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FUNDAMENTOS DA 
LINGUAGEM VISUAL 
AULA 3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. André Luiz Pinto dos Santos 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL 
Cores para todos os lados: a cor e seus usos nas artes visuais 
A cor participa da construção simbólica perceptiva, porém cada indivíduo 
pode sentir essa construção de formas diferentes. Partindo da perspectiva da 
Teoria da Cor, é possível entender, a partir de três aspectos básicos, que, 
segundo Silveira (2015), derivam em outros e outros, infinitamente. 
O primeiro aspecto seria o da construção física da cor, que acontece 
independente da vontade do ser humano, fora dele, sendo um o aspecto crucial 
para que a percepção visual cromática ocorra, uma vez que, se não há luz, não 
é possível a cor aparecer e ser compreendida. 
O segundo e o terceiro aspecto seriam, respectivamente, o fisiológico e 
os culturais simbólicos da percepção cromática. De acordo com o que afirma 
Silveira (2015), esses dois aspectos sofrem a influência da interferência humana 
como fator primordial na elaboração simbólica da cor. Os três aspectos devem 
ser compreendidos juntos, considerando que um está ligado ao outro. 
Antes de se apresentar cada um dos três aspectos, é fundamental que se 
tenha uma visão geral e conheça um pouco da história da Teoria da Cor e quais 
pesquisadores e teorias lhe influenciaram no decorrer do tempo. 
TEMA 1 – VISÃO GERAL E HISTÓRICA DA TEORIA DA COR 
A Teoria da Cor vem sendo construída há muito tempo, com a contribuição 
de diversos estudiosos, de diferentes áreas, tendo como objeto de estudo a 
percepção da cor. Silveira (2015) ainda afirma que o conhecimento completo de 
todos os registros da história da formação da Teoria da Cor seria algo complexo, 
uma vez que os primeiros escritos sobre a cor datam do século I d.C. e ainda 
são desenvolvidos nos dias de hoje. Todavia, para compreender a Teoria da Cor, 
não é necessário conhecer todos os trabalhos que lhe constituem, sendo que 
alguns deles já seriam suficientes para embasar o conhecimento a respeito da 
cor. 
Dessa forma, veremos a seguir uma possível linha de evolução da Teoria 
da Cor, primeiro apresentando as contribuições de Leonardo da Vinci e as 
diferenças que se determinaram a partir das divergências entre as concepções 
de Newton e Goethe. Na sequência, será abordada a Lei do Contraste 
 
 
3 
Simultâneo das cores, do grande pesquisador Michel-Eugène Chevreul, e, para 
finalizar, uma breve apresentação de recentes pesquisas que apontam a 
continuidade do caminho da Teoria da cor. 
1.1 A teoria vinciana das cores 
Um dos principais representantes do Renascimento italiano, Leonardo da 
Vinci (1452 – 1519), produziu obras muito conhecidas e é considerado um 
grande ícone da história da pintura mundial, tendo inúmeras técnicas imitadas 
até hoje. Foi também um dos pioneiros a levantar dados para a concepção de 
uma Teoria da Cor. 
Segundo Lotufo (2008), um desses escritos sistemáticos é o Tratatto della 
Pittura, na qual se encontram várias anotações e contribuições de Da Vinci sobre 
a cor e a pintura. O conteúdo do Tratatto é formado por elementos básicos da 
física, química, óptica e da fisiologia. 
Uma das contribuições de Leonardo surgiu de sua pesquisa sobre a 
fisiologia da percepção visual, no século III a.C. Nela, ele propôs uma nova teoria 
para a época, a respeito de como os olhos apreendem os objetos, defendendo 
não ser possível que os olhos emitissem raios visuais, contrariando o que o 
grego Euclides defendia em sua teoria. 
Leonardo também contribuiu com a demonstração da interferência da cor 
do ar no processo de percepção visual. De acordo com Fraser e Banks (2007), 
Leonardo reafirma em vários trechos de seus manuscritos que, para ele, a cor 
do ar é azul, sendo mais ou menos escurecido quanto mais ou menos esteja 
carregado de umidade e, também, a influência da distância nessa percepção. 
Com base nessa perspectiva, Da Vinci elaborou a ‘‘perspectiva aérea’’, 
tendo em vista de que não considerava que a perspectiva linear fosse suficiente 
para ilustrar a distância e, conforme Silveira (2015), “propunha que se 
utilizassem as cores, principalmente o azul, para garantir a sensação de 
distância e realismo às imagens produzidas pelos pintores do Renascimento”. 
Mais uma contribuição para a Teoria da Cor que se pode observar é a 
respeito da definição das cores primárias essenciais. Leonardo chama essas 
cores de cores simples, sendo essas as cores que não se podem ser obtidas 
pela mistura de outras cores e, com isso, ainda de acordo com Silveira (2015), 
aponta que um “dos aspectos importantes nas pesquisas cromáticas de 
 
