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ATENÇÃO
OS APARELHOS DE RAIOS X NÃO EMITEM RADIAÇÃO QUANDO DESLIGADOS.
ELES SÃO FONTES DE RADIAÇÃO SOMENTE QUANDO CONECTADOS À ALIMENTAÇÃO
ELÉTRICA E EM POSIÇÃO DE OPERAÇÃO.
Aspectos históricos
A história da Radiologia começou em 1895 com a descoberta experimental
dos raios X pelo físico alemão Wilhelm Conrad Roentgen.
Na época a medicina abraçou essa descoberta, pois havia se
tornado possível a visão do interior dos pacientes.
O Primeiro Aparelho Instalado no Interior do País
O Dr. José Carlos Ferreira Pires foi o primeiro médico a instalar um aparelho de
Raios X no interior do Brasil, na cidade de Formiga, Minas Gerais, a 600 km do Rio
de Janeiro. Hoje, o equipamento está no Museu de Cirurgia em Chicago.
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Nos primeiros exames de raios-x realizados,
não havia controle sobre a radiação que era
emitida contra o paciente.
Depois de um tempo foi descoberto que
isso trazia malefícios para as pessoas, então
os equipamentos foram adaptados para que
pudesse ser feito o controle e a proteção
radiológica, por meio de colimadores e
diafragmas e epi’s.
Física das Radiações X
A área radiológica que estuda a radiação x em larga escala com diversas finalidades;
diagnósticos, terapias, conservação de alimentos, teste de qualidade, investigação e
etc.
Mas, de onde vêm os raios x?
Como eles são formados?
Por que não os vemos?
Quais os perigos que eles oferecem?
Essas são perguntas que intrigam diversas pessoas, que fazem uso dessa ferramenta
preciosa.
INTRODUÇÃO
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RADIAÇÃO
É o processo pelo qual uma FONTE emite energia que se propaga no espaço.
Podemos dizer então que RADIAÇÃO é a transmissão, propagação, ou mesmo a
emissão de energia de um ponto a outro, podendo ou não causar trabalho
(ionização).
Radiação é energia em movimento, é a designação própria da energia emitida.
Podendo ser emitidas por ondas eletromagnéticas ou partículas carregadas.
ATENÇÃO
IRRADIAR: Significa lançar de si, emitir, espalhar, projetar algum tipo de
energia.
IRRADIADO: Algo que recebeu algum tipo de energia;
RADIAÇÃO IONIZANTE: É uma forma de radiação que carrega energia
suficiente para ionizar os átomos, que se usado sem controle pode causar
efeitos biológicos.
RADIAÇÃO NÃO IONIZANTE: É uma modalidade de radiação de baixa
frequência e baixa energia, sem risco de causa de dano celular.
RADIOATIVIDADE
É o fenômeno natural pelo qual algumas substancias ou elementos químicos
(chamados radioativos) são capazes de emitir radiação por si próprio, porém
possuem partículas instáveis e perdem sua energia de acordo com o tempo.
A perda de energia se denomina
DECAIMENTO RADIOATIVO
Ou
Tempo de ½ vida
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DIVISÃO DAS RADIAÇÕES
RADIAÇÃO ALFA:
Essa radiação possui carga positiva, é constituída por 2 prótons e
2 nêutrons, a barreira que não permite sua penetração é a folha
de papel.
A radiação alfa possui uma massa e carga elétrica relativamente
maior que as demais radiações, além de ser muito energética e menos penetrante.
RADIAÇÃO BETA:
A radiação beta é a que possui carga negativa, por isso se assemelha aos elétrons.
Os raios betas são mais penetrantes e menos energéticos
que as partículas alfas, conseguem atravessar o papel,
mas são facilmente barrados por folha de alumínio.
Beta (-)
Beta (+);
RADIAÇÃO X:
A radiação X é uma forma de radiação eletromagnética
indiretamente ionizante de natureza semelhante à luz.
RADIAÇÃO GAMA
A Radiação é bastante energética, mas é extremamente
penetrante, podendo atravessar o corpo humano, é detida
somente por uma parede grossa de concreto composto por
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alta espessura de chumbo. Por tais características, essa radiação é nociva à saúde
humana, ela pode causar má formação nas células.
NATUREZA CORPUSCULAR DAS RADIAÇÕES
ELETROMAGNÉTICAS
Quando a natureza da radiação é corpuscular, suas características são
determinadas pela carga, massa de repouso e velocidade das partículas que a
compõe.
Prótons, nêutrons e elétrons ejetados de átomos ou núcleos atômicos são exemplos
de radiação corpuscular.
Já sabemos que a radiação de natureza ondulatória é constituída por campos
eletromagnéticos que variam no espaço e no tempo, e, na maioria das vezes é
denotada por radiação eletromagnética.
FORMA (corpusculares – eletromagnéticas).
Caracteriza a maneira como as radiações se apresentam na natureza.
ORIGEM (nuclear – atômica).
Representa onde as radiações nascem.
INTERAÇÕES (ionizante – não ionizante).
Essa classificação se caracteriza com a maneira como as radiações se relacionam
com o ambiente.
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RADIAÇÕES CORPUSCULARES
POSSUI MASSA, FORMANDO OS ÁTOMOS E OS NÚCLEOS ATÔMICOS E SE
DIVIDE EM TRÊS PARTES
ALFA: OCORRE EM ÁTOMOS PESADOS, QUANDO O NÚMERO ATÔMICO É
MAIOR OU IGUAL A 92 E A RELAÇÃO ENTRE NÊUTRONS/PRÓTONS FOR
MAIOR QUE 1,5. (Z >= 92 E NP > 1,5).
