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Curso de Bacharelado em Gestão Ambiental
Pontos 5 e 6 – Constituição Federal e Gestão Pública do 
Meio Ambiente
Prof. Dr. Paulo Roberto Cunha
Plano de aula
5.1 – Recordando o Princípio da natureza pública da proteção ambiental.
5.2 – Introduzindo a Política Nacional de Meio Ambiente.
5.2 – Sistema Nacional de Meio Ambiente.
5.4 – Ministério do Meio Ambiente (MMA)
5.5 – IBAMA e ICMBio
5.6 – CONAMA
5.7 – Sistema de Meio Ambiente do Estado de SP
5.8 – Secretaria do Verde e do Meio Ambiente do Município de SP
Considerações finais
Bibliografia
• Compreender o SISNAMA, seus principais órgãos e funções;
• Compreender o CONAMA e suas resoluções
• Conhecer o sistema estadual (SP) e municipal (SP) de meio ambiente.
Base legal a ser explorada:
• Constituição Federal, art. 225, § 1º
• Lei Federal n. 6.938/1981, arts. 2º, 3º e 6º
• Decreto Federal 11.471/2023.
.
Objetivo da aula
5.1 – Recordando o Princípio da natureza pública da 
proteção ambiental 
Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente
equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia
qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o
dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras
gerações.
§ 1º - Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder
Público:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
§ 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público:
I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo
ecológico das espécies e ecossistemas; (Regulamento)
II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar
as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material
genético; (Regulamento) (Regulamento) (Regulamento) (Regulamento)
III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus
componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão
permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a
integridade dos atributos que justifiquem sua proteção; (Regulamento)
IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente
causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto
ambiental, a que se dará publicidade; (Regulamento)
V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e
substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio
ambiente; (Regulamento)
VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a
conscientização pública para a preservação do meio ambiente;
VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem
em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os
animais a crueldade. (Regulamento)
SNUC
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9985.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9985.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2186-16.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11105.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13123.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9985.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11105.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11105.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9985.htm
5.2- Introduzindo a Política Nacional de Meio Ambiente 
Outras normas, leis estaduais e municipais, decretos, resoluções CONAMA, portarias...
Objetivo geral da Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) (art. 2º):
Art 2º - A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação, melhoria
e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País,
condições ao desenvolvimento sócio-econômico, aos interesses da segurança
nacional e à proteção da dignidade da vida humana, atendidos os seguintes
princípios:
I - ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, considerando o
meio ambiente como um patrimônio público a ser necessariamente assegurado
e protegido, tendo em vista o uso coletivo;
II - racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar;
Ill - planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais;
IV - proteção dos ecossistemas (...);
V - controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente poluidoras;
VI - incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias orientadas para o uso
racional e a proteção dos recursos ambientais;
VII - acompanhamento do estado da qualidade ambiental;
VIII - recuperação de áreas degradadas;
IX - proteção de áreas ameaçadas de degradação;
X - educação ambiental a todos os níveis de ensino, inclusive a educação da
comunidade, objetivando capacitá-la para participação ativa na defesa do meio
ambiente.
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Objetivos específicos da PNMA (art. 4º, incisos I a VII):
• Compatibilizar o desenvolvimento econômico-social com a preservação e o
equilíbrio ecológico;
• Definir áreas prioritárias de ação governamental relativa à qualidade e ao equilíbrio
ecológico;
• Estabelecimento de critérios e padrões de qualidade ambiental e de normas;
• Desenvolvimento de pesquisas e de tecnologias orientadas para o uso racional de
recursos ambientais;
• Difusão de tecnologias, divulgação de dados e informações ambientais e formação
de uma consciência pública ambiental;
• Preservação e restauração dos recursos ambientais;
• Imposição, ao poluidor e ao predador, da obrigação de recuperar e/ou indenizar os
danos causados e, ao usuário, da contribuição pela utilização de recursos
ambientais com fins econômicos.
Art. 3º - Para os fins previstos nesta Lei, entende-se por:
Conceitos trazidos pela PNMA (art. 3º):
V - recursos ambientais: a atmosfera,
as águas interiores, superficiais e
subterrâneas, os estuários, o mar
territorial, o solo, o subsolo, os
elementos da biosfera, a fauna e a
flora.
I - meio ambiente, o conjunto de
condições, leis, influências e interações
de ordem física, química e biológica,
que permite, abriga e rege a vida em
todas as suas formas;
II - degradação da qualidade ambiental (...); 
III - poluição, (...): 
IV – poluidor (...)
