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O QUE É O DIREITO? 
Para o filósofo romano do século I, Celso, o Direito é a arte do bom e do equitativo ou justo. Por essa 
definição, percebe-se que os romanos não o diferenciavam da moral. Segundo sua etimologia, a 
palavra Direito oriunda do adjetivo latino directus, que significa o que é reto. Entretanto esse 
entendimento foi apenas no começo, porque depois na própria Roma Antiga predominou a ideia de que 
direito estava mais ligado às ações, se ligando ao conceito que hoje é admitido de Direito. Paulo 
Nader afirma que, atualmente, Direito significa o que está conforme a própria lei ou o conjunto de leis. 
É O QUE DIZ O PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. Art. 5º, II da CF/88: Ninguém é obrigado a fazer, ou 
deixar de fazer alguma coisa, se não em virtude de lei. É exatamente o que Helly Lopes Meirelles 
(doutrinador de direito administrativo) diz, que segundo o princípio da legalidade, as pessoas, no 
campo privado, podem fazer tudo o que a lei não veda, e o administrador público só pode atuar onde a 
lei autoriza. Legalidade é um princípio que serve para limitar o poder do estado. MAS não foi sempre 
assim, o princípio da legalidade começou a se desenvolver no século XVIII na Revolução Francesa. 
Nesta época aconteceu o Iluminismo, que criticava o absolutismo do estado na sociedade e na 
economia. 
 
Autores importantes do iluminismo: 
Montesquieu com a obra: “O espírito das leis” defendeu a tripartição de poderes: Legislativo, Executivo 
e Judiciário 
 
Voltaire François Marie Arouet Voltaire destacou-se pelas críticas feitas ao clero católico, à 
inflexibilidade religiosa e à prepotência dos poderosos. 
 
Rousseau Jean-Jacques Rousseau, Thomas Hobbes, Jhon Locke, ficaram conhecidos como os 
contratualistas, por causa da obra “Do contrato social” 
 
Adam Smith Adam Smith foi o principal representante de um conjunto de ideias denominado liberalismo 
econômico. 
 
Cessare Becaria – Dos Delitos e Das penas (1764) – Escola Clássia – Direito Penal. 
 
Na mesma época, NO RENASCIMENTO CULTURAL surgiu vários artistas como Leonardo da Vinci e 
Michelangelo, que junto com a burguesia apoiavam o iluminismo. 
 
A Idade Moderna termina com a Queda da Bastilha, movimento revolucionário que saiu às ruas, com 
camponeses revoltados com o regime absolutista. Marcada por grande radicalização caracterizada por 
invasões de propriedades senhoriais nobres e cartórios invadidos, onde os títulos de propriedades 
feudais eram queimados. Havia grande miséria por parte dos camponeses. Ao fugir do controle da 
burguesia, o movimento camponês foi responsável por uma das primeiras mudanças significativas da 
Revolução: foi aprovada a DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO HOMEM E DO CIDADÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO DE DIREITO ADMINISTRATIVO: Ano: 2014. Banca: FGV. Órgão: Prefeitura de 
Florianópolis – SC. Prova para Fiscal de Serviços Públicos. 
Na clássica comparação do doutrinador de Direito Administrativo Hely Lopes Meirelles, 
enquanto os indivíduos no campo privado podem fazer tudo o que a lei não veda, o 
administrador público só pode atuar onde a lei autoriza. Tal afirmativa está relacionada 
diretamente ao princípio administrativo expresso do Art. 37, caput, da Constituição da 
República chamado princípio da: 
A) igualdade; 
B) impessoalidade; 
C) moralidade; 
D) legalidade; (GABARITO) 
E) eficiência. 
 
QUESTÃO DE DIREITO CIVIL: Ano: 2013. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-PB. Prova para 
Juiz Leigo. 
A lei, fonte primária do direito brasileiro, é 
A) específica, facultativa, provisória e competente. 
B) genérica, facultativa, permanente e competente. 
C) específica, imperativa, provisória e competente. 
D) genérica, facultativa, provisória e concreta. 
E) genérica, imperativa, permanente e autorizante. (GABARITO) 
COMENTÁRIO: 
Generalidade: A norma jurídica dirige-se a todos os cidadãos, sem qualquer distinção, tendo 
eficácia erga omnes. 
Imperatividade: A norma jurídica é um imperativo, impondo deveres e condutas para os 
membros da coletividade. 
Permanência: A lei perdura até que seja revogada por outra ou perca a eficácia. 
Autorizante: conceito contemporâneo de norma jurídica traz a ideia de um autorizamento (a 
norma autoriza ou não autoriza determinada conduta), estando superada a tese de que não há 
norma sem sanção” 
Competência: A norma, para valer contra todos, deve emanar de autoridade competente, com o 
respeito ao processo de elaboração. 
 
