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T . L . O S B O R N
POR QUE?
Tragédia Trauma Triunfo
POR QUE?
Tragédia Trauma Triunfo
T. L. OSBORN
PORQUÊ?
Tragédia Trauma Triunfo
In tern atio n al d ist r ibu t o r
o f Osborn Books.
ACCESS INTERNATIONAL 
P. O. Box 700143,
TULS A, OK 74170-0143 USA
FRENCH DISTRIBUTORS 
Assoe. IMPACT PLEIN EVANGIÍE 
32140 Panassac, France
□ O Q
VIEABONDANTE, B. P. 241 
03208 Vichy, Cedex France
GERMANPUBLISHER 
SHALOM— VERLAG 
Pachlinger Stnasse 10 
D-93486 Runding, CHAM, Germany
❖ -$■
SPA NISH PUBLISHER 
LIBROS DESAFIO, Apdo. 29724 
Bogotá, Colombia
PORTUGVESE PUBLISHER 
GRAÇA EDITORIAL 
Caixa Postal 1815
Rio de Janeiro — RJ — 20001-970, Brasil
POR tUE?
Tragédia Trauma Triunfo
Coleção G RAÇA DE DEUS
PORQUÊ? — TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
OUTUBRO, 1998
ORIGINAL: "WHY? — TRAGEDY— TRAUMA — TRIUMPH"
OSFO International 
Box 10 — Tulsa 
OK 74102 USA
EDIÇÃO: GRAÇA EDITORIAL
Caixa Postal 1815 
Rio de Janeiro— RJ— 20001-970 
Tel.: (021) 594-0375 
Fax: (021) 591-2344
Tradução: Dra. M aria Eugênia da Silva Fernandes
Revisão: Magdalena Bezerra Soares 
Eber Cocareli
Editoração: lim a M arlins de Souza
Capa: Almir Pereira Gomes
AA4 Digitalização: S am ek O cbnas, 2021
m tiã
A $ CITAÇÕ ES BÍBU CA S seguem a Tradução em P ortuguês d e João Ferreira d e A lm eida, 
E dição R evista e C orrigida (SB B ), salu o algum as exceções m encionadas. Todas a s referên cias 
estão in clu ídas. À s oezes a s citaçães são person alizadas, parafraseadas ou resum idas, para 
filc itita r a clareza e en corajar a ap licação in div idu al. Tom am os a lib erd ad e d e adap tar a 
estru tu ra, na pessoa e no tem po verbal, para fa z er a aplicação.
O autor
índice
D EDICATÓRIA — EM M EM ÓRIA D E D A ISY ...............................6
APÓS O FALECIMENTO DE DAISY..........................................................10
INTRODUÇÃO— DISPONIBILIZANDO NOVOS RECURSOS...........11
POEMA— "SUSTENTA-ME, SENHOR!".................................................15
1. CRÔNICA DE NOVOSSIBIRSK, SIBÉRIA............................................17
2. CONFIANDO NA BONDADE DE DEUS............................................ 29
3 .0 ADEUS FINAL................................................................................41
4. COMEMORAÇÃO...................................................................................65
5. RECONCILIANDO-ME COM A REALIDADE................................. 117
6. TESTEMUNHAS ESCOLHIDAS DE DEU S...................................... 143
7. MULHER DE CORAGEM.................................................................... 165
8. RETORNO DA RÚSSIA.........................................................................173
9. A MENSAGEM DE DEUS NAS FLORES.......................................... 205
1 0 .0 MONUMENTO— O EPITÁFIO..................................................... 219
1 1 .0 LEGADO DE DAISY.......................................................................... 225
SEÇÃO DE FOTOS................................................................................ 242
12. LIÇÕESPARA VIVER........................................................................... 281
13. DAISY VAI PARA A CA SA .................................................................. 311
14. UMA TOCHA ELEVADA.....................................................................315
15. "MAS MAMÃE O FEZ"!....................................................................... 321
16. NA TUA PRESENÇA HÁ ABUNDÂNCIA DE ALEGRIAS.......... 325
£>/í Memória (De:
(M in h a esposa m aravilhosa e cheia de am or 
p or quase cinquenta e quatro anos}
M inha paciente com panheira e aliada de equipe 
na oéra do Senhor, 
desde a data do nosso casam ento, 
em S de a t r il de 1942;
M inha colega con fiáv ele associada 
na evangelização em m assa com m ilagres, 
em setenta e quatro nações do ttptndo;
M inha colaíoradora corajosa e in fatigável 
na obra n 1 de D eus, de m inistrar 
Amor ao nosso mundo sofredor;
M inha confidente e conselheira esp ecia l 
em todas as fa s e s e em preendim entos dos 
nossos m inistérios mundiais p ara m ilhões;
M inha am iga m ais estim ada e am orosa; 
M inha am ada íntim a e fie l, e 
A única e m ais esp ecia l mulher de minha vida,
‘Daisy Marie ‘Washímrn Osôortt
APÓS O FALECIMENTO DE DAISY
E sta c r ô n ic a f o i c o n c eb id a 
d u ran te n o ssa s c o n fe r ên c ia s 
n as rep ú b lic a s d a ex -U n iS o S o v ié tica .
♦ COMECEI ESTES ANAIS EM MURMANSK, 
RÚSSIA, ACIMA DO ClRCULO POLAR;
♦ CONTINUEI REGISTRANDO ESTES EVENTOS
EM MINSK, BELARUS;
♦ PROSSEGUI ANOTANDO AS OCORRÊNCIAS
EM ALMA ATA, CAZAQUISTÀO;
♦ ESBOCEI OS EVENTOS DO ANO PASSADO
EM BISHKEK, QUIRGUISTÂO;
COMECEI A ESCREVER ESTAS MEMÓRIAS 
EM NO VOSSIB1RSK, SIBÉRIA, RÚSSIA;
♦ CONTINUEI AS CRÔNICAS DOS EVENTOS
EM PERM, NOS URAIS, RÚSSIA;
♦ PROSSEGUI COM O DIÁRIO DAS REMINISCÊNCIAS 
EM KHARKOV, UCRÂNIA;
♦ TERMINEI DE CATALOGAR E REGISTRAR
ESTAS LIÇÕES E RECORDAÇÕES 
EM MOSCOU, RÚSSIA, UPPSALA, SUÉCIA, THIRSK, 
INGLATERRA, HELSINQUE, FINLÂNDIA,
BANCOC, TAILÂNDIA, OSLO, NORUEGA, 
M EDELIN, COLÔMBIA 
E NO MEU ESTÚDIO — BIBLIOTECA 
EM TULSA, OK, ESTADOS UNIDOS.
INTRODUÇÃO
DISPONIBILIZANDO 
NOVOS RECURSOS
D e c id i COMPARTILHAR algumas experiências signi­
ficativas que ocorreram desde o falecimento de minha 
amada esposa, Daisy. Esta crônica é muito pessoal para 
ser publicada, exceto pelo fato de que a tragédia e a per­
da são universais, e uma parte significante da vida con­
siste em se aprender a crescer na adversidade.
O maior trauma possível é perder a fé e a esperança. 
Se essas chamas são extintas, então a pessoa está morta, 
embora o coração dele ou dela ainda bata.
O lado emocional do caos pode aparecer de maneiras 
inesperadas e em momentos imprevisíveis. Uma perda 
calamitosa pode resultar de morte, inundação, incên­
dio, tempestade, divórcio, ou como resultado de muitos 
outros eventos traumáticos. A angústia e a dor podem 
oprimir.
Tenho lutado com minhas emoções, procurando des­
cobrir quem é este homem, T.L. Osbom. Eu sei quem são 
T.L. b Daisy. Mas T.L. — sozinho, sem outra pessoa— estou 
tendo de me acostumar com ele.
i i
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
ASSUMINDO O COMANDO
Em meio à dor e à agonia da perda, a memória exerce 
um papel significativo. A cada ataque furioso da sensa­
ção de vazio, eu aprendi a assumir o comando de mi­
nhas emoções, a analisar qual é e onde está a dor e, então, 
a examinar meus sentimentos e a guardar meu equilíbrio 
mental. Eu questiono: "Estou sendo indulgente com aauto- 
piedade? Existe mesmo dor real no meu corpo? Se sim, onde 
está ela? O que a está provocando?"
Então, sempre, volto à premissa: O pesar é induzido pe­
los próprios pensamentos da pessoa. Temos o poder de alterar 
nossa maneira de pensar.
Não quero que minhas lembranças de Daisy se dissi­
pem. A reflexão sobre nossas vidas e nosso amor juntos é 
um tesouro para mim. Mas preciso visualizar minhas lem­
branças através de uma nova perspectiva — com grati­
dão e não com remorso. Devo aceitar os fatos da vida e 
descobrir a beleza do meu cenário alterado.
CONFORMANDO-ME COM A MUDANÇA
Eu nunca tinha morado sozinho antes. Assim, preci­
so aprender a valorizar a vida e a exercer atividade — 
sem Daisy, aceitando o fato que a vida terrena dela ter­
minou.
12
DISPONIBILIZANDO NOVOS RECURSOS
Não posso mais sentir sua presença física. Sua mente 
brilhante, seu conselho, a sabedoria dela não me são mais 
acessíveis. Eu preciso me resignar com a vida da maneira 
que ela é. Minha vida como um homem casado terminou. 
Preciso encarar isso.
DELEITE EM VEZ DE PESAR
Devo modificar minha maneira de pensar e reconside­
rar minhas lembranças de Daisy com deleite, no lugar de 
remorso. Os anos junto com ela são plenos de recordações 
inestimáveis que constantemente fazem reacender minha 
coragem e inspiração.
É mais fácil falar do que colocar em prática esta filoso­
fia de coragem, mas eu estou fazendoisso, porque sou uma 
das testemunhas vivas de Cristo (At 532). Minha vida 
tem um propósito. Faço parte de um mundo sofredor. Deus 
e Sua graça curadora se refletem por meio de mim. Sou 
vital para o Seu plano de Amor pelas pessoas.
Escrevi este livro para compartilhar algumas das lições 
que aprendi desde o falecimento de Daisy, na esperança 
de que outros possam descobrir, como eu, o quanto ainda 
existe de razão para se continuar vivendo.
Se este livro curar alguma dor e tomar claras algumas 
respostas, se ajudar as pessoas a valorizarem a vida —
13
POR QUÊ?— TRAGÉDIA — TRAUMA— TRIUNFO
mesmo quando o cenário muda — e se ele motivar uma 
aceitação nova das recordações por intermédio de uma 
perspectiva positiva, induzindo a uma refocalização no 
Amor milagroso de Deus, terão valido a pena todas as lá­
grimas que eu derramei enquanto escrevia estas páginas.
14
Oração de T. L.
“SUSTENTA-ME, SENHOR!”
S e n h o r , estendo a mão para Te alcançar, 
Existe mesmo tanto para ser feito. 
Quando o pesar me sobrevier,
Minha força precisará vir de Ti.
E u liberei minha querida Daisy,
Ela está contigo aí em cima.
Ela sempre caminhou ao meu lado, 
Minha companheira a quem amo.
Sinto-m e tão perdido e só,
E, contudo, creio,
Que preciso de Ti, Senhor, para me segurar, 
Para me ajudar a não me lamentar.
15
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
P o r favor, dá-me força e coragem, 
Senhor, para suportar o que preciso suportar. 
Quando a solidão me assaltar,
Eu me lembrarei que Tu estás aí.
D á combustível de esperança para os meus amanhãs, 
Eu sei que a vida precisa continuar.
Estou crendo que minha escuridão 
Será seguida pelo amanhecer de um novo dia.
T u nos conduziste por todo o mundo, 
De praia em praia distante. 
Sustenta-me, Senhor, até que eu supere isso 
E esteja forte, mais uma vez.
T. L. Osborn— 5 de julho de 1995
CAPÍTULO PRIMEIRO
CRÔNICA DE 
NOVOSSIBIRSK, SIBÉRIA
E s TOU AQUI na terceira cidade da ex-União Soviética, 
Novossibirsk. Esta é a capital cultural e econômica da vas­
ta região da Sibéria. Estou sozinho no meu pequeno quar­
to de hotel. Mede 2,3 x 3,7 m e tem um espaço de 1,4 x 1,8 
m para uma privada, uma pia e uma banheira minúscula 
— apenas com água fria. Tenho umas poucas horas antes 
que nosso avião parta, então decidi começar esta crônica.
A NOITE DAS NOITES
Foi apenas há um ano que passei pelo evento mais 
traumático da minha vida. Minha querida esposa e com­
panheira de equipe, Daisy Marie, dava seu último sus­
piro, transcendendo a mortalidade terrestre, penetran­
do no véu que nos separa do mundo invisível, para es­
tar eternamente com o Senhor.
17
POR QUÊ7— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
A filha LaDonna e as netas Daneesa e LaVona estive­
ram conosco por duas noites. (Nossa querida amiga e 
assistente, Karen Anaya, ficou com Daisy e eu numa 
vigília.)
AS HORAS FINAIS
Uma nossa conhecida especial, a enfermeira chefe do 
Hospital Oral Roberts, tinha ouvido Daisy pregar no 
Centro Mabee. Sabedora de nossa crise, ela veio direta­
mente do hospital para a nossa casa, depois de um dia 
lotado de trabalho, para nos dar assistência. Ela ficou a 
noite inteira e voltou ao seu posto de direção sem dor­
mir. Depois de um outro dia de serviço do hospital e, 
ainda, sem descansar, ela veio novamente do trabalho 
para estar conosco. Como uma profissional da área 
médica, ela estava ciente, mais do que nós, do que esta­
va acontecendo.
Às 2h53 da manhã de 27 de maio de 1995, minha que­
rida Daisy deu o último suspiro, enquanto eu estava me 
debruçando sobre ela, meio-ajoelhado, segurando-a, fitan­
do seu rosto que tinha dado sorrisos tão responsivos e me 
trazido tanta felicidade por quase cinqüenta e quatro anos. 
Seu espírito lindo escapou para estar etemamente com 
ELE, a quem ela tão fielmente serviu.
18
CRÔNICA DE NOVOSIBIRSK, SIBÉRIA
NÓS TÍNHAMOS SID O UM.
AGORA, EU ERA UMA MEIA-PESSOA
Pareceu que uma grande parte de mim morrera com 
ela. Eu estava atordoado por uma confusão aterradora, 
emocionalmente arrasado. Como podería continuar a vi­
ver com o melhor de mim machucado? Foi uma amputa­
ção chocante de tudo que me era vital.
Tínhamo-nos encontrado e casado muito jovens. Prati­
camente crescemos juntos. Nós nos amávamos. Éramos 
um. Como eu podería sobreviver sendo metade de uma 
pessoa? Senti que eu estava sendo aspirado para o vácuo 
de um vazio assustador.
O corpo de Daisy não estava respirando — não tinha 
movimento. Aquela pessoa linda, dinâmica, que ilumi­
nou minha vida por quase cinqüenta e quatro anos, esca­
pou para longe do meu alcance. Ela já não existia mais. 
Segurei seu corpo inerte até onde podiam os meus braços. 
Eu não a podia deixar ir. Ela foi a minha vida, minha ale­
gria, meu mundo. Cenas do começo do nosso relaciona­
mento apareceram na tela da minha mente.
A GAROTA QUE EU ENCONTREI EM ALMO
Vi a garota de dezesseis anos de idade que apareceu 
na pequena igreja de Almo, Califórnia, onde o Rev. 
Ernest Dillard e eu dirigíamos uma reunião de aviva-
19
CRÔNICA DE NOVOSIBIRSK, SIBÉRIA
mento. Lá em Oklahoma, meu pai permitiu que eu fos­
se com ele quando eu só tinha dezesseis anos, para to­
car nas reuniões de avivamento. Um amigo nos convi­
dou para conduzirmos uma série de reuniões especiais 
na sua pequena igreja de Almo.
Trinta e dois quilômetros a oeste de lá ficava Los Banos. 
Daisy vivia numa fazenda ali perto. Ela e alguns amigos 
da igreja tinham ouvido falar dos reavivalistas de 
Oklahoma e vieram para as reuniões.
Reparei nela quando entrou no prédio: loira, bonita, 
serena, ativa, inteligente. E ela ficou impressionada com 
a minha música, meu testemunho e compromisso com o 
ministério de evangelização.
Eu sabia que precisava encontrar essa jovem crente 
especial e notável. Um cavalheiro mais velho nos apre­
sentou. Tudoem mim vibrou com vida, quando eu mirei 
nos seus olhos e nos cumprimentamos. Essa era a dama 
— sem sombra de dúvida— com a qual eu desejava com­
partilhar a minha vida.
EU ME DECLAREI A DAISY
Devido à nossa programação de avivamento, e não ten­
do mais dinheiro meu, Daisy e eu conseguimos, com gran­
de dificuldade, nos ver apenas três ou quatro vezes antes 
do Rev. Dillard decidir voltar para Oklahoma.
21
POR QUÊ?— TRAGÉDIA — TRAUMA — TRIUNFO
Durante nossa última breve visita a uma igreja em 
Turlock, me declarei a ela. Eu compreendia que a minha 
proposta era abrupta, mas não havia alternativa. Estáva­
mos indo embora do Estado. Graças a Deus, Daisy aceitou 
minha proposta impulsiva, acreditando no meu compro­
misso com ela. Arriscou-se, apaixonando-se por um jovem 
pregador itinerante, apesar das predições ridículas e ne­
gativas dos companheiros do colégio.
NAMORANDO POR CORRESPONDÊNCIA
Nosso namoro de que ser por correspondência. Eu não 
tinha dinheiro para telefonemas, então escrevíamos car­
tas. Um ano depois, nos casamos na pequena igreja do 
Evangelho Quadrangular de Los Banos. Emprestei um 
temo do meu cunhado e incluí, no orçamento dos meus 
preciosos e escassos dólares, um buquê branco para Daisy 
e flores para a minha lapela. Para completar, consegui uma 
carona de Oklahoma para a Califórnia, com um casal que 
estava indo para o oeste. Porém, a minha condução pa­
rou a uns cento e sessenta quilômetros de Los Banos, en­
tão eu tive que ir pedindo carona na etapa final da minha 
jornada.
Um dia após o nosso casamento, iniciamos nossa via­
gem de volta para Sand Springs, Oklahoma, onde eu ti­
22
CRÔNICA DE NO VOSIBIRSK, SIBÉRIA
nha um emprego. Chegamos com sessenta centavos. Eu 
tinha contado meus dólares com muito cuidado.
Eu estava morrendo de vontade de voltar para o mi­
nistério de evangelização. Troquei minhas únicas posses, 
uma vaca e um bezerro da fazenda de meu pai, por um 
Ford cupé modelo 1930. Com vinte dólares do meu irmão, 
Lonnie, nós revisamos o motor e, com trinta e cinco dóla­
res do irmão da Daisy, Bud, conseguimos voltar para a 
Califórnia. Então, vendemos o carro para termos dinhei­
ro vivo e começamos nossa carreira de pregaçãonuma 
igreja em Campbell, Califórnia, cujo pastor nos convida­
ra para conduzir um avivamento.
D epois daquela e de outras tantas reuniões na 
Califórnia, fomos a Portland, Oregon, para estabelecer­
mos uma nova igreja. De lá, fomos à índia como missio­
nários, mas retomamos sem sucesso. Após dez meses, es­
távamos de volta a Portland, onde aprendemos sobre os 
milagres. Com nossos novos conhecimentos sobre mila­
gres, e com a fé renovada, fomos ao estrangeiro novamen­
te — desta vez, com grande sucesso. Aquele sucesso se 
repetiu em setenta e três nações durante mais de meio 
século de evangelização em massa com milagres, que afe­
tou as missões no exterior e as regras da evangelização 
em todo o mundo.
23
PO RQ UÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
SEU OTIM ISMO INCANSÁVEL
Nada daquilo teria acontecido sem a inspiração e o 
encorajam ento dinâm ico da m aravilhosa Daisy, a 
galante mulher de Deus, que foi minha esposa. Nunca 
tivemos nenhuma briga em nossos quase cinqüenta e 
quatro anos juntos. Eu nunca a ouvi falar ou fazer alu­
são a uma palavra ou pensamento negativos. Nunca a 
vi hesitar, em circunstâncias envolvendo risco de vida.
Essa dama vivaz me animou, encorajou-me, creu co­
migo no ministério e foi uma fonte de otimismo cons­
tante e incansável, de consolo e de tranqüilizadora es­
perança. Ela era indômita no espírito, incansável na co­
ragem, dinâmica na atitude, positiva no planejamento, 
incrivelmente generosa no dar, poderosa no testemu­
nho e no ministério, inspiradora na vida, dedicada em 
servir às pessoas, determinada nas cruzadas, fiel no 
amor.
Agora, eu estava segurando nos meus braços os res­
tos físicos dessa tão amada companheira. Seu espírito 
se fora. Sua casa mortal de barro estava vazia. Sua exis­
tência se cumpriu. Não se mexia. Eu não podia com ­
preender a vida sem o companheirismo estimulante de 
Daisy.
24
CRÔNICA DENOVOSIBIRSK, SIBÉRIA
A PERGUNTA ATORMENTADORA— POR QUÊ?
Eu sabia que tinha de liberá-la. Ela não estava respi­
rando. Sua figura não tinha vida. Ela sempre fora tão ati­
va, radiante com sorrisos, responsiva, encantadora, vigo­
rosa. Agora, seus lábios estavam estáticos. Eles não sorri­
riam mais. Seus olhos nunca mais piscariam a sua res­
posta de amor para mim outra vez. Eu estava paralisado 
pelo espanto.
Como o impacto do trovão na terra, todo o meu ser re- 
verberava com o clamor uivante de "POR QUÊ? POR 
QUÊ? POR QUÊ?"
"NÃO! Não minha amada Daisy! NÃO! É muito cedo 
na vida. Ela só tem setenta. NÃO! Por favor, ó Deus! NÃO! 
Não este anjo de luz, esta mensageira de amor! NÃO! Não 
pode ser!"
Mas o seu templo de barro estava sem vida. Ela se fora. 
Segurei seu corpo, mas estava vazio. Não respondia.
Em minha desconcertante agonia, forcei as respostas. Na 
minha procura desesperada por equilíbrio mental, racioci­
nei: "Não posso perguntar POR QUÊ? Perguntar POR QUÊ? 
não é pedir uma resposta, é querer um raciocínio. Eu não 
posso fazer isso. Preciso liberar de volta para Deus o tesou­
ro mais querido que já conhed".
25
POR QUÉ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
Mas, no meu esforço de trazer meus pensamentos ca­
tivos, as reverberações atormentadoras continuavam a 
m e impactar "POR QUÊ? POR QUE Daisy foi arranca­
da do meu lado? O que posso fazer? Que direção to­
m ar?"
Eu sabia que a minha sobrevivência dependia de eu me 
encarregar pessoalmente das minhas emoções. A morta­
lidade de Daisy era uma realidade. Eu tinha de encarar os
fatos.
COROAÇÃO FINAL
Chorando, eu declarava: "Querido Senhor Jesus, rece­
be o espírito de Daisy. Ela chega a ti, agora. Obrigado por 
quase cinqüenta e quatro maravilhosos anos juntos. Ago­
ra, ela pode descansar para sempre. Suas labutas termi­
naram. A missão dela está completa. Sem mais trabalho 
pesado— sem mais lágrimas. Esta é a coroação final pela 
sua vida preciosa e radiante."
Oh! o vácuo que senti sabendo que ela não estava mais 
naquele templo de barro que tinha abrigado seu lindo es­
pírito por mais de setenta anos e que tinha me trazido 
tanto companheirismo e amor. Seu precioso corpo estava 
imóvel!
26
CRÔNICA DE NOVOSIBIRSK, SIBÉRIA
SÓ E APAVORADO
Um vazio tal me engolfou que eu nunca soube que exis­
tisse. Algo em mim pareceu morrer com Daisy. O que eu 
podia fazer? Que direção tomar? O que era a vida sem 
minha companheira? Ela significou tudo para mim. Foi a 
minha alegria, meu amor, minha inspiração. Fui captura­
do por um medo aterrador. Sabia que enfrentava o maior 
desafio da minha vida. Pareceu-me que uma grande par­
te dela e da minha esperança morreram naquela noite.
Por causa de nossa filha, LaDonna, e das nossas netas 
extraordinárias, LaVona e Daneesa, lutei para me recom­
por. Demorei-me com Daisy tanto quanto consegui. Eu 
podia sentir o calor de seu corpo temo se desvanecer. 
Sua linda forma de barro estava lá, mas seu espírito es­
plêndido se fora. Tudo estava vazio. O espírito que 
tinha aconselhado, encorajado e me inspirado por mais 
de meio século fora embora. Fiquei abandonado no vale 
profundo da devastação emocional— sozinho.
27
CAPÍTULO SEGUNDO
CONFIANDO NA 
BONDADE DE DEUS
M in h a PUBLICAÇÃO DESTAS memórias, incluin­
do reflexões dolorosas sobre o trauma que experimentei, 
é uma tentativa de compartilhar algumas das lições apren­
didas com o falecimento de minha esposa e da conseqüen- 
te solidão.
Tentei examinar, sensatamente, ã crônica de eventos, e 
registrar para outros algumas das curas emocionais que 
ocorreram nas minhas horas mais negras, que expandi­
ram minha alma e alargaram minha vida.
A tragédia ou o trauma chegam de muitas formas dife­
rentes — a morte é só uma delas. No meu caso, atingiu- 
me na perda da minha namorada e companheira de uma 
vida, por quase cinqüenta e quatro anos. Foi sentida 
como o colapso de um enorme dique, permitindo que uma 
parede brutal de dor me arrastasse além do controle, anu­
lando tudo que era lindo, deixando-me só e espantado 
com a paisagem violada.
29
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA — TRIUNFO
Para outros, a desgraça séria pode vir da perda de um 
negócio,deumlar,deumaposição.Acalamidadeeaaflição 
podem ser devidos a uma inundação, um incêndio, uma 
tempestade devastadora, uma revolta, uma insurreição, à 
açãom ilitaroupolicial— ou à anarquia pública. Desgos­
to e eventos traumáticos ocorrem. Eles golpeiam sem avi­
sar. Podem ser assustadores. São universais e dolorosos.
Não podemos evitar esses tempos duros na vida, mas 
podemos controlar nossa reação para com eles. Muito 
freqüentemente, as pessoas acusam a Deus por permitir 
que eles aconteçam quando, na realidade, Ele não tinha 
nada a ver com isso.
CULPAR DEUS NÃO É A SOLUÇÃO
Podemos gritar com os céus: "POR QUÊ, Deus? POR 
QUE Tu deixaste isso acontecer? POR QUE Tu nos aban­
donaste? POR QUE nós precisamos sofrer esta perda? POR 
QUE não te importas?" Mas esses gritos de dor só exacer­
bam a agonia. A amargura e o remorso nunca curam feri­
das nem resolvem dilemas.
Porque tantas pessoas feridas estão sofrendo e afun­
dando nesse pântano emocional, eu intitulei este livro de 
"PO R QUÊ?". Eu próprio tinha sentido dor tão profunda 
que eu, também, estava perdido na bruma sufocante de 
uma frustração ambígua e enigmática.
30
CONFIANDO NA BONDADE DE DEUS
MUDAR O FOCO DA MEMÓRIA 
PARA SUPERAR A TRAGÉDIA
Mas descobri um segredo sereno e bíblico para triunfar 
sobre a devastação do desespero e da dor. Percebi uma 
nova perspectiva capaz de me abrir os olhos, que 
refocaliza a memória, supera a tragédia e elucida o valor 
de VIVER — mesmo num ambiente não familiar e com uma 
agenda reescrita.
Quero compartilhar esse novo conceito de cura com 
qualquer pessoa traumatizada ou ferida por algum tipo 
de perda. Para fazer isso, tentei analisar cada etapa difí­
cil da minha odisséia por esse vale escuro da devastação.
PAISAGEM ALTERADA
Ao compartilhar minha perda e algumas das lições que 
trouxeram renovação e crescimento à minha vida, é mi­
nha esperança que estas páginas inspirem força em tem­
pos difíceis, que aliviem a dor em períodosde pesar, que 
sem eiem coragem para nunca desistir, que impilam para 
um a estratégia de pensam ento criativo, que motivem a 
decisão renovada de reagir, que estimulem coragem nova 
para recomeçar, que coloquem em foco o milagre do po­
d er do A m or infalível de Deus, que criem a confiança de 
que vale a pena viver — mesmo quando a mudança fo i im­
posta e a paisagem, alterada.
31
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
A FÉ QUE TRIUNFA.
ELE É UM DEUS BOM
Existe uma fé em Deus que transcende esses eventos 
desmoralizadores. Disto podemos estar certos, Deus não 
é o autor da devastação e do caos. A humanidade é a 
descendência de Deus. Temos um inimigo que a Bíblia 
chama de Satanás. Ele é aquele que ntto vem sendo a rou­
bar, a matar e a destruir (Jo 10.10).
DEUS É UM DEUS BOM. Ele nunca manda o mal, ou a 
calamidade, ou o desastre. Essas são as obras do destrui­
dor— do Brutal.
Deus criou Adão e Eva e então plantou um jardim no 
Éden, da banda do Oriente, e pôs ali o homem que tinha fo r­
mado. E o Senhor Deus fez brotar da terra toda árvore agra­
dável à vista e boa para comida... e ...o ouro dessa terra ê bom; 
ali há o bdêlio e a pedra sardônica [rios e tesouros de todos os 
tipos] (Gn 2.8-12). Ele criou só bondade e beleza para a 
humanidade desfrutar.
PEGANDO PÓ DA TERRA PARA A BELEZA
Quando Adão e Eva foram separados dEle pela desobe­
diência, suas vidas se tomaram dominadas pelo Maligno 
— o Assassino— o Destruidor. O resultado: E viu o Senhor 
que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda
32
CONFIANDO NA BONDADE DE DEUS
imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continu­
amente. Então, arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem 
sobre a terra, e pesou-lhe em seu coração (Gn 6.5,6).
Mas, mesmo na agonia da angústia de Deus por cau­
sa da desobediência e da escravidão da humanidade a 
Satanás, Ele não os abandonou. Ele providenciou re­
denção por meio da dádiva de Seu Filho que assumiu 
nossa culpa e suportou nosso julgamento para que pu­
déssemos VIVER.
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu 
Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, 
mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao 
mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mun­
do fosse salvo por ele (Jo 3.16,17).
AGONIA E CONFUSÃO
Deus não nos manda pestilência, doença, calamidade 
e destruição. Na agonia da confusão e da perda, as pesso­
as olham para cima e acusam a Deus: "PÔR QUE Tu fizes­
te isso? PÔR QUE tu permitiste que esse dilema, essa tragé­
dia ocorresse?"
Mas Ele não é o Destruidor. Ele é o Curador, o Salva­
dor, o Provedor, o Doador da VIDA. Sua vontade nunca 
é a de mandar desolação e praga. Ele dá a cura e a recu­
33
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
peração. Ele não é o autor da doença e da morte. É ele 
que perdoa todas as tuas iniqüidades e sara todas as tuas 
enfermidades (SI 103.3).
A BONDADE DE DEUS
A benignidade de Deus [que] te leva ao arrependimento 
(Rm 2.4). Quando a tragédia começa, embora não com­
preendamos as razões nem as implicações, podemos CON­
FIAR NELE naquilo que a Sua Palavra nos fala, e deixar 
nas Suas mãos o que não podemos entender, estando cer­
tos de que a BONDADE de Deus permanece continuamente 
(SI 52.1).
Não posso compreender por que minha querida Daisy 
foi tirada do meu lado, mas p osso anunciar abundantemen­
te a memória da SUA BONDADE, e posso cantar a Sua justi­
ça (SI 145.7).
PROCLAMANDO A SUA BENIGNIDADE
Daisy e eu demos cinqüenta e três anos das nossas vidas 
juntos, proclamando por todo o mundo as benignidades do 
Senhor mencionarei e os muitos louvores do Senhor, consoante 
tudo o que o Senhor nos concedeu, e a grande BONDADE... se­
gundo a multidão das suas benignidades (Is 63.7).
Devotamos toda a nossa vida de casados a sermos va­
sos comprometidos com a Sua BONDADE, intérpretes do
34
CONFIANDO NA BONDADE DE DEUS
Seu AMOR, portadores da Sua MENSAGEM, associados 
dEle na Sua missão de dar VIDA às pessoas.
Nossa proclamação de Cristo foi um nome de alegria, de 
louvor e de glória, entre todas as nações da terra que ouvirem 
todo o bem que Ele tem feito por elas; e [milhões] se espantar- 
se-ão e perturbar-se-ão por causa de todo o BEM e por causa 
de toda a paz que o Senhor lhes deu (fr 33.9).
A despeito da solidão traumática de estar separado de 
Daisy, meu coração trombeteia com o profeta bíblico 
Zacarias: Porque quão grande é a sua BONDADE! E quão 
grande é a sua FORMOSURA! (Zc 9.17).
Não foi à toa que Davi exclamou quatro vezes: Louvem 
ao Senhor pela sua BONDADE e pelas suas maravilhas para 
com os filhos dos homens! (SI 107.8,15,21,31).
Mesmo no meu confuso dilema, ainda posso confiar ple­
namente na BONDADE incomensurável de Deus, saben­
do que todas as coisas contribuem juntamente para o bem da­
queles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu 
decreto (Rm 8.28). (Eu sou um dos "chamados", envolvi­
dos no "seu decreto".)
O GRANDE LADO FAVORÁVEL DA BALANÇA
Quando os "POR QUÊS?" dolorosos avolumam-se 
dentro de mim, em vez de questionar sobre Daisy não
35
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
ter ressuscitado para continuar comigo pela vida, eu 
penso novamente, com júbilo, sobre as dezenas de mi­
lhares de pessoas que foram ressuscitadas em nosso 
ministério.
Eu olho para o lado favorável da balança que está re­
pleta com multidões de orações respondidas, de triun- 
fos, de vitórias, de curas, de milagres. O lado aparente­
mente negativo da balança que eu vejo, com os seus per­
plexos "POR QUÊS?" causados pelo falecimento de Daisy, 
podem ser submetidos com dignidade e consolo à SUA 
FIDELIDADE.
Essa oração aparentemente não respondida não pode ser 
pesada com justiça contra as dezenas de milhares de ora­
ções respondidas que Daisy e eu experimentamos. Eu pos­
so CONFIAR na bondade de Deus.
Estou certo de que mesmo este único caso de oração 
aparentemente não respondida, será eventualmente mos­
trado no grande lado FAVORÁVEL da balança, embora 
seja doloroso para mim agora. Eu posso descansar em Sua 
fidelidade. Ele não precisa me explicar os “POR QUÊS?". 
Estou consolado. Estou satisfeito. Estou no descanso do 
meu espírito. Meus "POR QUÊS?" têm-se inclinado em 
reverência profunda diante da BONDADE amorosa de 
Deus.
36
CONFIANDO NA BONDADE DE DEUS
Sim, tragédias existem, há eventos traumáticos na vida. 
Podem vir de muitas formas. Mas, por meio da fé em Cris­
to, sempre existe o TRIUNFO (2 Co 2.14; Rm 8.31,37).
A VITÓRIA DO CRER
Diante do meu desespero, grito com o apóstolo Paulo: 
Onde está, 6 morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua 
vitória? ...Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso 
Senhor Jesus Cristo. Portanto, [eu posso estar] firme, e cons­
tante, sempre abundante na obra do Senhor, sabendo que o nosso 
trabalho não é vão no Senhor (1 Co 1555-58).
Q uando dou uma olhada no panorama não fam i­
liar da minha jornada solitária daqui para a frente, 
sou diariam ente lembrado de que a terra está cheia 
da BONDADE de Deus (SI 33.5). No dia em que eu te­
mer, hei de CONFIAR em ti (SI 56.3). Ele nunca deixa­
rá que eu seja confundido (SI 71.1). Ele [foi e] é minha 
ESPERANÇA, [e] minha CONFIANÇA desde a minha 
m ocidade (SI 71.1-5).
Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha 
fortaleza, e nele CONFIAREI (SI 91.2). E isso me faz como o 
monte Sião, que não se abala, mas permanece para sempre (SI 
125.1) [porque] a BONDADE de Deus permanece continua­
mente (SI 52.1).
37
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
MINHA M ISSÃ O — A BONDADE DE DEUS
Apesar de minha tristeza e do sentimento doloroso de 
perda, a vida deve continuar porque as pessoas precisam 
da ajuda de Deus e eu, como qualquer crente, sou um “es­
colhido" como um dos Seus comunicadores. Minha mis­
são épublicar abundantemente a memória da tua grande BON­
DADE e cantar a tua JUSTIÇA (SI 145.7). Estou decidido 
que me fartarei da BONDADE de Deus (Jr 31.14) [que] me 
fez digno desta vocaçãopara cumprir todo desejo da sua BON­
DADE e a obra da f é com poder (2 Ts 1.11).
Ao continuar minha missão sem Daisy, estou crescendo 
na consciência da presença dEle comigo. Minha oração con­
tínua é: Faze-me ouvir a tua benignidade pela manhã, pois em 
ti CONFIO; faze-me saber o caminho que devo seguir, porque a 
ti levanto a minha alma (SI 143.8). [Tu és] o meu lugar forte, e o 
meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem CON­
FIO; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refu­
gio (SI 18.2). Eu decidi CONFIAR no Senhor... en ãom e estri- 
bar no meu próprio entendimento (Pv 35).
Mesmo nas minhas horas mais negras, eu tenho tido 
segurança profunda e falo decidido como fez Jó, sem 
hesitação: Ainda que ele me mate, nele ESPERAREI (Jó 13.15), 
porque eu sei e estou convencido de que nenhum dos que 
nele CONFIAM será [jamais] condenado (SI 34.22).
CONFIANDO NA BONDADE DE DEUS
LUZ NO VALE
Não, eu não estou desolado. Ainda que eu andasse pelo 
vale da sombra da morte, [como eu andei}, não temería mal 
algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me 
consolam (SI 23.4). Tenho andado em minha sinceridade; te­
nho CONFIADO também no Senhor... tenho andado na tua 
verdade... para publicar com voz de louvor e contar todas as 
tuas maravilhas... andarei em minha sinceridade... meu pé está 
posto em caminho plano; nas [grandes] congregações [do mun­
do] LOUVAREI AO SENHOR (SI 26).
O Senhor é a minha lu z ea minha salvação... ainda que um 
exército me cercasse, o meu coração não temeria... porque no 
dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; por-me-á 
sobre uma rocha... perecería sem dúvida, se não cresse que ve­
ria os BENS do Senhor na terra dos viventes... [e] ele fortale­
ceu o meu coração (SI 27).
39
CAPÍTULO TERCEIRO
O A D E U S FIN A L
N aq u ela noite angustiante em que Daisy partiu desta 
vida, a funerária foi chamada e logo chegou pela nossa 
entrada lateral. O casal encarregado esperou silenciosa­
mente. Seu comportamento foi paciente e gentil. Eles 
deram à filha LaDonna, às netas LaVona e Daneesa, e a 
mim tempo para ficar um pouco mais com nossa querida 
mãe, avó e esposa.
FIN AUDADE ASSUSTADORA
Eu finalmente me recompus o suficiente para sair da 
cama numa espécie de pânico confuso. Tudo dentro de 
mim perguntava: "POR QUÊ, Daisy? POR QUE você teve 
de me deixar? Tudo no nosso ministério dependia tanto 
da sua habilidade".
Todos os dias, durante a luta física de Daisy, eu esperei 
que ela aparecesse na porta do quarto com seus braços 
levantados, anunciando "Querido, estou curada!" No
41
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
meu espírito, eu visualizava aquilo. Ela sempre tinha sido 
milagrosamente curada todas as vezes em que alguma 
doença nos assaltava em nossas jomadas. Houve inúme­
ras vezes no exterior em que experimentamos ataques fí­
sicos sérios. Sempre confiamos em nosso GRANDE MÉ­
DICO que prometeu:
Se ouvires atento a voz do Senhor, teu Deus, e fizeres o que 
é reto diante de seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos 
seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, ne­
nhuma das enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; 
porque eu sou o Senhor, que te sara (Êx 15.26).
E servireis ao Senhor, vosso Deus, e ele abençoará o vosso 
pão e a vossa água; e eu tirarei do meio de ti as enfermidades 
(Êx 23.25).
Jesus, Ele mesmo, confiava nas Escrituras como o fun­
damento para a Sua vida e para o Seu ministério de curar 
pessoas feridas. Nós sempre colocamos nossa fé nas pro­
messas de Deus. Ele sempre confirmou a Sua Palavra 
quando nós confiamos nEle.
SATANÁS TENTOU MATÁ-LA EM TOGO
Daisy quase morreu em Togo, África Ocidental. Nunca 
ficávamos em hotéis, porque o custo era sempre elevado,
42
O ADEUS FINAL
e não podíamos garantir que nosso alimento e a água es­
tivessem limpos. Nós sempre conseguimos usar uma casa 
particular. Lá, podíamos ferver nossa água, preparar nos­
sas próprias frutas e vegetais e manter alguma semelhan­
ça com a vida no lar.
Em Lome, Togo, a casinha que nós adquirimos era pri­
mitiva . Tinha uma cozinha fora, e pegávamos nossa água 
de um poço, com a corda e um balde, fervendo-a em se­
guida.
Durante nossas cruzadas, Daisy sempre saía cedo, en­
contrava os pastores e dirigia as reuniões. Então, assenta­
va-se com os pastores enquanto eu pregava, exposta a 
mosquitos por toda a noite.
UMA FORMA MORTAL DE MALÁRIA
Nós éramos sempre mordidos por mosquitos nas cru­
zadas ao ar livre mas, em Lome, eles portavam uma for­
ma mortal de malária.
Daisy, pela primeira e única vez, havia sido atingida 
pela malária e ficou mortalmente doente, de cama, inca­
paz de freqüentar as reuniões. Foi doloroso deixá-la só na 
casinha enquanto saíamos a ministrar para a multidão já 
reunida.
43
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
O TRIUNFO DE DAISY
Daisy era uma crente. Embora atingida, ela nunca re­
cuou. E a presença de Deus a visitava enquanto nós está­
vamos na cruzada. Quando voltamos, ela estava em pé, 
vestida, totalmente curada e vibrante outra vez.
Ela sempre recebeu cura milagrosa quando foi atingi­
da . POR QUE NÃO DESTA VEZ? Sua linda figura estava 
agora sem vida. Nós estivemos confiantes de que ela se 
levantaria e estaria bem. Mas, por que, desta vez, ela es­
capou além do nosso alcance? Nós nunca questionamos 
se ela seria restaurada. Estávamos confiantes.
A CRISE P Ó S— JAVA & VITÓ RIA
Alguns anos antes, quando retornávamos da Ásia, 
uma infecção mortal invadiu a garganta e os pulmões 
de Daisy. O corpo dela ardia de febre. Estava acamada e, 
às vezes, delirava, mas nunca desistiu. Um dia, eu voltei 
do escritório para casa. Daisy estava vestida, bem , 
rejubilando-se, completamente curada. Nós choramos e 
demos graças a Deus, como sempre fazíamos.
Mas desta vez, Daisy não passou pela porta com suas 
mãos levantadas, anunciando: "Querido, estou curada! 
