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1 
ATENÇÃO 
 
OS APARELHOS DE RAIOS X NÃO EMITEM RADIAÇÃO QUANDO DESLIGADOS. 
ELES SÃO FONTES DE RADIAÇÃO SOMENTE QUANDO CONECTADOS À ALIMENTAÇÃO 
ELÉTRICA E EM POSIÇÃO DE OPERAÇÃO. 
 
 
Aspectos históricos 
A história da Radiologia começou em 1895 com a descoberta experimental 
dos raios X pelo físico alemão Wilhelm Conrad Roentgen. 
 
 
Na época a medicina abraçou essa descoberta, pois havia se 
tornado possível a visão do interior dos pacientes. 
 
 
 O Primeiro Aparelho Instalado no Interior do País 
 
O Dr. José Carlos Ferreira Pires foi o primeiro médico a instalar um aparelho de 
Raios X no interior do Brasil, na cidade de Formiga, Minas Gerais, a 600 km do Rio 
de Janeiro. Hoje, o equipamento está no Museu de Cirurgia em Chicago. 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
Nos primeiros exames de raios-x realizados, 
não havia controle sobre a radiação que era 
emitida contra o paciente. 
Depois de um tempo foi descoberto que 
isso trazia malefícios para as pessoas, então 
os equipamentos foram adaptados para que 
pudesse ser feito o controle e a proteção 
radiológica, por meio de colimadores e 
diafragmas e epi’s. 
 
 
Física das Radiações X 
 
A área radiológica que estuda a radiação x em larga escala com diversas finalidades; 
diagnósticos, terapias, conservação de alimentos, teste de qualidade, investigação e 
etc. 
 Mas, de onde vêm os raios x? 
 Como eles são formados? 
 Por que não os vemos? 
 Quais os perigos que eles oferecem? 
 Essas são perguntas que intrigam diversas pessoas, que fazem uso dessa ferramenta 
preciosa. 
 
INTRODUÇÃO 
 
 
 
3 
 RADIAÇÃO 
 
É o processo pelo qual uma FONTE emite energia que se propaga no espaço. 
Podemos dizer então que RADIAÇÃO é a transmissão, propagação, ou mesmo a 
emissão de energia de um ponto a outro, podendo ou não causar trabalho 
(ionização). 
Radiação é energia em movimento, é a designação própria da energia emitida. 
Podendo ser emitidas por ondas eletromagnéticas ou partículas carregadas. 
 
ATENÇÃO 
IRRADIAR: Significa lançar de si, emitir, espalhar, projetar algum tipo de 
energia. 
IRRADIADO: Algo que recebeu algum tipo de energia; 
RADIAÇÃO IONIZANTE: É uma forma de radiação que carrega energia 
suficiente para ionizar os átomos, que se usado sem controle pode causar 
efeitos biológicos. 
RADIAÇÃO NÃO IONIZANTE: É uma modalidade de radiação de baixa 
frequência e baixa energia, sem risco de causa de dano celular. 
 
 RADIOATIVIDADE 
 
É o fenômeno natural pelo qual algumas substancias ou elementos químicos 
(chamados radioativos) são capazes de emitir radiação por si próprio, porém 
possuem partículas instáveis e perdem sua energia de acordo com o tempo. 
A perda de energia se denomina 
DECAIMENTO RADIOATIVO 
Ou 
Tempo de ½ vida 
 
 
 
 
4 
 
DIVISÃO DAS RADIAÇÕES 
 
 RADIAÇÃO ALFA: 
 Essa radiação possui carga positiva, é constituída por 2 prótons e 
2 nêutrons, a barreira que não permite sua penetração é a folha 
de papel. 
 A radiação alfa possui uma massa e carga elétrica relativamente 
maior que as demais radiações, além de ser muito energética e menos penetrante. 
 
 RADIAÇÃO BETA: 
 A radiação beta é a que possui carga negativa, por isso se assemelha aos elétrons. 
 Os raios betas são mais penetrantes e menos energéticos 
que as partículas alfas, conseguem atravessar o papel, 
mas são facilmente barrados por folha de alumínio. 
 Beta (-) 
 Beta (+); 
 
 RADIAÇÃO X: 
A radiação X é uma forma de radiação eletromagnética 
indiretamente ionizante de natureza semelhante à luz. 
 
 
 RADIAÇÃO GAMA 
A Radiação é bastante energética, mas é extremamente 
penetrante, podendo atravessar o corpo humano, é detida 
somente por uma parede grossa de concreto composto por 
 
 
5 
alta espessura de chumbo. Por tais características, essa radiação é nociva à saúde 
humana, ela pode causar má formação nas células. 
NATUREZA CORPUSCULAR DAS RADIAÇÕES 
ELETROMAGNÉTICAS 
 
Quando a natureza da radiação é corpuscular, suas características são 
determinadas pela carga, massa de repouso e velocidade das partículas que a 
compõe. 
Prótons, nêutrons e elétrons ejetados de átomos ou núcleos atômicos são exemplos 
de radiação corpuscular. 
Já sabemos que a radiação de natureza ondulatória é constituída por campos 
eletromagnéticos que variam no espaço e no tempo, e, na maioria das vezes é 
denotada por radiação eletromagnética. 
 
 
 
 
 
 FORMA (corpusculares – eletromagnéticas). 
Caracteriza a maneira como as radiações se apresentam na natureza. 
 
 ORIGEM (nuclear – atômica). 
Representa onde as radiações nascem. 
 
 INTERAÇÕES (ionizante – não ionizante). 
Essa classificação se caracteriza com a maneira como as radiações se relacionam 
com o ambiente. 
 
 
6 
 
 
RADIAÇÕES CORPUSCULARES 
POSSUI MASSA, FORMANDO OS ÁTOMOS E OS NÚCLEOS ATÔMICOS E SE 
DIVIDE EM TRÊS PARTES 
 ALFA: OCORRE EM ÁTOMOS PESADOS, QUANDO O NÚMERO ATÔMICO É 
MAIOR OU IGUAL A 92 E A RELAÇÃO ENTRE NÊUTRONS/PRÓTONS FOR 
MAIOR QUE 1,5. (Z >= 92 E NP > 1,5). 
 BETA (-) NEGATRON: OCORRE EM ÁTOMOS COM NÚMERO ATÔMICO 
MENOR QUE 92 E QUANDO A RELAÇÃO DE NÊUTRONS/PRÓTONS FOR 
MAIOR QUE 1,5. (Z < 92 E NP > 1,5). 
 BETA (+) POSITRON: OCORRE EM ÁTOMOS COM NÚMERO DE PRÓTONS 
MAIOR QUE O NÚMERO DE NÊUTRONS E A RELAÇÃO DE 
NÊUTRONS/PRÓTONS FOR MENOR QUE 1. (Z < 92 E NP < 1) 
 
 
 
 
 
 
 
 Exemplos: 
 
 
ALFA: OCORRE EM ÁTOMOS PESADOS, QUANDO O NÚMERO ATÔMICO É 
MAIOR OU IGUAL A 92 E A RELAÇÃO ENTRE NÊUTRONS/PRÓTONS FOR 
MAIOR QUE 1,5. (Z >= 92 E NP > 1,5). 
 
