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FUNDAMENTOS DE 
ECONOMIA, MERCADO DE 
CAPITAIS E INVESTIMENTOS
Autoria: Adirson Maciel de Freitas Junior
Indaial - 2022
UNIASSELVI-PÓS
1ª Edição
CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI
Rodovia BR 470, Km 71, no 1.040, Bairro Benedito
Cx. P. 191 - 89.130-000 – INDAIAL/SC
Fone Fax: (47) 3281-9000/3281-9090
Copyright © UNIASSELVI 2022
Ficha catalográfica elaborada na fonte pela Biblioteca Dante Alighieri
 UNIASSELVI – Indaial.
Xxxxxx
 Xxxxxxxxxxx
 Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
 XXX p.; il.
 ISBN XXXXXXXXXXXXX
1.Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxx
CDD XXXX.XXX
Impresso por:
Reitor: Prof. Hermínio Kloch
Diretor UNIASSELVI-PÓS: Prof. Carlos Fabiano Fistarol
Equipe Multidisciplinar da Pós-Graduação EAD: 
Carlos Fabiano Fistarol
Ilana Gunilda Gerber Cavichioli
Jóice Gadotti Consatti
Norberto Siegel
Julia dos Santos
Ariana Monique Dalri
Jairo Martins
Marcio Kisner
Marcelo Bucci
Revisão Gramatical: Equipe Produção de Materiais
Diagramação e Capa: 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Sumário
APRESENTAÇÃO ............................................................................5
CAPÍTULO 1
Conceitos Básicos de Economia .................................................. 7
CAPÍTULO 2
Cálculos Financeiros Básicos .................................................. 53
CAPÍTULO 3
Cálculos Financeiros Básicos ................................................ 101
APRESENTAÇÃO
Este livro tem o objetivo de capacitá-lo para compreender teoricamente como 
a economia é estruturada, desde a concepção de microeconomia, que consiste 
em observar como é dada a formação dos preços de mercado, ou seja, como as 
empresas interagem com os consumidores e determinam o preço e a quantidade 
de um produto ou serviço. 
Ademais, estudar a função da oferta e da demanda na formação de preços. 
Compreender as interações dos agentes econômicos, desde analisar o fluxo cir-
cular de renda na economia, bem como, que as empresas reembolsam as famí-
lias por meio de um recurso monetário chamado aluguel, tornando essas famílias 
consumidoras de produtos no mercado de commodities, veremos também a con-
cepção macroeconômica relacionada as interações entres dos grupos de agen-
tes econômicos, de como as políticas macroeconômicas têm objetivos (metas) a 
serem alcançados. Essas metas incluem: altas taxas de emprego, estabilidade 
de preços, distribuição de renda e crescimento econômico. Veremos como altos 
níveis de emprego são importantes e como as pessoas podem ganhar salários e 
comprar bens. 
Por outro lado, a perda de empregos gera pouca demanda e resultam na 
permanência do produto na gôndola do supermercado. Portanto, se não houver 
demanda pelo produto, haverá menos produção e, por fim, menos lucro. Ao passo 
que, se a população estiver amplamente empregada o efeito oposto é encontrado 
– haverá muito dinheiro circulando na economia, gerando, assim, um efeito de de-
sequilíbrio na estabilidade de preços, causando a chamada inflação. Essa a que é 
a responsável por um aumento sustentado e generalizado dos níveis de preços. A 
partir dos conhecimentos básicos de microeconomia e macroeconomia são apre-
sentadas as noções gerais sobre os investimentos de modo geral. 
CAPÍTULO 1
Conceitos Básicos de Economia
A partir da perspectiva do saber-fazer, são apresentados os seguintes 
objetivos de aprendizagem:
� Entender quais agentes compõem o mundo globalizado sob perspectiva econô-
mica.
� Aprender como os agentes desse mundo globalizado interagem entre si e quais 
os fatores econômicos são impulsionadores dessas interações.
� Identificar quais sãos os conceitos básicos de economia importantes no mundo 
globalizado.
� Analisar o cenário econômico vigente e aplicar as técnicas básicas de econo-
mia mais importantes para tomada de decisão.
8
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
9
Conceitos Básicos de EconomiaConceitos Básicos de Economia Capítulo 1 
1 CONTEXTUALIZAÇÃO
Em um mundo globalizado, as pessoas se conectam por meio do uso da tec-
nologia e a interação entre diferentes nações permite relações entre países, seja 
no contexto social, cultural, econômico ou político. Assim, nasceu o conceito de 
Aldeia Global, ou seja, um mundo globalizado com tudo conectado.
O processo de globalização é um fenômeno do modelo econômico capitalis-
ta, que inclui a globalização geoespacial realizada através da interconexão entre 
economia, política, sociedade e cultura em escala global.
A microeconomia é a base para a formação dos preços dos produtos porque 
analisa fatores como terra, trabalho e capital. Ou seja, antes de o produto ser co-
locado no mercado, os economistas por meio da microeconomia realizam uma sé-
rie de estudos. Dessa forma, a microeconomia traz algumas vantagens ao merca-
do. A principal delas é a quantidade de informações que agrega para determinar o 
preço do produto e para identificar o valor agregado de fatores não agregados na 
produção do projeto.
Ao analisar cada grupo, permite à empresa identificar pontos específicos que 
precisam de atenção ou disponibilizar produtos e serviços mais personalizados. 
Além disso, as empresas que usam a microeconomia podem tomar decisões de 
forma mais decisiva e clara. Por outro lado, a microeconomia não permite a aná-
lise da economia geral, portanto, outros modelos de pesquisa devem ser usados 
para obter um entendimento mais completo (MANKIW, 2001).
Nesse sentido, a macroeconomia visa entender quais fatores vão mudar a 
realidade econômica do país. Isso mesmo, a macroeconomia estuda os agen-
tes econômicos de forma coesa. Dessa forma, variáveis podem ser controladas 
e reagidas, políticas podem ser formuladas para conter ameaças que podem de-
sestabilizar o país e garantir as condições necessárias para o desenvolvimento 
nacional.
Desse modo, após entender como funciona uma dinâmica microeconômica 
de uma região e observar que essas várias regiões agregadas podem ser es-
tudadas pelo âmbito macroeconômico é possível analisar os cenários econômi-
cos partir de uma análise macroeconômica, na qual é discutida a evolução dos 
principais indicadores econômicos, como: inflação, taxa de juros, câmbio, produ-
ção industrial e nível de emprego e contas externas. Dessa forma, o investidor 
pode analisar se haverá avanço da economia e se existira crescimento, estagna-
ção ou recessão. Dependendo da perspectiva econômica para esses indicadores, 
são tomados diferentes tipos de investimentos. Por isso, ao se pensar em realizar 
10
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
investimentos consistentes, é importante ter o conhecimento básico de microeco-
nomia e macroeconomia.