 
4 
Leonardo é a sua insistência na inclusão do preto e do branco como cores 
primárias na escala cromática”. 
Leonardo da Vinci, por meio de suas pesquisas sobre cores 
complementares, abordou a análise dos contrastes simultâneos. A esse respeito, 
escreveu que todo objeto colorido participa da cor do objeto que lhe rodeia. 
Silveira (2015) complementa que “a afirmação de que o branco é o resultado da 
somatória de outras cores foi feita por Leonardo muito antes de Newton”. Dessa 
forma, Leonardo da Vinci já havia descoberto o que a Física hoje conhece como 
síntese aditiva, ao provar que o branco é o resultado da soma de duas cores 
complementares. 
1.2 Contribuições e concepções de Newton e Goethe 
Os fenômenos cromáticos começaram a ser melhor entendidos a partir do 
século XVII com as contribuições de Isaac Newton, que foi o responsável pelo 
progresso do estudo da luz. Por meio das experiências com o prisma triangular 
de vidro, Newton realizou diversas experiências a respeito das cores, analisando 
os fenômenos que hoje se entende como o da dispersão e da composição da luz 
branca. 
Os apontamentos de Newton são considerados um marco na Teoria da 
Cor. Conforme Silveira (2015), os estudiosos da colorimetria da atualidade 
consideram que a história moderna da Teoria da Cor começou a partir das 
pesquisas de Newton sobre o assunto, por volta de 1666. A ciência da cor é 
considerada como o estudo dos aspectos físicos da cor, um dos aspectos 
compreendidos pela Teoria da Cor. 
Goethe (2018) ainda explica que, apesar disso, não se pode dizer que no 
século XVIII o único nome associado aos estudos dos fenômenos das cores seria 
o de Newton, por conta da disputa entre o idealismo de Goethe e a óptica 
mecanicista de Newton. Kops (2019) afirma que as teorias de Goethe e de 
Newton eram complementares, já que, apesar de os dois terem visões diferentes 
do mesmo fenômeno, a teoria de Goethe inicia no ponto em que a de Newton 
acabava. 
Newton e Goethe iniciaram suas experimentações sobre a cor a partir de 
perspectivas totalmente divergentes. Goethe considerava a luz como o ser mais 
simples, indivisível e homogêneo conhecido e, portanto, diferente do que Newton 
afirmava, não poderia se dividir em luzes coloridas, já que uma luz colorida seria 
 
 
5 
mais escura que a luz incolor. De acordo com Goethe (2018), não tinha interesse 
nos aspectos da cor como um fenômeno físico apenas, defendendo que a cor ia 
além da física, considerando também os aspectos fisiológicos na visão 
cromática. Considerava três formas de cores: as cores físicas (cores-luz), as 
cores fisiológicas (pertenciam aos olhos pela capacidade de ação e reação) e as 
cores químicas (cores-pigmento). 
Com a elaboração de sua pesquisa, conhecida como a Doutrina das 
Cores, Goethe faz parte dos pesquisadores da cor, sendo o pesquisador da sua 
época, que exerce uma grande influência a respeito da utilização de princípios 
cromáticos por intelectuais e artistas contemporâneos. 
1.3 Chevreul e os contrates simultâneos 
Michel-Eugène Chevreul, segundo Silveira (2015), teve influência nas 
artes visuais no período entre os séculos XIX e XX. Em 1839, publicou o livro Da 
lei do contraste simultâneo das cores, em que demonstra as conclusões que 
chegou apartir da observação de como duas cores se influenciam mutuamente, 
a partir das suas cores complementares e parecem ser muito mais diferentes do 
que realmente são. 
Segundo Lotufo (2008), “Chevreul descreveu em seus estudos sete 
formas de contrastes que foram adotados por Adolf Hoelzel e depois por seu 
aluno Itten em 1987”. Além dessa contribuição, também aponta que a 
classificação das cores com uma finalidade científica e prática foi um importante 
trabalho para os estudos da cor. 
Além disso, o mais detalhado catálogo de cores conhecido até hoje se 
deve a Chevreul, com mais de 20.000 tons classificados teoricamente, 
partindo das cores saturadas e suas misturas até o branco por 
degradação e o preto por rebaixamento. Este catálogo permitiu-lhe a 
construção de seu sólido de cores na forma de um hemisfério. Ele 
idealizou este sólido de cor porque necessitava encontrar um sistema 
que o ajudasse a organizar suas amostras têxteis. (Silveira, 2015) 
Com suas experiências com as cores, Chevreul desenvolveu a partir de 
um método de observação a ideia principal de três tipos de contraste: o 
simultâneo, o sucessivo e o misto. Silveira (2015) ainda aponta que esses três 
fenômenos são contemplados pela ciência contemporânea e conhecidos pela 
denominação genérica de cores de contraste. 
 