 
 
 
 
ELEMENTO QUÍMICO 
M = SÍMBOLO DO ELEMENTO. 
A = Nº DE MASSA (SUPERIOR À DIREITA) 
Z = Nº DE PRÓTONS (INFERIOR À ESQUERDA) 
Z 
M 
A
 
 X 
 
 
 A 290 
95 Z 
CLASSIFICAÇÃO DAS RADIAÇÕES 
( FORMA ) 
 
 
7 
 
BETA (-) NEGATRON: OCORRE EM ÁTOMOS COM NÚMERO ATÔMICO 
MENOR QUE 92 E QUANDO A RELAÇÃO DE NÊUTRONS/PRÓTONS FOR 
MAIOR QUE 1,5. (Z < 92 E NP > 1,5). 
 
 
 
 
 
 
 
 
BETA (+) POSITRON: OCORRE EM ÁTOMOS COM NÚMERO DE PRÓTONS 
MAIOR QUE O NÚMERO DE NÊUTRONS E A RELAÇÃO DE 
NÊUTRONS/PRÓTONS FOR MENOR QUE 1. (Z < 92 E NP < 1) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Observação 
 
Quando nenhuma dessas fórmulas tiverem o resultado esperado, significa que o 
elemento químico não possui radiação 
 
 
 
 
 
Y 
280 
91 
K 
15 
8 
. (Z < 92 E NP < 1) 
. (Z < 92 E NP > 1,5). 
. (Z >= 92 E NP > 1,5). 
Ou seja, o elemento pode ser radioativo quando o resultado 
das fórmulas baterem. 
Caso o resultado não coincidir com nenhuma fórmula é 
porque o elemento químico não é radioativo. 
 
 
8 
 
Anotações 
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
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__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________ 
 
RADIAÇÕES ELÉTROMAGNÉTICAS 
O universo que nos rodeia é banhado por um ‘’ imenso’’ oceano de ‘’LUZES’’, por isso 
se chama de radiação eletromagnética o conjunto de todas as luzes. 
 É uma forma de energia 
 Formato de ondulatório 
(elétrico ou magnético) 
 Não possuem massa 
 Velocidade igual à da luz 
(c = 3 x 10 m/s) 
 Sua energia depende do 
comprimento da onda 
8 
8 
 
 
9 
de maneira inversamente proporcional. 
O espectro eletromagnético é o intervalo completo de todas as possíveis 
frequências da radiação eletromagnética. 
Ele se estende desde frequências abaixo das frequências de baixa frequência até a 
radiação gama. 
É muito usado em ciências como a Física e a Química, através da espectroscopia é 
possível estudar e caracterizar materiais. 
A frequência representa o número de ciclos por segundo que a onda se repete. 
 
 
 
Os números de ciclos de sobe e desce por unidade de tempo, se define por 
FREQUÊNCIA de onda e é medido por HERTS, sendo representada pela letra F. 
As ondas tendem a ter um comprimento maior ou menor, sendo representada pela 
letra grega LAMBDA. 
As radiações do topo do espectro têm uma frequência maior, logo maior energia de 
penetração. 
OBS: o comprimento da onda é inversamente proporcional a frequência 
 
 
 
 
 
CRISTA 
VALE 
CLASSIFICAÇÃO DAS RADIAÇÕES 
( ORIGEM ) 
 
 
10 
ORIGEM NUCLEAR 
Tem origem no núcleo do átomo instável 
 Alfa 
 Beta 
 Gama 
 
São chamadas RADIOATIVAS, pois são consequência do fenômeno 
RADIOATIVIDADE. 
 
ORIGEM ATÔMICA 
Se originam na ELETROSFERA atômica devido as transições eletrônicas e/ou 
colisões entre partículas carregadas 
 Raios x 
 Ultravioleta 
 Calor 
 Luz visível 
 
 
 
 
 
 
RADIAÇÃO IONIZANTE 
SÃO AQUELAS RADIAÇÕES QUE PRODUZEM ÍONS NA MATÉRIA COM A QUAL 
INTERAGEM 
 Raios gama 
 Raios x 
 Ultravioleta 
 Partículas (alfa, beta) 
CLASSIFICAÇÃO DAS RADIAÇÕES 
( INTERAÇÃO COM A MATÉRIA) 
 
 
11 
 
NÃO IONIZANTES 
Estas radiações apenas depositam suas energias no meio, normalmente causando 
uma excitação atômico-molecular. 
Ex: todas as demais radiações do espectro. 
 
 
 
 
EFEITOS DA RADIAÇÃO SOBRE A MATÉRIA 
Quando um feixe de radiação incide sobre um átomo, transmite a ele uma parte de 
sua energia e induz uma desestabilização capaz de produzir três tipos de resultados: 
 Uma excitação na qual um elétron absorve a energia recebida e salta para um 
nível mais afastado do núcleo; 
Uma ionização, na qual o elétron adquire energia suficiente para se soltar do 
átomo, que fica carregado positivamente; 
Uma reação nuclear, na qual a radiação incide sobre o núcleo do átomo, 
desencadeando processos radioativos de fissão nuclear, emissão de raios A/B/G. 
 