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: VUNESP. Órgão: PC-SP. Prova para Investigador de Polícia. 
Dentre os documentos reconhecidos internacionalmente e que limitaram o poder do governante 
em relação aos direitos do homem, encontra-se o mais remoto e pioneiro antecedente que 
submetia o Rei a um corpo escrito de normas, procurava afastar a arbitrariedade na cobrança de 
impostos e implementava um julgamento justo aos homens. 
Esse importante documento histórico dos direitos humanos denomina-se 
A) Talmude. 
B) Magna Carta da Inglaterra. (GABARITO) 
C) Alcorão. 
D) Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão da França. 
E) Bill of Rights. 
COMENTÁRIO: a Magna Carta/Magna Chart Libertatum, foi o primeiro documento que limitou o 
poder do Estado, porque o Estado estava cobrando muitos impostos, então a burguesia forçou 
o rei a criar este documento. Foi criado pelo Rei da Inglaterra Jhon Lackland/João sem Terra, no 
ano de 1215 (século XIII). No Século XVIII, Paul Johann Anselm von Feuerbach, inspirado neste 
documento, começou a sistematizar o direito penal, isto é, criar regras para punir alguém. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: VUNESP. Órgão: FAPESP. Prova para Procurador. 
Sobre a origem do Direito Administrativo, é correto afirmar que 
A) se deu no período que antecedeu a Revolução Francesa, século XVI, época em que a gestão 
pública era legalmente incondicionada. (ERRADO. Conforme Marçal Justen Filho (Curso de 
Direito Administrativo, 13 ed - 2018): "Não é incorreto afirmar que o direito administrativo surgiu 
com a criação do Estado e a necessidade de disciplina quanto ao seu funcionamento. Mas o 
conceito de direito administrativo, tal como admitido na atualidade, foi firmado a partir do início 
do século XX e acompanhou a evolução das concepções políticas sobre as funções do Estado e 
a democracia". Estado é povo + governo soberano internatmente e independente externamente 
+ território definido) 
B) é atribuída à corrente do jusnaturalismo segundo a qual os súditos submetiam-se à lei como 
resultado da vontade suprema do rei ou monarca. (ERRADO. O Jusnaturalismo diz que a razão, 
a moral a vontade de Deus está acima da lei, e que as pessoas deveriam se subter a elas e não a 
uma lei escrita. Entretanto, o sistema adotado no Brasil é a civil law, que teve origem do 
positivismo de Hans Kelsen, que escreveu a obra “A teoria pura do Direito”, que diz que algo só 
pode ser chamado de lei se estiver escrito em algum lugar, independentemente se é ético ou 
não, porque a lei, segundo essa teoria, não pode sofrer influência de nada, nem da sociedade, 
dos costumes, da religião, política, nem da moral, é uma ideia antagônica do jusnaturalismo. 
Hoje em dia a teoria adotada no Brasil é o Jusnaturalismo racional/constitucionalismo/pós-
positivismo/positivismo crítico, que permite a aproximação entre o direito e a moral, ou seja, a 
aproximação entre o jusnaturalismo e o positivismo, embora eles tenham premissas 
antagônicas. Por exemplo, os direitos fundamentais previstos no Art. 5º da CF/88 tem base na 
moral, na ética.) 
C) adveio da consagração do sistema de dualidade de jurisdição, adotado desde o século XVIII 
nos países anglo-saxões. (ERRADO, pois no sistema inglês, que inclusive fora adotado no 
Brasil, existe uma unicidade de jurisdição. A dualidade de jurisdição ocorre no sistema francês.) 
D) foi estimulada por autores contratualistas que defenderam a diminuição do arbítrio estatal 
por meio da submissão do Poder Público à lei como resultado da vontade geral ou da divisão 
das funções estatais entre diferentesórgãos. (GABARITO) 
E) resultou da adoção de Constituições escritas prevendo o exercício moderado do poder e 
jurisdição una, conforme o modelo francês produto da revolução. (ERRADO. A questão peca ao 
dizer que a jurisdição una é produto do modelo francês, quando, na verdade, é do modelo 
inglês. O modelo francês é a dualidade de jurisdição) 
 
