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Atendente de Farmácia - 
Balconista 
 
 
 
 
Myrian Augusta Araujo Neves do Valle
Formação Inicial e 
Continuada 
+ IFMG 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Myrian Augusta Araujo Neves do Valle 
 
 
 
 
 
Atendente de Farmácia-Balconista 
1ª Edição 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Belo Horizonte 
Instituto Federal de Minas Gerais 
2021 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FICHA CATALOGRÁFICA 
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) 
 
 
V181a Valle, Myrian Augusta Araujo Neves do. 
 Atendente de Farmácia: Balconista [recurso eletrônico] / 
Myrian Augusta Araujo Neves do.Valle. – Belo Horizonte : 
Instituto Federal de Minas Gerais, 2021. 
 49 p. : il. color. 
 
 E-book, no formato PDF. 
 Material didático para Formação Inicial e Continuada. 
 ISBN 978-65-5876-074-0 
 1. Farmácia 2. Medicamentos. 3. Farmacocinética. I. Título. 
 
 
 CDD 615 
 Catalogação: Rejane Valéria Santos- CRB-6/2907 
 
 
Índice para catálogo sistemático 
Farmacologia Remédio. Farmácia - 615 
 
 
 
 
 
 
Pró-reitor de Extensão 
Diretor de Programas de Extensão 
Coordenação do curso 
Arte gráfica 
Diagramação 
Carlos Bernardes Rosa Júnior 
Niltom Vieira Junior 
Myrian Augusta Araujo Neves do Valle 
Ângela Bacon 
Eduardo dos Santos Oliveira 
© 2021 by Instituto Federal de Minas Gerais 
Todos os direitos autorais reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser 
reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrônico 
ou mecânico. Incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de sistema de 
armazenamento e transmissão de informação, sem prévia autorização por escrito do 
Instituto Federal de Minas Gerais. 
2021 
Direitos exclusivos cedidos ao 
Instituto Federal de Minas Gerais 
Avenida Mário Werneck, 2590, 
CEP: 30575-180, Buritis, Belo Horizonte – MG, 
Telefone: (31) 2513-5157 
Sobre o material 
 
 
 
Este curso é autoexplicativo e não possui tutoria. O material didático, 
incluindo suas videoaulas, foi projetado para que você consiga evoluir de forma 
autônoma e suficiente. 
 Caso opte por imprimir este e-book, você não perderá a possiblidade de 
acessar os materiais multimídia e complementares. Os links podem ser 
acessados usando o seu celular, por meio do glossário de Códigos QR 
disponível no fim deste livro. 
Embora o material passe por revisão, somos gratos em receber suas 
sugestões para possíveis correções (erros ortográficos, conceituais, links 
inativos etc.). A sua participação é muito importante para a nossa constante 
melhoria. Acesse, a qualquer momento, o Formulário “Sugestões para 
Correção do Material Didático” clicando nesse link ou acessando o QR Code a 
seguir: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Para saber mais sobre a Plataforma +IFMG acesse 
https://mais.ifmg.edu.br 
 
Formulário de 
Sugestões 
http://forms.gle/b873EGYtkvK99Vaw7
https://mais.ifmg.edu.br/
 
 
 
 
 
 
 
Palavra do autor 
 
 
Prezado (a) participante! 
Seja bem-vindo ao curso: Atendente de Farmácia – Balconista! 
Os estabelecimentos farmacêuticos são fundamentais para a sociedade 
e, tendo em vista o crescimento constante desse setor, observa-se a 
importância de se ter uma equipe de profissionais, bem preparada e 
capacitada, a fim de proporcionar um atendimento de qualidade à população. 
O presente curso tem como principal finalidade formar profissionais para 
atuarem em estabelecimentos farmacêuticos, auxiliando os farmacêuticos 
responsáveis técnicos. 
O curso está dividido em três módulos, onde será discutida a importância 
da atuação do atendente de farmácia junto ao farmacêutico, no atendimento ao 
público, na organização da farmácia, no recebimento, armazenamento, 
estocagem e controle de estoque de medicamentos, perfumaria e correlatos, 
bem como sua exposição, organização e dispensação. 
 Este curso é composto por atividades no ambiente virtual, 
experimentações, materiais de apoio e avaliações, sendo, no entanto, a prática 
e a reflexão importantes para o processo de aprendizagem e, por isso, a 
sugestão de estudos indica sua realização do curso em três semanas. 
 
 
Espero contribuir para sua aprendizagem, ótimos estudos! 
A Autora. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Bons estudos! 
Nome do autor. 
 
 
 
 
Apresentação do curso 
 
 
Este curso está dividido em três semanas, cujos objetivos de cada uma são 
apresentados, sucintamente, a seguir. 
 
SEMANA 1 
Nesta semana, você irá compreender sobre a estrutura e 
organização de uma farmácia e sobre a dispensação de 
medicamentos. 
SEMANA 2 
Nesta semana, você aprenderá sobre os conceitos básicos 
da farmacologia. Conhecerá as principais diferenças entre 
fármacos e medicamentos; entenderá as formulações e as 
principais vias de administração. 
SEMANA 3 
Nesta semana, você aprenderá as classificações dos 
medicamentos, bem como as principais classes de 
farmacológicas e os principais serviços farmacêuticos. 
 
 
Carga horária: 30 horas. 
Estudo proposto: 2h por dia em cinco dias por semana (10 horas semanais). 
 
 
Apresentação dos Ícones 
 
 
Os ícones são elementos gráficos para facilitar os estudos, fique atento quando 
eles aparecem no texto. Veja aqui o seu significado: 
 
 
 
 
Atenção: indica pontos de maior importância 
no texto. 
 
Dica do professor: novas informações ou 
curiosidades relacionadas ao tema em estudo. 
 
Atividade: sugestão de tarefas e atividades 
para o desenvolvimento da aprendizagem. 
 
Mídia digital: sugestão de recursos 
audiovisuais para enriquecer a aprendizagem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sumário 
 
Semana 1 – Estruturação de farmácias ......................................................... 15 
1.1 Introdução .......................................................................................... 15 
1.2 Instalação das farmácias .................................................................... 16 
1.3 Estrutura Física .................................................................................. 17 
1.4 Programação de medicamentos ......................................................... 17 
1.5 Dispensação de medicamentos ......................................................... 19 
Semana 2 – Conceitos em farmacologia ....................................................... 23 
2.1 Diferenças entre fármaco e medicamento .......................................... 23 
2.2 Formulações farmacêuticas ............................................................... 23 
2.3 Vias de administração ........................................................................ 24 
2.4 Farmacocinética e farmacodinâmica .................................................. 24 
Semana 3 – Conceitos básicos sobre medicamentos ................................... 27 
3.1 Classificação de medicamentos ......................................................... 27 
3.2 Principais classes farmacológicas ...................................................... 30 
3.3 Serviços farmacêuticos ...................................................................... 31 
Referências ................................................................................................... 33 
Glossário de códigos QR (Quick Response) ................................................. 41 
 
 
 
 
file:///C:/Users/niltom.vieira/Downloads/E-book%20-%20Atendente%20de%20Farmácia%20-%20Balconista.docx%23_Toc85097517
file:///C:/Users/niltom.vieira/Downloads/E-book%20-%20Atendente%20de%20Farmácia%20-%20Balconista.docx%23_Toc85097523
file:///C:/Users/niltom.vieira/Downloads/E-book%20-%20Atendente%20de%20Farmácia%20-%20Balconista.docx%23_Toc85097530
 
 
 
Plataforma +IFMG 
 
Instituto Federal
de Minas Gerais 
Pró-Reitoria de Extensão 
15 
 
 
 
 
 
 
 
Mídia digital: Antes de iniciar os estudos, vá até a sala 
virtual e assista ao vídeo “Apresentação do curso”. 
 
