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Aula 09
Psicologia para Concursos - Curso
Regular
Autor:
Débora Fabiano de Sousa
29 de Abril de 2023
60601513371 - Lia Ribeiro
1 
 
Sumário 
Lei Orgânica da Assistência Social ................................................................................................................ 4 
Definições e Objetivos .............................................................................................................................. 4 
Princípios e Diretrizes ............................................................................................................................... 6 
Benefício de Prestação Continuada .......................................................................................................... 8 
Organização e Gestão ............................................................................................................................. 11 
CRAS e CREAS .................................................................................................................................... 13 
Participação dos Entes Federativos ..................................................................................................... 15 
Programas de Assistência Social ............................................................................................................. 15 
Política Nacional de Assistência Social ....................................................................................................... 17 
Política Pública e Assistência Social ........................................................................................................ 18 
Diretrizes ................................................................................................................................................ 19 
Objetivos ................................................................................................................................................ 19 
Usuários .................................................................................................................................................. 19 
Assistência Social e as Proteções Afiançadas ......................................................................................... 20 
Proteção Social Básica ........................................................................................................................ 20 
Proteção Social Especial ..................................................................................................................... 23 
Gestão da Política Nacional de Assistência Social na Perspectiva SUAS ................................................. 26 
Vigilância Social .................................................................................................................................. 26 
Proteção Social ................................................................................................................................... 26 
Defesa Social e Institucional ............................................................................................................... 27 
Norma Operacional de Recursos Humanos ................................................................................................ 29 
Princípios e Diretrizes Nacionais para a Gestão do Trabalho .................................................................. 30 
Princípios Éticos para os Trabalhadores da Assistência Social ................................................................ 31 
Débora Fabiano de Sousa
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2 
 
Equipe de Referência .............................................................................................................................. 32 
Proteção Social Básica ........................................................................................................................ 33 
Proteção Social Especial ..................................................................................................................... 33 
Diretrizes para a Política Nacional de Capacitação ................................................................................. 34 
Atuação Do Psicólogo No SUAS ................................................................................................................. 35 
Introdução .............................................................................................................................................. 36 
Formação Profissional e a Assistência Social ...................................................................................... 36 
Atuação Profissional na Assistência Social .......................................................................................... 36 
Princípios do SUAS ............................................................................................................................. 37 
Orientações Gerais ................................................................................................................................. 38 
Atuação no SUAS ................................................................................................................................ 38 
Intervenções com os usuários do SUAS .............................................................................................. 39 
Produção de Documentos Escritos ..................................................................................................... 40 
Níveis de Proteção Social ........................................................................................................................ 40 
Proteção Social Básica ........................................................................................................................ 41 
PSE de Média Complexidade .............................................................................................................. 45 
PSE de Alta Complexidade .................................................................................................................. 46 
Questões Comentadas ............................................................................................................................... 47 
Lista de Questões ....................................................................................................................................... 64 
Gabarito ..................................................................................................................................................... 73 
Referências Bibliográficas .......................................................................................................................... 74 
 
 
Débora Fabiano de Sousa
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APRESENTAÇÃO DA AULA 
Olá, pessoal! Aqui vocês estudarão as principais legislações específicas sobre a saúde no Brasil. Esses 
conteúdos, embora não sejam relativos propriamente à Psicologia da Saúde, estão em interface íntima com 
ela. 
Ótimos estudos!  
Qualquer dúvida, estou à disposição no Fórum do curso, por e-mail 
deborafabiano9@gmail.com ou pelo Instagram @deborafabb. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LEI ORGÂNICA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL 
Os conteúdos sobre o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) têm sido tema de provas em concursos 
municipais. Via de regra, aqueles são inseridos em conteúdos específicos para psicólogos. O estudo de três 
legislações é fundamental para a sua melhor compreensão sobre características e propostas do SUAS, a 
saber: 
• Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) 
Lei nº 8.742/1993 e alterações dada pela Lei nº 13.014/2014 
• Norma Operacional Básica (NOB/SUAS)Política Nacional de Assistência Social (PNAS/2004) 
• Norma Operacional Básica de Recursos Humanos (NOB-RH/SUAS) 
O objetivo aqui não é discutir cada um dos dispositivos dessas legislações, mas sim apresentar os principais 
temas cobrados que fazem referências a elas. Para se aprofundar nos estudos das leis, recomendo que você 
acesse as referências disponíveis no final da aula. Combinado? 
Neste capítulo, o foco é os conteúdos apresentados pela LOAS. 
Definições e Objetivos 
O Art. 1º da LOAS apresenta a seguinte definição acerca da assistência social: 
“Art.1º. A assistência social, direito do cidadão e dever do Estado, é Política de Seguridade 
Social não contributiva, que provê os mínimos sociais, realizada através de um conjunto 
integrado de ações de iniciativa pública e da sociedade, para garantir o atendimento às 
necessidades básicas.” 
 
A assistência social integra, junto com a saúde e a previdência, a política de Seguridade Social. Trata-se de 
um direito do cidadão e – em função disso – é não contributiva. Assim, de modo diferente da previdência 
social, o indivíduo terá acesso às ações da assistência social sem a necessidade de ter contribuído 
financeiramente por ela. 
Além disso, como a própria definição apresenta, a assistência social é voltada para o atendimento de 
necessidades básicas. O seu foco de atuação reside em indivíduos e famílias em situação de risco ou 
vulnerabilidade social. 
Débora Fabiano de Sousa
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==2e2825==
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Os objetivos da assistência social são explicitados no Art. 2º da LOAS. Referem-se a três frentes principais: 
 
 
A respeito da proteção social, o Art. 2º esclarece que: 
I. a proteção social, que visa à garantia da vida, à redução de danos e à prevenção da 
incidência de riscos, especialmente: 
a) a proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice; 
b) o amparo às crianças e aos adolescentes carentes; 
c) a promoção da integração ao mercado de trabalho; 
d) a habilitação e reabilitação das pessoas com deficiência e a promoção de sua integração 
à vida comunitária; e 
e) a garantia de 1 (um) salário-mínimo de benefício mensal à pessoa com deficiência e ao 
idoso que comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção ou de tê-la 
provida por sua família; 
A proteção social atua para oferecer garantias sociais a determinados grupos mais vulneráveis, quer seja 
por características do ciclo de vida (maternidade, infância, adolescência ou velhice) ou por oportunidades 
social ou econômica desiguais (ex: família, integração no trabalho, pessoas com deficiência). Para tanto, a 
proteção social se caracteriza por amparar, habilitar e reabilitar, integrar ou garantir benefício financeiro 
para quem realmente precisa. 
Vale destacar que a proteção social, de modo específico, e a assistência social – de forma ampla – não se 
restringem à concessão de benefícios financeiros. Suas ações só se tornam necessárias porque direitos 
humanos fundamentais são violados como consequências do modo de produção e organização da nossa 
sociedade. 
Sobre a vigilância socioassistencial, o Art.2º da LOAS indica que: 
Proteção Social
Vigilância
Socioassistencial
Defesa de Direitos
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II. a vigilância socioassistencial, que visa a analisar territorialmente a capacidade protetiva 
das famílias e nela a ocorrência de vulnerabilidades, de ameaças, de vitimizações e danos; 
Como será visto adiante, a família apresenta centralidade nas políticas de assistência social, dada a sua 
função histórica de ser uma instituição voltada para a socialização primária dos indivíduos. 
O Art. 2º esclarece que a defesa de direitos se expressa a partir de: 
III. a defesa de direitos, que visa a garantir o pleno acesso aos direitos no conjunto das 
provisões socioassistenciais. 
Assim, a LOAS esclarece que as provisões socioassistenciais são acionadas como mecanismos de restituição 
de direitos, contrabalanceando a política de Estado neoliberal em que fatores econômicos se tornam mais 
relevantes que as vivências humanas. 
O parágrafo único do Art. 2º da LOAS encerra com a seguinte conclusão dos objetivos: 
Parágrafo único. Para o enfrentamento da pobreza, a assistência social realiza-se de forma 
integrada às políticas setoriais, garantindo mínimos sociais e provimento de condições 
para atender contingências sociais e promovendo a universalização dos direitos sociais. 
Princípios e Diretrizes 
A LOAS define no Art. 4º cinco princípios da assistência social. Leia-os com atenção: 
 
I. supremacia do atendimento às necessidades sociais sobre as exigências de rentabilidade 
econômica; 
II. universalização dos direitos sociais, a fim de tornar o destinatário da ação assistencial 
alcançável pelas demais políticas públicas; 
III. respeito à dignidade do cidadão, à sua autonomia e ao seu direito a benefícios e serviços 
de qualidade, bem como à convivência familiar e comunitária, vedandose qualquer 
comprovação vexatória de necessidade; 
IV. igualdade de direitos no acesso ao atendimento, sem discriminação de qualquer 
natureza, garantindo-se equivalência às populações urbanas e rurais; 
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V. divulgação ampla dos benefícios, serviços, programas e projetos assistenciais, bem 
como dos recursos oferecidos pelo Poder Público e dos critérios para sua concessão. 
Os princípios explicitados orientam os profissionais da assistência social sobre o foco e a natureza do 
trabalho a ser desenvolvido. Desses princípios, vale a pena destacar o disposto nos incisos II, III e V. 
O inciso II destaca a importância da universalização dos direitos sociais. Essa categoria de direitos inclui, por 
exemplo: educação, trabalho, alimentação, moradia, transporte, segurança. Se as famílias – que são o foco 
das políticas assistenciais – não têm condições mínimas de sobrevivência, como elas terão acessos a outros 
direitos? 
O inciso III apresenta a seguinte ressalva “vedando-se qualquer comprovação vexatória de necessidade”. 
Historicamente, as práticas de assistência social estiveram atreladas à benemerência (caridade) de 
instituições religiosas. Quando alguém é alvo de caridade, é socialmente desejável a gratidão. Estabelece-
se, assim, uma reafirmação de desigualdades – visto que não existe um compromisso de restituir a 
dignidade ou autonomia de quem foi beneficiado. 
A partir dessa perspectiva, a leitura da lei pode indicar a necessidade de que os profissionais da assistência 
social rompam com o legado histórico de que as ações assistenciais são caridade. O indivíduo atendido é 
alguém socialmente destituído de direitos. Assim, cabe a aqueles profissionais representar uma iniciativa 
política de empoderamento, com foco nas potencialidades e restituição de direitos. 
De modo complementar, o inciso V apresenta a necessidade de divulgação das práticas assistenciais 
capazes de contribuir para a superação de condições concretas de desigualdade social. Em decorrência 
disso, os indivíduos poderão ter acesso a alimentação, moradia, transporte, entre outros direitos. 
O Art. 5º da LOAS apresenta as diretrizes da assistência social, a saber: 
 
Art. 5º. A organização da assistência social tem como base as seguintes diretrizes: 
I. descentralização político-administrativa para os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios, e comando único das ações em cada esfera de governo; 
II. participação da população, por meio de organizações representativas, na formulação 
das políticas e no controle das ações em todos os níveis; 
III. primazia da responsabilidade do Estado na condução da política de assistência social 
em cada esfera de governo. 
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A LOAS caracteriza o SUAS como um sistema semelhante ao SUS (Sistema Único de Saúde), mas cujo foco 
está em ações de assistência social. A participação popular reflete o controle social como mecanismo de 
aperfeiçoamento das práticas socioassistenciais. Assim como SUS, o SUAS é uma responsabilidade do 
Estado. A iniciativa privada também se orienta pelos preceitos desse sistema. 
Benefício de Prestação Continuada 
O Benefício de Prestação Continuada (BPC) é cobrado em prova. A LOAS apresenta as características dele 
no Art.20. Enquanto psicólogo(a), existem algumas informações que você precisa saber. 
Para facilitar sua aprendizagem, vou apresentar o conteúdo a partir de algumas perguntas norteadoras. 
Quem tem direito ao BPC e quanto recebe em dinheiro? 
 
Art. 20. O benefício de prestação continuada é a garantia de um salário-mínimo mensal à 
pessoa com deficiência e ao idoso com 65 (sessenta e cinco) anos ou mais que comprovem 
não possuir meios de prover a própria manutenção nem de tê-la provida por sua família. 
Com base nisso, pode-se dizer que: 
 
Quem são as pessoas consideradas “família” para fins do BPC? 
 
§ 1º. Para os efeitos do disposto no caput, a família é composta pelo requerente, o cônjuge 
ou companheiro, os pais e, na ausência de um deles, a madrasta ou o padrasto, os irmãos 
Valor do BPC
Um salário-mínimo mensal
População-alvo do BPC
Pessoa com deficiência ou idoso com
65 anos ou mais sem condições
financeiras.
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solteiros, os filhos e enteados solteiros e os menores tutelados, desde que vivam sob o 
mesmo teto. 
Assim, a família inclui o solicitante do BPC e as pessoas que com ela vivam em um mesmo local, superando 
a noção de família tradicional (pai, mãe e filhos). 
Quem é uma pessoa com deficiência para fins do BPC? 
 
§ 2º. Para efeito de concessão do benefício de prestação continuada, considera-se pessoa 
com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, 
intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir 
sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais 
pessoas. 
Qual é a renda familiar necessária para ter acesso ao BPC? 
 
§ 3º. Considera-se incapaz de prover a manutenção da pessoa com deficiência ou idosa a 
família cuja renda mensal per capita seja: 
I. igual ou inferior a 1/4 (um quarto) do salário-mínimo. 
Não se esqueça dessa informação, ok? É muito importante! 
Quais são as condições para receber o BPC? 
Diferentes parágrafos do Art. 20 da LOAS esclarecem sobre condições que os beneficiários do BPC deverão 
cumprir. 
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§ 4º. O benefício de que trata este artigo não pode ser acumulado pelo beneficiário com 
qualquer outro no âmbito da seguridade social ou de outro regime, salvo os da assistência 
médica e da pensão especial de natureza indenizatória. 
§ 5º. A condição de acolhimento em instituições de longa permanência não prejudica o 
direito do idoso ou da pessoa com deficiência ao benefício de prestação continuada. 
§ 6º. A concessão do benefício ficará sujeita à avaliação da deficiência e do grau de 
impedimento de que trata o § 2º., composta por avaliação médica e avaliação social 
realizadas por médicos peritos e por assistentes sociais do Instituto Nacional de Seguro 
Social - INSS. 
§ 8º. A renda familiar mensal a que se refere o § 3º. deverá ser declarada pelo requerente 
ou seu representante legal, sujeitando-se aos demais procedimentos previstos no 
regulamento para o deferimento do pedido. 
§ 9º. Os rendimentos decorrentes de estágio supervisionado e de aprendizagem não serão 
computados para os fins de cálculo da renda familiar per capita a que se refere o § 3o deste 
artigo. 
§ 12. São requisitos para a concessão, a manutenção e a revisão do benefício as inscrições 
no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e no Cadastro Único para Programas Sociais do 
Governo Federal - Cadastro Único, conforme previsto em regulamento. 
§ 14. O benefício de prestação continuada ou o benefício previdenciário no valor de até 1 
(um) salário-mínimo concedido a idoso acima de 65 (sessenta e cinco) anos de idade ou 
pessoa com deficiência não será computado, para fins de concessão do benefício de 
prestação continuada a outro idoso ou pessoa com deficiência da mesma família, no 
cálculo da renda a que se refere o § 3º deste artigo. 
A partir dessas informações expressas pela LOAS, é possível resumi-las do seguinte modo: 
 
• Não pode acumular outros benefícios (salvo se médicos ou pensão indenizatória). 
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• Pode receber o BPC se em situação de acolhimento em instituição de longa permanência – desde que 
cumpridos outros requisitos da lei. 
• Renda familiar deve ser declarada pelo requerente ou seu representante legal. 
• Estágio supervisionado e de aprendizagem não são computados como renda familiar. 
• É preciso ter CPF e cadastro no CadÚnico. 
• O fato de uma pessoa da mesma família receber o benefício não impede outra de recebê-lo também. O 
BPC recebido por aquela não é computado como renda familiar. 
Organização e Gestão 
O Sistema Único de Assistência Social (SUAS) é responsável pela gestão e organização da assistência social. 
O Art. 6º da LOAS apresenta essa noção e indica quais são os objetivos desse sistema. 
 
Art. 6º. A gestão das ações na área de assistência social fica organizada sob a forma de 
sistema descentralizado e participativo, denominado Sistema Único de 
Assistência Social (SUAS), com os seguintes objetivos: 
I. consolidar a gestão compartilhada, o cofinanciamento e a cooperação técnica entre os 
entes federativos que, de modo articulado, operam a proteção social não contributiva; 
II. integrar a rede pública e privada de serviços, programas, projetos e benefícios de 
assistência social, na forma do art. 6º-C; 
III. estabelecer as responsabilidades dos entes federativos na organização, regulação, 
manutenção e expansão das ações de assistência social; 
IV. definir os níveis de gestão, respeitadas as diversidades regionais e municipais; 
V. implementar a gestão do trabalho e a educação permanente na assistência social; 
VI. estabelecer a gestão integrada de serviços e benefícios; e 
VII. afiançar a vigilância socioassistencial e a garantia de direitos. 
O parágrafo primeiro tem importância fundamental na reafirmação das ações do SUAS. 
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§ 1º. As ações ofertadas no âmbito do SUAS têm por objetivo a proteção à família, à 
maternidade, à infância, à adolescência e à velhice e, como base de organização, o 
território. 
A ideia da família e do território para o SUAS será devidamente esclarecida ao longo dessa aula. 
O Art.6º- A é essencial para provas de concurso. Ele não é cobrado em sua literalidade, porém o seu 
conteúdo é de extrema relevância. Leia-o com muita atenção! 
Tipos de Proteção da Assistência Social 
 
Art. 6º-A. A assistência social organiza-se pelos seguintes tipos de proteção: 
I. proteção social básica: conjunto de serviços, programas, projetos e benefícios da 
assistência social que visa a prevenir situações de vulnerabilidade e risco social por meio 
do desenvolvimento de potencialidades e aquisições e do fortalecimento de vínculos 
familiares e comunitários; 
II. proteção social especial: conjunto de serviços, programas e projetos que tem por 
objetivo contribuir paraa reconstrução de vínculos familiares e comunitários, a defesa de 
direito, o fortalecimento das potencialidades e aquisições e a proteção de famílias e 
indivíduos para o enfrentamento das situações de violação de direitos. 
Parágrafo único. A vigilância socioassistencial é um dos instrumentos das proteções da 
assistência social que identifica e previne as situações de risco e vulnerabilidade social e 
seus agravos no território. 
A Política Nacional de Assistência Social (PNAS/2004) aprofunda as informações referentes aos tipos de 
proteção e à função da vigilância socioassistencial. Você irá estudá-la ainda nesta aula. 
Para que você não se esqueça, observe o esquema: 
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CRAS e CREAS 
Art. 6º-B. As proteções sociais básica e especial serão ofertadas pela rede 
socioassistencial, de forma integrada, diretamente pelos entes públicos e/ou pelas 
entidades e organizações de assistência social vinculadas ao SUAS, respeitadas as 
especificidades de cada ação. 
Art. 6º-C. As proteções sociais, básica e especial, serão ofertadas precipuamente no 
Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e no Centro de Referência 
Especializado de Assistência Social (CREAS), respectivamente, e pelas entidades sem fins 
lucrativos de assistência social. 
A função da rede socioassistencial é melhor explicitada na Política Nacional de Assistência Social 
(PNAS/2004). Você verá esse conteúdo adiante. 
As características dos CRAS e CREAS são esclarecidas nos parágrafos do Art.6º-C. 
 
