Na época do Império Romano as “placas 
indicativas” eram gravações em pedras/colunas. No 
século XVII, em Portugal, surgiu a necessidade de o 
tráfego começar a ser regulado e, após a Revolução 
Industrial, foi que a sinalização de trânsito teve 
seu maior impacto, já que as cidades europeias e 
norte americanas iniciaram um longo processo de 
modernização e suas vias, não mais suportavam o 
crescimento populacional e a grande quantidade 
de veículos que circulavam por elas.
Não por outro motivo, os gestores urbanos 
começaram a buscar novas formas de melhorar a 
ordem e estrutura de onde as pessoas trafegariam. 
Foi nessemomento que foram iniciadas as 
pinturas de faixas, instalados semáforos e placas de 
sinalização, assim como foram criadas as primeiras 
leis de regulamentação do trânsito, visando 
controlar os fluxos e oferecer mais segurança para 
a população.
Os sinais de trânsito, tais como os conhecidos 
atualmente, são resultado de mais de um século 
de trabalhos realizados em conferências e reuniões 
internacionais que procuraram padronizar 
o seu uso, através de acordos cada vez mais 
completos e detalhados, com foco na segurança e 
trafegabilidade.
Assim, com o passar das épocas, entendeu-
se que a sinalização não se trata de uma simples 
“maquiagem da via”, mas de uma área da 
engenharia que demanda conhecimento científico 
e, como tal, está sempre em constante mudança e 
evolução, pois, muito mais do que sinalizar, esses 
elementos formam uma linguagem universal que 
objetivam orientar seres humanos, oferecendo-
lhes maior segurança em seus caminhos.
Atualmente, o Brasil conta com uma enorme 
frota de veículos diariamente nas ruas. Segundo 
dados da Secretaria Nacional de Trânsito do 
Ministério da Infraestrutura disponível no site do 
IBGE , até o ano de 2022, o número de veículos 
registrados no país supera 60 (sessenta) milhões.
Agora, para entender a essencialidade da 
sinalização, imagine: seria possível se deslocar com 
segurança, principalmente nos grandes centros 
urbanos e em rodovias, sem uma sinalização 
adequada e que oriente corretamente os usuários? 
Com certeza não! Certamente, a ausência dessa 
forma de linguagem, causaria um verdadeiro caos 
e seria responsável por uma infinidade de sinistros, 
podendo ocasionar lesões e mortes em todo o país, 
tornando impossível a trafegabilidade, quanto mais 
de forma segura. 
Os sinistros de trânsito são considerados um 
problema de saúde pública, já que, quando 
ocorrem, envolvem desde o atendimento pré-
hospitalar na Rede de Urgência e Emergência, 
até a reabilitação dos sobreviventes e as possíveis 
consequências socioemocionais e econômicas, 
tanto para as vítimas quanto para suas famílias e 
locais afetados.
Logo, não há dúvidas acerca da importância que 
a sinalização representa para toda a população 
mundial e, como tudo, a engenharia de tráfego 
e segurança viária também deve acompanhar as 
necessidades temporais e individualidade de cada 
local e a tecnologia disponível no mercado, um 
ideal que algumas empresas do ramo incorporam 
e vem tentando fomentar, através de debates com 
pioneiros do ramo, manifestações em certames 
licitatórios, investimento em profissionais de 
destaque no setor e busca de novas técnicas que 
alcancem resultados que atendam as demandas das 
vias e rodovias em âmbito nacional, no intuito de, 
cada vez mais, aumentar a segurança aos usuários.
Há muitas pessoas que atuam com seriedade e 
comprometimento e entendem toda a engenharia, 
estudo, conceitos técnicos e trabalho que há por 
detrás de uma placa instalada na uma rodovia ou 
na cadência das tachas nas vias, por exemplo. Mas, 
para leigos no assunto, as placas “brotam” e as faixas 
“afloram”, e apenas percebem a importância da 
sinalização viária quando não a encontram nas vias. 
Assim, infelizmente, esse caráter de inovação 
não é uma regra no Brasil. No nosso país, há uma 
grande dificuldade em se desenvolver e utilizar 
Por Pedro Peres, Gabriele Seffrin e Mariana Pirih Peres
 ¹ https://cidades.ibge.gov.br/brasil/pesquisa/22/28120 - Acesso em 22/02/2024, às 16h04.
Especialistas em Direito de Segurança Viária

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