1.1 Introdução 
 
Tendo em vista a grande demanda pelo atendimento farmacêutico, e sendo a 
farmácia um estabelecimento de atendimento primário à saúde presente em todos os 
municípios e capitalizado em seus bairros, é fundamental que esses estabelecimentos 
possuam em seu quadro de pessoal, profissionais qualificados a realizar o atendimento ao 
público externo com máxima qualidade. 
O farmacêutico, responsável-técnico pela farmácia necessita de uma equipe 
preparada para auxiliá-lo nas diversas atividades desenvolvidas nesse estabelecimento, o 
balconista de farmácia deve possuir uma qualificação que o prepare para o desenvolvimento 
correto das atividades por ele desenvolvidas. 
O número de farmácias cresce em média 3% ao ano no Brasil. Atualmente, o País 
tem 78,3 mil drogarias. Isso significa uma farmácia para cada 2,8 mil brasileiros. Esse índice 
é quase duas vezes maior do que o dos Estados Unidos. Para manter a curva ascendente 
no número de estabelecimentos, são abertas, anualmente, milhares de novas vagas de 
atendentes de farmácia (Oliveira et al., 2017). Segundo os dados do CAGED (Cadastro 
Geral de Empregados e Desempregados), no período de 05/2019 até 12/2019 houve 44.142 
contratações formais com carteira assinada e 38.685 demissões, resultando num saldo 
positivo de 5457 empregos formais gerados pelo mercado de trabalho para o cargo de 
Atendente de Farmácia/Balconista. 
Com o crescimento constante na demanda por medicamentos, o trabalho dos 
atendentes torna-se cada vez mais relevante. Por mais que a variedade de produtos nas 
farmácias tenha crescido, e o consumidor possa apanhar alguns produtos diretamente nas 
prateleiras, recorrer ao balconista ainda é o mais comum. 
 
 
Objetivos 
Nesta semana, você irá compreender sobre a estrutura e 
organização de uma farmácia e sobre a dispensação de 
medicamentos. 
Semana 1 – Estruturação de farmácias 
Plataforma +IFMG 
 
Instituto Federal de Minas Gerais 
Pró-Reitoria de Extensão 
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1.2 Instalação das farmácias 
 
A farmácia, como estabelecimento responsável pela dispensação de medicamentos, 
correlatos e insumos farmacêuticos, requer autorização e licenciamento de órgãos sanitários 
competentes, para seu funcionamento, respeitadas as disposições da lei n.º 5.991/73 (Brasil, 
1973), lei n.º 13.021/14 (Brasil, 2014) e RDC n.º 275 de 9/04/19 (Brasil, 2019). Podem existir 
variações nas exigências relativas às instalações e condições de funcionamento da farmácia 
de um município para outro, devido as diferentes normas municipais ou estaduais. 
 Conforme o artigo 3.º da lei n.º 13.021, de 8 de agosto de 2014, a farmácia é definida 
como (BRASIL, 2014): 
Art. 3.º - A Farmácia é uma unidade de prestação de serviços destinada a prestar 
assistência farmacêutica, assistência à saúde e orientação sanitária individual e 
coletiva, na qual se processe a manipulação e/ou dispensação de medicamentos 
magistrais, oficinais, farmacopeicos ou industrializados, cosméticos, insumos 
farmacêuticos, produtos farmacêuticos e correlatos. 
Parágrafo único. As farmácias serão classificadas segundo sua natureza como: 
I. Farmácia sem manipulação ou drogaria: estabelecimento de dispensação e 
comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos em suas 
embalagens originais; 
II. Farmácia com manipulação: estabelecimento de manipulação de fórmulas 
magistrais e oficinais, de comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos 
e correlatos, compreendendo o de dispensação e o de atendimento privativo de 
unidade hospitalar ou de qualquer outra equivalente de assistência médica. 
 
Atualmente, a farmácia e a drogaria são entendidas como unidades de atendimento 
primário à saúde, sendo o local mais acessível à população; não são apenas 
estabelecimentos comerciais de medicamentos, as farmácias oferecem um grande número 
de produtos e serviços voltados a atender a população. 
Abaixo se encontra a documentação necessária para regularização da farmácia: 
 Certidão de regularidade técnica (Expedido pelo CRF da jurisdição); 
 Licença de autoridade sanitária local - Alvará Sanitário (Serviço de vigilância 
municipal) 
 Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) (Expedida pela Anvisa); 
 Autorização Especial de Funcionamento (AE) para farmácias, quando 
aplicável (Expedida pela Anvisa); 
 Manual de boas práticas Farmacêuticas. 
 Plano de gerenciamento de resíduos sólios de saúde (PGRSS), conforme 
Resolução RDC Anvisa n° 306/04. 
Em local visível ao público deve-se fixar a certidão de regularidade técnica e o alvará 
sanitário. Deve também ficar visível a Razão social, o número de inscrição no Cadastro 
Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ); número da Autorização de Funcionamento da Empresa 
(AFE); número da Autorização Especial de Funcionamento (AE) para farmácias, quando 
aplicável; nome do Farmacêutico Responsável Técnico, e de seu(s) substituto(s), seguido 
do número de inscrição no CRF com seus respectivos horários de trabalho e também dos 
Plataforma +IFMG 
 
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Pró-Reitoria de Extensão 
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números atualizados de telefone do Conselho Regional de Farmácia e dos órgãos Estadual 
e Municipal de Vigilância Sanitária. 
 
 
Dica do Professor: Para se aprofundar, leia a RDC 
Nº 275 de 9/04/19 (download). 
 
 
 
1.3 Estrutura Física 
 
A farmácia ou drogaria deve apresentar infraestrutura adequada, que permita o 
desenvolvimento das atividades. A área mínima deve ser definida com a vigilância sanitária 
e legislação vigente. O número de salas ficará de acordo com as atividades desenvolvidas 
pelo estabelecimento, como dispensação de medicamentos, sala de aplicação de injetáveis, 
recebimento e armazenamento de produtos, sanitário, administrativo (com computador e 
acesso ao SNGP - Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados, e armário 
pessoal para funcionários) e copa. 
As áreas devem ser isoladas por paredes, de modo a separar e identificar cada área 
específica, suas paredes devem ser lisas, livre de rachaduras e laváveis. 
O piso deve ser lavável e não ter porosidade. 
A ventilação deve ser garantida, temperatura e umidade do ambiente devem ser 
controladas e registradas diariamente, mantendo uma temperatura de 15 a 30 °C e umidade 
até 75%. 
O sistema de iluminação deve ser suficiente para permitir clareza em todas as salas. 
Caso existam medicamentos termolábeis, estes devem estar armazenados 
adequadamente. 
 
