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Geografia. 
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 1 
157 
SUMÁRIO 
00. Bate Papo Inicial. ......................................................................................................... 2 
1. Agricultura: Aspectos Gerais e Limitantes Físicos. .......................................................... 3 
2. Solos. ............................................................................................................................. 4 
2.1. Os Solos do Brasil ....................................................................................................................... 5 
3. Agronegócio. .................................................................................................................. 6 
3.1. A Biotecnologia .......................................................................................................................... 7 
3.2. A Polêmica dos Transgênicos e a Lei de Biossegurança............................................................. 8 
4. Modelos Agrícolas. ...................................................................................................... 10 
5. Agricultura Intensiva Não Mecanizada. ........................................................................ 12 
6. Impactos Sociais e Naturais da Atividade Agrícola. ...................................................... 13 
7. A Agricultura no Brasil. ................................................................................................ 16 
7.1. Contexto Atual .......................................................................................................................... 16 
7.2. Principais Cultivos Permanentes e Temporários ...................................................................... 16 
7.2.1. Lavouras Temporárias. ......................................................................................................................................... 16 
7.2.2. Lavouras Permanentes ......................................................................................................................................... 22 
8. A Pecuária Brasileira. ................................................................................................... 30 
8.1. Bovinos ..................................................................................................................................... 30 
8.2. Suínos ....................................................................................................................................... 31 
8.3. Caprinos e Ovinos ..................................................................................................................... 31 
9. Texto Complementar. .................................................................................................. 34 
10. Exercícios. .................................................................................................................. 35 
11. Considerações Finais. ............................................................................................... 157 
 
 
 
 
 
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00. BATE PAPO INICIAL. 
 Olá amigo concurseiro. É com muita alegria que o recebo novamente. Estudar as aulas 
anteriores é fundamental para que você possa compreender muitas das coisas que vamos tratar 
aqui. Leia com atenção seu texto de apoio e assista as vídeo-aulas. Leia e releia e pratique 
exercícios. Aos poucos o conteúdo básico vai ficar retido na sua memória. Claro que para isso é 
muito importante você fazer suas próprias anotações, ou em forma de resumo ou anotações nos 
exercícios, não importa, você escolhe. O importante é estudarmos bastante e nos concentrarmos 
nos estudos. Estimule sua disciplina e procure motivação pensando em seus sonhos. Bons estudos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1. AGRICULTURA: ASPECTOS GERAIS E LIMITANTES FÍSICOS. 
Agricultura surgiu no Egito Antigo e na Mesopotâmia. Desenvolveu-se a aproximadamente 
5.000 anos atrás nas margens das grandes planícies fluviais. O Egito é uma dádiva do Nilo, como 
dizia o historiador grego Heródoto, e na mesopotâmia nos vales férteis dádivas dos Rios Tigre e 
Eufrates. A revolução agrícola foi uma das principais revoluções promovidas pela inteligência 
humana. O controle da natureza e da produção de alimentos teve como consequência a 
sedentarização do homem. Além de fixar o homem à terra possibilitou um grande aumento 
populacional devido à maior oferta de alimentos. 
A maior parte do planeta pratica a agricultura, com exceção de algumas sociedades tribais 
ainda existentes pelo mundo, como tribos nômades africanas e algumas tribos amazônicas. Nas 
áreas no planeta que não se praticam atividades agrícolas, é porque existe algum elemento natural 
que limita a prática da agricultura, como nos grandes desertos, topos de montanhas e regiões 
glaciais. O principal elemento natural que limita a agricultura é o clima. Outro fator limitante são os 
solos. De acordo com a profundidade e fertilidade podemos produzir ou não. 
 
 
 
 
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2. SOLOS. 
Os solos são o resultado da rocha decomposta misturada à matéria orgânica. Vários fatores 
podem interferir na fertilidade dos solos como o tipo de rocha, quantidade de matéria orgânica e 
microorganismos. Os solos também são divididos em solos maduros, que são mais desenvolvidos e 
profundos (latossolos) e solos imaturos e pouco desenvolvidos (litossolos). A profundidade dos 
solos está diretamente ligada às zonas climáticas em que estão localizados. Nas zonas tropicais 
temos maiores temperaturas e uma maior quantidade de chuvas, consequentemente um processo 
erosivo mais intenso. Portanto quanto maior a temperatura e a pluviosidade os solos são mais 
profundos. É importante lembrar que assim como o petróleo os solos são recursos naturais não 
renováveis. A perda de solo está entre os grandes problemas provocados pela agricultura (devido 
ao desmatamento e às culturas temporárias). São bilhões de toneladas de solos perdidos todo ano 
no mundo. 
 
 Exemplos de solos férteis no mundo: 
 
 Tchernoziom (solo negro): Encontrado nas pradarias temperadas do leste 
 europeu. É um solo profundo e muito rico em matéria orgânica. Encontramos 
este solo destacadamente na Ucrânia, Romênia e Rússia europeia. 
Solos aluviais fluviais: são os solos encontrados nas regiões dos vales de grandes rios. São 
chamados aluviais, pois são formados por sedimentos rochosos trazidos pelo rio de diversas 
regiões (quando são solos de rochas do local em que se encontram são solos eluviais). São 
exemplos os solos das grandes planícies férteis asiáticas como os solos às margens do Rio 
Ganges (Índia), Rio Indo (Paquistão), Rio amarelo e azul (China). 
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Solo Loëss (solos aluviais eólicos): São solos profundos formados por sedimentos trazidos de 
várias regiões (aluviais) pelo vento (eólicos). Possui cor amarelada e é muito fértil. 
Encontrado na China na região da Manchúria. 
 
2.1. OS SOLOS DO BRASIL 
 Solo de Massapê: Solo fértil resultado da decomposição do calcário e do gnaisse. 
Encontrado no litoral nordestino (zona da mata). Foi na zona da mata pernambucana em 
que foi implantado com sucesso o plantation de cana de açúcar pelos portugueses. 
 Terra Roxa: Solo fértil resultado da decomposição do Basalto (Rocha vulcânica). Encontrado 
principalmente no estado de São Paulo e Paraná. No século XIX foi quando teve início o ciclo 
do café em terras do RJ e SP. O café foi cultivado principalmente neste solo fértil. 
 O solo do cerrado: É um solo imaturo, ou seja, pouco desenvolvido (litossolo). É também 
um solo ácido e precisa ser tratado com o método da calagem (jogar cal virgem no solo para 
neutralizar a acidez). 
O solo é dividido em horizontes. Quanto mais horizontes, mais profundo. Quanto mais se 
aprofundo no solo, mais pedregoso fica até chegarmos à rocha matriz (a rocha que deu origem 
àquele solo)/ 
 O solo da Amazônia: É uma confusão muito comum atribuirmos a megadiversidade 
amazônica à fertilidade dos seus solos, mas não é correto. Na verdade, os solos amazônicos 
são pouco férteis e toda a floresta está assentada em uma camada de matéria orgânica. 
Abaixo desta camada encontramos sedimentos arenosos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3. AGRONEGÓCIO. 
São todos os setores produtivos da cadeia agrícola. Estão incluídos no agronegócio por 
exemplo a lavoura mecanizada, mas também a indústria de maquinários agrícolas, adubos e 
fertilizantes. Inclusive o processamento final do alimento também é agronegócio, por exemplo, 
uma fábrica de sucos. 
 
A modernização tecnológica ao chegar ao campo promoveu mudanças incríveis. A 
agropecuária desenvolveu-se tanto em pesquisa, seleção e desenvolvimento de espécies 
cultiváveis como em métodos cada vez mais automatizados. O desenvolvimento de insumos 
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agrícolas como plantadeiras, aradeiras, colhedeiras e tratores, fertilizantes e agrotóxicos foi muito 
grande. Esta modernização no campo promoveu uma transformação estrutural da agricultura e 
aumentou muito a produtividade. Hoje a agropecuária se articula em modelos cada vez mais 
complexos que chamamos agroindústria ou simplesmente agronegócio. Como agronegócios 
podemos considerar toda a cadeia produtiva da agricultura, desde as áreas cultivadas altamente 
mecanizadas, como a indústria que produz os insumos (maquinários) e componentes químicos 
(fertilizantes e agrotóxicos). Também a indústria que processa o produto como um grande 
frigorífico ou fábrica de sucos. A modernização do campo e o aumento de produtividade que 
ocorreu na década de 60 e 70 chamaram de revolução verde. Esta modernização no campo 
começou a partir do desenvolvimento de novas técnicas e seleção de espécies para viabilizar a 
agricultura em regiões em que ela não era praticada por alguma limitação natural ou 
socioeconômica. 
A revolução verde contou com apoio da ONU, pois viu nela uma oportunidade para o 
aumento da produção de alimentos e a erradicação da fome no mundo. Infelizmente este objetivo 
não foi alcançado. A produtividade aumentou, mas principalmente a da agricultura comercial de 
exportação (plantation mecanizado). Na África, por exemplo, na região conhecida como SAHEL 
(região na transição do deserto para a savana e com os piores índices socioeconômicos do 
continente) ocorreu a expansão da agricultura, mas ela produz para exportação e não para suprir 
as necessidades da região. 
Os países pioneiros na revolução agrícola foram o México, Brasil, Índia e Tailândia. Todos 
estes países hoje são grandes produtores e exportadores agrícolas. Foi um amplo programa 
idealizado para aumentar a produção agrícola por meio de melhorias genéticas em sementes, 
desenvolvimento de sementes híbridas, mecanização e redução do custo de manejo agrícola. As 
grandes propriedades no Brasil e no mundo são essencialmente mono produtoras para 
exportação. O plantation normalmente produz poucos alimentos, ou nenhum. As lavouras de 
milho e soja, por exemplo, são destinadas à produção de ração. Os alimentos são produzidos 
principalmente pela agricultura familiar realizada nas pequenas propriedades. 
 
3.1. A BIOTECNOLOGIA 
São realizadas várias pesquisas em busca do melhoramento genético das plantas para 
selecionarmos as características mais desejáveis. Há as sementes híbridas e as sementes 
transgênicas. Os híbridos são vegetais selecionados e cruzados em laboratório, para conseguirmos 
assim plantas mais resistentes às pragas, ou maiores e mais suculentas. As plantas são cruzadas e 
selecionadas, mas não sofrem modificação genética. Já os transgênicos são OGMs (organismos 
geneticamente modificados). Selecionam e introduzem características desejáveis (mesmo que não 
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sejam naturais da espécie). Podem tornar as plantas resistentes à ação de pragas e a utilização de 
agrotóxicos, além de adaptá-las a condições climáticas e de solo específicas. Vamos ao exemplo 
dos transgênicos no Brasil. Somos atualmente o terceiro maior produtor mundial de Soja. Até 2005 
a soja, que é um cultivo tipicamente de climas temperados e era cultivada somente na região sul. 
Foi desenvolvida uma variedade de sementes transgênicas adaptadas ao clima tropical e ao solo do 
cerrado. Isso possibilitou a expansão da agricultura brasileira com base na produção da soja, que 
hoje ocupa uma grande área cultivada e suas lavouras possuem grande produtividade. 
 
3.2. A POLÊMICA DOS TRANSGÊNICOS E A LEI DE BIOSSEGURANÇA 
 
A nova tecnologia das plantas transgênicas, antes de serem liberadas pela lei, provocou um 
grande debate entre os cidadãos e cientistas sobre os possíveis impactos nocivos do uso destas 
sementes. São muitas as consequências e muito variadas, pois são tanto ambientais, econômicas e 
na saúde humana. As pesquisas realizadas sobre os impactos dos alimentos transgênicos na saúde 
humana não foram conclusivas, ou seja, foram liberados antes de sabermos se podem provocar 
efeitos nocivos. Os principais riscos dos transgênicos apontados são: Risco de cruzamento 
espontâneo, desaparecimento das espécies originais, dependência do produtor das grandes 
corporações, o problema bioético sobre patentes sobre organismos vivos. 
Para tentar minimizar os riscos na alimentação devido a possíveis mutações e adaptações dos 
transgênicos, foi criado na Noruega um banco de sementes chamado de “banco do fim do 
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mundo”, que reúnecoleções de sementes de todos os principais alimentos conhecidos pelo 
homem em sua variedade natural. Caso ocorra um problema imprevisto que possa comprometer a 
alimentação mundial, teremos armazenadas as matrizes genéticas originais. No Brasil enquanto o 
debate sobre os transgênicos ocorria foi aprovada no congresso a chamada Lei de Biossegurança, 
de 2005. Numa mesma lei foram aprovados dois temas polêmicos na época. O plantio de 
transgênicos e a pesquisa com células tronco (que contava com a resistência de grupos religiosos). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4. MODELOS AGRÍCOLAS. 
Há vários modelos agrícolas pelo mundo, cada qual adaptado às realidades de cada local. Há 
os sistemas agrícolas com uso intensivo ou extensivo dos solos. 
 Agricultura extensiva: A agricultura realizada sem muito uso de tecnologia, com técnicas 
rudimentares. Tem uma baixa produtividade e ocupam maior espaço. São exemplos os 
roçados, a agricultura de subsistência. 
 Agricultura intensiva: A agricultura tipicamente praticada nos países desenvolvidos. Utilizam 
muitos agrotóxicos e fertilizantes e possui alta produtividade. Ocupam um espaço bem menor, 
devido à alta produtividade. 
 
 Na Ásia temos um exemplo muito interessante de agricultura intensiva não mecanizada, 
aqui nos referimos à tradicional prática da jardinagem associada ao terraceamento. São bons 
exemplos as produções hidropônicas (plantios realizados na água), cultivo de hortaliças em 
estufas, os polders holandeses, o modelo agrícola dos Estados Unidos (cinturões agrícolas) e toda 
lavoura de agronegócio. 
 
 
 
Aqui temos um polder holandês. São áreas do mar que são aterradas em parte e construídas estruturas flutuantes, com um sistema de diques e 
barragens. As áreas conquistadas são usadas para a agricultura. 
 
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 Os EUA e os Belts (cinturões agrícolas): São setores agrícolas, que são organizados de acordo 
com a “vocação agrícola do lugar”, ou seja, de acordo com a proximidade do mercado consumidor, 
do solo e clima mais adequado àquela cultura. Nestes cinturões são oferecidos subsídios agrícolas 
aos produtores que optam por cultivar aquele produto. Os subsídios dados pelos EUA e U.E 
provocam uma grande polêmica internacional na OMC (organização mundial do comércio). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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5. AGRICULTURA INTENSIVA NÃO MECANIZADA. 
Os sistemas agrícolas da Ásia de Monções são milenares. Técnicas simples e tradicionais, 
não mecanizadas, que proporcionam um uso intensivo do solo. É o sistema de terraceamento 
associado com a jardinagem. O uso de milhares de jardineiros está diretamente relacionado ao 
excesso populacional e o fato de lá ser considerado um formigueiro humano. 
 
 
 
O terraceamento é uma técnica em que cortam os planaltos, e constroem terraços. Neles 
são colocados jardineiros. Não há uso de tecnologias modernas, mas a produtividade é alta e é 
intensivo. O principal objetivo do terraceamento é evitar a erosão (regiões planálticas e com muita 
chuva sofrem maior erosão). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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6. IMPACTOS SOCIAIS E NATURAIS DA ATIVIDADE AGRÍCOLA. 
 A principal consequência da modernização agrícola é um grande impacto social inicial, pois 
as novas tecnologias dispensam uma grande quantidade de mão de obra. Os trabalhadores rurais 
então desempregados, migram para as cidades (e aumentam a marginalização espacial com a 
proliferação de favelas). A essa migração em massa que ocorre do campo para a cidade 
denominamos êxodo rural. Podemos destacar o final da década de 60 e a década de 70 como o 
auge deste processo. Primeiramente devido a aprovação em 1964 do Estatuto do trabalhador 
rural (a criação das leis trabalhistas no campo. GV as criou somente na cidade) e a implantação dos 
primeiros modelos de agronegócio, que foram implantados em meados da década de 70. De lá pra 
cá a modernização foi constante e também o êxodo rural. O modelo agrícola brasileiro, desde a 
colonização, é baseado no plantation (latifúndios monocultores agroexportadores). É um modelo 
agrícola que provoca um grande desgaste do solo em razão da sua exploração intensiva. Então os 
impactos ambientais da agricultura são vários, entre eles: 
 Contaminação do solo e da água com agrotóxicos. 
 Desmatamento. 
 Destruição da biodiversidade. 
 Aceleração do processo erosivo. 
 Erosão e assoreamento dos rios (quando o leito do rio perde a profundidade devido ao 
acúmulo de sedimentos). 
 Desertificação. 
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 Observe o mapa com atenção. Há dois problemas ambientais ligados à agropecuária, que 
visualmente são muito parecidos, mas as causas são muito diferentes. Tratam-se dos processos de 
desertificação e de arenização. A desertificação é provocada pelo clima semiárido associado à 
agricultura predatória e o desmatamento. A arenização é provocada pela pecuária. O pisoteio do 
gado compacta o solo, que devido às chuvas frequentes é perdido e as camadas arenosas 
expostas. Sua causa está ligada ao desmatamento, compactação do solo e ao solo arenoso. 
 
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Os países em que a população economicamente ativa trabalha principalmente no setor 
primário, se explica por ser menos industrializado e urbanizado, portanto está diretamente ligado 
ao seu desenvolvimento. Quanto maior a PEA no setor primário, menos desenvolvido ele é. Países 
que concentram suas atividades econômicas no setor primário são mais frágeis economicamente 
em relação a crises, possuem pior infraestrutura, sua população tem um pior IDH. Não conseguem, 
por exemplo, se preparar para enfrentar acidentes naturais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7. A AGRICULTURA NO BRASIL. 
Ciclos Históricos: Cana, Café, tabaco, algodão e cacau. 
O Brasilé um país de tradição agrícola. Historicamente sua economia baseou-se na 
agropecuária. A colonização do nosso território teve início com o Plantation (latifúndios, 
monocultores, escravistas com a produção voltada para a exportação). Durante a colônia foi 
produzido algodão e também tabaco, que era usado no escambo para a compra de africanos para 
a escravização. 
 
7.1. CONTEXTO ATUAL 
Atualmente somos um grande produtor e exportador de Soja (transgênica), café, milho, 
feijão, suco de laranja, carne bovina e aves. 
O modelo agrícola predominante ainda é o plantation, e lembrando que ele é o produto 
responsável pela atual expansão da fronteira agrícola, que avançou pelo cerrado, agora avança 
para a Amazônia. Nos últimos anos teve um grande destaque a produção de cana de açúcar para a 
produção de etanol. 
 
7.2. PRINCIPAIS CULTIVOS PERMANENTES E TEMPORÁRIOS 
7.2.1. Lavouras Temporárias. 
 Cana: 
A cana é o principal produto agrícola na história brasileira. A colonização foi introduzida 
através do plantation: Grandes latifúndios (sesmarias), monocultores com a produção voltada para 
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a exportação. A cana-de-açúcar foi escolhida pelos portugueses para iniciar a colonização, pois era 
um produto muito caro e com alta demanda na Europa. Ainda contavam com o financiamento 
holandês que ficavam com a parte mais lucrativa: o refino, transporte, distribuição e comércio. O 
cana é uma planta asiática que adaptou-se muito bem ao clima do nordeste brasileiro: Clima 
tropical úmido (com chuvas concentradas no inverno) e solo de massapê (resultado da 
decomposição do calcário e da Gnaisse). O século XI e XII foram seu auge. Devido a disputa pelo 
controle da região açucareira, a Holanda invadiu o nordeste e travou uma guerra contra Portugal 
(A Guerra do Açúcar: a expulsão do holandeses). 
No início do século XXI, o Brasil viveu um período de grande prosperidade na lavoura. 
Políticas de incentivo ao consumo levaram a um aumento da frota automotiva e da demanda por 
combustíveis. O setor sucroalcooleiro deu um salto neste período com a popularização dos carros 
flex (movidos a gasolina e a álcool). O agronegócio investiu e multiplicou a produção em São Paulo 
que tornou-se líder da produção nacional, muito à frente dos outros estados. A região nordeste do 
estado é onde concentra-se a produção e a região de Ribeirão Preto é o principal polo nacional do 
agronegócio da cana. 
 
 
 
É um produto cultivado em regiões tropicais principalmente mais úmidas, pois quanto maior 
o calor e a umidade melhor a qualidade da cana. O Brasil é um produtor histórico e nossa 
colonização ocorreu a partir da introdução do plantation e do engenho açucareiro. Índia, 
Paquistão, China, Tailândia e Filipinas possuem o litoral com o clima tropical monçônico, muito 
quente e muito úmido. O litoral Mexicano, da Colômbia, na Argentina próximo à foz do prata e 
litoral nordeste da Austrália. Observe os gráficos abaixo que mostram a liderança paulista na 
produção canavieira e sucroalcooleira. 
Na década de 70, a economia mundial passava pela crise do petróleo (causada por conflitos 
no oriente médio) e para diminuir a dependência do petróleo, o país lançou o Proálcool (programa 
nacional do álcool) que desenvolveu a tecnologia do etanol combustível, derivado da cana de 
açúcar. 
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 Soja: 
A soja é naturalmente um cultivo de clima temperado e por isso no decorrer do tempo 
somente a região sul cultivava o cereal. Mas a indústria biotecnológica desenvolveu sementes 
transgênicas de soja que eram resistentes à agrotóxicos e adaptavam-se ao clima tropical e ao solo 
do cerrado (normalmente ácido e demanda tratamento de calagem e adubação). Em 2005 o 
congresso brasileiro aprovou a lei de Biossegurança que permitia a pesquisa e o cultivo de 
transgênicos e a produção deu um salto incrível e passou a ser plantada em outras regiões e 
avançou pelo cerrado do centro oeste e atualmente avança sobre as bordas da floresta amazônica. 
 
 
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É o produto responsável pela ampliação da fronteira agrícola brasileira. O que é isso? São 
os limites das terras agricultáveis em uso. Os limites da área de expansão agrícola. Na década de 40 
era o Centro-Oeste atualmente a região norte, na floresta amazônica. 
 
 
 
 
O destino da soja é a exportação do farelo para a produção de ração e óleo. Veja abaixo os 
dados das safras 2015/16: 
 
Soja no mundo: 
Produção: 312,362 milhões de toneladas. 
Área plantada: 119,732 milhões de hectares. 
Fonte: USDA 
 
Soja nos EUA (maior produtor mundial do grão): 
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Produção: 106,934 milhões de toneladas. 
Área plantada: 33,109 milhões de hectares. 
Produtividade: 3.230 kg/ha. 
Fonte: USDA 
Soja no Brasil (segundo maior produtor mundial do grão): 
Produção: 95,631 milhões de toneladas. 
Área plantada: 33,177 milhões de hectares. 
Produtividade: 2.882 kg/ha (com quebra). 
Fonte: CONAB 
Mato Grosso (maior produtor brasileiro de soja): 
Produção: 26.058 milhões de toneladas. 
Área plantada: 9,140 milhões de hectares. 
Produtividade: 2.851 kg/ha (com quebra). 
Paraná (segundo produtor brasileiro de soja): 
Produção: 17,102 milhões de toneladas. 
Área plantada: 5,445 milhões de hectares. 
Produtividade: 3.141 kg/ha. 
Fonte: CONAB 
Rio Grande do Sul (terceiro produtor brasileiro de soja): 
Produção: 16,201 milhões de toneladas. 
Área plantada: 5,455 milhões de hectares. 
Produtividade: 2.970 kg/ha. 
Fonte: CONAB 
 
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7.2.2. Lavouras Permanentes 
 Algodão: 
O algodão é uma cultura tradicional no Brasil desde a colônia. Até a década de 60, era 
cultivado principalmente no Maranhão, no Seridó e na Bahia. Era uma atividade que somava-se às 
grandes exportações de melaço de cana, nosso principal produto. No século XVIII, o primeiro 
Ministro Marquês de Pombal estimulou a produção de algodão para abastecer as manufaturas 
têxteis inglesas. O principal fornecedor de algodão para a Inglaterra era os EUA, mas em dois 
momentos de Guerra, a de independência e a de secessão, o Brasil ocupou a lacuna deixada pelas 
13 colônias. Os gráficos abaixonos apresentam uma projeção de 2012. Observe que os quatro 
primeiros países são produtores históricos de algodão que abastecia as manufaturas e mais tarde 
as indústrias têxteis inglesas. No século XVIII as 13 colônias e o Brasil e no século XIX a China e a 
Índia (o neocolonialismo ou imperialismo afro asiático. 
 
 
 
 Historicamente o algodão destacou-se no sertão nordestino os tipo arbóreo, mocó e Seridó. 
A região perdeu a liderança da produção algodoeira, primeiramente para São Paulo, e mais tarde 
para a região Centro-Oeste, que desenvolveram o algodão do tipo herbáceo. Os principais usos do 
algodão são a indústria têxtil (pluma) e a alimentícia (caroço para produção de óleo). 
 
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O Centro Oeste é líder na produção nacional. Mato Grosso é o maior produtor de algodão 
do país, seguido por goiás. O clima tropical típico, em geral bastante regular com uma estação seca 
e outra úmida (com variações) favorece a produção nestes estados cuja produção reduziu entre 
2014/2016 em razão da praga do bicudo, uma das principais doenças que acometem as lavouras. 
O nordeste é a segunda região produtora de algodão e a Bahia é o maior produtor nordestino e o 
segundo produtor nacional. A principal região produtora é o cerrado baiano. No Maranhão a 
produção está hoje concentrada nos municípios no entorno de Balsas, no extremo sul do estado. O 
início da colheita do algodão ocorre em julho e se estende até agosto e setembro. 
 
 Café: 
O Brasil é o maior produtor mundial de café, seguido do Vietnã e da Colômbia. A produção 
teve início no século XIX e logo São Paulo tornou-se o maior produtor mundial. Durante um século 
foi o principal produto de exportação brasileira, entre 1830 e 1930. Atualmente a maior produção 
nacional é de MG, responsável por 50% da produção nacional. Um tema que costuma ser bastante 
cobrado em história e geografia é a “Marcha do Café”, o percurso do produto ao longo do século 
XIX. De acordo com o mapa abaixo primeiramente no RJ e SP, depois sul de Minas e então o oeste 
paulista e norte do Paraná. O ciclo do café foi o responsável pela modernização que o país passou 
no século XIX com a introdução de ferrovias, e foi quando a abolição da escravidão ocorreu e 
também a imigração europeia principalmente dos italianos que vieram trabalhar nas lavouras de 
café paulistas. 
 
 
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 O sudeste concentra a produção de café. É um cultivo que no sudeste e no Paraná está 
associado ao relevo de planalto e suas temperaturas mais amenas. Para evitar a erosão são usadas 
as curvas de nível. No sudeste predomina o café arábico e em Rondônia o café do tipo robusta. O 
povoamento de Rondônia é diretamente ligado à produção do café no estado. 
 
 Laranja: 
O maior produtor é o estado de São Paulo, seguido da Bahia e Paraná. O Brasil é o principal 
exportador de suco de laranja. 
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 Cacau 
 O cacau é produzido em várias regiões africanas do mundo, destacadamente na costa 
atlântica africana cujos maiores produtores são a Costa do Marfim, Gana e Nigéria. No Leste 
asiático a Indonésia produz cacau e na América Latina destaque ao Brasil e Equador. 
 
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É largamente usado na indústria de cosméticos e na alimentícia. No Brasil tem aumentado o 
cultivo de cacau pelo modelo de plantation. Principalmente na África o abuso do trabalho infantil e 
a submissão de trabalhadores a condições análogas à escravidão são frequentes, e as regiões da 
costa africana cacaueira são áreas de conflito, fundamentalismo religioso e guerras civis (O Boko 
Haram é um grupo terrorista nigeriano). 
 
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O nordeste, principalmente a Bahia têm a maior produção nacional. Atualmente a produção 
tem avançado na região norte pelo estado do Pará, no oeste do estado. A zona cacaueira, 
destacadamente Ilhéus, foi imortalizada na Literatura de Jorge Amado. 
 
 Fruticultura no vale do Rio São Francisco: Petrolina e Juazeiro 
O Rio São Francisco tem a nascente na Serra da Canastra em Minas Gerais e seu Curso é em 
sentido nordeste. Na divisa entre a Bahia e Pernambuco faz uma curva, carinhosamente chamada 
de cotovelo do São Francisco e segue para sua foz deltaica entre Alagoas e Sergipe. Seu alto curso 
é uma região planáltica e seu médio curso é uma depressão interplanáltica. No nordeste, na região 
do semiárido entre as cidades irmãs Petrolina (Pernambuco) e Juazeiro (Bahia) temos o maior polo 
do agronegócio da fruticultura do país. São cidades economicamente muito prósperas devido ao 
agronegócio altamente mecanizado. A fruticultura irrigada é responsável pela maior produção 
brasileira de produtos como manga, pêssego, uva e goiaba. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Cidades irmãs é quando uma mesma malha urbana está em diferentes cidades, que 
estão em diferentes estados ou países. O melhor exemplo é Juazeiro e Petrolina. 
 
 
 Látex: 
A seringueira, planta de onde extraímos o látex, é um vegetal amazônico que foi 
transplantado num ato de biopirataria pelos ingleses no início do século XX, que levaram milhares 
de mudas para a Malásia. Hoje Malásia e Indonésia são responsáveis por 90% da produção 
mundial. Aqui no Brasil movimentou o ciclo da borracha, que durou pouco mais de 20 anos entre o 
final do século XIX e início do XX. A borracha pode ser produzida a partir da seringueira e do 
caucho. 
 
 
O ciclo começou pela demanda gerada pelo surgimento do automóvel nos EUA, que 
estavam em plena II Revolução Industrial. Henry Ford inclusive tentou colonizar uma região 
amazônica para implantar o cultivo sistemático (plantation), mas não obteve sucesso e foi vencido 
pelos rigores da floresta. Em 1910 começou a produção do plantation instalado no leste asiático, 
que custava mais barato e em pouco tempo dominou o mercado mundial e a borracha entrou em 
decadência. Neste interim Manaus e Belém cresceram e enriqueceram. Hoje na região norte, Pará 
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principalmente, produzem o látex da seringueira e do caucho, naturais na região amazônica, 
principalmente através do extrativismo vegetal por pequenas comunidades seringueiras. Mas a 
racionalização produtiva mudou a distribuição regional da produção principalmente a partir da 
década de 90 quando foi introduzido o plantation do látex no estado de São Paulo, que possui uma 
alta produtividade e produção nacional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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8. A PECUÁRIA BRASILEIRA. 
8.1. BOVINOS 
A atividade pecuária acompanhou o desenvolvimento da sociedade humana e é anterior a 
agricultura, pois podia também ser feita em atividades nômades. No Brasil colonial a atividade foi 
sempre presente e complementar à lavoura açucareira e mais tarde à mineração. O litoral era de 
cultivo exclusivo da cana, então a pecuária teve de interiorizar-se. Adaptou-se bem à vegetação de 
cerrado que encontraram no interior. O sul também, desde a colônia, dedica-se a atividade 
pecuarista, principalmente na região dos pampas. O principal rebanho brasileiro é o bovino e os 
maiores produtores são os estados de RS, MG MT e Pará. 
É o segundo maior rebanho bovino do mundo, superado apenas pela Nova Zelândia, mas 
apesar disso tem pequeno peso na economia. Predomina na maior parte do território a pecuária 
extensiva, ou seja, o gado é criado solto no pasto, sem aplicação de vacinas, aprimoramento de 
raças ou outros cuidados maiores. Dessa forma a pecuária brasileira é majoritariamente de baixa 
rentabilidade, é baixa a qualidade de seus rebanhos e baixa a fertilidade animal (reprodução) 
devido a desnutrição e a incidência de moléstias, como por exemplo, a febre aftosa, que atinge 
profundamente nossas exportações, principalmente para a União Europeia e Reino Unido que 
possuem muitas exigências sanitárias. Os rebanhos do sul e centro-oeste já foram afetados pela 
aftosa em 2001. Os rebanhos dos EUA foram em 2003 afetados pela doença da vaca louca. Diante 
do contexto favorável às exportações o setor recebeu grandes investimentos e a produção não 
para de crescer e modernizar-se desde então. 
 
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O Rebanho bovino é o maior rebanho brasileiro, aliás é a atividade que ocupa a maior parte 
das terras agricultáveis do país, com cerca de 25% do território. A produção tem essencialmente 
dois objetivos: O corte (produção de carne) e a produção leiteira. 
O Centro-oeste possui o maior rebanho bovino do país, concentrado no estado de Mato 
Grosso do Sul. Nesta região principalmente nas áreas do pantanal a pecuária é extensiva de baixa 
qualidade. No Mato Grosso e em Goiás, que é a segunda produção leiteira do país, logo atrás de 
MG. Em Goiás podemos destacar o empreendimento de agriclusters da Perdigão. São 
conglomerados logísticos do agronegócio que acoplam os setores produtivos que envolvem a 
pecuária. 
As regiões sul e sudeste empregam técnicas mais avançadas na criação de gado, e por isso 
possuem melhor qualidade e maior produtividade. Minas Gerais ocupa a posição de maior 
produtor de leite e segundo maior rebanho bovino, atrás de MS é o quarto maior produtor de 
carne do país. São Paulo tem seu principal rebanho bovino no vale do Paraíba, região 
tradicionalmente leiteira e o oeste paulista predomina gado de corte. 
A Região Sul tem o setor pecuarista profundamente ligado à indústria alimentícia 
(frigoríficos) e calçados (têxtil). O maior número de cabeças está no RS seguido pelo Paraná. O sul é 
a segunda região produtora de leite do país. Os estados bacias leiteiras em ordem são MG, GO e 
RS. 
 
8.2. SUÍNOS 
É o segundo rebanho em número de animais do país. A região sul possui o maior número de 
cabeças. Este fato se explica pela existência de uma indústria de carnes suínas, principalmente em 
Santa Catarina que tem a maior produção da região sul. No oeste Catarinense há importantes 
frigoríficos como os grupos Sadia e Perdigão na cidade de concórdia. Outros grandes produtores 
são RS, PR, e MG. 
 
8.3. CAPRINOS E OVINOS 
Estes rebanhos estão concentrados no nordeste brasileiro. A região possui o maior número 
de cabeças de ovinos e caprinos. Bahia, Ceará e Piauí são o maiores criadores de ovelhas e o maior 
rebanho individual é o do RS. A criação de cabras concentra-se na Bahia, Piauí e Pernambuco. 
 