 
 
6 
1.4 Avanços na teoria 
Outros autores também contribuíram efetivamente com os estudos 
cromáticos. Em 1801, ocorreram as pesquisas de Thomas Young, que, de 
acordo com Silveira (2015), foi o pioneiro a formular a hipótese de que a visão 
cromática é baseada na presença de três órgãos diferentes sensíveis à luz, o 
que ficou conhecida como Teoria Tricromática e foi o pontapé inicial para a óptica 
fisiológica. Essa teoria foi retomada por Hemann Lugwig Ferdinand von 
Helmholtz, que, juntamente com seus colaboradores, levantou os dados sobre a 
influência das cores nas fibrilas nervosas da retina, tendo uma colaboração muito 
significativa para a Teoria da Cor. 
Helmholtz e seus colaboradores, dentre eles Arthur König, recolheram 
dados sobre a influência das diferentes cores nas três categorias de 
fibrilas nervosas (os chamados cones) da retina. Estes dados 
resultaram em curvas representativas que são divididas de acordo com 
as espécies de fibrilas: as pertencentes ao primeiro tipo apresentam-
se energicamente estimuladas pela luz vermelha, as do segundo tipo 
são muito sensíveis à ação da luz verde e as fibrilas do terceiro tipo 
são facilmente sensibilizadas pela luz azul. A produção e a reprodução 
de todas as cores naturais em televisão, fotografia ou impressão 
gráfica podem ser obtidas através destes princípios, fundamentados na 
existência de três tipos de receptores visuais destinados à captação 
das seguintes luzes coloridas primárias: vermelho (R: red), verde (G: 
green) e azul (B: blue). (Silveira, 2015) 
Contrapondo a ideia defendida por Helmholtz, Edwald Hering trazia 
opiniões contrárias e consistentes, estabelecendo uma diferença entre as cores 
primárias percebidas e as cores primárias que funcionam como estímulo. De 
acordo com Silveira (2015), “nas cores-luz seriam estímulos: o vermelho, o verde 
e o azul e; nas cores-pigmento opacas seriam: o vermelho, o amarelo e o azul, 
mesmo sabendo da inexistência de receptores retinais específicos para o 
amarelo”. Com o passar do tempo, optou-se por uma mescla das partes 
principais das duas teorias. 
os processos na retina atuariam de acordo com a teoria tricromática, 
através da qual se produziria a sensação cromática, enquanto que a 
teoria de Hering estaria inserida na série de processos pelos quais se 
produziria a percepção cromática. (Silveira, 2015) 
Conhecer as principais contribuições e compreender como se 
desenvolveu a Teoria da Cor é fundamental tanto na produção artística, como 
para a utilização das cores como ferramenta da linguagem simbólica tão 
presente na comunicação visual. Outro ponto fundamental da Teoria da Cor são 
os aspectos físicos que serão apresentados na sequência. 
 
 
7 
TEMA 2 – OS ASPECTOS FÍSICOS DA COR 
Para compreender melhor a Teoria da Cor, é fundamental considerar os 
seus aspectos físicos. De acordo com Dondis (1997), fazem parte desses 
aspectos os conhecimentos a respeito da trajetória da luz dos objetos até os 
nossos órgãos visuais. Partindo dessa perspectiva, neste tema, estudaremos a 
respeito da Radiação Luminosa, Cor-Luz, Cor-Pigmento e o Círculo Cromático. 
2.1 Radiação luminosa 
Uma definição para a cor, a partir da Física, é que esta é uma sensação 
produzida por órgãos do sistema nervoso quando estão sob a ação da luz. Para 
estudar a luz, a Física se divide em óptica geométrica, a óptica física e a óptica 
quântica. 
Na óptica geométrica, considera-se a trajetória dos raios luminosos sem 
se considerar a natureza da luz. Já na óptica física, seus estudos estão 
fundamentados na radiação eletromagnética (ondas), enquanto na óptica 
quântica, considera-se que a luz é formada por partículas. Levando esses 
aspectos em consideração, conforme Silveira (2015) a luz pode ser considerada 
como ondas ou partículas e hoje se tem o conceito de luz como uma dualidade 
de propriedades ondulatórias. 
A partir dos conhecimentos físicos, sabe-se que é por meio da interação 
entre luz e objeto que se gera o fenômeno da cor percebida nos objetos. Já 
Lotufo (2008) considera que as cores geram estímulos nos órgãos visuais a partir 
de ondas eletromagnéticas da luz branca. Dessa forma, entende-se que os 
objetos possuem propriedades físicas que absorvem, refratam e refletem os 
raios luminosos que incidem sobre eles. 
A luz incide sobre os átomos componentes das substâncias, 
interagindo e gerando a coloração dos objetos. A capacidade de 
absorver, refratar ou refletir determinados raios luminosos incidentes 
nos objetos os faz coloridos. Assim, não podemos dizer que as 
substâncias possuem cor, mas, sim, somente esta capacidade. Além 
disso, existem muitos tipos de fontes de luz, tais como a luz de sódio 
ou as luzes incandescentes, mas a luz do sol ou a luz branca do dia 
parece ser a ideal para se estudar a cor, por possuir um espectro mais 
amplo. (Silveira, 2015) 
Outro ponto importante de se considerar é que as sensações cromáticas 
que os estímulos da luz produzem são divididos em dois grupos: as cores-luz e 
as cores-pigmento, que será explicado a seguir. 
 