BETA (-) NEGATRON: OCORRE EM ÁTOMOS COM NÚMERO ATÔMICO
MENOR QUE 92 E QUANDO A RELAÇÃO DE NÊUTRONS/PRÓTONS FOR
MAIOR QUE 1,5. (Z < 92 E NP > 1,5).
BETA (+) POSITRON: OCORRE EM ÁTOMOS COM NÚMERO DE PRÓTONS
MAIOR QUE O NÚMERO DE NÊUTRONS E A RELAÇÃO DE
NÊUTRONS/PRÓTONS FOR MENOR QUE 1. (Z < 92 E NP < 1)
Exemplos:
ALFA: OCORRE EM ÁTOMOS PESADOS, QUANDO O NÚMERO ATÔMICO É
MAIOR OU IGUAL A 92 E A RELAÇÃO ENTRE NÊUTRONS/PRÓTONS FOR
MAIOR QUE 1,5. (Z >= 92 E NP > 1,5).
ELEMENTO QUÍMICO
M = SÍMBOLO DO ELEMENTO.
A = Nº DE MASSA (SUPERIOR À DIREITA)
Z = Nº DE PRÓTONS (INFERIOR À ESQUERDA)
Z
M
A
X
A 290
95 Z
CLASSIFICAÇÃO DAS RADIAÇÕES
( FORMA )
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BETA (-) NEGATRON: OCORRE EM ÁTOMOS COM NÚMERO ATÔMICO
MENOR QUE 92 E QUANDO A RELAÇÃO DE NÊUTRONS/PRÓTONS FOR
MAIOR QUE 1,5. (Z < 92 E NP > 1,5).
BETA (+) POSITRON: OCORRE EM ÁTOMOS COM NÚMERO DE PRÓTONS
MAIOR QUE O NÚMERO DE NÊUTRONS E A RELAÇÃO DE
NÊUTRONS/PRÓTONS FOR MENOR QUE 1. (Z < 92 E NP < 1)
Observação
Quando nenhuma dessas fórmulas tiverem o resultado esperado, significa que o
elemento químico não possui radiação
Y
280
91
K
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. (Z < 92 E NP < 1)
. (Z < 92 E NP > 1,5).
. (Z >= 92 E NP > 1,5).
Ou seja, o elemento pode ser radioativo quando o resultado
das fórmulas baterem.
Caso o resultado não coincidir com nenhuma fórmula é
porque o elemento químico não é radioativo.
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Anotações
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RADIAÇÕES ELÉTROMAGNÉTICAS
O universo que nos rodeia é banhado por um ‘’ imenso’’ oceano de ‘’LUZES’’, por isso
se chama de radiação eletromagnética o conjunto de todas as luzes.
É uma forma de energia
Formato de ondulatório
(elétrico ou magnético)
Não possuem massa
Velocidade igual à da luz
(c = 3 x 10 m/s)
Sua energia depende do
comprimento da onda
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de maneira inversamente proporcional.
O espectro eletromagnético é o intervalo completo de todas as possíveis
frequências da radiação eletromagnética.
Ele se estende desde frequências abaixo das frequências de baixa frequência até a
radiação gama.
É muito usado em ciências como a Física e a Química, através da espectroscopia é
possível estudar e caracterizar materiais.
A frequência representa o número de ciclos por segundo que a onda se repete.
Os números de ciclos de sobe e desce por unidade de tempo, se define por
FREQUÊNCIA de onda e é medido por HERTS, sendo representada pela letra F.
As ondas tendem a ter um comprimento maior ou menor, sendo representada pela
letra grega LAMBDA.
As radiações do topo do espectro têm uma frequência maior, logo maior energia de
penetração.
OBS: o comprimento da onda é inversamente proporcional a frequência
CRISTA
VALE
CLASSIFICAÇÃO DAS RADIAÇÕES
( ORIGEM )
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ORIGEM NUCLEAR
Tem origem no núcleo do átomo instável
Alfa
Beta
Gama
São chamadas RADIOATIVAS, pois são consequência do fenômeno
RADIOATIVIDADE.
ORIGEM ATÔMICA
Se originam na ELETROSFERA atômica devido as transições eletrônicas e/ou
colisões entre partículas carregadas
Raios x
Ultravioleta
Calor
Luz visível
RADIAÇÃO IONIZANTE
SÃO AQUELAS RADIAÇÕES QUE PRODUZEM ÍONS NA MATÉRIA COM A QUAL
INTERAGEM
Raios gama
Raios x
Ultravioleta
Partículas (alfa, beta)
CLASSIFICAÇÃO DAS RADIAÇÕES
( INTERAÇÃO COM A MATÉRIA)
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NÃO IONIZANTES
Estas radiações apenas depositam suas energias no meio, normalmente causando
uma excitação atômico-molecular.
Ex: todas as demais radiações do espectro.
EFEITOS DA RADIAÇÃO SOBRE A MATÉRIA
Quando um feixe de radiação incide sobre um átomo, transmite a ele uma parte de
sua energia e induz uma desestabilização capaz de produzir três tipos de resultados:
Uma excitação na qual um elétron absorve a energia recebida e salta para um
nível mais afastado do núcleo;
Uma ionização, na qual o elétron adquire energia suficiente para se soltar do
átomo, que fica carregado positivamente;
Uma reação nuclear, na qual a radiação incide sobre o núcleo do átomo,
desencadeando processos radioativos de fissão nuclear, emissão de raios A/B/G.
PRODUÇÃO DE RAIOS X
Os raios x são produzidos através de uma colisão entre elementos de cargas
diferentes;
Elétrons interagem com o anteparo metálico;
Alta energia cinética (movimento);
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Transformações de energia.
Uma nuvem de elétrons sai acelerados do cátodo e são fortemente atraídos pelo
ânodo, que chegam a este com uma grande energia cinética (movimento).