Jesus me renovou inteiramente! Estou bem agora!" Para 
meu desapontamento e confusão, ela foi enfraquecendo
44
OADEÜS FINAL
lentamente e escapou além da vida, através do véu da 
mortalidade, para a presença do nosso Senhor.
POR QUE ESTA PERDA?
Lembranças das vitórias corriam pela minha mente, en­
quanto eu larguei seu precioso corpo. Estava vazio ago­
ra. Eu tinha de encarar a realidade.
O corpo de Daisy exigia uma certa preparação. A filha 
LaDonna e suas filhas, LaVona e Daneesa, fariam o que 
era necessário.
Então, o casal da funerária entrou e, gentilmente, trans­
feriu aquele físico fragilzinho da nossa cama para o cai­
xão, cobrindo tudo, exceto sua face, que eles perceptivel- 
mente deixaram à vista para nós.
COMPANHEIROS INSEPARÁVEIS 
AGORA DESUNIDOS
Então, eles tiraram o corpo de Daisy do quarto pela 
porta de fora. Saímos por aquela porta tantas vezes, com 
pratos de frutas ou saladas para comer lá fora onde esta­
va fresco, ou para ler nossas Bíblias e orarmos juntos, ou 
com cartas de nossos parceiros pelos quais orávamos, ou 
com mapas, papel e lápis para planejar cruzadas ou se­
minários.
45
PO RQ U Ê?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
Essa era a nossa última saída juntos. O espírito lindo e 
vibrante de Daisy se fora. Nossa unidade foi desfeita. Me­
tade de mim tinha morrido. Eu abracei aquela forma, mas 
ela não estava lá. Foi uma amputação brutal de mim mes­
mo — daquilo que era mais querido para mim.
Quando saímos de casa, a cobertura estava gentilmente 
colocada sobre o rosto bonito de Daisy, por causa da garoa. 
Eu fiquei próximo do seu corpo, enquanto o empurráva- 
mos pelo caminho da garagem; então parei por um último 
momento para estar perto dela. Quando juntei forças para 
retomar, eles escorregaram o caixão para dentro do carro 
funerário, fechando a porta com cuidado.
O clique da fechadura reverberava nos meus ouvidos 
como o ressoar alto de uma cadeia. Eu estava trancado, 
distante da figura física da minha querida. A amputa­
ção terminara. Eu estava só metade vivo.
SEM M A IS CAMARADAGEM
Ela nunca mais andaria comigo para embarcarmos 
em outro avião. Nuncamais passaríamos pelo controle 
de algum aeroporto estrangeiro. Nunca mais estaria lá 
com igo para cum prim entar os preciosos nacionais, 
acrescentando charme, graça e vibração àquelas nos­
sas recepções.
46
0 ADEUS FINAL
Nunca mais ela me precedería em nações estrangeiras, 
encontrando pastores, oficiais do governo e a imprensa, 
para levar adiante os detalhes complexos da preparação 
para uma cruzada nacional de evangelização.
ESPIRITUALMENTE SENSIBILIZADA
Havia uma unção especial sobre a sua vida. Ela foi 
agraciada divinamente. Aqueles talentos espirituais sem­
pre se tomaram ativos quando ela chegava a uma nação 
para começar a delicada seqüência de trabalho de prepa­
ração da cruzada.
Ela se tomaria espiritualmente sensibilizada por estra­
tégias, processos, métodos de operação, sistemas, progra­
mas, táticas, manobras, fórmulas, concepções locais e na­
cionais.
Tinha cinqüenta e três anos de experiência em lutar 
com a intriga e as complicações de diversos governos, na­
cionalidades, tradições, culturas e posturas religiosas.
Eu a vi subitamente anunciar, sentada à mesa ou tra­
balhando na escrivaninha: "Os livros estão aqui. Passa­
ram pela alfândega". Ou: "Nossa autorização foi conce­
dida. Os papéis estão assinados". Ou: "Eu sei para onde 
fazer o pedido. Deus me mostrou". Somente pelo poder 
do Espírito Santo na vida de Daisy ela podería ter esse
47
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
conhecimento e tal direção sobrenatural. Fazia parte dela 
quando estava no estrangeiro.
A EMBAIXADORA EM AÇÃO
Numa certa cidade, Daisy foi despertada de manhã cedo 
com o conhecimento de que um oficial da fronteira esta­
va obstruindo a entrada do nosso caminhão cheio d e Fer­
ramentas para Evangelismo que nós iríamos apresentar aos 
pastores e evangelistas nacionais. Ela simplesmente se 
vestiu, saiu, tomou um táxi e rodou noventa e seis quilô­
metros por uma estrada difícil até a fronteira.
Havia centenas de enormes veículos de carga aguar­
dando inspeção. O nosso estava sendo ignorado. O ofi­
cial da fronteira sabia que se ele conseguisse retê-lo, 
eventualmente recebería um bom dinheiro para liberar 
aquela carga especial.
No calor extremo e na poeira, Daisy procurou de bar­
raco em barraco, e de caminhão em caminhão, até que 
ela encontrou o oficial encarregado, encarou-o, apre­
sentou-se e prosseguiu, dizendo-lhe exatamente o que 
fazer. Ele respondeu como um sujeito que se conforma 
com as ordens da Rainha. O material entrou no país, 
sem imposto ou gorjeta, e nosso prazo crítico foi cum­
prido.
48
0 ADEUS FINAL
O PLANO MORTAL FOI ABORTADO
Às quatro horas da manhã, numa outra nação, Daisy 
se sentou subitamente na cama num abrigo de viajantes, 
onde ela encontrara um quarto. Ela ouviu uma voz dizer: 
"Saia deste lugar sem demora!"
Ela estava lá para uma conferência com os pastores na­
cionais. Eles tinham vindo das províncias na floresta para 
encontrar Mama Daisy. Seu governo comunista instruiu 
soldados para encontrá-los e prendê-los, porque eles ti­
nham de ser eliminados.
Eles poderíam evitar a prisão e continuar a ministrar 
nas regiões florestais onde eles estariam protegidos pelo 
povo das aldeias e pela densidade da floresta. Mas tinham 
arriscado a vir para a capital, secretamente, crendo que 
estariam a salvo com Mama Daisy.
Quando Daisy recebeu essa mensagem, imediatamen­
te alertou seu guarda cristão para informar ao pastor prin­
cipal e aos pregadores, dizendo que voltassem à floresta 
sem demora, que suas vidas estavam em perigo, e que ela 
fora avisada numa visão noturna para deixar o local.
Daisy se vestiu e chamou seu anfitrião pregador nacio­
nal. Com a mala na mão, saíram pela praça do mercado 
tenuamente iluminada, arranjaram um velho táxi em
49
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
frangalhos e pediram ao motorista que levasse Daisy para 
a fronteira.
O chefe de polícia tinha sido notificado que os prega­
dores nacionais estavam na cidade para algum evento e 
tinha programado uma ronda para as oito horas da ma­
nhã. O fanático governo comunista estava determinado 
a eliminá-los. Foi passada a informação para o escritório 
do presidente de que eles estavam na cidade para se en­
contrarem com uma pregadora americana.
Mas Daisy estava a salvo e os pregadores escaparam 
para continuar seus ministérios nas províncias da flores­
ta. (Uma nota posterior: Aquele presidente, cuja mente 
era dirigida pelo maligno, desde então abraçou a Cristo 
como seu Salvador pessoal e me persuadiu a ir à sua na­
ção para um seminário nacional e cruzada evàngelística, 
patrocinados pelo seu governo.)
ELA ESCREVEU SEU PRÓPRIO CONTRATO
A unção sobre a vida de Daisy surpreendia a todos que 
estavam perto dela. Numa certa cidade, ela tentou garan­
tir o uso do terreno de um estádio para uma cruzada 
evangelística. Várias tentativas de localizar o diretor de 
esportes e sua comissão falharam.
50
O ADEUS FINAL
A situação era delicada, porque três forças armadas 
estavam se degladiando para o controle do governo. Sob 
essa anarquia de perigo constante, os oficiais não podiam 
trabalhar normalmente. Qualquer um que se movesse à 
noite era geralmente morto no lugar. Não era racional ten­
tar uma cruzada ali. Contudo, nós tínhamos ficado clara­
mente impressionados pelo Senhor para irmos daquela 
vez.
Daisy estava na cidade, preparando o evento. Nossas 
reuniões seriam pela manhã e à tarde, de tal forma que as 
pessoas pudessem voltar para suas casas ou aldeias antes 
do anoitecer. Mas ela não tinha sido capaz de encontrar 
um local que servisse.
Uma madrugada, ela acordou com instruções claras. "Le­
vante-se, coloque seu dinheiro na cesta (a moeda local es­
tava tão desvalorizada que um monte de dinheiro represen­
tava apenas umas poucas centenas de dólares) e vá agora 
para o grande estádio fora da cidade. Leve papel e caneta. 
Você escreverá seu próprio contrato. Ande rápido."
Daisy chamou um motorista, pegou sua cesta de dinhei­
ro, foi para o estádio, passou pelo portão grande do muro 
de três metros de altura que circundava o campo, andou 
pelo vasto terreno sozinha, divisou um estranho 
barraquinho e sentiu que deveria ir lá. O diretor e três
51
PO RQ UÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
membros do comitê do estádio estavam numa reunião 
secreta, por causa do perigo existente na área.
Daisy entrou na cabana como se fosse a dona do lugar. 
Ela os cumprimentou, expressando sua gratidão por eles 
terem vindo tão cedo para se encontrarem com ela. Eles 
estavam chocados, mas tão impressionados com o seu 
destemor que a ouviram. Ela simplesmente lhes contou o 
que ela queria e convenceu-os de que Deus iria abençoar 
a sua nação. Expôs sua proposta e fez sua oferta.
Em princípio, o diretor pôs objeções— e, naturalmen­
te, ele não tinha contratos disponíveis. Daisy simples­
mente puxou seu bloco de papel e lhes disse que ela es­
crevería o contrato ali mesmo. Porque precisavam de 
dinheiro, e ela estava com o dinheiro, eles concorda­
ram nos detalhes, e Daisy escreveu o contrato. Ela for­
malmente o assinou, mostrou onde o Diretor deveria 
assinar e, então, o passou para os membros do comitê 
assinarem como testemunhas. Todos eles fizeram exa­
tamente como ela os instruiu.
Aquela cruzada naquele campo tomou-se um dos mai­
ores triunfos dos nossos cinqüenta e três anos de evange- 
lização em massa com milagres, por setenta nações.
Eu nunca deixei de me maravilhar com a unção de Daisy 
e de como os dons do Espírito Santo operavam nela e por
52
O ADEUS FINAL
meio dela em lugares no exterior onde a necessidade espi­
ritual das pessoas era sempre tão urgente.
A CRIANÇA MORTA FOI RESTAURADA
Em outra nação, Daisy estava liderando uma Confe­
rência Nacional de Mulheres num grande Salão de Con­
ferências do governo. Após encontrar o Chefe do Esta­
do, dirigiu-se a todo o gabinete governamental que ti­
nha vindo recebê-la e falou à nação pela televisão naci­
onal.
Às seis horas da manhã, Daisy foi despertada e ouviu 
especificamente: "Vá ao Salão de Conferênciasagora". Ela 
conseguiu um táxi e foi para o salão. Estranhamente, a 
grande porta de entrada estava entreaberta. Daisy entrou, 
percorreu o auditório vazio, pensou no que fazer, então 
decidiu pegar o seu lugar no pódio de preletores e aguar­
dar instruções.
Depois de alguns minutos, uma mulher suja e frustra­
da entrou pela porta aberta, apertando um embrulho es­
farrapado em seus braços, gemendo angustiada. Daisy se 
pôs de pé e a pobre mulher a viu. Ela se arrastou na dire­
ção da plataforma, resmungando incoerentemente. Agar­
rou Daisy, murmurando no seu dialeto, então empurrou 
o embrulho esfarrapado nos braços dela. Era o seu bebê— 
e a criança estava morta.
53
POR QUÊ?— TRAGÉDIA — TRAUMA— TRIUNFO
Enquanto a mãe caía no chão angustiada, Daisy abraçou 
o bebê sem vida contra seu peito, acalentando-o lentamen­
te para trás e para a frente, imaginando o que fazer, oran­
do por direção. Então, subitamente, do profundo do seu es­
pírito, ela comandou: "Ó morte, eu te ordeno, solta esta crian­
ça. Eu comando que o seu espírito volte para este corpo!"
Daisy continuou a se mover por ali, lenta, calmamen­
te, com confiança, segurando o bebê. De repente, ela sen­
tiu o corpinho tremer, e sabia que ele tinha revivido. Con­
tinuou a segurar a criança no seu peito, até que o corpo 
ficasse quente e macio, então ela chamou a mãe: "M a­
mãe, aqui está o seu bebê. Está tudo bem agora. Jesus res­
taurou a sua vidinha".
Ela puxou os farrapos sujos descobrindo o rosto dele 
para a mamãe ver, e, quando ela olhou, ela saltou para 
trás de susto, gritando. Daisy tentou acalmá-la, mas ela 
estava admirada. Finalmente, ela foi capaz de contar a 
Daisy que o bebê tinha nascido só com um olho. Agora, 
dois lindos olhos estavam mirando para cima daqueles 
farrapos. O Espírito Santo, ministrando através da serva 
de Deus, não apenas restaurou a vida à criança, como tam­
bém realizou um milagre criativo.
Daisy era uma ministra com dons. Eu podería recontar 
inúmeros incidentes nos quais o Espírito Santo se moveu
54
0 ADEUS FINAL
em sua vida, promovendo acontecimentos maravilhosos 
para o bem de pessoas necessitadas.
A FILHA DO JUIZ D A SUPREMA CORTE 
COM DOENÇA TERMINAL— NUM COMA
Um outro exemplo: Daisy estava com um grupo de pas­
tores numa certa cidade, procurando por um lugar po­
tencial para a nossa cruzada. Um homem, correndo, se 
intrometeu com um apelo desesperado. A filha de um Juiz 
da Suprema Corte, que estava no hospital como doente 
terminal, tinha entrado num coma profundo, em morte 
iminente. Os pregadores rechaçaram o mensageiro. Eles 
estavam num importante negócio com a Dra. Daisy, e ela 
não podia ser interrompida.
Daisy fez uma pausa por um momento, pensativa, em 
oração, então falou calmamente e com autoridade: "Leve- 
me até ela ". Eles correram pela cidade e levaram Daisy até 
o quarto de hospital. Ela andou tranquilamente até a 
cama, impôs suas mãos sobre a mulher, orou silenciosa­
mente, então levantou a voz com autoridade e disse: "Fi­
lha, abra seus olhos. Você está curada”.
A filha do Juiz foi restaurada naquela mesma hora e 
freqüentou a cruzada com seu pai, para testemunhar da 
cura milagrosa de Cristo.
55
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
DAISY CONFRONTA O FEITICEIRO
Numa nação primitiva, Daisy estava novamente ten­
tando arrumar um lugar adequado para a cruzada. Os 
pastores lhe mostraram vários locais. Então, passando por 
uma certa área, eles se viraram para visitar o mais repu­
tado médico feiticeiro da região. Ele governava o povo 
supersticioso dali, através do seu medo por grandes ser­
pentes que eles adoravam, e com as quais praticava sua 
magia pagã.
O médico bruxo ficou intrigado pela visita de uma 
m ulher branca de aparência tão d istin ta. E le veio 
cumprimentá-la com uma Boa constrictor enorme enrola­
da no seu corpo. Os pregadores queriam impressionar 
Daisy com o poder e a influência espiritual desse deter­
minado feiticeiro, para enfatizar a necessidade de uma 
demonstração milagrosa do Evangelho.
UMA LIÇÃO PARA OS PREGADORES: BRUXARIA 
NÃO É PÁREO PARA O ESPÍRITO SANTO
Daisy aproveitou a ocasião para impressionar os pre­
gadores com o fato de que nenhum poder pode resistir à 
presença e à unção do Espírito Santo. Ela lhes ensinava 
que, como líderes, eles deviam compreender que o poder 
do Senhor é supremo e que eles deviam ensinar isso ao
56
0 ADEUS FINAL
seu povo, para que fosse convertido do paganismo e de 
bruxaria para a fé em Jesus Cristo.
Subitamente, Daisy teve uma inspiração para provar 
àqueles pregadores que nenhuma mágica daquele bruxo 
podia prevalecer na presença de crentes no Cristo ressus­
citado.
Ela andou na direção daquele médico feiticeiro e orde­
nou: “Dê-me essa cobra!". Ele ficou chocado diante da sua 
audácia, e os pregadores ficaram atônitos. Ele atirou a Boa 
nas mãos de Daisy e, quando tocou nela, a serpente 
enrijeceu como um bastão nas suas mãos. Ela a segurou, 
enquanto advertia aqueles pregadores sobre o poder de 
Deus e como o Seu Espírito Santo era superior a qualquer 
magia negra ou feitiçaria.
DAISY FEZ O IMPENSÁVEL
Então ela fez o impensável: ela foi de pregador em pre­
gador ordenando que eles pegassem a serpente em suas 
m ãos e a segurassem como prova de que nenhum 
vuduísmo poderia governar na presença de um crente 
cheio do Espírito.
Depois que aqueles pregadores empalidecidos tiveram 
a sua vez, ela pegou a constrictor e, calmamente, a devol­
veu para o médico bruxo com uma mensagem para ele,
57
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
sobre o amor e o poder de Jesus Cristo. Tão logo a serpen­
te tocou as mãos do feiticeiro, imediatamente se enrolou 
de volta ao redor do corpo dele.
Isto pode parecer um caso extremo, mas Daisy era uma 
veterana no ministério do Evangelho. Ela nunca fez uma 
coisa dessas antes, ou desde então, mas aquele era um 
momento que pedia por uma prova de que Jesus Cristo 
está vivo no Seu povo, e de que o poder do Espírito Santo 
prevalece onde a bruxaria é exuberante.
ESTRATÉGIA PARA O SUCESSO NACIONAL
O sucesso nacional de todas as cruzadas evangelísticas 
que conduzíamos era atribuído à diplomacia, percepção, 
sabedoria e habilidade espirituais de Daisy. Ela percebeu 
desde o começo que, para as cruzadas evangelísticas de 
massa afetarem as nações, precisavam ser planejadas com 
o conhecimento e aprovação do governo nacional.
Sempre que possível, Daisy começava por encontrar o 
Presidente daquela nação. Ela achava que, como visitan­
te estrangeira, deveria lhe apresentar uma perspectiva 
geral do nosso propósito em ir àquela nação. Depois, ela 
negociava com outros oficiais do governo, associações de 
pastores e os meios de comunicação. Então, ela começava 
o trabalho de campo de inspirar cristãos nacionais a se
58
0 ADEUS FINAL
tomarem mensageiros da esperança de Deus para a sua 
população não-cristã, espalhando as notícias sobre a cru­
zada para cidades e aldeias por toda a nação.
Mas agora, a experiência e liderança dessa mulher va­
lorosa no evangelismo mundial tinham terminado. Sua 
voz vibrante foi silenciada. A sabedoria dela não estava 
mais disponível. Sua energia espiritual não seria mais sen­
tida por pastores e ministros do Evangelho. Ela não mais 
ajudaria e influenciaria presidentes, primeiros-ministros, 
oficiais de estados e províncias para aprovarem o Evan­
gelho no meio do seu povo.
EU SENTI A ANGÚSTIA DE MILHÕES
Fiquei ali em pé, com o som da porta daquele carro fu­
nerário retinindo nos meus ouvidos. Suas reverberações 
se misturavam com os gritos de um mundo perdido im­
plorando por compaixão, misericórdia e compreensão na 
liderança. Daisy foi esse tipo de líder. Eu podia ouvir os 
pedidos de milhões necessitando de graça e de uma doçu­
ra amorosa e curadora. Daisy ministrava com essa espé­
cie de dinamismo no tato e na sensibilidade.
Agora, seu estilo de liderança talentosa e sábia ter­
minara. POR QUÊ? POR QUE ela havia morrido? Ela 
foi bastante corajosa, comprometida, desejosa de dar
59
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA—TRIUNFO
tudo para ajudar, levantar, abençoar, salvar e curar mi­
lhões de vidas.
ELA SEGURAVA O MUNDO EM 
SEU CORAÇÃO. ELA ERA UMA VOZ
"POR QUÊS" atormentadores me atacaram com suas su­
gestões demolidoras e destrutivas. O mundo precisava de 
Daisy. As nações se tomaram melhores pela sua presença e 
pelo seu competente ministério. Ela segurava o mundo em 
seu coração. Olhava as pessoas com a compaixão de Cris­
to. Sua força diplomática, contudo dinâmica, elevava os ne­
cessitados a novos níveis de dignidade.
As mulheres do mundo precisavam de Daisy. Ela lhes 
dissera: "Eu sou uma voz que anuncia que a sua redenção che­
gou, que seu redentor está aqui, que a sua emancipação já fo i 
declarada, que o seu resgate já fo i pago, e eu estou anunciando 
isso ousadamente para mulheres e homens de todas as cores, 
raças e nacionalidades".
POR QUE seu espírito intrépido e valente desapareceu 
deste mundo que precisava dela tão desesperadamente? 
POR QUE esta mensageira das Boas Novas de Deus apa­
rentemente "terminou seu percurso"?
Enquanto eu ficava ali atrás daquele carro preto, sen­
tia a angústia de milhões que tinham sofrido perda, que
60
O ADEUS FINAL
viviam em confusão, apanhados em dor devido a alguma 
calamidade, dureza, infortúnio ou tragédia, atrapalhados 
e aturdidos pela selvageria dos POR QUÊS?
Agora, eu era um daqueles em pé naquela areia move­
diça de confusão. Eu tinha perdido o tesouro mais querido 
da minha vida. Sua figurinha de barro escapou da minha 
vista, além do meu alcance e toque, para a concha negra 
daquele carro mórbido. Ela estava só. Eu estava só. A porta 
se fechou entre nós. Nossa separação era final. Nossa união 
estava rompida. Nós ainda éramos um, mas minha melhor 
metade estava morta. O que eu podería fazer? POR QUE 
aconteceu essa cruel separação?
Quando a porta daquele carro fúnebre se fechou, senti 
a influência gélida da morte. Eu estava entorpecido e ator­
doado.
O CARRO FÚNEBRE SOME NA ESCURIDÃO 
LEMBRANÇAS DAS DESPEDIDAS
Fiquei de pé atentando para o carro enquanto ele saía 
do nosso caminho e, lentamente, se movia na escuridão, 
levando minha preciosa companheira de toda a vida. 
Eu nunca tocaria seu corpo cálido novamente.
Sozinho no escuro, permanecí quase transpassado, lá­
grimas escorrendo pelo meu rosto. Fiquei de pé naquela
61
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
entrada de casa tantas vezes, com orgulho e prazer, aju­
dando Daisy a entrar no seu carro com livros e papéis que 
ela manusearia no escritório. Eu lhe acenava com beijos, 
enquanto ela tirava o carro da nossa garagem, e sempre 
respondia com um gesto de amor enquanto partia.
DAISY NÃO VOLTARIA
Mas essa era a última vez que eu a veria partir. Ela 
nunca mais voltaria para mim, neste mundo. Eu estava 
com medo, confuso, desconcertado. Minha esperança e 
minha vida pareceram dissipar enquanto aquele carro 
preto, carregando minha amada, desaparecia na noite.
Como eu podia reentrar na casa? Tentei me recupe­
rar. Fiquei em pé parado, analisando as árvores, as flo­
res, os arbustos que Daisy e eu plantamos e desfruta­
mos juntos. A garoa tinha parado. Lá estava o pátio com 
as adoráveis cadeiras brancas onde Daisy e eu nos sen- 
távamos, conversávamos, líamos nossas Bíblias e orá- 
vamos juntos tantas vezes. Eu olhei para a mesa e as 
cadeiras do pátio onde tão freqüentemente tomávamos 
café e almoçávamos.
Levou um tempo para eu conseguir entrar. Eu sabia que 
tinha de me recompor. LaDonna, LaVona e Daneesa esta­
vam lá. Também sofriam. E a enfermeira-chefe precisa­
62
0 ADEUS FINAL
va sair. Eu queria lhe expressar minha gratidão. Mas não 
conseguia falar. Minha garganta estava travada pelo so­
frimento. Não sairía palavra alguma.
63
CAPÍTULO QUARTO
COMEMORAÇÃO
D e u s escolhe pessoas que são de boa reputação, cheias 
do Espírito Santo e de sabedoria (At 6.3). A Bíblia fala que 
Estêvão era cheio de f é e do Espírito Santo... cheio de f é e 
de poder, [que] fez prodígios e grandes sinais entre o povo 
(At 6. 5,8).
Após o martírio de Estêvão, varões piedosos foram 
enterrá-lo e fizeram sobre ele grande pranto (At 8.2),
No caso da Dra. Daisy Washbum Osbom, pode ser re­
gistrado que *mulheres piedosas foram enterrá-la e fizeram 
sobre ela grande demonstração de regozijo". Houve lágrimas, 
mas eram lágrimas de gratidão.
O LOCAL
O culto em memória à vida e ministério de Daisy foi 
realizado no lindo auditório do prédio que Daisy e eu 
erigimos há décadas atrás, como a sede internacional dos 
nossos ministérios globais.
65
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
A Pastora Superintendente Sênior, LaDonna Osbom 
oficiou na cerimônia. O santuário estava lotado. Ami­
gos e ministros do Evangelho vieram de todos os Estados 
Unidos e do mundo.
DERRAMAMENTO DE AMOR
O ataúde de Daisy foi colocado em meio a uma ban­
cada exuberante de flores. Até os funcionários da fune­
rária comentaram que nunca tinham visto tal cena co- 
piosa de esplendor floral.
Um arranjo de 1,20 m de altura de cravos brancos e 
verm elhos, dos M issionários Bud e Fay Sckler de 
Mombasa, Quênia, foi designado para representar o con­
tinente africano. Firmado num cavalete ao lado do ataú­
de de Daisy, demonstrava o amor da África por sua vida 
e ministério.
Ramalhetes maravilhosos, coroas, plantas, ornamen­
tos, buquês, perfumes e todos os tipos de deslumbrante 
magnificência floral ornamentavam o largo palco com 
seu caleidoscópio de cores e fragrâncias em profusão.
Vieram de muitos ministérios nacionais tais como os dos 
Roberts, Hagins, Copelands, Osteens, Schambachs, Freda 
lindsay, Crouches, Hickeys e de centenas de outros amigos 
granjeados nos Estados Unidos e por todo o mundo.
66
COMEMORAÇÃO
PASTORA LADONNA OFICIA
NO MEMORIAL DE SUA MÀE 
(ROTEIRO PARCIAL DO SERMÃO)
N ó S ESTAMOS AQUI não apenas para comemorar a vida 
de minha amada mãe, Daisy Osbom, mas para celebrar a 
volta para a casa de uma santa de Deus.
E nós estamos aqui para sermos confortados— através 
das lembranças, das canções, das expressões de amor, e 
por estarmos junto de amigos valiosos.
Também, estamos aqui para comissionar aqueles que 
foram receptores das sementes que a Dra. Daisy semeou.
Além disso, estamos aqui para consagrar nossas vidas 
como crentes, de maneira que Deus receba a glória atra­
vés do nosso viver. A Dra Daisy se foi. Nossa jornada não 
terminou. Refletir hoje sobre o seu exemplo motivará a 
renovação de nosso compromisso para levarmos a tocha 
do Evangelho àqueles que ainda estão nas trevas.
CARTA DE EVELYN ROBERTS PARA T.L.
Nossa família tem tido um relacionamento duradouro 
e prezado com tantos de nossos amigos hoje aqui. Quan­
do Oral e Evelyn Roberts receberam a notícia do faleci­
mento de mamãe, Evelyn escreveu a meu pai esta precio­
sa carta.
67
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA — TRIUNFO
Ela disse que tinha refletido sobre a sua profunda ami­
zad e com D aisy e com o suas v idas estiveram 
entrelaçadas. Disse que o Senhor ministrou para ela, sus­
surrando, que Daisy estava cansada, que ela nunca aban­
donaria o trabalho, então agora ela havia entrado no 
descanso de suas obras no ministério.
Eu estava analisando os anos, as viagens de avião, os 
corredores, as cruzadas, as viagens, as reuniões, os pro­
blemas, as soluções, as críticas, as tarefas, as longas noi­
tes, as gravações, os livros, as câmeras e tudo o que faz 
andar a vida de um ministério. Minha preciosa mãe me­
rece um descanso!
Chorei quando li as palavras de Evelyn porque eu ti­
nha ajoelhado ao lado da cama de mamãe durante seus 
últimos momentos. Eu fiquei dizendo: "Descanse; só des­
canse, mamãe! Você tem trabalhado tanto. Você nos ensi­
nou como fazer o trabalho. Você nos mostrou o caminho. 
Você tem sido paciente e amorosa, forte e perseverante. 
Agora, mamãe, só descanse. É a nossa vez de carregar a 
tocha, e nós o faremos. Sim, mamãe, nós o faremos".
A FORÇA DOS AMIGOS
Nós honramos a vocês que vieram para esta cerimô­
nia. Há tantas pessoas importantes de partes distantes do
68
COMEMORAÇÃOmundo. Nós sentimos a sua força e eu lhes agradeço em 
nome de meu pai e de nossa família. Vocês são queridos 
e preciosos para nós.
Estes ramalhetes de flores representam apenas uma 
fração daqueles que nós recebemos. Nossos lares estão 
repletos. A tumba já está adornada. Obrigada. Todas as 
flores, cada botão, refletem este amor derramado em 
profusão.
OS ORADORES
Hoje, diferentes pessoas falarão para nós. O Arcebis­
po Silas Owiti, de Kisumu, Quênia, será o primeiro. Ele 
empreendeu uma longa viagem para homenagear sua 
amiga especial, a Dra. Daisy, com a qual trabalhou tão 
próxim o em muitas cruzadas nacionais, servindo como 
Coordenador da maior parte das Cruzadas Osbom na 
África Oriental.
Então a Dra. Margaret Idahosa, esposa do Arcebispo 
Benson Idahosa, da Nigéria, falará em nome das mulhe­
res do mundo cujas vidas foram impactadas pela vida e 
pelo ministério da Dra. Daisy.
O Pastor John Osteen da renomada Lakewood Church, 
em Houston, Texas, está aqui com sua esposa e compa­
nheira de equipe, Irmã Dodie. Ele está entre os melhores
69
POR QUÊ?— TRAGÉDIA — TRAUMA— TRIUNFO
exemplos de liderança na Igreja de hoje, um pastor ver­
dadeiramente apostólico com uma visão mundial e pai­
xão por milhões de pessoas desesperadas neste mundo 
conturbado. O Pastor Osteen compartilhará sua mensa­
gem conosco.
Então meu filho mais velho, o Missionário Evangelista 
Tommy 0 'D e ll, falará, representando a familia e ele 
mesmo, dividindo conosco seu próprio tributo à sua avó. 
Ele é o primeiro neto dela.
Depois do tributo de Tommy, minha filha mais velha, 
LaVona Thomas, lerá um poema que ela compôs depois 
do falecimento de sua avó.
Agora, o Arcebispo Silas Owiti do Quênia.
ARCEBISPO SILAS OWITI
A DRA. DAISY Osbom revolucionou minha vida e o meu 
ministério. Conheço T.L. e Daisy Osbom desde 1955.
Voei para Tulsa para encontrá-los. Tivemos uma con­
versa amorosa sobre como alcançar minha nação e con­
tinente para Cristo. Eu lhes pedi para trazer o Evangelho 
de milagres para o meu povo e eles aceitaram.
70
COMEMORAÇÃO
TRABALHO DE PREPARAÇÃO DA CRUZADA
A Dra. Daisy chegou para começar o trabalho de cam­
po. Ela me designou como Coordenador. Eu nunca encon­
trei uma mulher que trabalhasse tanto.
Ela pregava quase todas as noites durante as semanas 
das reuniões pré-cruzada, alcançando todas as igrejas 
da província. Nós escrevíamos cartas, pedimos autori­
zações, visitamos Comissários Provinciais e dos Distri­
tos, membros de conselho das cidades, rádio, TV e im­
prensa.
A Irmã Daisy Osbom se comportava com notável sa­
bedoria, dignidade, amor, humildade. Ela era uma diplo­
mata feita. Eu a levei ao topo dos líderes, incluindo meu 
amado Presidente— mais do que uma vez— cujo cora­
ção os Osbom conquistaram completamente.
A S PESSOAS ESPERAVAM MILAGRES
Eu estou aqui hoje representando o povo da minha 
nação. Qualquer hora que anunciávamos uma Cruzada 
Osbom, as pessoas esperavam grandes milagres trans­
formadores de vida e irrefutáveis.
Elas sabiam que cadeiras de roda voltariam vazias, que 
muletas, bengalas e coletes seriam atirados no estádio da
71
POR QUÊ?— TRAGÉDIA — TRAUMA— TRIUNFO
cruzada e ao longo das estradas, por causa da pregação 
desta mulher e de T.L., e por causa do poder do amor 
curador de Deus.
Nas noites de abertura, 100.000 ou mais pessoas po­
diam estar presentes. Deve haver mais almas no céu 
vindas áa África do que de qualquer outra parte do 
mundo, por causa das cruzadas dos Osborns.
Eles dizem às pessoas: "Jesus Cristo morreu e reviveu. 
Nós não pedimos que você O aceite a menos que você faça 
as coisas que Ele fez quando Ele estava aqui. Quando você 
testemunhar que Ele faz o mesmo hoje, então você O re­
ceberá na fé como seu Salvador. Você vai fazer isso? E a 
multidão sempre respondia com um ecoante SIM!".
MÍRIAM GARE, A LEPROSA
Fosse a Dra. Daisy ou o Dr. T.L. pregando, Deus sempre 
confirmava. Uma noite, eu me recordo de uma mulher, 
Miriam Gare, que se escondeu debaixo de uma árvore no 
canto de úma multidão para evitar que fosse vista, por­
que ela não era somente uma leprosa, mas também para­
lítica e tinha que se arrastar no chão. Seus pés e mãos quase 
já tinham ido embora por causa da hanseníase.
Naquela noite, os Osborns oraram somente para os sur­
dos ouvirem. Mas o amor de Deus não podia ser limitado.
72
COMEMORAÇÃO
Ele veio até Minam embaixo daquela árvore e Seu gran­
de poder curador a fez inteira de novo.
Na manhã seguinte, as pessoas vieram gritando na mi­
nha porta: "Silas, Silas. Venha ver !" Eu corri com meu 
carro até o Mercado do Jubileu. Uma grande multidão cir­
cundava esta mulher que foi curada de lepra e paralisia. 
Ela estava andando na rua para mostrar ao povo como 
ela foi curada. Andou até ficar exausta.
Eu corri no meio daquele povaréu e tomei-a nos braços 
até o meu carro, livrando-a da multidão. Ela estava an­
dando sem medir limites. Depois do seu milagre, a Irmã 
Miriam Gare sempre freqüentou nossa igreja e tem sido 
uma grande testemunha de que Cristo hoje não mudou.
OBRIGADO, AMÉRICA!
Meus amigos americanos, eu tenho dito muitas ve­
zes, eu os saúdo porque vocês têm produzido homens e 
mulheres maravilhosos para compartilhar o Evangelho 
com todo o mundo.
Hoje, nós homenageamos esta mulher excepcional, a 
Dra. Daisy. Você sabia que ela ministrou para mais pes­
soas do que qualquer outra mulher na História? Obriga­
do por enviá-la ao Quênia. Ela e seu marido conquista­
ram os corações da África.
73
POR QUÊ7— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
Milhares de pessoas se acotovelavam nas suas reu­
niões. Você pode imaginar vinte mil pessoas, ou mais, 
dando suas vidas para o Senhor em uma reunião? Eu 
testemunhei isso em minha nação.
EU SOU UMA TESTEMUNHA VIVA
Vi milagres acontecendo— o cego, o surdo, o mudo e o 
paralítico foram feitos de novo. Ninguém pode me con­
fundir, dizendo que Jesus não faz mais milagres.
Eu sou um crente em milagres, não só porque testemu­
nhei tantos deles, como também porque eu, eu mesmo, 
sou um milagre vivo, ambulante.
Eu tive um acidente terrível. Minha amada esposa foi 
morta. Eu estive paralisado. Deus me levantou e vocês 
me vêem hoje. Estou bem pelo Seu poder.
QUANDO EU ESTAVA MORRENDO...
Perdoem-me por chorar. Meu Senhor chorou quando 
Ele encontrou Seu amigo Lázaro morto (Jo 11.35). Mas o 
meu choro de hoje são lágrimas de alegria, porque eu es­
tou achando que foi uma missão de amor, que a Dra. Daisy 
realizou, que salvou minha vida.
Quando minha esposa morreu e fiquei paralítico, as 
notícias chegaram até a América. A Dra. Daisy voou
74
COMEMORAÇÃO
imediatamente para o Quênia para assistir ao funeral 
da minha esposa, que era sua amiga querida. (Eu não 
podia estar presente porque eu estava morrendo no 
hospital.)
No dia em que mamãe Daisy aterrisou no Aeroporto In­
ternacional de Nairobi, depois de voar por mais de vinte 
horas, ela não se instalou num hotel. Ela sabia no seu es­
pírito que não havia tempo a perder. Foi impelida a pegar 
um táxi e ir diretamente com suas malas até o hospital 
onde eu estava.
Eu tinha acabado de voltar da sala de cirurgia. Quan­
do recobrei a consciência e abri meus olhos, segundo 
meus amigos, eu estava olhando diretamente nos olhos 
de mamãe Daisy Osborn. Eles estavam faiscantes, ungi­
dos e cheios de compaixão. Eu a vi e chorei como um 
bebê. E ela chorou também.
EXPRESSANDO AMOR
Eu estava com uma dor terrível. As duas pernas esta­
vam quebradas. Meus braços se quebraram três vezes. E 
eu estava paralisado. Mas eu não estava chorando por 
causa dessas coisas. Eu estava chorando por causa do 
amor desta mulher expresso através do seu vôo da outra 
parte do mundo para estar ao meu lado.
75
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
Ela se aproximou e perguntou: "Silas, você pode me 
ouvir?" Eu disse: "Sim, mamãe". Ela falou: "Deus me 
mandou até você. Ele me disse na América que se eu não 
viesse, você morrería. Existe alguma coisa no seu tórax 
que vai matá-lo".
No acidente, fui atirado ao longe e batí o peitonuma 
pedra enorme, quebrando minhas costelas e lesando a 
coluna. Era terrível para respirar. Os médicos tiraram 
raio-X, mas eu estava partido em tantos lugares que eles 
não conseguiram ver que meus pulmões estavam perfu­
rados. Eu sabia que eu estava morrendo, mas eu estava 
muito fraco para lhes dizer.
ELA TOCOU NO PONTO
Deus falou para Daisy na América, ela ouviu Sua voz 
e veio até mim sem demora. Quando ficou ao lado da 
minha cama, ela estendeu sua mão e a colocou no ponto 
preciso onde o estrago era insuportável — nos exatos 
seis centímetros quadrados.
Então ela comandou que a dor desaparecesse no Nome 
de Jesus. O poder de Deus me percorreu. Eu testemunho 
para vocês, aqui e agora, que fui instantaneamente cura­
do e não tive mais dor naquela área do meu corpo, des­
de aquele momento abençoado.
76
COMEMORAÇÃO
Deixe-me compartilhar com vocês que tipo de senhora 
é esta cuja vida viemos aqui homenagear. Na Cruzada de 
Mombasa, a Dra. Daisy estava pregando para a multidão. 
Eu me sentei lá me maravilhando com o poder e unção de 
Deus que se moviam através desta mulher.
Quando ela convidou não-crentes a aceitar a Cristo, li­
teralmente milhares responderam. Ela orou e depois os 
ajudou a receber a salvação. Então ela lhes falou que o 
Único que perdoava pecados também lhes curaria os cor­
pos doentes.
SIN AIS DE MILAGRES E PRODÍGIOS 
QUANDO DAISY PREGAVA A PALAVRA
Daisy ficava lá como um anjo de luz e orava com fé 
para a cura das pessoas naquela multidão. Eu vigiava 
enquanto os milagres aconteciam.
Paralíticos atiravam suas muletas. Vi cadeiras de roda 
levantadas como testemunho de que aqueles que senta­
vam ali estavam andando. Eu vi pessoas atirando coletes, 
bengalas e bastões. Cegos recuperavam a visão e surdos 
ouviam. Eu lhes digo, estamos pagando tributo a uma gran­
de mulher de Deus que terminou sua caminhada terrestre 
e partiu para receber uma recompensa muito grande.
Depois daquela reunião em Mombasa, o poder de Deus 
era tão forte. Nós passávamos com nosso carro no meio
77
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
de pessoas que estavam cantando e se rejubilando. Vimos 
uma mulher se mexendo apoiada em suas nádegas, para­
lisada, incapaz de andar.
CURADA NA RUA
Alguns crentes lhe perguntaram: "Por que você ainda 
está se arrastando com seu quadril enquanto muitos es­
tão andando? Por quê?" E eles estavam tão cheios de fé 
que começaram a louvar a Deus com aquela mulher. En­
tão, o poder de Deus veio sobre ela e, para surpresa das 
pessoas na rua, ela se levantou e começou a andar. Eu tes­
temunhei esse milagre pessoalmente. A Dra. Daisy tinha 
pregado tão poderosamente que todos tinham sido afeta­
dos pela mensagem— e o Senhor Jesus estava confirman­
do a Sua palavra.
Aqui está diante de nós esta grande mulher, esta serva 
de Deus, esta Embaixadora — uma diplomata, uma 
missionária, uma pioneira. Se ela estivesse sendo velada 
na África, havería de cem a duzentas mil pessoas come­
morando sua vida.
Eu lhe digo, Dra. Daisy Osbom, minha querida e ama­
da amiga "Descanse em paz. Obrigado por sua vida e seu 
exemplo".
78
c o m e m o r a ç ã o
DRA. M ARGARETIDAHOSA
E s TOU AQUI hoje para saudar mamãe Daisy, por causa 
do que ela significa para as vidas de homens e mulheres 
em minha nação, a Nigéria, e no mundo inteiro.
Esta grande mulher é um General, uma legenda do nos­
so tempo, uma mulher destemida, cheia de amor, digni­
dade e integridade. Eu a encontrei alguns anos atrás e ela 
nunca mudou.
Eu sou a esposa do Arcebispo Benson Idahosa. Quando 
encontrei mamãe Daisy pela primeira vez, nós éramos 
pastores de uma pequena igreja. Mulheres tinham que ser 
submissas— vistas, mas não ouvidas— no fundo, princi­
palmente produzindo bebês.
MAMÃE DAISY ME ACHOU
Quando a Dra. Daisy Osbom e o Dr. T.L. vieram à mi­
nha cidade para uma grande cruzada, eu geralmente me 
sentava no fundo da nossa igreja, porque não havia lugar 
para eu ministrar e, mesmo antes da bênção, eu já ia em­
bora. Então, esta mulher e seu marido chegaram.
Cem mil pessoas vieram para escutá-los. Parece irreal, 
mas é verdade. Durante a cruzada deles em nossa cidade, 
a Dra. Daisy disse ao meu marido: "Benson, onde está a sua 
mulher?" E ele respondeu: "Ela está em algum lugar".