QUESTÃO DE CRIMINOLOGIA: Ano: 2013. Banca: VUNESP. Órgão: PC-SP. Prova: para Agente 
de Polícia. (Adaptada) 
Cesare Lombroso (1835-1909), médico e cientista italiano, foi considerado o principal expoente 
da corrente de pensamento denominada Escola Clássica. 
CERTO. O positivismo, que está relacionado à criminologia, surgiu no final do século XIX, e 
início do século XX. Outras pessoas relacionadas com essa escola: Enrico Ferri; Raffaele 
Garofalo) 
Expoentes da escola clássica, que está relacionado ao Direito Penal (Séc. XVIII): Cessare 
Becaria; Paul Johann Anselm von Feuerbach; Francesco Carrara. 
As ciências criminais são: Direito Penal; Criminologia; Políticas criminais, sendo que esta 
última há divergência na doutrina se é de fao uma ciência criminal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTES DO DIREITO. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As fontes formais primárias/imediatas é a legislação e as súmulas vinculantes, 
enquanto as fontes formais secundárias/mediatas são fontes que auxiliam o juiz, mas que não vão ser 
recorridas no primeiro momento. O Art. 4º da LINDIB diz: “Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o 
caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito.” (Diante da lacuna 
da lei o juiz não pode se isentar de decidir a lide, é pra isso que serve as formas de integração da lei). 
Para alguns doutrinadores a doutrina, a analogia e as juriprudencias não são fontes do direito, para 
outros são, mas a doutrina majoritária entende que são. A jurisprudência vai ser fonte do direito com 
certeza quando for uma súmula vinculante. 
 
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: FUMARC. Órgão: PC-MG. Prova de Investigador de Policia. 
Sobre Fontes do Direito, é correto o que se afrma, EXCETO em: 
A) A analogia, interpretação comparativa por aproximação de textos legais, também é 
considerada fonte do direito. 
B) A doutrina, como interpretação legal feita por especialistas, é também entendida como fonte 
do direito. 
C) A lei é a única fonte do Direito, posto que contém comandos escritos de comportamento. 
(GABARITO) 
D) O costume, como representação de práticas tradicionais de um povo, é fonte do direito. 
 
QUESTÃO: Ano: 2011. Banca: FUMARC. Órgão: PC-MG. Prova de Escrivão de Polícia Civil. 
São fontes do Direito: 
A) a ética, a moral, a religião, a lei e a analogia. 
B) a lei, a jurisprudência, a sanção, a coação e a coerção. 
C) a política, os costumes, os fatos, os atos normativos e administrativos. 
D) a lei, os costumes, a analogia, a doutrina e a jurisprudência. (GABARITO) 
 
QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: FCC. Órgão: MPE-RN. Prova para Analista. 
Considere as seguintes assertivas a respeito da analogia: 
I. A analogia não é fonte formal, porque não cria normas jurídicas, apenas conduz o intérprete 
ao seu encontro. (CERTO) 
II. No processo de integração do Direito a analogia será utilizada em último lugar, aplicando-se 
primeiramente os Princípios Gerais do Direito e a Equidade. (ERRADO. Art. 4º da Lei nº 4.657 de 
04 de Setembro de 1942 (LINDB), prevê uma ordem de utilização das formas de integração: 
Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os 
princípios gerais de direito. Nenhuma das formas de integração da lei podem ser usadas em 
mallam partem, somente em bonam partem) 
III. Para os autores que distinguem a analogia legal da analogia jurídica, a primeira encontra-se 
em um determinado ato legislativo. (CERTO) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-SE. Prova para Técnico 
Judiciário. 
No que se refere aos dispositivos da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro e à 
vigência, aplicação, interpretação e integração das leis, julgue os seguintes itens. Conforme 
previsão expressa da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro, nas hipóteses de 
omissão legislativa, serão aplicados a analogia, os costumes, a equidade e os princípios gerais 
de direito. 
ERRADO, porque embora o juiz possa decidir por equidade (somente nos casos previstos em 
lei), a equidade não está prevista em lei. 
 
