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Atenuador ZM Zero Manutenção Lançamento no Brasil Com velocidade de impacto de até 110 km/h Fácil Manutenção Zero custo de manutenção Peças reutilizáveis A melhor relação custo-benefício do mercado Atende a ABNT NBR 15.486 Testado e aprovado na Norma Europeia EN 1317 Assista ao Crash Test Terminais absorvedores de energia O portfólio mais completo do mercado, com produtos de alta performance. Dispositivos certificados, eficientes e com desempenho superior às exigências normativas. Produto 100% nacional marvitecmarvitec.infraestrutura marvitec.com.br TK 100 SGET DEFENSA NEO C M Y CM MY CY CMY K anuncio_2pgs_sangria.pdf 1 26/11/2022 13:33 Atenuador ZM Zero Manutenção Lançamento no Brasil Com velocidade de impacto de até 110 km/h Fácil Manutenção Zero custo de manutenção Peças reutilizáveis A melhor relação custo-benefício do mercado Atende a ABNT NBR 15.486 Testado e aprovado na Norma Europeia EN 1317 Assista ao Crash Test Terminais absorvedores de energia O portfólio mais completo do mercado, com produtos de alta performance. Dispositivos certificados, eficientes e com desempenho superior às exigências normativas. Produto 100% nacional marvitecmarvitec.infraestrutura marvitec.com.br TK 100 SGET DEFENSA NEO C M Y CM MY CY CMY K anuncio_2pgs_sangria.pdf 1 26/11/2022 13:33 RODOVIAS&VIAS4 RODOVIAS&VIAS 5RODOVIAS&VIAS4 RODOVIAS&VIAS 5 NA MEDIDA 6 CAPA - ENGENHARIA COM SOTAQUE CATARINENSE 20 74PLANO AGRO 2024 Agroestratégia de Trasnportes 78WORKSHOP SEGURANÇA VIÁRIA Sinalização é Segurança 90WORKSHOP CONCRETO GOINFRA - Pavimento Rígido EXCLUSIVA: ALYSSON DE ANDRADE Superintendente do DNIT/SC 9 EU SOU DO SUL FRENLOGI 50 ENSAIO ACELERADO Método MeDiNa 70 ESTRADA DA GRACIOSA Histórica, Turística e Emblemática 62 CONCESSÕES - PARANÁ Novas Operações 100 RODOVIDA - SENATRAN Trânsito Mais Seguro no Brasil 102 MOBILIDADE SOBRE TRILHOS Leilão do Trem Intercidades Eixo Norte 104 editorial Ano 23 - Edição 141 - Janeiro e Fevereiro/2024 Distribuição dirigida e gratuita BRASIL. A GENTE ACREDITA DESAFIOS E METAS SIGA-NOS NO INSTAGRAM E FIQUE POR DENTRO DA SUA REVISTA E DO QUE ACONTECE. 4.722. O ano de Loong (Dragão de madeira). Haste positiva. Metal: ouro. O Folclore chinês indica um ano (para nós, 2024), que privilegiará com grandes recompensas, os que forem destemidos e ambiciosos. Ainda, de acordo com a vidência da grande nação asiática, a ousadia trará o auspicioso, reunindo sob a efígie de um animal mítico, força, coragem e boa sorte. Sem intenção de se tornar um veículo do esoterismo, contudo, Rodovias&Vias em seu costumeiro monitoramento midiático – que inclui sites estrangeiros e agência de notícias como a Xinhua, não passou incólume às festividades típicas do país, evidentemente topando com as informações reproduzidas logo acima e que, sem querer, se tornaram motivo de algumas digressões em sua central de Jornalismo. E naturalmente, os adjetivos “força e coragem”, foram logo apontados como conceitos defi nidores do perfi l do material colhido em visitas técnicas extensas por toda Santa Catarina, por ocasião da capa que, ilustra esta edição, que retrata o tremendo esforço empreendido pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – via sua Superintendência e Unidades Locais, para manter o estado funcionando. ARTIGOS Valter Luiz Vendramin - Certifi cação de Produtos Mariana Pirih Peres - Sinalização Viária 112 Rodovias&Vias Instagram @rodoviasevias - rodoviasevias.com WhatsApp - +55 61 98357-0110 Publicação Terceira Via LTDA CNPJ: 37.856.781/0001-20 Juliano Grosco Diretor Comercial Leandro Dvorak Diretor Institucional Fábio Abreu Diretor de Jornalismo João Marassi Jornalista Responsável RP: DTR-PR 7731 Paulo Roberto Negreiros Diretor de Fotografi a Dagoberto Filho Fotografi a / Design Jaqueline Rupp Karatchuk Diretora Financeira Mari Iaciuk Relações Públicas Ah! Comunicação Finalização Grafi ca Tiragem. 20mil Artigos assinados não refl etem necessariamente a opinião da Um esforço que teve de superar a agonia de eventos climáticos sem precedentes, uma natureza em fúria, além das incertezas inerentes à arte precisa da engenharia no seu mais notável âmbito: o de grandes obras públicas. E neste sentido, ainda aludindo ao mitológico Loong, alguém lembrou que também a sabedoria – e portanto – a paciência e a resiliência, ambos, subprodutos da primeira, ajudam a caracterizar as coisas por lá. Outro atributo também encontrado pelas equipes, foi a inteligência, evidente na reportagem exclusiva sobre o 1º Workshop com foco em Segurança e Sinalização Viária, promovido por grandes empresas e expoentes tecnológicos no setor, e cujos debates, de alto nível técnico, registrado durante dois dias cheios, já frutifi caram em uma segunda edição, demonstrando a atualidade e a premência por esta iniciativa. E tempo houve, para atender a mais eventos, em um setor bastante agitado, como o “Encontro Regional Sul do Brasil”, realizado pela Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura, FRENLOGI, (que Rodovias&Vias orgulhosamente apoiou), e, claro, o 1º Workshop de Pavimento de Concreto, da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (GOINFRA) feito com a ABCP, Associação Brasileira de Cimento Portland. Ao que parece neste 4.722, Loong, além de tudo, também estará muito atarefado. Boa leitura! 96 1 BILHÃO NA MALHA SERGIPE DER/SE - Infraestrutura EM TEMPO iRap - Parcerias de Sucesso Contorno Mestre Álvaro - DNIT DNIT/MG 106 108 110 RODOVIAS&VIAS6 RODOVIAS&VIAS6 C M Y CM MY CY CMY K Anúncios - Rodovias e Vias - Indutil e Band.pdf 2 05/03/2024 09:02:23 ABDIB VÊ INVESTIMENTO RECORDE Neste ano, os investimentos em infraestrutura exceto óleo e gás deverão atingir a marca de R$ 235 bilhões, nas estimativas da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib). Será um recorde histórico. O dado reforça a expectativa do governo de que os investimentos vão se recuperar e compensar, em parte, a menor contribuição que o consumo e o setor externo deverão dar à atividade em 2024. Ontem, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que já há no mercado projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na faixa de 2,5% este ano, acima dos 2,2% projetados pela Secretaria de Política Econômica (SPE). Destacou a quantidade de novas concessões que estão a caminho. Fo to : R od ov ia s& Vi as Foto e Fonte: Divulgação ASCOM/DNIT O Ministro dos Transportes, Renan Filho, abriu o evento com participação online, ressaltando a relevância desses pontos para o ano em curso. "O fortalecimento de recursos, entregas e a transparência são pontos muito importantes para 2024", ressaltou. "A entrega das obras na velocidade natural das coisas exige uma dedicação muito grande, e a determinação é fundamental", enfatizou o Ministro durante sua fala, mostrando as prioridades estratégicas para o setor de infraestrutura. Em seguida, o diretor-geral do DNIT, Fabricio Galvão, compartilhou os resultados positivos alcançados em 2023. "Não é fácil sair de uma execução tão baixa para dobrar os números em apenas um ano e aproveito a oportunidade para agradecer toda a equipe do DNIT pelo empenho", expressou Galvão, reconhecendo os esforços de todos. Para o ano de 2024, o diretor-geral destacou a importância de abordar os pontos críticos, incluindo obras essenciais que precisam sair do papel, e a necessidade de um pensamento coletivo. "Precisamos ser realistas com o nosso orçamento. Não podemos guardar dinheiro, temos que executar e entregar", ressaltou, enfatizando a necessidade de efetividade na gestão de recursos. O encontro estabeleceu um cenário otimista para o desenvolvimento viário, com metas ambiciosas e a determinação de superar os desafi os, visando uma infraestrutura de transporte mais efi ciente e segura para todos os brasileiros. DNIT DISCUTE DESAFIOS E TRANSPARÊNCIA PARA 2024 EM FÓRUM DE DIRETRIZESREALIZADO NA SEDE DA AUTARQUIA, EM BRASÍLIA NA MEDIDA RODOVIAS&VIAS 9 exclusiva Padrão DNIT Conciliando vasta experiência em construções e dinâmicas rodoviárias, o atual superintendente do DNIT, graduado, mestre e condecorado engenheiro Alysson de Andrade, é antes de tudo, um especialista em seu estado. Falando com desenvoltura e apontando novos rumos com extrema facilidade no grande e singular mapa, (antigo, porém atualizado com recentes marcações em fi tas adesivas coloridas), ele recebeu uma das equipes de Rodovias&Vias para explicar como e por onde Santa Catarina deve expandir sua infl uência logística em um novo contexto nacional, mais competitivo e que exige mais segurança e mais agilidade. Superintendente do DNIT-SC ALYSSON DE ANDRADE Fo to : R en at o Al ve s/ G D F. RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS10 11 exclusiva exclusiva Rodovias&Vias: O superintendente possui um tempo de casa bastante ponderável, que sem dúvida deve ter contribuído para um bom conhecimento acerca das demandas de Santa Catarina. Como o senhor descreve esta nova etapa no Departamento? Alysson de Andrade: Eu tive a oportunidade de atravessar algumas gestões, seja como Fiscal de Obras, Coordenador de Engenharia ou Superintendente. Vejo que agora temos as condições de fazermos um serviço mais efetivo “na ponta”, justamente por temos hoje, uma maior disponibilidade orçamentária. Para termos uma ordem de grandeza, Santa Catarina fechou um montante de R$ 1,38 bilhão em 2023, frente a uma execução que havia chegado à um pico histórico de R$ 800 milhões executados, quando do advento das obras na Ponte Anita Garibaldi em Laguna. Colocando em perspectiva, dos R$ 1,38 bi, já foram empregados R$ 1,1 bilhão até Dezembro, com algumas medições a serem ainda efetuadas, em uma estimativa que pode vir a ser superada. Mas, é um número histórico. “Temos hoje, uma maior disponibilidade orçamentária. Para termos uma ordem de grandeza, Santa Catarina fechou um montante de R$ 1,38 bilhão em 2023, frente a uma execução que havia chegado à um pico histórico de R$ 800 milhões executados, quando do advento das obras na Ponte Anita Garibaldi em Laguna.” “Foram 9 contratos de emergência, com alguns outros sendo firmados e tendo desdobramentos neste ano. Vale lembrar que de novembro de 2022 até Abril de 2023, nós tivemos chuvas históricas, com 400 mm de precipitação acima do maior registro já detectado.” “Houve uma aceitação e um alinhamento muito bom com o Ministério dos Transportes, o ministro Renan Filho, com uma grande afinidade do ponto de vista de propósito, de filosofia de trabalho, pela qual ele estabeleceu diretrizes muito importantes para Santa Catarina.” “Tanto na BR-470 quanto na BR-280, tivemos recordes históricos em termos de investimentos. 2023 foi o ano em que o DNIT mais investiu nelas nos últimos 10 anos.” Podemos presumir que o DNIT vinha em uma fase de “preparação”, já antevendo a possibilidade da chegada de recursos, começando a delinear algumas linhas de ação e mesmo estabelecendo prioridades para quando chegasse? Sim, nós já imaginávamos que seria possível acontecer. De fato, houve uma aceitação e um alinhamento muito bom com o Ministério dos Transportes, o ministro Renan Filho, com uma grande afinidade do ponto de vista de propósito, de filosofia de trabalho, pela qual ele estabeleceu diretrizes muito importantes para Santa Catarina. Uma, que nós atuássemos mais em grandes projetos estruturantes, grandes empreendimentos, ao invés de ações mais pulverizadas. Por outro lado, ele cobrou também, 100% de cobertura da malha com contratos de manutenção e a melhoria do ICM (Índice de Condição de Manutenção), meta esta que evoluímos, mas não conseguimos atender por completo. Ainda que nosso ICM melhorado o índice de rodovias classificadas como boas em 2023. Por que? Mesmo com o aumento de recursos que nós tivemos, Santa Catarina sofreu muito com as chuvas. Em termos de DNIT, levando em consideração o alcance dos estados sob esse prisma, Santa Catarina foi o mais prejudicado. Nesse aspecto, foram 9 contratos de emergência, com alguns outros sendo firmados e tendo desdobramentos neste ano. Vale lembrar que de novembro de 2022 até Abril de 2023, nós tivemos chuvas históricas, com 400 mm de precipitação acima do maior registro já detectado. E, para nossa total surpresa, de Outubro em diante, novamente tivemos grande pluviosidade novamente, o que nos obrigou a estabelecer mais 3 contratos dessa natureza, nas BR’s 470, 282 e 153, esta última, em fase de preparação do orçamento. Então, nós não conseguimos alcançar ainda índices mais favoráveis de conservação rodoviária, justamente pelo atendimento à essas emergências de grande monta. Nós tivemos, por exemplo, que desobstruir alguns pontos da BR-280, por 6, 7 vezes. Exatamente no mesmo segmento. Tamanha a incidência e recorrência de chuvas, atípicas. E quando falamos em emergência, não estamos apenas falando em abertura de pista. Estamos falando em contenção de taludes, dispositivos de drenagem, e uma série de ações que estão sendo feitas até agora. É um trabalho que continua por meses. BR-280 - Na Serra de Corupá, as intervenções acontecem em 6 pontosPonte Anita Garibaldi com 2,8 mil metros de extensão, 52 vãos, 136 estacas escavadas e 716 aduelas pré-moldadas Um montante que foi aportado em diversas obras pelo estado todo. Foram diversas entregas. Tivemos a BR-470, que sozinha, recebeu 5 novos viadutos, cerca de 8 Km de duplicação, na BR-280, os primeiros quilômetros de duplicação entregues no final do ano passado, além de contratos como o da BR-163, que está passando por adequações de capacidade em pavimento rígido, com 47 Km de extensão, sendo que 39 Km já foram entregues. Vale lembrar que tanto na BR-470 quanto na BR-280, tivemos recordes históricos em termos de investimentos. 2023 foi o ano em que o DNIT mais investiu nelas nos últimos 10 anos. Então, este cenário de orçamento muito melhor do que o que havia sido prospectado, e o fato de termos conseguido continuidade na gestão, nos permitiu uma condição mais favorável. Isso também contribuiu para que outras ações importantes para destravar empreendimentos, pudessem ser tomadas, como revisões de projeto em fase de obra, desapropriações, entre outros. Vencemos uma série de procedimentos burocráticos do ponto de vista administrativo, e claro, isso também é um fator importante para podermos fazer esses investimentos históricos. BR-470 • Viaduto de Navegantes - As novas alças vão beneficiar motoristas que seguem no sentido norte da BR 101 e precisam entrar na BR-470 sentido Blumenau e também os condutores que saem de Navegantes RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS12 13 exclusivaexclusiva Esse seria um tipo de contrato é inédito? Acredito que não. Imagino que algo semelhante tenha acontecido no Rio de Janeiro, ou mais ou menos dentro desses moldes, por conta daquelas chuvas pesadas que eles tiveram por lá, e que vêm sendo recorrentes nas regiões serranas. Vejo esses contratos, como uma alternativa que precisa ser explorada. Nós precisamos intervir antes e prevenir, uma vez que os tempos de recorrência mostram essa necessidade. Continuando, nós sabemos que chuvas que não ocorriam há 100 anos caíram em diversos municípios. Simplesmente, muitas localidades sequer tinham preparo ou plano de contingência para isso. Voltando um pouco à parte de conservação e manutenção, nós tivemos que promover uma ampliação desses contratos, para oferecer um nível e uma condição de pavimento melhor, também por conta de já termos em vista, o progresso do BR-Legal 2, programa de sinalização, que deve ter suas contratações abertas já no segundo semestre. Um programa que com certeza terá um impacto positivo e significativo na qualificação de nossa malha. Nas BR’s 470 e 280, iremos manter o nível recorde de investimentos no CREMA, com a inclusão de alguns trevos, como Mafra- Canoinhas,seguindo até Porto União. Na Região Oeste, tanto na BR-158 quanto na 282, onde pretendemos atacar com novos PATO’s (Plano Anual de Trabalho e Orçamento) enquanto não conseguimos elaborar os CREMAS. Então, são dois projetos grandes que devem incrementar a qualidade do pavimento nestas rodovias, a serem licitados já no primeiro trimestre, incluindo alto investimento em drenagem e reciclagem de base. Então, eles constituíram uma opção mais ágil. Atenta a este quadro, a Direção do DNIT estuda um novo programa de manutenção que deve estrear em 2024, que é o REVITALIZA, uma espécie de intermediário entre PATO e CREMA. Por sinal, será um programa que nos atenderá em pelo menos 7 situações diferentes, para as quais pretendemos aprimorar as soluções previstas em nossos PATO's. E quanto à parte construtiva? Santa Catarina foi um destaque em 2023. Em números absolutos, fomos o estado que mais conseguiu performar. Houve muito apoio financeiro do Governo Federal e do Ministério dos Transportes, assim como, medidas administrativas bem sucedidas junto aos contratos de obras. Com desembolsos expressivos em quatro grandes empreendimentos, como a BR-470 um dos nossos maiores investimentos, se não o maior; a 280; a 163 e a 285. É uma carteira de investimentos bastante madura, mas que não performava adequadamente. Mas no ano de 2023, conseguimos conciliar desempenho com desburocratização, por meio de maior assertividade nas desapropriações, melhorias em eficiência na gestão ambiental, pois assinamos novos contratos de gestão neste sentido. Temos uma equipe de desapropriação dedicada e especializada para acelerar esses processos e dirimir os gargalos nas obras. Também nos remanejamentos de interferências como redes elétricas, lógicas e de gás, estamos com uma atuação mais direta junto às concessionárias, o que nos permite abrir frentes para alocar esse orçamento. Então, é necessário frisar que a equipe do DNIT se dedicou muito para conseguir esse bom desempenho em 2023 e pode ter uma performance ainda melhor em 2024, até por que estamos muito perto de fechar mais lotes na BR-285, entre outras, como o lote 2 da BR-470, a BR-163 e a BR-280 que é um desafio, com muitas dificuldades técnicas a serem vencidas. Mas a ideia é sempre ir entregando trechos, ir continuando as entregas ao usuário, à medida em que os recursos vão chegando. Mesmo por que é uma forma de adquirir credibilidade em Brasília, demonstrando a capacidade efetiva de investimento do DNIT/SC. Um outro paralelo importante, que se dá em meio às retomadas de obras e às diretrizes do ministro, que nos instou à avançar na cobertura de manutenção da malha, nós não deixamos de olhar para o futuro. BR 280 - Obras da construção da ponte sobre o Rio Itapocú BR 280 - CREMA • Região de Canoinhas Pesa para isso o fato de algumas delas, como a própria BR-280, terem iniciado como estaduais passando depois a federalizadas, portanto, terem um padrão técnico mais acanhado, digamos? Também. Apesar de elas terem sido federalizadas há algum tempo. Veja só, em Corupá, temos uma situação geológica. Foi feita a opção por cortes e aterros, ao invés de túneis, muito mais caros, porém mais seguros sob o ponto de vista dos deslizamentos. É uma opção válida, se pensarmos no nosso país, como dispondo de recursos limitados. Para abertura da rodovia, foi preciso fazer essa opção. Mas hoje nós estamos sujeitos à essas ocorrências, devido aos eventos climáticos extremos que estamos presenciando e que têm projeção de se manterem. Constituem muito provavelmente, uma nova realidade para a qual precisamos nos adaptar. Muito por conta disto, nós estamos inclusive planejando desenhar contratos de “Prevenção de Emergência”, para situações em locais onde há recorrência de quedas de barreira, como em serras, aclives e regiões mais sinuosas. “Conseguimos conciliar desempenho com desburocratização, por meio de maior assertividade nas desapropriações, melhorias em eficiência na gestão ambiental, pois assinamos novos contratos de gestão neste sentido. Temos uma equipe de desapropriação dedicada e especializada para acelerar esses processos.” “Estamos inclusive planejando desenhar contratos de “Prevenção de Emergência”, para situações em locais onde há recorrência de quedas de barreira, como em serras, aclives e regiões mais sinuosas.” RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS14 15 exclusivaexclusiva Esta, uma obra emblemática, que se desenvolve no meio de uma serra. Justamente. Além dela, temos ainda outros contratos em lotes isolados, como o contorno de Santo Amaro da Imperatriz, outro ponto importantíssimo na BR-282, que vai trazer fluidez, uma vez que a cidade cresceu em torno da rodovia, e que não oferece outros pontos pra expansão, gerando filas. Nesta obra, estão previstos 1700 m túneis, cujo projeto está sendo contratado. Além desses projetos, nossa parceria com a equipe do Dr. Luiz Guilherme se estende aos EVTEA’s (Estudos de Viabilidade Técnica Econômica e Ambiental) e os EIA-RIMA (Estudo de Impactos Ambientais – Relatório de Impactos ao Meio Ambiente), estudos que antecedem a contratação de novos projetos. É o caso da SC-486, cujos estudos já denotaram que ali há potencial para uma nova rodovia federal, contendo a perspectiva de num projeto futuro, realizar um contorno, com acessos a São Joaquim, Urubici, integrando a serra catarinense à Gramado e Canela, e aí sim efetivando um verdadeiro “Caminho das Neves”, um eixo de turismo que irá interiorizar o desenvolvimento. A rodovia Federal planejada, poderá substituir a estadual existente, muito sinuosa, não apresentando a capacidade de absorver o fluxo de tráfego que nós imaginamos que a região demande. Queremos que as rodovias federais do estado como um todo, se ainda não possuem, que passem a ter o padrão DNIT. Em suma, é uma região que merece atenção. Tem muito apelo turístico, muitas vinícolas. E os estudos de viabilidade apontam pra isso. Ainda falando em projetos, temos no extremo Oeste, a Ponte de Itapiranga, em franco desenvolvimento, para ligar, no Rio Uruguai, conectando ao Rio Grande Sul, uma nova rota para a BR-163, para atender ao transporte pesado de cargas, que vêm também da Argentina. É uma região de agroindústria, especialmente dependente de grãos que chegam do centro oeste e também de equipamentos, como as colheitadeiras, que sobem do Rio Grande do Sul para o restante do país. E aí, nós passamos a falar sobre projetos. Exato. Em 2023, nós colocamos “na praça”, muitos projetos de duplicação. Projetos estruturantes, visando uma substituição de carteira. Se hoje nós temos uma carteira de R$ 4 bilhões de contratos em andamento, com boa parte já executada, amanhã ou depois, as obras serão concluídas e precisamos reposicionar os investimentos públicos. Para tanto, contamos com grande apoio da Diretoria de Planejamento e Pesquisa (DPP) e contratar o projeto de duplicação de toda a BR-282, com o primeiro edital lançado no ano passado, de Lages à São Miguel do Oeste, com cerca de 427 Km, subdividido em 4 lotes. Logo depois, foi lançada a BR-470, com 8 lotes entre Indaial e Campos Novos, bem como o edital de duplicação, também em 8 lotes, da BR-282, de Palhoça a Lages que pretendemos lançar em breve. “Queremos que as rodovias federais do estado como um todo, se ainda não possuem, que passem a ter o padrão DNIT.” Fo to : A SE CO M / M Tr an sp or te s O superintendente falou dos estudos de meio ambiente. É evidente que Santa Catarina tem no seu patrimônio natural uma importante riqueza, que movimenta indústrias possantes. Como tem progredido o relacionamento com os institutos e órgãos preservacionistas? Nós entendemos que a legislação é um elemento de defesa do Meio Ambiente. São diretrizes que precisam ser seguidas integralmente. Na qualidade de braço gestor do governo Federal, temos que nos concentrar em atender essas rigorosas condicionantes durantea execução das obras. Na BR-280, veja só, nós tivemos um programa que, no âmbito do DNIT, figura entre os mais completos do Brasil ambientalmente falando. Ali nós temos a presença de comunidades indígenas, o que nos levou a adquirir terras, uma exigente da componente. Ainda na BR-280, será feita uma adequação de projeto para atender outra exigência que é a ciclovia, além da aquisição de veículos para os indígenas, melhorias nas aldeias, e até mesmo de habitações. Temos assim procurado atender de forma prioritária, para organizar ações que de fato, atendam as premissas socioambientais. Foram ajustes feitos junto à FUNAI (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) e ao IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis). Notadamente na BR-280, mas também na BR-470 e todos os nossos empreendimentos. Para assegurar a qualidade do nosso trabalho, contratamos em ambas as rodovias, duas gestoras ambientais, e que visam atender também à premissas do TCU – Tribunal de Contas da União. Voltando um pouco, além da componente indígena, elas têm embutidas ainda, programas de resgate de fauna, flora, manejo ambiental. Lá nós teremos um "overpass" para que a fauna possa passar por sobre a rodovia, algo inédito em nosso estado. Então, tudo isso é reflexo de uma gestão ambiental muito ativa. Na BR-163, também