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ATIVIDADE 30: PROBLEMAS DE CONTAGEM. OBJETIVOS: Resolver problemas por ensaio e erro. Inferir resultados gerais através da indução. Utilizar o raciocínio combinatório. PARTE 1: O TRIÂNGULO MÁGICO. MATERIAL NECESSÁRIO: Nenhum. DESENVOLVIMENTO: Desenhe na lousa um triângulo como o que esta indicado ao lado e solicite aos alunos que por tentativa distribuam a seqüência dos números de 1 a 6, nos círculos de modo que a soma dos três números, sobre qualquer um dos lados do triângulo seja a mesma. Por exemplo, igual a 10. Informe aos alunos que um triângulo com essa propriedade é chamado de triângulo mágico. Dê um tempo para os alunos se organizarem em grupos de 4 e discutirem até chegar a uma solução. Verifique em seguida quantas e quais foram as soluções encontradas pelos grupos. Reúna-as na lousa de modo que possa ser feita uma comparação entre as figuras, destacando as diferenças e semelhanças observadas. Podem ser colocadas soluções como essas: Caso as diferenças e semelhanças não sejam observadas pelos alunos, na discussão, chame a atenção para os números colocados nos vértices e os números colocados nas posições intermediárias. Considere todas as soluções apresentadas, como uma única, uma vez que os números localizados nos vértices ( 1, 3, 5 ) e os números intermediários ( 2, 4, 6 ) são sempre os mesmos. Nessa seqüência dada, os números ímpares ficaram nos vértices, enquanto os pares ficaram no meio. Além disso, a distribuição dos números intermediários não se dá de forma aleatória. Por exemplo: o 6 só pode ficar entre o 1 e o 3, assim como o 2 entre 3 e o 5. Observe que nas soluções encontradas os números são fixos ocorrendo apenas uma rotação do triângulo. Proponha outros tipos de situações para os grupos, dando um tempo para discutirem cada uma delas: Distribua novamente os números, no triângulo, de modo a obter a mesma soma sobre os lados, porém, diferente de 10. É possível encontrar outras somas? Quais? Qual é a maior e a menor soma possível de ser encontrada? No processo de ensaio e erro que os alunos experimentarão para encontrar as soluções é provável que algumas propriedades do triângulo mágico sejam explicitadas. O que pode ser verificado através de uma sistematização das conclusões a que cada grupo chegou. Algumas delas são: 1. Há quatro soluções: 2. Nos triângulos de soma 10 e soma 11 houve uma inversão na posição dos números. No primeiro, os números ímpares ficaram nos vértices e os pares no meio, no segundo, os pares ficaram nos vértices e os impares no meio. 3. No caso do triângulo de soma 9 os números do vértice são os três menores ( 1, 2, 3 ) e no triângulo de soma 12 houve uma inversão, ficando os números maiores ( 4, 5, 6 ) nos vértices. 4. As soluções ocorrem aos pares, encontrada uma delas, troca-se os números dos vértices pelos números das posições intermediárias e encontra-se outra solução. Ainda, usando esses mesmos critérios, proponha que eles construam triângulos mágicos com outras seqüências de números, por exemplo: 1) 2, 4, 6, 8, 10, 12. 2) 2, 3, 4, 9, 10, 11. Pergunte se eles perceberam algum processo mais organizado, que permita determinar triângulos mágicos com qualquer seqüência de números. COMENTÁRIOS: Nesse tipo de problema é importante a tentativa, o ensaio e erro, pois assim, os alunos percebem propriedades importantes. Através de questões que podem ser levantadas conforme a discussão e as conclusões do grupo, alguns avanço vão sendo dados no sentido de uma generalização dessas propriedades. Assim, após verificar se os grupos perceberam ou não critérios gerais para a construção de triângulos mágicos com qualquer seqüência de números, retome a seqüência inicial: 1, 2, 3, 4, 5 e sugira que formem todas as ternas possíveis com esses seis números e indique ao lado a soma dos termos de cada terna: Observando essa tabela e entendendo que cada terna pode ser a distribuição de três números sobre um lado do triângulo, somente algumas delas correspondem a triângulos mágicos, aquelas que apresentam a mesma soma três vezes. Por exemplo para a soma igual a 10 temos as ternas: 1 3 6, 1 4 5 e 2 3 5, que colocadas sobre o triângulo, estarão nos vértices os números que aparecem duas vezes, pois eles são somados duas vezes. Também é possível verificar que as somas possíveis, aquelas que aparecem três vezes são: 9, 10, 11 e 12. PARTE 2: O TABULEIRO. MATERIAL NECESSÁRIO: Um pedaço de papel quadriculado de 8 x 8. DESENVOLVIMENTO: Coloque na lousa a figura quadriculada De 3 x 3 e pergunte aos alunos quantos quadrados há. Dê