 
Proteção Social Básica
Objetivo: prevenir situações de vulnerabilidade e risco social
Método: Desenvolvimento de potencialidades e 
aquisições e fortalecimento de vínculos
familiares e comunitários
Proteção Social Especial
Objetivo 1: Reconstrução de vínculos familiares e 
comunitários, defesa de direito, fortalecimento de 
potencialidades e aquisições
Objetivo 2: Proteção de família e indivíduos 
para o enfrentamento das situações de 
violação de direitos.
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§ 1º. O CRAS é a unidade pública municipal, de base territorial, localizada em áreas com 
maiores índices de vulnerabilidade e risco social, destinada à articulação dos serviços 
socioassistenciais no seu território de abrangência e à prestação de serviços, programas e 
projetos socioassistenciais de proteção social básica às famílias. 
§ 2º. O CREAS é a unidade pública de abrangência e gestão municipal, estadual ou 
regional, destinada à prestação de serviços a indivíduos e famílias que se encontram em 
situação de risco pessoal ou social, por violação de direitos ou contingência, que 
demandam intervenções especializadas da proteção social especial. 
§ 3º. Os CREAS e os CREAS são unidades públicas estatais instituídas no âmbito do SUAS, 
que possuem interface com as demais políticas públicas e articulam, coordenam e ofertam 
os serviços, programas, projetos e benefícios da assistência social.” 
Você já sabe, mas não custa lembrar: 
 
Por fim, o Art.6º-D esclarece como devem ser as instalações dos CRAS e CREAS para atendimento da 
população. 
Art. 6º-D. As instalações dos CRAS e dos CREAS devem ser compatíveis com os serviços 
neles ofertados, com espaços para trabalhos em grupo e ambientes específicos para 
recepção e atendimento reservado das famílias e indivíduos, assegurada a acessibilidade 
às pessoas idosas e com deficiência. 
CRAS
Proteção Social Básica
Municipal, base territorial, áreas de
maior vulnerabilidade e risco social
Articulação e oferta de serviços
assistenciais, programas e projetos.
CREAS
Proteção Social Especial
Municipal, estadual ou regional
Indivíduos ou famílias em situação de
violação de direitos ou contingência
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Como o dispositivo apresenta, diferentes atividades tendem a ser desenvolvidas no CRAS e CREAS 
conforme as necessidades de cada caso. Em geral, privilegia-se as atividades em grupo. Apesar disso, os 
atendimentos reservados podem ocorrer. Assim, os espaços devem comportar as diferentes demandas, 
individuais e grupais. 
Participação dos Entes Federativos 
O Art.11º indica como as três esferas do governo organizam as ações da assistência social. 
 
 
Art. 11. As ações das três esferas de governo na área de assistência social realizam-se de 
forma articulada, cabendo a coordenação e as normas gerais à esfera federal e a 
coordenação e execução dos programas, em suas respectivas esferas, aos Estados, ao 
Distrito Federal e aos Municípios. 
Outros artigos da LOAS aprofundam a atribuição de cada uma das esferas do governo. Para fins de prova, 
essa informação do Art. 11 poderá ser suficiente. 
Programas de Assistência Social 
O Art.24 da LOAS apresenta a definição dos programas de assistência social. 
 
Art. 24. Os programas de assistência social compreendem ações integradas e 
complementares com objetivos, tempo e área de abrangência definidos para qualificar, 
incentivar e melhorar os benefícios e os serviços assistenciais. 
A partir dessa noção inicial, a LOAS apresenta três tipos de programas. 
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Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) 
O Art.24-A da LOAS identifica o que é qual o objetivo do PAIF. 
Art. 24-A. Fica instituído o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), 
que integra a proteção social básica e consiste na oferta de ações e serviços 
socioassistenciais de prestação continuada, nos CRAS, por meio do trabalho social com 
famílias em situação de vulnerabilidade social, com o objetivo de prevenir o rompimento 
dos vínculos familiares e a violência no âmbito de suas relações, garantindo o direito à 
convivência familiar e comunitária. 
Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI) 
O Art.24-B da LOAS apresenta o PAEFI e seu objetivo. 
Art. 24-B. Fica instituído o Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e 
Indivíduos (PAEFI), que integra a proteção social especial e consiste no apoio, orientação 
e acompanhamento a famílias e indivíduos em situação de ameaça ou violação de direitos, 
articulando os serviços socioassistenciais com as diversas políticas públicas e com órgãos 
do sistema de garantia de direitos. 
Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) 
O Art.24-C da LOAS apresenta as noções iniciais sobre o PETI que está vinculado ao serviço de proteção 
social básica. 
Art. 24-C. Fica instituído o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), de caráter 
intersetorial, integrante da Política Nacional de Assistência Social, que, no âmbito do 
SUAS, compreende transferências de renda, trabalho social com famílias e oferta de 
serviços socioeducativos para crianças e adolescentes que se encontrem em situação de 
trabalho. 
§ 1º. O PETI tem abrangência nacional e será desenvolvido de forma articulada pelos 
entes federados, com a participação da sociedade civil, e tem como objetivo contribuir 
para a retirada de crianças e adolescentes com idade inferior a 16 (dezesseis) anos em 
situação de trabalho, ressalvada a condição de aprendiz, a partir de 14 (quatorze) anos. 
PAIF PAEFI PETI
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§ 2º. As crianças e os adolescentes em situação de trabalho deverão ser identificados e ter 
os seus dados inseridos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal 
(CadÚnico), com a devida identificação das situações de trabalho infantil. 
POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIASOCIAL 
A Política Nacional de Assistência Social (PNAS) – também conhecida como Norma Operacional Básica 
(NOB/SUAS) – foi publicada em 2004. Trata-se da Resolução nº 145/2004. 
Para começar, observe a definição de NOB: 
NOB é o instrumento normativo que definirá o modo de operacionalizar os preceitos da 
legislação que rege o Sistema Único de Assistência Social (SUAS). 
A elaboração da PNAS/2004 se baseou na consideração de três perspectivas de proteção que são as pessoas, 
as circunstâncias vivenciadas e a família – núcleo de apoio primeiro. Os riscos e as vulnerabilidades se 
expressam no cotidiano dos indivíduos e suas famílias. 
Em função disso, a proteção social precisa se aproximar desse contexto a fim de pôr em marcha seus 
objetivos. Além disso, torna-se necessário entender a unidade sociofamiliar a partir de suas necessidades 
fundamentais além dos recursos disponíveis nesse núcleo/domicílio. 
A PNAS/2004 é uma proposta de oferecer visibilidade a setores da sociedade que são constantemente 
excluídos. Assim, suas considerações se direcionam para idosos, pessoas com deficiência, populações em 
situação de rua, adolescentes em conflito com a lei, indígenas e quilombolas – por exemplo. 
O objetivo aqui não é estudar integralmente a proposta da PNAS, mas fazer menção às principais ideias 
presentes em concursos públicos para psicólogos. Com base nisso, as informações a serem vistas nesse 
capítulo abrangem os seguintes pontos: 
• Política Pública e Assistência Social 
• Diretrizes 
• Objetivos 
• Usuários 
 Assistência Social e Proteções Afiançadas: 
• Proteção Social Básica 
 CRAS - PAIF 
• Proteção Social Especial: 
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 CREAS - PAIEF 
• Proteção Social de Média Complexidade 
• Proteção Social de Alta Complexidade 
• Gestão Nacional da Assistência Social na perspectiva do SUAS 
 Matriciamento Sociofamiliar 
 Territorialização 
 Controle Social 
A partir dos tópicos que serão estudados neste capítulo, peço a você que tenha atenção especial para os 
pontos: usuários, assistência social e proteções afiançadas e gestão nacional da assistência social na 
perspectiva do SUAS. As noções de proteção social são significativamente ampliadas na PNAS/2004 
quando comparadas às da LOAS. Matriciamento sociofamiliar e territorialização são também conceitos 
relevantes para as provas. 
Política Pública e Assistência Social 
A partir da formulação da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), a política de assistência social se torna 
parte do sistema de bem-estar social brasileiro. Esse sistema se refere à Seguridade Social, o qual inclui 
também a saúde e a previdência social. 
A proteção social surge como produto das formas institucionalizadas – próprias do Estado e suas 
instituições - de cuidado de parcela da população. Assim, suas ações se orientam a partir da existência de 
fenômenos naturais ou sociais. Como exemplos desses fenômenos, podem ser citados, respectivamente: 
velhice, doença; privações, pobreza, miséria, exclusão. 
 Diante desse fato, cabe à proteção social garantir a segurança de sobrevivência (de rendimento e 
autonomia), de acolhida e de convívio ou vivência familiar. 
Segurança de Acolhida 
• Refere-se à provisão de necessidades humanas, a começar pelos direitos a alimentação, ao vestuário e 
ao abrigo; 
• A PNAS é orientada para a conquista da autonomia das pessoas e famílias sobre as necessidades 
básicas. 
Segurança da Vivência Familiar ou Segurança do Convívio 
• Refere-se à não aceitação da reclusão e de situações de perda das relações; 
• A vida social possibilidade a construções culturais, políticas, processos civilizatórios, subjetividades 
coletivas e potencialidades. 
Segurança de Rendimentos 
• Refere-se à garantia de condição monetária para a sobrevivência, independentemente de limitações 
para o trabalho ou do desemprego. 
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Diretrizes 
As diretrizes da Assistência Social são baseadas na Constituição Federal (CF/88) e na LOAS. Existem, no 
total, quatro diretrizes propostas pela PNAS/2004. A quarta é a mais importante, porque destaca um fator 
não proposto na LOAS. 
I. Descentralização político-administrativa, cabendo a coordenação e as normas gerais à 
esfera federal e a coordenação e execução dos respectivos programas às esferas estadual 
e municipal, bem como a entidades beneficentes e de assistência social, garantindo o 
comando único das ações em cada esfera de governo, respeitando-se as diferenças e as 
características socioterritoriais locais; 
II. Participação da população, por meio de organizações representativas, na formulação 
das políticas e no controle das ações em todos os níveis; 
III. Primazia da responsabilidade do Estado na condução da Política de Assistência Social 
em cada esfera de governo; 
IV. Centralidade na família para concepção e implementação dos benefícios, serviços, 
programas e projetos. 
Objetivos 
A PNAS/2004 propõe que a política pública de assistência social se realize de forma integrada a outras 
políticas setoriais. É necessário considerar as desigualdades socioterritoriais. Com isso, será possível 
enfrentá-las, garantir o acesso da população aos mínimos sociais e promover a universalização aos direitos 
sociais. 
 Em decorrência dessa proposta, os objetivos da PNAS são: 
• Prover serviços, programas, projetos e benefícios de proteção social básica e, ou, 
especial para famílias, indivíduos e grupos que deles necessitarem. 
• Contribuir com a inclusão e a equidade dos usuários e grupos específicos, ampliando o 
acesso aos bens e serviços socioassistenciais básicos e especiais, em áreas urbana e rural. 
• Assegurar que as ações no âmbito da assistência social tenham centralidade na família, 
e que garantam a convivência familiar e comunitária. 
Usuários 
A PNAS/2004 reforça que a política de assistência social se destina a cidadãos e grupos em situações de 
risco e vulnerabilidade. Como exemplos de pessoas contempladas por essa política podem ser citadas: 
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• Famílias e indivíduos com perda ou vínculos de afetividade, pertencimento e 
sociabilidade fragilizados; 
• Identidades estigmatizadas, em função da etnia, cultura ou sexualidade; 
• Indivíduos em desvantagem pessoal decorrente de deficiências; 
• Exclusão pela pobreza; • Uso de diferentes substâncias psicoativas; 
• Em situação de violência; 
• Inserção precária ou não inserção no mercado de trabalho formal/informal, entre outras. 
Assistência Social e as Proteções Afiançadas 
A LOAS indica que o SUAS se organiza a partir da proteção social básica e especial, identificando as 
características de cada uma delas. Além disso, apresenta a existência do CRAS e do CREAS. Nesse sentido, 
a PNAS/2004 amplia as concepções da LOAS acerca da temática proteção social. 
 Via de regra, o esquema que você precisa ter em mente para a sua prova é o seguinte: 
 
Vamos estudar cada um dos itens propostos nesse esquema? Vem comigo! 
Proteção Social Básica 
A proteção social básica tem por objetivo prevenir as situações de risco. Esse propósito se realiza a partir do 
desenvolvimento de potencialidades e aquisições, fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. 
Proteção 
Social
Especial
Alta 
complexidade
Média 
complexidade
CREAS - PAIEF
Básica CRAS PAIF
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 O público-alvo compreende a população em situação de vulnerabilidade social. Esse quadro pode ocorrer 
em função da pobreza, privação (de renda e acesso a serviçospúblicos – por exemplo) ou de fragilização de 
vínculos afetivos. Nesse último caso podem ser citados os vínculos relacionais e de pertencimento, 
implicando em discriminações em função da faixa etária, da origem étnica, do gênero ou de deficiências. 
 Assim, a proposta da proteção social básica é de desenvolver serviços, programas e projetos locais com 
vistas ao acolhimento, à convivência e à socialização de indivíduos e suas famílias. Essas ações levam em 
consideração a situação de vulnerabilidade identificada. Além disso, insere-se nesse nível de proteção a 
oferta de benefícios eventuais e do BPC (Benefício de Prestação Continuada). 
 Os serviços, programas, projetos e benefícios da proteção social básica devem ser articulados com outras 
políticas públicas locais e com os serviços de proteção especial. A articulação intersetorial é necessária para 
garantir a sustentabilidade das ações, o protagonismo das famílias e indivíduos e a efetivação de 
encaminhamentos necessários. A finalidade última é, então, superar as condições de vulnerabilidade e 
prevenir as situações de risco potencial. 
 Quais os locais em que são desenvolvidas as ações da proteção básica? De acordo com a NOB/SUAS 
(PNAS/2004) nos seguintes locais: 
De forma direta: 
• Centros de Referência da Assistência Social (CRAS); • Unidades básicas e públicas de 
assistência; 
De forma indireta: 
• Entidades e organizações de assistência social da área de abrangência do CRAS. 
Vamos agora aprofundar a nossa compreensão sobre o CRAS e os serviços de proteção básica ofertados por 
esse dispositivo do SUAS. 
Centro de Referência de Assistência Social - CRAS - 
A PNAS/2004 apresenta, inicialmente as características fundamentais do CRAS: 
Características do CRAS 
Unidade pública estatal de base territorial 
• Localização: áreas de vulnerabilidade social; 
• Área de abrangência: até 1.000 famílias/ano; 
• Responsabilidades: § Executar serviços de proteção social básica; 
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Organizar e coordenar a rede de serviços socioassistenciais locais da política de assistência 
social. 
A partir das características do CRAS, pode-se afirmar que esse dispositivo atua com famílias e indivíduos no 
contexto comunitário. O objetivo é orientar e promover o convívio sociofamiliar e comunitário. 
 Nas ações do SUAS, a família é o foco central. Por isso, os profissionais desse sistema devem compreender 
a existência de diferentes arranjos familiares. Não existe somente o modelo de família nuclear. Além disso, 
deve-se ter clareza das funções básicas da família, que – em conformidade com a PNAS/2004 são: 
• Prover a proteção e a socialização de seus membros; 
• Constituir-se como referências morais, de vínculos afetivos e sociais, de identidade 
grupal; 
• Mediar as relações de seus membros com outras instituições sociais e com o Estado. 
As propostas de atenção e intervenção com as famílias devem – necessariamente – considerar a 
singularidade, a vulnerabilidade social, os recursos simbólicos e afetivos, a disponibilidade para mudanças 
e a capacidade de lidar com suas atribuições. 
 Para concretizar as propostas da proteção básica, a equipe do CRAS deve realizar as seguintes ações, de 
acordo com a PNAS/2004: 
Funções da Equipe do CRAS 
• Prestar informação e orientar a população da sua área de abrangência; 
• Promover a articulação com a rede de proteção social local; 
• Sistematizar e divulgar os indicadores da área de abrangência do CRAS; 
• Mapear e organizar a rede socioassistencial de proteção básica; 
• Promover a inserção das famílias nos serviços de assistência social; 
• Realizar ações intersetoriais, com encaminhamentos da população local para outras 
políticas públicas e sociais. 
Quais são os serviços de proteção básica da assistência social? Em geral, são serviços capazes de 
potencializar a família como unidade de referência. Como já mencionado, os serviços visam a convivência, 
socialização e acolhimento de famílias cujos vínculos entre os membros e destes com a comunidade não 
foram rompidos. Além disso, é foco desse tipo de proteção promover a integração dos indivíduos no 
mercado de trabalho. 
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De acordo com a PNAS/2004, os serviços de proteção básica incluem: 
Serviços de Proteção Básica 
• Programa de Atenção Integral às Famílias (PAIF); 
• Programa de inclusão produtiva e projetos de enfrentamento da pobreza; 
• Centros de Convivência para Idosos; 
• Serviços para crianças de 0 a 6 anos, que visem o fortalecimento dos vínculos familiares, 
o direito de brincar, ações de socialização e de sensibilização para a defesa dos direitos das 
crianças; 
• Serviços socioeducativos para crianças, adolescentes e jovens na faixa etária de 6 a 24 
anos, visando sua proteção, socialização e o fortalecimento dos vínculos familiares e 
comunitários; 
• Programas de incentivo ao protagonismo juvenil, e de fortalecimento dos vínculos 
familiares e comunitários; 
• Centros de informação e de educação para o trabalho, voltados para jovens e adultos. 
Para concluir, pode-se reafirmar a atuação do CRAS com a oferta do PAIF. Esse programa tem referência 
no território, desenvolve-se com a valorização da heterogeneidade e particularidades de cada grupo 
familiar. O objetivo é promover o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. 
Proteção Social Especial 
Esse tipo de proteção assistencial tem como palavra norteadora a exclusão social. Tratase de um fenômeno 
complexo que leva ao agravamento da desigualdade e da pobreza, com manifestação heterogênea no 
tempo e no espaço. 
No cenário brasileiro, principalmente, as famílias estão expostas a situações socioeconômicas capazes de 
induzir à violação dos direitos de seus membros. Assim, o cumprimento das funções básicas da família se 
torna problemático, conduzindo à vulnerabilidade dos vínculos simbólicos e afetivos. 
A partir disso, a PNAS/2004 propõe que as linhas de atuação com famílias em situação de risco devem ser 
pautadas na oferta de acesso aos serviços de apoio e sobrevivência. Além disso, é necessário inclui-las em 
redes sociais de atendimento e de solidariedade. 
Como princípios éticos norteadores, as estratégias de atenção sociofamiliar devem ser baseadas no respeito 
à cidadania, no reconhecimento do grupo familiar como referência e na reestruturação das redes sociais de 
apoio às famílias. 
Então, a PNAS/2004 indica como objetivo da proteção social especial: 
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Proteção Social Especial 
• Objetivo: 
Oferecer atendimento assistencial a família e indivíduos em situação de risco pessoal e 
social decorrentes de situações como: abandono; maus tratos físicos, psíquicos ou abuso 
sexual; uso de substâncias psicoativas; cumprimento de medidas socioeducativas; 
situação de rua; situação de trabalho infantil, entre outras. 
Em geral, os serviços de proteção social especial solicitam acompanhamento individualizado e flexibilidade 
nas soluções protetivas. Além disso, os encaminhamentos monitorados, apoios e processos são necessários 
para assegurar a qualidade da atenção protetiva. 
Portanto, pode-se concluir que esse tipo de serviços se relaciona estreitamente com o sistema de garantia 
de direitos. A gestão das ações é compartilhada com o Poder Judiciário, Ministério Público (MP) e outros 
órgãos e ações do Executivo. 
 Como exemplos de programas desenvolvidos pela proteção social especial, podem ser citados dois: 
• Programa de Erradicação do Trabalho Infantil - PETI; 
• Programa de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. 
 A proteção social é organizadaem dois níveis de complexidade. Lembram? 
 