MEIO AMBIENTE - MACROBEM
DIFUSO
Bem difuso e de uso comum do povo; é
imaterial e abstrato; não integra o
patrimônio público como os bens públicos
tradicionais, contudo, estão sob a
administração dos entes públicos, que se
tornam seu gestor.
RECURSOS AMBIENTAIS - MICROBEM
PÚBLICO OU PRIVADO
Integra o patrimônio público ou privado,
contudo sempre existe um interesse
público no seu uso, o que condiciona o
exercício do direito de propriedade a
obediência de determinados parâmetros.
5.3 – Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA)
Art 6º - Os órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios
e dos Municípios, bem como as fundações instituídas pelo Poder Público, responsáveis
pela proteção e melhoria da qualidade ambiental, constituirão o Sistema Nacional do Meio
Ambiente - SISNAMA, assim estruturado:
I - órgão superior: o Conselho de Governo, com a função de assessorar o Presidente da
República na formulação da política nacional e nas diretrizes governamentais para o meio
ambiente e os recursos ambientais;
II - órgão consultivo e deliberativo: o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), com
a finalidade de assessorar, estudar e propor ao Conselho de Governo, diretrizes de políticas
governamentais para o meio ambiente e os recursos naturais e deliberar, no âmbito de sua
competência, sobre normas e padrões compatíveis com o meio ambiente ecologicamente
equilibrado e essencial à sadia qualidade de vida;
III - órgão central: a Secretaria do Meio Ambiente da Presidência da República, com a
finalidade de planejar, coordenar, supervisionar e controlar, como órgão federal, a política
nacional e as diretrizes governamentaisfixadas para o meio ambiente;
IV - órgãos executores: o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis - IBAMA e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - Instituto
Chico Mendes, com a finalidade de executar e fazer executar a política e as diretrizes
governamentais fixadas para o meio ambiente, de acordo com as respectivas competências;
V - Órgãos Seccionais: os órgãos ou entidades estaduais responsáveis pela execução de
programas, projetos e pelo controle e fiscalização de atividades capazes de provocar a
degradação ambiental;
VI - Órgãos Locais: os órgãos ou entidades municipais, responsáveis pelo controle e
fiscalização dessas atividades, nas suas respectivas jurisdições;
SMMA
Cetesb
Fonte: adaptado de RODRIGUES, 2010, p. 56
5.4 – Ministério do Meio Ambiente (MMA)
.
5.5 – IBAMA e ICMBio
Lei Federal n. 7.735/1989
• poder de polícia ambiental;
• executar ações das políticas nacionais, relativas ao licenciamento,
ao controle da qualidade ambiental, à autorização de uso dos
recursos naturais e à fiscalização, monitoramento e controle
ambiental, observadas as diretrizes do MMA;
• Exemplos de atribuições: fiscalização do tráfico internacional de
patrimônio genético, desmatamento em terras da União,
licenciamento em empreendimentos que alcançam mais de um
Estado
Lei Federal n. 11.516/2007
• responsável pelas UCs federais (proposição, implantação,
fiscalização, gestão, proteção, gerenciamento e monitoramento)
• poder de polícia para proteção das UCs federais (IBAMA fica com
o poder de polícia supletivo).
• apoio ao extrativismo e às populações tradicionais nas UCs
federais;
• fomentar e executar programas de pesquisa, proteção,
preservação e conservação da biodiversidade e de educação
ambiental;
• promover e executar programas recreacionais e de ecoturismo
nas UCs federais em que estas atividades sejam permitidas.
