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0
ECONOMIA E MERCADOS
2
Renato José da Silva
Londrina
Editora e Distribuidora Educacional S.A. 
2023
 ECONOMIA E MERCADOS
1ª edição
3
2023
Editora e Distribuidora Educacional S.A.
Avenida Paris, 675 – Parque Residencial João Piza
CEP: 86041-100 — Londrina — PR
Homepage: https://www.cogna.com.br/
Diretora Sr. de Pós-graduação & OPM
Silvia Rodrigues Cima Bizatto
Conselho Acadêmico
Alessandra Cristina Fahl
Ana Carolina Gulelmo Staut
Camila Braga de Oliveira Higa
Camila Turchetti Bacan Gabiatti
Giani Vendramel de Oliveira
Gislaine Denisale Ferreira
Henrique Salustiano Silva
Mariana Gerardi Mello
Nirse Ruscheinsky Breternitz
Priscila Pereira Silva
Coordenador
Ana Carolina Gulelmo Staut
Revisor
Vaine Fermoseli Vilga
Editorial
Beatriz Meloni Montefusco
Carolina Yaly
Márcia Regina Silva
Paola Andressa Machado Leal
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)_____________________________________________________________________________ 
Silva, Renato José da
Economia e Mercados/ Renato José da Silva. – Londrina: 
Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2023.
32 p.
ISBN 978-65-5903-487-1
1. Economia. 2. Mercado. 3. Macroeconomia. I. Título.
CDD 330
_____________________________________________________________________________ 
 Raquel Torres – CRB 8/10534
S586e 
© 2023 por Editora e Distribuidora Educacional S.A.
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou 
transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico, incluindo 
fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de 
informação, sem prévia autorização, por escrito, da Editora e Distribuidora Educacional S.A.
https://www.cogna.com.br/
4
SUMÁRIO
Apresentação da disciplina __________________________________ 05
Fundamentos de economia __________________________________ 07
Oferta, demanda e equilíbrio de mercado ___________________ 21
Estruturas de Mercado ______________________________________ 35
Macroeconomia e Políticas econômicas _____________________ 49
ECONOMIA E MERCADOS
5
Apresentação da disciplina
A disciplina Economia e Mercados tem a finalidade de proporcionar ao 
estudante a oportunidade de compreender os princípios fundamentais 
da economia, analisar o funcionamento dos mercados e desenvolver 
habilidades para interpretar e prever os fenômenos econômicos.
Com o objetivo de alcançar esse propósito, é necessário adquirir 
conhecimento acerca dos fundamentos essenciais da economia 
enquanto ciência social e compreender o processo lógico de distribuição 
de recursos no sistema econômico. Dessa forma, será apresentada a 
dinâmica de interação econômica entre empresas e famílias, bem como 
os preceitos das principais escolas do pensamento econômico.
Quanto ao sistema de mercados, você vai conhecer os fundamentos 
de demanda e oferta. A partir deles, será apresentada a dinâmica 
do equilíbrio de mercado, que é fundamental para entender como 
os preços são determinados, além da aplicação da elasticidade, que 
permite avaliar a sensibilidade da demanda e da oferta às mudanças nas 
variáveis econômicas.
Ainda durante as aulas você explorará as características das estruturas 
de mercado, compreenderá a diferença entre competição perfeita e 
monopólio, analisará o comportamento estratégico em oligopólios 
e entenderá o funcionamento da concorrência monopolística. Isso 
fornecerá a você um conhecimento abrangente das diversas dinâmicas 
de mercado e como elas influenciam a economia e as estratégias 
empresariais.
6
Por fim, aborda-se, no material, a macroeconomia, o que vai 
compreender os principais indicadores econômicos e os conceitos 
fundamentais que regem a economia em ampla escala. Além disso, 
você explorará as políticas econômicas, incluindo as políticas fiscal e 
monetária, e como o governo utiliza essas ferramentas para influenciar 
a atividade econômica, controlar a inflação e promover o crescimento do 
país.
Sendo assim, ao término da leitura deste material, você será capaz de 
aplicar, de maneira eficaz, os conceitos e princípios da economia e dos 
mercados, em situações do mundo real, para tomar decisões assertivas 
baseadas em uma compreensão sólida das dinâmicas econômicas.
7
Fundamentos de economia
Autoria: Renato José da Silva
Leitura crítica: Vaine Fermoseli Vilga
Objetivos
• Conhecer os princípios básicos da economia como 
ciência social.
• Compreender o processo racional de alocação de 
recursos no sistema econômico.
• Entender a dinâmica de interação econômica entre 
empresas e famílias.
• Diferenciar os preceitos das principais escolas do 
pensamento econômico.
8
1. Introdução à economia
Olá, estudante. Seja bem-vindo a nossa primeira unidade de aula da 
disciplina Economia e Mercados. Para iniciar o nosso estudo, vamos 
realizar a seguinte reflexão: seja em nosso cotidiano, na internet, no 
rádio ou na TV, nos deparamos com termos relacionados a questões 
econômicas, tais como: inflação, taxa de juros, desemprego, crescimento 
econômico, impostos, taxa de câmbio etc.
Esses temas, dentre outros, são assuntos pertencentes à economia. Mas 
o que de fato é a economia?
O termo economia origina-se das palavras gregas oikos (casa) e 
nomos (normas). Na Grécia antiga, economia significava a arte de bem 
administrar o lar.
Modernamente, define-se economia como a ciência que estuda o 
emprego de recursos escassos, entre usos alternativos, com o fim 
de obter os melhores resultados, seja na produção de bens, ou na 
prestação de serviços, a fim de satisfazer as necessidades humanas 
(Vasconcellos; Garcia, 2023).
Logo, a economia é uma ciência social que se dedica ao estudo das 
escolhas humanas no contexto da escassez de recursos. Ela busca 
entender como as sociedades alocam seus recursos limitados para 
satisfazer suas necessidades e desejos ilimitados.
Os recursos escassos são os bens e serviços empregados na produção 
(mão de obra, capital, terra e matérias-primas), mediante uma tecnologia 
conhecida, para a produção de outros bens e serviços de maior valor 
total e destinados a atender à demanda (intenção de compra de bens e 
serviços) (Vasconcellos, 2015).
9
Independentemente do quão ricos ou avançados tecnologicamente 
sejam os países, a escassez é uma realidade inerente à condição 
humana. Os problemas econômicos fundamentais surgem da escassez e 
podem ser resumidos em quatros questões principais, conforme pode-
se visualizar na Figura 1.
Figura 1 – Problemas eonômicos fundamentais
Fonte: elaborada pelo autor.
Segundo Vasconcellos e Garcia (2023), os problemas econômicos 
fundamentais podem ser assim compreendidos:
• O que produzir? Refere-se à decisão sobre quais bens e serviços 
serão produzidos na economia. Os recursos são limitados e as 
sociedades precisam tomar decisões sobre quais bens e serviços 
são mais importantes ou prioritários para atender às necessidades 
e desejos das pessoas.
• Quanto produzir? Está relacionado à quantidade de bens e 
serviços que a economia deve produzir. As decisões sobre a 
quantidade a ser produzida estão ligadas ao equilíbrio entre a 
oferta e a demanda. Produzir muito pode levar ao excesso de 
oferta e desperdício de recursos, enquanto produzir pouco pode 
resultar em escassez.
• Como produzir? Este problema diz respeito às técnicas de 
produção e à alocação de recursos para a produção de bens e 
serviços. As sociedades precisam decidir qual tecnologia, métodos 
de produção e combinação de recursos (trabalho, terra e capital) 
serão usados para produzir eficientemente os bens desejados.
• Para quem produzir? Esta questão está relacionada à distribuição 
dos bens e serviços produzidos. As decisões sobre como a renda e 
10
os bens são distribuídos afetam a equidade e a justiça social. Isso 
também se relaciona com a determinação de como as pessoas têm 
acesso aos bens produzidos.
Compreendido o problema da escassez e os problemas econômicos 
fundamentais,você pode se perguntar: quais são os recursos escassos?
Os recursos escassos são os insumos, ou fatores de produção, utilizados 
no processo produtivo para obter outros bens, destinados à satisfação 
das necessidades dos consumidores (Silva; Luiz, 2017). Os fatores de 
produção são:
• Trabalho (mão de obra): refere-se ao esforço humano, incluindo 
habilidades, conhecimento e tempo dedicado à produção.
• Terra: representa os recursos naturais, como solo, água, minerais 
e recursos energéticos que são utilizados na produção, e o espaço 
físico utilizado no processo de produção de um bem ou prestação 
de serviços.
• Capital: refere-se aos bens manufaturados que são usados 
para produzir outros bens e serviços. Isso inclui máquinas, 
equipamentos, fábricas e tecnologia.
• Capacidade empresarial: representa a capacidade de organizar 
os outros fatores de produção e tomar decisões de negócios. Os 
empreendedores são responsáveis por identificar oportunidades 
econômicas e assumir riscos.
Na economia, portanto, para produzir bens e serviços, os agentes 
devem combinar os fatores de produção da melhor forma possível, 
visando atender às necessidades e aos desejos dos homens, visto que a 
quantidade de fatores de produção disponível é finita (Silva; Luiz, 2017).
Nesse contexto, os fatores de produção são direcionados para produzir os 
chamados bens econômicos. Um bem econômico, assim, é o que possui 
11
uma raridade relativa e, portanto, um preço, e pode ser classificado como 
bem de consumo — durável, não durável e semidurável —, bem de capital 
e bem intermediário, conforme a Tabela 1.
