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GABRIELA MACHADO ODONTOLOGIA UFSM
 
Irrigação arterial da face 
Sistema carótico
Se origina na artéria aorta. 
1. O sangue bombeado no coração segue o trajeto na artéria aorta ascendente (1)
2. passa pelo arco da aorta (2) 
3. desce para a artéria aorta descendente (3). 
Os ramos dessa artéria que mais nos interessam são os que vão para a cabeça e o pescoço, que são os seguintes: 
· Tronco braquiocefálico (4): deste tronco saem duas artérias muito importantes, a artéria subclávia direita (5) e a artéria carótida comum direita (6). 
· Artéria carótida comum esquerda (7): sai diretamente do arco da aorta 
· Artéria subclávia esquerda (8): sai diretamente do arco da aorta.
Bainha carotídea
· mais superior
· região de intersecção do nervo vago, a veia jugular interna e a carótida comum
Seio carótico e glomo carótico 
· mais superiormente temos uma bifurcação, a qual origina a artéria carótida interna (3) e a artéria carótida externa (4); no centro dessa bifurcação há uma região em que se situam o seio carótico (1) e o glomo carótico (2). 
· esta região é rica em barorreceptores (receptores de pressão), quando o sangue é bombeado pelo coração e chega na carótida, quando o sangue entra em contato com o glomo carótico estes barorreceptores vão sentir o quanto de pressão está vindo desse sangue bombeado, essa função do glomo carótico serve para a regulação da pressão arterial, ou seja, dilatamos ou contraímos as artérias observando este mecanismo.
· nessa região também há quimiorreceptores (detectam o aumento do CO2 e H+ e a diminuição de O2), com eles podemos observar a quantidade de oxigenação do sangue.
ARTÉRIA CARÓTIDA EXTERNA 
É a artéria que irriga a maior parte da nossa face, emite 8 ramos muito importantes: 
· Artéria Tireóidea Superior 
· Artéria Faríngea Ascendente 
· Artéria Lingual 
· Artéria Facial
· Artéria Occipital 
· Artéria Maxilar
· Artéria Auricular Posterior
· Artéria Temporal Superficial
Artéria tireóidea superior
· ela sai diretamente da artéria carótida externa 
· ramos: artéria laríngea superior e o ramo cricotireóideo. 
· faz a irrigação da laringe e de parte da glândula tireóidea. 
Artéria faríngea ascendente 
· é o menor ramo
· ramos: artéria timpânica inferior, a qual faz um trajeto intracraniano formando outra ramificação, a artéria meníngea posterior. 
· irriga a região de músculo constritor da faringe e parte das meninges cranianas.
Artéria lingual 
· ramos: supra-hiódeo (que vai para toda a musculatura do assoalho bucal, o ramo dorsal da língua, que irriga parte do dorso da língua); a artéria profunda da língua e a artéria sublingual. 
Artéria facial 
· ramos: ramo glandular da artéria facial que é emitido na região da glândula submandibular e a artéria palatina ascendente, a qual irriga grande parte da maxila posterior 
· APA: esta artéria por não ser tão envolvida na osteotomia da maxila é mantida em cirurgias como a ortognática, sendo de grande importância neste tipo de cirurgia.
· após estes ramos temos mais superiormente o ramo massetérico, que vai irrigar parte do músculo masseter; depois segue e temos a artéria labial inferior e mais superiormente a artéria labial superior; mais superior há o ramo nasal lateral e depois a artéria angular.
Artéria auricular posterior 
· irriga parte do couro cabeludo e parte do pavilhão auditivo externo. 
· não tem grandes aplicações clínicas diretas em nossas cirurgias. 
Artéria occipital
· passa ao lado do processo mastóide 
· irriga a maior parte do couro cabeludo.
Artéria temporal superficial 
· um dos ramos terminais da artéria carótida externa. 
· o primeiro ramo é a artéria transversa de face 
· subindo está a artéria temporal média e a artéria zigomática orbital as quais vão irrigar regiões mais anteriores do couro cabeludo e da musculatura temporal 
· mais acima está o ramo parietal e o ramo frontal.