1.4 Programação de medicamentos 
 
“Programar medicamentos consiste em estimar quantidades a serem adquiridas, para 
atender determinada demanda de serviços, em um período definido de tempo, possuindo 
influência direta sobre o abastecimento e o acesso ao medicamento”. (BRASIL, 2006). 
Uma programação adequada garante a disponibilidade de medicamentos nas 
quantidades e no tempo adequado com o objetivo de atender a uma determinada população. 
 Aquisição 
 
https://drive.google.com/file/d/1hWUcYiikkwkNhFAt53oL5wscA_0OJR6o/view?usp=sharing
Plataforma +IFMG 
 
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18 
A farmácia deve adquirir suas mercadorias através de fornecedores credenciados e 
somente aquelas que tenham registro no ministério da saúde, garantindo, dessa 
forma, a qualidade dos produtos comercializados. 
 
 Recebimento 
 
Para realizar o recebimento dos medicamentos, devem-se ter profissionais 
qualificados, além da área física e instalações adequadas. Deve ser feita a 
conferência das especificações técnicas e administrativas dos produtos. 
As especificações técnicas são relacionadas aos aspectos qualitativos 
(nomenclatura, forma farmacêutica, concentração, apresentação, validade e 
condições de conservação dos medicamentos e embalagens, e outras contidas no 
edital de aquisição).
As especificações administrativas referem-se às características 
quantitativas relativas à conformidade da solicitação em relação ao medicamento 
recebido, nesse caso, deve-se realizar a contagem física da quantidade recebida em 
relação à declarada/atendida. (Brasil). 
A conferência dos produtos deve ser feita com muito critério, para detectar possíveis 
divergências e garantir a qualidade dos medicamentos ao consumidor. 
 
 Armazenamento: 
 
A farmácia deve garantir as condições ambientais para o correto armazenamento dos 
medicamentos, tais como, circulação de ar, não haver incidência direta de radiação 
solar, controle de umidade e temperatura adequada. Essas são medidas essenciais 
para que a estabilidade do medicamento seja mantida. 
Medicamentos termolábeis devem ser mantidos sob refrigeração obedecendo às 
condições especificadas nas embalagens. 
Os medicamentos sujeitos a controle especial “medicamentos controlados” devem ser 
armazenados separados dos demais, em armários com chave que deve ficar restrito 
e sob responsabilidade do responsável técnico. 
 
 Organização e exposição 
 
Existem várias maneiras de se organizar uma farmácia. Os medicamentos podem ser 
organizados em prateleiras segundo o laboratório, ordem alfabética do medicamento 
e o grupo ou seção em que ele se enquadra, obedecendo à forma de apresentação 
e uso do remédio. Os medicamentos isentos de prescrição (MIPs) podem ser 
expostos fora do balcão, em área de circulação de clientes, pois não precisam ser 
prescritos por profissional de saúde. 
 
 
Plataforma +IFMG 
 
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Pró-Reitoria de Extensão 
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1.5 Dispensação de medicamentos 
 
 Mídia digital: Antes de iniciar este tópico, vá até 
a sala virtual e assista a videoaula “Dispensação 
de medicamentos”. 
 
 A dispensação não é apenas entregar medicamentos; é durante o ato de dispensação 
que o farmacêutico orienta o paciente sobre o uso correto, seguro e racional de 
medicamentos, dando ênfase à dosagem, possíveis interações (com medicamentos e/ou 
com alimentos), reações adversas potenciais e condições de conservação (SÃO PAULO, 
2017), sendo o último momento para identificar, corrigir ou reduzir possíveis riscos 
associados a medicação prescrita. Como descrito por, D. Galato e colaboradores (2008), a 
dispensação faz parte do processo de atenção à saúde e deve ser considerada como uma 
ação integrada do farmacêutico com os outros profissionais da saúde, em especial, com os 
prescritores. 
A prescrição é um documento com valor legal, pelo qual se responsabilizam aqueles 
que prescrevem, dispensam e administram os medicamentos, e tem por objetivo tornar 
claras as instruções aos pacientes e demais profissionais de saúde, garantindo a fidelidade 
da interpretação e a objetividade da informação (SÃO PAULO, 2017). Ela deve ser escrita 
de forma legível e não conter rasuras, e somente deverão ser aviadas receitas que 
contiverem os itens descritos na Figura 1, que mostra um modelo de prescrição. 
 
Plataforma +IFMG 
 
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Pró-Reitoria de Extensão 
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Figura 1 - Modelo de prescrição. 
Fonte: SÃO PAULO, 2017, pág. 48. 
São considerados medicamentos sob prescrição médica aqueles cuja dispensação 
exija apresentação de prescrição e que apresentarem tarja (vermelha ou preta) em sua 
embalagem. Algumas classes de medicamentos possuem regras especiais para prescrição 
e dispensação, dentre elas estão os antimicrobianos e os medicamentos sujeitos a controle 
especial. 
Como disposto na RDC n.º 471/2021 (Brasil, 2021), que regulamenta o controle de 
medicamentos à base de substâncias antimicrobianas, a prescrição dos medicamentos 
abrangidos por esta resolução deverá ser realizada por profissionais legalmente habilitados. 
O receituário deve ser escrito de forma legível, sem rasuras e em duas vias, sendo que: 
 
1.ª via: será devolvida ao paciente com anotação comprovando atendimento; 
2.ª via: será retida no estabelecimento farmacêutico. 
A prescrição contendo antimicrobiano poderá conter outras categorias de 
medicamentos, exceto aqueles sujeitos ao controle da Portaria SVS/MS n.º 344/1998 
(BRASIL, 1998). 
Plataforma +IFMG 
 
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Pró-Reitoria de Extensão 
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No ato da dispensação, o farmacêutico deve registrar os dados abaixo nas duas vias 
e reter a segunda via no estabelecimento: 
I - data da dispensação; 
II - quantidade aviada do antimicrobiano; 
III - número do lote do medicamento dispensado; 
IV - rubrica do farmacêutico, atestando o atendimento, no verso da receita. 
Os produtos à base de neomicina ou neomicina associada com bacitracina (com 
indicação terapêutica para infecções de pele) são enquadrados como MIPs e, desta forma, 
não é necessária sua retenção de receita e escrituração no SNGPC, segundo Instrução 
Normativa Anvisa n.º 11/2016 (BRASIL, 2016). 
Em relação à classificação em medicamentos de referência, genéricos e similares, 
estes podem ser dispensados da seguinte maneira: 
- Medicamento de referência: pode ser dispensado se estiver prescrito como 
medicamento de referência ou como genérico. 
 
- Medicamento genérico: poderá ser dispensado quando a receita indicar o nome 
genérico do fármaco componente ativo do medicamento, mas no caso de constar o 
nome de marca do produto de referência, o genérico pode ser dispensado no lugar, 
desde que obedecendo a três pontos fundamentais: ser desejo do cliente, não existir 
oposição formal (por escrito, na própria receita) e ocorrer mediante o farmacêutico. 
 