Ao se chocarem bruscamente com o ânodo, eles perdem sua energia de
movimento (cinético), e cedem energia que estão nos átomos do ânodo.
Esses elétrons são então acelerados, e acelerados emitem ondas eletromagnéticas
que são os RAIOS X.
Formando 99% de calor e 1% de raios x
PROPRIEDADES FUNDAMENTAIS DOS RAIOS X
Causam Fluorescência Em Materiais Metálicos;
Enegrecem Placas Fotográficas;
Não Sofrem Desvios Em Campos Elétricos Ou Magnéticos;
Produzem Radiação Secundaria Em Todo Corpo Que Atravessa;
Propagam-Se Em Linha Reta, Em Velocidade Da Luz, (Do Ponto Focal) Para Todas
As Direções;
Provocam Mudanças Biológicas;
Atravessam Corpos Opacos A Luz.
Tubo de raios x (ampola)
Montada dentro de uma calota protetora forrada a
chumbo;
Evita a exposição de radiação fora do feixe útil e
possíveis choques elétricos;
Possui uma janela por onde passa o feixe de raios;
Os raios que não saem no feixe útil são chamados de radiação de fuga ou de
vazamento;
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AMPOLA DE ENCAPSULAMENTO
Recipiente fechado;
Feito de vidro temperado de alta espessura;
Suporte para ânodo e cátodo;
Ajuda na refrigeração;
Mantém o vácuo em seu interior;
CAMADAS DO TUBO (carcaça)
De fora para dentro
Ferro
Camada de chumbo (Pb)
Óleo refrigerador
Ampola de encapsulamento
Anotações
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(cátodo)
É o polo negativo do tubo de raios x;
Divide-se em duas partes:
o FILAMENTO CATÓDICO;
o COPO DE FOCO;
É a parte do tudo onde são acelerados os elétrons.
Constituído de cobre;
É onde é realizado a troca de foco;
Folheado a Tungstênio para suportar
altas temperaturas;
FILAMENTO CATÓDICO
Formato de espiral, com cerca de 2 mm de diâmetro e 1 e 3 cm de comprimento.
É onde é lançado os elétrons e feito o EFEITO TERMIÔNICO.
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O tungstênio tem um alto ponto de fusão (3400 C), que aumenta eficientemente a
emissão termiônica suportando altas temperaturas.
Copo catódico
Os elétrons têm carga negativa, quando
acelerados perdem energia devido sua
dispersão.
O filamento tem uma capa também com
carga negativa que mantém os elétrons
envolvidos nele mantendo-os
concentrados.
Dar proteção ao filamento (s), dependendo
do número de foco (s) que o ânodo possui.
Possui boa condutividade térmica, pois o
filamento aquece até cerca de 2000oC para que haja o efeito termiônico.
O material usado é metálico com ligas que misturam alumínio, tungstênio e
molibdênio.
Foco duplo
Os aparelhos de raios x diagnósticos possuem 2 pontos focais(um grande e outro
pequeno)onde a escolha é feita no seletor de MA no painel de controle.
Foco menor (1 cm);
Foco maior (3 cm);
denominados de:
FOCO FINO(FF)
FOCO GROSSO(FG)
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(Ânodo)
É o polo positivo do tubo de raios x, se dividindo em anodo fixo e anodo giratório.
É ele que recebe os elétrons acelerados pelo catodo, direcionando o feixe de raios x
para a janela.
ANODO FIXO
Os elétrons colidem num único ponto focal, produzindo altas temperaturas;
Esse tipo de ânodo só usa 1 único filamento (FF), e é necessário um tempo de
exposição longo.
Só o encontramos em tubos onde não se tem
corrente de alta tensão;
Aparelhos portáteis;
Unidades de Mamografia;
Raios x dentários;
Aparelhos móveis
ANODO GIRATÓRIO OU ROTATÓTIO
Devido a sua resistência de uma maior intensidade de corrente, proporciona um
tempo maios curto e é utilizado na
maioria dos aparelhos de raios x.
Tem a capacidade de produzir feixe mais
intensos.
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ALVO, FONTE, PONTO DE FOCO OU PISTAFOCAL
É o local onde recebe-se o impacto dos elétrons.
No anodo fixo o alvo é em formato retangular, a colisão é
sempre no mesmo ponto, produz maior quantidade de calor.
No anodo giratório o alvo é em forma de disco, a colisão é em
locais diferentes, produz baixa quantidade de calor.
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Tungstênio
Possui alto número atômico, acarreta grande eficiência na
produção de raios x;
Condutividade térmica alta, produz uma rápida dissipação de
calor;
Ponto de fusão (3400c), superior a temperatura dos elétrons
que o bombardeiam(2000c).
ANODO FIXO E ROTATÓTIO
Possui uma base fixa, onde o bombardeio dos elétrons é sempre no
mesmo lugar, proporciona maios quantidade de calor, trabalha com
tensões baixas.
Por ter um eixo que gera rotação, os elétrons
bombardeiam o ânodo em locais diferentes, proporciona
maiores tensões além de dissipar mais o calor produzido.
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Anotações
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CUIDADOS COM O TUBO
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O painel de controle é onde se seleciona as técnicas, baseado em diferentes partes
anatômicas;
VALORES MAXIMOS DE OPERAÇÃO
Seguir à risca os valores relacionados na tabela de técnicas, erro de técnicas
danificam o Tubo.
VALORES ERRADOS NA APLICAÇÃO DAS TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS
DANIFICAM O ÂNODO.
Cada sala de exames radiológicos tem ao alcance da mesa de
comando uma tabela de exposições, para que o profissional
possa avaliar qual técnica a ser usada em determinado exame.
Uma técnica errada além de não formar uma boa imagem
pode acarretar em danificar o tubo de raios x.