5.6 – CONAMA 
Principais competências (arts. 8º, PNMA, e 7º, Decreto nº 99.274/1990):
• estabelecer, mediante proposta do IBAMA, normas e critérios para o
licenciamento de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras, realizado pels
3 entes federativos;
• estabelecer normas e padrões nacionais de controle da poluição causada
por veículos automotores, aeronaves e embarcações;
• estabelecer normas, critérios e padrões relativos ao controle e à manutenção
da qualidade do meio ambiente com vistas ao uso racional dos recursos
ambientais, principalmente os hídricos;
• deliberar sobre normas e padrões compatíveis com o meio ambiente
ecologicamente equilibrado e essencial à sadia qualidade de vida
• estabelecer os critérios técnicos para declaração de áreas críticas, saturadas
ou em vias de saturação;
Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) é um órgão colegiado-
representativo, consultivo e deliberativo, com a finalidade de assessorar, estudar e
propor diretrizes de políticas governamentais para o meio ambiente e os recursos
naturais e deliberar, no âmbito de sua competência, sobre normas e padrões
compatíveis com o meio ambiente ecologicamente equilibrado. É, pois, dotado de
poder regulamentar em razão de expressa determinação legal
• acompanhar a implementação do SNUC;
• propor sistemática de monitoramento, avaliação e cumprimento das normas
ambientais;
• deliberar, sob a forma de resoluções, proposições, recomendações e
moções, visando o cumprimento dos objetivos da Política Nacional de Meio
Ambiente;
• ‘determinar, quando julgar necessário, a realização de estudos das alternativas
e das possíveis conseqüências ambientais de projetos públicos ou
privados, requisitando aos órgãos federais, estaduais e municipais, bem assim a
entidades privadas, as informações indispensáveis para apreciação dos estudos
de impacto ambiental, e respectivos relatórios, no caso de obras ou atividades de
significativa degradação ambiental, especialmente nas áreas consideradas
patrimônio nacional;
• incentivar a instituição e o fortalecimento institucional dos Conselhos Estaduais
e Municipais de Meio Ambiente, de gestão de recursos ambientais e dos
Comitês de Bacia Hidrográfica
Destruição do CONAMA entre 2019-2022:
• Decreto 9.759/2019 – diretrizes, regras e limitações para colegiados em geral da
administração pública federal.
• Decreto 9.806/2019 - profunda reformulação no Conama: (i) redução de 96 para
23 membros; (ii) drástica diminuição da representação da sociedade civil e da
ciência e um aumento desproporcional da representação dos órgãos federais (17
dos 23 membros do colegiado passaram a ser de poderes públicos.
• Portaria 630/2019 – aprovou novo regimento do Conama, conforme decreto
anterior.
• Portarias (onze) do MMA de junho de 2021 – nomeou os representantes
segundo a reformulação.
• Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 623, ajuizada
pela Procuradoria-Geral da República requereu a declaração da
inconstitucionalidade do Decreto nº 9.806/2019, cuja eficácia foi suspensa em
17/dez,/2021 por medida liminar da ministra Carmen Lúcia.
• Decreto 11.018/2022 (após liminar da ADPF 623) aumentou de 23 para 36
membros (pressão da ADPF).
• Decreto Federal 11.417/2023 – revogou expressamente os Decretos 9.806/2019 e
11.018/2022; Conama passou a ter 113 acentos/membros; sociedade civil
organizada, a comunidade científica e representantes de grupos vulneráveis e de
trabalhadores totalizam 22 assentos no colegiado, ou seja, menos de 20%.
http://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=5774620
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/decreto-n-11.417-de-16-de-fevereiro-de-2023-464998532
Representacões Mudanças de representações do Decreto 9.806/2019 
Órgãos 
ambientais e 
reguladores 
Saiu ICMBio e ANA; restou apenas do IBAMA.
Governos
Saiu representação de cada um dos governos Estaduais/DF; reduziu a 1
representante de cada região geográfica do país; reduziu de 8 para 2
representantes dos governos Municipais.
Entidades da 
sociedade civil e 
de trabalhadores
Reduziu de 21 para 4 representantes de entidades ambientalistas; saiu,
dentre outras entidades: (i) as entidades profissionais (Associação
Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental-ABES, CUT, Força
Sindical, Confederação Geral dos Trabalhadores-CGT, Confederação
Nacional dos Trabalhadores na Indústria-CNTI e Confederação Nacional
dos Trabalhadores no Comércio-CNTC, Confederação Nacional dos
Trabalhadores na Agricultura-CONTAG), (ii) as populações tradicionais,
indígenas (indicado pelo Conselho de Articulação dos Povos e
Organizações Indígenas do Brasil-CAPOIB), e (iii) de ciência (indicado
pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência-SBPC);
Conselheiros 
Convidados
(sem voto)
Redução para 1 representante do MPF (antes era 1 do MPF, 1 dos MPs
Estaduais e um da Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente
e Minorias da Câmara dos Deputados)
Entidades 
empresariais 
Redução de 8 representantes para 2
Decreto Federal 11.417/2023 - destaques:
Aumento
• dos representantes dos governos estaduais (de 9 para 1 por Estado/DF) e dos
governos municipais (de 2 para 8).
• de representantes de entidades ambientalistas (de 8 para 13 + representantes de
associações legalmente constituídas para a defesa dos recursos naturais e do
combate à poluição e de entidades de profissionais com atuação na área ambiental
e de saneamento).
