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Ação de Alimentos
Procedimentos Especiais
Alimentos- conceitos e direito material
Alimentos: ideia mais ampla: conjunto das prestações necessárias para a vida digna do indivíduo
CC 2002 artigo 1694:
SUBTÍTULO III
Dos Alimentos
Art. 1.694. Podem os parentes, os cônjuges ou companheiros pedir uns aos outros os alimentos de que necessitem para viver de modo compatível com a sua condição social, inclusive para atender às necessidades de sua educação.
§ 1o Os alimentos devem ser fixados na proporção das necessidades do reclamante e dos recursos da pessoa obrigada.
§ 2o Os alimentos serão apenas os indispensáveis à subsistência, quando a situação de necessidade resultar de culpa de quem os pleiteia.
Os Alimentos numa observação Civil-Constitucional
A obrigação de alimentar assenta-se nos princípios da dignidade da pessoa humana e da solidariedade familiar, ambos guarnecidos constitucionalmente, sendo certo que o arbitramento do valor dos alimentos exige a apreciação do binômio necessidade/possibilidade. (…).” (TJES, APL 0028350-10.2012.8.08.0024, Segunda Câmara Cível, Rel. Des. Namyr Carlos de Souza Filho)
Emenda Constitucional nº 64/2010: os alimentos integram o rol dos direitos sociais, conforme dispõe o texto de seu art. 6º.
Proteção à Vida e a Dignidade da Pessoa Humana;
Soliedariedade Familiar;
Direitos Fundamentais - Alimentos integram rol dos direitos sociais;
 Os Alimentos numa Observação Civil-Constitucional
Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
Art. 229. Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade.
Dever e Obrigação Alimentar (conceito)
“os alimentos estão relacionados com o sagrado direito à vida e representam um dever de amparo dos parentes, uns em relação aos outros, para suprir as necessidades e as adversidades da vida daqueles em situação social e econômica desfavorável“.
Madaleno, Holf, Curso de direito de família, p. 853
 Dever e Obrigação Alimentar
A relação jurídica alimentar gera
1) Dever Alimentar; ou
2) Obrigação Alimentar;
Art. 1.694. Podem os parentes, os cônjuges ou companheiros pedir uns aos outros os alimentos de que necessitem para viver de modo compatível com a sua condição social, inclusive para atender às necessidades de sua educação.
Arts. 1.694 a 1.710 do CC;
Lei de Alimentos, nº 5.478/68;
Lei de Alimentos à Gestante, nº 11.804/08;
 Dever e Obrigação Alimentar
Dever alimentar: relação jurídica (obrigação) pautada na reciprocidade existente entre os cônjuges, companheiros e demais parentes em linha reta ou colateral que não sejam pais e filhos, retratando a aplicação do princípio da solidariedade no âmbito das relações familiares.
 A obrigação alimentar é vista como a imputação dos alimentos a partir do poder familiar, sendo, por tal razão, ilimitada.
 Binômio-Trinômio em dever e obrigação de alimentos
No tocante aos Alimentos, devem ser fixados dentro da proporção instituída pelo binômio (ou, trinômio):
1) necessidade do alimentado (binômio);
2) possibilidade do alimentando (binômio);
3) razoabilidade-proporcionalidade (trinômio);
Art. 1694, § 1o , CC: “Os alimentos devem ser fixados na proporção das necessidades do reclamante e dos recursos da pessoa obrigada.”
1695 CC:
Art. 1.695. São devidos os alimentos quando quem os pretende não tem bens suficientes, nem pode prover, pelo seu trabalho, à própria mantença, e aquele, de quem se reclamam, pode fornecê-los, sem desfalque do necessário ao seu sustento.
Não é um bilhete premiado da loteria para o alimentando (credor) e nem uma punição para o alimentante (devedor), mas uma justa composição entre a necessidade de quem pede e o recurso de quem paga.
Alimentos
Alimentos
Quem pede deve declarar de forma detalhada suas necessidade para que o julgador possa comparar com as possibilidades do obrigado (juntar documentos!!!)
Possibilidade do alimentante: considerar renda total e despesas pessoais e com seus dependentes.
1/3 da renda mensal líquida: teto definido pela jurisprudência 
Pode ser ultrapassado em casos de circunstâncias especiais: doença grave, despesas extraordinárias)
Alimentos
Exemplo de penhora de FGTS para quitar débitos de pensão alimentícia: 
3 turma do STJ decidiu que sim, era possível penhorar o FGTS para quitar parcelas atrasadas de pensão.
Investigação de paternidade: penhora de bens e então a mãe pediu penhora do valor remanescente da conta do FGTS. 1ª instância: negado, TJ /RS confirmou a sentença: hipóteses do artigo 20 de Lei 8.036 de 1990 são taxativas e não incluem pagamento de pensão alimentícia. Recurso ao STJ: defesa alegou que as hipóteses são exemplificativas e não taxativas. 
Voto: FGTS é para proteção do trabalhador na aposentadoria e nas demissões sem justa causa, e também prevê a proteção dos dependentes do trabalhador!!!! Para ele as hipóteses são exemplificativas, eis que a lei não poderia prever todas as necessidades e urgências do trabalhador.
Para o ministro: pagamento da pensão alimentar estaria de acordo com princípio da Dignidade da pessoa humana. 
“ A prestação de alimentos, por envolver a própria subsistência dos dependentes do trabalhador, deve ser necessariamente atendida, mesmo que, para tanto, penhore-se o FGTS (Resp 1083061).