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EFEITO JOULE
Ao LIGAR o aparelho de raios x, uma pequena quantidade corrente elétrica é enviada
ao cátodo (polo negativo) do tubo.
Ao percorrer os (filamentos catódicos), a energia elétrica o pré-aquece esses filamentos.
É o Efeito Joule (1818-1889), pré-aquecimento dos filamentos catódicos com uma
carga mínima de corrente elétrica ao ligar o aparelho.;
O pré-aquecimento (dos) filamentos catódicos com uma carga mínima de corrente
elétrica ao ligar o aparelho.;
EFEITO TERMIÔNICO.
super aquecimento do filamento selecionado e concentração dos
elétrons a ponto de disparo dos raios x.
Filamento super aquecido
Sistema Elétrico dos Raios X
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Sistema Elétrico de um Raio-X
SISTEMA BÁSICO
Desde a fabricação dos primeiros equipamentos radiográficos até os modernos
equipamentos telecomandados, o que mais evoluiu foi, realmente, o sistema elétrico
de alimentação da ampola e o sistema de autocontrole de tensão, corrente e tempo.
SISTEMA SIMPLIFICADO
No painel existem voltímetros para demonstração real disponibilizada ao aparelho;
Existe um botão seletor de Miliamperagem;
Existe um botão de determina a Quilovoltagem;
Existe um botão que informa o tempo de exposição;
Botão de preparo da ampola;
Botão para disparo dos raios x;
PARA O AJUSTE DO KV NA AMPOLA, TEMOS DOIS BOTÕES
Grosso - permite uma variação da ordem de (dezenas de kV), através de grandes
deslocamentos do (tap) superior do secundário do transformador.
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Fino - o deslocamento no tap do secundário é muito
menor, permitindo ajustes das (unidades de kV) na
técnica escolhida. Assim, torna-se mais rápida e precisa
a alteração dos valores de tensão na ampola.
Há um circuito de tempo responsável pela real aplicação da alta diferença de
potencial entre ânodo e cátodo.
É propositadamente localizado após a seleção de tensão (Kv) para
que se tenha a certeza de que a radiação será gerada apenas durante
o tempo pré-estabelecido, nem mais nem menos.
Assim, uma vez findo o tempo programado, o circuito irá cortar a
tensão e a ampola não produzirá mais radiação X.
A relação de transformação de energia é fixa, da ordem de 1--1000 (1kv = 1000V dentro
da ampola de raios x), em Quilovoltagem.
Nos primeiros aparelhos construídos no tempo da 2°Guerra Mundial,
o transformador de alta tensão era incluído no próprio cabeçote.
Porém, está em desuso, pois o cabeçote torna-se muito pesado.
RETIFICADOR DE LINHA
TENSÃO RETIFICADA
Após o transformador de alta tensão, é colocado um sistema de retificação de tensão
em seu interior.
A retificação é necessária para
garantir que a tensão do ânodo seja
sempre positiva em relação ao cátodo.
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CONJUNTO GERADOR DE RAIOS X
1. Gerador de tensão;
2. Mesa de comando;
3. Tubo de raios x;
4. Mesa de exames;
5. Buck vertical;
6. Barreira protetora.
7. Cabos elétricos/alta tensão.
Módulos Básicos de um Raios X
Cabeçote – Responsável pela produção dos Raios X;
Estativa - Onde fica fixado o cabeçote e que permite fazer o direcionamento do
feixe;
Mesa - Permite acomodar o paciente para a aquisição das imagens horizontais;
Mural - Mesma função da mesa, mas é utilizado para posicionamentos verticais do
paciente;
Gerador de alta-tensão - Função de ajustar a tensão da rede e retifica a corrente
elétrica;
Painel de comando – Onde é feita a seleção de parâmetros de controle e o
acionamento do feixe de Raios X.
Localização dos Módulos do Raios X
A mesa, o mural e o cabeçote são localizados na sala de exames.
O painel de controle pode ser posicionado dentro de um biombo baritado, com
janela de vidro de alto teor de chumbo que permita visualizar o paciente.
Os aparelhos d raios x são divididos em: móvel, convencional e telecomandado.
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O Aparelho de Raios X
Anotações
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DURANTE O DISPARO, PARTICULARMENTE, AS RADIAÇÕES PODEM SER
CLASSIFICADAS COMO:
RADIAÇÃO PRIMARIA:
RADIAÇÃO SECUNDARIA:
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RADIAÇÃO PRIMARIA:radiação que sai da fonte (tubo) em
direção ao objeto (paciente), em linha reta.
RADIAÇÃO SECUNDARIA: radiação que sai do objeto atingido se projetando
para várias direções em linha reta.
Os raios x, assim como a luz, irradiam em todas as direções (a partir da fonte).
O tubo de raios x está situado num alojamento de metal que detém a maioria da
radiação.
Somente uma quantidade útil sai do tubo, denominado de feixe primário.
O ponto central geométrico é chamado de raio central (RC).
RAIO CENTRAL
Descreve a direção dos raios X quando este atravessa o paciente, projetando uma
imagem no filme radiográfico.
O Rc sempre incide no meio da estrutura que vai ser estudada.
O acionamento dele se dá pelo colimador.
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FATORES QUE AFETAM A ABSORÇÃO DOS RAIOS X
Tais fatores tem influência na radiografia depois de revelada, se usados de forma
correta deixam uma imagem com boa qualidade.
SÃO ELES:
Espessura
Densidade
Meios de contraste
Foco fino
Foco grosso
Distancia foco filme
Distância objeto filme
ESPESSURA: Obviamente que um pedaço de material mais ‘’GROSSO’’
absorve mais radiação X do que um pedaço mais ‘’FINO’’.
DENSIDADE: Pode ser descrita como o grau de enegrecimento
da radiografia processada. Quanto maior a densidade da
estrutura, é maior a quantidade de luz na radiografia.