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-PB. Prova para Juiz Leigo. 
Com relação às formas de integração da norma jurídica, assinale a opção correta. 
A) O costume é instituto típico do sistema civil law. (ERRADO. O costume é instituto típico da 
"Common Law", não da "Civil Law" que tem por característica a lei escrita.) 
B) Entende-se por analogia a aplicação, a determinado caso concreto, de uma norma próxima 
ou de um conjunto de normas próximas, a despeito da existência de norma prevista para o 
referido caso. (ERRADO. A alternativa estaria certa, não fosse a última parte. Se existe norma 
jurídica aplicável ao caso, não há que se falar em aplicação de analogia.) 
C) A lacuna ontológica pressupõe a existência de norma para regular o caso concreto, sem, 
entretanto, eficácia social. (GABARITO) 
D) O costume secundum legem é forma de integração da norma jurídica. (ERRADO. O costume 
secundum legem (segundo a lei) é caso de SUBSUNÇÃO, porque está previsto expressamente 
no texto da norma jurídica.) 
E) Em caso de lacuna ou obscuridade da lei, o juiz deve recorrer, primeiramente, aos princípios 
gerais do direito, uma vez que são esses princípios que orientam todo o ordenamento jurídico. 
(ERRADO. Art. 4º da LINDB: Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a 
analogia, os costumes e os princípios gerais de direito.) 
COMENTÁRIO: 
Segundo classificação da Maria Helena Diniz: 
Na lacuna normativa há ausência de lei para o caso concreto; 
Na lacuna axiológica (Axiologia significa valor, ou sentido) há lei para o caso concreto, porém 
sua aplicação se revela injusta ou insatisfatória; 
Na lacuna ontológica há lei para o caso concreto, porém a norma está desligada da realidade 
social, de modo que não tem aplicação prática; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 – FORMAS DE INTERPRETAÇÃO DO DIREITO. 
1. INTERPRETAÇÃO LITERAL OU GRAMATICAL. 
Consiste na mais fraca maneira de interpretação porque se prende ao texto da lei. 
 
2. INTERPRETAÇÃO LÓGICA. 
Essa interpretação é considerada como textual-interna, tendo em vista que busca explicar a norma 
através do sentido intrínseco do texto. Pretende do simples estudo das normas em si, ou em conjunto, 
por meio do raciocínio dedutivo, obter a interpretação correta. 
A interpretação lógica o interprete busca o significado da norma nos fatos e motivos políticos, históricos 
e ideológicos que culminaram na sua criação. Se na interpretação literal fica-se preso à lei, na lógica 
desprende-se dela, transcendendo do conteúdo meramente escrito…busca-se, por meio de um 
raciocínio lógico, o porquê das normas. 
 
3. INTERPRETAÇÃO HISTÓRICA. 
Analisa-se o contexto histórico em que foi editada a norma. 
 
4. INTERPRETAÇÃO HISTÓRICO-EVOLUTIVA. 
É o método de interpretação da lei que faz com que o sentido da mesma se altere com as 
necessidades sociais do momento. 
O reconhecimento dessa técnica de interpretação deixa transparecer que o direito é dinâmico e a 
norma não deve ficar estática no tempo. É mutável e por isso sofre as influências das transformações 
da sociedade. 
 
Vemos, portanto, que nessa modalidade o intérprete busca descobrir a vontade atual da lei e não a 
vontade pretérita do legislador, vontade que deve sempre corresponder às necessidades e condições 
sociais. 
 
5. INTERPRETAÇÃO SISTEMÁTICA. 
Confronta-se a prescrição positiva com outra de que proveio, ou que da mesma dimanaram, verifica-se 
o nexo entre a regra e a exceção, entre o geral e o particular, e deste modo se obtém esclarecimentos 
preciosos. 
 
A interpretação sistemática consideraque a norma não pode ser vista de forma isolada, pois o direito 
existe como sistema, de forma ordenada e com certa sincronia. 
 
Por exemplo “matar alguém” não pode ser visto no código penal como uma proibição isolada no artigo 
121, porque em outro artigo vai dizer que em legitima defesa, por exemplo, matar alguém não é crime. 
Nesse sentido deve-se observar o direito como um sistema completo e não isolado. 
 