Alimentos
Classificação das Prestações Alimentares
1) Quanto à natureza
1.1) Alimentos Naturais; 
1.2) Alimentos Civis ou Côngruos;
2) Quanto à causa jurídica de pedir ou a origem
2.1) Alimentos Legais ou legítimos;
2.2) Alimentos Voluntários;
2.3) Alimentos Indenizatórios;
3) Quanto à finalidade a que se destinam
3.1) Alimentos Provisórios;
3.2) Alimentos Provisionais;
3.3) Alimentos Definitivos; 
4) Quanto ao momento de sua concessão
4.1) Alimentos Pretéritos;
4.2) Atuais e Futuros;
 Quanto à natureza - Alimentos Naturais
São os correspondentes ao indispensável à satisfação das necessidades básicas de uma pessoa, para sobrevivência.
Necessários para subsistência (art. 1.694, § 2º (primeira parte do parágrafo), do Código Civil)
Ex: alimentação, moradia, vestuário, assistência médica;
 Quanto à natureza - Alimentos Civis ou Côngruos
são destinados à manutenção da condição social da pessoa necessitada, suprindo, além das necessidades naturais, outras necessidades compreendidas como morais e intelectuais conforme a sua condição social.
visam à manutenção da qualidade de vida do requerente e de sua condição social.
Caput do 1694
Quanto à causa jurídica de pedir ou a origem
- Alimentos Legais ou legítimos
são aqueles que decorrem do poder familiar ou de parentesco por casamento, companheirismo ou afinidade.
Constituídos no âmbito do Direito de Família;
Estabelecidos no art. 1.694, do Código Civil.
Quanto à causa jurídica de pedir ou a origem
- Alimentos Voluntários
Decorrem da declaração de vontade inter vivos ou causa mortis.
Neste caso, a pessoa que não tinha o dever legal de prestar alimentos, por meio de contrato, se obriga a prestá-los voluntariamente. Esta modalidade de alimentos é regulada pelo direito das obrigações.
Constituídos no âmbito do Direito Obrigacional e Contratual;
Quanto à causa jurídica de pedir ou a origem
- Alimentos Indenizatórios
são os decorrentes da prática de ato ilícito. 944 CC: a indenização mede-se pela extensão do dano.
Sentença judicial ou acordo: responsabilidade civil.
Art. 948. No caso de homicídio, a indenização consiste, sem excluir outras reparações:
I – no pagamento das despesas com o tratamento da vítima, seu funeral e o luto da família;
II – na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, levando-se em conta a duraçãoprovável da vida da vítima.
Quanto à causa jurídica de pedir ou a origem - Alimentos Indenizatórios
Constituídos no âmbito do Direito de Danos – responsabilidade civil extracontratual;
Art. 950. Se da ofensa resultar defeito pelo qual o ofendido não possa exercer o seu ofício ou profissão, ou se lhe diminua a capacidade de trabalho, a indenização, além das despesas do tratamento e lucros cessantes até ao fim da convalescença, incluirá pensão correspondente à importância do trabalho para que se inabilitou, ou da depreciação que ele sofreu.
são decretados por sentença quando, por culpa (sem vontade de atingir o resultado alcançado, mas com negligência, imprudência ou imperícia) ou dolo (vontade de alcançar o resultado) alguém gera um dano à outrem prejudicando-lhe o sustento fundamental à sua sobrevivência.
 Quanto à finalidade a que se destinam
- Alimentos Provisórios
São aqueles fixados antes da sentença na ação de alimentos que segue o rito especial previsto na Lei de Alimentos n. 5.478/68). Representam antecipação dos alimentos definitivos. Fixados liminarmente na ação de alimentos.
Elementos que Evidenciam a probabilidade do direito somado a prova de necessidade; 
prova pré-constituída do parentesco (certidão de nascimento) ou do casamento (certidão de casamento);
Requer a antecipação dos efeitos da sentença (tutela de urgência satisfativa), antecipando os efeitos da sentença definitiva; 
Quanto à finalidade a que se destinam
- Alimentos Provisionais
São aqueles estipulados em outras ações que não seguem o rito especial previsto na Lei de Alimentos 5.478/68), visando manter a parte que os pleiteia no curso da lide . 
Art. 1.706. Os alimentos provisionais serão fixados pelo juiz, nos termos da lei processual.
Podem ser requeridos/pedidos previa ou concomitante as Ações de Divórcio, Reconhecimento de União Estável ou de anulação de casamento;
 Quanto à finalidade a que se destinam
- Alimentos Definitivos
serão os fixados na sentença final do processo de alimentos propriamente dito ou em ação de divórcio/separação.  
Comportam revisão, eis que não são cobertos pelo manto definitivo da coisa julgada material.
Quanto ao momento de sua concessão - Alimentos Pretéritos, Atuais e Futuros
Os alimentos Pretéritos referem-se a período anterior a propositura da ação, os atuais, a partir do ajuizamento e os futuros a partir da sentença.
Os alimentos pretéritos: não são admitidos pelo direito brasileiro (se o alimentante conseguiu sobreviver até o ajuizamento da ação, não se poderia postular pagamentos referentes a fatos passados).
 Da Prestação dos Alimentos
A) Relações de Parentesco; 
B) Cônjuge; 
C) União Estável; 
D) Alimentos Gravídicos;
Da Prestação dos Alimentos e as Relações de Parentesco – pais 
Art. 229, da CF: “os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade”.
