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Curso de Bacharelado em Gestão Ambiental Pontos 5 e 6 – Constituição Federal e Gestão Pública do Meio Ambiente Prof. Dr. Paulo Roberto Cunha Plano de aula 5.1 – Recordando o Princípio da natureza pública da proteção ambiental. 5.2 – Introduzindo a Política Nacional de Meio Ambiente. 5.2 – Sistema Nacional de Meio Ambiente. 5.4 – Ministério do Meio Ambiente (MMA) 5.5 – IBAMA e ICMBio 5.6 – CONAMA 5.7 – Sistema de Meio Ambiente do Estado de SP 5.8 – Secretaria do Verde e do Meio Ambiente do Município de SP Considerações finais Bibliografia • Compreender o SISNAMA, seus principais órgãos e funções; • Compreender o CONAMA e suas resoluções • Conhecer o sistema estadual (SP) e municipal (SP) de meio ambiente. Base legal a ser explorada: • Constituição Federal, art. 225, § 1º • Lei Federal n. 6.938/1981, arts. 2º, 3º e 6º • Decreto Federal 11.471/2023. . Objetivo da aula 5.1 – Recordando o Princípio da natureza pública da proteção ambiental Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. § 1º - Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm § 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público: I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas; (Regulamento) II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético; (Regulamento) (Regulamento) (Regulamento) (Regulamento) III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção; (Regulamento) IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade; (Regulamento) V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente; (Regulamento) VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente; VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade. (Regulamento) SNUC https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9985.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9985.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2186-16.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13123.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9985.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11105.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9985.htm 5.2- Introduzindo a Política Nacional de Meio Ambiente Outras normas, leis estaduais e municipais, decretos, resoluções CONAMA, portarias... Objetivo geral da Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) (art. 2º): Art 2º - A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País, condições ao desenvolvimento sócio-econômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana, atendidos os seguintes princípios: I - ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, considerando o meio ambiente como um patrimônio público a ser necessariamente assegurado e protegido, tendo em vista o uso coletivo; II - racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar; Ill - planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais; IV - proteção dos ecossistemas (...); V - controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente poluidoras; VI - incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias orientadas para o uso racional e a proteção dos recursos ambientais; VII - acompanhamento do estado da qualidade ambiental; VIII - recuperação de áreas degradadas; IX - proteção de áreas ameaçadas de degradação; X - educação ambiental a todos os níveis de ensino, inclusive a educação da comunidade, objetivando capacitá-la para participação ativa na defesa do meio ambiente. P ri n c íp io s d a P N M A Objetivos específicos da PNMA (art. 4º, incisos I a VII): • Compatibilizar o desenvolvimento econômico-social com a preservação e o equilíbrio ecológico; • Definir áreas prioritárias de ação governamental relativa à qualidade e ao equilíbrio ecológico; • Estabelecimento de critérios e padrões de qualidade ambiental e de normas; • Desenvolvimento de pesquisas e de tecnologias orientadas para o uso racional de recursos ambientais; • Difusão de tecnologias, divulgação de dados e informações ambientais e formação de uma consciência pública ambiental; • Preservação e restauração dos recursos ambientais; • Imposição, ao poluidor e ao predador, da obrigação de recuperar e/ou indenizar os danos causados e, ao usuário, da contribuição pela utilização de recursos ambientais com fins econômicos. Art. 3º - Para os fins previstos