 
 
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 A agricultura desenvolveu-se no Egito e Mesopotâmia e foi responsável pela 
sedentarização do Homem. 
 O clima e o solo são os principais fatores limitantes da prática agrícola (por exemplo 
o clima tropical não é bom para a soja e o solo é raso demais ou pouco fértil 
inviabiliza a prática). 
 Solos são recursos naturais não renováveis. A profundidade está ligada ao clima. 
Clima tropical latossolos (solo profundo). Litossolos são solos pouco desenvolvidos. 
 Solo Tchernoziom (leste europeu e Rússia), camada orgânica profunda. Solo Loës 
(aluvial eólico na China). Amarelado formado por partículas trazidas pelo vento. 
 Solo de massapê (Ne-zona da mata): decomposição do calcário e gnaisse). Solo de 
Terra Rocha: Resultado de decomposição do basalto (rocha vulcânica). 
 Solo do cerrado: Pouco desenvolvido e ácido (necessita da calagem). Solo 
amazônico: profundo e arenoso, baixa fertilidade (necessita de adubação). 
 Agronegócio: a indústria no campo e ligada à ele: a lavoura mecanizada, 
equipamentos agrícolas (tratores, colhedeiras e plantadeiras), adubos, fertilizantes, 
e processamento de produtos como suco e ração. 
 Híbridos: seleção artificial em laboratório. Transgênicos (OGM) adaptação genética 
às condições de cultivo. 
 São poucas as sementes transgênicas liberadas no Brasil para o plantation: Soja, 
Algodão e Milho. 
 Agricultura intensiva: uso intensivo do solo. Agronegócio e terraceamento asiático 
(intensivo não mecanizado). 
 Agricultura extensiva: gado solto, baixa tecnologia e produtividade. 
 A revolução Verde (a modernização agrícola: mecanização e melhoramento 
genético) não resolveu o problema mundial da fome (promessa inicial) e priorizou o 
plantation. 
 A modernização agrícola ocorrida a partir da década de 60 provocou intenso êxodo 
rural e a urbanização desenfreada das cidades. Contaminação do solo e da água 
com agrotóxicos, desmatamento destruição da biodiversidade, aceleração do 
processo erosivo, erosão e assoreamento dos rios, desertificação. 
 PEA concentrada na Agricultura indica uma economia subdesenvolvida. 
 Principais cultivos temporários: Cana e Soja. 
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 Principais cultivos permanentes: Café, algodão, látex, cacau, laranja e frutas. 
 A pecuária ocupa a maior área de terras agricultáveis. Uma área bem maior que a 
agrícola. Pecuária intensiva - leite, extensiva – corte, semintensiva –corte ou leite. 
 O maior rebanho brasileiro é o bovino: Centro Oeste e Sul. 
 Suínos: RS, PR e MG. 
 Caprinos e ovelhas: Bahia, Piauí e Pernambuco. RS é o maior rebanho de ovelhas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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9. TEXTO COMPLEMENTAR. 
Texto : Folha de São Paulo 
A agricultura tornou-se grande fonte de receita para o Brasil. Muitas razões levaram a 
indústria a perder espaço: as políticas econômicas tiveram foco no macro enquanto, no 
micro, tomamos direções erradas; nossa integração à economia internacional é baixa; o 
mundo mudou e ficamos fixados em realidades que não evoluíram: o Mercosul e as 
negociações na OMC; atraímos investimentos diretos que miram os mercados interno e 
sub-regional e pouco contribuem para aumentar nossa inserção na economia 
internacional. 
Isso sem falar no financiamento de longo prazo concentrado no BNDES, na taxa de 
poupança sempre baixa, no quadro tributário movido apenas pelo imperativo político 
de aumentar gastos, no reduzido apetite de empresários para conquistar um cenário 
externo crescentemente desafiador. 
Na agricultura, evoluímos. Com a intermediação das tradings multinacionais 
conquistamos o mercado chinês. Melhoramos a eficiência governamental e soubemos 
responder, com alguma agilidade, aos obstáculos que se apresentaram. 
O exemplo das exportações para a China é relevante. O sucesso da soja é incontestável. 
Até outubro deste ano, fornecemos 28,5 milhões das 52,7 milhões de toneladas 
importadas pelos chineses. No açúcar, fornecemos 1,5 das 2,4 milhões de toneladas 
compradas pela China. 
Em carne bovina, de janeiro a setembro, exportamos 158 milhões de toneladas para 
Hong Kong, enquanto a China continental, para onde não exportamos de tudo porque a 
carne brasileira estava sob embargo, importou, no total, 116 milhões de toneladas. 
Fomos, no mesmo período, o terceiro maior exportador de celulose e o quarto 
exportador de algodão para o mercado chinês. 
O risco é nos contentarmos com os resultados. O caso da soja, por exemplo: nos 
primeiros dez meses de 2014, aumentamos o volume das exportações para a China em 
4%, enquanto os EUA aumentaram 38,35%, a Argentina, 28,32% e o Canadá, 22,41%. 
Os americanos estão se movendo, levando os produtores a interagir mais com os 
compradores, algo que não fazemos. Em carne bovina, não podemos ficar tão 
dependentes das entradas via Hong Kong. A China faz vista grossa para essa 
triangulação, mas não será para sempre. 
Nossas exportações de algodão para o mercado chinês de janeiro a outubro tiveram 
queda de 45% em relação ao mesmo período de 2013. 
Fornecemos apenas 0,2% da carne de porco e 4,2% do café importados pelos chineses. 
O mercado de café, segundo um estudo da OIC (Organização Internacional do Café), 
cresce 12,8% ao ano. O consumo médio per capita é de 25 gramas, enquanto em outros 
países esse número vai a 12 kg. Quando ocuparemos maior espaço? 
 
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10. EXERCÍCIOS. 
 
 
1. (IDECAN - 2015 - Colégio Pedro II - Professor - Geografia) 
O trecho da reportagem retrata um conflito comum no espaço agrário brasileiro. 
A comunidade Guarani Kaiowá mais ameaçada do momento, o tekoha Apyka'i, no município 
de Dourados (MS), poderá enfrentar mais uma reintegração de posse. 
Uma nova manobra judicial garantiu que uma decisão ‒ já cumprida ‒ da Justiça Federal de 
2009, em favor (...) proprietário da Fazenda Serrana, fosse, mais uma vez, utilizada contra os 
indígenas. 
Agora, os Kaiowá têm 30 dias para sair do local, onde estão acampados desde setembro de 
2012. O prazo para o despejo passa a contar a partir desta segunda-feira, 27. A liderança da 
comunidade, Damiana, reafirma que os indígenas não sairão da terra. 
(Disponível em: http://www.brasildefato.com.br/node/27250. Publicada em: 28/01/2014. 
Acesso em: 28/09/2014.) 
 
Considerando as características da região mencionada no texto, assinale a alternativa que 
melhor apresenta uma causa e uma consequência do problema retratado. 
A) O avanço da agricultura de cana‐de‐açúcar para a produção de biocombustíveis e o 
comprometimento do modo de vida indígena. 
B) O avanço das áreas de pasto para a pecuária intensiva leiteira e o assassinato frequente de 
lideranças indígenas. 
C) O interesse dos proprietários em expandir a produção de laranja e a alta mortalidade 
infantil da população indígena. 
D) O avanço das grandes fazendas produtoras de café e a precarização das condições da mão 
de obra indígena nas lavouras. 
Comentários 
O Estado de Mato Grosso do Sul é um dos principais produtores agrícolas do País, tendo como 
destaque diversas cidades agrícolas produtora principalmente de cana-de-açúcar, milho e soja. 
Dentre os principais municípios produtores, se destacam no cenário: Rio Brilhante, sendo inclusive 
o maior produtor no país de cana-de-açúcar e crescendo cada vez mais, Maracaju, Ponta Porã, 
Dourados e São Gabriel. Em 2017, segundo o IBGE, o munícipio de Dourados ocupava o 8º lugar no 
estado na produção desta cultura, com uma produção de 2.000.035 toneladas, numa área 
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plantada de 28.272 há. Dentro deste contexto, cada vez mais o avanço da fronteira agrícola e a 
demanda por terras para a produção tem causados grandes conflitos fundiários no campo desses 
estados, intensificado pelo avanço do agronegócio frente as terras de comunidades tradicionais e 
indígenas. 
B – Incorreto. A pecuária INTENSIVA não demanda grandes áreas para pastagem, pois sua 
característica é o confinamento do gado. 
C – Incorreto. A região mencionada tem estrutura na produção de milho, cana-de-açúcar e soja. A 
produção de laranja no país é muito característica no estado de São Paulo, principalmente na 
região de São Carlos e Araraquara. 
D – Incorreto. Conforme mencionado anteriormente, a região não possui tradição no cultivo de 
café. Muito menos o emprego de mão de obra indígena em lavouras. 
Gabarito: A 
2. (CESPE - 2017 - Instituto Rio Branco - Diplomata) 
O Brasil é, na América Latina, um dos países que mais reorganizou sua atividade agropecuária 
desde meados do século XX. Desde então, a reestruturação produtiva da agricultura brasileira 
tem-se norteado pela racionalidade com funcionamento regulado pelas relações de produção 
e distribuição globalizadas, direcionando-se, cada vez mais, ao atendimento da crescente 
demanda do mercado urbano interno e à produção de commodities para a exportação, in 
natura ou após passarem por algum tipo de transformação industrial, o que aumenta seu 
valor agregado. 
Denise Elias. Globalização, agricultura e urbanização no Brasil. Internet: (com adaptações). 
 
Tendo esse fragmento de texto como referência inicial, julgue (C ou E) o item seguinte, acerca 
da estruturação e do funcionamento do agronegócio no Brasil. 
A expansão da moderna agricultura nos biomas Cerrado e Amazônia tem-se constituído a 
partir de reduzidos fluxos migratórios em direção às pequenas e médias cidades dessas 
regiões e de poucos conflitos no campo, uma vez que a mecanizaçãoexcessiva das atividades 
agrárias gera poucos empregos tanto no campo quanto na cidade. 
Comentários 
Ao contrário da afirmativa, atualmente as cidades que mais crescem no Brasil são as médias 
cidades. Principalmente aquelas ligadas ao agronegócio, chamadas de cidades do agronegócio. O 
crescimento populacional intenso está diretamente ligado ao fluxo migratório presente desde o 
início da história desses municípios perdurando até os dias atuais. 
As cidades do agronegócio possuem características gerais que as diferenciam dos outros tipos de 
cidades. Tratando-se dos aspectos gerais dessas cidades determinadas como funcionais à 
agricultura moderna, podemos destacar a forte interdependência com o campo, pois estamos 
tratando de uma região cujo seu espaço rural possui um altíssimo nível técnico: 
“Quanto mais dinâmica a reestruturação produtiva da agropecuária, quanto mais complexa a 
formação das redes agroindustriais e quanto mais globalizados seus circuitos espaciais de 
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produção e seus círculos de cooperação, mais complexas se tornam as relações campo-cidade”. 
(ELIAS,2012 p.8) 
 
Outro ponto em que está incorreto é a afirmativa “poucos conflitos no campo”. O espaço agrário 
brasileiro é permeado de muitas disputas e conflitos entre os grandes empresários/produtores e 
seus interesses frente às comunidades tradicionais, quilombolas e indígenas, que muitas vezes 
buscam apenas demarcarem seus territórios para produção própria ou para comércio local. Essa 
tensão de interesses no campo gera muitos conflitos que muitas vezes acabam em mortes, sendo 
muitas vezes líderes locais ou ativistas ambientais o alvo desses atos. 
A questão também diz das relações de trabalho no campo e na cidade, com poucos empregos. Não 
podemos comparar o mesmo processo do campo com a cidade. De fato, o campo modernizado do 
agronegócio demanda uma outra relação de trabalho: poucas pessoas especializadas. Já a cidade 
do agronegócio possui toda uma estrutura a fim de atender as necessidades das novas relações 
econômicas, sociais e de produção, marcada pelo grande aumento populacional vinculado à 
população migrante em busca de trabalho e suas condições de vida. 
ELIAS, Denise. In: Relação campo-cidade, reestruturação urbana e regional do Brasil. XII Colóquio 
Internacional de Geocrítica. Bogotá, 2012. 
Gabarito: Errado 
3. (ADVISE - 2013 - Prefeitura de Ivorá - RS - Professor - Séries Iniciais) 
Sabemos que a Reforma Agrária no Brasil tem sido alvo de grandes manifestações a favor de 
agricultores desprovidos de terras para plantar. Entre essas manifestações, muitas delas são 
promovidas por movimentos que se agrupam para reivindicar terras ao Governo. Assinale a 
alternativa abaixo que indica um movimento criado com o propósito de reivindicar terras 
para agricultores que não tem onde plantar. 
A) Movimento dos Sem Teto 
B) Movimento dos Sem Terras 
C) Movimento dos Sem Emprego 
D) Movimento de Libertação dos Sem Terras 
E) Movimento dos Agricultores Aposentados 
Comentários 
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) é um movimento social popular que 
surgiu no campo brasileiro em 1984. Tem como objetivo realizar a reforma agrária conforme 
verifica-se no Estatuto da Terra, Lei de 1964 e reafirmada na Constituição Federal de 1988. Além 
disso, o movimento tem como objetivo praticar a produção de alimentos orgânicos e melhorar as 
condições de vida dos trabalhadores no campo. 
A – Incorreto. O Movimento dos trabalhadores dos Sem Teto (MTST) é um movimento urbano que 
reivindica moradias e melhores condições dessas, diferente do que se trata o enunciado da 
questão. 
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C – Incorreto. Como o próprio nome já diz, o movimento luta pelo trabalho com direitos e contra o 
desemprego. 
D – Incorreto. Existem vários movimentos rurais de sem terras que reivindicam a reforma agrária. 
Contudo, o principal é o MST. 
E – Incorreto. O movimento dos agricultores aposentados não existe. 
Gabarito: B 
4. (FCC - 2016 - SEDU-ES - Professor - Geografia) 
Novos estudos sobre o campo brasileiro estão sendo reunidos em um Atlas da Terra que, de 
modo geral, não apresentará grandes novidades, pois 
A) as médias propriedades ocupam menos de 10% das terras agrícolas. 
B) os minifúndios passaram a representar 40% da área agrícola do país. 
C) as pequenas propriedades têm menor peso relativo que os minifúndios. 
D) as terras indígenas somam cerca de 30% do território nacional. 
E) a última década se caracterizou por nova concentração de terras. 
Comentários 
Dos 8,5 milhões de km² da área do Brasil, 41% são estabelecimento rurais. Grandes propriedades 
somam apenas 0,91% do total dos estabelecimentos rurais brasileiros, mas concentram 45% de 
toda a área rural do país. Por outro lado, os estabelecimentos com área inferior a dez hectares 
representam mais de 47% do total de estabelecimentos do país, mas ocupam menos de 2,3% da 
área total. Em entrevista concedida a uma mídia social, o Professor e pesquisador da USP em 
questões agrárias no país, Umbelino, aponta que o crescimento de 2,5% em quatro anos (2012-
2916) das grandes propriedades privadas do país mostra que a concentração de terra não tem 
retrocedido. Segundo ele, as grandes propriedades crescem, ´´e a improdutividade é grande, o que 
significa que o simples fato de ter terra no Brasil, ainda que improdutiva, enriquece seus 
proprietários``. As grandes propriedades públicas e privadas no país são em torno de 59,6% da 
área total dos estabelecimentos. 
A – Incorreto. As médias propriedades representam em torno de 18% das propriedades. 
B – Incorreto. Os minifúndios ocupam em torno de 7,8% do total da área dos imóveis. 
C – Incorreto. As pequenas propriedades representam em torno de 14,7%, maiores assim que os 
minifúndios. 
D – Incorreto. Segundo a Funai, atualmente existem 462 terras indígenas regularizada que 
representam cerca de 12,2% do território nacional, localizadas em todos os biomas, com 
concentração na Amazônia Legal. 
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http://www.incra.gov.br/tamanho-propriedades-rurais 
 
 
 
http://www.funai.gov.br/index.php/nossas-acoes/demarcacao-de-terras-indigenas 
 
Gabarito: E 
5. (FCC - 2012 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - História) 
Analise a tabela abaixo. 
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O desequilíbrio na distribuição de terras demonstrado na tabela pode ser apontado como um 
dos responsáveis pela 
A) implantação do capitalismo no campo, que transformou os latifúndios em terras 
produtivas e a luta pela reforma agrária em coisa do passado. 
B) transformação do latifúndio em grandes empresas rurais produtivas, gerando milhões de 
emprego no campo, estimulando o êxodo urbano. 
C) superação do antigo “modelo” brasileiro de reforma agrária, encerrandoo ciclo de 
distributivismo equitativo de terras improdutivas no país. 
D) expulsão da população do campo e sua concentração nas grandes cidades, provocando a 
favelização e o “inchaço” da periferia urbana. 
Comentários 
A partir de 1970 o modelo das relações do campo altera-se significativamente. O processo cada vez 
maior de modernização do campo, fez com que muitas famílias abandonassem as áreas rurais do 
país, indo em direção das cidades em busca de empregos e melhores condições de vida, visto que 
muitos perderam seus empregos e se manter no campo frente a concentração de terras e ao 
agronegócio estava cada vez mais difícil. 
A – Incorreto. A Reforma Agrária no Brasil não é coisa do passado, ao contrário, ainda é pauta de 
muitas lutas e movimentos sociais no campo. 
B – Incorreto. Ao contrário, o processo de mecanização no campo fez com que o número de 
empregos diminuísse, e consequentemente um êxodo para as cidades em buscas de melhores 
condições de vida. E ainda, o novo rural brasileiro demanda uma mão de obra especializada. 
C – Incorreto. A Reforma Agrária, mesmo sendo um direito garantido na Constituição Federal de 
1988 ainda é pauta de muitas dicções, lutas, e equívocos políticos, visto que não é agenda 
prioritária e muito menos de discussão de muitos governos. 
Gabarito: D 
 
 
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6. (FGV - 2014 - SEDUC-AM - Professor - Geografia) 
“A Comissão Pastoral da Terra documenta, desde a década de 1980, as ocorrências de 
conflitos e violências no campo brasileiro, cujos dados são publicados desde 1984 no 
“Caderno conflitos no campo”. Paralelamente aos dados, a pastoral ligada à igreja católica 
também publica manifestos e relatos de diversos casos de violência contra a pessoa, posse e 
propriedade de camponeses e trabalhadores rurais. Os relatos e fotos que retratam a 
barbárie no campo brasileiro mostram uma população pobre, submetida a toda sorte de 
privação e exploração (...)” 
 
(Girardi, Eduardo Paulon. A violência no campo. In Atlas da Questão Agrária Brasileira. 
Disponível em http://www2.fct.unesp.br/nera/atlas/violencia.htm) 
 
De acordo com o mapa, os casos registrados de violência no campo se concentram 
A) em regiões onde há o predomínio de pequenas propriedades de agricultura familiar. 
B) em regiões de agricultura moderna integradas ao mercado externo. 
C) em regiões onde os movimentos socioterritoriais são mais atuantes. 
D) em regiões de vastas terras disponíveis cobertas por florestas. 
E) em regiões de maior concentração de infraestrutura de transportes. 
Comentários 
O Estado do Pará concentra o maior número de conflitos agrários no Brasil, de acordo com os 
dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Ao todo, o Brasil registou 45 massacres e mais de 200 
mortes nos últimos 32 anos. Só no Pará, foram 26 massacres com 125 assassinatos. De 2016 para 
2017, o território em conflito no Brasil quase dobrou. Mais da metade, cerca de 54% da área total 
em conflitos no Brasil, fica em terras indígenas. 
A – Incorreto. Os conflitos no campo estão concentrados em áreas de disputas do agronegócio 
(Grandes áreas ou áreas da Fronteira Agrícola). Em áreas de pequenas propriedades de produção 
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familiar, os conflitos são quase que inexistentes, ou pouco expressivo, muitas vezes relacionados a 
legislação ambiental. 
B – Incorreto. A Agricultura moderna é aquela cujo processo depende do uso de tecnologia, acesso 
a recursos, gestão, investimento, características do mercado, integração com outros setores, 
práticas de irrigação, sementes de alto desempenho, entre outras características. No Brasil, as 
áreas que são destinadas a agricultura moderna não estão relacionadas com a área violenta 
apresentada no mapa. 
D – Incorreto. As regiões de florestas no país, apesar de possuir processos de posse de terra, alguns 
seringueiros, e demarcações de terras indígenas, não é a concentração dos conflitos e violência no 
campo. 
E – Incorreto. De acordo com o mapa apresentado, região de concentração de conflito não 
apresenta grande concentração de rede de transporte. 
Gabarito: C 
7. (FGV - 2014 - SEDUC-AM - Professor - Geografia) 
“Principalmente a partir da II Guerra Mundial (1939-1945), o Brasil modernizou o processo 
produtivo da agricultura, com a incorporação de máquinas e implementos agrícolas, e 
também passou a usar adubos sintéticos e agrotóxicos em suas lavouras. Isso tornou o setor 
agrícola mais dependente dos setores urbano e industrial, que fornecem as máquinas e os 
produtos químicos que os produtores rurais utilizam.” 
(Marafon, Glaucio José. O desencanto da terra: produção de alimentos, ambiente e 
sociedade. Rio de Janeiro: Garamond, 2011.) 
 
Assinale a opção que indica uma das consequências do processo descrito no fragmento 
acima. 
A) O aumento da concentração fundiária. 
B) A expansão da área destinada à produção de alimentos. 
C) A diminuição da erosão dos solos. 
D) A redução do emprego de trabalhadores temporários. 
E) A fixação de uma nova fronteira agrícola. 
Comentários 
Desde a colonização portuguesa, a posse e o domínio das terras brasileiras foram concentrados em 
latifúndios espalhados pelo país. Tal situação é consequência do processo histórico de ocupação do 
território nacional, que teve sua base erguida no latifúndio monocultor e escravista. Contudo, o 
cenário descrito na questão aponta para o processo de modernização do campo brasileiro ocorrido 
essencialmente após a década de 1970. A mecanização e a utilização cada vez maior de máquinas 
no espaço rural do país, fez com que a demanda por empregos diminuísse cada vez mais, e 
consequentemente a dificuldades da população camponesa em se manter no campo foi 
aumentando. O êxodo rural é consequência desse processo. Além disso, o pequeno produtor 
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também encontrou grandes dificuldades em se manter no campo, vendendo suas terras para os 
grandes produtores e migrando para as cidades. Esse processo concentrou ainda mais a terra em 
uma pequena parte da população rural. 
B – Incorreto. Houve de fato um aumento das áreas de cultivo no país, principalmente na nova 
fronteira agrícola do MATOPIBA. Contudo, as expansões de terras destinadas a produção têm 
como característica a produção de commodities (produto de valor no mercado e voltado para a 
exportação), principalmente de soja. 
C – Incorreto. Ao contrário, um dos grandes problemas ambientais enfrentado no campo brasileiro 
é o processo de erosão do solo decorrente ao péssimo manejo dos mesmos, causando várias 
toneladas de perdas por ano de solo no país. 
D – Incorreto. O texto aborda o processo de mecanização do campo brasileiro, não estando 
relacionado assim com a utilização de mão de obra temporária. 
E – Incorreto. Apesar da criação de uma nova fronteira agrícola estar relacionada com o processo, 
o texto aborda a mecanização do campo e as novas relações que o mesmo demanda no processo 
produtivo do setor agropecuário. 
Gabarito: A 
8. (CESPE - 2013 - MPU - Analista - Geografia) 
Desde o período colonial, o espaço geográfico brasileirofoi transformado e produzido 
prioritariamente segundo as necessidades do mercado externo em detrimento da formação 
econômica interna. Foi por meio dessa perspectiva colonizadora que, a partir de 1530, as 
propriedades rurais se organizaram no Brasil. 
Com relação às questões agrária e agrícola no Brasil, julgue o item. 
Ao longo da história fundiária brasileira, ocorreram diversas manifestações, movimentos, 
revoltas e pressões de trabalhadores rurais pelo acesso à terra, muitas com ganho de causa. 
Esses movimentos sempre foram amplamente divulgados pelas mídias oficiais. 
Comentários 
Existem alguns problemas na questão. O primeiro problema na questão está na frase “muitos com 
ganho de causa”. Claro que, durante o processo histórico dos movimentos sociais no campo, as 
lutas dos trabalhadores obtiveram algumas vitórias. A luta pela terra no Brasil existe há mais de 
500 anos, desde que os “descobridores” aqui aportaram. Diferentes grupos, sob diferentes formas, 
lutaram e lutam desde então para entrar e permanecer na terra. Dentre esses grupos alguns são 
identificados como movimentos sociais, destacando o MST que é o mais duradouro movimento 
social de luta pela terra existente no Brasil. 
O segundo problema na questão é a frase “sempre foram amplamente divulgados pelas mídias 
oficiais”, o que está completamente errado. Aliás, pela primeira frase não dá pra dizer que a 
questão está errada, apenas que há um certo problema. Mas na segunda afirmativa sim. A mídia 
sempre marginalizou os movimentos sociais do campo, visto que as pautas e objetivos desses 
movimentos não possui espaços de diálogos dentro desses meios de comunicação. Muito menos 
as manchetes, reportagens e abordagens a respeito do tema sempre busca referir à luta e aos 
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trabalhadores como marginais, criminosos, entre tantos outros adjetivos. Precisa tomar cuidado 
com certas afirmações e posições quando o assunto é movimentos sociais. Claro que existem 
alguns problemas e algumas situações pontuais em que ficamos sabendo dos problemas e 
violência do campo. Contudo, são infinitamente menores quando se compara com toda a luta dos 
movimentos sociais. O recorte midiático sempre priorizará a marginalização das pautas desses 
movimentos, o que não significa que podemos generalizar. 
Gabarito: Errado 
9. (ACAFE - 2008 - PC-SC - Investigador de Polícia) 
Leia os versos abaixo do poema “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto. 
“Essa cova em que estás / Com palmos medida. 
É a conta menor / que tiraste em vida. 
É de bom tamanho / Nem largo nem fundo, 
É a parte que te cabe / deste latifúndio.” 
 
A realidade agrária brasileira, em parte, está descrita nos versos acima. Assinale a alternativa 
correta sobre essa temática. 
A) O latifúndio, dominante em todas as regiões do Brasil, é o resultado de um processo 
colonizatório que teve como fundamento o trabalho livre. 
B) A concentração da propriedade fundiária rural coloca um grande número de pessoas 
desprovidas desse bem fundamental para a sobrevivência, a terra. 
C) Atualmente a questão agrária e seus conflitos estão resolvidos nas regiões Sul e Sudeste do 
país estando, ainda, por se resolver no Nordeste e Norte do Brasil. 
D) A concentração da propriedade fundiária está relacionada ao desenvolvimento industrial 
do Brasil, a partir de meados da década de 50 do século passado. 
Comentários 
A desigualdade no espaço agrário no Brasil é discrepante com relação à distribuição de terras, uma 
vez que alguns detêm uma elevada quantidade de terras e outros possuem pouca e nenhuma. Esse 
aspecto caracteriza a concentração fundiária brasileira. O problema da concentração de terras no 
país agrava a permanência e a sobrevivência da população rural, principalmente dos pequenos 
agricultores, das comunidades tradicionais (ribeirinhas por exemplo), quilombolas e indígenas. E a 
desigualdade estrutural fundiária brasileira configura como um dos principais problemas do meio 
rural. 
A – Incorreto. Latifúndio é um termo utilizado para descrever grandes porções de terras, ou seja, 
descrever as grandes propriedades rurais, o que de fato tem presente em todas as regiões do 
Brasil, mas de maneira desigual, onde umas regiões possuem maior concentração de terras 
(Nordeste do Brasil) e outras uma menor concentração de terras (Sul do Brasil). O problema da 
questão está no fato de dizer que o processo de colonização residiu no trabalho livre, o que é 
incorreto afirmar. Nossa colonização está baseada em três características, basicamente: grandes 
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propriedades de terras (latifúndio), produção voltada para exportação e utilização de mão de obra 
ESCRAVA. À essas três características podemos chamar de sistema de plantation. 
C – Incorreto. A questão dos conflitos agrários no Brasil está longe de ser resolvido, ao contrário, 
cada vez mais com o processo de concentração de terras e expansão da fronteira agrícola 
crescente no país, os conflitos tende a aumentar, em todas as regiões do país. Claro, não de forma 
igual em todas as áreas. 
D – Incorreto. Não está relacionado com a industrialização. O problema histórico da concentração 
de terras no país reside nos seguintes acontecimentos: 
1º Processo de ocupação primeira do território: Capitanias Hereditárias e Sesmarias; 
2º Posse livre até 1850; 
3º Lei de Terras criado em 1850 que estabelece a posse de terra apenas por meio da compra (ou 
seja, a terra passa a ter um valor econômico) 
4º Estatuto da Terra em 1964 (não contribui diretamente na concentração, mas é um marco na 
legislação de terras no país) 
5º Processo de mecanização no campo após 1970. 
Gabarito: B 
10. (FUNCEFET - 2011 - Prefeitura de Nilópolis - RJ - Professor - Geografia) 
 
A partir dessa imagem, pode-se afirmar que: 
A) a luta dos trabalhadores rurais sem terra no Brasil é, extremamente, injustificável. 
B) o processo de Reforma Agrária no Brasil é ineficaz, devido à influência política dos grandes 
proprietários de terra. 
C) o Brasil possui uma grande concentração de terras (fundiária), sendo que apenas uma 
pequena quantidade de proprietários possui grandes extensões de terras. 
D) a maior parte das terras improdutivas, no território brasileiro, estão sob a posse de 
pequenos produtores rurais que não querem mais se dedicar à produção agrícola 
Comentários 
Conforme verificado em outras questões, a desigualdade no espaço agrário no Brasil é discrepante 
com relação à distribuição de terras, uma vez que apenas uma parcela da população possui uma 
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elevada quantidade de terras e outros possuem pouca e nenhuma. Esse aspecto caracteriza a 
concentração fundiária brasileira. O problema da concentração de terras no país agrava a 
permanência e a sobrevivência da população rural, e a desigualdade estrutural fundiária brasileira 
configura como um dos principais problemas do meio rural. 
A – Incorreto. Devido a concentração de terras no país ser um processo histórico que beneficiou 
uma pequena parcela da população que teve acesso a posse de terras, e ainda a questão de a 
reformaAgrária ser um direito garantido na Constituição Federal de 1988, a atuação dos 
movimentos sociais na luta pelo acesso a terra é justificável sim. 
B – Incorreto. O grande problema da reforma Agrária no Brasil reside no fato de que esse 
dispositivo da lei nunca foi pauta prioritária de nenhum governo brasileiro, inclusive daqueles que 
se diz progressistas. Alguns processos de ocupação feitas por movimentos sociais são destinados a 
reforma agrária, contudo são de maneira pontual. A Reforma Agrária se faz necessário visto ao 
grande processo de subutilização do espaço agrário, terras que não cumpre a legislação (não 
possui uma função social estabelecido no Estatuto da Terra em 1964) e são improdutivas. 
D – Incorreto. A maior parte das propriedades rurais improdutivas, que não possui função social de 
acordo com a lei são as chamadas terras devolutas, ou seja, terras do Estado brasileiro, que 
deveriam ser destinadas à Reforma Agrária. 
Gabarito: C 
(CESPE - 2008 - SEPLAG-DF - Professor - Geografia) 
Hoje, tanto os cinturões quanto as frentes pioneiras revelam que o território brasileiro tem 
incorporado muitas das características da chamada revolução agrícola, especialmente nas 
culturas de exportação, aquelas que consolidam a divisão territorial do trabalho mundial. 
Assim, esses produtos acabam por invadir, com velocidade cada vez maior, áreas antes 
destinadasàs produções domésticas. 
M. Santos e M. L. Silveira. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Rio de 
Janeiro; Record, 2008, p. 120 (com adaptações) 
11. 
Os conflitos pela posse de terra no Brasil revelam uma limitação no quadro natural do país: a 
inexistência de solos aptos para a exploração agrícola. 
Comentários 
Os conflitos pela posse de terra no país não possuem a limitação no quadro natural, muito menos 
na inexistência de solos aptos para a exploração agrícola. Devido às boas condições físicas e aos 
relevos mais suaves, os solos brasileiros apresentam alto potencial para o uso agrícola. Assim, o 
termo ´´inexistência de solos aptos para a exploração agrícola`` que a questão traz está incorreta. 
O Brasil possui uma grande diversidade de solos em seu território. decorrente da ampla 
diversidade geográficas/ambientais e de fatores de formação do solo. De acordo com o Sistema 
Brasileiro de Classificação dos Solos (SiBCS), constata-se a influência desses vatores através da 
grande variabilidade das características químicas, físicas e morfológicas que compõem as 13 
classes de solos contidas no sistema. No país, predominam os Latossolos, Argissolos e Neossolos, 
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que juntos constituem aproximadamente 70% do território nacional. Só as classes dos Latossolos e 
Argissolos ocupam juntos aproximadamente 58% da área, com características de solos profundos, 
altamente intemperizados (modificados), ácidos, de baixa fertilidade natural, e em certos casos, 
com alta saturação por alumínio. Possuem boas condições físicas para o uso agrícola, associadas a 
uma boa permeabilidade por serem solos bem estruturados e muito porosos. Porém, devido aos 
mesmos aspectos físicos, possuem baixa retenção de umidade, principalmente os de textura mais 
grosseira em climas mais secos. Também ocorrem solos de média a alta fertilidade, em geral pouco 
profundos em decorrência de seu baixo grau de intemperismo. Estes se enquadram principalmente 
nas classes dos Neossolos, Luvissolos, Planossolos, Nitossolos, Chernossolos e Cambissolos. 
 
 
https://www.embrapa.br/solos 
Gabarito: Errado 
12. 
Com a modernização no campo, desapareceram as relações de trabalho calcadas no 
arrendamento, na escravidão por dívida e na figura do trabalhador conhecido como bóia-fria. 
Comentários 
As relações se alteraram de fato com a modernização do campo brasileiro. Contudo, algumas 
características ainda perduram no espaço agrário, inclusive as três formas citadas na questão. 
Primeiro, o arrendamento, a grosso modo, o aluguel da terra ou da propriedade rural é uma 
prática ainda muito comum no campo, e é regulamentada pela Lei 4.504/64, conhecida como 
Estatuto da Terra. Essa lei fixa direitos e deveres dos arrendador e arrendatário, como as 
atividades exercidas, o tempo de produção, entre outros, de maneira a resguardar ambas as partes 
e garantir a exploração de forma racional da terra. Outro ponto que a questão traz é a escravidão. 
O trabalho escravo ainda não terminou, ele existe e coloca muitas pessoas em péssimas condições 
de trabalho. Mas antes, precisamos entender o que configura trabalho escravo na 
contemporaneidade. Segundo a OIT, é considerado escravo todo o regime de trabalho degradante 
que prive trabalhador de sua liberdade, expostos a condições péssimas de trabalho, condições de 
moradias, bem como falta de esgoto, água potável, entre outros. Além de ter outras práticas como 
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a retenção de documentos do trabalhador, forçando a trabalhar nas condições posta. Essa situação 
é muito comum no campo brasileiro, infelizmente. A fiscalização do ministério do Trabalho atua 
em muitas fazendas de café e cana-de-açúcar no país. E por último é o trabalhador boia-fria, que é 
conhecido como aquele trabalhador que acorda cedo (normalmente na madrugada) para pegar 
conduções, juntamente com suas marmitas e garrafas de água, com destino à zona rural para 
trabalhar nas plantações. Essa atividade é sazonal e foi muito praticado um tempo atrás no país. 
Entretanto, as condições de muitos trabalhadores, mesmo com a fiscalização dos órgãos oficiais e 
denúncias, ainda são muito semelhantes aos mesmos boias-frias de tempos atrás das fazendas de 
cana-de-açúcar. 
 