ARTÉRIA CARÓTIDA INTERNA 
1. sai da artéria carótida comum 
2. faz um trajeto ascendente sem emitir nenhum ramo
3. segue até o canal carótico e entra no crânio
4. dentro dele faz o trajeto no seio cavernoso (região rica em veias emissoras que drenam toda a região dentária e facial e acabam mandando ramos para dentro do cérebro) 
5. emite vários ramos, dos quais a maioria será responsável pela irrigação do Sistema Nervoso Central. 
>> No seio cavernoso pode ocorrer uma Trombose do Seio Cavernoso através das veias emissoras que drenam o sangue proveniente de infecções dentárias e faciais para dentro do cérebro e param na região do seio cavernoso, esta infecção pode causar uma erosão na parede artéria carótida interna provocando uma espécie de aneurisma e a artéria pode começar a ter um rompimento.
Artéria oftálmica 
Emerge no canal óptico e dela surgem diversos ramos importantes: 
· Artérias ciliares posteriores curtas 
· Artéria etmoidal posterior 
· Artéria etmoidal anterior
· Artéria dorsal do nariz: irriga a parte do dorso nasal 
· Artéria supratroclear: irriga parte do couro cabeludo e fronte 
· Artéria supra-orbital: sai pelo forame e fissura supra-orbital irrigando parte do couro cabeludo e fronte 
· Artéria palpebral lateral 
· Ramo zigomático da artéria lacrimal 
· Artéria lacrimal
ARTÉRIA MAXILAR INTERNA 
· um dos ramos terminais da artéria carótida externa e possui 16 ramos, 14 deles sendo colaterais e 2 terminais.
· Inicia-se posteriormente ao colo da mandíbula e estende-se em sentido anteromedial entre o ligamento esfenomandibular e o ramo da mandíbula; ao sair da glândula parótida, estende-se superficial ou profundamente ao músculo peterigóideo lateral
· passa por dentro da glândula parótida, entre o ligamento esfenomandibular e o ramo da mandíbula, expandindo seus ramos até chegar na fossa pterigopalatina. 
· possui 3 porções principais
Porção zigomática
ARTÉRIA AURICULAR PROFUNDA
· vai em direção ao nosso pavilhão auditivo 
· irriga grande parte do pavilhão auditivo externo.
ARTÉRIA ALVEOLAR INFERIOR
· entra no canal mandibular 
· irriga todos os dentes inferiores, desce por dentro da mandíbula e chega na região de forame mentoniano e ali se torna a artéria mentoniana na região de lábio e mento. 
· outro ramo colateral é a artéria milo-hióidea, a qual vai irrigar a musculatura milo-hióidea e outras partes do assoalho bucal. 
ARTÉRIA TIMPÂNICA ANTERIOR 
· irriga grande parte do pavilhão auditivo e do ouvido médio.
ARTÉRIA MENÍNGEA MÉDIA
· faz um trajeto ascendente, penetra no crânio e irriga grande parte das meninges cerebrais, das camadas que revestem o Sistema Nervoso Central, principalmente a Dura Máter.
· quando lesada é comum ocorrer um sangramento intracraniano denominado Hematoma Epidural, o qual pode comprimir o cérebro e se torna uma emergência neurocirúrgica. 
ARTÉRIA MENÍNGEA ACESSÓRIA
· faz um trajeto ascendente, penetra no crânio e irriga grande parte das meninges cerebrais, das camadas que revestem o Sistema Nervoso Central, principalmente a Dura Máter. Quando esta artéria é lesada é comum ocorrer um sangramento intracraniano denominado Hematoma Epidural, o qual pode comprimir o cérebro e se torna uma emergência neurocirúrgica.
Porção Pterigóidea 
ARTÉRIA TEMPORAL PROFUNDA POSTERIOR
· irriga grande parte da região temporal mais posteriormente. 
ARTÉRIAS PTERIGÓIDEAS
· irrigam parte da musculatura pterigóidea medial, musculatura pterigóidea lateral, as placas pterigóideas e parte da região óssea onde as musculaturas pterigóideas estão inseridas. 