nesta Lei, entende-se por: Conceitos trazidos pela PNMA (art. 3º): V - recursos ambientais: a atmosfera, as águas interiores, superficiais e subterrâneas, os estuários, o mar territorial, o solo, o subsolo, os elementos da biosfera, a fauna e a flora. I - meio ambiente, o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas; II - degradação da qualidade ambiental (...); III - poluição, (...): IV – poluidor (...) MEIO AMBIENTE - MACROBEM DIFUSO Bem difuso e de uso comum do povo; é imaterial e abstrato; não integra o patrimônio público como os bens públicos tradicionais, contudo, estão sob a administração dos entes públicos, que se tornam seu gestor. RECURSOS AMBIENTAIS - MICROBEM PÚBLICO OU PRIVADO Integra o patrimônio público ou privado, contudo sempre existe um interesse público no seu uso, o que condiciona o exercício do direito de propriedade a obediência de determinados parâmetros. 5.3 – Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA) Art 6º - Os órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios, bem como as fundações instituídas pelo Poder Público, responsáveis pela proteção e melhoria da qualidade ambiental, constituirão o Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA, assim estruturado: I - órgão superior: o Conselho de Governo, com a função de assessorar o Presidente da República na formulação da política nacional e nas diretrizes governamentais para o meio ambiente e os recursos ambientais; II - órgão consultivo e deliberativo: o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), com a finalidade de assessorar, estudar e propor ao Conselho de Governo, diretrizes de políticas governamentais para o meio ambiente e os recursos naturais e deliberar, no âmbito de sua competência, sobre normas e padrões compatíveis com o meio ambiente ecologicamente equilibrado e essencial à sadia qualidade de vida; III - órgão central: a Secretaria do Meio Ambiente da Presidência da República, com a finalidade de planejar, coordenar, supervisionar e controlar, como órgão federal, a política nacional e as diretrizes governamentaisfixadas para o meio ambiente; IV - órgãos executores: o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - Instituto Chico Mendes, com a finalidade de executar e fazer executar a política e as diretrizes governamentais fixadas para o meio ambiente, de acordo com as respectivas competências; V - Órgãos Seccionais: os órgãos ou entidades estaduais responsáveis pela execução de programas, projetos e pelo controle e fiscalização de atividades capazes de provocar a degradação ambiental; VI - Órgãos Locais: os órgãos ou entidades municipais, responsáveis pelo controle e fiscalização dessas atividades, nas suas respectivas jurisdições; SMMA Cetesb Fonte: adaptado de RODRIGUES, 2010, p. 56 5.4 – Ministério do Meio Ambiente (MMA) . 5.5 – IBAMA e ICMBio Lei Federal n. 7.735/1989 • poder de polícia ambiental; • executar ações das políticas nacionais, relativas ao licenciamento, ao controle da qualidade ambiental, à autorização de uso dos recursos naturais e à fiscalização, monitoramento e controle ambiental, observadas as diretrizes do MMA; • Exemplos de atribuições: fiscalização do tráfico internacional de patrimônio genético, desmatamento em terras da União, licenciamento em empreendimentos que alcançam mais de um Estado Lei Federal n. 11.516/2007 • responsável pelas UCs federais (proposição, implantação, fiscalização, gestão, proteção, gerenciamento e monitoramento) • poder de polícia para proteção das UCs federais (IBAMA fica com o poder de polícia supletivo). • apoio ao extrativismo e às populações tradicionais nas UCs federais; • fomentar e executar programas de pesquisa, proteção, preservação e conservação da biodiversidade e de educação ambiental; • promover e executar programas recreacionais e de ecoturismo nas UCs federais em que estas atividades sejam permitidas. 