Vamos estudar agora cada uma delas! 
Proteção Social de Média Complexidade 
Oferece serviços de atendimento a família e indivíduos com direitos violados. No entanto, os vínculos 
familiar e comunitário não foram rompidos. Para a condução dos serviços é necessário ter atenção para os 
seguintes requisitos: 
• Maior estruturação técnico-operacional; 
• Atenção individualizada e especializada; 
• Acompanhamento sistemático e monitorado. 
Proteção Social de Média 
Complexidade
Proteção Social de Alta 
Complexidade
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De acordo com a PNAS/2004, os serviços de proteção social de média complexidade incluem: 
Serviços da Proteção Social de Média Complexidade 
• Centro de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS); 
• Serviço de Orientação e Apoio Sociofamiliar; 
• Plantão Social; 
• Abordagem de Rua; 
• Cuidado no Domicílio; 
• Serviço de Habilitação e Reabilitação na comunidade das pessoas com deficiência; 
• Medidas socioeducativas em meio-aberto (Prestação de Serviços à Comunidade – PSC e 
Liberdade Assistida). 
O papel do CREAS na proteção social de média complexidade é oriental e promover o convívio sociofamiliar 
e comunitário. 
Vale destacar que a proteção social de média complexidade se diferencia da proteção social básica à medida 
que aquela oferece atendimentos a pessoas em situações de violação de direitos. Não esqueçam disso! 
Proteção Social de Alta Complexidade 
Oferece serviços capazes de garantir a proteção integral, incluindo moradia, alimentação, higienização e 
trabalho protegido. O população-alvo é indivíduos e famílias sem referências, em situação de ameaça ou 
que foram retirados do núcleo familiar/comunitário. 
 De acordo com a PNAS/2004: 
Serviços da Proteção Social de Alta Complexidade 
• Atendimento Integral Institucional. 
• Casa Lar. 
• República. 
• Casa de Passagem. 
• Albergue. 
• Família Substituta. 
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• Família Acolhedora. 
• Medidas socioeducativas restritivas e privativas de liberdade (semiliberdade, internação 
provisória e sentenciada). 
• Trabalho protegido. 
Aqui finalizamos o conteúdo sobre a proteção social e os serviços assistenciais. A proposta agora passa a 
ser de entender como ocorre a gestão da PNAS na perspectiva do SUAS. 
Gestão da Política Nacional de Assistência Social na 
Perspectiva SUAS 
Como você já estudou nesta aula, o SUAS tem as seguintes características que jamais podem ser 
esquecidas: 
• Modelo de gestão descentralizado e participativo; 
• Famílias como foco de atenção prioritário; 
• Gestão compartilhada e cofinanciamento; 
A organização dos serviços socioassistenciais do SUAS é baseada em referências. De acordo com a 
PNAS/2004, essas referências são três: 
 
Vamos estudar cada uma dessas referência a seguir, conforme apresentado na PNAS/2004. 
Vigilância Social 
A vigilância social se destina a produzir e sistematizar informações, indicadores e índices territorializados 
das situações de vulnerabilidade e risco pessoal/social sobre indivíduos e famílias contemplados pela 
PNAS/2004. Além disso, é função dessa referência socioassistencial promover a vigilância sobre os padrões 
de serviços da assistência social – especialmente os voltados para proteção integral. 
Proteção Social 
Essa referência socioassistencial se divide em três frentes principais: 
Vigilância Social Proteção Social Defesa Social e Institucional
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Segurança de Sobrevivência ou de Rendimento e Autonomia 
• Corresponde à oferta de benefícios continuados e eventuais; 
• Objetivo: assegurar a proteção social básica de usuários do SUAS (exemplos: idosos e 
pessoas com deficiência sem fonte de sustento, vítimas de calamidades e emergências, 
mulheres chefes de famílias e seus filhos). 
Segurança de Convívio ou Vivência Familiar 
• Ações, cuidados e serviços com a proposta de restabelecer vínculos entre indivíduos, 
famílias e comunidades; 
• Objetivo: oferecer experiências socioeducativas, lúdicas, socioculturais em rede de 
núcleos socioeducativos e de convivência, conforme características e necessidades da 
população-alvo. 
Segurança de Acolhida 
• Ações, cuidados, serviços e projetos desenvolvidos em rede com a oferta de condições 
materiais e socioeducativas; 
• Objetivo: proteger e recuperar situações de abandono e isolamento de indivíduos, com 
a restauração da autonomia, do convívio e do protagonismo. 
Defesa Social e Institucional 
Essa referência socioassistencial do SUAS estabelece que os diferentes tipos de proteção social devem se 
organizar para garantir aos seus usuários o conhecimento dos direitos socioassistenciais e sua defesa. Como 
direitos socioassistenciais que devem ser assegurados pelo SUAS, a PNAS/2004 apresenta: 
Direitos Socioassistenciais do SUAS 
• Direito ao atendimento digno, atencioso e respeitoso, ausente de procedimentos 
vexatórios e coercitivos. 
• Direito ao tempo, de modo a acessar a rede de serviço com reduzida espera e de acordo 
com a necessidade. 
• Direito à informação, enquanto direito primário do cidadão, sobretudo àqueles com 
vivência de barreiras culturais, de leitura, de limitações físicas. 
• Direito do usuário ao protagonismo e manifestação de seus interesses. 
• Direito do usuário à oferta qualificada de serviço. 
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• Direito de convivência familiar e comunitária. 
A PNAS/2004 indica, então, que a gestão organizacional do SUAS apresenta bases organizacionais. Para 
provas de concurso, interessa-nos as seguintes bases organizacionais desse sistema: 
 