- Medicamentos similares: somente podem ser dispensados quando a receita indicar o 
nome de marca do medicamento em questão. 
Para que um medicamento similar possa substituir seu respectivo medicamento de 
referência é necessário que ele tenha passado por testes laboratoriais que 
comprovem sua equivalência, os que cumpriram esses testes, são chamados de 
“similares intercambiáveis”. 
 
 
 Dica do Professor: Como saber se um medicamento 
é similar? Desde 2014, a Anvisa publica a lista dos 
similares intercambiáveis, assim como seus 
medicamentos de referência. A lista é atualizada à 
medida que novos similares são registrados e 
renovados com a análise dos estudos comparativos. 
 
Os critérios de dispensação de substâncias e medicamentos sujeitos a controle 
especial são estabelecidos pela Portaria SVS/MS n° 344/1998 (BRASIL, 1998). Esta pratica 
pode ser realizada exclusivamente por farmacêutico, como descrito no artigo 37 da 
Resolução Conselho Federal de Farmácia n.º 357/2001 (BRASIL, 2001): 
“Art. 37 - A dispensação das substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial, 
deverá ser feita exclusivamente por farmacêutico, sendo vedado delegar a responsabilidade 
sobre a chave dos armários a outros funcionários da farmácia que não sejam farmacêuticos.” 
Plataforma +IFMG 
 
Instituto Federal de Minas Gerais 
Pró-Reitoria de Extensão 
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Dica do professor: Para contextualizar, leia o texto de 
Fonseca e Frade (2005): “Automedicação, velho hábito 
brasileiro” (download) 
 
 
 
Atividade: Para concluir a primeira semana de estudos, 
vá até a sala virtual e participe do Fórum “Uso racional 
de medicamentos”. 
Inicie um tópico descrevendo sua opinião sobre os riscos 
da automedicação. 
 
 
Caros alunos, chegamos ao fim da nossa primeira semana de estudos, é hora de 
refletir sobre sua aprendizagem e como este módulo influenciará na sua vida profissional, 
se necessário releia o material didático, material de apoio e vídeo aula. Sabemos que um 
curso à distância requer muita dedicação e que a profissão de atendente de farmácia - 
balconista requer muito conhecimento. Aproveitem a oportunidade para aliar a teoria do 
nosso curso a todo seu conhecimento prático. 
 
Encontramo-nos na próxima semana. 
 Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://drive.google.com/file/d/1duBxCQgy6nDpnlYZmtujFxEyGsO1Eq8N/view?usp=sharing
Plataforma +IFMG 
 
Instituto Federal de Minas Gerais 
Pró-Reitoria de Extensão 
23 
 
 
 
 
 
 
 
Mídia digital: Antes de iniciar a segunda semana, vá até à 
sala virtual e assista a videoaula “Conceitos importantes 
em Farmacologia”. 
 
2.1 Diferenças entre fármaco e medicamento 
 
Entendem-se como fármacos as substâncias com atividade farmacológica que, 
quando administrada a um organismo, promovem um efeito benéfico. Pode ser definido 
também como princípio ativo ou princípio biológico ativo. Os fármacos são utilizados na 
produção de determinados produtos biológicos, os medicamentos. Os medicamentos são, 
portanto, o produto final, que contém um ou mais fármacos e outras inúmeras substâncias 
chamadas excipientes, que não possuem nenhuma atividade farmacológica, mas são 
essenciais para composição da forma farmacêutica. 
Como exemplo temos o medicamento PROZAC® na apresentação em forma 
farmacêutica de cápsula, contendo 20 mg de cloridrato de fluoxetina (princípio ativo ou 
fármaco), excipientes amido em pó e amido em pó com silicone 5%. O medicamento então 
é formado pelo princípio ativo (possui atividade farmacológica) e excipientes (não possuem 
atividade farmacológica). 
 
2.2 Formulações farmacêuticas 
 
As formas farmacêuticas são as formas físicas de apresentação do medicamento, e 
elas podem ser classificadas em sólidas, semissólidas, liquidas e gasosas. 
Para facilitar a compreensão citaremos os exemplos dessas formas farmacêuticas. 
 Formas sólidas: comprimidos, drágeas, cápsulas, pó, pastilhas, supositórios, óvulos, 
etc. 
 Formas semissólidas: géis, emplastos, cremes, pasta e pomadas. 
Objetivos 
Nesta semana, você aprenderá alguns conceitos importantes 
da farmacologia. Conhecerá as principais diferenças entre 
fármacos e medicamentos; entenderá as formulações e as 
principais vias de administração. Além de entender o que é 
farmacocinética e farmacodinâmica. 
Semana 2 – Conceitos em farmacologia 
Plataforma +IFMG 
 
Instituto Federal de Minas Gerais 
Pró-Reitoria de Extensão 
24 
 Formas líquidas: soluções, xaropes, elixires, suspensões, emulsões, esmalte, óleo, 
xampu, injetáveis. 
 Formas gasosas: gás. 
 
2.3 Vias de administração 
 
Como já aprendemos o que é um fármaco e que ele precisa ser adicionado a outras 
substâncias sem atividade farmacológica (os excipientes) para dar origem ao produto final 
que é o medicamento, e que esse medicamento possui características físicas e químicas 
que irá definir sua forma farmacêutica. Agora, aprenderemos sobre as principais vias de 
administração dos medicamentos. Existe uma relação entre forma farmacêutica e via de 
administração, sendo que uma vez definida a forma farmacêutica, sua via de administração 
a ser utilizada é orientada, por exemplo, uma capsula deve ser administrada pela via oral, 
uma pomada deve ser de uso tópico. 
Mas o que é a via de administração? 
Vamos defini-la como a maneira pela qual o medicamento é colocado em contato com 
o organismo. 
Existem duas classificações para as vias de administração, enterais e parenterais. 
A via enteral é aquela mais comum, em que o medicamento é absorvido por qualquer parte 
do trato gastro intestinal (TGI) (via oral, bucal, sublingual, retal), já a via parenteral o 
medicamento não é absorvido pelo TGI. Exemplos de vias parenterais são as vias 
intramuscular, intravenosa, subcutânea, vias capilares, dermatológica, nasal, oftálmica, 
otológica, vaginal, etc. O conhecimento das diferentes vias de administração é muito 
importante para se determinar a via de administração de determinado agente 
terapêutico. 
Dica do professor: No Vocabulário Controlado de 
Formas Farmacêuticas, Vias de administração e 
Embalagens de Medicamentos (2011) elaborado pela 
ANVISA você terá acesso as principais vias de 
administração e seus conceitos (download). 
 