5.6 – CONAMA Principais competências (arts. 8º, PNMA, e 7º, Decreto nº 99.274/1990): • estabelecer, mediante proposta do IBAMA, normas e critérios para o licenciamento de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras, realizado pels 3 entes federativos; • estabelecer normas e padrões nacionais de controle da poluição causada por veículos automotores, aeronaves e embarcações; • estabelecer normas, critérios e padrões relativos ao controle e à manutenção da qualidade do meio ambiente com vistas ao uso racional dos recursos ambientais, principalmente os hídricos; • deliberar sobre normas e padrões compatíveis com o meio ambiente ecologicamente equilibrado e essencial à sadia qualidade de vida • estabelecer os critérios técnicos para declaração de áreas críticas, saturadas ou em vias de saturação; Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) é um órgão colegiado- representativo, consultivo e deliberativo, com a finalidade de assessorar, estudar e propor diretrizes de políticas governamentais para o meio ambiente e os recursos naturais e deliberar, no âmbito de sua competência, sobre normas e padrões compatíveis com o meio ambiente ecologicamente equilibrado. É, pois, dotado de poder regulamentar em razão de expressa determinação legal • acompanhar a implementação do SNUC; • propor sistemática de monitoramento, avaliação e cumprimento das normas ambientais; • deliberar, sob a forma de resoluções, proposições, recomendações e moções, visando o cumprimento dos objetivos da Política Nacional de Meio Ambiente; • ‘determinar, quando julgar necessário, a realização de estudos das alternativas e das possíveis conseqüências ambientais de projetos públicos ou privados, requisitando aos órgãos federais, estaduais e municipais, bem assim a entidades privadas, as informações indispensáveis para apreciação dos estudos de impacto ambiental, e respectivos relatórios, no caso de obras ou atividades de significativa degradação ambiental, especialmente nas áreas consideradas patrimônio nacional; • incentivar a instituição e o fortalecimento institucional dos Conselhos Estaduais e Municipais de Meio Ambiente, de gestão de recursos ambientais e dos Comitês de Bacia Hidrográfica Destruição do CONAMA entre 2019-2022: • Decreto 9.759/2019 – diretrizes, regras e limitações para colegiados em geral da administração pública federal. • Decreto 9.806/2019 - profunda reformulação no Conama: (i) redução de 96 para 23 membros; (ii) drástica diminuição da representação da sociedade civil e da ciência e um aumento desproporcional da representação dos órgãos federais (17 dos 23 membros do colegiado passaram a ser de poderes públicos. • Portaria 630/2019 – aprovou novo regimento do Conama, conforme decreto anterior. • Portarias (onze) do MMA de junho de 2021 – nomeou os representantes segundo a reformulação. • Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 623, ajuizada pela Procuradoria-Geral da República requereu a declaração da inconstitucionalidade do Decreto nº 9.806/2019, cuja eficácia foi suspensa em 17/dez,/2021 por medida liminar da ministra Carmen Lúcia. • Decreto 11.018/2022 (após liminar da ADPF 623) aumentou de 23 para 36 membros (pressão da ADPF). • Decreto Federal 11.417/2023 – revogou expressamente os Decretos 9.806/2019 e 11.018/2022; Conama passou a ter 113 acentos/membros; sociedade civil organizada, a comunidade científica e representantes de grupos vulneráveis e de trabalhadores totalizam 22 assentos no colegiado, ou seja, menos de 20%. http://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=5774620 https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/decreto-n-11.417-de-16-de-fevereiro-de-2023-464998532 Representacões Mudanças de representações do Decreto 9.806/2019 Órgãos ambientais e reguladores Saiu ICMBio e ANA; restou apenas do IBAMA. Governos Saiu representação de cada um dos governos Estaduais/DF; reduziu a 1 representante de cada região geográfica do país; reduziu de 8 para 2 representantes dos governos Municipais. Entidades da sociedade civil e de trabalhadores Reduziu de 21 para 4 representantes de entidades ambientalistas; saiu, dentre outras entidades: (i) as entidades profissionais (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental-ABES, CUT, Força Sindical, Confederação Geral dos Trabalhadores-CGT, Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria-CNTI e Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio-CNTC, Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura-CONTAG), (ii) as populações tradicionais, indígenas (indicado pelo Conselho de Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Brasil-CAPOIB), e (iii) de ciência (indicado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência-SBPC); Conselheiros Convidados (sem