+ art. 227, da CF que estabelece a proteção integral da criança;
Art. 1696, do CC: “o direito à prestação de alimentos é recíproco entre pais e filhos, e extensivo a todos os ascendentes, recaindo a obrigação nos mais próximos em grau, uns em falta de outros”.
Necessidade/possibilidade: razoabilidade. Não há limite de grau para fixação de tal obrigação (avós, bisavós...) 
Da Prestação dos Alimentos e as Relações de Parentesco – pais 
Cessação do dever de sustento pela maioridade civil 
a maioridade cessa o dever de sustento: cessa pois o maior atinge a plena capacidade civil
Quando os filhos maiores têm direito aos alimentos
mesmo atingindo a maioridade civil, o filho, em determinadas situações, continuará com legitimidade para receber alimentos de seus pais;
1) a obrigação alimentar ao maior incapaz se faz presente pelo vínculo de parentesco (solidariedade familiar) e também pela prorrogação do dever de sustento pela presunção absoluta de necessidade daquele;
2) trata do direito reservado ao maior de receber alimentos de seus pais enquanto for estudante, cessando a obrigação alimentar aos vinte e quatro anos de idade;
Imposto de renda de pessoa física: filhos como dependentes se estudando até os 24 anos....
Da Prestação dos Alimentos e as Relações de Parentesco – filhos
Existe reciprocidade no tocante ao dever-obrigação de prestar alimentos, observe-se que a fundamentação legal acostada ao dever de alimentos dos pais aos filhos é o mesmo do que o dos filhos aos pais.
Somando-se aos artigos 229 e 230 da CF e o artigo 1696 do CC cabe destacar o artigo 12 do Estatuto do Idoso Lei nº 10.741/03:
o princípio da proteção integral, disciplina em seu artigo 12, que a obrigação alimentar é solidária, podendo o idoso optar entre os prestadores. 
a proteção integral ao idoso segue o artigo 230 da CF;
Da Prestação dos Alimentos e as Relações de Parentesco - avós
Art. 1696 do CC: “o direito à prestação de alimentos é recíproco entre pais e filhos, e extensivo a todos os ascendentes, recaindo a obrigação nos mais próximos em grau, uns em falta de outros”.
Responsabilidade subsidiário e complementar dos ascendentes imediatos
STJ Súmula 596 (2017): Súmula 596: A obrigação alimentar dos avós tem natureza complementar e subsidiária, somente se configurando no caso de impossibilidade total ou parcial de seu cumprimento pelos pais.
A responsabilidade dos avós de prestar alimentos é subsidiária e complementar à responsabilidade dos pais, só sendo exigível em caso de impossibilidade de cumprimento da prestação – ou de cumprimento insuficiente – pelos genitores.
É necessário que nenhum dos dois pais possa. A ação contra os avós não pode ser uma vingança e nem forma de enriquecimento... Caso o pai não esteja pagando a pensão, mas a mãe tenha condições de prover sozinha o sustento do filho, ela não pode ajuizar ação contra os avós paternos apenas porque o pai é omisso ou está impossibilitado.
Da Prestação dos Alimentos e as Relações de Parentesco - avós
 Da Prestação dos Alimentos e as Relações de Parentesco - avós
Possibilidade de serem vários os responsáveis pelos alimentos
A obrigação alimentar quanto aos filhos incumbe aos pais; os avós detêm responsabilidade subsidiária e complementar, devendo ser chamados a atendê-la apenas quando demonstrada a impossibilidade dos pais arcarem com a respectiva prestação.
Art. 1.698. Se o parente, que deve alimentos em primeiro lugar, não estiver em condições de suportar totalmente o encargo, serão chamados a concorrer os de grau imediato; sendo várias as pessoas obrigadas a prestar alimentos, todas devem concorrer na proporção dos respectivos recursos, e, intentada ação contra uma delas, poderão as demais ser chamadas a integrar a lide.
Idoso como credor alimentar: Estatuto do idoso: disposição diferenciada: obrigação alimentar é legalmente solidária.
Lei 10.741/2003: Art. 12. A obrigação alimentar é solidária, podendo o idoso optar entre os prestadores.
Pai idoso que aciona apenas um dos filhos: pode este filho chamar ao processo os demais? Inúmeros julgados negando isso: a escolhas cabe ao idoso, processo deve ser célere, e que o idoso não é obrigado a litigar contra todos os filhos.
Caso um dos filhos seja condenado a pagar a totalidade da pensão: poderá promover demanda autônoma em face dos irmãos .
2017: lei 13466: altera estatuto do idoso: prioridades especiais para idosos acima de 80 anos.
Da Prestação dos Alimentos e as Relações de Parentesco - avós
Avós
Aplicada em 22/01/2017
Avós
Aplicada em 22/01/2017
Outros parentes
Art. 1.697. Na falta dos ascendentes cabe a obrigação aos descendentes, guardada a ordem de sucessão e, faltando estes, aos irmãos, assim germanos como unilaterais.
Tribunais não reconhecem a fixação de obrigação alimentar a parentes situados a partir do segundo grau. (tio: colateral de terceiro grau)
Mais...
Transmissibilidade:
Art. 1.700. A obrigação de prestar alimentos transmite-se aos herdeiros do devedor, na forma do art. 1.694.
Se o devedor já condenado a pagar pensão, falecer, deixandosaldo em aberto, o alimentando poderá, sem prejuízo de eventual direito sucessório, desde que não tenha ocorrido a prescrição, habilitar seu crédito no inventário, podendo exigi-lo até as forças da herança. 