6. INTERPRETAÇÃO TELEOLÓGICA. 
Diferentemente de todos os métodos de interpretação analisados até agora, a interpretação teleológica 
concentra suas preocupações no fim a que a norma se dirige. Nesta, o intérprete deve levar em 
consideração valores como a exigência do bem comum, o ideal de justiça, a ética, a liberdade, a 
igualdade, etc. Um exemplo desta interpretação é o artigo 5º da Lei de Introdução às Normas do Direito 
Brasileiro: 
 
Art. 5º Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem 
comum. 
 
7. INTERPRETAÇÃO AXIOLÓGICA. 
Qualquer teoria relacionada com a questão dos valores, especialmente os valores morais. 
 
8. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA. 
É uma interpretação mais aprofundada daquilo que a literalidade da lei diz. 
 
 
 
 
 
 
 
 
9. INTERPRETAÇÃO SOCIOLÓGICA. 
Segunfo HERKENHOFF, João Batista, desse método de interpretação: “processo sociológico conduz à 
investigação dos motivos e dos efeitos sociais da lei”. 
 
Os objetivos pragmáticos do processo sociológico de interpretação são: 
a) conferir a aplicabilidade da norma às relações sociais que lhe deram origem; 
b) verificar o alcance da norma, a fim de fazê-la corresponder às necessidades reais e atuais da 
sociedade. 
 
 
Pelo exposto é possível verificarmos que uma mesma norma, dependendo da interpretação adotada, 
pode gerar entendimentos diferentes. 
 
O Supremo Tribunal Federal, apesar de adotar diversas formas de interpretação, dependendo do caso 
e como forma de interpretar a norma o mais favorável possível à sociedade, adota a denominada 
Interpretação Conforme a Constituição (denominada de interpretação conforme). 
 
É importante dizer que formas de interpretação da lei é diferente de formas de integração. 
Art. 4º da LINDB: “Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os 
costumes e os princípios gerais de direito.” 
 
QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: CESPE. Prova de juiz de direito. 
O fato de um juiz, transcendendo a letra da lei, utilizar de raciocínio para fixar o alcance e a 
extensão da norma a partir de motivações políticas, históricas e ideológicas caracteriza o 
exercício da interpretação 
A) teleológica. 
B) sistemática. 
C) histórica. 
D) lógica. (GABARITO) 
E) doutrinária 
COMENTÁRIO: Segundo o professor Anderson Hermano de Oliveira a interpretação lógica o 
interprete busca o significado da norma nos fatos e motivos políticos, históricos e ideológicos 
que culminaram na sua criação. Se na interpretação literal fica-se preso à lei, na lógica 
desprende-se dela, transcendendo do conteúdo meramente escrito…busca-se, por meio de um 
raciocínio lógico, o porquê das normas. 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: CESPE. Órgão: Prefeitura de Fortaleza – CE. Prova de Procurador 
Municipal. 
A respeito da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, das pessoas naturais e 
jurídicas e dos bens, julgue o item a seguir. 
Utiliza a analogia o juiz que estende a companheiro(a) a legitimidade para ser curador 
conferida a cônjuge da pessoa ausente. 
ERRADO. O juiz que estende ao companheiro a legitimidade para ser curador conferida a 
cônjuge da pessoa ausente utiliza de interpretação extensiva. 
 
QUESTÃO: Ano: 2015. Banca: CESPE. Órgão: TJ-DFT. Prova de Analista Judiciário - Oficial de 
Justiça Avaliador Federal. 
Em relação à aplicação, à interpretação e à integração da lei penal, julgue o item seguinte. 
No Código Penal, a exposição de motivos é exemplo de interpretação autêntica, pois é realizada 
no próprio texto legal. 
ERRADO. Exposição de Motivos do CP => interpretação doutrinária, e não autêntica, por não 
fazer parte da estrutura da lei. Interpretação Doutrinária ou científica é a exercida pelos 
doutrinadores, escritores e articulistas, enfim, comentadores do texto legal. Não tem força 
obrigatória e vinculante. 
O CPP tem interpretação autêntica. 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: CESPE. Órgão: DPE-TO. Prova de Defensor Público. 
Assinale a opção correta com relação à interpretação do direito. 
A) A interpretação autêntica é a que se realiza pelo próprio legislador. (GABARITO) 
B) Consoante o sistema da livre pesquisa, o direito só pode ser interpretado com base na lei. 
C) A escola de interpretação da teoria pura do direito foi criada por Carlos Cossio. 
D) A hermenêutica e a interpretação, conceitos sinônimos, consistem em revelar o sentido da 
norma jurídica. 
E) Segundo a doutrina, toda norma jurídica se ampara em um texto legal que lhe é 
correspondente. 
 
