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Documento 01: 
Deve, ainda, um príncipe mostrar-se amante das virtudes, dando oportunidade 
aos homens virtuosos e honrando os melhores numa arte. Ao mesmo tempo, 
deve animar os seus cidadãos a exercer pacificamente as suas atividades no 
comércio, na agricultura e em qualquer outra ocupação, de forma que o 
agricultor não tema ornar as suas propriedades por receio de que as mesmas 
lhe sejam tomadas, enquanto o comerciante não deixe de exercer o seu 
comércio por medo das taxas; deve, além disso, instituir prêmios para os que 
quiserem realizar tais coisas e os que pensarem em por qualquer forma 
engrandecer a sua cidade ou o seu Estado. Ademais, deve, nas épocas 
convenientes do ano, distrair o povo com festas e espetáculos. E, porque toda 
cidade está dividida em corporações de artes ou grupos sociais, deve cuidar 
dessas corporações e desses grupos, reunir-se com eles algumas vezes, dar de 
si prova de humanidade e munificência, mantendo sempre firme, não obstante, 
a majestade de sua dignidade, eis que esta não deve faltar em coisa alguma. 
(O príncipe, Maquiavel, 1469-1527) 
 
*** 
 Olá amigos (as), a imagem real era construída também com 
palavras, faladas e escritas, em prosa e verso, em francês e latim. Os meios 
orais incluíam sermões e discursos (dirigidos aos Estados provinciais, por 
exemplo, ou feitos por embaixadores no exterior). Poemas em louvor ao rei 
eram continuamente produzidos. Histórias do reinado foram escritas, 
difundidas e até publicadas enquanto o rei ainda vivia. Havia também eventos 
multimídia, em que palavras, imagens, ações e músicas formavam um todo. 
Tendo em vista a leitura do documento acima citado e a Charge, anote suas 
conclusões acerca da construção do rei. 
 
 
Imagem 01: 
 
 REI LUIS Luís Rei Luís XIV 
“Um estudo Histórico”, Frontispicio para the Paris Sketchbook, de titmarsh (W.M 
thackeray), 1840. British Library, Londres 
 
Anote suas conclusões no caderno! 
 
ESTAÇÃO 1 
O Absolutismo Monárquico 
 
 
 
 
 Documento 02: 
[...] As gentes desta ilha e de todas as outras que encontrei e das quais tive notícia, 
andam todas desnudas, homens e mulheres, assim como as mães os parem, ainda que 
algumas mulheres se cubram num único lugar com uma folha de erva, ou uma coberta 
de algodão feita para isto. [...] havia dado a eles tudo que tinha, assim como tecidos e 
outras muitas coisas, sem receber deles coisa alguma; mas são medrosos assim sem 
remédio. Verdade é que, depois que se certificavam e perdiam o medo, eles eram tão 
sem malícia e eram tão liberais com o que têm, que não creríeis sem o ver. Das coisas 
que eles têm, pedindo-se-lhas, jamais dizem não; pelo contrário, convidam a pessoa 
consigo e demonstram tanto amor que dariam os próprios corações, e quer seja algo de 
valor, ou seja coisa de pouco preço, trocam logo por qualquer outra coisinha, de 
qualquer maneira, que eles se vão contentes. Eu defendi que não lhes dessem coisas tão 
reles, como pedaços de caldeirões furados, ou pedaços de vidro quebrado, ou alfinetes, 
pois quando eles recebiam isto, para eles parecia ser a melhor joia do mundo. Ocorreu 
haver um marinheiro que recebeu, por uma ponta de cadarço, o equivalente ao peso de 
ouro de dois castelhanos e meio; e outros, de outras coisas que valiam muito menos, 
muito mais; já por moedas de prata davam tudo que tinham, mesmo que fossem dois ou 
três castelhanos de ouro, ou uma arroba ou duas de algodão. Até os pedaços de arcos 
quebrados dos barris eles aceitavam, e davam o que tinham como animais; assim isto 
me pareceu mal, e eu o defendi, e eu dava com alegria mil coisas boas. (Carta de 
Cristóvão Colombo anunciando a descoberta da América, ilhas de Canária, em 15 de 
fevereiro, ano 1493) Acessado:<http://www.revistasamizdat.com/2009/10/carta-de-
cristovao-colombo-anunciando-o.html#sthash.9Aei6SYG.dpuf> Acessado: 
02/10/2015 
*** 
 Olá amigos (as), a era das grandes navegações (séc. 15 ao 18) possibilitou 
pela primeira vez que as diferentes culturas existentes no mundo se encontrassem de 
maneira contínua e que pudessem, das mais variadas formas, se misturar. Formando 
uma espécie de ponte, pessoas e elementos culturais de várias partes do globo puderam 
viajar (muitas vezes de forma forçada) para fora de seus sítios originais, gerando novas 
práticas e produtos culturais mestiços ou híbridos. Em meio à corrida por ouro, prata, 
especiarias e outros produtos rentáveis na época, o processo de conquista encampado 
pelos europeus proporcionou o encontro de algumas de suas tradições culturais, 
políticas e religiosas com as dos povos conquistados. 
 