temos essa gestão ambiental individualizada. Enfim, nos 4 grandes empreendimentos do Estado viabilizamos contratações específicas para atender completamente esses programas. Dentro deste esforço, também há uma parte muito importante, voltada à educação, junto às escolas, de promoção de consciência e segurança no trânsito, tudo para que tenhamos uma convivência mais harmônica com a rodovia. “Dentro deste esforço, também há uma parte muito importante, voltada à educação, junto às escolas, de promoção de consciência e segurança no trânsito, tudo para que tenhamos uma convivência mais harmônica com a rodovia.” Visita técnica do Ministro do Transportes Renan Filho, as obras dos túneis da BR-280 BR 285 • Serra da Rocinha - As atividades envolvem 30 mil metros de perfuração, 20 mil metros quadrados de tela metálica de alta resistência, cerca de 700 metros cúbicos de concreto, e tirantes com até 22 metros de comprimento e 400 toneladas de carga. RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS16 17 exclusivaexclusiva Se falamos da fiscalização ambiental, há também, como mencionado, a fiscalização dos órgãos de controle. Como é esta relação, em especial em um momento em que há maior disponibilidade de recursos e, presumivelmente maior escrutínio? Eu vejo o TCU com uma grande capacidade técnica e que é muito pertinente em suas recomendações. São sempre relatórios muito completos. Trabalhos executados com muita seriedade. Tanto que nós vemos a necessidade de ampliar nossa equipe, para melhorar o atendimento aos apontamentos que eles fazem. E isso, em parte reflete um déficit de funcionalismo que o DNIT tem em Santa Catarina. Mas, temos consciência de que o Tribunal, a Controladoria (CGU – Controladoria Geral da União), constituem métricas importantes de transparência e boa governança, quando pautadas pela razoabilidade. Posso dizer que – via de regra – temos um diálogo que resulta em aprendizados para ambos os lados. Nós entendemos que um estado mais eficaz, passa por uma controladoria forte. É uma relação muito profícua. Sobre funcionalismo, voltando um pouco, existe uma necessidade por mais concursos? Existe. Veja que Santa Catarina foi, ao longo dos anos, conseguindo executar orçamentos de R$ 500 milhões, até R$ 800 milhões, chegando no pico dos R$ 1,38 Bi. Em se mantendo e quem sabe até aumentando essa projeção, nós chegaremos a um limite operacional. O ministro Renan já na transição, observando o horizonte de 4 anos, falou em nos preparamos para R$ 80 Bilhões em todo país. E, com o que verificamos até aqui, é algo factível, provavelmente repetindo, ou até mesmo aumentando nosso orçamento por meio das emendas de bancada. Até por que nossos parlamentares são muito atuantes. Por outro lado, nosso quadro é bastante enxuto, mas, ainda assim, conseguimos avançar focando nas desapropriações, por exemplo, com aberturas de novas frentes de obras, mas existe sim uma crescente necessidade de reposição do quadro de servidores. O superintendente falou em entrega. E as entregas de obra previstas? Quais são? Como estamos em relação aos prazos? Na BR-285, estabelecemos uma meta, junto à empresa, para que a entrega se dê ainda no primeiro trimestre deste ano. Temos um restante ali de pista de concreto, mas o desafio mesmo são as contenções. Se a meteorologia colaborar, será possível concluir o trecho de serra. Este ano de 2024, deverá testemunhar a entrega dos lotes 1 e 2 da BR-470. Incluindo um viaduto no Km 7 nos primeiros meses do ano. Já os lotes 3 e 4 devem ser concluídos até o final deste ciclo do governo federal. A adequação de capacidade na BR-163, também deve ser concluída no começo de 2025. Outra obra que deve ser retomada é o Contorno de São Francisco, muito complexo, e um dos principais gargalos logísticos do estado, por que influenciará os modais ferroviário rodoviário e hidroviário. Há ainda o Contorno de Jaraguá na BR-280, que já está com um emboque vazado, uma obra com valores atualizados de R$ 1 bilhão. Mas no geral, como estou relatando a você, nós estamos com boas expectativas. E com uma equipe que tem demonstrado muita garra e vontade de realização. Estamos falando de uma intensidade de tráfego alta e muito distribuída por todo o estado. E naturalmente isso nos faz pensar em concessões. De fato, o investimento público chegou primeiro, em algumas ocasiões. Como ocorreu por exemplo na BR-101, feita pelo DNIT e que depois passou à administração privada. Acredito, assim como Ministro Renan, que é preciso encontrar um equilíbrio, que concilie a entrega de obras necessárias, com a modicidade tarifária e chamar sim o investidor, para que participe das melhorias a serem feitas, complementando os investimentos públicos. Você falou em concessões, a exemplo das que aconteceram no Paraná. O ministro Renan já sinalizou, a possibilidade de um primeiro lote de concessões, já em 2025. Até por que, como você disse nossas rodovias são muito solicitadas, com tendência de aumento de tráfego após as duplicações promovidas pelo DNIT. Paralelamente, há uma tratativa, no sentido de estabelecer parcerias com o governo do Estado para privatização conjunta de possíveis rotas de fuga estaduais. Assim, o DNIT priorizar o investimento nos principais corredores, intervindo posteriormente nas demais rodovias. “Eu vejo o TCU com uma grande capacidade técnica e que é muito pertinente em suas recomendações. São sempre relatórios muito completos. Trabalhos executados com muita seriedade.” “É preciso encontrar um equilíbrio, que concilie a entrega de obras necessárias, com a modicidade tarifária e chamar sim o investidor, para que participe das melhorias a serem feitas, complementando os investimentos públicos.” “Estamos com boas expectativas. E com uma equipe que tem demonstrado muita garra e vontade de realização.” BR 282 • Trevo que está sendo implementado pela Arteris Litoral Sul do Contorno de Florianópolis.BR 470 • Duplicação de Navegantes à Campos Novos BR-280 BR-470 BR-285 BR-163 RODOVIAS&VIAS20 RODOVIAS&VIAS 21RODOVIAS&VIAS20 RODOVIAS&VIAS 21 ENGENHARIA COM SOTAQUE CATARINENSE Wanderlei Salvador definiu, no artigo "Por que somos barriga verde", um perfil inequívoco dos nativos da terra. Um estereótipo que nasce em campo de batalha, mas que com adição da palavra “trabalho”, resume o patrimônio imaterial de um povo em meia dúzia de adjetivos: lealdade, coragem, disciplina, galhardia, honradez e bravura. Barriga Verde, portanto, um dístico que dá completo sentido à uma parte de estrofe presente em seu hino: "É cada homem um bravo.Cada bravo, um cidadão". Contudo, antes de ir à campo (e efetivamente constatar a veracidade destas definições), é preciso compreender, como todo este potencial pode ser explorado na prática, oferecendo como resultados, as grandes obras federais que estão sendo paulatina e inexoravelmente, entregues nos 4 quadrantes do estado pela Superintendência. Uma história que começa em Brasília, na sede do Departamento, e que tem como um dos seus protagonistas, a fi gura do jovem e determinado estrategista atualmente à frente do Ministério dos Transportes. RODOVIAS&VIAS20 Rodovias&Vias, costumeiramente traz em suas páginas os giros de suas equipes pelas Superintendências do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. No heterogêneo, plural e riquíssimo caldo cultural da grande comunidade rodoviarista do país, a agulha da bússola apontou para o Sul, na direção da aprazível (e à época deste registro, bastante molhada) Santa Catarina. Mais precisamente, para que se pudesse conferir os grandes avanços promovidos pela superintendência, no sentido de ampliar as já gigantes capacidades do estado. CAPA • REPORTAGEM • DNIT-SC "Se há porém apelido que tanto honre pelo de glorioso que encerra e com o qual muito se desvanecem os filhos de Santa Catarina, é sem dúvida alguma o de Barriga-Verde. Barriga-verde é um gentílico utilizado para designar os nascidos no estado brasileiro de Santa Catarina, normalmente referidos como catarinenses. Esta alcunha é motivo de orgulho para os habitantes, culminando na nomeação da sede do governo de Palácio Barriga Verde, além do monumento em homenagem aos Voluntários da Pátria, heróis barriga-verde na Guerra do Paraguai.Uniforme de infantaria português de 1762 com a suposta faixa verde sobre a barriga. Aquarela de Ribeiro Artur. RODOVIAS&VIAS22 RODOVIAS&VIAS 23RODOVIAS&VIAS22 RODOVIAS&VIAS 23 Mas esta é uma história, como podemos presumir, que antes de chegar em Santa Catarina, se inicia em Brasília. Oferecendo um panorama ainda mais preciso das evoluções nos últimos anos sob a perspectiva da sede do DNIT, como explica Carlos Antônio Rocha de Barros - diretor da Diretoria-Executiva do DNIT: “O DNIT, em 2023, executou em apenas um ano o equivalente a 2 anos de orçamentos anteriores. Em 2023, nós batemos R$ 14,03 Bilhões, se tratando de investimentos. O que fi zemos ano passado foi elevar o patamar do DNIT, dobrando a execução. 2020 foi ainda mais baixo, e é preciso levar em conta que nós tivemos um impacto da Pandemia do Coronavírus também, mas acredito que nós conseguimos ter uma retomada sim, mais digna, em relação aos desafi os que temos”. Ainda, de acordo com ele, “Essa foi uma retomada somente possível, a partir da determinação de nosso ministro dos Transportes, Renan Filho e do nosso Presidente Lula, que fi zeram com que nós pudéssemos ter uma recomposição, em termos orçamentários, muito além do que a que tivemos nos últimos anos, em uma construção junto ao congresso. Então, houve um processo de transparência, e uma vontade também por parte dos parlamentares, de dialogar de forma proveitosa, no sentido de elaborar a PEC da transição. E isso se mantém em 2024, em termos de orçamento alocado. Neste exercício manteve-se, um orçamento que nos coloca em condições de fazer frente às necessidades. Por isso, creio que 2024 será um bom ano, não apenas para Santa Catarina, mas para o DNIT no país todo”, avaliou, exemplifi cando: “Nós conseguimos Carlos Antônio Rocha de Barros, Diretor da Diretoria-Executiva do DNIT Thiago Borges Pitombeira, Coordenador Geral de Construção Rodoviária DNIT “Temos que louvar a dedicação e o empenho dos nossos servidores. Gente ‘de excelência’ e que está na ponta, nas Unidades Locais e nas Regionais, fazendo um esforço diuturno, à custa de muito esforço profissional e pessoal, pois sabemos que o nível de fiscalização ao qual somos submetidos é bastante elevado.” “A BR-280 é atualmente um dos maiores contratos da nossa coordenação, com quase R$ 1 bilhão em investimentos. Em Santa Catarina há 12 obras nas BR’s 163, 158, 470, 282 e 285, considerando que ainda serão licitados mais lotes, na BR-280, em Jaguará, Porto União e na BR-101, no contorno de Araranguá.” Túnel da BR-280 CONTEXTOS CAPA • REPORTAGEM • DNIT-SC entregar o ‘Contorno do Mestre Álvaro’, que é um empreendimento que perpassou exercícios fi scais, e que, prosperou, graças à fi rme atuação da bancada do Espírito Santo, que fez a alocação desses recursos, e que afi nal com o orçamento recomposto pelo novo governo federal implicou na conclusão desta obra tão importante para a população capixaba. Este é um dos indicativos que temos, de que também foram retomadas as entregas de grandes obras, relevantes, que vão aí representar um incremento da nossa infraestrutura de transportes”. O diretor ainda frisou outros objetivos ousados: “O ministro assumiu o compromisso de melhoria do ICM (Índice de Cobertura de Malha), com a meta de que este chegue à casa de 80% em todo o Brasil. É algo muito significativo, em um momento onde já atingimos melhorias bastante signifi cativa em termos de recuperação. Um bom exemplo, é o que ocorreu em Rondônia, onde saímos de um ICM de cerca de 43% para 83%. São mudanças que são precisamente, resultado da alocação desses recursos, e por termos uma capacidade de performance muito boa nas Superintendências. Temos que louvar a dedicação e o empenho dos nossos servidores. Gente ‘de excelência’ e que está na ponta, nas Unidades Locais e nas Regionais, fazendo um esforço diuturno, à custa de muito esforço profi ssional e pessoal, pois sabemos que o nível de fi scalização ao qual somos submetidos é bastante elevado”, revelou. Já pelo prisma mais associado à atividade fi m do Departamento, Thiago Borges Pitombeira, Coordenador Geral de Construção Rodoviária, explica: “2023 foi muito importante para a CGCON no sentido de ampliarmos nossa carteira. Iniciamos com algo em torno de 130 contratos, fi nalizando com mais de 170. Ou seja, colocamos ‘na praça’ várias obras importantes para estados como RS, SC, e obras emblemáticas como a Ponte de Penedo, a Ponte Internacional de Guajará-Mirim, em Rondônia, entre outras, como a BR-030 na BA e a BR-226 no Maranhão, que têm caminhado muito bem. Vale ressaltar que somente no orçamento de construção, foram executados mais de R$ 2,5 Bilhões”, detalhou o coordenador, que reforça as boas impressões verifi cadas por Rodovias&Vias, pelos corredores do Departamento e em suas representações. “Temos a expectativa que isso se mantenha e até aumente ao longo de 2024”. Falando especifi camente de Santa Catarina, ele afi rma: “A BR-280 é atualmente um dos maiores contratos da nossa coordenação, com quase R$ 1 bilhão em investimentos. Em Santa Catarina há 12 obras nas BR’s 163, 158, 470, 282 e 285, considerando que ainda serão licitados mais lotes, na BR-280, em Jaguará, Porto União e na BR-101,no contorno de Araranguá”, disse. “A carteira, portanto, vai aumentar para este ano”, resumiu o coordenador. RODOVIAS&VIAS24 RODOVIAS&VIAS24 Permitindo uma dimensão mais cronológica do momento atravessado pelo DNIT-SC, o superintendente Substituto e coordenador de Engenharia Terrestre, Izaldo Carlos Kondlatsch, afi rma: “Desde a época do DNER (Departamento Nacional das Estradas de Rodagem), e estou falando de 28 anos da minha experiência na autarquia, nós nunca tivemos um orçamento tão bom como o de 2023. Independente de coloração partidária, sob nosso ponto de vista, este é um governo Federal que optou por investir em infraestrutura, portanto. Tínhamos obras aqui no estado que se arrastavam durante muito tempo, e em rodovias importantes. E isso gera um impacto violento, tanto no trânsito, por conta dos desvios consecutivos, quanto para a população em si, que anseia pelo resultado e não o vê acontecer. Sem contar os prejuízos econômicos e ambientais do tráfego paradoe a perda de tempo. Então pra nós foi uma grande satisfação poder realizar o que não tivemos condições nos últimos 5 anos ou mais, justamente por conta das restrições orçamentárias”. Fazendo coro ao superintendente Alysson, sobre este aspecto, ele fi naliza: “E tudo indica que 2024 também será um ano bom”. Ainda, segundo ele “2023 foi um ano de ajustes. Tivemos que fazer algumas reorganizações na gestão, muito por conta, justamente dos atrasos das obras, como já mencionei. Os problemas vão se acumulando. E nós precisamos encarar esses problemas de forma séria. Desde as execuções contratuais com as empresas até pendências trabalhistas dos funcionários que fi caram paralisados”, recorda o substituto. “Mas nós conseguimos, com diálogo e estudo, ir acessando cada um deles. Apesar de ter sido um ano com muitos recursos, houve problemas em alcançarmos um objetivo importante, que era melhorar a condição da malha. Registramos um ICM ruim, com 13% de malha ruim ou péssima, e isso é inaceitável, e isso se deve ao fato de termos sido praticamente obrigados a envidar muito esforço e dinheiro para atender e sanar emergências, como não se costuma ver. Totalmente atípicas. Praticamente de Novembro de 2022 pra cá não parou de chover. Por isso estamos com 7 pacotes de obras emergenciais, e com mais 3 em vista para serem fi rmados”, explica o substituto. Em tempo, os próximos 3 pacotes estão sendo preparados para as BR’s 282, 470 e 153”, detalhou. Izaldo Carlos Kondlatsch, Coordenador de Engenharia Terrestre DNIT/SC “Então pra nós foi uma grande satisfação poder realizar o que não tivemos condições nos últimos 5 anos ou mais, justamente por conta das restrições orçamentárias.” FEDERAIS CATARINENSES CAPA • REPORTAGEM • DNIT-SC RODOVIAS&VIAS26 RODOVIAS&VIAS26 Fo to s B al an ça : A SC O M D N IT /S C OPERAÇÃO DNIT Componente estrutural das ações do DNIT, o serviço de operações é sempre reputado como um dos grandes desafi os em todas as superintendências do Departamento. À frente deste quesito no estado de Santa Catarina, o jovem engenheiro Felipe Joenck, analista de Infraestrutura e chefe de Operações, pondera: “Com grande orçamento, vem uma grande responsabilidade. E com as constantes melhorias na malha, aumenta a necessidade de maior controle. Tudo isso gera maior demanda no setor, com mais fi scalização de acessos, de velocidade, de peso e de ocupação em áreas próximas às rodovias. Uma das nossas principais demandas, inclusive, é constituída justamente pelo acompanhamento criterioso de nossa faixa de domínio, que inclui algumas vias marginais e as pistas de entrada e saída dos pontos comerciais e postos. Controlamos, na verdade, todo o tipo de utilização pública da faixa, para que a utilização se dê de forma ordenada e isso inclui as concessionárias (Água, Luz e Gás) além das empresas que desejam se instalar em áreas lindeiras. Este aspecto da faixa de domínio, está sendo constantemente atualizado, trazido à luz dos manuais de hoje, pois temos rodovias que são bem antigas, algumas do tempo do DNER, e ocupações que foram surgindo ao longo do tempo. Então este é um trabalho constante para cadastramento e inventário”, esclarece, abordando ainda um tema nevrálgico onde o padrão técnico das pistas é mais elevado: “O controle de velocidade também representa um ponto forte de atuação. Especialmente por parte da população, de comerciantes, que nos encaminham pedidos para análise, sobre a instalação de radares. Nós estudamos todas essas requisições CAPA • REPORTAGEM • DNIT-SC Felipe Joenck, analista de Infraestrutura e chefe de Operações “Com grande orçamento, vem uma grande responsabilidade. E com as constantes melhorias na malha, aumenta a necessidade de maior controle. Tudo isso gera maior demanda no setor, com mais fiscalização de acessos, de velocidade, de peso e de ocupação em áreas próximas às rodovias.” e, eventualmente, em detectando a necessidade, nós realizamos a instalação, com sinalização e atendendo a todos os fundamentos exigidos pelo CONTRAN. De mais a mais, apesar de toda a polemização que este tema gera, é inegável que eles contribuem para evitar acidentes. Esta é uma constatação”, argumenta, mostrando um lado importante da atuação do DNIT, que é o atendimento direto às manifestações da população. “Mais do que isso, nós levamos em conta a acidentalidade, a criticidade desses acidentes e claro, análise dos fatores de risco, mesmo que no local apontado pela população, não tenha histórico de acidentes, por exemplo. A intenção é sempre educar e não punir. É por isso que um ponto de honra nosso é a sinalização desses equipamentos, inclusive contendo a velocidade que ele delimita para aquele trecho”, explicou. VIGILANTES DO PESO Sob o mesmo guarda chuvas do Serviço de Operação, está a pesagem dos veículos de carga. “É uma atribuição importante, por que os excessos, como é de conhecimento de todos, causam muitos danos ao pavimento. Tendo em vista a vida útil, nós vemos como a ausência dessa fi scalização implica em gastos diretos com manutenção e intervenções estruturantes, que passam a ser mais frequentes”, disse. Sobre os equipamentos desta natureza, utilizados pelo Departamento, ele esclarece que se tratam de “balanças móveis, posicionadas e reposicionadas, de acordo com a necessidade. A Polícia Rodoviária Federal, inclusive, é um parceiro importante neste sentido do controle de peso dos caminhões. Tanto é que preferencialmente nós posicionamos esses dispositivos no próprio pátio da PRF. E é um trabalho que tem dado bons resultados”, fi nalizou. RODOVIAS&VIAS 27 RODOVIAS&VIAS 29RODOVIAS&VIAS 29 CAPA • REPORTAGEM • DNIT-SC Diego Fernando da Silva, chefe do serviço de Construção do DNIT/SC “Essas adversidades climáticas, que não são apenas exclusividade daqui, mas a nível mundial, são o principal fator que tem nos atrapalhado. Algo que com uma boa gestão, temos tido êxito em superar.” EM OBRAS: O SERVIÇO DE CONSTRUÇÃO Com diversos empreendimentos correntemente em andamento, como as ampliações de capacidade nas BR-s 470, 285, 163 e 280 entre outras, o serviço que representa o núcleo da engenharia pesada no DNIT, tem também sua porção de desafi os assegurada, para além dos oferecidos pela própria natureza da atividade, pelas confusas, atípicas e massivas chuvas na região. “Essas adversidades climáticas, que não são apenas exclusividade daqui, mas a nível mundial, são o principal fator que tem nos atrapalhado. Algo que com uma boa gestão, temos tido êxito em superar. Juntamente à coordenação de engenharia, nós temos conseguido fazer as obras avançar”. Detalha o chefe do serviço de Construção da Superintendência, engenheiro Diego Fernando da Silva que trouxe mais detalhes sobre a tarefa de elevar o nível rodoviário das pistas catarinenses. AVANTE NA BR-280 “Na BR-280, estamos com 3 lotes, um deles passando por adequação de projeto já em vias de ser concluída para a retomada dos trabalhos, que é o de número 1, de São Francisco do Sul ao entroncamento com a BR-101; o lote 2.1, que vai da BR-101 à Guaramirim quase chegando em Jaraguá do Sul, em andamento e, onde foram pacifi cadas as questões ambientais e dos povos indígenas, sendo o segmento onde temos um avanço maior; e o 2.2, que inclui o Contorno de Jaraguá, que também passou por revisões de projeto, já aprovadas, e que também se relacionavam aos túneis, mas que afi nal, já possibilitam a abertura de uma boa frente de trabalho para a empresa avançar. Este é um empreendimento grande em seu conjunto, e que, em se mantendo essas boas perspectivas de recursos, associadas às liberações, têm tudo para que caminhemos para uma conclusão em meados de 2025”, explica o engenheiro Diego. RODOVIAS&VIAS30 RODOVIAS&VIAS 31RODOVIAS&VIAS30 RODOVIAS&VIAS 31 “Com 4 lotes de duplicação, de Navegantes à Indaial, ela apresenta tanto o Lote 1 como o 2 em um percentualde execução bastante elevado, com uma previsão de conclusão parcial para este ano, fi cando alguns remanescentes para 2025. Mas temos a pista praticamente já duplicada até Gaspar. Já nos lotes 3 e 4, verifi camos um avanço significativo, pós desapropriações e remanejamento de interferências, e que devem ser entregues no começo de 2026”, relatou João José. De acordo com o fi scal de Obra do DNIT, para a BR-470 e supervisor da Unidade Local de São José, engenheiro João José Vieira, concorda e acrescenta: “A BR-470 teve um desenvolvimento desafi ador, pois está inserida em uma área densamente ocupada e implicou em cerca de 600 desapropriações. Então ela passou por um tempo, em gestões anteriores, tendo que vencer esses problemas. Claro, essa é apenas uma das questões. Por exemplo, no lote 1, enfrentamos solos moles, que exigem substituição e que têm um avanço muito metódico, para evitar rompimento. Uma dificuldade de grande monta, de ordem geotécnica e que em um contexto de limitações orçamentárias, representa um risco real e grave para qualquer obra. Isto que nem estou mencionando as questões climáticas, pois estamos na 3ª região mais chuvosa do país em volume de precipitação”, explicou o experiente profi ssional, que há 44 anos se dedica à construção rodoviária. “Hoje, na BR-470, nós vivemos um momento em que ela foi ‘destravada’. Os trabalhos estão fl uindo. Houve CAPA • DER-DF – ESTEIO RODOVIÁRIOCAPA • REPORTAGEM • DNIT-SC João José Vieira, Chefe da Unidade Local de São José “Hoje, na BR-470, nós vivemos um momento em que ela foi destravada. Os trabalhos estão fluindo. Houve a chegada de recursos, mas acima de tudo, houve interesse político em fazê-la fluir.” a chegada de recursos, mas acima de tudo, houve interesse político em fazê-la fl uir”. Avaliou. “Ela possui um histórico de luta, de difi culdades em vários aspectos, com um andamento que levou mais tempo do que esperávamos, por motivos alheios à nossa vontade. Ela nunca parou, na verdade, mas andou com morosidade. Hoje ela é um empreendimento que performa bem”, disse. “Durante as fases em que ela evoluía mais lentamente, nós fi zemos adequações e melhorias em projetos, por que a cronologia dela, como se estendeu, acabou mostrando essa necessidade. Também nesse aspecto do tempo, as legislações ambientais foram se aperfeiçoando, e isso também exigiu um esforço adicional. A BR-470 teve que ir sendo adequada por nós, em várias áreas, para que se mantivesse atualizada para seu tempo. Algumas dessas adequações geraram inclusive, mais economicidade para a obra, como nos viadutos da Ari Barroso. Mas estamos caminhando bem”, fi nalizou. A EMBLEMÁTICA BR-470 RODOVIAS&VIAS32 RODOVIAS&VIAS 33RODOVIAS&VIAS32 RODOVIAS&VIAS 33 CAPA • DER-DF – ESTEIO RODOVIÁRIOCAPA • REPORTAGEM • DNIT-SC Nevio Antônio Carvalho, fi scal de Obra do DNIT/SC da BR-285 “A BR-285 foi um empreendimento, do ponta de vista do engenheiro, que aprecia a técnica e se sente motivado pelos desafios, muito interessante. E cabe aqui também à nós agradecer à paciência e cooperação da população.” EXPECTATIVA: BR-285 Apresentando muitos desafi os sob a ótica geotécnica, com contenções e inovações como a execução em pavimento rígido, “restam pouco mais de 1 Km para encerrarmos a pavimentação da BR-285, com a possibilidade de a entregarmos já agora em março. Claro, ali sofremos com muita interferência por conta das condições climáticas, e nossa estimativa se baseia em uma perspectiva mais otimista, de que estas não persistam em grande intensidade. Mas esperamos que aconteça”, disse o engenheiro Diego Fernando da Silva. Ainda, segundo o fi scal de Obra do DNIT para a BR-285, engenheiro Nevio Antônio Carvalho, “Esta é uma obra que gera bastante expectativa, tanto do ponto de vista do transporte de cargas, quanto do ponto de vista dos traslados turísticos. Certamente, o Porto de Imbituba será um dos grandes benefi ciados com essa implantação. O setor produtivo regional terá a capacidade de colocar suas mercadorias de forma mais ágil e segura para seus mercados”, relata Carvalho. “Acredito que para todos nós do DNIT, é um trabalho muito gratifi cante. Pois quase tudo que é possível ter em uma obra, nós temos ali. Pavimento rígido, fl exível, implantação – como no caso dos contornos – atuação em regiões planas e em áreas acidentadas, diversos tipos de solo, pontes, viadutos, que terão um impacto estético na região e que, evitaram a execução de aterros e cortes, impactando menos. Uma obra que teve sim seus percalços, com as restrições orçamentárias, em um segundo momento por conta da necessidade de executarmos contenções inicialmente não previstas, e de fato, ela demorou. Mas nós a vemos chegar, com grande satisfação à sua reta fi nal. A BR-285 foi um empreendimento, do ponta de vista do engenheiro, que aprecia a técnica e se sente motivado pelos desafi os, muito interessante. E cabe aqui também à nós agradecer à paciência e cooperação da população, pois ela era o único acesso em praticamente 200 Km. A comunidade realmente entendeu as difi culdades e torceram por nós. Tivemos ali uma parceria muito boa com a prefeitura”, contou o engenheiro fi scal. RODOVIAS&VIAS 33 RODOVIAS&VIAS34 RODOVIAS&VIAS 35RODOVIAS&VIAS34 RODOVIAS&VIAS 35 CAPA • DER-DF – ESTEIO RODOVIÁRIOCAPA • REPORTAGEM • DNIT-SC ROTA PRODUTIVA: A BR-163 Presente desde o início dos trabalhos, o chefe de Serviço de Construção, Diego Fernando da Silva, passou por todas as fases deste trabalho que há muito é acalentado no Oeste catarinense, por ser uma conexão importante para o agro e indústrias. “Tive a oportunidade de acompanhar o encerramento do contrato antigo, bem como a arrancada dela a partir da nova licitação, ali na região do Cedro, um segmento concluído em outubro de 2021. Trata-se de uma obra de adequação de capacidade e restauração, prevendo alargamento de plataforma, implantação de terceiras faixas e travessias urbanas, bem como a restauração da pista em whitetopping, para dar melhores condições de trafegabilidade, dado o alto nível de exigência. Ela deve, portanto, atender bem no nosso estado, a região de Guaraciaba até São Miguel do Oeste”, explica ele. NOVAS CONTRATAÇÕES “Temos diante de nós mais algumas perspectivas interessantes, como o recente lançamento do edital da BR-470 de Indaial à Campos Novos, que corresponderiam aí, mais ou menos aos lotes 5, 6 e 7 dessa duplicação, bem como o edital de estudos e projetos para a contratação de obras para a duplicação da BR-282, de Lages à São Miguel do Oeste. Então, existe essa possibilidade real de que essas obras venham em um futuro próximo a integrar nossa carteira de contratos”, comemorou o engenheiro, que também foi supervisor de Unidade Local. PLANEJAMENTO E PROJETOS Guido Paulo S. Junior, chefe de serviço de Planejamento e Projetos DNIT/SC “A atenção à projetos menores também precisa ser pormenorizada, por que eles compõem, muitas vezes, ligações com outras alternativas de maior volume, como é o caso de uma implantação de uma interconexão em Rio do Sul, que se dará por modalidade integrada, e já está em fase de instrução.” Sob o chefe de serviço Guido Paulo S. Junior, este setor da superintendência, possui uma ampla programação, de projetos de diversas dimensões a serem fiscalizados. “Estamos atualmente com o segmento Sul da BR-163, incluindo o projeto da Ponte na divisa com o Rio Grande do Sul, bem como a execução de contornos. Também, já contratado e em fase de formalização, já temos o projeto de duplicação da BR-282 de Lages à São Miguel do Oeste, bem como o Contorno de Santo Amaro da Imperatriz, em fase de início, pois já está contratado. Uma obra complexa, que prevê segmentos de túnel”, explicou o chefe de serviço. “A atenção à projetos menores também precisa ser pormenorizada, por que eles compõem, muitas vezes, ligações com outras alternativas de maior volume,como é o caso de uma implantação de uma interconexão em Rio do Sul, que se dará por modalidade integrada, e já está em fase de instrução”, disse. “Também damos apoio à área de construção, no ponto de vista das adequações e revisões de projeto. Afi nal, são muitas questões, além da própria defasagem temporal que normalmente eles podem apresentar”, explicou. Ainda, na mira do serviço, estão os avanços na duplicação da BR-470, com a adição de mais 8 lotes. “Além disso estamos trabalhando no projeto de melhoramento da rótula na BR-101 até o Contorno de Florianópolis, com ruas laterais no segmento, aumentando a fl uidez e que também se dará por contratação integrada. Será uma forma de disciplinar o tráfego em um local que possui um histórico grande de retenções”, fi nalizou. RODOVIAS&VIAS36 RODOVIAS&VIAS 37RODOVIAS&VIAS36 RODOVIAS&VIAS 37 CAPA • DER-DF – ESTEIO RODOVIÁRIOCAPA • REPORTAGEM • DNIT-SC Elen Cristin Trentini, chefe do SDRMA “Nosso setor, mesmo muito associado à engenharia, é um setor que trabalha com pessoas. Exige sensibilidade e a consciência de que de fato, se está intervindo em propriedades, vidas e suas particularidades, para um bem comum. Para isso, temos uma equipe muito coesa e experiente nesse assunto.” SDRMA: SERVIÇO DE DESAPROPRIAÇÃO, REASSENTAMENTO E MEIO AMBIENTE Com a singela e direta pergunta, “O que trava uma obra”, a chefe do SDRMA, Elen Cristin Trentini, expôs uma resposta crucial, que envolve responsabilidade com o patrimônio natural e social de um dos mais bonitos estados do país. Claro, uma resposta que explicita a inteligente estratégia adotada pela Superintendência, para alcançar patamares de performance condizentes com a disponibilidade de recursos. “Nosso setor, mesmo muito associado à engenharia, é um setor que trabalha com pessoas. Exige sensibilidade e a consciência de que de fato, se está intervindo em propriedades, vidas e suas particularidades, para um bem comum. Para isso, temos uma equipe muito coesa e experiente nesse assunto. É um olhar diferenciado, que extrapola a mera questão de valores. É uma habilidade”, conceitua a chefe. “E este ano, tivemos um trabalho muito importante, que se deu na BR-470. Um case de sucesso, que envolveu uma interlocução nossa com todos os setores da Superintendência. Ali, além da evidente e devida compensação ambiental, em função da duplicação, havia o PBA (Plano Básico Ambiental) Indígena, que previa o atendimento à alguns itens. Estamos falando aí da aquisição de terras, uma delas de mais de mil hectares, e isso envolve tratativas para a efetivação da compra. Além disso, houve a aquisição de veículos que atendessem às necessidades deles. Atendemos neste sentido, todas as normas, com o oferecimento das CAPA • REPORTAGEM • DNIT-SC Rua Maranhão 1694 - Funcionários, Belo Horizonte / MG 31 3194 2700 Rua Maranhão 1694 - Funcionários, Belo Horizonte / MG 31 3194 2700 www.torc.com.br RODOVIAS&VIAS 39RODOVIAS&VIAS 39 4 refeições quando foram convocadas as reuniões com as lideranças e mesmo o fornecimento de cestas básicas. Uma atuação à várias mãos”. Com relação aos veículos, para que a população das comunidades pudesse recebê-los, além da apresentação de condutores responsáveis habilitados, foram realizadas ofi cinas de cooperativismo, para que fossem criados os CNPJ para a transferência dos documentos. “Tudo isso exigiu um planejamento e a observação de experiência em outros casos. No mais, para todas as nossas obras, temos contratos de Izaldo Kondlatsch, superintendente substituto “E 2023 foi um ano muito produtivo para o SDRMA, com mais de 200 processos devidamente encaminhados, todos dentro do cronograma. Um investimento da ordem de R$ 106 milhões.” gestão ambiental, que validam e comprovam o cumprimento das exigências dos órgãos de fi scalização ambientais. Lembrando que tudo isso tem que ser feito antes da obra começar. É uma preparação determinante para que se defi na de que maneira a obra vai avançar. E 2023 foi um ano muito produtivo para o SDRMA, com mais de 200 processos devidamente encaminhados, todos dentro do cronograma. Um investimento da ordem de R$ 106 milhões” detalhou a chefe. Ainda em relação ao trato com a população nativa, o superintendente substituto, Izaldo Kondlatsch, acrescentou: “O DNIT incluiu em sua programação, a construção de viveiros para mudas de espécies endêmicas e de hortas, para ensiná-los a fazer um cultivo que seja sustentável, mas mais produtivo, com técnicas modernas. Também serão construídos galinheiros, tanques, bem como a compra de alevinos, com cursos para todos esses manejos. Então, em acordo com todas as exigências, buscamos cumprir a nossa parte”, pontuou. CAPA • REPORTAGEM • DNIT-SC RODOVIAS&VIAS40 RODOVIAS&VIAS 41RODOVIAS&VIAS40 RODOVIAS&VIAS 41 A atuação que garante precisão, capilaridade, qualidade e resultados. CAPA • REPORTAGEM • DNIT-SC UM GIRO PELAS UL’S Como é praxe para Rodovias&Vias, o dia a dia das obras, necessariamente passa pelos engenheiros e engenheiras que as tornam realidade. Literalmente “os braços do Departamento”, as Unidades Locais consistem em representações essenciais para o bom funcionamento e percepção da “marca DNIT”, em especial para as lideranças e as populações que são diretamente abrangidas pelos seus trabalhos. Rodando todo o estado, para melhor tirar os instantâneos do atual avanço, as equipes realizaram visitas técnicas que colhem, diretamente da fonte, os relatos de um avanço rodoviário que se hoje é uma realidade, em alguns dos casos, há muito era aguardado. Cláudia Elisa Hinsching Pirath, Chefe da UL Joinville “Temos pontos sensíveis na questão ambiental, não apenas no que tange às populações indígenas, como também nos cuidados com o Meio Ambiente em geral. O maior programa do DNIT, em termos de recursos investidos para as tratativas ambientais hoje, é a BR-280.” UNIDADE LOCAL DE JOINVILLE Com a malha primariamente em estado considerado bom à razoável (ainda que tenha atacado, a exemplo de outras UL’s, ao menos uma situação de emergência na BR-280), a jurisdição do DNIT em Joinville, possui atualmente 2 lotes em construção, iniciados em 2014, com alguns segmentos a serem concluídos. “Temos pontos sensíveis na questão ambiental, não apenas no que tange às populações indígenas, como também nos cuidados com o Meio Ambiente em geral. O maior programa do DNIT, em termos de recursos investidos para as tratativas ambientais hoje, é a BR-280. Por sinal, os 3 contratos juntos, à preços iniciais, em valores, também fazem da BR-280 a obra mais vultosa em andamento. Com mais recursos disponibilizados, temos a intenção de manter o ritmo forte, cumprindo o cronograma de execução das obras. Temos que acompanhar ainda, algumas desapropriações em áreas mais urbanizadas, como em São Francisco, que vão precisar ser acompanhadas passo à passo para que tenhamos uma cadência sustentável de liberação de frentes para as obras. Onde é possível, buscamos a adoção de um traçado paralelo”, revela a chefe da UL de Joinville Cláudia Elisa Hinsching Pirath. Em um futuro breve, a Unidade Local deve ainda levar em frente mais algumas intervenções importantes para a multimodalidade do estado, com a assinatura dos contratos de duplicação e o futuro Contorno Ferroviário de São Francisco do Sul, já previsto. Uma solução de confl ito entre modais, que será resolvida a partir de novos traçados para ambos, em uma região extremamente adensada e com enorme movimentação de pesados. RODOVIAS&VIAS42 RODOVIAS&VIAS 43RODOVIAS&VIAS42 RODOVIAS&VIAS 43 CAPA • REPORTAGEM • DNIT-SC Enio Jacobos Spieker, Chefe da UL Lages “Estamos em uma área que possui diversas vocações. Todas muito fortes. Indústrias de diversas naturezas, turismo, comércio e, estamos inseridos entre várias outras cidades que se relacionam fortemente. Tanto no inverno quanto no verão. E isto exerce uma pressão sobreos nossos serviços. Uma demanda permanente, que precisamos conhecer e entender para poder atender adequadamente.” Eugenio Paceli Werneck, analista de Infraestrutura na UL São José “Estamos realizando estudos para a elaboração de um protocolo, com vistas a uma atuação mais preventiva em relação às situações que potencialmente podem se desdobrar em emergências, com um gatilho a partir de uma quantidade determinada de precipitação em milímetros.” UNIDADE LOCAL DE LAGES Consolidada e sempre que possível, passando por melhorias como, implantação de acessos, terceiras faixas e vias marginais, a BR-282, principal rodovia sob os cuidados da UL de Lages, tem ainda alguns outros incrementos projetados como a construção de vias inferiores, para eliminar um grande gargalo, representado pela rotatória. “Este é um projeto que está sendo realizado pela prefeitura de Lages, dentro do ‘padrão DNIT’, e que passará por nossa aprovação. Tudo indica que ainda este ano”, explicou o supervisor Enio Jacobos Spieker. “Temos ainda um gargalo importante na chegada à BR-116, que está muito associado às sazonalidades e datas comemorativas, com um acréscimo de tráfego ponderável. Existe um projeto da concessão, ainda não apresentado ao DNIT, para que a concessão execute ali uma interseção em 2 níveis, com vias laterais na BR-282, concomitante à melhorias de acesso na BR-116, pois tanto a travessia, quanto a passagem sofrem neste ponto. Um projeto que aguarda a análise da ANTT”, disse. “Estamos em uma área que possui diversas vocações. Todas muito fortes. Indústrias de diversas naturezas, turismo, comércio e, estamos inseridos entre várias outras cidades que se relacionam fortemente. Tanto no inverno quanto no verão. E isto exerce uma pressão sobre os nossos serviços. Uma demanda permanente, que precisamos conhecer e entender para poder atender adequadamente. É uma região sensível também à questão das chuvas, e por este motivo, tivemos algumas emergências, que tiveram de ser tempo, mas eles estão sendo solucionados”, explica. Ainda sobre a BR-282, mas em sua jurisdição contígua, Eugenio Paceli Werneck, analista de Infraestrutura na UL São José, acrescenta: “Por conta desse ‘novo regime’ de chuvas que estamos enfrentando, e que está demonstrando uma tendência à se manter, estamos realizando estudos para a elaboração de um protocolo, com vistas a uma atuação mais preventiva em relação às situações que potencialmente podem se desdobrar em emergências, com um gatilho a partir de uma quantidade determinada de precipitação em milímetros. De mais a mais, estamos atuando fortemente em manutenção e conservação. No encontro dela, com a BR-101, o município de Palhoça está elaborando um projeto de contorno, que deverá ser executado pelo DNIT para solucionar o conflito naquela área, com vias marginais, uma ampliação de capacidade, e que possivelmente terá edital publicado este ano”, disse. solucionadas por novas contenções, estacas, e outras intervenções desse tipo”. Em termos operacionais, a UL Lages, mantém um monitoramento constante, incluindo a fi scalização e inspeção da faixa de domínio. “Temos aqui dois técnicos que são formados em direito, e na maioria das vezes, questões como acessos que porventura estejam irregulares em propriedades particulares, costumam ser resolvidas amigavelmente, na conversa. Claro, em eventuais processos, nossa equipe consegue bem embasá-los”, relata o supervisor. “Isto não signifi ca que não estejamos acionando judicialmente aqueles que invadem a faixa de domínio. Temos muitos processos desta natureza, a maioria de ocupações mais antigas. Leva RODOVIAS&VIAS44 RODOVIAS&VIAS 45RODOVIAS&VIAS44 RODOVIAS&VIAS 45 CAPA • REPORTAGEM • DNIT-SC Christiano Zulianello dos Santos, Chefe da UL Rio do Sul “Contabilizamos cerca de 40 pontos de atenção. Nossa situação geológica é bastante difícil, com a presença de solos moles e taludes instáveis, pontes antigas, como nos segmentos de Ibirama e em Rio do Sul.” Adilene Adratt,Chefe da UL Mafra “Não temos como blindar a serra. Claro, com muito trabalho em manutenção e muita atenção às drenagens, nós conseguimos bater um recorde de 7 anos sem emergências graves na serra.” UNIDADE LOCAL DE RIO DO SUL UNIDADE LOCAL DE MAFRA Atualmente com duas obras emergenciais, uma reabilitação de ponte e dois viadutos, contratos de manutenção e restauração, a UL Rio do Sul, também sofreu com as adversidades climáticas em sua malha. “Desde outubro de 2023 em diante, tivemos pelo menos duas grandes enchentes, e um volume incrivelmente alto de chuvas. E isto, é claro se traduz em demandas imediatas para obras emergenciais. Desde intervenções simples, como queda de árvores e carreamento de material para a pista, até rupturas de pista, e colapso de elementos de drenagem. Neste sentido nós contabilizamos cerca de 40 pontos de atenção. Nossa situação geológica é bastante difícil, com a presença de solos moles e taludes instáveis, pontes antigas, como nos segmentos de Ibirama e em Rio do Sul. Houve também locais em que historicamente não apresentavam problemas, mas que nos surpreenderam, como o que ocorreu em Curitibanos. Nunca havia se manifestado nenhuma patologia ali. Mas apresentou um rastejo que, de uma hora para outra, colapsou a rodovia. Foi um trabalho investigativo até, para além dos pontos evidentes, para que pudéssemos determinar o que estava ocorrendo e qual solução a ser defi nida. Via de regra, existem essas demandas extraordinárias, que nos colocam em uma situação de alerta constante”, disse o supervisor Christiano Zulianello dos Santos. Outra característica no segmento da BR-470, que responde por boa parte das atenções da UL Rio do Sul, o intenso tráfego de veículos de carga – e consequentemente o controle estrito de peso – é uma atividade que faz parte da rotina da UL e é crítica para a performance da pista. Fora estas atribuições, a UL também contribuiu para melhorias urbanísticas, como em Pouso Redondo: “Foi executada uma passagem inferior no centro da cidade, com 550 metros de pistas laterais. Ali, também haverá um aditivo para adição de mais 500 metros de segmento adicional, e que está realmente mudando a ‘cara’ da cidade”, explicou. Zelando por uma rota essencial para o estado, a BR-280, a UL de Mafra, também está em alertas constantes por conta do, digamos, “novo regime de chuvas”. “De fato, historicamente a BR-280 apresenta uma situação muito sensível, especialmente na Serra de Corupá, com muitas obras de contenção realizadas ao longo das últimas décadas. Uma área difícil de trabalhar e com problemas recorrentes, pois o solo não tem coesão, e onde há rochas, elas são fraturadas. A própria carta geológica já registra uma suscetibilidade alta. Então, não temos como ‘blindar’ a serra. Claro, com muito trabalho em manutenção e muita atenção às drenagens, nós conseguimos bater um recorde de 7 anos sem emergências graves na serra. Em um momento em que o DNIT atravessava restrições orçamentárias sérias. Mas as chuvas de novembro de 2022, em diante, foram absolutamente extraordinárias. Uma quantidade de 400 mm a mais do que a média da região. Totalmente atípico. É importante lembrar, que ela foi uma rodovia construída pelo governo do estado há 40 anos, em um padrão de dimensionamento que já não corresponde à realidade. Não é o tipo de pista ‘padrão DNIT’. Por isso, fi zemos algumas implantações, em outras emergências de bueiros metálicos, com uma qualidade muito melhor do que os originais. Neste período, somando todos os pontos mais graves, foram 33 segmentos. Isto sem contar pelo menos uns outros 50 que nós pudemos ir resolvendo com a manutenção”, detalha Adilene Adratt. “Somente em emergências, ao longo de pouco mais de um ano, o DNIT aportou R$ 92 milhões em dois contratos. Mas precisamos lembrar, que estes eventos não pouparam ninguém, independente de pistas concessionadas ou não, duplicadasou simples. Não custa lembrar que houve interdições totais em diversos pontos. Uma situação à beira do colapso em praticamente toda a região Sul”. Em tempo, a UL também é responsável por retifi cações de área em estradas de ferro, especifi camente nas EF-116 e EF-485. Voltando às rodovias, atualmente há melhoramentos em terceiras faixas e obras de restauração, dentro do escopo de integralidade da jurisdição na BR-280 pela UL Mafra, que passou por uma extensa reforma, que incluiu também signifi cativas melhorias na identidade visual da Unidade. RODOVIAS&VIAS46 RODOVIAS&VIAS 47RODOVIAS&VIAS46 RODOVIAS&VIAS 47 CAPA • REPORTAGEM • DNIT-SC André Reitz do Valle, Chefe da UL Chapecó “A BR-163 é uma obra de grande vulto, sendo executada em whitetopping, com a restauração da pista existente a partir de uma camada espessa de concreto, mínima de 23 cm, que oferece uma condição de pavimento muito boa, superior em vários aspectos ao asfalto, notadamente na durabilidade.” Meire Franceschet do ValleChefe da UL Joaçaba “Um edifício antigo, que é da época da construção da rodovia. Trocamos pisos, janelas, até a parte elétrica, de cabeamentos, então, nós passamos a ter um espaço melhor, mais qualificado para podermos trabalhar. Dentro do que se espera do DNIT.” UNIDADE LOCAL DE CHAPECÓ UNIDADE LOCAL DE JOAÇABA Instalada a Oeste do estado, sob a supervisão de André Reitz do Valle, a Unidade Local de Chapecó tem empreendido esforços nas frentes de obra da BR-163. “São obras de adequação de capacidade, para além da recuperação da pista, implantações de terceiras faixas, viadutos, acessos. A BR-163 é uma obra de grande vulto, sendo executada em whitetopping, com a restauração da pista existente a partir de uma camada espessa de concreto, mínima de 23 cm, que oferece uma condição de pavimento muito boa, superior em vários aspectos ao asfalto, notadamente na durabilidade”, disse. “É uma rodovia que já está em um estágio de execução bastante avançado, com mais de 70% e praticamente 40 Km de pista já entregues à sociedade. Estamos destravando algumas questões relativas à travessia em Guaraciaba, com algumas desapropriações, e no momento, vamos avançando em direção ao Porto Seco em Dionísio Cerqueira, sendo tocadas juntamente com algumas interseções remanescentes”, relatou. Ainda, de acordo com a informações, o restante dos segmentos, vem sendo atendido pelos Plano Anual de Trabalho e Orçamento, mantendo a malha jurisdicionada sob boas condições, tendo atendido – de forma bastante atípica para o período – apenas uma emergência de maior monta, tendo conseguido superar as demais exigências, sem a necessidade de contratos específi cos para este fi m. revitalizada, e que é um destaque no contexto das melhorias da gestão, a engenheira detalha: “Nós fi zemos uma reinauguração na UL Joaçaba, pois há tempos o prédio pedia uma reforma. Um edifício antigo, que é da época da construção da rodovia. Trocamos pisos, janelas, até a parte elétrica, de cabeamentos, então, nós passamos a ter um espaço melhor, mais qualifi cado para podermos trabalhar. Dentro do que se espera do DNIT”, sintetizou, no que legitimamente signifi ca, que ao oferecer melhores condições de trabalho, obtém-se rendimento maior. Ainda que a UL Joaçaba seja (até mesmo entre os pares do DNIT), eleita atualmente uma das mais bonitas, vale registrar que todas as ULs, com maior ou menor intensidade, também passaram por melhorias, de acordo com suas necessidades, e segundo Rodovias&Vias pôde averiguar, em ótimas condições de habitabilidade, com pintura nova, muito bem asseadas e, dentro de uma das melhores entre as tradições rodoviárias do Brasil, sempre com um bom café quente. Sob o comando da engenheira Meire Franceschet do Valle, a Unidade Local de Joaçaba tem dois dos grandes eixos catarinenses sob seus cuidados. “As BR-153 e BR-282, estão sob contratos de manutenção, incluindo um segmento da BR-470, do seu entroncamento com a 282 até o Rio Grande do Sul. Temos também um contrato do PROARTE, de manutenção de pontes, que está atualmente englobando as OAE’s de Chapecó, performando todas as ações necessárias, desde a pintura, até a troca de juntas de dilatação”, explicou a supervisora. Atualmente à frente de uma