2 MICROECONOMIA
Podemos fazer a seguinte pergunta: quais são os aspectos positivos da 
globalização? Aspectos positivos: mercados mais competitivos e inflação bem 
controlada; aumento dos fluxos de capital e investimento entre os países; maior 
desenvolvimento tecnológico; socialmente, a globalização permitiu que diferentes 
culturas se encontrassem e se desenvolvessem, como o turismo, por outro lado, 
os aspectos negativos da globalização são: desemprego, crise mundial, especula-
ção financeira e questões cambiais (PELLINI, 2020).
A especulação financeira acontece principalmente nos países em 
desenvolvimento e é a compra de ativos com fins não ao de uso direto, 
mas para a venda futura, com lucro sob condições de incerteza.
Segundo Francisco (2021), a partir da globalização, a competição no mer-
cado internacional tornou-se bastante acirrada, pois aconteceu uma disputa de 
mercado em escala global. Para se fortalecerem economicamente, muitos países 
unem forças para entrar no mercado e verticalizar sua participação e influência 
empresarial no mundo. A constituição de grupos econômicos fortalece as relações 
econômicas, financeirasde vista econômico, o país vive um período difícil, que não é novi-
dade para ninguém. Nesse caso, é comum descobrir que os investidores se preo-
cupam em tomar decisões sobre seus investimentos. Afinal, como o cenário eco-
nômico se relaciona com os investimentos?
Conhecer os antecedentes do mercado e da economia é essen-
cial para qualquer investidor interessado em tomar a melhor decisão 
sobre o seu investimento. Portanto, os investidores devem sempre en-
tender o que está acontecendo ao seu redor e até mesmo aproveitar 
as possíveis oportunidades de investimento. No entanto, isso não sig-
nifica que os poupadores devam continuar a prestar atenção a todos 
os eventos da economia, principalmente em condições mais instáveis.
Essa abordagem não trará grandes benefícios aos investidores e, 
em alguns casos, pode até prejudicá-los. Esse acompanhamento deve 
https://www.youtube.com/embed/9NPrk8shm1k?feature=oembed
43
Conceitos Básicos de EconomiaConceitos Básicos de Economia Capítulo 1 
ser feito naturalmente, sem neurose. É muito indesejável que os in-
vestidores mudem suas carteiras de investimentos, por exemplo, com 
a divulgação de todas as informações econômicas, ou com todas as 
novas perspectivas econômicas do mercado e dos analistas.
O fato é que o cenário econômico nada tem a ver com investimentos de curto 
e longo prazos na prática. Se os investidores precisam de liquidez para investi-
mentos de curto prazo, a situação econômica terá pouco impacto sobre o inves-
timento. O mesmo vale para os investimentos de longo prazo, pois essa situação 
costuma flutuar de forma mais flexível, sendo difícil prever as condições de lon-
go prazo dessa conjuntura econômica. Além disso, essas mudanças econômicas 
tendem a se diluir ao longo do tempo e, no longo prazo, costumam ter pouco im-
pacto sobre os investimentos e seus respectivos retornos.
Os cenários econômicos relacionados ao investimento só terão maior rele-
vância e impacto nos investimentos de médio prazo (ou seja, investimentos que 
têm retorno médio entre dois a cinco anos). Nesse caso, é importante estar aten-
to às projeções econômicas e escolher investimentos que possam ser mais bem 
protegidos de possíveis mudanças no médio prazo. O objetivo principal Indepen-
dentemente da situação econômica no Brasil ou no mundo, os investidores devem 
sempre ter em mente que suas metas e objetivos são a principal força motriz de 
sua tomada de decisão, não a situação econômica do país.
Como construir um bom portfólio? Observar o cenário econômico, no curto, 
médio e longo prazo e definir um horizonte de investimento alinhado a um plane-
jamento adequado em coerência com os objetivos pessoais, permitem ao investi-
dor escolher a melhor opção para cada prazo, proporcionando bons retornos e a 
liquidez necessária para atender às necessidades dos depositantes sem prejudi-
car sua organização financeira. Quer se trate de renda fixa ou renda variável, os 
investidores devem lembrar que as decisões relacionadas a investimentos devem 
ser baseadas principalmente em seus planos pessoais de investimento. Escolha 
tipos de produtos que sejam significativos para você e atendam às suas necessi-
dades específicas, e coloque a situação econômica geral em segundo plano.
Investimento é qualquer gasto de recurso ou aplicação que gere 
retornos futuros. Este conceito envolve dinheiro e capital intelectual, 
social ou natural. Confie em mim: desvendar seu significado pode ser 
mais fácil do que parece.
44
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
Os investimentos são produtos emitidos por instituições finan-
ceiras, empresas ou pelo próprio governo, com o objetivo de captar 
recursos mais baratos do que os empréstimos bancários. Em troca, 
eles fornecem uma determinada taxa de retorno ou receita, como se 
tornar um parceiro de negócios e obter receita.
O mercado financeiro é um ambiente que reúne um grupo de instituições 
entre tomadores e investidores, permitindo a negociação de produtos financeiros 
como títulos públicos, ações, fundos de investimento (SICSÚ, 2009). 
Como definir o local do investimento? Ressalta-se que embora seja impor-
tante entender e considerar o impacto do cenário atual sobre o investimento, este 
não é o único aspecto da construção de uma carteira de investimentos. Além dos 
indicadores econômicos, devemos atentar para características como perfil do in-
vestidor, objetivos financeiros, prazos de aplicação e consistência com a estraté-
gia. Afinal, sua escolha deve refletir o que você está procurando. Por meio dessas 
informações, você descobre que a atual conjuntura econômica interfere na atrati-
vidade e nos resultados dos investimentos. No entanto, embora os indicadores de 
acompanhamento sejam muito importantes, ele também vê que deve investir de 
acordo com as suas características pessoais!
Tipos de Investimentos
Podemos iniciar pelos investimentos de renda fixa, que aliás os brasileiros 
adoram, isso se deve à sensação de segurança associada a ele. Há quase con-
senso de que é mais popular do que outros ativos mais ousados. No momento 
da aplicação, todos os parâmetros relacionados ao investimento são conhecidos 
pelos investidores com antecedência, não havendo alteração posterior (GARCIA; 
SALOMÃO, 2006). Definidos os indicadores responsáveis pela remuneração do 
papel, pode-se estimar o valor a ser resgatado. Digo estimativa, porque existem 
duas opções de lucro para renda fixa:
Renda Fixa
Título pré-fixado: como o nome sugere, esses títulos são investimentos em 
que os investidores conhecem antecipadamente sua lucratividade.