Vamos analisar o que a PNAS/2004 indica sobre as bases organizacionais do SUAS. 
Matricialidade Sociofamiliar 
A centralidade da família nas práticas do SUAS ocorre em função das pressões e dos processos de exclusão 
sociocultural. Esses fenômenos acentuam as fragilidades e contradições dos grupos familiares. Acredita-se 
também que a família é um espaço privilegiado e insubstituível para socialização e proteção, além de prover 
cuidados. É preciso cuidar das famílias para que elas possam desempenhar suas funções básicas. 
Assim, a PNAS/2004 é orientada pelas necessidades de famílias, seus membros e indivíduos. Essa política 
se baseia na premissa de que para a família proteger, prevenir, promover e incluir seus membros é 
necessário – antes de mais nada – ter garantida as suas condições de sustentabilidade. 
Cabe ressaltar que a concepção de família se alterou. Não é mais possível entendê-la a partir de dimensões 
clássicas como sexualidade, procriação e convivência. A família é um conjunto de pessoas unidas por laços 
consanguíneos, afetivos ou de solidariedade. 
As mudanças na organização das famílias provocam a existência de novos arranjos familiares. Observa-se 
que há famílias menores, monoparentais e reconstituídas – por exemplo. Alterações em função de 
processos migratórios e empobrecimento da população também geram impactos na organização familiar. 
Como consequência desses fatos, pode ocorrer a fragilização dos vínculos familiares e comunitários, 
contribuindo para a vulnerabilidade das famílias. 
A assistência social se vale dos indicadores das necessidades familiares para garantir a centralidade da 
família. Com base nos indicadores, desenvolvem-se políticas, transferências de renda e ações em redes 
socioassistenciais. A finalidade é oferecer suporte para o cuidado e a valorização da convivência familiar e 
comunitária. 
Paraa concretização das ações socioassistenciais, é necessário haver uma articulação intersetorial com 
políticas sociais. Como exemplos, podem ser citadas: saúde, educação, cultura, habitação, emprego e 
esporte. 
De acordo com a PNAS/2004, os serviços de proteção social para atendimentos de famílias devem ser 
ofertados – preferencialmente – nos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS ou CREAS). 
Matricialidade Sociofamiliar Territorialização Controle Social
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Territorialização 
A PNAS/2004 (ou NOB/SUAS) ressalta a importância de que as metas setoriais sejam definidas com base 
da identificação de problemas, potencialidades e soluções a partir de recortes territoriais. A proposta é de 
que populações com situações semelhantes sejam agrupadas (região homogênea). Com isso, a intervenção 
pode gerar resultados integrados e promover impacto positivo na vida das pessoas. 
Desse modo, torna-se igualmente relevante haver uma maior descentralização. Essa deve ocorrer com 
transferência de poder de decisão, de competências e recursos. Além disso, com autonomia para 
administrar os territórios, construir diagnósticos sociais, propor diretrizes, executar, monitorar e avaliar as 
ações definidas. A partir disso, ações integradas entre diferentes setores e a participação da sociedade local 
são beneficiadas. 
A noção de intersetorialidade visa a superação de práticas caracterizadas pela segmentação, fragmentação 
e focalização. A PNAS/2004 indica que a intersetorialidade é uma forma de observar o cotidiano a partir de 
diversas formas, valendo-se de ações integradas e articuladas. 
Em conclusão, territorialização, descentralização e intersetorialidade são pressupostos fundamentais do 
SUAS. 
Controle Social 
O controle social foi primeiro apresentado na Constituição Federal (CF/88). Refere-se a um instrumento cujo 
objetivo é efetivar a participação da população na gestão política, administrativa, financeira e técnico-
operativa. Apresenta um caráter democrático e descentralizado. 
Em relação ao SUAS, a PNAS/2004 indica que os espaços onde a participação da população é privilegiada 
são os conselhos e as conferências. Em síntese, a função das conferências é avaliar a situação da assistência 
social, definir diretrizes políticas e verificar avanços. Já os conselhos deliberam e fiscalizam a execução da 
política de assistência social e seu financiamento, além de outras funções igualmente relevantes para o 
SUAS. 
Aqui se encerra o extenso conteúdo sobre a Política Nacional da Assistência Social (PNAS/2004). Não se 
esqueça também que ela é conhecida como NOB/SUAS. 
O próximo capítulo apresenta outra NOB/SUAS. No entanto, esta NOB se refere aos recursos humanos. A 
formulação da NOB-RH/SUAS se deu a partir de constatações sobre a necessidade de se valorizar os 
profissionais da assistência social, denunciada pela PNAS/2004. 
NORMA OPERACIONAL DE RECURSOS HUMANOS 
Neste capítulo, você irá estudar sobre a NOB-RH/SUAS. Esta é uma norma resultante de considerações 
realizadas a partir da NOB/SUAS ou PNAS/2004. A NOB-RH identifica sua própria definição: 
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“Instrumento normativo responsável pela definição de diretrizes e responsabilidades no 
âmbito da política do trabalho na área da assistência social. O mesmo está previsto como 
Meta 2 na Deliberação da V Conferência Nacional da Assistência Social, a seguir descrita: 
“Construir e implementar a política de gestão de pessoas, mediante a elaboração e 
aprovação de Norma Operacional Básica específica e criação de plano de carreira, cargos 
e salários, com a participação dos trabalhadores sociais e suas entidades de classes 
representativas”. (NOB-RH/SUAS) 
Dessa forma, como se pode avaliar, a NOB-RH tem como temáticas centrais os profissionais – ou recursos 
humanos – do SUAS. Para fins de concurso, iremos nos debruçar sobre os temas mais relevantes dessa 
norma. 
Caso você queira se aprofundar, leia-a na íntegra. A referência está disponível no final desta aula. 
Assim, este capítulo irá consistir na apresentação dos seguintes pontos da NOB-RH: 
• Princípios e Diretrizes Nacionais para a Gestão do Trabalho 
• Princípios Éticos para os trabalhadores da Assistência Social 
• Equipes de Referência 
• Diretrizes para a política nacional de capacitação 
Princípios e Diretrizes Nacionais para a Gestão do 
Trabalho 
Para iniciarmos a conversa sobre esse tópico, é importante ter clareza sobre o que é a gestão do trabalho 
para a NOB-RH/SUAS. Para isso, observe a definição apresentada: 
“Considera-se Gestão do Trabalho no SUAS a gestão do processo de trabalho necessário 
ao funcionamento da organização do sistema, que abarca novos desenhos 
organizacionais, educação permanente, desprecarização do trabalho, avaliação de 
desempenho, adequação dos perfis profissionais às necessidades do SUAS, processos de 
negociação do trabalho, sistemas de informação e planos de carreira, entre outros 
aspectos.” 
A partir dessa compreensão, a NOB-RH/SUAS propõe que a gestão de trabalho no SUAS deve ocorrer a 
partir de uma Política Nacional de Capacitação. Tal política deve se orientar pelos princípios da educação 
permanente, com a devida qualificação dos profissionais do SUAS – incluindo trabalhadores, gestores e 
conselheiros. 
Para a NOB-RH/SUAS a educação permanente deve atender às seguintes características: 
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• Sistemática; 
• Contínua (ou continuada); 
• Sustentável; 
• Participativa; 
• Nacionalizada; e 
• Descentralizada. 
O objetivo da educação permanente é de promover o aperfeiçoamento na prestação dos serviços 
socioassistenciais conforme os princípios e diretrizes definidos pela política de assistência social. 
 Dada a relevância da educação permanente, vale a pena esclarecer como a NOBRH/SUAS apresenta a 
definição: 
“Constitui-se no processo de permanente aquisição de informações pelo trabalhador, de 
todo e qualquer conhecimento, por meio de escolarização formal ou não formal, de 
vivências, de experiências laborais e emocionais, no âmbito institucional ou fora dele. 
Compreende a formação profissional, a qualificação, a requalificação, a especialização, o 
aperfeiçoamento e a atualização. Tem o objetivo de melhorar e ampliar a capacidade 
laboral do trabalhador, em função de suas necessidades individuais, da equipe de trabalho 
e da instituição em que trabalha, das necessidades dos usuários e da demanda social.” 
 Ressalta-se ainda que a gestão do trabalho no SUAS deve ocorrer com vistas a: 
• garantir a “desprecarização” dos vínculos dos trabalhadores do SUAS e o fim da 
terceirização; 
• garantir a educação permanente dos trabalhadores; 
• realizar planejamento estratégico; 
• garantir a gestão participativa com controle social; 
• integrar e alimentar o sistema de informação. 
Princípios Éticos para os Trabalhadores da Assistência 
Social 
A NOB-RH/SUAS assinala que os princípios éticos devem orientar a atuação dos profissionais da assistência 
social, independentemente de cargo, função ou órgão/instituição de trabalho. 
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 Essa norma enumera 10 princípios éticos, a saber: 
a) “Defesa intransigente dos direitos socioassistenciais; 
b) Compromisso em ofertar serviços, programas, projetos e benefícios de qualidade que 
garantam a oportunidade de convívio para o fortalecimento de laços familiares e sociais; 
c) Promoção aos usuários do acesso a informação, garantindo conhecer o nome e a 
credencial de quem os atende;d) Proteção à privacidade dos usuários, observado o sigilo profissional, preservando sua 
privacidade e opção e resgatando sua história de vida; 
e) Compromisso em garantir atenção profissional direcionada para construção de 
projetos pessoais e sociais para autonomia e sustentabilidade; 
f) Reconhecimento do direito dos usuários a ter acesso a benefícios e renda e a programas 
de oportunidades para inserção profissional e social; 
g) Incentivo aos usuários para que estes exerçam seu direito de participar de fóruns, 
conselhos, movimentos sociais e cooperativas populares de produção; 
h) Garantia do acesso da população a política de assistência social sem discriminação de 
qualquer natureza (gênero, raça/etnia, credo, orientação sexual, classe social, ou outras), 
resguardados os critérios de elegibilidade dos diferentes programas, projetos, serviços e 
benefícios; 
i) Devolução das informações colhidas nos estudos e pesquisas aos usuários, no sentido de 
que estes possam usá-las para o fortalecimento de seus interesses; 
j) Contribuição para a criação de mecanismos que venham desburocratizar a relação com 
os usuários, no sentido de agilizar e melhorar os serviços prestados.” (NOB-RH/SUAS) 
Assim, ao psicólogo que atua no SUAS cabe obedecer aos princípios éticos dispostos no código de ética do 
profissional psicólogo e no apresentado na NOB-RH/SUAS. 
Equipe de Referência 
As equipes de referência do SUAS são formadas por servidores efetivos cujas funções dizem respeito à 
organização e oferta de serviços, programas, projetos e benefícios nos diferentes tipos de proteção social. 
Para a definição da equipe de referência, deve-se levar em conta o número de famílias e indivíduos 
referenciados, a natureza do atendimento e as demandas dos usuários. 
 A fim de que você possa entender o que é uma família referenciada, a NOB-RH/SUAS propõe a seguinte 
definição. 
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“É aquela que vive em áreas caracterizadas como de vulnerabilidade, definidas a partir de 
indicadores estabelecidos por órgão federal, pactuados e deliberados. A unidade de 
medida “família referenciada” é adotada para atender situações isoladas e eventuais 
relativas a famílias que não estejam em agregados territoriais atendidos em caráter 
permanente, mas que demandam do ente público proteção social.” (NOB-RH/SUAS) 
 As equipes de referência têm composição específica conforme o tipo de proteção social. Vamos estudar 
mais sobre isso? 
Proteção Social Básica 
Nesse tipo de proteção, a composição da equipe de referência do CRAS varia conforme as dimensões do 
munícipio. A NOB-RH/SUAS propõe as seguintes características: 
 Pequeno Porte 1 Pequeno Porte 2 Médio, Grande, 
Metrópole e DF 
Nº de Famílias 
Referenciadas 
Até 2.500 Até 3.500 A cada 5.000 
Nº de Profissionais de 
Nível Superior 
2 técnicos de nível 
superior: assistente 
social e 
(preferencialmente) 
psicólogo 
3 técnicos de nível 
superior: 2 assistentes 
sociais e 
(preferencialmente) 1 
psicólogo 
4 técnicos de nível 
superior: 2 assistentes 
sociais, 1 psicólogo e 1 
profissional do SUAS 
Nº de Profissionais de 
Nível Técnico 
2 3 4 
Além desses profissionais, a NOB-RH/SUAS indica a obrigatoriedade de haver um coordenador para o 
CRAS, independente do tipo de município. É importante que esse profissional tenha o seguinte perfil: 
Coordenador do CRAS 
• Técnico de nível superior; 
• Concursado; 
• Experiência em trabalhos comunitários e em gestão de programas, projetos, serviços e 
benefícios socioassistenciais. 
Proteção Social Especial 
Na PSE de média complexidade, a equipe de referência do CREAS a equipe de referência deve ser 
constituída pelos seguintes profissionais. Antes disso, no entanto, vale ressaltar que a NOB-RH/SUAS faz 
uma distinção do número de profissionais em função de a gestão municipal ser inicial e básica ou plena, 
incluindo neste caso os estados com serviços regionais. 
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Municípios em Gestão Inicial Básica Municípios em Gestão Plena e Estados com 
Serviços Regionais 
Capacidade de atendimento de 50 
pessoas/indivíduos 
Capacidade de atendimento de 80 
pessoas/indivíduos 
1 coordenador 1 coordenador 
1 assistente social 2 assistentes sociais 
1 psicólogo 2 psicólogos 
1 advogado 1 advogado 
2 profissionais de nível superior ou médio 
(abordagem dos usuários) 
4 profissionais de nível superior ou médio 
(abordagem dos usuários) 
1 auxiliar administrativo 2 auxiliares administrativos 
Na PSE de alta complexidade, a equipe de referência se modifica em função do dispositivo – dada a 
diversidade de serviços ofertados em função das demandas dos usuários. 
Em abrigo institucional, casa lar ou casa de passagem, os atendimentos psicossociais de pequenos grupos 
são realizados por assistente social e psicólogo. Já no atendimento psicossocial para família acolhedora, 
acrescenta-se - além desses dois profissionais – a figura do coordenador. 
Diretrizes para a Política Nacional de Capacitação 
Como você estudou nesta NOB-RH/SUAS, a educação permanente dos profissionais do SUAS deve ocorrer 
a partir de uma política nacional de capacitação. Assim, torna-se necessário que esta mesma norma defina 
diretrizes para conduzir a iniciativa proposta. 
 Vamos nos orientar por duas perguntas principais a fim de entender tais diretrizes. 
Qual é a finalidade da capacitação dos trabalhadores do SUAS? 
 A NOB-RH/SUAS identifica que a finalidade é produzir e difundir conhecimentos. Eles devem estar voltados 
para o desenvolvimento de competências técnicas e gerenciais, ao exercício do controle social e ao 
empoderamento dos usuários a fim de se aperfeiçoar a PNAS. Como deve ser realizada a capacitação dos 
trabalhadores do SUAS? De acordo com a NOB-RH/SUAS, a capacitação dos trabalhadores deve ter como 
base – não se esqueça – a educação permanente. Essa deve ser pautada em algumas orientações, a saber: 
a) “sistemática e continuada: por meio da elaboração e implementação de planos anuais 
de capacitação; 
b) sustentável: com a provisão de recursos financeiros, humanos, tecnológicos e materiais 
adequados; 
c) participativa: com o envolvimento de diversos atores no planejamento, execução, 
monitoramento e avaliação dos planos de capacitação, aprovados por seus respectivos 
conselhos; 
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d) nacionalizada: com a definição de conteúdos mínimos, respeitando as diversidades e 
especificidades; 
e) descentralizada: executada de forma regionalizada, considerando as características 
geográficas dessas regiões, Estados e municípios. 
f) avaliada e monitorada: com suporte de um sistema informatizado e com garantia do 
controle social.” (NOB-RH/SUAS) 
Em conclusão, a NOB-RH/SUAS está interessada em voltar sua atenção para o desenvolvimento do 
trabalhador. Na concepção dessa norma, este desenvolvimento tem por definição: 
“Entendem-se como “desenvolvimento do trabalhador” as atitudes, circunstâncias, ações 
e eventos que assegurem ao trabalhador o crescimento profissional e laboral que 
possibilite o pleno desenvolvimento humano, a sua satisfação com o trabalho, o 
reconhecimento, a responsabilização com compromissos pelos direitos de cidadania da 
população e a prestação de serviços com acolhimento e qualidade à população usuária do 
Sistema.” (NOB-RH/SUAS) 
Assim, encerramos as legislações específicas sobre o SUAS. 
ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO NO SUAS 
O Conselho Federal de Psicologia (CFP) disponibilizou uma Nota Técnica para a Atuação das (os) 
Profissionais de Psicologia no âmbito do Sistema Único de Assistência Social. Este capítulo se dedica a 
apresentar as principais ideiascontidas nesse documento. 
 Para fins de concurso, interessa-nos três temáticas apresentadas na referida nota técnica (CFP, 2016): 
• Introdução 
• Orientações Gerais 
• Níveis de Proteção Social de Assistência Social 
 - Proteção Social Básica; 
 - Proteção Social Especial. 
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Introdução 
A introdução é uma parte da nota técnica (CFP, 2016) dedicada a esclarecer o porquê ela foi elaborada e 
qual sua finalidade. Além disso, faz apontamentos relevantes sobre a formação do psicólogo e os princípios 
norteadores do SUAS para a atuação desse profissional. 
 Desse modo, a finalidade da nota técnica é apresentada de tal forma, a saber: 
“Oferecer elementos para reflexão, intervenção e análise crítica das práticas da Psicologia 
no SUAS, na medida em que procura apontar direções possíveis e afinadas com a Política 
de Assistência Social, e com o compromisso ético-técnico-político da profissão.” (CFP, 
2016) 
 Assim, o objetivo desse documento é lançar luzes sobre a prática do psicólogo em um sistema que – com 
base em sua formação profissional – há escassez de conhecimento teórico e instrumentalização prática. 
 A fim de evitar citações recorrentes, lembre-se que as ideias a seguir foram extraídas da nota técnica (CFP, 
2016). Caso você precise acessá-la, consulte as referências bibliográficas no final desta aula. 
Formação Profissional e a Assistência Social 
Os cursos de graduação brasileiros têm oferecido, em geral, um escopo limitado para a formação de 
psicólogos para atuarem no campo de políticas públicas. Percebem-se limitações em conhecimentos e 
habilidades. Em função disso, temas importantes para a atuação naquele contexto são poucos familiares 
para grande parcela dos profissionais da psicologia. 
Os currículos da graduação precisam incluir temáticas como: história das políticas sociais no Brasil, 
seguridade social, legislações, normativas e instrumentos de gestão, entre outras. Os fenômenos sociais 
presentes no SUAS são de grande complexidade. Esse fato exige um posicionamento da Psicologia, o qual 
só se torna possível a partir de formação prévia. 
Atuação Profissional na Assistência Social 
A atuação da psicologia na Assistência Social se baseia em questões políticas que são fundamentais e 
transversais à prática do psicólogo. Essas questões incluem relações raciais, questões de gênero, direitos da 
população LGBTT, direitos das pessoas com deficiências, comunidades tradicionais e povos indígenas, 
entre outros setores da população. O fator comum entre eles é a vivência histórica de discriminação e 
vulnerabilidade às violações de direitos. 
 O psicólogo deve se orientar pela noção de que a sua atuação profissional precisa ser necessariamente 
construída a partir de e com os sujeitos a quem se destinam a política de assistência social. Assim, torna-se 
essencial a construção de uma relação com base no diálogo, na horizontalidade e no respeito às diferenças 
entre os conhecimentos do profissional e dos usuários(as). Com isso, há o fortalecimento da participação 
social. 
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 Além disso, o profissional da psicologia deve se questionar constantemente sobre o seu lugar nas 
instituições sociais. Deve-se evitar uma atuação pautada na fiscalização e investigação, com julgamentos e 
condenação de indivíduos e famílias. A prática deve se respaldar em estratégias emancipatórias, com 
estímulo ao pensamento crítico dos usuários. 
 Como já dito, o sistema de assistência social envolve situações de vulnerabilidades e riscos sociais. São 
fenômenos complexos e multideterminados – por isso, abrangem dimensões sociais, políticas, culturais, 
psicológicas, entre outras. Com base nisso, a atuação do psicólogo precisa ser baseada em intervenções 
contextualizadas, construída coletivamente e norteada pelos princípios do SUAS. 
Os profissionais da psicologia contribuem para a compreensão da dimensão subjetiva dos fenômenos 
sociais e coletivos, com o objetivo de problematizar e propor ações no âmbito social. 
Princípios do SUAS 
Como princípios do SUAS que devem orientar a atuação do psicólogo, merecem destaques: 
 
A integralidade se baseia no reconhecimento das necessidades e demandas específicas de diferentes 
grupos da população, tomando-se como base o sistema de garantia de direitos. Esse princípio se concretiza 
a partir da articulação entre serviços e benefícios do SUAS nos diferentes níveis de complexidade. Quando 
o usuário(a) ou sua família acessa um serviço/benefício, ele(a) está acessando o SUAS. 
 A interdisciplinaridade requer o compartilhamento e a cooperação profissionais, com vistas a superar o 
isolamento, a fragmentação e o conhecimento estritamente técnicos. É preciso atuar a partir de uma rede 
de profissionais a fim de garantir a resolutividade das situações – no acolhimento, atendimento, 
acompanhamento e/ou encaminhamento. 
 Para a operacionalização desse princípio, cabe à psicologia contribuir com concepções teóricas, 
metodológicas e éticas sobre o sujeito e as formas de subjetividade com interface para os aspectos sócio 
históricos implicados nessas estruturações/funcionamentos individuais. 
 A intersetorialidade é um princípio vinculado aos órgãos e setores públicos. Busca-se o compartilhamento 
de responsabilidade e ações entre diferentes setores, com foco na integração e complementação das 
políticas públicas. A existência desse princípio favorece o acesso a serviços, a troca de experiências, a 
constituição e fortalecimento de uma rede de proteção social. 
 A interinstitucionalidade ocorre com vistas ao reconhecimento sobre as competências e 
responsabilidades das instituições, que integram a rede de proteção social, na definição de fluxos e 
protocolos. É necessário a relação entre as instituições ocorra de forma transparente a fim de oferecer a 
cobertura necessária para as famílias e os usuários do SUAS. Essas instituições são pertencentes aos 
Integralidade Interdisciplinaridade Intersetorialidade Interinstitucionalidade
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Poderes Executivos e Judiciário, tais como: Ministério Público, Defensoria Pública, Delegacias, Conselhos 
de Defesa de Direitos. 
Orientações Gerais 
As orientações gerais, indicadas pelo CFP (2016) na nota técnica sobre a atuação do psicólogo no SUAS, 
esclarecem sobre os procedimentos necessários ao psicólogo para planejar as intervenções na assistência 
social – independentemente do nível de complexidade e do serviço realizado. 
 Para fins de concurso, é possível agrupar didaticamente as orientações gerais nas seguintes categorias: 
• Atuação no SUAS 
• Intervenções com os usuários do SUAS 
• Produção de documentos escritos 
Você vai estudar cada um desses pontos em sequência. 
Atuação no SUAS 
Nesse ponto, as orientações gerais sobre a atuação do psicólogo no SUAS se delineiam a partir de cinco 
ideias principais: 
 
O psicólogo deve conhecer e atuar de acordo com as legislações e normativas técnicas que fundamentam a 
sua atuação. É preciso ter consciência da política de assistência social e outros direitos dos usuários do 
SUAS. 
Conhecimento de legislações e 
normativas técnicas
Garantia de acesso à política pública de 
qualidade
Avaliação de forças políticas
Comunicação de violação de direitos
Conhecimento sobre o Sistema de 
Garantia de Direitos (SGD)
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 É necessário se orientar pela garantia de acesso, ao cidadão de direito, a uma política pública de qualidade. 
Para tanto, deve se basear no respeitoà cultura, às organizações e às dinâmicas das famílias atendidas. Não 
deve reproduzir uma atuação higienista, familista e normalizante ou ser conivente com esse tipo de 
abordagem por profissionais ou instituições. 
 O profissional de psicologia deve avaliar as forças políticas que interferem na sua prática e as consequências 
do seu modo de atuar para o serviço no qual se insere. 
 As situações de violações de direitos crianças, adolescentes, idosos, mulheres, pessoas com deficiência 
devem ser obrigatoriamente comunicadas. É preciso encaminhá-las para autoridades competentes (ex: 
Ministério Público, Conselhos Tutelares e delegacias especializadas) e para o nível de proteção social 
adequado. 
 Vale ressaltar que essa comunicação deve ser feita pelos profissionais, inclusive os psicólogos. Assim, para 
evitar a personificação do profissional, a comunicação pode ocorrer de forma conjunta e articulada com 
outros setores e serviços. Para isso, é necessário haver indícios ou comprovação da violação de direitos. 
Recomenda-se a decisão de realizar a comunicação externa seja compartilhada com família/sujeitos 
envolvidos no caso. 
 O psicólogo deve conhecer/identificar as ofertas de equipamentos e serviços do Sistema de Garanti de 
Direitos (SGD) do seu município. Esse sistema representa ações em diferentes áreas, tais como: saúde, 
educação, habitação, trabalho, cidadania, segurança e defensoria pública, entre outros. O objetivo é 
oferecer uma intervenção de qualidade e se articular com a rede de proteção social. 
Intervenções com os usuários do SUAS 
As orientações gerais a respeito das intervenções do psicólogo com os usuários do SUAS se baseiam nas 
seguintes ideias: 
 