Mais...
Imprescritibilidade: se limita ao direito de receber alimentos, e não às parcelas vencidas e inadimplidas, que prescrevem normalmente.
O direito aos alimentos, enquanto seu fundamento existir, poderá ser exercido a qq tempo, mas se houver parcelas inadimplidas, essas comportarão prazo prescricional de exigibilidade. (artigo 206, §2º (2 anos).
Ainda: Art. 1.707. Pode o credor não exercer, porém lhe é vedado renunciar o direito a alimentos, sendo o respectivo crédito insuscetível de cessão, compensação ou penhora.
Mais...
Irrenunciabilidade: Mesmo que durante algum tempo o indivíduo não tenha exercido tal direito, nada impede que ele venha a juízo, a posteriori, reclamar tal prestação ( o silêncio não é renúncia tácita)
Há entendimento que admite a renúncia em caso de cônjuges, em acordo judicial:
STJ, Recurso especial 199.427 SP: Civil Família. Separação consensual. Conversão. Divórcio. Alimentos. Dispensa mútua. Postulação posterior. Ex- cônjuge. Impossibilidade 1. Se há dispensa mútua entre os cônjuges quanto à prestação alimentícia e na conversão da separação judicial em divórcio não se faz nenhuma ressalva quanto a essa parcela, não pode um dos ex-cônjuges, , posteriormente, postular alimentos, dado que já definitivamente dissolvido qualquer vínculo existente entre eles.
 Da Prestação dos Alimentos e os Ex-Cônjuges
 A obrigação alimentar existente entre cônjuges encontra respaldo no dever de mútua assistência, bem como no dever de solidariedade. Inteligência dos artigos 1.566 , inciso III c/c 1.704 , 1.694 e 1.695 todos do Código Civil . 
Casamento = mútua assistência;
Art. 1.702. Na separação judicial litigiosa, sendo um dos cônjuges inocente e desprovido de recursos, prestar-lhe-á o outro a pensão alimentícia que o juiz fixar, obedecidos os critérios estabelecidos no art. 1.694.
Da Prestação dos Alimentos e os Ex-Cônjuges
No caso de um dos cônjuges se encontrar (art. 1704 do CC):
1) incapaz para o trabalho;
2) sem recursos necessários para sua subsistência;
Deve indicar claramente na Ação de Alimentos o binômio ou trinômio que compõe a situação de dever ou obrigação de prestar alimentos:	
Observar não só o valor, mas também o tempo que será devida;
Representa exceção, visando tempo para que se busque seus próprios recursos;
Decretado o díiórcio não é mais possível a qualquer um dos ex cônjuges requerer alimentos em face do outro, dado que já definitivamente dissolvido qq vínculo entre eles. 
 Da Prestação dos Alimentos e a União Estável
O companheiro pode requerer/pedir alimentos um em face ao outro.
Lei 8971/94
Não mais diferencia-se a união constituída pelo casamento pelo da união estável;
Igual ao que já foi mencionado para cônjuges.
Da Prestação dos Alimentos e os Alimentos Gravídicos
Visa que seja fixado judicialmente os alimentos para que se ajude cobrir as despesas referentes ao período de gravidez.
Assistência à Mulher Grávida;
Deve-se comprovar indícios de suposta paternidade;
Lei n. 11.804/08 e Lei 5.478/68 e CPC;
Alimentos do nascituro
Art. 1º Esta Lei disciplina o direito de alimentos da mulher gestante e a forma como será exercido.
Art. 2º Os alimentos de que trata esta Lei compreenderão os valores suficientes para cobrir as despesas adicionais do período de gravidez e que sejam dela decorrentes, da concepção ao parto, inclusive as referentes à alimentação especial, assistência médica e psicológica, exames complementares, internações, parto, medicamentos e demais prescrições preventivas e terapêuticas indispensáveis, a juízo do médico, além de outras que o juiz considere pertinentes. Parágrafo único. Os alimentos de que trata este artigo referem-se à parte das despesas que deverá ser custeada pelo futuro pai, considerando-se a contribuição que também deverá ser dada pela mulher grávida, na proporção dos recursos de ambos.
Da Prestação dos Alimentos e os Alimentos Gravídicos 11.804/08
Art. 6º Convencido da existência de indícios da paternidade, o juiz fixará alimentos gravídicos que perdurarão até o nascimento da criança, sopesando as necessidades da parte autora e as possibilidades da parte ré.
Parágrafo único. Após o nascimento com vida, os alimentos gravídicos ficam convertidos em pensão alimentícia em favor do menor até que uma das partes solicite a sua revisão.
Procedimento: réu citado para responder no prazo de 5 dias (art. 7º). No mais: CPC e lei de alimentos 5478/68.
Competência: foro da residência da mulher gestante.
Caso de paternidade negada: ação de regresso do suposto pai contra o verdadeiro genitor: enriquecimento sem causa.
Da Prestação dos Alimentos e os Alimentos Gravídicos 11.804/08
Indícios da suposta paternidade: fotos, mensagens, bilhetes, depoimento de testemunhas.
TJ/RS: indícios de paternidade: em sede de cognição sumária, sem muito rigorismo sob pena de não atender à finalidade da lei: proporcionar ao nascituro seu sadio desenvolvimento.
Da Prestação dos Alimentos e os Alimentos Gravídicos 11.804/08
Prova de valores recebidos
Ainda sobre prova: TJ RS enunciado 37 Centro de estudos: em ação de alimentos, é do réu o ônus da prova acerca de sua impossibilidade de prestar o valor postulado. 