De acordo com Garcia e Salomão (2006), independentemente de como as 
condições econômicas podem mudar, a lucratividade no vencimento permanece 
inalterada. No entanto, caso haja necessidade de retirada de recursos antes do 
45
Conceitos Básicos de EconomiaConceitos Básicos de Economia Capítulo 1 
vencimento, a remuneração é afetada por departamentos externos, ou seja, o retor-
no recebido pode ser maior ou menor do que o acordado no momento da aplicação.
Outro aspecto que precisa ser considerado é o risco de taxa de juros de mer-
cado. Pode superar o assinado pelo investidor. Portanto, os títulos de renda fixa 
não são a escolha mais conservadora em renda fixa.
Títulos Pré-Fixados: são ativos acompanhados de algum tipo de marca. A 
mais comum é a taxa básica de juros (SELIC) ou “Taxa Interbancária de Oferta” 
(CDI) (GARCIA; SALOMÃO, 2006). Esses indicadores são afetados por fatores 
como a situação econômica e a política monetária da época. Na candidatura es-
tipule prazo, liquidez, carência e demais indicadores e condições. Por exemplo: 
90% do CDI. Dessa forma, o investidor conhece a expectativa de lucro, mas só 
saberá a taxa exata de retorno no momento do resgate.
Os títulos pós-fixados: são mais conservadores nos mercados financeiros 
porque seguem a tendência da curva de taxas de juros, mas como nada é perfei-
to, na maioria dos casos, esse investimento acaba sendo menos lucrativo do que 
os outros métodos oferecidos (BERGER, 2021). Portanto, todos devem ajustar 
seus investimentos de acordo com suas circunstâncias e objetivos pessoais.
Tipos de investimentos em renda fixa segundo o professor Assaf Neto (2001): 
CDB, LCI/LCA, Letra de Câmbio, Debênture, CRI/CRA, além dos investimos em 
Tesouro Direto. ETF de Renda Fixa e Fundo DI. Esses investimos, em teoria, são 
os ativos mais seguros do país. Porque são totalmente garantidos pelo Tesouro do 
Estado. Por meio do programa Tesouro Direto, pessoas físicas emprestam recur-
sos ao governo em troca de renda (ASSAF NETO, 2001). O plano oferece vários 
modelos, seja relacionado a lucratividade, prazos ou processos de pagamento.
CDB: Este é provavelmente o investimento bancário mais famoso após a 
poupança. O certificado de depósito bancário é uma promessa de pagamento fu-
turo acordada entre uma instituição financeira e um investidor. O banco usa o 
capital investidopara financiar suas operações e o devolve a pessoas físicas, jun-
tamente com os juros. No caso de falência de instituição financeira, o fundo ga-
rantidor de crédito cobrirá o CDB com limite máximo de 250.000,00 reais por CPF.
LCI / LCA: são aplicações bancárias amparadas por operações de crédito 
imobiliário ou de agronegócio, respectivamente, que trazem essa garantia adicio-
nal. Eles também têm a capa do FGC. A isenção do imposto de renda é outra van-
tagem desse tipo de investimento. No entanto, mesmo a isenção do imposto de 
renda não significa que eles sejam sempre melhores do que outros títulos tributá-
veis de renda fixa. É necessário realizar cálculos matemáticos antes de investir.
46
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
Letra de Câmbio: os títulos de crédito são emitidos por instituições não ban-
cárias e seus retornos são melhores do que as poupanças com os mesmos tí-
tulos. Assim como outros investimentos de renda fixa, as letras de câmbio são 
garantidas pelo FGC e servem como seguro contra falência da empresa.
Debênture: são ativos emitidos por instituições não financeiras, e precisam 
de recursos para expandir seus negócios e até executar novos projetos. Devido 
à localização dos recursos captados, trata-se de títulos de médio e longo prazo. 
Porém, por não se tratarem de títulos emitidos por instituições financeiras, não 
contam com a garantia do FGC. Os títulos de incentivo estão isentos de imposto 
de renda.
CRI/CRA: São ativos emitidos por securitizadoras isentas de imposto de ren-
da. O processo de securitização envolve a obtenção de ativos pela venda de con-
tas a receber. Isso é feito em atividades comerciais e financeiras ou na prestação 
de serviços de valores mobiliários no mercado. No que se refere aos CRI, são di-
reitos creditórios derivados de financiamentos imobiliários e CRA do agronegócio.
Tesouro Direto: segundo Barros (2019), o tesouro direto é um projeto imple-
mentado pelo Ministério da Fazenda em cooperação com o B3 (antiga BM&F Bo-
vespa) em 7 de janeiro de 2002, que visa democratizar a compra e venda de 
títulos públicos federais por pessoas físicas por meio da Internet. Títulos públicos 
federais são ativos de renda fixa emitidos ao público na forma de escrituração 
(eletronicamente) pelo Ministério da Fazenda, usados para financiar o déficit do 
orçamento geral federal e a dívida pública federal, e são mantidos por centros 
depositários qualificados.
ETF de Renda Fixa: o ETF de renda fixa reflete o índice da categoria de in-
vestimento, como IPCA (Índice de Inflação) ou IMA (Índice de Mercado Anbima). 
O fundo pode utilizar qualquer indicador de renda fixa aprovado pela Comissão de 
Valores Mobiliários (CVM) (YOSHINAGA; JUNIOR, 2019).
Fundo DI: um fundo DI, ou fundo de renda fixa de referência DI, é aquele que 
deve aplicar pelo menos 95% de seu patrimônio em títulos públicos vinculados ao 
SELIC. Lembre-se de que SELIC é a taxa de juros que o governo paga às pesso-
as que emprestam dinheiro para ele. DI significa depósitos interfinanceiros. Isso 
significa que a taxa de juros é gerada pela soma dos empréstimos que os bancos 
fornecem uns aos outros todos os dias para manter seus respectivos fluxos de 
caixa em azul. Essas transações são garantidas por títulos do governo (YOSHI-
NAGA; JUNIOR, 2019).
47
Conceitos Básicos de EconomiaConceitos Básicos de Economia Capítulo 1 
4 Quais os tipos de investimentos existentes em renda fixa existem 
diferença entre eles?
Renda variável 
É composta por alocações nas quais não existe a certeza do comportamento 
do ativo; o mesmo pode caminhar tanto para cima como para baixo sem a neces-
sidade de um viés plausível. Normalmente, esse tipo investimento tende a tra-
zer rendimentos mais robustos no longo prazo devido a sua relação risco-retorno. 
Para identificar o melhor racional risco-retorno para você, é importante contar com 
auxílio especializado. 
Segundo Asaf Neto (2001), os principais investimentos em renda variável 
são: Ações, Derivativos, Fundo de Investimento Imobiliário, Mercado de Opções, 
Mercado de futuros além dos investimentos em criptomoedas.