2.4 Farmacocinética e farmacodinâmica 
 
A farmacocinética e farmacodinâmica, são processos farmacológicos que acontecem 
no seu organismo quando você utiliza um medicamento. 
Farmacocinética é a ciência que estuda a movimentação do fármaco no organismo. 
A palavra cinética vem do grego Kinetkós, que significa “movimento”, isto é, movimento que 
o fármaco faz pelo organismo da sua administração até a eliminação. Ela pode ser dividida 
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25 
didaticamente em quatro processos principais: absorção, distribuição, metabolização e 
excreção. 
A absorção está compreendida da administração até o momento em que o fármaco 
chega à circulação sanguínea. A via de administração e a forma farmacêutica influencia a 
absorção, os fármacos administrados pelas vias enterais são mais lentamente absorvidos. 
O caminho que o fármaco percorre depois que ele é absorvido e chega à corrente 
sanguínea é chamado de distribuição. O fármaco poderá se dirigir a diversos tecidos, locais 
onde ele terá efeito farmacológico esperado; tecidos onde ele ficará acumulado e não 
causará efeito algum; locais onde ele causará efeitos indesejados, os efeitos colaterais; 
fígado onde será metabolizado, rins e outros órgãos onde serão excretados. 
A metabolização é o processo de biotransformação do fármaco em um metabólito 
mais hidrofílico, de natureza enzimática, o que facilitará sua excreção e o fim de sua 
atividade biológica (BRUNTON L.L., 2012). O principal órgão que realiza a metabolização é 
o fígado, outros órgãos com importante capacidade metabólica são o trato digestivo, rins e 
pulmões. Os fármacos podem ser metabolizados em produtos inativos ou ativos. Quando o 
metabólito é um produto ativo o seu composto de origem é chamado de pró-fármaco, esses 
são, portanto, compostos farmacologicamente inativos, que se transformam rapidamente em 
seus metabólitos farmacologicamente ativos, sendo projetados para maximizar a quantidade 
da espécie ativa que alcança o local de ação (BRUNTON, L.L. 2012). 
Depois da metabolização o fármaco precisa ser eliminado do organismo. A 
eliminação pode acontecer em diferentes formas, como pelo trato gastrointestinal, pulmões, 
glândulas mamárias e suor, sendo a mais comum e importante a eliminação pelos rins. 
BRUNTON L.L. (2012), define farmacodinâmica como a ciência que estuda os 
efeitos das drogas ou fármacos nos organismos, seus mecanismos de ação e a relação entre 
a dose do fármaco e efeito. 
Os efeitos da maioria dos fármacos são atribuídos à sua interação com os 
componentes macromoleculares do organismo. Essas interações alteram a função do 
componente envolvido e iniciam as alterações bioquímicas e fisiológicas que caracterizam a 
resposta ao fármaco. O termo receptor ou alvo farmacológico refere-se à macromolécula (ou 
ao complexo macromolecular) com o qual o fármaco interage para produzir uma resposta 
celular (i.e., uma alteração da função celular) (BRUNTON, 2012). 
A interação do fármaco com o receptor ocorre de forma específica, como se fosse 
uma chave sendo inserida em uma fechadura. Os fármacos podem ser classificados em 
agonistas e antagonistas, o fármaco agonista pode ser entendido como uma chave que 
consegue entrar na fechadura (o receptor farmacológico) e abri-la. Já um fármaco 
antagonista é o que ocupa um receptor, mas não faz efeito. O antagonista seria a chave que 
entra em uma fechadura, mas não consegue abri-la. 
 
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Atividade: Para concluir a segunda semana de estudos, 
vá até a sala virtual e participe do Fórum “Vias de 
administração”. 
Inicie um tópico, escolha duas vias de administração 
estudadas e descreva suas principais vantagens e 
desvantagens. 
 
Concluímos nossa segunda semana de estudos, aproveite e releia os textos 
propostos. É hora de dar pausa e fazer uma reflexão sobre o que essa etapa acrescentou. 
 
 
Encontramo-nos na próxima semana. 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
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3.1 Classificação de medicamentos 
 
 
Mídia digital: Antes de iniciar este tópico, vá até 
a sala virtual e assista a videoaula “Classificação 
dos medicamentos”. 
 
 
Os medicamentos podem ser classificados como alopáticos ou homeopáticos. 
Primeiramente, estudaremos os medicamentos homeopáticos. A homeopatia, é um 
sistema médico de caráter holístico, baseada no princípio vitalista e no uso da cura pelos 
semelhantes, e foi desenvolvida pelo alemão, Samuel Hahnemann, no século XVIII. No 
Brasil, a homeopatia tem maior notoriedade a partir da década de 80 com o reconhecimento 
de especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina e na década de 90 como 
especialidade farmacêutica e medico veterinária pelos respectivos conselhos (BRASIL, 
2015). 
Os medicamentos homeopáticos são produzidos pelo processo de dinamização, 
onde um insumo ativo é diluído sucessivamente em um insumo inerte em proporção definida 
e constante, sofrendo agitação (no caso de líquidos) ou trituração (no caso de sólidos) depois 
de cada diluição. O farmacêutico homeopata possui capacidade técnica para produzir os 
medicamentos homeopáticos conforme respectiva farmacopeia, além de orientar os 
pacientes quanto ao uso racional e aos cuidados com os medicamentos homeopáticos (SÃO 
PAULO, 2019). 
Por um lado, temos os medicamentos homeopáticos que se baseiam na cura pelo 
semelhante, por outro temos os medicamentos alopáticos, utilizados para tratar sintomas e 
doenças utilizando substancias que produzam efeito contrário aos sintomas produzidos pela 
doença, podemos citar os mais comuns como antitérmicos, antibióticos, anti-inflamatórios e 
outros. Os medicamentos alopáticos são os produtos farmacêuticos mais vendidos em 
farmácias e drogarias. Dentre o grupo dos alopáticos, existem os medicamentos fitoterápicos 
que são aqueles produzidos de matéria-prima vegetal. 
As plantas medicinais são popularmente utilizadas, sendo capazes de aliviar ou 
curar enfermidades. Quando uma planta medicinal é industrializada para se obter um 
Objetivos 
Nesta semana, você será aprenderá as classificações dos 
medicamentos, bem como as principais classes de 
farmacológicas e os principais serviços farmacêuticos. 
Semana 3 – Conceitos básicos sobre medicamentos 
 