Diante da dificuldade do alimentado de comprovar os rendimentos do alimentante, a este será imposto o ônus de demonstrá-los. 
Sinais exteriores de riqueza:Diferentes formas de realizar a prova. Fotos, face....
Recente decisão justiça do trabalho: má fé processual
Quando o alimentante tem vínculo formal de emprego: mais simples. Requerer exibição de CTPS e contracheques. 
Lei de alimentos, artigo 5º, §7º:  7º. O juiz, ao marcar a audiência, oficiará ao empregador do réu, ou , se o mesmo for funcionário público, ao responsável por sua repartição, solicitando o envio, no máximo até a data marcada para a audiência, de informações sobre o salário ou os vencimentos do devedor, sob as penas previstas no art. 22 desta lei.
Prova de valores recebidos
Art. 373.  O ônus da prova incumbe:
I - ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito;
II - ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.
§ 1o Nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa relacionadas à impossibilidade ou à excessiva dificuldade de cumprir o encargo nos termos do caput ou à maior facilidade de obtenção da prova do fato contrário, poderá o juiz atribuir o ônus da prova de modo diverso, desde que o faça por decisão fundamentada, caso em que deverá dar à parte a oportunidade de se desincumbir do ônus que lhe foi atribuído. Distribuição dinâmica do ônus da prova: 373 §1º 
Prova de valores recebidos
TJ RS já aplicava antes da positivação em casos de profissionais liberais
2002 Desembargadora Maria Berenice Dias: Em sede alimentar, invertem-se os ônus probatórios. O alimentando, se menor, sequer precisa provar suas necessidades, pois, presumidas, a não ser que haja gastos extraordinários. È do alimentante o encargo de provar sua capacidade econômica –pois só ele tem aceso a seus ganhos- para que o juiz tenha condições de fixar o valor do encargo alimentar.
Prova de valores recebidos
 Reflexos Penais pelo descompromisso com a Prestação de Alimentos
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
LXVII - não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel;
O descumprimento voluntário e inescusável da obrigação legal de pagamento de alimentos enseja a prisão civil do devedor. 
 Reflexos Penais pelo descompromisso com a Prestação de Alimentos
Art. 528 Nocumprimento de sentença que condene ao pagamento de prestação alimentícia ou de decisão interlocutória que fixe alimentos, o juiz, a requerimento do exequente, mandará intimar o executado pessoalmente para, em 3 (três) dias, pagar o débito, provar que o fez ou justificar a impossibilidade de efetuá-lo.
§ 1º Caso o executado, no prazo referido no caput, não efetue o pagamento, não prove que o efetuou ou não apresente justificativa da impossibilidade de efetuá-lo, o juiz mandará protestar o pronunciamento judicial, aplicando-se, no que couber, o disposto no art. 517.
§ 2º Somente a comprovação de fato que gere a impossibilidade absoluta de pagar justificará o inadimplemento.
§ 3º Se o executado não pagar ou se a justificativa apresentada não for aceita, o juiz, além de mandar protestar o pronunciamento judicial na forma do § 1º, decretar-lhe-á a prisão pelo prazo de 1 (um) a 3 (três) meses.
 
§ 4º A prisão será cumprida em regime fechado, devendo o preso ficar separado dos presos comuns.
Lei de alimentos menciona limite de tempo 60 dias. Controvérsias (lei especial, lei posterior) Ficar mais tempo preso não colabora para pressionar o devedor a cumprir a obrigação.
Há decisões de regime semi aberto e até aberto, para que possa seguir trabalhando. 
TJ RS: cominação da prisão em regimes diferenciados: a prisão civil pode atrapalhar a obtenção de rendimentos pelo executado com poucos recursos e que a pouco conseguiu trabalho informal...
 Reflexos Penais pelo descompromisso com a Prestação de Alimentos
 
SÚMULA 309 STJ: O débito alimentar que autoriza a prisão civil do alimentante é o que compreende as três prestações anteriores à citação e as que vencerem no curso do processo.
Art. 532 “caput” do CPC
Art. 532. Verificada a conduta procrastinatória do executado, o juiz deverá, se for o caso, dar ciência ao Ministério Público dos indícios da prática do crime de abandono material.”
 Reflexos Penais pelo descompromisso com a Prestação de Alimentos
Mais reflexos...
Protesto: negativação do nome do executado: elemento adicional de coerção. Constrangimento
Artigo 517 CPC: decisão judicial transitada em julgado poderá ser levada ao protesto depois de transcorrido o prazo para o pagamento voluntário previsto no art. 523 (15 dias).
 Ação de Alimentos e a Coisa Julgada
Não faz coisa julgada material, podendo ser revisada a prestação a qualquer momento, art. 1699 do CC.
Art. 1.699 Se, fixados os alimentos, sobrevier mudança na situação financeira de quem os supre, ou na de quem os recebe, poderá o interessado reclamar ao juiz, conforme as circunstâncias, exoneração, redução ou majoração do encargo.
     
Lei de alimentos:  Art. 15. A decisão judicial sobre alimentos não transita em julgado e pode a qualquer tempo ser revista, em face da modificação da situação financeira dos interessados.
E também artigo 15 da lei de alimentos:
Art. 502 do CPC
Art. 502.  Denomina-se coisa julgada material a autoridade que torna imutável e indiscutível a decisão de mérito não mais sujeita a recurso.
