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SIMULADO DE LÍNGUA PORTUGUESA – MÓDULO 2 
Professor EDSON BOTELHO JR. 
 
1 
 
TEXTO: Crianças brincando 
 
 
 
Uma psicóloga da PM-SP defende que crianças de 
oito anos podem manusear armas de fogo, “desde que 
acompanhadas pelos pais”. É normal, diz ela, que o filho de 
um policial tenha curiosidade sobre o instrumento de 
trabalho de seu pai, “assim como o filho do médico tem 
sobre o estetoscópio”. A recente tragédia em São Paulo, 
envolvendo o menino Marcelo Pesseghini, 13, suspeito de 
matar seus pais (ambos, policiais militares), a avó e a tia-
avó, e que se matou em seguida, tudo a tiros, não abalou 
sua convicção. 
Vejamos. É normal que o filho de oito anos de um 
piloto de aviação tenha curiosidade sobre o instrumento de 
trabalho do pai - o avião. Isso autoriza o piloto a pôr o filho 
na cadeira do copiloto e “acompanhá-lo” enquanto ele 
pousa o aparelho levando 300 passageiros? O filho de um 
madeireiro, apenas por ser quem é, estará autorizado a 
brincar com uma motosserra? E o filho de um proctologista 
estará apto a manipular o instrumento de trabalho de seu 
pai? (...) 
A professora Maria de Lourdes Trassi, da 
Faculdade de Psicologia da PUC-SP, rebate o argumento 
da psicóloga da PM, dizendo: “O cirurgião pode até dar o 
estetoscópio ou a luva [para o filho brincar]. Mas não vai lhe 
apresentar o bisturi”. 
Também acho. E há muitas coisas com que o filho 
de um PM pode brincar - gás de mostarda, bombas de gás 
lacrimogêneo, balas de borracha -, sem ter de apelar para 
armas de fogo. 
 
(Ruy Castro, Folha de S. Paulo, 19.08.2013) 
 
01. Levando em conta o aspecto do verbo na frase: 
“crianças de oito anos podem manusear armas 
de fogo”, afirma-se que a forma verbal está no 
Presente: 
a) momentâneo, pois se refere ao manuseio de armas 
no momento da fala. 
b) histórico, pois se refere a fatos sobre crimes 
ocorridos nos passado. 
c) frequentativo, pois se refere a um fato que se 
repete ao longo do tempo no noticiário criminal. 
d) universal, pois se refere à permissão do manuseio 
tida como uma verdade supostamente aceita por 
todos. 
e) no lugar do futuro, pois a permissão para o 
manuseio de armas se dará em época próxima. 
 
 
 
TEXTO 
 OS DESASTRES DE SOFIA 
 
 Qualquer que tivesse sido o seu trabalho anterior, 
ele o abandonara, mudara de profissão e passara 
pesadamente a ensinar no curso primário: era tudo o que 
sabíamos dele. 
 O professor era gordo, grande e silencioso, de 
ombros contraídos. Em vez de nó na garganta, tinha ombros 
contraídos. Usava paletó curto demais, óculos sem aro, com 
um fio de ouro encimando o nariz grosso e romano. E eu 
era atraída por ele. Não amor, mas atraída pelo seu silêncio 
e pela controlada impaciência que ele tinha em nos ensinar 
e que, ofendida, eu adivinhara. Passei a me comportar mal 
na sala. Falava muito alto, mexia com os colegas, 
interrompia a lição com piadinhas, até que ele dizia, 
vermelho: 
- Cale-se ou expulso a senhora da sala. 
 Ferida, triunfante, eu respondia em desafio: pode 
me mandar! Ele não mandava, senão estaria me 
obedecendo. Mas eu o exasperava tanto que se tornara 
doloroso para mim ser objeto do ódio daquele homem que 
de certo modo eu amava. Não o amava como a mulher que 
eu seria um dia, amava-o como uma criança que tenta 
desastradamente proteger um adulto, com a cólera de quem 
ainda não foi covarde e vê um homem forte de ombros tão 
curvos. (...) 
 Clarice Lispector 
 
02. "Cale-se ou expulso a senhora da sala". Assinale a 
alternativa em que conjuga erradamente o imperativo: 
a) cala-te / não te cales 
b) cale-se / não se cale 
c) calemo-nos / não nos calemos 
d) calai-vos / não vos calais 
e) calem-se / não se calem 
 
TEXTO 
Assinale a letra correspondente à alternativa que 
preenche corretamente as lacunas da frase apresentada. 
 
03. Se você não ..... o que sacou da minha conta e se 
eu não ..... meu crédito junto à gerência, ..... responder a um 
processo. 
 
a) repuser - reaver - caber-lhe-á 
b) repuser - reouver - caber-lhe-á 
c) repor - reouver - couber-lhe-á 
d) repor - reaver - caber-lhe-á 
e) repuser - reouver - couber-lhe-á 
 
04. O professor, ..... que alguém ..... resultados 
negativos, ..... a tempo. 
 
a) receando - previsse - interveio 
b) receiando - prevesse - interveio 
c) receiando - previsse - interviu 
d) receando - prevesse - interviu 
e) receando - previsse - interviu 
 
 
05. Daquela escola ..... recursos para que os 
funcionários se ..... contra novas crises e ..... a cantina. 
 
 
 SIMULADO DE LÍNGUA PORTUGUESA – MÓDULO 2 
Professor EDSON BOTELHO JR. 
 