Unidade que foi totalmente RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS50 51 "EU SOU DO SUL" Promovido pela Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (FRENLOGI), Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão (ACAERT), com o patrocínio da Praticagem do Brasil, Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) e Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (ABRATEC), e os apoios do Instituto Brasil Logística (IBL); Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC); Federação das Empresas de Transporte de Cargas de Santa Catarina (FETRANSESC); Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (ALESC); Ferrovia Tereza Cristina (FTC); Fórum Parlamentar Catarinense, Bancada Paranaense, Bancada Gaúcha Instituto Praticagem do Brasil e da Revista Rodovias&Vias, o “Encontro Regional Sul do Brasil – Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina – Infraestrutura e Logística – Caminhos e Oportunidades de Investimentos”, realizado em Florianópolis-SC, mostrou ações e detalhou a situação do fator regional, contemplando desafios e possíveis soluções para melhor explorar as potencialidades estratégicas deste quadrante do Brasil, sem perder de vista elementos integradores entre os 3 estados. Apresentando forte retomada e dispondo de um robusto e consistente portfolio de investimentos federais, Santa Catarina representou, com propriedade, a face da expectativa de um país que produz bem, mas precisa voar, rodar e navegar melhor. “É só olhar pra ver que eu sou do sul A minha terra tem o céu azul É só olhar e ver Nascido entre a poesia e o arado A gente lida com o gado e cuida da plantação A minha gente que veio da guerra Cuida desta terra como quem cuida do coração” Letra: Elton Saldanha REPORTAGEM FRENLOGI Fo to : F ili pe S co tt i RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS52 53 Com a maciça presença de autoridades, e fi guras políticas atuantes, evidenciada pela grande quantidade de botons dourados afi xados às lapelas, além é claro de rostos cuja grande projeção nacional é inequívoca, o evento fomentado pela FRENLOGI, sedimentou, de maneira definitiva sua grande vocação de colegiado pró desenvolvimento no país. Uma grande coalizão de mais de 400 pessoas presentes (170 delas contando entre parlamentares, prefeitos e demais executivos da alta gestão e de autarquias, empresas e agências tanto estaduais quanto federais), a representativamente plural liderança moderadora, está na vanguarda de um debate premente, crítico que deve ser conduzido com seriedade e responsabilidade, pairando acima de quaisquer posições partidárias ou ideológicas. Mais que isso, um debate altamente técnico, que não permite, senão, muito estudo e dedicação para que sua relevância não se diminua em tangentes e escapadas em curvas de aprendizado. Muito longe disso, a FRENLOGI obteve êxito em reunir um conjunto de preletores e participantes que, além da natural sensibilidade necessária para abordar os temas, são notórios conhecedores das limitações de seus estados e, acima de tudo, conhecem os conjuntos de soluções que podem viabilizar as melhores alternativas, de forma consertada. No interlúdio inicial das apresentações, o presidente da FRENLOGI, senador Wellington Fagundes (PL-MT), mandou, diretamente de Miami, em uma visita ao Porto desta famosa “Modernidade, tecnologia, soluções inteligentes, agilidade, efi ciência, sustentabilidade. São focos também da FRENLOGI. ” Edinho Bez (MDB-SC), Diretor de Relações Institucionais da FRENLOGI Senador Wellington Fagundes (PL-MT), Presidente da FRENLOGI “A FRENLOGI é a maior frente parlamentar do congresso, com 320 parlamentares, entre deputados e senadores.Somos também, líderes em harmonia, com todas as esferas do poder público, e demais instituições do poder constituído, pois a nossa sala, está sempre de portas abertas, no 19º andar do Anexo 1 do Senado Federal.” REPORTAGEM FRENLOGI cidade do estado da Flórida, Estados Unidos, uma mensagem aos presentes: “Estamos neste porto, que possui muita tecnologia, buscando estuda-lo, com muito interesse, pois eles aqui possuem instalações modernas, efi cientes, dentro de um modelo de operações que nos deixa motivados à trazer ao Brasil para uma experiência similar. Modernidade, tecnologia, soluções inteligentes, agilidade, eficiência, sustentabilidade. São focos também da FRENLOGI. Por isso estamos aqui. E por ocasião desta visita técnica com nossa comitiva, é que eu não pude aí estar. Mas desejo à todos, bons debates, boas ideias e que as atividades sejam profícuas”. Dando seguimento às apresentações, o diretor de Relações Institucionais da FRENLOGI, deputado Federal Edinho Bez (MDB-SC), lembrou que “A FRENLOGI é a maior frente parlamentar do congresso, com 320 parlamentares, entre deputados e senadores. Somos também, líderes em harmonia, com todas as esferas do poder público, e demais instituições do poder constituído, pois a nossa sala, está sempre de portas abertas, no 19º andar do Anexo 1 do Senado Federal. A FRENLOGI, vale lembrar, tem um amplo suporte técnico do IBL, Instituto Brasileiro de Logística, aqui representado pelo seu presidente, Ricardo Molitzas”, fez questão de ressaltar. RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS54 55 Mariana Pescatori, secretária executiva do Ministério de Portos e Aeroportos Iniciando a rodada de discussões sobre asas, o deputado Federal Julio Lopes (PP- RJ), representante FRENLOGI da Câmara Temática Aeroportuária, começou acessando rapidamente a atual situação da aviação comercial brasileira, levantando a possibilidade da criação de um fundo de aviação civil. De acordo com ele, e com as visitas técnicas por ele e sua equipe realizadas nas operadoras aéreas do país, “O fundo de aviação civil, poderia contribuir para diminuir um défi cit de equipamentos (aviões), e uma grande difi culdade das empresas em diminuir índice de aeronaves groundeadas, que são aquelas que se encontram em necessidade de reparos e que sofrem com a falta de peças de reposição – um fenômeno de escala mundial, que não o acontece apenas aqui no Brasil - e é em parte refl exo da escassez de diversos materiais e componentes. Hoje, são apenas 445 aeronaves em território brasileiro, enquanto que pelo menos 10% deles possuem algum impeditivo de realizarem suas operações. Um processo que ainda hoje persiste, mas que se deu muito por conta do período de pandemia. A verdade é que a frota brasileira é relativamente pequena frente ao crescimento da demanda. E isto infl uencia não apenas as peças de reposição, como reflete-se também na disponibilidade de aparelhos para compra, uma vez que as fabricantes igualmente, não têm conseguido voltar aos números de aviões fabricados no período pré-covid”, alertou. Também neste sentido, sobre o modal aéreo, por sua vez a secretária executiva do Ministério de Portos e Aeroportos e ministra interina, Mariana Pescatori avaliou a necessidade de que “É preciso realizar mudanças legislativas e melhorias das políticas públicas”. De acordo com ela, “A pauta do governo é retomada dos investimentos públicos. Entre eles, cerca de R$ 500 milhões em investimentos à aviação regional nos aeroportos de Joinville e Navegantes”, sinalizou, detalhando ainda aportes feitos para o setor portuário e de navegação: “Teremos Investimentos de R$ 2 bilhões no setor, como o moegão em Itajaí e o molhe de Imbituba. Dentro de uma carteira de 80% de investimentos do PAC via iniciativa privada. Até 2026, temos a perspectiva de investimentos na margem de R$ 78 bilhões no setor Portuário, sendo R$ 14 bilhões apenas em novos arrendamentos. Será uma retomada da cabotagem. Nas hidrovias: tivemos a criação de uma secretaria especial para o tema e queremos expandir as vias internas navegáveis, dos atuais 18 mil para algo próximo do potencial estimado de 42 mil Km. Além da estruturação de concessões hidroviárias”, disse. Por sua vez, mostrando que Santa Catarina “fez a lição de casa”, o deputado Federal Valdir Cobalchini (MDB- SC), divulgou: “Temos um caderno com todas as demandas dos 5 portos de SC, cujo conjunto será levado para um fórum junto ao ministro Renan. Queremos discutir os aportes e a ‘concorrência’ entre os portos da região Sul, quanto aos investimentos federais. SC quer ser incluído no programa de investimentos do governo federal. REPORTAGEM FRENLOGI PAINEL – PORTOS, AEROPORTOS E HIDROVIAS “O fundo de aviação civil, poderia contribuir para diminuir um défi cit de equipamentos (aviões), e uma grande difi culdade das empresas em diminuir índice de aeronaves groundeadas, que são aquelas que se encontram em necessidade de reparos e que sofrem com a falta de peças de reposição um fenômeno de escala mundial. ” “Teremos Investimentos de R$ 2 bilhões no setor, como o moegão em Itajaí e o molhe de Imbituba. Dentro de uma carteira de 80% de investimen tos do PAC via iniciativa privada. Até 2026, temos a perspectiva de investimentos na margem de R$ 78 bilhões no setor Portuário. ” Valdir Cobalchini (MDB-SC), Deputado Federal Deputado Federal Julio Lopes (PP-RJ), Representante FRENLOGI - Aeroportuária “Temos um caderno com todas as demandas dos 5 portos de SC, cujo conjunto será levado para um fórum junto ao ministro Renan. Queremos discutir os aportes e a ‘concorrência’ entre os portos da região Sul.” RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS56 57 REPORTAGEM FRENLOGI Toninho Wandscheer (PP-PR), Deputado Federal Mauro de Nadal (MDB-SC), Presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina “Com conversas técnicas para impulsionar políticas públicas, garantir a segurança jurídica e falar sobre a economia do país. Temas tão importantes que afetam diretamente nossas vidas e contribuem para o desenvolvimento do nosso Brasil.” “O mundo está de olho na nossa efi ciência em produzir tanto em espaço tão pequeno, mas não conseguimos dar segurança para grandes investimentos. Estivemos em Dubai e Abu-Dhabi e há o interesse de investir no porto de Itajaí.” PAINEL – RODOVIAS E FERROVIAS Novamente presente na discussão temática seguinte, o deputado Cobalchini prosseguiu, explicando algumas iniciativas adotadas por integrantes da FRENLOGI tanto no âmbito da Frente parlamentar, quanto de forma independente, dentro de suas próprias legislaturas: “A bancada do estado defi niu prioridades que nos foram apresentadas, dentre elas a infraestrutura. E incluímos também concessões. Também estamos propondo a criação de fundo constitucional da região sul”. Disse, referindo-se em seguida à própria atuação da bancada catarinense, preponderante para que Santa Catarina apresentasse um bom desempenho, rompendo um antigo anseio, de receber uma quantidade de aportes mais compatível com o alto nível de arrecadação historicamente apresentado, e reputado pelo senador Esperidião Amin (PP-SC) como “Não uma questão de justiça, nem uma questão de buscar reparações, mas uma questão de inteligência”. De acordo com Cobalchini, “O Investimento federal quintuplicou no estado e deve ser mantido. SC precisa recuperar o tempo perdido, viabilizando novas concessões, como fez o PR”, apontou. Reforçando o coro, o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Mauro de Nadal (MDB-SC), acrescentou: “O mundo está de olho na nossa eficiência em produzir tanto em espaço tão pequeno, mas não conseguimos dar segurança para grandes investimentos. Estivemos em Dubai e Abu-Dhabi e há o interesse de investir no porto de Itajaí, mas não podemos abrir uma concessão por dois anos, eles querem no mínimo 30 anos” afirmou. Tangenciando a experiênciade seu estado com o processo de concessões, representando a bancada paranaense, o deputado Federal Toninho Wandscheer (PP-PR), destacou como é decisivo a elaboração de um modelo viável e que ao mesmo tempo, não penalize o usuário. Acerca do encontro, ele afirmou: “um evento importante, com conversas técnicas para impulsionar políticas públicas, garantir a segurança jurídica e falar sobre a economia do país. Temas tão importantes que afetam diretamente nossas vidas e contribuem para o desenvolvimento do nosso Brasil”, registrou. RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS58 59 REPORTAGEM FRENLOGI PROTAGONISMO NACIONAL Explicando um pouco os desafios (tanto os vencidos quanto os em curso), enfrentados pela Superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no estado, o superintendente Alysson de Andrade, declarou: “o DNIT tem um papel transformador em SC. Há muito que fazer pelo poder público. Temos muitas obras importantes para serem destravadas e em andamento. E elas, podem trazer viabilidade para que as concessões sejam feitas, de forma equilibrada. Paralelamente, SC teve uma retomada importante de obras que historicamente andavam aquém do que deveriam. Tivemos recursos e bom nível de execução. Fomos capazes de fazer obras emblemáticas, como o whitetopping e o contorno, com seus túneis, a maior obra em andamento no país. Nossa expectativa é que esses valores se mantenham para que nós possamos continuar a fazer essas entregas importantes para o Brasil e o estado e continuar eliminando gargalos. Temos construído também uma carteira de projetos em andamento que irão contribuir para reposicionar nosso portfolio”, fi nalizou. “SC teve uma retomada importante de obras que historicamente andavam aquém do que deveriam. Tivemos recursos e bom nível de execução. Fomos capazes de fazer obras emblemáticas, como o whitetopping e o contorno, com seus túneis, a maior obra em andamento no país.” Dagnor Schneider, presidente da Fetrancesc Rafael Vitale Rodrigues, Diretor Geral da ANTT Alysson de Andrade, Superintendente do DNIT/SC “Pode-se propor uma nova pista, paralela e alternativa à BR-101, apresentando um projeto dividido em 7 lotes. Esse é um exemplo de uma perspectiva real.” “Acreditamos que a pauta é termos mais e melhores concessões, para que o salto de qualidade na infraestrutura que queremos, aconteça. Até o fi m dessa gestão, existe a meta ousada de fazermos 35 leilões.” ATIVOS ESTRESSADOS Absolutamente no alvo, Rafael Vitale Rodrigues, diretor Geral da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), aproveitou a recorrência do tema concessões para dar ideia de uma nova concepção em termos de conceituação desse instrumento: “infraestrutura não deve ser gargalo. Deve ser solução. Mas é a realidade imposta. Dentro disso, na ANTT, estamos fi rma do um pacto, para revolucionar a forma como a agência lida com a regulação, tecnologia, e o próprio comportamento da agência, a forma de abordar os problemas. Isto signifi ca termos mais objetividade, cooperação e parceria com os diversos atores. Acreditamos que a pauta é termos mais e melhores concessões, para que o salto de qualidade na infraestrutura que queremos, aconteça. Até o fi m dessa gestão, existe a meta ousada de fazermos 35 leilões, colocadas pelo ministro Renan, no que estamos com uma parceria muito boa com a Infra S.A., na estruturação das concessões. Queremos uma nova realidade. Um resgate da esperança na infraestrutura”, revelou o diretor da reguladora. Um bom termômetro sobre esta seara das concessões, Dagnor Schneider, presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga do Estado de Santa Catarina (Fetrancesc), além de ressaltar índices relevantes de sinistros e em especial de lentidão em uma das principais rodovias do estado, a atualmente concessionada BR-101, defendeu (entre outras perspectivas) a construção, que segundo ele, poderia também ser delegada à iniciativa privada, de uma nova rota: “Pode-se propor uma nova pista, paralela e alternativa à BR- 101, apresentando um projeto dividido em 7 lotes. Esse é um exemplo de uma perspectiva real de falta de investimento em infraestrutura que prejudica a competitividade e inviabiliza novos investimentos”, exemplifi cou, lembrando que a situação da BR-101 é hoje, muito complicada, com inúmeros pontos de retenção e alto tráfego, independente do horário. Um bom exemplo, afi nal de “Ativo estressado”, conforme a excelente defi nição adotada pelo presidente da ANTT, Rafael Vitale, e que inclusive, segundo ele, é uma categorização já utilizada pela própria agência, para designar alguns segmentos rodoviários brasileiros. RODOVIAS&VIAS60 C M Y CM MY CY CMY K Anúncios - Rodovias e Vias - Sinalisa.pdf 1 05/03/2024 08:59:44 Aproveitando a ocasião para divulgar a atuação da relativamente nova estatal, Infra S.A. o diretor presidente da companhia, Jorge Luiz Bastos, revelou justamente, planos da empresa para o estado: “temos uma secretaria específi ca de ferrovias criada pelo ministro Renan. Estamos fazendo um estudo para trabalhar no projeto ferroviário para SC. Não faltarão recursos para projetos, para concessões. Existe uma relação muito estreita junto ao governo catarinense, com a bancada, para esses projetos longos e que demandam forte posicionamentos de estado”, disse. O deputado Federal Pedro Uczai (PT-SC) à frente da Câmara Temática de Ferrovias da FRENLOGI, importante mediador em alguns debates ocorridos durante o evento, já por volta das colocações fi nais, aproveitou para acrescentar ainda mais um item (importante) às atenções de todos: “É preciso conciliar junto com os projetos, a questão das manutenções às obras estruturantes. Está no nosso radar a ponte sobre o Rio Uruguai, uma dívida histórica com o oeste do estado. Nesse contexto, existem problemas locais que precisam, também de atenção. E isso se dará em parte pela articulação da bancada no sentido de garantir recursos e atender demandas, algumas delas inclusive, encaminhadas aqui neste evento, e que serão por nós endereçadas”, detalhou, indiretamente comprovando uma percepção amplamente corroborada (até pela grande quantidade de documentos, propostas e reivindicações entregues diretamente à mesa, sem qualquer tipo de “rodeio”), de que, de fato, a FRENLOGI possui envergadura sufi ciente, não apenas para agir como um elemento transformador da infraestrutura, mas como uma instituição capaz de captar adequada – e diretamente – demandas, que resultaram na chamada “Carta de Florianópolis”, a ser divulgada em edição futura. URBANISMO “Estamos fazendo um estudo para trabalhar no projeto ferroviário para SC. Não faltarão recursos para projetos, para concessões. Existe uma relação muito estreita junto ao governo catarinense, com a bancada.” INFRA S.A.: SANTA CATARINA NOS TRILHOS Pedro Uczai (PT-SC) , Deputado Federal “Está no nosso radar a ponte sobre o Rio Uruguai, uma dívida histórica com o oeste do estado. Nesse contexto, existem problemas locais que precisam, também de atenção. E isso se dará em parte pela articulação da bancada no sentido de garantir recursos e atender demandas.” Jorge Luiz Bastos, Diretor Presidente da companhia INFRA S.A. RODOVIAS&VIAS62 RODOVIAS&VIAS 63RODOVIAS&VIAS62 RODOVIAS&VIAS 63 Primeiro “corredor logístico” do estado, evoluída de trilha, para estrada até o estágio de rodovia propriamente dita, ela ainda consiste um ponto de tangência com o imemorial, pois é uma rota que chega mesmo a anteceder os primeiros colonizadores, atravessando a “Cordilheira da Marinha”, maciço com a maiores elevações registradas no mapa, vencendo a serra e chegando ao litoral. Uma HISTÓRICA, TURÍSTICA E EMBLEMÁTICA EMERGÊNCIAS – DER-PR INFRAESTRUTURA Com 150 anos completados em 2023, a PR-410, mais conhecida pelo seu “nome fantasia” – Estrada da Graciosa – conserva, até os dias de hoje,uma importância seminal, tanto para a identidade do estado do Paraná, quanto para a própria cultura paranaense. história que ainda está sendo contada e que mais recentemente, venceu – mais uma vez - desafios de grande monta, pelas mãos de seu atual “guardião”, o DER-PR. Incrustada em meio à uma área que é considerada exemplo de conservação nativa da Mata Atlântica brasileira, um patrimônio riquíssimo e esteticamente agradabilíssimo aos olhos, tombado pela UNESCO, serpenteia pelas escarpas e encostas um símbolo inquestionável da capacidade da engenharia em vencer obstáculos e tornar real a vontade humana. Inicialmente esculpida pelos pés dos indígenas, que primeiro delimitaram um caminho, os tropeiros a consolidaram. Hoje, ela é um popular caminho turístico e um mergulho na contemplação, com seus convidativos quiosques e pontos de observação. Mais do que isso na verdade, a “Estrada da Graciosa”, com sua pista simples e alguns trechos em paralelepípedo, serve ainda como uma alternativa relativamente viável (mais para automóveis de passeio e pequenos veículos urbanos de carga), para conectar e movimentar os municípios de Quatro Barras (parte da RMC, Região Metropolitana de Curitiba), Antonina e Morretes, em seus 28,5 Km. Todo este contexto, normalmente colocado em segundo plano quando se cogita nela, extrapola sua “verve” mais associada ao lazer, aproximando-a de sua função original, portanto. E naturalmente, a exemplo de outras rodovias que sofreram (e ainda sofrem) com os mais recentes e pesados golpes de chuva que vêm assolando a região Sul de forma impiedosa e generalizada, também ela se viu com alguns pontos em uma situação de apuros, com alguns escorregamentos preocupantes e que exigiam intervenção imediata. Fo to s: Ro do vi as &V ia s NADA DE NOVO SOB O SOL (OU MELHOR, SOB A CHUVA) Em 1854, mesmo ano em que o Imperador Dom Pedro II autorizou a construção da estrada, cujas obras que a tornaram carroçável somente foram concluídas em 1873, a edição 37 do 1º Jornal da então província de “Curityba”, “O Dezenove de Dezembro”, publicou uma inusitada lenda popular, assinada por uma figura misteriosa alcunhada “Noè”, que em algumas de suas 18 passagens, ainda que “alegoricamente”, dá uma boa dimensão dos desafios que a Graciosa enfrenta até hoje. O texto fala de um “gigante Maromby”, “de feia catadura, bocca negra e dentes amarellos”, habitante das “Serras da Marinha”, que se enamorou de uma princesa do lado norte, “bela, seductora e hospitaleira”, senhora de “nymphas” e “princeza dos bosques”, uma “louçã divindade” chamada Graciosa. Tal princesa, em apreço aos “curitybanos”, que tinham “decidida inclinação pela caça”, e atravessavam com dificuldade os caminhos da serra, atendeu às queixas amargas destes e, convocando “um exército de criados armados com alavancas enchadas e picaretes” ordenando para que “rasgassem o lombo da montanha e nivelassem o terreno á dar passagem franca aos curitybanos”. Paralelamente, um “diplomata ancião”, enciumado pela ventura, foi ter com o gigante, urdindo e ludibriando-o sobre as intenções da princesa e suas ninfas com os curitibanos, provocando sua ira: “Acceso de Construção da Estrada da Graciosa — Foto: Instituto Histórico e Geográfico do Paraná Portico de entrada da Estrada da Graciosa KM 08 RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS64 65 raiva, não podendo conter as fúrias que sentia em seu peito, Maromby queria derrocar montes e valles” e, “por uma inspiração infernal, tomou o expediente de soprar nevoeiros, serrações, trovoadas e raios do lado em que habitava Graciosa, e logo fi cou a estrada alagada, e pantanosa”. Sem chegar a uma conclusão acerca de como evoluiu a história do caminho, o autor se limita a de forma quase profética, aludir a um “cavalleiro que havia desencantado a serra d’Apucarana”, condoeu-se da sorte da princesa e dos povos, tomando-os sob sua proteção. Quem sabe, descendentes deste cavaleiro desencantador de serra “outr’ora vista pelos antígos paulistas”, habitem hoje o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná, pois o departamento, diante dos estragos provocados, da experiência adquirida e uma percepção proativa, adotou uma postura preventiva: “Este novo contrato prevê soluções a longo prazo para o trecho, cobrindo uma área de 6,82 quilômetros quadrados, com sondagens, mapeamento e avaliações, e incluindo a elaboração de soluções de contenção ou estabilização para áreas de risco que possam atingir a rodovia”, declarou o diretor Presidente do DER-PR, Fernando Furiatti, referindo-se a uma iniciativa que promete deixar defi nitivamente no passado a ira de Maromby. “A expectativa é que a gente tenha um modelo para aplicar e que a empresa desempenhe com bastante excelência. É um serviço inédito, faremos um mapeamento e uma investigação. A partir dessas avaliações, vamos fazer uma consolidação e um mapa de risco. A empresa vai nos apresentar projetos desses pontos críticos. Com isso, poderemos fazer melhorias", resumiu Alexandre Castro Fernandes, assessor da presidência do DER-PR. “Na verdade, é um projeto piloto, que trará muita tecnologia de ponta, com aerolevantamento entre outros métodos e, ainda, com a elaboração, ao fi nal de todos esses estudos, de um caderno de soluções, que poderão ser corretivas ou preventivas. Um expediente que nós queremos, em averiguando uma experiência positiva na Graciosa, levar para outras rodovias da nossa malha em todo o Paraná”, explica. E Por que justamente a Graciosa? “A estrada da Graciosa, tem uma característica muito diferente da nossa malha viária, com elementos muito sensíveis, em um