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Radiologia Pré-clínica 
Lívia de Oliveira Martins de Melo 
P4 
Aparelhos, Tubos de Raio-X 
e Filmes Radiográficos 
 
APARELHOS 
Aparelhos de raio-x produzem raio-x que 
passam através dos tecidos do paciente e 
atingem o filme radiográfico formando imagem; 
• TIPOS 
Intraoral – o filme vai dentro da boca do 
paciente; 
Extraoral 
O que caracteriza se a técnica de raio-x é intra 
ou extraoral, não é aparelho em si, mas sim, 
onde o filme vai ser posicionado. (intraoral: 
dentro da boca do paciente); 
• COMPONENTES DO APARELHO 
Componentes em geral; (parte elétrica) 
Tubos de raio-x; 
Componentes geradores de raio-x; 
 
 
 
 
• COMPONENTES GERAL 
CABEÇOTE: armazena tubo de raio-x; filtro, 
colimação, localizador; 
BASE: fixa ou móvel; 
BRAÇO EXTENSOR: segura o cabeçote; 
CORPO: parte elétrica e painel de controle; 
 
➔ PAINEL DE CONTROLE 
Permite o operador ajustar o tempo de duração 
da exposição e da energia e a taxa de exposição 
do feixe de raio-x; 
4 botões (principais) 
 Start 
 Stop 
 X-ray 
 Aumentar ou diminuir o tempo de 
radiação; 
 
 
No aparelho vai ter um botão, onde 
ele vai fazer o controle da 
radiação, tem que se manter 
pressionado para que a radiação 
saia; 
Apertar e segurar até a luz (que vai 
ficar vermelha) apagar; 
Radiologia Pré-clínica 
Lívia de Oliveira Martins de Melo 
P4 
➔ BRAÇO EXTENSOR 
Movimentar o cabeçote; 
➔ CABEÇOTE 
Armazenar o tubo de raio-x para melhorar a 
qualidade da imagem radiográfica. 
Protege da exposição secundaria; 
➔ GONIÔMETRO 
Regula a angulação; 
Importante na técnica da bissetriz; 
➔ RAIO-X CENTRAL 
Saber de onde sai o raio-x principal; 
➔ LOCALIZADOR 
Tem um colimador e um filtro; 
Filtrar os comprimentos de onda para produzir 
radiação; 
Tirar os raio-x de maior comprimento de onda e 
deixar somente os de menor comprimento de 
onda; 
Direcionar a saída do raio-x; 
 
➔ BLINDAGEM METÁLICA 
Protege de a radiação sair em todas as 
direções; 
 
TUBOS DE RAIO-X 
Tubos de vidro à vácuo onde ocorre a produção 
de raio-x; 
Material denso (tungstênio). Quanto mais denso, 
mais fácil de produzir elétrons; 
 
A janela fica direcionado exatamente para o 
colimador; por onde sai a radiação (só sai por 
esse local) 
CÁTODO: onde gera elétrons / formação, polo 
negativo; 
Feito de um material extremamente denso, 
tungstênio, porque quanto mais denso, mais 
fácil de produzir os elétrons, que vão ser depois 
acelerados para bater no anteparo (ânodo) 
para produzir radiação; 
Os elétrons fluem do filamento do cátodo para o 
alvo dentro do ânodo, onde a energia de 
elétrons é convertida em raio-x; 
ÂNODO: positivo, recebe elétrons para produzir 
raio-x. fixo ou giratório; 
 
Resumindo: 
Quem produz o raio-x é o tubo; 
Todo o processo físico- químico da 
radiação característica, acontece no 
tubo; 
Cátodo produz os elétrons → são 
acelerados → ânodo vai receber a 
“pancada”, sendo um anteparo → 
produção de raio-x; 
Radiologia Pré-clínica 
Lívia de Oliveira Martins de Melo 
P4 
O ânodo giratório é melhor pois: 
1) Por causa da energia cinética; 
2) Se o catodo ficar batendo em um ponto 
só ele vai acabar sendo destruído; 
Hoje em dia 99% é giratório; 
 
Propriedades: 
 Alto número atômico; 
 Alto ponto de fusão; 
 Boa condutividade térmica do 
tungstênio associado ao cobre; 
 
COMPONENTES GERADORES DE RAIO-X 
Corrente elétrica: energia para produzir 
elétrons; 
A energia vem da corrente elétrica (110 – 220V) 
→ passa pelo transformador diminuidor de 
tensão → ficando com 3 – 5V → Energia 
suficiente para produzir o elétron; 
Amperagem: formar elétrons; 
Voltagem: acelerar elétrons; kVp 
Após passar pela diminuição da tensão é 
preciso ter força para acelerar os elétrons por 
isso ele passa por um -→ transformador 
elevador de tensão → vai ganhar uma grande 
aceleração → vai fazer com que o elétron bata 
no ânodo → gere a radiação; 
Transformador diminuidor de tensão 110 – 220V, 
3 – 5V; 
Transformador elevador de tensão: 110 – 220V 
→ 65.000 a 100.000V; 
Na formação de radiação, é formado também 
calor, é por isso que o ânodo tem que ter um 
material que permita a dissipação de calor; 
Ânodo = material denso (TUNGSTÊNIO) + 
material dissipador de calor (COBRE) 
 