Tabela 1 – Tipos de bens econômicos
Tipo de Bem Conceito
Consumo Utilizados pelas pessoas para satisfazer suas necessidades.
 Semidurável Consumidos integralmente ao ser usado.
(Ex.: alimentos).
 Não durável Utilizados diversas vezes, mas seu período de utilização 
é relativamente curto. (Ex: artigos de vestuário).
 Durável Utilizados várias vezes e durante muito tempo.
(Ex.: meios de transporte, eletrodomésticos).
Capital Utilizados para produzir outros bens.
(Ex.: máquinas, equipamentos).
Intermediário São os insumos utilizados na produção de bens e serviços.
(Ex.: matérias-primas e componentes).
Fonte: adaptada de Malassise e Salvalagio (2014).
Outro conceito econômico importante é a fronteira de possibilidades 
de produção (FPP), também conhecida como curva de possibilidades 
de produção (CPP), que representa o ponto máximo de produção que 
uma sociedade pode atingir, assumindo que todos os seus recursos ou 
fatores de produção estejam totalmente utilizados em um determinado 
momento (Vasconcellos; Garcia, 2023).
Ainda segundo os autores, esse é um conceito teórico que ajuda a 
demonstrar como a escassez de recursos impõe limites à capacidade 
de produção de uma sociedade, obrigando-a a tomar decisões entre 
diferentes opções de produção disponíveis.
Para compreender o conceito, suponha uma economia que só produza 
equipamentos (bens de capital) e alimentos (bens de consumo) e que as 
alternativas de produção de ambos sejam as seguintes:
12
Tabela 2 – Possibilidades de produção
Alternativas de 
produção
Equipamentos 
(milhares) Alimentos (toneladas)
A 25 0
B 20 30
C 15 50
D 10 60
E 0 70
Fonte: adaptada de Vasconcellos e Garcia (2023).
Conforme pode-se visualizar na Tabela 2, na primeira alternativa (A), 
todos os fatores de produção seriam alocados para a produção de 
equipamentos; na última (E), seriam alocados somente para a produção 
de alimentos; e nas alternativas intermediárias (B, C e D), os fatores de 
produção seriam distribuídos na produção de ambos os bens.
Esse exemplo esclarece os limites que uma economia tem para produzir 
o necessário ao atendimento das necessidades das pessoas, no entanto, 
sabe-se que as pessoas gostariam de consumir equipamentos e 
alimentos (Silva; Luiz, 2017).
Na Figura 2 é representado graficamente o exemplo dado. Nela 
temos um sistema de eixos cartesianos. No eixo das abscissas 
(horizontal), representamos a quantidade de equipamentos que a 
nossa economia hipotética pode produzir. No eixo das ordenadas 
(vertical), representamos a quantidade de alimentos que pode ser 
produzida.
13
Figura 2 – Curva (ou fronteira) de possibilidades de produção
Fonte: adaptada de Vasconcellos e Garcia (2023).
De acordo com a Figura 2, a curva ABCDE indica todas as possibilidades 
de produção potencial de equipamentos e de alimentos. Qualquer ponto 
sobre (em cima) essa curva significa que a economia irá operar no pleno 
emprego, isto é, à plena capacidade, utilizando todos os fatores de 
produção disponíveis.
No ponto Y, ou em qualquer outro ponto interno à curva, quando a 
economia está produzindo 10 mil equipamentos e 30 toneladas de 
alimentos, pode-se afirmar que a economia está com capacidade ociosa, 
ou seja, os fatores de produção estão sendo subutilizados (Vasconcellos; 
Garcia, 2023).
O ponto X, por sua vez, exemplifica uma combinação de produção 
inviável (25 mil máquinas e 40 toneladas de alimentos), uma vez que 
os recursos de produção e a tecnologia disponíveis na economia não 
seriam adequados para alcançar tais níveis de produção. Esse ponto 
vai além da capacidade máxima de produção ou do pleno emprego dos 
14
recursos disponíveis nessa economia. Isso se deve às limitações dos 
recursos à disposição (Vasconcellos; Garcia, 2023).
Essa dinâmica da curva de Possibilidade de Produção nos leva ao 
conceito de Custo de Oportunidade. Segundo Mankiw (2019), o custo 
de oportunidade de um item é aquilo de que você abre mão para 
obtê-lo. Em outras palavras, é o custo de renunciar a algo quando 
se faz uma escolha. Por sua vez, o tradeoff refere-se à própria ação 
de comparar e equilibrar os benefícios e desvantagens entre duas 
ou mais alternativas (Mankiw, 2019). Em decisões econômicas e de 
vida cotidiana, estamos constantemente enfrentando tradeoffs, pois 
a alocação de recursos, seja tempo, dinheiro ou esforço, implica em 
escolhas que têm custos de oportunidade.
De outro modo, a realocação dos recursos de produção de um 
produto X para a produção de um produto Y implica um custo de 
oportunidade, que corresponde ao que é sacrificado ao deixar 
de produzir parte do produto X a fim de aumentar a produção do 
produto Y (Vasconcellos; Garcia, 2023).
Por exemplo, na Figura 2, ao aumentar a produção de alimentos de 
30 para 60 toneladas (mudando do ponto B para o ponto D), o custo 
de oportunidade em termos de equipamentos é de 10 mil, que é a 
quantidade de máquinas que precisou ser sacrificada para produzir 
mais 30 toneladas de alimentos.
2. Fluxo circular da renda
Sabemos que a economia de mercado é formada por agentes 
econômicos, tais como famílias e empresas, que interagem em um 
15
complexo sistema de trocas e transações. O fluxo circular da renda 
é uma representação fundamental desse processo, permitindo a 
visualização de como os recursos e o dinheiro fluem entre esses dois 
pilares essenciais da atividade econômica (Viceconti; Neves, 2013).
Esse conceito é uma base sólida para a compreensão de como a 
economia opera, destacando como as famílias fornecem fatores de 
produção às empresas em troca de renda, enquanto as empresas 
produzem bens e serviços que são adquiridos pelas famílias, gerando 
um ciclo econômico contínuo.
Segundo Viceconti e Neves (2013), a renda, ou seja, a remuneração paga 
pelas empresas para as famílias, pelo uso dos fatores de produção que 
são de propriedade das famílias, é classificada pelos economistas em 
quatro grandes categorias, sendo elas:
1. Salários: as famílias recebem salários em troca do trabalho que 
fornecem às empresas. Essa é a forma mais comum de renda para 
a maioria das famílias.
2. Juros: se as famílias possuem poupanças ou investimentos 
financeiros, recebem juros sobre esses ativos.
3. Aluguéis: se possuem propriedades, como imóveis ou terras, 
recebem aluguéis de empresas que utilizam esses ativos.
4. Lucros: algumas famílias também podem ser proprietárias de 
empresase recebem lucros como retorno sobre seu capital 
investido.
Na Figura 3, pode-se visualizar a dinâmica do fluxo circular da renda.
16
Figura 3 – Fluxo circular da renda
Fonte: Vasconcellos e Garcia (2023, p. 16).
Ao visualizar a Figura 3, perceba que o conceito do fluxo circular da 
renda nos proporciona uma visão clara de como o mercado de bens 
e os fatores de produção estão interligados, e como os diversos 
agentes econômicos dependem uns dos outros. Nas empresas, 
os bens e serviços são disponibilizados para as famílias (isto é, no 
mercado real), e, em contrapartida, as famílias efetuam pagamentos 
por esses bens e serviços (ou seja, no mercado nominal). Por 
outro lado, as famílias fornecem mão de obra e outros recursos de 
produção para as empresas (novamente, no mercado real), e, em 
troca, recebem compensações na forma de salários, juros, aluguéis 
e outros pagamentos (ainda no mercado nominal) por parte das 
próprias empresas (Silva; Luiz, 2017).
Em resumo, o fluxo circular da renda em uma economia fechada, 
considerando apenas as famílias e as empresas, é um modelo conceitual 
que ilustra como a renda flui entre esses dois principais agentes 
econômicos. Famílias fornecem fatores de produção e recebem renda, 
17
enquanto as empresas produzem bens e serviços e geram receita. Esse 
ciclo contínuo é fundamental para o funcionamento da economia e para 
a manutenção da estabilidade econômica.
3. Breve contextualização das principais 
escolas do pensamento econômico
A evolução do pensamento econômico desempenha um papel crucial no 
entendimento da importância da economia como ciência. Ao longo dos 
séculos, a economia progrediu de uma disciplina filosófica e moral para 
uma ciência rigorosa, baseada em modelos teóricos e análises empíricas.
De acordo com Vasconcellos e Garcia (2023), a partir do século XVI, 
surgiu a primeira corrente de pensamento econômico conhecida 
como mercantilismo. Embora não constituísse um sistema uniforme, 
o mercantilismo apresentava preocupações claras relacionadas à 
acumulação de riqueza nacional, incluindo princípios para impulsionar 
o comércio internacional e aumentar as reservas de ouro e prata que 
constituíam a principal fonte de riqueza de uma nação.
No século XVIII, a fisiocracia, uma escola de pensamento originária da 
França, produziu obras significativas. Os fisiocratas argumentavam 
que a riqueza derivava exclusivamente da terra, pois, na visão desse 
grupo, somente a terra tinha a capacidade de multiplicar um produto 
(Malassise; Salvalagio, 2014).