2 
 
a) provieram - precavissem - provissem 
b) provieram - precavessem - provessem 
c) proviram - precavessem - provessem 
d) proviram - precavissem - provissem 
e) provieram - precavissem - provessem 
 
TEXTO 
Barcos de Papel 
 
Quando a chuva cessava e um vento fino 
franzia a tarde tímida e lavada, 
eu saía a brincar pela calçada, 
nos meus tempos felizes de menino. 
 
Fazia de papel toda uma armada 
e, estendendo meu braço pequenino, 
eu soltava os barquinhos, sem destino, 
ao longo das sarjetas, na enxurrada... 
 
Fiquei moço. E hoje sei, pensando neles, 
que não são barcos de ouro os meus ideais: 
são feitos de papel, tal como aqueles, 
 
perfeitamente, exatamente iguais... 
- que os meus barquinhos, lá se foram eles! foram-se 
embora e não voltaram mais! 
 
 Guilherme de Almeida 
 
06. "...eu saía a brincar...". O verbo está no passado 
imperfeito do indicativo. O nome imperfeito advém, 
porque a ação de sair a brincar é: 
a) presente em relação a cessar 
b) passado em relação a cessar 
c) futuro em relação a cessar 
d) condição em relação a cessar 
e) concessão em relação a cessar 
 
07. Assinale a forma errada do imperativo: 
a) faze tu uma armada e solta os barquinhos 
b) faça você uma armada e solte os barquinhos 
c) façamos nós uma armada e soltemos os 
barquinhos 
d) façais vós uma armada e soltai os barquinhos 
e) façam vocês uma armada e soltem os barquinhos 
 
08. "...Fazia de papel TODA UMA ARMADA...". Com 
pronome no lugar da expressão em maiúsculo e o verbo 
no futuro do presente, escreveríamos assim: 
a) fazer-lhe-ei de papel 
b) farei-lhe de papel 
c) fá-la-ei de papel 
d) far-lhe-ei de papel 
e) fazê-la-ei de papel 
 
TEXTO 
 Lá pela metade do século 21, já não haverá 
superpopulação humana, ¢como hoje. Os governos de todo 
o mundo - presumivelmente, todos democráticos - poderão 
¤incentivar as pessoas à reprodução. E será melhor que o 
façam com as melhores pessoas. A eugenia humana - a 
escolha dos melhores exemplares para a reprodução, de 
modo a aprimorar a média da espécie, como já se fez com 
cavalos - encontrará o período ideal para sair da prancheta 
dos cientistas para a vida real. Pessoas selecionadas por 
suas características genéticas serão empregadas do 
Estado. O funcionalismo público terá uma nova categoria: a 
dos reprodutores. 
 Este exercício de futurologia foi apresentado 
seriamente pelo professor do Instituto de Biociências da 
USP Oswaldo Frota-Pessoa, em palestra no colóquio Brasil-
Alemanha - Ética e Genética, quarta-feira à noite. [...] Nas 
conferências de segunda e terça, a eugenia £foi citada 
como um perigo das novas tecnologias, uma ideia que não 
é cientificamente - e muito menos eticamente - defensável. 
(Teixeira, Jerônimo. Brasileiro apresenta a visão do horror. 
ZERO HORA, 6.10.95, p. 5, 2¡ Caderno) 
 
09. Assinale a alternativa que apresenta a forma passiva 
correta da frase que começa em 'Os governos...' 
(primeiro parágrafo) 
a) As pessoas poderão ser incentivadas à reprodução 
pelos governos de todo o mundo - 
presumivelmente todos democráticos. 
b) A reprodução será incentivada pelos governos de 
todo o mundo - presumivelmente todos 
democráticos. 
c) A reprodução das pessoas poderá ser incentivada 
pelos governosde todo o mundo - 
presumivelmente todos democráticos. 
d) As pessoas serão incentivadas à reprodução pelos 
governos de todo o mundo - presumivelmente 
todos democráticos. 
e) O incentivo à reprodução será dado às pessoas 
pelos governos de todo o mundo - 
presumivelmente todos democráticos. 
 
TEXTO 
 “Uma nação já não é bárbara quando tem 
historiadores. ” 
 (Marquês de Maricá, in Máximas) 
 
10. Só não constitui paráfrase do texto: 
a) Um país já não é bárbaro, desde que nele existem 
historiadores. 
b) Quando tem historiadores, uma nação já é 
civilizada. 
c) Uma nação deixa de ser bárbara quando há nela 
historiadores. 
d) Quando possui historiadores, uma nação não mais 
pode ser considerada bárbara. 
e) Desde que tenha historiadores, uma nação já não é 
mais bárbara. 
 
 
 SIMULADO DE LÍNGUA PORTUGUESA – MÓDULO 2 
Professor EDSON BOTELHO JR. 
 
3 
 
GABARITO 
 
1. D - O Presente do Indicativo, no caso 
dessa afirmação, é universal pois 
apresenta caráter atemporal: 
independentemente do tempo em que 
ocorra, a afirmativa permanece válida. 
Vale ressaltar que as definições dos 
aspectos presentes em cada 
afirmativa estão corretas. 
2. D 
3. B 
4. A 
5. B 
6. A 
7. D 
8. C 
9. A 
10. E

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