MEIOS DE CONTRASTE: são substancias que diferem
órgãos e estruturas que dificilmente podem ser vistos em
radiografia.
PUNÇÃO VENOSA E MEIOS DE CONTRASTE
A punção venosa periférica trata-se de um
procedimento invasivo comumente realizada por
profissionais de enfermagem e radiologia, sendo muito
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utilizada na assistência à pacientes submetidos a exames com meios de contraste.
Os meios de contraste radiológicos são compostos introduzidos no organismo, que
permitem aumentar a definição das imagens radiográficas, que não são vistas nos
raios x comuns.
Essas substâncias possibilitam obtenção de imagens de alta definição e, com isso,
maior precisão em exames de diagnóstico por imagem.
FOCO FINO (FF): Utilizado para se obter uma imagem radiográfica mais detalhada
(25ma,50ma, 100ma, 150ma). Possibilita o estudo de partes ósseas.
Exemplo: {MMSS-MMII-COL.CERVICAL-SPN}.
FOCO GROSSO (FG): Apresenta a vantagem de suportar alta corrente com tempo
baixo (200 ma, 300 ma, ou mais). Possibilita estudo de partes moles;
Exemplo: CRÂNIO, TÓRAX, ABDOME e PELVE;
DISTÂNCIA FOCO-FILME (DFF): Quanto maior a DFF, menor o poder de
penetração no objeto (paciente) e vice-versa.
EXISTEM 03 DISTÂNCIAS DESTINTAS
1M/ 1,20m: distância mínima, usada para extremidades e todos os exames
realizados na mesa de exames;
1,5 M: usada para exames de tórax pediátrico e coluna cervical em perfil;
1,83 M: usado em exames de arcos costais e tórax adulto;
DISTÂNCIA OBJETO FILME (DOF): Quanto menor for a distância do objeto
para o filme, mais real o tamanho da imagem ficará evitando uma magnificação.
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ANGULAÇÃO DO TUBO DE RAIOS X: É uma rotação que é feita no tubo
usando valores específicos que serve para uma melhor visualização de estruturas
anatômicas, ou seja, algumas partes do corpo ficam sobrepostas (uma em cima da
outra), esta angulação quando utilizada pode visualizar tais estruturas
(Exe.: joelho, calcâneo, crânio, pé e etc.).
É uma rotação feita no tubo, usando valores específicos que servem para uma melhor
visualização de estruturas anatômicas, ou seja, algumas partes do corpo ficam
sobrepostas (uma em cima da outra).
Crânio ossos da face
Joelho patela
Coluna cervical mandíbula
Ombro acrômio
Pé ossos tarsais
Coluna lombo-sacro perfil quadril
De 0° e 90° o Ângulo é reto
Entre 5° e 85° tem *angulação*
ANGULAÇÃO DO TUBO DE RAIOS X:
Angulação cefálica ou cranial
Quando o raio central é direcionado para a cabeça;
Angulação caudal ou podálico
Quando o raio central é direcionado aos pés;
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Perpendicular
Quando o raio central sai em linha reta, formando ângulos de 0°, 90°;
Tangencial
Quando o raio central incide de forma ríspida, de raspão na estrutura
anatômica;
KILOVOLTAGEM: Quando aplicada ao tubo age como intensificador de raios X,
quanto mais KV, mais energéticos e penetrantes são os raios X.
A tensão medida em quilovolt - kV expressa a qualidade dos raios X. Quanto maior o
Kv utilizado, mais penetrantes, e maior será a sua força de atravessar materiais mais
espessos e mais densos, dando mais ênfase no contraste da radiografia.
Pode-se determinar o Kv de uma parte do corpo a ser radiografado com o auxílio de
um acessório chamado de Espessômetro e da aplicação da seguinte fórmula:
KV= 2 x E + K.
Em que (E) representa a espessura da parte a ser radiografada e (K), a constate do
aparelho.
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Exemplos:
Uma paciente da entrada no setor de radiologia com uma prescrição médica
solicitando uma radiografia de cotovelo.
Ao usar o Espessômetro o técnico observa que a estrutura a ser radiografada tem 06
cm de espessura.
Sabe-se que a constante do aparelho é de 35, com base nessas informações qual kV
ideal a ser usado neste exame?
a) 26
b) 35
c) 29
d) 47
e) 12
Uma prescrição médica solicitando uma radiografia de joelho, a estrutura a ser
radiografada tem 08 cm de espessura. Sabe-se que a constante do aparelho é de 30,
com base nessas informações qual kV ideal a ser usado neste exame?
a) 46 c)49 e)22
b) 45 d)77
Uma prescrição médica solicitando uma radiografia de tornozelo, a estrutura a ser
radiografada tem 04 cm de espessura. O kV que foi usado neste exame foi de 38, qual
era a constante do aparelho?
a) 31
b) 35
c) 29
d) 30
e) 40
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Uma radiografia da mão esquerda com gesso seco foi solicitada ao setor de raios x, a
constante da máquina é de 30 e o kV que foi usado neste exame foi de 36, qual era a
espessura do objeto de estudo?
a) 7
b) 3
c) 4
d) 5
e) 2
Espessômetro
Durante a realização de um exame radiográfico, diversos fatores
influenciam na produção e qualidade de uma imagem de raios-x.
Um dos principais fatores que contribuem par a qualidade dos
exames é o uso do Espessômetro.
Sem o Espessômetro não se pode avaliar a real medida da
espessura do paciente para o cálculo de dose na tabela de
exposição.
O Espessômetro é um instrumento que serve para que o
profissional da radiologia (Tecnólogo ou Técnico) tenha como
referência, a espessura da estrutura que será radiografada.