QUESTÃO: Décimo exame da ordem. 
A hermenêutica aplicada ao direito formula diversos modos de interpretação das leis. A 
interpretação que leva em consideração principalmente os objetivos para os quais um diploma 
legal foi criado é chamada de: 
a) interpretação restritiva, por levar em conta apenas os objetivos da lei, ignorando sua 
estrutura gramatical. 
b) interpretação extensiva, por aumentar o conteúdo de significado das sentenças com seus 
objetivos historicamente determinados. 
c) interpretação autêntica, pois apenas as finalidades da lei podem dar autenticidade à 
interpretação. 
d) interpretação teleológica, pois o sentido da lei deve ser considerado à luz de seus objetivos. 
(GABARITO) 
 
QUESTÃO: Ano: 2015. Banca: FCC. Órgão: TRT - 6ª Região (PE). Prova deJuiz do Trabalho 
Substituto. 
De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, na hierarquia, interpretação 
e integração da lei, 
A) a equidade constitui meio integrativo pelo qual se supre a lacuna da lei, empregando-se 
sempre que o juiz considerar a hipótese concreta como passível de sua aplicação nos autos. 
(ERRADO. O juiz só usará a equidade como forma de integração quando esgotados aquelas 
formas de integração do artigo quarto da LINDB ou quando a lei expressamente falar que o 
juiz deverá usar a equidade como forma de integração da lei) 
B) a interpretação autêntica é também denominada literal ou gramatical, atendo-se ao exame do 
texto normativo sob o ponto de vista semântico e linguístico. (ERRADO. A interpretação 
autêntica é aquela que está escrita originalmente pelo legislador na constituição. Por isso a 
doutrina majoritária entende que as emendas constitucionais não fazem parte da 
interpretação autentica. Interpretação autentica não se confunde com interpretação 
leteral/gramatica que é a que analisamos somente o texto da lei.) 
C) no que se refere aos princípios gerais de direito, estes encontram-se sempre implícitos no 
sistema jurídico, tratando-se de regras de natureza genérica que orientam sua compreensão 
na aplicação e integração das normas jurídicas. (ERRADO porque os princípios gerais de 
direito não estão apenas implícitos, mas estão também explícitos, como é o LIMPE.) 
D) somente se aplica a interpretação extensiva da norma legal se não houver a possibilidade, 
primeiramente, de aplicação analógica da lei. (ERRADO porque só existe hierarquia de 
aplicação nas formas de integração da lei, que é o artigo quarto da LINDB) 
E) nos mecanismos de integração do sistema jurídico, a analogia figura em primeiro lugar, 
consubstanciando-se no fundamento pelo qual a situações semelhantes deve-se aplicar a 
mesma regra de direito. (GABARITO) 
COMENTÁRIO: O art. 4 da LINDB elenca esses métodos hierarquicamente da seguinte forma: 
I) Analogia; 
II) Costumes; 
III) Princípios Gerais do Direito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2008. Banca: CESPE. Órgão: TJ-AL. Prova de Juiz. 
Acerca das espécies e métodos clássicos de interpretação adotados pela hermenêutica jurídica, 
assinale a opção correta. 
A) A interpretação autêntica pressupõe que osentido da norma é o fixado pelos operadores do 
direito, por meio da doutrina e jurisprudência. (ERRADO. Interpretação autêntica é aquela 
que emana do próprio poder que elaborou o ato normativo, processando-se por intermédio 
de elaboração de leis interpretativas cuja finalidade precípua é determinar o sentido de uma 
determinada norma jurídica.) 
B) A interpretação lógica se caracteriza por pressupor que a ordem das palavras e o modo 
como elas estão conectadas são essenciais para se alcançar a significação da norma. 
(ERRADO. Essa é a descrição da interpretação gramatical/literal, a lógica é uma interpretação 
mais profunda que isso.) 
C) A interpretação sistemática se caracteriza por pressupor que qualquer preceito normativo 
deverá ser interpretado em harmonia com as diretrizes gerais do sistema, preservando-se a 
coerência do ordenamento. (CERTO) 
D) A interpretação histórica se caracteriza pelo fato de que o significado da norma deve atender 
às características sociais do período histórico em que é aplicada. (ERRADO. O método 
histórico consiste na busca dos antecedentes remotos e imediatos que interferiram no 
processo de interpretação) 
E) A interpretação axiológica pressupõe uma unidade objetiva de fins determinados por valores 
que coordenam o ordenamento, assim legitimando a aplicação da norma. (ERRADO porque 
os fins estão ligados a uma interpretação teleológica enquanto os valores que estão ligados 
a uma interpretação axiológica.) 
 