 
 
 
PRODUÇÃO DE RAIOS X 
 Os raios x são produzidos através de uma colisão entre elementos de cargas 
diferentes; 
 Elétrons interagem com o anteparo metálico; 
 Alta energia cinética (movimento); 
 
 
12 
 Transformações de energia. 
 Uma nuvem de elétrons sai acelerados do cátodo e são fortemente atraídos pelo 
ânodo, que chegam a este com uma grande energia cinética (movimento). 
 Ao se chocarem bruscamente com o ânodo, eles perdem sua energia de 
movimento (cinético), e cedem energia que estão nos átomos do ânodo. 
 Esses elétrons são então acelerados, e acelerados emitem ondas eletromagnéticas 
que são os RAIOS X. 
 Formando 99% de calor e 1% de raios x 
 
 PROPRIEDADES FUNDAMENTAIS DOS RAIOS X 
 
 Causam Fluorescência Em Materiais Metálicos; 
 Enegrecem Placas Fotográficas; 
 Não Sofrem Desvios Em Campos Elétricos Ou Magnéticos; 
 Produzem Radiação Secundaria Em Todo Corpo Que Atravessa; 
 Propagam-Se Em Linha Reta, Em Velocidade Da Luz, (Do Ponto Focal) Para Todas 
As Direções; 
 Provocam Mudanças Biológicas; 
 Atravessam Corpos Opacos A Luz. 
 
 
 Tubo de raios x (ampola) 
 
Montada dentro de uma calota protetora forrada a 
chumbo; 
Evita a exposição de radiação fora do feixe útil e 
possíveis choques elétricos; 
Possui uma janela por onde passa o feixe de raios; 
Os raios que não saem no feixe útil são chamados de radiação de fuga ou de 
vazamento; 
 
 
13 
 
 AMPOLA DE ENCAPSULAMENTO 
 
Recipiente fechado; 
Feito de vidro temperado de alta espessura; 
Suporte para ânodo e cátodo; 
Ajuda na refrigeração; 
Mantém o vácuo em seu interior; 
 
 
CAMADAS DO TUBO (carcaça) 
 
 
De fora para dentro 
 
 Ferro 
 
 Camada de chumbo (Pb) 
 
 Óleo refrigerador 
 
 Ampola de encapsulamento 
 
 
Anotações 
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14 
(cátodo) 
 
É o polo negativo do tubo de raios x; 
Divide-se em duas partes: 
o FILAMENTO CATÓDICO; 
o COPO DE FOCO; 
 
É a parte do tudo onde são acelerados os elétrons. 
 
Constituído de cobre; 
É onde é realizado a troca de foco; 
Folheado a Tungstênio para suportar 
altas temperaturas; 
 
 FILAMENTO CATÓDICO 
 
Formato de espiral, com cerca de 2 mm de diâmetro e 1 e 3 cm de comprimento. 
 
 
 
 
 
É onde é lançado os elétrons e feito o EFEITO TERMIÔNICO. 
 
 
 
 
______________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________
 
 
15 
O tungstênio tem um alto ponto de fusão (3400 C), que aumenta eficientemente a 
emissão termiônica suportando altas temperaturas. 
 Copo catódico 
 
Os elétrons têm carga negativa, quando 
acelerados perdem energia devido sua 
dispersão. 
O filamento tem uma capa também com 
carga negativa que mantém os elétrons 
envolvidos nele mantendo-os 
concentrados. 
Dar proteção ao filamento (s), dependendo 
do número de foco (s) que o ânodo possui. 
Possui boa condutividade térmica, pois o 
filamento aquece até cerca de 2000oC para que haja o efeito termiônico. 
O material usado é metálico com ligas que misturam alumínio, tungstênio e 
molibdênio. 
 
 Foco duplo 
 
Os aparelhos de raios x diagnósticos possuem 2 pontos focais(um grande e outro 
pequeno)onde a escolha é feita no seletor de MA no painel de controle. 
Foco menor (1 cm); 
Foco maior (3 cm); 
denominados de: 
 FOCO FINO(FF) 
 FOCO GROSSO(FG) 
 
 
 
 
 
16 
(Ânodo) 
 
É o polo positivo do tubo de raios x, se dividindo em anodo fixo e anodo giratório. 
É ele que recebe os elétrons acelerados pelo catodo, direcionando o feixe de raios x 
para a janela. 
 
 
 ANODO FIXO 
 
Os elétrons colidem num único ponto focal, produzindo altas temperaturas; 
Esse tipo de ânodo só usa 1 único filamento (FF), e é necessário um tempo de 
exposição longo. 
Só o encontramos em tubos onde não se tem 
corrente de alta tensão; 
 Aparelhos portáteis; 
 Unidades de Mamografia; 
 Raios x dentários; 
 Aparelhos móveis 
 ANODO GIRATÓRIO OU ROTATÓTIO 
 
Devido a sua resistência de uma maior intensidade de corrente, proporciona um 
tempo maios curto e é utilizado na 
maioria dos aparelhos de raios x. 
Tem a capacidade de produzir feixe mais 
intensos. 
 
 
17 
 ALVO, FONTE, PONTO DE FOCO OU PISTAFOCAL 
 
 
É o local onde recebe-se o impacto dos elétrons. 
 
No anodo fixo o alvo é em formato retangular, a colisão é 
sempre no mesmo ponto, produz maior quantidade de calor. 
 
No anodo giratório o alvo é em forma de disco, a colisão é em 
locais diferentes, produz baixa quantidade de calor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
18 
 Tungstênio 
 
Possui alto número atômico, acarreta grande eficiência na 
produção de raios x; 
Condutividade térmica alta, produz uma rápida dissipação de 
calor; 
Ponto de fusão (3400c), superior a temperatura dos elétrons 
que o bombardeiam(2000c). 
 
 
 ANODO FIXO E ROTATÓTIO 
 
Possui uma base fixa, onde o bombardeio dos elétrons é sempre no 
mesmo lugar, proporciona maios quantidade de calor, trabalha com 
tensões baixas. 
 
Por ter um eixo que gera rotação, os elétrons 
bombardeiam o ânodo em locais diferentes, proporciona 
maiores tensões além de dissipar mais o calor produzido. 
 
 
 
19 
 
Anotações 
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__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________ 
 
 CUIDADOS COM O TUBO 
 
 
 
20 
O painel de controle é onde se seleciona as técnicas, baseado em diferentes partes 
anatômicas; 
 
VALORES MAXIMOS DE OPERAÇÃO 
Seguir à risca os valores relacionados na tabela de técnicas, erro de técnicas 
danificam o Tubo. 
VALORES ERRADOS NA APLICAÇÃO DAS TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS 
DANIFICAM O ÂNODO. 
Cada sala de exames radiológicos tem ao alcance da mesa de 
comando uma tabela de exposições, para que o profissional 
possa avaliar qual técnica a ser usada em determinado exame. 
Uma técnica errada além de não formar uma boa imagem 
pode acarretar em danificar o tubo de raios x. 
 