 Imagem 02: 
 
The Sun Sets Sail – Rob Gonsalves, 2013, Disponivel: 
<http://www.sapergalleries.com/Gonsalves.html> Acessado: 02/10/2015 
 
Anote suas conclusões no caderno! 
 
ESTAÇÃO 2 
Mercantilismo 
 
 
 
 
 Documento 05: 
[...] Esta terra, Senhor, parece-me que, da ponta que mais contra o sul vimos, até à 
outra ponta que contra o norte vem, de que nós deste porto houvemos vista, será 
tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa. Traz ao longo do 
mar em algumas partes grandes barreiras, umas vermelhas, e outras brancas; e a terra 
de cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. De ponta a ponta é toda praia... 
muito chã e muito formosa. Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande; porque 
a estender olhos, não podíamos ver senão terra e arvoredos -- terra que nos parecia 
muito extensa. 
Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela, ou outra coisa de metal, ou 
ferro; nem lha vimos. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados 
como os de Entre-Douro-e-Minho, porque neste tempo d'agora assim os achávamos 
como os de lá. Águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a 
aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causa das águas que tem! 
Contudo, o melhor fruto que dela se pode tirar parece-me que será salvar esta gente. E 
esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. E que não 
houvesse mais do que ter Vossa Alteza aqui esta pousada para essa navegação de 
Calicute bastava. Quanto mais, disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa 
Alteza tanto deseja, a saber, acrescentamento da nossa fé! [...] 
(Fragmento da Carta de Pero Vaz de Caminha, 1° de maio de 1500; Porto Seguro) 
Disponível:< http://www.infoescola.com/historia/carta-de-pero-vaz-de-caminha/> 
Acessado: 03/10/2015 
 
*** 
 Olá amigos (as), nesta atividade será exigida toda sua capacidade criativa 
para que, associando a carta de Pero Vaz de Caminha escrita no ano de 1500 e a 
imagem ao lado, seja realizado um relato seu como colonizador que desembarca no 
Brasil, será necessário descreverem a reação dos índios, como foram as primeiras 
impressões, como foi realizado o diálogo, como eram as roupas (tanto dos índios como 
dos portugueses) qual eram os principais alimentos que traziam nas caravelas e quais 
eram consumido pelos índios, boa sorte nesta viagem, e relato do que encontraram 
nessa nova terra. Lembrando sempre que toda representação, documento histórico é 
fruto de sua época. 
 
Imagem 05:
 
“Desembarque de Cabral em Porto Seguro” Obra de Oscar Pereira da Silva, 1922. 
Óleo sobre tela 190 X 333 cm, Museu Paulista. Disponível: 
<http://portal.colegiojuvencio.g12.br/comunicados/vida-e-
arte/desembarquedecabralemportoseguro> Acessado: 03/10/2015 
 
Anote suas conclusões no caderno! 
 
ESTAÇÃO 5 
A colonização Portuguesa no Brasil 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Documento 04: 
[...] Das mentiras que os índios diziam aos espanhóis e hoje dizem, onde ainda 
não os devastaram, os vexames e servidão horrível e cruel tirania com que osatormentam e maltratam, são as causas, porque de outra maneira, senão 
mentindo e fingindo para contentá-los e aplacar seu contínuo e implacável 
furor, não podiam escapar-se de mil outras angústias e dores e maus tratos. 
É aqui de notar que como os índios de todas aquelas províncias compreenderam 
que o ouro soava saboroso aos ouvidos dos espanhóis e que todo seu fim e 
negócio era saber onde havia ouro, e onde se tirava ouro e quem possuía ouro; 
os índios usavam com eles desta indústria para lhes agradar e suspender suas 
crueldades ou para se livrar deles, a saber: fingir que em tais e quais lugares 
havia imensidade de ouro e que encontrariam as serras e montes todos 
dourados. 
Retirado de: BRUÍT, Héctor. Bartolomé de Las Casas e a simulação dos vencidos. São 
Paulo: Iluminuras, 1995. p.167. Disponível: 
<http://ahistoriatanarede.blogspot.com.br/2013/03/a-colonizacao-espanhola-na-
america_15.html > Acessado: 02/10/2015 
 