Ações: são os títulos que representam a parte mais baixa do patrimônio da 
empresa. Ao comprar ações, você se torna parte da estrutura corporativa da orga-
nização e se torna seu proprietário de acordo com a proporção de títulos adquiri-
dos. O investimento em ações permite que os investidores participem dos lucros 
da empresa por meio de dividendos, participações no capital, bônus e outras re-
ceitas. Sem falar que o estoque pode valorizar.
Derivativos: basicamente, os derivativos são contratos financeiros gerados 
por outro ativo subjacente, taxa de juros ou índice. Os ativos subjacentes podem 
ser objetos físicos - soja, gado vivo, ouro, etc. ou ações financeiras, taxas de ju-
ros, etc. A priori, foram criados para fins de hedge, ou seja, para proteger os de-
tentores de ativos de oscilações repentinas. No entanto, muitas pessoas usam 
derivativos especulativamente, buscando ganhos de curto prazo à medida que os 
preços mudam.
FIIS: o Fundo de Investimento Imobiliário (“FII”) é um pool de recursos utili-
zado para investir em projetos imobiliários. O FII é composto por apartamentos 
fechados, divididos em cotas, representando a parte ideal de seu patrimônio. Flu-
xograma – os investidores em Fundos de Investimento Imobiliário podem adquirir 
cotas de FII por meio da subscrição e integralização de cotas no mercado primá-
rio, ou por meio da compra de cotas no mercado secundário. Nas operações reali-
zadas no mercado primário, os recursos utilizados pelos investidores para integra-
48
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
rem a cota são destinados diretamente para o patrimônio do FII. Em operações de 
mercado secundário, os investidores compram ações emitidas pelo FII de outro 
investidor.
Mercado de Opções: as opções são ferramentas de negociação no mercado 
financeiro. Eles representam um tipo de contrato que dá ao seu titular o direito 
de comprar ou vender um ativo específico por um valor específico em uma data 
específica no futuro. Uma opção é um derivado, ou seja, um contrato negociado 
em bolsa de valores cujo preço é derivado de outro ativo. As opções dão o direito 
de comprar e vender ações sob certas condições, como prazo, prazo de validade, 
preço fixo, preço de exercício, também conhecido como “preço de exercício”. A 
principal vantagem desta opção é que pode utilizar operações para obter maiores 
retornos. No entanto, é importante lembrar que, assim como as oportunidades de 
lucro são maiores, também o são as possibilidades de perda. Por outro lado, não 
é incomum que as pessoas percam todo o seu capital de investimento devido às 
opções de compra, porque as opções são ativos altamente voláteis, o que signi-
fica que você pode obter 500% de seus lucros, mas também pode perder 100% 
ou mais de seus investimentos. Isso ocorre porque a opção em si não tem valor 
intrínseco e seu valor depende do comportamento do ativo subjacente.
Mercado de futuros: os contratos de futuros, também conhecidos como con-
tratos de futuros, são um tipo de contrato de derivativos. De acordo com os re-
gulamentos de câmbio, os contratos futuros são contratos de compra e venda 
padronizados, especialmente em termos das características dos produtos comer-
ciais, assim, o investimento no mercado futuro de acordo com a regulamentação 
cambial refere-se à negociação de ativos financeiros ou mercadorias a um preço 
pré-determinado em uma data futura. Simplificando, negociar contratos futuros é 
prever a valorização ou desvalorização dos ativos com base no comportamento 
diário deste mercado e as condições econômicas prevalecentes.
Criptomoedas: a criptomoeda, ou moeda de rede, é um meio de troca, que 
pode ser centralizado ou descentralizado, utilizando tecnologia blockchain e crip-
tografia para garantir a validade das transações e a criação de novas unidadesmonetárias. Portanto, a moeda criptografada é um ativo digital criptografado que 
pode ser usado como meio de troca ou meio de armazenamento de valor (DE 
SOUZA JUNIOR; VILA, 2021).
O teste de perfil de investidor pode ser usado como base para 
determinar seu perfil de investidor: conservador, moderado ou agres-
sivo. Entender a própria imagem de investidor e esclarecer seus ob-
49
Conceitos Básicos de EconomiaConceitos Básicos de Economia Capítulo 1 
jetivos de investimento são a base para determinar o melhor inves-
timento, afinal não existe o melhor investimento, apenas aquele que 
atenda à imagem e aos objetivos do investidor é o melhor.
No entanto, o teste de perfil é apenas o começo e o primeiro 
passo em sua jornada como investidor. Entender suas informações 
pessoais mais profundamente e definir metas claras para o período 
de investimento é uma tarefa um pouco mais complicada que requer 
uma análise mais cuidadosa.
A pesquisa pode ser feira pelo link:
https://economia.uol.com.br/quiz/perfil-investidor/
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
A partir dos estudos deste Capitulo 1, aprendemos que a economia é forma-
da por agentes econômicos: esses são as famílias, o governo e as firmas e que 
cada agente tem sua importância nesse ecossistema além de que cada agente 
tem suas peculiaridades e necessidades e que cada agente tem suas individuali-
dades nas suas tomadas de decisões. Nesse sentido, vimos as principias estrutu-
ra dos mercados e que existem diferentes tipos de combinações nessas estrutu-
ras as principais são: a concorrência perfeita, concorrência imperfeita, monopólio, 
concorrência monopolista, oligopólio, oligopsônio e monopsônio. Essas estruturas 
são formadas para satisfazer as necessidades de demanda e oferta de produtos 
e serviços e que o governo tem papel fundamental para regular essas interações, 
mantendo o bem estar social.
Entendemos também que diversas relações microeconômicas entres os agen-
tes, quando agregadas a níveis de regiões e quando formam as atividades de uma 
país, podemos estudá-las a nível macroeconômico. Se esse país dispõe de um 
governo, este tem a função de auxiliar e no bom andamento da economia, ainda 
vimos que existem diferentes formas de governos que influenciam mais ou menos 
na economia. Os elementos básicos que o governo pode estimular por meio de 
políticas são: fiscal, monetária, cambial e comercial. Investigamos a existência e 
importância da moeda, criação e forma do sistema financeiro, aspectos do sistema 
financeiro nacional. Completando o capítulo, discutimos por que a taxa de juros é 
um importante fator para ser levado em consideração em investimentos, e ainda 
qual a conexão entre a taxa de juros o consumo e a produção na economia real. 
50
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
Por fim, estudamos a importância dos cenários econômicos no que tange pri-
meiramente os aspectos da estabilização econômica e posteriormente aos seus 
reflexos nos investimentos. 
REFERÊNCIAS
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administração, São Paulo, v. 27, n. 4, p. 16-29, 1992.
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[S.l.]: Interciência, 2021.