79
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA — TRIUNFO
Não havia cadeiras na cruzada. As pessoas ficavam em 
pé, ouviam, criam e recebiam seus milagres. As reuniões 
terminavam muito tarde. Noite após noite, eu corria de 
volta para casa, depois que as reuniões terminavam.
EU ERA UMA NINGUÉM 
NUNCA SOUBE QUE TINHA DONS
Uma noite, depois que a Dra. Daisy terminou de minis­
trar na cruzada, ela fez com que o motorista a trouxesse 
até a minha casa, determinada a me encontrar. Ela ficou 
lá fora e bradou: "Onde está a esposa de Benson?" Eu a 
ouvi e fiquei com medo, mas saí e disse: "Sim, mãe. Sou 
eu". Então ela falou: "Quero ver vocl amanhã". E ela foi 
embora.
Meu coração martelava. Por que essa mulher estava 
tão determinada a me ver? Na manhã seguinte, fui ao seu 
hotel. Ela se sentou comigo e conversou por um longo tem­
po. Suas palavras e seu amor transformaram a minha vida.
A Dra Daisy era minha mentora. Ela me encontrou 
quando eu não era ninguém, levou-me bem lá em cima, 
até o púlpito e como líder mundial entre as mulheres.
Eu nunca soube que tivesse dons e talentos. Eu nunca 
soube que podia pregar e que Deus me confirmaria com 
milagres da mesma maneira que Ele confirma meu mari­
COMEMORAÇÃO
do. Eu nunca soube que eu tinha algum valor ou fosse 
bonita. Eu nunca soube que tinha alguma coisa para ofe­
recer à minha geração.
EU TIVE UM NOVO COMEÇO
Mas foi esta mulher, a Dra. Daisy, que se sentou e con­
versou comigo por mais de duas horas. Desde então, se eu 
tivesse um problem a, se eu ficasse d esap ontad a, 
desencorajada, tudo que eu tinha a fazer era chamar M a­
mãe Daisy.
Nós a chamamos Mamãe Daisy. Seu nome é um nome 
familiar em meu pais. Em qualquer lugar, mesmo nas al­
deias mais remotas, eles sabem sobre a Dra. Daisy e T.L.
Mesmo que ela não esteja mais conosco hoje, as semen­
tes que ela plantou na África — e na minha vida — 
viverão e continuarão a produzir fruto para sempre. 
Daisy vive em mim. Ela não se foi para mim. Ela vive 
em minha casa. Seu ministério continua através de mim 
— e através de milhares de outras mulheres.
ELES ME ORDENARAM PARA O M IN ISTÉRIO
A Dra. Daisy e T.L. me ordenaram para o ministério 
quando fazer isso era tabu na África. Quando eu voltei 
para casa, com meu lindo Certificado de Ordenação, as pes­
soas — e alguns líderes— ficaram chocados.
81
PO RQ U Ê?— TRAGÉDIA — TRAUMA — TRIUNFO
Logo depois, meu marido e eu começamos a ordenar 
mulheres para o ministério. Agora, mulheres africanas 
estão construindo igrejas, pastoreando, evangelizando 
e fazendo tudo o que qualquer ministro do Evangelho 
pode fazer, em pelo menos setenta nações do nosso con­
tinente.
A V ISÃ O — O ENCORAJAMENTO DE DAISY
Há alguns anos, recebi uma visão de Deus para as 
mulheres da África. Eu compartilhei aquela visão com 
Mamãe Daisy. Ela disse: "M argaret, corra atrás dela!"
Nós todas nos encontramos e ela se tornou nossa 
conselheira internacional da União Internacional de Mu­
lheres Cristãs. Temos agora capítulos em setenta nações 
na África e em outras nações pelo mundo.
Hoje Mamãe Daisy não está conosco, mas sua semente 
viverá para sempre.
A Bíblia diz: Fazei sobre isto uma narração a vossos f i ­
lhos, e vossos filhos, a seus filhos, e os filhos destes, à outra 
geração (J11.3).
NÓS CONTAREMOS PARA N O SSO S FILHOS
Eu lhe digo hoje, Mamãe Daisy (porque acho que você 
está me ouvindo): a semente que você plantou em mim e 
nas vidas das mulheres e homens na África, continuarão
82
COMEMORAÇÃO
a produzir fruto. Nós contaremos isso para nossos filhos, 
e nossos filhos contarão para seus filhos, e seus filhos con­
tarão para a próxima geração.
Eu a saúdo, Mãe. Você significou tanto para nós — 
para mim, meu marido, nossos filhos. Você está descan­
sando do seutrabalho agora. Descanse em paz. Nós le­
varemos para a frente a mensagem que você nos ensi­
nou, nós correremos com a visão, nós publicaremos isso 
para que outros também possam correr com ela — até 
que Jesus volte.
PASTOR JOHN OSTEEN 
LAKEWOOD CHURCH-HOUSTON, TEXAS
O IRMÃO SILAS OWITI e a Irmã Margaret Idahosa fo­
ram eloqüentes hoje. O que mais posso dizer? Estes dois lí­
deres poderosos representam a África. Mas muitas nações 
do mundo poderíam prestar tributos similares.
Nós agradecemos a Deus por todas as horas que a Irmã 
Daisy voou nesses aviões, todas as noites sem descanso 
que ela passou no exterior, todos os momentos que ela 
viajou e labutou, com o corpo cansado, quando ela dava 
de si mesma, a fim de alcançar a humanidade sofredora 
para nosso Senhor. Só Deus sabe o que ela realizou pelas 
pessoas do nosso mundo conturbado.
83
POR Q U Ê?— TRAGÉDIA— TRAUMA — TRIUNFO
A INFLUÊNCIA DESTE CASAL
Quando nós refletimos na vida frutífera desta dis­
tinta mulher de Deus, eu represento os muitos minis­
tros e pregadores que foram influenciados e inspira­
dos por sua vida e exemplo em compartilhar Cristo 
com nosso mundo. Centenas de milhares de pregado­
res por todo o globo foram enriquecidos pela vida des­
ta mulher ungida e de seu marido.
Quando vocês falam de Daisy, vocês falam de T.L. 
Quando vocês falam de T.L., vocês falam de Daisy. Eles 
são inseparáveis — sempre foram. Só o céu registrará 
quantos ministros estão pregando o Evangelho hoje por 
causa deles.
Eu me sinto tão abençoado de ter conhecido ambos. 
Quando eu ouvi falar dos Osboms, eu li o livro deles 
"Curai Enfermos e Expulsai Demônios". Eu disse: "Preci­
so encontrar este casal". Chorei quando vi as fotografias 
das multidões e dos milagres.
Como um ministro batista que tinha acabado de re­
ceber o batismo do Espírito Santo, eu não acreditava 
que essas coisas pudessem acontecer em nossos dias. 
Eu pensava: Esses milagres são reais? Eu fui deixado de 
fora?
84
COMEMORAÇÃO
ELES ME DEIXARAM ENTRAR EM SUAS VIDAS
Eu me recusei a desistir até que entrei em contato com 
os Osboms. Eles deixaram que eu entrasse em suas vidas. 
Eu estava decidido a fazer alguma coisa pela minha ge­
ração, contudo não sabia como ir atrás disso.
Mas esta mulher e este homem me tomaram nas suas 
asas e me ensinaram como não pregar sobre Jesus mas 
como pregar JESUS.
Daisy e T.L. terão uma parcela de tudo o que nós fizer­
mos na Igreja de Lakewood no alcance das nações do 
mundo para Jesus.
O CONVITE— OS MILAGRES
Eles m e convidaram para assistir a uma das suas cru­
zadas. Levaram-me à plataforma para me sentar com 
eles. Colocaram seus braços à minha volta e me deixa­
ram olhar bem de frente para os rostos das pessoas que 
tinham recebido milagres. Eu quero dizer, eles me fize­
ram ficar bem ali e ver aqueles milagres, um após o 
outro.
T.L. e Daisy viram a fome no meu coração e estavam 
determinados que eu deveria contemplar a glória do Se­
nhor em ação — bem ali diante dos meus olhos. Quando eu
85
POR QUÊ?— TRAGÉDIA — TRAUMA — TRIUNFO
ouvi seus ensinamentos, testemunhei aqueles milagres e 
observei a simplicidade do seu ministério, eu concluí: "Isto 
é bíblico. Eu posso fazer isso".
Nos oito anos seguintes, fui por todo o mundo, e Deus 
confirmava a Sua palavra onde quer que eu pregasse. 
Então, Ele me disse que voltasse a Houston e construísse 
a Lakewood Church como um grande centro de alcance 
mundial — uma base para alcançar as nações com a 
mensagem e o amor de Jesus.
O GRANDE FAVOR DE 
DAISY PARA MIM
Não faz muito tempo, Daisy fez algo muito especial para 
mim. Vocês podem rir quando eu lhes disser o que foi, mas 
foi uma gentileza que eu jamais esquecerei.
Eu tinha ficado envolvido pela Lakewood Church e as 
responsabilidades do pastorado. Já fazia um longo tem­
po que eu não ia ao exterior para conduzir uma cruzada. 
Eu tinha feito isso naqueles oito anos mas, então, quando 
Deus me levou a construir a Lakewood Church como um 
"Oásis de Amor para um Mundo Perturbado", fiquei nos 
Estados Unidos e me dediquei ao ministério pastoral, com 
exceção de algumas viagens missionárias ocasionais ao 
estrangeiro.
86
COMEMORAÇÃO
CRUZADA E SEMINÁRIO DE LÍDERES 
NOVA DELHI, ÍNDIA
N ós decidim os realizar uma grande cam panha 
evangelística e um seminário de líderes em Nova Delhi, 
índia, a capital daquela enorme e histórica nação. Eu 
estava me preparando para ir.
Eu tinha conversado com o Irmão T.L. sobre isso. Eu 
não tinha pregado em cruzadas no exterior durante anos 
e, eventualmente, me tomei assustado, imaginando se 
eu estava à altura da tarefa. Isso pode soar meio bobo, 
mas é verdade. Eu contei para o T.L. "Eu acho que eu já 
esqueci como fazer".
Inscrevemos 3.200 pastores e pregadores de toda a 
índia, mais milhares de outros líderes, trabalhadores e 
estudantes. Embora possa parecer duro de acreditar, eu 
estava em pânico. Então, telefonei para a Daisy. Eu dis­
se: "Daisy, eu vou tomar o avião amanhã e estou com 
medo que eu tenha esquecido como pregar". Falei: "Você 
poderia me mandar pela FedEx as mensagens de T.L. 
que ele pregou na sua cruzada de Hyderabad, índia?"
Eu disse a ela (com um sorriso por dentro, porque ela e 
T.L. me conheciam tão bem): "Estou lhe dizendo que se 
você não me mandar aquelas fitas, eu vou falhar naquela 
grande cruzada e no seminário em Nova Delhi. Eu não 
sei o que fazer. Você tem que me ajudar".
87
POR QUÊ?— TRAGÉDIA — TRAUMA— TRIUNFO
SE FUNCIONA PARA OS OSBORNS 
FUNCIONARÁ PARA OS OSTEENS
Naturalmente, a Irmã Daisy deu risada e disse: "Pas­
tor John, você sabe como pregar". Eu disse: "Irmã Daisy, 
mande-me aquelas fitas ou eu estou liquidado!" Ela me 
garantiu: "Você as terá de manhã, Pastor".
E ela me mandou pela Federal Express o jogo completo 
das fitas de pregação de T.L. da sua Cruzada de 
Hyderabad, mandando-as durante a noite para Houston. 
Eu as recebi antes de partir e ouvi enquanto viajava para 
a índia. E o que funciona para T.L. e Daisy funciona para 
John Osteen porque é a palavra de Deus!
Daisy e T.L. marcaram a mim e a minha esposa Dodie. 
Mas não apenas nós. Milhares e milhares de pregadores 
foram abençoados e levantados pela sua influência divi­
na.
Dodie e eu somos gratos de podermos participar desta 
cerimônia. Daisy foi recebida na sua casa celestial para 
estar sempre com o seu Senhor. Nosso dia ainda não che­
gou. Ainda não estamos em casa.
BEM-VINDA AO LAR!
Esse reconhecimento de mérito que estamos fazendo 
com Daisy é lindo. Mas eu lhes digo, quando Daisy su­
88
COMEMORAÇÃO
biu ao céu, milhões que ela ajudou a trazer para Jesus es­
tavam lá para encontrá-la. Que glorioso "Bem-vinda ao 
la r !" deve ter sido. Glória a Deus!
Ela disse, como Paulo: O tempo da minha partida chegou. 
Estou pronta. Combati o bom combate, acabei a carreira, guar­
dei a f é (2T m 4.6,7).
Esta é a coisa mais importante para todos nós, acabar a 
carreira com fé inabalável. Quando Deus termina o que 
tem conosco, nós podemos voltar para casa para estar­
mos com Ele! Paulo acrescentou: A coroa da justiça me está 
guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e 
não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua 
vinda (2T m 4.8).
Eu saudo você, Daisy Osbom, pelo que você significa 
para mim e Dodie — e nosso mundo aflito. Nós a honra­
mos. Sentiremos falta de você. Mas, graças a Deus, um 
dia nós estaremos todos juntos novamente.
SAUDAÇÃO DE TOM M Y O 'DELL 
PARASUAAVÓ
Eu GERALMENTE ME ORGULHO de ser capaz de usar 
as palavras. Mas toda a eloqüência desapareceu. Uma 
grande pessoa se foi e sua falta será dolorosamente sentida.
89
PO RQ U Ê?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
Eu conheci esta preciosa mulher de Deus. Nossa dor 
pessoal está exposta hoje. Sua pessoa não percorrerá mais 
a terra outra vez, até que o mundo sofra uma transfor­
mação. Eu faço voto de continuar em suas pegadas.
Pela graça divina, tenho podido pregar o Evangelho para 
milhões de pessoas. Este favor me foi concedido pelo amor 
do meu Deus, maseu acho que em grande parte por causa 
da fé e da influência de minha querida avó.
ELA ME FEZ SENTIR GRANDE
Eu não a vejo ali naquele caixão com arranjo de flores. 
Ela está com o Senhor. Só o seu templo de barro está 
aqui. Ela habitou num templo maravilhoso.
Eu não sou alto fisicamente, e vovó era miúda. Mas sua 
presença era tão forte que ela me fazia sentir alto. Onde 
ela ia, ela era grande. Você se esquecia de quão baixinha 
ela era.
Vamos hoje renovar nosso compromisso com a missão 
pela qual minha avó viveu, a evangelização daqueles que 
foram esquecidos.
Meus avós foram ao mundo inteiro, e muitas nações 
estão hoje aqui representadas. Se houvesse tempo, falari­
am pessoas da Europa, Ásia, índia, Caribe, Canadá, In­
glaterra, América Latina e de outras nações.
90
c o m e m o r a ç Ao
Há pessoas aqui hoje cujas vidas não estão corretas di­
ante de Deus. Mas repensar na vida frutífera de minha 
avó fez com que nós reavaliássemos nossa própria situa­
ção diante de Deus. Renda-se a Ele, hoje. Do seu próprio 
jeito, faça paz com Deus. Ele ama você. Ele está querendo 
alcançar você agora mesmo.
EU ACHAVA QUE ELA ERA 
UM ANJO ENCARNADO
Não sei como lhes expressar o que significou para mim 
esta mulher de Deus. Quando eu era um garoto, eu acha­
va que ela era um anjo encarnado— um anjo de bonda­
de. Para mim, a sua casa era onde os anjos moravam. Seu 
espírito deu luz à minha vida. Ela era preciosa para mim.
Na adolescência, envolvi-me profundamente com dro­
gas e quase me matei. Saí de casa com dezesseis anos e 
nunca voltei. Abandonei a escola e nunca concluí o estudo.
SUA BUSCA CONTINUOU— EU FUI SALVO
Mas o espírito de minha avó nunca cessou de lutar por 
mim. Ela se encontrava lá quando meu cérebro estava 
torrado e não havia esperança para mim — eu era um 
zumbi — e ela jejuava e intercedia a meu favor, como 
minha mãe fazia, e nunca desistiu. Quando eu fui dado 
como morto, Jesus veio até mim e me curou.
91
POR QUÊ?— TRAGÉDIA — TRAUMA — TRIUNFO
O legado de minha avó é incalculável. Ela cria que a 
redenção provida por Jesus na cruz era tanto para as 
mulheres como para os homens — que todos os filhos 
de Deus são iguais perante Ele.
Vovó, eu ajudarei a espalhar aquela mensagem para 
um mundo ferido, de que mulheres e homens são igual­
mente bem-vindos pelo Pai, que a Sua unção é para Suas 
filhas bem como para os Seus filhos, e que é para o mes­
mo propósito — sermos Suas testemunhas até aos con­
fins da terra (At 1.8).
SAUDAÇÃO DE TOMMY 0'D E L L
E s c r e v í estas palavras para saudar a vida e o ministé­
rio excepcionais de minha avó.
Querida Vovó,
Eu amo você.
Você sempre fo i um anjo de bondade, 
um anjo de luz.
Você, generosa e boa, 
é meu padrão de referência confiável. 
Além das limitações das esquálidas 
ruas passadas da existência, 
está o seu próprio modelo.
92
COMEMORAÇÃO
Eu me lembro dos anos perdidos da inocência, 
quando você era pam mim como a deusa da benevolência, 
a visão da abençoadíssima.
Além dos meus desejos mortais, 
você me deu a paixão pelo eterno.
Você fo i o ser mais espiritual no meu universo. 
Sua voz gentil penetrava nas nuvens 
enroladas da serpente.
Você sabe o que eu sou.
E, apesar do que eu sou,
Eu sempre favorecerei o feminino 
por sua causa.
Eu estarei sempre lhe devendo.
Porque, na minha ignorância, 
você me mostrou as maravilhas da mulher.
P or que você, amada por este homem gentil, 
sente pena — como Moisés sentiu — 
pelos seus compatriotas 
em escravidão odiosa e abominável? 
Porque você sofreu mesmo essa empatia, 
outros podem respirar, libertos!
Você não está só.
93
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
Eu continuarei a servir
como seu representante de igualdade neste nosso mundo, 
através dos anos vindouros, até o final.
Não morre aquele que vive para sempre.
Descanse, vovó! Nós levaremos a tocha!
UM TRIBUTO À AVÓ 
PELA NETA L AVON A THOMAS
E u ESTOU AGRADECIDA por ter podido ficar ao lado 
da cama de minha avó — com minha mãe, irmã e avô 
— quando ela partiu para estar com Jesus. Eu nunca 
esquecerei a paz que ficou no seu rosto até seu último 
suspiro. Depois que ela faleceu, eu fui para casa e es- 
crevi este poema em sua honra. Eu tentarei lê-lo para 
vocês.
FILHAS DE NOSSO SENHOR
Eu quero escrever sobre você, vovó, 
Mas não sei por onde começar.
As recordações que você me deixou 
São tesouros no meu coração.
94
COMEMORAÇÃO
N ão existe um modo de eu poder algum dia dizer 
Todas as coisas que eu prezo em voei,
Seu amor, sua coragem, sua f é em Deus.
Bem — esses só nomeiam alguns.
Você marcou as vidas de milhões 
Com redenção — o comando de Cristo.
Você ensinou que Deus ama as mulheres 
Da mesma forma como Ele ama os homens.
Desde a casta mais elevada até os aldeões,
Você ajudou-os a compreender 
Que^les têm valor — são redimidos- 
Eles são vitais no plano de Deus.
Eles receberam dons do Pai,
Elas são filhas do nosso Senhor;
E com as mãos dadas nós todos podemos compartilhar 
O amor de Deus em um acorde.
Agora você está a í sentada com Jesus,
Que é onde deve estar.
Mas todas as sementes que você deixou na terra 
Continuarão a libertar as pessoas.
Obrigada, vovó!
&
95
PO RQ UÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
TRIBUTO DE T.L. À SUA ESPOSA E COMPANHEIRA 
DE MINISTÉRIO A VIDA TODA
LIDA PELO PASTOR CH ARLES NEIM AN 
CENTRO DE VIDA ABUNDANTE, EL PASO , TEXAS
E u QUERO dizer algumas coisas para honrar a memó­
ria de minha amada esposa, mas não acho que eu mesmo 
possa fazê-lo. Pedi ao Pastor Neiman que lesse estas pa­
lavras para mim.
Depois de setenta lindos anos de vida — dnqüenta e 
três compartilhados comigo— Daisy adormeceu nos meus 
braços. O seu passamento para os braços de Jesus foi mui­
to precioso e santo. Esse é o coroamento de tudo o que a 
vida cristã significa. É a vitória gloriosa da vida sobre a 
morte. Daisy agora nos precedeu na ida para a glória fi­
nal dos redimidos que morrem no Senhor.
UMA VIDA BEM VIVIDA
Ela começou bem jovem e fez cada dia valer para Cris­
to. Foi salva com doze anos. Nós nos casamos quando 
ela só tinha dezessete. Éramos pastores quando ela esta­
va com dezenove anos, e fomos missionários na índia 
quando ela só tinha vinte.
96
COMEMORAÇÃO
Deus nos agradou com quatro filhos lindos. Nós entre­
gamos três deles de volta para Ele, dois ainda bebês e, en­
tão, nosso filho Tommy, um evangelista e músico, que foi 
para o Senhor com a idade de trinta e quatro anos.
TRAGÉDIAS QUE RESULTARAM EM TRIUNFO
Quatro dias depois da promoção dele— e suportando 
uma dor profunda — Daisy estava arrumando as malas 
para ministrar na França e depois na África, onde nós tes­
temunham os em cruzadas enormes.
Quando nós tivemos de dar nossa primeira filha, na 
semana seguinte, um pastor nos pediu para cantarmos 
no funeral de um bebê. Embora atingidos por nossa pró­
pria perda, Daisy decidiu que ela podia ir, e foi.
Aconteceu outra vez, aqui em Tulsa, quando nossa úl­
tima criança nasceu, e então viveu somente por alguns 
momentos. Depois de duas semanas, nós partimos para 
as históricas cruzadas de Cuba. Daisy suportava com clas­
se sua dor. Um dia ela me disse: "Amorzinho, o Senhor 
me sussurrou que nós encontraremos nossa própria cura 
continuando a ajudar a curar os outros".
Ano após ano, ela saía da sua casa cheia de conforto 
para trabalhar pesado com suas mãos, tomando nossa 
vida na estrada a mais funcional possível. Em casinhas,
97
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
apartamentos, ou quartos de hotel de terceira categoria 
— frequentemente em circunstâncias primitivas e difí­
ceis — o amor e a fé de Daisy eram consistentes.
MEU CONSOLO
Eu não entendo por que ela se foi do meu lado. É um 
consolo entregar tudo nas mãos amorosas dEle; sabemos 
que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daque­
les que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu de­
creto (Rm 8.28).
Quase quatro dias antes de Daisy passar desta vida, 
ela disse: "Peça aos nossos amigos para não me reterem 
mais aqui com suas orações.Eu terminei minha carreira 
terrena. Minha semente correrá com a mensagem. Man­
tenha desligada a televisão. Desligue os telefones. Eu que­
ro o quarto quieto. Eu estou esperando que o meu Jesus 
apareça para mim. Ele virá muito breve. Eu estou em 
paz".
O TRABALHO PRÉ-CRUZADA DE DAISY
Hoje nós celebramos a ida ao lar de uma mulher valen­
te e heróica. Ela me precedia nas campanhas por todo o 
mundo— sempre indo adiante para preparar o caminho 
com o governo, a imprensa, com os pastores, para arran­
98
COMEMORAÇÃO
jar as publicações, para garantir as instalações da cruza­
da e do seminário.
Na minha chegada, havia sempre uma recepção de toda 
a cidade para me honrar. Eu não posso deixar de imagi­
nar a grande recepção que ela arrumará com os anjos para 
a minha chegada, quando for a minha vez de partir.
SUAS CONFERÊNCIAS NO ESTRANGEIRO
A Conferência Pan-Africana de Mulheres organizada 
por Daisy foi freqüentada por milhares de mulheres. Hoje 
há cen ten as d aquelas m ulheres nos m in istérios, 
edificando e pastoreando igrejas, Escolas Bíblicas, 
evangelizando em aldeias e assim por diante. O mesmo 
poderia ser dito sobre suas grandes conferências no 
Quênia, na Nigéria, em Gana, na América Latina, na 
Malásia, na índia e em muitas outras nações.
Centenas de mulheres hoje na índia estão no ministé­
rio de evangelismo, desde que participaram da Confe­
rência Trans-Indiana de Mulheres em Hy derabad. Foi o 
maior evento de mulheres cristãs na história da índia.
Recentemente, a mesma coisa aconteceu no ginásio de 
esportes de Bogotá, Colômbia, com 6.000 pessoas senta­
das. Foi a maior Conferência de Mulheres Cristãs na His­
tória da América do Sul.
99
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
Nós publicamos mais de doze toneladas dos cinco li­
vros principais de Daisy para as mulheres de lá— em es­
panhol, e demos um jogo completo para todas as mulhe­
res que participaram. Fizemos o mesmo na índia e em 
outras nações. A sua vida e ministério afetaram milhões 
de mulheres em todo o mundo.
Além dos seus cinco livros principais, ela escreveu mais 
de trinta livretos. Seus cursos de Bíblia distribuídos pelo 
mundo, tanto em áudio como em videocassetes, estão aju­
dando as mulheres crentes a descobrir sua identidade, dig­
nidade, igualdade e destino no plano de redenção de Deus.
UMA VERDADEIRA 
COMPANHEIRA DE EQUIPE
Nas nossas cruzadas, Daisy dirigia as reuniões. Ela era 
aquela que negociava com os governos, com os pastores, 
enquanto se responsabilizava por todo o peso de nossos 
escritórios internacionais e da correspondência. Além dis­
so, ela compartilhava o trabalho de pregação e ensino na 
cruzada e no seminário.
Em quase cinqüenta e quatro anos de vida em comum 
com ela, enfrentando todas as crises e situações comple­
xas que se possa imaginar, eu nunca ouvi uma palavra ou 
um comentário, ou enxerguei um gesto ou um sinal que
100
COMEMORAÇÃO
fosse negativo ou hesitante. Daisy viveu a fé, a esperança 
e o amor que ela pregava e ensinava.
TUDO MUDOU PARA M IM
Quanto a mim, por um tempo lutarei emocionalmen­
te, porque tanta coisa mudou agora para mim e o meu 
ministério. Eu tentarei racionalizar o que é a auto-pie- 
dade e resistir-lhe, porque a vida precisa continuar.
Com a ajuda de Deus, aprenderei a viver e a ministrar 
sozinho. Há tanto por fazer e tantos com quem comparti­
lhar o amor e a compaixão de Deus. Confio na Sua fide­
lidade. Ele não me abandonará.
Com a ajuda de Deus, levarei a cabo os projetos que 
Daisy e eu planejamos juntos — projetos que ela não 
concluiu comigo. Nós temos bastante para comparti­
lhar com a geração vindoura, de maneira que ela possa 
se beneficiar com aquilo que nós aprendemos.
Ao entregar minha querida companheira de volta para 
Ele, receberei uma grande força, sabendo que vocês me 
sustêm em oração e com o seu amor.
Muito obrigado e que Deus os abençoe.
S5N
101
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
A FILHA LADONNA RENDE TRIBUTO 
À SUA MÃE
Eu ASSUMI o desafio emocional de oficiar esta cerimô­
nia de minha mãe amada, porque ela continua a viver
em mim.
Não deixarei passar esta oportunidade sem levantar 
minha voz de agradecimento pela sua vida, sua influên­
cia, exemplo, fé, amor, ternura, sabedoria e por tudo o 
que sua vida representa.
MAS MAMÃE FEZ!
Dizem que as mulheres não podem pregar. Mas ma­
mãe o fez. Dizem que as mulheres não podem pastorear. 
Mas mamãe o fez. Dizem que as mulheres casadas não 
podem ouvir de Deus, a menos que venha através dos seus 
maridos. Mas mamãe o fez.
Dizem que o único papel da mulher é tomar conta da 
casa, amar o marido, criar os filhos. Mamãe fez tudo 
isso, excelentemente, o melhor — e ela se sobrepujou no 
ministério em volta do mundo.
Mamãe adorava a família. Sua mãe morreu num trá­
gico acidente de vagões de trem quando ela só tinha oito 
anos de idade. Ela nos ensinou o valor da família. Ela 
era a pessoa-chave de nossas vidas.
102
COMEMORAÇÃO
Meu pai e eu, com nossos filhos e netos, lutaremos para 
continuar a fazer aquilo que mamãe fazia tão bem. Ela 
foi uma grande esposa, a melhor mãe, uma avó extraor­
dinária e uma bisavó que nunca falhou.
ELA MINISTRAVA INCONSCIENTE 
DAS LIMITAÇÕES
Por muitos anos, mamãe não falou muito sobre as 
limitações impostas às mulheres pela tradição religiosa. 
Ela apenas vivia a vida de Jesus e fazia o que Ele disse 
para os Seus seguidores fazerem, esquecida do que al­
guns diziam que ela não podería fazer.
Ela vivia e ministrava quase inconsciente das doutri­
nas limitadoras sobre as mulheres, que proliferavam em 
nossa própria cultura. Ela apenas fazia o que Deus colo­
cou no seu coração para fazer, como uma seguidora de 
Jesus Cristo, como uma serva ungida, como uma pessoa 
chamada para um destino. Ela simplesmente o fez.
A PARTE FEMININA DO CORPO DE CRISTO
Mas no meio dos anos setenta, Deus começou a mos­
trar para minha mãe a condição da parte feminina do 
Corpo de Cristo. O seu coração começou a bater com as 
mulheres do mundo que ela vira oprimidas, diminuí­
das e restringidas.
103
POR Q U Ê?— TRAGÉDIA— TRAUM A— TRIUNFO
Observou como elas eram sistematicamente restringidas 
e mantidas na escravidão, amordaçadas e reprimidas por 
algemas religiosas, as quais paralisam os dons que Deus 
investiu nas Suas filhas reais.
Depois de ministrar sob uma poderosa unção do Espírito 
Santo— por mais de trinta e cinco anos, ela ouviu a voz de 
Deus e, como o apóstolo Paulo, não fo i desobediente à visão 
celestial (At 22.19). Cristo apareceu e a comissionou com as 
palavras: "Daisy, pregue o Evangelho para as mulheres".
ABAFADAS PELA TRADIÇÃO
Deus estava levantando uma mulher — cuja fé tinha 
sido provada, que não conhecia limites — para ser uma 
voz às Suas filhas ao redor do mundo.
As mulheres são freqüentemente abafadas por pre­
gações e ensinos masculinizados e elas podem ser con­
fortadas, aconchegando-se no braço de seus maridos, con­
fiando problemas e questões pessoais a pastores homens, 
deixando de descobrir os dons e talentos que Deus inves­
tiu em suas vidas.
O PODER DA BOA SEMENTE
Daisy nos chacoalhou. Ela não nos deixaria descan­
sar. Eu tenho que admitir que levei dez anos para escu­
tar o que ela estava falando.
104
COMEMORAÇÃO
Mas, o tempo todo, sua semente poderosa estava pene­
trando em m im — quando eu até nem mesmo queria. Dia 
após dia, ano após ano, estavam acontecendo coisas na 
minha vida que faziam com que eu me tomasse consci­
ente da situação de muitas mulheres em nossa cultura. 
Não é fácil para as mulheres. Eu comecei a entender isso.
Sim, mamãe viu, através dos olhos de Deus, o mundo 
de mulheres feridas, pelas quais Jesus tinha morrido. Ele 
veio para que todos os cativos fossem libertos e para es­
palhar a redenção, com seu novo começo, para toda a 
humanidade.
Deus quer que homens, mulheres, meninos e meni­
nas de todas as raças, cores, línguas, culturas e de todos 
os níveis econômicos, sociais e acadêmicos saibam que 
Ele os ama, que Ele os criou para o Seu propósito, para 
serem Seu templo,Sua voz, Seu reflexo neste mundo, 
para Lhe darem glória, para falarem dEle num mundo 
ferido. Todas as vozes são necessárias. Todos os crentes 
são chamados.
N Ó S DESCO BRIM O S NOSSAS VOZES
Minha mãe ficava de pé neste mesmo púlpito e dizia: 
"M ulheres, nós descobrimos nossas vozes. Não vamos 
ficar em silêncio nunca mais".
105
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA — TRIUNFO
E eu digo: "Nós não vam os!" Porque existe um mundo 
ferido lá fora pelo qual o coração de Deus está batendo— 
um coração de amor, de compromisso, de promessa, de 
graça, de perdão, de convite, de autoridade, de unção, de 
visão, de identidade, de propósito. E esse coração bate nas 
Suas filhas, bem como em Seus filhos— em todos que cla­
mam que Cristo é Senhor.
Toda pessoa pela qual Cristo morreu é valiosa para Ele, 
tem um propósito no Seu plano, tem um lugar no Seu rei­
no. Por conseguinte, nós — todos nós, tanto mulheres 
como homens— correremos com as boas novas. Nós pro­
clamaremos isso. Gritaremos isso. Anunciaremos isso. 
Nenhum de nós ficará calado. Nós temos uma mensagem. 
Anunciaremos o Evangelho de Jesus Cristo para toda a 
criatura em todos os lugares.
SENHOR, TU NÃO PODES NOS DEIXAR
Eu posso imaginar Jesus com seus seguidores reunidos 
em volta dEle, quando ele avisou de sua partida (Mt 1621; 
Mc 8.31; Lc 9.22; 24.6,7). As mulheres estavam lá junto 
com Ele, assim como os homens (Lc 23.49-55).
Eu posso imaginar seus seguidores dizendo: "Mas, 
Senhor, Tu não podes nos deixar. O mundo precisa de 
Ti. Nunca alguém falou como Tu, ou abriu as Escrituras
106
COMEMORAÇÃO
como Tu, dando-nos luz e vida. A obra ainda não termi­
nou. Muitas cadeias de religiosidade ainda não foram 
removidas. Paredes de divisão ainda impõem a separa­
ção. Muitos ainda estão cativos. Não nos deixes ainda. 
Tu acabaste de alcançar a posição em que o mundo Te 
ouvirá".
E eu escuto as palavras de Jesus— eu as ouço num tom 
alto, claro e firme. Ele disse: Todavia, digo-vos a verdade: 
que vos convém que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador 
não virá [Eu parafraseio]. Mas, quando vier o Consolador, 
farás obras maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai 
(Jo 16.7; 14.12).
De maneira similar, nós, como discípulos de Cristo, que 
temos sido inspirados pelo exemplo de minha querida 
mãe, choraríamos e gostaríamos de retê-la conosco, por­
que nós sabemos que a obra ainda não terminou.
NÓS IRÍAM OS... SE...
Foi conveniente que ela partisse? Se ela não nos dei­
xasse, nós iríamos? Não seria mais fácil para nós se ela 
continuasse a subir nos aviões, andar pelos corredores, 
agüentando alterações de horário, andando quilômetros, 
cumprimentando os dignatários, penetrando nos mer­
cados, fazendo os milagres acontecerem de tal forma que 
o Evangelho chegasse até as pessoas?
107
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
Ela fez isso tão bem. Ela sabia como. Era uma perita. 
N ós precisamos aprender a fazer tudo aquilo? Se ela 
não tivesse ido, nós aprenderiamos — e iríamos?
Esta mulher, cujo templo repousa à nossa frente, cum­
priu sua missão. Evidentemente, nosso Senhor disse: Bem 
está, filha, você fez a sua parte. Você fo i fiel. Venha agora e 
entre no gozo do seu Senhor (Mt 25.21 Parafraseado).
N O SSA VEZ DE DARMOS FRUTO E NOS 
MULTIPLICARMOS
Agora que ela partiu, sim! Nós aprenderemos. Nós ire­
mos. Nós levaremos a mensagem. Faremos a obra. As se­
mentes do seu exemplo e da sua mensagem foram plan­
tadas em nossas vidas. É a nossa vez de darmos fruto e 
nos multiplicarmos (Gn 1.28).
Eu desafio cada mulher e cada homem: Agora nós 
somos a voz desta geração. Agora somos os represen­
tantes de Deus, Seus associados, Seus mensageiros em 
cujas mãos Ele confiou Sua mensagem para todo o mundo 
(1 Tm 1.11).
Os discípulos de Cristo continuaram o que Ele começou. 
Eles O tinham visto. Tinham lidado com Ele. Ouviram Suas 
palavras e observaram-No com seus próprios olhos (1 Jo 1. 
1-3). Estavam com Ele quando Ele deu Sua vida na cruz. Vi­
108
COMEMORAÇÃO
ram quando Seu corpo foi enrolado e deixado num sepul­
cro emprestado. Viram-o depois que Ele ressuscitou e fala­
ram com Ele por quarenta dias, durante os quais Ele Se mos­
trou vivo no meio deles (At 13).
Hoje, vocês ouviram esta mensagem. Vocês viram Sua 
vida, Sua graça e o Seu poder. Vocês sabem que é efici­
ente porque opera eficazmente em vocês (1 Ts 2.13).
A PRÓXIM A GERAÇÃO
Depois que nós deixarmos hoje este lugar para devol­
vermos o corpo precioso de mamãe à terra, levaremos as 
sementes de verdade que ela plantou em nossas vidas, 
através do seu exemplo e ensino, e as passaremos para a 
nossa geração.
Nós as passaremos porque é a verdade que está viva 
em nós. Continuará a viver e a procriar através de nós 
pela unção e poder do Espírito Santo.
SEJAM A VOZ!
Assim, eu insto vocês hoje: Sejam a Voz! Sejam a Voz! 
Vocês leram a citação na frente do programa deste 
memorial. A Dra. Daisy disse:
"Eu sou uma voz que anuncia que a sua redenção che­
gou, que o seu redentor está aqui, que a sua emancipação
109
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
já foi declarada, que o seu resgate já foi pago e estou anun­
ciando isso ousadamente a mulheres e homens de todas 
as raças e cores".
Esta declaração diz tudo para nós agora. Não por cau­
sa da Dra. Daisy, mas por causa de Nosso Senhor Jesus 
Cristo, o redentor, que nos chamou pelo nome e nos de­
signou Seus embaixadores e embaixadoras para o nosso 
mundo que está esperando pelo Evangelho de Cristo. 
Aleluia! Sejam essa voz! (Jo 15.16; At 1.8).
O SALMO DE VITÓRIA DE DAISY
Eu quero ler para vocês, como um tributo à minha 
mãe, partes do Salmo 116 que foi uma inspiração espe­
cial de Deus para ela — ela o chamava de seu Salmo de 
vitória. Ela escreveu uma data nele: 30 de setembro de 
1990. Isso aconteceu logo depois da Conferência de 
Mulheres para a Igualdade Bíblica, que ela conduziu aqui 
neste prédio.
Eu leio isso para você, mamãe.
1 Amo ao Senhor, porque ele ouviu a minha v o z ea minha 
súplica. 2 Porque inclinou para mim os seus ouvidos; portan­
to, invocá-lo-ei enquanto viver. 3 Cordéis da morte me cerca­
ram... 4 Então, invoquei o nome do Senhor...
110
COMEMORAÇÃO
5 Piedoso é o Senhor e justo; o nosso Deus tem miseri­
córdia. 6 Estava abatido, mas ele me livrou. 8 Tu, Senhor, 
livraste a minha alma da morte, os meus olhos das lágri­
mas e os meus pés da queda. 9 Andarei perante a fa c e do 
Senhor, na terra dos viventes.
15 Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos. 16 
Ó Senhor, deveras sou tua serva, filha da tua serva; soltaste 
as minhas ataduras.
A Bíblia diz: Pela fé , Abel ofereceu a Deus maior sacrifício 
do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, 
dando Deus testemunho dos seus dons, e, por ela, depois de 
morto, ainda fa la (Hb 11.4). Daisy continua a falar em nos­
so mundo.
VO SSAS FILHAS PROFETIZARÃO
O profeta Joel disse: E nos últimos dias acontecerá, diz 
Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os 
vossos filhos e as vossas filhas profetizarão... (At 2.17)
O Espírito do Senhor está sobre as pessoas hoje para 
profetizar, para proclamar as coisas boas de Deus. Nós as 
falaremos com intrepidez. Falaremos delas porque nós não 
podemos ficar calados. Deus está levantando vozes em 
todo o mundo.
u i
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
Minha mãe viveu bem sua vida, em obediência ao seu 
Senhor, fiel ao seu chamado, que ela recebeu dEle. O após­
tolo João disse: Bem-aventurados os mortos que, desde ago­
ra, morrem no Senhor... para que descansem dos seus traba­
lhos, e as suas obras os sigam (Ap 14.13).
Nós a seguiremos, mãe. Nós seguiremos você na morte 
um dia. Mas, enquanto estivermos aqui, faremos a obra 
— enquanto você repousa. Nossas mãos estão no arado 
do Evangelho e não olharemos para trás (Lc 9.62). Nós 
seguiremos você e seu exemplo, como você seguiu a Cris­
to. Descanse dos seus trabalhos e seja bem-aventurada!
PARA A FAMÍLIA
Para a nossa família, eu leio estas palavras de Paulo:
Não quero, porém,irmãos, que sejais ignorantes acerca dos 
que já dormem, para que não vos entristeçais, como os de­
mais, que não têm esperança. Porque, se cremos que Jesus 
morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem 
Deus os tomará a trazer com ele... e assim estaremos sempre 
com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com es­
tas palavras (1 Ts 4.13,14; 17,18).
Hoje, nós olhamos para além desta celebração, até o 
dia em que veremos Nosso Senhor face a face e nos reu­
niremos com todos que partiram antes de nós para nos 
rejubilarmos com eles, honrando a Ele, que limpará de nos­
112
COMEMORAÇÃO
sos olhos toda a lágrima (Ap 7.17; 21.4) e estaremos sempre 
com o Senhor (1 Ts 4.17). Amém!
ILUSTRES TRANSPORTADORAS DO CAIXÃO
Seremos agora acompanhados até o Memorial Park 
para o enterro do corpo de mamãe. Os Pastores John e 
Dodie Osteen oficiarão.
Um dos últimos pedidos de mamãe foi o de que seu 
corpo fosse levado ao lugar de repouso final por mulhe­
res cujas vidas ela transformou e que são ordenadas para 
o ministério do evangelismo. Esta guarda de servas 
ungidas de várias nações representa a nova geração de 
portadoras de semente que levarão a mensagem de Cris­
to ao nosso mundo.
Rev. Chyanna Anthony, pastora aqui em Tulsa.Reu Marie 
Brown, evangelista internacional. Rev. Kim Francen, 
evangelista internacional. Rev. Deborah Ong, pastora — 
Malásia. Rev. Christine Groves, pastora— índia. Rev. Winnie 
Owiti, pastora— Kisumu, Quênia. Rev. Sergine Snanoudj, 
pastora — França. Rev. Donna Walker — pastora — San 
Diego, Califórnia.
113
RECONCILIANDO-ME 
CO M A REALIDADE
U m dos fatos mais chocantes, que tive de enfrentar, ocor­
reu logo após o culto em memória de Daisy. Andei até o 
nosso pátio oeste e me sentei numa das cadeiras brancas 
onde Daisy e eu tomávamos frequentemente nosso café 
matinal. Os pássaros nos recebiam a cada manhã com suas 
canções. Rosas novas, lindas, abriam-se para nos cumpri­
mentar com suas cores radiantes e fragrância, adornan­
do nossas horas de amor juntos.