Inserção
• de representante do Serviço Florestal Brasileiro (SFB).
• de órgãos da Presidência da República (Casa Civil; Secretaria-Geral; e Secretaria
de Relações Institucionais) e dos Comandos do Ministério da Defesa (Marinha;
Exército; e Aeronáutica).
Reinserção
• de um representante de cada um dos ministérios.
• de representantes de trabalhadores (CUT, Força Sindical, União Geral dos
Trabalhadores – UGT, Conf. Nacional dos Trabalhadores na Indústria – CNTI e
Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio – CNTC e CONTAG).
• de representantes de populações tradicionais e da comunidade indígena.
• de representanteda comunidade científica, indicado pela SBPC.
Manutenção - dos assentos do ICMBio e da Agência Nacional de Águas – ANA (que
já haviam sido reinseridos pelo Decreto Federal 11.018/2022).
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/decreto-n-11.417-de-16-de-fevereiro-de-2023-464998532
Composição do CONAMA (art. 4º, Decreto nº 99.274/1990):
Art. 4o O CONAMA compõe-se de:
I - Plenário;
II - Câmara Especial Recursal;
III - Comitê de Integração de Políticas Ambientais;
IV - Câmaras Técnicas;
V - Grupos de Trabalho; e
VI - Grupos Assessores.
para examinar e relatar ao
Plenário assuntos de sua
competência (competência,
composição – até 10 membros
- e o prazo de funcionamento
de cada uma das Câmaras
Técnicas constará do ato do
Conama que a criar)
Plenário do CONAMA (art. 5º, Decreto nº 99.274/1990, alterado pelo Decreto nº
11.417/2023):
+ sem direito a voto: 1 MPF, 1 MPEs, 1 Comissão de MA da Câmara, 1 Comissão MA 
do Senado
Detalhes sobre as reuniões da Plenária do CONAMA:
• O Plenário do CONAMA reunir-se-á, em caráter ordinário, a cada três
meses, no Distrito Federal, e, extraordinariamente, sempre que
convocado pelo seu Presidente, por iniciativa própria ou a
requerimento de pelo menos dois terços de seus membros.
• As reuniões do Plenário do Conama são públicas e suas transmissões
em tempo real, suas gravações e suas atas serão disponibilizadas no
sítio eletrônico do Conama
• O Plenário do CONAMA reunir-se-á em sessão pública, com a
presença de pelo menos a metade mais um dos seus membros e
deliberará por maioria simples dos membros presentes no Plenário,
cabendo ao Presidente da sessão, além do voto pessoal, o de
qualidade.
Câmaras Técnicas do CONAMA:
Câmara Técnica de Justiça Climática (Decreto nº 11.417/2023) com o objetivo,
entre outros, de apoiar o Plenário do Conama nos assuntos relacionados com as
mudanças climáticas
Grupos de Trabalho do CONAMA (exemplo):
Atos do CONAMA:
• Resoluções, quando se tratar de deliberação vinculada a diretrizes e normas
técnicas, critérios e padrões relativos à proteção ambiental e ao uso sustentável
dos recursos ambientais;
• Moções, quando se tratar de manifestação, de qualquer natureza, relacionada
com a temática ambiental;
• Recomendações, quando se tratar de manifestação acerca da implementação de
políticas, programas públicos e normas com repercussão na área ambiental,
inclusive sobre os termos de parceria de que trata a Lei no 9.790, de 23 de março
de 1999;
• Proposições, quando se tratar de matéria ambiental a ser encaminhada ao
Conselho de Governo ou às Comissões do Senado Federal e da Câmara dos
Deputados;
Lei da Política Nacional de Meio Ambiente (Lei Federal nº 6.939/1981)
Art 9º - São instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente:
I - o estabelecimento de padrões de qualidade ambiental;
20
Exemplo de Resoluções do CONAMA:
- PRONAR – Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar:
Resoluções CONAMA 05/1989, 03/1990, 08/1990, 264/1999, 316/2002
Limites máximos de vários poluentes; padrões de qualidade; limites de emissões
de veículos, caldeiras, material particulado, etc. Exemplo de padrões:
I - impróprio, nocivo ou ofensivo à saúde;
II - inconveniente ao bem-estar público;
III - danoso aos materiais, à fauna e flora.