 
8 
2.2 Cor-luz, cor-pigmento e círculos cromáticos 
Como visto anteriormente, a cor pode ser dividida em dois grupos, de 
acordo com as suas características, cores-luz e cores-pigmento, cada uma 
dessas com suas próprias cores primárias. 
De acordo com Lotufo (2008), as cores-luz podem ser reduzidas nas 
primárias azul, vermelho e verde, que, quando sobrepostas de duas em duas, 
produzem as cores-luz secundárias: ciano (azul e verde), magenta (vermelho e 
azul) e amarelo (vermelho e verde); já a soma das três primárias produz a luz 
branca. A síntese aditiva significa a adição máxima de luminosidade. 
Já a cor-pigmento são todas as cores que enxergamos a partir da reflexão 
da luz sobre os objetos e ambientes. Segundo Calandrini (2018), as cores-
pigmento primárias são: magenta, ciano e amarelo. O que define essas cores 
são as substâncias dos materiais contidas na superfície dos objetos e sua 
capacidade de absorver, refratar e refletir os raios luminosos da luz que incide 
sobre eles. 
As cores-pigmento primárias, quando misturadas entre si, produzem o 
preto. A síntese subtrativa pode ser entendida como um acréscimo de pigmento 
que faz com que a tinta ou a cor dos objetos perca a capacidade de refletir a luz. 
Já sobre as cores secundárias, com a mistura de ciano com amarelo temos o 
verde, o magenta com o ciano produz o azul violeta e o amarelo e o magenta 
resultam em vermelho alaranjado. 
Com um exemplo prático para diferenciar as cores-luz e cores-pigmento: 
um objeto vermelho recebe todas as três cores de luz, absorvendo o verdee o 
azul e refletindo o vermelho. Já um objeto amarelo absorve o azul e reflete o 
vermelho e o verde, somando as duas cores, o que permite ver a cor amarela. 
Com esse fenômeno de absorção e reflexão, observa-se que a luz gera 
as cores dos corpos ao adicionar ondas eletromagnéticas. Essa obtenção da cor 
pela soma das cores-luz é denominada de síntese aditiva. 
Mas as pinturas são feitas com pigmentos e não com luz. Não é possível 
obter cores claras misturando cores escuras. Misturar cores-pigmento sempre 
resultará em subtração de luz. Ao pintar com tinta vermelha em um papel branco, 
se subtrai as cores claras verde e azul do branco. Para pintar uma cor verde, 
misturamos amarelo e azul ciano (o amarelo absorve ou subtrai o azul e o ciano 
 
 
9 
absorve ou subtrai o vermelho, a única cor refletida é o verde). Esta é a síntese 
substrativa. 
A respeito das cores primárias, Lotufo (2008) conclui que são cores que 
não podem ser formadas pela soma de outras, o que se observa tanto na cor-luz 
quanto na cor-pigmento. Outro ponto importante de se observar é que as cores-
luz primárias são cores-pigmento secundárias, da mesma forma que as cores-
luz secundárias são as primárias das cores-pigmento. 
Tanto as cores-pigmento quanto as cores-luz são primeiramente 
organizadas em três de cores primárias, como foi explicado. O círculo cromático 
é uma representação visual dessas cores primárias com as suas outras 
combinações de cores visíveis, somando as cores secundárias e as terciárias. 
Já Farina (2011) explica que o círculo cromático baseado nas cores-
pigmento inicia com as cores primárias: magenta, ciano e amarelo; 
complementando com as secundárias, que são o vermelho alaranjado, o azul 
violeta e o verde; e com as cores terciárias, que são a combinação de uma cor 
primária com uma secundária. A combinação das três cores-pigmento resulta no 
preto. Esse fenômeno ocorre por conta da síntese subtrativa, já que ao misturar 
cores-pigmento menos luz é refletida. Um exemplo prático é a utilização das 
tintas impressas, pigmentos e a pintura (Pedrosa, 2004). 
Figura 1 – Círculo cromático cor-pigmento 
 
Crédito: PHYSICX/SHUTTERSTOCK 
 
O círculo cromático baseado nas cores-luz, “em suas primárias R (red), G 
(green) e B (blue), é utilizado principalmente para se pensar cores em websites 
ou em cenários de televisão, onde a cor-luz é instrumento principal” (Silveira, 
 
 
10 
2015). A combinação das três cores-luz resulta no branco. No caso das cores-
luz, ocorre o fenômeno de síntese aditiva, pois ao mesclar cores-luz está 
somando luz. É dessa forma que funciona o olho humano e a televisão, por 
exemplo (Pedrosa, 2004). 
Figura 2 – Círculo cromático cor-luz 
 
Crédito: PHYSICX/SHUTTERSTOCK 
 
Os círculos cromáticos são uma maneira de auxiliar a percepção sobre as 
relações e interações entre as cores. A disposição das cores no círculo cromático 
reflete isto. Conforme o que Calandrini (2018) explica, “cada cor é disposta ao 
lado de uma cor análoga, isto é, matizes com diferenças cromáticas mínimas, 
produzindo uma sequência harmônica e de pouco contraste”. 
As cores complementares estão em lados opostos no círculo e são as 
cores mais contrastantes entre si e, por isso, quando utilizadas juntas, uma 
reforça a outra. As cores complementares também têm temperaturas diferentes, 
por exemplo, o azul e o laranja são cores complementares, o azul seria a cor fria, 
enquanto o laranja a cor quente. 
No próximo capítulo, será visto o que são e como se relacionam os 
aspectos fisiológicos da cor. 
TEMA 3 – OS ASPECTOS FISIOLÓGICOS DA COR 
De acordo com a Teoria da Cor, apresentada por Silveira (2015), os 
aspectos fisiológicos das cores são entendidos e explicados pela forma como os 
estímulos luminosos chegam aos olhos e são transmitidos ao cérebro. Dessa 
 