BERNARDO, M. P.; NORI, R. B.; BERNARDELLI, L. V. A História da Moeda. MISES: 
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16, n. 4, 1996.
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Acesso em: 15 fev. 2022.
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Saraiva Educação SA, 2017.
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51
Conceitos Básicos de EconomiaConceitos Básicos de Economia Capítulo 1 
GARCIA, M. E.; VASCONCELLOS, M. A. S. de. Fundamentos de economia. 
São Paulo: Saraiva, 2002.
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CAPÍTULO 2
Cálculos Financeiros Básicos
A partir da perspectiva do saber fazer, neste capítulo você terá os seguintes 
objetivos de aprendizagem:
� Entender quais os principais cálculos financeiros utilizados para análise de in-
vestimentos. 
� Compreender a importânciados cálculos financeiros no dia a dia empresarial e 
pessoal. 
� Realizar cálculos financeiros básicos a nível empresarial e pessoal. 
� Desenvolver arcabouço teórico prático para autoaprendizado de níveis profun-
dos de cálculos financeiros.
54
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
55
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 2 
1 CONTEXTUALIZAÇÃO
Este capitulo tem o objetivo de capacitá-lo para compreender sobre a impor-
tância do fluxo de caixa para gerenciar um negócio além dos principais cálculos 
financeiros, desde entender os aspectos básicos da inflação para a organização 
financeira para o dia a dia, até o conhecimento para projeções de cenários econô-
micos. O livro também apresenta noções práticas de cálculos financeiros.
O valor do dinheiro no tempo é um conceito muito estudado nas ciências 
sociais e, inicialmente, serão abordados os principais aspectos teóricos a respeito 
do dinheiro e posteriormente as aplicações práticas, ao passo que os conheci-
mentos abordados nesses capítulos podem ser aplicados nas finanças pessoais e 
em cálculos empresariais.
Então podemos iniciar com a pergunta, o que é o dinheiro? Para Assaf Neto 
(2020), dinheiro é o que é. O dinheiro pode ser um objeto de metal ou um pedaço 
de papel impresso, mas seu valor físico não corresponde à sua representação 
simbólica. Uma vez que existe um consenso entre as sociedades ao permitir que 
as pessoas negociem indiretamente bens e serviços, será aceito como um meio 
de troca, portanto, tem valor aceito pela sociedade em qual ele está inserido.
A partir do conceito do dinheiro podemos prosseguir e nos perguntamos, o 
dinheiro tem o mesmo valor no tempo? Segundo Assaf Neto (2020), o valor do 
dinheiro no tempo é uma conjectura amplamente aceita, ou seja, receber uma de-
terminada quantia agora é melhor do que receber a mesma quantia no futuro. Isso 
é aceito pelas pessoas, pois o dinheiro que você tem agora pode ser investido e 
pago, criando, assim, mais dinheiro no futuro. 
De posse dessa informação, podemos pensar em quais fatores fazem o valor 
do dinheiro flutuar ao longo do tempo, como exemplo a inflação, entre os princi-
pais tipos de inflação, pode-se destacar os três tipos: sendo o primeiro a inflação 
por demanda, a qual uma determinada mercadoria aumenta e a resposta da ofer-
ta não é compatível, por isso, é necessário aumentar o valor dessa mercadoria 
para equilibrar a economia. Segundo a Inflação de custos, que também pode ser 
chamado de inflação da oferta e é um aumento de fatores que afetam diretamente 
um produto. Por exemplo, se o valor de uma matéria-prima aumentar, os produtos 
derivados desse material sofrerão com a inflação. Essa inflação também pode 
ocorrer devido a aumentos nas taxas de juros, salários, combustíveis e tarifas pú-
blica e terceiro a inflação estrutural, esta está relacionado com a ineficiência dos 
serviços prestados pela infraestrutura de uma determinada economia, ou seja, 
baseia-se na rigidez da oferta de bens e serviços dessa estrutura econômica. 
56
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
Ações estas as quais fazem com que o poder de compra do dinheiro mude 
com o tempo. Em outras palavras, o valor da moeda mudará com o tempo. As-
sim, para que possamos pensar nos proteger quanto este fator da inflação uma 
alternativa é investir o dinheiro, entretanto temos que lembrar que a preferência 
natural dos investidores por dinheiro é agora e não mais tarde, logo, os investido-
res podem investir o dinheiro agora para aumentar a quantia de dinheiro no futuro.
2 A IMPORTÂNCIA DO FLUXO DE 
CAIXA 
Em Finanças, fluxo de caixa se refere ao fluxo de recursos no caixa da em-
presa, ou seja, a quantidade de caixa que a empresa arrecada e gasta em um 
determinado período de tempo, e às vezes está relacionado a um projeto especí-
fico. O fluxo de caixa se refere ao fluxo de fundos no período passado, enquanto 
o orçamento é o equivalente ao período futuro. O fluxo de caixa é uma das ferra-
mentas mais utilizadas na ciência contábil, é uma ferramenta de gestão financeira 
que pode prever todas as entradas e saídas de recursos financeiros da empresa 
no futuro e indicar o saldo de caixa no período esperado.
QUADRO 1 – CICLO OPERACIONAL EMPRESARIAL
FONTE: . Acesso em: 16 fev. 2022.
Assim, o fluxo de caixa é uma ferramenta de controle financeiro que permi-
te acompanhar as movimentações financeiras da empresa por meio de uma lista 
de entradas (receitas) e saídas (despesas) ocorridas em um determinado período. 
Sendo uma ferramenta muito simples e essencial na gestão financeira da empresa.
57
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 2 
Fluxo de Caixa
Acesse: https://www.youtube.com/embed/U8sJI8feaQ4?featu-
re=oembed.
Fácil de preparar para empresas de controle financeiro bem organizadas, 
deve ser utilizado para controle, principalmente como ferramenta de tomada de 
decisão. O fluxo de caixa deve ser visto como uma estrutura flexível e os empre-
endedores devem inserir informações sobre entradas e saídas de acordo com as 
necessidades da empresa. Utilizando informações de fluxo de caixa, os empre-
endedores podem preparar estrutura de gestão de resultados, análise de sensi-
bilidade, cálculo de lucratividade, lucratividade, ponto de equilíbrio e período de 
retorno do investimento. O objetivo é verificar a situação financeira do negócio 
com base na análise e obter uma resposta clara sobre a possibilidade de sucesso 
do investimento e o status quo da empresa.