ambiente que ao mesmo tempo é muito delicado e muito desafiador, com características técnicas de pista, que naturalmente são muito difíceis: pista simples, sem acostamento, aclives e descidas muito íngremes, curvas muito fechadas, pavimento em alguns pontos de paralelepípedo, drenagens muito antigas então, é uma condição que, se funcionar para ela, para outras pistas com perfi l mais regular, dentro do nosso tipo de padrão médio, certamente funcionará também”. Avaliou, comentando uma iniciativa que reforça uma forte tendência de primazia técnica e sofisticação do Departamento Paranaense, mesmo em nível nacional e mesmo diante de pistas concessionadas. INFRAESTRUTURAEMERGÊNCIAS – DER-PR Alexandre Castro Fernandes, assessor do Diretor Presidente do DER-PR Fernando Furiatti, diretor Presidente do DER-PR “É um projeto piloto, que trará muita tecnologia de ponta, com aerolevantamento entre outros métodos e, ainda, com a elaboração, ao final de todos esses estudos, de um caderno de soluções, que poderão ser corretivas ou preventivas. Um expediente que nós queremos, em averiguando uma experiência positiva na Graciosa.” “Este novo contrato prevê soluções a longo prazo para o trecho, cobrindo uma área de 6,82 quilômetros quadrados, com sondagens, mapeamento e avaliações, e incluindo a elaboração de soluções de contenção ou estabilização para áreas de risco que possam atingir a rodovia.” KM 07 KMs 11,200 mais 11,600 RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS66 67 NUVENS CARREGADAS Com a situação de risco eminente diante de si, coube à alta gestão do DER-PR “puxar o gatilho” e atirar primeiro. “Quando começaram as chuvas, em 2022, nós precisamos agir muito rapidamente. Sabemos do carinho que os paranaenses têm por ela, de sua importância histórica. Então com a essa forte incidência, nós fizemos prontamente a contratação emergencial, que é um conjunto de obras muito complexos. Vale lembrar, inclusive, durante um período de tempo, ela teve ‘despejado’ sobre si um nível de exigência absurdamente maior do que o que deveria suportar, pois se tornou, com o fechamento da BR-277, praticamente o único acesso ao litoral paranaense. Carregou uma responsabilidade muito grande, disse, complementando: “montamos rapidamente um anteprojeto, e partimos paraas soluções, em um grande esforço realizado. Também, temos que registrar que, durante o período em que estávamos já intervindo em segmentos que apresentaram, problemas, novos pontos sofreram escorregamentos e problemas. Como já tínhamos uma empresa (FG Moretti) mobilizada, nós conseguimos fazer as alterações contratuais necessárias e com isso conseguimos uma rapidez ainda maior para atacar esses novos problemas geotécnicos que surgiram. Mais ou menos como ‘trocar o pneu, com o carro andando’, mas funcionou bem. Claro, tivemos períodos em que tivemos que fechar a estrada, operar à noite, e claro, nos valer de uma sinalização muito ostensiva e efi caz. Paralelamente, neste mesmo contrato, havia um item de monitoramento, que eventualmente, indicava a necessidade de interdição com base na pluviosidade registrada, justamente para evitar riscos tanto para os usuários quanto dos próprios profi ssionais ali atuando. COMPLEXO LITORAL: A ESTRATÉGIA “Nós entendemos que o litoral do Paraná, e não apenas a Graciosa, precisa ser encarado como um sistema turístico, integrado, por inteiro”, explicou Fernandes. “Por isso, nesta segunda gestão, nós estamos atuando fortemente na Ponte de Guaratuba. Estamos já em fase de elaboração de projetos básicos e executivos tanto dos acessos quanto da Obra de Arte Especial em si, montagem dos canteiros, industrial e administrativo. Por isso fi zemos uma alteração do acesso ao ferry boat, mas já estamos montando a parte de serralheria, carpintaria, etc. Nossa atuação na Graciosa, e o modo como vamos operar na Ponte de Guaratuba, externam uma visão do DER-PR, do nosso diretor Fernando Furiatti, do governador Ratinho e do secretário Sandro Alex, de harmonizar a engenharia com as belezas naturais do litoral do Paraná. Com todos os cuidados ambientais necessários”. INFRAESTRUTURA Se hoje a Graciosa apresenta uma boa perspectiva, em um cenário em que as obras já foram entregues e, efetivamente foi cumprida a promessa de liberação, o superintendente da Regional Leste, engenheiro Daniel Hatiro Fujiwara, detalha o trabalho executado pelo Departamento, quando do advento dos sinistros que a bloquearam: “Foram dois eventos de chuva. Um, ao fi nal de novembro de 2022, que resultou nas obras do Km 7, 8 e 12, seguidos pelos ocorridos em fevereiro de 2023 que exigiram intervenções nos Km 11+200 e 11+600. Nesta primeira ocorrência, o que causou maior preocupação foi o do Km 7, por conta de uma trinca no pavimento. Ali nós verifi camos a existência de uma estrutura antiga, uma cortina atirantada, que foi inspecionada e revelou 7 tirantes rompidos”, recorda o engenheiro. “Neste ponto, nós então passamos a monitorar e, em 24 horas, constatamos uma movimentação que nos levou a decidir pela interdição. Procedemos então à uma contratação emergencial, com a visita de especialistas, que recomendaram a estabilização do maciço, via execução da técnica de jet ground, até mesmo para que as equipes pudessem acessar a área, pois havia risco eminente. Depois desta etapa completa, conseguimos, liberar meia pista. Ali foi uma situação bastante crítica, pois caso houvesse rompimento, toda a contenção poderia ceder. Foi uma decisão acertada, pois, com a continuidade das chuvas, e sem as intervenções que iniciamos, certamente teria ocorrido o EMERGÊNCIAS – DER-PR “Nossa atuação na Graciosa, e o modo como vamos operar na Ponte de Guaratuba, externam uma visão do DER-PR, do nosso diretor Fernendo Furiatti, do governador Ratinho e do secretário Sandro Alex, de harmonizar a engenharia com as belezas naturais do litoral do Paraná.” Alexandre Castro Fernandes, assessor do Diretor Presidente do DER-PR Foto: Rodrigo Felix Equipe do Governo do Paraná na chegada da balsa Perpetuar à baia de Guaratuba Daniel Hatiro Fujiwara, Superintendente da Regional Leste DER/PR “Ali foi uma situação bastante crítica, pois caso houvesse rompimento, toda a contenção poderia ceder. Foi uma decisão acertada, pois, com a continuidade das chuvas, e sem as intervenções que iniciamos, certamente teria ocorrido o desmoronamento completo do segmento.” DER-PR EM AÇÃO: A OCORRÊNCIA KM 11,600 RODOVIAS&VIAS68 um dia para o outro”, relembrou. Pela própria antiguidade do projeto da estrada, com raios de curva mais acanhados, drenagens subdimensionadas entre outros, mesmo a utilização de equipamentos acabou sendo limitada. “diferente da BR-277, onde pudemos levar até guindastes, na Graciosa isso não foi possível”, disse. “O conjunto dos trabalhos, de forma geral, exigiu uma grande capacidade de compatibilização entre as soluções, pois também corria-se o risco de a execução de um trabalho, acabar interferindo ou impactando em outro. No geral, é um trabalho que exigiu grande sofisticação e estudo para poder ser bem feito”. Para esta operação, delicada e cheia de pormenores, o DER-PR contou com o expertise da “Fundações e Geotecnia Moretti Engenharia Consultiva”, do grupo empresarial FG Moretti, altamente especializado em projetos e consultoria geotécnica; instrumentação geotécnica e estrutural; investigação geotécnica e obras geotécnicas. EMERGÊNCIAS – DER-PR desmoronamento completo do segmento”, explicando que também foram executados reforços nesta cortina. Ainda, segundo ele, no Km 8, foi efetuada a recomposição de talude, e a utilização de tela verde grampeada, para que a vegetação cubra a intervenção sem prejudicar a experiência visual na estrada. No Km 12, houve uma situação parecida. “Já as situações no Km 11, em seus dois pontos, em curva com características de ‘ferradura’ em desnível, houve problemas tanto na parte de cima quanto de baixo. No ponto mais alto (11+200) realizamos um primeiro paramento, com solo grampeado com concreto projetado. Em ambos, já era um sinal de possibilidade de queda da pista, que naturalmente envolveria a sua total reconstrução. Já no 11+600, foi executada uma cortina atirantada, por motivos similares”. Segundo o superintendente, como o DER-PR já possuía ampla experiência com a Graciosa, interações com os órgãos ambientais e de preservação do patrimônio histórico, se deram de forma ágil, a partir do entendimento da gravidade da situação. “Era absolutamente necessária a ação, para que pudéssemos evitar um dano ainda maior, em uma situação climática muito desfavorável. Na verdade, ali chove praticamente todos os dias, por conta do chamado ‘microclima’ da serra. Algo que se agravou ainda mais com o volume extra de precipitação”, revelou o engenheiro. “São regiões com grande saturação de solo, que é muito ruim para a terraplenagem. Este foi um dos motivos que levou à diversas interdições que fizemos. É um ambiente de trabalho bastante perigoso nessas condições. Tivemos muito retrabalho, também por conta dessa dinâmica imprevisível e reiterada das chuvas. Chegamos a perder até caminhos de serviço, de “Era absolutamente necessária a ação, para que pudéssemos evitar um dano ainda maior, em uma situação climática muito desfavorável. Na verdade, ali chove praticamente todos os dias, por conta do chamado ‘microclima’ da serra. Algo que se agravou ainda mais com o volume extra de precipitação.” Daniel Hatiro Fujiwara, Superintendente da Regional Leste DER/PR KM 08KM 12 RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS70 71 Pista experimental no Distrito Federal recebe simulador de tráfego para avaliação de pavimentos. Fo to s: N O VA CA P A Unidade Local do DNIT de Santa Maria (DF) foi eleita para o experimento, surgido de uma parceria entre o Departamento, a Secretaria de Obras e Infraestrutura do Governo do Distrito Federal (GDF), o Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e a Universidade de Brasília (UnB) e pretende testar instrumentação de controle para identifi car a qualidade do pavimento com maior precisão, dentro da metodologia MeDiNa (Métodode Dimensionamento Nacional de Pavimentos, que homenageia tempo, nós buscamos esse expediente de acelerar, a simulação de desgaste, por meio do HVS – Heavy Vehicle Simulator – simulador de veículos pesados, que em 30, 40 dias, 24 horas por dia, por meio de um semieixo de caminhão com rodado duplo e com carga defi nida por nós, emula um desgaste de pavimento que ocorre em 10, 15 anos. E isso nos dá condição de aferir os níveis de desgaste até a eventual ruptura da camada, bem como o estudo dos defeitos, como afundamento de trilha de roda, fi ssuras e etc. A partir disso, nós criamos pontos na curva de calibração do método MeDiNa. É um equipamento que nos dá muita informação em muito pouco tempo”, detalhou, explicando ainda maiores especifi cações acerca da pista: “Ela por si só, é muito específi ca. Nós a instrumentamos. Então, ela tem célula de carga em todas as camadas, Strain Gauges, que são medidores de deformação, nas camadas superfi ciais, principalmente na de concreto asfáltico, conseguindo assim informações de tensão e deformação durante a passagem do simulador, um grupo de dados adicionais, que superam DNIT - NOVACAPTECNOLOGIA ENSAIO ACELERADO no acrônimo, o professor Jacques De Medina). De acordo com o diretor de Planejamento e Pesquisa do DNIT, Luiz Guilherme Rodrigues de Mello, o simulador, que emula a passagem de um caminhão sobre a via e mostra a deterioração do pavimento de forma acelerada, permite reproduzir os efeitos de um tráfego de algumas décadas em poucos dias: “É um importante experimento para melhorar o processo de calibração e dimensionamento do Método MeDiNa”, explicou. O Método de Dimensionamento Nacional de Pavimentos (MeDiNa) é um programa da autarquia que permite dimensionar pavimentos com conceitos mecanísticos, visando melhores projetos de pavimentos. Na verdade, o DNIT vem implementando e aperfeiçoando o método. Para isso, é essencial a criação e utilização de uma sistemática de calibração contínua. E esse processo consiste de checagens para conferir se as estimativas do método se confi rmam em campo. Se a mesma informação dada pelo método MeDiNa, bate com a que se apresenta na realidade. E no caso positivo, entendemos que o método está calibrado” explicou o diretor, acrescentando: “Como essa calibração se dará ao longo do “Como essa calibração se dará ao longo do tempo, nós buscamos esse expediente de acelerar, a simulação de desgaste, por meio do HVS simulador de veículos pesados, que em 30, 40 dias, 24 horas por dia, por meio de um semieixo de caminhão com rodado duplo e com carga defi nida por nós, emula um desgaste de pavimento que ocorre em 10, 15 anos.” Luiz Guilherme Rodrigues de Mello,Diretor de Planejamento e Pesquisa do DNIT a mera avaliação de defeitos superfi ciais, em coerência com a metodologia MeDiNa, que se debruça sobre os danos estruturais. Além disso, a pista conta com dois tipos de asfalto. Também, nós aproveitamos a ruptura de um dos trechos, para aplicar o whitetopping por cima, testando também por tanto, para testar essa solução de restauração de pista que tem sido utilizada com sucesso”, fi nalizou, relatando que os dados obtidos pelo projeto, serão consolidados e divulgados em um relatório, possivelmente em 2026. De acordo com informações do DNIT, uma demonstração inicial contou com a presença do secretário de obras e infraestrutura do Governo do Distrito Federal, Luciano Carvalho de Oliveira, e do coordenador do Laboratório de Infraestrutura (INFRALAB) da UnB, professor Márcio Muniz. Ainda, de acordo com o Departamento: “O projeto de pesquisa é realizado em parceria com a UnB para gerar dados, informação e conhecimento. A ideia é compreender melhor o comportamento dos pavimentos e, a partir disso, melhorar os métodos de dimensionamento de pavimentos”. RODOVIAS&VIAS72 RODOVIAS&VIAS 73RODOVIAS&VIAS72 Pavimentação asfáltica no Pátio Interno do 2º Esquadrão de Aviação (2º ESAV) - GAVOP Recapeamento asfáltico da Alça Eixo L em frente ao Banco Central Ilauro Ribeiro, Juliane Fortes, André Vaz e Cléber Sousa Produção de CBUQ na usina de asfalto da NOVACAP 27.104,09 toneladas em 2022 33.660,02 toneladas em 2023 Recapeamento asfáltico em vias internas do Parque de exposições da Granja do Torto DNIT - NOVACAPTECNOLOGIA Responsável por dar o apoio, com a execução da pista experimental, a Novacap optou, nos 100 m de extensão, pela utilização de sub-base de cascalho (fornecido pela UnB), 15 cm de base de Brita Graduada Simples (BGS) tendo por fi m a capa asfáltica. “Nós optamos por utilizar em metade da pista, o Concreto Betuminosos Usinado a Quente (CBUQ) com o traço padrão do DNIT, (Cimento Asfáltico de Petróleo - CAP 50/70), com BGS fornecido pela UnB em uma metade, e na outra, com BGS nosso, o traço da nossa própria usina de material, um CAP diferenciado, 30/45. Um material que a usina da Novacap modifi cou justamente para uma maior adequação ao clima de Brasília”, comentou Juliane Fortes, chefe da Divisão de Obras Diretas de Pavimentação Asfáltica PARCERIA COM A NOVACAP (DIOD). “Esse é um traço que facilitou muito as implantações de pistas, quando comparado ao 50/70, que costuma ser mais indicado para climas frios. Consequentemente, ele apresenta maior durabilidade. Coube à Novacap, fazer a limpeza, e entrar com suas equipes e equipamentos, de terraplenagem, acabadoras, todo o serviço de preparação do solo e etc. Demos todo o apoio logístico, incluindo topografi a e o laboratório, para aferição dos ensaios”, explicou. Em relação às parcerias, segundo ela, “Há demandas de diversos locais, desde órgão federais e instituições públicas, que nós procuramos atender. São ações, desde pistas e viário, com recapeamento, obras emergenciais, com contenções, gabiões, drenagens até pistas de helicóptero, como no Grupamento de Aviação Operacional do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (GAVOP-CBMDF), para 4 aparelhos de salvamento, bem como o recape da pista do Palácio Alvorada, as pistas internas da Granja do Torto, entre outros, como acessos a Postos de Saúde, hospitais”, relembra a engenheira. “A tendência, é que nós passemos a ter ainda mais agilidade para atender à mais demandas, a partir da aquisição de novos equipamentos, como o caminhão de pré-misturado e o de microrevestimento, que atualmente estão em fase de avaliação pela diretoria de Obras Diretas de Pavimentação”. Para se ter uma ideia, somente em 2023, a Novacap, pavimentou 93.832,50 m², executando ainda 120.220,04 m² de terraplenagem e 149.611,90 m² de recapeamento asfáltico, sendo a única empresa pública do Brasil, que dispõe de toda a infraestrutura, para promover obras públicas de engenharia por meios próprios. Segundo informações da própria Novacap, atualmente a companhia possui, 6 equipes de Terraplenagem, completas, com pá carregadeira, patrol, 5 caminhões, rolo liso, rolo “pé de carneiro” e caminhão pipa. Já as 4 equipes de pavimentação, cada uma com sua “Até no esforço contra a Dengue hoje, uma triste realidade em nosso país todo, a Novacap tem disponibilizado equipes e equipamentos para a limpeza e recolher entulho e lixo, sempre em uma relação de parceria.” “Coube à Novacap, fazer a limpeza, e entrar com suas equipes e equipamentos, de terraplenagem, acabadoras, todo o serviço de preparação do solo e etc. Demos todo o apoio logístico, incluindo topografi a e o laboratório, para aferição dos ensaios.” André Luiz Oliveira Vaz, Diretor de Urbanização da Novacap Juliane Fortes, chefe da Divisão de Obras Diretas de Pavimentação própria vibroacabadora, pipa, rolo liso, rolo de pneus em tandem, fresadora e Bobcats. “Até no esforço contra a Dengue hoje, uma triste realidade em nosso país todo, a Novacap tem disponibilizado equipes e equipamentos para a limpeza e recolher entulho e lixo, sempre em uma relação de parceria”, observou André Luiz Oliveira Vaz, diretor de Urbanizaçãoda Novacap, acrescentando: “A Novacap está sempre à disposição da comunidade e do ecossistema do poder público, para oferecer a sua contribuição para as melhorias necessárias. Isto, é claro, acaba se convertendo em um grande número de contratos, que hoje estão em cerca de 320”, revelou o engenheiro, oferecendo uma boa dimensão de uma tremenda responsabilidade, traduzida em números. RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS74 75 Com um pacote de 60 obras estruturantes entre Arco Norte (que receberá aportes de R$ 2,66 bilhões) e Arco Sul/Sudeste (R$ 2,05 bilhões), e que inclui importantes retomadas no setor ferroviário - Transnordestina; Ferrovia de Integração Oeste Leste (FIOL 1 e2) e Ferrovia de Integração Centro Oeste (FICO), já com vistas à uma futura integração da Transnordestina com a Norte Sul (FNS), o plano contemplará também a duplicação da BR-135 no Maranhão; a restauração da BR-158 no Pará; a recuperação da BR-242 na Bahia, bem como a construção de travessias em Itapoã do Oeste, Jaru e Ji-Paraná, em Rondônia, e a Ponte de Xambioá, em Tocantins. Ainda, estão previstas no conjunto, as duplicações da BR-163 no Paraná; das BR-470 e BR-290 em Santa Catarina e das BR’s 116 e 386 no Rio Grande do Sul. Anúncio de ampliação em 30% no total dos recursos federais destinados aos “corredores do agro”, feito em conjunto pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro e o Ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destaca o componente infraestrutura como fator crucial para um casamento de performances adequado entre setor produtivo, a qualidade e disponibilidade dos equipamentos logísticos disponíveis no país, e o final objetivo de alcance mais eficiente aos mercados consumidores. Em comparação ao ano passado, cifra representa acréscimo de R$ 1,1 bilhão, batendo um total de R$ 4,7 bilhões, muito superior aos R$ 1,9 bilhão registrados em 2022. AGROESTRATÉGIA DE TRANSPORTES Fo to : C ar lo s M ou ra / E sp ec ia l p ar a o M T LOGÍSTICA – PLANO AGRO 2024 Fo to s: AE SC O M M tra ns INFRAESTRUTURA QUALIDADE BOA OU SUPERIOR Mirando em um marco inédito na série histórica do ICM – Índice de Condição de Manutenção da malha viária federal brasileira, o ministro dos Transportes Renan Filho, já havia sinalizado no começo deste ano, uma meta ambiciosa de 80% da malha coberta em condições consideradas boas, dentro de características técnicas aderentes ao que é conhecido como “Padrão DNIT”, mais elevado. No anúncio em questão, o ministro não apenas reiterou o percentual, que leva em conta a malha nacional, como ainda acrescentou que no Arco Norte, especificamente este índice deve alcançar 90% até o fim de 2024, uma afirmação justificada pelo próprio ministro, com base nas constatações de que “Com a ampliação da participação dos corredores do Arco Norte nas exportações nos últimos anos, serão aproximadamente 56 milhões de toneladas de fluxo previsto, algo que é muito significativo”, e que “Esses investimentos representam a melhoria da malha de forma geral e a conclusão e intensificação de obras estruturantes nos corredores do agro. De 2023 para cá, já tivemos como resultado crescentes exportação e importação, que significa muito mais atividade econômica, com obras que dão acesso aos portos, que fortalecem a chegada dos grãos”, afirmou, confirmando uma premissa sua, colocada ao setor de infraestrutura, de buscar “investimentos que dialoguem com as necessidades imediatas do Brasil”. Não custa lembrar que o Ministério dos Transportes já pode anotar um feito e tanto, levando-se em conta o período de dezembro de 2022 a dezembro de 2023, onde foi possível aumentar de 52% para 80% o total das rodovias do Arco Norte com a classificação desejada. Reforçando o coro “pró infra”, especialmente a rodoviária, o ministro da Agricultura Carlos Fávaro, cravou: “A formação de preços está diretamente ligada ao custo de frete. Se nós não tivéssemos essas condições de rodovias, certamente a soja estaria abaixo do custo de produção”. “A formação de preços está diretamente ligada ao custo de frete. Se nós não tivéssemos essas condições de rodovias, certamente a soja estaria abaixo do custo de produção.” Carlos Fávaro Ministro da Agricultura “Esses investimentos representam a melhoria da malha de forma geral e a conclusão e intensificação de obras estruturantes nos corredores do agro. De 2023 para cá, já tivemos como resultado crescentes exportação e importação, que significa muito mais atividade econômica, com obras que dão acesso aos portos, que fortalecem a chegada dos grãos.” Renan Filho Ministro dos Transportes Fo to : C ar lo s M ou ra / E sp ec ia l p ar a o M T Fo to : C ar lo s M ou ra / E sp ec ia l p ar a o M T RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS76 77 LOGÍSTICA – PLANO AGRO 2024 INFRAESTRUTURA ESFORÇO CONJUNTO Se por um lado um grande esforço em investimentos públicos, também a colaboração da iniciativa privada está entrando na composição para as melhorias intentadas, por meio do consagrado instrumento das concessões. Com a expectativa de realização de ao menos 13 leilões de diversos ativos, com potencial de atração de R$ 122 bilhões em investimentos, dos quais R$ 95 Bi seriam destinados aos “Corredores do Agro”, está prevista a oferta da BR-262, de Minas Gerais, da BR-040, entre Minas Gerais e Goiás, e das BR’s 070, 174, 364 entre Mato Grosso e Rondônia. MAR E AR Com investimentos estimados em cerca de R$ 639 milhões para o segmento de Portos e Hidrovia neste ano, o ministro de Portos e Aeroportos Silvio Costa Filho, vê grandes projeções para os “19 mil quilômetros de hidrovias navegáveis”, que, segundo ele têm “potencial de chegar a 42 mil nesses próximos oito ou dez anos”, o que se traduziria em “reduzir custos nas operações, dialogar com a “Estamos falando em R$ 78 bilhões de novos arrendamentos, renovações, prorrogações e novas autorizações. É um volume muito grande e isso vai potencializar muito a economia brasileira e vai ajudar no escoamento da nossa produção.” Silvio Costa Filho Ministro de Portos e Aeroportos agenda ambiental e ajudar a potencializar o escoamento da produção brasileira”. Para tal, o ministro apresentou a meta de, até 2026, realizar 35 leilões entre diversos. “Estamos falando em R$ 78 bilhões de novos arrendamentos, renovações, prorrogações e novas autorizações. É um volume muito grande e isso vai potencializar muito a economia brasileira e vai ajudar no escoamento da nossa produção”, disse. BR’s 070, 174, 364 entre Mato Grosso e Rondônia. Fo to : C ar lo s M ou ra / E sp ec ia l p ar a o M T Fo to : C ar lo s M ou ra / E sp ec ia l p ar a o M T Fonte e Infográfi cos: Ministério dos Transportes RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS78 79 Durante dois dias cheios, que trouxeram na pauta apresentações de renomados especialistas atuantes no mercado, discussões e interações mantidas em altíssimo nível, voltaram-se às soluções, produtos, normas, projetos e boas práticas que salvam vidas. Conhecido por sua grande capacidade produtiva, e mais ainda, por ter como prerrogativa