 
11 
forma, para compreender esses aspectos, é fundamental conhecer os órgãos 
visuais, a relação com o cérebro e as teorias que explicam a visão da cor. 
O estudo da teoria tricromática surge para lançar um melhor entendimento 
a respeito de como a luz cria a impressão de cor, conforme Banks e Fraser 
(2007). Sabe-se que a visão humana pode enxergar todas as cores baseadas 
nas três cores-luz primárias: vermelho, azul e verde. 
Pedrosa (2004) complementa que James Clerk Maxwell (1831 – 1879) 
seria um dos fundadores da teoria tricromática. Ele definia o fluxo luminoso como 
radiação eletromagnética e juntava a hipótese fotoquímica com a fotoelétrica 
como componentes da óptica fisiológica. Reproduziu, então, em 1859, uma 
imagem colorida por meio de síntese aditiva. Esse foi o passo inicial para todos 
os processos tricromáticos (Pedrosa, 2004). 
Figura 3 – Reprodução da teoria tricromática: síntese aditiva 
 
Crédito: PETER HERMES FURIAN/SHUTTERSTOCK 
 
Perceber como fisiologicamente ocorre a visão das cores é fundamental 
para se compreender as teorias que definem a visão humana das cores. A partir 
dessa perspectiva, neste tema, será explicado o funcionamento do sistema 
visual humano, por meio da relação dos órgãos visuais e a visão humana das 
cores. 
 
 
 
12 
3.1 Órgãos da visão e a visão humana das cores 
Fisiologicamente, o sistema visual humano é composto pelos órgãos 
visuais e a sua comunicação com o sistema nervoso por meio do cérebro. De 
acordo com Silveira (2015), entender esse funcionamento fisiológico facilita a 
compreensão dos dados interpretativos da visão das cores. Os olhos são os 
responsáveis pela a recepção e a tradução da radiação luminosa. 
O fato de a visão ser um sentido que conjuga olhos e cérebro aumenta 
em muito sua eficiência nos trabalhos de avaliação, análise e correção 
das imagens visuais, informando a distância, a direção, a forma e a cor 
dos objetos ao nosso redor. (Silveira, 2015) 
Para entender melhor como acontece a recepção das cores no olho 
humano, é necessário conhecer os dois sensores que estão na retina, cones e 
bastonetes, que são os responsáveis pelo reconhecimento básico da cor. Como 
é comumente conhecido, a luz entra no olho pela pupila e é focalizada pela lente 
da retina, em que ocorre a estimulação dos cones e bastonetes. Essa informação 
captada sobre o que é visto é transmitida pelo nervo óptico até o cérebro (Fraser; 
Banks, 2007). A respeito da percepção visual pelo olho humano, Silveira (2015) 
explica que: 
Na retina se realiza a ligação entre o físico, o biológico e o psicológico 
da visão. É a parte do olho encarregada de transformar a energia 
radiante em impulsos nervosos, que são transmitidos ao cérebro 
através do nervo óptico. Na sua superfície, nota-se a divisão de duas 
áreas compostas pelos elementos fundamentais da percepção visual, 
os receptores denominados cones e bastonetes. (Silveira, 2015) 
A respeito das especificidades de cada um desses receptores, temos que 
os bastonetes são os responsáveis pela percepção de forma e do movimento, já 
os cones permitem a percepção de detalhes e cores, mas sendo menos 
responsivos quando há pouca luz. Nessa condição de pouca luz, os bastonetes 
assumem sua função de reconhecimento e trabalham juntos (Fraser; Banks, 
2007). 
Pedrosa (2004) explica que os cones podem ser divididos em três grupos. 
O primeiro seria os que são sensíveis ao vermelho, enquanto o segundo, ao 
verde, já terceiro, ao azul. Quanto ao amarelo e o que também se aplica as 
demais cores, o mesmo autor explica: “não existem cones específicos para a 
sensação [...] Essa cor só é percebida pela sensibilização simultânea dos cones 
vermelhos e verdes”. 
 