 
21 
 
 
 EFEITO JOULE 
 
Ao LIGAR o aparelho de raios x, uma pequena quantidade corrente elétrica é enviada 
ao cátodo (polo negativo) do tubo. 
Ao percorrer os (filamentos catódicos), a energia elétrica o pré-aquece esses filamentos. 
 É o Efeito Joule (1818-1889), pré-aquecimento dos filamentos catódicos com uma 
carga mínima de corrente elétrica ao ligar o aparelho.; 
 
 
O pré-aquecimento (dos) filamentos catódicos com uma carga mínima de corrente 
elétrica ao ligar o aparelho.; 
 
 EFEITO TERMIÔNICO. 
 
super aquecimento do filamento selecionado e concentração dos 
elétrons a ponto de disparo dos raios x. 
 
 
 
 
 
 
 
Filamento super aquecido 
Sistema Elétrico dos Raios X 
 
 
22 
Sistema Elétrico de um Raio-X 
 
SISTEMA BÁSICO 
Desde a fabricação dos primeiros equipamentos radiográficos até os modernos 
equipamentos telecomandados, o que mais evoluiu foi, realmente, o sistema elétrico 
de alimentação da ampola e o sistema de autocontrole de tensão, corrente e tempo. 
 
SISTEMA SIMPLIFICADO 
 
No painel existem voltímetros para demonstração real disponibilizada ao aparelho; 
 Existe um botão seletor de Miliamperagem; 
 Existe um botão de determina a Quilovoltagem; 
 Existe um botão que informa o tempo de exposição; 
 Botão de preparo da ampola; 
 Botão para disparo dos raios x; 
 
PARA O AJUSTE DO KV NA AMPOLA, TEMOS DOIS BOTÕES 
 
Grosso - permite uma variação da ordem de (dezenas de kV), através de grandes 
deslocamentos do (tap) superior do secundário do transformador. 
 
 
 
 
23 
Fino - o deslocamento no tap do secundário é muito 
menor, permitindo ajustes das (unidades de kV) na 
técnica escolhida. Assim, torna-se mais rápida e precisa 
a alteração dos valores de tensão na ampola. 
 
 
 
Há um circuito de tempo responsável pela real aplicação da alta diferença de 
potencial entre ânodo e cátodo. 
É propositadamente localizado após a seleção de tensão (Kv) para 
que se tenha a certeza de que a radiação será gerada apenas durante 
o tempo pré-estabelecido, nem mais nem menos. 
Assim, uma vez findo o tempo programado, o circuito irá cortar a 
tensão e a ampola não produzirá mais radiação X. 
A relação de transformação de energia é fixa, da ordem de 1--1000 (1kv = 1000V dentro 
da ampola de raios x), em Quilovoltagem. 
Nos primeiros aparelhos construídos no tempo da 2°Guerra Mundial, 
o transformador de alta tensão era incluído no próprio cabeçote. 
Porém, está em desuso, pois o cabeçote torna-se muito pesado. 
 
 
 RETIFICADOR DE LINHA 
 
TENSÃO RETIFICADA 
Após o transformador de alta tensão, é colocado um sistema de retificação de tensão 
em seu interior. 
 
 
 
 
A retificação é necessária para 
garantir que a tensão do ânodo seja 
sempre positiva em relação ao cátodo. 
 
 
 
24 
 CONJUNTO GERADOR DE RAIOS X 
 
1. Gerador de tensão; 
2. Mesa de comando; 
3. Tubo de raios x; 
4. Mesa de exames; 
5. Buck vertical; 
6. Barreira protetora. 
7. Cabos elétricos/alta tensão. 
 
 Módulos Básicos de um Raios X 
 
 Cabeçote – Responsável pela produção dos Raios X; 
 Estativa - Onde fica fixado o cabeçote e que permite fazer o direcionamento do 
feixe; 
 Mesa - Permite acomodar o paciente para a aquisição das imagens horizontais; 
 Mural - Mesma função da mesa, mas é utilizado para posicionamentos verticais do 
paciente; 
 Gerador de alta-tensão - Função de ajustar a tensão da rede e retifica a corrente 
elétrica; 
 Painel de comando – Onde é feita a seleção de parâmetros de controle e o 
acionamento do feixe de Raios X. 
 
 Localização dos Módulos do Raios X 
 
A mesa, o mural e o cabeçote são localizados na sala de exames. 
O painel de controle pode ser posicionado dentro de um biombo baritado, com 
janela de vidro de alto teor de chumbo que permita visualizar o paciente. 
Os aparelhos d raios x são divididos em: móvel, convencional e telecomandado. 
 
 
25 
O Aparelho de Raios X 
 
 
Anotações 
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________ 
 
 
DURANTE O DISPARO, PARTICULARMENTE, AS RADIAÇÕES PODEM SER 
CLASSIFICADAS COMO: 
 RADIAÇÃO PRIMARIA: 
 RADIAÇÃO SECUNDARIA: 
 
 
 
 
 
 
 
26 
 RADIAÇÃO PRIMARIA:radiação que sai da fonte (tubo) em 
direção ao objeto (paciente), em linha reta. 
 
 
 
 RADIAÇÃO SECUNDARIA: radiação que sai do objeto atingido se projetando 
para várias direções em linha reta. 
 
 
 
 
 
 
 
Os raios x, assim como a luz, irradiam em todas as direções (a partir da fonte). 
O tubo de raios x está situado num alojamento de metal que detém a maioria da 
radiação. 
Somente uma quantidade útil sai do tubo, denominado de feixe primário. 
O ponto central geométrico é chamado de raio central (RC). 
 
 RAIO CENTRAL 
 
Descreve a direção dos raios X quando este atravessa o paciente, projetando uma 
imagem no filme radiográfico. 
O Rc sempre incide no meio da estrutura que vai ser estudada. 
O acionamento dele se dá pelo colimador. 
 
 
 
 
 
 
27 
 FATORES QUE AFETAM A ABSORÇÃO DOS RAIOS X 
 
Tais fatores tem influência na radiografia depois de revelada, se usados de forma 
correta deixam uma imagem com boa qualidade. 
SÃO ELES: 
 Espessura 
 Densidade 
 Meios de contraste 
 Foco fino 
 Foco grosso 
 Distancia foco filme 
 Distância objeto filme 
 
ESPESSURA: Obviamente que um pedaço de material mais ‘’GROSSO’’ 
absorve mais radiação X do que um pedaço mais ‘’FINO’’. 
 