um tempo para que eles discutam em grupo e cheguem a uma conclusão. Analise as respostas dos grupos e discuta o método que utilizaram para descobri a quantidade de quadrados. Assim, será possível de imediato questionar a solução que considera 9, quando muito, 10 quadrados. Observe se concluíram que há 14 quadrados já que devem considerar os quadrados de 1 x 1, 2 x 2 e 3 x 3. Proponha a extensão desse raciocínio, apresentando na lousa ou entregando um papel quadriculado de 8 x 8, para cada aluno, através do seguinte problema: Sendo esta, uma representação de um tabuleiro de xadrez de 8 x 8. Determine a quantidade de quadrados da figura. Dê um tempo para a discussão em grupo e verifique junto a cada um o processo utilizado para chegar ao resultado. Caso eles apresentem dificuldades, chame a atenção para a situação anterior e observem como chegaram ao resultado. Se houver ainda alguma dificuldade, sugira que particularizem a situação, tomando outros quadriculados menores, de 4 x 4, 5 x 5, etc. para auxiliar nessa tarefa. Após, os grupos terem chegado a uma conclusão, analise-as de modo a sistematizar o processo utilizado nesse cálculo. Para isso, será necessário destacar os diferentes tipos de quadrados que podem ser vistos na figura. Neste caso, há os quadrados que percebemos imediatamente, por isso é possível que apareçam inúmeras respostas, e há quadrados superpostos, cuja percepção não é imediata, provocando algumas dificuldades. Sugira então que verifiquem por partes: 1. Os quadrados de 1 x 1: 8 x 8 2. Os quadrados de 2 x 2 3. Os quadrados de 3 x 3 Após o cálculo da quantidade de cada tipo de quadrado, encontra-se o total de quadrados do tabuleiro de xadrez, que pode ser organizado da seguinte forma: Tipo de quadrado Quantidade de cada tipo 1 x 1 8 x 8 = 64 2 x 2 7 x 7 = 49 3 x 3 6 x 6 = 36 4 x 4 5 x 5 = 25 5 x 5 4 x 4 = 16 6 x 6 3 x 3 = 9 7 x 7 2 x 2 = 4 8 x 8 1 Total de quadrados 204 COMENTÁRIO: Houve nesse tipo de problema o procedimento indutivo, em que de situações particulares foi-se deduzindo uma regra geral, para quadriculados com números de quadrados cada vez maior. Situações dessa natureza começam a ser mais freqüentes a partir da 7ª série. Proponha então aos alunos que indiquem um modo de calcular o número de quadrados de um tabuleiro de n x n. PARTE 3: AS CORDAS. MATERIAL NECESSÁRIO: Nenhum. DESENVOLVIMENTO: Peça aos alunos para desenharem diferentes círculos e marquem sobre a circunferência de cada um, 1, 2, 3, 4, 5, ... pontos e proponha o seguinte problema:Verificar o número de cordas que podem ser traçadas em um círculo em função do números de pontos colocados sobre a circunferência. Dê um tempo para os alunos discutirem em grupo e por ensaio e erro tentarem chegar a uma conclusão. Após esse trabalho organize as conclusões a que os grupos chegaram e explicite o processo utilizado pelo grupo. Proponha a construção de uma tabela relacionando as duas grandezas: número de pontos e números de cordas. nº de pontos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 nº de cordas 0 1 3 6 10 15 21 28 36 Faça perguntas do seguinte tipo: Quantas cordas podemos traçar com 5 pontos sobre a circunferência? E com 10? Que propriedade você observa na seqüência de números de cordas? É possível encontrar uma regra para determinar o número de cordas para qualquer quantidade de pontos? Proponha então que eles analisem a tabela. Pode-se observar que a seqüência do número de cordas pode ser formada adicionando-se o 1 ao 0, o 2 ao 1, o 3 ao 2, o 4 ao 3 e assim sucessivamente. Desse modo podemos obter o número de cordas para 6 pontos, somando-se 5 ao número de cordas correspondente a 5 pontos na circunferência. Para se achar o número de cordas de n pontos, deve-se adicionar ( n- 1 ) ao número de cordas relativos a ( n – 1 ) pontos sobre a circunferência. A regra de formação da seqüência é: Outra propriedade observada na seqüência do número de cordas e que permite uma lei geral é: nº pontos nº cordas 1 0 2 1 = 0 + 1 3 3 = 0 + 1 + 2 4 6 = 0 + 1 + 2 + 3 5 10 = 0 + 1 + 2 + 3 + 4 6 15 = 0 + 1 + 2 + 3 + 4 + 5 Assim, para n pontos, o número de cordas é: 0 + 1 + 2 + 3 + 4 + .... + ( n – 1 ). COMENTÁRIO: Da mesma forma que na parte 2, o raciocínio indutivo foi aplicado aqui também. Chame a atenção dos alunos que cada parcela da adição, corresponde ao número de cordas que podemos traçar a partir de cada ponto, sem repetir nenhuma. Embora a idéia de combinação esteja presente nesse problema, não é necessário aplicar a expressão: C n . 2 = n ! 2! . ( n – 2 ) que envolve definições desnecessárias nesse momento.