 
13 
Dessa forma, fica evidente que, de acordo com Silveira (2015), a teoria 
tricromática mostra que fisiologicamente o olho humano percebe a cor em “luz”, 
por conta de que os cones ópticos são sensíveis à cor-luz, tanto advinda de 
fontes primárias como quando são resultados de reflexão a partir de objetos 
coloridos. A cor-luz é tida como o veículo de informação cromática eque gera 
mais rapidamente os seus efeitos, sejam eles fisiológicos ou simbólicos. 
(Silveira, 2015). 
Tendo o entendimento a respeito da percepção fisiológica das cores e 
compreendendo melhor a relação de recepção e interpretação das cores pelo 
olho humano, é necessário agora entender também a percepção simbólica e os 
aspectos culturais das cores. 
TEMA 4 – A COR E OS ASPECTOS CULTURAIS E SIMBÓLICOS 
Nos temas anteriores, foi visto que as cores podem ser analisadas a partir 
de seus aspectos físicos e fisiológicos, sendo assim, a sensação cromática é o 
resultado da ação da luz nos órgãos visuais humanos. Silveira (2015), a esse 
respeito, ainda diferencia a sensação cromática da percepção cromática. 
Pode-se chamar sensação da cor apenas quando se considera parte 
do processo, isto é, quando a luz existente atinge os olhos e este fluxo 
luminoso é codificado fisiologicamente. A percepção da cor acontece 
quando este código fisiológico, feito a partir do fluxo luminoso, é 
interpretado culturalmente. (Silveira, 2015) 
Dessa forma, a percepção cromática é tida como um fenômeno mais 
complexo que a sensação cromática, visto que quando se refere a sensação das 
cores é levada em consideração apenas os fenômenos da reflexão e da 
codificação fisiológica da luz na retina, como visto anteriormente. 
Já quando se refere a percepção da cor é necessário que se considere os 
aspectos culturais, simbólicos e psicológicos das cores. Esses aspectos, 
conforme Farina (2011), também têm a influência de alterar o que se vê e “nas 
artes visuais, a cor não é apenas um elemento decorativo ou estético. É o 
fundamento da expressão sígnica. Está ligada à expressão de valores sensuais, 
culturais e espirituais”. 
Silveira (2015) considera que a atribuição dos significados das cores, 
podem influenciar e desencadear efeitos fisiológicos e psicológicos nas pessoas. 
“O significado de cada cor, assim como o efeito que cada uma delas tem, 
depende de onde ela está aplicada.” 
 
 
14 
Na Tabela 1, a seguir, são encontrados os significados de cada uma das 
principais cores de acordo com o dicionário Pastoreau (1997) e alguns exemplos 
de efeitos psicológicos. 
Tabela 1 – Cores, significados e efeitos psicológicos 
CORES SIGNIFICADO 
(PASTOREAU, 1997) EFEITOS PSICOLÓGICOS 
VERMELHO 
Cor por excelência, a 
mais bela das cores; cor 
do signo, do sinal, da 
marca; cor do perigo e da 
proibição; cor do amor e 
do erotismo; cor do 
dinamismo e da 
criatividade; cor da alegria 
e da infância; cor do luxo 
e da festa; cor do sangue; 
cor do fogo; cor da 
matéria e do 
materialismo. 
Causa a sensação de alegria, invasão de 
felicidade intensa, beleza, raridade; sensação 
de apreensão, de aviso, chama a atenção; 
sensação de prazer proibido; sensação de 
paixão sem limites, de amor sem 
consequências, sem atrelamento; sensação de 
energia, movimento, pulsação; sensação da 
energia criadora; de geração de insights; 
sensação de alegria ingênua, simplesmente 
feliz; sensação de poder da beleza e da 
sabedoria; sensação barulhenta de alegria de 
comemoração e comunicação; sensação de 
vida pulsante nas veias; sensação de calor forte 
e de claustrofobia; sensação de dor real, 
material. 
AMARELO 
Cor da luz e do calor; cor 
da prosperidade e da 
riqueza; cor da alegria, da 
energia; cor da doença e 
da loucura; cor da mentira 
e da traição; cor do 
declínio, da melancolia, 
do outono. 
Causa a sensação de calor dos dias quentes de 
verão, porém devagar, atinge a sensação de 
calor dos desertos, de um sol ardente, 
incomodando; sensação de estímulo à busca do 
poder, da riqueza material; sensação de alegria 
dos dias de sol; sensação da energia do calor 
do sol; sensação de tensão, sensação de 
excitação do intelecto e ajuda na retenção de 
informações na memória, de início importante, 
mas que com o tempo gera um estresse que 
aumenta a cada minuto, sensação de exposição 
de seu interior a todas as pessoas, gerando 
insegurança; sensação de auge da vida, porém 
é também a sensação de início da decadência, 
da poesia triste dos dias de outono. 
AZUL 
Cor preferida de mais da 
metade da população 
ocidental; cor do infinito, 
do longínquo, do sonho; 
cor da fidelidade, do 
amor, da fé; cor do frio, 
da frescura, da água; cor 
real e aristocrática. 
Causa a sensação de paz e tranquilidade do 
céu; sensação de infinito espacial, expandindo 
planos e superfícies; sensação de estar num 
mundo de sonho, criado de acordo 124 | 
Introdução à Teoria da Cor com os nossos 
desejos, perfeito; sensação de segurança e 
conforto da família; sensação de frio, inverno; 
sensação de pureza, transparência, sensação 
de luxo, requinte, sofisticação, realeza. 
VERDE 
Cor do destino, da dita e 
da desdita, da fortuna, do 
dinheiro, do acaso, da 
esperança; cor da 
natureza, da ecologia, da 
higiene, da saúde, da 
frescura; cor da 
juventude, da seiva que 
sobe, da libertinagem; cor 
da permissão, da 
liberdade; cor do diabo e 
do que é estranho; cor 
Causa a sensação de esperança, de controle do 
próprio destino, sensação de completude, da 
não necessidade material, de modéstia; 
sensação de prosperidade; sensação de sorte; 
sensação de estar num ambiente natural, num 
jardim; sensação de estar num ambiente 
naturalmente agradável, esteticamente 
harmonioso; sensação de jovialidade, de 
energia, em que tudo é permitido; sensação de 
estar saciado, sem fome, sem vontade de 
comer 
 