Demonstrada a necessidade (e a continuidade de estudos em nível superior ou técnico pode ser uma causa razoável) é perfeitamente aceitável a manutenção da obrigação alimentar após o filho atingir a maioridade.
Prova de necessidade do alimentado.
Com a maioridade extingue-se o poder familiar, mas não cessa, desde logo, o dever de prestar alimentos, fundado no parentesco. 
 É vedada a exoneração automática do alimentante, sem possibilitar ao alimentando a oportunidade de manifestar-se e comprovar, se for o caso, a impossibilidade de prover a própria subsistência. 
 Ação de Alimentos e a Coisa Julgada
Súmula 358 STJ:
O cancelamento de pensão alimentícia de filho que atingiu a maioridade está sujeito à decisão judicial, mediante contraditório, ainda que nos próprios autos.
Maioridade
Mais...
Revisão da obrigação alimentar: Trinômio
Se, fixados os alimentos, sobrevier mudança na situação financeira de quem os supre, ou na de quem os recebe, poderá o interessado reclamar ao juiz, conforme as circunstâncias, exoneração, redução ou majoração do encargo.
A modificação da situação econômica de quem presta os alimentos ou de quem os recebe pode ensejar a revisão do seu valor (redução, aumento ou exoneração). 
Novo filho? Seria motivo para redução??? 
 Da Competência para propositura da Ação - Ação de Alimentos
art. 53, II, do CPC, o foro competente para se ajuizar a ação de alimentos é o do domicílio ou residência do alimentando, id est, aquele que pede o alimento, o credor. 
Súmula 1 STJ: O FORO DO DOMICILIO OU DA RESIDÊNCIA DO ALIMENTANDO É O COMPETENTE PARA A AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE, QUANDO CUMULADA COM A DE ALIMENTO
Vara de família (se houver)
Varas cíveis
Da Competência para propositura da Ação - Ação de Alimentos e a cumulação de Ações
GUARDA 
REGULARIZAÇÃO DE VISITAS
 Do Valor da Ação de Alimentos
Segundo norma do art. 292, III, do CPC, o valor da causa, na ação de alimentos, deve à soma de 12 (doze) prestações mensais pedidas pelo autor. 
No caso de o alimentando estar pedindo apenas uma porcentagem sobre os rendimentos do alimentante, cujo total é desconhecido no momento da interposição da ação, deve-se lançar como valor da causa uma importância meramente estimativa, vez que a toda causa deve necessariamente ser atribuído um valor (art. 291, CPC).
 Dos Pedidos e do efeito eficacial do Pedido
Antes ainda: o recebimento e o processamento na forma da lei
1) A procedência dos pedidos com a condenação do réu ao pagamento da pensão alimentícia no valor de R$ mensal. 
2) A concessão do benefício de justiça gratuita, por ser pessoa pobre na acepção jurídica do termo, não dispondo de condições financeiras para arcar com as despesas processuais, custas e honorários, consoante declaração e documentos comprobatórios anexos; 
3) Seja citado o requerido, art. 246, incisos. I, II e V, do CPC; ( a citação do réu no endereço informado para que apresente resposta;
4) Designação de audiência prévia de conciliação, nos termos do art. 319, inciso VII, do CPC; Ou informar que não tem interesse em designação de audiência de conciliação/mediação, visto que as tratativas extrajudiciais de composição do litígio não lograram êxito,
5) seja expedido ofício ao empregador do requerido para que informe os rendimentos exatos por ele auferidos (art. 5º, § 7º, da Lei n. 5.478/68), sob as penas da lei, cujo documento deverá vir para os autos até a data da audiência;
6)  intimação do Ministério Público para intervir no feito conforme preceitua o art. 698 do CPC (também 178 CPC);
7) condenação do Executado ao pagamento de custas processuais e honorários advocatícios, em percentuais arbitrados nos art. 85 do CPC;
8) a produção de todas as provas que se fizerem necessárias para o andamento do processo, em especial, depoimento testemunhal (rol de testemunhas ao final da petição), a prova documental e pericial;  Art. 8º Autor e Réu comparecerão à audiência acompanhados de suas testemunhas, 3 (três no máximo, apresentando, nessa ocasião, as demais provas;
9) Tramitação prioritária (idoso artigo 1048 CPC e lei do idoso) ou estatuto do adolescente
 Observações Práticas
Competência CPC – 53, II
Requisitos essenciais para Petição Inicial – arts. 319;
Segredo de justiça: 189, II (recebimento e processamento na forma da lei) 
Intervenção do MP: 178 CPC
Gratuidade de justiça: 98 e 99 CPC e Lei AJG 1060/1950: Requer ainda a concessão dos benefícios da Assistência Judiciária Gratuita, nos termos do arts. 98 e 99 do Código de Processo civil e da Lei 1060/1950, por tratar-se de pessoa pobre na acepção jurídica do termo, não podendo arcar com as custas e demais despesas processuais sem prejuízo alimentar próprio ou familiar. MAS AQUI FUNDAMENTAR NA LEI DE ALIMENTOS
Assistência Judiciária Gratuita – arts. 98 à 102 do CPC;
Valor da Causa - arts. 291 à 293 do CPC (292, III)
Também: Custas: isentas em caso de interesse de menor: 
 LEI N.º 14.634, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2014. (artigo 5, IV
Art. 5.º São isentosdo pagamento da taxa: 
IV - os autores nas ações populares, nas ações civis públicas, ações coletivas de que trata o Código de Defesa do Consumidor e as ações que envolvam interesse de criança ou adolescente com fundamento nas regras da Lei Federal n.º 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), ressalvada a hipótese de litigância de má-fé. 