A escola clássica surgiu a partir da obra A Riqueza das Nações, de 
1776, de autoria de Adam Smith. Adam Smith (1723–1790) foi um 
filósofo e economista escocês cujas ideias desempenharam um papel 
fundamental na formação da economia moderna e na compreensão 
do funcionamento do mercado. Uma das principais ideias de Smith é a 
teoria da mão invisível, que sugere que, quando indivíduos buscam seus 
18
próprios interesses egoístas no mercado, como buscar lucro, acabam 
contribuindo, involuntariamente, para o bem-estar da sociedade como 
um todo (Malassise; Salvalagio, 2014).
Outro conceito central de Smith é a divisão do trabalho. Ele observou 
que a especialização e a divisão do trabalho em tarefas específicas 
aumentam drasticamente a produtividade. Isso, por sua vez, leva 
ao crescimento econômico e ao aumento da riqueza da nação 
(Vasconcellos; Garcia, 2023). Por fim, Smith também enfatizou a 
importância da liberdade econômica e da ausência de interferência 
do governo nos mercados. Ele acreditava que os mercados livres e 
competitivos eram o caminho para o progresso econômico e que a 
intervenção governamental excessiva poderia prejudicar a eficiência 
econômica (Vasconcellos; Garcia, 2023).
Em contraste com as concepções de Adam Smith, encontramos as 
ideias de Karl Marx (1818–1883), um renomado filósofo, economista e 
sociólogo alemão cujo pensamento exerceu uma influência significativa 
nos campos da política, economia e teoria social. Uma das principais 
ideias de Marx é o materialismo histórico, que sugere que a estrutura 
da sociedade e a evolução histórica são moldadas principalmente pelas 
relações de produção e pelo modo como a propriedade dos meios de 
produção é organizada (Malassise; Salvalagio, 2014). Ainda segundo os 
autores, Marx argumentava que a história da humanidade é uma luta 
de classes, com conflitos entre a classe trabalhadora (proletariado) e a 
classe capitalista (burguesia) como motor central da mudança social.
Outro conceito central de Marx é a teoria do valor-trabalho, que 
sustenta que o valor de uma mercadoria é determinado pela quantidade 
de trabalho socialmente necessário para produzi-la. Essa teoria serve 
como base para sua crítica ao capitalismo, argumentando que os 
trabalhadores são explorados porque o valor que eles criam em sua 
produção excede o salário que recebem em troca. Portanto, o valor que 
ultrapassa o montante correspondente à força de trabalho é apropriado 
19
pelo capitalista, sendo conceituado por Marx como mais-valia. Isso pode 
ser interpretado como o valor adicional que o trabalhador gera além da 
remuneração recebida por seu trabalho (Vasconcellos; Garcia, 2023).
A chamada escola keynesiana teve início com a publicação da obra 
Teoria geral do emprego, do juro e da moeda, de John Maynard Keynes 
(1883–1946), em 1936. Uma das principais ideias de Keynes é a teoria do 
emprego. Ele argumentou que, em tempos de recessão ou depressão 
econômica, os mercados não são autorregulados e, portanto, o governo 
deve desempenhar um papel ativo na gestão da demanda agregada 
(Malassise; Salvalagio, 2014).
Keynes também é conhecido por sua ênfase na demanda efetiva como 
motor do crescimento econômico. Ele argumentou que a produção é 
determinada pela demanda agregada e que o desemprego pode ocorrer 
quando essa demanda é insuficiente (Vasconcellos; Garcia, 2023). Keynes 
propôs que o governo deveria aumentar os gastos públicos e reduzir os 
impostos para estimular a demanda efetiva e combater o desemprego.
Outra ideia central de Keynes é a importância do consumo e do 
investimento como impulsionadores da atividade econômica. Ele 
argumentou que as flutuações econômicas eram frequentemente 
causadas por mudanças abruptas na confiança dos consumidores 
e dos investidores (Malassise; Salvalagio, 2014). Portanto, políticas 
que influenciam positivamente esses fatores podem ser usadas para 
estabilizar a economia.
Referências
MALASSISE, R. L. S; SALVALAGIO, W. Introdução à economia. Londrina: Unopar, 
2014.
MANKIW, N. G. Introdução à economia. 8. ed. São Paulo: Cengage Learning, 
2019.
20
SILVA, C. R. L; LUIZ, S. Economia e mercados: introdução à economia. 20. ed. 
São Paulo: Editora Saraiva, 2017.
VASCONCELLOS, M. A. S. Economia: micro e macro. 6. ed. São Paulo: Atlas, 
2015.
VASCONCELLOS, M. A, S.; GARCIA, M. E. Fundamentos de economia. 7. ed. São 
Paulo: Saraiva, 2023.
VICECONTI, P.; NEVES, S. Introdução à economia, 12. ed. São Paulo: Editora 
Saraiva, 2013.
21
Oferta, demanda e equilíbrio de 
mercado
Autoria: Renato José da Silva
Leitura crítica: Vaine Fermoseli Vilga
Objetivos
• Conhecer os fundamentos de demanda e oferta.
• Compreender a dinâmica do equilíbrio de mercado.
• Entender a aplicação da elasticidade.
22
1. Conceitos iniciais
Olá, estudante! Seja bem-vindo a nossa segunda unidade de aula da 
disciplina Economia e mercados. Nesta aula, vamos conhecer os conceitos 
de demanda, oferta e equilíbrio de mercado.
Oferta e demanda são os termos mais frequentemente empregados 
pelos economistas, e com razão. Essas são as forças que impulsionam 
o funcionamento das economias de mercado, determinando tanto a 
quantidade produzida de cada produto quanto seu preço de venda 
(Mankiw, 2019). No entanto, antes de aprofundar esses conceitos, é 
importante conceituar o termo “mercado”.
Segundo Mankiw (2019), um mercado é um grupo de compradores e 
vendedores de determinado bem ou serviço. Os compradores, comogrupo, 
determinam a demanda pelo produto, e os vendedores, também, como 
grupo, determinam a oferta do produto. Além disso, é possível empregar 
a expressão “mercado competitivo” para caracterizar um mercado em que 
a presença de muitos compradores e vendedores resulta em um impacto 
mínimo de cada um deles sobre o preço de mercado (Mankiw, 2019). De 
acordo com Krugman e Wells (2023), quando um mercado é competitivo, 
seu comportamento é bem descrito por um modelo conhecido como 
modelo de oferta e demanda. Para entendermos o modelo de oferta e de 
demanda, vamos examinar cada um desses elementos.
2. Curva de demanda
Segundo Vasconcellos e Garcia (2023), a demanda, ou procura, refere-se 
à quantidade de um determinado bem ou serviço que os consumidores 
têm interesse em adquirir durante um período específico.
Segundo a lei geral da demanda, existe uma relação inversamente 
proporcional entre a quantidade procurada e o preço do bem, com tudo 
23
o mais mantido constante. Logo, quando o preço de um bem aumenta, 
a quantidade demandada dele diminui; quando o preço diminui, a 
quantidade demandada do bem aumenta (Mankiw, 2019). Para ilustrar o 
conceito de demanda, considere o exemplo hipotético de demanda pelo 
bem “X” na Tabela 1.
Tabela 1 – Escala de demanda do bem “X”
Alternativas de preços (R$) Quantidade demandada (un.)
2,00 600
4,00 400
6,00 200
Fonte: elaborada pelo autor.
Perceba que aumentos nos preços levam a uma redução na quantidade 
demandada. Outra maneira de apresentar essa relação é por meio da 
curva de demanda que representa, graficamente, a escala de demanda 
e apresenta como a quantidade demandada do bem varia quando seu 
preço se altera (Mankiw, 2019). Na Figura 1, apresenta-se a curva de 
demanda do bem “X”.
Figura 1 – Curva de demanda do bem “X”
Fonte: elaborada pelo autor.
24
Como se pode visualizar na Figura 1, a curva de demanda é 
negativamente inclinada, reforçando a chamada “lei geral da 
demanda”, na qual a quantidade demandada é inversamente 
proporcional ao preço, tudo o mais permanecendo constante.
Matematicamente, a relação entre a quantidade demandada e o 
preço de um bem ou serviço pode ser expressa pela chamada “função 
demanda” ou “equação da demanda”, conforme a seguir:
Qd = a – b.P
Em que: Qd é a quantidade procurada de determinado bem ou 
serviço; a é o máximo demandado do produto, caso ele fosse 
gratuito; b é o redutor de quantidade à medida que o preço aumenta; 
P é o preço do bem ou serviço.
No entanto, de acordo com Vasconcellos e Garcia (2023), outros 
fatores podem influenciar a decisão de compra do consumidor, tais 
como: preço de outros bens; renda do consumidor; preferências e 
hábitos; sazonalidade; crédito etc.
Destaca-se que mudanças nesses fatores deslocam a curva da 
demanda, logo que a procura pelo bem pode aumentar ou diminuir, 
independentemente de alterações dos preços dele. Conforme se 
pode visualizar na Figura 2, qualquer alteração que resulte em um 
aumento na quantidade que os compradores estão dispostos a 
adquirir a um preço específico causa um deslocamento da curva de 
demanda para a direita (Mankiw, 2019).
25
Figura 2 – Deslocamentos da Curva de demanda
Fonte: elaborada pelo autor.
Aumento no preço de bens substitutos, aumento da renda, aumento 
da disponibilidade de crédito ou mudanças nas preferências dos 
consumidores podem levar a esse aumento de demanda, o que desloca 
a curva de demanda para a direita.