 
15 
ácida, que pica e 
envenena. 
BRANCO 
Cor da pureza, da 
castidade, da virgindade, 
da inocência: cor da 
higiene, da limpeza, do 
frio, do que é estéril; cor 
da simplicidade, da 
discrição, da paz; cor da 
sabedoria e da velhice; 
cor da aristocracia, da 
monarquia; ausência de 
cor; cor do divino 
Sensação de harmonia, de paz; sensação de 
sinceridade; sensação de ingenuidade 
protegida; sensação de limpeza estéril; 
sensação de inverno; sensação de proteção da 
intimidade; sensação de realeza; sensação de 
suporte à espiritualidade; sensação de harmonia 
no todo estético em que me encontro; sensação 
de ordem, equilíbrio, disciplina; sensação de 
calma e tranquilidade para se executar todas as 
tarefas necessárias. 
PRETO 
Cor da morte; cor da falta, 
do pecado, da 
desonestidade; cor da 
tristeza, da solidão, da 
melancolia; cor da 
austeridade, da renúncia, 
da religião; cor da 
elegância e da 
modernidade; cor da 
autoridade. 
Causa a sensação de perda; sensação de 
introspecção; sensação de escuridão, de ser 
tragado pela falta de clareza na visão; sensação 
de precisão científica e tecnológica; sensação 
de poder de julgamento. 
Fonte: Silveira, 2015. 
Além da influência da cor sobre os aspectos emocionais, ela também é 
responsável por produzir outras sensações adversas, como a de movimento, 
calma, expansão ou retração e embora essas reações corporais nos indivíduos 
não sejam bem definidas de forma científica, elas são muito utilizadas no campo 
da terapia e da educação (Farina, 2011). 
Dessa forma, por conta das informações complexas e do envolvimento de 
diversas áreas de conhecimento, estudar a respeito da construção cultural 
simbólica das cores demanda muita dedicação. 
A respeito da construção cultural simbólica das cores, Silveira (2015) 
expõe que os efeitos das cores são mais dinâmicos do que a construção cultural 
coletiva das cores. Heller (2013) complementa esse raciocínio ao afirmar que, 
por conta de os seres humanos conhecerem mais sentimentos do que cores, 
uma mesma cor pode produzir efeitos diversos, ou seja, “cada cor atua de modo 
diferente, dependendo da ocasião”. 
Nunes (2012) diz que “a variedade de significados de cada cor, ao longo 
dos tempos, está intimamente ligada em nível de desenvolvimento social e 
cultural das sociedades que os criam”. Partindo dessa perspectiva, é nítido que 
o estudo dos aspectos simbólicos e culturais das cores reforça a importância de, 
por exemplo, num projeto de artes visuais,conhecer quem será o público-alvo 
para, assim, escolher as cores desse projeto e prever possíveis reações. A cor 
pode ser interpretada de diversas maneiras em diversos contextos diferentes. 
 
 
16 
Como visto, a percepção cromática acontece pela reação em conjunto com um 
significado simbólico e o contexto que o indivíduo está inserido (Farina, 2011). 
Desta maneira, é possível concluir que os aspectos culturais e simbólicos 
das cores estão diretamente ligados a cada indivíduo e o contexto a qual ele 
pertence. Além disso, para uma melhor compreensão da construção simbólica 
da cor e da sua percepção, é necessário levar em consideração a construção 
cultural simbólica social e coletiva, a materialização dos significados e seus 
efeitos psicológicos. 
TEMA 5 – DIRETRIZES PARA A APLICAÇÃO DA COR 
Como foi visto, é fundamental conhecer os principais aspectos da cor, 
principalmente para os estudantes ou profissionais que tenham a intenção de 
entender qual o papel da cor como um meio de mediação da percepção. Além 
disso, também se torna primordial saber aplicar toda essa informação e como 
utilizar também da intuição. De acordo com Silveira (2015): 
A informação sobre os vários aspectos da percepção cromática, por si, 
não resolve a aplicação da cor em projetos. Mesmo se fosse possível 
saber absolutamente todos os aspectos que envolvem a construção 
simbólica da cor, ainda assim não se estaria apto a aplicar a cor em 
qualquer lugar ou situação. [...] O uso da intuição, isoladamente, 
também não resolve a aplicação da cor em projetos, isto é, a escolha, 
a colocação e a avaliação dos efeitos da cor em projetos não podem 
estar vinculadas a uma situação puramente intuitiva. Um profissional 
que é responsável pelos efeitos da colocação da cor em objetos ou 
ambientes, que vão interferir na construção perceptiva das pessoas, 
não pode esperar identificar a colocação da cor unicamente pelos 
sentimentos abstratos. (Silveira, 2015) 
Dessa maneira, pode-se observar que a intuição também tem um papel 
importante para se estabelecer e aplicar as cores de forma harmônica, mas ela 
não atua sozinha, por conta de que nessa situação “a única informação que se 
traz, ainda que inconsciente, é a construção cultural de determinadas cores, tudo 
isso misturado com o gosto próprio do profissional” (Silveira, 2015). Por 
consequência, o que é mais vantajoso é a utilização da intuição do profissional 
com o conhecimento da informação teórica. Um exemplo de uma tarefa 
complexa, que exige tanto do conhecimento como da intuição é a da Harmonia 
Cromática. 
Outro ponto importante para a utilização prática das cores é que é 
necessário saber materializar esse conhecimento ao aplicar a cor nos projetos. 
“Aplicar a cor em projetos depende do equilíbrio entre estes três processos: 
 