Gabarito: Errado 
13. 
No processo de modernização no campo, o pequeno agricultor vê-se excluído da dinâmica 
das atividades agrícolas em função do baixo volume de produção por este alcançado. 
Comentários 
Podemos dizer que, entre os efeitos da mecanização do campo, destacam-se as mudanças nas 
relações de trabalho, o êxodo rural, o aumento da produtividade, o aumento do desemprego no 
campo e a concentração de terras no país. A maior presença das máquinas no espaço rural alterou 
a dinâmica do espaço agrário, pois ela interfere na presença da mão de obra, pois demanda cada 
vez uma mão de obra específica: a especializada, e um menor número de trabalhadores. Além 
disso, modifica a relação entre o campo e a cidade, pois é a cidade que fornece os equipamentos, 
as máquinas, os insumos, a mão de obra técnica e qualificada, entre outros elementos. Assim, a 
modernização do campo contribui para o aumento do desemprego estrutural, conforme falado 
anteriormente, na produção agropecuária, desencadeando a substituição dos trabalhadores por 
máquinas (colheitadeiras por exemplo). Frente a esse processo encontra-se o pequeno produtor 
que, muitas vezes não possui condições de se modernizar, de adquirir máquinas, insumos, e 
possuir imites de créditos e subsídio para aumentar sua produção e competitividade com o 
agronegócio. A marginalização dentro dessa dinâmica no campo faz com que a permanência e 
existência desses pequenos agricultores fiquem cada vez mais difícil. 
Gabarito: Certo 
 
 
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14. (CESPE - 2010 - MPU - Analista - Geografia) 
Com base nos dispositivos legais, julgue o item que se segue, a respeito de licenciamento e 
delimitação de APP. 
Para regularização fundiária sustentável de área urbana, a intervenção na vegetação ou a sua 
supressão em APP pode ser autorizada, pelo órgão ambiental competente, nas áreas 
ocupadas por população de baixa renda, predominantemente residenciais e incluídas no 
plano de regularização fundiária sustentável do município. 
Comentários 
As intervenções nas Áreas de Preservação Permanente, em razão de sua função ambiental, são de 
utilização muito restrita. Contudo, elas não são intocáveis, conforme aponta o Ministério do Meio 
Ambiente (MMA), mas apenas em alguns casos. Em caso de utilidade pública, interesse social ou de 
baixo impacto ambiental, as intervenções podem ser feitas nas APP´s. As Áreas de Preservação 
Permanente forma instituídas pelo Código Florestal em 2012 (Lei nº 12.651) caracterizadas por 
espaços territoriais legalmente protegidos, ambientalmente frágeis e vulneráveis, podendo ser 
público ou privadas, urbanas ou rurais, cobertas ou não por vegetações nativas, conforme aponta 
o MMA. 
ANTES DO CÓDIGO FLORESTAL, VIGÊNCIA DA RESOLUÇÃO DO CONAMA 369/06 
Conforme Art. 9 º da resolução CONAMA 369/06 (ATENÇÃO, REPARE QUE A RESOLUÇÃO É DE 
2006) que regulamenta os casos de supressão de APP: 
Art. 9º 
A intervenção ou supressão de vegetação em APP para a regularização fundiária sustentável de 
área urbana poderá ser autorizada pelo órgão ambiental competente, observado o disposto na 
Seção I desta Resolução, além dos seguintes requisitos e condições: 
I - ocupações de baixa renda predominantemente residenciais; 
- A elaboração da questão e aplicação da mesma  Ano de 2010 (Assim, a questão estava 
CORRETA) 
- Código Florestal  maio de 2012, Lei nº 12.651 que REVOGA A RESOLUÇÃO DO CONAMA 
369/06 (Assim, a questão atualmente CONTINUA CERTA DE ACORDO COM O ARTIGO 3º, NO 
INCISO IX, letra d, abaixo destacado: 
Lei 12.651/2012: 
Art. 3º Para os efeitos desta Lei, entende-se por: 
VIII - utilidade pública: 
a) as atividades de segurança nacional e proteção sanitária; 
b) as obras de infraestrutura destinadas às concessões e aos serviços públicos de transporte, sistema viário, inclusive aquele 
necessário aos parcelamentos de solo urbano aprovados pelos Municípios, saneamento, energia, telecomunicações, radiodifusão, 
bem como mineração, exceto, neste último caso, a extração de areia, argila, saibro e cascalho; 
c) atividades e obras de defesa civil; 
d) atividades que comprovadamente proporcionem melhorias na proteção das funções ambientais referidas no inciso II deste artigo; 
e) outras atividades similares devidamente caracterizadas e motivadas em procedimento administrativo próprio, quando inexistir 
alternativa técnica e locacional ao empreendimento proposto, definidas em ato do Chefe do Poder Executivo federal; 
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IX - interesse social: 
a) as atividades imprescindíveis à proteção da integridade da vegetação nativa, tais como prevenção, combate e controle do fogo, 
controle da erosão, erradicação de invasoras e proteção de plantios com espécies nativas; 
b) a exploração agroflorestal sustentável praticada na pequena propriedade ou posse rural familiar ou por povos e comunidades 
tradicionais, desde que não descaracterize a cobertura vegetal existente e não prejudique a função ambiental da área; 
c) a implantação de infraestrutura pública destinada a esportes, lazer e atividades educacionais e culturais ao ar livre em áreas 
urbanas e rurais consolidadas, observadas as condições estabelecidas nesta Lei; 
d) a regularização fundiária de assentamentos humanos ocupados predominantemente por população de baixa renda em 
áreas urbanas consolidadas, observadas as condições estabelecidas na Lei no 11.977, de 7 de julho de 2009; 
e) implantação de instalações necessárias à captação e condução de água e de efluentes tratados para projetos cujos recursos 
hídricos são partes integrantes e essenciais da atividade; 
f) as atividades de pesquisa e extração de areia, argila, saibro e cascalho, outorgadas pela autoridade competente; 
g) outras atividades similares devidamente caracterizadas e motivadas em procedimento administrativo próprio, quando inexistir 
alternativa técnica e locacional à atividade proposta, definidas em ato do Chefe do Poder Executivo federal; 
 
X - atividades eventuais ou de baixo impacto ambiental: 
a) abertura de pequenas vias de acesso interno e suas pontes e pontilhões, quando necessárias à travessia de um curso d’água, ao 
acesso de pessoas e animais para a obtenção de água ou à retirada de produtos oriundos das atividades de manejo agroflorestal 
sustentável; 
b) implantação de instalações necessárias à captação e condução de água e efluentes tratados, desde que comprovada a outorga do 
direito de uso da água, quando couber; 
c) implantação de trilhas para o desenvolvimento do ecoturismo; 
d) construção de rampa de lançamento de barcos e pequeno ancoradouro; 
e) construção de moradia de agricultores familiares, remanescentes de comunidades quilombolas e outras populações extrativistas 
e tradicionais em áreas rurais, onde o abastecimento de água se dê pelo esforço próprio dos moradores; 
f) construção e manutenção de cercas na propriedade; 
g) pesquisa científica relativa a recursos ambientais, respeitados outros requisitos previstos na legislação aplicável; 
h) coleta de produtos não madeireiros para fins de subsistência e produção de mudas, como sementes, castanhas e frutos, respeitada 
a legislação específica de acesso a recursos genéticos; 
i) plantio de espécies nativas produtoras de frutos, sementes, castanhas e outros produtos vegetais, desde que não implique 
supressão da vegetação existente nem prejudique a função ambiental da área; 
j) exploração agroflorestal e manejo florestal sustentável, comunitário e familiar, incluindo a extração de produtos florestais não 
madeireiros, desde que não descaracterizem a cobertura vegetal nativa existente nem prejudiquem a função ambiental da área; 
k) outras ações ou atividades similares, reconhecidas como eventuais e de baixo impacto ambiental em ato do Conselho Nacional do 
Meio Ambiente - CONAMA ou dos Conselhos Estaduais de Meio Ambiente; 
Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12651.htm 
Gabarito: Certo 
(CESPE - 2018 - ABIN - Oficial de Inteligência) 
A respeito da dinâmica do agronegócio brasileiro, julgue os itens que se seguem. 
 
15. 
A partir da adoção de políticas públicas de ocupação do território nacional durante o regime 
militar, a fronteira agrícola expandiu-se para o Centro-Oeste, que passou a ser visto como 
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“celeiro do mundo”, destinado à produção de commodities como as do complexo grão carnes 
e à agropecuária em larga escala. 
Comentários 
Um breve panorama histórico. A partir da década de 1960 a integração nacional entrou em uma 
nova fase, com investimentos em outras regiões do país, com estímulos dados pelo governo 
federal num processo de descentralização industrial. Nessa fase, foram criados vários órgãos como 
a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), Superintendência do 
Desenvolvimento do Centro-Oeste (SUDECO) e Superintendência do Desenvolvimentoda 
Amazônia (SUDAM) com o intuito de desenvolver as diversas Regiões do território nacional. A 
construção de Goiânia (pouco falado na historiografia) e a inauguração de Brasília em 1961 foram 
fatores importantes na ocupação do Centro-Oeste. Os investimentos em infraestruturas, 
transportes integrando as regiões aos centros mais dinâmicos foram fundamentais nesse processo. 
A construção de rodovias, como a BR 364 (Brasília - Cuiabá), a BR 153 (Goiânia – São José do Rio 
Preto), a BR 163 (Cuiabá – Santarém), e a BR 364 (Cuiabá – Porto Velho) são exemplos de 
integração desses centros dinâmicos. Já nos anos de 1970 foram colocados em prática diversos 
programas que contribuíram para formação da estrutura produtiva e urbanização do Centro-
Oeste, tais como a criação do Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR), o Conselho de 
Desenvolvimento da Pecuária de Corte (CONDEPE), o Programa de Desenvolvimento dos Cerrados 
(POLOCENTRO), o Programa Especial de Desenvolvimento do Pantanal (PRODEPAN), o Programa 
Especial de Desenvolvimento da Grande Dourados (PRODEGRAN), o Programa Especial de 
Desenvolvimento da Região Geoeconômica de Brasília (PERGEB), a constituição das empresas de 
pesquisa estatais como a EMBRAPA e EMATER, e ainda muitos outros, foram capaz de fazer com 
que a região passasse a atuar como fronteira agrícola e consequentemente, atrativos 
populacionais, sendo até hoje uma das regiões que mais cresce no país. Todos esses fatores foram 
fundamentais na estruturação da região como um ´´celeiro do mundo``, conforme aponta a 
questão, atuando no cenário globalizado integrado nos setores essenciais da economia 
mundializada. A atuação no mercado internacional com a venda de commodities, como uma das 
maiores produtoras de soja, cana-de-açúcar, milho, entre outros produtos importantes, fez com 
que a região Centro-Oeste estabelecesse forte posição economicamente. 
Gabarito: Certo 
16. 
A expansão da fronteira agrícola na Amazônia Legal é marcada por conflitos entre assentados 
e grandes projetos agropecuários e de mineração e por intensa devastação e desperdício dos 
recursos naturais e da biodiversidade, o que compromete o futuro da região. 
Comentários 
O espaço da Amazônia Legal, que nos anos dos governos militares tornou-se meta de grandes 
contingentes de colonos vindos do Sul e Nordeste, vem se alterando continuamente, numa área de 
muitos conflitos fundiários. O acesso a propriedade rural, assim como as tecnologias, os créditos 
agrícolas, os insumos, entre todos os outros elementos que estão vinculados a produção agrícola, é 
cada vez restrito à grandes produtores articulados com grandes empresas que passaram a atuar na 
produção agropecuária. 
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A mineração é outro grande problema abordado na questão. Muitas áreas de conflitos entre as 
empresas mineradoras, como a Vale, e outros mineradores, de um lado, e de outro a população 
local e muitos povos indígenas, que sofrem em seus territórios a possibilidade de desapropriação 
de áreas destinada para exploração desses recursos minerais, como é o caso recente ocorrido no 
então governo Temer em 2017, na Renca (Reserva Nacional do Cobre e Associados), muito rica em 
ouro e outros minérios e tem grandes reservas naturais e terras indígenas. Outro caso de grandes 
conflitos é na mina de níquel Onça Puma, localizada em Ourilândia do Norte, no Pará, que teve 
suas atividades suspensas por contaminação das águas do rio Cateté, utilizado pela comunidade 
indígenas Xikrin para pesca, banho e outras atividades. 
Assim, o espaço Amazônico passa de um espaço de possibilidades de resoluções de conflitos no 
campo atrelado com o fluxo migratório de outras regiões, de trabalhadores rurais sem-terra, onde 
a terra tem um significado simbólico de ´´todos``, passa a ser área de reprodução e produção 
desses conflitos fundiários, consequência do avanço cada vez maior dar fronteira agrícola e do arco 
do desmatamento. Sem muitos incentivos, créditos, condições, a população de trabalhadores 
rurais que migram em busca de melhores condições de vida acaba se marginalizando em áreas das 
cidades ou vilarejos típicos nessa região. Um exemplo é o caso de Juriti, também no Pará, onde a 
população era de 10mil e após o inicio da exploração mineral saltou para 20mil habitantes. Esse 
aumento na população gera grandes problemas pois demanda mais serviços básicos como saúde, 
educação, infraestrutura, entre tantos outros. Além do aumento da criminalidade. 
 
 
Gabarito: Certo 
17. (CESPE - 2018 - ABIN - Agente de Inteligência) 
Julgue o item subsequente, a respeito da evolução da estrutura fundiária rural e dos 
movimentos demográficos no território brasileiro. 
 
A agricultura científica e o agronegócio têm impacto direto na concentração fundiária e no 
mercado de trabalho no campo, pois as empresas agrícolas compram ou arrendam vastas 
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extensões de terra para o cultivo e geram empregos especializados, impondo novas relações 
de trabalho para os agricultores, que não têm condições técnicas e financeiras para competir 
com esse modelo de agricultura. 
Comentários 
As transformações que ocorreram no mundo do trabalho nas últimas décadas podem ser 
observadas também no espaço rural, que teve significativas alterações nas relações. A utilização 
cada vez mais crescente de máquinas no campo, fez com que a demanda de trabalhadores 
alterasse. O perfil que o agronegócio exige é o trabalhador qualificado, ou seja, aquele que possui 
formação específica para atender as exigências do mercado: agrônomos, médicos veterinários, 
zootécnicos, economistas, administradores, entre outras profissões que não exige formação 
superior, mas uma formação especializada, como mecânicos, piloto de avião, operador de 
máquinas, etc. Assim, muitos trabalhadores que atuava no campo com trabalho manual teve seus 
empregos substituídos, acompanhado pelo processo de mecanização. Inclusive, observa-se 
dificuldades destes empregados em se reintegrarem a outros setores, pelo baixo nível de 
escolaridade e pouca capacitação. 
Contudo, há de se lembrar que o trabalho manual não foi extinto no meio rural, mas a sua 
demanda sim. Mesmo com a crescente oferta para profissionais altamente qualificados ou para 
cargos de liderança, puxados pela expansão do agronegócio, áreas como pecuária de corte, de leite 
e sucroenergética ainda buscam mão de obra primária (sem qualificação) no mercado. Segundo 
dados da Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura (Contag), nas regiões Nordeste, 
Sudeste e Centro-Oeste ainda existe muito trabalho manual, como por exemplo nas lavouras de 
canas nordestinas. E segundo os dados do Cadastro Geral de Empregos e desempregados (Caged), 
órgão ligado ao Ministério do Trabalho, mostram que as contratações na agropecuária são 
sazonais, ou seja, em determinadas épocas do ano, e o período em que o setor mais emprega é no 
início e no meio do ano. Esse Movimento sazonal das culturas gera a característica do setor, com 
muitos contratos de curto prazo, que viabiliza a informalidade, outro elemento encontrado no 
espaço agrário brasileiro. Os trabalhos informais são portas abertas para trabalhos de forma 
degradante que podem levar ao trabalho escravo no campo. 
 
 
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Gabarito: Certo 
18. (CESPE - 2018 - ABIN - Agente de Inteligência) 
Julgue o item subsequente, a respeito da evolução da estrutura fundiária rural e dos 
movimentos demográficos no território brasileiro. 
A internacionalização da agropecuária brasileira ainda é totalmente dependente de 
investimentos de conglomerados e empresas estrangeiras que compram empresas nacionais 
do setor e terras para cultivo. 
Comentários 
Precisa ficar de olho quando a questão generaliza. Sempre tende a ser errada. Nesse caso, o fato 
está em dizer que a internacionalização da agropecuária brasileira ainda é TOTALMENTE 
dependente de investimentos de conglomerados e empresas estrangeiras. Apesar do mercado 
nacional ter uma intima relação com o mercado agropecuário mundial, pois grande parte de sua 
produção é voltada para a exportação, a maior parte dos investimentos atuais no agronegócio 
brasileiro é nacional. Investimentos e créditos agrícolas subsidiados por bancos nacionais e 
empresas do ramo possibilita o desenvolvimento do setor. No país, o agronegócio representa 
fonte de 21% do PIB, com a produção de 2018 de 226,5 toneladas, mesmo com redução de 5,9% 
comparado com 2017, ainda apresenta grande papel para a relevância do país no cenário mundial. 
Contudo, deve ser observado com relação a sua dependência de insumos internacionais. O país 
ainda importa cerca de 75% desses insumos. Conforme cresce a safra, sobem também os números 
que amarram a produção do país aos mercados internacionais. 
Gabarito: Errado 
19. (CESPE - 2018 - ABIN - Agente de Inteligência) 
Com referência à divisão inter-regional do trabalho e da produção no Brasil, julgue o item a 
seguir. 
As atividades corporativas de empresas nacionais e internacionais (produção, circulação, 
distribuição e consumo) integram partes expressivas do território brasileiro, por meio de 
redes de infraestruturas, de informação e comunicação. 
Comentários 
Não se deixe enganar pela questão e pelo senso comum. O país é um grande potencial econômico 
e possui integração territorial fruto de políticas de estado feita principalmente após 1930. 
Atualmente o país possui um complexo parque industrial, apesar de estar concentrado sobretudo 
nos estados do Centro-Sul e nas regiões metropolitanas do país. Esta região possui a economia 
mais diversificada do país, com intensas atividades econômicas, com o maior aproveitamento de 
terras para agricultura e pecuária, com uma elevada taxa de industrialização e urbanização. Essa 
região também é responsável por produzir a maior parte do produto interno bruto, liderando a 
produção nacional em todos os setores brasileiros. As industrias que se destacam é a metalurgia, 
automobilística, têxtil, petroquímica e de aviação. Mesmo com o importante eixo econômico entre 
São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, a região conta com outros polos industriais importantes 
como Volt Redonda, Timóteo, Goiânia, Brasília, Curitiba, Campinas, entre outros. A agricultura e o 
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agronegócio são elementos importantes no processo de integração da região, sendo base da 
economia no nosso país. O país é um dos maiores exportadores agrícolas do mundo. A produção 
energética no país é uma das melhores, colocando o país como uma das potências energéticas do 
mundo. Toda a produção é integrada com uma infraestrutura de transporte. Temos a 4º maior 
malha rodoviária do mundo. Esse transporte é o principal sistema logístico, por onde passam mais 
de 60% de toda a carga movimentada no território brasileiro. Atualmente o país é o 8º maior 
mercado da indústria automobilística do mundo. Por ser um país de dimensões continentais, o 
Brasil tem no setor de telecomunicações um forte papel no que tange a integração dos diversos 
setores sociais e econômicos. Esse setor que engloba os serviços de telecomunicações, serviços de 
valor agregado e produtos utilizados para a prestação destes serviços, de acordo com o IBGE, 
possui uma rede que possibilita a integração nacional, tendo como base a informação. 
Gabarito: Certo 
20. (CESPE - 2013 - SEDUC-CE - Professor Pleno I - Geografia) 
Entende-se por fronteira agrícola moderna a ocupação de áreas para as atividades agrícolas 
com alto conteúdo tecnológico e organizacional, em substituição à pecuária extensiva, às 
formas tradicionais de cultura e(ou) à cobertura vegetal original. Atualmente, a área ocupada 
pela fronteira agrícola moderna coincide, proximamente, à área de abrangência do chamado 
polígono dos solos ácidos, que ocupa a maior parte da região Centro-Oeste, parte do estado 
de Minas Gerais e do Tocantins, bem como algumas regiões do Nordeste. 
S. Frederico. Gênese e consolidação da rede urbana na região de fronteira agrícola moderna. 
In: E. Costa e R. Oliveira. As cidades entre o real e o imaginário: estudos no Brasil (com 
adaptações). 
Ainda com relação à fronteira agrícola moderna, é correto afirmar que a construção de 
Brasília possibilitou 
A) a concentração da maior parcela da produção agrícola no centro-norte do país, a partir da 
década de 70 do século XX. 
B) a formação de uma rede urbana brasileira sustentada por novas relações de trabalho 
advindas do contato entre o campo e a cidade, a partir da década de 70 do século XX. 
C) a construção de ferrovias para o escoamento da produção. 
D) a integração nacional por meio da navegação de cabotagem. 
E) a transformação do Centro-Oeste em centro decisório econômico relativo à exportação da 
produção agrícola. 
Comentários 
Apesar da construção de Brasília ser um fator de importante análise e integração da região, sendo 
inclusive uma importante zona industrial no país, e ainda, algumas outras áreas no estado de 
Goiás, a urbanização, e principalmente da região Centro-Oeste, está relacionada com as relações 
de produção agrícola e as práticas agropecuárias. 
A população da região apresentou um rápido crescimento vegetativo, após década de 1960, e 
continua apresentando crescimento desde então. Nas últimas décadas houve uma forte explosão 
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demográfica intensificada sobretudo pela modernização e expansão das atividades agropecuárias, 
com construção de uma forte infraestrutura de transporte, integrando o setor aos principais portos 
e zonas econômicas do país. Esse processo facilitou a ocupação da região nas áreas próximas as 
rodovias que cortam os estados, e integrou o sistema agrícola aos setores econômicos e industriais 
do país. A inserção de máquinas resultado do processo de modernização do campo, fez com que 
muitas pessoas deixassem o campo, devido a falta de empregos, em busca de melhores condições 
de vida e trabalho nos centros urbanos. O processo do êxodo rural ocorrido resultou no rápido 
crescimento da população que ocupou os centros urbanos, e até mesmo o aparecimento de novas 
centralidades urbanas. Projetos de incentivo ao povoamento também foi um elemento importante 
no impulso da elevação do número de habitantes, com créditos e preços baixos da terra, 
facilitando o seu acesso. 
A – Incorreto. Não há concentração da maior parcela da produção agrícola no centro-norte do país, 
a partir da década de 70 do século XX. Ao contrário, a região norte é uma das regiões menos 
ocupada devido a presençada Floresta Amazônica, que é um fator natural de barreira para o 
processo. 
C – Incorreto. No país, o investimento em ferrovias durante 100 anos foi praticamente o mesmo, 
não alterando o quadro ferroviário no Brasil. 
D – Incorreto. Apesar de ser um modal muito importante para o país, visto que a grande parcela da 
população e concentração de industrias no Brasil estar próximos a áreas litorâneas, a cabotagem 
representa apenas 9,6% da matriz brasileira de transporte de carga. 
E – Incorreto. A região é a maior produtora agrícola do país, contudo as decisões econômicas e a 
maior parte das empresas ligadas a agroindústrias possui sede em São Paulo, sendo esse o centro 
decisório econômico do setor. 
 
http://www.tecnologistica.com.br/portal/artigos/66018/um-retrato-da-navegacao-de-cabotagem-no-brasil/ 
 Gabarito: B 
21. (CESPE - 2013 - SEDUC-CE - Professor Pleno I - Geografia) 
Entende-se por fronteira agrícola moderna a ocupação de áreas para as atividades agrícolas 
com alto conteúdo tecnológico e organizacional, em substituição à pecuária extensiva, às 
formas tradicionais de cultura e(ou) à cobertura vegetal original. Atualmente, a área ocupada 
pela fronteira agrícola moderna coincide, proximamente, à área de abrangência do chamado 
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polígono dos solos ácidos, que ocupa a maior parte da região Centro-Oeste, parte do estado 
de Minas Gerais e do Tocantins, bem como algumas regiões do Nordeste. 
S. Frederico. Gênese e consolidação da rede urbana na região de fronteira agrícola moderna. 
In: E. Costa e R. Oliveira. As cidades entre o real e o imaginário: estudos no Brasil (com 
adaptações). 
Tendo o texto acima como referência inicial, e considerando os múltiplos aspectos que ele 
suscita, assinale a opção correta. 
A) Com o avanço da fronteira agrícola moderna, emergiram novas cidades brasileiras, nas 
quais passou a ocorrer uma inversão: o campo tornou-se menos funcional para as cidades e 
as cidades tornaram-se funcionais para o campo. 
B) A fronteira agrícola moderna se configurou mais intensamente em São Paulo que nos 
demais estados. 
C) Entre os serviços ofertados pelas cidades do agronegócio, destaca-se a comercialização dos 
grãos realizada pelos escritórios comerciais importadores das grandes empresas (tradings). 
D) A difusão do meio técnico científico-informacional, em determinadas regiões de fronteira 
agrícola moderna, propiciou que ações e objetos agregassem valor fundamentado no 
desenvolvimento da ciência e da informação, contudo essa difusão não favoreceu a 
proliferação de serviços com múltiplas especializações. 
E) No caso da região pantaneira brasileira, a integração territorial promovida pela construção 
das rodovias, associada à inexistência de heranças territoriais de grande monta, facilitou a 
rápida difusão da agricultura moderna nessa área. 
Comentários 
A cidade tornou-se o centro da realização da produção agrícola moderna. São nelas que a 
quantidade e a qualidade dos consumos produtivos e consumptivos associado ao poder de 
interconexão com os demais centros é que vai redefinir a nova hierarquia urbana na fronteira 
agrícola moderna, de acordo com Samuel Frederico, autor do texto citado. Algumas cidades 
tornam-se novos centros enquanto outras perdem a posição exercida em períodos anteriores. Essa 
nova estruturação é acompanhada de uma maior especialização dos núcleos urbanos, 
aprofundando a divisão territorial do trabalho e acarretando na necessidade da criação de mais 
fluxos. 
B – Incorreto. De acordo com o próprio texto (na integra), “a expansão da fronteira agrícola 
moderna ocorreu principalmente em direção às áreas de Cerrado, também conhecidas como 
polígono dos solos ácidos ou planaltos tropicais interiorizados”. 
C – Incorreto. As cidades do agronegócio não são importadoras e sim EXPORTADORAS de grãos. 
D – Incorreto. O final da afirmativa está errado, isto é, FAVORECEU a especialização funcional dos 
novos objetos e ações. 
E – Incorreto. O erro está em dizer “à INEXISTENCIA de heranças territoriais de grande monta”, o 
que não é verdade. 
Fonte: FREDERICO, Samuel. As cidades do agronegócio na fronteira agrícola moderna brasileira. 
http://revista.fct.unesp.br/index.php/cpg/article/view/1933/1813 
Gabarito: A 
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(CESPE - 2017 - Instituto Rio Branco - Diplomata) 
O Brasil é, na América Latina, um dos países que mais reorganizou sua atividade agropecuária 
desde meados do século XX. Desde então, a reestruturação produtiva da agricultura brasileira 
tem-se norteado pela racionalidade com funcionamento regulado pelas relações de produção 
e distribuição globalizadas, direcionando-se, cada vez mais, ao atendimento da crescente 
demanda do mercado urbano interno e à produção de commodities para a exportação, in 
natura ou após passarem por algum tipo de transformação industrial, o que aumenta seu 
valor agregado. 
Denise Elias. Globalização, agricultura e urbanização no Brasil. Internet: (com adaptações). 
 
Tendo esse fragmento de texto como referência inicial, julgue (C ou E) os itens seguintes, 
acerca da estruturação e do funcionamento do agronegócio no Brasil. 
 
22. 
Característica marcante do atual período da agricultura brasileira é a ocupação de milhões de 
hectares de cerrado pela agricultura moderna globalizada, ao mesmo tempo em que se 
aprofundam a divisão territorial do trabalho, os conflitos envolvendo povos e comunidades 
tradicionais, o uso intensivo dos recursos naturais e a perda de biodiversidade. 
Comentários 
Os efeitos do desmatamento na nova fronteira agrícola do Cerrado atualmente têm chamado 
atenção dos ambientalistas e especialistas da área. Formada pelo maranhão, Tocantins, Piauí e 
Bahia, os quatros estados forma a parte norte do Cerrado batizada pelo Ministério da Agricultura, 
Pecuária e Abastecimento (Mapa) de Matopiba. Os quatros foram responsáveis por 65% do 
desmatamento do Cerrado verificado pelo MMA entre 2009 e 2010. O interesse dos investidores 
agrícolas é motivado pelas condições edafoclimáticas (do solo e do clima) favoráveis e pela posição 
geográfica estratégica, como por exemplo, em Tocantins, ao centro do Brasil. Caracterizadas pela 
alta incidência solar, as terras tocantinenses recebem chuva de dezembro a maio e costumam 
sofrer uma longa estiagem nos demais meses. 
Desde a colonização portuguesa, a posse e o domínio das terras brasileiras foram concentrados em 
latifúndios espalhados pelo país. Tal situação é consequência do processo histórico de ocupação do 
território nacional, que teve sua base erguida no latifúndio monocultor e escravista. Contudo, o 
cenário descrito na questão aponta para o processo de modernização do campo brasileiro ocorrido 
essencialmente após a década de 1970. A mecanização e a utilização cada vez maior de máquinas 
no espaço rural do país, fez com que a demanda por empregos diminuísse cada vez mais, e 
consequentemente a dificuldades da população camponesa em se manter no campo foi 
aumentando. O êxodo rural é consequência desse processo. Além disso, o pequeno produtor 
também encontrou grandes dificuldades em se manter no campo, vendendo suas terras para os 
grandes produtores e migrando para as cidades. Esse processo concentrou ainda mais a terra em 
uma pequena parte da população rural 
Gabarito: Certo 
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23. 
Para atender, principalmente, ao mercado internacional, adotam-se, nas áreas do bioma 
Cerrado, os modelos de ocupação do território e de produção desenvolvidos pelo 
agribusiness nos países centrais do capitalismo global, que favorecem a produção em larga 
escala, intensiva em tecnologia, a partir dos latossolos de média e alta fertilidade. 
Comentários 
No Gabarito consta que a assertiva está correta, no entanto, está errada. O erro está em dizer que 
o latossolo possui média e alta fertilidade. O Cerrado é composto por diferentes tipos de solos, que 
estão relacionados com a questão climática, bem como a formação vegetal e sua formação 
geológica. De uma maneira geral, os solos do Cerrado são predominantemente dos Latossolos. 
Esse tipo de solo é característico pela sua acidez e baixa fertilidade. De acordo com o site da 
Embrapa: 
Os latossolos são muito intemperizados, com pequena reserva de nutrientes para as plantas, 
representado normalmente por sua baixa a média capacidade de troca de cátions. Mais de 95% 
dos latossolos são distróficos e ácidos, e teores de fósforo disponível extremamente baixos. Em 
geral, são solos com grandes problemas de fertilidade 
 O fato de o relevo do Cerrado ser antigo, significa que os seus solos foram bastante 
trabalhados pelos agentes do intemperismo (clima, água, vento, etc). O processo de lixiviação – 
lavagem da camada externa do solo pela água das chuvas – o que diminui a sua fertilidade ao 
longo do tempo. Contudo, a ausência de fertilidade dos solos foi resolvia na caricatura atrás de 
estudos e pesquisas feito pela Embrapa, e por intermédio de aplicação de técnicas de manejos 
específicas como a calagem (correção da acidez por meio do calcário), adubo de potássio, fosfato, 
entre outras. 
Fonte: http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Agencia16/AG01/arvore/AG01_96_10112005101956.html 
Gabarito: Errado 
24. 
As regiões produtivas do agronegócio brasileiro são competitivas no mercado global de 
commodities e caracterizadas pela especialização produtiva que atende a parâmetros 
internacionais de qualidade e de custos. 
Comentários 
A posição do Brasil como um dos países da produção global e o crescente aumento de sua 
influencia no cenário internacional devem-se, em grane medida, à competitividade de suas 
exportações. Atualmente o país é o 3º maior exportador do mundo, e elas têm papel crucial na 
política econômica do Brasil, em especial porque o saldo comercial positivo representa um 
importante fator de equilíbrio da balança de pagamento. Em geral, o bom desempenho da 
economia brasileira, dentre os diversos fatores que influem no progresso desses índices, se deve a 
essas exportações de commodities, puxados pela soja (maior produtor e exportador atualmente 
deste produto), cana-de-açúcar, milho, café, entre outros. As commodities representam cerca de 
65% do volume exportado, enquanto os produtos manufaturados representam 35% restantes. A 
capacidade de preservação de uma estrutura produtiva do país se deve a diversificado, denso, 
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complexo e competitivo sistema. Contudo, existem alguns gargalos relacionados a competitividade 
dos exportadores, alguns deles: macroeconômicos, infraestrutura, burocracia, custo de logística e 
transporte, acesso a financiamentos para exportação e entraves tributários. 
Gabarito: Certo 
25. (CESPE - 2017 - Instituto Rio Branco - Diplomata) 
Foi a partir da realização da Conferência Eco 92, da qual resultou o Tratado de Quioto (em 
1997), que a busca por energia menos poluente e renovável tornou-se uma prioridade em 
alguns países, como a China e o Japão, que passaram a adicionar álcool (etanol anidro) à 
gasolina, na busca de diminuir o uso do petróleo e a emissão de monóxido de carbono, um 
dos gases responsáveis pelo efeito estufa. A partir daí, iniciou-se uma fase de preocupação 
mundial pela proteção ambiental, por meio da criação de políticas e acordos internacionais, 
principalmente no que se refere ao aquecimento global. 
Lara C.G. Ferreira. As paisagens regionais da microrregião Ceres (GO) – das colônias agrícolas 
nacionais ao agronegócio sucroenergético. Brasília, Tese de Doutorado, UnB, 2016. 
 
Tendo o texto anterior como referência inicial e considerando os múltiplos temas por ele 
evocados, julgue (C ou E) o item a seguir. 
No Brasil, o setor sucroalcooleiro, além da produção de açúcar e álcool, tem intensificado a 
geração de energia a partir da queima da biomassa da cana, o que representa uma 
alternativa ao tradicional modelo de energia hidrelétrica. 
Comentários 
O Brasil é destaque global no uso de biomassas. Dentre as fontes para a produção de energia, a 
biomassa apresenta grande potencial, e é considerada como uma alternativa viável para a 
diversificação da matriz energética do país, em substituição aos combustíveis fósseis, como 
petróleo e o carvão. Com uma demanda cada vez maior por energia e com um menor impacto 
ambiental, reforça a necessidade de obtenção de fontes alternativas, limpas e renováveis de 
energia. Nesse sentido, a busca por outras fontes tem destaque na energia termelétrica. Dentre as 
matérias-primas utilizadas nas usinas termelétricas, a biomassa tem se destacado como um 
produto renovável e com elevado potencial de uso na geração de energia elétrica. De acordo com 
o Ministério de Minas e Energia, biomassa é toda matéria orgânica não fóssil, de origem animal ou 
vegetal que pode ser utilizada na produção de calor, seja para uso térmico industrial, seja para 
geração de eletricidade e/ou que pode ser transformada em outras formas de energia sólidas 
(carvão vegetal, por exemplo) líquidas (etanol, biodiesel) e gasosas. Nesse contexto, o recente 
setor sucroenergético vem se destacando como fornecedor da matéria-prima para produção de 
etanol, mas também pelos produtos secundários gerados no processamento da cana-de-açúcar. 
Fonte: http://www.brasil.gov.br/noticias/infraestrutura/2011/12/brasil-e-destaque-global-no-uso-de-biomassa 
 
Gabarito: Certo 
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26. (CESPE - 2017 - SEDF - Professor de Educação Básica - Geografia) 
No atual período histórico, caracterizado pela forte internacionalização do modo de produção 
capitalista, importantes transformações de ordem técnica, política e econômica têm 
promovido intensa reestruturação produtiva e regional do Brasil e do mundo. A intensificação 
do poder das empresas transnacionais sobre o espaço mundial é uma dessas manifestações. 
Iná Elias de Castro. Política pública e conflito no espaço urbano. In: GEOgraphia, ano 18, n. º 
36, 2016 (com adaptações). 
Considerando esse texto, julgue o item a seguir. 
Em contraponto ao processo de modernização produtiva, o setor agropecuário no Brasil 
mantém uma estrutura baseada na produção para a exportação sem a agregação de valor, 
representada pelo processo parcial ou total de transformação pela indústria nacional. 
Comentários 
O erro está em dizer que o Brasil mantém uma estrutura baseada na produção para a exportação 
SEM A AGREGAÇÃO DE VALOR, o que não é verdade. O que acontece é que a base das exportações 
brasileiras é baseada em matérias-primas, como soja, minerais, e cada vez menos produtos de 
valor agregado,como os que demandam tecnologia. Segundo estudo do IPEA, a perda de 
competitividade e de mercado das exportações brasileiras de produtos com valor agregado se 
acentuou com a crise global, que iniciou em 2008, além da forte participação a China no mercado 
mundial. Ainda segundo o estudo, nos últimos anos, as exportações brasileiras de matérias-primas 
e insumos básicos cresceram muito acima daquelas de maior valor agregado dentro da mesma 
cadeia produtiva. E ainda, o Brasil possui uma baixa política industrial e comercial que permita 
ampliar a escala de produção de bens de maior valor agregado, além de um sistema tributário que 
onera produtos mais elaborados e ausência de ações de política industrial estão contribuindo para 
a manutenção desse sistema de exportação característico do país, fazendo com que o Brasil 
continue a ser um exportador de produtos de menor valor agregado. 
Gabarito: Errado 
27. (CESPE - 2017 - SEDF - Professor de Educação Básica - Geografia) 
Julgue o item a seguir, relativo à interação entre sociedade e natureza. 
O Brasil é o país que mais consome agrotóxicos no mundo, o que está relacionado à 
contaminação dos solos. Antes de o Brasil assumir essa posição, a China era o maior 
consumidor desses produtos. 
Comentários 
Brasil lidera o ranking de maior consumidor de agrotóxicos do mundo, em 2018, liderança de 10 
anos seguidos. Anteriormente quem ocupava essa posição era os Estados Unidos, que está em 
segundo lugar hoje. Todos os anos são utilizados cerca de 7,3 litros de agrotóxicos por pessoa no 
país. Além disso, o Brasil consome agrotóxico que já foram proibidos em vários outros países. 
O Ministério da Saúde em seu relatório Nacional de Vigilância em Saúde de Populções expostas a 
Agrotóxicos, constatou que as vendas aumentaram em 90,5% nos últimos anos, enquanto a área 
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plantada cresceu apenas 19,5%, ou seja, um crescimento desproporcional, sugerindo uma maior 
exposição da população brasileira à contaminação. O Glifosato é o agrotóxico mais utilizado no 
Brasil, sendo classificado como provavelmente cancerígeno pela Agencia Internacional de Pesquisa 
em Câncer. 
 