O fluxo de caixa deficiente cria vários problemas para a empresa, um dos 
obstáculos é o vencimento da dívida que precisa ser paga quando o caixa da em-
presa acabar. Quando isso acontece, a empresa é obrigada a tomar empréstimos 
na maioria das vezes para evitar dívidas com o fornecedor e prejudicar transa-
ções futuras. Uma das três principais razões para a falência ou falência de empre-
sas é a falta de planejamento financeiro ou a ausência completa de fluxo de caixa 
e previsão de fluxo de caixa (previsão de receitas e despesas da empresa). Sem 
o fluxo de caixa esperado, a empresa não pode saber com antecedência quanto 
financiamento será necessário ou quando haverá recursos excedentes para apli-
car no mercado financeiro (ganhando juros e reduzindo o custo de captação de 
recursos de terceiros).
https://www.youtube.com/embed/U8sJI8feaQ4?feature=oembed
58
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
2.1 TIPOS DE FLUXO DE CAIXA
O fluxo de caixa é apenas o resultado do período (modelo operacional) me-
dido em termos financeiros (resultados do negócio – semelhantes com a demons-
tração do resultado anual) ou um modelo completo, incluindo caixa, investimento 
(compra e venda de ativos) e financiamento (novos recursos). A demonstração do 
fluxo de caixa também pode ser dividida em modelos diretos e modelos indiretos. 
No modelo de venda direta, a entrada e saída de recursos são objetivamente des-
tacadas, informando-se a origem (fonte) e o objetivo (aplicação). 
a) Como criar fluxo de caixa?
Existem vários tipos de fluxo de caixa que podem ser usados como modelo. 
São eles: fluxo de caixa operacional, direto, indireto, fluxo de caixa projetado, flu-
xo de caixa livre e fluxo de caixa descontado.
Conforme apresentado outros exemplos de fluxo de caixa, são: o fluxo de 
caixa livre, que está relacionado ao saldo de caixa disponível da empresa após a 
realização de todos os pagamentos necessários. Ou seja, representa os fundos 
disponíveis após o pagamento de todas as suas obrigações financeiras. Portanto, 
este é um saldo de caixa positivo. 
Outro tipo de fluxo de caixa é o fluxo de caixa projetado o que faz uma pre-
visão das entradas e saídas financeiras da empresa em um determinado períodode tempo. Isso é importante porque permite que você crie um histórico do que 
aconteceu dentro da sua empresa. Com a previsão de fluxo de caixa, uma situa-
ção pode ser prevista e uma ação tomada antes que ela aconteça. Além de per-
mitir determinar a necessidade de realizar um investimento, essa ferramenta é um 
importante equipamento para prever situações de falha ou risco que tornam sua 
empresa vulnerável a imprevistos. 
No curto prazo, o fluxo de caixa projetado é projetado para identificar quando 
uma empresa tem excedente de caixa e quando falta recursos. Por exemplo, o 
fluxo de caixa projetado pode ajudá-lo a escolher a melhor data para pagar for-
necedores e outras dívidas. A longo prazo, pode ajudar a planejar as atividades 
financeiras da empresa como: analisar a liquidez do seu negócio; controlar a po-
sição financeira da sua empresa; administrar o capital de giro com mais precisão. 
De outra forma, o método de fluxo de caixa descontado é uma técnica de or-
çamento de capital (como retorno do investimento e taxa interna de retorno) usa-
da para determinar o valor presente de uma empresa, ativo ou projeto com base 
no caixa que pode gerar no futuro.
59
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 2 
De acordo com a CPC pode-se observar o fluxo de caixa a partir de dois 
métodos: diretos e indireto: No método direto, o grupo de atividade operacional 
é composto pelas entradas e saídas, calculadas a partir das contas a pagar e a 
receber do balanço, e com base no resultado do exercício. Já o fluxo de caixa 
indireto é um método que utiliza a contabilidade de competência, ou podemos di-
zer, as informações contábeis de uma empresa para justificar todas as mudanças 
de caixa em um determinado período – com base em um ponto de vista contábil 
(CPC, 2022).
Então, em contabilidade, as demonstrações de fluxo de caixa são geralmente 
apresentadas por métodos diretos ou indiretos. Podemos observar um exemplo 
da construção de um fluxo de caixa no método direto no vídeo a seguir. 
Passo a passo do fluxo de caixa
Acesse em: https://www.youtube.com/embed/19XIUFOi 9DA?fe-
ature=oembed.
Este é um modelo mais esclarecedor que pode ser facilmente analisado por 
leigos em contabilidade. No modelo indireto, as variações de caixa causadas pe-
las atividades operacionais são determinadas pelas variações do capital de giro 
(fluxo) da empresa. Por exemplo, o pré-requisito para um aumento na conta do 
estoque é uma redução no caixa, pois isso resultará em despesas adicionais. A di-
minuição nas contas de fornecedores também indica uma diminuição em dinheiro, 
uma vez que os fundos são usados para pagar a dívida do fornecedor.
https://www.youtube.com/embed/19XIUFOi 9DA?feature=oembed
60
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
O controle correto do fluxo de caixa da empresa é essencial para o vigoroso 
desenvolvimento da empresa. Para controlar o fluxo de caixa da maneira certa, o 
gestor deve ter um certo entendimento do assunto, entender certos conceitos e 
saber quando aplicá-los.
Considerando alguns elementos básicos, veja a seguir como administrar e 
controlar efetivamente o fluxo de caixa:
FIGURA 1 – EXEMPLO DE FLUXO DE CAIXA
 Semana 01 Semana 02
 Descrição Previsto Realizado Previsto Realizado 
En
tra
da
Saldo Inicial 10000 11000 12420 11580
Vendas à vista 8000 7000 8000 7580
Pix 2500 2000 8000 9000
A receber 4500 5000 6500 5000
Outros 900 900 620 5000
Total entradas 15900 14900 23120 22150
Sa
ída
Fornecedores 1200 900 950 1050
Água e Luz 280 320 300 260
Internet 450 550 450 350
Combustível 450 300 400 320
Taxas Bancarias 80 120 80 110
Materiais de Consumo 200 280 200 120
Compara Equipamento 1200 1800 250 900
Pró- Labore 4000 4000 0 1200
Impostos e Taxas 4500 4500 200 200
Aluguel 1000 1000 0 0
Outras despesas 120 550 120 400
Total Saídas 13480 14320 2950 4910
Saldo Operacional 2420 580 20170 17240
Saldo Final 12420 11580 32590 28820
FONTE: . Acesse em: 16 fev. 2022.
Os elementos básicos são Contas a receber, Contas a pagar. Lucros. Ven-
das. E Observações.
61
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 2 
Contas a receber
São pagamentos efetuados pelos clientes na aquisição de produtos e ser-
viços parcelados. As contas a receber serão lançadas como receita no caixa da 
empresa. Uma vez que ainda não foram implementados, são tratados como um 
financiamento do qual o cliente é a parte financiada.
O registro do contas a receber dos próximos meses permite que os gestores 
reflitam sobre seus saldos futuros, já considerando o dinheiro que receberão, e 
auxilia no controle das finanças, servindo de referência para possíveis projetos e 
proporcionando novas perspectivas.