 Observações Práticas
Se for solicitar assistência judiciária gratuita: artigo 1º, §2º e 3º da Lei de alimentos – que rege o procedimento....
  Art. 1º. A ação de alimentos é de rito especial, independente de prévia distribuição e de anterior concessão do benefício de gratuidade.
        § 1º A distribuição será determinada posteriormente por ofício do juízo, inclusive para o fim de registro do feito.
        § 2º A parte que não estiver em condições de pagar as custas do processo, sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família, gozará do benefício da gratuidade, por simples afirmativa dessas condições perante o juiz, sob pena de pagamento até o décuplo das custas judiciais.
        § 3º Presume-se pobre, até prova em contrário, quem afirmar essa condição, nos termos desta lei.
 Observações Práticas
Pela Lei de alimentos: réu citado para comparecer à audiência de conciliação: caso não exista acordo: réu deve apresentar sua proposta
CPC 695 § 2º: citação ocorrerá com antecedência de 15 dias da data da audiência (para conciliação.... Então se aplica como parâmetro aqui para que o réu possa se organizar, constituir procurador, juntar documentos....)_
 Observações Práticas
Concessão de preferência pelo estatuto da criança e adolescente 1048 II CPC
A partir dos fatos- premissa menor
Há uma dada consequência jurídica: premissa maior
Razão pela qual se pretende certa providência do juiz (pedido)- conclusão 
Pedido: condenar, declarar ou constituir
Ação de alimentos: Pedido imediato: condenação do réu
Pedido mediato: a quantia em dinheiro ou os alimentos a serem entregues ao autor (bem da vida- objetivo da parte ao acionar o poder judiciário)
 Observações Práticas
Exemplo: pretende Olga receber de Policarpo, a título de pensão alimentícia, a importância mensal de R$ 1.000,00 (mil reais) por mês.
Diante do exposto pede-se a condenação do réu ao pagamento da importância mensal de R$1.000,00 (mil reais) a título de pensão alimentícia
Valor da causa: Dá-se a presente causa o valor de R$12.000,00 (doze mil reais). CPC 292, III: 12 vezes uma prestação 
 Observações Práticas
A condenação do réu ao pagamento de pensão alimentícia no valor de 2 salários mínimos mensais,sendo ainda condenado a arcar com ônus da sucumbência atinente a custas, despesas e honorários advocatícios.
Ou
A condenação do réu no pagamento de custas processuais e honorários advocatícios nos termos dos arts. 85 e seguintes do Código de Processo Civil por ter dado causa à presente demanda.
 Observações Práticas
Propor
Ajuizar
Ação de alimentos
Fundamento legal: CF (227, 229) e lei de alimentos (artigo 2º) e Código Civil 1694 e ss
Ação condenatória : natureza obrigacional- obrigação para pagamento
 Observações Práticas
III – DOS PEDIDOS
Diante do exposto, vem o autor, perante Vossa Excelência, requerer que sejam FIXADOS ALIMENTOS no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais) mensais, sendo oficiado a empregadora do genitor a depositar na conta poupança do BRADESCO, agência 2020, conta 304050 de titularidade de MADALENA SANDRA ROSA, com vencimento até o dia 10 do mês seguinte ao vencido.
Ainda, requer:
A procedência do pedido que visa a fixação de alimentos;
expedição de ofício ao empregador do réu para que desconte em folha a pensão alimentícia do autor, na forma do art. 529, CPC;
a citação do réu para que, para que, querendo, apresente contestação no prazo de lei, sob pena de revelia;
 Observações Práticas
Intimação do representante do Ministério Público para intervir no feito;
concessão do benefício da Assistência Judiciária Gratuita, em face do artigo 98 e 99, da Lei 13.105/15, por ser a representante do autor pessoa de condição pobre, não podendo arcar com as custas processuais sem prejuízo de sua subsistência; AQUI: : artigo 1º, §2º e 3º da Lei de alimentos – que rege o procedimento....
a condenação do réu ao pagamento de custas processuais e honorários advocatícios;
provar o alegado por todos os meios de prova em Direito admitidos;
Manifestar que não tem interesse na designação de audiência de conciliação ou de mediação, nos termos do artigo 319, VII do CPC, visto que o réu vem protelando o atendimento do autor há anos.
 Dá-se a causa o valor de R$ 24.000,00 (vinte e quatro mil reais), nos termos do artigo 292, inciso III do Código de Processo Civil.
Termos em que pede deferimento.
 Observações Práticas
PERCIVAL é fruto do relacionamento de WALACCE e WANDERLEIA. WALACCE e WANDERLEIA estão separados há dois anos. 
PERCIVAL tem 19 anos, cursa graduação em antropologia na UFRGS, em Porto Alegre, para onde se desloca diariamente. As aulas são no período diurno, o que impede que Percival trabalhe. 
O pai algumas vezes deposita alguns valores na conta de Percival, mas não com frequência.
Assim, precisa ingressar com a ação necessária para postular seu direito à alimentos, JÁ QUE AINDA ESTÁ ESTUDANDO E NÃO TEM CONDIÇÕES DE SUSTENTAR-SE SOZINHO.
Caso de aula
Os requisitos da concessão de alimentos estão presentes. PERCIVAL reside com a genitora WANDERLEIA ainda em Novo Hamburgo.