O Espessômetro é fabricado em alumínio polido com escala em
centímetros e polegadas, medida máxima 40cm ou 16 polegadas.
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FILTRAGEM: filtrar é remover raios inúteis, de baixa energia
A FILTRAGEM SE SUBDIVIDE EM DUAS PARTES
FILTRAÇÃO INERENTE: É a filtragem que acontece
no próprio tubo através de seus elementos como a
superfície de vidro e o óleo isolante ao redor da ampola.
Principal função do óleo solúvel (primária)
Dissipação de calor gerado na ampola, quer dizer a eliminação total ou parcial de
todo o calor gerado dentro da ampola na produção dos raios x;
Função (secundária) do óleo solúvel
Ajuda também na filtração dos raios de baixa energia que saem pela janela da ampola
FILTRAÇÃO ADICIONAL OU ARTIFICIAL: É a filtragem que ocorre
propositalmente, através de folhas de metal inseridas no
tubo (como no caso do alumínio) cuja função é remover os
raiosde baixa energia.
Os raios de baixa energia, são responsáveis por produzir radiação
secundária
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ABSORÇÃO DIFERENCIAL PARA O CORPO HUMANO
Essa diferenciação se da principalmente pelo biótipo do corpo humano, o tipo físico
que o paciente possui no corpo como um todo quanto para áreas mais específicas.
OS PRINCIPAIS PARÂMETROS TÉCNICOS USADOS SÃO
DENSIDADE
ESPESSURA
Exemplo de 03 radiografias (mão, antebraço, cotovelo), para cada estrutura se tem um
parâmetro técnico diferente por mais que os exames sejam no membro superior,
porém cada uma estrutura possui espessura e densidade diferentes.
Exemplo de 03 radiografias (mão, antebraço, cotovelo), para cada estrutura se tem um
parâmetro técnico diferente por mais que o exame seja no membro superior, porém
cada uma estrutura possui espessura, densidade e número atômicos diferentes.
O corpo humano se constitui de diferentes partes e formas, que absorvem radiação X
de forma diferenciada.
De acordo com cada densidade da estrutura, o Mas é o responsável pela definição e
detalhe da imagem.
Quanto maior o Mas, maior será a corrente elétrica que é medida em miliamperes;
Expressa a quantidade de raios x utilizados em um determinado exame;
Miliamperagem por segundo
m.A.s
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TEMPO DE EXPOSIÇÃO
Expressa a duração da emissão dos raios x condicionados também a quantidade de
raios utilizada em determinado exame radiológico.
A qualidade de imagem radiográfica é um fator determinante na hora de realizar um
diagnóstico
Além de interferir no julgamento dos médicos(podendo até resultar em erros graves
de diagnóstico), uma imagem radiológica de má qualidade obriga o médico a
reavaliar os exames.
Os fatores radiográficos que afetam a qualidade das imagens (digital e convencional)
e como evitar problemas como:
https://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/clinica-de-radiologia-condenada-por-erro-de-diagnostico-6996828
https://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/clinica-de-radiologia-condenada-por-erro-de-diagnostico-6996828
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Erros médicos;
Repetição de exames;
Demora nos atendimentos;
Custos e despesas desnecessárias;
Exames sem qualidade.
Vantagens de uma boa QUALIDADE DE IMAGEM
RADIOGRÁFICA?
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FATOR #1: DENSIDADE
A densidade radiográfica, também conhecida como densidade óptica, é o grau de
enegrecimento da imagem.
Ela é responsável pelo escurecimento dos exames. Quanto maior for a densidade, mais
escura será a imagem.
O controle da densidade é feito, principalmente, pelo seletor (Mas) no painel de
comando.
POUCO mAs
Muito mAs
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A causa de densidades diferentes pode ser causada também por
Distâncias (DFF, DOF,);
Espessura das estruturas anatômica;
Um outro fator que controla a densidade é A REGRA DO INVERSO DO
QUADRADO DA DISTÂNCIA;
Quando a distância entre o foco e o objeto é duplicada, a intensidade da energia
diminui para ¼ da energia anterior;
A distância entre o objeto ao receptor de imagem é muito importante também, pois
quanto mais longe a estrutura está afastada do filme, maior será sua magnificação
1 m
2,0m
AP PA
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FATOR: 2 # DETALHE
O detalhe é um fator de qualidade de imagem definido como nitidez das estruturas
visualizadas na radiografia.
A nitidez é importante para visualizar os traços anatômicos, como as linhas finas e as
bordas dos tecidos.
Os traços anatômicos de cada estrutura precisam ser visualizados para diferenciar as
lesões.
O controle do detalhe na imagem é realizado pelo tamanho do ponto focal (MA), que
é selecionado no painel de controle do aparelho, quanto menor o ponto focal,
melhores são os detalhes na imagem.
Os movimentos voluntários e involuntários do paciente
também influência no detalhe da imagem, para isso é
necessário um menor tempo de exposição e atenção aos
movimentos dos pacientes no momento de disparar o
raios-x.
Fator # 3 contrastes
O contraste na imagem radiográfica é a diferença dos tons de cinza ao redor da
estrutura anatômica estudada.
Quanto maior a diferença de densidades, maior o
contraste. O contraste tem uma importante função, tornar
visível os detalhes anatômicos de uma radiografia.
O contraste é a diferencia os tecidos de acordo com a sua
densidade
O fator para controlar o contraste é a Quilovoltagem (kV).
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Fator # 4 distorções
A distorção é a representação errada do tamanho ou da forma da estrutura na imagem
radiográfica.
Uma distorção exagerada torna a radiografia inaceitável para o diagnóstico.
Quando uma imagem está com distorção, podemos assumir que as estruturas não
foram capturadas corretamente pelo receptor.
COMO MINIMIZAR ADISTORÇÃORADIOGRÁFICA?