Da mesma forma, qualquer mudança que cause uma redução na 
quantidade que os compradores desejam adquirir a um preço 
determinado desloca a curva da demanda para a esquerda (Mankiw, 
2019). Diminuição no preço de bens substitutos, redução da renda dos 
consumidores, redução do crédito ou mudanças nas preferências dos 
consumidores podem levar a essa redução da demanda, deslocando a 
curva de demanda para a esquerda.
3. Curva de oferta
Segundo Vasconcellos e Garcia (2023), pode-se definir a oferta como as 
quantidades de bens e serviços que os produtores desejam oferecer ao 
26
mercado, em determinado período. Ao contrário da função “demanda”, a 
função “oferta” mostra uma correlação direta entre a quantidade ofertada 
e o nível de preços, tudo o mais permanecendo constante (Vasconcellos; 
Garcia, 2023). É a chamada lei geral da oferta. Para ilustrar o conceito de 
oferta, considere o exemplo hipotético da oferta pelo bem “X”, na Tabela 2.
Tabela 2 – Escala de oferta do bem “X”
Alternativas de preços (R$) Quantidade ofertada (un.)
2,00 200
4,00 400
6,00 600
Fonte: elaborada pelo autor.
Perceba que aumentos nos preços levam ao aumento na quantidade 
ofertada. Outra maneira de apresentar essa relação é por meio da curva 
da oferta que representa, graficamente, a escala de oferta, mostrando 
como a quantidade ofertada do bem varia quando seu preço se altera 
(Mankiw, 2019). Na Figura 3, apresenta-se a Curva de Oferta do bem “X”.
Figura 3 – Curva de oferta do bem “X”
Fonte: elaborada pelo autor.
27
Como se pode visualizar na Figura 3, a curva da oferta é 
positivamente inclinada. Isso significa que, em geral, quando o preço 
de um bem ou serviço aumenta, os produtores estão dispostos a 
fornecer mais desse produto no mercado, e quando o preço cai, 
a quantidade ofertada tende a diminuir. A inclinação positiva da 
curva da oferta reflete a lógica econômica de que as empresas visam 
maximizar seus lucros, e o aumento dos preços, muitas vezes, as 
incentivam a produzir mais para aproveitar essa oportunidade de 
lucro adicional (Vasconcellos; Garcia, 2023).
Matematicamente, a relação entre a quantidade ofertada e o preço de 
um bem ou serviço pode ser expressa pela chamada função “oferta” 
ou “equação da oferta”, conforme a seguir:
Qo = a + b.P
Em que: Qo é a quantidade ofertada de determinado bem ou serviço; 
a é o mínimo que a empresa oferece do produto independentemente 
das vendas; b é o multiplicador de quantidade ofertada, à medida que 
o preço aumenta; P é o preço do bem ou serviço.
No entanto, de acordo com Vasconcellos e Garcia (2023), outros 
fatores podem influenciar a decisão do empresário em produzir, tais 
como: custos de produção; fatores tecnológicos; mão de obra; política 
econômica; e metas e objetivos organizacionais.
Destaca-se que mudanças nesses fatores deslocam a curva da oferta, 
logo que a oferta dos bens e serviços pode aumentar ou diminuir, 
independentemente de alterações dos preços. Essa dinâmica pode 
ser visualizada na Figura 4.
28
Figura 4 – Deslocamentos da curva da oferta
Fonte: elaborada pelo autor.
Qualquer alteração que resulte em um aumento na quantidade que 
os vendedores estão dispostos a produzir, a um dado preço, causa um 
deslocamento da curva da oferta para a direita (Mankiw, 2019). Redução 
dos custos de produção, melhores processos produtivos, melhora do 
ambiente econômico ou aumento da produtividade do trabalho são 
exemplos de situações que deslocam a curva da oferta para a direita.
Da mesma forma, qualquer mudança que cause uma redução na 
quantidade que os vendedores desejam produzir, a um dado preço, desloca 
a curva da oferta para a esquerda (Mankiw, 2019). Aumento dos custos de 
produção, piores processos produtivos e piora do ambiente econômico são 
exemplos de situações que deslocam a curva da oferta para a esquerda.
4. Equilíbrio de mercado
Depois de compreendidos os conceitos de oferta e demanda 
separadamente, vamos, agora, combiná-los para conhecer o chamado 
“equilíbrio de mercado”.
29
Segundo Mankiw (2019), o equilíbrio no mercado competitivo é uma 
situação na qual o preço de mercado atingiu o nível em que a quantidade 
demandada é igual à quantidade ofertada, ou seja, a quantidade do bem 
que os compradores desejam e podem comprar é exatamente igual à 
quantidade que os vendedores desejam e podem vender. Graficamente, o 
equilíbrio de mercado ocorre quando as curvas da oferta e da demanda se 
interceptam, conforme se pode visualizar na Figura 5.
Figura 5 – Equilíbrio de mercado do bem “X”
Fonte: elaboradapelo autor.
Ao analisar a Figura 5, o equilíbrio de mercado ocorre no ponto “A”. Nesse 
ponto, as curvas da oferta e da demanda se interceptam, e a quantidade 
ofertada iguala à quantidade demandada. Na Figura 5, esse equilíbrio 
ocorre ao preço de R$ 4,00 com a quantidade de 400 unidades do bem “X”.
No entanto, nem sempre o mercado encontra-se em equilíbrio, podendo 
ocorrer situações de excesso de oferta ou excesso de demanda. 
Segundo Mankiw (2019), o excesso de oferta é uma situação em que a 
quantidade ofertada é maior do que a quantidade demandada.
Conforme se pode analisar na Figura 6, a um preço de R$ 5,00 os 
ofertantes estão dispostos a produzir 500 unidades do bem “X”, no 
entanto, os consumidores estão dispostos a comprar somente 300 
30
unidades, gerando um excesso de oferta de 200 unidades. Essa situação 
decorre porque o mercado pratica um preço acima do equilíbrio, que, no 
exemplo, é de R$ 4,00.
Figura 6 – Excesso de Oferta do bem “X”
Fonte: elaborada pelo autor.
Outra situação possível é o chamado “excesso de demanda”. Segundo 
Mankiw (2019), o excesso de demanda é uma situação em que a 
quantidade ofertada é menor do que a quantidade demandada. Essa 
dinâmica é apresentada na Figura 7, a seguir.
Figura 7 – Excesso de Demanda do bem “X”
Fonte: elaborada pelo autor.
31
Conforme se pode analisar na Figura 07, a um preço de R$ 3,00 os 
ofertantes estão dispostos a produzir 300 unidades, no entanto, a 
este preço, os consumidores estão dispostos a comprar 500 unidades, 
gerando um excesso de demanda de 200 unidades. Essa situação 
decorre porque o mercado pratica um preço abaixo de equilíbrio, que, 
no exemplo, é de R$ 4,00.
Cabe destacar que as situações de desequilíbrios de mercado são 
temporárias, já que o mercado sempre vai convergir para o preço e a 
quantidade de equilíbrio.
5. Elasticidade
A elasticidade é um conceito fundamental na economia que mede 
a sensibilidade das mudanças na quantidade demandada de um 
bem ou serviço, em resposta a mudanças em seu preço, renda ou 
outros fatores. Ela é crucial para entender como os consumidores e 
produtores reagem às flutuações nos preços e condições de mercado 
(Vasconcellos; Garcia, 2023).
A Elasticidade Preço da Demanda (EPD) mede o quanto a quantidade 
demandada de um bem muda em resposta a uma alteração percentual 
em seu preço (Mankiw, 2019). A fórmula básica da EPD é a seguinte:
Se a EPD for maior do que 1 (EPD> 1), dizemos que o bem é elástico. 
Isso significa que as mudanças no preço têm um impacto significativo 
na quantidade demandada. Por outro lado, se a EPD for menor do que 1 
(EPD< 1), o bem é inelástico, o que indica que as mudanças de preço têm 
pouco impacto na quantidade demandada (Mankiw, 2019).
32
Espera-se que, geralmente, no cálculo seja obtido um valor negativo, 
o que significa que um aumento no preço deverá resultar em uma 
redução na demanda. Para facilitar a interpretação, é comum apresentar 
o valor em módulo, ou seja, se você encontrou um resultado da EPD de 
|-0,08|, ele é apresentado como 0,08.
Suponha que, com o aumento de 10% nos preços, o consumidor passe 
a demandar 5% a menos de gasolina. Isso significa que a alteração na 
quantidade demandada ocorre em uma intensidade menor do que a 
alteração nos preços. Para calcular o valor da elasticidade basta dividir 
a variação da demanda (-5%) pela variação no preço (10%), conforme a 
seguir:
Pode-se interpretar desse resultado que, a cada 1% de aumento na 
gasolina, a demanda é reduzida em 0,5%, ou seja, é inelástico, pois, seu 
valor em módulo é menor do que 1.
Já a Elasticidade Renda da Demanda (ERD) se concentra na relação entre 
a quantidade demandada de um bem e as mudanças na Renda do 
consumidor. Ela é expressa como a variação percentual na quantidade 
demandada de um bem, dividida pela variação percentual na renda do 
consumidor (Mankiw, 2019). A fórmula é a seguinte:
O valor da Elasticidade Renda pode ser positivo ou negativo. Uma 
Elasticidade Renda positiva indica que, à medida que a renda do 
consumidor aumenta, a quantidade demandada do bem também 
aumenta (Mankiw, 2019).