Para manter sua faculdade e mínimo para sustento, PERCIVAL entende como quantia suficiente 1 SALÁRIO MÍNIMO. É sabido que a comarca de Novo Hamburgo possui apenas uma vara da Família e Sucessões. 
Tendo em vista que se trata de alimentos, observe a particularidade legal na hora de atribuir valor à causa. 
Você, como advogado de PERCIVAL, precisa ingressar com a ação respectiva, no foro competente. Elabore a petição inicial pertinente, apontando os fatos apresentados este problema, indique a fundamentação legal necessária para a ação, bem como os pedidos. 
Caso de aula
Ementas
Com efeito, a maioridade civil, por si só, acarreta a extinção da obrigação alimentar. In casu, em que pese o fundamento da obrigação alimentar não mais decorrer do poder familiar, deixando de serem presumidas as necessidades do filho, há o vínculo de parentesco na linha reta a autorizar a busca de alimentos entre pais e filhos, passando a se exigir a comprovação das necessidades daquele que pretende os alimentos.
TJ RS Agravo de Instrumento nº 70078070919, Comarca de Cachoeirinha 25/07/2018
Ementas
Ementa: APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE ALIMENTOS. FIXAÇÃO DE ALIMENTOS EM FAVOR DA FILHA MAIOR DE IDADE. DESCABIMENTO, NO CASO. Caso em que a apelante, pessoa maior (com 32 anos de idade), saudável, estudante de curso superior, que dispõe do benefício FIES (100%) e está inserida no mercado de trabalho, não se desincumbiu do ônus de comprovar que faz jus à verba alimentar, já que suas necessidades não mais presumidas. Sentença de improcedência mantida. APELAÇÃO DESPROVIDA. (Apelação Cível Nº 70077263309, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Ricardo Moreira Lins Pastl, Julgado em 24/05/2018)
TUFÃO e CARMINHA tiveram um rápido relacionamento. O namoro durou apenas 3 meses. Não constituíram relacionamento com os requisitos de união estável, pois não foi público, duradouro, sem intuito de constituir família. 
Entretanto, desse relacionamento geraram ÁGATA, uma menina que hoje conta com apenas 4 meses. 
Após desentendimentos acabaram resolvendo terminar o namoro, mas TUFÃO não concorda com CARMINHA, quanto aos valores de pensão e termos da guarda. 
TUFÃO alega querer a guarda exclusiva para ele, mas CARMINHA não concorda, por óbvio, por ter ÁGATA tenra idade, tendo de manter amamentação exclusiva e demais cuidados específicos.
Os requisitos da concessão de alimentos e guarda estão presentes. Desta maneira, não havendo consenso, e também por ser ÁGATA menor de idade, necessário que se ajuíze a ação necessária. 
CASO PARA CASA- OBRIGATÓRIO
CARMINHA e ÁGATA residem emSão Leopoldo, e TUFÃO em Gramado. CARMINHA entende ser suficiente 2 salários mínimos para manter sua filha bebê, já que possui muitos gastos com médico, alimentação especial (pois Ágata precisa de suplemento de leite específico, por ter intolerância à lactose) e demais gastos presumidos. 
 
É sabido que em são Leopoldo possui apenas 1 vara de Famílias e Sucessões. Você, como procurador de CARMINHA, neste ato representante de sua filha ÁGATA, precisa ingressar com a ação pertinente, requerendo os direitos respectivos à ALIMENTOS e GUARDA da menor ÁGATA, no foro competente. Elabore a petição inicial pertinente, apontando os fatos apresentados (de maneira breve) neste problema, indique a fundamentação legal necessária para a ação, bem como os pedidos.
CASO PARA CASA- OBRIGATÓRIO
Alimentos
Guarda e regularização de visitas
Usar doutrina e/ou jurisprudência 
O artigo 1.583 do Código Civil prevê a guarda unilateral e a guarda compartilhada e, embora esta seja regra, a excepcionalidade do vertente caso indica a necessidade de guarda unilateral a ser exercida pela requerente, mãe do menor, posto que assim atender-se-á melhor os interesses deste.
III – Regulamentação de visitas
É direito fundamental da criança e do adolescente ter consigo a presença dos pais, e não se nega que é direito do requerido, que não convive com o filho, de lhe prestar visita nos termos do art. 19 da Lei 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente).
O artigo 1.583, § 5º, do Código Civil diz que àquele que não detenha a guarda tem a obrigação de supervisionar os interesses do filho.
Antônio Pedro, morador da cidade Daluz (Comarca de Torres-RS), foi casado com Lourdes por mais de quatro décadas, tendo tido apenas um filho, Arlindo, morador de Italquise (Comarca de São Sebastião do Caí-RS), dono de rede de hotelaria. 
Com o falecimento da esposa, Antônio Pedro deixou de trabalhar em razão de grande tristeza que o acometeu. Já com 72 anos, Antônio começou a passar por dificuldades financeiras, sobrevivendo da ajuda de vizinhos e alguns parentes, como Marieta, sua sobrinha-neta. A jovem, que acabara de ingressar no curso de graduação em Direito, relatando aos colegas de curso o desapontamento com o abandono que seu tio sofrera, foi informada de que a Constituição Federal assegura que os filhos maiores têm o dever de amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade. 
De posse de tal informação, sugere a seu tio-avô que busque o Poder Judiciário a fim de que lhe seja garantido o direito de receber suporte financeiro mínimo de seu filho. Antônio Pedro procura, então, você como advogado(a) para propor a ação cabível.
Elabore a peça processual apropriada ao caso narrado acima.
Caso extra
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