Contas a Pagar
As contas a pagar incluem pagamentos a fornecedores, contas de água, con-
tas de eletricidade, contas de telefone, contas de internet, folha de pagamento, 
propriedade da empresa ou taxas de aluguel de máquinas usadas etc.
Ao contrário do contas a receber, as contas a pagar é o financiamento da sua 
empresa fornecido por fornecedores, organizações que prestam vários serviços e 
até mesmo funcionários. Deve ser assim, porque a empresa usa produtos e servi-
ços primeiro e depois paga.
Essas contas serão lançadas como despesas, que podem ser fixas ou va-
riáveis. Despesas fixas se referem a despesas que não envolvem mudanças na 
produção ou vendas, como aluguel, salários de funcionários e outras despesas, 
variáveis as quais mudam à medida que as vendas de produtos e serviços ou a 
produção de bens aumentam ou diminuem.
As contas de água, luz e telefone podem ser fixas ou variáveis, dependendo 
da finalidade. O registro de contas a pagar é importante para evitar atrasos e cor-
tes em serviços e suprimentos vitais para a sobrevivência do negócio.
Lucros
 Um dos objetivos de toda empresa é ganhar dinheiro. Sem lucratividade, 
uma empresa não pode operar. É muito importante para um gerente controlar cor-
retamente a lucratividade de sua empresa, criando um centro de lucro por meio de 
seu software ou planilha.
Um centro de lucro pode ser um projeto, financiamento, investimento, pro-
duto ou serviço – qualquer coisa que possa ser transformada em lucro. Simpli-
ficando, o lucro é a diferença entre receita e despesa. O centro de lucro permite 
visualizar e comparar claramente a lucratividade da sua empresa.
62
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
Vendas
É muito importante registrar suas vendas, seja para fornecer produtos ou 
serviços. Isso deve ser feito para garantir um melhor controle das receitas e lucros 
e para avaliar a necessidade de aumentar ou diminuir a produtividade ou comprar 
bens, desenvolver novos planos e desenvolver novas estratégias para promover as 
vendas. Desenvolvendo assim estratégias de grupo de produtos para ser vendidos, 
é possível até identificar qual grupo de produto é mais rentável para o negócio.
Observações
Uma área especial onde o gerente registra informações relevantes sobre o 
fluxo de caixa. Essas observações podem se referir a qualquer processo, desde 
que interfiram no controle do fluxo de caixa.
Portanto, observe o investimento, financiamento, estoque, lucros e perdas, 
produtividade etc. É uma área especial para que os gestores possam consultá-los 
sobre os eventos mais importantes relacionados a receitas, despesas, vendas e 
capital de giro disponível.
2.2 REGULAMENTO DE 
PROCEDIMENTOS CONTÁBEIS
De acordo com o item 11 da NPC (Regulamento de Procedimentos Contá-
beis) nº 20/1999, a demonstração dos fluxos de caixa de determinado período ou 
ano deve relacionar o fluxo de caixa gerado ou utilizado nas atividades operacio-
nais, de investimento e financiamento e seu fluxo de caixa líquido. Saldo de caixa, 
verifique seu saldo no início e no final do período ou ano.
A NPC nº 20/1999 também estipula que as empresas devem divulgar infor-mações sobre a demonstração do fluxo de caixa, envolvendo a conciliação da 
receita anual e do valor líquido do caixa gerado ou utilizado nas atividades opera-
cionais. 
Preparação do fluxo de caixa 
Um dos métodos mais simples é a empresa processar todas as transações 
financeiras no modelo de livro-caixa. Outro método amplamente utilizado é avaliar 
as mudanças no balanço anual e na demonstração de resultados (DRE). Para a 
elaboração da DFC pelos métodos diretos ou indiretos, recolher dados do Balan-
ço do exercício em curso (corrente e anterior) e da DRE do exercício em curso, e 
63
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 2 
facultar a consulta de determinadas contas na forma de Razão. No DFC direto e 
indireto, as informações apresentadas nos grupos de atividades de investimento 
e financiamento são as mesmas. O que mudou é a forma como as origens e des-
tinos de moeda são apresentados devido às atividades operacionais. Na DFC in-
direta, parte dos resultados anuais é ajustada pela eliminação dos resultados não 
financeiros e pela adição ou exclusão das variações no grupo de contas do ativo 
circulante, com exceção do caixa e do passivo circulante.
Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) A Demonstração do Fluxo de Caixa 
(DFC) é um relatório contábil cujo objetivo é mostrar as transações que ocorrem 
dentro de um determinado período de tempo e causam alterações no saldo da 
conta de caixa. Esta é uma demonstração resumida dos fatos administrativos re-
lativos aos fluxos de caixa ocorridos em determinado período, formalmente re-
gistrados como débitos (entradas) e créditos (saídas) da conta caixa. Portanto, o 
fluxo de caixa inclui o fluxo de fundos que entra e sai da empresa.
A Lei de Estrutura do DFC 6404/1976 também não estabeleceu um modelo 
de DFC para todas as empresas cumprirem. Limitada ao disposto no Artigo 188, 
Item I, a DFC deve pelo menos contabilizar as variações de caixa e seus equiva-
lentes durante o ano e dividir essas variações em pelo menos três fluxos: opera-
ções, financiamento e investimento. Como as informações contidas no DFC são 
muito importantes para análise conjunta com outras demonstrações financeiras, 
o Associação Brasileira dos Auditores Independentes (Ibracon) aprovou o NPC 
(Normas de Procedimento Contábil) nº 20, de 30 de abril de 1999 com base nas 
práticas usuais adotadas nos Estados Unidos e na Europa Nesses países, a ela-
boração do DFC também é obrigatória foram propostas diretrizes para a elabora-
ção deste importante relatório no Brasil. 
Conceito de caixa e equivalentes de caixa O fluxo de caixa é entendido como 
a entrada e saída de caixa e equivalentes de caixa. Portanto, no que diz respeito 
ao DFC, o conceito de caixa inclui todos os caixa e equivalentes de caixa da conta 
da empresa: caixa (caixa em poder da própria empresa); fluxo de conta bancária 
(fundos da empresa em poder de instituições bancárias, depositados em contas 
correntes) e fluxo instantâneo. 
Investimento financeiro (os fundos da empresa são investidos em investimen-
tos de alta liquidez). Essas três contas fazem parte do grupo de disponibilidade no 
ativo circulante do balanço patrimonial. Equivalentes de caixa incluem contas que 
representam aplicações financeiras com as mesmas características de liquidez 
e disponibilidade instantânea. Portanto, os equivalentes de caixa cobrem todos 
os investimentos realizados pela empresa, podem ser resgatados em no máximo 
três meses e possuem liquidez muito elevada. São sobras de caixa utilizadas no 
mercado financeiro, sua operação é caracterizada por fins não especulativos, po-
64
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
dendo ser resgatados imediatamente, a qualquer momento que a empresa dese-
jar. Exemplos de aplicações financeiras que podem ser consideradas equivalen-
tes de caixa: contas de poupança, prefixos CDB (certificado de depósito bancário) 
e RDB (recibo de depósito bancário) etc.