O psicólogo deve ter clareza que determinantes macrossociais estão implicados na produção de 
vulnerabilidades e desigualdades sociais. Esses determinantes são capazes de impactar a efetividade das 
intervenções locais. 
 Orienta-se que o profissional da psicologia atue de acordo com abordagens ética, técnicocientífica, 
reflexiva e participativa com centralidade na garantia de direitos. O objetivo deve ser o desenvolvimento de 
potencialidades e da autonomia dos sujeitos, fortalecendo seus vínculos sociais e a função de proteção da 
família. 
Determinantes Macrossociais Centralidade na garantia de direitos Visão crítica da realidade social
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 Assim, a prática do psicólogo deve ter como alicerce os campos teóricos e metodológicos que se orientam 
por uma visão crítica da realidade social, pela historicidade, pelas lutas políticas e pelas relações de poder. 
É, com isso, importante destacar: 
A psicoterapia não é uma oferta de serviço do psicólogo na assistência social. 
Produção de Documentos Escritos 
Para a elaboração e produção de documentos, o psicólogo deve se orientar pela perspectiva da atuação em 
equipes multiprofissionais. Deve se atentar para os parâmetros éticos e técnicos profissionais, com 
valorização da cooperação entre os profissionais envolvidos. 
 Em geral, os Relatórios Técnicos de Acompanhamento Sociofamiliar e o Relatório de Acompanhamento 
do Adolescente em Cumprimento de Medida Socioeducativa em Meio Aberto são documentos que podem 
ser assinados pelo psicólogo junto com outros profissionais da assistência social. Entretanto, essa mesma 
prática não pode ocorrer quando o documento for o parecer psicológico. Nesse caso, é permitida somente 
a assinatura do psicólogo. 
 Outra informação importante é: 
O psicólogo no SUAS não deve realizar avaliações especializadas no campo da 
psicologia que visem à realização de psicodiagnóstico. 
As informações registradas em prontuário da família (Prontuário SUAS) incluem as ações desenvolvidas nos 
atendimentos ou acompanhamento dos indivíduos e suas famílias. É necessário que elas estejam em 
conformidade com os objetivos definidos pela política de assistência social. Vale ressaltar que, como o 
acesso dos usuários e suas famílias a aquele documento é livre, o psicólogo deve ter atenção para as 
informações sigilosas dos acompanhados. 
 Orienta-se que não é pertinente a elaboração de documentos com caráter investigativo ou pericial. Não se 
deve propor punições. Assim, o psicólogo deve se resguardar de assumir posicionamentos culpabilizantes 
ou estigmatizantes dos usuários e suas famílias. 
Níveis de Proteção Social 
A atuação do psicólogo no SUAS deve ter como ponto de partida a análise e a compreensão da situação 
familiar. Para isso, é importante considerar as potencialidades e as possibilidades de acesso aos bens e 
serviços sociais. 
 O psicólogo, ao inserir uma família em acompanhamento, tem como dever fundamental promover a 
articulação com outras equipes e serviços que atendam àquela. Esse procedimento é necessário para evitar 
duplicidade no atendimento. 
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Assim, entende-se que uma família acompanhada por um serviço pode ser atendida por outros serviços do 
sistema socioassistencial. No entanto, tal família só terá uma equipe ou serviço como referência para o 
acompanhamento sociofamiliar. 
É responsabilidade do serviço de acompanhamento sociofamiliar articular, a partir das necessidades e 
demandas identificadas na família, os demais serviços e atendimentos socioassistenciais e intersetoriais. O 
objetivo é garantir a coordenação das ações com vistas a evitar a sobreposição e fragmentação – previstos 
nos princípios do SUAS de integralidade, interdisciplinaridade e intersetorialidade. 
 Como você já estudou nessa aula, a proteção social se divide em básica e especial. Em função das 
características e objetivos de cada um desses níveis de proteção, a atuação do psicólogo será permeada por 
particularidades. A nota técnica (CFP, 2016) promove orientações importantes a esse respeito, como você 
irá estudar em sequência. 
Proteção Social Básica 
A Proteção Social Básica (PSB) tem um caráter preventivo, proativo e protetivo. Nesses espaços da 
assistência social o psicólogo é convidado a realizar: 
• Escuta qualificada 
• Planejamento e articulação de ações para além das medidas 
emergenciais/compensatórias e particularizadas. 
(CFP, 2016) 
A atuação preventiva dos profissionais da assistência social na PSB demanda serviços planejados e 
continuados. Esses precisam se constituir em referência para as famílias e os usuários do território de 
abrangência dos serviços. Os espaços devem favorecer o acolhimento e a convivência a fim de fortalecer 
vínculos familiares e comunitários. 
 Um conceito essencial para se compreender a atuação na PSB é a gestão territorial. Para isso, observe a 
definição: 
“Gestão Territorial é uma das atividades a ser realizada pela equipe do CRAS e pode ser 
materializada por meio da Articulação Intersetorial no Território. A psicóloga e o psicólogo 
devem contribuir com os conhecimentos da Psicologia e com a consecução dos objetivos 
previstos para a Proteção Social Básica. Essa articulação, realizada pela coordenação do 
CRAS e apoiada pela equipe de referência, visa garantir uma maior integralidade das ações 
oferecidas pelos serviços envolvidos, na medida em que o compartilhamento de 
informações e fluxos entre os setores das políticas públicas permitem uma visão mais 
abrangente da família e da situação em questão, possibilitando identificar com mais 
efetividade a sua complexidade e as potencialidades envolvidas.” (CFP, 2016) 
 Como a PSB desenvolve serviços para pessoas em situações de risco e vulnerabilidade social, a nota técnica 
(CFP, 2016) esclarece que esse conceito se apresenta a partir de duas dimensões, a saber: 
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A dimensão relacionalda vulnerabilidade social está associada a fragilização dos vínculos afetivos, 
relacionais e de pertencimento social – discriminações etárias, étnicas, de gênero ou por deficiências, por 
exemplo. O reconhecimento das dimensões de vulnerabilidade é essencial para o planejamento e a atuação 
da psicologia no SUAS. 
 Na PSB, existem três propostas de serviços que o psicólogo poderá desenvolver: 
• Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) 
• Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) 
• Serviço de Proteção Social Básica no domicílio para pessoas com deficiências e idosas 
De acordo com a nota técnica (CFP, 2016): 
Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) 
A atuação do psicólogo no PAIF favorece a adoção de estratégias metodológicas para o conhecimento do 
território e a articulação com diversos atores. Nessa modalidade de serviço, o desafio é atuar de forma 
preventiva. 
O psicólogo precisa de autonomia para decidir quais instrumentos e propostas interventivas adotar, em 
atendimentos individuais ou coletivos. É necessário que o profissional garanta que a utilização daqueles 
ocorra de acordo com os objetivos e orientações propostas pelas políticas e normativas do SUAS. 
As intervenções realizadas pelo psicólogo no PAIF devem se articular a um planejamento desenvolvido por 
esse serviço – construído com a equipe de referência e com base no diagnóstico socioterritorial. É necessário 
ter clareza das potencialidades e os desafios associados às vulnerabilidades sociais vividas pelas famílias. 
As estratégias metodológicas adotas pelo psicólogo devem ter relação com a realidade vivenciada pelas 
famílias. Assim, o profissional da psicologia está a serviço dos direitos dos usuários e famílias atendidas. Os 
conhecimentos dele deve complementar os das vivências familiares. Com base nesse diálogo, produz-se 
com a família o Plano de Acompanhamento Familiar. 
 O Plano de Acompanhamento Familiar pode ser definido da seguinte forma: 
Vulnerabilidade Social
Dimensão Material
Dimensão Relacional
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“O Plano de Acompanhamento Familiar, documento que deve conter o planejamento do 
processo e avaliações do acompanhamento familiar pode estar contido no Prontuário do 
SUAS, ou congêneres que contemplam seus requisitos, que articula informações da 
família e organiza o plano de acompanhamento familiar” 
 No PAIF o psicólogo pode utilizar estratégias de trabalhos com grupos. Essa proposta de intervenção pode 
favorecer a expressão e elaboração dos processos que interferem na vida dos usuários e suas famílias. Com 
isso, identificam-se encaminhamentos de demandas de modo coletivo. 
 Além disso, o profissional da psicologia pode realizar atendimentos particularizados. Nesse caso, o 
acolhimento individual não significa que um processo psicoterapêutico será desenvolvido. Como já 
esclarecido, a psicoterapia não é uma proposta de intervenção dos serviços socioassistenciais. 
Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) 
O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) tem um caráter preventivo e proativo. 
Baseia-se na defesa e afirmação de direitos, assim como no desenvolvimento de capacidades e 
potencialidades dos usuários. O propósito é alcançar alternativas emancipatórias para o enfrentamento de 
vulnerabilidades sociais. 
O SCFV deve ser ofertado como garantia das seguranças de acolhimento e de convívio familiar e 
comunitário. É necessário também incentivar o desenvolvimento da autonomia dos usuários. 
Nessa modalidade de serviço, o psicólogo deve privilegiar estratégias grupais. Oferecer espaços com 
propostas socioeducativas, lúdicas e socioculturais que vão de encontro às demandas de convivências 
necessárias a cada momento do ciclo de vida é também importante. A finalidade é que as intervenções 
propiciem a convivência e o fortalecimento de vínculos, bem como vivências de sensibilidade e de sentido 
estético – a fim de afirmar as particularidades dos indivíduos e da comunidade. 
O profissional de psicologia pode atuar como suporte ao orientador/educador social do SCFV ou ao técnico 
de referência do serviço. Para isso, deve ter conhecimento sobre o território, a comunidade, as famílias, a 
história e a cultura da região, dentre outros aspectos relevantes para a concretização do apoio ofertado. 
SPB no domicílio para pessoas com deficiência e idosas 
Nessa modalidade de serviço da PSB, o psicólogo deve apresentar conhecimento sobre os fenômenos 
associados ao envelhecimento e à pessoa com deficiência. Inclui-se nesse rol saber sobre o Estatuto do 
Idoso e o Estatuto da Pessoa com Deficiência. 
Além disso, para atuar com qualidade, torna-se igualmente importante o reconhecimento da rede de 
serviços e os programas setoriais. Eles serão capazes de favorecer intervenções conforme as 
necessidades/demandas dos usuários. 
No serviço de PSB no domicílio para pessoas com deficiência e idosas, o psicólogo pode contribuir ainda 
com o fortalecimento do vínculo intrafamiliar e com a comunidade. A atuação desse profissional pode 
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ajudar a romper com preconceitos típicos do senso comum, os quais reforçam estratégias de isolamento 
desses segmentos da população. 
Proteção Social Especial 
A PSE é constituída por dois níveis de complexidade: PSE de média complexidade e PSE de alta 
complexidade. Nesse tipo de proteção social, o psicólogo precisa atuar a partir de uma escuta qualificada e 
com fundamentos na leitura dos fatores objetivos e subjetivos do risco pessoal ou social. O objetivo é 
garantir que famílias e indivíduos desenvolvam condições de romper com as situações de violações de 
direito. 
As situações de violação de direitos podem desencadear eventos negativos capazes de comprometer a 
integridade física, psicológica e social das famílias. Além disso, podem provocar danos materiais, sociais, 
físicos e psíquicos nos membros ou no próprio grupo familiar. Assim, o psicólogo deve adotar recursos 
teórico-metodológicos e técnico-operativos que contribuam para a abordagem interdisciplinar das famílias. 
 Entre as possibilidades de atuação, destacam-se: 
• Escuta qualificada; 
• Identificação e construção de estratégias individuais e coletivas para redução das 
violações de direitos; 
• Prevenção da incidência de violações futuras; 
• Ressignificação do evento. 
O psicólogo pode realizar o acompanhamento de crianças e adolescentes na PSE. Para isso, é necessário 
haver um ambiente favorável. Além disso, os objetivos e a proposta de atuação apresentam 
particularidades. 
Acompanhamento de Crianças e Adolescentes 
Objetivos: 
• Resgatar a autoestima da criança/adolescente; 
• Reconstruir as relações afetivas e os significados da experiência; 
• Compreender a dinâmica familiar. 
 
 
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Proposta de Atuação do Psicólogo: 
• Interdisciplinar; 
• Adotar recursos que favoreçam a criação de vínculo e sejam capazes de mediar a 
comunicação com a criança ou adolescente; Exemplos: materiais lúdicos, histórias 
infantis, filmes, jogos, brinquedos. 
Você irá estudar agora as propostas de atuação do psicólogo tendo em consideração os níveis de 
complexidade da PSE. 
PSE de Média Complexidade 
Nesse nível de complexidade da PSE, as famílias e usuários em violação de direitos devem ter seus processos 
de reflexão sobre sua vida, história, forma de organização, experiências, conhecimentos e vínculos 
facilitados. Essa proposta é posta em prática a partir do acolhimento, da escuta qualificada, de orientações 
e acompanhamentos pela equipe de referência.No acompanhamento de adolescentes e jovens, o psicólogo deve ter a habilidade de identificar as 
potencialidades dos usuários. O foco da atuação desse profissional é de contribuir para o desenvolvimento 
da autonomia social, assim como para a construção de um projeto de vida para essa parcela da população. 
 Na PSE de média complexidade, o psicólogo pode atuar nas seguintes modalidades de serviço: 
• Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI) 
• Serviço Especializado em Abordagem Social (SEAS) 
• Serviço de Proteção Social a Adolescentes em Cumprimento de Medida Socioeducativa 
de Liberdade Assistida (LA) e de Prestação de Serviços à Comunidade (PSC) 
• Serviço de Proteção Social Especial para pessoas com deficiência, idosas e suas famílias 
• Serviço Especializado para Pessoas em Situação de Rua 
Para fins de concurso, você irá estudar com mais atenção o PAEFI. Caso você tenha interesse em se 
aprofundar no tema, recomendo a leitura da nota técnica na íntegra (CFP, 2016). 
O Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI) demanda o uso de 
estratégias políticas e metodológicas voltadas para a expandir a ação, interação, autoestima, autonomia e 
protagonismo social. O psicólogo atua a partir de uma abordagem interdisciplinar e intersetorial, levando 
em consideração as características de cada grupo familiar. 
As propostas de intervenção psicológicas devem ser em defesa da humanização das ações do PAEFI. Para 
tanto, torna-se necessário avaliar os impactos da violência nas relações familiares – considerando o violador 
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e quem teve seus direitos violados. Essa proposta tem como finalidade compreender as motivações e os 
problemas implicados. 
O psicólogo não deve adotar um papel investigativo ou policialesco. Os encaminhamentos devem ser 
realizados conforme as necessidades da família. 
PSE de Alta Complexidade 
Nesse nível de complexidade da PSE, o psicólogo deve participar da construção e das ações do Plano 
Individual de Acolhimento (PIA). Além disso, é importante viabilizar a reflexão e a compreensão dos 
usuários sobre as circunstâncias do acolhimento e as possibilidades de superação da situação de violência. 
O profissional da psicologia deve acompanhar a adaptação do usuário à instituição e cooperar para o 
desfecho de situações difíceis. 
 Cabe ao psicólogo articular ou auxiliar a construir e pactuar os fluxos intra ou intersetoriais, com vistas a 
garantir o atendimento dos usuários em acolhimento institucional. O trabalho é desenvolvido em equipe 
multiprofissional e interdisciplinar. Esse fato possibilita a comunicação com profissionais de diferentes 
áreas para a melhor compreensão dos casos atendidos. 
Na equipe interdisciplinar, o psicólogo tem a responsabilidade de contribuir para o desenvolvimento da 
autonomia dos usuários, a construção de projetos de vida e o resgate de vínculos comunitários e familiares 
– sempre que possível. 
 As propostas de intervenção e estratégias da PSE de alta complexidade devem favorecer o fortalecimento 
dos vínculos dos usuários. A fim de evitar o impacto do afastamento familiar, é possível preservar a 
convivência com o local de origem – sempre que possível. 
 Nos casos de cumprimento de medida protetiva de acolhimento institucional de criança, adolescente, idoso 
ou pessoa com deficiência, torna-se relevante investir no fortalecimento da função protetiva da família. 
Para isso, é necessário observar a capacidade da família em desempenhar suas funções de proteção e o 
acesso dela às políticas públicas, bens e serviços da sociedade. O psicólogo deve evitar a individualização 
do problema e a culpabilização da família. 
 Na PSE de alta complexidade, o psicólogo pode atuar nos seguintes serviços: 
• Serviço de Acolhimento Institucional, modalidades: abrigo institucional, casa-lar, casa 
de passagem e residência inclusiva; 
• Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora; 
• Serviço de Proteção em situações de calamidades públicas e de emergências 
Assim encerramos os conteúdos teóricos referentes a esta aula, agora vamos praticar! 
 