DENSIDADE: Pode ser descrita como o grau de enegrecimento 
da radiografia processada. Quanto maior a densidade da 
estrutura, é maior a quantidade de luz na radiografia. 
 
MEIOS DE CONTRASTE: são substancias que diferem 
órgãos e estruturas que dificilmente podem ser vistos em 
radiografia. 
 
PUNÇÃO VENOSA E MEIOS DE CONTRASTE 
 
A punção venosa periférica trata-se de um 
procedimento invasivo comumente realizada por 
profissionais de enfermagem e radiologia, sendo muito 
 
 
28 
utilizada na assistência à pacientes submetidos a exames com meios de contraste. 
Os meios de contraste radiológicos são compostos introduzidos no organismo, que 
permitem aumentar a definição das imagens radiográficas, que não são vistas nos 
raios x comuns. 
 Essas substâncias possibilitam obtenção de imagens de alta definição e, com isso, 
maior precisão em exames de diagnóstico por imagem. 
 
FOCO FINO (FF): Utilizado para se obter uma imagem radiográfica mais detalhada 
(25ma,50ma, 100ma, 150ma). Possibilita o estudo de partes ósseas. 
 
Exemplo: {MMSS-MMII-COL.CERVICAL-SPN}. 
 
FOCO GROSSO (FG): Apresenta a vantagem de suportar alta corrente com tempo 
baixo (200 ma, 300 ma, ou mais). Possibilita estudo de partes moles; 
Exemplo: CRÂNIO, TÓRAX, ABDOME e PELVE; 
 
DISTÂNCIA FOCO-FILME (DFF): Quanto maior a DFF, menor o poder de 
penetração no objeto (paciente) e vice-versa. 
 
EXISTEM 03 DISTÂNCIAS DESTINTAS 
 
1M/ 1,20m: distância mínima, usada para extremidades e todos os exames 
realizados na mesa de exames; 
1,5 M: usada para exames de tórax pediátrico e coluna cervical em perfil; 
1,83 M: usado em exames de arcos costais e tórax adulto; 
 
DISTÂNCIA OBJETO FILME (DOF): Quanto menor for a distância do objeto 
para o filme, mais real o tamanho da imagem ficará evitando uma magnificação. 
 
 
 
29 
ANGULAÇÃO DO TUBO DE RAIOS X: É uma rotação que é feita no tubo 
usando valores específicos que serve para uma melhor visualização de estruturas 
anatômicas, ou seja, algumas partes do corpo ficam sobrepostas (uma em cima da 
outra), esta angulação quando utilizada pode visualizar tais estruturas 
 
 (Exe.: joelho, calcâneo, crânio, pé e etc.). 
É uma rotação feita no tubo, usando valores específicos que servem para uma melhor 
visualização de estruturas anatômicas, ou seja, algumas partes do corpo ficam 
sobrepostas (uma em cima da outra). 
 
 Crânio ossos da face 
 Joelho patela 
 Coluna cervical mandíbula 
 Ombro acrômio 
 Pé ossos tarsais 
 Coluna lombo-sacro perfil quadril 
 
 
 De 0° e 90° o Ângulo é reto 
 Entre 5° e 85° tem *angulação* 
 
ANGULAÇÃO DO TUBO DE RAIOS X: 
 
 Angulação cefálica ou cranial 
Quando o raio central é direcionado para a cabeça; 
 
 Angulação caudal ou podálico 
Quando o raio central é direcionado aos pés; 
 
 
 
30 
 Perpendicular 
Quando o raio central sai em linha reta, formando ângulos de 0°, 90°; 
 
 Tangencial 
Quando o raio central incide de forma ríspida, de raspão na estrutura 
anatômica; 
 
 
 
 
 
KILOVOLTAGEM: Quando aplicada ao tubo age como intensificador de raios X, 
quanto mais KV, mais energéticos e penetrantes são os raios X. 
A tensão medida em quilovolt - kV expressa a qualidade dos raios X. Quanto maior o 
Kv utilizado, mais penetrantes, e maior será a sua força de atravessar materiais mais 
espessos e mais densos, dando mais ênfase no contraste da radiografia. 
 Pode-se determinar o Kv de uma parte do corpo a ser radiografado com o auxílio de 
um acessório chamado de Espessômetro e da aplicação da seguinte fórmula: 
 KV= 2 x E + K. 
Em que (E) representa a espessura da parte a ser radiografada e (K), a constate do 
aparelho. 
 
 
31 
Exemplos: 
 
Uma paciente da entrada no setor de radiologia com uma prescrição médica 
solicitando uma radiografia de cotovelo. 
Ao usar o Espessômetro o técnico observa que a estrutura a ser radiografada tem 06 
cm de espessura. 
Sabe-se que a constante do aparelho é de 35, com base nessas informações qual kV 
ideal a ser usado neste exame? 
a) 26 
b) 35 
c) 29 
d) 47 
e) 12 
 
Uma prescrição médica solicitando uma radiografia de joelho, a estrutura a ser 
radiografada tem 08 cm de espessura. Sabe-se que a constante do aparelho é de 30, 
com base nessas informações qual kV ideal a ser usado neste exame? 
a) 46 c)49 e)22 
b) 45 d)77 
 
Uma prescrição médica solicitando uma radiografia de tornozelo, a estrutura a ser 
radiografada tem 04 cm de espessura. O kV que foi usado neste exame foi de 38, qual 
era a constante do aparelho? 
a) 31 
b) 35 
c) 29 
d) 30 
e) 40 
 
 
32 
Uma radiografia da mão esquerda com gesso seco foi solicitada ao setor de raios x, a 
constante da máquina é de 30 e o kV que foi usado neste exame foi de 36, qual era a 
espessura do objeto de estudo? 
a) 7 
b) 3 
c) 4 
d) 5 
e) 2 
 
 Espessômetro 
 
Durante a realização de um exame radiográfico, diversos fatores 
influenciam na produção e qualidade de uma imagem de raios-x. 
Um dos principais fatores que contribuem par a qualidade dos 
exames é o uso do Espessômetro. 
Sem o Espessômetro não se pode avaliar a real medida da 
espessura do paciente para o cálculo de dose na tabela de 
exposição. 
O Espessômetro é um instrumento que serve para que o 
profissional da radiologia (Tecnólogo ou Técnico) tenha como 
referência, a espessura da estrutura que será radiografada. 
O Espessômetro é fabricado em alumínio polido com escala em 
centímetros e polegadas, medida máxima 40cm ou 16 polegadas. 
 