rápidas e Inaugurando com grande propriedade os encontros de 2024 voltados à comunidade rodoviária do Brasil, o “1º Workshop com foco em Segurança e Sinalização Viária”, realizado pelo Grupo SMI em parceria com a gigante Avery Dennison, a tecnológica Marvitec e a inovadora RenovaUrb, na sede do mais completo empreendimento voltado à equipamentos, produtos e serviços para sinalização e segurança viária do país, a Loja Viária. EVENTOS – WORKSHOP SEGURANÇA NO TRÂNSITO SINALIZAÇÃO E SEGURANÇA SINALIZAÇÃO É SEGURANÇA precisas decisões (bastante acertadas e com efeito duradouro na esmagadora maioria das vezes), o presidente americano Dwight David Eisenhower, que também foi comandante supremo das forças aliadas na Europa durante a segunda guerra mundial, costumava resumir seu processo detomada de decisão e a adoção de uma postura pró ativa de ações, de forma bastante simples: “Tenho dois tipos de problemas, o urgente e o importante. Os urgentes não são importantes, e os importantes nunca são urgentes.” A frase, que passou à posteridade, ficou conhecida como “Matriz de Eisenhower”, constitui um sistema interessante, que visa otimizar o tempo, maximizando foco, dividindo afazeres em 4 tipos de tarefas. As “urgentes e importantes”, a serem concluídas imediatamente; “importantes, mas não urgentes”, a serem agendadas para mais tarde; as “urgentes, mas não importantes” a serem delegadas a outra pessoa; e finalmente, as “nem urgentes nem importantes”, que deveriam ser eliminadas. URGENTE E IMPORTANTE Se por um lado, Rodovias&Vias abre esta reportagem citando um homem conhecido por suas ações, é necessário por outro, frisar que antes delas, é primeiro preciso haver uma tomada de consciência. Hoje, na grande e heterogênea comunidade rodoviarista brasileira, esta consciência, atende pelo nome de “Segurança Viária”. Um amálgama que capturou em definitivo a atenção de gestores, operadores e demais players do mais relevante modal de transportes do país, que não surpreendentemente, firmou compromissos internacionais que culminaram na adesão à “segunda década de ação pela segurança no trânsito”, trazendo a reboque, além de compromissos claros em redução de fatalidades e números absolutos de acidentes, iniciativas como o Pnatrans (Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito), instituído pelo Ministério dos Transportes (MT), via SENATRAN (Secretaria Nacional de Trânsito) e em outros esforços, como o que frutificou no 1º Workshop de Segurança e Sinalização Viária, objeto das páginas desta reportagem. Mais que uma ideia, um conjunto de conceitos, cujos pilares podem ser compreendidos a partir das expressões “Rodovias que Perdoam” e “Visão Zero”, recorrentemente utilizados pelos técnicos presentes nas exposições e diligentemente por eles, endereçados em cada uma das disciplinas que foram abordadas, dentro do imprescindível guarda-chuva da sinalização viária, componente crucial para o alcance dos objetivos. RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS80 81 “Nós estamos buscando, de forma geral neste evento, difundir o conhecimento sobre materiais e sua aplicação. Tudo o que envolve a sinalização viária, buscando melhorar os resultados para quem compra este serviço. Nossa percepção é que na maioria das vezes, o mercado não tem uma boa noção do que adquire.” Alessandra Cea, Responsável Química da ICD Vias COM TODAS AS TINTAS Encarregada de manter em alto patamar, a corrente produtiva que resulta nos pigmentos e tintas de demarcação viária que tornaram a marca ICD Vias conhecida em todo o território nacional por sua excelência, a Responsável Química Alessandra Cea, iniciou as apresentações, fazendo uma diagnose sobre um mercado que deve evoluir como um todo ao longo dos próximos anos. “Nós estamos buscando, de forma geral neste evento, difundir o conhecimento sobre materiais e sua aplicação. Tudo o que envolve a sinalização viária, buscando melhorar os resultados para quem compra este serviço. Nossa percepção é que na maioria das vezes, o mercado não tem uma boa noção do que adquire, da forma correta de como e onde aplicar esses produtos, então, primeiro de tudo é preciso fazer com que as pessoas que trabalham no segmento, no país inteiro, tenham um embasamento técnico mais forte, até para que possam contribuir para melhorar ainda mais as discussões, para que tragam questionamentos, conheçam melhor os equipamentos e o mais importante, a normas que regulamentam esses materiais”, avaliou, alertando ainda para que haja maior engajamento por parte de todos: “É preciso que os gestores, tanto em órgãos federais e estaduais, bem como as concessionárias, participem da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), que tragam suas experiências e contribuições, porque a construção desta entidade é feita em grupo, realizada por todos os setores. Então o Workshop serve para trazer mais consciência sobre materiais e sua aplicação adequada, garantindo a performance deles em seu uso”, disse. Ainda, segundo ela, a formatação híbrida do evento, foi um ponto positivo: “Esta interação, tanto presencial quanto online é essencial para que possamos fazer as trocas de experiências. O Brasil é muito grande, cada região tem as suas características, e formas diferentes de alcance de resultados, e esse intercâmbio, ajuda a entender variáveis específicas. Afinal, o que nós recomendamos para o Sul, nem sempre vai funcionar no Norte. Isso inclusive implica em um grau de especialidade que nos coloca em posição de desenvolver formulações distintas para atender essas particularidades, principalmente para termoplásticos. É um desenvolvimento constante, casando produto e aplicação, de forma justificada, normatizada, e que visa atender essa diversidade que temos”, apontou. TECNOLOGIA E SUSTENTABILIDADE Especificamente sobre os produtos desenvolvidos pela ICD Vias sob seus cuidados, a Química explicou que o conceito de segurança extrapola a mera funcionalidade do material: “Nós temos a ideia de sempre buscar, junto às normas, avanços que tragam além de um aumento de desempenho, maior segurança também na aplicação, tanto do ponto de vista do meio ambiente, quanto do bem estar e saúde do aplicador. Existem esforços sendo realizados sob o prisma de legislação, que buscam minimizar ou eliminar a quantidade de materiais pesados na formulação, por exemplo, no que nós procuramos, não apenas cumprir essas exigências, mas para fazer com que as normas neste sentido, sejam mais rígidas. Mais importante que isso, é a compreensão de que uma mudança dessa natureza, exige maior reforço na fiscalização, com materiais que tenham homologações, certificações e laudos. É preciso que haja um compromisso das empresas em fornecer materiais que tenham também, menores níveis de emissões em sua elaboração, entre outros aspectos que estão sendo trabalhados. Claro, na ‘outra ponta’, é preciso haver a cobrança dessas certificações, desses laudos, e neste aspecto, entra novamente a questão de ter conhecimento sobre o que se compra, o que se recebe e o que de fato se aplica”, disse a especialista. EVENTOS – WORKSHOP SEGURANÇA NO TRÂNSITO “Nós temos a ideia de sempre buscar, junto às normas, avanços que tragam além de um aumento de desempenho, maior segurança também na aplicação, tanto do ponto de vista do meio ambiente, quanto do bem estar e saúde do aplicador.” Alessandra Cea, Responsável Química da ICD Vias RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS82 83 EVENTOS – WORKSHOP SEGURANÇA NO TRÂNSITO MOMENTO REFLEXÃO I “É crucial para que ela atenda com propriedade seu propósito de alertar o condutor e efetivamente ser uma fato contribuinte para evitar situações de risco ou acidentes propriamente ditos.” Marlu Costa, gerente de Produtos e Contas Estratégicas Avery Denninson INICIATIVA R-7 Representando a Avery Denninson, líder mundial em tecnologias adesivas, displays gráficos, fitas e rótulos para diversas indústrias, o gerente de Produtos e Contas Estratégicas Marlu Costa, reconhecido e premiado pelo Reflective & Digital Inks Value Excellence Award (RIVEA), entre outras distinções, discorreu em detalhes sobre o universo das películas refletivas e suas aplicações na sinalização e segurança rodoviária. “Nosso portfolio é completo e atende a todos os requisitos normativos, com películas tipo I, III, IV e X, ‘grau engenharia’; ‘grau técnico prismático´; ‘alta intensidade prismática’; ‘preto para legenda’ e ‘Omnicube’, as mais eficientes do mercado, capazes de retornar até 60% da luz para o condutor, com uma durabilidade estendida, de até 12 anos”, explicou, colocando ainda que cada uma delas possui uma utilização que deve obedecer aos regramentos, especificações e característicasdo segmentos onde devem ser implantadas: “Não adianta nós termos disponibilidade de películas desenvolvidas com altíssima tecnologia, com grande performance, se as normas não forem observadas, desde a aplicação, se tivermos projetos defasados ou carência de estudos mais detidos nos trechos. A realidade da sinalização vertical é muito dinâmica, com alterações significativas ao longo do tempo de vida das películas, então estar sempre atualizado sobre aspectos como o VDM (Volume Diário Médio), alterações de características técnicas e mudanças em padrões de exigência, e mesmo conhecer as tecnologias mais novas em desenvolvimento, em conjunto com as normas que também evoluem, é crucial para que ela atenda com propriedade seu propósito de alertar o condutor e efetivamente ser uma fato contribuinte para evitar situações de risco ou acidentes propriamente ditos”. Avançando em suas exposições, o gerente ressaltou a importância de instrumentos de medição calibrados e certificados, do correto posicionamento e angulação das placas em relação à via, e a importância da correta utilização de elementos que transmitam com clareza, tanto de dia quanto à noite, a informação desejada, destacando também a importância de uma programação criteriosa de manutenção e conservação, que é capaz até mesmo, de estender a vida útil dos materiais. Em sua preleção, o gerente Marlu Costa, trouxe ainda uma novidade: uma proposta de sinalização adicional bastante interessante, que ataca um ponto nevrálgico especialmente em pistas simples: os pontos de ultrapassagem proibida. “Um dos fatores de maior gravidade nos sinistros nas estradas brasileiras com características técnicas menos sofisticadas, são as colisões frontais, normalmente ocorridas em situações não regulamentares. E são muitos aspectos que podem levar a essas ocorrências que, em sua grande maioria acabam incorrendo em fatalidades. E naturalmente entre elas, um melhor balizamento e sinalização para os condutores, nos momentos em que ele inicia ou pretende iniciar uma manobra de ultrapassagem. Por isso a Avery Dennison está propondo a instalação adicional de placas ‘R-7’, também no sentido contrário do tráfego, à esquerda, uma instalação que embora não esteja prevista em manuais ou normatizada, possibilita um melhor planejamento e capacidade de antecipação para que o motorista realize com maior segurança esse movimento”, explicou. “Não adianta nós termos disponibilidade de películas desenvolvidas com altíssima tecnologia, com grande performance, se as normas não forem observadas, desde a aplicação, se tivermos projetos defasados ou carência de estudos mais detidos nos trechos. .” Marlu Costa, gerente de Produtos e Contas Estratégicas Avery Denninson RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS84 85 “Uma instalação mal feita, mal executada, usando dispositivos equivocados, com fixações fora de padrão, além de serem um desperdício material, que não vai propiciar um tipo de resposta adequado e inicialmente planejado, literalmente joga fora o investimento feito em testes, melhoria de materiais, de pesquisa e desenvolvimento, quando não desperdiça a existência de pessoas” Renata Mobília, consultora Técnica da Marvitec EVENTOS – WORKSHOP SEGURANÇA NO TRÂNSITO Destaque absoluto em elementos de segurança passiva rodoviária, como terminais absorvedores de impacto, atenuadores, defensas metálicas entre outros itens que formam os envelopes de proteção imprescindíveis e elementares em qualquer rota que se pretenda minimamente segura, a Marvitec, compareceu ao 1º Workshop de Segurança e Sinalização Viária, trazendo grande detalhamento sobre seu completo portfolio, que inclusive conta com algumas novas adições. Claro, tudo dentro do perfil vanguardístico e tecnológico que sedimentou o perfil da marca no mercado. Com equipamentos testados (em crash tests de diversas categorias de veículos, que refletem a maioria das situações de impacto) homologados e certificados tanto nos Estados Unidos quanto na Europa (e por consequência, completamente aderentes às normas nacionais, que em parte hibridizam aspectos de ambas, incluindo a norma 15.486), a companhia, que costuma exceder em performance, também tem investido pesado em automação, robótica, novos sistemas, máquinas de corte de plasma, em uma busca constante por maior eficiência e precisão de produtos. Tudo isso, inserido dentro de um “mantra” simples e muito fácil de compreender, proferido, reiterado e vaticinado diversas vezes pelo executivo Henrique Faria, diretor Comercial da Marvitec, e legítima autoridade em Segurança Viária: “Qualidade”. “Dentro desse espectro da qualidade, que na verdade é um processo que pode – e deve – ser aplicado em todos os ambientes e interações que nós temos enquanto profissionais da Segurança Viária, nós atuamos fortemente no estabelecimento de melhores práticas, aprimoramento de conceitos, na busca de soluções, análise dessas soluções, nos treinamentos, na auditoria e rastreabilidade, que devem garantir eficácia e colateralmente, segurança jurídica, tanto para o gestor, o administrador de uma rodovia pública, quanto para o concessionário. Também, nos alinhando às premissas ESG (Environmental, Social and Governance – ou na acepção mais aceita em português “Governança Ambiental, Social e Corporativa), voltadas à qualidade igualmente, é possível diminuir retrabalhos, mitigar riscos operacionais com intervenções e obter, de modo geral, resultados mais consistentes, de acordo com o pico de performance para o qual os equipamentos e produtos foram planejados para desempenhar”, pontuou o diretor durante sua apresentação. Sobre o evento, o executivo não disfarçou o entusiasmo: “É sempre um prazer podermos compartilhar a nossa experiência. O que nos norteia e motiva a participar de eventos como esse, é de fato a criação de um ecossistema de segurança nas rodovias, que efetivamente tenha a condição de evitar sinistros e fatalidades. Então este workshop, é mais um passo importante neste objetivo. No final das contas, salvemos vidas. Por favor”, finalizou, fazendo mais que um apelo, um chamado. Mergulhando na técnica, frisando a importância das instalações bem executadas, dentro das especificações e explicando o funcionamento e emprego de novos equipamentos, a palestra da consultora Técnica da Marvitec, Renata Mobília, permitiu um bom panorama acerca dos elementos que representam, não raro, a última fronteira entre vida e morte na eventualidade de um acidente. “Uma instalação mal feita, mal executada, usando dispositivos equivocados, com fixações fora de padrão, além de serem um desperdício material, que não vai propiciar um tipo de resposta adequado e inicialmente planejado, literalmente joga fora o investimento feito em testes, melhoria de materiais, de pesquisa e desenvolvimento, quando não desperdiça a existência de pessoas. Defensas, terminais, atenuadores. Todos eles têm suas formas de implementação e locais muito bem especificados na norma, de acordo com os níveis de contenção necessários, previstos em projeto. É por isso que a Marvitec tem buscado um maior controle em todo o processo envolvido no ciclo desses dispositivos. Até mesmo, por meio da aquisição de uma fábrica de parafusos, como forma de garantir que até mesmo esses componentes menores, atendam plenamente o funcionamento planejado para esses sistemas”, revelou a consultora, dando uma ideia do grau de minúcia e baixíssima tolerância à falhas adotado pela Marvitec. Ainda, a consultora contemplou em sua apresentação, um capítulo especial para um novo equipamento, que já pode ser visto em algumas rodovias do Brasil: o TMA – Truck Mounted Attenuator, ou Terminal Móvel Atenuador, como inteligentemente a Marvitec o denomina, mantendo o acrônimo. “Montado em caminhões, ele tem sua utilização mais comum nos momentos em que é preciso proteger pessoal durante intervençõesna pista, onde se interdita uma faixa. É um ganho de segurança significativo tanto para quem está trabalhando nas manutenções e reparos, quanto para os usuários. Um grande ganho que ele traz é justamente a sua flexibilidade, por que ele acompanha a dinâmica do trabalho, avançando junto com a frente de obra e a evolução das intervenções à medida em que a pista vai sendo liberada. Mas ele também pode ser usado em outras situações com bastante sucesso”. “O que nos norteia e motiva a participar de eventos como esse, é de fato a criação de um ecossistema de segurança nas rodovias, que efetivamente tenha a condição de evitar sinistros e fatalidades. Então este workshop, é mais um passo importante neste objetivo. No final das contas, salvemos vidas.” Henrique Faria, diretor Comercial da Marvitec ERROS PERDOÁVEIS: VIDAS DEFENSÁVEIS ADICIONANDO NOVIDADES RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS86 87 EVENTOS – WORKSHOP SEGURANÇA NO TRÂNSITO “A RenovaUrb está atenta à essa nova perspectiva de mercado, que procura produtos que sejam soluções completas. Que desempenhem com excelência suas funções originais, à custo competitivo, e que ofereçam um ciclo produtivo e de vida, responsáveis.” Marcelo Rezende, diretor de Negócios da RenovaUrb Ainda que soe como um paradoxo – meio clichê, é verdade, mas afinal, todo clichê tem uma boa porção dela – a RenovaUrb, mais uma vez demonstrou sua “tradição em inovações”. Preceptora do poste colapsível verde e amarelo, feito em parte de matéria reciclada combinado com elementos recicláveis, a empresa elevou o nível das discussões técnicas em um ambiente em que “a única constante é a mudança”, como resumiriam alguns filósofos. Explorando, a exemplo dos demais parceiros, como visto até aqui, as explicações técnicas e normas brasileiras associadas à utilização do EcoPoste (que passou por testes de colisão e portanto, é aderente ao MASH - Manual for Assessing Safety Hardware, algo como “manual para avaliação de dispositivos de segurança”, em tradução livre, e das demais normas dos Estados Unidos e Europeias), o diretor de Negócios da RenovaUrb, Marcelo Rezende, também obteve êxito em esclarecer, por meio de comparativos, as vantagens de utilização e custo eficiência associadas a este produto, que também atende à exigências de redução de emissões, rastreamento e diminuição da pegada de carbono, entregando, além de melhor performance, maior resiliência à intempéries e ciclo de vida comparável ou superior aos anteparos de madeira e aço, menos sofisticados e não testados nem certificados contra possíveis impactos, além de (no caso dos materiais de madeira tratada, serem danosos à saúde e poluentes ao meio ambiente). “A RenovaUrb NOVO INTEGRANTE ENVERGA, MAS NÃO QUEBRA está atenta à essa nova perspectiva de mercado, que procura produtos que sejam soluções completas. Que desempenhem com excelência suas funções originais, à custo competitivo, e que ofereçam um ciclo produtivo e de vida, responsáveis”, falou o executivo, que também apresentou alguns cases e registros da utilização do dispositivo. “Esta difusão de melhores práticas, somente tem a oferecer pontos positivos, tanto para quem fabrica e fornece materiais tão especializados, quanto para quem os utiliza. Temos a expectativa que este evento, se fortaleça e se espalhe por todo o Brasil, por que a técnica tem como um de seus pilares a informação de qualidade. E o que tivemos aqui representa muito bem isso.” Marcelo Rezende, diretor de Negócios da RenovaUrb Reconhecida pelos constantes aperfeiçoamentos e melhorias contínuas que emprega em sua linha de produtos, a RenovaUrb apresentou ainda, seu mais recente produto no catálogo de soluções. Denominado SafePoste, que consiste de um poste de iluminação feito em fibra de vidro e cujo design e concepção, também levam em consideração a possibilidade de impactos causados por veículos, sendo, tal qual o EcoPoste, testados, certificados e homologados para atender plenamente as normas e manuais em vigência. “O SafePoste pertence à família de postes de iluminação e utilitários de até 10 m de altura livre, cuja classificação é 100 – NE – C – X - SE – MD – 0, projetado para impactos de até 100 Km/h, não absorvedor de energia de impacto, sendo uma estrutura leve, de fácil instalação, baixa manutenção, não propagador de chamas, não condutor de energia e elaborado em material que não sofre corrosão”. Entusiasta dos encontros, o diretor Marcelo viu no Workshop, uma ocasião importante para a disseminação de conhecimento: “Esta difusão de melhores práticas, somente tem a oferecer pontos positivos, tanto para quem fabrica e fornece materiais tão especializados, quanto para quem os utiliza. Temos a expectativa que este evento, se fortaleça e se espalhe por todo o Brasil, por que a técnica tem como um de seus pilares a informação de qualidade. E o que tivemos aqui representa muito bem isso”. RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS88 89 EVENTOS – WORKSHOP SEGURANÇA NO TRÂNSITO MOMENTO REFLEXÃO II “Foi uma experiência muito boa para toda a equipe. Um evento que nos mantém atualizados e nos coloca em contato direto com fornecedores importantes, que nos ajudam a tirar dúvidas e abrem um espaço muito bom não só pra troca de ideias mas um intercâmbio de conhecimentos. Falamos bastante sobre as diferentes realidades do Brasil e como esses produtos podem se adequar nessa diversificação. ” Ricardo Abreu, gerente de Operações na RSC-287 “Nós pegamos os principais temas e buscamos trazer, de forma homogênea a comunicação das melhores práticas em cada segmento. Não apenas na sinalização, como também em dispositivos como defensas e postes de segurança. Também não descuidamos da parte técnica.” Rafael Lima, Promotor Comercial e gerente da ICDVias Atuando como um “âncora” na programação do evento, o carismático promotor Comercial e gerente da ICDVias Rafael Lima, também fez as vezes de apresentador e palestrante, voltando- se com maiores detalhes sobre as microesferas de vidro e outros elementos refletivos que compõem os sistemas de sinalização horizontal, brilhantemente (perdão pelo trocadilho), definidos por ele, como “o único tipo de sinalização que conversa 100% do percurso com os motoristas”. Mergulhando no assunto, o profissional, frisou a importância de uma avaliação minuciosa, dentro das normas, nas associações entre as tintas e estes elementos que são responsáveis por balizar a rodagem daqueles condutores pós crepusculares (tal como muitos na equipe de Rodovias&Vias), e que constituem um fator essencial para a correta “leitura” da via. “Nós pudemos abordar e explicar a dinâmica de aplicação dessas microesferas, a importância da utilização de equipamentos calibrados e adequados para sua correta aspersão e o comportamento delas quando em contato com o substrato ao qual estão destinadas. Falamos sobre vida útil, a natureza dos desgastes aos quais elas estão expostas, sua retrorrefletividade, e o quão decisivo é o emprego de produtos que possuam padrão de esfericidade, limpeza, uniformidade de tamanho para um resultado de qualidade superior. No nosso caso, levamos em conta não apenas a segurança viária, como também a segurança ambiental e para o aplicador, utilizando um material inerte, caracterizado pela ausência de contaminantes e metais pesados em sua composição”, explicou, avançando: “Salvar vidas, afinal, deve ser na medida do possível, também uma atividade segura”. Em seu painel além dos diferentes tipos de microesferas (como as apresentadas Premix, DG-12, DG-04 e Dragon Fill) e suas diferentes aplicações e situações em que são requeridas, Lima também abordou os diferentes tipos e utilizações dos catadióptricos (Tachas e Tachões ou, na linguagem popular “Olho de gato”), em polímero, metal e resina, bem como o modo correto de sua fixação sobre o pavimento. Sobre o workshop, ele destacou “Nós pegamos os principaistemas e buscamos trazer, de forma homogênea a comunicação das melhores práticas em cada segmento. Não apenas na sinalização, como também em dispositivos como defensas e postes de segurança. Também não descuidamos da parte técnica, que em última instância, garante, pela aplicação correta que observa as normas, um resultado dentro do que é previsto e que se traduz na segurança que salva vidas”. CONTRAPONTO Naturalmente, o evento não estaria completo sem a participação (ativa e sempre pertinente) dos representantes “do outro lado do