 
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medicamento, tem-se como resultado o fitoterápico. A RDC 26, de 13 de maio de 2014 define 
os medicamentos fitoterápicos como aqueles obtidos com emprego exclusivo de matérias-
primas ativas vegetais cuja segurança e eficácia sejam baseadas em evidências clínicas e 
serem caracterizados pela constância de sua qualidade (BRASIL, 2014). 
Os fitoterápicos são caracterizados pelo conhecimento da eficácia e dos riscos de 
seu uso, como também pela constância de sua qualidade (BRASIL,2014). O processo de 
industrialização tem o objetivo de reduzir contaminações por micro-organismos, agrotóxicos 
e substâncias estranhas, além de padronizar a quantidade e a forma certa que deve ser 
usada, permitindo uma maior segurança de uso (BRASIL, 2020). 
Assim, como qualquer medicamento, os fitoterápicos podem provocar efeitos 
colaterais. É falso pensar que o que é natural não faz mal. Se usado incorretamente os 
fitoterápicos podem causar efeitos adversos indesejados. Os extratos vegetais quando são 
associados a vitaminas, aminoácidos e minerais não são considerados fitoterápicos. 
Os medicamentos alopáticos podem ainda ser classificados como medicamentos de 
referência, genéricos e similares. 
A Política Nacional de Medicamentos Genéricos foi implantada no Brasil em 1999 (Lei 
9.787 de 1999). Criou-se, com ela, meios de oferecer medicamentos com qualidade e com 
menor preço, da maneira que toda população tenha acesso aos tratamentos, através de 
medicamentos de qualidade, seguros, eficazes e de custos reduzidos. 
O medicamento genérico é aquele que contém o(s) mesmo(s) princípio(s) ativo(s), 
na mesma dose e forma farmacêutica, sendo administrado pela mesma via e com a mesma 
posologia e indicação terapêutica do medicamento de referência, apresentando eficácia e 
segurança equivalentes à do medicamento de referência e podendo, com este, ser 
intercambiável. A intercambialidade, ou seja, a segura substituição do medicamento de 
referência pelo seu genérico é assegurada por testes de equivalência terapêutica, que 
incluem comparação in vitro, através dos estudos de equivalência farmacêutica e in vivo, 
com os estudos de bioequivalência apresentados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária 
(BRASIL, 2020a). 
Os medicamentos genéricos podem ser identificados pela tarja amarela, onde se lê 
“Medicamento Genérico”. Além disso, deve constar na embalagem a frase “Medicamento 
Genérico Lei n.º 9.787, de 1999”. Como os genéricos não têm marca, o que você lê na 
embalagem é o princípio ativo do medicamento. A substituição do medicamento prescrito 
pelo medicamento genérico correspondente somente pode ser realizada pelo farmacêutico 
responsável pela farmácia ou drogaria e deverá ser registrada na prescrição médica 
(BRASIL, 2020a). 
O preço do medicamento genérico é menor, já que os fabricantes de medicamentos 
genéricos não necessitam realizar todas as pesquisas que são realizadas quando se 
desenvolve um medicamento inovador, visto que suas características são as mesmas do 
medicamento de referência, com o qual são comparados (Brasil, 2020a). 
Segundo Araújo e colaboradores (2010), o medicamento inovador ou referência é 
o primeiro produto registrado e detentor da patente, sendo normalmente indicado como 
medicamento referência. Sua biodisponibilidade foi determinada durante o desenvolvimento 
 
 
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do produto e que teve sua eficácia e segurança comprovadas através de ensaios clínicos 
antes da obtenção do registro para comercialização. 
 
Figura 2 - Embalagem de medicamento genérico, com a inscrição “Medicamento genérico Lei 9.787/99” e tarja 
amarela. 
Fonte: BRASIL, 2020a, s/p. 
 
Segundo (BRASIL, 2020b), o medicamento similar é aquele que contém o mesmo 
ou os mesmos princípios ativos, e pode substituir seu respectivo medicamento de referência 
após passar por testes laboratoriais que comprovem a equivalência. É identificado por nome 
comercial ou marca. 
Os medicamentos genéricos e similares podem ser considerados “cópias” do 
medicamento de referência. Para o registro de ambos os medicamentos, genérico e similar, 
há obrigatoriedade de apresentação dos estudos de biodisponibilidade relativa e 
equivalência farmacêutica. 
É importante ressaltar que às três categorias de medicamentos, referência, genéricos 
e similar, possuem os mesmos efeitos farmacológicos, quando possuem o mesmo princípio 
ativo. 
Como identificar pela embalagem às três categorias de medicamentos: referência, 
genéricos e similares? 
O medicamento de referência é um medicamento de marca, com nome comercial e, 
normalmente com logotipo específico. No genérico há uma faixa amarela e a lei dos 
genéricos inscrita na caixa. Já o similar tem um nome comercial parecido com o do 
medicamento de marca. Como vimos anteriormente, quando não for possível identificar pela 
embalagem, acesse o site da ANVISA onde está disponível uma lista de medicamentos 
genéricos e de referência registrados, se não estiverem nesta lista, eles são similares. 
 
 
 
 
 
 
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3.2 Principais classes farmacológicas 
 
Existem várias formas de classificar os fármacos que podem ser segundo a estrutura 
química, ação farmacológica, ação sobre os sistemas fisiológicos entre outras. A 
classificação fisiológica dos medicamentos foi adotada pela organização mundial de saúde 
que classificou os medicamentos pelos sistemas do organismo que atuam. É importante que 
o atendente de farmácia tenha
noção das principais classes de medicamentos 
comercializados em uma farmácia. Esse é um tema muito amplo e abrangente, neste 
capítulo, estudaremos informações básicas sobre algumas das principais classes (Brunton, 
2012). 
- Fármacos que atuam no sistema renal e cardiovascular: diuréticos: furosemida, 
hidroclorotiazida, anti-hipertensivos: indicados para o tratamento da hipertensão arterial, 
insuficiência cardíaca, isquemia miocárdica, hipercolesterolemia e dislipidemia. 
 - Fármacos que atuam no Sistema Nervoso Central: são os antidepressivos, 
estabilizadores de humor, ansiolíticos, hipnóticos e sedativos, anticonvulsivantes e 
antiparkinsonianos. 
 - Fármacos que atuam no Sistema Respiratório: antitussígenos, expectorantes e 
mucolíticos, antiasmáticos. 
 - Fármacos que atuam no trato gastrintestinal: antissecretores, antiácidos, 
antidiarreicos, utilizados para prisão de ventre, usados em doença inflamatória intestinal, 
utilizados em doença biliar e pancreática. 
 - Fármacos utilizados nas infecções parasitárias: fármacos utilizados nas 
infecções por protozoários, fármacos utilizados nas infecções por helmintos. 
 - Fármacos utilizados nas infecções microbianas: fármacos utilizados nas 
infecções causadas por bactérias (antibióticos), agentes antifúngicos e agentes antivirais. 
 - Fármacos utilizados na terapia da inflamação: agentes anti-inflamatórios, 
analgésicos, antipiréticos, fármacos usados no tratamento da gota, fármacos usados no 
tratamento da asma 
 - As Vitaminas: vitaminas hidrossolúveis (complexo B e vitamina C), Vitaminas 
lipossolúveis A, K e E. 
 - Hormônios e antagonistas de hormônios: hormônios hipofisários, tireoide e 
antitireoidianos, estrogênios e progestogênios e androgênios, insulina e hipoglicemiantes. 
 - Fármacos usados em dermatologia e oftalmologia. 
 É importante conhecer as classes terapêuticas dos diferentes medicamentos 
comercializados em uma farmácia. 
 