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QUESTÕES COMENTADAS 
 
1. (VUNESP / Prefeitura de Francisco Morato – 2019) As ações da Assistência Social estão organizadas 
em um Sistema Único de Assistência Social – SUAS e 
a) têm como referência o território onde as pessoas moram. 
b) envolvem a realização de programas e concessão de benefícios para todos os cidadãos. 
c) são gerenciadas e formuladas em nível municipal, com autonomia frente à esfera federal. 
d) contam com os recursos da federação para execução de todas as suas ações. 
e) têm o indivíduo e sua subjetividade como foco de atenção e de intervenção. 
Comentários: 
Para responder a esta questão, você precisaria se recordar de diferentes dispositivos da LOAS. Com base 
neles, vamos avaliar cada uma das alternativas. 
a) CORRETA. Essa alternativa está correta porque está alinhada com o § 1º do Art. 6º que indica o seguinte: 
“As ações ofertadas no âmbito do SUAS têm por objetivo a proteção à família, à maternidade, à 
infância, à adolescência e à velhice e, como base de organização, o território.” 
b) ERRADA. Essa alternativa contraria vários dispositivos da LOAS, entre os quais o Art.4º, inciso V da 
LOAS: 
“divulgação ampla dos benefícios, serviços, programas e projetos assistenciais, bem como dos 
recursos oferecidos pelo Poder Público e dos critérios para sua concessão.” 
c) ERRADA. Essa alternativa está errada porque contraria o Art. 11 da LOAS que indica: 
“As ações das três esferas de governo na área de assistência social realizam-se de forma articulada, 
cabendo a coordenação e as normas gerais à esfera federal e a coordenação e execução dos 
programas, em suas respectivas esferas, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios.” 
d) ERRADA. Essa alternativa contraria o inciso I do Art. 6º da LOAS: 
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“consolidar a gestão compartilhada, o cofinanciamento e a cooperação técnica entre os entes 
federativos que, de modo articulado, operam a proteção social não contributiva” 
Ou seja, os recursos para as ações do SUAS são provenientes da União, dos Estados e dos Municípios. 
e) ERRADA. Essa alternativa contraria o Art. 2º, inciso I e algumas das alíneas desse, como exemplos: 
“I. a proteção social, que visa à garantia da vida, à redução de danos e à prevenção da incidência de 
riscos, especialmente: 
a) a proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice; 
b) o amparo às crianças e aos adolescentes carentes; 
... 
c) a habilitação e reabilitação das pessoas com deficiência e a promoção de sua integração à vida 
comunitária” 
Gabarito: letra A. 
 2. (VUNESP / Prefeitura de Campinas – 2019) Homem comparece a um Centro de Referência em 
Assistência Social, representando seu pai idoso, de 70 anos, que está acolhido em um Instituição de 
Longa Permanência porque não tem mais condições de se manter, solicitando o benefício de prestação 
continuada (BPC). Nesse caso, o benefício será 
a) negado, pois a condição de acolhimento do idoso prejudica seu direito ao benefício. 
b) concedido ao idoso se a renda per capita de sua família for inferior a ¼ do salário mínimo. 
c) repassado integralmente à família desse idoso, uma vez que este já se encontra abrigado. 
d) rejeitado, porque esse tipo de benfeitoria destina-se, exclusivamente, às pessoas com deficiência. 
e) transferido para os gestores da instituição de acolhimento, pois a instituição assumiu os cuidados com o 
idoso. 
Comentários: 
Para responder a esta questão,você precisaria se lembrar do Art. 20 da LOAS, o qual identifica as principais 
características do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Com base nele, vamos analisar cada uma das 
alternativas: 
a) ERRADA. Essa alternativa contradiz o § 5º do Art. 20 da LOAS que indica: 
“A condição de acolhimento em instituições de longa permanência não prejudica o direito do idoso 
ou da pessoa com deficiência ao benefício de prestação continuada.” 
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b) CORRETA. Condiz com o inciso primeiro do § 3º: 
“§ 3º. Considera-se incapaz de prover a manutenção da pessoa com deficiência ou idosa a família 
cuja renda mensal per capita seja: 
I. igual ou inferior a 1/4 (um quarto) do salário-mínimo.” 
c) ERRADA. O dono do dinheiro é o beneficiário e não sua família; o BPC é para auxiliar nos gastos do idoso 
ainda que ele viva em instituição de longa permanência. 
d) ERRADA. Essa alternativa contraria o Art. 20 da LOAS que indica: 
“O benefício de prestação continuada é a garantia de um salário-mínimo mensal à pessoa com 
deficiência e ao idoso com 65 (sessenta e cinco) anos ou mais que comprovem não possuir meios de 
prover a própria manutenção nem de tê-la provida por sua família.” 
e) ERRADA. O dono do dinheiro é o beneficiário e não a instituição de longa permanência. 
 Gabarito: letra B. 
3. (VUNESP / Prefeitura de Francisco Morato – 2019) O trabalho com adolescentes do Programa de 
Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) ou adolescentes egressos ou vinculados a programas de 
combate à violência e ao abuso e à exploração sexual, que tem como foco o fortalecimento da 
convivência familiar e comunitária, contribuindo para o retorno ou permanência desses adolescentes 
na escola, por meio do desenvolvimento de atividades que estimulem a convivência social e a 
participação cidadã, é atribuição do 
a) Serviço de Proteção Social Especial de Média Complexidade. 
b) Serviço de Proteção Social Especial de Alta Complexidade. 
c) Serviço Especializado em Abordagem Social. 
d) Serviço de Acolhimento Institucional. 
e) Serviço de Proteção Social Básica 
Comentários: 
Questão objetiva. Como você estudou nesta aula, o PETI é um programa vinculado ao serviço de proteção 
social básica. Portanto, o gabarito é a letra “e”. 
Gabarito: letra E. 
4. (FCC / Prefeitura de Macapá – 2018) Considerando-se as proposições da Política Nacional da 
Assistência Social e do Sistema Único da Assistência Social, a Proteção Social Básica 
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a) visa à proteção social de famílias que comprovem sua situação de pobreza extrema e exclusão social, sem 
necessidade de benefício continuado. 
b) caracteriza-se pela atenção a indivíduos e famílias que sofreram violência intrafamiliar em função da 
fragilidade dos vínculos afetivo-sociais. 
c) visa à prevenção de situações de maior vulnerabilidade social de indivíduos, famílias e comunidades, bem 
como o cuidado socioassistencial. 
d) oferta serviços de proteção social no domicílio para mulheres, crianças e idosos que tiveram seus direitos 
violados e têm dificuldade de acesso às unidades referenciadas. 
e) busca o restabelecimento de vínculos familiares, sociais e comunitários de pessoas em medida 
socioeducativa e em liberdade assistida. 
Comentários: 
 A proteção social básica se destina a prevenir situações de risco a partir do desenvolvimento de potenciais, 
a aquisição e o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. O público alvo desse tipo de proteção 
social é a população em situação de vulnerabilidade social. 
É também responsabilidade da proteção social básica também a concessão de benefícios eventuais ou de 
prestação contínua, desde que o beneficiário em potencial obedeça e comprove o cumprimento dos 
critérios definidos pela LOAS. Situações de violação de direitos e reestabelecimento de vínculos são 
iniciativas relacionadas à proteção social especial. 
Devido às razões apontadas, a única opção correta é a letra “c”. 
Gabarito: letra C. 
5. (FCC / Prefeitura de Macapá – 2018) A Proteção Social Especial está organizada em torno do grau de 
complexidade, sendo a 
a) média e alta complexidade definidas com base na autoavaliação das famílias no que se refere a 
necessidades sociais básicas. 
b) alta complexidade definida a partir do grau de necessidades básicas, da hipossuficiência socioeconômica 
familiar e da ameaça de violação de direitos. 
c) média complexidade baseada na avaliação do grau de ruptura dos vínculos familiares e na garantia de 
proteção integral. 
d) média complexidade a atenção dirigida a pessoas e famílias com direitos violados, mas sem necessidade 
de abrigamento por se encontrarem com vínculos familiares e sociais ainda preservados. 
e) alta complexidade quando o grupo assistido é formado por pessoas com deficiência e idosos com vínculos 
comunitários preservados, mas com direitos básicos violados. 
Comentários 
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Vamos analisar cada uma das alternativas: 
a) ERRADA. A assistência social trabalha com indicadores obtidos a partir de análises do território e das 
demandas familiares. 
b) ERRADA. É uma proposta mais alinhada com a proteção social básica. 
c) ERRADA. A proteção integral é função da proteção social de alta complexidade. 
d) CORRETA. 
e) ERRADA. A proteção social de alta complexidade é direcionada para todos os indivíduos (crianças, 
adolescentes, idosos, deficientes, etc.) com direitos violados. 
Gabarito: letra D. 
6. (FAUEL / Prefeitura de Honório Serpa – 2019) Com relação às políticas públicas de CRAS e CREAS, é 
INCORRETO afirmar que: 
a) O CRAS é uma unidade pública estatal da assistência social que tem como papel constituir-se em 
referência, nos territórios, da oferta de trabalho social especializado no SUAS a famílias e indivíduos em 
situação de risco pessoal ou social, por violação de direitos. 
b) Os CREAS podem ter abrangência municipal ou regional e sua implantação considera os indicadores de 
situações de violação de direitos nos territórios. 
c) O Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) é a unidade pública da assistência social, de base 
municipal, localizada em áreas com maiores índices de vulnerabilidade e risco social, destinada à prestação 
de serviços e programas socioassistenciais da Proteção Social Básica às famílias e à articulação destes 
serviços no seu território de abrangência, de modo a fortalecer a convivência com a família e com a 
comunidade, além de atuar numa perspectiva intersetorial com outras políticas sociais. 
d) O público alvo dos CRAS são famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade e risco social, pessoas 
com deficiência, idosos, crianças retiradas do trabalho infantil, pessoas inseridas no Cadastro Único, 
beneficiários do Programa Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), entre outros. 
Comentários 
Para responder a esta questão, você precisaria recorrer aos conteúdos presentes na LOAS e na NOB/SUAS 
(ou PNAS/2004). Assim, todas as alternativas da questão estão corretas, exceto a letra “a”. Essa opção está 
errada porque a oferta de serviços no CRAS não é especializado e não há o atendimento de indivíduos em 
situação de direitos violados. Essas características se referem à proteção social especial e o CRAS pertence 
à proteção social básica. 
Gabarito: letra A. 
7. (VUNESP / Prefeitura de Francisco Morato – 2019) A matricialidade sociofamiliar tem papel 
fundamental na esfera da Política Nacional de Assistência Social – PNAS, pois, de acordo com a PNAS, 
a família 
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 a) é um espaço insubstituível para a proteção e socialização primárias de todos os indivíduos de uma 
sociedade. 
b) tornou-se um espaço contraditório que, no contexto atual, dificulta a convivência entre os indivíduos e o 
ambiente social. 
c) sobrepõe três dimensões fundamentais para a proteção social, que são: a sexualidade, a procriação e a 
convivência. 
d) é a unidade mediadora das relações entre os sujeitos e a coletividade, independentemente da 
configuração que assume. 
e) resiste às novas configurações dos espaços coletivos, produzindo desadaptação e vulnerabilidade social. 
Comentários: 
Vamos analisar cada uma das alternativas da questão. 
a) ERRADA. De acordo com a PNAS/2004, a família é um espaço privilegiado e insubstituível para a 
proteção, a socialização primária e o provimento de cuidados. 
b) ERRADA. As famílias são espaço de contradição e conflitos, mas não implica em maior dificuldade de 
convivência entre indivíduos e o ambiente social. 
c) ERRADA. As três dimensões clássicas para a definição de família foram superadas. Família, na atualidade, 
corresponde a um conjunto de pessoas unidas por laços consanguíneos, afetivos ou de solidariedade. 
d) CORRETA. 
e) ERRADA. As pressões e os processos de exclusão sociocultural são os responsáveis por acentuar as 
fragilidades e vulnerabilidades das famílias. 
Gabarito: letra D. 
8. (VUNESP / Prefeitura de Campinas – 2019) Segundo a Política Nacional de Assistência Social, 
qualquer forma de atenção ou intervenção em um grupo familiar precisa considerar 
a) o papel fundamental da pressão dos fatores socioeconômicos e da necessidade de sobrevivência nas 
dificuldades adaptativas da família. 
b) a capacidade que o grupo demonstra para se organizar de acordo com os padrões definidos como 
saudáveis pela política de assistência social. 
c) a concordância que o grupo demonstra em relação aos valores característicos de seu território e da 
comunidade na qual se insere. 
d) a disposição que o grupo demonstra para reagir, de forma autônoma, contra os riscos e os perigos aos 
quais está exposto na sua comunidade. 
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e) a competência do grupo para manter a característica de seus vínculos, protegendo-a das transformações 
no ambiente social. 
Comentários: 
Vamos analisar cada uma das alternativas propostas pela questão: 
a) CORRETA. 
b) ERRADA. A PNAS não tem caráter normatizador, por isso não define critérios de padrões saudáveis. 
c) ERRADA. A PNAS não faz referência à necessidade de o grupo familiar concordar com os valores do 
território/comunidade. A importância está na existência de laços com a comunidade. 
d) ERRADA. A PNAS considera a disponibilidade do grupo familiar para operar mudanças. No entanto, 
desenvolver a autonomia da família é um dos objetivos propostos pela PNAS. 
e) ERRADA. A PNAS propõe sim olhar para as potencialidades da família, mas não som 
Gabarito: letra A. 
9. (CETAP / Prefeitura de Ananindeua – 2019) A proteção Social Especial (PSE) destina-se a proteger as 
famílias e indivíduos cujos direitos tenham sido violados e/ou que já tenha ocorrido rompimento dos 
laços familiares e comunitários. Sobre o assunto, julgue as afirmativas seguintes: 
I - A PSE é desenvolvida no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) por meio do serviço de 
proteção e atendimento integral à família (PAIF) 
II - A garantia da segurança de convívio é fundamental para que a família se sinta protegida, acolhida e 
fortalecida para o enfrentamento de riscos e para o desenvolvimento de potencialidades que fortaleçam 
vínculos familiares e sociais mais amplos, necessários ao exercício de cidadania. 
III - A alta complexidade do PSE oferta serviços de acolhimento a indivíduos afastados temporariamente do 
núcleo familiar e/ou comunitário. 
IV - A alta complexidade do PSE enfraquece a função protetiva da família; negando a possibilidade de 
convívio, restringindo os vínculos familiares e mantendo o idoso isolado da comunidade. 
Assinale a alternativa correta: 
a) Somente as afirmativas I e III estão corretas. 
b) Somente as afirmativas II e III estão corretas. 
c) Somente as afirmativas III e IV estão corretas. 
d) Todas as afirmativas estão corretas. 
Comentários: 
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Vamos analisar cada um dos itens apresentados pela questão: 
I. (F) A PSE é desenvolvida no CREAS – Centro de Referência Especial da Assistência Social. 
II. (V) A PNAS/2004 indica que a segurança de convívio ou vivência familiar é uma das frentes que compõem 
a proteção social. A finalidade é reestabelecer vínculos a partir da oferta de experiências de diferentes 
naturezas: socioeducativas, socioculturais, etc. 
III. (V) A PNAS/2004 indica que a PSE de alta complexidade está voltada para a proteção integral do 
indivíduo. Suas ações incluem moradia, alimentação e higienização – por exemplo. 
IV. (F) A PNAS/2004 indica que a proteção social de alta complexidade é destinada para a proteção integral 
do indivíduo. A população-alvo é indivíduos e famílias sem referência, em situação de ameaça ou que foram 
retirados do núcleo familiar/comunitário. 
Com base na apreciação dos itens, somente o II e o III estão corretos. 
Gabarito: letra B. 
10. (Unifil / Prefeitura de Ângulo – 2019) Sobre o CRAS – Centro de Referência Social, analise as 
assertivas abaixo e assinale a alternativa correta. 
I. As equipes dos CRAS deverão atuar em conjunto com as equipes de Saúde da Família, apoiando-as para 
que possam incrementar não só a integralidade, mas também a resolutividade, a qualidade do cuidado, as 
ações de promoção de saúde e o acompanhamento e monitoramento em seus diversos aspectos. 
II. É direito das famílias usuárias do CRAS, à escuta, à informação, à defesa, à provisão direta ou indireta ou 
ao encaminhamento de suas demandas de proteção social asseguradas pela Política Nacional de 
Assistência Social. 
III. A implantação do CRAS é uma estratégia de descentralização e hierarquização de serviços de assistência 
social e, portanto, elemento essencial do processo de planejamento territorial e da política de assistência 
social do município. 
IV. O CRAS é uma estratégia inovadora que tem por objetivo apoiar, ampliar, aperfeiçoar a atenção e a 
gestão da saúde na Atenção Básica/Saúde da Família. Seus requisitos são, além do conhecimento técnico, 
a responsabilidade por determinado número de equipes de Saúde da Família e o desenvolvimento de 
habilidades relacionadas. 
a) Apenas I, II e III estão corretas. 
b) Apenas II e III estão corretas. 
c) Apenas I, II e IV estão corretas. 
d) Todas as alternativas estão corretas. 
Comentários: 
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I. (F) Ainda que as ações do SUAS devem se articular com outros setores, inclusive da saúde, os CRAS são 
dispositivos da assistência social e a Estratégia de Saúde da Família é da saúde. 
II. (V) É coerente com a proposta definida pela PNAS/2004 (ou NOB/SUAS) e a LOAS. 
III. (V) O CRAS seria a porta de entrada para os serviços do SUAS. Como visto em aula, esse dispositivo é 
responsável por organizar e coordenar a rede de serviços socioassistenciais locais da política de assistência 
social (PNAS/2004). 
IV. (F) O CRAS é um dispositivo do SUAS e não do SUS. Sua área de abrangência é de 1.000 famílias/ano. 
Sua localização é em áreas de vulnerabilidade social, sendo um serviço direcionada para populações 
específicas. 
Com a apreciação dos itens, tem-se que o somente II e III estão corretos. 
Gabarito: letra B. 
11. (VUNESP / Prefeitura de Francisco Morato – 2019) De acordo com a Norma Operacional Básica de 
Recursos Humanos do SUAS, a capacitação dos trabalhadoresda Assistência Social tem por 
fundamento a educação permanente e deve ser realizada 
a) independentemente da necessidade de avaliação quanto aos seus resultados. 
b) com suporte de um sistema informatizado e com garantia do controle social. 
c) de forma centralizada, para padronização das capacidades técnicas dos servidores. 
d) para atender às necessidades específicas de cada uma das unidades capacitadas. 
e) segundo as diretrizes determinadas pelos gestores das diversas unidades da rede. 
Comentários 
a) ERRADA. A NOB-RH/SUAS indica que a educação permanente deve ser avaliada e monitorada. 
b) CORRETA. 
c) ERRADA. A NOB-RH/SUAS indica que a educação permanente deve ser descentralizada. 
d) ERRADA. A NOB-RH/SUAS indica que a educação permanente deve ser nacionalizada, com a definição 
de conteúdos mínimos – respeitando-se para isso as diversidades e especificidades. 
e) ERRADA. A NOB-RH/SUAS indica que a educação permanente deve ser participativa, com o 
envolvimento de diversos atores em distintas etapas do processo. 
Gabarito: letra B. 
12. (VUNESP / Prefeitura de Francisco Morato – 2019) A Equipe de Referência definida pela Norma 
Operacional Básica de Recursos Humanos do Sistema Único de Assistência Social – SUAS – precisa 
contar, obrigatoriamente, nos Serviços de Proteção 
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a) Especial de Alta Complexidade, com um assistente social, um psicólogo, um sociólogo e um antropólogo. 
b) Social Básica, com um assistente social, um psicólogo e um médico generalista. 
c) Social Especial de Média Complexidade, com um advogado, um psicólogo e um assistente social. 
d) Social Básica, com um assistente social e um advogado. 
e) Especial de Média Complexidade, com um advogado, um psicólogo, um assistente social e um pedagogo. 
Comentários: 
a) ERRADA. A equipe de referência da PSE de alta complexidade pode ser configurada de diferentes formas. 
No CREAS, propõe-se a existência de dois profissionais de nível superior ou médio, sem especificações. 
b) ERRADA. A equipe de referência da PS Básica no CRAS deve ser composta por assistente social, 
(preferencialmente) psicólogo, profissionais de nível técnico e coordenador. 
c) CORRETA. 
d) ERRADA. A equipe de referência da PS Básica não é composta por advogado. 
e) ERRADA. A equipe de referência da PSE de média complexidade não inclui a presença do pedagogo. 
Gabarito: letra C. 
13. (VUNESP / Prefeitura de Francisco Morato – 2019) A atuação dos psicólogos e psicólogas nos 
Serviços de Assistência Social – SUAS – 
a) valoriza a construção de práticas interventivas comprometidas com as mudanças nos aspectos 
intrassubjetivos que provocam a exclusão social. 
b) busca retomar as formas de intervenção características e exclusivas dos psicólogos, que enfatizam os 
atendimentos psicoterápicos. 
c) fundamenta-se na compreensão da dimensão subjetiva dos fenômenos sociais e coletivos, com o objetivo 
de problematizar e propor ações no âmbito social. 
d) deve se voltar para uma compreensão neutra sobre os aspectos sociais, econômicos, políticos e culturais, 
em respeito à ética nas relações com seus clientes. 
e) tem como missão responsabilizar a população que se encontra em situação de vulnerabilidade pela sua 
condição, estimulando o protagonismo social. 
Comentários: 
a) ERRADA. O psicólogo deve considerar que determinantes macrossociais estão implicados no processo 
de desigualdade e exclusão sociais. 
b) ERRADA. A psicoterapia não é uma oferta de serviço do psicólogo na assistência social. 
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c) CORRETA. 
d) ERRADA. O psicólogo deve atuar com base na centralidade da garantia de direitos. Essa proposta implica 
na adoção de uma abordagem ética, técnico-científica e participativa capaz de levar em consideração os 
fatores macrossociais. 
e) ERRADA. O psicólogo deve evitar uma atuação pautada na fiscalização e investigação dos indivíduos e 
suas famílias, emitindo julgamentos ou os condenando. 
Gabarito: letra C. 
14. (IBFC / Secretaria Municipal de Assistência Social e Desenvolvimento Humano de Cuiabá – 2019) A 
Política de Assistência Social é algo relativamente novo no Brasil, sendo criado o Plano Nacional de 
Assistência Social (PNAS) apenas em 2004, com objetivo de garantir o atendimento às necessidades 
básicas dos segmentos populacionais vulnerabilizados pela pobreza e exclusão social, priorizando a 
família como foco de atenção (Brasil, 2004). E é nesse contexto de mudanças que a atuação de 
psicólogos é demandada. 
Sobre a atuação do psicólogo nesse cenário, assinale a alternativa correta. 
a) Junto à coletividade, no sentido de garantir o direito à assistência social e à vida. Não se limitando a uma 
ação estritamente técnica, devendo ser dotada de um aspecto crítico, reflexivo, e, acima de tudo, político 
b) Atuar de maneira individualizada, no sentido de garantir o direito à vida. Estritamente técnico, mas 
olhando para aspecto crítico e reflexivo 
c) Atuar de maneira estritamente técnica e com viés político e reflexivo 
d) Junto à coletividade, no sentido de garantir o direito à assistência social e à vida, mas se limitando a uma 
ação estritamente técnica 
Comentários: 
A atuação do psicólogo na assistência social tem como centralidade a garantia de direitos. O objetivo é 
desenvolver potencialidades e a autonomia dos sujeitos, fortalecendo seus vínculos sociais e a função de 
proteção da família. Esse profissional deve se basear em campos teóricos e metodológicos orientados por 
uma visão crítica da realidade social, pela historicidade, pelas lutas políticas e pelas relações de poder. Deve 
prezar por uma abordagem ética, técnico-científica, reflexiva e participativa. 
Em decorrência desses aspectos destacados, pode-se afirmar que somente a letra “a” está correta. 
 