IV - prejudicial à segurança, ao uso e fruição da propriedade e às atividades
normais da comunidade
Segundo a Resolução CONAMA 491/2018, padrão de qualidade do ar é um dos
instrumentos de gestão da qualidade do ar, determinado como valor de concentração
de um poluente específico na atmosfera, associado a um intervalo de tempo de
exposição, para que o meio ambiente e a saúde da população sejam preservados em
relação aos riscos de danos causados pela poluição atmosférica
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22Fonte:https://cetesb.sp.gov.br/ar/wp-content/uploads/sites/28/2021/05/Apendice-7-Qualidade-do-Ar-
2020.pdf
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Resolução 357/2005 CONAMA (art. 2º)
I- águas doces:
águas com salinidade igual ou inferior a
0,5 ‰;
II- águas salobras:
águas com salinidade superior a 0,5‰ e
inferior a 30‰;
III - águas salinas:
águas com salinidade igual ou superior a
30 ‰;
Exemplo de Resoluções do CONAMA:
Art. 4° As águas doces 
são classificadas em:
Fonte: 
http://pnqa.ana.gov.br/enquadrame
nto-bases-conceituais.aspx
Resolução 357/2005 CONAMA (art. 4º)
Fonte: http://pnqa.ana.gov.br/enquadramento-bases-conceituais.aspx
Classificação das águas doces na despoluição do Rio Jundiaí
Fonte: O Estado de São Paulo , 16 de setembro de 2014, A 21, reportagem de Fabio Leite. 
Fonte: https://www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br/sima/organograma/
5.7 – Sistema de Meio Ambiente do Estado de SP 
5.8 – Secretaria do Verde e do Meio Ambiente do 
município de São Paulo 
Considerações finais
• A PNMA estabelece as grandes diretrizes (princípios, conceitos,
objetivos, instrumentos, penalidades, procedimentos, mecanismos de
formulação e aplicação) para o campo de atividade estatal e
governamental relativo à proteção do meio ambiente.
• A PNMA orienta a ação do Estado e dos particulares.
• O SISNAMA é conjunto de órgãos estatais, em todos os níveis da
Federação, destinados à criação e implementação das políticas
ambientais.
• O SISMANA é um sistema: coordenação das ações dos seus órgãos e
articulação institucional entre eles, dentro de uma visão de conjunto.
Cada órgão tem seu quadro pessoal próprio, eventual autonomia
financeira, não havendo qualquer hierarquia entre eles.
• A LC 140/2011 estabelece regras para harmonização dos órgãos do
SISNAMA com relação à licenciamento e fiscalização.
Bibliografia
AMADO, Frederico. Direito Ambiental Esquematizado. 4ª ed - Rio de Janeiro: Forense; São
Paulo: Método, 2013
ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito ambiental. 23. ed. Barueri [SP]: Atlas, 2023, p. 59-82.
BRASIL, Lei nº 6.938 de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio
Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providencias. Diário
Oficial, 2 de setembro de 1981.
BRASIL, Constituição Federal, artigos 21, 22 (IV, XII, XIV, XXVI e § único), 23 (III, IV, VI, VII, IX , 
XI e § único), 24 (VI, VII, VIII e §§ 1º, 2º, 3º e 4º), 25, § 1º e 30, I e II.
BRASIL, Decreto nº 11.417 de 16 de fevereiro de 2023. Altera o Decreto nº 99.274, de 6 de junho
de 1990, para dispor sobre a composição e o funcionamento do Conselho Nacional do Meio
Ambiente - Conama. Diário Oficial da Uniáo, 17 de fevereiro de 2023.
CRETELLA JUNIOR, José. Comentários à Constituição brasileira de 1988. Rio de Janeiro:
Forense Universitária, volume I, 1989.
GRANZIERA, Maria Luiza Machado. Direito Ambiental. São Paulo, Atlas, 2014.
MILARÉ, Édis. Direito do Ambiente. 8ª edição revisada, São Paulo: Revista dos Tribunais, 2013
NORGAARD, Richard B.. Environmental science as a social process. Journal Environmental
Monitoring and Assessment. v. 20, n. 2-3, p. 95-110, 1992.
RODRIGUES, Marcelo Abelha. Direito Ambiental / Marcelo Abelha Rodrigues ; coord.
Pedro Lenza. – 9. ed. – São Paulo : SaraivaJur, 2022.
SILVA, José Afonso da. Curso de direito constitucional positivo. 17. ed. São Paulo: Saraiva, 2000.
REALE, Miguel. Lições preliminares de direito, 27. ed., São Paulo : Saraiva, 2002.

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