Gabarito: Errado 
28. (CESPE - 2016 - Instituto Rio Branco - Diplomata) 
A mundialização não diz respeito apenas às atividades dos grupos empresariais e aos fluxos 
comerciais que elas provocam. Inclui também a globalização financeira, que não pode ser 
abstraída da lista das forças às quais deve ser imposta a adaptação dos mais fracos e 
desguarnecidos. 
François Chesnais. A mundialização do capital.São Paulo: Xamã, 1996 (com adaptações). 
 
Tendo como referência inicial o fragmento de texto apresentado, julgue (C ou E) o item 
subsequente. 
A agricultura moderna brasileira elabora usos e apropriações da terra com reduzida demanda 
de recursos hídricos e maximização da fragmentação do território nacional. 
Comentários 
A agricultura é a atividade econômica que mais demanda água em todo o planeta, totalizando em 
média um montante de 70% de toda a água consumida no planeta, segundo dados da FAO. Já no 
Brasil, o valor de consumo é de 72%. Além de mais consumir água, é a atividade que mais 
desperdiça água. Ainda segundo a FAO, quase metade de toda a água empregada no campo é 
desperdiçada e, caso a redução fosse de 10% do consumo, a quantidade de água seria suficiente 
para abastecer duas vezes a população do planeta. E a tendência é de aumento. Segundo 
estimativas, em 2025 o consumo será elevado em até 50% nos países em desenvolvimento. No 
país, a irrigação é responsável pelo maior consumo de água, segundo a Agência Nacional das Águas 
(ANA). Outro ponto é o fato de a questão trazer a fragmentação do território nacional, o que 
também não é verdadeiro. A intenção dos setores é a integração cada vez maior do processo 
produtivo, evidenciado inclusive em políticas públicas de ordenamento do território. 
Gabarito: Errado 
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29. (CESPE - 2015 - MPOG - Geógrafo) 
A respeito dos efeitos da reestruturação produtiva no território brasileiro, que ocorreu como 
consequência da revolução tecnocientífica informacional, a partir da segunda metade do 
século XX, julgue o próximo item. 
Fatores como altos custos de transporte, barreiras impostas pela legislação ambiental e 
dependência da importação de tecnologias relacionadas à produção agrícola limitaram a 
expansão do agronegócio no território do Brasil, que, por sua vez, reorganizou o seu sistema 
produtivo agropecuário de maneira superficial, de forma a manter precários o latifúndio e as 
relações de trabalho no campo. 
Comentários 
O agronegócio é responsável por 22% do PIB nacional, impulsionando a economia do Brasil, que 
tem como base o setor da agricultura. Outro fator importante de se analisar é o fato de que o 
agronegócio é responsável por mais da metade das exportações brasileiras, tendo como principal 
produto a exportação de commoditie tais como soja, cana-de-açúcar, milho, café, entre outros 
produtos. A produção industrial voltada para atender o mercado da agricultura também é 
impulsionado pela crescente demanda no processo de mecanização e modernização do campo 
brasileiro. O agrobusiness engloba um conjunto de seguimentos de insumos para a agropecuária 
(fertilizantes, medicamentos veterinários, sementes, etc), produção básica (feita ainda no campo), 
agroindústrias (processamento de leite, produtos vegetais) e agrosserviços (unidade de 
beneficiamento, prestações de serviço, unidades de comercialização e distribuição, etc). Nesse 
contexto, o agronegócio é responsável pela integração de diversos setores da economia no país, 
que estão diretamente relacionados aos produtos e subprodutos advindos das atividades agrícolas 
ou pecuária. Dentro desse contexto, a questão erra ao dizer que as barreiras impostas pela 
legislação ambiental e dependência da importação de tecnologias relacionadas à produção agrícola 
limitaram a expansão do agronegócio, que por sua vez reorganizou o seu sistema produtivo 
agropecuário de maneira superficial. Ao contrário, conforme observamos anteriormente. 
Gabarito: Errado 
30. (CESPE - 2010 - SEDU-ES - Professor B - Ensino Fundamental e Médio - Geografia) 
A respeito das recentes transformações do espaço agroindustrial brasileiro, julgue o item que 
se segue. 
A agropecuária modernizou-se pela integração ao conjunto da economia, em especial, ao 
setor industrial. 
Comentários 
As atividades agrícolas após a década de 1950 passou por profundas transformações no processo 
que resultou na sua modernização, tendo como consequência uma maior produtividade do setor. 
O processo ocorreu no Brasil de forma mais intensa após 1970, que envolveu um grande aparato 
tecnológico provido de variedades de plantas modificadas geneticamente em laboratórios, 
chamado de OGMs – organismos geneticamente modificados – espécies agrícolas que foram 
desenvolvidas para alcançar alta produtividade, uma série de procedimentos técnicos com uso de 
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defensivos agrícolas e de uma grande presença de máquinas no campo. Todo esse setor foi 
beneficiado como apoio da indústria, integrando no sistema agropecuário com um forte apoio 
tecnológico. A integração da agropecuária é o núcleo do sistema agroindustrial, interligando 
setores a montante, responsável pelo provimento de insumos, de máquinas e implementos para a 
produção agropecuária (indústria para agricultura) e com setores a jusante, responsável pelo 
processamento, beneficiamento, transformação da produção agropecuária (agroindústria) e pela 
distribuição, comercialização, armazenamento e transporte das produções agropecuárias, além de 
outros serviços associados ao agronegócio. 
Gabarito: Certo 
(CESPE - 2015 - Instituto Rio Branco - Diplomata) 
O Brasil, terceira maior potência mundial agropecuária, enfrenta desafios logísticos, de 
infraestrutura e legais para continuar a crescer nesse setor, competindo internacionalmente. 
No que se refere a esse assunto e aos múltiplos aspectos a ele relacionados, julgue (C ou E) os 
itens a seguir. 
 
31. 
Denominam-se demandas corporativas os investimentos públicos que, na visão política 
nacional, são destinados a superar as deficiências em transporte, conferir competitividade e 
promover o crescimento sustentável do país, a partir do investimento estatal no setor de 
logística, considerado área estratégica de segurança nacional. 
Comentários 
O crescimento econômico nacional se encontra com alguns problemas, muito por conta da 
defasada infraestrutura logística brasileira. A pouca eficiência dessa área dificulta os diversos 
objetivos de um país em se desenvolver, ajudados pela atual crise que o país passa. Muitas 
empresas e industrias procuram ofertar seus produtos e serviços de modo mais rápido, barato e 
melhor que seus concorrentes, afim de ternar mais competitivo. No entanto, para que isso 
aconteça, exige-se uma boa infraestrutura dos modais de transporte, afim de otimizar a logística, 
uma vez que eles determinam o tempo de entrega e o valor final dos custos da operação dos 
produtos. Deste modo, algumas iniciativas estão sendo implementadas por meio do Plano Nacional 
de Logística e Transporte (PNLT) que tem como objetivo melhoramento dos modais, 
principalmente das rodovias e ferrovias. A integração do público e do privado, ou seja, governos e 
empreendedores estão investindo em novas tecnologias para maior interação da cadeia produtiva, 
que auxilia na competitividade. Áreas focadas na otimização da cadeia de suprimentos que atuam 
para evitar perdas e melhorar o tempo de resposta e entrega, sem comprometer a qualidade. 
Contudo, os modais de maneira geral no panorama nacional, necessitam que o governo 
implemente melhorias que se adequem as suas deficiências, sendo o modal mais utilizado o 
rodoviário. Apesar de o nosso país possuir uma extensa malha rodoviária (a 4ª maior do mundo), 
ainda estamos longe quando comparamos com outros países. Além dos desgastes de muitos 
pavimentos, excesso de peso dos caminhões, esse modal tem apenas 12,6% de suas estradas 
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pavimentadas, o que piora o quadro brasileiro e ainda eleva os custos logísticos de sua utilização. A 
precariedade das estradas não oferece segurança ao transporte. Por outro lado, a privatização dos 
pedágios onera esse tipo de transporte, aumentando o curso de frete no transporte da produção. 
Gabarito: Certo 
32. 
O atual modelo de uso do território brasileiro é marcado por uma regulação híbrida, cabendo 
tanto à iniciativa privada quanto ao poder público as ações de planejamento e execução de 
obras para escoamento da produção, por exemplo. 
Comentários 
O conceito de regulação que a questão traz não é no sentido de legislar, que é apenas cargo do 
setor público, mas é entendido como algo mais amplo, de ordenar, planejar o território. A parceria 
entre os setores públicos e privados tem alcançados resultados satisfatórios no planejamento e 
execução de logística para escoamento de produção no país. Segundo estudos, o investimento na 
logística de escoamento de safra é em torno de 7-9% do custo total de produção. A aplicação de 
investimentos em obras estratégicas e o fortalecimento da logística no país é fundamental para 
garantir a competitividade e a expansão da produção de grãos no Brasil. A parceria pública privada, 
conhecida como PPP é uma alternativa encontrada por muitos países na busca de fomentar 
investimentos sem comprometer os escassos recursos públicos. 
Gabarito: Certo 
33. 
Os investimentos em infraestrutura no território brasileiro, incluindo energia elétrica e 
transportes, mediante privatizações, concessões de serviços públicos a empresas privadas e 
parcerias público-privadas, estão se tornando, gradativamente, um problema para o governo 
federal em razão do desinteresse de grandes empresas nesse tipo de negócio. 
Comentários 
A questão erra em dizer que não há interesses de grandes empresas nas privatizações, concessões 
de serviços públicos a empresas privadas e parcerias público-privadas. Ao contrário, as empresas 
têm interesse sim nesse tipo de negócio. Foi no Governo Collor o primeiro a promover o programa 
de privatização do Estado brasileiro, chegando a privatizar 18 empresas públicas brasileiras, sendo 
que seu plano chamado de Programa Nacional de Desestatização previa 68 privatizações. A 
maioria das empresas foram do ramo de siderurgias. No Governo do Itamar, a continuidade foi 
dada, com destaque para a Companhia Siderurgia Nacional e a Embraer. No governo de FHC, as 
privatizações ganharam força, com destaque par a Vale do Rio Doce, Telebrás, Embratel, entre 
outras. Nos outros governos dos anos 2000 as concessões que tomaram destaque. Lula concedeu 
diversas rodovias federais, duas hidrelétricas, entre outros. No governo Dilma, foram 7 rodovias e 
6 aeroportos, incluindo ferrovias e portos. Apesar da vontade de privatizações, o governo Temer 
não teve tempo para as ações. No atual governo Bolsonaro, o mapeamento das estatais para 
privatização já foi sinalizado. Fato é que, na história recente do país, as empresas sempre 
sinalizaram o interesse nas empresas estatais, principalmente nos setores importantes como 
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hidrelétricas e de petróleo. As empresas chinesas e alemãs já acenaram para diferentes governos o 
interesse em comprar algumas hidrelétricas no país, inclusive muitas delas já estão atuando como 
parte de empresas que abriram seu capital. 
Gabarito: Errado 
(CESPE - 2013 - MPU - Analista - Geografia) 
Desde o período colonial, o espaço geográfico brasileiro foi transformado e produzido 
prioritariamente segundo as necessidades do mercado externo em detrimento da formação 
econômica interna. Foi por meio dessa perspectiva colonizadora que, a partir de 1530, as 
propriedades rurais se organizaram no Brasil. 
Com relação às questões agrária e agrícola no Brasil, julgue os itens. 
 
34. 
A partir dos anos 50 do século passado, os países capitalistas desenvolvidos intensificaram o 
processo de industrialização da agricultura no mundo subdesenvolvido como parte da 
estratégia de revigoramento do capitalismo em âmbito mundial. Esse fato ficou conhecido 
como Revolução Verde. 
Comentários 
As atividades agrícolas após a década de 1950 passou por profundas transformações no processo 
que resultou na sua modernização, tendo como consequência uma maior produtividade do setor. 
Dentro do contexto de pós-guerra e na guerra fria, os Estados unidos incentivaram a 
implementaçãode mudanças na estrutura fundiária e nas técnicas agrícolas em vários países 
desenvolvidos, devido aos avanços e conhecimentos advindos do pós-guerra. O objetivo da 
utilização de insumos, segundo os cientistas da época, era na tentativa de erradicar a fome, 
aumentando a produção de alimentos dizimando assim a fome nos países subdesenvolvidos 
através de um conjunto de práticas inovadoras. Esse processo ficou conhecido como Revolução 
Verde e aumentou significativamente a produção de alimentos no mundo, contudo a fome não 
acabou. O processo no Brasil ocorreu de forma mais intensa após 1970, que envolveu um grande 
aparato tecnológico provido de variedades de plantas modificadas geneticamente em laboratórios, 
chamado de OGMs – organismos geneticamente modificados – espécies agrícolas que foram 
desenvolvidas para alcançar alta produtividade, uma série de procedimentos técnicos com uso de 
defensivos agrícolas e de uma grande presença de máquinas no campo. Todo esse setor foi 
beneficiado com o apoio da indústria, integrando no sistema agropecuário com um forte apoio 
tecnológico. 
Gabarito: Certo 
35. 
A política de terras no Brasil e a existência da escravidão foram fatores favoráveis à imigração 
estrangeira. 
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Comentários 
É preciso estar atento ao que se pede: fatores favoráveis á imigração estrangeira no país, o que 
não está relacionado a existência da escravidão. No primeiro caso sim. A política de terras no 
Brasil, desde sua colonização com o sistema de Capitanias hereditárias teve como política de 
povoamento o repartimento das terras através dos sistemas de sesmarias. Posteriormente, muitos 
imigrantes foram atraídos, principalmente na região sul do país, tendo como incentivo a posse de 
uma pequena propriedade. Muitos italianos e alemães vieram para o Brasil nesse período, fruto de 
uma política de estado que gerou muitos debates. Outro ponto importante para não errar é o fato 
de a questão trazer a escravidão como fator de imigração. Vale lembrar que o negro africano foi 
escravizado, ou seja, sua vinda para o país foi de maneira forçada. Pela colocação da questão da a 
entender que esse tipo de migração é considerado o mesmo tipo de deslocamento migratório. O 
que não é. Notem que os motivos do primeiro processo migratório não é o mesmo do segundo. 
Gabarito: Errado 
36. 
No Brasil colônia, a terra era parte do patrimônio pessoal do rei, sendo obtida por meio de 
doação. Com a lei de terras de 1850, extinguiu-se o regime de posse, contudo, as terras ainda 
foram mantidas como propriedade do Estado e a sua aquisição se dava somente por doação 
estatal. 
Comentários 
A questão erra ao dizer que “as terras ainda foram mantidas como propriedade do Estado e sua 
aquisição se dava SOMENTE por doação estatal”. No Brasil, antes da criação da Lei de Terras em 
1850, os sesmeiros e posseiros realizavam a apropriação de terras aproveitando de brechas legais 
que não definiam bem o critério de posse das terras. Mesmo depois da independência, em 1822, 
alguns projetos de lei tentaram regulamentar dando uma definição melhor a respeito da posse da 
terra. Contudo, foi apenas em 1850 que a Lei de Terras apresentou novos critérios com relação aos 
direitos e deveres dos proprietários de terra. Com a lei, nenhuma sesmaria poderia ser concedida a 
um proprietário de terras ou seria reconhecida a ocupação por meio da posse livre. As chamadas 
terras devolutas só poderiam ser adquiridas por meio da compra junto ao governo. Ou seja, a lei 
estabelece a posse de Terra apenas por meio da compra. A terra passa a ter um valor econômico, 
justo no contexto do fim do Tráfico negreiro e a política de imigração, dificultando o acesso a terra 
dessa população. 
Gabarito: Errado 
 
 
 
 
 
 
 
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37. 
 
 
Na charge há uma crítica ao processo produtivo agrícola brasileiro relacionada ao: 
A) elevado preço das mercadorias no comércio. 
B) aumento da demanda por produtos naturais. 
C) crescimento da produção de alimentos. 
D) hábito de adquirir derivados industriais. 
E) uso de agrotóxicos nas plantações. 
Comentários 
No agronegócio, é preocupante a utilização excessiva de agrotóxicos para combater pragas 
agrícolas e aumentar a produtividade. Entre as consequências, o aumento de problemas de saúde 
na população pelo envenenamento dos alimentos, além da contaminação do solo, dos rios e da 
água subterrânea. 
Gabarito: E 
38. 
Há cinco anos as plantações de algodão de Burkina Faso, as maiores da África Ocidental, vêm 
sendo contaminadas por organismos geneticamente modificados (OGMs). E ao que tudo 
indica, o país é apenas o ponto de partida para a expansão dessa tecnologia, que traz 
enormes benefícios às empresas. 
GÉRARD, F. O pesado jogo dos transgênicos [2009]. Disponível em: www.diplomatique.org.br. 
Acesso em: 19 mar. 2010 (adaptado). 
 
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Com relação ao lucro obtido pelas empresas produtoras dos organismos geneticamente 
modificados, este tende a ser maximizado por meio do(a) 
A) propriedade intelectual, que rende royalties sobre as patentes de sementes e insumos. 
B) produção das sementes e insumos nos países consumidores, acarretando economia em 
logística. 
C) elaboração de produtos adaptados às culturas específicas, abandonando as vendas de 
produtos uniformizados. 
D) manutenção, nos países menos desenvolvidos, de grandes fazendas voltadas para o 
abastecimento interno. 
E) cultivo de plantas com maiores índices de produtividade, o que lhes renderia maior 
publicidade no combate à fome. 
Comentários 
Como mencionado corretamente na alternativa [A], a produção de transgênicos resulta em 
descapitalização do país produtor em razão dos royalties pagos às transnacionais responsáveis pelo 
desenvolvimento das patentes. Estão incorretas as alternativas seguintes porque a maximização 
dos lucros ocorre em razão das patentes. 
Gabarito: A 
39. 
 
Na imagem, visualiza-se um método de cultivo e as transformações provocadas no espaço 
geográfico. O objetivo imediato da técnica agrícola utilizada é: 
A) controlar a erosão laminar. 
B) preservar as nascentes fluviais. 
C) diminuir a contaminação química. 
D) incentivar a produção transgênica. 
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E) implantar a mecanização intensiva. 
Comentários 
A imagem retrata a produção agrícola por meio da técnica de terraceamento, conjugada com a 
plantação em curvas de nível e, portanto, como mencionado corretamente na alternativa [A], 
práticas utilizadas para controlar a erosão laminar, que em áreas montanhosas é mais incidente. 
Estão incorretas as alternativas: [B], porque a proteção de nascentes é feita com a preservação de 
matas ciliares, o que não está sendo mostrado na figura; 
[C] e [D], porque não existe associação da figuracom insumos utilizados, sejam eles os defensivos 
agrícolas ou os OGM’s; 
[E], porque as áreas montanhosas não propiciam mecanização e a figura não faz referência a ela. 
Gabarito: A 
40. 
A necessidade de se especializar, de forma talvez indireta, aproximou significativamente o 
campo e a cidade, na medida em que vários aparatos tecnológicos advindos do espaço 
urbano foram incorporados às práticas agrícolas. Maquinários altamente modernos, insumos 
industrializados na lavoura são fatores que contribuíram para uma nova forma de produzir no 
campo, cada vez com maior rapidez e especialização. 
OLIVEIRA, E B S. “Nova relação campo-cidade: tendências donovo rural brasileiro”.Revista 
Geografia. (São Paulo: Escala Educacional, maio 2011 – adaptado) 
Com base na aproximação indicada no texto, uma consequência da modernização técnica 
para os sistemas produtivos dos espaços rurais encontra-se em: 
A) Exigência de mão de obra com qualificação. 
B) Implementação da atividade do ecoturismo. 
C) Aumento do número de famílias assentadas. 
D) Demarcação de terras para povos indígenas. 
E) Ampliação do crédito à agricultura familiar. 
Comentários 
O processo de modernização agrícola ocorreu no Brasil a partir da década de 1970, quando a 
penetração do capitalismo no campo, alterou as relações campo-cidade e sendo assim, como 
mencionado corretamente na alternativa [A], a modernização passa a exigir qualificação de mão de 
obra na agropecuária. 
Estão incorretas as alternativas: 
[B], porque a modernização do campo não resulta na alavancagem do ecoturismo; 
[C], porque ocorreu aumento de latifundiarização; 
[D], porque a expansão da agroindústria esbarra em áreas de reservas indígenas; 
[E], porque a modernização do campo favorece o grande capital. 
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Gabarito: A 
41. 
A interface clima/sociedade pode ser considerada em termos de ajustamento à extensão e 
aos modos como as sociedades funcionam em uma relação harmônica com seu clima. O 
homem e suas sociedades são vulneráveis às variações climáticas. A vulnerabilidade é a 
medida pela qual a sociedade é suscetível de sofrer por causas climáticas. 
AYOADE, J. O. Introdução à climatologia para os trópicos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 
2010 (adaptado). 
Considerando o tipo de relação entre ser humano e condição climática apresentado no texto, 
uma sociedade torna-se mais vulnerável quando: 
A) concentra suas atividades no setor primário. 
B) apresenta estoques elevados de alimentos. 
C) possui um sistema de transporte articulado. 
D) diversifica a matriz de geração de energia. 
E) introduz tecnologias à produção agrícola. 
Comentários 
A agricultura e a pecuária são atividades pertencentes ao setor primário e são muito dependentes 
das condições climáticas, principalmente da pluviosidade e das variações de temperatura. Assim, 
países que concentram sua economia no setor primário podem ter problemas quando ocorrem 
mudanças nas condições climáticas normais. 
Gabarito: A 
42. 
A singularidade da questão da terra na África Colonial é a expropriação por parte do 
colonizador e as desigualdades raciais no acesso à terra. Após a independência, as 
populações de colonos brancos tenderam a diminuir, apesar de a proporção de terra em 
posse da minoria branca não ter diminuído proporcionalmente. 
MOYO, S. A terra africana e as questões agrárias: o caso das lutas pela terra no Zimbábue. In: 
FERNANDES, B. M.; MARQUES, M. I. M.; SUZUKI, J. C. (Org.). Geografia agrária: teoria e 
poder. São Paulo: Expressão Popular, 2007. 
Com base no texto, uma característica socioespacial e um consequente desdobramento que 
marcou o processo de ocupação do espaço rural na África subsaariana foram: 
A) Exploração do campesinato pela elite proprietária — Domínio das instituições fundiárias 
pelo poder público. 
B) Adoção de práticas discriminatórias de acesso a terra — Controle do uso especulativo da 
propriedade fundiária. 
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C) Desorganização da economia rural de subsistência — Crescimento do consumo interno de 
alimentos pelas famílias camponesas. 
D) Crescimento dos assentamentos rurais com mão de obra familiar — Avanço crescente das 
áreas rurais sobre as regiões urbanas. 
E) Concentração das áreas cultiváveis no setor agroexportador — Aumento da ocupação da 
população pobre em territórios agrícolas marginais. 
Comentários 
Em vários países africanos que foram colônias de exploração, as melhores terras foram destinadas 
aos cultivos voltados para exportação (café, cacau, amendoim, entre outros). Áreas com solos mais 
pobres foram ocupadas pela agropecuária de subsistência com menor produtividade. 
Gabarito: E 
43. 
Os últimos séculos marcam, para a atividade agrícola, com a humanização e a mecanização 
do espaço geográfico, uma considerável mudança em termos de produtividade: chegou-se, 
recentemente, à constituição de um meio técnico-científico-informacional, característico não 
apenas da vida urbana, mas também do mundo rural, tanto nos países avançados como nas 
regiões mais desenvolvidas dos países pobres. 
SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Rio de 
Janeiro: Record, 2004 (adaptado). 
A modernização da agricultura está associada ao desenvolvimento científico e tecnológico do 
processo produtivo em diferentes países. Ao considerar as novas relações tecnológicas no 
campo, verifica-se que a 
A) introdução de tecnologia equilibrou o desenvolvimento econômico entre o campo e a 
cidade, refletindo diretamente na humanização do espaço geográfico nos países mais pobres. 
B) tecnificação do espaço geográfico marca o modelo produtivo dos países ricos, uma vez que 
pretendem transferir gradativamente as unidades industriais para o espaço rural. 
C) construção de uma infraestrutura científica e tecnológica promoveu um conjunto de 
relações que geraram novas interações socioespaciais entre o campo e a cidade. 
D) aquisição de máquinas e implementos industriais, incorporados ao campo, proporcionou o 
aumento da produtividade, libertando o campo da subordinação à cidade. 
E) incorporação de novos elementos produtivos oriundos da atividade rural resultou em uma 
relação com a cadeia produtiva industrial, subordinando a cidade ao campo. 
Comentários 
As tecnologias desenvolvidas e aplicadas na agricultura mostram disparidades de volume de 
investimentos. Países mais ricos investem mais com melhores resultados. O Brasil tem na 
EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), sua melhor expressão no setor. O país 
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exporta tecnologias em diversos produtos, mas ainda investe pouco em comparação com outras 
nações mais desenvolvidas. 
A alternativa [A] é falsa, os países mais pobres recebem investimentos tecnológicos externos em 
contrapartida de uma produção intensiva e exclusiva dedicada à exportação e não ao bem-estar 
social de suas populações. 
A alternativa [B] é falsa, o capital tecnológico em agricultura possibilita melhoria na produtividade 
não implicando em transferência de unidades de produçãopara a zona rural. 
A alternativa [D] é falsa, a questão tecnológica submete o campo cada vez mais ao capital urbano. 
A alternativa [E] é falsa, é justamente pela relação tecnológica urbana aplicada no campo que não 
existe essa inversão de subordinação. 
Gabarito: C 
44. 
O clima é um dos elementos fundamentais não só na caracterização das paisagens naturais, 
mas também no histórico de ocupação do espaço geográfico. 
Tendo em vista determinada restrição climática, a figura que representa o uso de tecnologia 
voltada para a produção é: 
A) 
B) 
C) 
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D) 
E) 
Comentários 
Figura D que mostra o uso de pivôs de agricultura irrigada por aspersão como forma de 
caracterizar, com o uso da tecnologia, a crescente relativização da natureza na importância da 
produção agrícola. As soluções técnicas ajudam nesse processo. 
A alternativa [A] é falsa, a exploração vinícola depende de condições climáticas para dar qualidade 
às uvas. 
A alternativa [B] é falsa, a pequena agricultura em áreas isoladas e de difícil acesso depende da 
natureza. 
A alternativa [C] é falsa, parques de engorda de gado podem ser implantados em áreas naturais. 
A alternativa [E] é falsa, parques eólicos servem para geração de energia para inúmeras 
finalidades. 
Gabarito: D 
45. 
Um sistema agrário é um tipo de modelo de produção agropecuária em que se observa que 
cultivos ou criações são praticados, quais são as técnicas utilizadas, como é a relação com o 
espaço e qual é o destino da produção. Existem muitas classificações de sistemas agrários, 
pois os critérios para a definição variam de acordo com o autor ou a organização que os 
classifica. Além disso, os sistemas agrários são diferentes conforme a região do globo ou a 
sociedade, sua cultura e nível de desenvolvimento econômico. 
CAMPANHOLA, C.; Silva, J. G. O novo rural brasileiro, uma análise nacional e regional. 
Campinas: Embrapa/Unicamp, 2000 (adaptado). 
Dentro desse contexto, o sistema agrário tradicional tem como características principais o 
predomínio de pequenas propriedades agrárias, utilização de técnicas de cultivo minuciosas e 
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de irrigação, e sua produção é destinada preferencialmente ao consumo local e regional. Essa 
descrição corresponde a que sistema agrícola? 
A) Plantations. 
B) Sistema de roças. 
C) Agricultura orgânica. 
D) Agricultura itinerante. 
E) Agricultura de jardinagem. 
Comentários 
A agricultura de jardinagem é uma prática milenar, muito utilizada na Ásia, caracterizada pelas 
pequenas propriedades, com uso intensivo de mão de obra numerosa em sistema com 
conhecimento técnico, no cultivo principalmente de arroz. 
A alternativa [A] é falsa, plantation são grandes propriedades rurais monocultoras com a produção 
voltada basicamente para exportação. 
A alternativa [B] é falsa, as roças são pequenas áreas com pouca mão de obra e sistema 
rudimentar de produção para subsistência. 
A alternativa [C] é falsa, a agricultura orgânica é o resultado de produção em pequenas e médias 
áreas utilizando-se de adubos orgânicos, manejo de pragas através de controle biológico, sem uso 
de pesticidas e defensivos agrícolas ou adubos químicos. 
A alternativa [D] é falsa, a agricultura itinerante é similar ao sistema de roças, onde o trabalhador 
com a ajuda da família ou de mais algumas pessoas se utiliza de uma pequena área para cultivo de 
subsistência por um determinado período de tempo e então quando sente o esgotamento da área, 
muda sua roça para outra localidade. 
Gabarito: E 
46. 
Lucro na adversidade 
 Os fazendeiros da região sudoeste de Bangladesh, um dos países mais pobres da Ásia, 
estão tentando adaptar-se às mudanças acarretadas pelo aquecimento global. Antes 
acostumados a produzir arroz e vegetais, responsáveis por boa parte da produção nacional, 
eles estão migrando para o cultivo do camarão. Com a subida do nível do mar, a água salgada 
penetrou nos rios e mangues da região, o que inviabilizou a agricultura, mas, de outro lado, 
possibilitou a criação de crustáceos, uma atividade até mais lucrativa. 
 O lado positivo da situação termina por aí. A maior parte da população local foi 
prejudicada, já que os fazendeiros não precisam contratar mais mão de obra, o que 
aumentou o desemprego. A flora e a fauna do mangue vêm sendo afetadas pela nova 
composição da água. Os lençóis freáticos da região foram atingidos pela água salgada. 
Globo Rural, jun./2007, p.18 (com adaptações). 
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A situação descrita acima retrata: 
A) o fortalecimento de atividades produtivas tradicionais em Bangladesh em decorrência dos 
efeitos do aquecimento global. 
B) a introdução de uma nova atividade produtiva que amplia a oferta de emprego. 
C) a reestruturação de atividades produtivas como forma de enfrentar mudanças nas 
condições ambientais da região. 
D) o dano ambiental provocado pela exploração mais intensa dos recursos naturais da região 
a partir do cultivo do camarão. 
E) a busca de investimentos mais rentáveis para Bangladesh crescer economicamente e 
competir no mercado internacional de grãos. 
Comentários 
Algumas mudanças climáticas observadas atualmente podem ser resultantes do aquecimento 
global. Podemos notar aspectos como maior pluviosidade em algumas áreas, degelos 
climaticamente antecipados, elevação do nível do mar em áreas mais habitadas, com impactos 
sobre comunidades e atividades bem tradicionais, sendo afetadas e tendo que mudar de local e 
hábitos, gerando impactos sociais. 
A alternativa A é falsa: as atividades tradicionais têm sido prejudicadas por mudanças climáticas 
resultantes do aquecimento global; 
Em B, as atividades modernas, desenvolvidas com tecnologia, diminuem a oferta de emprego; 
Na alternativa D, a carcinicultura tem se revelado uma atividade de relativo baixo impacto e até 
mais rentável em relação à agricultura; 
A alternativa E é falsa, pois a carcinicultura não se relaciona com atividades agrícolas, como a 
lavoura de grãos. 
Gabarito: C 
47. 
Participei de uma entrevista com o músico Renato Teixeira. Certa hora, alguém pediu para 
listar as diferenças entre a música sertaneja antiga e a atual. A resposta dele surpreendeu a 
todos: “Não há diferença alguma. A música caipira sempre foi a mesma. É uma música que 
espelha a vida do homem no campo, e a música não mente. O que mudou não foi a música, 
mas a vida no campo”. Faz todo sentido: a música caipira de raiz exalava uma solidão, um 
certo distanciamento do país “moderno”. Exigir o mesmo de uma música feita hoje, num 
interior conectado, globalizado e rico como o que temos, é impossível. Para o bem ou para o 
mal, a música reflete seu próprio tempo. 
BARCINSKI. A. Mudou a música ou mudaram os caipiras? Folha de São Paulo, 4 jun. 2012 
(adaptado). 
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A questão cultural indicada no texto ressalta o seguinte aspecto socioeconômico do atual 
campo brasileiro: 
A) Crescimento do sistema de produção extensiva. 
B) Expansão de atividades das novas ruralidades. 
C) Persistência de relações de trabalho compulsório. 
D) Contenção da política de subsídios agrícolas. 
E) Fortalecimento do modelo de organização cooperativa. 
Comentários 
Podemos compreender como ruralidades a condição social comportamental dos grupos que vivem 
ou se identificam com o campo. No passado as músicas expressavam a saudade do campo de 
quem foi pra cidade, êxodo rural. Era uma ruralidade daquela época. Hoje ela se expressa de uma 
forma diferente: rural e moderna, incorporando as novas tecnologias e as formas de vida entre o 
campo e cidade. Surgem novas ruralidades. Antigamente era o peão saudosista, hoje o sertanejo 
universitário, por exemplo. 
Gabarito: C 
48. 
Texto I 
O Cerrado brasileiro apresenta diversos aspectos favoráveis, mas tem como problema a baixa 
fertilidade de seus solos. A grande maioria é ácido, com baixo pH. 
Disponível em: www.fmb.edu.br. Acesso em: 21 dez. 2012 (adaptado). 
 
Texto II 
O crescimento da participação da Região Central do Brasil na produção de soja foi 
estimulado, entre outros fatores, por avanços científicos em tecnologias para manejo de 
solos. 
Disponível em: www.conhecer.org.br. Acesso em: 19 dez. 2012 (adaptado). 
 
Nos textos, são apresentados aspectos do processo de ocupação de um bioma brasileiro. 
Uma tecnologia que permite corrigir os limites impostos pelas condições naturais está 
indicada em: 
A) Calagem. 
B) Hidroponia. 
C) Terraceamento. 
D) Cultivo orgânico. 
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E) Rotação de culturas. 
Comentários 
O agronegócio avançou sobre o domínio morfoclimático do Cerrado nas últimas décadas devido às 
novas tecnologias como o emprego da calagem (adição de cal) no solo para a correção da acidez, 
utilização de fertilizantes devido ao baixo teor de nutrientes minerais e aplicação de biotecnologia. 
O agronegócio expandiu pelo cerrado brasileiro e atualmente o principal produto responsável pelo 
avanço da fronteira agrícola sobre a região amazônica. 
Gabarito: A 
49. 
Durante as três últimas décadas, algumas regiões do Centro-Sul do Brasil mudaram do ponto 
de vista da organização humana, dos espaços herdados da natureza, incorporando padrões 
que abafaram, por substituição parcial, anteriores estruturas sociais e econômicas. Essas 
mudanças ocorreram, principalmente, devido à implantação de infraestruturas viárias e 
energéticas, além da descoberta de impensadas vocações dos solos regionais para atividades 
agrárias rentáveis. 
AB’SABER, A. N. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. 
São Paulo: Ateliê Editorial, 2003 (adaptado). 
A transformação regional descrita está relacionada ao seguinte processo característico desse 
espaço rural: 
A) Expansão do mercado interno. 
B) Valorização do manejo familiar. 
C) Exploração de espécies nativas. 
D) Modernização de métodos produtivos. 
E) Incorporação de mão de obra abundante. 
Comentários 
No Centro-Sul foi a região brasileira que sofreu as maiores transformações no espaço rural. Esta 
dinâmica foi decorrente de fatores que elevaram a produtividade agropecuária: mecanização, 
fertilizantes, calagem (correção da acidez do solo), agrotóxicos, redes de infraestrutura 
(transportes e energia), produção para exportação, abastecimento das cidades e produção de 
matérias-primas para a indústria, enfim, as transformações proporcionadas pelo agronegócio. 
Gabarito: D 
50. 
A característica fundamental é que ele não é mais somente um agricultor ou um pecuarista: 
ele combina atividades agropecuárias com outras atividades não agrícolas dentro ou fora de 
seu estabelecimento, tanto nos ramos tradicionais urbano-industriais como nas novas 
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atividades que vêm se desenvolvendo no meio rural, como lazer, turismo, conservação da 
natureza, moradia e prestação de serviços pessoais. 
SILVA, J. G. O novo rural brasileiro. Revista Nova Economia, n. 1, maio 1997 (adaptado). 
 