 
33 
 
FILTRAGEM: filtrar é remover raios inúteis, de baixa energia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A FILTRAGEM SE SUBDIVIDE EM DUAS PARTES 
 
FILTRAÇÃO INERENTE: É a filtragem que acontece 
no próprio tubo através de seus elementos como a 
superfície de vidro e o óleo isolante ao redor da ampola. 
 
 Principal função do óleo solúvel (primária) 
Dissipação de calor gerado na ampola, quer dizer a eliminação total ou parcial de 
todo o calor gerado dentro da ampola na produção dos raios x; 
 Função (secundária) do óleo solúvel 
Ajuda também na filtração dos raios de baixa energia que saem pela janela da ampola 
 
FILTRAÇÃO ADICIONAL OU ARTIFICIAL: É a filtragem que ocorre 
propositalmente, através de folhas de metal inseridas no 
tubo (como no caso do alumínio) cuja função é remover os 
raiosde baixa energia. 
Os raios de baixa energia, são responsáveis por produzir radiação 
secundária 
 
 
34 
ABSORÇÃO DIFERENCIAL PARA O CORPO HUMANO 
 
Essa diferenciação se da principalmente pelo biótipo do corpo humano, o tipo físico 
que o paciente possui no corpo como um todo quanto para áreas mais específicas. 
 
OS PRINCIPAIS PARÂMETROS TÉCNICOS USADOS SÃO 
 
 DENSIDADE 
 ESPESSURA 
 
Exemplo de 03 radiografias (mão, antebraço, cotovelo), para cada estrutura se tem um 
parâmetro técnico diferente por mais que os exames sejam no membro superior, 
porém cada uma estrutura possui espessura e densidade diferentes. 
 
 
Exemplo de 03 radiografias (mão, antebraço, cotovelo), para cada estrutura se tem um 
parâmetro técnico diferente por mais que o exame seja no membro superior, porém 
cada uma estrutura possui espessura, densidade e número atômicos diferentes. 
O corpo humano se constitui de diferentes partes e formas, que absorvem radiação X 
de forma diferenciada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
De acordo com cada densidade da estrutura, o Mas é o responsável pela definição e 
detalhe da imagem. 
Quanto maior o Mas, maior será a corrente elétrica que é medida em miliamperes; 
Expressa a quantidade de raios x utilizados em um determinado exame; 
Miliamperagem por segundo 
m.A.s 
 
 
35 
TEMPO DE EXPOSIÇÃO 
 Expressa a duração da emissão dos raios x condicionados também a quantidade de 
raios utilizada em determinado exame radiológico. 
 
 
 
 
 
 
 
A qualidade de imagem radiográfica é um fator determinante na hora de realizar um 
diagnóstico 
Além de interferir no julgamento dos médicos(podendo até resultar em erros graves 
de diagnóstico), uma imagem radiológica de má qualidade obriga o médico a 
reavaliar os exames. 
Os fatores radiográficos que afetam a qualidade das imagens (digital e convencional) 
e como evitar problemas como: 
https://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/clinica-de-radiologia-condenada-por-erro-de-diagnostico-6996828
https://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/clinica-de-radiologia-condenada-por-erro-de-diagnostico-6996828
 
 
36 
 Erros médicos; 
 Repetição de exames; 
 Demora nos atendimentos; 
 Custos e despesas desnecessárias; 
 Exames sem qualidade. 
 
 
Vantagens de uma boa QUALIDADE DE IMAGEM 
RADIOGRÁFICA? 
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________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
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________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
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 FATOR #1: DENSIDADE 
 
A densidade radiográfica, também conhecida como densidade óptica, é o grau de 
enegrecimento da imagem. 
Ela é responsável pelo escurecimento dos exames. Quanto maior for a densidade, mais 
escura será a imagem. 
O controle da densidade é feito, principalmente, pelo seletor (Mas) no painel de 
comando. 
 
 
 
 
 
 
POUCO mAs 
Muito mAs 
 
 
37 
A causa de densidades diferentes pode ser causada também por 
 Distâncias (DFF, DOF,); 
 Espessura das estruturas anatômica; 
 
 
Um outro fator que controla a densidade é A REGRA DO INVERSO DO 
QUADRADO DA DISTÂNCIA; 
 Quando a distância entre o foco e o objeto é duplicada, a intensidade da energia 
diminui para ¼ da energia anterior; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A distância entre o objeto ao receptor de imagem é muito importante também, pois 
quanto mais longe a estrutura está afastada do filme, maior será sua magnificação 
 
1 m 
2,0m 
AP PA 
 
 
38 
 
 FATOR: 2 # DETALHE 
 
O detalhe é um fator de qualidade de imagem definido como nitidez das estruturas 
visualizadas na radiografia. 
 A nitidez é importante para visualizar os traços anatômicos, como as linhas finas e as 
bordas dos tecidos. 
 Os traços anatômicos de cada estrutura precisam ser visualizados para diferenciar as 
lesões. 
 O controle do detalhe na imagem é realizado pelo tamanho do ponto focal (MA), que 
é selecionado no painel de controle do aparelho, quanto menor o ponto focal, 
melhores são os detalhes na imagem. 
Os movimentos voluntários e involuntários do paciente 
também influência no detalhe da imagem, para isso é 
necessário um menor tempo de exposição e atenção aos 
movimentos dos pacientes no momento de disparar o 
raios-x. 
 
 
 
 
 
 Fator # 3 contrastes 
O contraste na imagem radiográfica é a diferença dos tons de cinza ao redor da 
estrutura anatômica estudada. 
 Quanto maior a diferença de densidades, maior o 
contraste. O contraste tem uma importante função, tornar 
visível os detalhes anatômicos de uma radiografia. 
O contraste é a diferencia os tecidos de acordo com a sua 
densidade 
 O fator para controlar o contraste é a Quilovoltagem (kV). 
 
 
 
39 
 Fator # 4 distorções 
 
A distorção é a representação errada do tamanho ou da forma da estrutura na imagem 
radiográfica. 
 Uma distorção exagerada torna a radiografia inaceitável para o diagnóstico. 
Quando uma imagem está com distorção, podemos assumir que as estruturas não 
foram capturadas corretamente pelo receptor. 
 COMO MINIMIZAR ADISTORÇÃORADIOGRÁFICA? 
Aumentando o DFoFi; 
Diminuindo o DOF; 
Imobilizando a estrutura de estudo corretamente; 
OUTROS FATORES IMPORTANTES 
 
Além dos fatores “tradicionais”, existem outros aspectos que podem alterar a 
qualidade ou até invalidar as imagens. 
RUÍDO RADIOLÓGICO 
O ruído, na imagem radiográfica, é uma variação 
aleatória da densidade de fundo da imagem. Esta 
variação pode dar às imagens uma aparência granulada 
ou borrada. 
É caracterizado como erro de técnicas no painel de 
comando ou má qualidade dos receptores de imagem. 
 