DAISY NÃO RETORNARIA
A percepção dessa realidade me deixou em pânico emo­
cional: Daisy não voltaria mais. Ela não estava fora, con­
duzindo uma conferência. Ela passou para a imortalidade. 
Ela nunca sairia outra vez por aquela porta para juntar-se 
a mim no pátio para uma refeição, um lanche, um tempo 
de leitura da Bíblia ou oração, uma visita. Ela se fora.
CAPÍTULO QUINTO
117
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
O vazio em mim era terrível. Minha mente corria com 
pensamentos do fim. Ela nunca mais se sentaria aqui co­
migo para ler as cartas e pedidos de oração de nossos par­
ceiros, e para orar sobre eles comigo. Ela nunca mais se­
guraria minhas mãos novamente, quando nós concordá- 
vamos em oração.
A linda pessoa com a qual compartilhei minha vida se 
foi. Eu estava engolfado num vazio desolador. Sabia que 
eu tinha que me reconciliar com a realidade. Ao chorar, 
vislumbrei as árvores e as flores que me circundavam. 
Sua beleza se fora. Sua razão de ser cessou de existir.
LAMENTANDO OS FATOS 
SABOREANDO AS MEMÓRIAS
Eu sabia que precisava tomar conta de meus pensa­
mentos. Sim, era verdade que Daisy tinha ido embora e 
que minha vida na terra com ela tinha terminado. Tive­
mos quase cinquenta e quatro anos juntos concedidos 
por Deus. Eu raciocinava que tinha de ser grato por aque­
les anos e tinha de recuperar meu equilíbrio emocional.
A fase mais linda da minha vida tinha terminado. Ago­
ra eu estava encarando a vida só. Eu podería encarar aque­
le fato ou eu podería renunciar à esperança e me entregar 
ao desespero. Eu entendi que perguntar por que Daisy ti­
118
RECONCILIANDO-MECOM A REALIDADE
nha sido levada do meu lado só agravaria a dor que eu 
estava sofrendo
Eu sabia que Daisy e eu tínhamos estado, e eu continu­
ava a estar, entre aqueles que são chamados por seu decreto 
(Rm 8.28). A perspectiva de Deus era maior do que a mi­
nha, então eu sabia que precisava confiar no Senhor de todo 
o meu coração; en ão m e estríbar no meu próprio entendimen­
to (Pv 3 5 ).
APRENDENDO A CONFIAR
Minha irmã, a Rev. Daisy Gillock, que era pastora no 
Texas por quase quarenta anos, tinha ficado viúva. Ela e 
seu marido foram companheiros e namorados no minis­
tério.
Depois do falecimento de Cecil, Daisy Gillock estava 
sentada na sua cadeira, lendo sua Bíblia. Ela sentiu uma 
suave mão colocada sobre seu ombro esquerdo.
Virou-se à esquerda para ver quem era e enxergou 
sandálias e um manto. Jesus tinha vindo confortá-la. Ele 
falou estas palavras: "Daisy, lembre-se, a CONFIANÇA é 
o mais elevado tipo de fé".
A CONFIANÇA é ter uma f é inabalável, mesmo quando os 
eventos ou circunstâncias não são compreendidos. Jó disse, 
em meio a calamidades, que ele não compreendia, ...con­
119
PO RQ UÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
tudo nele esperarei (Jó 13.15). Aprendí a CONFIAR no Se­
nhor num nível que eu não conhecí antes.
Davi disse: O Senhor é o meu rochedo, e o meu lugar forte, 
e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem 
CONFIO; o meu escudo, a força da minha salvação e o meu 
alto refúgio (SI 18.2). No dia em que eu temer, hei de CONFI­
AR em ti (SI 56.3). Habitarei no teu tabernáculo para sempre; 
abrigar-me-ei no oculto das tuas asas (SI 61.4). Mas, para mim, 
bom é aproximar-me de Deus; pus a minha CONFIANÇA no 
Senhor Deus, para anunciar todas as tuas obras (Sl 73.28). A 
palavra "confiança" aparece cento e trinta e quatro ve­
zes na versão King James da Bíblia inglesa.
A CARREIRA DELA TERM INOU 
A MINHA AINDA NÃO ACABOU
Quando minha Daisy partiu desta vida, eu tive de me 
reconciliar com fatos novos, cenário novo, um novo es­
tilo de vida. Eu ficava abatido, por ondas de pânico, 
desorientação, amedrontamento, confusão. Percebia que 
o único jeito de poder sobreviver era enfrentar a realida­
de da mudança e aceitar aquela condição imposta, CON­
FIANDO no meu Senhor.
Eu pensava comigo mesmo: "A jornada terrestre de 
Daisy terminou. A carreira dela se acabou — triunfal­
120
RECONCILIANDO-ME COM A REALIDADE
mente. O dia da sua coroação tinha chegado. Mas a mi­
nha vida não terminara. Eu não devia permitir que meu 
futuro fosse saqueado por essa angústia de solidão. Isso 
não servirá para me curar, e não irá ajudar a mais nin­
guém.
UM SEGREDO SERENO E BÍBU C O
Descobri um segredo sereno e bíblico para triunfar 
sobre a devastação do desespero e dor — uma pers­
pectiva que abre os olhos. Eu podia refocalizar minha 
memória — positivamente, em vez de com remorso, e 
conseguir, com a ajuda e a graça de Deus, superar meu 
trauma. Este segredo bíblico elucidaria o valor infinito 
de continuar a VIVER.
Em vez de lamentar a ausência de Daisy quando eu 
observava cada cena de beleza e tranquilidade na nossa 
residência, eu estabelecí um propósito de desenhar no 
meu banco de memória, e colocar minha amada em cada 
cena comigo. Eu podia aliviar a dor e tirar conforto e 
consolo me lembrando dos nossos bons tempos juntos. Não 
era melhor do que ficar lamentando a ausência dela? Não 
era mais revigorante do que o vazio assustador que es­
tava me assaltando?
121
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
ANALISANDO O POSITIVO 
LIBERANDO O TRAUMA
Eu raciocinei: "Não seria melhor me lembrar da beleza 
de nossa vida juntos? Eu devo olhar para aquelas cadei­
ras brancas do pátio e chorar porque Daisy não está lá 
sentada comigo? Ou no quintal, no jardim com flores, e 
chorar porque Daisy não está mais lá para desfrutar de­
les comigo? Ou na calçada onde passeávamos juntos, e 
lamentar porque ela nunca mais andaria comigo lá outra 
vez? Ou diante das grandes pedras nativas que tínhamos 
trazido dos bosques, e lamentar o fato de que ela nunca 
mais se assentaria comigo naquelas pedras ou se ajoelha­
ria ao lado delas comigo em oração?
Eu coloquei fotografias de Daisy, e de nós juntos, nos 
quartos do nosso lar. Elas estimulavam lembranças bo­
nitas em mim. Eu estava agradecido por termos gasto 
tempo em registrar aquelas fotos. Com ascâmeras, nós 
preservamos momentos significativos e preciosos de vida 
em comum. Agora eu podia reviver aqueles momentos 
em minha memória. Aquelas fotos têm sido uma fonte 
de grande conforto para mim.
GLÓ RIA E VIRTUDE PARA LEM BRAR
Pedro disse: Eu procurarei, em toda a ocasião, que depois 
da minha morte tenhais lembrança destas coisas (2 Pe 1.15).
122
RECONCILIANDO-ME COM A REALIDADE
Ele estava falando da "graça" e da "paz " de Deus, do "Seu 
divino poder", de "vida" e "divindade", e de "ser partici­
pantes da natureza divina" (2 Pe 1.2-4).
Mas, no meu caso, a idéia era de me lembrar das bên­
çãos, das riquezas da vida que Daisy e eu compartilha­
mos juntos, da "glória e da virtude" (2 Pe 1.3) de tantas 
coisas que havíamos experimentado.
Pedro disse no versículo 12: Pelo que não deixarei de 
exortar-vos sempre acerca destas coisas. Então, eu sabia 
que era bíblico se LEMBRAR do que é bom e agradável.
Paulo disse: Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, 
tudo o que é justo, tudo o que ê puro, tudo o que é amável, 
tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e s eh á algum 
louvor, nisso PENSAI (Fp 4.8).
Aquelas fotos preciosas me ajudaram a repensar e a 
reponderar tanto de nossas vidas juntos, que elas foram 
verdadeiras e honestas e justas e puras e amáveis e de boa 
fam a — coisas que tinham virtude e mereciam louvor.
Eu resolvi "pensar naquelas coisas", como Paulo acon­
selhou. E eu ainda faço isso.
Pedro se lembrou do que era positivo em sua vida. 
Ele se recordou. Éramos testemunhas vivas da Sua majesta­
de. Daisy e eu tínhamos sido testemunhas vivas de muito 
da glória de Deus.
123
RECONCILIANDO-ME COM A REALIDADE
O lugar de descanso de Daisy seria um monumento à 
"lembrança da sua fidelidade", da mesma maneira que o 
local onde Sara e Raquel foram enterradas.
O PODER D O S PENSAMENTOS 
O MILAGRE DA MEMÓRIA
Para mim, este era um profundo segredo para perma­
necer vivo, para continuar a ministrar. Eu podia extrair 
consolo do meu rico banco de lembranças.
Em lugar de mergulhar na reclusão desmoralizadora 
da dor, havia uma outra opção. Eu podia fazer como 
Pedro tinha advertido. Podia escolher me recordar das 
bênçãos de nossas vidas juntos.
Meu banco de memória estava repleto de quase cin- 
qüenta e quatro anos incom paráveis de prazer, 
companheirismo, amor, aventura, recompensa, viagem, 
m inistério , m ilagres, jornadas — provavelm ente de 
m aior alcance e mais gratificantes do que as de qual­
quer casal que já pisou nesta terra.
Nós tínhamos sido amantes e companheiros de equi­
pe. Nossas vidas estavam unidas por um amor gentil e 
uma camaradagem que muitos casais nunca conhece­
ram.
127
POR QUÊ?- TRAGÉDIA — TRAUMA— TRIUNFO
COM A AJUDA DE DAISY 
EU CONSERTEI O VELHO FORD
Quando, como recém-casados, chegamos a Oklahoma 
e eu troquei minha vaca e o bezerro por um velho Ford 
coupé que precisava de revisão, Daisy trabalhou comi­
go sob o calor do dia, e realmente me levou a consertar o 
motor. Eu podia trabalhar como uma mula, mas não sa­
bia nada sobre um automóvel. Daisy cresceu com dois 
sobrinhos que eram mecânicos excepcionais. Ela apren­
deu com eles a consertar o motor.
ELA DISSE: "NÓS PODEMOS FAZÊ-LO!
SE QUEBRAR, NÓS PODEMOS CONSERTAR!"
Ela sempre foi uma encorajadora. Queríamos ir para a 
Califórnia. Não tínhamos dinheiro. Ela convenceu seu ir­
mão a nos emprestar trinta e cinco dólares para poder­
mos fazer a viagem.
Eu estava preocupado, achando que aquele carro ve­
lho não fosse agüentar. Ela disse: "Separar, nós daremos 
um jeito de consertá-lo". Eu sabia que nós não tínhamos 
dinheiro suficiente para ficar em hotéis. Ela disse: "Nós 
podemos dormir no carro". E fizemos isso. (E logo devol­
vemos o dinheiro que tomáramos emprestado do seu 
irmão.)
128
RECONCILIANDO-ME COM A REALIDADE
Quando fomos desafiados a estabelecer uma igreja nova 
em Portland, Oregon, eu não me senti qualificado. Daisy 
disse: "Amor, é uma oportunidade. Vamos fazer isso. Nós po­
demos aprender". E assim fizemos.
O UTROS O FIZERAM! VAMOS!
Quando um missionário da índia visitou nossa igre­
ja e pediu para que fôssemos missionários, fiquei preo­
cupado com os riscos envolvidos. Daisy disse: "Queri­
do, outros casais o fizeram . Nós seremos bem-sucedidos. 
Aprenderemos a língua. Trabalharemos juntos. Vamos!" E 
nós fomos.
Nosso filhinho foi atacado pela cólera, mas Daisy cui­
dou dele e ele sobreviveu. Por seis semanas, beirei a mor­
te com febre tifóide. Daisy cuidou de mim, dia e noite, e 
eu sobreviví.
SEM CONDIÇÃO DE CONCORRER 
COM AS RELIGIÕES ANTIGAS
Retornamos da índia e nos tornamos pastores em 
Portland, outra vez. Daisy e eu estávamos ambos frustra­
dos pela nossa falta de sucesso na índia. Nós não tínha­
mos condições de concorrer com as religiões antigas da­
quela nação histórica.
129
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
Jejuamos e oramos muitos dias juntos, pedindo a Deus 
para nos mostrar como podíamos convencer as nações 
não-cristãs sobre o Evangelho de Jesus Cristo.
Nós nos tomamos pastores de sucesso em nossa orga­
nização. Tomei-me o presbítero de um grande distrito e 
o secretário-tesoureiro de nossas igrejas em quatro esta­
dos. Nós pastoreamos a igreja sede de nosso distrito e es­
távamos no processo de organizar uma conferência mui­
to importante.
A LÓGICA DE DAISY ESTAVA CORRETA
Na mesma semana em que nos reunimos para a nossa 
conferência, Gordon Lindsay trouxe William Branham 
para Portland. Diziam que Deus realizava grandes mila­
gres quando esse homem orava pelo povo. Nós ansiáva- 
mos por freqüentar aquelas reuniões e testemunhar os mi­
lagres, mas eu não podia abandonar a nossa conferência.
Daisy raciocinou: "Querido, nós fomos para a índia e 
fomos incapazes de convencê-los sobre Jesus Cristo. Nós 
precisávamos de milagres. Podemos sempre ter confe­
rências, mas esta é a nossa oportunidade para ver MI­
LAGRES. Eu acho que nós devemos ir".
M as, nobre homem que eu era, fiquei com a nossa 
conferência, enquanto Daisy, com uma senhora de oi­
130
RECONCILIANDO-ME COM A REALIDADE
tenta e cinco anos, da nossa igreja, foi à Cruzada de Cura 
de Branham.
Naquela noite, ela me contou tudo sobre a reunião de 
milagres, compartilhando toda a mensagem do Rev. 
Branham e recontando cada milagre que ela havia teste­
munhado. Chorei. Aquilo era o que nós almejávamos. Eu 
tinha optado por uma conferência que não estava resol­
vendo o nosso dilema. Daisy optou pela solução para nos­
sas vidas e nosso ministério.
No dia seguinte, encorajado pelo exemplo dela, expli- 
quei na nossa conferência como nós tínhamos ido para a 
índia e falhado, e como sentíamos que milagres eram a 
resposta para o nosso dilema. Eu pedi licença na nossa 
conferência e fui com Daisy às reuniões de milagre.
GRAÇAS À INICIATIVA DE DAISY 
N O SSO M IN ISTÉRIO MUNDIAL DECOLOU
Aquele evento, com o que aprendemos e testemunha­
mos nas reuniões de Branham, provou ser o catalisador 
que mudou nossas perspectivas e revolucionou nosso 
ministério.
Pedimos demissão da nossa igreja e começamos nossa 
saga de evangelismo de milagre de massa que nos levou a 
setenta e três nações durante cinqüenta e três anos e mu­
n i
PO RQ UÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
dou os conceitos tradicionais de missões mundiais e 
evangelismo no mundo.
M ilhões de almas foram salvas, muitos milhares de 
novas igrejas foram edificadas e dezenas de milhares 
de mulheres e homens nacionais, igualmente inspira­
dos por nossos exemplos e pelo nosso ensino, se tor­
naram mensageiros do Evangelho de milagres por todo 
o mundo.
Aquilo nunca teria acontecido sem a influência po­
sitiva e o encorajamento de Daisy. Ela assumiu a lide­
rança.
Comigo ou sem mim, ela estava determinada a desco­
brir o segredo do ministério apostólico. Sua ação positi­
va me motivou e nós fizemos descobertas capazes de 
mudar nossas vidas e o mundo.
CONVITE PARA A JAMAICA
D esde o p rin cíp io do nosso m in istério com o 
evangelistas de curas, Daisy dividia comigo o ensino e a 
oraçãopelos doentes. Recebemos um convite para a ilha 
de Jamaica. Estabelecemos o propósito de ir, vendemos 
nossa mobília, hipotecamos nosso carro e ficamos com 
dinheiro suficiente para a viagem e a cruzada.
132
r e c o n c i l i a n d o -m e c o m a r e a l i d a d e
Eu não queria que Daisy fosse. Eu me lembrava daque­
las experiências traumáticas na índia. Senti que ela e nos­
sos dois filhos deveríam ficar nos Estados Unidos.
Daisy disse simplesmente: "Amor, se você não nos levar 
com você, você deve ficar no aeroporto na Jamaica, porque 
nós chegaremos no próximo avião disponível". Daisy nunca 
hesitou. Ela sempre foi uma encorajadora. Nós fomos 
juntos para a Jamaica.
Aquilo foi antes de nós começarmos a lidar com mul­
tidões enormes de pessoas. Nós fizemos o que vimos 
outros fazerem. Quando chegava a hora de ministrar para 
os doentes, nós os instruíamos a formarem filas compri­
das e ministrávamos sobre eles, um de cada vez. Geral­
mente, havia tanta gente que a fila era dividida e Daisy 
orava por eles de um lado do púlpito, e eu do outro.
M ILAGRES, SINAIS E MARAVILHAS
Contamos mais de cento e trinta e cinco surdos-mu- 
dos, mais de noventa pessoas totalmente cegas, e cente­
nas de aleijados que foram curados durante nossas treze 
semanas de ministração na Jamaica. Ninguém se im­
portava se era eu ou Daisy que estava orando por eles. 
Os mesmos milagres aconteciam, dependendo das ne­
cessidades das pessoas.
133
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
AS GRANDES CRUZADAS EM TENDAS
Retomando aos Estados Unidos, compramos uma gran­
de tenda com assento para cinco mil pessoas, e organiza­
m os cruzadas atravessando M aryland, D elaw are, 
Pennsylvania, New York, Tennessee e Texas. Em muitas 
daquelas reuniões de milagres, Daisy e eu ministrávamos 
para filas separadas de pessoas doentes que queriam nos­
sas orações, e o Senhor nos confirmava igualmente.
O FAZENDEIRO AM ISH 
O ESTRÁBICO E QUASE SURDO
Em Reading, Pennsylvania, centenas de pessoas do 
grupo Amish compareceram. Ficaram chocadas de ver 
uma mulher que se atrevia a ministrar com tal autorida­
de e unção espiritual.
Numa noite, um ancião Amish ficou de pé na fila de 
oração. Ele era muito estrábico e quase surdo. Usava 
dois fones de ouvido antiquados — daquele tipo que 
saía para fora dos ouvidos como carretéis de linha preta.
Ele se encontrava na fila de oração de Daisy e ficou um 
tanto frustrado por ter que encarar uma mulher. A sua 
religião o tinha convencido de que as mulheres não eram 
qualificadas para oficiar no ministério.
134
RECONCILIANDO-ME COM A REALIDADE
Daisy o recebeu cortesmente, fez-lhe algumas pergun­
tas e então lhe disse que removesse os fones de ouvido. Os 
olhos da tenda lotada estavam fixos nela. Orou calma- 
mente pela compaixão de Deus sobre aquele homem que­
rido.
Então ela levantou um pouco sua voz e falou com au­
toridade: “Vocês, espíritos de enfermidade, que cruzaram os 
olhos deste homem querido e que ensurdeceram seus ouvidos, 
em Nome de Jesus Cristo, saiam dele agora".
Ela fez uma pausa por alguns momentos, tocou o rosto 
dele a fim de alertá-lo a olhar para ela, e seus olhos esta­
vam perfeitamente em ordem. Ela sussurrou e ele repetiu 
todas as palavras e então, se rompeu em lágrimas.
Daisy era poderosa no ministério por todo o mundo. 
Os demônios a conheciam como conheciam Paulo, o após­
tolo (At 19.15). Por mais de meio século, eu desfrutei a 
vida e o ministério com ela. Mas agora, aqueles eventos 
maravilhosos eram apenas lembranças.
RAZÕES PARA CONTINUAR VIVENDO
Em vez de me afogar nos "POR QUÊS?" sobre seu fale­
cimento, eu sabia que precisava encontrar meios de me 
desembaraçar da angústia e da dor da solidão. Daisy se 
foi. Minha vida e ministério com ela eram história agora.
135
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
Fomos uma só came. Agora tínhamos sido cortados, de­
sunidos. Eu não podia fingir que não tinha acontecido. 
Nós ainda éramos um, mas metade da entidade estava 
morta. Ela nunca mais seria tocável novamente. Agora, 
nosso casamento era entre a falecida e o aflito. Eu tinha 
de descobrir razões e coragem para continuar na vida e no 
ministério.
OPÇÃO DE BUSCAR POSITIVAMENTE 
DO MEU RICO BANCO DE M EM ÓRIAS
Sentado no nosso pátio aquele dia, depois do culto em 
memória de Daisy, fiz algumas descobertas — dolorosas 
como elas foram naquela ocasião. Eu pesei a opção cons­
trutiva que estava diante de mim: Eu podia buscar posi­
tivamente do meu banco de memórias, em vez de permi­
tir que a ausência de Daisy me desalentasse.
Foi a minha primeira experiência de enfrentar a conti­
nuação da vida sem Daisy. Nós tínhamos enterrado aquele 
corpo precioso no Cemitério de Memorial Park, em Tulsa. 
Vi quando ela baixou a sepultura entre dois lindos pi­
nheiros que nós tínhamos plantado.
SENTINELAS SENTIMENTAIS
Pode parecer sentimental para alguém que não ex­
perim entou este trauma de separação, mas aquelas ár­
136
RECONCILIANDO-ME COM A REALIDADE
vores sempre vivas me trouxeram conforto. Para m im , 
elas se erguiam como sentinelas orgulhosas e dignas, 
projetando-se para saudar os restos mortais de Daisy 
dia e noite. Mesmo nos períodos frios, de inverno seve­
ro, elas estariam lá e estariam sempre verdes, represen­
tando nosso amor que nunca tinha sido sazonal, mas 
sem pre vivo e constante.
Eu visitava o túmulo de Daisy freqüentemente, mas en­
tre as visitas e enquanto eu estivesse em outras nações, 
aqueles pinheiros permaneceríam como vigias fiéis, guar­
dando seus preciosos restos físicos. Ele alguma forma, eu 
não queria que seu corpo fosse deixado sozinho.
Aqueles pinheiros que nós plantamos pareciam repre­
sentar uma presença viva lá com ela, e eles marcavam o 
lugar de descanso da sua figura delicada que tinha sido 
tão querida para mim.
SARA-RAQUEL-DAISY
Daisy e eu imitávamos o exemplo de Abraão e Sara. 
Eles tinham comprado um campo, por herança de sepultu­
ra (Gn 50.13). Mais tarde, Abraão sepultou Sara, sua mu­
lher (Gn 23.19) no campo que eles tinham adquirido. Ele 
mesmo fo i sepultado lá [mais tarde], com Sara sua mulher 
(Gn 25.10). E ainda mais tarde, Isaque e Rebeca, sua mulher, 
foram sepultados ali (Gn 49.31).
137
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
O filho de Isaque, Jacó, tinha uma sensação forte sobre 
onde ele seria enterrado. Ele disse ao seu filho José: rogo- 
te que me não enterres no Egito, mas que eu jaza com os meus 
pais (Gn 47.29,30). Era considerado apropriado que os 
chefes de família comprassem um jazigo. Daisy e eu tí­
nhamos feito isso.
Jacó era sentimental com relação ao enterro de Raquel. 
Ela morrera quando eles saíram de Betei numa viagem. 
Ele disse Morreu Raquel ...no caminho ...e eu a sepultei em 
Belém (Gn 35.16-19; 48.7) e pôs uma coluna sobre a sua se­
pultura (Gn 35. 20). Seiscentos e trinta anos mais tarde, 
seu túmulo ainda era um monumento à caminhada de 
Jacó e Raquel com Deus (1 Sm 10.2), assim como o de Daisy 
e o meu serão para as gerações futuras.
DESFRUTAR DAS M EM ÓRIAS 
OU AFOGAR-SE NO DESESPERO
Reconciliar-me com a realidade envolveu uma luta 
dia a dia, hora após hora. Meu banco de memórias se 
tomou minha zona de conforto quando eu aprendí a 
repassar as cenas de nossas vidas e ministérios juntos, 
com deleite em vez de me afogar no desespero. Nossos 
anos juntos tinham sido anos bons, tempos maravilhosos, 
com episódios milagrosos e recordações afetuosas.
138
RECONCILIANDO-ME COM A REALIDADE
Um poema, escrito por uma pessoa que sofria com a 
morte de um amado, me ajudou:
Eu não sei o que virá em seguida 
No meu caminho de peregrino;
Eu não conheço a estrada do amanhã,
Nem vejo além do hoje.
Mas isso eu sei — meu Salvador conhece 
O caminho que eu não posso ver;
E eu posso confiar em Sua mão ferida 
Para me guiar e cuidar de mim.
CARRETÉIS ESCUROS BEM COMO 
DOURADOS E PRATEADOS
O "Por quê? " do falecimento de Daisy pode sempre fi­
car em alguma área remota da minha mente, mas diaria­
mente se toma um pouco mais fácil CONFIAR aquilo que 
eu nãocompreendo PARA ELE, que realmente compre­
ende tudo. Outra pessoa que sofreu pela morte de um ama­
do declarou: "Quando o tear estiver silencioso e as lançadei­
ras cessarem de voar, então o Tecelão poderá explicar por que 
os carretéis escuros eram tão vitais para o desenho quanto os 
dourados e prateados".
13»
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
Eu estou aprendendo a recordar a beleza da vida com 
Daisy, em vez de lamentar o trauma da vida sem ela. É o 
poder da escolha que dignifica a nossa humanidade e nos 
capacita a transcender a dor da tragédia e da perda.
EM TUDO DANDO GRAÇAS
Pedro disse: a prova da vossa f é [é] muito mais preciosa do 
que o ouro que perece (1 Pe 1.7). Paulo advertiu: em tudo dai 
graças... (1 Ts 5.18). Não "por" tudo, mas "em" tudo.
As palavras da canção exprimem o que vai no meu 
coração:
Muitas coisas sobre o amanhã,
Parece que eu não entendo,
Mas eu sei quem possui o amanhã,
E sei que Ele me segura na mão.
A cada manhã, acordo com gratidão por tudo o que 
Deus É para mim. Eu não calculo minha perda, eu con­
templo o tanto que resta — tanto que me faz ver que a 
vida realmente vale a pena ser vivida.
O VALOR DO PODER DE ESCOLHA
O falecimento de Daisy foi, para mim, uma tragédia, e 
minha solidão, um trauma. Mas a sua partida para casa
140
RECONCILIANDO-ME COM A REALIDADE
foi um triunfo. Através do meu poder de escolha, posso 
transformar minha angústia e dor em triunfo para a VIDA. 
A agonia da perda é superada pelo muito que resta. A dor 
da solidão é transmutada pelas recordações dos tempos 
que passamos juntos.
Eu fui abençoado com mais de meio século de amor, 
vida e ministério com Daisy. Sou sustentado pelo co­
nhecimento e poder do Evangelho. Tudo isso me capacita 
a triunfar sobre a devastação do desespero e dor. 
Refocalizar minha memória tem-me dado uma perspec­
tiva esclarecedora, que transcende meu trauma e elucida 
para mim o valor verdadeiro da VIDA
141
CAPÍTULO SEXTO
TESTEMUNHAS 
ESCOLHIDAS DE DEUS
C oM E C E I a ESCREVER esta crônica durante a missão 
mais difícil, contudo mais extraordinária que eu já em­
preendí.
Foi uma missão para algumas das principais cidades 
da ex-União Soviética: Bishkek, a capital do Quirguistão 
(no contraforte da cadeia montanhosa Tien Chan da Chi­
na Ocidental), Novossibirsk, capital de negócios da remo­
ta Sibéria, Perm, principal centro comercial dos Urais, 
Minsk, capital de Belarus, Murmansk, a maior cidade ao 
norte do Círculo Polar Ártico, Alma Ata, capital do 
Casaquistão (somente 240 km da China Ocidental), 
Kharkov, segunda cidade da Ucrânia, São Petersburgo e 
Moscou, as capitais antiga e atual da Rússia.
Minha filha LaDonna juntou-se a mim para comparti­
lhar do ensino e da pregação. Setenta anos de comunismo 
nestas grandes repúblicas engendraram desespero espi­
ritual nos seus povos. Nós fomos privilegiados em levar
143
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
nova esperança e auto-estima para milhares que passa­
ram suas vidas sob a influência da doutrina marxista- 
leninista sem Deus.
CURA PARA A RÚ SSIA — E PARA NÓS
LaDonna e eu decidimos ministrar juntos nestes cen­
tros principais e semear as verdades redentoras do Evan­
gelho nos povos destas cinco ex-Repúblicas Soviéticas. 
Jesus disse: A semente é a palavra de Deus (Lc 8.11). E Ele 
nos lembrou de que o campo é o mundo (Mt 13.38).
Eu precisava de cura emocional por causa da perda 
dolorosa de minha esposa amada e pela solidão que eu 
estava amargando. LaDonna, que era apegada à sua mãe, 
tinha perdido sua melhor conselheira e confidente.
Nós críamos que a cura começaria em nós quando le­
vássemos cura para os outros. Ambos sabíamos que com­
partilhar a Vida de Deus com outras pessoas apressaria a 
Sua Vida dentro de nós.
O DINHEIRO D O SEGURO DE DAISY
O cheque da apólice de seguro de vida de Daisy, de cin- 
qüenta mil dólares, tinha chegado. Eu o assinei a favor da 
gráfica em Minsk, Belarus, dirigida por Gilbert Lindsay 
(o filho mais velho de Gordon e Freda), para ser usado na
TESTEMUNHAS ESCOLHIDAS DE DEUS
tradução e publicação dos cinco principais livros de Daisy 
na língua russa— mais cinco dos meus livros.
Eu queria que o dinheiro do seguro de Daisy fosse usa­
do para semear nas vidas de milhares de mulheres russas 
as verdades que ela havia escrito, semeando nelas a dig­
nidade na família real de Deus. Se elas pudessem conhe­
cer a verdade redentora e abraçá-la, poderíam se tomar 
tudo aquilo que Deus as criou para serem.
FILHAS DESCOBRINDO A DIGNIDADE
As filhas reais de Deus em muitas nações do mundo 
foram descobrindo uma nova dignidade e um novo pro­
pósito em suas vidas, através da leitura impulsionadora 
dos livros de Daisy. Agora, as mulheres da Eurásia po­
diam ser esclarecidas sobre a sua posição redentiva.
A pregação e o ensino de Daisy foram poderosos. Coo­
perou com ela o Senhor, confirmando com os sinais que se se­
guiram (Mc 16.20). Milagres e maravilhas sempre forne­
ceram a prova de seu chamado divino.
Nenhum de nós sonhava que o seu ministério de pre­
gação terminaria tão depressa. Mas suas mensagens gra­
vadas e escritas estavam circulando o globo, levando luz, 
vida, esperança e descoberta para mulheres e homens por 
todo o mundo.
145
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
A VERDADE— FALADA OU ESCRITA
Daisy e eu aprendemos que a VERDADE é que liberta as 
pessoas (Jo 8.32,36). Quer escrita ou audível, seu poder é o 
mesmo. A circulação dos livros e vídeos de Daisy no es­
trangeiro estava provando que a mesma unção presente 
no seu ministério de pregação e ensino se manifestava nas 
vidas das pessoas quando elas assistiam aos seus vídeos ou 
liam seus livros.
Paulo, o apóstolo, escreveu sua revelação da redenção 
e, como resultado, a mensagem cristã penetrou no mun­
do. As VERDADES escritas por Paulo têm abençoado mi­
lhões, com a fé em Deus e a libertação da culpa e da con­
denação.
Daisy escreveu cinco livros poderosos. Eles continua­
riam a disseminar a Verdade que liberta as mulheres — dei­
xando-as livres das limitações de restrições antiquadas 
na parte feminina do Corpo de Cristo.
POR QUE NÓS ACREDITAMOS EM 
MULHERES NO M INISTÉRIO
Daisy e eu nunca aprovamos aquelas limitações tradi­
cionais sobre as mulheres. Eu fui salvo quando uma mu­
lher pregava .Fui pastoreado por um casal em que ambos 
eram pregadores e que compartilhavam todos os deveres
146
TESTEMUNHAS ESCOLHIDAS DE DEUS
pastorais com igual autoridade. Quando voltamos da ín­
dia, com o coração arrebentado e desnorteados pela nos­
sa falta de sucesso no campo missionário, foi uma mulher 
que pregou a mensagem do acampamento que nos levan­
tou do desespero e semeou em nós uma razão para conti­
nuarmos vivendo e prosseguirmos no ministério.
Minha irmã foi chamada sobrenaturalmente para pre­
gar, por intermédio de uma visão que lhe apareceu, como 
aconteceu com Paulo, o apóstolo. Por uma voz do céu, ela 
recebeu o comando: "Vá e pregue o Evangelho". Ela esta­
beleceu três lindas igrejas no Texas.
Nossa filha, LaDonna, teve uma visão de Jesus quando 
estávamos em Concepción, Chile. Ele Se revelou a ela e, 
mais tarde, chamou-a especificamente para o ministério 
pastoral.
INCLUA AS MULHERES QUANDO 
PROCLAMAR O EVANGELHO
Daisy teve uma visão na qual a parte feminina do Cor­
po de Cristo lhe foi mostrada na sua forma diminuída e 
limitada. Então, ela olhou na direção de uma montanha 
em cujo topo brilhava uma luz intensa.
Jesus apareceu-lhe naquela luz, desceu a montanha, e 
Suas mãos apontavam para ela com a comissão: "Daisy,
147
PORQUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
pregue o Evangelho para as mulheres". Ele especificou "para 
as mulheres", de tal forma que ela sempre INCLUIRÍA 
MULHERES onde quer que proclamasse a mensagem de 
Cristo.
A incumbência de "INCLUIR mulheres" ao pregar o 
Evangelho foi para nós um alerta profundo de que a 
maior parte da pregação do Evangelho é masculinizada, 
endereçada apenas a homens, geralmente ignorando 
mulheres. Nós sabíamos que o maior insulto psicológicopossível para alguém é ser ignorado. Acreditamos que a 
dignidade própria da mulher merecia reconhecimento.
REEDITANDO NOSSOS LIVROS 
PARA ATINGIR AMBOS O S GÊNEROS
A visão de Daisy levou-nos a um reexame dos vocabu­
lários da nossa escrita e fala, resultando numa reedição 
de todos os nossos livros, para garantir que nossa lingua­
gem era inclusiva — que sempre se endereçava a ambos 
os gêneros— isto é, sempre "INCLUÍA mulheres ". Nossos 
livros estabeleceram um novo padrão entre as publica­
ções nos mundos evangélico e carismático.
Nós estávamos cientes de que os mundos acadêmico, 
científico, médico, legal, político e jornalístico há muito 
tempo adotavam o vocabulário de duplo gênero, e de que
148
TESTEMUNHAS ESCOLHIDAS DE DEUS
somente os mundos de religiosos fundamentalistas e 
pentecostais persistiam no vocabulário tradicionalmente 
masculinizado.
IGUALDADE NA REDENÇÃO
O estilo de vida e o ministério de Daisy foram exem­
plares em vários aspectos. É fato que ela pregou o Evan­
gelho para mais pessoas do que qualquer outra mulher 
na história.
Além da sua experiência administrativa e em organi­
zação de cruzadas, ela quase sempre compartilhava do 
ministério de pregação e ensino em nossas cruzadas e con­
ferências. A audiência nunca expressou uma preferência 
por quem ministrava— se Daisy ou eu. A mesma unção 
era óbvia para todos e os mesmos milagres aconteciam.
Sempre acreditamos que na redenção não há judeu nem 
grego; não há servo nem livre; não há MACHO nem FÊMEA; 
porque todos vós sois UM em Cristo Jesus (G13.28). Nós con­
sistentemente compartilhamos todos os aspectos da vida, 
ministério e negócios como iguais.
LIMITAÇÕES TRADICIONAIS 
"G EN TIO S" ANTES— "MULHERES" HOJE
As tradições limitando as mulheres no ministério hoje 
são similares à maneira com que os gentios eram limita-
149
PORQUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
dos na Igreja Primitiva. No Dia de Pentecostes, Pedro ci­
tou o profeta hebreu Joel e proclamou: TODO AQUELE 
que invocar o nome do Senhor será salvo (At 2.21). Ele pre­
sumiu que aquelas palavras se aplicavam apenas aos ju­
deus. TODO AQUELE— contanto que seja JU D EU — que 
invocar o nome do Senhor será salvo. Não foi senão no déci­
mo capítulo do livro de Atos que Pedro e a Igreja Primiti­
va começaram a compreender que as palavras do profe­
ta eram todas inclusivas.
PRESSUPOSTOS ERRADOS '
Hoje se supõe que se aplicam somente aos HOMENS pon­
tos das Escrituras concernentes à pregação e ao ensino. A 
tradição faz uma lavagem cerebral na mente das pessoas 
hoje da mesma maneira que fazia nos tempos da Bíblia.
No décimo capítulo de Atos — mais de dez anos de­
pois que Pedro tinha proclamado aquelas palavras de Joel 
— os antigos seguidores de Cristo finalmente entenderam 
o fato de que o Evangelho era para "todo aquele "de qual­
quer raça, tribo, nacionalidade, cor e gênero. Mas foi ne­
cessária uma visitação divina para que eles compreen­
dessem que os gentios podiam invocar o Senhor e serem 
salvos da mesma forma que os hebreus.
Visitações de Deus são requeridas hoje para que as 
mulheres percebam que Ele não colocou limites nelas
ISO
TESTEMUNHAS ESCOLHIDAS DE DEUS
como Suas representantes— que só a igreja hierarquizada 
impôs restrições.
A DESCOBERTA CHOCANTE DE PEDRO 
O QUE ELE PREGOU ERA VERDADEIRO
Pedro teve uma visão e foi-lhe dito para que fosse à casa 
de um gentio (At 10.19-23). Ele ficou tão perturbado com 
isso que reuniu uma comissão de hebreus com ele como 
testemunhas (v. 23). Quando entrou na casado gentio, ele 
falou a Palavra de Deus... anunciando a paz por Jesus Cristo 
(este é o Senhor de todos) (v. 36). O poder do Espírito Santo 
caiu sobre aqueles gentios da mesma maneira que tinha 
caído sobre os judeus no Dia de Pentecostes (vs. 44-47).
Isso foi tão chocante que Pedro relatou o evento, em 
detalhe, para a sua igreja, e eles apaziguaram-se eglorifica­
ram a Deus, dizendo: Na verdade, até aos gentios deu Deus o 
arrependimento para a vida (At 11.18). Finalmente, creram 
nas palavras que Joel tinha profetizado e que Pedro anun­
ciara tão ousadamente (At 2.21).
A MESMA UNÇÃO... SOBRE "GENTIOS" ANTES 
SOBRE AS "MULHERES" HOJE
Líderes na igreja de hoje ficam surpresos, como Pedro e 
seu grupo ticarám , quando o mesmo Espírito Santo que unge 
e dá poder aos HOMENS também unge e dá poder às MU-
151
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
LHERES. Está na hora de a "igreja" de hoje ser tão hones­
ta quanto os líderes em Jerusalém quando, então, decla­
raram: Até [às MULHERES] deu Deus arrependimento para 
a VIDA (At 11.18) e, como Pedro disse surpreso: Reconhe­
ço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas; mas 
QUE LHE É AGRADÁVEL [entre TODAS as raças e em 
AMBOS os gêneros] aquele que o teme e fa z o que é justo... (At 
1034,35).
"TESTEMUNHAS ESCOLHIDAS DE D EU S"
ELAS ERAM MULHERES
O relato deste evento continua com detalhes de pro­
funda significância para as mulheres— detalhes que têm 
sido quase ignorados pelo clero masculino: Eles o mata­
ram, pendurando-o num madeiro. A este ressuscitou Deus... e 
fez que se manifestasse... às TESTEMUNHAS que Deus antes 
ordenara (At 10.39-41).
Quem eram aquelas TESTEMUNHAS para as quais Je­
sus se manifestou? Elas eram mulheres.
Jesus, tendo ressuscitado, apareceu primeiramente a Ma­
ria Madalena (Mc 16.9). Maria era UMA MULHER. E ou­
tras mulheres foram nomeadas. De acordo com Mateus, 
Marcos, Lucas e João, estas mulheres foram as primeiras 
testemunhas que Cristo levantou e foram as que fielmente
152
TESTEMUNHAS ESCOLHIDAS DE DEUS
relataram as notícias aos homens. Mas os homens não cre­
ram (Mc 16.11).
Mais tarde, Jesus lançou-lhes em rosto a sua incredulida­
de e dureza de coração, por não haverem crido [nas MULHE­
RES] QUE O TINHAM VISTO JÁ RESSUSCITADO (Mc 
16.14).
A história continua, sobre o choque de Pedro quando 
os gentios foram visitados por Deus e receberam o Espíri­
to Santo da mesma maneira que os judeus.
M ULHERES— "TESTEMUNHAS ESCOLHIDAS"
ORDENADAS A "PREGAR" E A "TESTIFICAR"
O relato declara que Deus ressuscitou a Jesus, fez com 
que se manifestasse— para testemunhas escolhidas que antes 
ordenara [para MULHERES, e depois para os homens], MAN­
DOU aquelas TESTEMUNHAS escolhidas [incluindo MU­
LHERES] para PREGAR AO POVO e para TESTIFICAR 
QUE... todos os profetas dão testemunho de que... TODOS OS 
QUE NELE CRÊEM receberão o perdão dos pecados (At 10.39- 
43). Pedro recebeu uma revelação. Ele finalmente enten­
deu o fato de que a redenção incluía A TODOS.
Não apenas podiam "todos os que" invocassem o Se­
nhor ser salvos, como também as mulheres, assim como 
os homens, deviam "PREGAR e TESTIFICAR" que o
153
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
Evangelho era para TODOS. Jesus ministrou a todas as 
raças — igualmente para mulheres e homens. Ele en­
viou seus seguidores “a todo o mundo" para pregar "a 
toda a criatura" (Mc 16.15). O Espírito Santo veio so­
bre mulheres e homens igualmente, e para o mesmo pro­
pósito (At 1.8).
O TRAUMA DA TRADIÇÃO 
O TRIUNFO DA REVELAÇÃO
Daisy acreditava que nós precisamos continuar a 
apresentar as verdades bíblicas sobre as mulheres na 
redenção, de que as mulheres devem ser livres para 
m inistrar sob a unção e confirmação do Espírito Santo. 
Ela cria que Deus irá revelar a igualdade de mulheres e 
homens na redenção para líderes na Igreja hoje, assim 
com o ele revelou a igualdade de gentios e judeus aos líde­
res na Igreja de então.