33
Inserido nessas condições, temos os chamados bens normais, que 
apresentam ERD maiores do que zero e menores do que um (0 < ERD 
< 1) e os bens superiores, que apresentam ERD maior do que 1 (ERD 
> 1). Já uma Elasticidade Renda negativa (ERD < 0) sugere que, com o 
aumento da renda, a quantidade demandada diminui. Esses bens são 
chamados de inferiores (Mankiw, 2019). Vamos a um exemplo?
Considere que a renda de uma família seja ampliada em 20%. O mais 
provável é que o aumento no consumo de feijão seja em um percentual 
menor do que 20%. Se for de 4%, a ERD será igual a 0,2, caracterizando o 
feijão como um bem normal.
Pode-se interpretar, desse resultado, que a cada 1% de aumento na 
renda, a demanda por feijão aumenta em 0,2%, ou seja, é um bem 
normal.
Por outro lado, considere que a ampliação da renda de uma família de 
10% leve ao aumento do gasto com cultura e lazer, em 15%. Assim, a 
ERD será de 1,5, caracterizando a demanda por cultura e lazer como 
bem superior.
Pode-se interpretar, desse resultado, que a cada 1% de aumento na 
renda, a demanda por cultura e lazer aumenta em 1,5%, ou seja, é um 
bem superior.
34
Referências
KRUGMAN, P.; WELLS, R. Introdução à economia. 6. ed. Barueri, SP: Atlas, 2023.
MANKIW, N. G. Introdução à economia. 8. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2019.
VASCONCELLOS, M. A. S.; GARCIA, M. E. Fundamentos de economia. 7. ed. São 
Paulo: Saraiva, 2023.
35
Estruturas de Mercado
Autoria: Renato José da Silva
Leitura crítica: Vaine Fermoseli Vilga
Objetivos
• Conhecer as principais características das estruturas 
de mercado.
• Compreender a diferença entre competição perfeita 
e monopólio.
• Analisar o comportamento estratégico em 
oligopólios.
• Entender o funcionamento da concorrência 
monopolística.
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1. Conceitos iniciais
Olá, estudante! Seja bem-vindo a nossa terceira unidade de aula 
da disciplina Economia e Mercados. Nesta aula, vamos conhecer as 
características das chamadas “estruturas de mercado”.
Essas estruturas descrevem como as empresas interagem umas com 
as outras e com os consumidores em um determinado setor, e podem 
variar, significativamente, em termos de características e influências 
sobre a tomada de decisão das empresas.
Segundo Vasconcellos e Garcia (2023), as várias formas ou estruturas de 
mercado dependem, fundamentalmente, de três características:
a. Número de empresas que compõem esse mercado: esse fator 
refere-se à quantidade de empresas que compõem um mercado 
específico. Pode variar desde um mercado com apenas algumas 
empresas até um mercado com muitas delas competindo entre si.
b. Tipo do produto (se as firmas fabricam produtos idênticos 
ou diferenciados): essa característica diz respeito à natureza 
dos produtos oferecidos pelas empresas. Os produtos podem 
ser idênticos, ou seja, não diferenciados, como commodities, 
ou podem ser diferenciados, com características únicas que os 
distinguem dos produtos de outras empresas no mesmo mercado.
c. Se existem ou não barreiras ao acesso de novas empresas 
nesse mercado: essa característica diz respeito à presença ou 
ausência de barreiras que dificultam ou impedem a entrada de 
novas empresas no mercado. Barreiras ao acesso podem incluir 
fatores como: altos custos iniciais, patentes, controle de recursos 
essenciais ou até mesmo a lealdade dos clientes às marcas 
estabelecidas.
37
Portanto, ao compreender essas três características fundamentais das 
estruturas de mercado, pode-se analisar e compreender melhor como 
as empresas operam em diferentes contextos econômicos.
De acordo com Mankiw (2019), existem quatro estruturas de 
mercado principais, cada uma com suas próprias características 
distintas: concorrência perfeita, monopólio, oligopólio e concorrência 
monopolística. Vamos estudá-las?
2. Concorrência perfeita
A concorrência perfeita é caracterizada por um mercado que abriga um 
grandecontingente de vendedores, tantos que a atuação individual de 
uma empresa não tem impacto significativo na oferta do mercado, e, 
por conseguinte, no preço de equilíbrio (Vasconcellos; Garcia, 2023). A 
abundância de empresas nesse cenário as torna meras seguidoras de 
preços, conhecidas como “tomadoras de preços” ou “price-takers”.
Na concorrência perfeita há muitos compradores, sendo que cada 
comprador individual tem impacto insignificante sobre o preço de 
mercado (Mankiw, 2019).
Segundo Vasconcellos e Garcia (2023), nesse tipo de mercado, as 
principais premissas são:
• Mercado atomizado: composto de grande número de empresas, 
como se fossem “átomos”.
• Produtos homogêneos: não existe diferenciação entre produtos 
ofertados pelas empresas concorrentes.
• Ausência de barreiras: não existem barreiras para o ingresso de 
empresas no mercado.
38
• Transparência do mercado: todas as informações sobre lucros, 
preços etc. são conhecidas por todos os participantes do mercado.
Para exemplificar, imagine um mercado de soja em que diversas 
fazendas produzem e vendem soja para processadores de alimentos e 
fabricantes de ração animal. Nesse mercado, vê-se:
• Muitos compradores e vendedores: existem numerosos 
produtores de soja e compradores, como processadores de 
alimentos, fazendas de criação de gado e fábricas de ração animal.
• Produto homogêneo: a soja é um produto agrícola padronizado, 
e todas as safras de soja são praticamente idênticas em termos de 
qualidade e características.
• Livre entrada e saída: novos agricultores podem entrar no 
mercado de soja facilmente, e os produtores podem decidir 
cultivar outros produtos se a demanda por soja diminuir.
• Transparência de preços: todos os participantes do mercado 
têm acesso às informações de preços de soja em tempo real, 
geralmente, por meio de Bolsas de commodities ou outros canais 
de informação.
• Nenhuma influência individual no preço: nenhum produtor 
individual de soja tem poder de mercado significativo para 
influenciar o preço dela. O preço da soja é determinado pela 
interação entre a oferta e a demanda no mercado como um todo.
Portanto, nenhum agricultor individual pode definir o preço da soja, 
independentemente de quão grande seja a sua safra. Com isso, o 
preço da soja é determinado pelas forças do mercado, levando em 
consideração fatores como a oferta global de soja, a demanda dos 
compradores e as condições climáticas que podem afetar a produção. 
Assim, nesse tipo de mercado não existe qualquer intervenção do 
39
governo que influencie as tomadas de decisão, tanto dos consumidores 
(lado da demanda) quanto dos empresários (lado da oferta), e ocorre o 
chamado preço de equilíbrio, conforme a Figura 1:
Figura 1 – Concorrência perfeita
Fonte: Vasconcellos e Garcia (2023, p. 54).
Assim, a partir da perspectiva da empresa, em um ambiente de 
concorrência perfeita, a curva da demanda assume a forma de uma 
linha reta (Gráfico b). Isso reflete o preço determinado pelas forças do 
mercado (Gráfico a), e todas as empresas que operam nesse mercado 
se tornam simples seguidoras de preços (Vasconcellos; Garcia, 2023). 
Isso significa que nenhuma empresa individual tem a capacidade de 
influenciar o preço ou cobrar um valor acima do preço estabelecido pelo 
mercado.
3. Monopólio
O monopólio é uma das características de mercado mais debatidas 
na teoria econômica. É um conceito fundamental que descreve uma 
estrutura de mercado na qual uma única empresa (ou vendedor) é o 
único fornecedor de um determinado produto ou serviço (Medeiros, 
2020).
40
O termo “monopólio” vem do grego mono (que significa “um”) e polein 
(que significa “vender”). Ocorre quando uma única empresa ou entidade 
detém o controle exclusivo sobre a produção e venda de um bem ou 
serviço específico, em um determinado mercado geográfico. Em outras 
palavras, não há concorrência direta nesse mercado, pois não existem 
produtos ou serviços substitutos oferecidos por outras empresas 
(Medeiros, 2020).
Em um mercado monopolista, a curva de demanda enfrentada pela 
empresa é a própria curva de mercado, uma vez que não há outras 
empresas que ofereçam produtos substitutos (Vasconcellos; Garcia, 
2023). No entanto, a curva de demanda é inclinada para baixo, o que 
significa que, à medida que a empresa aumenta o preço do produto, a 
quantidade demandada diminui, conforme a Figura 2:
Figura 2 – Demanda de mercado do monopolista
Fonte: Vasconcellos e Garcia (2023, p. 54).
Quando uma empresa opera como monopólio, ela possui o controle 
absoluto sobre a determinação do preço de equilíbrio no mercado, 
influenciado diretamente por sua capacidade de produção. Se a 
empresa opta por aumentar sua oferta, isso resultará em uma 
diminuição do preço no mercado. Por outro lado, se a empresa reduz a 
oferta, o preço no mercado tende a aumentar.
41
Mas por qual motivo surgem os monopólios? Segundo Mankiw (2019), 
a causa fundamental dos monopólios está nas barreiras à entrada: a 
empresa permanece como a única participante no mercado devido à 
impossibilidade das demais empresas entrarem e concorrerem com ela. 
De acordo com Vasconcellos e Garcia (2023), barreiras à entrada podem 
advir das seguintes condições:
• Monopólio natural: as empresas já estabelecidas operam 
com instalações industriais de grande porte, desfrutando de 
significativas economias de escala e custos unitários reduzidos. 
Isso permite que ofereçam seus produtos a preços relativamente 
baixos, criando assim uma barreira significativa para a entrada de 
novos concorrentes.