Gabarito: letra A. 
15. (CETREDE / Prefeitura de Juazeiro do Norte – 2019) As ações desenvolvidas pelos psicólogos na 
Assistência Social são caracterizadas 
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a) pela valorização do saber local e dos recursos individuais, coletivos e comunitários na construção de 
respostas frente aos problemas vividos no cotidiano. 
b) pela prática de atendimento psicoterápico grupal para prevenção de situações de risco e vulnerabilidade 
social. 
c) pelo treinamento de empoderamento e enfrentamento de situações de exploração e abuso de poder. 
d) pela prática de habilitação e reabilitação cognitivas para o desenvolvimento de potencialidades sociais e 
comunitárias das famílias em situação de pobreza. 
e) por serem diretivas na psico-orientação de indivíduos e grupos para resolutividade de problemas 
enfrentados no cotidiano da comunidade. 
Comentários: 
a) CORRETA. 
b) ERRADA. O atendimento psicoterápico não é uma modalidade de serviço oferecida pelo psicólogo na 
assistência social. 
c) ERRADA. O psicólogo não treina as pessoas para lidar com fatores determinantes macrossociais. O 
objetivo é desenvolver estratégias de emancipação, fortalecimento de vínculos e função de proteção da 
família. 
d) ERRADA. O psicólogo não adota práticas individualizantes para o enfrentamento das situações de 
vulnerabilidade e desigualdades sociais. 
e) ERRADA. A atuação do psicólogo se baseia em uma relação dialógica, horizontal e de respeito aos saberes 
técnicos e dos indivíduos e suas famílias. 
Gabarito: letra A. 
16. (FCC / Prefeitura de Macapá – 2018) Com base na Psicologia Social Comunitária, as ações 
desenvolvidas pelos psicólogos na Assistência Social são caracterizadas 
a) pela valorização do saber local e dos recursos individuais, coletivos e comunitários na construção de 
respostas frente aos problemas vividos no cotidiano.b) por serem diretivas na orientação de indivíduos e grupos para resolutividade de problemas enfrentados 
no dia a dia. 
c) pela oferta de atendimento psicoterápico individual ou grupal para prevenção de situações de risco e 
vulnerabilidade social. 
 
d) pelo treinamento continuado para o desenvolvimento de empoderamento e enfrentamento de situações 
de exploração e abuso de poder. 
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e) pela utilização de técnicas cognitivas para o desenvolvimento de potencialidades sociais e comunitárias 
das famílias em situação de pobreza. 
Comentários: 
a) CORRETA. 
b) ERRADA. A relação do psicólogo com os usuários e suas famílias não é diretiva. É baseada no diálogo, na 
horizontalidade e no respeito aos conhecimentos dos usuários e suas famílias. 
c) ERRADA. A psicoterapia não é uma modalidade de serviço da assistência social. 
d) ERRADA. O psicólogo não oferece treinamentos na assistência social. São ofertados serviços que 
favoreçam a emancipação, o fortalecimento de vínculos e da função protetora da família. 
e) ERRADA. A atuação do psicólogo não está voltada para a individualização e responsabilização do usuário 
pelas vulnerabilidades e riscos sociais vividos. 
Gabarito: letra A. 
17. (AOCP / Prefeitura de São Luís – 2019) O psicólogo, no campo do Serviço Único de Assistência Social 
(SUAS), pode desenvolver diferentes atividades em espaços institucionais e comunitários. A respeito 
da atuação do psicólogo no âmbito do SUAS, assinale a alternativa correta. 
a) O psicólogo não deve realizar nenhum tipo de trabalho coletivo, pois feriria o sigilo profissional. 
b) Estudos, pesquisas e supervisão sobre temas pertinentes à relação do indivíduo com a sociedade não 
fazem parte das possibilidades de atuação do psicólogo. 
c) Por meio de atuação interdisciplinar, o psicólogo pode atender a crianças, adolescentes e adultos, de 
forma individual e/ou em grupo, priorizando o trabalho coletivo e possibilitando encaminhamentos 
psicológicos, quando necessário. 
d) As atividades realizadas pelo psicólogo não devem contar com a participação de outros profissionais 
dentro do serviço para não prejudicar o trabalho em rede. 
e) O trabalho do psicólogo envolve proposições de políticas e ações relacionadas a apenas um grupo 
específico da comunidade. 
Comentários: 
a) ERRADA. A atuação do psicólogo no SUAS deve priorizar o trabalho em grupos. Os acompanhamentos 
individuais devem ser restritos a situações específicas e por tempo determinado. 
b) ERRADA. Os estudos, pesquisas e supervisão podem ser realizadas a fim de aprimorar as práticas 
desenvolvidas no SUAS pelos diferentes profissionais da assistência social, inclusive os psicólogos. 
c) CORRETA. 
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d) ERRADA. O trabalho do psicólogo no SUAS é interdisciplinar. Esse princípio indica a importância do 
compartilhamento e da cooperação entre os profissionais para superar o isolamento, a fragmentação e o 
conhecimento estritamente técnico. 
e) ERRADA. Dimensão política das ações do psicólogo no SUAS devem englobar os usuários e famílias que 
necessitam da assistência social – sem privilégios e discriminações. 
Gabarito: letra C. 
18. (UFMT / Prefeitura de Várzea Grande – 2018) As atividades a serem realizadas no Centro de 
Referência de Assistência Social (CRAS) podem ser materializadas por meio da Articulação Intersetorial 
no Território. A Psicóloga e o Psicólogo devem contribuir com os conhecimentos da Psicologia e com a 
consecução dos objetivos previstos para a Proteção Social Básica. Essa articulação visa garantir maior 
integralidade das ações oferecidas pelos serviços envolvidos, na medida em que o compartilhamento 
de informações e fluxos entre os setores das políticas públicas permite uma visão mais abrangente da 
família e da situação em questão, possibilitando identificar com mais efetividade a sua complexidade 
e as potencialidades envolvidas. Trata-se de 
a) Gestão Territorial. 
b) Gestão Local Estratégica. 
c) Atendimento Integral à Família. 
d) Fortalecimento de Vínculos. 
Comentários: 
Questão simples e objetiva. Como você estudou nesta aula, o enunciado apresenta a definição da gestão 
territorial. 
Gabarito: letra A. 
19. (CPCON UEPB / Prefeitura de Nova Floresta – 2019) Sobre os Princípios que devem orientar a prática 
do Psicólogo no CRAS, é CORRETO afirmar: 
a) Atuar em consonância com as diretrizes e objetivo do SUS e da Proteção Social Básica (PSB), cooperando 
para a efetivação das políticas públicas de desenvolvimento social para a construção de sujeitos cidadãos. 
b) Atuar em consonância com as diretrizes e objetivos da PNAS e do Sistema Único de Saúde (SUS), 
cooperando para a efetivação das políticas públicas de desenvolvimento social para a construção de sujeitos 
cidadãos. 
c) Atuar em consonância com as diretrizes e objetivos da PNAS e da Proteção Social Básica (PSB), 
cooperando para a efetivação das políticas públicas de desenvolvimento social para a construção de sujeitos 
cidadãos. 
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d) Atuar em consonância com as diretrizes e objetivos da PNAS e do Benefício de Prestação Continuada 
(BPC), cooperando para a efetivação das políticas públicas de desenvolvimento social para a construção de 
sujeitos cidadãos. 
e) Atuar em consonância com as diretrizes e objetivos da PNAS, do Sistema Único de Saúde (SUS) e do 
Benefício de Prestação Continuada (BPC). 
Comentários: 
Todas as alternativas erradas, exceto a letra “c”. O psicólogo que atua na assistência social deve obedecer 
aos princípios do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). O psicólogo que trabalha na área da saúde 
deve obedecer aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). Esses sistemas podem se articular na rede 
de proteção social, a depender das demandas específicas de cada caso. No entanto, são sistemas 
independentes – com legislações e normativas específicas. 
O Benefício de Prestação Continuada (BPC) é definido pela LOAS e é voltado para as demandas somente 
de idosos e pessoas com deficiência. Assim, restringe o foco de atuação do psicólogo. A atenção dos 
profissionais da assistência social é voltada para todos os indivíduos que estão em situação de risco ou 
vulnerabilidade social. 
Gabarito: letra C. 
20. (VUNESP / Prefeitura de Francisco Morato – 2019) Os profissionais da psicologia, no âmbito de 
atuação nos Centros de Referência em Assistência Social – CRAS – devem adotar como um de seus 
objetivos: 
a) diagnosticar todos usuários dos serviços de assistência social em relação ao seu perfil psicológico. 
b) assumir a responsabilidade pelos atendimentos psicoterapêuticos necessários ao trabalho da equipe. 
c) proteger os usuários dos serviços de atenção psicossocial de situações de risco ou estigmatização. 
d) contribuir para a prevenção de situações que possam gerar a ruptura dos vínculos familiares e 
comunitários. 
e) assumir o atendimento dos casos encaminhados à sua unidade para diagnóstico e intervenção. 
Comentários: 
a) ERRADA. O psicólogo não atua com a avaliação psicológica para fins de psicodiagnóstico nos serviços 
socioassistenciais. 
b) ERRADA. O psicólogo não realiza psicoterapia nos serviços socioassistenciais. 
c) ERRADA. Os usuários/famílias atendidas pela assistência social já estão em situação de risco ou 
vulnerabilidade social. 
d) CORRETA. 
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e) ERRADA. O psicólogo não realiza diagnóstico. Ele desenvolve uma relação baseada no vínculo, no diálogo 
e nos conhecimentos e necessidades dos usuários/famílias. 
Gabarito:letra D. 
21. (AOCP / Prefeitura de São Luís – 2019) A respeito da atuação do psicólogo no Serviço de Convivência 
e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), no âmbito do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), 
assinale a alternativa correta. 
a) Deve privilegiar atendimentos psicoterapêuticos individuais. 
b) Deve privilegiar a formação de estratégias grupais. 
c) Deve privilegiar um dado momento do ciclo de vida. 
d) Deve favorecer a dependência do usuário em relação ao SCFV. 
e) Deve evitar recursos metodológicos que propiciem vivências de sensibilidade. 
Comentários: 
Todas as alternativas estão erradas, exceto a letra “b”. Como foi reafirmado reiteradamente ao longo dessa 
aula, o psicólogo não realiza psicoterapia na assistência social. Não deve haver privilégios em função de 
momento do ciclo de vida. Nem tampouco fomentar a dependência dos usuários aos serviços – o objetivo é 
desenvolver estratégias de emancipação e autonomia. Recursos que favoreçam a sensibilidade podem ser 
positivos no sentido de mudanças nas relações familiares, sociais e comunitárias. 
Gabarito: letra B. 
22. (VUNESP / Prefeitura de Francisco Morato – 2019) O atendimento psicossocial de crianças e 
adolescentes em situação de violência, no âmbito do Centro de Referência Especializado de Assistência 
Social – CREAS, 
a) deve ser realizado individualmente, em função do tipo de problemática que é alvo do serviço. 
b) tem caráter emergencial e assistencialista, para evitar situações de conflito e revitimização. 
c) adota especialmente as práticas psicoterapêuticas com as vítimas, para potencializar a sua autonomia. 
d) envolve ações psicoeducativas, de apoio e especializadas, realizadas prioritariamente em pequenos 
grupos. 
e) busca a interrupção do ciclo da violência por meio de orientações sobre as medidas jurídicas punitivas aos 
casos denunciados. 
Comentários: 
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O atendimento de crianças e adolescentes no CREAS deve ocorrer em um ambiente favorável. O psicólogo 
precisa ter autonomia para definir os métodos a serem adotados e se o caso demanda atendimento 
individualizado ou em grupo. Atendimentos individuais não devem ser psicoterapêuticos. 
No caso das crianças, as ações do psicólogo podem envolver a utilização de recursos psicoeducativos, de 
apoio e especializadas. Em função das ponderações realizadas, somente a letra “d” está correta. 
Gabarito: letra D. 
23. (VUNESP / Prefeitura de Francisco Morato – 2019) Um profissional da psicologia, que atua em um 
Centro de Referência Especializado da Assistência Social – CREAS, idealizou a realização de um grupo 
com as famílias usuárias do serviço. O objetivo é transformar os padrões de relacionamento familiar e 
comunitário que são violentos ou que implicam em violação de direitos. Essa forma de atuação 
a) rompe com pressupostos teóricos clássicos que, por vezes, servem à manutenção das desigualdades 
sociais. 
b) perpetua uma realidade social que estimula a segregação e a violação de direitos das populações 
carentes. 
c) tem caráter superficial e fragmentado, pois desconsidera a força dos condicionantes presentes no 
ambiente social. 
d) reproduz uma forma de atuação que é típica dos assistentes sociais, descaracterizando o papel do 
psicólogo. 
e) estimula a catarse no grupo, mas não contribui de forma significativa para uma transformação social. 
Comentários: 
Todas as alternativas estão erradas, exceto a letra “a”. A proposta do psicólogo rompe com pressupostos 
clássicos, porque não se baseia na psicoterapia. Além disso, essa proposta tradicional de atendimento tende 
a manter as desigualdades sociais porque individualiza os problemas e as soluções. 
Gabarito: letra A. 
 
 
 
 
 