voto) Redução para 1 representante do MPF (antes era 1 do MPF, 1 dos MPs Estaduais e um da Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias da Câmara dos Deputados) Entidades empresariais Redução de 8 representantes para 2 Decreto Federal 11.417/2023 - destaques: Aumento • dos representantes dos governos estaduais (de 9 para 1 por Estado/DF) e dos governos municipais (de 2 para 8). • de representantes de entidades ambientalistas (de 8 para 13 + representantes de associações legalmente constituídas para a defesa dos recursos naturais e do combate à poluição e de entidades de profissionais com atuação na área ambiental e de saneamento). Inserção • de representante do Serviço Florestal Brasileiro (SFB). • de órgãos da Presidência da República (Casa Civil; Secretaria-Geral; e Secretaria de Relações Institucionais) e dos Comandos do Ministério da Defesa (Marinha; Exército; e Aeronáutica). Reinserção • de um representante de cada um dos ministérios. • de representantes de trabalhadores (CUT, Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores – UGT, Conf. Nacional dos Trabalhadores na Indústria – CNTI e Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio – CNTC e CONTAG). • de representantes de populações tradicionais e da comunidade indígena. • de representanteda comunidade científica, indicado pela SBPC. Manutenção - dos assentos do ICMBio e da Agência Nacional de Águas – ANA (que já haviam sido reinseridos pelo Decreto Federal 11.018/2022). https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/decreto-n-11.417-de-16-de-fevereiro-de-2023-464998532 Composição do CONAMA (art. 4º, Decreto nº 99.274/1990): Art. 4o O CONAMA compõe-se de: I - Plenário; II - Câmara Especial Recursal; III - Comitê de Integração de Políticas Ambientais; IV - Câmaras Técnicas; V - Grupos de Trabalho; e VI - Grupos Assessores. para examinar e relatar ao Plenário assuntos de sua competência (competência, composição – até 10 membros - e o prazo de funcionamento de cada uma das Câmaras Técnicas constará do ato do Conama que a criar) Plenário do CONAMA (art. 5º, Decreto nº 99.274/1990, alterado pelo Decreto nº 11.417/2023): + sem direito a voto: 1 MPF, 1 MPEs, 1 Comissão de MA da Câmara, 1 Comissão MA do Senado Detalhes sobre as reuniões da Plenária do CONAMA: • O Plenário do CONAMA reunir-se-á, em caráter ordinário, a cada três meses, no Distrito Federal, e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo seu Presidente, por iniciativa própria ou a requerimento de pelo menos dois terços de seus membros. • As reuniões do Plenário do Conama são públicas e suas transmissões em tempo real, suas gravações e suas atas serão disponibilizadas no sítio eletrônico do Conama • O Plenário do CONAMA reunir-se-á em sessão pública, com a presença de pelo menos a metade mais um dos seus membros e deliberará por maioria simples dos membros presentes no Plenário, cabendo ao Presidente da sessão, além do voto pessoal, o de qualidade. Câmaras Técnicas do CONAMA: Câmara Técnica de Justiça Climática (Decreto nº 11.417/2023) com o objetivo, entre outros, de apoiar o Plenário do Conama nos assuntos relacionados com as mudanças climáticas Grupos de Trabalho do CONAMA (exemplo): Atos do CONAMA: • Resoluções, quando se tratar de deliberação vinculada a diretrizes e normas técnicas, critérios e padrões relativos à proteção ambiental e ao uso sustentável dos recursos ambientais; • Moções, quando se tratar de manifestação, de qualquer natureza, relacionada com a temática ambiental; • Recomendações, quando se tratar de manifestação acerca da implementação de políticas, programas públicos e normas com repercussão na área ambiental, inclusive sobre os termos de parceria de que trata a Lei no 9.790, de 23 de março de 1999; • Proposições, quando se tratar de matéria ambiental a ser encaminhada ao Conselho de Governo ou às Comissões do Senado Federal e da Câmara dos Deputados; Lei da Política Nacional de Meio Ambiente (Lei Federal nº 6.939/1981) Art 9º - São instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente: I - o estabelecimento de padrões de qualidade ambiental; 20 Exemplo de Resoluções do CONAMA: - PRONAR – Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar: Resoluções CONAMA 05/1989, 03/1990, 08/1990, 264/1999, 316/2002 Limites máximos de vários poluentes; padrões de