Essa nova forma de organização social do trabalho é denominada: 
A) terceirização. 
B) pluriatividade. 
C) agronegócio. 
D) cooperativismo. 
E) associativismo. 
Comentários 
Nos últimos anos, cresce o número de propriedades rurais que apresentam múltiplas funções 
econômicas e sociais. Além de moradia e produção agropecuária, é possível desenvolver o turismo, 
o extrativismo vegetal, o desenvolvimento sustentável (RPPNs – Reservas Particulares do 
Patrimônio Natural) e produção artesanal conforme as vocações regionais. A isto chamamos de 
pluriatividade. 
Gabarito: B 
51. 
A crescente conscientização sobre os efeitos do modelo intensivo de produção, adotado de 
forma geral na agricultura, tem gerado também uma série de reações. De fato, a agricultura 
está cada vez mais pressionada pelo conjunto de relações que mantém com a sociedade em 
geral, sendo emergente o que comumente se denomina “questão ambiental”. Essas relações, 
às que determinam uma chamada ampla para mudanças orientadas à sustentabilidade, não 
só da atividade agrícola em si, senão que afete de maneira geral a todo o entorno no qual a 
agricultura está inserida. 
GOMES, J. C. C. Desenvolvimento rural, transição de formatos tecnológicos, elaboração social 
da qualidade, interdisciplinaridade e participação. In: PORTO, V. H.; WIZNIEWSKY, C. R. F. ; 
SIMICH, T. (Org.). Agricultor familiar: sujeito de um novo método de pesquisa, o participativo. 
Pelotas: Embrapa, 2004. 
 
No texto, faz-se referência a um tipo de pressão da sociedade contemporânea sobre a 
agricultura. Essa pressão objetiva a seguinte transformação na atividade agrícola: 
A) Ampliação de políticas de financiamento voltadas para a produção de transgênicos. 
B) Modernização do modo de produção focado na alta produtividade da terra. 
C) Expansão do agronegócio relacionado ao mercado consumidor externo. 
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D) Promoção de práticas destinadas à conservação de recursos naturais. 
E) Inserção de modelos orientados ao uso intensivo de agroquímicos. 
Comentários 
Como mencionado corretamente na alternativa [D], a pressão da sociedade sobre a produção 
agrícola decorre da percepção de que o modelo utilizado resulta em depredação do sistema 
natural o que demandaria a adoção de técnicas sustentáveis. Estão incorretas as alternativas: 
seguintes porque mencionam praticas destituídas da percepção e consciência ambiental. 
Gabarito: D 
52. 
Texto I 
A nossa luta é pela democratização da propriedade da terra, cada vez mais concentrada em 
nosso país. Cerca de 1% de todos os proprietários controla 46% das terras. Fazemos pressão 
por meio da ocupação de latifúndios improdutivos e grandes propriedades, que não 
cumprem a função social, como determina a Constituição de 1988. Também ocupamos as 
fazendas que têm origem na grilagem de terras públicas.Disponível em: www.mst.org.br. Acesso em: 25 ago. 2011 (adaptado). 
 
Texto II 
O pequeno proprietário rural é igual a um pequeno proprietário de loja: quanto menor o 
negócio mais difícil de manter, pois tem de ser produtivo e os encargos são difíceis de arcar. 
Sou a favor de propriedades produtivas e sustentáveis e que gerem empregos. Apoiar uma 
empresa produtiva que gere emprego é muito mais barato e gera muito mais do que apoiar a 
reforma agrária. 
LESSA, C. Disponível em: www.observadorpolítico.org.br. Acesso em: 25 ago. 2011 
(adaptado). 
 
Nos fragmentos dos textos, os posicionamentos em relação à reforma agrária se opõem. Isso 
acontece porque os autores associam a reforma agrária, respectivamente, à 
A) redução do inchaço urbano e à crítica ao minifúndio camponês. 
B) ampliação da renda nacional e à prioridade ao mercado externo. 
C) contenção da mecanização agrícola e ao combate ao êxodo rural. 
D) privatização de empresas estatais e ao estímulo ao crescimento econômico. 
E) correção de distorções históricas e ao prejuízo ao agronegócio. 
Comentários 
[A] INCORRETO – O texto I não faz menção ao êxodo rural embora o II estabeleça uma crítica ao 
minifúndio. 
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[B] INCORRETO – A ampliação da renda poderia ser consequência e não causa da posição adotada 
pelo texto I, e o texto II não menciona o mercado externo. 
[C] INCORRETO – A modernização agrícola não é abordada como causa da concentração fundiária 
no texto I, ao passo que o texto II não faz menção ao êxodo rural. 
[D] INCORRETO – A privatização das estatais não é indicada como causa no texto I, e o texto II 
afirma que o crescimento econômico só ocorreria caso não houvesse a reforma agrária. 
[E] CORRETO – O enfoque do texto I remete à questão da redistribuição da terra cuja concentração 
tem origens históricas, ao passo que o texto II faz uma crítica velada ao processo da redistribuição 
da terra, sugerindo como alternativa a absorção da mão de obra direcionando-a para o setor 
produtivo. 
Gabarito: E 
53. 
Tanto potencial poderia ter ficado pelo caminho, se não fosse o reforço em tecnologia que 
um gaúcho buscou. Há pouco mais de oito anos, ele usava o bico da botina para cavoucar a 
terra e descobrir o nível de umidade do solo, na tentativa de saber o momento ideal para 
acionar os pivôs de irrigação. Até que conheceu uma estação meteorológica que, instalada na 
propriedade, ajuda a determinar a quantidade de água de que a planta necessita. Assim, 
quando inicia um plantio, o agricultor já entra no site do sistema e cadastra a área, o pivô, a 
cultura, o sistema de plantio, o espaçamento entre linhas e o número de plantas, para então 
receber recomendações diretamente dos técnicos da universidade. 
CAETANO. M. O valor de cada gota. Globo Rural. n. 312. out. 2011. 
 
A implementação das tecnologias mencionadas no texto garante o avanço do processo de 
A) monitoramento da produção. 
B) valorização do preço da terra. 
C) correção dos fatores climáticos. 
D) divisão de tarefas na propriedade. 
E) estabilização da fertilidade do solo. 
Comentários 
O agronegócio moderno conta com o auxílio da ciência e da tecnologia a serviço da produção. O 
conhecimento meteorológico e climatológico sofisticado permite ao agricultor um monitoramento 
da produção definindo ações como a quantidade de água necessária para irrigação conforme a 
previsão de pluviosidade ou de estiagem. O conhecimento agronômico permite o manejo 
adequado para a conservação do solo com o apoio de organismos públicos e privados. O acesso à 
tecnologia é facilitado pela disponibilidade de capital e redes de informática e telecomunicações 
no território. 
Gabarito: A 
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54. 
Texto I 
A nossa luta é pela democratização da propriedade da terra, cada vez mais concentrada em 
nosso país. Cerca de 1% de todos os proprietários controla 46% das terras. Fazemos pressão 
por meio da ocupação de latifúndios improdutivos e grandes propriedades, que não 
cumprem a função social, como determina a Constituição de 1988. Também ocupamos as 
fazendas que têm origem na grilagem de terras públicas. 
Disponível em: www.mst.org.br. Acesso em: 25 ago. 2011 (adaptado). 
 
Texto II 
O pequeno proprietário rural é igual a um pequeno proprietário de loja: quanto menor o 
negócio mais difícil de manter, pois tem de ser produtivo e os encargos são difíceis de arcar. 
Sou a favor de propriedades produtivas e sustentáveis e que gerem empregos. Apoiar uma 
empresa produtiva que gere emprego é muito mais barato e gera muito mais do que apoiar a 
reforma agrária. 
LESSA, C. Disponível em: www.observadorpolítico.org.br. Acesso em: 25 ago. 2011 
(adaptado). 
 
Nos fragmentos dos textos, os posicionamentos em relação à reforma agrária se opõem. Isso 
acontece porque os autores associam a reforma agrária, respectivamente, à 
A) redução do inchaço urbano e à crítica ao minifúndio camponês. 
B) ampliação da renda nacional e à prioridade ao mercado externo. 
C) contenção da mecanização agrícola e ao combate ao êxodo rural. 
D) privatização de empresas estatais e ao estímulo ao crescimento econômico. 
E) correção de distorções históricas e ao prejuízo ao agronegócio. 
Comentários 
[A] INCORRETO – O texto I não faz menção ao êxodo rural embora o II estabeleça uma crítica ao 
minifúndio. 
[B] INCORRETO – A ampliação da renda poderia ser consequência e não causa da posição adotada 
pelo texto I, e o texto II não menciona o mercado externo. 
[C] INCORRETO – A modernização agrícola não é abordada como causa da concentração fundiária 
no texto I, ao passo que o texto II não faz menção ao êxodo rural. 
[D] INCORRETO – A privatização das estatais não é indicada como causa no texto I, e o texto II 
afirma que o crescimento econômico só ocorreria caso não houvesse a reforma agrária. 
[E] CORRETO – O enfoque do texto I remete à questão da redistribuição da terra cuja concentração 
tem origens históricas, ao passo que o texto II faz uma crítica velada ao processo da redistribuição 
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da terra, sugerindo como alternativa a absorção da mão de obra direcionando-a para o setor 
produtivo. 
Gabarito: E 
55. 
 
 
Na charge faz-se referência a uma modificação produtiva ocorrida na agricultura. Uma 
contradição presente no espaço rural brasileiro derivada dessa modificação produtiva está 
presente em: 
A) Expansão das terras agricultáveis, com manutenção de desigualdades sociais. 
B) Modernização técnica do território, com redução do nível de emprego formal. 
C) Valorização de atividades de subsistência, com redução da produtividade da terra. 
D) Desenvolvimento de núcleos policultores, com ampliação da concentração fundiária. 
E) Melhora da qualidade dos produtos, com retração na exportação de produtos primários. 
Comentários 
Nas últimas décadas, houve expressivo avanço do agronegócio no espaço rural brasileiro visando o 
abastecimento dos mercados externo e a indústria. O crescimento deu-se, inclusive, sobre novas 
terras agricultáveis e em decorrência da elevação da produtividade relacionadaao uso da 
biotecnologia (incluindo a utilização crescente de transgênicos), mecanização e insumos 
(agrotóxicos e fertilizantes). A modernização do setor não eliminou problemas tradicionais do 
espaço agrário brasileiro como a desigualdade social e a concentração fundiária. 
Gabarito: A 
56. 
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O Centro-Oeste apresentou-se como extremamente receptivo aos novos fenômenos da 
urbanização, já que era praticamente virgem, não possuindo infraestrutura de monta, nem 
outros investimentos fixos vindos do passado. Pôde, assim, receber uma infraestrutura nova, 
totalmente a serviço de uma economia moderna. 
SANTOS, M. A Urbanização Brasileira. São Paulo: EdUSP, 2005 (adaptado). 
O texto trata da ocupação de uma parcela do território brasileiro. O processo econômico 
diretamente associado a essa ocupação foi o avanço da 
A) industrialização voltada para o setor de base. 
B) economia da borracha no sul da Amazônia. 
C) fronteira agropecuária que degradou parte do cerrado. 
D) exploração mineral na Chapada dos Guimarães. 
E) extrativismo na região pantaneira. 
Comentários 
A região Centro-Oeste constituiu-se em área de expansão da fronteira agropecuária, com rápido 
crescimento a partir dos anos 1980 em diante. Suas cidades, em geral, são novas e se valeram do 
boom do agronegócio, tornando-se prósperas, construídas e reformadas a pouco tempo. 
A alternativa [A] é falsa: a indústria de base praticamente inexiste na região, cuja vocação 
agropecuária gerou prosperidade e atraiu a indústria de transformação da produção agropecuária 
e de produção de bens de consumo; 
A alternativa [B] é falsa: o ciclo da borracha teve seu auge entre o final do século XIX e início do 
século XX; 
A alternativa [D] é falsa: a Chapada dos Guimarães não apresenta áreas de mineração 
significativas; 
A alternativa [E] é falsa: a região pantaneira não se constitui em área extrativista. 
Gabarito: C 
57. 
Uma empresa norte-americana de bioenergia está expandindo suas operações para o Brasil 
para explorar o mercado de pinhão manso. Com sede na Califórnia, a empresa desenvolveu 
sementes híbridas de pinhão manso, oleaginosa utilizada hoje na produção de biodiesel e de 
querosene de aviação. 
MAGOSSI, E. O Estado de São Paulo. 19 maio 2011 (adaptado). 
A partir do texto, a melhoria agronômica das sementes de pinhão manso abre para o Brasil a 
oportunidade econômica de 
A) ampliar as regiões produtoras pela adaptação do cultivo a diferentes condições climáticas. 
B) beneficiar os pequenos produtores camponeses de óleo pela venda direta ao varejo. 
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C) abandonar a energia automotiva derivada do petróleo em favor de fontes alternativas. 
D) baratear cultivos alimentares substituídos pelas culturas energéticas de valor econômico 
superior. 
E) reduzir o impacto ambiental pela não emissão de gases do efeito estufa para a atmosfera. 
 
Comentários 
O agronegócio constitui-se hoje em uma das principais bases da economia brasileira. Sua produção 
é diversificada e atende a variadas demandas, desde produtos alimentares a produtos de consumo 
industrial e energético. A biomassa e o plantio de oleaginosas para uso em biodiesel estão entre as 
de maior potencial. A extensão de terras, a variação climática e os avanços tecnológicos favorecem 
a diversidade de produtos e suas adaptações. 
A alternativa [B] é falsa: a escala de produção, que atende demandas de cultivos agrícolas para 
consumo energético, é muito grande. Excluindo, neste caso, os pequenos produtores. 
A alternativa [C] é falsa: o petróleo ainda é e continuará sendo por um bom tempo a fonte de 
energia mais usada no mundo; 
A alternativa [D] é falsa: cultivos alimentares são produzidos para mercados determinados e 
competem com áreas de cultivo para produção energética. O aumento das áreas de plantio de 
produtos para uso energético implicará em eventual diminuição das áreas de cultivo alimentar, 
provocando aumento nos preços de seus produtos. 
A alternativa [E] é falsa: os biocombustíveis, embora em taxas bem menores, emitem gases o 
efeito estufa. O que se busca no caso é uma melhor sustentabilidade e eficiência do combustível. 
Gabarito: A 
58. 
No Estado de São Paulo, a mecanização da colheita da cana-de-açúcar tem sido induzida 
também pela legislação ambiental, que proíbe a realização de queimadas em áreas próximas 
aos centros urbanos. Na região de Ribeirão Preto, principal polo sucroalcooleiro do país, a 
mecanização da colheita já é realizada em 516 mil dos 1,3 milhão de hectares cultivados com 
cana-de-açúcar. 
BALSADI, O. et al. Transformações Tecnológicas e a força de trabalho na agricultura brasileira 
no período de 1990-2000. Revista de economia agrícola. V. 49 (1), 2002. 
O texto aborda duas questões, uma ambiental e outra socioeconômica, que integram o 
processo de modernização da produção canavieira. Em torno da associação entre elas, uma 
mudança decorrente desse processo é a: 
A) perda de nutrientes do solo devido à utilização constante de máquinas. 
B) eficiência e racionalidade no plantio com maior produtividade na colheita. 
C) ampliação da oferta de empregos nesse tipo de ambiente produtivo. 
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D) menor compactação do solo pelo uso de maquinário agrícola de porte. 
E) poluição do ar pelo consumo de combustíveis fósseis pelas máquinas. 
Comentários 
O setor sucroalcooleiro em São Paulo representa a maior produção de cana de açúcar no Brasil e 
vem se modernizando a cada ano, substituindo a mão de obra pela mecanização da lavoura 
canavieira, cuja principal finalidade é a melhor eficiência e racionalidade da produção com maior 
produtividade. 
A alternativa [A] é falsa: a utilização de máquinas não afeta o solo do ponto de vista de sua 
estrutura produtiva; 
A alternativa [C] é falsa: a mecanização diminui a oferta de empregos; 
A alternativa [D] é falsa: o uso crescente de maquinário agrícola implica em maior compactação do 
solo. A terra deve passar por aragens regulares; 
A alternativa [E] é falsa: dadas as condições de produção em relação às grandes extensões de 
plantio, a poluição atmosférica por combustíveis é pouco significativa. 
Gabarito: B 
59. 
 
 
O gráfico representa a relação entre o tamanho e a totalidade dos imóveis rurais no Brasil. 
Que característica da estrutura fundiária brasileira está evidenciada no gráfico apresentado? 
A) A concentração de terras nas mãos de poucos. 
B) A existência de poucas terras agricultáveis. 
C) O domínio territorial dos minifúndios. 
D) A primazia da agricultura familiar. 
E) A debilidade dos plantations modernos. 
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Comentários 
Apesar dos avanços no campo do agronegócio, o país ainda mantém níveis variados de exclusão, 
com deficits sociais em áreassensíveis como saúde e educação. A concentração de renda e de 
terras ainda é notável no país e está entre as principais causas dos deficits sociais. 
A alternativa [B] é falsa, o gráfico diz respeito a extensão das terras. 
A alternativa [C] é falsa, o domínio territorial é das grandes propriedades. 
A alternativa [D] é falsa, não há como inferir sobre a primazia da agricultura familiar. 
A alternativa [E] é falsa, não há como inferir sobre a capacidade do sistema de plantation. 
Gabarito: A 
60. 
Coube aos Xavante e aos Timbira, povos indígenas do Cerrado, um recente e marcante gesto 
simbólico: a realização de sua tradicional corrida de toras (de buriti) em plena Avenida 
Paulista (SP), para denunciar o cerco de suas terras e a degradação de seus entornos pelo 
avanço do agronegócio. 
RICARDO, B.; RICARDO, F. Povos indigenas do Brasil: 2001-2005. São Paulo: Instituto 
Socioambiental, 2006 (adaptado). 
 
A questão indígena contemporânea no Brasil evidencia a relação dos usos socioculturais da 
terra com os atuais problemas socioambientais, caracterizados pelas tensões entre 
A) a expansão territorial do agronegócio, em especial nas regiões Centro-Oeste e Norte, e as 
leis de proteção indígena e ambiental. 
B) os grileiros articuladores do agronegócio e os povos indígenas pouco organizados no 
Cerrado. 
C) as leis mais brandas sobre o uso tradicional do meio ambiente e as severas leis sobre o uso 
capitalista do meio ambiente. 
D) os povos indígenas do Cerrado e os polos econômicos representados pelas elites 
industriais paulistas. 
E) o campo e a cidade no Cerrado, que faz com que as terras indígenas dali sejam alvo de 
invasões urbanas. 
Comentários 
O agronegócio resulta, entre outros aspectos, de avanços nos transportes e em suas redes físicas, 
nas telecomunicações e na informática, características capazes de internacionalizar a produção 
através de redes mundiais, marcadas por commodities transformadas a partir de cadeias 
produtivas amplas e complexas, com preços controlados por bolsas em várias partes do mundo. 
Fatalmente este tipo de atividade vai acabar gerando tensões com comunidades tradicionais, não 
apenas no Brasil como em outras regiões mundo afora. No caso, existe uma forte pressão dos 
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interesses de latifundiários, agentes produtivos, indústrias, empresas de comércio em busca de 
aumento de áreas de plantio frente ao processo de legislação de proteção indígena e ambiental. 
A alternativa [B] é falsa, o agronegócio é articulado por grandes grupos empresariais de capital 
nacional e multinacional. 
A alternativa [C] é falsa, a legislação ambiental é rigorosa, mas conta com pouca fiscalização e, 
eventualmente, com pouca vontade política para tratar da questão. 
A alternativa [D] é falsa, os polos de tensão são locais, eventualmente sem ligação direta com 
industriais paulistas. 
A alternativa [E] é falsa, as terras indígenas são alvo de pressões da expansão das áreas de plantio. 
Gabarito: A 
61. 
Antes, eram apenas as grandes cidades que se apresentavam como o império da técnica, 
objeto de modificações, suspensões, acréscimos, cada vez mais sofisticadas e carregadas de 
artifício. Esse mundo artificial inclui, hoje, o mundo rural. 
SANTOS, M. A Natureza do Espaco. São Paulo: Hucitec, 1996. 
 
Considerando a transformação mencionada no texto, uma consequência socioespacial que 
caracteriza o atual mundo rural brasileiro é 
A) a redução do processo de concentração de terras. 
B) o aumento do aproveitamento de solos menos férteis. 
C) a ampliação do isolamento do espaço rural. 
D) a estagnação da fronteira agrícola do país. 
E) a diminuição do nível de emprego formal. 
Comentários 
Um dos aspectos mais importantes da agricultura no Brasil a partir da década de 1980 foram os 
avanços registrados no agronegócio. Não só do ponto de vista tecnológico com a incorporação de 
áreas agrícolas consideradas inférteis, como também em gestão, financiamento e crédito. As 
mudanças socioespaciais no campo são notáveis: novas formas e arranjos socioeconômicos além 
de novos agenciamentos como turismo, acesso à energia elétrica, ciclos econômicos mais 
dinâmicos ajudam a mudar a paisagem e modificam a fama das zonas rurais outrora consideradas 
lugares pacatos e bucólicos. 
A alternativa [A] é falsa, o agronegócio não se constitui em instrumento de justiça social na forma 
de distribuição de terras. 
A alternativa [C] é falsa, diminui o isolamento com maior integração das áreas agrícolas facilitada 
por meios de comunicação e transportes baratos acessíveis e confiáveis. 
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A alternativa [D] é falsa, a fronteira agrícola se expande e dinamiza. 
A alternativa [E] é falsa, o emprego formal se expande, inclusive com necessidades crescentes de 
qualificação. 
Gabarito: B 
 
 
62. 
A maioria das pessoas daqui era do campo. Vila Maria é hoje exportadora de trabalhadores. 
Empresários de Primavera do Leste, Estado de Mato Grosso, procuram o bairro de Vila Maria 
para conseguir mão de obra. É gente indo distante daqui 300, 400 quilômetros para ir 
trabalhar, para ganhar sete conto por dia. (Carlito, 43 anos, maranhense, entrevistado em 
22/03/98). 
Ribeiro, H. S. O migrante e a cidade: dilemas e conflitos. Araraquara: Wunderlich, 2001 
(adaptado). 
O texto retrata um fenômeno vivenciado pela agricultura brasileira nas últimas décadas do 
século XX, consequência 
A) dos impactos sociais da modernização da agricultura. 
B) da recomposição dos salários do trabalhador rural. 
C) da exigência de qualificação do trabalhador rural. 
D) da diminuição da importância da agricultura. 
E) dos processos de desvalorização de áreas rurais. 
Comentários 
A modernização por que passa a zona rural brasileira traz avanços e dinamismo ao setor, 
demandando, no entanto, mão de obra cada vez mais qualificada. A mecanização, automação e 
outras práticas técnicas necessitam cada vez menos mão de obra o que favorece correntes 
migratórias do campo para as cidades, entre outros aspectos. 
Gabarito: A 
63. 
Entre 2004 e 2008, pelo menos 8 mil brasileiros foram libertados de fazendas onde 
trabalhavam como se fossem escravos. O governo criou uma lista em que ficaram expostos os 
nomes dos fazendeiros flagrados pela fiscalização. No Norte, Nordeste e Centro-Oeste, 
regiões que mais sofrem com a fraqueza do poder público, o bloqueio dos canais de 
financiamento agrícola para tais fazendeiros tem sido a principal arma de combate a esse 
problema, mas os governos ainda sofrem com a falta de informações, provocada pelas 
distâncias e pelo poder intimidador dos proprietários. 
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Organizações não governamentais e grupos como a Pastoral da Terra têm agido 
corajosamente, acionando as autoridades públicas e ministrando aulas sobre direitos sociais 
e trabalhistas. 
“Plano Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo”. Disponível em: 
http://www.mte.gov.br. Acesso em: 17 mar. 2009 (adaptado). 
 
Nos lugares mencionados no texto, o papel dos grupos de defesa dos direitos humanos tem 
sido fundamental,porque eles: 
A) negociam com os fazendeiros o reajuste dos honorários e a redução da carga horária de 
trabalho. 
B) defendem os direitos dos consumidores junto aos armazéns e mercados das fazendas e 
carvoarias. 
C) substituem as autoridades policiais e jurídicas na resolução dos conflitos entre patrões e 
empregados. 
D) encaminham denúncias ao Ministério Público e promovem ações de conscientização dos 
trabalhadores. 
E) fortalecem a administração pública ao ministrarem aulas aos seus servidores. 
Comentários 
Em países capitalistas, a população trabalhadora normalmente se localiza entre o Capital e o 
Estado. Para mediar o cada vez mais complexo diálogo entre as partes, surgiram organizações da 
sociedade civil como formas ordenadas e expressivas, de apoio as demandas civis de quem não 
tem formas de expressão em defesa de seus interesses. Organizações não governamentais e 
grupos como a Pastoral da Terra, entre outras formas de auxílio, encaminham denúncias e 
promovem ações de conscientização organização de trabalhadores. 
A alternativa [A] é falsa, não há esse tipo de acordo com proprietários de terra. 
A alternativa [B] é falsa, sociedades civis em áreas muito isoladas não conseguem esse nível de 
penetração. 
A alternativa [C] é falsa, sociedades civis constitucionalmente não substituem as autoridades 
policiais e judiciais na resolução de conflitos. 
A alternativa [E] é falsa, não se estruturam a essas funções de capacitação junto à administração 
pública. 
Gabarito: D 
64. 
O gráfico mostra o percentual de áreas ocupadas, segundo o tipo de propriedade rural no 
Brasil, no ano de 2006. 
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De acordo com o gráfico e com referência à distribuição das áreas rurais no Brasil, conclui-se 
que 
A) imóveis improdutivos são predominantes em relação às demais formas de ocupação da 
terra no âmbito nacional e na maioria das regiões. 
B) o índice de 63,8% de imóveis improdutivos demonstra que grande parte do solo brasileiro 
é de baixa fertilidade, impróprio para a atividade agrícola. 
C) o percentual de imóveis improdutivos iguala-se ao de imóveis produtivos somados aos 
minifúndios, o que justifica a existência de conflitos por terra. 
D) a região Norte apresenta o segundo menor percentual de imóveis produtivos, 
possivelmente em razão da presença de densa cobertura florestal, protegida por legislação 
ambiental. 
E) a região Centro-Oeste apresenta o menor percentual de área ocupada por minifúndios, o 
que inviabiliza políticas de reforma agrária nesta região. 
Comentários 
Apesar de avanços expressivos na produção e produtividade agrícola através de políticas públicas, 
financiamentos e incentivos ao agronegócio, o Brasil ainda apresenta predomínio de imóveis 
improdutivos em praticamente todas as regiões (exceção da região Sul). 
A alternativa [B] é falsa, não há relação de causa e efeito entre a forma como as terras agrícolas 
são estruturadas pela sua posse em comparação à fertilidade dos solos. 
A alternativa [C] é falsa, o percentual de imóveis improdutivos não se iguala ao número de imóveis 
produtivos. 
A alternativa [D] é falsa, a região Norte é a que possui mais imóveis improdutivos. 
A alternativa [E] é falsa, não há relação de causa e efeito entre as categorias dimensionais (que 
estipulam o tamanho da propriedade) e políticas de reforma agrária. 
Gabarito: A 
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65. 
Apesar do aumento da produção no campo e da integração entre a indústria e a agricultura, 
parte da população da América do Sul ainda sofre com a subalimentação, o que gera conflitos 
pela posse de terra que podem ser verificados em várias áreas e que frequentemente chegam 
a provocar mortes. 
Um dos fatores que explica a subalimentação na América do Sul é: 
A) a baixa inserção de sua agricultura no comércio mundial. 
B) a quantidade insuficiente de mão de obra para o trabalho agrícola. 
C) a presença de estruturas agrárias arcaicas formadas por latifúndios improdutivos. 
D) a situação conflituosa vivida no campo, que impede o crescimento da produção agrícola. 
E) os sistemas de cultivo mecanizado voltados para o abastecimento do mercado interno. 
Comentários 
A expansão do agronegócio trouxe ganhos de produção inegáveis em relação a demandas 
constantes e crescentes das massas populacionais urbanas. O agronegócio, com suas soluções 
técnicas que aumentam a produtividade e a produção rural atende trouxe também ganhos de 
capital ao processo. Mas não resolveu questões básicas no campo com reflexos sobre a população 
rural. Em vários países da América do Sul os latifúndios improdutivos estão entre as estruturas 
mais arcaicas. Grandes extensões de terra ficam imobilizadas como capital de reserva especulativa 
com baixa ou nenhuma produção. 
A alternativa [A] é falsa, a América Latina está entre as áreas especialistas em produção 
agropecuária para exportação. 
A alternativa [B] é falsa, a quantidade de mão de obra para o trabalho agrícola é suficiente. Essa 
população fica desempregada pela mecanização e baixa qualificação. 
A alternativa [D] é falsa, os conflitos no campo não impedem a produção agrícola. 
A alternativa [E] é falsa, os cultivos mecanizados destinam-se principalmente à exportação ou ao 
consumo industrial. 
Gabarito: C 
66. 
Álcool, crescimento e pobreza 
 O lavrador de Ribeirão Preto recebe em média R$ 2,50 por tonelada de cana cortada. Nos 
anos 80, esse trabalhador cortava cinco toneladas de cana por dia. A mecanização da colheita 
o obrigou a ser mais produtivo. O corta-cana derruba agora oito toneladas por dia. 
 O trabalhador deve cortar a cana rente ao chão, encurvado. Usa roupas mal-ajambradas, 
quentes, que lhe cobrem o corpo, para que não seja lanhado pelas folhas da planta. O 
excesso de trabalho causa a "birola": tontura, desmaio, cãibra, convulsão. A fim de aguentar 
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dores e cansaço, esse trabalhador toma drogas e soluções de glicose, quando não farinha 
mesmo. Tem aumentado o número de mortes por exaustão nos canaviais. 
 O setor da cana produz hoje uns 3,5% do PIB. Exporta US$ 8 bilhões. Gera toda a energia 
elétrica que consome e ainda vende excedentes. A indústria de São Paulo contrata cientistas 
e engenheiros para desenvolver máquinas e equipamentos mais eficientes para as usinas de 
álcool. As pesquisas, privada e pública, na área agrícola (cana, laranja, eucalipto etc.) 
desenvolvem a bioquímica e a genética no país. 
 Folha de S. Paulo, 11/3/2007 (com adaptações). 
 
 
 
Confrontando-se as informações do texto com as da charge, conclui-se que: 
A) a charge contradiz o texto ao mostrar que o Brasil possui tecnologia avançada no setor 
agrícola. 
B) a charge e o texto abordam, a respeito da cana-de-açúcar brasileira, duas realidades 
distintas e sem relação entre si. 
C) o texto e a charge consideram a agricultura brasileira avançada, do ponto de vista 
tecnológico. 
D) a charge mostra o cotidiano do trabalhador, e o texto defende o fim da mecanização da 
produção da cana-de-açúcar no setor sucroalcooleiro. 
E) o texto mostra disparidades na agriculturabrasileira, na qual convivem alta tecnologia e 
condições precárias de trabalho, que a charge ironiza. 
Comentários 
O Brasil pretende aumentar sua participação na economia mundial e nas questões ambientais 
comercializando um recurso energético renovável, o etanol de cana. Para isso domina boa parte da 
tecnologia de produção de álcool combustível com espécies de cana adaptadas, mecanização de 
boa parte das lavouras e usinas de produção. No entanto mostra as contradições de um país de 
inserção econômica tardia e com problemas sociais ligados, no caso, às condições precárias de 
trabalho de boa de sua população. 
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A alternativa A é falsa: apesar de possuir tecnologia avançada no setor, ainda convive com o corte 
de cana manual, por exemplo; 
Em B, as realidades ligadas à tecnologia e aos problemas trabalhistas nas lavouras de cana 
guardam profundas relações entre si, que passam pela presença de oligarquias rurais, relações 
sociais arcaicas, baixa qualificação e remuneração do trabalho, entre outras; 
A alternativa C é falsa, na proporção que o avanço e o atraso social convivem no mesmo segmento 
de produção sucroalcooleiro; 
Em D, o que existe é a necessidade de capacitar o trabalhador e recolocar os excedentes gerados 
pela mecanização em outros setores de atividade. 
Gabarito: E 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Aumento de produtividade 
 Nos últimos 60 anos, verificou-se grande aumento da produtividade agrícola nos Estados 
Unidos da América (EUA). Isso se deveu a diversos fatores, tais como expansão do uso de 
fertilizantes e pesticidas, biotecnologia e maquinário especializado. O gráfico a seguir 
apresenta dados referentes à agricultura desse país, no período compreendido entre 1948 e 
2004. 
 
 
67. 
A respeito da agricultura estadunidense no período de 1948 a 2004, observa-se que 
A) o aumento da produtividade foi acompanhado da redução de mais de 70% dos custos de 
mão de obra. 
B) o valor mínimo dos custos de material ocorreu entre as décadas de 70 e 80. 
C) a produtividade total da agricultura dos EUA apresentou crescimento superior a 200%. 
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D) a taxa de crescimento das despesas de capital manteve-se constante entre as décadas de 
70 e 90. 
E) o aumento da produtividade foi diretamente proporcional à redução das despesas de 
capital. 
Comentários 
Os investimentos tecnológicos na produção em geral e na agricultura, sempre implicam em alta 
nos custos materiais - máquinas, adubos e outros insumos - resultando em maior produtividade. 
Por outro lado, diminui a oferta de mão de obra, caem os custos com a terra e despesas de capital 
em geral. 
Na alternativa B, o valor mínimo de custos de material ocorreu na década de 1950; 
Em C nota-se no gráfico que o aumento da produtividade total da agricultura dos Estados Unidos 
foi inferior a 200%, chegando a um valor próximo de 175%; 
A alternativa D é falsa, as taxas de crescimento de despesas subiram até 1980 e começaram a 
descer entre 1980 e 1990; 
A alternativa E é falsa, o aumento de produtividade é necessariamente proporcional ao aumento 
de despesas de capital, devido ao aumento dos gastos tecnológicos. 
Gabarito: A 
68. 
Considerando os conhecimentos sobre o espaço agrário brasileiro e os dados apresentados 
no gráfico, é correto afirmar que, no período indicado, 
 
 
*Soja, Trigo, Milho, Arroz e Algodão **Previsão Obs.: Há ainda 13 milhões de hectares 
utilizados por plantações das chamadas culturas permanentes, como hortifrutigranjeiros. 
Fontes: Censo Agropecuário, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Ministério 
da Agricultura. 
 
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A) ocorreu um aumento da produtividade agrícola devido à significativa mecanização de 
algumas lavouras, como a da soja. 
B) verificou-se um incremento na produção de grãos proporcionalmente à incorporação de 
novas terras produtivas. 
C) registrou-se elevada produção de grãos em virtude do uso intensivo de mão de obra pelas 
empresas rurais. 
D) houve um salto na produção de grãos, a partir de 91, em decorrência do total de 
exportações feitas por pequenos agricultores. 
E) constataram-se ganhos tanto na produção quanto na produtividade agrícolas resultantes 
da efetiva reforma agrária executada. 
 
