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12 Gy; consequentemente, a radiocirurgia fica limitada a tumores < 10 mm e distantes 3 a 5 mm do AO. Já para a CSRT, não há restrições ao tamanho dos tumores.2 Figura 42.5 Algoritmo para o tratamento da doença de Cushing. Diante de persistência ou recorrência do hipercortisolismo, repetir a cirurgia transesfenoidal é a opção de escolha, desde que haja um cirurgião experiente nesse procedimento e o resíduo tumoral seja, de forma segura, completamente removível. O papel da radiocirurgia no tratamento da doença de Cushing foi recentemente revisto por Sheehan et al.33 Um total de 96 pacientes com DC tinham sido irradiados com uma dose média de 22 Gy e foram seguidos por um período médio de 48 meses (variação, 12 a 210 meses). No último acompanhamento, remissão da doença de Cushing ocorreu em 70% dos pacientes após um tempo médio de 16,6 meses (variação, 1 a 166 meses). Controle do tumor foi conseguido em 98% dos pacientes. Esses dados sugerem que a SRS provavelmente funcione mais rápido do que a CRT, mas com eficiência semelhante.33 Quadro 42.4 Resultados da radioterapia convencional (CRT) e estereotáxica (SRT) na doença de Cushing. Resultados CRT SRT No de pacientes 341 850 Dose média em Gy 43,5 (20 a 54) 23,6 (14,7 a 45) Frequência média de normalização hormonal (%) 64 (20 a 100) 61 (10 a 100) Tempo necessário para remissão (meses) 17,5 (1 a 104) 16 (1 a 166) Frequência média de controle tumoral (%) 98,5 (53 a 100) 91 (50 a 100) file:///C|/Users/AnaMilk/Desktop/Vilar/Endocrinologia%20Cl%EDnica,%20Sexta%20edi%E7%E3o%20(201).html#bib2 file:///C|/Users/AnaMilk/Desktop/Vilar/Endocrinologia%20Cl%EDnica,%20Sexta%20edi%E7%E3o%20(201).html#bib33 file:///C|/Users/AnaMilk/Desktop/Vilar/Endocrinologia%20Cl%EDnica,%20Sexta%20edi%E7%E3o%20(201).html#bib33 Endocrinologia Clinica - Vilar 6 edicao