• Patentes: empresas que detêm patentes ou direitos autorais 
exclusivos sobre produtos ou tecnologias podem operar em um 
ambiente monopolista durante o período de proteção desses direitos.
• Controle de recursos escassos: quando uma empresa detém o 
controle exclusivo de recursos essenciais para a produção de um 
bem ou serviço.
• Controle estatal: é observado em setores considerados 
estratégicos ou relacionados à segurança nacional, como energia, 
saneamento, comunicações e petróleo.
A maximização do lucro em um mercado monopolista ocorre quando 
a empresa produz a quantidade em que o custo marginal (CMg) é igual 
à receita marginal (RMg). Isso significa que a empresa escolhe um nível 
de produção onde o custo adicional de produzir uma unidade a mais 
do produto é igual à receita adicional que ela obtém com a venda dessa 
unidade adicional.
A fórmula para a maximização do lucro em um monopólio é a seguinte:
RMg = CMg
42
Onde RMg é a receita marginal e CMg é o custo marginal.
Graficamente, essa relação é apresentada na Figura 3:
Figura 3 – Maximização do lucro do monopólio
Fonte: Mankiw (2019, p. 242).
Conforme a Figura 3, a empresa monopolista ajusta seu nível de 
produção até a quantidade Qmax, no qual a receita marginal é igual 
ao custo marginal. logo, a quantidade produzida que maximiza o lucro 
do monopolista é determinada pela intersecção da curva da receita 
marginal com a curva do custo marginal (ponto a). Então, o monopolista 
utiliza a curva da demanda para determinar o preço que induzirá os 
consumidores a comprarem essa quantidade (Ponto B) (Mankiw, 2019).
4. Oligopólio
O oligopólio é uma estrutura de mercado que se encontra em algum 
lugar entre os extremos do monopólio e da concorrência perfeita. 
Segundo Vasconcellos e Garcia (2023), o oligopólio é um tipo de 
estrutura de mercado caracterizado por um pequeno número de 
43
empresas dominantes que detêm o controle significativo sobre a oferta 
de um determinado produto ou serviço em um mercado específico.
Em um oligopólio, cada empresa reconhece a interdependência 
estratégica com suas concorrentes, uma vez que as ações de uma 
empresa afetam diretamente o desempenho e as decisões das outras. 
A indústria brasileira apresenta um alto grau de oligopolização, e isso 
fica evidente em uma variedade de setores, incluindo: montadoras 
de veículos, empresas de cosméticos, fabricantes de papel, indústria 
química, empresas farmacêuticas,produtores de bebidas, fabricantes de 
alimentos, e muitos outros (Vasconcellos; Garcia, 2023).
Nesse contexto, segundo Vasconcellos (2015), o oligopólio pode ser 
classificado em duas categorias principais:
• Oligopólio puro: nesse tipo, poucas empresas dominam o 
mercado e oferecem produtos ou serviços idênticos ou muito 
semelhantes. O comportamento das empresas tende a ser 
altamente interdependente, levando a estratégias de preços e 
produção cuidadosamente coordenadas.
• Oligopólio diferenciado: aqui, as empresas oferecem produtos 
ou serviços que têm algumas diferenças perceptíveis. Isso permite 
que as empresas tenham algum controle sobre o preço, já que os 
consumidores podem estar dispostos a pagar um pouco mais por 
certas características ou marcas específicas.
As curvas da oferta e da demanda no oligopólio são influenciadas 
pela interdependência entre as empresas. Como resultado, a curva da 
demanda enfrentada por uma empresa oligopolista é mais elástica do 
que a de uma empresa monopolista, mas menos elástica do que em um 
mercado de concorrência perfeita.
A curva da demanda é mais elástica do que no monopólio porque as 
empresas oligopolistas precisam levar em consideração as reações de 
44
seus concorrentes aos preços que definem. Isso acontece porque se 
uma empresa aumenta seu preço significativamente, ela pode perder 
uma parcela substancial de sua base de clientes para concorrentes que 
mantêm preços mais baixos.
No entanto, a curva da demanda é menos elástica do que em um 
mercado de concorrência perfeita porque as empresas oligopolistas 
ainda têm algum grau de poder de mercado. Os consumidores podem 
estar dispostos a pagar um pouco mais por produtos diferenciados ou 
por marcas específicas.
Sendo assim, segundo Medeiros (2020), as estratégias das empresas em 
um oligopólio variam amplamente e podem incluir:
• Fixação de preços: empresas podem adotar estratégias de preços 
agressivas para conquistar participação de mercado ou preços 
mais altos para maximizar margens de lucro.
• Diferenciação de produtos: algumas empresas podem investir 
em publicidade, branding e inovação para criar produtos 
diferenciados que atraiam consumidores dispostos a pagar mais.
• Concorrência não preço: as empresas também podem competir 
com base em qualidade, serviço ao cliente, localização, garantias e 
outros fatores não relacionados a preços.
• Táticas de barreiras à entrada: para proteger sua posição no 
mercado, as empresas podem adotar táticas que dificultam a 
entrada de novos concorrentes, como acordos exclusivos ou 
patentes.
Quanto aos objetivos de maximização de lucro, de acordo com 
Vasconcellos e Garcia (2023), os oligopolistas podem seguir a estratégia 
da teoria da organização industrial, em que o foco é maximizar o mark-
up, que é igual a:
45
Mark-up = receita de vendas–custos diretos (ou variáveis)
O preço cobrado pela empresa, no modelo de mark-up, é calculado da 
seguinte forma:
p = (1 + m).C
em que:
p = preço do produto;
C = custo direto unitário (que corresponde, na teoria marginalista, ao 
custo variável médio);
m = taxa de mark-up, que é uma porcentagem sobre os custos diretos.
A taxa de mark-up deve ser estabelecida de forma a englobar tanto 
os custos fixos quanto a margem de lucro desejada pela empresa. 
É importante notar que o conceito de mark-up guarda uma grande 
semelhança com o conceito de margem de contribuição utilizado na 
contabilidade empresarial privada (Vasconcellos, 2015).
5. Concorrência monopolística
Segundo Mankiw (2019), a concorrência monopolística é caracterizada 
por várias empresas que produzem produtos ou serviços que são 
diferenciados de alguma forma. Essa diferenciação pode ocorrer 
por meio de aspectos como qualidade, marca, design, embalagem, 
atendimento ao cliente, entre outros. A chave aqui é que, embora os 
produtos sejam semelhantes, eles não são perfeitamente substituíveis 
uns pelos outros, ao contrário do que acontece em uma concorrência 
perfeita (Mankiw, 2019).
46
Assim, segundo Medeiros (2020), os principais pressupostos dessa 
estrutura são:
• Os consumidores constituem um grupo numeroso, porém, 
individualmente, têm uma influência limitada.
• As barreiras à entrada para os vendedores são praticamente 
inexistentes, permitindo a livre entrada e saída de empresas no 
mercado, em contraste com mercados oligopolistas, caracterizados 
por barreiras substanciais à entrada e saída, o que resulta em uma 
rotatividade frequente de agentes no mercado.
• Embora os produtos possam ser substituídos entre si, os 
consumidores percebem diferenças distintas entre eles.
• Existe um considerável número de empresas no mercado que 
desfrutam de uma relativa liberdade para estabelecer os preços de 
seus produtos.
• Sob essas circunstâncias, as empresas estão sujeitas a serem 
mutuamente impactadas pelas ações das concorrentes.
As curvas de oferta e de demanda em um mercado de concorrência 
monopolística são influenciadas pela diferenciação dos produtos. A 
demanda de cada empresa é relativamente elástica, pois os consumidores 
podem alternar para produtos similares se os preços aumentarem.
Nesta estrutura de mercado, a curva da demanda de uma empresa é 
descendente, mas não tão íngreme quanto em um mercado de monopólio 
puro. Isso significa que as empresas têm algum controle sobre o preço, mas 
precisam considerar a elasticidade da demanda ao definir seus preços.
A curva da oferta é semelhante à de uma concorrência perfeita, onde 
a empresa maximiza o lucro produzindo até o ponto onde o custo 
marginal se iguala à receita marginal.
47
As empresas em um mercado de concorrência monopolística adotam 
várias estratégias para se destacar e ganhar a preferência dos 
consumidores, tais quais:
• Diferenciação de produto: investir em melhorias de qualidade, 
design, embalagem, serviço ao cliente e branding para criar uma 
imagem única e atrair clientes.
• Marketing e publicidade: as empresas gastam recursos 
consideráveis em publicidade para aumentar a conscientização da 
marca e influenciar a preferência do consumidor.
• Preços competitivos: manter os preços competitivos em relação 
aos produtos concorrentes, considerando a elasticidade da 
demanda.
• Inovação: continuar inovando para desenvolver novos produtos e 
diferenciações que atraiam consumidores.
• Segmentação de mercado: identificar segmentos de mercado 
específicos e adaptar produtos e estratégias de marketing para 
atender às necessidades desses segmentos.
Dessa forma, percebe-se que as estratégias das empresas se 
concentram na criação de valor por meio da diferenciação, publicidade 
e inovação, enquanto enfrentam a constante ameaça de concorrentes 
e produtos substitutos. É um mercado dinâmico e desafiador, onde as 
empresas buscam maximizar o lucro, mas podem enfrentar dificuldades 
em manter margens elevadas a longo prazo.
Referências
KRUGMAN, P.; WELLS, R. Introdução à economia. 6. ed. Barueri, SP: Atlas, 2023.
MANKIW, N. G. Introdução à economia. 8. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2019.