 
17 
estudar as informações e agregá-las à intuição, materializar e pensar nas 
soluções, lapidando a materialização” (Silveira, 2015). 
Com isso, fica nítida a importância de alinhar a teoria com a prática. A 
seguir, serão expostas situações práticas que se relacionam com todo o 
conteúdo que foi abordado até o momento sobre a Teoria da Cor, em que será 
possível identificar todos os aspectos mencionados anteriormente. 
NA PRÁTICA 
Vamos elaborar uma pintura de paisagem? 
Após a exposição do conteúdo sobre os diversos aspectos da cor, nada 
melhor que perceber como aplicar a teoria na prática. Escolha uma rua, uma 
praça ou outro ambiente externo que você queira e elabore uma composição 
visual que tenha como objetivo principal a utilização das cores. Perceba como 
os diversos espaços constituem a composição e tente, pela utilização das cores, 
elaborar uma pintura. 
FINALIZANDO 
Após tudo o que foi exposto nesta aula, é possível concluir que a Teoria 
da Cor tem sido desenvolvida há muito tempo e contou com a contribuição de 
diversos estudiosos, de diferentes áreas, tendo como objeto de estudo a 
percepção cromática. Entre eles, foram citadas as contribuições de Leonardo da 
Vinci, contribuições e concepções de Newton e Goethe, Chevreul e os Contrates 
Simultâneos e outros autores mais atuais como: Thomas Young, Helmholtz e 
Edwald Hering. 
Além da visão histórica da Teoria da Cor, foram apresentados os três 
aspectos para uma melhor compreensão. O primeiro aspecto foi o aspecto físico 
da cor, que acontece independente da vontade do ser humano, fora dele, sendo 
um o aspecto crucial para que a percepção visual cromática ocorra, uma vez 
que, se não há luz, não é possível a cor aparecer e ser compreendida. Neste 
momento, também foram apresentados os conceitos da Radiação Luminosa e a 
diferença entre cor-luz e cor-pigmento, além dos seus respectivos círculos 
cromáticos. 
O segundo aspecto apresentado foi o aspecto fisiológico, em que foram 
explicados os conceitos de como os estímulos luminosos chegam aos olhos e 
 
 
18 
são transmitidos ao cérebro, assim como o funcionamento básicos dos órgãos 
visuais e a visão humana. 
O terceiro aspecto foram os aspectos culturais simbólicos da percepção 
cromática, em que foi vista a diferença entre a sensação cromática e percepção 
cromática, além de que as influências das cores podem estar relacionadas aos 
aspectos culturais de cada indivíduo e com outros aspectos como, simbólicos, 
psicológicos, mentais e racionais ao mesmo tempo. Conforme visto, é 
fundamental compreender esses três aspectos em conjunto, considerando que 
um está ligado ao outro. 
 
 
 
19 
REFERÊNCIAS 
CALANDRINI, L. C. L. As cores na arte: uma experiência cromática. 2018. 
DONDIS, D. A. Sintaxe da linguagem visual. São Paulo: Martins Fontes, 1997. 
FARINA, M.; PEREZ, C.; BASTOS, D. Psicodinâmica das cores em 
comunicação. Editora Blucher, 2011. 
FRASER, T.; BANKS, A. O guia completo da cor. Senac, 2007. 
GOETHE, J. W. V. Doutrina das cores. Editora Nova Alexandria, 2018. 
HELLER, E. A psicologia das cores: como as cores afetam a emoção e a razão. 
Tradução de Maria Lúcia Lopes da Silva. 1. ed. São Paulo: Gustavo Gili, 2013. 
LOTUFO, E. Cor e comunicação. Universidade Católica de Goiás, 
Departamento de Artes e Arquitetura, curso de design, Goiânia, v. 10, 2008. 
NUNES, A. C. N. X. Informação através da cor: a construção simbólica 
psicodinâmica das cores na concepção do produto. Moda Palavra e-periódico, 
n. 9, p. 63-72, 2012. 
PEDROSA, I. O universo da cor. Rio de Janeiro: Senac Nacional, 2004. 
SILVEIRA, L. M. Introdução à teoria da cor. UTFPR Editora, 2015.