 
FILME RADIOGRÁFICO 
APARELHO → PRODUÇÃO DE RAIO X → 
DIRECIONADO PARA O OBJETO → ANTEPARO 
(FILME RADIOGRAFICO) → FORMAÇÃO DA 
IMAGEM LATENTE → PROCESSAMENTO QUÍMICO 
OU DIGITAL → IMAGEM REAL; 
Imagem latente; antes do processamento do 
filme; 
Imagem real; depois de passar pelo 
processamento químico/ digital; 
 
➔ Tipos: 
Intraoral: usado no dia a dia do consultório; 
 Periapical; 
 Interproximal; 
 Oclusal; 
Radiologia Pré-clínica 
Lívia de Oliveira Martins de Melo 
P4 
Extraoral: está sendo praticamente substituído 
pelo digital (15s) 
Screen (uso de tela intensificadora); 
30s 
No screen (maior tempo de exposição); 
45s. 
 
Dosimétricos: usado somente pelo radiologista 
 
Tela intensificadora: 
Transforma a energia dos fótons de raio-x em 
luz; 
Efeito potencializado – menor exposição de 
radiação; 
Formada por cristais fluorescentes (fósforos); 
Emitem luz azul (tungstato de cálcio) ou verde 
(terra rara); 
 
➔ Cassete/ Chassi (extraoral); 
Uni o filme e a tela intensificadora; 
Pode ser rígido ou flexível; 
 
➔ Dosimétro 
Renovado mensalmente; 
Usados somente por radiologistas; 
Serve para saber o quanto de radiação o 
profissional foi exposto durante um mês; (a um 
limite); 
 
CONCEITOS IMPORTANTES 
➔ Velocidade ou sensibilidade 
É a quantidade de radiação requerida para 
produzir no filme uma densidade padrão; 
 Deperde: 
 Tamanhos dos cristais de haleto de 
prata; 
Espessura da emulsão; 
Presença de corantes sensibilizantes; 
Pode ser classificados em A, B, C, D, E. quanto 
mais próximo ao E, mais rápido é o filme; 
Hoje em dias quase todos os filmes são de 
classificação E; 
➔ Formação de imagem: 
Tecido ósseo absorve mais radiação, logo 
menos raio-x atinge a placa receptora; 
radiopaco 
O tecido mole absorve menos radiação logo 
menos raio-x atinge a placa receptora; 
radiolúcido 
 Radiopaco / radiolúcido; 
O que sensibiliza o sal de prata do filme é a 
radiação, portanto se ela consegue passar do 
tecido mole, a região atrás do tecido mole vai 
estar mais sensibilizada, logo vai se destruir 
mais sais de prata; 
Atras do osso, vai se destruir MENOS sais de 
prata; 
 
 
 
Radiologia Pré-clínica 
Lívia de Oliveira Martins de Melo 
P4 
 
FILME RADIOGRÁFICO 
 
BASE – flexível; 0,2mm; verde ou azul; base para 
emulsão; 
BASE PROTETORA: recobrimento fino e 
transparente sobre a emulsão. 
Proteção contra danos mecânicos; 
EMULSÃO 
Confere ao filme sensibilidade à radiação. 
Gelatina + cristais de haletos de prata; 
Bastante sensível (luz, calor, pressão, Rx); 
CAMADA ADESIVA 
Cobre a base; 
Adere a emulsão à base; 
 
EMBALAGEM PLÁSTICA 
LÂMINA DE CHUMBO 
ARMAZENAMENTO (evitar tudo isso) 
→Luz; →Calor; 
→Radiação; →Unidade; 
→Raio-X; →Vapores; 
→Gases; →Químicos 
 
Dente é repousado sobre a parte lisa; 
Base: tem um picote “bolinha” impressa, esse 
picote sempre estará voltado para a parte 
oclusal ou incisal do dente; 
Lado direito superior = bolinha voltada para 
frente; 
Lado esquerdo = bolinha voltada para trás; 
apontando para distal; 
 
 
 
Dente exposto a radiação: 
O primeiro contato da radiação é com o 
dente, em seguida vai para o filme; 
Quando isso acontece, a radiação tem 
interação com sais de prata (brometo 
de prata). 
Por trás do osso vai se ter mais sais de 
prata, porque a interação com a 
radiação foi menor, pois o osso 
“segurou” mais a radiação, não 
deixando passar muito para o filme; 
Na região que tem o osso, vai se ter 
mais sais de prata, quando se interage 
com a radiação, ela quebra esse sal, 
reduzindo em haleto de prata, 
produzindo uma imagem mais 
radiopaca;Radiologia Pré-clínica 
Lívia de Oliveira Martins de Melo 
P4

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