48
MEDEIROS, F. B. S. Economia para negócios. Londrina: Editora e Distribuidora 
Educacional S.A., 2020.
VASCONCELLOS, M. A. S. Economia: micro e macro. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2015.
VASCONCELLOS, M. A. S.; GARCIA, M. E. Fundamentos de economia. 7. ed. São 
Paulo: Saraiva, 2023.
49
Macroeconomia e Políticas 
econômicas
Autoria: Renato José da Silva
Leitura crítica: Vaine Fermoseli Vilga
Objetivos
• Conhecer os fundamentos da macroeconomia.
• Compreender o que são as políticas econômicas.
• Entender o funcionamento das políticas fiscal e 
monetária.
50
1. Conceitos iniciais sobre macroeconomia
Olá, estudante! Seja bem-vindo a nossa quarta unidade de aula 
da disciplina Economia e Mercados. Nesta aula, vamos conhecer os 
pressupostos básicos da macroeconomia e as políticas econômicas.
De acordo com Vasconcellos e Garcia (2023), a macroeconomia se 
concentra na análise da economia em sua totalidade, examinando 
como são determinados e comose comportam os principais 
indicadores econômicos, como a renda, o produto nacional, o nível 
geral de preços, a situação de emprego e desemprego, a quantidade 
de dinheiro em circulação e as taxas de juros, além do balanço de 
pagamentos e da taxa de câmbio.
Logo, a macroeconomia se concentra no estudo de agregados 
macroeconômicos, que são medidas econômicas que se aplicam à 
economia como um todo, em contraste com a microeconomia, que 
analisa o comportamento de agentes econômicos individuais, como 
consumidores e empresas (Vasconcellos, 2015).
Uma das ferramentas fundamentais da macroeconomia é a equação 
identidade do produto ou da renda, que estabelece uma relação entre 
os principais agregados macroeconômicos (Blanchard, 2017). Essa 
equação é expressa da seguinte forma:
Y = C + I + G + (X − M)
Em que: “Y” representa o Produto Interno Bruto (PIB), que é igual à renda 
total gerada na economia; “C” é o consumo, que representa o gasto das 
famílias; “I” é o investimento, que inclui o gasto das empresas em capital 
fixo; “G” são os gastos do governo; “X” representa as exportações; e “M” 
representa as importações.
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Essa equação identidade ilustra como o PIB de uma economia é 
determinado pela soma do consumo das famílias, investimento das 
empresas, gastos do governo e o saldo entre exportações e importações 
(Blanchard, 2017). Alterações em qualquer uma dessas variáveis 
afetarão o nível geral de produção e renda na economia.
Dentro dos agregados macroeconômicos existem diversas variáveis-
chave que os economistas estudam para entender o funcionamento da 
economia. Algumas das principais variáveis macroeconômicas incluem:
• Desemprego: a taxa de desemprego representa a porcentagem da 
força de trabalho que está desempregada e em busca de emprego 
ativamente. É um indicador importante da saúde do mercado de 
trabalho.
• Inflação: a inflação mede o aumento geral dos preços dos bens 
e serviços em uma economia ao longo do tempo. Uma inflação 
excessiva pode prejudicar o poder de compra da moeda.
• Taxa de Juros: a taxa de juros, definida pelos bancos centrais, 
influencia o custo do crédito e afeta o investimento e o consumo.
• Balança comercial: a balança comercial reflete a diferença entre 
as exportações e as importações de bens e serviços de um país. Ela 
tem um papel importante na determinação da saúde financeira de 
uma nação.
• Déficit orçamentário: refere-se à diferença entre as receitas e os 
gastos do governo. Um déficit pode levar a um aumento na dívida 
pública.
• Taxa de câmbio: a taxa de câmbio determina o valor relativo de 
uma moeda em relação a outras moedas estrangeiras e afeta o 
comércio internacional e os fluxos de capital entre países.
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Compreendido esses conceitos fundamentais da macroeconomia, vamos 
destacar a importância da chamada política macroeconômica. A política 
macroeconômica é um conjunto de estratégias e medidas adotadas por um 
governo ou autoridade monetária para gerenciar e controlar a economia de 
um país (Vasconcellos, 2015). A política macroeconômica busca equilibrar 
os objetivos conflitantes de estabilidade de preços, crescimento econômico, 
pleno emprego e equilíbrio nas contas externas (Vasconcellos, 2015). 
Destacam-se as duas principais políticas macroeconômicas:
• Política fiscal.
• Política monetária.
A partir de agora, serão apresentados os conceitos e práticas dessas 
políticas.
2. Política fiscal
No complexo ambiente econômico, os governos desempenham 
um papel importante ao intervir na economia, com o objetivo de 
promover o bem-estar social, sustentar o crescimento e evitar crises. 
Essa intervenção decorre da necessidade de corrigir imperfeições que 
surgem de forma natural nos mercados, a fim de admoestar distorções, 
promover distribuição de renda e investir em infraestrutura essencial 
(Giambiagi et al., 2021).
De acordo com Vasconcellos (2015), ao analisar tal intervenção, é 
possível identificar três funções primordiais desempenhadas pelo 
governo na economia:
• Alocativa.
• Distributiva.
• Estabilizadora.
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A função alocativa refere-se ao direcionamento eficiente de bens e 
serviços não oferecidos pelo sistema de mercado, para alcançar metas 
de utilidade social, como educação, saúde e infraestrutura. Esses bens 
e serviços são denominados bens públicos, que são bens de consumo 
coletivo, tendo como principal característica a impossibilidade de excluir 
determinados indivíduos de seu consumo (Vasconcellos, 2015).
Já a função distributiva diz respeito à redistribuição de renda e riqueza, 
a fim de promover uma sociedade mais equitativa. Por último, a função 
estabilizadora busca manter a estabilidade macroeconômica, com vistas 
a promover o emprego, o crescimento econômico e a estabilidade de 
preços.
É dentro desse contexto da função estabilizadora que surge a política 
macroeconômica, que abrange uma série de ações destinadas a 
influenciar o sistema econômico. Um dos instrumentos da política 
macroeconômica é a política fiscal, que se concentra nas decisões 
relacionadas às despesas públicas, arrecadação de impostos e uso da 
dívida pública (Vasconcellos, 2015).
De acordo com Vasconcellos e Garcia (2023), a política fiscal engloba 
as ações governamentais que afetam a arrecadação (política tributária) 
e os gastos públicos (política de gastos). Trata-se de uma ferramenta 
com a qual os governos buscam alcançar metas econômicas e sociais, 
influenciando a demanda e o comportamento dos agentes econômicos. 
Seu objetivo abrange desde promover o crescimento econômico até 
garantir a estabilidade financeira do país.
A importância da política fiscal é notável, dado o seu impacto na vida 
cotidiana das pessoas e nas operações das organizações. Por exemplo, 
ao ajustar as alíquotas de impostos ou direcionar investimentos em 
setores estratégicos, o governo pode estimular ou desacelerar a 
economia, influenciando diretamente o consumo, a produção e o nível 
de emprego.
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De acordo com Krugman e Wells (2023), a política fiscal assume duas 
principais abordagens: contracionista e expansionista.
A primeira é adotada em momentos de superaquecimento econômico, 
quando a inflação tende a subir. O governo busca conter o excesso de 
demanda, aumentando os impostos e reduzindo os gastos públicos. 
Essas ações reduzem a disponibilidade de dinheiro na economia, 
desacelerando-a e controlando a inflação.
Por outro lado, a política fiscal expansionista é aplicada em cenários 
de desaceleração econômica ou recessão. O governo pode aumentar 
os gastos públicos e/ou reduzir os impostos para estimular a demanda 
agregada. Esse estímulo visa reativar a economia, ampliar empregos e 
gerar crescimento econômico.
De acordo com Vasconcellos e Garcia (2023), os conceitos de déficit 
e superávit primário estão intrinsecamente ligados à política fiscal. O 
déficit primário ocorre quando os gastos públicos excedem as receitas, 
enquanto o superávit primário é quando as receitas superam os 
gastos.
A política fiscal contracionista muitas vezes está associada à busca de 
superávits primários, visando à redução da dívida pública. Já a política 
fiscal expansionista, que tende a aumentar os gastos governamentais, 
pode resultar em déficits primários, com foco em estimular a economia.
Outro ponto importante é a compreensão da diferença entre superávit 
e déficit nominal. Ainda de acordo com Vasconcellos e Garcia (2023), 
o superávit nominal ocorre quando as receitas totais excedem as 
despesas totais, incluindo os pagamentos de juros da dívida pública, 
enquanto o déficit nominal, se apresenta quando as despesas totais 
ultrapassam as receitas, abarcando o pagamento dos juros. Logo, a 
busca por um superávit nominal é uma maneira de controlar a expansão 
da dívida pública.
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Nesse contexto, a relação entre a política fiscal e a dívida pública é 
um elemento importante a ser considerado pelos formuladores de 
políticas públicas. A dívida pública é a soma do dinheiro que o governo 
deve a credores externos e internos.A política fiscal contracionista, ao 
visar controlar os gastos, busca conter o aumento da dívida, uma vez 
que menores gastos implicam menor endividamento. Por outro lado, 
a política fiscal expansionista pode resultar em um aumento da dívida 
pública, uma vez que o governo emitirá títulos, se endividando para 
financiar os gastos adicionais. (Vasconcellos, 2015).