REGULAMENTO PRIM ITIVO 
DEMAGOGIA ROMANA
Há apenas dois versículos curtos no Novo Testamento 
que aconselham as mulheres a ficarem em segundo pla­
no e não serem ouvidas ou notadas (1 Co 14.34; 1 Tm 2.12). 
Em ambos os casos, Paulo estava lidando com uma situa­
ção em que as mulheres eram o alvo de escolha para pri­
154
TESTEMUNHAS ESCOLHIDAS DE DEUS
são, tortura e detenção sob o jugo do Imperador Nero que 
odiava cristãos, e Paulo estava lidando com culturas nas 
quais as práticas religiosas pagãs femininas tinham que 
ser confrontadas e reprimidas.Mulheres deste século não estão mais vivendo com Nero 
como seu Imperador, nem estão sujeitas a leis, tradições e 
culturas antiquadas que diminuem o status da feminili­
dade — que as escravizam como propriedade legal de seus 
maridos.
No mundo moderno, industrializado, as mulheres da 
Igreja não são convertidas de uma religião pagã que ado­
ra deusas femininas, e não devem ser subjugadas pelo re­
gulamento primitivo imposto aos crentes que viviam sob 
a demagogia do Império Romano.
Correções locais feitas por Paulo para as mulheres daquela 
cultura primitiva não devem ser impostas como regras inter­
nacionais hoje, mais do que o celibato, lavagem dos pés, ou a 
prática da escravidão.
A sociedade progrediu. A Igreja também progrediu— 
em todos os pontos, exceto nas suas restrições arcaicas 
sobre as mulheres no ministério. Daisy e eu nunca sancio­
namos aquelas restrições, porque elas são contraditórias 
à revelação paulina de redenção.
155
POR QUÊ?— TRAGÉDIA — TRAUMA— TRIUNFO
A ELEFANTÍASE CURADA MILAGROSAMENTE
Em Papua, Nova Guiné, Daisy dirigia a primeira gran­
de conferência-cruzada para mulheres naquela nação. As 
mulheres e seus maridos vieram de todas as partes do país 
— de barco pelo rio, de caminhão, por transporte público, 
a pé, com cavalos escarrapachados e com búfalos que 
atravessavam a água. Milhares deles se reuniram num 
campo aberto. Os crentes concordaram que os homens 
deviam cuidar das crianças, fora, na periferia da multi­
dão, de tal maneira que as mulheres pudessem ter priori­
dade de assento mais próximo do púlpito.
Foi um evento modelo. Aquelas mulheres tribais e seus 
maridos aprenderam que, na redenção, não existem res­
trições no testemunho e no ministério das filhas reais de 
Deus. A partir daquelas reuniões, as mulheres de Papua, 
Nova Guiné, se tomaram envolvidas em todos os níveis 
do ministério cristão, estabelecendo igrejas e escolas 
bíblicas, e ministrando como evangelistas e missionárias 
em áreas não alcançadas, compartilhando o conhecimen­
to de Cristo em todas as regiões daquela nação.
Uma noite, após a pregação da Dra. Daisy, ela estava 
ministrando aos doentes. Durante a sua oração coletiva 
por cura, um homem que tinha elefantíase foi curado 
milagrosamente. Uma de suas pernas parecia uma me­
156
TESTEMUNHAS ESCOLHIDAS DE DEUS
lancia. Ele viajou por três dias para assistir às reuniões, 
porque tinha ouvido falar que uma mulher de Deus esta­
va ensinando e orando pelas pessoas doentes.
A perna dele encolheu como um balão sem ar, deixan­
do a pele enrugada e caída. Em dois dias, tomou-se nor­
mal. Os homens ficavam perplexos quando eles testemu­
nhavam sobre o poder de Deus manifesto através de uma 
mulher. Era uma evidência para eles de que mulheres e 
homens são iguais na redenção. Deus sempre confirmou 
a pregação de Daisy com milagres notáveis de cura.
O PODER DE DEUS COMO UM RAIO
Certo dia, ela estava pregando na cidade de Kampala, 
Uganda. Uma mulher foi carregada para lá e deixada no 
chão. Sua coluna tinha sido tremendamente lesada, de 
forma que ela não podia andar. Os cirurgiões a operaram, 
mas ela ficou pior do que antes, e a pobre mulher vivia 
com uma dor que era um suplício. Ela pediu aos amigos 
que a ajudassem a morrer. Eles ouviram sobre a nossa cru­
zada e a trouxeram. Ela berrava de dor quando eles a trou­
xeram.
Enquanto a Dra. Daisy pregava, a mulher experimen­
tou um milagre fenomenal. O poder de Deus atingiu-a 
como um raio, e com tal força que a arremessou e literal­
157
PORQUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
mente a cegou (como aconteceu com Saulo de Tarso quan­
do o Senhor Jesus lhe apareceu - At 9.8,9).
Ela ficou chocada de ser atingida por um raio com tal 
força que a deixou cega, e estava tão apavorada que nem 
notou que suas costas tinham sido curadas. Em pânico, 
ela gritava por ajuda, mas aqueles que estavam perto dela 
achavam que ela era louca.
A MULHER NÃO É LOUCA 
ESSE É O MILAGRE
Sentado na plataforma enquanto Daisy pregava, eu 
percebi a confusão naquele setor da multidão. Um diácono 
se aproximou para explicar que era uma mulher louca 
tendo um ataque. Então, uma sensação estranha me so­
breveio. O Senhor murmurou: “Aquela não é uma mulher 
louca. Aquilo é um milagre".
Desci rapidamente os degraus e fui pressionando as 
pessoas, na direção daquele tumulto que atrapalhava.
A pobre mulher berrava: “Dra. Daisy! Dra. Daisy! Aju­
de-me! Eu fu i atingida por um raio! Estou cega!" Ela não 
percebia que estava de pé e que sua coluna estava bem.
Segurei-a para acalmá-la e lhe contei como ela estava. 
Ela me agarrou, suplicando: "Leve-me até a Dra. Daisy! Eu 
quero a Dra. Daisy!"
158
TESTEMUNHAS ESCOLHIDAS DE DEUS
Eu peguei o meu lenço e tentei tirar a grama suja e morta 
do seu rosto suado e do seu cabelo. Então, eu a levei atra­
vés da multidão, subi os degraus e interrompí a mensa­
gem de Daisy.
Murmurei para ela: “Bertzinho, alguma coisa admirável 
aconteceu. Esta mulherfoi curada. Eu acho que você deve que­
rer ouvir o que ela tem para dizer".
A senhora agarrou Daisy e, tão logo o fez, aconteceu 
um outro milagre. Sua vista foi restaurada do mesmo jei­
to que a cegueira de Saulo foi curada quando Ananias o 
tocou (At 9.17,18).
Então, aquela mulher querida explicou para a multi­
dão que Deus enviara o Seu poder sobre ela, como um 
raio, e de que maneira Ele curou completamente a sua 
coluna. Foi uma maravilha que assombrou milhares de 
pessoas que ali estavam.
VÍTIM A DE SOLDADOS BANDIDOS 
HUMILHADA ATÉ A LOUCURA
Outro dia, quando a Dra. Daisy pregava, ouviu-se o 
latido de um cachorro bravo num lado distante da multi­
dão. Distúrbios ocorrem freqüentemente durante as reu­
niões abertas com muita gente; então Daisy continuou a 
sua mensagem.
159
POR QUÊ7— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
Nós descobrimos que o latido vinha de uma mulher lou­
ca que tinha sido seqüestrada de uma escola de noviças ca­
tólicas por soldados bandidos. Eles a arrastaram para o 
acampamento deles na floresta, onde a mantiveram amar­
rada com cordas, violentando-a à vontade, dia após dia.
Depoisdesemanasdeumahumilhaçãobrutal,amulher 
perdeu o juízo e ficou como um cachorro louco, mordendo 
e latindo para qualquer coisa que se aproximasse.
Ouvindo falar sobre a nossa cruzada, alguns aldeões 
prenderam os braços e os pés da louca e a levaram para 
as reuniões. Ela latiu o tempo inteiro em que a Dra. 
Daisy pregou.
Mas, quando chegou o momento da oração, o poder 
do Espírito Santo veio sobre aquela pobre criatura huma­
na desonrada, e os espíritos malignos a deixaram. Ela foi 
restaurada ao juízo perfeito e trazida até a plataforma 
para testemunhar.
Chorando de gratidão, ela abraçava a Dra. Daisy enquanto 
derramava suas palavras de testemunho sobre a multidão. 
Ela pedia para as pessoas se amarem e perdoarem umas às 
outras por qualquer coisa errada que elas tivessem experi­
mentado. (A nação estava em guerra civil há trinta anos.)
Foi uma experiência profundamente comovente tes­
temunhar o milagre da graça e do amor de Deus naquela 
vida preciosa.
160
TESTEMUNHAS ESCOLHIDAS DE DEUS
O INTRUSO MUÇULMANO
Uma noite, enquanto eu estava pregando numa nação 
muçulmana, Daisy subitamente sentiu-se levada a se le­
vantar de seu assento e ir até os degraus da plataforma. 
Ela sabia que um inimigo estava preparando algo.
Ficou de pé no degrau inferior inspecionando o em­
purrar das pessoas. De repente, um hadji muçulmano, 
usando um fez, se meteu a valente no meio do povo, na 
direção dos degraus. Daisy tinha sido alertada. Ela esta­
va pronta.
Quando o homem se aproximou dos degraus, Daisy o 
parou e perguntou o que ele queria.
Ele respondeu: "Aquele homem precisa parar. Ele está 
mentindo. Eu exijo falar a verdade para que nosso povo 
não seja enganado".
Daisy tentou conversar com ele, explicando que o Sr. 
Osbom não podia ser interrompido daquela maneira. Mas 
o homem insistiu. Finalmente, para acalmá-lo, ela fez o 
melhor que podia para convencê-lo.
DAISY DESAFIA O HADJI
"Senhor, eu vou interrompermeu marido com Uma con­
dição. O senhor e eu iremos ao microfone. Nós chamare­
mos alguém que seja cego para vir à frente".
161
POR QUÊ?— TRAGÉDIA — TRAUMA— TRIUNFO
"Então o senhor vai orar pela cura da pessoa cega, no 
nome de Maomé. Se a pessoa for curada, nós saberemos 
que o nome de Maomé é honrado por Deus e que nós de­
vemos crer na sua mensagem. Mas, se a pessoa cega não 
for curada, então eu orarei— não meu m arido— mas eu, 
uma mulher, orarei a Deus no Nome de Jesus Cristo que 
ressuscitou dos mortos. Se a pessoa for curada, então o 
senhor saberá que Jesus Cristo é o Salvador que Deus en­
viou, e o senhor e seu povo saberão depositar a sua confi­
ança nEle."
O hadji m uçulm ano virou-se enfu recid o, esbra­
vejando em meio à multidão apertada, indignado com 
as palavras que aquela mulher estrangeira tinha lhe 
falado. Daisy era esse tipo de mulher. Alerta. Sensível. 
Corajosa. Compassiva. Sintonizada com as necessida­
des do povo. Uma verdadeira Embaixadora de Jesus 
Cristo.
A Bíblia fala do testemunho justo de Abel e de como Deus 
testificou dos seus dons, pelo que DEPOIS DE MORTO AIN­
DA FALA (Hb 11.4).
Nós todos deixamos nosso legado de influência depois 
que termina nossa vida terrena. Daisy deixou o dela, e ele 
é rico. Ela continua a falar através do seu exemplo, de seus 
livros e de suas gravações.
162
TESTEMUNHAS ESCOLHIDAS DE DEUS
Nossos pensamentos, nossas palavras e nossas ações tor­
nam-se as sementes de nossas vidas que plantamos— nos­
so legado.
Daisy era uma encorajadora, edificante, uma fonte de sa­
bedoria, um exemplo de paciência e determinação na vida 
e no ministério. Ela era criativa e sempre dinâmica, nunca 
sucumbindo ao ceticismo, indecisão, inconsistência, desa­
pontamento, impaciência, dissenção ou vacilação.
Embora eu não possa explicar POR QUE ela foi retira­
da deste mundo de ação, sinto grande conforto ao saber 
que, como Abel na Bíblia, Daisy, mesmo morta, ainda fala 
— assim como todos nós continuaremos a fazer depois 
que nossos dias tiverem terminado.
O HOJE É NOSSO
Nós realmente deixamos nossa marca naqueles que 
nos seguem . Estamos esculpindo a imagem de vida na 
qual acreditam os. Podemos não ter o amanhã para 
aperfeiçoar aquela imagem, e o ontem já se foi.
Mas o HOJE é nosso, e, com nosso direito de escolha, 
podemos melhorar nosso legado para os outros. Pode ser 
melhor quando continuamos a aprender. Isso me dá co­
ragem para encarar cada novo dia com propósito e ale­
gria pela maravilha da VIDA.
163
CAPÍTULO SÉTIMO
MULHER DE CORAGEM
B e M POUCAS SEMANAS antes do falecimento de Daisy, 
estivemos ocupados planejando nossos próximos seminá­
rios e cruzadas na América do Sul, África, índia e no Ori­
ente. Os eventos que tínhamos programado na Colômbia 
estavam se aproximando.
TRAUMA NA MALÁSIA
Durante nossa missão na Malásia, Daisy levou um 
tombo em uns degraus de mármore e fraturou a perna. 
Foi hospitalizada em Kuala Lumpur, onde o médico não 
viu que o fêmur estava quebrado. Ela ficou hospitaliza­
da lá por duas semanas, recebendo a certeza do médico 
atendente de que sua perna melhoraria.
A missionária evangelista Marie Brown, uma estima­
da amiga de Daisy, assistiu à Conferência da Malásia, en­
tão ficou com ela no hospital, enquanto eu pregava no 
lugar de Daisy, além das sessões que tinham sido progra­
madas para mim.
165
POR QUÊ?— TRAGÉDIA — TRAUMA— TRIUNFO
Em seguida à conferência, nós estávamos escalados 
para ministrar juntos num acampamento britânico. Eu 
tive de fazer uma das coisas mais difíceis que eu já fizera: 
deixar Daisy no hospital e voar de volta para os Estados 
Unidos, e daí para a Inglaterra onde eu me reuniría com 
Daisy, que voaria, com Marie, direto da Malásia.
VIAGEM TORTURANTE: M ALÁSIA— 
INGLATERRA— ESTADOS UNIDOS
Mas Daisy não melhorou. Tinha mais dor a cada dia. 
O fêmur estava quebrado. Com remédio para a dor e 
M arie para assisti-la, ela resistiu às martirizantes ca­
torze horas de vôo para Londres, depois viajou de car­
ro mais do que cento e sessenta quilômetros até o local 
do acampamento.
Ela pregou suportando dor intensa. Ficou tão sério que, 
depois de dois dias torturantes de ministração, eu a forcei 
a retomar para Tulsa com Marie.
Depois do acampamento na Inglaterra, tínhamo-nos 
comprometido a ministrar por uma semana na Suécia. 
Assim, novamente encarei o dilema de deixar Daisy para 
honrar um outro compromisso que tínhamos assumido.
Sempre nos esforçamos por evitar cancelar compromis­
sos. Nós decidimos juntos que, se Marie podia viajar com
166
MULHER DE CORAGEM
Daisy, eu deveria ir para a Suécia. Ela fez a difícil viagem 
de volta a Chicago, depois a Tulsa.
REPARO CIRÚRGICO
Depois da chegada em Tulsa, Daisy foi hospitalizada 
para exame. O ortopedista ficou chocado por a terem dei­
xado sofrer tanto tempo. Devido à tensão muscular e à 
vibração durante a viagem, a perna na verdade estava se 
torcendo no ponto da fratura, acrescentando mais descon­
forto. Ela recusou a cirurgia até que eu pudesse estar com 
ela, suportando seis dias mais de sofrimento intenso.
TRIUNFO EM BOGOTÁ, BRASIL E HAVAÍ
Então chegou a hora de viajar para Bogotá, na Colôm­
bia. Daisy usava uma bengala para andar, mas sua cora­
gem era imensa. Ela conduziu uma histórica Conferência 
Pan-Americana de Mulheres, na qual milhares de mulhe­
res lotaram o lindo ginásio de desportos, e seus cinco li­
vros principais em espanhol foram presenteados a cada 
participante. Foi um grande sucesso.
Então, veio a Conferência Nacional em Brasília, Brasil, 
onde ela ministrou para milhares de mulheres e desafiou- 
as a serem tudo o que Deus as chamou para serem.
Depois, ela dirigiu uma Conferência para M ulheres 
do Pacífico, no Havaí. A maior parte das nações da cos­
167
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA — TRIUNFO
ta do Pacífico estava representada. Foi muito significa­
tiva.
Mas os pulmões de Daisy estavam com problema. Ela, 
no entanto, continuou sem parada, apesar de duas gran­
des lutas recentes contra a pneumonia — na índia e na 
Colômbia.
Nós estávamos orando e crendo, recusando-nos a apa­
ziguar o inimigo e não relaxando nas programações do 
nosso ministério.
Antes de Daisy ser ferida na Malásia, ela havia acaba­
do de voltar de uma missão muito dura na Ásia.
M ISSÕ ES DE M ISERICÓ RD IA & FÉ 
ÍNDIA — AUSTRÁLIA
Ela havia voado para o Sul da índia a fim de dirigir 
um a grande Conferência Nacional de M ulheres em 
M adras. Seu hotel ficava a quarenta e cinco minutos de 
carro do local da conferência.
O auditório estava abafado. A umidade, excessiva. 
Daisy transpirava enquanto pregava.
Ventiladores oscilantes iam para trás e para a frente 
ao longo da plataforma e de Daisy. Depois de ensinar por 
uma hora, molhada com a transpiração e resfriada inter­
168
MULHER DE CORAGEM
mitentemente com os ventiladores, ela saiu num carro 
abarrotado para uma corrida de quarenta e cinco minu­
tos até o seu hotel, durante a qual o ar-condicionado foi 
deixado na sua temperatura mínima.
Isso acontecia duas vezes por dia. Cada jornada com­
plicava seu problema porque seus pulmões se enchiam 
de água e seu corpo ardia em febre.
Depois da Conferência de Madras, o compromisso se­
guinte de Daisy foi na Austrália. Fraca, em vez de des­
cansar e se recuperar, ela viajou para Singapura e daí para 
a Austrália, para dirigir a Conferência Nacional de Mu­
lheres em Adelaide, pregando, apesar da febre e da dor 
em ambos os pulmões. Sua coragem nunca se abateu.
Então, quando ela voltou daquelas conferências, os 
eventos nacionais em Bogotá, Colômbia, Brasil e Havaí 
estavam próximos. Assim, novamente, em vez de descan­
sar e se recuperar, ela seguiu em frente para cumprir aque­
les compromissos.
CHUVAS FRIAS PENETRANTES 
A 2 440 m DE ALTITUDE
Durante sua Conferência de Bogotá e nossa Cruzada 
de Milagres em Massa ali, tivemos que lidar com uma 
chuva fria extemporânea que varreu a cidade por vários
169
PORQUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
dias. Daisy estava enfraquecida por causa dos seus doisepisódios de pneumonia na índia e na Austrália. Dessa 
vez, ela estava ministrando num estádio enorme de con­
creto, que era aberto, úmido e frio, numa altitude de 
2440m, onde era quase impossível que uma pessoa não 
aclimatada ficasse aquecidà. Seus pulmões se encheram 
de líquido outra vez, mas ela continuou a pregar e a mi­
nistrar para milhares de mulheres, dia após dia, apesar 
da febre alta. E a partir de lá, seguiram-se suas missões no 
Brasil e no Havaí.
Daisy era uma crente. Ela se recusava a ceder aos sin­
tomas e continuou a insistir em vez de cancelar os com­
promissos e descansar.
Quando ela voltou do Pacífico, no plano natural, esta­
va claro que Daisy tinha um problema físico muito sério.
Nosso próximo compromisso foi uma das maiores Con­
ferências de Mulheres e Seminários de Líderes que nós já 
tínhamos planejado — em Monterrey, México.
APELO D O M ÉXICO PARA 
CONSTRUIR A AUTO-ESTIM A
Os pastores, que vieram nos convidar, disseram: "Nós 
checamos com líderes de outras nações e nos disseram que vocês 
despertarão a dignidade e auto-estima de nosso povo e de ttos-
170
MULHER DE CORAGEM
sos pregadores. Nós cremos que é disso que a nossa nação pre­
cisa para se levantar num evangelismo apostólico. Acredita­
mos que isso irá revigorar a Igreja do México na sua missão 
para a nossa nação e para o mundo".
Daisy e eu ficamos profundamente tocados por este 
apelo e nos propusemos a dar-lhes o melhor de nós nes­
sas conferências. Mas ela estava demasiado enfraquecida 
com as lutas com a pneumonia para ir. Foi uma outra ex­
periência traumática para mim, ter de deixá-la quando 
ela precisava de mim, para ir cumprir outro compromisso 
que nós tínhamos assumido. Novamente, Marie Brown 
estava disponível para qualquer necessidade que ela ti­
vesse, e Karen Anaya ficou com ela dia e noite.
A conferência de Monterrey foi um sucesso histórico. 
Nós importamos da Colômbia vinte e duas toneladas de 
nossos livros em espanhol (cinco de Daisy e cinco meus) e 
presenteamos jogos completos de nossos dez livros prin­
cipais para todos os pastores, ministros, líderes, professo­
res e estudantes de escolas bíblicas, obreiros do Evange­
lho, e crentes que frequentaram a conferência.
Eu ministrei, no lugar de Daisy, para as mulheres do 
México por cinco dias. Milhares de mulheres participa­
ram daquele Congresso Nacional de Mulheres. Demos 
os cinco principais livros de Daisy para cada uma das
171
POR QUÊ? — TRAGÉDIA — TRAUMA — TRIUNFO
participantes. Todas as lições estavam gravadas e aque­
las fitas estão proliferando pela América Latina entre as 
dinâmicas mulheres daquelas nações.
ESCAPANDO DO MEU ALCANCE
Quando voltei de Monterrey para o lado de Daisy, era 
óbvio que, sem um milagre, ela estava escapando do 
meu alcance.
Então veio aquela noite terrível e dolorosa quando, às 
2h53 da manhã, o precioso espírito de minha amada e 
com panheira de uma vida abandonou seu corpinho 
quando eu a segurava nos meus braços. Foi o fim de sua 
vida terrestre comigo. Sua carreira tinha terminado. Ela 
estava com o Senhor.
172
CAPÍTULO OITAVO
R E T O R N O D A R Ú SSIA
M in h a FILHA, a Pastora LaDonna, e eu ministramos 
pela Eurásia, numa sucessão de estratégicas Conferênci­
as de Vida de Milagres nas cidades principais de cinco 
ex-Repúblicas Soviéticas.
Todos os dias nós compartilhamos com centenas de jo­
vens pregadores russos, tanto homens como mulheres, 
cujas vidas e mentes tinham sido subjugadas pela ideolo­
gia comunista.
A doutrina marxista-leninista tinha reduzido a idéia 
de Deus como sendo apenas um mito, e a religião como 
ópio — uma superstição.
Em seguida ao colapso do comunismo, ministros do 
Evangelho começaram a compartilhar a mensagem de 
redenção de Cristo entre os povos ex-soviéticos.
A jovem geração era responsiva, desejosa de abraçar a 
esperança, a fé, o amor, e a Vida que o Evangelho dá para 
as pessoas.
173
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
TESOUROS PARA OS EX-SOVIÉTICOS
Durante nossas Conferências de Vida de Milagres, 
aquelas centenas de jovens pregadores e ministros suga­
ram nosso ensino como esponjas. Voltaram para com­
partilhar com suas novas igrejas e grupos de verdades 
novas e transformadoras de vida.
Nossos dez livros principais em russo foram tesouros 
nas suas mãos. As verdades que eles continham formu­
laria a estrutura para novas escolas bíblicas e institui­
ções de treinamento cristão.
Essa foi uma missão significativa para as áreas principais, 
com duas ou três reuniões diariamente, envolvendo condi­
ções de viagem complicadas, para dizer o mínimo. Nós es­
távamos cansados quando voltamos para Tulsa. LaDonna 
me precedeu por uns poucos dias, enquanto eu permanecí 
para mais uma conferência em Moscou.
N O VO SSIBIRSK PARATULSA
Eu comecei estas memórias em Novosibirsk, Sibéria, e 
desde então tenho usado todo o momento possível, em 
hotéis e nos aviões, para registrar detalhes no meu compu­
tador portátil, à medida que eles vêem na minha mente.
Fui capaz de conviver com minha solidão durante as 
semanas que estivemos ocupados ministrando. De fato,
174
RETORNO DA RÚSSIA
eu senti que havia superado o lado emocional da separa­
ção sofrida desde o falecimento de Daisy, e tinha um sen­
timento de gratidão incomparável por aquilo que teste­
munhamos na Eurásia.
O TRAUMA DO MEU RETORNO
Cheguei em Tulsa no final de uma tarde de domingo. 
Em vez de atrapalhar a Pastora LaDonna ou um dos 
nossos membros da equipe no fim de semana, apanhei 
um táxi no aeroporto para me levar à nossa residência.
Depois da chegada, paguei o motorista, então passei 
minhas malas pelo portão de madeira, para o nosso pátio 
anexo. Nunca esquecerei a onda de tristeza que me ata­
cou quando eu fechei o portão e o táxi foi embora. Nunca 
m e senti tão só na minha vida.
Tentei me preparar emocionalmente, racionalizando 
que Daisy não estaria lá, mas eu não fazia idéia de que o 
vazio de nossa residência sem ela seria tão assustador e 
emocionalmente desestabilizante.
O VAZIO ME ATORDOAVA
Fiquei lá de pé mirando as roseiras e as árvores que 
Daisy e eu plantamos juntos. Havia luminosos plátanos 
vermelhos japoneses que ela e eu apreciávamos tanto, e
175
POR QUÊ?— TRAGÉDIA — TRAUMA — TRIUNFO
os canteiros de zínias brilhantes e de malmequeres — e, 
naturalmente, de rosas.
Eu contemplei os lindos crisântemos em flor. Quando 
nós estávamos em casa, geralmente mantínhamos três 
ou quatro plantas florescentes na casa porque gostáva- 
mos muito de flores. Quando começavam a murchar, eu 
cortava as hastes e as plantava. Sempre cresciam, exibi­
am uma beleza deslumbrante durante os meses de outo­
no e continuavam a florescer até que a temperatura di­
minuísse abaixo do ponto de congelamento.
Andei na calçada, em volta da casa, onde Daisy e eu 
tão freqüentemente passeamos juntos. Tudo tinha sido tra­
tado pelo jardineiro para parecer o melhor possível quan­
do eu voltasse. Rosas espetaculares estavam florescendo. 
A grama parecia um tapete verde.
D A ISY NÃO ESTAVA LÁ
Eu considerei tudo aquilo. Daisy não estava lá. Eu sem­
pre olhava para aquele pátio com Daisy em mente. Era nos­
so campo de amor, nossa área de recuperação, nosso jar­
dim de tranqüilidade, nosso espaço de inspiração. Daisy e 
eu projetamos tudo juntos. Mas ela não estava lá. O que 
importava agora, que tudo fosse tão lindo?
176
RETORNO DA RÚSSIA
PERGUNTAS ENFURECIDAS— POR QUÊ?
Senti uma raiva profunda se levantar dentro de mim. 
Daisy não era mais parte de NADA. Por que ela foi tirada de 
mim? Sem ela, qual era o propósito deste lar — ou de mi­
nha vida? Nós criamos uma atmosfera na qual podíamos 
maximizar nossa produtividade em escrever e gravar.
Tudo tinha sido projetado com Daisy em mente— as ro­
sas, cada árvore e arbusto, as rochas que trouxemos dos 
bosques. Nós nos sentávamos sobre elas, líamos, oráva- 
mos e conversávamos. Nós amavamos aquelas pedras. 
Agora, de que valiam? Sem Daisy, eram como fantasmas 
me olhando.
As lágrimas rolaram. Eu chorei alto. Eu gemi.Solucei. Não 
podia controlar minha dor. Parecia não haver razão para 
continuar vivendo ou tentar ser corajoso. Minha perspecti­
va para o futuro estava completamente desorientada.
AFOGANDO NA TRISTEZA
Eu subitamente me tomei consciente do trauma psi­
cológico que estava me destruindo. Estava o meu eu 
interior apenas agora compreendendo que Daisy tinha 
ido embora e não voltaria? Tinha que haver uma missão 
pela Eurásia e um retomo ao vazio para encarar a reali­
dade devastadora da ausência dela?
177
POR QUÊ?— TRAGÉDIA — TRAUMA— TRIUNFO
Eu tinha estado em choque psicológico durante a 
minha ministração no estrangeiro? Mais de um ano se 
passou desde o falecimento de minha amada. De pro­
pósito, eu me comprometí com o maior número possí­
vel de reuniões, cruzadas, conferências e seminários que 
eu agüentasse, crendo que isso me ajudaria a evitar o 
trauma subversivo da solidão.
SEM BOAS-VINDAS AO LAR
Meu eu interior parecia paralisado — chocado sem 
Daisy ali para me dar as boas-vindas. Eu trabalhei e 
ministrei em algumas das situações mais delicadas em que 
já tinha me envolvido. Tinha sido uma missão particular­
mente dura, mas gratificante, e eu estava fatigado. Ago­
ra , eu v o ltav a ao nosso p orto seg u ro de am or e 
tranquilidade. Mas Daisy não estava ali. Senti-me aban­
donado.
Quase sem pre, nós viajamos e ministramos juntos. 
Às vezes, quando ministrava nos Estados Unidos, eu 
fui sozinho. Daisy estava sempre no aeroporto para 
m e encontrar quando eu voltava — pronta para me 
abraçar com seu amor e sorrisos. Aquelas boas-vindas 
faziam a vida valer a pena. E eu estava sempre lá para 
receber Daisy, quando ela voltava da m inistração em 
algum lugar.
17*
RETORNO DA RÚSSIA
SEM RECEPÇÃO DESTA VEZ
Em nossas missões no estrangeiro, Daisy geralmente me 
precedia, ministrando durante três a seis semanas, pre­
parando nossas cruzadas. Quase sempre, ela arrumava 
grandes recepções para a minha chegada. Ninguém ja­
mais saberá a alegria que eu sentia ao encontrar Daisy no 
avião com seus braços abertos para me receber. Éramos 
eternos namorados. Frequentemente no estrangeiro, os 
aviões estacionam longe do terminal. Ela sempre conse­
guia obter permissão para passar e me recepcionar.
Então havia uma grande recepção por milhares de cris­
tãos nacionais que ela reunia. Eles convergiam para o ae­
roporto em caminhões, peruas e ônibus, em motocicletas 
e bicicletas, a pé e em carros.
Daisy sempre tinha um megafone preparado. Ela cum­
primentava o povo e, então, me apresentava. Era a vida 
da festa. As pessoas adoravam o seu charme, fé positiva e 
liderança inspiradora.
CH EGA D A A ENTEBE: A ESTRA D A TIN H A UMA 
FILA D E VIN TE E D O IS Q U ILÔ M ETRO S
Q uando eu cheguei ao aeroporto de Entebe, em 
Uganda, a vinte e dois quilômetros da capital Kampala, 
Daisy me encontrou, então me introduziu na sala VIP
179
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
para encontrar os oficiais, e me levou para fora da en­
trada do aeroporto, que estava lotada com milhares de 
pessoas alegres.
Depois de nossos cumprimentos e uma breve mensa­
gem para elas, o desfile até a cidade começou. Levamos 
duas horas para viajar os vinte e dois quilômetros de 
Entebe a Kampala. A estrada tinha uma fila de dezenas 
de milhares de pessoas por todo o caminho até a cidade. 
Nós nos movemos vagarosamente. Daisy e eu ficamos de 
pé juntos, através do teto solar aberto do carro, cumpri­
mentando as pessoas, acenando, chamando-as, orando por 
elas. Daisy planejou tudo aquilo. Ela fez isso na maioria 
das cidades onde preparava nossas cruzadas de milagres 
em massa.
SOZINHO COM DUAS M ALAS
A gora, eu voltava de uma m issão triunfante pela 
Eurásia. M as não havia recepção. Eu estava sozinho e can­
sado, com nada além de duas malas. O táxi tinha ido 
embora. O portão se fechou. Daisy não estava lá — só o 
vazio. Foi a sensação de solidão mais devastadora que 
eu já experimentei.
O s "POR QUÊS?" me bombardeavam. Eu não podia 
silenciá-los. Estava sendo devorado por um a sensação
180
RETORNO DA RÚSSIA
de pânico. POR QUE voltar para a casa? POR QUE conti­
nuar a viver? Era a primeira vez que eu experimentava 
pensamentos como aqueles. Fiquei lá lamentando m i­
nha dor, sentindo-me tão desolado— tão assustado — 
tão inseguro.
NOSSO JARDIM DO ÉDEN
Entendi que devia expulsar aqueles pensamentos 
desmoralizadores que estavam me envenenando. Movi- 
me pela calçada para o nosso pátio a leste.
Quando vi a linda mobília rosa e branca que Daisy 
tinha escolhido — que nós desfrutamos tanto juntos, eu 
me lembrei das horas gloriosas que passamos juntos, co­
mendo, conversando, orando, lendo nossas Bíblias ou a 
correspondência, discutindo problemas ou planejando 
cruzadas, expressando nosso amor. Que lembranças!
As cadeiras estavam lá, mas estavam vazias. Daisy não 
estava lá. Ela nunca estaria lá novamente. Que importavam 
aquelas cadeiras agora?
Será que eu poderia me sentar ali sozinho e não ser ata­
cado pela tristeza? Parecia que tanta coisa dentro de mim 
tinha morrido. Senti-me totalmente desestabilizado — 
aterrorizado.
181
POR QUÊ? — TRAGÉDIA — TRAUMA— TRIUNFO
EU QUERIA CONTINUAR VIVENDO?
Pela primeira vez desde o falecimento de Daisy, eu não 
sabia se queria continuar vivendo. O trauma e o sinistro 
da solidão eram muito profundos. Por que tentar ser cora­
joso? Para quê? Para quem?
Durante os catorze meses após depositar seu precioso 
corpo no Memorial Park entre dois lindos pinheiros que 
tínhamos plantado, eu estive ocupado, ministrando, fa­
zendo campanhas, escrevendo, trabalhando, de manhã 
cedo até tarde. O trabalho e o ministério foram meu con­
solo — meu escape — meu escudo.
Com o passar das semanas e meses, achei que eu tinha 
feito um bom progresso me ajustando à vida sem Daisy. 
M as eu fiquei ocupado. Agora, eu voltava para uma resi­
dência vazia. Nunca pensei que o vazio pudesse ser tão 
traumático.
NINGUÉM PARA COMPARTILHAR 
DE M EUS TRIUN FOS
Perguntas negativas assaltavam minha mente. Por­
que trabalhar tão duro na Eurásia? Para quê? Não te­
nho ninguém com quem compartilhar. Antes, eu podia 
com partilhar meus problemas ou meus triunfos com 
Daisy. Eu amava reviver cada detalhe com ela. E quan­
182
RETORNO DA RÚSSIA
do ela voltava de alguma grande conferência ou semi­
nário, que prazer era sentar e ouvi-la compartilhar co­
migo suas vitórias! Mas agora tive tantas experiências, 
e não havia ninguém para compartilhar desses suces­
sos comigo — ninguém com quem conversar. Qual era 
a graça de continuar?
Foi a primeira vez em catorze meses de solidão doloro­
sa que eu senti a vontade de deixar de viver. Ondas de 
luto desolador me varriam como vagalhões.
GRAÇA PARA CRESCER 
NÃO ME ARRASTAR
Eu me virei, andando de volta ao redor da casa para 
apanhar minhas malas. Ainda não tinha entrado. Preci­
sava desfazer as malas. Andei vagarosamente, pensan­
do, chorando e contemplando. Sabia que eu tinha de ter 
minhas emoções sob controle. Eu tinha de crescer através 
dessa experiência— não definhar, atrofiar, ou vegetar em 
meu espírito— não me arrastar— não desistir.
Argumentei para mim mesmo que a separação e o luto 
conseqüente são universais. Mais cedo ou mais tarde, eles 
se tomam uma parte da vida para todos os casais. Eu es­
tava ciente que teria de me adaptar a um estilo de vida 
diferente, que teria de aprender a viver outra vez. Minha
183
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
vida não seria a mesma. O cenário tinha mudado. Minha 
perspectiva tinha de ser refocalizada. Se eu pudesse reu­
nir a coragem para me ajustar, eu sabia que a paisagem 
podia ainda ser bonita — podia ser bonita se eu a procu­
rasse, embora, com certeza, tudo seria muito diferente.
Mas eu não queria uma nova paisagem. Queria manter 
a vida do jeito que era antes. Euesco/Wser casado. Eu ama­
va Daisy. Nossas vidas juntos foram harmoniosas e encan­
tadoras. Agora eu estava só, mas não aceitava essa situa­
ção. Infelizmente não havia nada que eu pudesse fazer 
sobre isso—contudo, eu sabia queeu tinha que fazer algo.
LIÇÕES SIGNIFICATIVAS PARA SE APRENDER
Apesar da dor que eu estava sofrendo, considerei para 
mim mesmo que devia haver lições significativas na vida 
para se ganhar através de uma experiência como essa. 
Eu queria perceber seja lá o que fosse, que me pudesse 
ajudar a superar o trauma e o vazio que eu estava expe­
rimentando. Então, eu poderia ser capaz de ajudar ou­
tros que sofrem de solidão ou perda dolorosa.
Eu achava que talvez esse impacto do vazio ajudas­
se m eu eu interior a se agarrar à realidade de que minha 
amada se foi e não retornaria. Eu esperava que talvez 
não sofresse esse choque outra vez. Talvez alguma coi­
184
RETORNO DA RÚSSIA
sa seria curada dentro de mim. Decidi recobrar meu 
equilíbrio emocional e ser forte. Mas POR QUÊ? Para 
quem ? Para quê7
Eu me lembro de ter-me movido devagar, pensativa- 
mente de volta para as minhas malas. Raciocinei para 
mim mesmo: "Você pensou que construiu esta casa para 
Daisy — que você plantou estes jardins, flores, árvores, 
rosas e grama para ela. Por que você pensou que estava 
fazendo tudo isso por Daisy?"
FLORES, ROSAS, ÁRVORES— PARA QUEM?
Eu me indagava: " VOCÊ não cuidava destas flores, 
destas rosas, destas árvores, deste pátio? Você pensou que 
gostava deles com Daisy. Ela foi metade de você — a me­
lhor metade. Desde que ela entrou na sua vida com a ida­
de de dezessete anos, você nunca amou nada— sozinho. 
Nada tinha valor para você sozinho. Só importavam coi­
sas que davam alegria e tinham significado para você e 
Daisy".
Meus pensamentos continuaram: "Agora você precisa 
aprender a amar e desfrutar e valorizar seu mundo por 
VOCÊ MESMO. Você precisa SE descobrir — sem Daisy. 
Você deve averiguar o que você gosta, em que você se de­
leita, o que você estima, do que você extrai alegria, o que 
lhe dá prazer".
185
POR QUÊ?— TRAGÉDIA — TRAUMA— TRIUNFO
PARECIA NARCISISTA— SACRÍLEGO
M as esse tipo de lógica me era repugnante. Parecia 
egoísta, narcisista, até sacrílego. Pensar ou falar em ter­
mos de "mim", "eu", "meu" era extrínseco, inaplicável, 
estranho ao meu estilo de vida e ao meu racional. Eu 
me ressentia do egocentrismo daqueles termos. Eu te- 
ria de aprender ihteiramente uma nova maneira de ex­
pressar a vida e o ministério. Tinha sempre sido "nós" 
e "nos" e "nosso".
Dizer "me" e “meu" parecia egoísta e presunçoso. Eu 
estava chocado com as implicações que me confrontavam. 
Tudo estava se deslocando, sendo modificado, alterado, 
mudado e eu estava completamente desamparado para 
retomar a vida que eu tinha apreciado por mais de meio 
século.
QUEM É T. L. O SBO RN — SEM DAISY?
Isso me fez mergulhar numa busca mais profunda. 
Quem era T.L. O sbom — sem Daisy? O que há neste mun­
do que realmente lhe interessa — sozinho?
Eu estava desestabilizado pela descoberta de que eu não 
me conhecia — o meu eu real. Eu sabia que agora devia 
reavaliar minha própria pessoa e minha vida. Nada era 
igual. Eu era um estranho para mim mesmo. Minhas pró­
186
RETORNO DA RÚSSIA
prias coisas que me cercavam me aterrorizavam. Eu nun­
ca as avaliei — sem Daisy.
Perguntei para mim mesmo: "Eu quero flores? Eu gos­
to de um jardim? E u estou interessado nas notícias do dia? 
Tem conseqüências para mim estar informado sobre os 
acontecimentos no meu mundo? Sem Daisy, o que impor­
tavam as coisas deste mundo?"
DESCOBRINDO UM T.L. DIFERENTE
Foi um dos maiores impactos psicológicos da minha 
vida alcançar a idade de setenta e dois anos e, de repente, 
descobrir que eu não conhecia T.L. O sbom — sem Daisy. 
Eu conhecia o T.L. que era parte de Daisy. Mas T.L. Osbom 
— sozinho? Eu nunca conhecí aquela pessoa desde que 
ela tinha dezessete anos de idade, quando seu mundo in­
teiro era uma pequena fazenda, com algumas mulas, va­
cas e colheitas, em Oklahoma.
O T.L. Osbom de hoje surgiu através das experiências 
de meio século, sendo parte de Daisy Marie Washbum. 
Ela e eu fomos um. Durante nossas vidas, eu só constituía 
metade dessa união. Juntos, nós éramos um todo. Eu só con­
cebia a vida com Daisy. Agora ela se foi. Fui inundado por 
terríveis ondas de insegurança, incerteza e apreensão. Não 
havia ninguém para dar conselho, ninguém para compar­
tilhar de triunfos e fracassos, alegrias e tristezas.
187
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
DECISÃO PARA O MEU FUTURO
Eu tomei a decisão, naquele mesmo instante, perto da 
minha garagem, de pé próximo aos degraus: Preciso des­
cobrir quem eu sou, o que eu quero— o que me interessa. 
Esta idéia parecia desgraçadamente egoísta. Eu nunca ti­
nha querido coisas para mim mesmo. Agora eu sabia que 
precisava me acostumar com minhas próprias emoções, 
meu estilo de vida e o cenário ao longo do meu caminho. 
Preciso distinguir novas esperanças e novos sonhos para 
o futuro. Preciso viver e não morrer.
Sei que isso pode soar como se eu estivesse confuso, 
inseguro ou instável. Supõe-se que ministros do Evange­
lho tenham respostas, não perguntas. Espera-se que eles 
sejam firm es— não agitados; estáveis— não flutuantes; 
confiantes— não confundidos.
Tudo o que posso dizer é que Daisy e eu fomos um em 
quase cinqüenta e quatro anos, e de repente fomos desa­
tados. Eu era uma meia-pessoa.
RECONSTRUINDO MEU RACIONAL
Eu sabia que eu precisava revalorizar minha vida, re­
organizar meus pensamentos, reanalisar meu racional.