ARTEFATOS RADIOLÓGICOS 
Os artefatos radiológicos são deformações nas radiografias gerados por alguma 
intervenção externa pós-processamento. 
 
 
 
40 
 PRINCIPAIS MOTIVOS QUE GERAM ARTEFATOS NAS IMAGENS 
 
 Marcas de dedos provocadas pelo manuseio do filme; 
 Dobrando a película(fricção) 
 Objetos metálicos não retirados durante o exame; 
 Manchas e sujeira no receptor de imagem; 
 Deixando cair no chão(arranhão) 
 Molhando a película(umidade) 
 
 
 IMAGEM SUB-EXPOSTA 
 
 
Uma radiografia sub-exposta corresponde à uma imagem deficiente de exposição, que 
deverá ser corrigida alterando para mais os fatores de exposição 
Radiológica 
(Kv e mAs) 
 
 
 
 
41 
 IMAGEM SUPER EXPOSTA 
 
Uma radiografia superexposta consiste em uma radiografia que sofreu uma exposição 
acentuada, acima do normal. Também precisa ser corrigida. 
 
 
 
 
 
Efeito anódico / talão 
A intensidade de radiação que atinge o paciente não é uniforme, o efeito anódico é 
uma variação de raios X devido ao ângulo do ponto de foco do anodo. 
OBS: A intensidade de radiação tem maior intensidade pro lado do catodo do 
que em relação ao anodo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
42 
Biótipo corporal: o que é, tipos e como identificar 
 
O biótipo corporal corresponde ao modelo de corpo que pode ser influenciado pela 
constituição óssea, metabolismo, massa muscular e quantidade de gordura. 
 
 
 
 
 
 
 HIPER-ESTÊNICO: 
 Tem um tórax mais largo com abdome arredondado, torna-se 
difícil se basear por marco topográficos devido ao excesso de tecido 
adiposo (gordura). 
 
 
 ESTÊNICO: 
 
Entre a populaçãoé o mais próximo (nem magro –nem gordo) 
da média é ligeiramente atarracado e mais musculoso. 
 
 
 HIPO-ESTÊNICO: 
 
É um pouco menos, mais próximo da média sendo um pouco 
mais magro e mais alto. 
 
 ASTÊNICO: 
É magro ao extremo com sua cavidade torácica muito rasa e bem 
estreita, tecidos internos maiores (Sibite baleado). 
 
 
 
43 
O objetivo de uma radiografia é obter imagens no tamanho mais exato 
possível(nítido), e três fatores que afetam essa nitidez são: 
1. GRAU DE BORROSIDADE: 
 
ligado diretamente a (DFF/FF/FG); 
Erro de distância: Imagens Sem Detalhe 
Erro de foco: Imagens Sem Definição 
 
2. AMPLIAÇÃO DA IMAGEM: 
 
 Ligado diretamente a (DOF); 
 Magnificação da imagem. 
 Distorção de estruturas. 
 
3. MOVIMENTO: 
 
 Imobilizar a estrutura a ser radiografada; 
 Diminuir tempo de exposição. 
 
 
Acessórios radiográficos 
 
 FILME RADIOGRÁFICO: 
 
Consiste em uma emulsão fixada numa base de poliéster, que contém suspensão de 
cristais de brometo de prata em material gelatinoso. 
A imagem que é fixada no filme depois da interação com os raios X e que ainda não foi 
revelada é chamada de IMAGEM LATENTE. 
 
 
44 
Após a revelação os cristais expostos se reduzem a prata metálica, sendo retirado do 
filme os cristais não expostos e fixando a imagem na película. 
 
COMPOSIÇÃO DO FILME: 
 
GELATINA OU EMULSÃO: É um composto gelatinoso onde mantem concentrados os 
cristais de prata; 
REVESTIMENTO: Camada protetora para diminuir danos na superfície do filme; 
SUPORTE: É a base do filme feita de poliéster; 
HALETO DE PRATA: Grãos de prata. 
 
 RADIAÇÕES DISPERSAS 
 
Quando os raios x interagem com a matéria, para formar uma imagem, eles podem ser 
ABSORVIDOS, TRANSMITIDOS ou ESPALHADOS. 
Mais nem toda radiação que interage com o objeto será útil na formação da imagem, 
uma parte será espalhada pelos átomos que compõem o objeto, é chamada de radiação 
secundária ou também conhecida como radiação dispersa. 
 
 
45 
 
 ÁREAS RADIOGRAFADAS 
 
Quanto maior a área (volume) a ser radiografada maior será a radiação dispersa, ou 
seja, se em uma radiografia de mão o foco é pequeno, pouca radiação secundária será 
produzida. 
Mais já no caso de um tórax, o foco é bem maior, contanto a produção de radiação 
secundária é bem maior. 
 
 
 
 
 
 
 
 FATORES DE REDUÇÃO DE RADIAÇÃO DISPERSA 
 
O feixe primário deve ser limitado a um tamanho e forma que cubra precisamente a 
área de interesse diagnóstico, as áreas não irradiadas não contribuem para a dispersão 
nem para a dosagem do paciente. 
Tais fatores se subdividem em: 
 DIAFRÁGMAS DE ABERTURA (colimadores): 
Consistem em lâminas de chumbo com aberturas 
retangulares, quadradas ou circulares colocadas nos 
feixes de raios x perto da janela do tubo. 
 
 CILINDROS: 
São tubos metálicos que fornecem campos retangulares 
ou circulares, estes cilindros quando usado são de grande ajuda para uma melhor 
visualização de uma área específica com maior detalhe e 
definição. 
São usados para exames (localizados). 
São acoplados no colimador. 
 
 
46 
 GRADE ANTIDIFUSORA: 
 
É um dispositivo formado por tiras alternadas de chumbo e fibra de alumínio 
(espaçadores), o chumbo absorve a radiação dispersa enquanto os espaçadores 
permitem a passagem do feixe primário. 
A grade tem a função de reduzir a radiação secundária, e os exames que são realizados 
usando a grade tem maior definição. 
São localizadas dentro da gaveta Buck 
 RADIAÇÃO DE FUGA OU VAZAMENTO 
 
Depois da interação dos elétrons com o alvo anodo, quando transformada em ondas 
eletromagnéticas, a radiação corre para todos os lados da ampola. 
A radiação que não sai pela janela, é barrada pela camada de chumbo interna da 
carcaça. 
 