balcão”, profissionais e gestores (inclusive de outros países), que atuam em infraestrutura rodoviária e concessões, como os que se fizeram presentes tanto online quanto in loco para enriquecer as discussões. Neste aspecto, é importantíssimo ressaltar a presença ostensiva de um corpo técnico escalado pelo Grupo Sacyr, liderados pelo gerente de Operações na RSC-287, Ricardo Abreu: “Foi uma experiência muito boa para toda a equipe. Um evento que nos mantém atualizados e nos coloca em contato direto com fornecedores importantes, que nos ajudam a tirar dúvidas e abrem um espaço muito bom não só pra troca de ideias mas um intercâmbio de conhecimentos. Falamos bastante sobre as diferentes realidades do Brasil e como esses produtos podem se adequar nessa diversificação”, avaliou o gerente. RODOVIAS&VIAS90 RODOVIAS&VIAS 91RODOVIAS&VIAS90 RODOVIAS&VIAS 91 Com uma plateia qualificada tecnicamente, e que se deslocou praticamente de todo o território nacional (assim como uma das equipes de Rodovias&Vias, que trocou o clima chuvoso do sul pelo sol goiano), o inédito encontro voltado à aplicação rodoviária do pavimento rígido nas paragens do cerrado, constituiu mais um passo importante para a desmistificação da utilização da alternativa nas pistas nacionais, mostrando-a de forma tão real e tangível quanto o material empregado para construí-las. Dividido em 5 painéis, sendo o primeiro o intitulado "DF Inovando nas rodovias para economizar" apresentado pelo engº Fauzi Nacfur Jr, presidente do DER-DF e da ABDER; seguido pelo "Novos Estudos de Viabilidade no Pavimento de Concreto", detalhado pelo engº Fernando Crosara, gerente Regional Centro-Oeste da ABCP; com sequência no "Concreto para o futuro: Projetando Rodovias 1º WORKSHOP GOINFRA ABCP DE PAVIMENTO RÍGIDO Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (GOINFRA), realizou em parceria com a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) 1º Workshop de Pavimentos de Concreto em Goiás. Visando a capacitação de engenheiros, e a exposição de cases de sucesso com emprego da solução, iniciativa deve tornar-se um evento fixo no calendário dos principais encontros da comunidade rodoviarista do Brasil. Duradouras em Concreto”, proferido pelo engº Fernão Nonemacher Dias, engenheiro de projetos da ABCP; complementado pelo "Planejando a Execução de Obras de Pavimento em Concreto", apresentado pelo Representante da Regional Centro-Oeste da ABCP, engº Waldir Belisário e fechado pela apresentação de caso "Experiências do Pavimento de Concreto no Paraná”, feita pela coordenadora Técnica do DER-PR, Thais Koyama, o 1º Workshop de Pavimentos de Concreto pode e deve ainda, ser considerado um bom exemplo de formatação para este tipo de evento técnico. Circulando entre as apresentações e encontrando tanto painelistas quanto executivos das altas gestões que prestigiaram a ocasião, Rodovias&Vias deixa registradas, pelas vozes mais significativas ali presentes, as impressões sobre uma grande reunião, cujos frutos certamente trarão maior segurança e durabilidade para as rotas brasileiras. Fo to s: Ro do vi as &V ia s "Foi um encontro de vulto nacional, e veio tratar do pavimento rígido, de uma forma fantástica, com a presença dos DER's, do DNIT e de muitos técnicos que são verdadeiras autoridades nesse segmento. Nós vemos que ela é uma solução viável e que, certamente nos próximos anos, será largamente utilizada e difundida pelo país todo. E nós temos que estar preparados e atualizados para poder utilizá-la cada vez mais e melhor." Lucas Vissoto, presidente da GOINFRA "É um encontro maravilhoso, um dia cheio de troca de experiências, de conhecimentos, e tratando de um tema muito atual, que é o pavimento rígido de concreto. Uma discussão atualíssima, até por que acontece em um contexto em que a solução apresenta um equilíbrio de custos, sendo viabilizada em praticamente todo país. É uma alternativa durável, que permite 20 anos de utilização sem grandes manutenções, o que é bom tanto tecnicamente quanto para a sociedade." Lá no DF, nós tivemos, na Via Estrutural, a experiência de fazer o whitetopping, em 26 km com uma espessura de 21 cm, em uma obra que foi entregue à população com muito sucesso." Fauzi Nacfur Jr, presidente do DER-DF e da ABDER "Este workshop promove uma solução técnica que é muito importante para um estado que é altamente agrícola, muito produtivo, fortíssimo na soja, no milho, no algodão e na mineração, e que, portanto, tem suas rodovias muito solicitadas. Daí nossa busca por soluções mais interessantes e duradouras, e em muitos casos, mais econômicas. Então, hoje nós estamos recebendo aqui mais de 500 técnicos e profissionais dedicados, para poder assistir programas e projetos de pavimentação em concreto rígido. Nossa intenção é que este se torne um evento anual, dada sua relevância para melhoria da qualidade geral das rodovias não apenas do nosso estado, mas de todo o Brasil. Este é um evento que me deixa particularmente orgulhoso, pois coincide com a minha entrada no DER-GO que depois mudou para AGETOP e finalmente se transformou em GOINFRA, marcando 40 anos de uma carreira dedicada à melhorar os caminhos de Goiás e do país." Riumar dos Santos, diretor de Planejamento da GOINFRA CONTATOS CONCRETOS RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS92 93 1º WORKSHOP GOINFRA ABCP DE PAVIMENTO RÍGIDO "Esse é um momento muito importante para a troca de experiência entre os servidores. Como representante do DER- PR, nós tivemos a oportunidade de trazer um case de sucesso realizado por nós, que é a restauração em whitetopping da PRC- 280. Neste momento, já foram executados 60 Km e atualmente estamos com 45 Km em obras. Para os próximos meses, devem ser licitados mais 37 Km nesta mesma pista, nos próximos meses." Thais Koyama, coordenadora Técnica do DER-PR "O workshop foi muito interessante, com exemplos de empreendimentos em diversos estados do país, com a presença da ABCP e muitos DER's. É uma ocasião importante para a divulgação de boas práticas, das boas técnicas, desta solução que é tão relevante para o rodoviarismo. O DNIT vem implementando o pavimento de concreto já há um bom tempo e nós entendemos que é uma solução que veio para ficar. Tenho certeza que também aqui em Goiás nós teremos empreendimentos de grande vulto com o uso dessa solução, que entrega bastante performance." Luiz Guilherme Mello, diretor de Planejamento e Pesquisa do DNIT "Este é o primeiro simpósio de pavimento rígido do estado de Goiás. É uma honra para a GOINFRA poder receber tantos convidados da comunidade técnica e representantes de tantas instituições e autarquias para debater esse tema, que tem estado bastante presente no nosso rodoviarismo. Aqui em Goiás, estamos realizando o primeiro trecho goiano em pavimento rígido, uma duplicação no município de Rio Verde, uma cidade muito importante para o estado, pois tem uma grande safra agrícola. E agora, vamos ter a oportunidade de testar essa solução, entendendo que ela representa o futuro, um possível caminho para as novas frentes de tecnologia em pavimentos." Jardel Magalhães Caldas, diretor de Obras Rodoviárias da GOINFRA "Esta é uma solenidade que marca o que a ABCP tem de mais caro, que é o conhecimento e o desenvolvimento tecnológico, de uma indústria que tem sido responsável por avanços importantes,tanto em melhorias na própria tecnologia, quanto em sustentabilidade. Em um período onde os recursos públicos são reduzidos, o pavimento rígido tem uma posição fundamental para uma aplicação eficaz destes investimentos. É uma colaboração grande para esta mudança de paradigma que existe no campo da logística, com essa perspectiva de dispêndios mais inteligentes, em ativos mais duráveis e com uma pegada ambiental menos poluente. Justamente por essa visão mais moderna é que estamos também, celebrando um acordo com a ABDER e os DER's no sentido de entregarmos as melhores soluções técnicas e as mais corretas do ponto de vista ambiental." Paulo Camillo Penna, presidente da ABCP "É o primeiro workshop organizado entre a ABCP e a GOINFRA. Cada termo de cooperação deste que nós fazemos, cada evento destes, sempre tem uma troca técnica muito grande. E eles permitem que se aprimorem, por exemplo, os estudos de viabilidade e a forma de fazer projetos. Então, cada palestra que fazemos, a cada pergunta feita, há uma melhoria tecnológica. É por isso que hoje, nós achamos que esta é uma tecnologia que está muito competitiva, o que configura uma grande oportunidade para quem ainda não a utilizou. Acreditamos que desta vez, o pavimento de concreto veio para ocupar espaços que deveria estar ocupando a muito tempo e, mais que isso, ele veio para ficar" Fernando Crosara, gerente Regional Centro-Oeste da ABCP "Nós trouxemos para este primeiro workshop de pavimento de concreto, aspectos de viabilidade econômica desses pavimentos e as vantagens para o meio ambiente que estas aplicações oferecem." Fernão Nonemacher Dias, engenheiro de projetos da ABCP RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS94 95 Fonte: Agência Goiana de Infrestrutura e Transportes - Goinfra O Governo de Goiás, por meio da Goinfra, lançou na terça-feira (27/02), o programa Goiás em Movimento – Eixo Pontes. O programa tem o objetivo de substituir pontes de madeira por estruturas de concreto em rodovias e estradas não pavimentadas em todos os municípios goianos. O programa foi anunciado pelo governador Ronaldo Caiado que ressaltou a importância do projeto para a população e para o agronegócio: “Será o maior impulso que o estado já viu nas obras e nas pontes, das menores às maiores. As aduelas devem 1º WORKSHOP GOINFRA ABCP DE PAVIMENTO RÍGIDO Com investimento de R$ 200 milhões, o Estado quer subistituir todas as pontes até 2026. ser instaladas o mais rapidamente possível, pois todos sabemos as dificuldades para transitar nos períodos de chuva e da prioridade para o transporte escolar e para o transporte das safras”, afirmou. O presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes, Lucas Vissotto, falou da grandiosidade e importância do programa “É o maior programa da história do Brasil para substituição de pontes de madeira. Até o final do governo Caiado, nós não teremos mais nenhuma.” No evento estavam presentes mais de 180 prefeitos, representando os 246 municípios que vão receber, cada um, 100 aduelas. Após a entrega pela agência, os municípios farão a substituição das pontes nos municípios, trazendo mais segurança e mobilidade para regiões com menos acessos. O presidente da Associação Goiana dos Municípios (AGM), Carlão da Fox, destacou que o programa vai resolver pontos mais sensíveis dos municípios: “Nas estradas vicinais que tem o transporte escolar, tem época do ano em que os ônibus ficam impossibilitados de buscar os alunos e, agora, nós vamos resolver esse problema”. Fo to s: v "Será o maior impulso que o estado já viu nas obras e nas pontes, das menores às maiores. As aduelas devem ser instaladas o mais rapidamente possível, pois todos sabemos as dificuldades para transitar nos períodos de chuva e da prioridade para o transporte escolar e para o transporte das safras." Ronaldo Caiado, governador de Goiás "É o maior programa da história do Brasil para substituição de pontes de madeira. Até o final do governo Caiado, nós não teremos mais nenhuma." Lucas Vissotto, presidente GOINFRA GOIÁS EM DESENVOLVIMENTO RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS96 97 Um dos meios utilizados pelo Governo de Sergipe para garantir a qualidade de vida dos sergipanos de todos os cantos do estado é a reestruturação das rodovias. Foi pensando nisso que foi criado o Pró-Rodovias, um dos eixos de ação do Programa de Recuperação da Economia – Avança DER/SE INFRAESTRUTURA Iniciativa é responsável por levar mais qualidade às rodovias do menor Estado do Brasil Sergipe. Atualmente em sua terceira fase, a iniciativa já contou com um investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão desde o seu lançamento, em 2020. Um dos trecho que passou por intervenções tem extensão de 7,1 quilômetros, fruto de um investimento de R$ 9.116.646,32. Entre as adequações feitas, estiveram a colocação de meio-fio, drenagem, sinalização horizontal e vertical, execução de passeio e reciclagem asfáltica. Para o governador, a rota tem importância estratégica por possibilitar a circulação de mercadorias agrícolas, entre outros atributos. “Hoje, estamos entregando obras relevantes. E ainda temos muitas parcerias pela frente. Indiaroba é um caso de sucesso. Nas feiras do agronegócio, tem sempre as cooperativas de Indiaroba mostrando a Sergipe e ao Brasil como se faz o cooperativismo com seriedade e compromisso. Quero aprender com Indiaroba e trazer cada vez mais desenvolvimento para esta cidade”, manifestou Fábio Mitidieri. De acordo com o Departamento Estadual de Infraestrutura Rodoviária de Sergipe (DER/SE), o estado conta com 5.437,11 quilômetros de rodovias estaduais, dos quais 2.319,82 já foram pavimentados, 113,09 estão em andamento e 294,83 se encontram em fase de planejamento. Durante a primeira fase do Pró-Rodovias, foram To da s a s f ot os d es ta M at ér ia : M ar co s R od rig ue s “Essas reestruturações de rodovias, além da melhoria na mobilidade e na qualidade de vida dos moradores e condutores que trafegam pela mesma, também proporcionam melhorias para os sergipanos, por meio de intervenções que fomentam o desenvolvimento socioeconômico.” Anderson das Neves, Diretor-presidente do DER/SE “Hoje, estamos entregando obras relevantes. E ainda temos muitas parcerias pela frente. Indiaroba é um caso de sucesso. Nas feiras do agronegócio, tem sempre as cooperativas de Indiaroba mostrando a Sergipe e ao Brasil como se faz o cooperativismo com seriedade e compromisso.” Fábio Mitidieri, Governador de Sergipe R$ 1 BILHÃO NA MALHA ESTADUAL DE SERGIPE concluídas obras em 435,97 quilômetros de rodovias; na segunda, foram 263,48. E, agora na terceira fase, iniciada pela atual gestão, são 28,03 km de obras em andamento. Além desses, outros 111,36 quilômetros que estão sob responsabilidade da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura (Sedurbi) se encontram com obras de reestruturação em andamento: rodovia SE-290, trecho entre Itabaianinha e Tobias Barreto; rodovia SE-170, trecho entre Campo do Brito e Lagarto; rodovia SE-295, trecho entre Cristinápolis e Tomar do Geru; rodovia SE-282, trecho entre Estância e Boquim; rodovia SE-285, trecho do entroncamento de Arauá com a BR-101; e o acesso 008, trecho BR-101 a Malhada dos Bois. Juntos, todos esses projetos somam um investimento de R$ 94.006.866,68 da gestão estadual. Ainda segundo o DER/SE, além das obras de recuperação já concluídas e em andamento, mais cerca de R$ 7 milhões para investimentos em projetos voltados à infraestrutura rodoviária já se encontram em fase de elaboração ou licitação, o que confirma o compromisso do Governo do Estado com a segurança e o bem-estar da população, além de promover o desenvolvimento econômico das regiões contempladas, como explica o diretor-presidente do DER/SE, Anderson das Neves. “Essas reestruturações de rodovias, além da melhoria na mobilidade e na qualidade de vida dos moradorese condutores que trafegam pela mesma, também proporcionam melhorias para os sergipanos, por meio de intervenções que fomentam o desenvolvimento socioeconômico”, aponta. Além de encurtar o tempo de viagem entre os municípios, as obras realizadas também tornaram esses deslocamentos mais seguros, como indica o diretor técnico do DER/SE, Igor Albuquerque. “A reestruturação é benéfica para a população, pois garante segurança e conforto aos que trafegam pela rodovia, bem como gera desenvolvimento para a região, uma vez que a maioria dos transportes da indústria e do comércio é feito de forma terrestre utilizando nossas rodovias. Por isso, é importante uma rodovia de qualidade e segura”, pontua. RODOVIAS&VIAS98 Fonte: Sedurbi/SE “Serão incorporados avanços tecnológicos para melhorar a eficiência, segurança e garantir qualidade da obra. Essa iniciativa do Governo do Estado fortalece e estimula o progresso regional. Estamos determinados a garantir que nossas rodovias não sejam apenas vias de trânsito, mas sim catalisadores de desenvolvimento e qualidade de vida para todos os sergipanos.” Luiz Roberto Dantas, Secretário da SEDURBI DER/SE INFRAESTRUTURA PRÓ-RODOVIAS III O Pró-Rodovias III foi iniciado na gestão do governador Fábio Mitidieri, que já concluiu e anunciou uma série de obras que devem beneficiar o estado de maneira significante, a exemplo da sonhada Rota do Leite, na rodovia SE-175, que atingirá especialmente o alto sertão do estado, a partir de um investimento que deve alcançar cerca de R$ 90 milhões. O secretário estadual da Sedurbi, Luiz Roberto Dantas, informa que o Pró-Rodovias III trabalha inicialmente na elaboração dos projetos executivos para, em seguida, licitar as obras. “Serão incorporados avanços tecnológicos para melhorar a eficiência, segurança e garantir qualidade da obra. Essa iniciativa do Governo do Estado fortalece e estimula o progresso regional. Estamos determinados a garantir que nossas rodovias não sejam apenas vias de trânsito, mas sim catalisadores de desenvolvimento e qualidade de vida para todos os sergipanos”, conclui. RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS100 101 Alguns trechos passam a usar os serviços das novas concessionárias, enquanto algumas rodovias passam a ter os atendimentos pela primeira vez. O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), vai encerrar os serviços de operação de tráfego rodoviário nas rodovias concedidas do lote 1 e lote 2. Começaram a ser utilizados os serviços das novas concessionárias, sendo a Via Araucária responsável pelo lote 1, no telefone 0800 277 0 376; e da EPR Litoral Pioneiro no lote 2, com o telefone 0800 277 0153. São os serviços gratuitos de guinchos mecânicos leves e pesados, veículos de inspeção de tráfego, veículo de apoio ao usuário, caminhão-pipa para auxiliar o Corpo de Bombeiros, caminhão boiadeiro para lidar com animais soltos na pista, e também ambulâncias. ANEL – Nas demais rodovias federais e estaduais do antigo Anel de Integração, o DER/PR continua atuando com os serviços gratuitos de guinchos, veículo de inspeção, veículo de apoio, caminhão pipa e veículo para lidar com animais soltos na pista, que podem ser acionados pelo telefone 0800-400-0404. CONCESSÕES PARANÁ Com início das concessões, atendimento aos usuários tem novos 0800 nos lotes 1 e 2 Os trechos com cobertura do DER/PR incluem a BR-277 entre Prudentópolis (Trevo do Relógio) até Foz do Iguaçu; BR-369 entre Cornélio Procópio e Apucarana; BR-376 entre Balsa Nova (São Luiz do Purunã) e Nova Londrina; PR-317 e BR-369 entre Maringá e Cascavel; além dos trechos de rodovias conectando estes corredores logísticos e rodovias de acesso aos mesmos. A operação de tráfego rodoviário pelo DER/ PR no antigo Anel de Integração começou em março de 2022, cobrindo uma malha de 2.470,97 quilômetros de rodovias federais e estaduais. Já foram realizados 160.278 atendimentos: 81.355 somente na BR-277; 29.725 na BR-376; 16.760 na BR-369; 6.036 na BR-373; e 5.953 na PR-151. Os atendimentos mais comuns são pane mecânica, ressolagem de pneus na pista, acidentes sem vítima, materiais diversos fora da pista, pneu furado/danificado, sinalização danificada ou inexistente, buraco no pavimento e acidentes com vítima. O DER/PR firmou seis contratos para prestar os serviços, cobrindo os mesmos trechos atendidos pelos antigos seis lotes de concessão, e um contrato para administrar os atendimentos por meio de Centro de Operações Integradas (COI). Já foram investidos R$ 201.346.621,97 nestas atividades. Fo to s: AS CO M D ER /P R OPERAÇÃO PARANÁ OBRAS Os dois novos lotes de concessão de rodovias vão realizar investimentos em obras e conservação em um total de aproximadamente R$ 30 bilhões pelos próximos 30 anos, com todas as obras devendo ser realizadas ainda na primeira década. No ano passado a Agência Estadual de Notícias publicou uma série sobre as principais obras previstas para os dois lotes, confira: Lote 1 (Via Araucária) Lote 1 contempla Contorno Sul de Curitiba com quatro faixas e duplicação do Contorno Norte Lote 1 da nova concessão terá 156 km de duplicação na BR-277, entre Curitiba e Prudentópolis Lote 1 vai modernizar conexões de Araucária, Porto Amazonas, Campo Largo e Lapa, na RMC Lote 1 prevê duplicação e 21 viadutos e passarelas entre Ponta Grossa e Prudentópolis Mapa indicando a localização das principais obras Lote 2 (EPR Litoral Pioneiro) Lote 2 garante pista tripla entre Curitiba e Paranaguá nos primeiros anos do contrato Lote 2 prevê duplicações, ciclovias e melhorias no perímetro urbano de Paranaguá Lote 2 prevê duplicação de 13 km da PR-407, principal acesso para Pontal do Paraná, no Litoral Lote 2 terá 71,5 km de duplicações e 35 viadutos entre Ponta Grossa e Sengés Lote 2 terá 174 km de duplicação entre Jaguariaíva e Jacarezinho, fortalecendo o Norte Pioneiro Lote 2 vai concluir a duplicação da BR-369 de Cornélio Procópio até a divisa com São Paulo Mapa indicando a localização das principais obras. Foto e Fonte: DER/PR RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS102 103 SENATRAN RODOVIDA: SENATRAN REGISTRA 2.766 AÇÕES EM PROL DE UM TRÂNSITO MAIS SEGURO EM TODO BRASIL TRÂNSITO De dezembro de 2023 a fevereiro de 2024, a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) conduziu o programa Rodovida, que reuniu os principais integrantes do Sistema Nacional de Trânsito (SNT) em um esforço conjunto para reduzir o número de mortes e lesões em vias urbanas e rodovias de todo país, por meio da intensifi cação de ações de fi scalização e atividades educativas. Como resultado, o programa contou com 2.766 ações registradas por 42 órgãos e entidades de trânsito, distribuídos por 459 municípios brasileiros. “Pela primeira vez, a Senatran esteve à frente da organização do Rodovida, o que resultou numa maior participação por parte de parceiros de organismos públicos e privados, além de um maior alcance da campanha em todo país.” Adrualdo Catão Secretário nacional de Trânsito FISCALIZAÇÃO E EDUCAÇÃO Fo to s: M ar ci o Fe rr ei ra /M T O programa Rodovida busca atender às diretrizes básicas do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), cuja meta é reduzir em ao menos 50% o total de ocorrências graves, com mortos e feridos, até 2030. A iniciativa conta com a participação de órgãos e entidades como a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), além de órgãos rodoviários, estaduais e municipais de trânsito. Entre as ações e temas abordados pela fi scalização e atividades educativas da edição 2023/2024 do Rodovida se destacam a coibição às seguintes infrações: • Excesso de velocidade; • Ultrapassagens proibidas; • Uso de álcool; • Descumprimento do tempo de direção dos motoristas profi ssionais;• Transporte ilegal de passageiros; • Não uso de cinto de segurança; • Transporte inadequado de crianças em veículos automotores; • Utilização do celular pelos condutores; • Não uso de equipamento de proteção por motociclistas, como capacete adequado; • Falta de cuidado com os mais vulneráveis no trânsito (pedestres, ciclistas e motociclistas); • Uso incorreto da cadeirinha para crianças; • Condução insegura, especialmente por motofretistas e ciclofretistas. “Pela primeira vez, a Senatran esteve à frente da organização do Rodovida, o que resultou numa maior participação por parte de parceiros de organismos públicos e privados, além de um maior alcance da campanha em todo país”, afi rmou o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão. RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS104 105 B3 - SÃO PAULO MOBILIDADE URBANA Consórcio C2 Mobilidade Sobre Trilhos vence leilão do Trem Intercidades Eixo Norte, Tarcísio de Freitas bate o martelo em leilão na B3; projeto ainda contempla Trem Intermetropolitano entre Campinas e Jundiaí e Linha 7-Rubi O primeiro leilão do Governo de São Paulo em 2024 atraiu dois grandes grupos em único consórcio formado pela brasileira Comporte Participações S.A. e a chinesa CRRC Hong Kong. Além do Trem Intercidades, que é o serviço expresso ligando a capital à maior metrópole do interior paulista, o empreendimento engloba a implantação do Trem Intermetropolitano (TIM), entre Campinas e Jundiaí, e a concessão da Linha 7-Rubi, atualmente operada pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A proposta vencedora apresentou deságio – desconto sobre o valor a ser pago pelo Estado – de 0,01% pela contraprestação dos serviços públicos de R$ 8,06 bilhões, na data-base 2024. Já o aporte do Governo de São Paulo no empreendimento será mantido no montante inicial previsto de R$ 8,98 bilhões, conforme valores atualizados. “É uma honra para todos nós do consórcio C2, composto pela Comporte Participações e CRRC. Não seria possível dar sequência e participarmos sem que estivéssemos com total confi ança no trabalho