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encontrados em 26% dos casos de DM1 classificados inicialmente como não autoimunes, com base nos marcadores previamente
existentes (anti-GAD, IA-2, IAA e ICA).19
Figura 59.2 Patogênese do diabetes melito tipo 1 (DM1).
O desenvolvimento do DM1A é dividido em 4 fases:
Pré-clínica, com suscetibilidade genética e autoimunidade contra a célula beta
Início clínico do diabetes
Remissão transitória (período de “lua de mel”)
Diabetes estabelecido associado a complicações agudas e crônicas.1,12,13
Etiologia
O DM1A pode ter herança monogênica ou, mais frequentemente, poligênica. A forma monogênica pode se apresentar
isoladamente ou associada a duas raras condições: a síndrome poliglandular autoimune do tipo 1 (SPA-1) e a síndrome IPEX
(desregulação imune, poliendocrinopatia, enteropatia, ligadas ao X).13,20,21
A SPA-1, também conhecida como APECED, é rara (prevalência de 1:9.000 a 1:200.000 habitantes), tem transmissão
autossômica recessiva e está associada a mutações no gene AIRE (autoimmune regulator; regulador autoimune), resultando em uma
proteína AIRE defeituosa, a qual é essencial para a manutenção dos mecanismos de imunotolerância. A proporção de mulheres para
homens acometidos varia de 0,8 a 2,4.21
O diagnóstico da SPA-1 tem base na combinação de dois dos três critérios principais: candidíase mucocutânea crônica (CMC),
hipoparatireoidismo (HPT) e insuficiência adrenal crônica (IAC).18,20 Entre 89 casos da Finlândia, todos tinham CMC; 86%, HPT;
79%, IAC; e 23%, DM1.20 A síndrome IPEX é muito rara e resulta de mutações do gene FoxP3 que controla o desenvolvimento das
células T regulatórias.21 Na ausência dessas células, que desligam as células T patogênicas, aproximadamente 80% das crianças
com a síndrome desenvolvem DM1. O diabetes pode se manifestar já ao nascimento; porém, é mais comum que se manifeste no
período neonatal. A maioria das crianças com a síndrome IPEX morre precocemente na infância. Essa síndrome pode ser revertida
com o transplante de medula óssea.1,21
No diagnóstico diferencial do DM1, é preciso lembrar que 50% das crianças com diabetes neonatal permanente têm uma mutação
da molécula Kir6.2 do receptor das sulfonilureias.22,23 Trata-se de uma condição não autoimune e que se diferencia do diabetes
associado à síndrome IPEX por não cursar com autoanticorpos contra a célula beta e por responder ao tratamento oral com
sulfonilureias.22,23
A forma poligênica do DM1A tem fortes associações com genes ligados ao HLA.18 De longe, os alelos HLA DR e DQ são os
principais determinantes da doença, seguidos por polimorfismos do gene da insulina e, em terceiro lugar, por po-limorfismos no
gene de uma fosfatase específica dos linfócitos (PTPN22; protein tyrosine phosphatase nonreceptor 22).18 Nesse contexto, o DM1 é
um dos principais componentes da SPA tipo 2 (SPA-2), podendo também ser encontrado nas SPA tipos 3 e 4.20
Na SPA-2, as três manifestações endócrinas mais importantes, em ordem decrescente de frequência, são doença de Addison
(presente em 100% dos casos), doenças tireoidianas (em 75 a 83%) e DM1 (em 28 a 50%).20
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	Endocrinologia Clinica - Vilar 6 edicao

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