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LISTA DE QUESTÕES 
1. (VUNESP / Prefeitura de Francisco Morato – 2019) As ações da Assistência Social estão organizadas 
em um Sistema Único de Assistência Social – SUAS e 
a) têm como referência o território onde as pessoas moram. 
b) envolvem a realização de programas e concessão de benefícios para todos os cidadãos. 
c) são gerenciadas e formuladas em nível municipal, com autonomia frente à esfera federal. 
d) contam com os recursos da federação para execução de todas as suas ações. 
e) têm o indivíduo e sua subjetividade como foco de atenção e de intervenção. 
2. (VUNESP / Prefeitura de Campinas – 2019) Homem comparece a um Centro de Referência em 
Assistência Social, representando seu pai idoso, de 70 anos, que está acolhido em um Instituição de 
Longa Permanência porque não tem mais condições de se manter, solicitando o benefício de prestação 
continuada (BPC). Nesse caso, o benefício será 
a) negado, pois a condição de acolhimento do idoso prejudica seu direito ao benefício. 
b) concedido ao idoso se a renda per capita de sua família for inferior a ¼ do salário mínimo. 
c) repassado integralmente à família desse idoso, uma vez que este já se encontra abrigado. 
d) rejeitado, porque esse tipo de benfeitoria destina-se, exclusivamente, às pessoas com deficiência. 
e) transferido para os gestores da instituição de acolhimento, pois a instituição assumiu os cuidados com o 
idoso. 
3. (VUNESP / Prefeitura de Francisco Morato – 2019) O trabalho com adolescentes do Programa de 
Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) ou adolescentes egressos ou vinculados a programas de 
combate à violência e ao abuso e à exploração sexual, que tem como foco o fortalecimento da 
convivência familiar e comunitária, contribuindo para o retorno ou permanência desses adolescentes 
na escola, por meio do desenvolvimento de atividades que estimulem a convivência social e a 
participação cidadã, é atribuição do 
a) Serviço de Proteção Social Especial de Média Complexidade. 
b) Serviço de Proteção Social Especial de Alta Complexidade. 
c) Serviço Especializado em Abordagem Social. 
d) Serviço de Acolhimento Institucional. 
e) Serviço de Proteção Social Básica 
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4. (FCC / Prefeitura de Macapá – 2018) Considerando-se as proposições da Política Nacional da 
Assistência Social e do Sistema Único da Assistência Social, a Proteção Social Básica 
a) visa à proteção social de famílias que comprovem sua situação de pobreza extrema e exclusão social, sem 
necessidade de benefício continuado. 
b) caracteriza-se pela atenção a indivíduos e famílias que sofreram violência intrafamiliar em função da 
fragilidade dos vínculos afetivo-sociais. 
c) visa à prevenção de situações de maior vulnerabilidade social de indivíduos, famílias e comunidades, bem 
como o cuidado socioassistencial. 
d) oferta serviços de proteção social no domicílio para mulheres, crianças e idosos que tiveram seus direitos 
violados e têm dificuldade de acesso às unidades referenciadas. 
e) busca o restabelecimento de vínculos familiares, sociais e comunitários de pessoas em medida 
socioeducativa e em liberdade assistida. 
5. (FCC / Prefeitura de Macapá – 2018) A Proteção Social Especial está organizada em torno do grau de 
complexidade, sendo a 
a) média e alta complexidade definidas com base na autoavaliação das famílias no que se refere a 
necessidades sociais básicas. 
b) alta complexidade definida a partir do grau de necessidades básicas, da hipossuficiência socioeconômica 
familiar e da ameaça de violação de direitos. 
c) média complexidade baseada na avaliação do grau de ruptura dos vínculos familiares e na garantia de 
proteção integral. 
d) média complexidade a atenção dirigida a pessoas e famílias com direitos violados, mas sem necessidade 
de abrigamento por se encontrarem com vínculos familiares e sociais ainda preservados. 
e) alta complexidadequando o grupo assistido é formado por pessoas com deficiência e idosos com vínculos 
comunitários preservados, mas com direitos básicos violados. 
6. (FAUEL / Prefeitura de Honório Serpa – 2019) Com relação às políticas públicas de CRAS e CREAS, é 
INCORRETO afirmar que: 
a) O CRAS é uma unidade pública estatal da assistência social que tem como papel constituir-se em 
referência, nos territórios, da oferta de trabalho social especializado no SUAS a famílias e indivíduos em 
situação de risco pessoal ou social, por violação de direitos. 
b) Os CREAS podem ter abrangência municipal ou regional e sua implantação considera os indicadores de 
situações de violação de direitos nos territórios. 
c) O Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) é a unidade pública da assistência social, de base 
municipal, localizada em áreas com maiores índices de vulnerabilidade e risco social, destinada à prestação 
de serviços e programas socioassistenciais da Proteção Social Básica às famílias e à articulação destes 
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serviços no seu território de abrangência, de modo a fortalecer a convivência com a família e com a 
comunidade, além de atuar numa perspectiva intersetorial com outras políticas sociais. 
d) O público alvo dos CRAS são famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade e risco social, pessoas 
com deficiência, idosos, crianças retiradas do trabalho infantil, pessoas inseridas no Cadastro Único, 
beneficiários do Programa Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), entre outros. 
7. (VUNESP / Prefeitura de Francisco Morato – 2019) A matricialidade sociofamiliar tem papel 
fundamental na esfera da Política Nacional de Assistência Social – PNAS, pois, de acordo com a PNAS, 
a família 
 a) é um espaço insubstituível para a proteção e socialização primárias de todos os indivíduos de uma 
sociedade. 
b) tornou-se um espaço contraditório que, no contexto atual, dificulta a convivência entre os indivíduos e o 
ambiente social. 
c) sobrepõe três dimensões fundamentais para a proteção social, que são: a sexualidade, a procriação e a 
convivência. 
d) é a unidade mediadora das relações entre os sujeitos e a coletividade, independentemente da 
configuração que assume. 
e) resiste às novas configurações dos espaços coletivos, produzindo desadaptação e vulnerabilidade social. 
8. (VUNESP / Prefeitura de Campinas – 2019) Segundo a Política Nacional de Assistência Social, 
qualquer forma de atenção ou intervenção em um grupo familiar precisa considerar 
a) o papel fundamental da pressão dos fatores socioeconômicos e da necessidade de sobrevivência nas 
dificuldades adaptativas da família. 
b) a capacidade que o grupo demonstra para se organizar de acordo com os padrões definidos como 
saudáveis pela política de assistência social. 
c) a concordância que o grupo demonstra em relação aos valores característicos de seu território e da 
comunidade na qual se insere. 
d) a disposição que o grupo demonstra para reagir, de forma autônoma, contra os riscos e os perigos aos 
quais está exposto na sua comunidade. 
e) a competência do grupo para manter a característica de seus vínculos, protegendo-a das transformações 
no ambiente social. 
9. (CETAP / Prefeitura de Ananindeua – 2019) A proteção Social Especial (PSE) destina-se a proteger as 
famílias e indivíduos cujos direitos tenham sido violados e/ou que já tenha ocorrido rompimento dos 
laços familiares e comunitários. Sobre o assunto, julgue as afirmativas seguintes: 
I - A PSE é desenvolvida no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) por meio do serviço de 
proteção e atendimento integral à família (PAIF) 
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II - A garantia da segurança de convívio é fundamental para que a família se sinta protegida, acolhida e 
fortalecida para o enfrentamento de riscos e para o desenvolvimento de potencialidades que fortaleçam 
vínculos familiares e sociais mais amplos, necessários ao exercício de cidadania. 
III - A alta complexidade do PSE oferta serviços de acolhimento a indivíduos afastados temporariamente do 
núcleo familiar e/ou comunitário. 
IV - A alta complexidade do PSE enfraquece a função protetiva da família; negando a possibilidade de 
convívio, restringindo os vínculos familiares e mantendo o idoso isolado da comunidade. 
Assinale a alternativa correta: 
a) Somente as afirmativas I e III estão corretas. 
b) Somente as afirmativas II e III estão corretas. 
c) Somente as afirmativas III e IV estão corretas. 
d) Todas as afirmativas estão corretas. 
10. (Unifil / Prefeitura de Ângulo – 2019) Sobre o CRAS – Centro de Referência Social, analise as 
assertivas abaixo e assinale a alternativa correta. 
I. As equipes dos CRAS deverão atuar em conjunto com as equipes de Saúde da Família, apoiando-as para 
que possam incrementar não só a integralidade, mas também a resolutividade, a qualidade do cuidado, as 
ações de promoção de saúde e o acompanhamento e monitoramento em seus diversos aspectos. 
II. É direito das famílias usuárias do CRAS, à escuta, à informação, à defesa, à provisão direta ou indireta ou 
ao encaminhamento de suas demandas de proteção social asseguradas pela Política Nacional de 
Assistência Social. 
III. A implantação do CRAS é uma estratégia de descentralização e hierarquização de serviços de assistência 
social e, portanto, elemento essencial do processo de planejamento territorial e da política de assistência 
social do município. 
IV. O CRAS é uma estratégia inovadora que tem por objetivo apoiar, ampliar, aperfeiçoar a atenção e a 
gestão da saúde na Atenção Básica/Saúde da Família. Seus requisitos são, além do conhecimento técnico, 
a responsabilidade por determinado número de equipes de Saúde da Família e o desenvolvimento de 
habilidades relacionadas. 
a) Apenas I, II e III estão corretas. 
b) Apenas II e III estão corretas. 
c) Apenas I, II e IV estão corretas. 
d) Todas as alternativas estão corretas. 
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11. (VUNESP / Prefeitura de Francisco Morato – 2019) De acordo com a Norma Operacional Básica de 
Recursos Humanos do SUAS, a capacitação dos trabalhadores da Assistência Social tem por 
fundamento a educação permanente e deve ser realizada 
a) independentemente da necessidade de avaliação quanto aos seus resultados. 
b) com suporte de um sistema informatizado e com garantia do controle social. 
c) de forma centralizada, para padronização das capacidades técnicas dos servidores. 
d) para atender às necessidades específicas de cada uma das unidades capacitadas. 
e) segundo as diretrizes determinadas pelos gestores das diversas unidades da rede. 
12. (VUNESP / Prefeitura de Francisco Morato – 2019) A Equipe de Referência definida pela Norma 
Operacional Básica de Recursos Humanos do Sistema Único de Assistência Social – SUAS – precisa 
contar, obrigatoriamente, nos Serviços de Proteção 
a) Especial de Alta Complexidade, com um assistente social, um psicólogo, um sociólogo e um antropólogo. 
b) Social Básica, com um assistente social, um psicólogo e um médico generalista. 
c) Social Especial de Média Complexidade, com um advogado, um psicólogo e um assistente social. 
d) Social Básica, com um assistente social e um advogado. 
e) Especial de Média Complexidade, com um advogado, um psicólogo, um assistente social e um pedagogo. 
13. (VUNESP / Prefeitura de Francisco Morato – 2019) A atuação dos psicólogos e psicólogas nos 
Serviços de Assistência Social – SUAS – 
a) valoriza a construção de práticas interventivas comprometidas com as mudanças nos aspectos 
intrassubjetivos que provocam a exclusão social. 
b) busca retomar as formas de intervençãocaracterísticas e exclusivas dos psicólogos, que enfatizam os 
atendimentos psicoterápicos. 
c) fundamenta-se na compreensão da dimensão subjetiva dos fenômenos sociais e coletivos, com o objetivo 
de problematizar e propor ações no âmbito social. 
d) deve se voltar para uma compreensão neutra sobre os aspectos sociais, econômicos, políticos e culturais, 
em respeito à ética nas relações com seus clientes. 
e) tem como missão responsabilizar a população que se encontra em situação de vulnerabilidade pela sua 
condição, estimulando o protagonismo social. 
14. (IBFC / Secretaria Municipal de Assistência Social e Desenvolvimento Humano de Cuiabá – 2019) A 
Política de Assistência Social é algo relativamente novo no Brasil, sendo criado o Plano Nacional de 
Assistência Social (PNAS) apenas em 2004, com objetivo de garantir o atendimento às necessidades 
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básicas dos segmentos populacionais vulnerabilizados pela pobreza e exclusão social, priorizando a 
família como foco de atenção (Brasil, 2004). E é nesse contexto de mudanças que a atuação de 
psicólogos é demandada. 
Sobre a atuação do psicólogo nesse cenário, assinale a alternativa correta. 
a) Junto à coletividade, no sentido de garantir o direito à assistência social e à vida. Não se limitando a uma 
ação estritamente técnica, devendo ser dotada de um aspecto crítico, reflexivo, e, acima de tudo, político 
b) Atuar de maneira individualizada, no sentido de garantir o direito à vida. Estritamente técnico, mas 
olhando para aspecto crítico e reflexivo 
c) Atuar de maneira estritamente técnica e com viés político e reflexivo 
d) Junto à coletividade, no sentido de garantir o direito à assistência social e à vida, mas se limitando a uma 
ação estritamente técnica 
15. (CETREDE / Prefeitura de Juazeiro do Norte – 2019) As ações desenvolvidas pelos psicólogos na 
Assistência Social são caracterizadas 
a) pela valorização do saber local e dos recursos individuais, coletivos e comunitários na construção de 
respostas frente aos problemas vividos no cotidiano. 
b) pela prática de atendimento psicoterápico grupal para prevenção de situações de risco e vulnerabilidade 
social. 
c) pelo treinamento de empoderamento e enfrentamento de situações de exploração e abuso de poder. 
d) pela prática de habilitação e reabilitação cognitivas para o desenvolvimento de potencialidades sociais e 
comunitárias das famílias em situação de pobreza. 
e) por serem diretivas na psico-orientação de indivíduos e grupos para resolutividade de problemas 
enfrentados no cotidiano da comunidade. 
16. (FCC / Prefeitura de Macapá – 2018) Com base na Psicologia Social Comunitária, as ações 
desenvolvidas pelos psicólogos na Assistência Social são caracterizadas 
a) pela valorização do saber local e dos recursos individuais, coletivos e comunitários na construção de 
respostas frente aos problemas vividos no cotidiano. 
b) por serem diretivas na orientação de indivíduos e grupos para resolutividade de problemas enfrentados 
no dia a dia. 
c) pela oferta de atendimento psicoterápico individual ou grupal para prevenção de situações de risco e 
vulnerabilidade social. 
 
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d) pelo treinamento continuado para o desenvolvimento de empoderamento e enfrentamento de situações 
de exploração e abuso de poder. 
e) pela utilização de técnicas cognitivas para o desenvolvimento de potencialidades sociais e comunitárias 
das famílias em situação de pobreza. 
17. (AOCP / Prefeitura de São Luís – 2019) O psicólogo, no campo do Serviço Único de Assistência Social 
(SUAS), pode desenvolver diferentes atividades em espaços institucionais e comunitários. A respeito 
da atuação do psicólogo no âmbito do SUAS, assinale a alternativa correta. 
a) O psicólogo não deve realizar nenhum tipo de trabalho coletivo, pois feriria o sigilo profissional. 
b) Estudos, pesquisas e supervisão sobre temas pertinentes à relação do indivíduo com a sociedade não 
fazem parte das possibilidades de atuação do psicólogo. 
c) Por meio de atuação interdisciplinar, o psicólogo pode atender a crianças, adolescentes e adultos, de 
forma individual e/ou em grupo, priorizando o trabalho coletivo e possibilitando encaminhamentos 
psicológicos, quando necessário. 
d) As atividades realizadas pelo psicólogo não devem contar com a participação de outros profissionais 
dentro do serviço para não prejudicar o trabalho em rede. 
e) O trabalho do psicólogo envolve proposições de políticas e ações relacionadas a apenas um grupo 
específico da comunidade. 
18. (UFMT / Prefeitura de Várzea Grande – 2018) As atividades a serem realizadas no Centro de 
Referência de Assistência Social (CRAS) podem ser materializadas por meio da Articulação Intersetorial 
no Território. A Psicóloga e o Psicólogo devem contribuir com os conhecimentos da Psicologia e com a 
consecução dos objetivos previstos para a Proteção Social Básica. Essa articulação visa garantir maior 
integralidade das ações oferecidas pelos serviços envolvidos, na medida em que o compartilhamento 
de informações e fluxos entre os setores das políticas públicas permite uma visão mais abrangente da 
família e da situação em questão, possibilitando identificar com mais efetividade a sua complexidade 
e as potencialidades envolvidas. Trata-se de 
a) Gestão Territorial. 
b) Gestão Local Estratégica. 
c) Atendimento Integral à Família. 
d) Fortalecimento de Vínculos. 
19. (CPCON UEPB / Prefeitura de Nova Floresta – 2019) Sobre os Princípios que devem orientar a prática 
do Psicólogo no CRAS, é CORRETO afirmar: 
a) Atuar em consonância com as diretrizes e objetivo do SUS e da Proteção Social Básica (PSB), cooperando 
para a efetivação das políticas públicas de desenvolvimento social para a construção de sujeitos cidadãos. 
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b) Atuar em consonância com as diretrizes e objetivos da PNAS e do Sistema Único de Saúde (SUS), 
cooperando para a efetivação das políticas públicas de desenvolvimento social para a construção de sujeitos 
cidadãos. 
c) Atuar em consonância com as diretrizes e objetivos da PNAS e da Proteção Social Básica (PSB), 
cooperando para a efetivação das políticas públicas de desenvolvimento social para a construção de sujeitos 
cidadãos. 
d) Atuar em consonância com as diretrizes e objetivos da PNAS e do Benefício de Prestação Continuada 
(BPC), cooperando para a efetivação das políticas públicas de desenvolvimento social para a construção de 
sujeitos cidadãos. 
e) Atuar em consonância com as diretrizes e objetivos da PNAS, do Sistema Único de Saúde (SUS) e do 
Benefício de Prestação Continuada (BPC). 
20. (VUNESP / Prefeitura de Francisco Morato – 2019) Os profissionais da psicologia, no âmbito de 
atuação nos Centros de Referência em Assistência Social – CRAS – devem adotar como um de seus 
objetivos: 
a) diagnosticar todos usuários dos serviços de assistência social em relação ao seu perfil psicológico. 
b) assumir a responsabilidade pelos atendimentos psicoterapêuticos necessários ao trabalho da equipe. 
c) proteger os usuários dos serviços de atenção psicossocial de situações de risco ou estigmatização. 
d) contribuir para a prevenção de situações que possam gerar a ruptura dos vínculos familiares e 
comunitários. 
e) assumir o atendimento dos casos encaminhados à sua unidade para diagnóstico e intervenção. 
21. (AOCP / Prefeitura de São Luís – 2019) A respeito da atuação do psicólogo no Serviço de Convivência 
e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), no âmbito do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), 
assinale a alternativa correta. 
a) Deve privilegiar atendimentos psicoterapêuticos individuais. 
b)Deve privilegiar a formação de estratégias grupais. 
c) Deve privilegiar um dado momento do ciclo de vida. 
d) Deve favorecer a dependência do usuário em relação ao SCFV. 
e) Deve evitar recursos metodológicos que propiciem vivências de sensibilidade. 
22. (VUNESP / Prefeitura de Francisco Morato – 2019) O atendimento psicossocial de crianças e 
adolescentes em situação de violência, no âmbito do Centro de Referência Especializado de Assistência 
Social – CREAS, 
a) deve ser realizado individualmente, em função do tipo de problemática que é alvo do serviço. 
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b) tem caráter emergencial e assistencialista, para evitar situações de conflito e revitimização. 
c) adota especialmente as práticas psicoterapêuticas com as vítimas, para potencializar a sua autonomia. 
d) envolve ações psicoeducativas, de apoio e especializadas, realizadas prioritariamente em pequenos 
grupos. 
e) busca a interrupção do ciclo da violência por meio de orientações sobre as medidas jurídicas punitivas aos 
casos denunciados. 
23. (VUNESP / Prefeitura de Francisco Morato – 2019) Um profissional da psicologia, que atua em um 
Centro de Referência Especializado da Assistência Social – CREAS, idealizou a realização de um grupo 
com as famílias usuárias do serviço. O objetivo é transformar os padrões de relacionamento familiar e 
comunitário que são violentos ou que implicam em violação de direitos. Essa forma de atuação 
a) rompe com pressupostos teóricos clássicos que, por vezes, servem à manutenção das desigualdades 
sociais. 
b) perpetua uma realidade social que estimula a segregação e a violação de direitos das populações 
carentes. 
c) tem caráter superficial e fragmentado, pois desconsidera a força dos condicionantes presentes no 
ambiente social. 
d) reproduz uma forma de atuação que é típica dos assistentes sociais, descaracterizando o papel do 
psicólogo. 
e) estimula a catarse no grupo, mas não contribui de forma significativa para uma transformação social. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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GABARITO 
 
1. A 
2. B 
3. E 
4. C 
5. D 
6. A 
7. D 
8. A 
9. B 
10. B 
11. B 
12. C 
13. C 
14. A 
15. A 
16. A 
17. C 
18. A 
19. C 
20. D 
21. B 
22. D 
23. A 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
Lei Orgânica da Assistência Social. Retirado de: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8742.htm 
Norma Operacional Básica. Retirado de: 
http://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/PNAS2004.pdf 
Norma Operacional Básica de Recursos Humanos. Retirado de: 
http://www.assistenciasocial.al.gov.br/sala-de-imprensa/arquivos/NOB-RH.pdf 
Nota Técnica com Parâmetros para Atuação das (os) Profissionais de Psicologia no Âmbito do Sistema 
Único de Assistência Social. Retirado de: https://site.cfp.org.br/documentos/nota-tecnica-com-
parametros-para-atuacao-as-os-profissionais-de-psicologia-no-ambito-do-sistema-unico-de-assistencia-
social-suas/ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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