 
 
 
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3.3 Serviços farmacêuticos 
 
O serviço farmacêutico mais comum e utilizado é a dispensação de medicamentos, 
mas a função do farmacêutico não se resume apenas nisso, existem outros serviços que 
são oferecidos pela farmácia. 
Durante a prestação de serviços farmacêuticos, podem ser realizados diversos 
procedimentos, de modo a agregar informações sobre o paciente ou subsidiar a aplicação 
de recursos terapêuticos necessários ao processo de cuidado em saúde (BRASIL, 2016). 
De acordo com Brasil (2016), os procedimentos farmacêuticos são ações que podem 
ser realizadas durante a prestação de serviços farmacêuticos, ou fora deles, objetivando 
contribuir para a prevenção de doenças, a promoção e recuperação da saúde, e para o bem-
estar das pessoas. Envolvem, principalmente, o uso de habilidades motoras. A seguir estão 
listados alguns desses procedimentos: 
- Verificação de parâmetros clínicos (determinação dos níveis capilares de glicose, colesterol 
e triglicerídeos; verificação da temperatura corporal; medida da pressão arterial e avaliação 
antropométrica) 
- Perfuração de lóbulo auricular 
- Realização de pequenos curativos 
- Administração de medicamentos (Injetáveis e nebulização). Algumas farmácias oferecem 
os serviços de vacinação. 
- Procedimentos em estética e acupuntura 
 
 
Atividade: Para concluir o curso e gerar o seu 
certificado, vá até a sala virtual e responda ao 
Questionário “Avaliação geral”. 
Este teste é constituído por 10 perguntas de múltipla 
escolha, que se baseiam nos textos e vídeos estudados 
no curso. Você terá três tentativas e a nota mínima para 
aprovação é de 60%. 
 
 Caro estudante, no decorrer do curso, foi possível observar como são importantes e 
diversificados os serviços farmacêuticos e as inúmeras possibilidades que o atendente de 
farmácia pode estar atuando junto ao farmacêutico. Espero que este curso tenha contribuído 
com a sua formação e que os conhecimentos adquiridos abram portas para sua inserção ou 
recolocação no mercado de trabalho, e também seja um incentivo para continuarem em 
busca de mais conhecimento e novas capacitações. 
 
Parabéns pela conclusão do curso. Foi um prazer tê-lo conosco! 
Conheça também os outros cursos da Plataforma +IFMG. 
 
 
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33 
Referências 
 
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Medicamentos genéricos no Brasil: panorama histórico e legislação. Rev Panam Salud 
Publica. 2010; 28(6):480–92. 
BRUNTON, L.L. Goodman & Gilman: As Bases Farmacológicas da Terapêutica. 12a 
ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 2012. 
BRASIL. Conselho Federal de Farmácia. Resolução nº. 357, de 20 de abril de 2001. 
Aprova o regulamento técnico das boas práticas de farmácia. Diário Oficial da União, 
Poder Executivo, Brasília, DF, 27 abr. 2001. Seção 1, p.24-31. 
_____. Conselho Federal de Farmácia. Serviços farmacêuticos diretamente destinados ao 
paciente, à família e à Comunidade: contextualização e arcabouço conceitual. Brasília. 
2016. 
_____. Decreto-Lei nº. 85.878, de 07 de abril de 1981. Estabelece normas para execução 
da Lei nº. 3820, de 11 de novembro de 1960, sobre o exercício da profissão de 
farmacêutico, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, 
DF, 09 abr. 1981. Disponível em: 
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/Antigos/D85878.htm>. Acesso em: 03 set. 
2020. 
_____. Lei nº. 5.991, de 17 de dezembro de 1973. Dispõe sobre o exercício e a 
fiscalização das atividades farmacêuticas. Diário Oficial da União, Poder Executivo, 
Brasília, DF, 19 dez. 1973. Retificado em: 21 dez. 1973. Disponível em: 
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5991.htm>. Acesso em: 08 set. 2020. 
_____. Lei nº. 9.797, de 10 de fevereiro de 1999. Altera a Lei no 6.360, de 23 de setembro 
de 1976, que dispõe sobre a vigilância sanitária, estabelece o medicamento genérico, 
dispõe sobre a utilização de nomes genéricos em produtos farmacêuticos e dá outras 
providências. Diário Oficial da União. Poder Executivo, Brasília, DF, 11 fev. 1999. 
Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9787.htm>. Acesso em: 03 set. 
2020. 
_____. Lei nº. 13021, de 08 de agosto de 2014. Dispõe sobre o exercício e a fiscalização 
das atividades farmacêuticas. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 08 
ago. 2014. Disponível em:< http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-
2014/2014/Lei/L13021.htm> Acesso em: 21 ago. 2020. 
_____Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Medicamentos 
Fitoterápicos e plantas medicinais. Brasília. 2020. Disponível em: 
<https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/fitoterapicos> Acesso em: 01 jul. 
2021. 
_____Ministério da Saúde. Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares 
no SUS. 2ª ed., Brasília. 2015. Disponível em: < 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_praticas_integrativas_comple
mentares_2ed.pdf> Acesso em: 01 jul. 2021. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9787.htm
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/fitoterapicos
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_praticas_integrativas_complementares_2ed.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_praticas_integrativas_complementares_2ed.pdf
 
 
 
34 
_____Ministério da Saúde; Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Medicamentos 
Similares. Brasília. 2020b. Disponível em: < https://www.gov.br/anvisa/pt-
br/assuntos/medicamentos/similares > Acesso em: 01 jul 2021. 
_____Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Instrução Normativa 
nº.11 de 29 de setembro de 2016. Dispõe sobre a lista de medicamentos isentos de 
prescrição. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 30 set. 2016. n. 189. 
seção 1. p 99. Disponível
em:< https://crf-
pr.org.br/uploads/noticia/26405/Instrucao_Normativa_11_2016_isentos_prescricao.pdf>. 
Acesso em: 01 jul. 2021. 
_____Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Medicamentos 
genéricos. Brasília, 2020a. Disponível em: <http://portal.anvisa.gov.br/genericos> Acesso 
em: 03 set 2020. 
_____Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Vocabulário 
Controlado de Formas Farmacêuticas, Vias de Administração e Embalagens de 
Medicamentos, 1 ed. Brasília. Brasil. 2011. 
_____ Ministério da Saúde; Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº. 
471, de 23 de fevereiro de 2021. Dispõe sobre os critérios para a prescrição, dispensação, 
controle, embalagem e rotulagem de medicamentos à base de substâncias classificadas 
como antimicrobianos de uso sob prescrição, isoladas ou em associação, listadas em 
Instrução Normativa específica. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 23 
fevereiro. 2021. Disponível em: <https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-rdc-n-471-
de-23-de-fevereiro-de-2021-304923190> Acesso em: 21 jul. 2021. 
_____Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº. 
26, de 13 de maio de 2014. Dispõe sobre o registro de medicamentos fitoterápicos e o 
registro e a notificação de produtos tradicionais fitoterápicos. Diário Oficial da União, 
Poder Executivo, Brasília, DF, 08 maio. 2014. Disponível em: < 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2014/rdc0026_13_05_2014.pdf>. 
Acesso em: 01 set. 2020. 
_____Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº. 
44, de 17 de agosto de 2009. Dispõe sobre boas práticas farmacêuticas para o controle 
sanitário do funcionamento, da dispensação e da comercialização de produtos e da 
prestação de serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias e dá outras providências. 
Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 18 ago. 2009. Disponível em: < 
http://portal.anvisa.gov.br/documents/10181/2718376/RDC_44_2009_COMP.pdf/2180ce5f-
64bb-4062-a82f-4d9fa343c06e>. Acesso em: 31 ago. 2020. 
_____Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC n.º 54, 
de 10 de dezembro de 2013. Dispõe sobre a implantação do sistema nacional de controle 
de medicamentos e os mecanismos e procedimentos para rastreamento de medicamentos 
na cadeia dos produtos farmacêuticos e dá outras providências. Diário Oficial da União. 
Poder Executivo, Brasília, DF, 11 dez. 2013. Disponível em: < 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2013/rdc0054_10_12_2013.html>. 
Acesso em: 05 set. 2020. 
http://portal.anvisa.gov.br/genericos
 