QUESTÃO: Ano: 2015. Banca: CESPE. Órgão: DPU. Prova de Defensor Público Federal. 
Com relação à filosofia do direito, julgue o próximo item. 
Na teoria pura do direito de Kelsen, a interpretação autêntica é realizada pelo órgão aplicador do 
direito, ou seja, tanto pelo Poder Judiciário quanto pelo Poder Legislativo. 
CORRETO. Para a doutrina hoje em dia a interpretação autentica é feito pelo legislador 
originário apenas, mas para Kelsen é tanto pelo legislador originário quando pelo poder 
judiciário. 
 
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: CESPE. Órgão: DPE-TO. Prova de Defensor Público. 
Assinale a opção correta com relação à interpretação do direito. 
A) A interpretação autêntica é a que se realiza pelo próprio legislador. (GABARITO) 
B) Consoante o sistema da livre pesquisa, o direito só pode ser interpretado com base na lei. 
(ERRADO, porque existem diversas maneiras de interpretação como a sociológica, a lógica, 
a teleológica, a axiológica e a histórica que fogem um pouco da literalidade da lei.) 
C) A escola de interpretação da teoria pura do direito foi criada por Carlos Cossio. (ERRADO. 
Foi criado por Hans Kelsen.) 
D) A hermenêutica e a interpretação, conceitos sinônimos, consistem em revelar o sentido da 
norma jurídica. (ERRADO. A hermenêutica é a ciência que estuda o ato de interpretação. São 
coisas diferentes.) 
E) Segundo a doutrina, toda norma jurídica se ampara em um texto legal que lhe é 
correspondente. (ERRADO, porque apesar do Brasil ser um país Civil – law, ele ainda adota a 
analogia, os costumes e aos princípios gerais do direito como formas de integração da lei. 
Além disso o juiz pode se basear em precedentes de outros tribunais. Além disso existem 
maneiras de interpretação da lei que “fogem” da literalidade da lei) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: CESPE. Órgão: DPE-RO. Prova de Defensor Público. 
Considerando a hermenêutica jurídica, e ainda considerando a interpretação do direito, a 
superação dos métodos de interpretação mediante puro raciocínio lógico-dedutivo e o método 
de interpretação pela lógica do razoável, assinale a opção correta. 
A) Há um princípio geral informador de todo o ordenamento jurídico nacional, necessário à 
interpretação, que pode ser inferido da existência de várias normas e ao qual se chega por 
meio da indução. (ERRADO. não é correto dizer que a indução é o fim de todos os métodos 
de interpretação.) 
B) De acordo com o método de interpretação da lógica do razoável, devem ser considerados os 
fins em função dos quais a lei seja editada e haja de ser compreendida pela sua causa final. 
(ERRADO, porque os fins estão relacionados a interpretação teleológica. A interpretação 
lógica razoável procura uma solução lógica razoável.) 
C) No processo lógico, a lógica formal, de tipo puro, a priori, só é adequada na análise dos 
conceitos jurídicos essenciais e, para tudo que pertence à existência humana — a prática do 
Direito, inclusive —, impõe-se o uso da lógica do humano e do razoável (lógica material). 
(GABARITO) 
D) Interpretar a norma jurídica corresponde a integrar, preencher lacunas e aplicar, de forma 
lógica, o direito ao caso concreto. (ERRADO, porque interpretação é uma coisa e integração 
é outra coisa.) 
E) Atualmente, utiliza-se, na interpretação das leis, a exegese escolástica, partindo–se do 
conjunto principiológico existente nas normas. (ERRADO. A exegese escolástica é 
positivista – letra dura da lei, e não é a utilizada no Brasil. No Brasil estamos mais para a 
axiológica. A alternativa está errada mas a justificativa não tenho certeza)

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