Sabia que eu tinha valor. Mas eu precisava reassumir 
meu valor — sem Daisy. Resolvi trazer o T.L. Osbom so­
188
RETORNO DA RÚSSIA
brevivente para fora, ao aberto, e ver quem ele é, relacio­
nar-se com ele, energizá-lo e aos seus talentos, motivá-lo a 
manter a fonte da bondade de Deus fluindo através dele 
para seu mundo sofredor.
Eu decidi, naquela noite, continuar vivendo, por causa 
dos milhões que precisam do amor e da Vida de Deus.
CONVERSANDO COMIGO MESMO
Eu falei para mim mesmo: "T.L., está na hora de dar 
uma nova olhada para a vida — através de seus próprios 
olhos. Ela só estará aqui nas suas memórias. Você deve 
encarar esse fato e parar de se entristecer. Você deve 
aprender a valorizar a sua vida. Seu mundo sofredor pre­
cisa de você. Você precisa continuar a comunicar seu co­
nhecimento do Evangelho e suas experiências da fideli­
dade de Deus".
Disse para mim mesmo: "Olhe outra vez para este lar, 
estas flores, as árvores, o jardim, a grama. Deixe seus olhos 
se deleitarem neles. Você mora aqui. Abeleza que está aqui 
agora é para você. Este é o seu Jardim do Éden— um lugar 
de descanso e tranquilidade, no qual você pode ser reno­
vado entre as cruzadas— santuário onde você pode estu­
dar e escrever verdades que abençoarão milhões de pes­
soas feridas".
189
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
Eu raciocinei: "Você tem trabalho para fazer, ministé­
rio para realizar, nações para alcançar, livros para escre­
ver, áudio e videocassetes para gravar, milhões de pesso­
as para alcançar com as Boas Novas".
RECONCILIANDO-ME COM A VIDA 
UMA EXPERIÊNCIA DE APRENDIZADO
Eu disse para mim mesmo: "Hoje é uma experiência de 
aprendizado. Alguma coisa está acontecendo em você 
bem agora. Você não vai sofrer esse trauma particular 
outra vez. O verdadeiro T.L. está finalmente compreen­
dendo que Daisy se foi. Tudo mudou. A vida é diferente. 
Ainda pode ser linda, mas será diferente".
Em tempos de perda, há lições vitais para aprender 
— se alguém estiver desejoso de crescer pelo processo 
da dor, em vez de se entristecer. Toma-se um tempo para 
um novo começo — embora seja a última coisa que a 
gente queira.
Ao encarar a mudança do mundo, pode-se reativar o in­
ventário de vida, reconsiderar as prioridades, refocalizar a 
visão do que é importante, e reanalisar as metas.
Experimentar a tragédia e a perda faz com que a pes­
soa formule muitas questões básicas, não apenas sobre 
seu próprio eu, mas também sobre seus objetivos na 
vida.
190
RETORNO DA RÚSSIA
A MORTALIDADE SE 
TORNA MAIS CONCRETA
Aprendi a refocalizar o momento presente— esta hora, 
este dia. Aprendi a evitar o desperdíciode energia pen­
sando na minha perda. A vida que permanece parece mais 
valiosa do que antes. A mortalidade se toma mais con­
creta. Todos os dias remanescentes devem contar para Deus 
— e para o mundo sofredor no qual eu vivo.
Eu me lembrei: "Você experimentou o êxtase de quase 
cinqüenta e quatro anos de companheirismo amoroso. Seja 
grato por aqueles anos. Ande corajosamente. Resolva con­
tinuar na vida — produtivamente. Deixe seu semblante 
lançar bênção para as pessoas. Elas precisam de você".
E as Escrituras Sagradas me encorajaram: Portanto, tomai 
a levantar as mãos cansadas, e os joelhos desconjuntados, e fazei 
veredas direitas para os vossos pés, para que o que manqueja se 
não desvie inteiramente; antes, seja sarado... Tendo cuidado de 
que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de 
amargura, brotando, vos perturbe... (Hb 12.12-15).
DESTRUINDO OS CONSELHOS
Eu sabia que eu estava repudiando alguns dos ferozes 
ataques invasores e destrutivos de tristeza, depressão e 
desespero que estavam me assaltando.
191
PORQUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
Cheguei a compreender, nesse mesmo instante, que 
se a dor no coração e a emoção não fossem conquista­
das, elas me desmoralizariam tanto que eu podia mor­
rer por dentro e, dentro em breve, eu morrería fisica­
mente. Era uma crise pessoal com a qual eu sabia que 
precisava lidar.
Eu estava destruindo os conselhos, e toda a altivez que se 
levanta Contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo 
entendimento à obediência de Cristo (2 Co 10.5).
Resolvi que eu continuaria a VIVER pela graça e pela 
palavra de Deus, e que continuaria a compartilhar Suas 
bênçãos com outros. Eu viveria por aqueles que estão 
vivendo.
DAISY TRIUNFOU
MINHA M ISSÃO NÃO ESTAVA TERMINADA
Eu sabia que as pessoas não podiam encontrar forças 
em mim se permitisse que ficasse vegetando na tristeza. 
Daisy encerrou o seu caminho triunfalmente e se foi para 
receber sua recompensa. Sua coroação aconteceu. Minha 
missão não tinha acabado.
Resolvi endireitar os ombros, levantar minha cabeça, 
elevar meu espírito e saborear a honra de ser represen­
tante de Cristo neste mundo.
192
RETORNO DA RÚSSIA
Milhões de pessoas estão sofrendo. Eu fui escolhido por 
Ele para trazer Seu amor e compaixão curadores para a 
humanidade.
Ele padeceu de solidão maior do que a que eu já experi­
mentei, quando orou no Jardim de Getsêmani posto em 
agonia, orava mais intensamente. E o seu suor tornou-se em 
grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão (Lc 22.44).
SOLITÁRIO — MAS NÃO SÓ
Muitas vezes os Evangelhos declaram que Cristo esta­
va só. Suas palavras em João foram um conforto para 
mim: Não sou eu só (...) Aquele que me enviou está comigo; o 
Pai não me tem deixado só... (Jo 8.16-29).
Quando os discípulos O desampararam, Ele sabia que 
Seu Pai não O deixaria. Ele lhes disse: Eis que chega a 
hora, e já se aproxima, em que vós sereis dispersos (...) e me 
deixareis só, mas não estou só, porque o Pai está comigo (Jo 
16.32).
Ele prometeu: Eis que eu estou convosco todos os dias, até 
a consumação dos séculos (Mt 28.20). Ele disse: Não te dei­
xarei, nem te desampararei (Hb 13.5). Aquelas promessas 
significam mais para mim do que antes, e extraio cora­
gem a partir delas.
193
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
O MOMENTO ERA SIGNIFICATIVO
O sol se pôs e estava ficando escuro. Eu tinha que en­
trar na casa. Juntando minhas forças emocionais, incli- 
nei-me para pegar minhas malas, decidindo adotar as li­
ções que tinha observado.
Movi-me cautelosamente, porque o momento era sig­
nificativo para o meu futuro. Eu sabia que, se eu pudesse 
absorver as lições de imediato, eu ficaria mais forte e isso 
provaria que aquele era um tempo de cura emocional para 
mim.
Eu estava fatigado depois de ter viajado de M oscou, 
Rússia, cruzando dez zonas de tempo. Estive dentro dos 
aviões por mais de vinte e quatro horas. Então, eu disse 
para mim mesmo: "Ponha as suas malas para dentro. 
Tire as roupas. Descanse. Troque as recordações dolo­
rosas pelas lembranças bonitas. Valorize seus anos dou­
rados com Daisy. Lembre-se de que você foi abençoado 
com mais felicidade do que a maioria dos maridos já 
conheceu".
AM ANH× COM NOVA CORAGEM
O Espírito Santo me reconfortou. Eu disse para mim 
mesmo: "Amanhã será um novo dia, com esperança nova.
194
RETORNO DA RÚSSIA
O sol se levantará para um novo começo que trará nova 
coragem para viver".
Jesus disse: Mas buscai primeiro o Reino de Deus e a s u a 
justiça, e todas essas coisas nos serio acrescentadas. Não nos 
inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã 
cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal (Mt 6.33,34). 
E eu me lembrei das Suas palavras: A minha graça te basta 
(2 Co 12.9).
Parecia que alguma coisa me assegurava que eu não 
sofreria daquele determinado trauma outra vez. Creio que 
Deus me conferiu naquela noite a graça para crescer através 
da m inha dor. Sabendo da Sua soberania, eu fu i 
reassegurado de que ele estava operando. Mas era minha 
parte ESCOLHER, pois, a vida, para que VIVAS... (Dt 30.19).
Deus é maior que nossas feridas. Sua encarnação em 
Jesus Cristo O trouxe até o nosso nível humano, no qual 
Ele sentiu o gosto da dor e do sofrimento. Ele acolheu a 
experiência humana. Viveu no nosso nível, lutando com 
os ambíguos conflitos e batalhas experimentadas pela 
nossa humanidade. Foi vítima de abuso, rejeitado e con­
denado em nosso lugar, para que tenhamos VIDA.
JESUS ENTENDEU O SOFRIMENTO
O escritor de Hebreus aconselhou-nos a constantemen­
te olhar para Jesus, autor e consumador da fé, o qual pelo gozo
195
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
que lhe estava proposto suportou a cruz, desprezando a afronta 
e assentou-se à destra do trono de Deus. Ele disse que nós 
devem os lem brar de considerá-L o... para que não 
enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos (Hb 12.2,3).
Jesus suportou o sofrimento e dor maiores do que nós 
podemos compreender. Ele desceu mais fundo na soli­
dão do desespero e tristeza do que nós podemos imagi­
nar. Ele fez isso por nós, em nosso nome. Deus não é um ser 
soberano que governa distante. Ele veio até o nosso nível. 
Experimentou a tristeza e dor que os humanos experimen­
tam. Entregou Sua vida afim de nos levantar para nos re­
lacionarmos com Ele mesmo.
O QUE A ENCARNAÇÃO SIGNIFICA
A maravilha da mensagem cristã é que Deus ressusci­
tou a Jesus Cristo dos mortos. E Jesus disse: porque eu vivo, e 
vós vivereis (Jo 14.19).
Sua encarnação significa que ELE SE IMPORTA 
CONOSCO — tanto, de fato, que ele escolheu se tomar 
humano e sofrer perda mais terrível do que podemos com­
preender. Independente de quão profunda possa ser nos­
sa fossa de dor, nós encontrarem os D eus lá, nos 
reassegurando que Ele sente nossa ferida junto conosco. 
Ele não está distante nem desligado. Em nosso sofrimen­
to humano, Ele nos conduz para o seu lado sangrento,
196
RETORNO DA RÚSSIA
toca-nos com suas mãos de unhas esfaceladas e cura nos­
sa ferida com sua amorosa compaixão.
RAZÕES PARA VIVER
Há razões pelas quais eu choro durante os cultos co­
munitários . O pão e o vinho, que representam o corpo par­
tido e o sangue derramado de Cristo, recordam-me da Sua 
vinda ao meu nível, para suportar a minha dor, para 
agüentar meu sofrimento e curar minhas feridas.
Isso não apenas me conforta na minha tristeza, como 
também evidencia minha razão para continuar VIVENDO. 
Sou um dos Seus escolhidos. Ele disse: Não me escolhestes 
vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que 
vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; afim de que tudo 
quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda (Jo 15.16).
Ele disse: E assim convinha que o Cristo padecesse, e ao 
terceiro dia ressuscitasse dos mortos; e em seu nome se pre­
gasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as 
nações (...) E dessas coisas sois vós testemunhas (...) E eis que 
sobre vós envio a promessa de meu Pai... (Lc 24.46-49).Isso me conforta. Esta é a minha missão. Esta foi nossa 
missão juntos— a de Daisy e a minha. Agora era a minha 
missão. Eu ainda era vital para o grande plano de Deus. 
Ele ainda estava dependendo d e mim.
197
PORQUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
MINHA M ISSÃO ESTAVA CLARA
Fiquei profundamente comovido pelo fato de que 
Deus CONFIOU o Evangelho em nossas m ãos— agora 
em minhas mãos. Daisy não podia mais viajar comigo e 
compartilhar na proclamação da mensagem de Cristo. 
Mas eu podia continuar. Eu estava vivo. Conhecia as 
verdades libertadoras da redenção. Minha missão esta­
va clara.
Quando o Senhor veio até Saulo, revelando-Se a ele, 
sua mensagem foi: Vai, porque este é para mim um vaso es­
colhido para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis, e 
dos filhos de Israel (At 9.15). Eu sentia que aquelas pala­
vras eram agora para mim.
VASOS ESCOLHIDOS
Daisy e eu fomos vasos "escolhidos" juntos para Ele. 
Agora, a carreira tinha sido corrida por Daisy (Hb 12.1). 
Ela combateu o bom combate, acabou a carreira e tinha 
guardado a f é (2 Tm 4.7). Jesus lhe deu nas boas-vindas a 
"coroa da justiça" com Suas palavras: Bem está, serva boa e 
fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no 
gozo do teu Senhor (Mt 25.21). Ela, como Davi, serviu con­
form e a vontade de Deus, dormiu, e fo i posta junto de seus 
pais... (At 13.36).
19S
RETORNO DA RÚSSIA
ELE NOS CONFIOU O EVANGELHO
Mas a minha carreira não terminou. Eu era necessário 
para continuar o trabalho que Jesus começou (At 1.1) e que 
Daisy e eu nos devotamos em levar adiante. Ele nos CON­
FIOU o Evangelho da glória de Deus... (1 Tm 1.11). Eu era 
um daqueles que tinham sido aprovados de Deus para que 
o Evangelho fosse CONFIADO (1 Ts 2.4). Como Paulo, o 
Evangelho... me estava confiado (G12.7).
O fato mais inspirador do cristianismo — a verdade 
que me infunde com energia e coragem para continuar 
na vida e no ministério— mesmo sozinho, é que Deus acre­
dita em nós como seres humanos.
O Senhor de fato acredita em nós tão completamente 
que E le confiou o Seu Evangelho em nossas mãos. Ele con­
fia em nós para compartilhá-Lo com nosso mundo. Se nós 
não o fizermos, Ele não enviará anjos para fazê-lo. Deus 
confiou Suas Boas Novas ao nosso cuidado, escolhendo- 
nos, dando-nos poder e enviando-nos como intérpretes 
do Seu Amor.
Isso é admirável. Essa é a razão pela qual eu não posso 
desistir. Ele confia em mim. Com Daisy, eu era melhor. Mas 
sozinho, eu farei tudo o que eu puder para disseminar Sua 
verdade e para servi-Lo como Seu embaixador.
199
PORQUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
A ALTA POSIÇÃO 
DE PARCERIA COM DEUS
Eu acho que a verdade mais enobrecedora do cristia­
nismo bíblico é o fato de que Deus nos justificou, pela nos­
sa fé no sacrifício de Cristo, tão completamente, que so­
mos elevados a alta posição de ser Suas testemunhas — 
Seus associados — Seus cooperadores— Seus parceiros. 
Eu gostaria de fazer o mundo inteiro compreender este 
fato do trabalho redentor de Cristo.
Quando Ele assumiu nossa culpa e suportou nosso 
julgam ento, Sua intervenção vicária a nosso favor foi 
tão perfeita e completa que Ele nos reconciliou... para, pe­
ran te e le , nos apresen tar santos, e irrepreensíveis , e 
inculpâveis... se, na verdade, permanecerdes fundados e f ir ­
mes na fé .... convencidos das Boas Novas que Jesus morreu 
por nós, e não nos movermos da esperança do Evangelho 
(Cl 1.22,23).
NÓS AGORA COMPARTILHAMOS 
DA SUA VIDA
Deus vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos to­
das as ofensas... e, despojando os principados e potestades, os 
expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo (Cl 2.13,15). 
Esta é a maravilhosa notícia que nos fo i manifestada e eu [T.L.
200
RETORNO DA RÚSSIA
Osborn] tenho o alegria de contar a outros... Onde nós vamos 
falando de Cristo para todos que escutarem... Este é o nosso 
trabalho, e só podemos fazê-lo por causa da eficácia de Cristo 
que opera poderosamente em nós (Cl 1.28,29). Estas são ver­
dades poderosas que dão razão e propósito para viver, 
dar, e compartilhar o Evangelho de Jesus Cristo com aque­
les que precisam dEle.
NA AGONIA, NASCEU 
NOVA ESPERANÇA
Aqueles versículos expressam o meu compromisso. 
É por isso que eu escrevi esta crônica. A odisséia ago­
nizante da minha negra noite de tristeza foi difícil. 
Mas, através do conhecimento do sacrifício redentor de 
Cristo a nosso favor, nasceu uma nova coragem com 
determinação e propósito revivificados para continuar 
vivendo.
Porque tudo que dantes fo i escrito para nosso ensino fo i 
escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras 
tenhamos ESPERANÇA (Rm 15.4). Sendo iluminado, [eu] 
sei qual é a ESPERANÇA do Seu chamado e as riquezas da 
glória da sua herança... (Ef 1.18). A graça de Deus me ou­
torga a coragem para permanecer na fé , fundado e firm e, e 
[nunca] me mover da ESPERANÇA do Evangelho (Cl 1.23).
201
POR QUÊ?— TRAGÉDIA — TRAUMA — TRIUNFO
NOVA ALVORADA DE DESCOBERTA
Com a estimulante perspectiva de VIDA de Deus, sou 
capaz de chegar à alvorada de uma descoberta nova, e 
contemplar um novo panorama de VIDA que vale a pena 
viver — mesmo sem a amada Daisy, e em meio a uma paisa­
gem muito diferente. Sou capaz de permanecer triunfante 
no topo de uma transição criativa— obscurecido mas não 
cegado, enfraquecido mas não dissuadido, ferido mas não 
estragado, contundido mas não quebrado.
Retomar da Rússia foi uma experiência ambígua e trau­
mática. Mas se tornou um marco para mim. Estando di­
lacerado pela crise, um bálsamo de cura começou a alivi­
ar minhas feridas. Ganhei em conhecimento. Fiz desco­
bertas vitais — sobre mim e sobre a vida.
UM SEGREDO CONSOLADOR 
PARA A CURA
Minha perspectiva renovada não me deu a resposta dos 
"POR QUÊS?" do falecimento de Daisy. Não me conven­
ceu se sua partida, só com setenta anos, foi boa ou corre­
ta. Não apagou minha tristeza ou solidão. O vácuo ainda 
me assombra, mas Deus me desvendou um segredo 
consolador e curador para triunfar sobre a devastação do 
desespero. Ao refocalizar a m em ória positivamente em vez
202
RETORNO DA RÚSSIA
de com culpa, a tragédia podia ser superada, a VIDA po­
dia continuar a valer a pena— mesmo com transformações 
— e uma perspectiva renovada podia significar um cres­
cimento vital e produtivo para a minha vida, ao resolver 
continuar a viver para o bem dos outros.
203
A MENSAGEM DE DEUS 
NAS FLORES
L o g o DEPOIS DE VOLTAR da Rússia, tive que viajar 
de volta atravessando o Atlântico para ministrar no 
Acampamento de Ulf Eckman em Uppsala, Suécia. Duas 
semanas depois, eu ministraria no Acampamento de 
P eter G am m ons na Inglaterra e v o ltaria p ara a 
Escandinávia para m inistrar por uma sem ana em 
Helsinki, Finlândia, onde milhares se congregariam no 
grande Ginásio de Gelo diariamente.
Entre a Suécia e a Finlândia, minha opção era 
retornar a Tulsa por duas semanas, ou ficar na Europa. 
Como eu tinha meu computador portátil comigo, eu 
podia trabalhar nos projetos que eram urgentes, então 
escolhi passar aquelas duas sem anas na aldeia de 
Thirsk, Inglaterra.
Durante os dois últimos anos da vida de Daisy, traba­
lhamos juntos — o máximo que podíamos, preparando
CAPÍTULO NONO
205
POR QUÊ?— TRAGÉDIA — TRAUMA— TRIUNFO
uma Antologia e História do nosso Ministério Mundial. Com­
preende vinte e três volumes enormes, contendo cerca de 
mil páginas— mais um volume índice de várias centenas 
de páginas. Nosso plano era colocar esta histórica coleção 
de 24 volumes nas universidades e em escolas bíblicas lí­
deres pelo mundo.
Imagine que testemunhas esses vinte e quatro enormes 
volumes vermelhos serão na ex-União Soviética. Nossas 
vidas se passaram durante os mesmos anos em que a dou­
trina leninista prevalecia na Rússia. Essa coleção singular 
será um registro do que Deus esteve fazendo em setenta e 
quatro nações, durante os mesmos anos em que o comu­
nismo estava insistindo que Ele não existia.
Seções daqueles volumes que Daisye eu escrevêramos 
estavam no disco rígido do meu computador. Não fomos 
capazes de finalizá-los, então eu achei que a pacata cida­
de de Thirsk poderia ser um bom lugar para completar as 
vária seções da obra.
DUAS SEMANAS DE 
AUTO-DESCOBERIA
Eu me instalei no excêntrico, mas pitoresco Hotel Golden 
Fleece, M arket Place, Thirsk, North Yorkshire. Consegui 
reservar o quarto 4, onde o sol brilhava através de uma
206
A MENSAGEM DE DEUS NAS FLORES
janela um tanto ampla, e se contemplava do alto a praça 
do vilarejo.
Pelas manhãs e noites, eu saía para longos passeios a 
pé. H avia m uitos cam inhos e calçadas nas áreas 
residenciais. Os britânicos gostam de andar. Eu estava fas­
cinado pelos jardins caprichados dos seus chalés, e pela 
beleza das suas rosas e flores.
Fui cativado pelas caixas de flores montadas nas pare­
des, vasos de flores dependurados, cachepôs e todo o tipo 
de forma e estilo de recipientes com flores meticulosamen- 
te arranjados em todo o espaço disponível em volta das 
entradas e nas paredes dos chalés.
FLORES EM TULSA— ENA INGLATERRA
Refleti sobre o meu trauma, com relação aos nossos 
canteiros de rosas e flores de Tulsa, após o falecimento 
de Daisy. Sempre tivemos canteiros de rosas que eu tra­
tava com grande cuidado, porque Daisy amava as rosas. 
Tentei sempre manter buquês na nossa cozinha, sala de 
estar, quarto e até no banheiro, quando estávamos em 
casa.
Eu gostava de sair de manhã para colher as rosas, tra­
zendo-as para dentro, cortando os galhos e arranjando- 
as na nossa coleção de vasos. Daisy sempre acrescentava
207
POR QUÊ? — TRAGÉDIA— TRAUMA — TRIUNFO
uns toques finais e amorosamente as distribuía pela nos­
sa casa. Ela cheirava cada rosa que eu tinha cortado, ofe­
recendo-me beijos e gestos de amor.
PARA QUÊ SERVE UMA ROSA — SEM AMOR?
Mas depois que Daisy morreu, eu andava pelo nosso pá­
tio, limitado por um canteiro especial de rosas, e que fica­
va chocado emocionalmente com o pensamento: Para quê 
serve uma ROSA sem AMOR? Aquela noção me assaltou 
durante semanas.
Minha vida parecia uma sala de concertos sem mú­
sica;
...uma canção sem lirismo;
...um arco-íris sem cor;
...uma haste sem uma bandeira;
...uma ópera sem uma voz;
...um céu sem uma estrela;
...um piano sem teclas;
...uma harpa sem cordas;
...um estúdio sem som;
...um rosto sem um sorriso;
...um violino sem arco;
208
A MENSAGEM DE DEUS NAS FLORES
...uma lâmpada sem luz;
...uma moldura sem um quadro;
...uma lareira sem fogo;
...uma existência sem vida.
Para quê serve uma ROSA sem AMOR... sem Daisy? 
Eu andei entre aqueles lindos chalezinhos britânicos 
em Thirsk, Inglaterra, admirando os luxuriantes jardins 
de flores e de cestas dependuradas que deixavam cair seu 
arran jo caleidoscóp ico de opulentos botões. Eu 
freqüentemente dava uma parada, vinham as reminis- 
cências e eu chorava sozinho naquelas veredas.
Lembrei-me das vezes em que Daisy e eu passeá vamos 
pelos nossos jardins floridos, tirando inspiração da atmos­
fera tranqüila, sonhando juntos, planejando eventos mi­
nisteriais, concebendo idéias para os livros e cursos bíbli­
cos, para as cruzadas e conferências.
PROVOCANDO AS PERGUNTAS 
APRENDENDO SOBRE T.L.
Eu comecei a me perguntar "Por que você se sente tão 
atraído pelas flores e pelo charme desses jardins ingleses? 
Analisar o seu esplendor está trazendo de volta milhares 
de lembranças sobre você e Daisy juntos. Isso é bom para 
você?"
209
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
Comecei a observar algo sobre mim — sobre T.L. sem 
Daisy. Por quinze meses solitários, lutei para ficar acostu­
mado comigo— sem Daisy. Desde o seu falecimento, não 
fui capaz de cuidar das nossas rosas. Elas tomavam a au­
sência dela muito vivida por que falavam de nosso amor 
enossavidajuntos.Eusentiqueeununcamaispodiacultivar 
rosas ou dependurar flores nos nossos pátios outra vez.
NOSSOS JARDINS SUSPENSOS
Em ambos os pátios oriental e ocidental, eu tinha ar­
ranjado ganchos para os suportes suspensos. A cada pri­
mavera, eu pendurava uma dúzia de gerânios brilhan­
tes vermelhos, rosados e cestas de begônias de tal for­
ma que nossos pátios eram como jardins suspensos. Não 
tinha sido capaz de pendurar nenhuma cesta de flor des­
de que minha amada partiu.
Repetidamente, quando eu tentava me recuperar da 
tristeza e desespero, eu me perguntava: "Q uem sou eu? 
Gosto de flores? As flores ME dão alegria? Ou eu só as 
pendurava lá por causa de Daisy?”
QUEM ERA T .L SEM DAISY?
Lá estava eu, andando pelos chalés de uma estranha 
aldeiazinha inglesa, tirando inspiração de cada botão de
210
A MENSAGEM DE DEUS NAS FLORES
flor. Eu subitamente compreendí que eu estava descobrin­
do algo sobre T.L. Osbom, o homem que eu não conhecia 
— sozinho.
Inclinei sobre as pequenas cercas ou as lindas paredes 
de pedra em Thirsk para tocar os botões. Desfrutei do rico 
aroma das rosas. Sua fragrância me fez sentir Daisy. Era 
como uma visita dela. Ela parecia estar comigo.
A GRAÇA DE DEUS 
MANIFESTANDO-SE PARAAÍÈVf
Mas eu estava fazendo uma descoberta sobre mim. Eu 
amava flores. EU! — eu as amava. Extraí força e inspira­
ção da sua beleza. Elas estavam manifestando as graças e 
a beleza de D eus— para MIM. Eram o presente de Deus 
para MIM.
Deus estava me alcançando através de cada botão, fa­
zendo-me lembrar: "Eu amo VOCÊ, T.L. Minha graça é 
abundante sobre VOCÊ. Estou aqui com a beleza e a fra­
grância, com forma e glória, para VOCÊ. A vida ao redor 
de VOCÊ é linda— sempre. Não a perca. Você está apren­
dendo a caminhar sozinho— sem Daisy. Estou com VOCÊ. 
Nunca o deixarei nem o desampararei. Não perca a MINHA 
p resen ça , M IN H A glória , M EU carin ho , M EU 
companheirismo ".
211
PORQUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
Entendi que eu estavaM E descobrindo — o verda­
deiro T .L . E eu estava aceitando a presença de Deus e do 
Seu amor pormim de uma nova maneira. Eu estava com­
preendendo o quanto eu amava a beleza e a fragrância 
e que tudo falava do amor de Deus — por M IM . Senti 
ondas sublimes de amor curador m epenetrando atra­
vés daquelas flores .Elas estavam me transm itindo m en­
sagens do amor — de Deus.
"VOU PLANTAR ROSAS NOVAMENTE!"
Tomei a decisão lá na aldeia de Thirsk, Inglaterra. Eu 
disse para mim mesmo:
"Na próxima primavera, vou plantar rosas novamente. 
Vou pendurar gerânios e begônias outra vez. *Vou me cir­
cundar de flores, e elas expressarão a fragrância e a beleza 
de quase cinqüenta e quatro anos com a minha amada".
E eu me assegurei: "Aquelas flores que eu vou pendurar e 
plantar não só me lembrarão dos meus anos com Daisy. Elas 
falarão do amor, do cuidado e da presença de Deus COMIGO, 
renovada a cada manhã."
OS BOTÕES SE ABRIRÃO NOVAMENTE E OS
PÁSSAROS CANTARÃO OUTRA VEZ PARA M IM
Projetei: vou me levantar cedo a cada dia. As flores me 
inspirarão novamente enquanto eu faço exercício. Os pás­
212
A MENSAGEM DE DEUS NAS FLORES
saros cantarão suas novas canções para mim. E quando o 
tempo estiver bom, comerei novamente meu prato de fru­
tas frescas, ou minha salada do meio-dia, debaixo dos 
gerânios pendurados e das begônias. Lerei minhas Bíblias 
em francês e em espanhol em meio à sua beleza. E me ajo­
elharei, orarei, olhando através dos botões e das cores e 
serei fortalecido por Ele que nunca me deixará nem me de­
samparará (Hb 13.5).
Descobri na Inglaterra que a vida podia continuar a ser 
bonita para mim. Não passei minha vida plantando e cul­
tivando rosas apenas para Daisy. Eu tinha feito aquilo para 
mim também. E eu decidi que T.L. Osbom era uma boa pes­
soa — ele mesmo, que eu podia aprender a gostar dele e 
me divertir vivendo com ele porque é uma pessoa gentil, 
um crente.
Eu sabia que ele podia continuar vivendo, amando e 
ministrando a um mundo sofredor, porque a fragrância e 
o amor de Deus continuariam a fluir através dele para as 
pessoas necessitadas.
Meus dias em Thirsk, Inglaterra, foram dias de cura 
interior, de grande consolo — e de uma nova resolução. 
Jesus falou dos líriosdo campo (Mt 6.28), para enfatizar o 
quanto Deus cuida de nós.
213
POR QUÊ?— TRAGÉDIA — TRAUMA — TRIUNFO
AVARA QUE FLORESCEU
Na história hebraica, quando Deus quis reconfirmar 
seu chamado sobre Seu servo Aarão,ds que a vara de Áarão, 
pela casa de Levi, florescia; porque produzira flores e brotara 
renovos... (Nm 17.8). A sua cor e beleza reafirmaram a un- 
ção de Deus sobre aquele que Ele tinha escolhido.
Eu sabia que Deus tinha me falado através daqueles 
botões na Inglaterra. A fragrância e a beleza das novas 
rosas, gerânios e begônias na minha residência reafirma­
riam a Sua unçâo e chamado sobre minha vida, também.
O Espírito de Deus em Isaías trouxe uma mensagem de 
nova esperança e nova vida para o deserto e o lugar solitá­
rio . Eu sentia como se tivesse estado num lugar deserto, 
solitário, sozinho.
O profeta disse que o deserto e os lugares secos se alegra­
rão disto; e o ermo exultará e florescerá como a rosa. Abun­
dantem ente florescerá e também regorgitará de alegria e 
exultará... (Is 35.1,2). Senti que o Senhor estava falando 
comigo. Meu deserto florescería novamente.
Eu sabia que se eu fosse abençoado, outros seriam aben­
çoados. Se eu fosse curado, outros seriam curados. A men­
sagem de Deus me encorajou. Refocalizou minha vida e 
me levantou do luto da dor para um novo começo.
214
A MENSAGEM DE DEUS NAS FLORES
MISSÃO DEFINIDA:
M ILAGRES— CANÇÕES— ALEGRIA ETERNA
As palavras de Isaías no capítulo 35 foram: Verão a gló­
ria do Senhor, e a excelência do nosso Deus. Confortai as mãos 
fracas e fortalecei os joelhos trementes. Dizei aos turbados de 
coração: Esforçai-vos e não temais; eis que o vosso Deus... virá 
(...) e vos salvará.
Sua mensagem para mim continuou: Os olhos dos cegos 
serão abertos, e os ouvidos dos surdos se abrirão. Então, os 
coxos saltarão como cervos, e a língua dos mudos cantará: por­
que águas arrebentarão no deserto e ribeiros no ermo (...) e os 
resgatados do Senhor voltarão e virão aSião com júbilo: e ale­
gria eterna haverá sobre as suas cabeças: gozo e alegria alcan­
çarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido (Is 35).
MEU DESERTO FLORESCERÍA 
ABUNDANTEMENTE
Deus estava me revificando e renovando Sua vida em 
mim com coragem para abraçar um novo estilo de vida, 
para elevar os meus olhos, endireitar meus ombros, para 
continuar a alcançar o meu mundo com a mensagem de 
Seu amor.
Minha vida não seria mais um deserto, florescería como 
a rosa— eflorescería abundantemente... com alegria e cântico 
e glória.
215
POR Q UÊ?— TRAGÉDIA — TRAUMA — TRIUNFO
CURA PARA OS QUEBRANTADOS DE CORAÇÃO 
ÓLEO DE GOZO POR TRISTEZA
Um propósito novo de viver brotou dentro de mim. Eu 
sabia que Deus enviou Seu Espírito sobre mim para 
evangelizar os pobres, a curar os Cjuebrantados do coração (Lc 
4.18). Ele estava me ministrando. Eu estive andando por 
um vale longo e solitário. Meu coração tinha se quebra­
do. Eu tinha me lamentado.
Mas eu sabia que Ele dá... óleo de gozo por tristeza, veste 
de louvor por espírito angustiado, porque [Ele queria] que eu 
fosse chamado árvore de justiça, plantação do Senhor, para 
que Ele seja glorijkado (Is 61.3).
Eu sabia que Ele tinha redimido a minha vida da perdi­
ção [da solidão e da tristeza]; Ele me coroou com benignidade 
e misericórdia (SI 103.4). No meio do meu vale, ele estava 
manifestando o Seu amor. A cura estava acontecendo den­
tro de mim. Uma nova coragem para continuar a viver e 
ministrar ao meu mundo sofredor estava começando a 
ser sentida. O Senhor, meu Pastor, estava refrigerando a 
minha alma... guiando-me mansamente a águas tranqtiilas... 
Ele estava comigo, Sua vara e Seu cajado estavam me conso­
lando (SI 23).
Senti como Davi quando ele orou: Senhor, venham sobre 
mim as tuas misericórdias, PARA QUE VIVA... (SI 119.77).
216
A MENSAGEM DE DEUS NAS FLORES
Eu sabia que Ele é a rosa de Sarom, o lírio dos vales (Ct 2.1), 
que Ele é totalmente desejável (Ct 5.16).
* Em abril dc 1997 — dois anos após o falecimento dc Daisy, plantei um lindo 
canteiro de rosas e pendurei gerânios e begônias nos meus pátios. Fiz isso para 
comemorar nosso casamento cm 5 dc abril de 1942. Aquelas flores inspiram 
lembranças dc Daisy, c a fragrância delas 6 uma testemunha da presença infalível 
de Deus na minha vida.
217
CAPÍTULO DEZ
O MONUMENTO — O EPITÁFIO
PAI DE DAISY e o meu, embora muito pobres, tinham 
comprado lotes familiares nos cemitérios locais das suas 
comunidades — a dela em Merced, Califórnia, e o meu 
em Pawnee, Oklahoma. Ela e eu fomos ensinados que 
os pais devem fazer preparativos para o seu eventual fa­
lecimento e enterro, de tal maneira que os amigos e a fa­
mília não teriam aquelas decisões impostas sobre eles.
À medida que avançamos nos anos, nós decidimos fa­
zer o que nossas famílias tinham feito— como Abraão e 
Sara tinham feito (Gn 25.10).
Por quarenta anos, passamos de carro pelo cemitério 
de M emorial Park onde nossa filha pequena, M ary 
Elizabeth, e nosso filho evangelista, T.L. Jr. foram enter­
rados.
Um dia nós selecionamos e compramos o lote 69 da 
seção 5, Skyview South.
219
POR QUÊ?— TRAGÉDIA — TRAUMA— TRIUNFO
PLANEJANDO UMA DECLARAÇÃO FINAL
Enquanto líamos a Bíblia, observamos que Abraão pôs 
uma coluna (Gn 35.20) na sepultura que ele e Sara compra­
ram. Então, novamente, nós seguimos o seu exemplo. En­
comendamos uma pedra de granito. Nossas vidas foram 
vividas ordenadamente. Queríamos que nosso falecimen­
to fosse a mesma coisa.
Então, nós precisamos planejar palavras para umEpi- 
táfio — uma declaração final de nossas vidas. Seria gravado 
na face da pedra. Escolhemos palavras que lembrassem 
aos transeuntes da comissão de Cristo e nosso compro­
misso com ela. Nós esperávamos motivar outros a pensar 
sobre o propósito de Deus para as suas vidas, também.
O projetista do monumento conhecia nosso ministério 
mundial e sugeriu uma gravação de Daisy e eu, andando 
de mãos dadas pelo mundo.
UM SALM O E PALAVRAS DE CRISTO
Nós selecionamos a declaração dos Salmos: PREGA­
MOS A JUSTIÇA NAS GRANDES CONGREGAÇÕES... 
APREGOAMOS A TUA SALVAÇÃO... ENTRE AS NA­
ÇÕES (SL 40.9,10) (acrescentamos as últimas três pala­
vras). Dois outros versículos bíblicos foram inscritos: A 
SEMENTE É A PALAVRA DE DEUS (Lc 8.11), O CAMPO
220
0 MONUMENTO— O EPITÁFIO
É O MUNDO (Mt 13.38). No lado reverso, escolhemos as 
palavras de Cristo: IDE POR TODO O MUNDO, PREGAI 
O EVANGELHO A TODA A CRIATURA (Mc 16.15).
DO IS PINHEIROS PARA 
REPRESENTAR NOSSAS DUAS VIDAS
Embora as palavras fossem comemorativas, o monu­
mento seria frio e falaria de mortalidade. Nós queríamos 
algo VIVENTE. Ambos amávamos plantar árvores, então 
decidimos transplantar dois lindos pinheiros para o lo­
cal, um a leste e outro do lado sudoeste do ponto para dar 
sombra e vida.
Fui ao campo e localizei dois pinheiros inusitados numa 
fazenda abandonada próxima de um rio. Cobertos por ve­
getação, tinham passado desapercebidos. Cortei as ervas 
daninhas e arbustos e descobri que eles eram distintos na 
forma e ideais para o que nós queríamos.
Eu os podei para incrementar seus contornos singu­
lares, então um amigo os juntou, transportou-os para o 
parque e os plantou para nós. Eles são lindos.
SOM BRA PARA O DIA 
VERDE PARA TODAS AS ESTAÇÕES
A árvore leste tem duas camadas planas de galhos, por­
que o seu topo foi aparado antes, para impedir o seu cres­
221
O MONUMENTO— O EPITÁFIO
cimento vertical. Os ramos se espalharam horizontalmen­
te numa direção. Nós o posicionamos onde os seus galhos 
provessem eventualmente sombra para o sol da manhã.
O pinheiro sudoeste tem galhos curvados (inusitado 
para a espécie preta japonesa). Nós o posicionamos de 
tal forma que os ramos se curvassem para baixo na dire­
ção do ponto, fornecendo sombra à tarde.
ALGO BONITO QUE REPRESENTA A VIDA
Criamos algo bonito — para representar a Vida em to­
das as estações.
Nós queríamos duas árvores para nos representar, os 
dois, como companheiros de uma vida toda no ministé­
rio. Sendo diferentesna forma, eles expressam nossa sin­
gularidade; sendo da mesma espécie, eles simbolizam 
nossa unidade; sendo sempre verdes, eles representam 
a fidelidade de Deus e nosso compromisso a tempo efora 
de tempo (2 Tm 4.2).
223
CAPÍTULO ONZE
O LEGADO DE DAISY
D a ISY E EU devotamos nossas vidas a ministrar jun­
tos para multidões nas nações ao redor do mundo. Ela 
investiu muito do seu melhor empreendendo viagens 
longas e árduas ao estrangeiro para preparar e organizar 
nossas cruzadas de evangelismo em massa. Ela batalha­
va sem descanso para fazer de cada cruzada um sucesso 
— nunca reclamando, mas sempre exalando ânimo, fé e 
coragem.
Ela negociava com oficiais de alfândegas nacionais, efe­
tuando a entrada livre de impostos de grandes carrega­
mentos de Armas para o Evangelismo e pilhas enormes de 
literatura na língua dos povos.
Agora, Daisy se fo i. Lá na sua sepultura, em Tulsa, eu 
permanecería e pensaria nos milhões de quilômetros que 
ela viajou para levar esperança, amor e vida para aque­
les desesperados. Tinha valido a pena? Alguém se impor­
tou com a obra enorme que ela executou?
225
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA — TRIUNFO
NOSSO OBJETIVO REGISTRADO
Nos idos de 1949, na instituição de nossa organização 
missionária, nós registramos o objetivo de nossa vida: 
Anunciar e Propagar o Evangelho de Jesus Cristo a Todos os 
Povos do Mundo. Investimos nossas vidas para levar a 
cabo aquela missão.
Agora a vida de Daisy se acabara. Fiquei ali de pé sozi­
nho, lendo as palavras do nosso epitáfio. Será que nossa 
paixão e motivação encurtaram a vida dela?
Ela podia ter permanecido em casa e ter aproveitado 
tanto da vida. Fui culpado da sua vida linda ter-se aca­
bado tão cedo?
O EPITÁFIO QUE ME ASSOMBRAVA
As palavras do nosso epitáfio me assombravam, zom­
bavam de mim, acusavam-me. Daisy foi corajosa. Demos 
o nosso melhor para ministrar o amor de Deus a milhões 
de esquecidos.
Enquanto eu ficava ali de pé, meditando nas palavras 
que tínhamos concebido para nossa declaração final, eu 
tinha consciência de que havia mais milhões de esque­
cidos do que quando nós começamos. Nosso compro­
misso fez alguma diferença? Será que a tenacidade e 
devoção de Daisy que a conduziram aos detalhes duros
226
0 LEGADO DE DAISY
e exigentes deste ministério mundial foram muito exte­
nuantes para ela?
Eu sentia ondas de amargura me varrendo como ca­
madas horríveis de uma fumaça invasora, tóxica.
Agora, minha amada e companheira de equipe se foi. 
Fui deixado só. Seu precioso corpo repousava ali. De 
que importavam aquelas palavras grandiosas agora: 
PREGAMOS A JUSTIÇA NAS GRANDES CONGRE­
GAÇÕES... APREGOAMOS A TUA SALVAÇÃO... EN­
TRE AS NAÇÕES.
DESENCORAJAMENTO & DESMORALIZAÇÃO:
A COLHEITA DO PENSAMENTO NEGATIVO
Repetidamente, eu ficava lá sozinho perto do corpo de 
Daisy e lutava com os assuntos da vida. Eu não queria ser 
negativo. Eu estava tentando agir contra as realidades 
impostas que enfrentava.
Eu sabia que o desencorajamento estava produzindo 
pensamentos negativos que podiam ser psicologicamen­
te fatais para mim. Eu ensinava freqüentemente que nós 
não podemos fazer nada com o que nos acontece, mas 
temos absoluto controle sobre nossas reações àqueles 
eventos. Agora, eu tinha que praticar o que pregava e nada 
em mim queria reagir ao desafio.