 
 
 
 
Anotações 
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__________________________________________________________________________ 
 
 
47 
Os écrans têm tamanho em conjunto com os chassis e os filmes; 
Variam para cada determinado tipo de exame; 
Podem ser: 
13x18 
18x24 
24x30 
30x40 
35x35 
35x43 
 
Técnicas radiográficas 
Kv e mAs 
O KV determina o contraste que significa os (tons de cinza) na imagem; 
O MA é o responsável pela troca de foco; 
O mAs é responsável pela densidade, e o detalhe da imagem 
O mAs é o resultado da multiplicação do valor colocado no comando (MA), pelo valor 
colocado no comando (TEMPO). 
MA (FOCO) X TEMPO (S) = MAS 
Num determinado exame, o foco ainda continua para identificar as estruturas a serem 
estudadas (FF e FG), na inclusão do, mAs será lançada a corrente e vai ser a 
responsável pelo enegrecimento da imagem. 
 
 
 
 
 
 
48 
 
 
 Cintura escapular; 
 Crânio; 
 Ombro; 
 Úmero; 
 Fêmur; 
 Quadril; 
 Coluna cervical; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MMSS 
 
 Mão; 
 Punho; 
 Antebraço; 
 Cotovelo. 
MMII 
 Pé; 
 Tornozelo; 
 Perna. 
 Calcâneo 
 Joelho 
 
 
49 
CÁLCULO, mAs (áreas específicas) 
mAs = KV * CM 
(CM) = coeficiente miliamperímetrico, é um valor predeterminado para cada área 
 
 Abdome/pelve = 0,70; 
 Colunas (TORÁCICA/LOMBAR) = 0,50; 
 Tórax = 0,1 
 
EXEMPLO 01) radiografia de tornozelo, com a espessura do objeto de 09 cm e a 
constante do aparelho de 25, qual o Kv e mAs a ser utilizado? 
KV = 2*e + k 
 
 
EXEMPLO 02) um exame de ombro, cujo espessura do objeto é de 14 cm e a constante 
do aparelho é de 30, calculem o Kv e o, mAs. 
 
 
 
 
EXEMPLO 03) um exame de mão, cujo espessura do objeto é de 04 cm e a constante 
do aparelho é de 25, calculem o Kv e o, mAs. 
 
 
 
 
EXEMPLO 04) um exame de cotovelo, espessura do objeto é de 05 cm e a constante do 
aparelho é de 35, calculem o Kv e o, mAs. 
 
 
 
50 
EXEMPLO 05) um exame de escápula, a espessura do objeto é de 12 cm e a constante 
do aparelho é de 35, calculem o Kv e o, mAs. 
 
 
 
Exemplo 06) em um exame de coluna lombar, a espessura do objeto é de 25 cm e uma 
constante do aparelho de 30, o cálculo total com o coeficiente miliamperímetrico fica? 
 
 
 
Exemplo 07) num exame de tórax de um paciente com 26 cm de espessura e uma 
constante de 35, devemos fazer o seguinte cálculo! 
 
 
 
Painel de controle 
Onde é feita a seleção de parâmetros de controle e o 
acionamento do feixe de Raios X para a aquisição da 
imagem. 
 
(Kv) 
FATORES FÍSICOS-TÉCNICOS DE QUALIDADE 
 
 
51 
 
Pode-se determinar a tensão de uma parte do corpo a ser radiografado com o 
auxílio de um acessório chamado de Espessômetro e da 
aplicação de uma fórmula a ser calculada. 
Fórmula: kV = 2 x E + k 
(E) ESPESSURA 
(K) CONSTANTE DO APARELHO (25-30-35-40) 
 
Exemplo: Uma prescrição médica de uma radiografia de cotovelo. Com o 
Espessômetro se tem 05 cm de espessura no local a ser examinado. Sabe-se que a 
constante do aparelho é 30, qual o kV ideal a ser aplicado neste exame? 
a) 29 
b) 40 
c) 35 
d) 47 
e) 39 
 
 
(Ma) 
Seletor de foco (filamento)Posto 
Foco fino 
 A imagem sai com mais detalhes 
 Feixe centralizado 
 Ênfase nas patologias 
 Extremidades 
 Baixa tensão elétrica 
 (25, 50, 100, 150) 
 
Foco grosso 
 Região do tronco 
 Ideal para órgãos e tecidos moles 
 Áreas maiores e mais espessas 
 Feixe espalhado 
 Suporta altas tensões 
 (200, 300, 400 e 500) 
 
 
 
52 
Onde será realizado o exame radiográfico 
 
Buck mural (estativa) 
Exames em bipedestação – Macas 
Buck horizontal (mesa) 
Exames em decúbito-Semi-ortostase 
Sem Buck (técnica livre) 
Os exames que não utilizam a gaveta Buck 
 
 
MAs 
Fatores técnicos de qualidade 
 
 
 
 
 
53 
Esses cálculos são para painéis cujo possuam o seletor, MAS. 
 
 
 
 
Caso seja um painel que possua apenas o seletor de tempo, deve-se pegar o resultado 
do, MAS é dividir pelo foco em que se está sendo realizado o exame. 
 
 
 
 
 
 
 
FAZ-SE NECESSÁRIO UMA CONVERSÃO DE MAS PARA TEMPO DE EXPOSIÇÃO 
 
Exemplo: radiografia de coluna lombo-sacro (rotina simples), a constante do aparelho 
é de 25, e a espessura da parte a ser radiografada é de 20 cm. 
Qual técnica se deve colocar neste exame? 
 
 
KV = 2 X E + K 
 
 
 
 
 
 
 
MAS = KV X C.M.M 
 
CONVERSÃO DE, MAS EM TEMPO 
GERALMENTE O FOCO (MA) USADO 
PARA COLUNA É DE 200 MA 
 TEMPO = MAS / FOCO 
 
 
 
54 
 
 
 
 
A preparação dos elétrons dentro do filamento selecionado e a rotação do ânodo 
 
 
 
Desliga toda energia aplicada dentro da ampola 
 
 
 
Dispara o feixe de elétrons durante o tempo pré-determinado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Preparo---Efeito termiônico 
Bloqueio 
Disparo

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