ARTÉRIA MASSETÉRICA
· irriga grande parte do músculo masséter. 
ARTÉRIA BUCAL
· faz um trajeto descendente e passa perto do ramo da mandíbula e irriga a região do músculo bucinador. 
ARTÉRIA TEMPORAL PROFUNDA ANTERIOR
· possui a mesma relação da artéria temporal profunda posterior, porém direcionada mais para a frente, irrigando a região profunda da têmpora.
Porção Pterigopalatina
ARTÉRIA PALATINA DESCENDENTE
· possui grande calibre e é muito manipulada em cirurgias ortognáticas 
· irrigagrande parte da maxila na parte posterior
· se lesionada pode sangrar muito e afeta gravemente a vascularização da maxila. 
· possui 2 ramos colaterais, a artéria palatina menor, que irriga a região de palato mole e a artéria palatina maior, que irriga a região de palato duro até região de pré-molares. 
ARTÉRIA ALVEOLAR SUPERIOR POSTERIOR
· irriga região de molares, periósteo, mucosa vestibular, dentes posteriores. 
ARTÉRIA ESFENOPALATINA
· é uma artéria de grande calibre, entra na fossa nasal e se junta com outros vasos não relacionados à artéria maxilar, formando grandes plexos dentro do nariz. 
· sangramentos nasais podem ser causados por esta artéria. 
ARTÉRIA INFRAORBITAL
· faz um trajeto descendente pela cavidade orbitária e sai no forame infraorbital e lança 3 ramos, o palpebral inferior, o nasal e o labial superior. 
ARTÉRIAS FARÍNGEA E PTERIGOPALATINA 
· fazem um trajeto semelhante a infraorbital, porém mais voltados para a medial, irrigando regiões mais profundas da face.
	PORÇÃO ZIGOMÁTICA
	PORÇÃO PTERIGÓIDEA
	PORÇÃO PTERIGOPALATINA
	Auricular profunda
	Temporal profunda posterior
	Alveolar superior posterior
	Timpânica anterior
	Pterigoideos
	Infraorbital:
- nasal
- palpebral inferior
- labial superior
	Alveolar inferior:
- milo-hióidea
- mentoniana
	Massetérico
	Palatina descendente:
- palatina maior
- palatina menor
	Meníngea média
	Bucal
	Faríngea
	Meníngea acessória
	Temporal profunda anterior
	Pterigopalatina
	
	
	Esfenopalatina:
- ramos da fossa nasal
DRENAGEM VENOSA DA FACE
Seios da dura-máter 
· dentro do crânio temos o cérebro, o qual é revestido pelas meninges e a camada mais externa de revestimento é a Dura-Máter
· dentro da Dura-Máter há vários seios, vários trajetos venosos drenando todo o sangue cerebral. 
· no forame jugular passam estruturas muito importantes, a veia jugular interna, o nervo glossofaríngeo (IX par craniano), o nervo vago (X par craniano) e o nervo acessório (XI par craniano).
· Seio sagital superior 
· Seio sagital inferior 
· Seio transverso 
· Seio reto 
· Seio occipital
· Seio petroso superior
· Seio petroso inferior: desemboca diretamente da veia jugular interna 
· Seio cavernoso 
· Seio sigmoide
Seio cavernoso 
· além da artéria carótida interna, há várias estruturas importantes que passam pelo seio cavernoso. 
· Nervo oculomotor (III par craniano): dá a motricidade de quase todos os músculos extraoculares, da parte da pálpebra superior e do músculo constritor do esfíncter da pupila. 
· Nervo troclear (IV par craniano): inerva o músculo oblíquo superior. 
· Nervo abducente (VI par craniano): inerva o músculo extraocular reto lateral, fazendo a abdução do olho, ou seja, fazendo os movimentos laterais do olho. 
· Nervo oftálmico (ramo do nervo trigêmeo, V par craniano)
· Nervo maxilar (ramo do nervo trigêmeo, V par craniano.