3. Política monetária
A moeda desempenha um papel crucial na dinâmica econômica. Nesse 
contexto, o governo elabora estratégias com o intuito de ajustar o 
sistema monetário de acordo com as demandas econômicas do país. No 
Brasil, as instituições financeiras responsáveis — o Conselho Monetário 
Nacional (CMN) e o Banco Central do Brasil (Bacen) — desempenham 
um papel ativo no âmbito monetário, implementando políticas que 
empregam mecanismos de impacto direto ou indireto para regular a 
liquidez geral da economia.
Em sua abordagem mais abrangente, podemos adotar a seguinte 
descrição para a política monetária:
A política monetária pode ser definida como o controle da oferta de moeda 
e das taxas de juros, no sentido de que sejam atingidos os objetivos da 
política econômica global do governo. Alternativamente, pode também 
ser definida como a atuação das autoridades monetárias por meio de 
instrumentos de efeito direto ou induzido, com o propósito de controlar a 
liquidez do sistema econômico. (Lopes; Rossetti, 2009, p. 253)
De acordo com Blanchard (2017), a política monetária poderá ser 
contracionista ou expansionista. Conforme o autor, na política 
56
monetária contracionista, a intenção é reduzir ou manter estável a 
quantidade de dinheiro em circulação, com o propósito de conter o 
aquecimento econômico e prevenir o aumento dos preços. Já na política 
monetária expansionista, prioriza-se aumentar a quantidade de dinheiro 
em circulação, com o objetivo de estimular a demanda e promover o 
crescimento econômico.
Segundo Vasconcellos e Garcia (2023), os instrumentos disponíveis ao 
Banco Central para atuação da política monetária são:
• Reservas compulsórias (percentual sobre os depósitos que os 
bancos comerciais devem colocar à disposição do Banco Central).
• Open market (compra e venda de títulos públicos).
• Redescontos (empréstimos do Banco Central aos bancos 
comerciais).
• Regulamentação sobre o crédito e a taxa de juros.
Assim, a política monetária exerce uma influência direta sobre a 
liquidez do sistema econômico. Portanto, por meio de instrumentos 
como depósito compulsório, operações de redesconto, mercado 
aberto e controle de crédito, a política monetária busca influenciar as 
condições de crédito, o comportamento de consumo e investimentos 
e, consequentemente, o nível da atividade econômica (Vasconcellos; 
Garcia, 2023).
A partir de agora, vamos compreender como os instrumentos de política 
monetária são utilizadas pelo Banco Central para operacionalizar a 
política monetária. Vamos lá?
De acordo com Vasconcellos (2015), as reservas compulsórias, ou 
depósito compulsório, são a fração dos depósitos que os bancos são 
obrigados a manter junto ao Banco Central de um país. Um aumento 
57
no depósito compulsório reduz a disponibilidade de fundos para 
empréstimos por parte dos bancos junto ao público, diminuindo a 
criação de moeda escritural, reduzindo também o volume de meios 
de pagamentos na economia (Vasconcellos, 2015). O oposto ocorre 
quando o depósito compulsório é reduzido, o que leva ao aumento das 
disponibilidades de empréstimos bancários, fomentando o consumo e o 
investimento (Figura 1).
Figura 1 – Reservas compulsórias
Fonte: adaptada de Lopes e Rossetti (2009).
É importante destacar que a escala e a influência desse instrumento 
variam de acordo com os objetivos da política monetária. Quando o 
foco principal é controlar a inflação, as taxas de reservas geralmente são 
mais elevadas. Já para estimular o crescimento econômico, essas taxas 
tendem a ser reduzidas (SILVA et al., 2017).
Nas operações de mercado aberto, ou open market, o Banco Central 
compra ou vende títulos no mercado de títulos públicos (Blanchard, 
2017). Compras de títulos públicos por parte do Banco Central junto 
aos agentes econômicos injetam dinheiro na economia, aumentando 
a oferta monetária. Porém, vendas de títulos retiram dinheiro da 
economia, diminuindo a oferta monetária. Essa dinâmica pode ser 
visualizada na Figura 2.
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Figura 2 – Operações de open market
Fonte: adaptada de Lopes e Rossetti (2009).
Ainda segundo Blanchard (2017), para vender os títulos públicos, o 
Banco Central normalmente deve elevar a taxa de juros, enquanto para 
a compra de títulos, reduz a taxa de juros.
Com relação às operações de redesconto, segundo Vasconcellos e 
Garcia (2023), os bancos comerciais podem obter empréstimos junto 
ao Banco Central para financiar eventuais débitos ou para financiar 
setores ou atividades específicas. A taxa de redesconto é a taxa de juros 
cobrada pelo Banco Central nesta operação. Uma taxa de redesconto 
mais alta torna o empréstimo mais caro, o que desencoraja os bancos 
a tomarem dinheiro emprestado junto ao Banco Central. Sendo assim, 
os bancos aumentam suas reservas, reduzem os recursos disponíveis 
para empréstimos, e consequentemente, isso impacta na redução do 
consumo e investimento na economia. Em contrapartida, uma taxa de 
redesconto mais baixa estimula os bancos a aumentarem seus fundos 
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para empréstimos, o que leva a um efeito positivo para o consumo e 
investimento, conforme Figura 3.
Figura 3 – Operações de redesconto
Fonte: adaptada de Lopes e Rossetti (2009).
Quanto ao controle de crédito, o Banco Central pode estabelecer limites 
ou diretrizes para a concessão de crédito pelos bancos comerciais. 
Restrições mais rigorosas desaceleram o crescimento econômico, 
enquanto flexibilizações podem estimular a atividade econômica 
(Vasconcellos, 2015).
Conhecidos os instrumentos de política monetária, pode-
se compreender o seu uso na execução da política monetária 
contracionista e expansionista.
A política monetária contracionista é adotada quando o objetivo é 
conter o crescimento acelerado da economia e evitar o aumento 
excessivo da inflação. Nesse cenário, o Banco Central opta por reduzir 
a oferta monetária e elevar as taxas de juros (Krugman; Wells, 2023). 
Isso é feito, por exemplo, aumentando o depósito compulsório, que é 
a parcela dos depósitos que os bancos são obrigados a manterem no 
Banco Central. Além disso, o Banco Central pode aumentar as taxas de 
juros das operações de redesconto, dificultando o acesso dos bancos a 
empréstimos de curto prazo.
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Ao fazer política monetária contracionista, nas operações de mercado 
aberto, o Banco Central vende títulos públicos. Os investidores e bancos 
comerciais compram esses títulos usando dinheiro que, de outra forma, 
poderia ter sido usado para empréstimos e investimentos.
Para diminuir a oferta de moeda em uma economia, o Banco Central 
também pode impor restrições ou diretrizes mais rígidas aos bancos 
comerciais em relação a quem pode obter empréstimos, o que leva à 
contração do crédito na economia.
Por outro lado, a política monetária expansionista é implementada para 
impulsionar a atividade econômica, especialmente durante períodos de 
desaceleração econômica ou recessão (Krugman; Wells, 2023). Neste 
caso, o Banco Central incentiva o aumento da oferta de dinheiro e reduz 
as taxas de juros. Isso pode ser alcançado pela redução do depósito 
compulsório, tornando mais fácil para os bancos emprestarem dinheiro.
Outra possibilidade é a redução da taxa de juros de operações 
de redesconto, o que possibilita o acesso do banco comercial a 
empréstimos junto ao Banco Central, disponibilizando tais recursos 
financeiros ao público em geral. Além disso, o Banco Central pode 
recorrer a operações de mercado aberto, comprando títulos no mercado 
para injetar dinheiro diretamente na economia, já que os agentes 
vendem seus títulos e usam os recursos para consumo e investimento. 
O Banco Central tambémpode retirar restrições ou levar diretrizes 
mais brandas aos bancos comerciais em relação a quem pode obter 
empréstimos, o que leva a uma expansão do crédito na economia.
Referências
BLANCHARD, O. Macroeconomia. 7. ed. São Paulo: Pearson, 2017.
GIAMBIAGI, F. et al. Economia brasileira contemporânea (1945–2015). 3. ed. Rio 
de Janeiro: Atlas, 2021.
61
KRUGMAN, P.; WELLS, R. Introdução à economia. 6. ed. Barueri, SP: Atlas, 2023.
LOPES, J. C.; ROSSETTI, J. P. Economia monetária. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2009.
MANKIW, N. G. Introdução à Economia. 8. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2019.
SILVA, R. J. et al. Economia monetária e mercado de capitais. Londrina: Editora e 
Distribuidora Educacional S.A., 2017.
VASCONCELOS, M. A. S. Economia: micro e macro. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2015.
VASCONCELOS, M. A. S. GARCIA, M. E. Fundamentos de economia. 7. ed. São 
Paulo: Saraiva, 2023.
62
	Sumário
	Apresentação da disciplina
	Fundamentos de economia
	Objetivos
	1. Introdução à economia
	2. Fluxo circular da renda
	3. Breve contextualização das principais escolas do pensamento econômico
	Referências
	Oferta, demanda e equilíbrio de mercado
	Objetivos
	1. Conceitos iniciais
	2. Curva de demanda
	3. Curva de oferta
	4. Equilíbrio de mercado
	5. Elasticidade
	Referências
	Estruturas de Mercado
	Objetivos
	1. Conceitos iniciais
	2. Concorrência perfeita
	3. Monopólio
	4. Oligopólio
	5. Concorrência monopolística
	Referências
	Macroeconomia e Políticas econômicas
	Objetivos
	1. Conceitos iniciais sobre macroeconomia
	2. Política fiscal
	3. Política monetária
	Referências

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