Comentários 
A estabilização da economia brasileira nos anos 1990 e o aquecimento do mercado internacional 
de commodities, com demanda acentuada forçando os preços para cima, fazem do Brasil, entre 
outros países, uma das principais economias emergentes no mundo atual. Entre outros aspectos, 
os investimentos em tecnologia agropecuária elevaram a produtividade, rendimento obtido por 
área, em um quadro de grande produção total obtido. 
A alternativa [B] é falsa: o aumento da produção de grãos foi resultado do aumento da 
produtividade; 
A alternativa [C] é falsa: as empresas rurais obtiveram maior produção devido à mecanização 
crescente da produção com cada vez menos mão de obra; 
A alternativa [D] é falsa: a produção, nesse nível de escala de produção basicamente para 
exportação, só pode ser atingida em grandes extensões de terra; 
A alternativa [E] é falsa: o Brasil ainda não completou sua reforma agrária. 
Gabarito: A 
69. 
A distribuição da População Economicamente Ativa (PEA) no Brasil variou muito ao longo do 
século XX. O gráfico representa a distribuição por setores de atividades (em %) da PEA 
brasileira em diferentes décadas: 
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As transformações socioeconômicas ocorridas ao longo do século XX, no Brasil, mudaram a 
distribuição dos postos de trabalho do setor 
A) agropecuário para o industrial, em virtude da queda acentuada na produção agrícola. 
B) industrial para o agropecuário, como consequência do aumento do subemprego nos 
centros urbanos. 
C) comercial e de serviços para o industrial, como consequência do desemprego estrutural. 
D) agropecuário para o industrial e para o de comércio e serviços, por conta da urbanização e 
do avanço tecnológico. 
E) comercial e de serviços para o agropecuário, em virtude do crescimento da produção 
destinada à exportação. 
Comentários 
O gráfico dá uma indicação firme do desenvolvimento urbano e tecnológico que passou o Brasil ao 
longo do período considerado. O fato pode ser notado com o aumento das atividades dos setores 
secundário (industrial) e terciário (serviços), com maior demanda por mão de obra, em relação ao 
setor primário (agropecuária). 
A alternativa [A] é falsa: apesar do aumento da produção agropecuária, os setores mais dinâmicos 
como industrial e financeiro acabam tendo um maior valor de mercado; 
A alternativa [B] é falsa: o trabalho migrou do setor primário para os setores secundário e terciário; 
A alternativa [C] é falsa: o desemprego estrutural desloca a populaçãodo setor industrial para o 
setor de serviços; 
A alternativa, [E] é falsa: a produção destinada à exportação, devido a sua alta demanda, necessita 
de mecanização, dispensando mão de obra, que migra para os setores secundário e terciário. 
Gabarito: D 
70. 
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A produção agrícola brasileira evoluiu, na última década, de forma diferenciada. No caso da 
cultura de grãos, por exemplo, verifica-se nos últimos anos um crescimento significativo da 
produção da soja e do milho, como mostra o gráfico. 
 
Pelos dados do gráfico é possível verificar que, no período considerado, 
A) a produção de alimentos básicos dos brasileiros cresceu muito pouco. 
B) a produção de feijão foi a maior entre as diversas culturas de grãos. 
C) a cultura do milho teve taxa de crescimento superior à da soja. 
D) as culturas voltadas para o mercado mundial decresceram. 
E) as culturas voltadas para a produção de ração animal não se alteraram. 
 
Comentários 
No início da década de 1990, com a estabilização econômica promovida pelo Plano Real, a 
produção agrícola foi retomada e se reestruturou sob a forma do agronegócio, com base em 
grandes extensões de terra com produção mecanizada, tecnologicamente desenvolvida, apoiada 
pelo capital financeiro e voltada basicamente para a remuneração do capital, destinada 
principalmente para as exportações. 
A alternativa [B] é falsa: a produção de feijão foi a que apresentou o menor em todo o período 
considerado; 
A alternativa [C] é falsa: a soja cresceu mais que o milho; 
A alternativa [D] é falsa: as culturas voltadas para o mercado mundial foram as que mais 
cresceram; 
A alternativa [E] é falsa: o plantio de milho cresceu mais do que o de arroz e o de feijão. 
Gabarito: A 
71. 
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A grande produção brasileira de soja, com expressiva participação na economia do país, vem 
avançando nas regiões do Cerrado brasileiro. Esse tipo de produção demanda grandes 
extensões de terra, o que gera preocupação, sobretudo 
A) econômica, porque desestimula a mecanização. 
B) social, pois provoca o fluxo migratório para o campo. 
C) climática, porque diminui a insolação na região. 
D) política, pois deixa de atender ao mercado externo. 
E) ambiental, porque reduz a biodiversidade regional. 
Comentários 
A utilização de grandes extensões de terra para lavouras destinadas à exportação ou ao consumo 
industrial, de maneira que possam atingir seus valores de escala e sua conservação como fonte de 
renda e melhoria das condições econômicas da sociedade, deve necessariamente passar por uso 
planejado, racional e ambientalmente sustentável. 
A alternativa [A] é falsa: a produção em larga escala estimula a mecanização; 
A alternativa [B] é falsa: a mecanização provoca fluxo migratório para a cidade; 
A alternativa [C] é falsa: não há relação de causa e efeito entre agricultura de grande escala com a 
quantidade de insolação; 
A alternativa [D] é falsa: a produção é justamente para atender o mercado interno. 
Gabarito: E 
72. 
Sabe-se o que era a mata do Nordeste, antes da monocultura da cana: um arvoredo tanto e 
tamanho e tão basto e de tantas prumagens que não podia homem dar conta. O canavial 
desvirginou todo esse mato grosso do modo mais cru: pela queimada. A fogo é que foram se 
abrindo no mato virgem os claros por onde se estendeu o canavial civilizador, mas ao mesmo 
tempo devastador. 
FREYRE, G. Nordeste. São Paulo: Global, 2004 (adaptado). 
 
Analisando os desdobramentos da atividade canavieira sobre o meio físico, o autor salienta 
um paradoxo, caracterizado pelo(a) 
A) demanda de trabalho, que favorecia a escravidão. 
B) modelo civilizatório, que acarretou danos ambientais. 
C) rudimento das técnicas produtivas, que eram ineficientes. 
D) natureza da atividade econômica, que concentrou riqueza. 
E) predomínio da monocultura, que era voltada para exportação. 
Comentários 
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Como mencionado corretamente na alternativa [B], o autor associa a ocupação do nordeste 
brasileiro por meio da produção canavieira com o forte impacto ambiental trazido por ela, 
caracterizando dessa forma, a contradição. 
Estão incorretas as alternativas: 
 [A], porque não há referências ao processo de escravidão; 
 [C], porque não há referências às técnicas utilizadas, mas à ocupação do espaço de forma 
predatória; 
[D], porque não há referências ao modelo concentrador de capital; 
[E], porque embora a produção canavieira seja monocultora e voltada à exportação, o autor 
ressalta o aspecto ambiental da ocupação do espaço para essa produção. 
Gabarito: B 
73. 
O acúmulo gradual de sais nas camadas superiores do solo, um processo chamado 
salinização, retarda o crescimento das safras, diminui a produção das culturas e, 
consequentemente, mata as plantas e arruína o solo. A salinização mais grave ocorre na Ásia, 
em especial na China, na Índia e no Paquistão. 
MILLER, G. Ciência ambiental. São Paulo: Thomson, 2007. 
O fenômeno descrito no texto representa um grande impacto ambiental em áreas agrícolas e 
tem como causa direta o(a) 
A) rotação de cultivos. 
B) associação de culturas. 
C) plantio em curvas de nível. 
D) manipulação genética das plantas. 
E) instalação de sistemas de irrigação. 
Comentários 
Como mencionado corretamente na alternativa [E], a salinização decorre do processo inadequado 
de irrigação, porque a água da irrigação é o principal meio de aporte de sais ao solo que 
acumulados com o passar do tempo, tornam inviável a produção agrícola. Estão incorretas as 
alternativas seguintes porque indicam práticas de conservação do solo sem resultar em salinização. 
Gabarito: E 
74. 
A crescente conscientização sobre os efeitos do modelo intensivo de produção, adotado de 
forma geral na agricultura, tem gerado também uma série de reações. De fato, a agricultura 
está cada vez mais pressionada pelo conjunto de relações que mantém com a sociedade em 
geral, sendo emergente o que comumente se denomina “questão ambiental”. Essas relações, 
às que determinam uma chamada ampla para mudanças orientadas à sustentabilidade, não 
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só da atividade agrícola em si, senão que afete de maneira geral a todo o entorno no qual a 
agricultura está inserida. 
GOMES, J. C. C. Desenvolvimento rural, transição de formatos tecnológicos, elaboração social 
da qualidade, interdisciplinaridade e participação. In: PORTO, V. H.; WIZNIEWSKY, C. R. F. ; 
SIMICH, T. (Org.). Agricultor familiar: sujeito de um novo método de pesquisa, o participativo. 
Pelotas: Embrapa, 2004. 
No texto, faz-se referência a um tipo de pressão da sociedade contemporânea sobre a 
agricultura. Essa pressão objetiva a seguinte transformação na atividade agrícola: 
A) Ampliação de políticas de financiamentovoltadas para a produção de transgênicos. 
B) Modernização do modo de produção focado na alta produtividade da terra. 
C) Expansão do agronegócio relacionado ao mercado consumidor externo. 
D) Promoção de práticas destinadas à conservação de recursos naturais. 
E) Inserção de modelos orientados ao uso intensivo de agroquímicos. 
Comentários 
Como mencionado corretamente na alternativa [D], a pressão da sociedade sobre a produção 
agrícola decorre da percepção de que o modelo utilizado resulta em depredação do sistema 
natural o que demandaria a adoção de técnicas sustentáveis. Estão incorretas as alternativas: 
seguintes porque mencionam praticas destituídas da percepção e consciência ambiental. 
Gabarito: D 
 
 
 
 
 
 
75. 
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A formação do território da soja no Brasil refletiu a seguinte característica espacial: 
A) Inclusão de regiões com elevadas concentrações populacionais. 
B) Incorporação de espaços com baixa fertilidade natural dos solos. 
C) Integração com espaços de consolidação de reservas extrativistas. 
D) Necessidade de proximidade física com os principais portos do país. 
E) Reutilização de áreas produtivas decadentes da tradicional cultura canavieira. 
Comentários 
Como mencionado corretamente na alternativa [B], a formação do território da soja no Brasil 
incorporou áreas com solos de baixa fertilidade, como no caso dos lixiviados da Amazônia, ácidos 
do centro-oeste e laterizados do Nordeste. 
Estão incorretas as alternativas: 
[A], porque a maior concentração populacional encontra-se nas áreas adjacentes ao litoral; 
[C], porque as reservas extrativas não são consolidadas, ao contrário, com o avanço da soja, sofrem 
desmatamento; 
[D], porque o território da soja está distante dos portos; 
[E], porque a área tradicional da cultura canavieira é a zona da mata nordestina. 
Gabarito: B 
 
 
 
 
76. 
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A distribuição espacial de madeira para papel e celulose no Brasil possui uma estratégia 
logística que resulta na: 
A) região produtiva contínua de perfil litorâneo. 
B) integração intermodal entre Sul, Sudeste e Norte do país. 
C) construção de eixos rodoviários entre as zonas produtoras. 
D) organização da produção próxima às áreas de escoamento. 
E) localização do setor nos limites das unidades político administrativas. 
Comentários 
Como mencionado corretamente na alternativa [D], a madeira para papel e celulose localiza-se 
próxima aos portos e, portanto, das áreas de escoamento. 
Estão incorretas as alternativas: 
[A], porque a produção não é contínua no litoral; 
[B] e [C], porque a lógica da distribuição não atende à integração do transporte interno e sim ao 
escoamento; 
[E], porque a lógica não obedece aos limites territoriais dos estados. 
Gabarito: D 
77. 
Ao se caracterizarem os aspectos ambientais do setor sucroalcooleiro, é preciso analisar dois 
setores: o setor agrícola, que se refere às atividades desenvolvidas na área que a cultura da 
cana-de-açúcar ocupa, e o setor industrial, que está relacionado à fabricação de açúcar e 
álcool. 
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ALVARENGA, R. P.; QUEIROZ, T. R. Produção mais limpa e aspectos ambientais na indústria 
sucroalcooleira. Disponível em: www.advanceincleanerproduction.net. Acesso em: 3 ago 
2012 (adaptado). 
Para essa atividade produtiva, como impacto ambiental causado pelo setor industrial, tem-se 
o(a): 
A) compactação do solo. 
B) assoreamento dos rios. 
C) desmatamento de áreas. 
D) queima da cana-de-açúcar. 
E) geração de resíduos poluidores. 
Comentários 
Como mencionado corretamente na alternativa [E], o processamento industrial sucroalcooleiro 
resulta na geração de resíduos. Estão incorretas as alternativas seguintes porque se referem à 
produção agrícola da cana e não seu processamento industrial. 
Gabarito: E 
78. 
Os solos tropicais são naturalmente ácidos, em razão da pobreza do material de origem ou 
devido aos processos de gênese. Além disso, o manejo das áreas agrícolas pode conduzir os 
solos à acidificação. 
SOUZA, H. A. et al. Calagem e adubação boratada na produção de feijoeiro. Revista Ciência 
Agronômica, v. 42, n. 2, abr.-jun. 2011. 
 
Em solos ácidos como os brasileiros, o método mais indicado, com o elemento utilizado para 
a correção do problema descrito no texto é o(a) 
A) descanso do solo a partir da técnica de pousio. 
B) uso da calagem pela introdução de calcário no solo. 
C) aração do solo para realizar a sua descompactação. 
D) plantio direto para diversificar as culturas. 
E) rotação de culturas para manter os nutrientes no solo. 
Comentários 
Como mencionado corretamente na alternativa [B], a prática mais comum para a correção dos 
solos com elevada acidificação é a calagem, caracterizada pela utilização do calcário que equilibra 
o PH do solo. Estão incorretas as alternativas seguintes porque não correspondem à técnica 
utilizada para eliminar a acidificação. 
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Gabarito: B 
79. 
A década de 1970 marcou o início das preocupações com a relação entre a atividade 
produtiva no campo e a preservação do meio ambiente no Brasil. Essa mesma década se 
destaca pelo avanço das tecnologias de ponta, que passam a ocupar cada vez mais espaço 
junto à agricultura e, ainda que numa dimensão menor, também, na agricultura familiar. 
SILVA, P.S. Tecnologia e meio ambiente: o processo de modernização da agricultura familiar. 
Revista da Fapese, v. 3, n. 2, jul.-dez., 2007. 
 
O avanço tecnológico e os impactos socioambientais no campo brasileiro após a década de 
1970 evidenciam uma relação de equivalência entre 
A) investimento em maquinários e geração de empregos. 
B) expansão das técnicas de cultivo e distribuição fundiária. 
C) crescimento da produtividade e redistribuição espacial do cultivo. 
D) inovações nos pesticidas e redução da contaminação dos trabalhadores. 
E) utilização da engenharia genética e conservação dos biomas ameaçados. 
Comentários 
Como mencionado corretamente na alternativa [C], o processo de modernização agrícola ocorrido 
no Brasil na década de 1970 cuja característica foi a tecnificação e finaceirização da produção no 
campo, resultou em aumento da produtividade, da produção e avanço sobre áreas pouco 
exploradas, como as fronteiras agrícolas do centro-oeste e norte do país. 
Estão incorretas as alternativas: 
[A], porque não ocorreu geração de empregos, haja vista que a mecanização do campo elimina os 
postos de trabalho; 
[B], porque ocorreu concentração fundiária em razão dos elevados investimentos necessários à 
produção; 
[D], porque não ocorreu redução da contaminação de trabalhadores por agrotóxicos; 
[E], porque não ocorreu conservação dos biomas ameaçados. 
Gabarito: C 
80. 
O geoturismo é um segmentoturístico recente que busca priorizar os aspectos naturais 
negligenciados pelo ecoturismo: geologia e geomorfologia, como cavernas, sítios 
paleontológicos, maciços rochosos, quedas d’água etc., proporcionando uma experiência 
turística que vai além da contemplação, agregando informações sobre a origem e formação 
dos locais visitados. 
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BENTO, L. C. M.; RODRIGUES, S. C. Geoturismo e geomorfossítios: refl etindo sobre o 
potencial turístico de quedas d’água – um estudo de caso do município de Indianápolis-MG. 
In: Revista Geográfica Acadêmica, v. 4, n. 2, 2010. 
 
Atualmente, no Brasil, a utilização de pequenas propriedades rurais para a prática descrita 
pelo texto é indicada como método que 
A) possibilita a exploração de recursos minerais sem degradação da fauna e da flora locais. 
B) associa a conservação do bioma a ganhos financeiros para o proprietário da terra. 
C) permite a migração da população rural sem perda de sua identidade cultural. 
D) impede o uso das áreas de mata para cultivos dependentes de sombreamento. 
E) viabiliza a produção agrícola com a utilização de culturas comerciais. 
Comentários 
Como mencionado corretamente na alternativa [B], o turismo rural agrega valor ao sistema 
produtivo das pequenas propriedades rurais. Estão incorretas as alternativas seguintes por não 
justificarem o turismo rural. 
Gabarito: B 
81. 
De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), daqui 
a aproximadamente 20 anos, 2/3 da população do mundo podem enfrentar falta d’água. 
Ainda de acordo com a FAO, o consumo mundial de água cresceu no século XX duas vezes 
mais do que a população. Com isso, para cada 6 pessoas no planeta, 1 não tem acesso à água 
limpa suficiente para suprir suas necessidades básicas diárias e 3 não têm saneamento básico 
adequado. 
MARAFON, G. J. O desencanto da terra. Rio de Janeiro: Garamond, 2011 - adaptado) 
 
Uma causa para a mudança verificada no consumo de água no século XX e uma medida que 
possa contribuir para evitar o problema descrito estão indicadas, respectivamente, em: 
A) Avanço da produção agrícola — reutilização dos recursos pluviais. 
B) Elevação da temperatura média — estímulo ao consumo consciente. 
C) Descontrole da taxa de natalidade — privatização das nascentes fluviais. 
D) Aumento da concentração de renda — irrigação racional das empresas rurais. 
E) Intensificação da produtividade industrial — sustentabilidade da exploração marítima. 
Comentários 
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Como mencionado corretamente na alternativa [A], o consumo de água em ritmo superior ao 
crescimento da população, pode ser explicado pela ampliação da produção agrícola, atividade 
responsável pela maior demanda de água no planeta, e uma medida para a exploração racional do 
recurso é a reutilização da água da chuva. 
Estão incorretas as alternativas: 
[B], porque a elevação da temperatura média da Terra não é causa do aumento do consumo de 
água; 
[C], porque o consumo de água elevou-se acima do aumento da população e a privatização dos 
recursos não é medida preventiva; 
[D], porque a concentração de renda não é causa para aumento do consumo de água; 
[E], porque a causa para a elevação do consumo de água foi o alargamento da produção 
agropecuária. 
Gabarito: A 
82. 
No século XIX, para alimentar um habitante urbano, eram necessárias cerca de 60 pessoas 
trabalhando no campo. Essa proporção foi se modificando ao longo destes dois séculos. Em 
certos países, hoje, há um habitante rural para cada dez urbanos. 
SANTOS, M. Metamorfoses do espaço habitado. São Paulo: EDUSP, 2008. 
O autor expõe uma tendência de aumento de produtividade agrícola por trabalhador rural, 
na qual menos pessoas produzem mais alimentos, que pode ser explicada 
A) pela exigência de abastecimento das populações urbanas, que trabalham 
majoritariamente no setor primário da economia. 
B) pela imposição de governos que criam políticas econômicas para o favorecimento do 
crédito agrícola. 
C) pela incorporação homogênea dos agricultores às técnicas de modernização, sobretudo na 
relação latifúndio-minifúndio. 
D) pela dinamização econômica desse setor e utilização de novas técnicas e equipamentos de 
produção pelos agricultores. 
E) pelo acesso às novas tecnologias, o que fez com que áreas em altas latitudes, acima de 66°, 
passassem a ser grandes produtoras agrícolas. 
Comentários 
O crescimento populacional em escala mundial, o Brasil com mais de 190 milhões de habitantes, 
são desafios para governos e agências intergovernamentais em termos de atender as demandas 
por alimentos. Para isso, pensou-se em tecnologias que potencializassem a produção agropecuária 
e seus processos necessariamente passam pela intensiva mecanização e tecnologia, reduzindo 
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drasticamente a população economicamente ativa nas áreas rurais de maneira a que cada vez 
menos agricultores conseguem produzir para mais pessoas nas cidades. 
A alternativa [A] é falsa, populações urbanas trabalham majoritariamente nos setores secundário e 
terciário. 
A alternativa [B] é falsa, políticas econômicas que favorecem a agropecuária não são impostas, 
resultando de discussões orçamentárias. 
A alternativa [C] é falsa, o acesso de agricultores à tecnologia é heterogêneo e mais difícil para os 
pequenos proprietários. 
A alternativa [E] é falsa, apesar dos avanços tecnológicos, áreas acima de 66º (Círculos Polares), 
inviabilizam a agricultura por restrições climáticas (baixas temperaturas e umidade). 
Gabarito: D 
83. 
 
 
A interpretação do mapa indica que, entre 1990 e 2006, a expansão territorial da produção 
brasileira de soja ocorreu da região: 
A) Sul em direção às regiões Centro-Oeste e Nordeste. 
B) Sudeste em direção às regiões Sul e Centro-Oeste. 
C) Centro-Oeste em direção às regiões Sudeste e Nordeste. 
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D) Norte em direção às regiões Sul e Nordeste. 
E) Nordeste em direção às regiões Norte e Centro-Oeste. 
Comentários 
A sojicultora chegou ao Brasil na década de 1920 sendo plantada a princípio no Rio Grande do Sul, 
vinda dos Estados Unidos trazida por agricultores gaúchos. Nos anos 1970, estudada pela 
EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), novas espécies adaptadas permitiram a 
expansão da sojicultora a praticamente todo o território nacional, saindo do sul em direção ao 
Brasil Central e Nordeste. 
Gabarito: A 
84. 
O mapa mostra a distribuição de bovinos no bioma amazônico, cuja ocupação foi responsável 
pelo desmatamento de significativas extensões de terra na região. Verifica-se que existem 
municípios com grande contingente de bovinos, nas áreas mais escuras do mapa, entre 750 
001 e 1 500 000 cabeças de bovinos.A análise do mapa permite concluir que: 
A) os estados do Pará, Mato Grosso e Rondônia detêm a maior parte de bovinos em relação 
ao bioma amazônico. 
B) os municípios de maior extensão são responsáveis pela maior produção de bovinos, 
segundo mostra a legenda. 
C) a criação de bovinos é a atividade econômica principal nos municípios mostrados no mapa. 
D) o efetivo de cabeças de bovinos se distribui amplamente pelo bioma amazônico. 
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E) as terras florestadas são as áreas mais favoráveis ao desenvolvimento da criação de 
bovinos. 
Comentários 
A região apontada está no arco de desmatamento da Amazônia, zona de contato entre a Amazônia 
com o Brasil Central e o Nordeste e marca o avanço da fronteira pioneira agropecuária. No caso, a 
criação pecuária é uma atividade muito destacada, devido, por um lado à demanda por carne e por 
outro, às condições relativamente favoráveis na região. Para a Amazônia em si, a pecuária registra 
baixo rendimento devido a pastagens de má qualidade pelo solo pouco orgânico, fato que 
questiona o modelo de expansão pecuária na região. 
A alternativa [B] é falsa, existem municípios de pequena extensão que também tem grandes 
densidades de animais. 
A alternativa [C] é falsa, existem também nos municípios apontados cultivos como soja e algodão. 
A alternativa [D] é falsa, o efetivo está concentrado na zona de contato nas bordas da Amazônia. 
A alternativa [E] é falsa, as terras florestadas são as áreas menos favoráveis a criação de gado. 
Gabarito: A 
85. 
Responda sem pestanejar: que país ocupa a liderança mundial no mercado de etanol? Para 
alguns, a resposta óbvia é o Brasil. Afinal, o país tem o menor preço de produção do mercado, 
além de vastas áreas disponíveis para o plantio de matéria-prima. Outros dirão que são os 
EUA, os donos da maior produção anual. Nos próximos anos, essa pergunta não deve gerar 
mais dúvida, pois a disputa não se dará em plantações de cana-de-açúcar ou nas usinas, mas 
nos laboratórios altamente sofisticados. 
TERRA, L. Conexões:estudos de geografia geral. São Paulo: Moderna, 2009 (adaptado). 
 
A biotecnologia propicia, entre outras coisas, a produção dos biocombustíveis, que vêm se 
configurando em importantes formas de energias alternativas. Que impacto possíveis 
pesquisas em laboratórios podem provocar na produção de etanol no Brasil e nos EUA? 
A) Aumento na utilização de novos tipos primas para a produção do etanol, elevando a 
produtividade. 
B) Crescimento da produção desse combustível, causando, porém, danos graves ao meio 
ambiente pelo excesso de plantações de cana-de-açúcar. 
C) Estagnação no processo produtivo do etanol brasileiro, já que o país deixou de investir 
nesse tipo de tecnologia. 
D) Elevação nas exportações de etanol para os EUA, já que a produção interna brasileira é 
maior que a procura, e o produto tem qualidade superior. 
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E) Aumento da fome em ambos os países, em virtude da produção de cana-de-açúcar 
prejudicar a produção de alimentos. 
Comentários 
A biotecnologia propicia usos variados para diferentes matérias primas, ajudando a aumentar a 
oferta de produtos para os vários segmentos econômicos e sua produtividade. 
A alternativa [B] é falsa, a evolução na biotecnologia é justamente com o intuito de, além de elevar 
a produtividade, diminuir também danos ao meio ambiente. 
A alternativa [C] é falsa, o investimento em biotecnologia é justamente para aumentar a 
produtividade. 
A alternativa [D] é falsa, a exportação de etanol para os Estados Unidos esbarra em medidas 
protecionistas aplicadas pelos americanos. 
A alternativa [E] é falsa, ambos os países possuem produção alimentícia diversificada e o etanol 
nos Estados Unidos é extraído do milho, onde os americanos são os maiores mundiais. 
Gabarito: A 
GRÁFICO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: 
 
 
86. 
O gráfico mostra a relação da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas com a área 
plantada no Brasil, no período de 1980 a 2008. Verifica-se uma grande variação da produção 
em comparação à área plantada, o que caracteriza o crescimento da 
A) economia. 
B) área plantada. 
C) produtividade. 
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D) sustentabilidade. 
E) racionalização. 
Comentários 
Considerando por produção agrícola o total obtido em uma safra, seu aumento sobre uma área 
com menor expansão se dá devido ao aumento da produtividade que é o quanto rende uma safra 
por uma determinada área. 
A alternativa [A] é falsa, por economia entende-se uma diminuição dos custos dado que o gráfico 
não permite inferir. 
A alternativa [B] é falsa, uma mesma área plantada só terá maior produção em caso de maior 
produtividade. 
A alternativa [D] é falsa, sustentabilidade resulta do plantio com insumos naturais e técnicas de 
manutenção e correção do solo como plantio em curvas de nível ou rotação de cultivos, dados não 
inferidos não gráfico. 
A alternativa [E] é falsa, o uso racional de áreas agrícolas refere-se a maneiras de se evitar o 
desperdício ou gerar impactos desnecessários. 
Gabarito: C 
87. 
Que transformação ocorrida na agricultura brasileira, nas últimas décadas, justifica as 
variações apresentadas no gráfico? 
A) O aumento do número de trabalhadores e menor necessidade de investimentos. 
B) O progressivo direcionamento da produção de grãos para o mercado interno. 
C) A introdução de novas técnicas e insumos agrícolas, como fertilizantes e sementes 
geneticamente modificadas. 
D) A introdução de métodos de plantio orgânico, altamente produtivos, voltados para a 
exportação em larga escala. 
E) O aumento no crédito rural voltado para a produção de grãos por camponeses da 
agricultura extensiva. 
Comentários 
As pesquisas no setor agropecuário no Brasil ajudaram o país a chegar, no período atual, como 
uma das maiores nações produtoras e exportadoras de commodities agrícolas no mundo. 
A alternativa [A] é falsa, é justamente o contrário. Para se chegar a esse ponto, deve-se aumentar 
os investimentos e reduzir a mão de obra substituída por mecanização, cabendo ao Estado e 
setores privados de produção absorver os excedentes de mão de obra rural. 
A alternativa [B] é falsa, a produção de grãos no Brasil destina-se muito ao mercado externo. 
A alternativa [D] é falsa, as técnicas de plantio orgânico possuem grande potencial de 
desenvolvimento, mas ainda tem baixa produtividade e são obtidos totais em pequena escala. 
A alternativa [E] é falsa, o aumento do crédito rural atinge a produção familiar e a produção de 
grãos, comprometida com as exportações só atingem valor de escala na agricultura intensiva. 
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Gabarito: C 
88. 
Até o século XVII, as paisagens rurais eram marcadas por atividades rudimentares e de baixa 
produtividade. Apartir da Revolução Industrial, porém, sobretudo com o advento da 
revolução tecnológica, houve um desenvolvimento contínuo do setor agropecuário. 
São, portanto, observadas consequências econômicas, sociais e ambientais inter-relacionadas 
no período posterior à Revolução Industrial, as quais incluem: 
A) a erradicação da fome no mundo. 
B) o aumento das áreas rurais e a diminuição das áreas urbanas. 
C) a maior demanda por recursos naturais, entre os quais os recursos energéticos. 
D) a menor necessidade de utilização de adubos e corretivos na agricultura. 
E) o contínuo aumento da oferta de emprego no setor primário da economia, em face da 
mecanização. 
Comentários 
A Revolução Industrial provocou uma grande expansão urbana e forte reorganização do trabalho e 
do consumo. Nesse sentido a produção agrícola acompanha necessariamente essas mudanças e 
passa a ocupar cada vez mais áreas de cultivo com produtos voltados para o consumo industrial 
como algodão, e energético como a cana para extração de etanol. 
A alternativa [A] é falsa. Os problemas relacionados à fome mundial são muito mais o resultado da 
distribuição irregular de alimentos do que sua produção. 
A alternativa [B] é falsa. A produtividade agrícola relacionada aos melhoramentos técnicos 
aumenta o rendimento por área. Não ocorre necessariamente um aumento de áreas cultiváveis 
para aumentar a produção, enquanto as áreas urbanas estão em expansão em todo o mundo. 
A alternativa [D] é falsa. As demandas agrícolas atuais exigem um maior emprego de adubos e 
corretivos para se atingir uma produção em escala. 
A alternativa [E] é falsa. O setor primário está cada vez mais mecanizado diminuindo a oferta de 
trabalho. 
Gabarito: C 
 
 
 
 
 
 
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1. (IDECAN - 2015 - Colégio Pedro II - Professor - Geografia) 
O trecho da reportagem retrata um conflito comum no espaço agrário brasileiro. 
A comunidade Guarani Kaiowá mais ameaçada do momento, o tekoha Apyka'i, no município 
de Dourados (MS), poderá enfrentar mais uma reintegração de posse. 
Uma nova manobra judicial garantiu que uma decisão ‒ já cumprida ‒ da Justiça Federal de 
2009, em favor (...) proprietário da Fazenda Serrana, fosse, mais uma vez, utilizada contra os 
indígenas. 
Agora, os Kaiowá têm 30 dias para sair do local, onde estão acampados desde setembro de 
2012. O prazo para o despejo passa a contar a partir desta segunda-feira, 27. A liderança da 
comunidade, Damiana, reafirma que os indígenas não sairão da terra. 
(Disponível em: http://www.brasildefato.com.br/node/27250. Publicada em: 28/01/2014. 
Acesso em: 28/09/2014.) 
 
Considerando as características da região mencionada no texto, assinale a alternativa que 
melhor apresenta uma causa e uma consequência do problema retratado. 
A) O avanço da agricultura de cana‐de‐açúcar para a produção de biocombustíveis e o 
comprometimento do modo de vida indígena. 
B) O avanço das áreas de pasto para a pecuária intensiva leiteira e o assassinato frequente de 
lideranças indígenas. 
C) O interesse dos proprietários em expandir a produção de laranja e a alta mortalidade 
infantil da população indígena. 
D) O avanço das grandes fazendas produtoras de café e a precarização das condições da mão 
de obra indígena nas lavouras. 
 
2. (CESPE - 2017 - Instituto Rio Branco - Diplomata) 
O Brasil é, na América Latina, um dos países que mais reorganizou sua atividade agropecuária 
desde meados do século XX. Desde então, a reestruturação produtiva da agricultura brasileira 
tem-se norteado pela racionalidade com funcionamento regulado pelas relações de produção 
e distribuição globalizadas, direcionando-se, cada vez mais, ao atendimento da crescente 
demanda do mercado urbano interno e à produção de commodities para a exportação, in 
natura ou após passarem por algum tipo de transformação industrial, o que aumenta seu 
valor agregado. 
Denise Elias. Globalização, agricultura e urbanização no Brasil. Internet: (com adaptações). 
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Tendo esse fragmento de texto como referência inicial, julgue (C ou E) o item seguinte, acerca 
da estruturação e do funcionamento do agronegócio no Brasil. 
A expansão da moderna agricultura nos biomas Cerrado e Amazônia tem-se constituído a 
partir de reduzidos fluxos migratórios em direção às pequenas e médias cidades dessas 
regiões e de poucos conflitos no campo, uma vez que a mecanização excessiva das atividades 
agrárias gera poucos empregos tanto no campo quanto na cidade. 
 
3. (ADVISE - 2013 - Prefeitura de Ivorá - RS - Professor - Séries Iniciais) 
Sabemos que a Reforma Agrária no Brasil tem sido alvo de grandes manifestações a favor de 
agricultores desprovidos de terras para plantar. Entre essas manifestações, muitas delas são 
promovidas por movimentos que se agrupam para reivindicar terras ao Governo. Assinale a 
alternativa abaixo que indica um movimento criado com o propósito de reivindicar terras 
para agricultores que não tem onde plantar. 
A) Movimento dos Sem Teto 
B) Movimento dos Sem Terras 
C) Movimento dos Sem Emprego 
D) Movimento de Libertação dos Sem Terras 
E) Movimento dos Agricultores Aposentados 
 
4. (FCC - 2016 - SEDU-ES - Professor - Geografia) 
Novos estudos sobre o campo brasileiro estão sendo reunidos em um Atlas da Terra que, de 
modo geral, não apresentará grandes novidades, pois 
A) as médias propriedades ocupam menos de 10% das terras agrícolas. 
B) os minifúndios passaram a representar 40% da área agrícola do país. 
C) as pequenas propriedades têm menor peso relativo que os minifúndios. 
D) as terras indígenas somam cerca de 30% do território nacional. 
E) a última década se caracterizou por nova concentração de terras. 
 
5. (FCC - 2012 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - História) 
Analise a tabela abaixo. 
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O desequilíbrio na distribuição de terras demonstrado na tabela pode ser apontado como um 
dos responsáveis pela 
A) implantação do capitalismo no campo, que transformou os latifúndios em terras 
produtivas e a luta pela reforma agrária em coisa do passado. 
B) transformação do latifúndio em grandes empresas rurais produtivas, gerando milhões de 
emprego no campo, estimulando o êxodo urbano. 
C) superação do antigo “modelo” brasileiro de reforma agrária, encerrando o ciclo de 
distributivismo equitativo de terras improdutivas no país. 
D) expulsão da população do campo e sua concentração nas grandes cidades, provocando a 
favelização e o “inchaço” da periferia urbana. 
 