227
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
DERROTANDO OS DEMÔNIOS
P ara d erro tar os d em ônios do n e g a tiv ism o 
paralisante, da solidão e do pânico que repetidamente 
tentavam solapar a força e a coragem da minha vida, 
eu decidi estabelecer um limite e repudiar aquela nu­
vem asfixiante de desespero diabólico, que obscurecia 
minha visão da nova perspectiva que Deus queria que 
eu tivesse.
Fiquei em pé entre aqueles dois lindos pinheiros que 
guardavam o corpo de Daisy como sentinelas fiéis. Eu 
sabia que eu não devia permitir que a depressão de Sa­
tanás me desmoralizasse mais. Eu tinha que reverter a 
ordem do meu pensamento. Eu não queria. Não era fácil. 
Mas eu entendi que eu precisava tomar conta de meus 
pensamentos.
Comecei a formular perguntas MELHORES: Qual pro­
pósito podia ser mais nobre e mais valoroso do que aque­
le pelo qual nós demos juntos nossas vidas? Como podía­
mos ter investido melhor nossos anos? Como podíamos 
ter sido mais produtivos no Reino de Deus? Que recom­
pensa maior podíamos ter conquistado do que aquela de 
trazer pessoas para a justiça, paz e alegria do reino de Deus? 
(Rm 14.17)..
228
0 LEGADO DE DAISY
OBEDECENDO A CRISTO
Daisy e eu obedecemos especificamente ao que Cris­
to disse para os seus seguidores fazerem. Ele falou: Se 
vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente, 
sereis meus discípulos (Jo 8.31). Nós fizemos isso. Ele per­
guntou: E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis 
o que eu digo? (Lc 6.46). Então Ele enfatizou que ouvir as 
Suas palavras e observá-las é como construir sobre a rocha 
(Lc 6.47,48 Parafraseado). Nós ouvimos a Sua palavra, 
e agimos com base nela. Nossos alicerces foram sólidos.
Nosso ministério juntos deu esperança, fé, coragem, 
amor e VIDA para milhões.
"VO CÊS SALVARAM A MINHA VID A "
Eu me lembrei de como milhares de pessoas falaram 
ou nos escreveram expressando que eles tinham sido 
salvos e trazidos ao conhecimento de Cristo, através do 
nosso ministério.
Inumeráveis vezes as pessoas disseram ou escreve­
ram: "Vocês salvaram a minha vida!" "Fui salvo na sua cru­
zada", "Fui sarado de uma doença incurável quando eu ouvi 
vocês proclamarem o Evangelho". "Eu não era ninguém quan­
do vocês vieram; agora, descobri o meu valor. Deus me ama. 
Ele opera através de mim. Eu sou o Seu representante agora".
229
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
Pensei nas transformações milagrosas de centenas de 
milhares de vidas nas nações por todo o mundo. Não po­
dia haver dúvida: Os nossos propósitos foram os mais ele­
vados e mais nobres aos quais qualquer casal pode dedicar suas 
vidas. Nenhum outro alvo de missão podería ser comparado a 
esses.
Nós, humanos, somos seres sociais. Nossas vidas são 
uma parte de outras vidas. Se nós formos objetivos na 
vida, nós nos envolveremos de alguma maneira para 
ajudar outras pessoas. Daisy e eu fizemos isso — juntos.
A MISSÃO DE MISERICÓRDIA DA VIDA
Tão freqüentemente nós repetimos o adágio de suces­
so — e acrescentamos:
Encontre uma necessidade e supra-a.
Encontre um ferido e cure-o.
Encontre alguém caído e levante-o.
Encontre desespero e leve a esperança.
Encontre a confusão e mude-a por ordem.
Encontre falta de esperança e ministre fé.
Encontre mediocridade e semeie excelência.
230
O LEGADO DE DAISY
Encontre vidas quebradas e motive a renovação.
Encontre angústia e dê conforto.
Encontre rejeição e comunique AMOR.
Estes objetivos nobres constituíram o foco de nossos 
ministérios por mais de meio século.
SUPONHA... APENAS SUPONHA™
De pé ali perto do túmulo de Daisy, contemplei nossos 
anos juntos e como eles poderíam ter sido.
Suponha que nós nos tivéssemos dedicado a construir 
e permanentemente pastorear uma grande igreja. (Nós 
pastoreamos três igrejas e desfrutamos de grande sucesso 
e do crescimento da igreja, a cada vez).
Mas eu raciocinei: "O melhor e o máximo que qual­
quer pastor devotado pode conseguir é dar às pessoas 
esperança, fé e amor que gerem uma vida divina aqui 
na terra".
Isso é o que Daisy e eu fizem os juntos— e levamos aque­
las virtudes para inumeráveis famílias, aldeias, vilas, 
cidades, províncias e nações pelo mundo. Aquela tinha 
sido a paixão consumidora de nossas vidas. Jesus mor­
reu pelo mundo. Nossa missão tinha sido anunciar para o 
mundo.
231
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
MILHÕES DE CRENTES 
MILHARES DE PREGADORES
Hoje, há milhões de crentes no Evangelho e milhares 
de pregadores que foram salvos e guiados para uma 
nova esperança, fé e amor, através das nossas cruzadas 
ou seminários, folhetos ou áudio e videocassetes, pro­
duzidos e fornecidos para eles, sem custo, em suas lín­
guas.
Fornecemos inúmeros veículosde quatro rodas para a 
propagação do Evangelho, que facilitaram o anúncio de 
novos começos e um estilo de vida mais elevado para pes­
soas preciosas de milhares de aldeias e cidades NÃO 
alcançadas previamente.
Publicamos centenas de toneladas de nossa litera­
tura evangélica em cento e trinta e duas línguas e a 
fornecemos de grafa como testemunho cristão por todo 
o mundo.
TRINTA M IL M ISSIO N Á RIO S NACIONAIS
Patrocinamos mais de trinta mil pregadores nacionais 
como missionários de tempo integral para tribos, aldeias e 
áreas NÃO alcançadas do mundo.
Milhares de novas igrejas foram estabelecidas e se tor­
naram auto-sustentáveis através de seus ministérios.
232
0 LEGADO DE DA1SY
Efetuamos mudanças fundamentais no evangelismo 
mundial e nas normas missionárias mundiais, iniciamos 
e sustentamos muitos outros vastos empreendimentos em 
nível mundial.
Entre os milhões de novos convertidos resultantes des­
tes programas globais de evangelismo mundial, há de­
zenas de milhares que se tornaram evangelistas, pasto­
res, mestres, pregadores e ministros das Boas Novas para 
outros milhões.
O MELHOR INVESTIMENTO
Sim , ali de pé diante da sepultura de Daisy, eu 
reassegurei para mim mesmo que os propósitos para os 
quais devotamos quase cinqüenta e quatro anos de ministé­
rio jun tos indicavam uma VIDA QUE VALE A PENA 
VIVER!
Esta revalorização de nossas vidas juntos me ajudou. 
Reconfirmou-me que Daisy e eu investimos nossos anos 
juntos no ministério mais valioso e recompensador possível 
para os seguidores de Cristo — salvar vidas do desespero, 
falta de esperança, doença, pecado e morte — a maior 
p arte de v id as que de outra form a seriam N ÃO 
alcançadas, NÃO amadas, NÃO atingidas, NÃO cuida­
das e NÃO produtivas.
233
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA — TRIUNFO
Satanás queria obscurecer estes fatos. Mas, quando eu 
os considerei ali diante da sepultura de Daisy, eu senti-me 
mais elevado e mais orgulhoso (ou mais gratificado) sa­
bendo que minha ministra-associada e companheira de 
equipe de uma vida inteira não tinha vivido em vão. Sua 
vida — uma vida boa, vida realizada de quase setenta e 
um anos— marcou milhões de outras vidas com o Evan­
gelho do Amor incomensurável de Cristo.
DIGNIDADE PARA AQUELES 
QUE SÃO IGNORADOS
Eu pensei na falta de esperança e desgraça das mulhe­
res ignoradas do mundo, vítimas das religiões (cristãs e 
pagãs, igualmente) sobre as quais foram impostas dou­
trinas de cidadania de segunda classe, pontificando que 
elas não têm valor para proclamar a mensagem de Cris­
to ou representá-Lo no ministério público.
Parecia que eu podia ouvir Daisy falar o que ela anun­
ciou tantas vezes: "Eu sou uma voz que anuncia que a sua 
redenção chegou, que o seu redentor está aqui, que a sua eman­
cipação fo i declarada, que seu resgate fo i pago, e estou anunci­
ando isso ousadamente para mulheres e homens de todas as 
cores, classes, raças e nacionalidades".
Enquanto eu ficava lá de pé, eu podia ouvir o eco da 
sua declaração: “Há algumas coisas que estão erradas sobre
234
O LEGADO DE DAISY
a religião, que depreciam as mulheres, e eu pretendo ver essas 
coisas mudadas”.
SEM EANDO PARA MUDANÇA
Que sensação gratificante cresceu dentro de mim quan­
do refleti sobre o tanto que ela realizou para mudar algu­
mas coisas! As sementes da verdade que ela plantou estão 
se procriando por todo mundo e, como resultado, as mu­
lheres estão descobrindo a sua identidade, sua igualdade, 
sua dignidade e o seu destino no plano de redenção de Deus. 
Daisy dizia freqüentemente: "Nós não podemos realmen­
te mudar as coisas; nós podemos apenas SEMEAR PARA 
UMA MUDANÇA". Essa é uma verdade profunda.
Chorei de alegria quando considerei as toneladas dos 
seus cinco principais livros, que estão levando a verda­
de para as mulheres — e para os homens, ao redor do 
mundo: A Mulher que Crê, Mulher Sem Limites, Mulheres e 
Auto-estima, Cinco Escolhas para as Mulheres Que Vencem, e 
Nova Vida para Mulheres. Eu pensei nos seus notáveis Cur­
sos Bíblicos sendo usados nas escolas bíblicas e igrejas por 
todo o mundo.
Eu sabia o quanto ela acreditava que nisto não há judeu 
nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; 
porque todos vós sois um em Cristo fesus (G13.28).
235
POR QUÊ?— TRAGÉDIA — TRAUMA — TRIUNFO
REDESCOBERTA PARA AS MULTIDÕES
Analisei a influência internacional do ministério de 
Daisy através dos seus Seminários e Conferências Naci­
onais de Mulheres.
Lembrei-me de uma das suas conferências recentes à 
qual cinco mil mulheres compareceram. Entre elas esta­
va uma mulher de setenta anos de idade. Seus dentes se 
foram, e ela não tinha nada, exceto uma Bíblia e uma 
velha bicicleta.
Ela contou para a Dra. Daisy que ela fundou sete igre­
jas em sete aldeias. Explicou que, se Deus lhe desse mais 
dias na semana, ela poderia ter mais igrejas. Ela dedica­
va um dia por semana para ministrar em cada aldeia.
Aquela velha senhora freqüentou nossa cruzada dois 
anos antes — só dois anos antes. Ela nunca soube que o 
Espírito Santo de Deus podia ungir e abençoar uma mu­
lher no ministério da mesma forma que um homem.
Quando ela viu a Dra. Daisy pregando para a multi­
dão de pessoas e testemunhou os milagres poderosos de 
cura que aconteciam quando Daisy pregava para a mul­
tidão, isso revolucionou a vida daquela mulher. Ela dis­
se: Se Deus pode usar aquela mulher, Ele podeme usar. Cen­
236
0 LEGADO DE DAISY
tenas de mulheres, em cidades e aldeias ao redor do glo­
bo, chegaram às mesmas conclusões.
De pé ali diante do túmulo de Daisy, derramando lá­
grimas, eu me imaginei dizendo a ela: "Querida, suafilha e 
eu espalhamos seus cinco livros principais em mais de seis­
centos aldeias e cidades da ex-União Soviética. Mulheres ao 
longo daquelas repúblicas estão agora se descobrindo em Cris­
to através do legado dos seus livros".
Eu queria lhe dizer: "Aqueles milhares de testemunhas 
estão continuando a trabalhar na colheita — enquanto você 
descansa das suas obras". E eu acrescentaria: "Nós os 
estamos agora traduzindo para o polonês, e iremos em breve 
semear seus escritos nas conferências pela Polônia e muitas 
outras nações".
O EPITÁFIO NÃO ME ACUSA MAIS
Nosso epitáfio não escarnecia mais de mim. Eu venci os 
demônios da desmoralização.
Hoje, quando fico lá de pé entre aqueles pinheiros lin­
dos, experimento um sentimento de orgulho. Leio o nosso 
epitáfio e desprezo o diabo que odeia o que Daisy reali­
zou — e o que sua semente está continuando a produzir nas 
nações em volta do mundo.
237
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
FAZENDO UM MUNDO MELHOR
Sim, Daisy e eu fomos sábios em nossa declaração fi­
nal juntos:
PREGAMOS A JUSTIÇA NAS GRANDES CONGRE­
GAÇÕES... APREGOAMOS ATUASALVAÇÃO...ENTRE 
AS NAÇÕES.
Nós lançamos a semente da palavra de Deus (Lc 8.11) no 
campo do mundo (Mt 13.58).
Nossas vidas juntos fizeram uma grande diferença. 
Nosso mundo está melhor. Milhões estão salvos e trans­
formados, e milhares deles estão levando a mensagem da 
salvação de Cristo para outros milhões.
O LEGADO DE DAISY
Que legado Daisy deixou para as mulheres, e para os 
homens, em tantas nações do mundo! É um legado NA 
CARNE E NO SANGUE, exibido nas vidas daqueles que 
abraçaram a Cristo e que, por causa da influência dela, 
estão comunicando o Seu amor para outros. Eles são os 
transportadores da semente para esta geração.
Quando Jesus voltou para o Pai, Ele não deixou nenhu­
ma instituição que levasse o Seu Nome, mas Ele deixou 
HOMENS E MULHERES que se tomaram Seus seguido­
238
0 LEGADO DE D AIS Y
res comprometidos a ir por todo o mundo e pregar o Evan­
gelho a toda criatura (Mc 16.15). Seu legado estava NAS 
PESSOAS.
O Pai Se revelou em carne (Jo 1.14). Então, a mensa­
gem de Cristo foi delegada àqueles que O seguiam. Eles 
a comunicaram para as gerações subseqüentes. Daisy 
deu sua vida para transmiti-la a milhões da sua gera­
ção. Agora eles se tornaram Suas testemunhas, e assim 
ela continua a ministrar através deles. A sementese 
procria. Alguma coisa de Daisy continua a viver através 
daqueles que foram iluminados pelo ministério dela. Esse é 
o seu Legado — PESSOAS.
COROAÇÃO TRIUNFAL
Não existe outra maneira da vida de alguém ter uma 
coroação maior do que influenciar outros a abraçar a 
Cristo, e então terminar a carreira e descansar em paz. 
Isso constitui o Triunfo Definitivo. João disse: Bem-aventu­
rados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor (...) para 
que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam 
(Ap 14.13).
Um dia, de pé diante na sepultura de Daisy, eu pensei: 
"Suponha que nós tivéssemos passado nossas vidas em 
casa, num lindo ambiente. Suponha que eu estivesse en­
239
POR QUÊ? — TRAGÉDIA — TRAUMA— TRIUNFO
volvido num negócio secular e Daisy em alguma carreira 
própria.
Suponha que nós tivéssemos sido cientistas ou profes­
sores em alguma faculdade ou universidade, ou advoga­
dos, ou chefes de companhias que oferecessem produtos 
ou serviços de valor.
Qual seria o resultado final daquelas empresas ou vo­
cações? Não teria sido tornar a vida melhor ou de mais su­
cesso, ou mais feliz para as pessoas?"
É para isso que dedicamos nossas vidas juntos, e toma­
mos isso possível para milhões que não tinham mais ninguém 
para lhes oferecer ajuda.
Nós devotamos nosso melhor para suprir as necessi­
dades humanas mais desesperadoras, a necessidade de 
descobrir paz com Deus e abraçar a Cristo como Salva­
dor. Nenhuma carreira secular na terra pode oferecer realiza­
ção mais feliz do que a que nós experimentamos juntos.
SUCESSO DEFINITIVO
Daisy agora está no céu. Juntos, nós fomos mais do que 
muitos casais têm o privilégio de ser. Nós nos amamos, 
namoramos, comemos, planejamos, viajamos, estudamos, 
descobrimos, servimos e ministramos JUNTOS.
240
O LEGADO DE DAISY
Podería qualquer casal, em qualquer carreira profis­
sional, desfrutar da vida em comum mais do que nós 
tinhamos saboreado?
Muito freqüentemente, Daisy e eu conversamos sobre nos­
so compromisso com a obra do Evangelismo Mundial. Nós 
sempre acreditamos que essa era a obra mais próxima do 
coração de Deus porque Deus amou o MUNDO de tal maneira 
que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê 
não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16).
Daisy e eu endossamos a pergunta que o grande esta­
dista missionário, Oswald J. Smith, colocou: "Por que al­
guém deve ouvir o Evangelho duas vezes antes que todos ou­
çam uma vez?"
Nós sempre decidimos que, se tivéssemos outras vi­
das para viver, as viveriamos como vivemos os anos 
que Deus nos concedeu juntos, ministrando o Seu amor a 
um mundo sofrido.
241
CAPÍTULO DOZE
LIÇÕES PARA VIVER
M in h a DECISÃO DE intitular este livro POR QUÊ? 
foi influenciada não apenas pelo trauma que experimen­
tei, mas também pelos milhões de pessoas desiludidas e 
desesperadas que lutam na vida com questões que des- 
troem sua fé e afundam sua felicidade.
A tragédia e o trauma são parte da vida, mas eles não 
devem ter a última palavra — eles não devem triunfar. 
Perguntar "PO R Q U E?" só exacerba a confusão e 
aprofunda a ferida.
Quando eu penetrei nas sombras escurecidas do meu 
trauma, eu tive que rapidamente fechar a tampa dos meus 
"POR QUÊS?" Eu sabia quão mortais estas perguntas po­
dem se tomar, quando alguém está sofrendo de tristeza.
PERMANECENDO VIVO
Nós temos o poder de absorver o caos, administrar a 
perda, refocalizar nossa visão, e continuar a nossa jorna­
da objetivamente, se nós quisermos fazer isso. Em vez de
281
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
rejeitar a mudança, nós podemos decidir observar e ana­
lisar o que há de bonito em nosso cenário, e continuar a 
viver produtivamente.
TORNANDO A PERDA REDENTIVA
Escrevi este livro, parcialmente porque eu decidi sobre­
viver — continuar vivendo e amando. Resolvi que a perda 
dolorosa da minha querida e fiel companheira de vida 
precisava se tomar redentiva. Algum bem precisava advir 
desta experiência dilaceradora de corações.
Eu senti que podia expressar a minha calamidade de 
tal forma que os outros pudessem extrair força e cura a 
partir das lições que eu aprendi, que conferiría valor a 
essa experiência redentiva.
Primeiramente, resolvi apenas suportar a dor e falar o 
mínimo possível. Eu não via valor em compartilhar meu 
próprio dilema.
Mas os amigos me disseram que a história da minha 
própria angústia não era o ponto. Eles acreditavam que 
minhas reflexões neste vale escuro transcendia de muito 
a minha própria calamidade e que elas podiam trazer aju­
da infinita, conforto, consolo e coragem para outros que 
sofressem algum tipo de perda.
282
LIÇÕES PARA VIVER
Aquele ponto de vista me deu um propósito para es­
crever a minha história. Se as pessoas feridas ou desmo­
ralizadas por algum tipo de perda ou devastação pudes­
sem ser inspiradas a não desistir da vida, mas se levantar 
e andar novamente — se o desejo de continuar vivendo 
produtivamente pudesse ser engendrado nelas— então, 
eu podia publicar estas experiências e lições pessoais que 
eu aprendi, com algum senso de ter contribuído com os 
outros.
OFÇOES NO TRAUMA
Quando o trauma ataca, nós temos opções. Pode­
m os ajustar nosso foco e viver, ou nós podemos fazer 
de nossas vidas uma miséria para nós mesmos e para 
os outros que nos rodeiam. Somos encarregados da 
nossa própria atitude. Nossos pensamentos estão su­
jeitos a nós.
Se nós ficamos deprimidos e desesperados, é por cau­
sa dos pensamentos que nós mesmos escolhemos para 
pensar.
Nós podemos mudar nossos pensamentos e pintar um 
novo quadro, se nós quisermos permanecer vivos. Eu 
aprendi a fazer isso, é uma lição que vale a pena apren­
der.
283
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
AUTO-DESTRUIÇÃO 
OU AUTO-RENOVAÇÃO
Depois da volta de Daisy para a casa, encontrei-me de­
batendo num vale escuro de solidão desesperadora. Em­
bora perplexo e frustrado, concluí que perguntar "POR 
QUÊ?" era negativo e podia ser muito destrutivo. Não 
trouxe cura e não resolveu o dilema.
Eu estava ciente de que a busca da resposta de porque 
a tragédia ocorre, frequentemente camufla as emoções 
m ortais e insidiosas da am argura, ressentim ento, 
irritação, rancor, hostilidade, animosidade, vingança — 
todos sentimentos que produzem uma forma de auto- 
destruição lenta mas segura — e que pode até se tomar 
suicida.
Há uma morte que pode NOS acontecer, que é trági­
ca. Mas ainda mais desastroso é um outro tipo de morte 
que acontece DENTRO de nós. A pessoa se toma uma 
morta viva.
DANDO VAZÃO A UM 
DESESPERO PUNGENTE
Na noite do falecimento de Daisy, depois que seu cor­
po foi enrolado e então encerrado no caixão preto, a por­
ta se fechou. Eu fiquei lá angustiado, separado da mi­
284
LIÇÕES PARA VIVER
nha amada de uma vida inteira. Eu não podería nunca 
mais tocar seu corpo cálido.
Os "POR QUÊS?" gritavam dentro de mim. Eles esta­
vam dando vazão ao desespero pungente da separação. 
Em pânico, senti-me incoerente. Era o tipo de confusão 
que só exacerba o sofrimento — o tipo de pergunta que, 
se autorizada a queimar intemamente, podia se tomar 
mortal e destrutiva.
Já era suficiente perder minha amada esposa. Eu ra­
ciocinei que eu não devia também perder a mim mesmo. 
Daisy diria "N Ã O !" para a minha tristeza. Ela me recor­
daria que embora sua carreira tivesse terminado, a mi­
nha não terminou. Havia um propósito divino na continua­
ção do meu viver. Eu sabia que eu tinha que enfrentar o 
desafio de me ajustar a um estilo de vida sem minha 
companheira. Isso era assustador para mim, mas eu ti­
nha que aceitar a realidade. Minha vida remanescente era 
vital no plano de Deus.
REFOCALIZANDO CONSTRUTIVAMENTE
Quando o meu espírito foi acalmado pela presença 
reconfortante de Deus, eu pude pensar com mais clare­
za. Pela Sua Graça, eu podia começar a absorver a triste­
za e a assimilar os fatos construtivamente. Então, eles po­
diam ser refocalizados à luz da realidade.
285
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
Este trauma sempre seria partedoque e d e quem eu sou, 
mas detenho o direito de escolha de como lidar com isso. 
Era minha opção colapsar na tristeza, ou crescer através 
dela.
Decidi que eu iria crescer, que meu ser seria expandido 
pela dor que eu sofria, mas eu seria capaz de ministrar com 
maior compaixão — talvez com compaixão mais válida.
Enquanto as lágrimas embaçavam os meus olhos, eu 
não podia enxergar o meu caminho. Eu estava entrando 
num longo e escuro vale onde a paisagem era nova, o 
cenário não era familiar e a estrada era desconhecida.
Mas eu disse para mim mesmo que essa nova vista 
podia ser bonita, que o novo cenário podia ser agradável 
— e até revigorante, se eu pudesse absorver minha dor e 
ver o bem e a beleza na minha nova jornada. Deus esta­
ria comigo na Sua fidelidade, mas cabia a mim reunir 
coragem para continuar a viver e aceitar as mudanças 
impostas.
A paisagem do meu passado era familiar. Eu não que­
ria que ela mudasse. Mas eu tinha que me ajustar.
D ESISTIR OU LEVANTAR A TOCHA
Eu tinha que querer liberar meu precioso passado e al­
cançar um novo significado para o meu futuro. Sabia que
286
LIÇÕES PARA VIVER
a vida seria muito diferente, mas que podia ser linda e re­
pleta de propósito se eu desejasse refocalizar minha pers­
pectiva e revalorizar minhas opções de vida.
Eu podia escolher entre desistir e morrer, ou continu­
ar a levantar a tocha do Evangelho num mundo de trevas 
e VIVER. Sabia que era para isso que eu devia devotar o 
resto da minha vida.
O profeta bíblico disse: Porque eu bem sei os pensamentos 
que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos depazenSode mal, 
para vos dar o fim que esperais (...) E orareis a mim, e e u v o s 
ouvirei. E me achareis quando me buscardes... (Jr 29.11-13).
A VIDA É MUITO PRECIOSA 
PARA SE DESPERDIÇAR
Minha vida era muito valiosa para ser desperdiçada 
em luto. Daisy e eu vivemos quase cinqüenta e quatro anos 
juntos, oferecendo-nos para ministrar o Amor de Deus a 
multidões. As massas da humanidade sofrida ainda esta­
vam lá.
Eu podia optar por continuar ministrando o Amor de 
Deus para milhões desesperados, na solidão e desola­
ção espiritual. Podia até ministrar com uma compaixão 
maior do que antes. Eu tinha experimentado dor pela qual 
nunca tinha passado.
287
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
No sofrimento, aprende-se a ter paciência. Na dor, a 
gente aprende a doçura. Talvez meu amor pelas pessoas 
pudesse ser mais autêntico depois de ter experimentado 
a agonia da tristeza.
"FAMILIARIZADO COM A D O R"
Compreendí mais profundamente do que nunca a sen­
sibilidade de nosso Senhor por aqueles que sofrem. Ele 
não é um homem de dores, experimentado nos trabalhos? (Is 
53.3). Paulo disse: Ele se compadece das nossas fraquezas (Hb 
4.15).
O Espírito Santo de Deus conhece o gemido daqueles 
que sentem desespero e tristeza. Para ajudar as nossas 
fraquezas, o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos 
inexprimíveis (Rm 8.26).
Deus se importa com as dores dos Seus filhos. O 
salmista disse: Ele põe as nossas lágrimas no odre (SI 56.8). 
Ele está consciente dos machucados e quebrantados de 
coração que O seguem. Ele promete limpar de seus olhos 
toda lágrima (Ap 7.17).
No meu desespero, eu me lembrei de Davi perguntan­
do: Por que estás abatida, ó minha alma? ...ESPERA em Deus 
(SI 42.5).
288
LIÇÕES PARA VIVER
Nos seus momentos de sofrimento, Paulo disse que 
nosso Senhor é o Deus de toda consolação (2 Co 1.3). Amou- 
nos e em graça nos deu uma eterna consolação e boa esperança 
(2 Ts 2.16). Ele fala da consolação das Escrituras (Rm 15.4).
Davi disse: A lei do Senhor é perfeita e refrigera a alma; o 
testemunho do Senhor ê fiel e dá sabedoria aos símplices. Os 
preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o manda­
mento do Senhor é puro e alumia os olhos (SI 19.7,8).
EU TINHA QUE ENCONTRAR 
A LUZ NOVAMENTE
Enquanto eu extraía força das Escrituras, meus olhos 
estavam sendo iluminados de várias maneiras. Comecei a 
pensar e a procurar beleza no meu novo panorama de 
vida. Daisy não era mais tocável ou aproximável. Eu ti­
nha que aprender a viver comigo, e essa não era uma ex­
periência familiar. Eu não me conhecia suficientemente 
bem para saber que podia aprender a desfrutar da vida 
sozinho.
Eu sabia que tinha de encontrar a Luz novamente. A 
sombria noite de desespero me engolfava. Daisy sempre 
estava ali para sorrir, para focalizar no melhor e no mais 
brilhante de todas as situações. Nunca na minha vida eu 
a ouvi falar ou sugerir alguma coisa negativa.
289
POR QUÊ?— TRAGÉDIA — TRAUMA— TRIUNFO
Daisy acreditava em pessoas vencedoras, para cima, 
de sucesso triunfante. Ela nunca compactuou da dúvida, 
indecisão, incerteza ou hesitação. Ela foi a luz da minha 
vida e do nosso ministério.
Mas se eu corresse atrás do brilho desvanescente do 
crepúsculo de Daisy, eu nunca alcançaria a luz. Eu só 
iria me auto-destruir na minha perseguição ao pôr-do- 
sol. A luz continuaria, a escapar além do meu alcance.
A ROTA PARA UM NOVO NASCER D O SOL
A rota mais rápida e mais curta para a Luz de um novo 
dia foi dar a volta e caminhar reto dentro da escuridão. 
Embora a obscuridade desértica fosse apavorante, eu a atra­
vessaria e chegaria até a alvorada de um novo nascer do 
sol. Eu sabia que precisam atravessar minha noite escura de de­
sespero, a fim de descobrir a luz dourada do meu novo dia.
Eu estava consciente de que m inha vida estava 
suspensa entre o passado com Daisy, que eu amava, e 
um futuro de solidão sem ela. Eu não queria aquele fu­
turo, mas compreendia que eu precisava aceitá-lo, e que 
cabia a mim fazê-lo vivível e agradável.
Minha vida como marido estava encerrada. Agora eu 
era um viúvo. Eu odiava o termo. Eu me opunha à idéia 
de que não era mais o marido de Daisy.
290
LIÇÕES PARA VIVER
LUTO CONFUSO
Enquanto as torturantes semanas se passavam, eu usa­
va minha aliança. Em outras ocasiões, eu a removia e 
colocava na gaveta. Então, na vez seguinte que eu mi­
nistrava, eu a pegava de volta e usava novamente. Res­
sentia do fato de ser solteiro. Eu ali era só a metade.
Às vezes, eu tinha a coragem de ministrar sem a mi­
nha aliança. Sentia-me tolo, vazio, confuso. Ondas de 
pânico me sobrevinham. Houve períodos de raiva, de­
sorientação, depressão, dor e solidão.
Mas eu continuei a atravessar a escuridão, na direção 
de um novo nascer do sol.
A VID A TEM A PALAVRA FINAL
Eu concluí que a Vida e a Luz são mais poderosas do que 
o desespero e a escuridão, mais lindas do que o desalento, 
mais objetivas do que o remorso, mais frutíferas do que a 
dor. Daisy está no céu porque ela abraçou a Cristo e devo­
tou sua vida a Compartilhá-Lo com um mundo sofrido.
Jesus morreu para que a humanidade sofredora e 
machucada tenha esperança, cura e paz. Ele ressuscitou 
dos mortos. Não era possível que fosse retido pela morte (At 
2.24). A VIDA teve a palavra final.
291
POR QUÊ7— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
Jesus penetrou na morte e saiu vitoriosopor nós. A VIDA 
é a vitória final para o crente — não a Morte. A LUZ é o 
resultado final — não as Trevas.
Jesus disse: Porque eu vivo, e vós vivereis (Jo 14.19). A Sua 
ressurreição é nossa esperança. É a prova de que a Morte e 
as Trevas não triunfam. Vida e Luz são o nosso quinhão. Je­
sus prometeu que os que choram serão consolados (Mt 5.4).
Paulo deixou claro que Deus nos consola (...) para que 
também possamos consolar [outros] que estiverem em alguma 
tributação, com a consolação com que nós mesmos somos con­
solados de Deus (2 Co 1.4).
Ele disse: O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que (...) 
enviou-me a curar os quebrantados do coração (Lc 4.18).
Jesus levantou pessoas caídas, restaurou vidas que­
bradas, curou os sofrimentos e a dor daqueles que esta­
vam doentes, confortou os quebrantados de coração, 
consolou os abatidos, estabilizou os confusos, foi um 
companheiro e amigo para os solitários. É um grande 
consolo saber que a Vida e a Luz têm a palavra final para 
o crente na Bíblia.
ENCOLHER OU EXPANDIR
Aprendi rapidamenteque a perda de um cônjuge, ou 
de um amado, ou de um amigo querido, é talvez a perda
292
LIÇÕES PARA VIVER
mais traumática que alguém pode experimentar. Ou en­
colhe a vida da pessoa, ou a expande.
Descobrindo a dor terrível de ser separado de minha 
amada Daisy, decidi que esta experiência seria um 
catalisador para alargar a minha vida, que não me des­
truiría. Como um crente cristão, eu sabia que devia cres­
cer através da tristeza, que eu precisava continuar a viver, 
amar e ministrar em meu mundo sofrido.
DAISY FOI A MINHA 
MELHOR METADE
A mudança abrupta da minha perspectiva de vida foi 
mais chocante e assustadora do que posso descrever. Vi­
vemos como enamorados por quase cinqüenta e quatro 
anos. Casamo-nos com as idades de dezessete e dezoito 
anos.
Daisy foi minha esposa maravilhosa e amável, minha 
companheira paciente e co-membro da equipe na obra do 
Senhor, minha colega e associada confiável no ministé­
rio , m inha colaboradora corajosa e infatigável no 
evangelism o mundial, minha confidente especial e 
conselheira nos assuntos da vida, minha amiga estimada 
e amorosa, minha namorada íntima e a mulher especial 
da minha vida.
293
POR QUÊ7— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
"SUPERANDO ISSO "
A AMPUTAÇÃO MUDA TUDO
Agora eu era só uma meia-pessoa. O melhor de mim 
foi amputado. Eu tinha ouvido as pessoas dizerem que a 
gente "supera" as tragédias. Sim, eu suponho que, em cer­
to sentido, deve ser verdade. Mas uma amputação/orça a 
mudanças traumáticas.
O irmão mais velho de Daisy, Bud, é umduplo-amputa- 
do. Com dezessete anos, seu braço direito levou um tiro. 
Com cinqüenta anos, o seu braço esquerdo foi removido 
depois de um acidente de tráfego.
Eu suponho que alguém possa dizer que Bud "superou 
aquilo". Ele se tomou um perito notável, usando duas 
próteses para se vestir, comer, tomar banho, trabalhar e 
dirigir. Até restaura os mais delicados objetos antigos, pin­
turas e porcelanas.
Bud é um desafio diário para todos que o conhecem. 
Ele é positivo e animador, nunca autoconsolador. Eu o vi 
crescer através da adversidade. A atitude dele tem sido 
de grande ajuda para mim.
O S RESULTADOS SÃO PERMANENTES
Assim, poder-se-ia dizer que Bud "superou aquilo". 
Mas os resultados são permanentes. O impacto foi incal­
culável. E as conseqüências são cumulativas.
294
LIÇÕES PARA VIVER
Tudo o que Bud faz, lembra que ele é um duplo ampu­
tado. No tomar banho, vestir-se, comer, deitar na cama e 
seja lá no que for que ele faça, seu estilo de vida mudou. 
Muitas gratificações, ações e deveres que ele antes apro­
veitava ou realizava como parte normal da vida, agora 
estão deixadas de lado.
Ele se adaptou a essa nova agenda. Pode-se dizer que 
Bud "superou aquilo". Sim, mas Bud usará ganchos para 
o resto da sua vida.
MUDANÇAS DRÁSTICAS
Dizem-me que eu "superei" o falecimento de Daisy. 
Sim, à medida que o tempo passa, eu suponho que irei 
aprender a me relacionar "com muletas". E, quem sabe, 
eu possa até aprender a conseguir o apoio de "membros 
artificiais" ...mas a minha vida nunca mais será a mesma. 
Está drasticamente mudada. Quais são as minhas op­
ções? Estou determinado a fazer o melhor da vida — 
mesmo em desvantagem como agora. Meu mundo pre­
cisa de mim, ainda que eu esteja operando com um certo cons­
trangimento.
Meu panorama agora está alterado. Um dique se que­
brou. A devastação se espalhou sobre a minha paisagem. 
Está tudo diferente. Muito daquele belo se foi.
295
POR QUÊ?— TRAGÉDIA — TRAUMA — TRIUNFO
Eu não tenho mais futuro com Daisy. Daqui para a fren­
te, sou um viúvo. Eu não quero ser um viúvo. Eu detesto 
ser um viúvo, mas eu sou um viúvo. Eu não sou mais o 
marido da Daisy. Não estou mais casado agora. Eu sou 
solteiro. Eu também detesto esse termo. Estou só. Detesto 
estar só. Minha solidão é frustrante — amedrontadora 
para mim.
A MÚSICA NA VIDA
Tenho um gravador no balcão da minha cozinha. Um 
grande pianista evangélico veio em casa e tocou piano 
para mim. Gravei. Eu amo o piano. Eu toco essa fita 
enquanto preparo e tomo o café da manhã e o almoço. 
Tenho necessidade da música. Preciso ter música. Não 
posso permitir que a música morra no meu espírito. A vida 
deve incluir a maravilha da música.
MEU ENORME PIANO
Nós sempre tivemos um piano em nossa casa. Mas eu 
decidi comprar para mim um maior, mais bonito. En­
tão, pus-me a procurar, e comprei um enorme Baldwin de 
concerto, quase novo. Gosto muito de tocar piano. Ele me 
provê uma saída emocional. Libera as minhas tensões. Eu 
não posso explicar porque, mas a música é um grande 
consolo para mim.
296
LIÇÕES PARA VIVER
Tocar piano me ajuda quando escrevo. Se eu me encon­
tro sem palavras ou pensamentos, toco piano. Tudo se tor­
na livre outra vez. Existe libertação na música.
Estou aprendendo a ver cada vez mais beleza ao lon­
go da minha jornada. Espero coisas boas — coisas lin­
das, embora sejam coisas diferentes. Ondas de ressenti­
mento me atingem às vezes, porque eu não quero essa 
vida nova, solitária. Eu quero a vida como ela era antes, 
com a minha companheira e namorada. Mas aquela parte 
da minha vida está acabada.
DOMINANDO A MUDANÇA
Andando às apalpadelas com a minha melhor parte 
amputada, eu tenho que enfrentar muitas limitações que 
não experimentava enquanto Daisy esteve comigo. Como 
um deficiente físico, eu me ressinto das minhas limita­
ções, mas devo dominá-las.
Sim, com o meu poder de escolha e decisão de procurar 
o que é bom, a vida ainda pode ser bonita, mas é muito 
diferente. Decidi me adaptar onde é necessário porque a 
minha vida — mesmo sozinho, tem valor.
As verdades que eu sei podem curar um mundo sofre­
dor. Eu devo continuar a disseminar essa influência 
curadora. Sou um crente na Bíblia. Deus opera em mim.
297
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA — TRIUNFO
Eu sou o Seu mensageiro. Seu embaixador, Seu represen­
tante. O que eu sei pode levantar e restaurar seres huma­
nos sofridos. Assim... eu preciso continuara VIVER.
Eu luto para evitar limitar minhas expectativas. Sem 
Daisy, tanta coisa mudou. Mas eu me recordo que Deus é 
o mesmo. E a Sua força que me sustenta. Então, eu rejeito 
a melancolia degradante das expectativas limitadas.
As palavras de Paulo me confortam. Ele aconselhou: 
Uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás 
ficam e avançando para as que estão diante de mim, prossigo 
para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cris­
to Jesus (Fp 3.13-14). Isso me ajuda. É o que eu estou fa­
zendo.
LIBERANDO O BEM 
TANTO QUANTO O MAL
Daisy sempre dizia que nós devemos constantemente 
liberar o passado — os bons tempos assim como os maus. Eu 
suponho que, chegando ao nosso final, podemos desco­
brir uma relação nova com Deus.
Minha dificuldade maior foi dominar uma nova iden­
tidade. Tem sido repulsivo para mim. Eu não queria um 
outro eu. Daisy e eu éramos sempre T.L. & Daisy. Agora eu 
sou... T.L. — uma meia-pessoa. Minha estabilidade pare­
298
LIÇÕES PARA VIVER
ce que se foi. Sinto-me desequilibrado. Ondas de amargu­
ra avolumam-se dentro de mim. Tenho sido tentado a me 
tomar um recluso.
UMA NOVA IDENTIDADE
Lutei desesperadamente para aceitar o fato d e eu estar 
só. A vida sempre tinha sido nós. Agora sou eu. A s coisas 
se tomaram minhas. Detesto a idéia de alguma coisa ser 
minha. Daisy e eu fomos parceiros em tudo. Sem ela, a ca­
maradagem se foi. O pêndulo da minha vida oscilava en­
tre a aceitação ou rejeição, o ressentimento ou um novo 
compromisso, a desistência por causa do passado ou o al­
cance do futuro, a tristeza e amargura pelo que eu perdi, 
ou a alegria e gratidão por tudo o que resta.
CRESCENDO POR MEIO 
DA MUDANÇA
Quero Daisy de volta? Então, algum dia nós enfrenta­
ríamos a morte e a separação novamente. Será que quero 
repetir o processo de morte? Eu tive que encarar as tre­
vas. Uma pessoa não pode manter as coisas como foram. 
A vida significa mudança. Mudança significa crescimen­
to. Então, eu compreendí que eu devia crescer por intermé­
dio dessa mudança. Maseu não queria crescer. Eu queria 
manter as coisas como elas tinham sido.
299
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
M ILAGRES— SOLUÇÕES 
TEMPORÁRIAS
O inimigo não conquistado é a Morte. Nenhuma ma­
ravilha sobrenatural pode nos salvar dela. Milagres, tan­
to como eu creio neles, são soluções temporárias. Algumas 
das pessoas que receberam os maiores milagres que nós 
testemunhamos estão mortas agora.
Juan Santos se arrastou no chão por dezesseis anos, 
tendo levado um tiro na coluna e ficado morto da cintura 
para baixo. Foi curado milagrosamente numa de nossas 
cruzadas. Ele viajou onde pôde para dar testemunho pú­
blico do milagre maravilhoso que recebeu. Mas Juan San­
tos ficou velho e morreu.
O MENDIGO MUÇULMANO
Karimu, um mendigo muçulmano, arrastou-se no chão 
durante trinta anos. Ele veio à nossa cruzada e foi curado 
milagrosamente. A cidade inteira o conhecia e centenas 
de pessoas deram suas vidas a Cristo por causa da influ­
ência do seu milagre e mudança de vida. Daisy lhe deu 
um novo nome cristão, Comélio. Ele viajou por toda a 
Nigéria testemunhando, porque Jesus Cristo o curou. Mas 
hoje, Comélio está morto.
300
LIÇÕES PARA VIVER
A MULHER LEPROSA
Miriam Gare era leprosa. Não tinha mãos nem pés. Ela 
se arrastou para a nossa reunião e se escondeu debaixo da 
cobertura de uma árvore para ouvir o Evangelho. Jesus 
passou por ela e curou-a. Sua carne tornou-se limpa.
O Comissário Provincial escreveu para nos contar que 
toda a Província cria em Deus, por causa da cura mila­
grosa dessa leprosa conhecida. Ela se tomou um membro 
fiel da igreja pastoreada pelo Rev. Silas Owiti e seu teste­
munho fez com que muitas pessoas cressem em Jesus Cris­
to. Mas, anos depois, Miriam morreu. Hoje ela está no céu.