Se chegar uma infecção no seio cavernoso, proveniente de veias drenando uma infecção de origem dentária ou facial, essa região infectada pode fazer uma espécie de erosão na artéria carótida interna e formar uma fístula carótido-cavernosa. Essa fístula é uma grande complicação pois vai formar uma comunicação, fazendo com que se juntem os 2 sistemas, arteriais e venosos. A maioria dos nervos que se encontram no seio cavernoso são responsáveis pela musculatura extraocular, então uma infecção nessa região acaba agredindo o nervo e afetando sua função.
TROMBOSE SÉPTICA DO SEIO CAVERNOSO 
Caso clínico: paciente com ptose palpebral (queda da pálpebra), visto que o seio cavernoso foi acometido, então os nervos responsáveis pela musculatura extraocular também foram, tendo assim esta manifestação bem característica. Todas as veias, das pernas por exemplo, possuem filtros para facilitar o retorno venoso, o sangue chega no cérebro e passa através desses filtros, os quais impedem que esse sangue desça novamente. As veias faciais não possuem estes filtros, portanto se acontece uma infecção em região dentária e formar um trombo, este sangue infectado consegue facilmente se deslocar superiormente pois não há filtros nessas veias
RELAÇÃO ENTRE SEIO CAVERNOSO E PLEXO PTERIGÓIDEO 
· existem 4 veias principais, as quais são chamadas de veias comunicantes, elas fazem comunicação com uma região muito importante, que é o plexo pterigóideo. 
· todo o sangue que a artéria maxilar interna traz, o plexo pterigóideo vai drenar de volta. 
· Infecções dentárias, faciais, de pele, orbitárias conseguem facilmente se comunicar com o seio cavernoso através do plexo pterigóideo e veias comunicantes. 
· Veia oftálmica superior 
· Veia oftálmica inferior 
· Veia infraorbital
· Veia facial profunda
Veias da face 
· Veia supratroclear: drena uma parte da fronte e do couro cabeludo. 
· Veia supraorbital: drena uma parte da fronte e do couro cabeludo. 
· Veia oftálmica superior: drena a região intracraniana, na região de seio cavernoso. 
· Veia angular 
· Veia nasal externa: drena grande porção do nariz externo. 
· Veias emissárias 
· Veia infraorbital: drena grande parte da região dos dentes maxilares mais anteriores e região de pré-molar. 
· Veia alveolar superior posterior: drena região de molares e tecido mole da parte vestibular de dentes molares.
· Veia facial profunda: drena grande parte da face 
· Veia labial superior: possui grande calibre 
· Veia labial inferior: forma um pequeno plexo com a veia labial superior 
· Veia facial 
· Veia mentoniana: drena toda a região de mento, tecido mole, lábio e musculatura mentoniana. 
· Veia submentoniana: drena grande parte da musculatura do assoalho bucal. 
· Veia alveolar inferior: continuação da veia submentoniana. 
· Veia auricular posterior 
· Veia jugular externa: passa acima do músculo esternocleidomastóideo. 
· Veia temporal superficial: drena toda a região temporal. 
· Veia transversa de face: desemboca na temporal superficial
· Veias maxilares: desemboca na temporal superficial às vezes é uma só, mas geralmente vemos mais de uma. 
· Veia retromandibular: é uma veia muito superficial, a qual tem que ser de manipulação muito cuidadosa em cirurgias. 
· Ramo posterior da veia retromandibular: se junta com a veia jugular externa 
· Veia lingual: drena toda a região de assoalho bucal. 
· Veia facial comum 
· Veia tireóidea superior 
A junção das veias lingual, facial comum e tireóidea superior é denominada Tronco Tireolinguofacial.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 
Norton, Neil S. Netter Atlas de Anatomia da Cabeça e Pescoço.
.Disponível em: Minha Biblioteca, (3ª edição). Grupo GEN, 2018. Capitulo 5, pag. 170-176
Kademani, Deepak. Atlas de Cirurgia Oral e Maxilofacial. Disponível em: Minha Biblioteca, Grupo GEN, 2019. 
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