6. (FGV - 2014 - SEDUC-AM - Professor - Geografia) 
“A Comissão Pastoral da Terra documenta, desde a década de 1980, as ocorrências de 
conflitos e violências no campo brasileiro, cujos dados são publicados desde 1984 no 
“Caderno conflitos no campo”. Paralelamente aos dados, a pastoral ligada à igreja católica 
também publica manifestos e relatos de diversos casos de violência contra a pessoa, posse e 
propriedade de camponeses e trabalhadores rurais. Os relatos e fotos que retratam a 
barbárie no campo brasileiro mostram uma população pobre, submetida a toda sortede 
privação e exploração (...)” 
 
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(Girardi, Eduardo Paulon. A violência no campo. In Atlas da Questão Agrária Brasileira. 
Disponível em http://www2.fct.unesp.br/nera/atlas/violencia.htm) 
 
De acordo com o mapa, os casos registrados de violência no campo se concentram 
A) em regiões onde há o predomínio de pequenas propriedades de agricultura familiar. 
B) em regiões de agricultura moderna integradas ao mercado externo. 
C) em regiões onde os movimentos socioterritoriais são mais atuantes. 
D) em regiões de vastas terras disponíveis cobertas por florestas. 
E) em regiões de maior concentração de infraestrutura de transportes. 
 
7. (FGV - 2014 - SEDUC-AM - Professor - Geografia) 
“Principalmente a partir da II Guerra Mundial (1939-1945), o Brasil modernizou o processo 
produtivo da agricultura, com a incorporação de máquinas e implementos agrícolas, e 
também passou a usar adubos sintéticos e agrotóxicos em suas lavouras. Isso tornou o setor 
agrícola mais dependente dos setores urbano e industrial, que fornecem as máquinas e os 
produtos químicos que os produtores rurais utilizam.” 
(Marafon, Glaucio José. O desencanto da terra: produção de alimentos, ambiente e 
sociedade. Rio de Janeiro: Garamond, 2011.) 
 
Assinale a opção que indica uma das consequências do processo descrito no fragmento 
acima. 
A) O aumento da concentração fundiária. 
B) A expansão da área destinada à produção de alimentos. 
C) A diminuição da erosão dos solos. 
D) A redução do emprego de trabalhadores temporários. 
E) A fixação de uma nova fronteira agrícola. 
 
8. (CESPE - 2013 - MPU - Analista - Geografia) 
Desde o período colonial, o espaço geográfico brasileiro foi transformado e produzido 
prioritariamente segundo as necessidades do mercado externo em detrimento da formação 
econômica interna. Foi por meio dessa perspectiva colonizadora que, a partir de 1530, as 
propriedades rurais se organizaram no Brasil. 
Com relação às questões agrária e agrícola no Brasil, julgue o item. 
Ao longo da história fundiária brasileira, ocorreram diversas manifestações, movimentos, 
revoltas e pressões de trabalhadores rurais pelo acesso à terra, muitas com ganho de causa. 
Esses movimentos sempre foram amplamente divulgados pelas mídias oficiais. 
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9. (ACAFE - 2008 - PC-SC - Investigador de Polícia) 
Leia os versos abaixo do poema “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto. 
“Essa cova em que estás / Com palmos medida. 
É a conta menor / que tiraste em vida. 
É de bom tamanho / Nem largo nem fundo, 
É a parte que te cabe / deste latifúndio.” 
 
A realidade agrária brasileira, em parte, está descrita nos versos acima. Assinale a alternativa 
correta sobre essa temática. 
A) O latifúndio, dominante em todas as regiões do Brasil, é o resultado de um processo 
colonizatório que teve como fundamento o trabalho livre. 
B) A concentração da propriedade fundiária rural coloca um grande número de pessoas 
desprovidas desse bem fundamental para a sobrevivência, a terra. 
C) Atualmente a questão agrária e seus conflitos estão resolvidos nas regiões Sul e Sudeste do 
país estando, ainda, por se resolver no Nordeste e Norte do Brasil. 
D) A concentração da propriedade fundiária está relacionada ao desenvolvimento industrial 
do Brasil, a partir de meados da década de 50 do século passado. 
 
10. (FUNCEFET - 2011 - Prefeitura de Nilópolis - RJ - Professor - Geografia) 
 
A partir dessa imagem, pode-se afirmar que: 
A) a luta dos trabalhadores rurais sem terra no Brasil é, extremamente, injustificável. 
B) o processo de Reforma Agrária no Brasil é ineficaz, devido à influência política dos grandes 
proprietários de terra. 
C) o Brasil possui uma grande concentração de terras (fundiária), sendo que apenas uma 
pequena quantidade de proprietários possui grandes extensões de terras. 
D) a maior parte das terras improdutivas, no território brasileiro, estão sob a posse de 
pequenos produtores rurais que não querem mais se dedicar à produção agrícola 
 
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(CESPE - 2008 - SEPLAG-DF - Professor - Geografia) 
Hoje, tanto os cinturões quanto as frentes pioneiras revelam que o território brasileiro tem 
incorporado muitas das características da chamada revolução agrícola, especialmente nas 
culturas de exportação, aquelas que consolidam a divisão territorial do trabalho mundial. 
Assim, esses produtos acabam por invadir, com velocidade cada vez maior, áreas antes 
destinadasàs produções domésticas. 
M. Santos e M. L. Silveira. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Rio de 
Janeiro; Record, 2008, p. 120 (com adaptações) 
11. 
Os conflitos pela posse de terra no Brasil revelam uma limitação no quadro natural do país: a 
inexistência de solos aptos para a exploração agrícola. 
 
12. 
Com a modernização no campo, desapareceram as relações de trabalho calcadas no 
arrendamento, na escravidão por dívida e na figura do trabalhador conhecido como bóia-fria. 
 
13. 
No processo de modernização no campo, o pequeno agricultor vê-se excluído da dinâmica 
das atividades agrícolas em função do baixo volume de produção por este alcançado. 
 
14. (CESPE - 2010 - MPU - Analista - Geografia) 
Com base nos dispositivos legais, julgue o item que se segue, a respeito de licenciamento e 
delimitação de APP. 
Para regularização fundiária sustentável de área urbana, a intervenção na vegetação ou a sua 
supressão em APP pode ser autorizada, pelo órgão ambiental competente, nas áreas 
ocupadas por população de baixa renda, predominantemente residenciais e incluídas no 
plano de regularização fundiária sustentável do município. 
 
(CESPE - 2018 - ABIN - Oficial de Inteligência) 
A respeito da dinâmica do agronegócio brasileiro, julgue os itens que se seguem. 
 
15. 
A partir da adoção de políticas públicas de ocupação do território nacional durante o regime 
militar, a fronteira agrícola expandiu-se para o Centro-Oeste, que passou a ser visto como 
“celeiro do mundo”, destinado à produção de commodities como as do complexo grão carnes 
e à agropecuária em larga escala. 
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16. 
A expansão da fronteira agrícola na Amazônia Legal é marcada por conflitos entre assentados 
e grandes projetos agropecuários e de mineração e por intensa devastação e desperdício dos 
recursos naturais e da biodiversidade, o que compromete o futuro da região. 
 
17. (CESPE - 2018 - ABIN - Agente de Inteligência) 
Julgue o item subsequente, a respeito da evolução da estrutura fundiária rural e dos 
movimentos demográficos no território brasileiro. 
 
A agricultura científica e o agronegócio têm impacto direto na concentração fundiária e no 
mercado de trabalho no campo, pois as empresas agrícolas compram ou arrendam vastasextensões de terra para o cultivo e geram empregos especializados, impondo novas relações 
de trabalho para os agricultores, que não têm condições técnicas e financeiras para competir 
com esse modelo de agricultura. 
 
18. (CESPE - 2018 - ABIN - Agente de Inteligência) 
Julgue o item subsequente, a respeito da evolução da estrutura fundiária rural e dos 
movimentos demográficos no território brasileiro. 
A internacionalização da agropecuária brasileira ainda é totalmente dependente de 
investimentos de conglomerados e empresas estrangeiras que compram empresas nacionais 
do setor e terras para cultivo. 
 
19. (CESPE - 2018 - ABIN - Agente de Inteligência) 
Com referência à divisão inter-regional do trabalho e da produção no Brasil, julgue o item a 
seguir. 
As atividades corporativas de empresas nacionais e internacionais (produção, circulação, 
distribuição e consumo) integram partes expressivas do território brasileiro, por meio de 
redes de infraestruturas, de informação e comunicação. 
 
20. (CESPE - 2013 - SEDUC-CE - Professor Pleno I - Geografia) 
Entende-se por fronteira agrícola moderna a ocupação de áreas para as atividades agrícolas 
com alto conteúdo tecnológico e organizacional, em substituição à pecuária extensiva, às 
formas tradicionais de cultura e(ou) à cobertura vegetal original. Atualmente, a área ocupada 
pela fronteira agrícola moderna coincide, proximamente, à área de abrangência do chamado 
polígono dos solos ácidos, que ocupa a maior parte da região Centro-Oeste, parte do estado 
de Minas Gerais e do Tocantins, bem como algumas regiões do Nordeste. 
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S. Frederico. Gênese e consolidação da rede urbana na região de fronteira agrícola moderna. 
In: E. Costa e R. Oliveira. As cidades entre o real e o imaginário: estudos no Brasil (com 
adaptações). 
Ainda com relação à fronteira agrícola moderna, é correto afirmar que a construção de 
Brasília possibilitou 
A) a concentração da maior parcela da produção agrícola no centro-norte do país, a partir da 
década de 70 do século XX. 
B) a formação de uma rede urbana brasileira sustentada por novas relações de trabalho 
advindas do contato entre o campo e a cidade, a partir da década de 70 do século XX. 
C) a construção de ferrovias para o escoamento da produção. 
D) a integração nacional por meio da navegação de cabotagem. 
E) a transformação do Centro-Oeste em centro decisório econômico relativo à exportação da 
produção agrícola. 
 
21. (CESPE - 2013 - SEDUC-CE - Professor Pleno I - Geografia) 
Entende-se por fronteira agrícola moderna a ocupação de áreas para as atividades agrícolas 
com alto conteúdo tecnológico e organizacional, em substituição à pecuária extensiva, às 
formas tradicionais de cultura e(ou) à cobertura vegetal original. Atualmente, a área ocupada 
pela fronteira agrícola moderna coincide, proximamente, à área de abrangência do chamado 
polígono dos solos ácidos, que ocupa a maior parte da região Centro-Oeste, parte do estado 
de Minas Gerais e do Tocantins, bem como algumas regiões do Nordeste. 
S. Frederico. Gênese e consolidação da rede urbana na região de fronteira agrícola moderna. 
In: E. Costa e R. Oliveira. As cidades entre o real e o imaginário: estudos no Brasil (com 
adaptações). 
Tendo o texto acima como referência inicial, e considerando os múltiplos aspectos que ele 
suscita, assinale a opção correta. 
A) Com o avanço da fronteira agrícola moderna, emergiram novas cidades brasileiras, nas 
quais passou a ocorrer uma inversão: o campo tornou-se menos funcional para as cidades e 
as cidades tornaram-se funcionais para o campo. 
B) A fronteira agrícola moderna se configurou mais intensamente em São Paulo que nos 
demais estados. 
C) Entre os serviços ofertados pelas cidades do agronegócio, destaca-se a comercialização dos 
grãos realizada pelos escritórios comerciais importadores das grandes empresas (tradings). 
D) A difusão do meio técnico científico-informacional, em determinadas regiões de fronteira 
agrícola moderna, propiciou que ações e objetos agregassem valor fundamentado no 
desenvolvimento da ciência e da informação, contudo essa difusão não favoreceu a 
proliferação de serviços com múltiplas especializações. 
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E) No caso da região pantaneira brasileira, a integração territorial promovida pela construção 
das rodovias, associada à inexistência de heranças territoriais de grande monta, facilitou a 
rápida difusão da agricultura moderna nessa área. 
 
(CESPE - 2017 - Instituto Rio Branco - Diplomata) 
O Brasil é, na América Latina, um dos países que mais reorganizou sua atividade agropecuária 
desde meados do século XX. Desde então, a reestruturação produtiva da agricultura brasileira 
tem-se norteado pela racionalidade com funcionamento regulado pelas relações de produção 
e distribuição globalizadas, direcionando-se, cada vez mais, ao atendimento da crescente 
demanda do mercado urbano interno e à produção de commodities para a exportação, in 
natura ou após passarem por algum tipo de transformação industrial, o que aumenta seu 
valor agregado. 
Denise Elias. Globalização, agricultura e urbanização no Brasil. Internet: (com adaptações). 
 
Tendo esse fragmento de texto como referência inicial, julgue (C ou E) os itens seguintes, 
acerca da estruturação e do funcionamento do agronegócio no Brasil. 
 
22. 
Característica marcante do atual período da agricultura brasileira é a ocupação de milhões de 
hectares de cerrado pela agricultura moderna globalizada, ao mesmo tempo em que se 
aprofundam a divisão territorial do trabalho, os conflitos envolvendo povos e comunidades 
tradicionais, o uso intensivo dos recursos naturais e a perda de biodiversidade. 
 
23. 
Para atender, principalmente, ao mercado internacional, adotam-se, nas áreas do bioma 
Cerrado, os modelos de ocupação do território e de produção desenvolvidos pelo 
agribusiness nos países centrais do capitalismo global, que favorecem a produção em larga 
escala, intensiva em tecnologia, a partir dos latossolos de média e alta fertilidade. 
 
24. 
As regiões produtivas do agronegócio brasileiro são competitivas no mercado global de 
commodities e caracterizadas pela especialização produtiva que atende a parâmetros 
internacionais de qualidade e de custos. 
 
25. (CESPE - 2017 - Instituto Rio Branco - Diplomata) 
Foi a partir da realização da Conferência Eco 92, da qual resultou o Tratado de Quioto (em 
1997), que a busca por energia menos poluente e renovável tornou-se uma prioridade em 
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alguns países, como a China e o Japão, que passaram a adicionar álcool (etanol anidro) à 
gasolina, na busca de diminuir o uso do petróleo e a emissão de monóxido de carbono, um 
dos gases responsáveis pelo efeito estufa. A partir daí, iniciou-se uma fase de preocupação 
mundial pela proteção ambiental, por meio da criação de políticas e acordos internacionais, 
principalmente no que se refere ao aquecimento global. 
Lara C.G. Ferreira. As paisagens regionais da microrregião Ceres (GO) – das colônias agrícolas 
nacionais ao agronegócio sucroenergético.Brasília, Tese de Doutorado, UnB, 2016. 
 
Tendo o texto anterior como referência inicial e considerando os múltiplos temas por ele 
evocados, julgue (C ou E) o item a seguir. 
No Brasil, o setor sucroalcooleiro, além da produção de açúcar e álcool, tem intensificado a 
geração de energia a partir da queima da biomassa da cana, o que representa uma 
alternativa ao tradicional modelo de energia hidrelétrica. 
 
26. (CESPE - 2017 - SEDF - Professor de Educação Básica - Geografia) 
No atual período histórico, caracterizado pela forte internacionalização do modo de produção 
capitalista, importantes transformações de ordem técnica, política e econômica têm 
promovido intensa reestruturação produtiva e regional do Brasil e do mundo. A intensificação 
do poder das empresas transnacionais sobre o espaço mundial é uma dessas manifestações. 
Iná Elias de Castro. Política pública e conflito no espaço urbano. In: GEOgraphia, ano 18, n. º 
36, 2016 (com adaptações). 
Considerando esse texto, julgue o item a seguir. 
Em contraponto ao processo de modernização produtiva, o setor agropecuário no Brasil 
mantém uma estrutura baseada na produção para a exportação sem a agregação de valor, 
representada pelo processo parcial ou total de transformação pela indústria nacional. 
 
27. (CESPE - 2017 - SEDF - Professor de Educação Básica - Geografia) 
Julgue o item a seguir, relativo à interação entre sociedade e natureza. 
O Brasil é o país que mais consome agrotóxicos no mundo, o que está relacionado à 
contaminação dos solos. Antes de o Brasil assumir essa posição, a China era o maior 
consumidor desses produtos. 
 
28. (CESPE - 2016 - Instituto Rio Branco - Diplomata) 
A mundialização não diz respeito apenas às atividades dos grupos empresariais e aos fluxos 
comerciais que elas provocam. Inclui também a globalização financeira, que não pode ser 
abstraída da lista das forças às quais deve ser imposta a adaptação dos mais fracos e 
desguarnecidos. 
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François Chesnais. A mundialização do capital.São Paulo: Xamã, 1996 (com adaptações). 
 
Tendo como referência inicial o fragmento de texto apresentado, julgue (C ou E) o item 
subsequente. 
A agricultura moderna brasileira elabora usos e apropriações da terra com reduzida demanda 
de recursos hídricos e maximização da fragmentação do território nacional. 
 
29. (CESPE - 2015 - MPOG - Geógrafo) 
A respeito dos efeitos da reestruturação produtiva no território brasileiro, que ocorreu como 
consequência da revolução tecnocientífica informacional, a partir da segunda metade do 
século XX, julgue o próximo item. 
Fatores como altos custos de transporte, barreiras impostas pela legislação ambiental e 
dependência da importação de tecnologias relacionadas à produção agrícola limitaram a 
expansão do agronegócio no território do Brasil, que, por sua vez, reorganizou o seu sistema 
produtivo agropecuário de maneira superficial, de forma a manter precários o latifúndio e as 
relações de trabalho no campo. 
 
30. (CESPE - 2010 - SEDU-ES - Professor B - Ensino Fundamental e Médio - Geografia) 
A respeito das recentes transformações do espaço agroindustrial brasileiro, julgue o item que 
se segue. 
A agropecuária modernizou-se pela integração ao conjunto da economia, em especial, ao 
setor industrial. 
 
(CESPE - 2015 - Instituto Rio Branco - Diplomata) 
O Brasil, terceira maior potência mundial agropecuária, enfrenta desafios logísticos, de 
infraestrutura e legais para continuar a crescer nesse setor, competindo internacionalmente. 
No que se refere a esse assunto e aos múltiplos aspectos a ele relacionados, julgue (C ou E) os 
itens a seguir. 
 
31. 
Denominam-se demandas corporativas os investimentos públicos que, na visão política 
nacional, são destinados a superar as deficiências em transporte, conferir competitividade e 
promover o crescimento sustentável do país, a partir do investimento estatal no setor de 
logística, considerado área estratégica de segurança nacional. 
 
 
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32. 
O atual modelo de uso do território brasileiro é marcado por uma regulação híbrida, cabendo 
tanto à iniciativa privada quanto ao poder público as ações de planejamento e execução de 
obras para escoamento da produção, por exemplo. 
 
33. 
Os investimentos em infraestrutura no território brasileiro, incluindo energia elétrica e 
transportes, mediante privatizações, concessões de serviços públicos a empresas privadas e 
parcerias público-privadas, estão se tornando, gradativamente, um problema para o governo 
federal em razão do desinteresse de grandes empresas nesse tipo de negócio. 
 
(CESPE - 2013 - MPU - Analista - Geografia) 
Desde o período colonial, o espaço geográfico brasileiro foi transformado e produzido 
prioritariamente segundo as necessidades do mercado externo em detrimento da formação 
econômica interna. Foi por meio dessa perspectiva colonizadora que, a partir de 1530, as 
propriedades rurais se organizaram no Brasil. 
Com relação às questões agrária e agrícola no Brasil, julgue os itens. 
 
34. 
A partir dos anos 50 do século passado, os países capitalistas desenvolvidos intensificaram o 
processo de industrialização da agricultura no mundo subdesenvolvido como parte da 
estratégia de revigoramento do capitalismo em âmbito mundial. Esse fato ficou conhecido 
como Revolução Verde. 
 
35. 
A política de terras no Brasil e a existência da escravidão foram fatores favoráveis à imigração 
estrangeira. 
 
36. 
No Brasil colônia, a terra era parte do patrimônio pessoal do rei, sendo obtida por meio de 
doação. Com a lei de terras de 1850, extinguiu-se o regime de posse, contudo, as terras ainda 
foram mantidas como propriedade do Estado e a sua aquisição se dava somente por doação 
estatal. 
 
 
 
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37. 
 
Na charge há uma crítica ao processo produtivo agrícola brasileiro relacionada ao: 
A) elevado preço das mercadorias no comércio. 
B) aumento da demanda por produtos naturais. 
C) crescimento da produção de alimentos. 
D) hábito de adquirir derivados industriais. 
E) uso de agrotóxicos nas plantações. 
 
38. 
Há cinco anos as plantações de algodão de Burkina Faso, as maiores da África Ocidental, vêm 
sendo contaminadas por organismos geneticamente modificados (OGMs). E ao que tudo 
indica, o país é apenas o ponto de partida para a expansão dessa tecnologia, que traz 
enormes benefícios às empresas. 
GÉRARD, F. O pesado jogo dos transgênicos [2009]. Disponível em: www.diplomatique.org.br. 
Acesso em: 19 mar. 2010 (adaptado). 
 
Com relação ao lucro obtido pelas empresas produtoras dos organismos geneticamente 
modificados, este tende a ser maximizado por meio do(a) 
A) propriedade intelectual, que rende royalties sobre as patentes de sementes e insumos. 
B) produção das sementes e insumos nos países consumidores, acarretando economia em 
logística. 
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C) elaboração de produtos adaptados às culturas específicas, abandonando as vendas de 
produtos uniformizados. 
D) manutenção, nos países menos desenvolvidos, de grandes fazendas voltadas para o 
abastecimento interno. 
E) cultivo de plantas com maiores índices de produtividade, o que lhes renderia maior 
publicidade no combate à fome. 
 
39. 
 
Na imagem, visualiza-se um método de cultivo e as transformações provocadas no espaço 
geográfico. O objetivo imediato da técnica agrícola utilizada é: 
A) controlar a erosão laminar. 
B) preservar as nascentes fluviais. 
C) diminuir a contaminação química. 
D) incentivar a produção transgênica. 
E) implantar a mecanização intensiva. 
 
40. 
A necessidade de se especializar, de forma talvez indireta, aproximou significativamente o 
campo e a cidade, na medida em que vários aparatos tecnológicos advindos do espaço 
urbano foram incorporados às práticas agrícolas. Maquinários altamente modernos, insumos 
industrializados na lavoura são fatores que contribuíram para uma nova forma de produzir no 
campo, cada vez com maior rapidez e especialização. 
OLIVEIRA, E B S. “Nova relação campo-cidade: tendências donovo rural brasileiro”.Revista 
Geografia. (São Paulo: Escala Educacional, maio 2011 – adaptado) 
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Com base na aproximação indicada no texto, uma consequência da modernização técnica 
para os sistemas produtivos dos espaços rurais encontra-se em: 
A) Exigência de mão de obra com qualificação. 
B) Implementação da atividade do ecoturismo. 
C) Aumento do número de famílias assentadas. 
D) Demarcação de terras para povos indígenas. 
E) Ampliação do crédito à agricultura familiar. 
 
41. 
A interface clima/sociedade pode ser considerada em termos de ajustamento à extensão e 
aos modos como as sociedades funcionam em uma relação harmônica com seu clima. O 
homem e suas sociedades são vulneráveis às variações climáticas. A vulnerabilidade é a 
medida pela qual a sociedade é suscetível de sofrer por causas climáticas. 
AYOADE, J. O. Introdução à climatologia para os trópicos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 
2010 (adaptado). 
Considerando o tipo de relação entre ser humano e condição climática apresentado no texto, 
uma sociedade torna-se mais vulnerável quando: 
A) concentra suas atividades no setor primário. 
B) apresenta estoques elevados de alimentos. 
C) possui um sistema de transporte articulado. 
D) diversifica a matriz de geração de energia. 
E) introduz tecnologias à produção agrícola. 
 
42. 
A singularidade da questão da terra na África Colonial é a expropriação por parte do 
colonizador e as desigualdades raciais no acesso à terra. Após a independência, as 
populações de colonos brancos tenderam a diminuir, apesar de a proporção de terra em 
posse da minoria branca não ter diminuído proporcionalmente. 
MOYO, S. A terra africana e as questões agrárias: o caso das lutas pela terra no Zimbábue. In: 
FERNANDES, B. M.; MARQUES, M. I. M.; SUZUKI, J. C. (Org.). Geografia agrária: teoria e 
poder. São Paulo: Expressão Popular, 2007. 
Com base no texto, uma característica socioespacial e um consequente desdobramento que 
marcou o processo de ocupação do espaço rural na África subsaariana foram: 
A) Exploração do campesinato pela elite proprietária — Domínio das instituições fundiárias 
pelo poder público. 
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B) Adoção de práticas discriminatórias de acesso a terra — Controle do uso especulativo da 
propriedade fundiária. 
C) Desorganização da economia rural de subsistência — Crescimento do consumo interno de 
alimentos pelas famílias camponesas. 
D) Crescimento dos assentamentos rurais com mão de obra familiar — Avanço crescente das 
áreas rurais sobre as regiões urbanas. 
E) Concentração das áreas cultiváveis no setor agroexportador — Aumento da ocupação da 
população pobre em territórios agrícolas marginais. 
 
43. 
Os últimos séculos marcam, para a atividade agrícola, com a humanização e a mecanização 
do espaço geográfico, uma considerável mudança em termos de produtividade: chegou-se, 
recentemente, à constituição de um meio técnico-científico-informacional, característico não 
apenas da vida urbana, mas também do mundo rural, tanto nos países avançados como nas 
regiões mais desenvolvidas dos países pobres. 
SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Rio de 
Janeiro: Record, 2004 (adaptado). 
A modernização da agricultura está associada ao desenvolvimento científico e tecnológico do 
processo produtivo em diferentes países. Ao considerar as novas relações tecnológicas no 
campo, verifica-se que a 
A) introdução de tecnologia equilibrou o desenvolvimento econômico entre o campo e a 
cidade, refletindo diretamente na humanização do espaço geográfico nos países mais pobres. 
B) tecnificação do espaço geográfico marca o modelo produtivo dos países ricos, uma vez que 
pretendem transferir gradativamente as unidades industriais para o espaço rural. 
C) construção de uma infraestrutura científica e tecnológica promoveu um conjunto de 
relações que geraram novas interações socioespaciais entre o campo e a cidade. 
D) aquisição de máquinas e implementos industriais, incorporados ao campo, proporcionou o 
aumento da produtividade, libertando o campo da subordinação à cidade. 
E) incorporação de novos elementos produtivos oriundos da atividade rural resultou em uma 
relação com a cadeia produtiva industrial, subordinando a cidade ao campo. 
 
44. 
O clima é um dos elementos fundamentais não só na caracterização das paisagens naturais, 
mas também no histórico de ocupação do espaço geográfico. 
Tendo em vista determinada restrição climática, a figura que representa o uso de tecnologia 
voltada para a produção é: 
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A) 
B) 
C) 
D) 
E) 
 
45. 
Um sistema agrário é um tipo de modelo de produção agropecuária em que se observa que 
cultivos ou criações são praticados, quais são as técnicas utilizadas, como é a relação com o 
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espaço e qual é o destino da produção. Existem muitas classificações de sistemas agrários, 
pois os critérios para a definição variam de acordo com o autor ou a organização que os 
classifica. Além disso, os sistemas agrários são diferentes conforme a região do globo ou a 
sociedade, sua cultura e nível de desenvolvimento econômico. 
CAMPANHOLA, C.; Silva, J. G. O novo rural brasileiro, uma análise nacional e regional. 
Campinas: Embrapa/Unicamp, 2000 (adaptado). 
Dentro desse contexto, o sistema agrário tradicional tem como características principais o 
predomínio de pequenas propriedades agrárias,utilização de técnicas de cultivo minuciosas e 
de irrigação, e sua produção é destinada preferencialmente ao consumo local e regional. Essa 
descrição corresponde a que sistema agrícola? 
A) Plantations. 
B) Sistema de roças. 
C) Agricultura orgânica. 
D) Agricultura itinerante. 
E) Agricultura de jardinagem. 
 
46. 
Lucro na adversidade 
 Os fazendeiros da região sudoeste de Bangladesh, um dos países mais pobres da Ásia, 
estão tentando adaptar-se às mudanças acarretadas pelo aquecimento global. Antes 
acostumados a produzir arroz e vegetais, responsáveis por boa parte da produção nacional, 
eles estão migrando para o cultivo do camarão. Com a subida do nível do mar, a água salgada 
penetrou nos rios e mangues da região, o que inviabilizou a agricultura, mas, de outro lado, 
possibilitou a criação de crustáceos, uma atividade até mais lucrativa. 
 O lado positivo da situação termina por aí. A maior parte da população local foi 
prejudicada, já que os fazendeiros não precisam contratar mais mão de obra, o que 
aumentou o desemprego. A flora e a fauna do mangue vêm sendo afetadas pela nova 
composição da água. Os lençóis freáticos da região foram atingidos pela água salgada. 
Globo Rural, jun./2007, p.18 (com adaptações). 
 
A situação descrita acima retrata: 
A) o fortalecimento de atividades produtivas tradicionais em Bangladesh em decorrência dos 
efeitos do aquecimento global. 
B) a introdução de uma nova atividade produtiva que amplia a oferta de emprego. 
C) a reestruturação de atividades produtivas como forma de enfrentar mudanças nas 
condições ambientais da região. 
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D) o dano ambiental provocado pela exploração mais intensa dos recursos naturais da região 
a partir do cultivo do camarão. 
E) a busca de investimentos mais rentáveis para Bangladesh crescer economicamente e 
competir no mercado internacional de grãos. 
 
47. 
Participei de uma entrevista com o músico Renato Teixeira. Certa hora, alguém pediu para 
listar as diferenças entre a música sertaneja antiga e a atual. A resposta dele surpreendeu a 
todos: “Não há diferença alguma. A música caipira sempre foi a mesma. É uma música que 
espelha a vida do homem no campo, e a música não mente. O que mudou não foi a música, 
mas a vida no campo”. Faz todo sentido: a música caipira de raiz exalava uma solidão, um 
certo distanciamento do país “moderno”. Exigir o mesmo de uma música feita hoje, num 
interior conectado, globalizado e rico como o que temos, é impossível. Para o bem ou para o 
mal, a música reflete seu próprio tempo. 
BARCINSKI. A. Mudou a música ou mudaram os caipiras? Folha de São Paulo, 4 jun. 2012 
(adaptado). 
A questão cultural indicada no texto ressalta o seguinte aspecto socioeconômico do atual 
campo brasileiro: 
A) Crescimento do sistema de produção extensiva. 
B) Expansão de atividades das novas ruralidades. 
C) Persistência de relações de trabalho compulsório. 
D) Contenção da política de subsídios agrícolas. 
E) Fortalecimento do modelo de organização cooperativa. 
 
48. 
Texto I 
O Cerrado brasileiro apresenta diversos aspectos favoráveis, mas tem como problema a baixa 
fertilidade de seus solos. A grande maioria é ácido, com baixo pH. 
Disponível em: www.fmb.edu.br. Acesso em: 21 dez. 2012 (adaptado). 
 
Texto II 
O crescimento da participação da Região Central do Brasil na produção de soja foi 
estimulado, entre outros fatores, por avanços científicos em tecnologias para manejo de 
solos. 
Disponível em: www.conhecer.org.br. Acesso em: 19 dez. 2012 (adaptado). 
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Nos textos, são apresentados aspectos do processo de ocupação de um bioma brasileiro. 
Uma tecnologia que permite corrigir os limites impostos pelas condições naturais está 
indicada em: 
A) Calagem. 
B) Hidroponia. 
C) Terraceamento. 
D) Cultivo orgânico. 
E) Rotação de culturas. 
 
49. 
Durante as três últimas décadas, algumas regiões do Centro-Sul do Brasil mudaram do ponto 
de vista da organização humana, dos espaços herdados da natureza, incorporando padrões 
que abafaram, por substituição parcial, anteriores estruturas sociais e econômicas. Essas 
mudanças ocorreram, principalmente, devido à implantação de infraestruturas viárias e 
energéticas, além da descoberta de impensadas vocações dos solos regionais para atividades 
agrárias rentáveis. 
AB’SABER, A. N. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo: 
Ateliê Editorial, 2003 (adaptado). 
A transformação regional descrita está relacionada ao seguinte processo característico desse 
espaço rural: 
A) Expansão do mercado interno. 
B) Valorização do manejo familiar. 
C) Exploração de espécies nativas. 
D) Modernização de métodos produtivos. 
E) Incorporação de mão de obra abundante. 
 
50. 
A característica fundamental é que ele não é mais somente um agricultor ou um pecuarista: 
ele combina atividades agropecuárias com outras atividades não agrícolas dentro ou fora de 
seu estabelecimento, tanto nos ramos tradicionais urbano-industriais como nas novas 
atividades que vêm se desenvolvendo no meio rural, como lazer, turismo, conservação da 
natureza, moradia e prestação de serviços pessoais. 
SILVA, J. G. O novo rural brasileiro. Revista Nova Economia, n. 1, maio 1997 (adaptado). 
 
Essa nova forma de organização social do trabalho é denominada: 
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A) terceirização. 
B) pluriatividade. 
C) agronegócio. 
D) cooperativismo. 
E) associativismo. 
 
51. 
A crescente conscientização sobre os efeitos do modelo intensivo de produção, adotado de 
forma geral na agricultura, tem gerado também uma série de reações. De fato, a agricultura 
está cada vez mais pressionada pelo conjunto de relações que mantém com a sociedade em 
geral, sendo emergente o que comumente se denomina “questão ambiental”. Essas relações, 
às que determinam uma chamada ampla para mudanças orientadas à sustentabilidade, não 
só da atividade agrícola em si, senão que afete de maneira geral a todo o entorno no qual a 
agricultura está inserida. 
GOMES, J. C. C. Desenvolvimento rural, transição de formatos tecnológicos, elaboração social 
da qualidade, interdisciplinaridade e participação. In: PORTO, V. H.; WIZNIEWSKY, C. R. F. ; 
SIMICH, T. (Org.). Agricultor familiar: sujeito de um novo método de pesquisa, o participativo. 
Pelotas: Embrapa, 2004. 
 
No texto, faz-se referência a um tipo de pressão da sociedade contemporânea sobre a 
agricultura. Essa pressão objetiva a seguinte transformação na atividade agrícola: 
A) Ampliação de políticas de financiamento voltadas para a produção de transgênicos. 
B) Modernização do modo de produção focado na alta produtividade da terra. 
C) Expansão do agronegócio relacionado ao mercado consumidor externo. 
D) Promoção de práticas destinadas à conservação de recursos naturais. 
E) Inserção de modelos orientados ao uso intensivo de agroquímicos. 
 
52. 
Texto I 
A nossa luta é pela democratização da propriedade da terra, cada vez mais concentradaem 
nosso país. Cerca de 1% de todos os proprietários controla 46% das terras. Fazemos pressão 
por meio da ocupação de latifúndios improdutivos e grandes propriedades, que não 
cumprem a função social, como determina a Constituição de 1988. Também ocupamos as 
fazendas que têm origem na grilagem de terras públicas. 
Disponível em: www.mst.org.br. Acesso em: 25 ago. 2011 (adaptado). 
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Texto II 
O pequeno proprietário rural é igual a um pequeno proprietário de loja: quanto menor o 
negócio mais difícil de manter, pois tem de ser produtivo e os encargos são difíceis de arcar. 
Sou a favor de propriedades produtivas e sustentáveis e que gerem empregos. Apoiar uma 
empresa produtiva que gere emprego é muito mais barato e gera muito mais do que apoiar a 
reforma agrária. 
LESSA, C. Disponível em: www.observadorpolítico.org.br. Acesso em: 25 ago. 2011 
(adaptado). 
 
Nos fragmentos dos textos, os posicionamentos em relação à reforma agrária se opõem. Isso 
acontece porque os autores associam a reforma agrária, respectivamente, à 
A) redução do inchaço urbano e à crítica ao minifúndio camponês. 
B) ampliação da renda nacional e à prioridade ao mercado externo. 
C) contenção da mecanização agrícola e ao combate ao êxodo rural. 
D) privatização de empresas estatais e ao estímulo ao crescimento econômico. 
E) correção de distorções históricas e ao prejuízo ao agronegócio. 
 