Aumentando o DFoFi;
Diminuindo o DOF;
Imobilizando a estrutura de estudo corretamente;
OUTROS FATORES IMPORTANTES
Além dos fatores “tradicionais”, existem outros aspectos que podem alterar a
qualidade ou até invalidar as imagens.
RUÍDO RADIOLÓGICO
O ruído, na imagem radiográfica, é uma variação
aleatória da densidade de fundo da imagem. Esta
variação pode dar às imagens uma aparência granulada
ou borrada.
É caracterizado como erro de técnicas no painel de
comando ou má qualidade dos receptores de imagem.
ARTEFATOS RADIOLÓGICOS
Os artefatos radiológicos são deformações nas radiografias gerados por alguma
intervenção externa pós-processamento.
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PRINCIPAIS MOTIVOS QUE GERAM ARTEFATOS NAS IMAGENS
Marcas de dedos provocadas pelo manuseio do filme;
Dobrando a película(fricção)
Objetos metálicos não retirados durante o exame;
Manchas e sujeira no receptor de imagem;
Deixando cair no chão(arranhão)
Molhando a película(umidade)
IMAGEM SUB-EXPOSTA
Uma radiografia sub-exposta corresponde à uma imagem deficiente de exposição, que
deverá ser corrigida alterando para mais os fatores de exposição
Radiológica
(Kv e mAs)
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IMAGEM SUPER EXPOSTA
Uma radiografia superexposta consiste em uma radiografia que sofreu uma exposição
acentuada, acima do normal. Também precisa ser corrigida.
Efeito anódico / talão
A intensidade de radiação que atinge o paciente não é uniforme, o efeito anódico é
uma variação de raios X devido ao ângulo do ponto de foco do anodo.
OBS: A intensidade de radiação tem maior intensidade pro lado do catodo do
que em relação ao anodo.
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Biótipo corporal: o que é, tipos e como identificar
O biótipo corporal corresponde ao modelo de corpo que pode ser influenciado pela
constituição óssea, metabolismo, massa muscular e quantidade de gordura.
HIPER-ESTÊNICO:
Tem um tórax mais largo com abdome arredondado, torna-se
difícil se basear por marco topográficos devido ao excesso de tecido
adiposo (gordura).
ESTÊNICO:
Entre a populaçãoé o mais próximo (nem magro –nem gordo)
da média é ligeiramente atarracado e mais musculoso.
HIPO-ESTÊNICO:
É um pouco menos, mais próximo da média sendo um pouco
mais magro e mais alto.
ASTÊNICO:
É magro ao extremo com sua cavidade torácica muito rasa e bem
estreita, tecidos internos maiores (Sibite baleado).
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O objetivo de uma radiografia é obter imagens no tamanho mais exato
possível(nítido), e três fatores que afetam essa nitidez são:
1. GRAU DE BORROSIDADE:
ligado diretamente a (DFF/FF/FG);
Erro de distância: Imagens Sem Detalhe
Erro de foco: Imagens Sem Definição
2. AMPLIAÇÃO DA IMAGEM:
Ligado diretamente a (DOF);
Magnificação da imagem.
Distorção de estruturas.
3. MOVIMENTO:
Imobilizar a estrutura a ser radiografada;
Diminuir tempo de exposição.
Acessórios radiográficos
FILME RADIOGRÁFICO:
Consiste em uma emulsão fixada numa base de poliéster, que contém suspensão de
cristais de brometo de prata em material gelatinoso.
A imagem que é fixada no filme depois da interação com os raios X e que ainda não foi
revelada é chamada de IMAGEM LATENTE.
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Após a revelação os cristais expostos se reduzem a prata metálica, sendo retirado do
filme os cristais não expostos e fixando a imagem na película.
COMPOSIÇÃO DO FILME:
GELATINA OU EMULSÃO: É um composto gelatinoso onde mantem concentrados os
cristais de prata;
REVESTIMENTO: Camada protetora para diminuir danos na superfície do filme;
SUPORTE: É a base do filme feita de poliéster;
HALETO DE PRATA: Grãos de prata.
RADIAÇÕES DISPERSAS
Quando os raios x interagem com a matéria, para formar uma imagem, eles podem ser
ABSORVIDOS, TRANSMITIDOS ou ESPALHADOS.
Mais nem toda radiação que interage com o objeto será útil na formação da imagem,
uma parte será espalhada pelos átomos que compõem o objeto, é chamada de radiação
secundária ou também conhecida como radiação dispersa.
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ÁREAS RADIOGRAFADAS
Quanto maior a área (volume) a ser radiografada maior será a radiação dispersa, ou
seja, se em uma radiografia de mão o foco é pequeno, pouca radiação secundária será
produzida.
Mais já no caso de um tórax, o foco é bem maior, contanto a produção de radiação
secundária é bem maior.
FATORES DE REDUÇÃO DE RADIAÇÃO DISPERSA
O feixe primário deve ser limitado a um tamanho e forma que cubra precisamente a
área de interesse diagnóstico, as áreas não irradiadas não contribuem para a dispersão
nem para a dosagem do paciente.
Tais fatores se subdividem em:
DIAFRÁGMAS DE ABERTURA (colimadores):
Consistem em lâminas de chumbo com aberturas
retangulares, quadradas ou circulares colocadas nos
feixes de raios x perto da janela do tubo.
CILINDROS:
São tubos metálicos que fornecem campos retangulares
ou circulares, estes cilindros quando usado são de grande ajuda para uma melhor
visualização de uma área específica com maior detalhe e
definição.
São usados para exames (localizados).
São acoplados no colimador.
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GRADE ANTIDIFUSORA:
É um dispositivo formado por tiras alternadas de chumbo e fibra de alumínio
(espaçadores), o chumbo absorve a radiação dispersa enquanto os espaçadores
permitem a passagem do feixe primário.