qualidade; limites de emissões de veículos, caldeiras, material particulado, etc. Exemplo de padrões: I - impróprio, nocivo ou ofensivo à saúde; II - inconveniente ao bem-estar público; III - danoso aos materiais, à fauna e flora. IV - prejudicial à segurança, ao uso e fruição da propriedade e às atividades normais da comunidade Segundo a Resolução CONAMA 491/2018, padrão de qualidade do ar é um dos instrumentos de gestão da qualidade do ar, determinado como valor de concentração de um poluente específico na atmosfera, associado a um intervalo de tempo de exposição, para que o meio ambiente e a saúde da população sejam preservados em relação aos riscos de danos causados pela poluição atmosférica s 22Fonte:https://cetesb.sp.gov.br/ar/wp-content/uploads/sites/28/2021/05/Apendice-7-Qualidade-do-Ar- 2020.pdf p a rt íc u la s in a lá v e is (M P 1 0 ), p a rt íc u la s in a lá v e is fi n a s (M P 2 ,5 ), fu m a ç a (F M C ), o z ô n io (O 3 ), m o n ó x id o d e c a rb o n o (C O ), d ió x id o d e n it ro g ê n io (N O 2 ), d ió x id o d e e n x o fr e (S O 2 ). .. Resolução 357/2005 CONAMA (art. 2º) I- águas doces: águas com salinidade igual ou inferior a 0,5 ‰; II- águas salobras: águas com salinidade superior a 0,5‰ e inferior a 30‰; III - águas salinas: águas com salinidade igual ou superior a 30 ‰; Exemplo de Resoluções do CONAMA: Art. 4° As águas doces são classificadas em: Fonte: http://pnqa.ana.gov.br/enquadrame nto-bases-conceituais.aspx Resolução 357/2005 CONAMA (art. 4º) Fonte: http://pnqa.ana.gov.br/enquadramento-bases-conceituais.aspx Classificação das águas doces na despoluição do Rio Jundiaí Fonte: O Estado de São Paulo , 16 de setembro de 2014, A 21, reportagem de Fabio Leite. Fonte: https://www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br/sima/organograma/ 5.7 – Sistema de Meio Ambiente do Estado de SP 5.8 – Secretaria do Verde e do Meio Ambiente do município de São Paulo Considerações finais • A PNMA estabelece as grandes diretrizes (princípios, conceitos, objetivos, instrumentos, penalidades, procedimentos, mecanismos de formulação e aplicação) para o campo de atividade estatal e governamental relativo à proteção do meio ambiente. • A PNMA orienta a ação do Estado e dos particulares. • O SISNAMA é conjunto de órgãos estatais, em todos os níveis da Federação, destinados à criação e implementação das políticas ambientais. • O SISMANA é um sistema: coordenação das ações dos seus órgãos e articulação institucional entre eles, dentro de uma visão de conjunto. Cada órgão tem seu quadro pessoal próprio, eventual autonomia financeira, não havendo qualquer hierarquia entre eles. • A LC 140/2011 estabelece regras para harmonização dos órgãos do SISNAMA com relação à licenciamento e fiscalização. Bibliografia AMADO, Frederico. Direito Ambiental Esquematizado. 4ª ed - Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2013 ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito ambiental. 23. ed. Barueri [SP]: Atlas, 2023, p. 59-82. BRASIL, Lei nº 6.938 de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providencias. Diário Oficial, 2 de setembro de 1981. BRASIL, Constituição Federal, artigos 21, 22 (IV, XII, XIV, XXVI e § único), 23 (III, IV, VI, VII, IX , XI e § único), 24 (VI, VII, VIII e §§ 1º, 2º, 3º e 4º), 25, § 1º e 30, I e II. BRASIL, Decreto nº 11.417 de 16 de fevereiro de 2023. Altera o Decreto nº 99.274, de 6 de junho de 1990, para dispor sobre a composição e o funcionamento do Conselho Nacional do Meio Ambiente - Conama. Diário Oficial da Uniáo, 17 de fevereiro de 2023. CRETELLA JUNIOR, José. Comentários à Constituição brasileira de 1988. Rio de Janeiro: Forense Universitária, volume I, 1989. GRANZIERA, Maria Luiza Machado. Direito Ambiental. São Paulo, Atlas, 2014. MILARÉ, Édis. Direito do Ambiente. 8ª edição revisada, São Paulo: Revista dos Tribunais, 2013 NORGAARD, Richard B.. Environmental science as a social process. Journal Environmental Monitoring and Assessment. v. 20, n. 2-3, p. 95-110, 1992. RODRIGUES, Marcelo Abelha. Direito Ambiental / Marcelo Abelha Rodrigues ; coord. Pedro Lenza. – 9. ed. – São Paulo : SaraivaJur, 2022. SILVA, José Afonso da. Curso de direito constitucional positivo. 17. ed. São Paulo: Saraiva, 2000. REALE, Miguel. Lições preliminares de direito, 27. ed., São Paulo : Saraiva, 2002.