53. 
Tanto potencial poderia ter ficado pelo caminho, se não fosse o reforço em tecnologia que 
um gaúcho buscou. Há pouco mais de oito anos, ele usava o bico da botina para cavoucar a 
terra e descobrir o nível de umidade do solo, na tentativa de saber o momento ideal para 
acionar os pivôs de irrigação. Até que conheceu uma estação meteorológica que, instalada na 
propriedade, ajuda a determinar a quantidade de água de que a planta necessita. Assim, 
quando inicia um plantio, o agricultor já entra no site do sistema e cadastra a área, o pivô, a 
cultura, o sistema de plantio, o espaçamento entre linhas e o número de plantas, para então 
receber recomendações diretamente dos técnicos da universidade. 
CAETANO. M. O valor de cada gota. Globo Rural. n. 312. out. 2011. 
 
A implementação das tecnologias mencionadas no texto garante o avanço do processo de 
A) monitoramento da produção. 
B) valorização do preço da terra. 
C) correção dos fatores climáticos. 
D) divisão de tarefas na propriedade. 
E) estabilização da fertilidade do solo. 
 
 
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54. 
Texto I 
A nossa luta é pela democratização da propriedade da terra, cada vez mais concentrada em 
nosso país. Cerca de 1% de todos os proprietários controla 46% das terras. Fazemos pressão 
por meio da ocupação de latifúndios improdutivos e grandes propriedades, que não 
cumprem a função social, como determina a Constituição de 1988. Também ocupamos as 
fazendas que têm origem na grilagem de terras públicas. 
Disponível em: www.mst.org.br. Acesso em: 25 ago. 2011 (adaptado). 
Texto II 
O pequeno proprietário rural é igual a um pequeno proprietário de loja: quanto menor o 
negócio mais difícil de manter, pois tem de ser produtivo e os encargos são difíceis de arcar. 
Sou a favor de propriedades produtivas e sustentáveis e que gerem empregos. Apoiar uma 
empresa produtiva que gere emprego é muito mais barato e gera muito mais do que apoiar a 
reforma agrária. 
LESSA, C. Disponível em: www.observadorpolítico.org.br. Acesso em: 25 ago. 2011 
(adaptado). 
Nos fragmentos dos textos, os posicionamentos em relação à reforma agrária se opõem. Isso 
acontece porque os autores associam a reforma agrária, respectivamente, à 
A) redução do inchaço urbano e à crítica ao minifúndio camponês. 
B) ampliação da renda nacional e à prioridade ao mercado externo. 
C) contenção da mecanização agrícola e ao combate ao êxodo rural. 
D) privatização de empresas estatais e ao estímulo ao crescimento econômico. 
E) correção de distorções históricas e ao prejuízo ao agronegócio. 
 
55. 
 
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Na charge faz-se referência a uma modificação produtiva ocorrida na agricultura. Uma 
contradição presente no espaço rural brasileiro derivada dessa modificação produtiva está 
presente em: 
A) Expansão das terras agricultáveis, com manutenção de desigualdades sociais. 
B) Modernização técnica do território, com redução do nível de emprego formal. 
C) Valorização de atividades de subsistência, com redução da produtividade da terra. 
D) Desenvolvimento de núcleos policultores, com ampliação da concentração fundiária. 
E) Melhora da qualidade dos produtos, com retração na exportação de produtos primários. 
 
56. 
O Centro-Oeste apresentou-se como extremamente receptivo aos novos fenômenos da 
urbanização, já que era praticamente virgem, não possuindo infraestrutura de monta, nem 
outros investimentos fixos vindos do passado. Pôde, assim, receber uma infraestrutura nova, 
totalmente a serviço de uma economia moderna. 
SANTOS, M. A Urbanização Brasileira. São Paulo: EdUSP, 2005 (adaptado). 
 
O texto trata da ocupação de uma parcela do território brasileiro. O processo econômico 
diretamente associado a essa ocupação foi o avanço da 
A) industrialização voltada para o setor de base. 
B) economia da borracha no sul da Amazônia. 
C) fronteira agropecuária que degradou parte do cerrado. 
D) exploração mineral na Chapada dos Guimarães. 
E) extrativismo na região pantaneira. 
 
57. 
Uma empresa norte-americana de bioenergia está expandindo suas operações para o Brasil 
para explorar o mercado de pinhão manso. Com sede na Califórnia, a empresa desenvolveu 
sementes híbridas de pinhão manso, oleaginosa utilizada hoje na produção de biodiesel e de 
querosene de aviação. 
MAGOSSI, E. O Estado de São Paulo. 19 maio 2011 (adaptado). 
A partir do texto, a melhoria agronômica das sementes de pinhão manso abre para o Brasil a 
oportunidade econômica de 
A) ampliar as regiões produtoras pela adaptação do cultivo a diferentes condições climáticas. 
B) beneficiar os pequenos produtores camponeses de óleo pela venda direta ao varejo. 
C) abandonar a energia automotiva derivada do petróleo em favor de fontes alternativas. 
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D) baratear cultivos alimentares substituídos pelas culturas energéticas de valor econômico 
superior. 
E) reduzir o impacto ambiental pela não emissão de gases do efeito estufa para a atmosfera. 
 
58. 
No Estado de São Paulo, a mecanização da colheita da cana-de-açúcar tem sido induzida 
também pela legislação ambiental, que proíbe a realização de queimadas em áreas próximas 
aos centros urbanos. Na região de Ribeirão Preto, principal polo sucroalcooleiro do país, a 
mecanização da colheita já é realizada em 516 mil dos 1,3 milhão de hectares cultivadoscom 
cana-de-açúcar. 
BALSADI, O. et al. Transformações Tecnológicas e a força de trabalho na agricultura brasileira 
no período de 1990-2000. Revista de economia agrícola. V. 49 (1), 2002. 
O texto aborda duas questões, uma ambiental e outra socioeconômica, que integram o 
processo de modernização da produção canavieira. Em torno da associação entre elas, uma 
mudança decorrente desse processo é a: 
A) perda de nutrientes do solo devido à utilização constante de máquinas. 
B) eficiência e racionalidade no plantio com maior produtividade na colheita. 
C) ampliação da oferta de empregos nesse tipo de ambiente produtivo. 
D) menor compactação do solo pelo uso de maquinário agrícola de porte. 
E) poluição do ar pelo consumo de combustíveis fósseis pelas máquinas. 
 
59. 
 
 
O gráfico representa a relação entre o tamanho e a totalidade dos imóveis rurais no Brasil. 
Que característica da estrutura fundiária brasileira está evidenciada no gráfico apresentado? 
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A) A concentração de terras nas mãos de poucos. 
B) A existência de poucas terras agricultáveis. 
C) O domínio territorial dos minifúndios. 
D) A primazia da agricultura familiar. 
E) A debilidade dos plantations modernos. 
 
60. 
Coube aos Xavantes e aos Timbiras, povos indígenas do Cerrado, um recente e marcante 
gesto simbólico: a realização de sua tradicional corrida de toras (de buriti) em plena Avenida 
Paulista (SP), para denunciar o cerco de suas terras e a degradação de seus entornos pelo 
avanço do agronegócio. 
RICARDO, B.; RICARDO, F. Povos indigenas do Brasil: 2001-2005. São Paulo: Instituto 
Socioambiental, 2006 (adaptado). 
 
A questão indígena contemporânea no Brasil evidencia a relação dos usos socioculturais da 
terra com os atuais problemas socioambientais, caracterizados pelas tensões entre 
A) a expansão territorial do agronegócio, em especial nas regiões Centro-Oeste e Norte, e as 
leis de proteção indígena e ambiental. 
B) os grileiros articuladores do agronegócio e os povos indígenas pouco organizados no 
Cerrado. 
C) as leis mais brandas sobre o uso tradicional do meio ambiente e as severas leis sobre o uso 
capitalista do meio ambiente. 
D) os povos indígenas do Cerrado e os polos econômicos representados pelas elites 
industriais paulistas. 
E) o campo e a cidade no Cerrado, que faz com que as terras indígenas dali sejam alvo de 
invasões urbanas. 
 
61. 
Antes, eram apenas as grandes cidades que se apresentavam como o império da técnica, 
objeto de modificações, suspensões, acréscimos, cada vez mais sofisticadas e carregadas de 
artifício. Esse mundo artificial inclui, hoje, o mundo rural. 
SANTOS, M. A Natureza do Espaco. São Paulo: Hucitec, 1996. 
 
Considerando a transformação mencionada no texto, uma consequência socioespacial que 
caracteriza o atual mundo rural brasileiro é 
A) a redução do processo de concentração de terras. 
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B) o aumento do aproveitamento de solos menos férteis. 
C) a ampliação do isolamento do espaço rural. 
D) a estagnação da fronteira agrícola do país. 
E) a diminuição do nível de emprego formal. 
 
62. 
A maioria das pessoas daqui era do campo. Vila Maria é hoje exportadora de trabalhadores. 
Empresários de Primavera do Leste, Estado de Mato Grosso, procuram o bairro de Vila Maria 
para conseguir mão de obra. É gente indo distante daqui 300, 400 quilômetros para ir 
trabalhar, para ganhar sete conto por dia. (Carlito, 43 anos, maranhense, entrevistado em 
22/03/98). 
Ribeiro, H. S. O migrante e a cidade: dilemas e conflitos. Araraquara: Wunderlich, 2001 
(adaptado). 
 
O texto retrata um fenômeno vivenciado pela agricultura brasileira nas últimas décadas do 
século XX, consequência 
A) dos impactos sociais da modernização da agricultura. 
B) da recomposição dos salários do trabalhador rural. 
C) da exigência de qualificação do trabalhador rural. 
D) da diminuição da importância da agricultura. 
E) dos processos de desvalorização de áreas rurais. 
 
63. 
Entre 2004 e 2008, pelo menos 8 mil brasileiros foram libertados de fazendas onde 
trabalhavam como se fossem escravos. O governo criou uma lista em que ficaram expostos os 
nomes dos fazendeiros flagrados pela fiscalização. No Norte, Nordeste e Centro-Oeste, 
regiões que mais sofrem com a fraqueza do poder público, o bloqueio dos canais de 
financiamento agrícola para tais fazendeiros tem sido a principal arma de combate a esse 
problema, mas os governos ainda sofrem com a falta de informações, provocada pelas 
distâncias e pelo poder intimidador dos proprietários. 
Organizações não governamentais e grupos como a Pastoral da Terra têm agido 
corajosamente, acionando as autoridades públicas e ministrando aulas sobre direitos sociais 
e trabalhistas. 
“Plano Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo”. Disponível em: 
http://www.mte.gov.br. Acesso em: 17 mar. 2009 (adaptado). 
 
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Nos lugares mencionados no texto, o papel dos grupos de defesa dos direitos humanos tem 
sido fundamental, porque eles: 
A) negociam com os fazendeiros o reajuste dos honorários e a redução da carga horária de 
trabalho. 
B) defendem os direitos dos consumidores junto aos armazéns e mercados das fazendas e 
carvoarias. 
C) substituem as autoridades policiais e jurídicas na resolução dos conflitos entre patrões e 
empregados. 
D) encaminham denúncias ao Ministério Público e promovem ações de conscientização dos 
trabalhadores. 
E) fortalecem a administração pública ao ministrarem aulas aos seus servidores. 
 
64. 
O gráfico mostra o percentual de áreas ocupadas, segundo o tipo de propriedade rural no 
Brasil, no ano de 2006. 
 
 
 
De acordo com o gráfico e com referência à distribuição das áreas rurais no Brasil, conclui-se 
que 
A) imóveis improdutivos são predominantes em relação às demais formas de ocupação da 
terra no âmbito nacional e na maioria das regiões. 
B) o índice de 63,8% de imóveis improdutivos demonstra que grande parte do solo brasileiro 
é de baixa fertilidade, impróprio para a atividade agrícola. 
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C) o percentual de imóveis improdutivos iguala-se ao de imóveis produtivos somados aos 
minifúndios, o que justifica a existência de conflitos por terra. 
D) a região Norte apresenta o segundo menor percentual de imóveis produtivos, 
possivelmente em razão da presença de densa cobertura florestal, protegida por legislação 
ambiental. 
E) a região Centro-Oeste apresenta o menor percentual de área ocupada por minifúndios, o 
que inviabiliza políticas de reforma agrária nesta região. 
 
65. 
Apesar do aumento da produção no campo e da integração entre a indústria e a agricultura, 
parte da população da América do Sul ainda sofre com a subalimentação, oque gera conflitos 
pela posse de terra que podem ser verificados em várias áreas e que frequentemente chegam 
a provocar mortes. 
Um dos fatores que explica a subalimentação na América do Sul é: 
A) a baixa inserção de sua agricultura no comércio mundial. 
B) a quantidade insuficiente de mão de obra para o trabalho agrícola. 
C) a presença de estruturas agrárias arcaicas formadas por latifúndios improdutivos. 
D) a situação conflituosa vivida no campo, que impede o crescimento da produção agrícola. 
E) os sistemas de cultivo mecanizado voltados para o abastecimento do mercado interno. 
 
66. 
Álcool, crescimento e pobreza 
 O lavrador de Ribeirão Preto recebe em média R$ 2,50 por tonelada de cana cortada. Nos 
anos 80, esse trabalhador cortava cinco toneladas de cana por dia. A mecanização da colheita 
o obrigou a ser mais produtivo. O corta-cana derruba agora oito toneladas por dia. 
 O trabalhador deve cortar a cana rente ao chão, encurvado. Usa roupas mal-ajambradas, 
quentes, que lhe cobrem o corpo, para que não seja lanhado pelas folhas da planta. O 
excesso de trabalho causa a "birola": tontura, desmaio, cãibra, convulsão. A fim de aguentar 
dores e cansaço, esse trabalhador toma drogas e soluções de glicose, quando não farinha 
mesmo. Tem aumentado o número de mortes por exaustão nos canaviais. 
 O setor da cana produz hoje uns 3,5% do PIB. Exporta US$ 8 bilhões. Gera toda a energia 
elétrica que consome e ainda vende excedentes. A indústria de São Paulo contrata cientistas 
e engenheiros para desenvolver máquinas e equipamentos mais eficientes para as usinas de 
álcool. As pesquisas, privada e pública, na área agrícola (cana, laranja, eucalipto etc.) 
desenvolvem a bioquímica e a genética no país. 
 Folha de S. Paulo, 11/3/2007 (com adaptações). 
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Confrontando-se as informações do texto com as da charge, conclui-se que: 
A) a charge contradiz o texto ao mostrar que o Brasil possui tecnologia avançada no setor 
agrícola. 
B) a charge e o texto abordam, a respeito da cana-de-açúcar brasileira, duas realidades 
distintas e sem relação entre si. 
C) o texto e a charge consideram a agricultura brasileira avançada, do ponto de vista 
tecnológico. 
D) a charge mostra o cotidiano do trabalhador, e o texto defende o fim da mecanização da 
produção da cana-de-açúcar no setor sucroalcooleiro. 
E) o texto mostra disparidades na agricultura brasileira, na qual convivem alta tecnologia e 
condições precárias de trabalho, que a charge ironiza. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Aumento de produtividade 
 Nos últimos 60 anos, verificou-se grande aumento da produtividade agrícola nos Estados 
Unidos da América (EUA). Isso se deveu a diversos fatores, tais como expansão do uso de 
fertilizantes e pesticidas, biotecnologia e maquinário especializado. O gráfico a seguir 
apresenta dados referentes à agricultura desse país, no período compreendido entre 1948 e 
2004. 
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67. 
A respeito da agricultura estadunidense no período de 1948 a 2004, observa-se que 
A) o aumento da produtividade foi acompanhado da redução de mais de 70% dos custos de 
mão de obra. 
B) o valor mínimo dos custos de material ocorreu entre as décadas de 70 e 80. 
C) a produtividade total da agricultura dos EUA apresentou crescimento superior a 200%. 
D) a taxa de crescimento das despesas de capital manteve-se constante entre as décadas de 
70 e 90. 
E) o aumento da produtividade foi diretamente proporcional à redução das despesas de 
capital. 
 
68. 
Considerando os conhecimentos sobre o espaço agrário brasileiro e os dados apresentados 
no gráfico, é correto afirmar que, no período indicado, 
 
 
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*Soja, Trigo, Milho, Arroz e Algodão **Previsão Obs.: Há ainda 13 milhões de hectares 
utilizados por plantações das chamadas culturas permanentes, como hortifrutigranjeiros. 
Fontes: Censo Agropecuário, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Ministério 
da Agricultura. 
A) ocorreu um aumento da produtividade agrícola devido à significativa mecanização de 
algumas lavouras, como a da soja. 
B) verificou-se um incremento na produção de grãos proporcionalmente à incorporação de 
novas terras produtivas. 
C) registrou-se elevada produção de grãos em virtude do uso intensivo de mão de obra pelas 
empresas rurais. 
D) houve um salto na produção de grãos, a partir de 91, em decorrência do total de 
exportações feitas por pequenos agricultores. 
E) constataram-se ganhos tanto na produção quanto na produtividade agrícolas resultantes 
da efetiva reforma agrária executada. 
 
69. 
A distribuição da População Economicamente Ativa (PEA) no Brasil variou muito ao longo do 
século XX. O gráfico representa a distribuição por setores de atividades (em %) da PEA 
brasileira em diferentes décadas: 
 
As transformações socioeconômicas ocorridas ao longo do século XX, no Brasil, mudaram a 
distribuição dos postos de trabalho do setor 
A) agropecuário para o industrial, em virtude da queda acentuada na produção agrícola. 
B) industrial para o agropecuário, como consequência do aumento do subemprego nos 
centros urbanos. 
C) comercial e de serviços para o industrial, como consequência do desemprego estrutural. 
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D) agropecuário para o industrial e para o de comércio e serviços, por conta da urbanização e 
do avanço tecnológico. 
E) comercial e de serviços para o agropecuário, em virtude do crescimento da produção 
destinada à exportação. 
 
70. 
A produção agrícola brasileira evoluiu, na última década, de forma diferenciada. No caso da 
cultura de grãos, por exemplo, verifica-se nos últimos anos um crescimento significativo da 
produção da soja e do milho, como mostra o gráfico. 
 
Pelos dados do gráfico é possível verificar que, no período considerado, 
A) a produção de alimentos básicos dos brasileiros cresceu muito pouco. 
B) a produção de feijão foi a maior entre as diversas culturas de grãos. 
C) a cultura do milho teve taxa de crescimento superior à da soja. 
D) as culturas voltadas para o mercado mundial decresceram. 
E) as culturas voltadas para a produção de ração animal não se alteraram. 
 
71. 
A grande produção brasileira de soja, com expressiva participação na economia do país, vem 
avançando nas regiões do Cerrado brasileiro. Esse tipo de produção demanda grandes 
extensões de terra, o que gera preocupação, sobretudo 
A) econômica, porque desestimula a mecanização. 
B) social, pois provoca o fluxo migratório para o campo. 
C) climática, porque diminui a insolação na região. 
D) política, pois deixa de atender ao mercado externo. 
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157 
E) ambiental, porque reduz a biodiversidade regional. 
 
72. 
Sabe-se o que era a mata do Nordeste, antes da monocultura da cana: um arvoredo tanto e 
tamanho e tão basto e de tantas prumagens que não podia homem dar conta. O canavial 
desvirginou todo esse mato grosso do modo mais cru: pela queimada. A fogo é que foram se 
abrindo no mato virgem os claros por onde se estendeu o canavial civilizador, mas ao mesmo 
tempo devastador. 
FREYRE, G. Nordeste. São Paulo: Global, 2004 (adaptado). 
 
Analisando os desdobramentos da atividade canavieira sobre o meio físico, o autor salienta 
um paradoxo, caracterizado pelo(a) 
A) demanda de trabalho, que favorecia a escravidão. 
B) modelo civilizatório, que acarretou danos ambientais. 
C) rudimento das técnicas produtivas, que eram ineficientes. 
D) natureza da atividade econômica, que concentrou riqueza. 
E) predomínio da monocultura, que era voltada para exportação. 
 
73. 
O acúmulo gradual de sais nas camadas superiores do solo, um processo chamado 
salinização, retarda o crescimento das safras, diminui a produção das culturas e, 
consequentemente, mata as plantas e arruína o solo. A salinização mais grave ocorre na Ásia, 
em especial na China, na Índia e no Paquistão. 
MILLER, G. Ciência ambiental. São Paulo: Thomson, 2007. 
O fenômeno descrito no texto representa um grande impacto ambiental em áreas agrícolas e 
tem como causa direta o(a) 
A) rotação de cultivos. 
B) associação de culturas. 
C) plantio em curvas de nível. 
D) manipulação genética das plantas. 
E) instalação de sistemas de irrigação. 
 
74. 
A crescente conscientização sobre os efeitos do modelo intensivo de produção, adotado de 
forma geral na agricultura, tem gerado também uma série de reações. De fato, a agricultura 
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está cada vez mais pressionada pelo conjunto de relações que mantém com a sociedade em 
geral, sendo emergente o que comumente se denomina “questão ambiental”. Essas relações, 
às que determinam uma chamada ampla para mudanças orientadas à sustentabilidade, não 
só da atividade agrícola em si, senão que afete de maneira geral a todo o entorno no qual a 
agricultura está inserida. 
GOMES, J. C. C. Desenvolvimento rural, transição de formatos tecnológicos, elaboração social 
da qualidade, interdisciplinaridade e participação. In: PORTO, V. H.; WIZNIEWSKY, C. R. F. ; 
SIMICH, T. (Org.). Agricultor familiar: sujeito de um novo método de pesquisa, o participativo. 
Pelotas: Embrapa, 2004. 
No texto, faz-se referência a um tipo de pressão da sociedade contemporânea sobre a 
agricultura. Essa pressão objetiva a seguinte transformação na atividade agrícola: 
A) Ampliação de políticas de financiamento voltadas para a produção de transgênicos. 
B) Modernização do modo de produção focado na alta produtividade da terra. 
C) Expansão do agronegócio relacionado ao mercado consumidor externo. 
D) Promoção de práticas destinadas à conservação de recursos naturais. 
E) Inserção de modelos orientados ao uso intensivo de agroquímicos. 
 
75. 
 
A formação do território da soja no Brasil refletiu a seguinte característica espacial: 
A) Inclusão de regiões com elevadas concentrações populacionais. 
B) Incorporação de espaços com baixa fertilidade natural dos solos. 
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C) Integração com espaços de consolidação de reservas extrativistas. 
D) Necessidade de proximidade física com os principais portos do país. 
E) Reutilização de áreas produtivas decadentes da tradicional cultura canavieira. 
 
76. 
 
 
A distribuição espacial de madeira para papel e celulose no Brasil possui uma estratégia 
logística que resulta na: 
A) região produtiva contínua de perfil litorâneo. 
B) integração intermodal entre Sul, Sudeste e Norte do país. 
C) construção de eixos rodoviários entre as zonas produtoras. 
D) organização da produção próxima às áreas de escoamento. 
E) localização do setor nos limites das unidades político administrativas. 
 
77. 
Ao se caracterizarem os aspectos ambientais do setor sucroalcooleiro, é preciso analisar dois 
setores: o setor agrícola, que se refere às atividades desenvolvidas na área que a cultura da 
cana-de-açúcar ocupa, e o setor industrial, que está relacionado à fabricação de açúcar e 
álcool. 
ALVARENGA, R. P.; QUEIROZ, T. R. Produção mais limpa e aspectos ambientais na indústria 
sucroalcooleira. Disponível em: www.advanceincleanerproduction.net. Acesso em: 3 ago 
2012 (adaptado). 
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Para essa atividade produtiva, como impacto ambiental causado pelo setor industrial, tem-se 
o(a): 
A) compactação do solo. 
B) assoreamento dos rios. 
C) desmatamento de áreas. 
D) queima da cana-de-açúcar. 
E) geração de resíduos poluidores. 
 
78. 
Os solos tropicais são naturalmente ácidos, em razão da pobreza do material de origem ou 
devido aos processos de gênese. Além disso, o manejo das áreas agrícolas pode conduzir os 
solos à acidificação. 
SOUZA, H. A. et al. Calagem e adubação boratada na produção de feijoeiro. Revista Ciência 
Agronômica, v. 42, n. 2, abr.-jun. 2011. 
 
Em solos ácidos como os brasileiros, o método mais indicado, com o elemento utilizado para 
a correção do problema descrito no texto é o(a) 
A) descanso do solo a partir da técnica de pousio. 
B) uso da calagem pela introdução de calcário no solo. 
C) aração do solo para realizar a sua descompactação. 
D) plantio direto para diversificar as culturas. 
E) rotação de culturas para manter os nutrientes no solo. 
 
79. 
A década de 1970 marcou o início das preocupações com a relação entre a atividade 
produtiva no campo e a preservação do meio ambiente no Brasil. Essa mesma década se 
destaca pelo avanço das tecnologias de ponta, que passam a ocupar cada vez mais espaço 
junto à agricultura e, ainda que numa dimensão menor, também, na agricultura familiar. 
SILVA, P.S. Tecnologia e meio ambiente: o processo de modernização da agricultura familiar. 
Revista da Fapese, v. 3, n. 2, jul.-dez., 2007. 
 
O avanço tecnológico e os impactos socioambientais no campo brasileiro após a década de 
1970 evidenciam uma relação de equivalência entre 
A) investimento em maquinários e geração de empregos. 
B) expansão das técnicas de cultivo e distribuição fundiária. 
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C) crescimento da produtividade e redistribuição espacial do cultivo. 
D) inovações nos pesticidas e redução da contaminação dos trabalhadores. 
E) utilização da engenharia genética e conservação dos biomas ameaçados. 
 
80. 
O geoturismo é um segmento turístico recenteque busca priorizar os aspectos naturais 
negligenciados pelo ecoturismo: geologia e geomorfologia, como cavernas, sítios 
paleontológicos, maciços rochosos, quedas d’água etc., proporcionando uma experiência 
turística que vai além da contemplação, agregando informações sobre a origem e formação 
dos locais visitados. 
BENTO, L. C. M.; RODRIGUES, S. C. Geoturismo e geomorfossítios: refl etindo sobre o 
potencial turístico de quedas d’água – um estudo de caso do município de Indianápolis-MG. 
In: Revista Geográfica Acadêmica, v. 4, n. 2, 2010. 
 
Atualmente, no Brasil, a utilização de pequenas propriedades rurais para a prática descrita 
pelo texto é indicada como método que 
A) possibilita a exploração de recursos minerais sem degradação da fauna e da flora locais. 
B) associa a conservação do bioma a ganhos financeiros para o proprietário da terra. 
C) permite a migração da população rural sem perda de sua identidade cultural. 
D) impede o uso das áreas de mata para cultivos dependentes de sombreamento. 
E) viabiliza a produção agrícola com a utilização de culturas comerciais. 
 
81. 
De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), daqui 
a aproximadamente 20 anos, 2/3 da população do mundo podem enfrentar falta d’água. 
Ainda de acordo com a FAO, o consumo mundial de água cresceu no século XX duas vezes 
mais do que a população. Com isso, para cada 6 pessoas no planeta, 1 não tem acesso à água 
limpa suficiente para suprir suas necessidades básicas diárias e 3 não têm saneamento básico 
adequado. 
MARAFON, G. J. O desencanto da terra. Rio de Janeiro: Garamond, 2011 - adaptado) 
 
Uma causa para a mudança verificada no consumo de água no século XX e uma medida que 
possa contribuir para evitar o problema descrito estão indicadas, respectivamente, em: 
A) Avanço da produção agrícola — reutilização dos recursos pluviais. 
B) Elevação da temperatura média — estímulo ao consumo consciente. 
C) Descontrole da taxa de natalidade — privatização das nascentes fluviais. 
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D) Aumento da concentração de renda — irrigação racional das empresas rurais. 
E) Intensificação da produtividade industrial — sustentabilidade da exploração marítima. 
 
82. 
No século XIX, para alimentar um habitante urbano, eram necessárias cerca de 60 pessoas 
trabalhando no campo. Essa proporção foi se modificando ao longo destes dois séculos. Em 
certos países, hoje, há um habitante rural para cada dez urbanos. 
SANTOS, M. Metamorfoses do espaço habitado. São Paulo: EDUSP, 2008. 
O autor expõe uma tendência de aumento de produtividade agrícola por trabalhador rural, 
na qual menos pessoas produzem mais alimentos, que pode ser explicada 
A) pela exigência de abastecimento das populações urbanas, que trabalham 
majoritariamente no setor primário da economia. 
B) pela imposição de governos que criam políticas econômicas para o favorecimento do 
crédito agrícola. 
C) pela incorporação homogênea dos agricultores às técnicas de modernização, sobretudo na 
relação latifúndio-minifúndio. 
D) pela dinamização econômica desse setor e utilização de novas técnicas e equipamentos de 
produção pelos agricultores. 
E) pelo acesso às novas tecnologias, o que fez com que áreas em altas latitudes, acima de 66°, 
passassem a ser grandes produtoras agrícolas. 
 
83. 
 
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A interpretação do mapa indica que, entre 1990 e 2006, a expansão territorial da produção 
brasileira de soja ocorreu da região: 
A) Sul em direção às regiões Centro-Oeste e Nordeste. 
B) Sudeste em direção às regiões Sul e Centro-Oeste. 
C) Centro-Oeste em direção às regiões Sudeste e Nordeste. 
D) Norte em direção às regiões Sul e Nordeste. 
E) Nordeste em direção às regiões Norte e Centro-Oeste. 
 
84. 
O mapa mostra a distribuição de bovinos no bioma amazônico, cuja ocupação foi responsável 
pelo desmatamento de significativas extensões de terra na região. Verifica-se que existem 
municípios com grande contingente de bovinos, nas áreas mais escuras do mapa, entre 750 
001 e 1 500 000 cabeças de bovinos. 
 
A análise do mapa permite concluir que: 
A) os estados do Pará, Mato Grosso e Rondônia detêm a maior parte de bovinos em relação 
ao bioma amazônico. 
B) os municípios de maior extensão são responsáveis pela maior produção de bovinos, 
segundo mostra a legenda. 
C) a criação de bovinos é a atividade econômica principal nos municípios mostrados no mapa. 
D) o efetivo de cabeças de bovinos se distribui amplamente pelo bioma amazônico. 
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E) as terras florestadas são as áreas mais favoráveis ao desenvolvimento da criação de 
bovinos. 
 
85. 
Responda sem pestanejar: que país ocupa a liderança mundial no mercado de etanol? Para 
alguns, a resposta óbvia é o Brasil. Afinal, o país tem o menor preço de produção do mercado, 
além de vastas áreas disponíveis para o plantio de matéria-prima. Outros dirão que são os 
EUA, os donos da maior produção anual. Nos próximos anos, essa pergunta não deve gerar 
mais dúvida, pois a disputa não se dará em plantações de cana-de-açúcar ou nas usinas, mas 
nos laboratórios altamente sofisticados. 
TERRA, L. Conexões:estudos de geografia geral. São Paulo: Moderna, 2009 (adaptado). 
 
A biotecnologia propicia, entre outras coisas, a produção dos biocombustíveis, que vêm se 
configurando em importantes formas de energias alternativas. Que impacto possíveis 
pesquisas em laboratórios podem provocar na produção de etanol no Brasil e nos EUA? 
A) Aumento na utilização de novos tipos primas para a produção do etanol, elevando a 
produtividade. 
B) Crescimento da produção desse combustível, causando, porém, danos graves ao meio 
ambiente pelo excesso de plantações de cana-de-açúcar. 
C) Estagnação no processo produtivo do etanol brasileiro, já que o país deixou de investir 
nesse tipo de tecnologia. 
D) Elevação nas exportações de etanol para os EUA, já que a produção interna brasileira é 
maior que a procura, e o produto tem qualidade superior. 
E) Aumento da fome em ambos os países, em virtude da produção de cana-de-açúcar 
prejudicar a produção de alimentos. 
 
GRÁFICO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: 
 
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86. 
O gráfico mostra a relação da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas com a área 
plantada no Brasil, no período de 1980 a 2008. Verifica-se uma grande variação da produção 
em comparação à área plantada, o que caracteriza o crescimento da 
A) economia. 
B) área plantada. 
C) produtividade. 
D) sustentabilidade. 
E) racionalização. 
 
87. 
Que transformação ocorrida na agricultura brasileira, nas últimas décadas, justifica as 
variações apresentadas no gráfico? 
A) O aumento do número de trabalhadores e menornecessidade de investimentos. 
B) O progressivo direcionamento da produção de grãos para o mercado interno. 
C) A introdução de novas técnicas e insumos agrícolas, como fertilizantes e sementes 
geneticamente modificadas. 
D) A introdução de métodos de plantio orgânico, altamente produtivos, voltados para a 
exportação em larga escala. 
E) O aumento no crédito rural voltado para a produção de grãos por camponeses da 
agricultura extensiva. 
 
88. 
Até o século XVII, as paisagens rurais eram marcadas por atividades rudimentares e de baixa 
produtividade. A partir da Revolução Industrial, porém, sobretudo com o advento da 
revolução tecnológica, houve um desenvolvimento contínuo do setor agropecuário. 
São, portanto, observadas consequências econômicas, sociais e ambientais inter-relacionadas 
no período posterior à Revolução Industrial, as quais incluem: 
A) a erradicação da fome no mundo. 
B) o aumento das áreas rurais e a diminuição das áreas urbanas. 
C) a maior demanda por recursos naturais, entre os quais os recursos energéticos. 
D) a menor necessidade de utilização de adubos e corretivos na agricultura. 
E) o contínuo aumento da oferta de emprego no setor primário da economia, em face da 
mecanização. 
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1. Alternativa A 
2. Alternativa E 
3. Alternativa B 
4. Alternativa E 
5. Alternativa D 
6. Alternativa C 
7. Alternativa A 
8. Alternativa E 
9. Alternativa B 
10. Alternativa C 
11. Alternativa E 
12. Alternativa E 
13. Alternativa C 
14. Alternativa C 
15. Alternativa C 
16. Alternativa C 
17. Alternativa C 
18. Alternativa E 
19. Alternativa C 
20. Alternativa B 
21. Alternativa A 
22. Alternativa C 
23. Alternativa E 
24. Alternativa C 
25. Alternativa C 
26. Alternativa E 
27. Alternativa E 
28. Alternativa E 
29. Alternativa E 
30. Alternativa C 
31. Alternativa C 
32. Alternativa C 
33. Alternativa E 
34. Alternativa C 
35. Alternativa E 
36. Alternativa E 
37. Alternativa E 
38. Alternativa A 
39. Alternativa A 
40. Alternativa A 
41. Alternativa A 
42. Alternativa E 
43. Alternativa C 
44. Alternativa D 
45. Alternativa E 
46. Alternativa C 
47. Alternativa C 
48. Alternativa A 
49. Alternativa D 
50. Alternativa B 
51. Alternativa D 
52. Alternativa E 
53. Alternativa A 
54. Alternativa E 
55. Alternativa A 
56. Alternativa C 
57. Alternativa A 
58. Alternativa B 
59. Alternativa A 
60. Alternativa A 
61. Alternativa B 
62. Alternativa A 
63. Alternativa D 
64. Alternativa A 
65. Alternativa C 
66. Alternativa E 
67. Alternativa A 
68. Alternativa A 
69. Alternativa D 
70. Alternativa A 
71. Alternativa E 
72. Alternativa B 
73. Alternativa E 
74. Alternativa D 
75. Alternativa B 
76. Alternativa D 
77. Alternativa E 
78. Alternativa B 
79. Alternativa C 
80. Alternativa B 
81. Alternativa A 
82. Alternativa D 
83. Alternativa A 
84. Alternativa A 
85. Alternativa A 
86. Alternativa C 
87. Alternativa C 
88. Alternativa C 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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11. CONSIDERAÇÕES FINAIS. 
 Muito bem, querido concurseiro. Se chegou até aqui é um bom sinal: o de que tentou 
praticar todos os exercícios. Não se esqueça da importância de ler a teoria completa e sempre 
consultá-la. Não esqueça dos seus objetivos e dedique-se com toda a força para alcança-los. Sonhe 
alto, pois “quem sente o impulso de voar, nunca mais se contentará em rastejar”. Te encontro na 
nossa próxima aula. 
Bons estudos, um grande abraço e foco no sucesso. 
 
 
 Até logo... 
 
 Prof. Sérgio Henrique Lima Reis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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