 
 
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_____Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº. 
275, de 09 de abril de 2019. Dispõe sobre procedimentos para a concessão, alteração e 
cancelamento da Autorização de Funcionamento (AFE) e de Autorização Especial (AE) de 
farmácias e drogarias. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 10 abr. 
2019. ed. 69. Seção 1. p 138. Disponível em: <http://sincofarma-
pe.sicomercio.org.br/noticias/resolucao-rdc-no-275-de-9-de-abril-de-2019>. Acessado em: 
20 ago 2020. 
_____Ministério da Saúde. Portaria nº. 3.916, de 30 de outubro de 1998. Dispõe sobre a 
aprovação da política nacional de medicamentos. Diário Oficial da União, Poder 
Executivo, Brasília, DF, 10 nov. 1998. Disponível em: 
<https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/1998/prt3916_30_10_1998.html>. Acesso 
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_____Ministério da Saúde. Secretaria de Ciências, Tecnologia e Insumos Estratégicos. 
Departamento de Assistência Farmacêutica. Assistência farmacêutica na atenção 
básica: instruções técnicas para sua organização. Brasília, 2006. 
_____Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. 
Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Diretrizes para 
estruturação de farmácias no âmbito do Sistema Único de Saúde. Brasília. 2009. 44 p. 
_____Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. 
Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Serviços 
farmacêuticos na atenção básica à saúde. Brasília, 2014. 108 p. (Cuidado farmacêutico 
na atenção básica, caderno 1). 
_____Ministério da Saúde; Secretaria de vigilância em saúde. Portaria nº. 344 de 12 de 
maio de 1998. Aprova o Regulamento Técnico sobre substâncias e medicamentos sujeitos 
a controle especial. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 10 abr. 2019. 
ed. 69. Seção 1. p 138. Disponível em: 
<https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/svs/1998/prt0344_12_05_1998_rep.html>. 
Acesso em: 18 ago. 2020. 
CAGED - Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Disponível 
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privadas. Saude soc., São Paulo, v. 26, n. 4, p. 1105-1121, Dec. 2017. 
PAIVA, S. P.; BRANDÃO, E. R. Conversas de balcão: notas etnográficas em uma drogaria. 
In: FLEISCHER, S.; FERREIRA, J. (Org.). Etnografias nos serviços de saúde. Rio de 
Janeiro: Garamond: Faperj, p.181-208, 2014. 
RANG, H.P., DALE, M.M., RITTER, J.M., FLOWER, R.J., HENDERSON, G. 
Farmacologia. 7a ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012. 
SÃO PAULO, Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo. Manual de 
orientação ao farmacêutico: aspectos legais da dispensação. São Paulo. 2017. 
SÃO PAULO, Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo. Homeopatia. 3 
ed., São Paulo. 2019. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Currículo do autor 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Feito por (professor-autor) Data Revisão de layout Data Versão 
Myrian Augusta Araujo neves 
do Valle 
19/08/2021 Viviane Lima Martins 25/08/2021 1.0 
 
 
Myrian Augusta Araujo Neves do Valle é Graduada em Farmacêutica pela 
Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM (2006), possui 
doutorado (2015) e mestrado (2011) em Biologia Celular e Estrutural, pela Universidade 
Federal de Viçosa - UFV. Licenciada em química e biologia pela Universidade de 
Franca - UNIFRAN. 
Possui experiência como responsável técnica em farmácia/drogaria, professora do 
curso de farmácia, e atualmente atua como técnica administrativa no Instituto Federal 
de Minas Gerais, campus Ipatinga. 
 
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/4072728777790263 
 
https://wwws.cnpq.br/cvlattesweb/PKG_MENU.menu?f_cod=CA5047830A636A634F7EBD632FAD0258
 
 
 
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Glossário de códigos QR (Quick Response) 
 
 
 
Mídia digital 
Apresentação do 
curso 
 
 
Dica do professor 
RDC 275 de 9/4/19 
 
 
 
 
 
Mídia digital 
Dispensação de 
medicamentos
Dica do professor 
Automedicação, 
velho habito 
brasileiro 
 
 
 
 
 
Mídia digital 
Conceitos 
importantes em 
farmacologia 
 
 
 
 Dica do 
professor 
Vocabulário 
farmacêutico 
 
 
 
 
 
Mídia digital 
Classificação dos 
medicamentos 
 
 
 
 
 
 
42 
 
 
 
 
Plataforma +IFMG 
Formação Inicial e Continuada EaD 
 
 
 
 A Pró-Reitoria de Extensão (Proex), neste ano de 
2020 concentrou seus esforços na criação do Programa 
+IFMG. Esta iniciativa consiste em uma plataforma de cursos 
online, cujo objetivo, além de multiplicar o conhecimento 
institucional em Educação à Distância (EaD), é aumentar a 
abrangência social do IFMG, incentivando a qualificação 
profissional. Assim, o programa contribui para o IFMG cumprir 
seu papel na oferta de uma educação pública, de qualidade e 
cada vez mais acessível. 
 Para essa realização, a Proex constituiu uma equipe 
multidisciplinar, contando com especialistas em educação, 
web design, design instrucional, programação, revisão de 
texto, locução, produção e edição de vídeos e muito mais. 
Além disso, contamos com o apoio sinérgico de diversos 
setores institucionais e também com a imprescindível 
contribuição de muitos servidores (professores e técnico-
administrativos) que trabalharam como autores dos materiais 
didáticos, compartilhando conhecimento em suas áreas de 
atuação. 
A fim de assegurar a mais alta qualidade na produção destes cursos, a Proex adquiriu 
estúdios de EaD, equipados com câmeras de vídeo, microfones, sistemas de iluminação e 
isolação acústica, para todos os 18 campi do IFMG. 
Somando à nossa plataforma de cursos online, o Programa +IFMG disponibilizará 
também, para toda a comunidade, uma Rádio Web Educativa, um aplicativo móvel para 
Android e IOS, um canal no Youtube com a finalidade de promover a divulgação cultural e 
científica e cursos preparatórios para nosso processo seletivo, bem como para o Enem, 
considerando os saberes contemplados por todos os nossos cursos. 
 Parafraseando Freire, acreditamos que a educação muda as pessoas e estas, por 
sua vez, transformam o mundo. Foi assim que o +IFMG foi criado. 
 
 
 
O +IFMG significa um IFMG cada vez mais perto de você! 
 
 
 
Professor Carlos Bernardes Rosa Jr. 
Pró-Reitor de Extensão do IFMG 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Características deste livro: 
Formato: A4 
Tipologia: Arial e Capriola. 
E-book: 
1ª. Edição 
Formato digital

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