A grade tem a função de reduzir a radiação secundária, e os exames que são realizados
usando a grade tem maior definição.
São localizadas dentro da gaveta Buck
RADIAÇÃO DE FUGA OU VAZAMENTO
Depois da interação dos elétrons com o alvo anodo, quando transformada em ondas
eletromagnéticas, a radiação corre para todos os lados da ampola.
A radiação que não sai pela janela, é barrada pela camada de chumbo interna da
carcaça.
Anotações
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Os écrans têm tamanho em conjunto com os chassis e os filmes;
Variam para cada determinado tipo de exame;
Podem ser:
13x18
18x24
24x30
30x40
35x35
35x43
Técnicas radiográficas
Kv e mAs
O KV determina o contraste que significa os (tons de cinza) na imagem;
O MA é o responsável pela troca de foco;
O mAs é responsável pela densidade, e o detalhe da imagem
O mAs é o resultado da multiplicação do valor colocado no comando (MA), pelo valor
colocado no comando (TEMPO).
MA (FOCO) X TEMPO (S) = MAS
Num determinado exame, o foco ainda continua para identificar as estruturas a serem
estudadas (FF e FG), na inclusão do, mAs será lançada a corrente e vai ser a
responsável pelo enegrecimento da imagem.
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Cintura escapular;
Crânio;
Ombro;
Úmero;
Fêmur;
Quadril;
Coluna cervical;
MMSS
Mão;
Punho;
Antebraço;
Cotovelo.
MMII
Pé;
Tornozelo;
Perna.
Calcâneo
Joelho
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CÁLCULO, mAs (áreas específicas)
mAs = KV * CM
(CM) = coeficiente miliamperímetrico, é um valor predeterminado para cada área
Abdome/pelve = 0,70;
Colunas (TORÁCICA/LOMBAR) = 0,50;
Tórax = 0,1
EXEMPLO 01) radiografia de tornozelo, com a espessura do objeto de 09 cm e a
constante do aparelho de 25, qual o Kv e mAs a ser utilizado?
KV = 2*e + k
EXEMPLO 02) um exame de ombro, cujo espessura do objeto é de 14 cm e a constante
do aparelho é de 30, calculem o Kv e o, mAs.
EXEMPLO 03) um exame de mão, cujo espessura do objeto é de 04 cm e a constante
do aparelho é de 25, calculem o Kv e o, mAs.
EXEMPLO 04) um exame de cotovelo, espessura do objeto é de 05 cm e a constante do
aparelho é de 35, calculem o Kv e o, mAs.
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EXEMPLO 05) um exame de escápula, a espessura do objeto é de 12 cm e a constante
do aparelho é de 35, calculem o Kv e o, mAs.
Exemplo 06) em um exame de coluna lombar, a espessura do objeto é de 25 cm e uma
constante do aparelho de 30, o cálculo total com o coeficiente miliamperímetrico fica?
Exemplo 07) num exame de tórax de um paciente com 26 cm de espessura e uma
constante de 35, devemos fazer o seguinte cálculo!
Painel de controle
Onde é feita a seleção de parâmetros de controle e o
acionamento do feixe de Raios X para a aquisição da
imagem.
(Kv)
FATORES FÍSICOS-TÉCNICOS DE QUALIDADE
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Pode-se determinar a tensão de uma parte do corpo a ser radiografado com o
auxílio de um acessório chamado de Espessômetro e da
aplicação de uma fórmula a ser calculada.
Fórmula: kV = 2 x E + k
(E) ESPESSURA
(K) CONSTANTE DO APARELHO (25-30-35-40)
Exemplo: Uma prescrição médica de uma radiografia de cotovelo. Com o
Espessômetro se tem 05 cm de espessura no local a ser examinado. Sabe-se que a
constante do aparelho é 30, qual o kV ideal a ser aplicado neste exame?
a) 29
b) 40
c) 35
d) 47
e) 39
(Ma)
Seletor de foco (filamento)Posto
Foco fino
A imagem sai com mais detalhes
Feixe centralizado
Ênfase nas patologias
Extremidades
Baixa tensão elétrica
(25, 50, 100, 150)
Foco grosso
Região do tronco
Ideal para órgãos e tecidos moles
Áreas maiores e mais espessas
Feixe espalhado
Suporta altas tensões
(200, 300, 400 e 500)
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Onde será realizado o exame radiográfico
Buck mural (estativa)
Exames em bipedestação – Macas
Buck horizontal (mesa)
Exames em decúbito-Semi-ortostase
Sem Buck (técnica livre)
Os exames que não utilizam a gaveta Buck
MAs
Fatores técnicos de qualidade
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Esses cálculos são para painéis cujo possuam o seletor, MAS.
Caso seja um painel que possua apenas o seletor de tempo, deve-se pegar o resultado
do, MAS é dividir pelo foco em que se está sendo realizado o exame.
FAZ-SE NECESSÁRIO UMA CONVERSÃO DE MAS PARA TEMPO DE EXPOSIÇÃO
Exemplo: radiografia de coluna lombo-sacro (rotina simples), a constante do aparelho
é de 25, e a espessura da parte a ser radiografada é de 20 cm.
Qual técnica se deve colocar neste exame?
KV = 2 X E + K
MAS = KV X C.M.M
CONVERSÃO DE, MAS EM TEMPO
GERALMENTE O FOCO (MA) USADO
PARA COLUNA É DE 200 MA
TEMPO = MAS / FOCO
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A preparação dos elétrons dentro do filamento selecionado e a rotação do ânodo
Desliga toda energia aplicada dentro da ampola
Dispara o feixe de elétrons durante o tempo pré-determinado
Preparo---Efeito termiônico
Bloqueio
Disparo