*** 
 Olá amigos (as), logo de início, os índios receberam cordialmente os 
europeus em geral. Entretanto, a cobiça dos brancos por ouro, prata e artigos 
exóticos logo mudaria essa relação pacífica, promovendo um violento 
etnocídio* das populações nativas. Além da destruição física propriamente 
dita, os nativos americanos tiveram sua cultura, seus usos e seus costumes 
destruídos pelos europeus, que, em nome da “civilização” e da “religião”, lhes 
impuseram novos idiomas e uma nova fé. 
*Etnocídio: destruição da civilização ou cultura de uma etnia por outro grupo 
étnico. 
 
 
Imagem 04: 
 
 
Disponível: <https://danielkorne.wordpress.com/tag/casa-da-cultura-de-campo-
largo/> Acessado: 02/10/2015 
 
 
Anote suas conclusões no caderno! 
 
ESTAÇÃO 4 
Mercantilismo e o sistema colonial 
 
 
 
 
 
 
 Olá amigos (as), durante o séc. XVI ao séc. XVIII existiu na Europa um sistema 
econômico chamado mercantilismo, pelo qual as potências europeias moldavam a 
economia de suas colônias para servir aos seus interesses comerciais. A escravidão 
desempenhou um papel importante na política econômica colonialista durante o 
período mercantilista. Nas colônias da América Latina, os europeus primeiramente 
forçaram o índio a trabalhar nas plantações; mais tarde, passaram a importar escravos 
da África. A principal preocupação das potências colonialistas foi estabelecer uma 
orientação econômica e política favorável a seus próprios interesses. Várias delas 
também impuseram os seus hábitos de vida à população das colônias, em parte porque 
consideravam a cultura local inferior à sua. Tentaram converter os povos colonizados 
à sua religião e tornar sua própria língua o idioma oficial das colônias. 
*** 
Documento 03: 
 Imposição de cultura ético-religiosa: A identidade religiosa lusitana e 
espanhola de além-mar servia aos interesses das coroas, a ponto de não existir uma 
fronteira muito clara entre o poder temporal e o poder espiritual, que em alguns 
momentos se confundiam. Izabel, a Rainha Católica de Castela, tinha obtido do papa a 
atribuição, [...] de nomear bispos (investidura), criar mosteiros e conventos de ordens 
religiosas e implantar a inquisição em seus domínios, tudo para prover as necessidades 
de expansão do catolicismo nas terras de Castela, de aquém e além-mar. Por sua vez, 
com menor intensidade, esse mesmo processo se desenvolveu, também, no Reino de 
Portugal. 
 Como o projeto colonizador, além das instituições político-jurídicas, se sustentava 
através do suporte ético-religioso, foram enviadas às novas terras verdadeiras legiões 
de missionários jesuítas e franciscanos, que além de atenderem às necessidades 
espirituais dos colonizadores, se embrenhavam nas florestas para trazerem os pagãos 
“à verdadeira fé”. Essa ideia de uma única religião e de uma única igreja verdadeira 
acompanhou o catolicismo até os tempos contemporâneos. [...] Esse processo de 
evangelização forçada dos índios americanos, e mais tarde dos escravos negros, foi 
uma das maiores espoliações culturais que se tem notícia na história da humanidade. 
A perda da identidade religiosa significa a privação dos valores que se sedimentaram 
ao longo de tempo e que expressa a maneira de um povo pensar, sentir e agir. 
Disponível: https://joseluongo2011.wordpress.com/2011/02/12/o-processo-de-
dominacao-etico-religioso-da-america-latina/ Acesso: 03/10/2015 
 
 
Imagem03: 
 
 
Seth, 1937, “O Batismo na Selva” 
Disponível: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/especial-pronto-socorro-colonial-a-igreja-se-
rende-aos-indios, Acesso: 03/10/2015 
 
Anote suas conclusões no caderno! 
 
ESTAÇÃO 3 
A dominação Europeia

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