JESUS RESSUSCITOU LÁZARO DOS MORTOS 
HOJE ELE ESTÁ MORTO OUTRA VEZ
Jesus curou os cegos, os surdos, os paralíticos e os 
insanos. Ele até ressuscitou Lázaro dos mortos. Mas 
aquelas pessoas lindas estão todas falecidas hoje — in­
cluindo Lázaro, a quem ele trouxe de volta da corrupção 
da morte.
Os milagres são apenas respostas temporárias. A Bíblia 
diz: Está ordenado [às pessoas] morrerem uma vez... (Hb 9.27). 
A hora da minha amada Daisy chegou e ela morreu. Fui 
deixado sozinho da mesma maneira que milhões de côn­
juges antes de mim.
301
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
REAVALIANDO A NOVA PAISAGEM
Era hora de refocalizar minha vida, de reavaliar o va­
lor de viver, de reascender o privilégio de estar vivo neste 
mundo onde tantas pessoas feridas precisam do poder do 
Amor curador de Deus.
Eu comecei recalculando o potencial da Vida com Deus 
entre as pessoas que sofrem. Fui escolhido por Ele para 
ser um ministro e uma testemunha de Jesus Cristo e um 
comunicador da Sua graça e cura. Eu não O escolhí, mas 
Ele me escolheu, e me nomeou, para que fosse e desse fruto... 
(Jo 15.16). Aquela era uma missão positiva. Expressava a 
vida com propósito — com significado. Eu era parte do 
grande plano de Deus. O destino estava operando em mim. 
Eu estava envolvido com O Mestre. Eu não estava só.
EXISTE PROPÓSITO 
NA VIDA COM DEUS
Eu senti o que Paulo deve ter sentido quando o Senhor 
Jesus lhe disse: Levanta-te e põe-te sobre teus pés, porque te 
aparecí por isto, para te por ministro e testemunha...
Foi-lhe dito: Eu te envio para os [não cristãos], para lhes 
abrires os olhos e das trevas os converteres à luz e do poder de 
Satanás a Deus, a fim de que recebam a remissão dos pecados 
e sorte entre os santificados pela f é em mim (At 26.16-18).
302
LIÇÕES PARA VIVER
Jesu s e Seu propósito foram a luz guia, o fator 
motivador para Daisy e para mim em nosso meio século 
de ministério juntos. Esta continuaria a ser a minha luz 
guia. Eu sempre acertarei o foco nos milhões não alcan­
çados, fazendo tudo o que puder para os alcançar com o 
Evangelho.
SEU PROPÓSITO NÃO MUDOU
Nada mudou sobre Jesus e Suas promessas. Nada era 
diferente com relação às necessidades de nosso mundo 
sofredor. Somente eu mudei. Sofri uma amputação. Eu es­
tava lutando com o incômodo de alguma "prótese gros­
seira" . Mas estava vivo. Podia navegar. Eu tinha uma voz 
para falar, olhos para ver, ouvidos para ouvir, e braços 
para abraçar. Meu coração estava cheio. Minha mente, 
viva. Eu ardia com o Seu amor e compaixão pelos neces­
sitados — talvez mais do que nunca.
Eu estava refocalizando a minha vida, meu cenário, 
minhas perspectivas. A paisagem era diferente, mas ha­
via beleza se eu tirasse um tempo para sentir o aroma das 
rosas. Jesus era o meu centro. Deus era a minha espe­
rança, minha coragem, minha ajuda, minha torre forte 
(SI 61.3; Pv 18.10). Embora eu estivesse só, Ele era a fo r ­
ça da minha vida (SI 21.1) — e Ele era suficiente. Eu podia 
continuar. A vida podia ser bonita e produtiva. Eu po­
303
PORQUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
dia continuar a fazer o que Ele me chamou e ordenou 
para fazer: Para que vades e deis frutos (Jo 15.16). Valia a 
pena viver para isso.
SENDO LEVANTADO 
LEVANTANDO OS OUTROS
Eu recebería cura levando cura para os outros. Minha 
solidão se dissiparia ao apresentar Jesus as pessoas deses­
peradas como seu novo amigo. A dor da minha perda ces­
saria à medida que a graça de Deus aliviasse a dor de ou­
tros através do meu ministério. Eu podia, eu endireitaria 
meus ombros e seguiría em frente, com uma profundida­
de talvez maior de fé, amor, esperança e alegria do que eu 
conheci antes.
O M OM ENTO DE DEFINIÇÃO— O REEXAME
A perda que eu sofri foi um momento de definição. 
Trouxe-me a uma total reavaliação da vida. Impulsionou- 
me a um reexame dos bens qu e ficaram. Forçou-me a for­
mular questões penetrantes. O que realmente contava? 
O que importava na análise final? No que eu realmente 
acreditava? Que tipo de pessoa era T.L. Osbom? Ele real­
mente se importava com as pessoas feridas? Estava acon­
tecendo uma reavaliação da minha própria pessoa, dese­
jo, fé e propósito.
304
LIÇÕES PARA VIVER
ESCOLHA PELA SOBREVIVÊNCIA 
CORES DE UMA NOVA ALVORADA
Meu poder de escolha foi meu estabilizador. Em vez de 
lamentar etemamente a minha perda, decidi estimar a 
abundância que permaneceu na minha vida. Eu desejava 
encarar minha noite escura de tristeza devastadora, an­
dar através dela e atravessar as sombras fantasmagóricas 
do luto.
Por causa da minha escolha pela sobrevivência, estava 
vislumbrando as cores de esperança de uma nova alvo­
rada. A luz do sol brilharia novamente. Um novo dia es­
tava nascendo. Fiz a escolha certa — uma escolha de vi­
ver e não morrer, expandir e não encolher, caminhar e 
não recuar, continuar a alcançar meu mundo sofrido e 
não m e recolher no desperdício do luto. A VIDA estava 
tendo a última palavra para mim.
UM NOVO PANORAMA DE VID A
Eu não fui capaz de evitar a ocorrência da tragédia. Mas 
eu fu i capaz de refocalizar minha atitude, pegar meu pin­
cel e começar a pintar um novo panorama de vida.
O poder de escolha foi meu centro de controle. A n­
dar nas trevas foi minha rota mais rápida para um novo 
nascer do sol. Estabeleci que eu iria atingir um a nova
305
POR QUÊ7— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
alvorada. Corri na direção leste, em vez de m e enfra­
quecer, buscando lembranças do oeste, de um dia que se 
passou e se foi.
A LUZ E A VID A TRIUNFANTES
Cresci através do meu trauma. A graça de Deus e Sua 
Vida triunfaram.
Eu acordo a cada manhã para VIVER. Ainda sinto sau­
dades — meu corpo e a minha pessoa doem — por causa 
de Daisy. Minha psique ainda está programada para com­
partilhar a vida e os planos, as idéias, os conceitos e as 
notícias com ela. Eu ouço coisas e instintivamente quero 
com partilhá-las com ela, mas ela não está mais aqui. 
Aquela parte da minha vida se foi. Estou aprendendo a 
compactuar com o meu novo estilo de vida. É muito dife­
rente. Contudo, estou determinado a encontrar toda a 
beleza que eu puder discernir na minha jornada.
A NUVEM DE TESTEM UN H AS
A herança daqueles que morreram na fé sustenta um 
m odelo triunfante diante de mim, peloqual posso vi­
ver. Com o todos os crentes, eu passarei desta vida al­
gum dia. M as enquanto estiver vivo neste mundo, eu 
decido — eu escolho — para viver alegre, produtivo 
triunfalm ente.
306
LIÇÕES PARA VIVER
Estou rodeado de uma tão grande nuvem de testemunhas 
(Hb 12.1) que, como Paulo, o apóstolo e como Daisy, com­
bateram o bom combate, acabaram a carreira, guardaram a fé , 
a coroa da justiça lhes está guardada... a qual o Senhor, justo 
juiz, lhes dará naquele dia (2 Tm 4.7,8).
Aqueles homens e mulheres comprometidos viveram 
nobremente e morreram na fé. Eles eram o tipo de pessoa 
que eu queria imitar. Paulo disse para sermos imitadores 
dos que, pela f é e paciência, herdam as promessas (Hb 6.12). 
Daisy foi uma daquelas mulheres nobres que retiveram f ir ­
memente o princípio da sua confiança até o fim (Hb 3.14).
A herança desta “nuvem de testemunhas" me motiva a 
dar o melhor a serviço da humanidade. O exemplo e a 
conduta de vida que eles viveram me inspiram a continu­
ar vivendo e ministrando o amor de Deus em nosso mundo 
sofredor.
O LEGADO DELES M E MOTIVA
A sua fo lh a corrida me motiva. Sua poesia m e inspira. 
A s canções deles elevam o meu espírito. Sua música reno­
va o meu ser. Suas palavras m e dão fé. Suas obras m e 
d esafiam . Suas m etáforas e im agen s m e a ju d am a 
refocalizar meu novo horizonte. Suasconvicções ajudam- 
m e a lembrar as coisas que realmente importam na vida.
307
POR QUÊ?— TRAGÉDIA — TRAUMA — TRIUNFO
Milhões daqueles que me precederam suportaram per­
da tão grande e mais atormentadora do que a que eu ex­
perimentei.
Uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, 
para alcançarem uma melhor ressurreição. E outros experi­
m entaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Fo­
ram apedrejados, serrados, tentados, mortos a f io de espa­
da; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, de­
sam parados, aflitos e maltratados (homens dos quais o m un­
do não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas 
covas e cavernas da terra. E todos estes, tendo tido teste­
m unho pela fé , não alcançaram a promessa, provendo Deus 
algum a coisa melhor... (Hb 11.35-40).
N ão foi à toa que o escritor acrescentou: Portanto, nós 
também, pois, que estamos rodeados de uma tão grande nu­
vem de testemunhas... corramos, com paciência, a carreira que 
nos está proposta, O LH AN D O PARA JE SU S, au tor e 
consumador da fé , o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, 
suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à des­
tra do trono d e Deus. CO N SID ERAI-O ... para que não 
enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos (Hb 12.1-3).
PASSAN D O A TO CH A PARA O U TRO S
Eu estou decidido que a minha vida remanescente será 
um legado de fé para aqueles que me seguem. Outros me
308
LIÇÕES PARA VIVER
influenciaram e me inspiraram— como Daisy, com a sua 
vida e exemplo cheios de luz. Agora é a minha vez de in­
fluenciar e inspirar aqueles que possam precisar extrair 
força do meu exemplo.
A tra g éd ia , o trau m a, a d ev astação e a p erd a 
desm oralizadora ocorrem na vida. Vêm de m uitas for­
m as. M as nós podem os sobreviver se nós quiserm os v i­
ver. Nós temos uma escolha.
DIGNIFICANDO A EXISTÊNCIA
Ninguém é uma ilha, Nossas vidas estão entrelaçadas. 
Somos parte uns dos outros. Nós marcamos as pessoas 
pelo nosso exemplo — para melhor ou para... o não tão 
bom. Paulo disse: Eu sou devedor (Rm 1.14) às pessoas no 
meu mundo. Não somos de nós mesmos, fom os comprados 
por bom preço (1 Co 6.20). Nós somos membros de Cristo (1 
Co 6.15) e uns dos outros (Ef 4.25). Eu pertenço à família 
de Deus e sou parte do Seu plano. Eu conto. Isso dá digni­
dade à vida e nobreza ao viver.
Sim, meu poder de escolha é o meu centro de controle. 
Depois que a tempestade passa, então se percebe a perda 
trágica. M as um novo inventário é feito. Seja lá o que for 
que reste, é reavaliado e, com aqueles preciosos remanes­
centes, a jornada da vida é retomada. É totalmente dife-
309
POR QUÊ?— TRAGÉDIA — TRAUMA— TRIUNFO
rente, mas é vida, e precisa continuar, e o sol se erguerá 
novamente. Ninguém tem licença para desistir de viver.
UM A ESCOLHA PARA AM AR OUTRA VEZ
Fiz um a outra descoberta crucial — não havia outra 
opção para mim. Era uma escolha para AM AR outra vez. 
Com a idade de setenta e quatro anos, aquela escolha não 
era de amar uma outra esposa. Aquela parte da minha 
vida se encerrou. Daisy me realizou. Eu não poderia pe­
dir mais. Quase cinqüenta e quatro anos de vida com ela, 
como enamorados, foi uma porção abundante. Eu podia 
me dar por satisfeito.
Mas eu sabia que eu devia escolher AMAR outra vez— 
amar as pessoas, amar um mundo sofrido, amar o minis­
tério, amar fazer cruzadas e conduzir seminários, amar 
ensinar e pregar, curando os doentes e sofredores. Sim, eu 
fiz aquela escolha sem hesitação. Eu escolho AMAR outra 
vez.
310
DAISY VAI PARA A CASA
TRIBUTO DE “DIMENSÕES MAIS ELEVADAS”
A DRA. DAISY MARIE Washbum Osbom foi rodeada 
pelo seu marido T.L., a filha LaDonna Osbom Nickerson, 
e duas netas— as filhas de LaDonna, LaVona e Daneesa, 
na noite que ela expirou. O Dr. T.L. segurava seus braços 
quando ela foi para a eternidade às 2h53 da manhã de 
sábado, 27 de maio de 1995.
Daisy reuniu os familiares, solicitando que eles aconse­
lhassem os amigos para não orarpela sua restauração. Ela 
estava pronta para ir para a casa. Por três vezes, ela viu 
um anjo entrar no quarto e se sentar no sofá dourado (que 
só ela viu), como se estivesse esperando para conduzi-la, 
através do véu da mortalidade, até a presença de Deus.
A Pastora Associada Chyanna Anthony estava visitan­
do a família, quando Daisy fez este pedido. Ela ficou pro­
fundamente impressionada, não pelo tom com que Daisy 
realmente falou, mas porque não havia espírito de morte no 
quarto.
A Pastora LaDonna descreveu a atmosfera ao redor 
de Daisy, durante sua última semana, como carregada de
CAPÍTULO TREZE
311
POR QUÊ?— TRAGÉDIA — TRAUMA— TRIUNFO
um sobrepujante espírito de p az— no qual ninguém po­
dia chorar. A coroação de uma grande mulher de Deus 
era iminente.
Diz-se que, bem conhecida como Primeira Dama do 
Evangelismo, a Dra. Daisy, juntamente com seu marido, T.L., 
pregou face a face para mais pessoas não evangelizadas do 
que qualquer outro casal na história. Três anos antes, eles 
passaram o seu 50° aniversário de casamento na índia, a 
nação que motivou o seu ministério de cruzada de cura em 
massa, e que se expandiu para setenta e três nações, com 
audiências de 25 mil a 300 mil pessoas por reunião.
Daisy, com T.L., foi uma grande filantropa — respon­
sável por levar carregamentos de suprimentos médicos a 
lugares como a África Oriental, trabalhando com orfana­
tos e assistindo países em desenvolvimento de várias for­
mas. Eles eram recebidos regularmente por Chefes de Es­
tado e outros altos oficiais de governo.
Uma grande batalhadora pela igualdade das mulheres 
em Cristo, o seu exemplo no ministério e seu ensino foram 
influência global em elevar o status das mulheres na Igreja. 
Ela foi a primeira mulher a pregar em algumas nações.
A Dra. Margaret Idahosa, da Nigéria, disse: “Onde quer 
que haja no mundo alguma coisa para as mulheres na obra de 
Deus, você pode procurar, que encontrará a influência de ma­
mãe Daisy".
312
DAISY VAI PARA A CASA
Mamãe Daisy foi uma conselheira para m uitos líde­
res na Igreja. Os m inistérios e empreendim entos m un­
diais dela e de T.L. resultaram em m uitos m ilhares de 
novas igrejas estabelecidas em áreas previam ente não 
evangelizadas — centenas das quais pastoreadas por 
mulheres, em nações que tradicionalmente dim inuem 
as mulheres e as proíbem de exercer posições de lide­
rança.
A Dra. Daisy nasceu em 23 de setembro de 1924, em 
Merced, Califórnia — a décima de onze filhos. Ela nasceu 
de novo com a idade de doze anos. Em 1942, com dezessete 
anos, casou-se com Tommy Lee (T.L.) Osbom, um jovem 
evangelista de Oklahoma.(Ele tinha ajudado Oral Roberts 
nas reuniões de rua nos seus anos iniciais, tocando acordeão 
com Oral, que tocava violão e cantava).
Daisy e T.L. se casaram em um domingo de Páscoa e 
imediatamente ingressaram no ministério. Eles tiveram 
quatro filhos.
Em 1983, Daisy Washburn Osbom recebeu o grau de 
D outora H onorária de Letras pela Bethel C hristian 
College da Califórnia, e o de Doutora Honorária de Teolo­
gia, grau conferido pelo Zoe College da Flórida. Ela foi 
listada no Diretório Internacional de Liderança, Registro In­
ternacional de Perfis, Quem é Quem das Mulheres America­
313
POR QUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
nas, Quem é Quem no M inistério de Mulheres, e no Quem é 
Quem M undial das Mulheres.
A filha LaDonna, Pastora-Superintendente Sênior do 
Centro de Evangelismo Internacional, oficiou na cerimô­
nia mem orial da ida de sua mãe para a casa.
As carregadoras do caixão, a pedido da Dra. Daisy, fo­
ram oito ministras ordenadas do Evangelho, representan­
do a M alásia, índia, África, Quênia, França e os Estados 
Unidos. Elas se recusaram a permitir que o caixão fosse 
transportado pelo carro funerário na base portátil. Uma 
das mulheres disse: "Como carregadoras, nós queremos levá- 
lo o caminho todo".
De acordo com o relatório do legista, a morte foi atri­
buída à infecção respiratória que contribuiu para a falên­
cia congestiva do coração.
A Pastora LaDonna citou seu pai: "A qualquer hora ou 
em qualquer lugar que Daisy não esteja comigo, eu sempre 
prego alguma coisa dela, e continuarei a fazer isso". Ele está 
atualmente trabalhando na sua Biblioteca da Fé e Antolo­
g ia dos Seus M inistérios Mundiais, com 24 volumes, que se­
rão colocados em Escola Bíblicas selecionadas e institui­
ções de ensino superior nas nações do estrangeiro, para 
servirem como testemunha às gerações vindouras de que 
Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente (Hb 13.8).
314
CAPÍTULO CATORZE
UM A TOCHA ELEVADA
Saudação por Sue H yatt— 26 de agosto de 1995
G l 2 .20 — "já estou crucificado com Cristo; e vivo, t ã o m ais eu , 
m as Cristo vive em mim ; e a vida qu e agora v ivo n a c a m e v ivo- 
a n a f é do F ilho d e D eus, o qu a l m e am ou e s e en tregou a s i 
m esm o por mim".
D aisy não morreu no sábado,
Daisy morreu há muito tempo atrás.
D urante anos, como Paulo,
Daisy já não vivia,
Então Cristo era engrandecido nela.
E por isso que nós fomos atraídos por ela.
E por isso que nós a amamos tanto.
E la nos ajudou a enxergar melhor,
Quando o caminho parecia escuro.
Ela nos ajudou a nos sentir aquecidos 
Quando o mundo parecia frio.
315
POR QlIÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
E la foi para nós uma tocha 
Queimando brilhantemente,
Sustentada e elevada 
Pela Mão Poderosa de Deus.
E la foi para nós uma tocha, realmente, 
Encharcada no Óleo do Espírito de Deus 
Inflamada com o Fogo daquele que é Santo. 
M a s ela foi humana como nós, vocês vêem, 
Então a sua carne foi finalmente consumida,
E Daisy morreu
Como todos nós um dia vamos.
M a s enquanto nós vivermos,
Vamos também morrer como Daisy fez,
E sermos tochas elevadas,
Dando luz e calor.
D a isy não passou a tocha em frente, 
para você e eu;
Daisy não tinha tocha para passar!
Isso não lhes surpreende?
Não, Daisy não tinha tocha para nós agarrarmos. 
Daisy era, ela mesma, Uma Tocha Elevada! 
V o cês compreendem agora?
Nós também somos tochas 
Feitas para arder brilhantemente 
Na noite, no frio.
316
UMA TOCHA ELEVADA
E sse é o nosso destino,
Nosso sonho, nosso prazer.
M a s , de que jeito, eu perguntaria, posso levar 
Calor e luz como Daisy fazia?
E u não entendia.
Então, eu perguntei:
"Daisy, o que há em você?
Eu também desejo obedecer à ordem do Senhor, 
Mas me sinto inútil, sem ajuda, insignificante! 
Eu também aspiro a levar cura, esperança e vida, 
Mas me sinto inadequada, com medo, insegura". 
E ela respondeu: "Vá e faça o mesmo!" 
Aquilo foi tudo. E ela saiu.
O que ela quis dizer?
Certamente, ela me mostraria 
que, quando, onde e como ?
Com certeza, ela me daria cinco passos para seguir, 
Dez princípios para usar.
Uma chave que abriría tudo!
Então, eu meditei, observei e compreendí. 
Daisy era humana como todos nós,
Mas uma coisa era diferente:
D a isy tinha morrido há muito tempo atrás, 
Sua vida era do seu Senhor,
Sua luz, não era dela mesma.
317
POR Q U Ê?— TRAGÉDIA — TRAU M A — TRIUNFO
S im , Daisy morreu há muito tempo atrás,
E ela era uma tocha encharcada no Óleo, 
Inflamada pelo Fogo, elevada 
pela Mão Poderosa de Deus.
E isso é o que nos atraiu.
Mas nós não entendíamos 
Porque ela não nos dizia o que fazer.
E la somente diria:
"Ore. Ouça e ore".
Ela sabia que não havia um padrão rígido, 
Nenhuma regra religiosa que valesse a pena. 
E la falava com Deus,
E ouvia da Sua sabedoria.
Então, ela nos aconselhava a fazer o mesmo, 
Isso é o que ela quis dizer quando me disse:
"Vá e faça o mesmo".
A ss im , Daisy não passou uma tocha para vocês, 
para mim.
Daisy foi ela mesma uma tocha, vocês vêem. 
Não uma tochazinha,
Não uma tocha trêmula,
Como nós tão frequentemente parecemos ser! 
O que fez intensa a sua luz?
O que fazia seu calor ser contagiante? 
Pensei. Orei.
318
UMA TOCHA ELEVADA
£ como pintura numa tela vazia,
Aparece o retrato dela,
Em manchas ousadas e pinceladas gentis 
De Compaixão, de Compromisso, de Coragem.
A COMPAIXÃO a constrangia.
O COMPROMISSO a sustentava 
e A CORAGEM a compelia a nunca desistir.
S im , a Compaixão a constrangia 
A ir de encontro à necessidade humana.
D a isy era esperta.
Esperta o suficiente para saber 
Que as necessidades sempre excediam a sua capacidade; 
Esperta o suficiente para descansar completamente 
em Deus
Que é sempre maior do que a necessidade humana. 
A ss im , ela se tomou uma tocha de luz e calor 
para vocês, para mim, para milhões.
S im , o Compromisso a sustentava 
Na dificuldade, na tristeza, na dor.
D a isy era esperta,
Esperta o suficiente para fazer o que tinha que fazer, 
Não o que ela queria fazer.
Esperta o suficiente para fazer com a compaixão 
requerida,
N ão com o conforto e a conveniência desejados.
319
POR Q U Ê?— TRAG ÉD IA — TRAU M A — TRIUNFO
N ã o foi fácil, não foi glamouroso,
O compromisso nunca é.
S im , a Coragem a compelia 
Apesar da resistência preconceituosa e iletrada. 
D a isy era esperta,
Esperta o suficiente para crer 
Que o Deus Que a chamou 
Era grande o bastante para fazer a semente crescer. 
S im , nós fomos inspirados por sua coragem. 
Mas será que nós entendemos que isso nasceu da com ­
paixão?
E compreendemos o custo do seu compromisso? 
A Coragem motivada pela compaixão 
E sustentada pelo compromisso 
Confronta toda resistência,
E, com a sabedoria divina,
Realiza a Sua missão.
(Bem está, Daisy!
Serva boa e fiel,
Entrano gozo do Senhor).
E isso o que vimos.
É isso o que sentimos.
É isso o que nos atraiu.
N unca haverá outra Daisy.
E nunca haverá um outro Você.
320
“M AS M AM ÃE O FEZ” 1
SAUDAÇÃO, DE 21 VERSOS, DE LADONNA PARA SUA MÃE
1. Dizem: M ulheres não podem publicamente pregar 
o Evangelho com poder.
M as M amãe o fez!
2. Dizem: Mulheres não podem pastorear igrejas.
M as M amãe o fez!
3. Dizem: Mulheres não podem batizar novos conver­
tidos nas águas.
M as Mamãe o fez!
4. Dizem: Mulheres não podem ministrar a Santa Ceia 
para o Corpo de Cristo.
M as Mamãe o fez!
5. Dizem: Mulheres não podem unir casais em M atri­
mônio Santo.
M as Mamãe o fez!
CAPÍTULO QUINZE
321
POR Q U Ê?— TRAGÉDIA— TRAUMA — TRIUNFO
6. Dizem: Mulheres não podem autorizar ou ordenar 
pessoas para o ministério do Evangelho.
Mas Mamãe o fez!
7. Dizem: M ulheres não podem exercer cargos de au­
toridade na Igreja.
Mas M amãe o fez!
8. Dizem: Mulheres não podem ter uma liderança 
autorizada no ministério cristão.
M as M amãe o fez!
9. Dizem: Mulheres não podem servir a Igreja no ofí­
cio de um apóstolo.
M as Mamãe o fez!
10. Dizem: Mulheres não podem usar suas vozes para 
ensinarou pregar na Igreja.
M as M amãe o fez!
11. Dizem: Mulheres não podem expulsar demônios e 
ministrar aos doentes se um homem estiver presente para 
fazê-lo.
M as Mamãe o fez!
12. Dizem: Mulheres casadas não podem ouvir direta­
mente de Deus sem os seus maridos.
Mas Mamãe o fez!
322
"MASMAMAEOFEZ"!
13. Dizem: M ulheres não podem ser boas esposas e 
mães e ser ativas no ministério público.
M as M amãe o fez l
14. Dizem: Mulheres não podem viajar com seus fi­
lhos e lhes dar uma boa educação.
M as M amãe o fez!
15. Dizem: M ulheres não devem usar seus sobreno­
mes de solteira.
M as M amãe o fez!
16. Dizem: Esposas não podem servir no ministério em 
base igual, com seus maridos.
M as M amãe o fez!
17. Dizem: Mulheres na liderança não têm bons rela­
cionamentos com as filhas e com outras mulheres.
M as M amãe o fez!
18. Dizem: Mulheres de sucesso não dividem os refle­
tores com outras mulheres.
M as Mamãe o fez!
19. Dizem: Mulheres não conseguem deixar de ser 
emocionais, ou não podem evitar de ser enganadas.
M as Mamãe o fez!
323
POR Q U Ê?— TRAGÉDIA— TRAUMA — TRIUNFO
20. Dizem: Mulheres não podem representar totalmente 
Jesus na vida e no ministério.
M as Mamãe o fez!
21. Dizem: Mulheres não deixam sementes como le­
gado espiritual para o seu mundo!
Mas Mamãe o fez!
324
CAPÍTULO DEZESSEIS
NA TUA PRESENÇA 
HÁ ABUNDÂNCIA DE ALEGRIAS
(SALMO 16.11)
RESUMO BIBLIOGRÁFICO
D a ISY MARIE WASHBURN Osbom nasceu em 23 de 
setem bro de 1924. Ela foi um dos onze filhos nascidos 
de Christopher Columbus Washbum e Clara Irene Oates 
W ashbum . Sua mãe morreu num acidente de trem em 
1932. Daisy esteve sob a tutela do Estado da Califórnia e 
sua irmã mais velha, Ruby Parsley,+.3
tom ou-se sua guardiã legal e a educou.
Em 1942, Daisy se casou com Tommy Lee (T.L.) Osbom, 
um evangelista de Oklahoma. Eles conduziram reuniões 
dé avivamento em igrejas até 1944, quando estabelece­
ram e pastorearam uma nova igreja, O Tabernáculo de 
Montavilla, em Portland, Oregon.
Daisy e T.L. foram designados missionários para a ín­
dia em 1945 e se tomaram evangelistas missionários mun­
diais em 1948.
325
POR Q U Ê?— TRAG ÉD IA — TRAU M A — TRIUNFO
Em 1949, Daisy co-fundou, com seu marido, uma orga­
nização de igreja missionária mundial, o M inistério Voz 
da Fé (mais tarde modificada para Associação Evangélistica 
O sbom , da íFundação Osbom e, finalmente, OSFO Interna­
cional).
M AE & COMPANHEIRA D E EQUIPE 
N O EVANGELISMO M UNDIAL
Daisy Osbom foi mãe de quatro filhos, M arie LaVon 
(falecida em 1943), Tommy Lee Jr. (falecido em 1979), 
LaDonna Carol Osbom, Pastora Superintendente Sênior 
do C en tro de E van gelism o In tern acion al em T u lsa , 
Oklahoma, e Mary Elizabeth (falecida em 1951).
Ela teve seis netos (quatro meninas e dois meninos) e 
treze bisnetos (nove meninos e quatro garotas).
Daisy foi casada com T.L. por mais de cinqüenta e três 
anos. Eles compartilharam o ministério de evangelismo 
mundial de uma maneira singular e prática.
Desde o início de seu casamento, ministraram lado a 
lado como companheiros de equipe. Ela não apenas era a 
Diretora Executiva Chefe da sua organização mundial, 
mas dividia igual porção de seus ministérios de escrita, 
filmagem, gravação, pregação e ensino. Daisy Osbom pro­
vavelmente ministrou, face a face, para mais milhões de
326
NA TUA PRESENÇA HÁ ABUNDÂNCIA DE ALEGRIAS
pessoas, em muitas nações, do que qualquer outra mu­
lher que já viveu. Depois de trinta e cinco anos no mi­
nistério, o Senhor deu a Daisy uma revelação especial 
com relação às mulheres na Igreja.
VISITAÇÃO DIVIN A
Em 1947, o Senhor visitou Daisy e lhe ofereceu a esco­
lha de ficar em casa criando seus filhos, ou ir para o mun­
do ensinar e pregar o Evangelho. Ela escolheu ir. Alguns 
anos mais tarde, Cristo apareceu para ela num a m onta­
nha de luz, andando na sua direção, enquanto pronun­
ciava estas palavras: "Daisy, pregue o Evangelho para as 
mulheres". Como o apóstolo Paulo, ela podia dizer: N ão 
fu i desobediente à visão celestial (At 26.19).
PROFESSORA, PREGADORA,
LINGÜISTA E CONFERENCISTA
Por mais de nove anos, ela ensinou seus filhos, Tommy 
e LaDonna, pelo Sistema Escolar Calvert, usado intem aci- 
onalmente pelo pessoal do Departamento de Estado nor­
te-americano. Mais tarde, ela escreveu e publicou uma 
história autobiográfica intitulada "Eu escolhi ir".
Ela proclamava o Evangelho em igrejas, auditórios, sa­
lões, teatros, tendas, em campos de corrida ou de jogos de 
bola, em estádios, e também em parques ou terrenos aber­
327
PORQUÊ?— TRAGÉDIA— TRAUMA— TRIUNFO
tos em setenta e quatro nações diferentes. Ela falava e mi­
nistrava em três línguas, inglês, espanhol e francês.
Daisy dirigia Seminários e Conferências de M ulheres 
ao redor do mundo. Era comum que de cinco a sete mil 
mulheres assistissem aos seus eventos.
AUTORA INTERNACIONAL
Ela foi a autora de cinco livros principais: A M ulher 
que Crê, Cinco Escolhas Para as Mulheres Que Vencem, A 
M ulher eS ua Auto-Estima, Mulher Sem Limites e Nova Vida 
Para as Mulheres. Daisy também escreveu quase trinta 
outros livros menores e dúzias de artigos principais para 
a revista internacional dos Osboms, o Sumário da Fé, en­
viado mensalmente para mais de uma centena de nações.
CINEGRAFISTA
Em 1954, durante a Campanha O sbom em Jacarta, 
Java, Daisy gravou as maravilhas das reuniões em fil­
me. Além de dirigir a cruzada, ela fotografou as multi­
dões e os milagres. Mais tarde, ela e seu marido, com a 
perícia e nível musical de Lonnie Rex, produziram o 
documentário, A Colheita de Java.
Aquele filme causou tamanha repercussão onde quer 
que fosse mostrado, que motivou Daisy a gravar as cru­
328
NA TUA PRESENÇA HÁ ABUNDÂNCIA DE ALEGRIAS
zadas subseqüentes. O repertório de documerlários dos 
O sbom s incluem: A Colheita de Java, Ouro N egro, O 
Ganense, M aravilha Holandesa, Atenas da Índia, Paixão 
Filipina, O Ceifeiro de Luzon, O Deus Ilimitado, Operador de 
Milagres, Curador de Trinidad, Cruzada de Najuru, mais nove 
vídeos da sua Grande Cruzada na índia.
Aqueles filmes documentários foram traduzidos e pro­
duzidos em setenta e seis línguas principais do mundo. 
Muitas centenas de cópias (em 16mm e todos os forma­
tos de vídeo) circulam constantemente pelo mundo. Têm 
motivado uma reavaliação internacional dos conceitos 
cristãos para missões mundiais e evangelismo internaci­
onal.
O ensino e a pregação de Daisy, em vídeo e áudio 
cassetes, estão afetando mulheres, bem como homens ao 
redor do mundo. Livros e folhetos bíblicos da autoria de 
T.L. e Daisy são publicados em 132 línguas.
M IN ISTRA DE AM OR PARA M ILH ÕES
Daisy trouxe esperança e fé para milhões de mulheres 
pelo mundo. Ela dirigiu o primeiro Congresso de Mulhe­
res em massa na história da índia, no qual milhares de 
mulheres congregaram diariamente debaixo de uma 
shamina (tenda plana) quente, à temperatura de 44°C,
329
PO R Q U Ê?— TRAGÉDIA — TRAUM A— TRIUNFO
para ouvir seu ensinamento concernente à identidade, 
dignidade, destino e igualdade delas no plano redentor 
de Deus. Centenas daquelas mulheres se tomaram ati­
vas nos ministérios evangelísticos.
CON FERÊN CIA S N ACIONAIS DE M ULHERES
Em Uganda, a Arena de Conferências das Nações Uni­
das da África ficou lotada com milhares de mulheres duas 
vezes por dia, para participarem do Congresso Pan-Afri­
cano de Mulheres da Dra. Daisy Osborn. Centenas daque­
las mulheres se tomaram, em tempo integral, ministras, 
pastoras, fundadoras de igrejas, evangelistas e pregadoras 
itinerantes em aldeias.
Em Bogotá, Colômbia, a Conferência de Mulheres Pan- 
Am ericanas de Daisy, realizada na enorme Arena de Es­
portes, foi assistida por entre três e seis mil m ulheres— a 
m aior conferência de mulheres cristãs na história da 
América do Sul.
A revelação e o ensino bíblico de Daisy inspiraram 
as m ulheres em volta do mundo a descobrir seus alcan­
ces ilim itados de ministração, com o seguidoras de Je­
sus Cristo.
N osseus livros e cursos de áudio, ela revela eis verda­
des da Bíblia que inspiraram e motivaram dezenas de
330
NA TUA PRESENÇA HÁ ABUNDÂNCIA D E A LEGRIAS
milhares de mulheres a encontrar, dentro delas mesmas, 
aqueles dons e talentos especiais que, quando ligados 
ao projeto perfeito de Deus, produzem os frutos da rea­
lização, auto-estima e felicidade verdadeira.
ID EN TIDADE NA REDENÇÃO 
DIPLOMATA INTERNACIONAL
A vida e o ministério de Daisy Osbom ajudaram m ul­
tidões a descobrir que em Cristo existe igualdade, que 
todo verdadeiro crente compartilha do m esm o relacio­
nam ento com Ele — a mesma identidade, o m esm o m i­
nistério, o mesmo chamado, a mesma unção — inde­
pendentem ente de raça, sexo, cor ou nacionalidade.
Como Diretora de Cruzada para as Cruzadas O sbom , 
Daisy se tomou uma diplomata internacional com en­
trada nos círculos mais elevados do governo. Ela enu­
merava entre seus amigos pessoais, reis e presidentes, 
dignatários estaduais e locais.
FILH O S & FILHAS N ACIONAIS DA TERRA
Em 1953, Daisy e seu marido conceberam um plano 
missionário mundial de dar assistência a filhos e filhas- 
da-terra, nacionais qualificados, que iriam com o m is­
sionários para as tribos, aldeias, cidades e áreas não 
alcançadas pelo Evangelho. Desde o com eço, D aisy su­
331
PO R Q U Ê?— TRAGÉDIA— TRAU M A — TRIUNFO
pervisionou este amplo programa evangelístico, toman­
do a decisão a respeito de cada m inistro nacional a ser 
assistido.
Eles patrocinaram completamente mais de 30 mil mis­
sionários nacionais que evangelizaram e estabeleceram 
novas igrejas pioneiras em mais de 136 mil áreas diferen­
tes do mundo, através da supervisão de campo de mais 
de duzentos organizações missionárias estrangeiras e na­
cionais. Durante muitos anos, diligentemente mantendo 
seu dedo no pulso do programa, a Dra. Daisy foi capaz de 
registrar um estabelecimento médio de mais de uma nova 
igreja auto-sustentada por dia — mais de quatrocentas 
por ano.
GERENCIANDO O TRANSPORTE DE 
FERRAMENTAS DE EVANGELIZAÇÃO 
POR TO DO O MUNDO
N o d eco rrer das d écad as d os m in is tério s de 
evangelismo internacional dos Osboms, a Dra. Daisy su­
pervisionou e negociou inúmeros vôos e carregamentos 
por terra de centenas de toneladas de literatura, ferramen­
tas de evangelismo, veículos móveis para evangelizar, e 
outros equipamentos para as agências missionárias e de 
igrejas nacionais ao redor do mundo.
332
NA TUA PRESENÇA HÁ ABUNDÂNCIA DE ALEGRIAS
Um carregamento para a África Oriental requereu o 
fretamento de um Boeing 747a jato, para transportar mais 
de uma centena de toneladas de equipamento e literatu­
ra ao continente, para obreiros das igrejas de sete nações 
diferentes.
Um carga aérea enorme para a Nigéria exigiu negoci­
ação pessoal de Daisy com o Exército Nacional, a fim de 
destacar soldados no aeroporto de Lagos para guardar o 
descarregamento do material e acompanhar seu transpor­
te por superfície até o local de distribuição.
Um a vez, Daisy voou para o lado oposto do mundo, a 
fim de se encontrar e negociar com um Chefe de Estado, 
conseguindo o cancelamento da taxa de alfândega supe­
rior a 125 mil dólares, num carregamento aéreo de equi­
pamento evangelístico. O Presidente permitiu que ele en­
trasse na nação livre de impostos.
D IRETO RA DE VASTOS M IN ISTÉR IO S G LO BA IS
Por décadas, a supervisão e direção diárias dos vas­
tos ministérios globais dos Osboms recaíram sobre Daisy 
como Chefe Executiva da Associação.
Decisões que comprometiam centenas de milhares de 
dólares missionários em projetos estratégicos por todo o 
mundo, afetando milhões de almas para Cristo, foram
333
POR Q U Ê?— TRAGÉDIA — TRAUM A— TRIUNFO
tomadas pelo julgamento experimentado e amadurecido 
deDaisy.
DAMA DO EVANGELISMO
A intrépida Dama do Evangelismo conduziu pessoalmen­
te reuniões difíceis, em países de línguas diferentes, em 
áreas grandes como Vietnã, Papua Nova Guiné, Sri LanKa, 
além de outras áreas pelo mundo, nas quais as fitas de 
sermão e os documentários dos Osboms foram traduzi­
dos em 67 línguas.
Seu ministério diário de correspondência m undial 
com chefes de governo e líderes de igrejas nacionais foi 
extenso.
O conhecimento de francês e espanhol lhe facilitou seu 
ministério efetivo e o gerenciamento dos programas de 
evangelismo, não apenas na América Latina, Espanha e 
França, mas em outras nações onde são faladas essas lín­
guas principais.
QUEM É QUEM INTERNACIONAL
Daisy serviu com o consultora internacional e foi 
patrona a vida inteira da Christian Women 's College. Mem­
bro do corpo de regentes do Bethel Christian College, está 
listada no Diretório Internacional de Liderança Distinta, 
Registro Internacional de Perfis, Quem é Quem das Mulheres
334
NA TUA PRESENÇA HÀ ABUNDÂNCIA DE ALEGRIAS
Americanas, Quem é Quem das Mulheres no Ministério, Quem 
é Quem na Religião e o Quem é Quem Mundial das Mulheres. 
Ela possuía o título de L.H.D. (honorário) concedido pelo 
Bethel Christian College, Riverside, Califórnia, e um D.D. 
(honorário), conferido pelo Zoe College, Jacksonville, 
Flórida.
GANHADORA DE ALMAS, ADM INISTRADORA
E EMBAIXADORA DOS NEGÓCIOS DO REINO
Suas mais de cinco décadas de ministério ativo em seten­
ta e quatro nações, como autora, ministra de rádio,pregadora 
nacional e internacional, conferencista e pregadora de semi­
nários, empresária, bisavó, avó, mãe, mulher, ganhadora de 
almas, professora e embaixadora mundial para Cristo — 
mais os seus papéis administrativo, diplomático e de negó­
cios nos ministérios mundiais da organização Osbom, dis- 
tinguiram Daisy Marie Washbum Osbom como uma das 
mulheres muito especiais de Deus e a posicionam entre as 
mais notáveis e experimentadas ministras da Igreja de Jesus 
Cristo em sua geração.
TRANSIÇÃO TRIUNFANTE
Daisy Marie Washbum Osbom transcendeu sua mor­
talidade para estar etemamente com seu Senhor em 27 
de maio de 1995.
335
PO R Q U Ê ?— TRAGÉDIA— TRAUM A— TRIUNFO
Com o o salmista Davi, tendo [Daisy], no seu tempo, ser­
vido conforme a vontade de Deus, dormiu, e fo i posta junto de 
seus pais... (At 13.36).
'TEN H O POSTO O SENHOR 
CONTINUAMENTE DIANTE DE M IM "
Seu testemunho era: Tu és a minha esperança, Senhor 
Deus; tu és a minha confiança desde a minha mocidade (SI 
71.5). Seu testemunho: Tenho posto o Senhor continuamente 
diante de mim; por isso que ele está à minha mão direita, nun­
ca vacilarei. Portanto, está alegre o meu coração e se regozija 
a minha glória; também a minha carne repousará segura... na 
tua presença há abundância de alegrias, à tua mão direita há 
delícias perpetuamente (Sl 16.8,9,11). Sendo justificados pela 
sua graça, sejamos feitos herdeiros, segundo a esperança da 
vida eterna (Tt 3.7).
A SEMENTE DE DAISY 
CORRE COM A MENSAGEM
Como sua antepassada Sara, Daisy recebeu a virtude de 
conceber semente [espiritual]. Pelo que descenderam... tantos 
[serw s, filhas sobre as quais fo i derramado o Espírito do Se­
nhor (At 2.17,18)] como as estrelas do céu, e como a areia 
inumerável que está na praia do mar (Hb 11.11,12).
\S>»
336

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