de excelente condução por parte do Governo do Estado de São Paulo. É uma honra poder gerar exemplos para que outros venham contribuir para o crescimento do estado e da nossa nação”, disse José Efraim Neves da Silva, diretor institucional da Comporte e coordenador geral do consórcio. Fo to s: (C ré di to : M ar co s R od rig ue s) “Este projeto é emblemático porque é o primeiro, é inovador, é vanguarda. É o primeiro trem de média velocidade do Brasil e vem logo com três serviços: a Linha 7-Rubi, o Trem Intermetropolitano na região de Campinas e Jundiaí e o trem expresso de Campinas a São Paulo. Imagine como a vida das pessoas vai mudar. É um projeto muito relevante em termos de mobilidade e abre um ciclo de novos investimentos em infraestrutura ferroviária e transporte de passageiros.” Tarcísio de Freitas, Governador de São Paulo MOBILIDADE SOBRE TRILHOS COMO VAI SER O Trem Intercidades Eixo Norte vai operar em um trecho de 101 km de extensão, melhorando e ampliando a mobilidade entre as regiões metropolitanas de São Paulo, Jundiaí e Campinas. O serviço expresso vai funcionar entre a estação Palmeiras-Barra Funda, na capital, e um novo terminal ferroviário em Campinas, com uma parada curta em Jundiaí e 64 minutos de viagem. O Trem Intercidades Eixo Norte terá capacidade para transportar até 860 passageiros por viagem e será o mais rápido do Brasil, alcançando até 140 km/h. Já o Trem Intermetropolitano será um serviço parador com estações em Jundiaí, Louveira, Vinhedo, Valinhos e Campinas. Com operação prevista de sete novos trens, o percurso será de 44 km e tempo de deslocamento estimado de 33 minutos. O serviço parador terá velocidade média prevista de 80 km/h, com capacidade para transportar 2.048 passageiros em cada trem. A nova concessionária também será responsável pela operação da Linha 7-Rubi, que registrou cerca de 99 milhões de passageiros em 2023. Com extensão de 57 km e 17 estações, o ramal liga Jundiaí à estação Palmeiras-Barra Funda, na capital. O Governo de São Paulo estima que a concessão irá atender aproximadamente 400 mil pessoas por dia. Ao todo, o empreendimento do Trem Intercidades Eixo Norte irá benefi ciar cerca de 15 milhões de pessoas em 11 municípios e gerar mais de 10,5 mil empregos, entre diretos, indiretos e induzidos. “Esse projeto é histórico e vai mudar a história não só de Campinas, mas de toda a região metropolitana. Imagine a qualidade de vida que vão ter as pessoas que poderão usar esse transporte, que moram em uma cidade e trabalham em outra. Então, quero agradecer a todos que contribuíram com esse projeto”, disse Rafael Benini, secretário estadual de Parcerias e Investimentos. TARIFAS JUSTAS Em relação às tarifas, o edital de concessão prevê valor médio de R$ 50 ou menos para o serviço expresso entre São Paulo e Campinas e de R$ 14,05 para o serviço parador intermetropolitano. Já o bilhete da Linha 7-Rubi seguirá a tarifa pública, atualmente de R$ 5. Os aprimoramentos garantem receita mínima para a operação do Trem Intercidades e tornam o modal mais competitivo, com modicidade tarifária para os usuários de cada um dos três serviços. Foto e Fonte: Do Portal do Governo SP O governador Tarcísio de Freitas voltou à sede da B3 para bater o martelo no leilão internacional de concessão do Trem Intercidades Eixo Norte, que vai ligar a cidade de São Paulo a Campinas. O consórcio C2 Mobilidade Sobre Trilhos será responsável pela operação, manutenção, modernização e exploração das receitas geradas por 30 anos pelo transporte ferroviário de passageiros entre São Paulo e Campinas. O investimento estimado é de R$ 14,2 bilhões, em valor atualizado pelo IPCA em 2024. “Este projeto é emblemático porque é o primeiro, é inovador, é vanguarda. É o primeiro trem de média velocidade do Brasil e vem logo com três serviços: a Linha 7-Rubi, o Trem Intermetropolitano na região de Campinas e Jundiaí e o trem expresso de Campinas a São Paulo. Imagine como a vida das pessoas vai mudar. É um projeto muito relevante em termos de mobilidade e abre um ciclo de novos investimentos em infraestrutura ferroviária e transporte de passageiros”, afi rmou Tarcísio. O certame na B3 também reuniu o vice- governador Felicio Ramuth, secretários estaduais, dirigentes de empresas do Governo de São Paulo, deputados, prefeitos e diretores do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), órgão do governo federal que aprovou fi nanciamento de R$ 6,8 bilhões – em valores atualizados – para o Trem Intercidades Eixo Norte. em tempo *Relatório Global do iRAP, enviado para Rodovias&Vias, reproduzido parcialmente em versão livre do original em inglês. RODOVIAS&VIAS106 RODOVIAS&VIAS106 PARCERIAS DE SUCESSO Com impactos em 178 países, 3,6 milhões de Km de avaliações em segurança viária, 69 mil pessoas treinadas e 101 Bilhões de dólares em investimentos em infraestrutura executados de forma mais segura, duas vezes ao ano, o iRAP analisa seus sistemas globais e consulta seus parceiros para preparar uma análise compreensível das atividades de suas parcerias por todo o globo para eliminar rodovias de alto risco. Uma tarefa importante, para guiar e quantifi car o impacto colaborativo e o retorno em investimentos, bem como celebrar os sucessos por todo o mundo. Graças ao suporte do maior doador, a FIA Foundation e os apoiadores Global Road Safety Facility; 3M, Prudence Foundation; Aleatica Foundation; Millennium Challenge Corporation; Banco Europeu de Investimentos e FedEx e ao esforço de 30.300 parceiros em todo o mundo, os resultados são inspiradores, cujos destaques incluem: a avaliação de segurança rodoviária em 126 países, somando 1,8 milhões de Km de rodovias inseridas no índice de avaliação por estrelas, 1,8 milhões de Km inseridos em mapas de risco de acidentes, entre outros. ATUAÇÃO DNIT Entre outros númerosde grande vulto, o documento destaca ainda: “Os resultados dos 54,5 mil Km de avaliações que estão moldando investimentos que estima-se, podem prevenir 150 mil fatalidades e ferimentos graves em um período de 20 anos, gerando benefícios econômicos da ordem de R$ 45 bilhões”, registra o relatório, que integra parte do esforço do iRAP, com horizonte fi xado em 2030, pelo pacto pela redução em 50%, do número de mortes e acidentes no trânsito da ONU (dentro das metas de Objetivos de Desenvolvimentos Sustentável), compromisso do qual o Brasil é signatário e cuja participação do próprio DNIT e de outras instituições brasileiras como Senatran, são essenciais para atingir. O relatório completo pode ser acessado pelo QR Code: International Road Assessment Programme - iRAP, divulga resultados globais obtidos com seus esforços direcionados à prevenção de acidentes e o uso de sua metodologia. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT - é destaque. RODOVIAS&VIAS RODOVIAS&VIAS108 109 22 24> OUTUBRO 2024 FAÇA PARTE DA PAVING 03 DIAS DE MUITO CONHECIMENTO E NEGÓCIOS. paving.com.br @paving.expo + 55 11 2501-2688 info@stofeiras.com.br CONTORNO MESTRE ÁLVARO DNIT Com a presença do presidente Lula, do ministro dos Transportes Renan Filho, do Governador do estado do Espírito Santo, Renato Casagrande; do Diretor-Geral do DNIT, Fabricio Galvão e do Superintendente do DNIT no Espírito Santo, Romeu Scheibe Neto, ainda no fi nal de 2023, uma obra há anos aguardada foi fi nalmente liberada para o tráfego da região do município de Serra, no Espírito Santo. Inaugurado pelo DNIT - O Contorno do Mestre Álvaro, de 19,7 Km, que conecta a onipresente BR-101 ao bairro Chapada Grande seguindo até o bairro Jacuhy, recebeu investimentos de mais de R$ 500 milhões. A expectativa é que, os mais de 50 mil veículos que trafegam pelo perímetro (e que contempla praticamente todos os 2 milhões de habitantes da Região Metropolitana de Vitória, incluindo Cariacica), passem a realizar o trajeto em até metade do tempo, considerando a capacidade do complexo de desviar por volta de 15 mil veículos, oferecendo mais segurança e fluidez. Com sete interseções executadas em pavimento fl exível, a pista construída em concreto, possui duas faixas de rolamento em cada sentido, faixa de segurança interna e acostamento externo, além de 3 vias elevadas para travessia em áreas de preservação e 40 passa faunas subterrâneos, para assegurar o livre trânsito de espécies endêmicas. “Quando uma via como a do Mestre Álvaro é inaugurada, se torna uma alternativa mais célere, mais rápida e segura, os próprios aplicativos de mapas mostram aos motoristas caminhos de trânsito menos intenso”, avaliou o superintendente do DNIT/ES, Romeu Scheibe Neto. em tempo Fo to s: Ri ca rd o St uc ke rt Fo to : R ed es S oc ia is DIÁLOGO E UNIÃO PELO BEM DE MINAS GERAIS Ministro Renan Filho, visita o DNIT/MG e conversa com Antonio Gabriel dos Santos, superintendente e os servidores, o encontro teve como principal objetivo discutir projetos e obras em andamento no estado, visando o aprimoramento e a efi ciência das iniciativas de transporte e mobilidade. O Ministro destacou a importância estratégica de Minas Gerais para a malha viária nacional e reafi rmou o compromisso do governo em investir na melhoria da infraestrutura de transportes do estado. Durante a visita, foram abordados diversos temas, incluindo a manutenção de rodovias, a realização de novas obras de ampliação e modernização, bem como a implementação de medidas para garantir a segurança e a fluidez do tráfego. Além disso, foram debatidas estratégias para otimizar os recursos disponíveis e acelerar o cronograma de execução dos projetos em andamento. Fo to s: Lu iz Si qu ei ra /M T RODOVIAS&VIAS 111RODOVIAS&VIAS110 RODOVIAS&VIAS110 O número “100” representa a Classe de Velocidade a que o dispositivo é projetado, sendo que são necessários dois “crashtest”, um com a velocidade de 35 km/h, obrigatório para saber se o produto é colapsível e outro escolhendo a velocidade de 50 km/h, 70 km/h ou 100 km/h. No caso do exemplo a velocidade escolhida é de 100 km/h significando que o produto está certificado para estradas de qualquer velocidade. Se fosse 50 km/h o produto somente poderia ser utilizado para rodovias de velocidade máxima de até 50 km/h. As letras “NE” dizem respeito à absorção de energia cinética oriunda do impacto podendo ser “HE” quando houver alta absorção de energia, ‘’LE” baixa absorção de energia ou “NE” nenhuma absorção de energia. A letra “C” indica o nível de segurança do ocupante. Tem a ver com a velocidade teórica do impacto da cabeça. Quanto mais baixa essa velocidade tanto maior o nível de segurança do ocupante. Este nível é qualificado pelas letras “A” até “E”. O nível “C” é o melhor nível para dispositivos que sofrem cisalhamento quando do impacto e o nível “A” é o melhor nível para dispositivos que sofrem distorção quando impactados. O “X” é relativo à fundação do sistema. Ela pode ser em concreto, em solo ou ambos, mas, se é representado pela letra “X” indica que a fundação trabalha para que a colapsividade exista e, portanto, faz parte dos cálculos proprietários do fabricante. A sigla “SE” demonstra o modo de colapso do dispositivo, se é cisalhante ou por deformação, no caso do exemplo, é por cisalhamento. As letras “MD” indicam a classe de direção que podem ser no sentido do tráfego com ângulo de entrada de 20º (“SD”), nos dois Consultor Técnico Sênior ARTIGO CERTIFICAÇÃO DE PRODUTOS DE SEGURANÇA PASSIVA Após a publicação da norma brasileira ABNT NBR 15486:2016, novos conceitos foram introduzidos na sinalização vertical das rodovias brasileiras. O que era comumente chamada de placa de sinalização transformou-se em um sistema de sinalização vertical. Basicamente, antes da publicação da norma, o item mais importante era a placa propriamente dita resumindo a importância da sinalização vertical na retrorrefletividade das películas e o restante era considerado acessório. A norma consagrou o conceito de “Rodovias que Perdoam” e, desta forma, tudo que diz respeito à infraestrutura do lado da via passou a ter relevância para minimizar os efeitos de um sinistro envolvendo o impacto de um veículo e um obstáculo fixo. Essa mudança de conceito fez surgir o sistema de sinalização vertical que passou a ser considerado como sendo composto da película refletiva, do substrato para sua adesivação, dos elementos de fixação da placa no suporte, do suporte e da fundação necessária para manter todo o sistema firme e no prumo. A sinalização se tornou parte integrante da segurança passiva que além de satisfazer as exigências que compõem a sinalização vertical também tem a obrigatoriedade de suprir todos os itens estabelecidos para que se torne um sistema de segurança passiva, conhecido no Brasil como colapsível. Ser colapsível não é simplesmente ser destruída pelo impacto do veículo no sistema e sim cumprir com uma série de exigências de engenharia estabelecidos através de normas técnicas e de cálculos matemáticos. Isso dá ao produto a certificação necessária para ser um dispositivo de segurança passiva. Para um produto ser considerado como integrante da segurança passiva ele precisa ser ensaiado de acordo parâmetros de norma técnica europeia ou americana. No caso europeu a norma técnica é a EN 12767 que estabelece: CURRICULUM VALTER VENDRAMIN - Mestre em Ciências e Pós graduado em Gestão Pública, Diretor Institucional da Renovaurb Valter Luiz Vendramin, foi designado como Coordenador da Comissão de Dispositivos Auxiliares do Comitê Brasileiro 16 (CB16) da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT para o ano de 2024.. • Classe de velocidade => Obrigatório: 35km/h • Escolher uma: 100 km/h – 70 km/h – 50 km/h; • Previsibilidade; • Mecanismo de ativação => modo de colapso • THIV e ASI => Velocidadeteórica de impacto da cabeça e Índice de severidade da aceleração; • VE – Velocidade de Saída => Categoria de absorção de energia; • Risco de afundamento do teto; • Estabilidade pós impacto; • Classe de direção => Simples; dupla ou múltipla; • Tipo de fundação, comumente feita especialmente para o dispositivo. Esses itens são conseguidos através de ensaios de “crashtest” que ao final são resumidos em uma série de números e letras que traduzem os resultados dos ensaios. Vamos analisar o exemplo de uma certificação com o seguinte resultado: sentidos, mão e contramão, com ângulo de entrada de 20º (“DD”) e multidirecional (“MD”) quando o impacto pode ser em qualquer direção e em qualquer ângulo de entrada. Por último o número “0” que indica se houve reentrância no teto por ocasião do impacto. O número “0” significa que pode ter havido um rebaixamento de até cinco centímetros. Para rebaixamentos maiores do que dez centímetros a representação é feita pelo número “1”. Caso isso ocorra, será necessária uma verificação para identificar se o afundamento não provocará lesões nos ocupantes. Pelo entendimento das letras e números que representam uma certificação pode-se concluir que um dispositivo levado a ensaios de “crashtest” representa um avanço significativo na segurança viária. Não basta simplesmente aceitar de um representante que seu produto é de segurança passiva, deverá ser demonstrado através do certificado coom Marca “CE”, que em seu anexo discriminara os laudos de ensaios e do entendimento do significado do resumo dos ensaios o nível de segurança que o dispositivo alcança. O PNATRANS – Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito estabelece conceitualmente que “a responsabilidade é compartilhada por quem projeta, constrói, gerencia, fiscaliza e usa as vias e os veículos e pelos agentes responsáveis pelo atendimento às vítimas”. Esse compartilhamento não deve ser relegado e, sim, considerado de suma importância por todos nós que atuamos ou de alguma forma estamos incluídos no trânsito e estabelecer a obrigatoriedade de acatar e utilizar os conceitos incluídos nas normas técnicas vigentes é uma política de segurança viária que salva vidas. 100-NE-C-X-SE-MD-0 Valter Luiz Vendramin RODOVIAS&VIAS 113RODOVIAS&VIAS112 RODOVIAS&VIAS112 Importante ressaltar que isso ocorre não só pelo desconhecimento técnico mas, também, pelo receio de que a inclusão de um material novo seja vista como uma “restrição à competitividade”, quando, na realidade, deveria ser entendido como um incentivo ao desenvolvimento tecnológico e à inovação técnica, conforme previsto em nossa Constituição Federal, onde, no artigo 218, é determinado o fomento da tecnologia pelo ente federativo. Logo, o incentivo que as empresas do setor possuem para buscar novos produtos de engenharia de tráfego e segurança viária é deveras limitado, haja vista que uma boa parte da Administração Pública, pouco se preocupa em aprimorar e aplicar novas técnicas e remunerar, adequadamente, seus fornecedores por essa inovação. A realidade é que não estamos apenas diante de uma “falta de incentivo” para desenvolvimento de novas tecnologias para a engenharia e infraestrutura de tráfego, mas, sim, de um verdadeiro desestímulo, pois as empresas não se veem encorajadas e provocadas a dispender seus recursos em produtos que não serão inseridos nos certames licitatórios tão cedo. No entanto, cada vez mais, é necessário mudar essa ideia, pois, além de desincentivar as empresas, a cópia de editais e termos de referência padrões, com itens que não atendem às necessidades, estabelecem materiais de baixo custo e não possuem critérios técnicos adequados para serem licitados, podem significar – inicialmente –, uma economia aos cofres públicos, mas a médio e longo prazo, significam o abandono do contrato, o refazimento de serviços, o aumento de sinistros de trânsito, além de, muitas vezes, significar a perda de vidas. Assim, temos que a sinalização viária não pode mais ser vista apenas como o enfeite de uma via, mas sim, deve ser considerada como um importante fator de segurança para a população, onde quem contrata deve buscar sempre a inclusão de novas tecnologias e os melhores produtos e soluções para as vias que tem sob sua jurisdição, uma vez que o aprimoramento e modernização da engenharia de tráfego e segurança viária, garantem a orientação adequada aos usuários das rodovias, possibilitando maior segurança e melhor fluidez ao tráfego, entregando como maior resultado, a redução de sinistros. novos materiais, pelo emaranhado de restrições jurídicas e falta de interesse de muitos que estão neste meio, porque “dá muito trabalho” e há um grande déficit de pessoas com conhecimento da área em atuação e que ainda acreditam que a sinalização viária nada mais é do que “a maquiagem da via” e que não demanda expertise e nem produtos de qualidade para sua aplicação. Por isso, a atuação de associações responsáveis pela normatização técnica e que buscam a mobilização do setor para promover a melhores técnicas de desempenho para a segurança viária desenvolvem um papel fundamental, pois devem buscar e normatizar novos materiais para que as empresas do segmento sejam provocadas e incentivadas a evoluir tecnicamente e aplicar essas novas técnicas no mercado. Do mesmo modo, a responsabilidade cabe também aos Órgãos Públicos que licitam o serviço de engenharia de tráfego e segurança viária, uma vez que necessitam dimensionar sua real necessidade e saber quais os serviços e materiais que serão as melhores soluções para as situações encontradas no campo. E isso só se faz (e se conhece) com a análise individualizada de cada trecho, haja vista que cada local tem uma necessidade particular de acordo com a quantidade de veículos, tipo de pavimento, pontos críticos, clima, vegetação, entre outras diversas variáveis. Por isso, é necessário que as licitações para contratação de serviços de engenharia de tráfego e segurança viária estejam respaldadas por projetos de mobilidade urbana, desenvolvidos por empresas e profissionais com experiência no ramo, com base nos quais os servidores públicos terão condições de licitar soluções técnicas e produtos normatizados, assim como dimensionar quantidades que refletem a real necessidade da via, comprometidos com a segurança dos usuários. Não podemos mais utilizar editais “padrões” e termos de referência copiados que não detenham a necessidade das vias e contenham apenas itens de baixo custo, utilizando-se de especificações de materiais antigos ou, às vezes, em desuso, que pouco – para não se dizer “nada” – contribuem para a segurança viária e, menos ainda, para o desenvolvimento de novas tecnologias. ARTIGO A MUDANÇA DO SIGNIFICADO DE “SINALIZAÇÃO VIÁRIA” AO LONGO DAS ÚLTIMAS DÉCADAS E A NECESSIDADE DE INCENTIVO ÀS NOVAS TECNOLOGIAS PARA ENGENHARIA DE TRÁFEGO E SEGURANÇA VIÁRIA “Todos os caminhos levam a Roma” – ditado antigo e que nos faz pensar em quão antiga é a estruturação das vias com o propósito de direcionar e organizar as pessoas e meios de transporte ao destino que lhes interessa. Com o caminhar da história, podemos perceber que a sociedade sempre se organizou de forma a demonstrar o percurso a ser feito para que o ser humano chegue ao seu destino final. Na época do Império Romano as “placas indicativas” eram gravações em pedras/colunas. No século XVII, em Portugal, surgiu a necessidade de o tráfego começar a ser regulado e, após a Revolução Industrial, foi que a sinalização de trânsito teve seu maior impacto, já que as cidades europeias e norte americanas iniciaram um longo processo de modernização e suas vias, não mais suportavam o crescimento populacional e a grande quantidade de veículos que circulavam por elas. Não por outro motivo, os gestores urbanos começaram a buscar novas formas de melhorar a ordem e estrutura de onde as pessoas trafegariam. Foi nessemomento que foram iniciadas as pinturas de faixas, instalados semáforos e placas de sinalização, assim como foram criadas as primeiras leis de regulamentação do trânsito, visando controlar os fluxos e oferecer mais segurança para a população. Os sinais de trânsito, tais como os conhecidos atualmente, são resultado de mais de um século de trabalhos realizados em conferências e reuniões internacionais que procuraram padronizar o seu uso, através de acordos cada vez mais completos e detalhados, com foco na segurança e trafegabilidade. Assim, com o passar das épocas, entendeu- se que a sinalização não se trata de uma simples “maquiagem da via”, mas de uma área da engenharia que demanda conhecimento científico e, como tal, está sempre em constante mudança e evolução, pois, muito mais do que sinalizar, esses elementos formam uma linguagem universal que objetivam orientar seres humanos, oferecendo- lhes maior segurança em seus caminhos. Atualmente, o Brasil conta com uma enorme frota de veículos diariamente nas ruas. Segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito do Ministério da Infraestrutura disponível no site do IBGE , até o ano de 2022, o número de veículos registrados no país supera 60 (sessenta) milhões. Agora, para entender a essencialidade da sinalização, imagine: seria possível se deslocar com segurança, principalmente nos grandes centros urbanos e em rodovias, sem uma sinalização adequada e que oriente corretamente os usuários? Com certeza não! Certamente, a ausência dessa forma de linguagem, causaria um verdadeiro caos e seria responsável por uma infinidade de sinistros, podendo ocasionar lesões e mortes em todo o país, tornando impossível a trafegabilidade, quanto mais de forma segura. Os sinistros de trânsito são considerados um problema de saúde pública, já que, quando ocorrem, envolvem desde o atendimento pré- hospitalar na Rede de Urgência e Emergência, até a reabilitação dos sobreviventes e as possíveis consequências socioemocionais e econômicas, tanto para as vítimas quanto para suas famílias e locais afetados. Logo, não há dúvidas acerca da importância que a sinalização representa para toda a população mundial e, como tudo, a engenharia de tráfego e segurança viária também deve acompanhar as necessidades temporais e individualidade de cada local e a tecnologia disponível no mercado, um ideal que algumas empresas do ramo incorporam e vem tentando fomentar, através de debates com pioneiros do ramo, manifestações em certames licitatórios, investimento em profissionais de destaque no setor e busca de novas técnicas que alcancem resultados que atendam as demandas das vias e rodovias em âmbito nacional, no intuito de, cada vez mais, aumentar a segurança aos usuários. Há muitas pessoas que atuam com seriedade e comprometimento e entendem toda a engenharia, estudo, conceitos técnicos e trabalho que há por detrás de uma placa instalada na uma rodovia ou na cadência das tachas nas vias, por exemplo. Mas, para leigos no assunto, as placas “brotam” e as faixas “afloram”, e apenas percebem a importância da sinalização viária quando não a encontram nas vias. Assim, infelizmente, esse caráter de inovação não é uma regra no Brasil. No nosso país, há uma grande dificuldade em se desenvolver e utilizar Por Pedro Peres, Gabriele Seffrin e Mariana Pirih Peres ¹ https://cidades.ibge.gov.br/brasil/pesquisa/22/28120 - Acesso em 22/02/2024, às 16h04. Especialistas em Direito de Segurança Viária