A classificação das entradas e saídas de caixa por atividade está de acordo 
com o disposto no artigo 188 inciso I da Lei nº 6.404 / 1976, e também de acordo 
com as diretrizes contidas no referido NPC, envolvendo a estrutura do DFC, as 
entradas e saídas de caixa relacionadas a transações são divididas em três gru-
pos de atividades: atividades operacionais – incluindo transações que envolvem o 
cumprimento das metas corporativas da empresa. Eles podem ser exemplificados 
pelo recebimento de vendas, pagamento de fornecedores de materiais adquiridos, 
pagamento de salários de funcionários etc.; atividades de investimento, incluindo 
transações com ativos financeiros, aquisição ou venda de participação em outras 
empresas e a produção de bens relacionados com o corporativo da empresa fins 
ou ativos de serviço. 
É importante referir que as atividades de investimento não incluem a aquisição 
de ativos para efeitos de revenda; Atividades de financiamento - incluindo a 
captação de recursos junto aos acionistas ou quotistas e sua devolução na 
forma de lucros ou dividendos, a captação de empréstimos ou outros recursos, a 
amortização e a remuneração. É importante observar que atenção especial deve 
ser dada ao categorizar as transações em seus respectivos grupos de atividades, 
pois certos recebimentos e despesas de caixa podem ter características 
adequadas tanto para o fluxo de caixa operacional quanto para as atividades 
de financiamento ou de investimento. a fornecedores, para financiamento da 
produção ou comercialização de mercadorias, devem ser classificadas como 
atividades operacionais.
Os pagamentos a fornecedores para financiamento da aquisição de ativos 
não correntes devem ser classificados como atividades de investimento; os pa-
gamentos a credores referem-se a empréstimos utilizados para a expansão dos 
negócios e devem ser classificados como atividades de financiamento.
O fato de aumentar o saldo de caixa: Na maioria dos casos, o fluxo de caixa 
para o caixa da empresa deve-se aos seguintes fatores: 
a) Receber uma venda em dinheiro; 
b) Receber uma cópia; 
c) Novos empréstimos e financiamentos obtidos; 
d) Entrada de capital de sócios ou acionistas;
e) Recebeu a venda de ativos permanentes etc. 
65
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 2 
O fato de reduzir os saldos de caixa, entre as diversas transações que redu-
zem os saldos de caixa da empresa, destacam-se: 
a) Pague para comprar; 
b) Pague ao fornecedor; 
c) Adquirir itens de ativos permanentes; 
d) Pagar taxas; 
e) Pague juros; 
f) O fato de o pagamento de dividendos etc. 
Não alterar o saldo de caixa nas atividades operacionais que ocorrem no dia 
a dia da empresa, existem fatos que não afetarão imediatamente o saldo de caixa, 
mas podem afetar o período futuro a seguir são proeminentes: 
a) Compra de commodities em prestações; 
b) As commodities são vendidas em prestações; 
c) Revisão da moeda do balanço; 
d) Alterações da moeda; 
e) Provisão para dívidas incobráveis; 
f) Depreciação, amortização e perda; 
g) Resultados de renda de capital; 
h) Reavaliação etc.
FIGURA 2 – COMPOSIÇÃO DE UM FLUXO DE CAIXA
FONTE: . Acesso em: 25 maio 2022.
66
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
Muitos empresários ficam felizes em saber que estão lucrando com seus pro-
dutos ou serviços, mas esquecem que existem outras variáveis a serem conside-
radas no modelo de negócios. Não basta controlar a receita sozinho: também é 
preciso monitorar as “perdas”, ou seja, perdas causadas por despesas, despesas 
esporádicas, investimentos e outros sinistros. Porém, para controlar a entrada e 
saída de um negócio, é necessário entender o que é o fluxo de caixa, como fun-
cionam as demonstrações financeiras desse fluxo e as atividades que o envolvem.
De acordo com a lei, as finanças da empresa devem ser registradas e infor-
madas ao IRS. Isso é feito por meio da entrega deobrigações acessórias e princi-
pais, como declarações, orientações, pagamento de impostos etc.
O simples fato de escolher um sistema tributário (Simples Nacional, Lucro Pre-
parado ou Real) já criou uma empresa com certas características para o governo.
• Quanto seu negócio ganha por ano.
• Permitir que eles verifiquem os dados das mercadorias que possuem.
• Em outros projetos.
Mas as finanças da empresa devem ser registradas e declaradas, não ape-
nas para cumprir a lei. Por meio da análise de fluxo de caixa, você pode saber se 
os recursos financeiros de sua empresa foram investidos com sabedoria, qual é o 
modelo de lucro de seu negócio e por que as vendas caíram ou aumentaram em 
um determinado mês.
Benefícios da organização do fluxo de caixa
Resumindo, o fluxo de caixa permite que você controle sua situação financei-
ra e seus planos de negócios futuros com base em dados relevantes.
Para obter essas informações e tomar as decisões corretas sobre o futuro 
do negócio, muitas pessoas optam por contratar um contador ou diretor financeiro 
porque esses profissionais sabem criar o melhor modelo de fluxo de caixa para o 
seu negócio.
No entanto, nem sempre os proprietários de pequenas empresas tomam a 
primeira decisão: às vezes, decidem manter seus registros financeiros em formato 
eletrônico ou optam por usar um sistema de gestão financeira.
Embora existam vários sistemas que podem ajudar a criar e controlar o flu-
xo de caixa da empresa, os funcionários nem sempre registram com precisão os 
dados (entrada e saída), o que deixa lacunas e impede os gestores de tomarem 
decisões.
67
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 2 
Por sua vez, essas lacunas podem levar ao desaparecimento ou colapso da 
empresa.
3 INFLAÇÃO E TAXA DE JUROS
Conforme já observamos nos estudos de macroeconomia, a inflação é me-
dida por métodos econométricos. Resumindo: é uma média aritmética ponderada 
das variações de preços ao longo de um período de tempo, onde cada produto é 
ponderado de acordo com sua importância econômica.
Ou seja, quanto mais os consumidores estiverem interessados em comprar 
produtos e serviços e/ou onde determinados itens são escassos, o preço subirá. 
Nesse caso, a inflação pode levar à incerteza econômica, deprimir o investimento 
e prejudicar o crescimento econômico.
A principal causa da inflação é a emissão excessiva de dinheiro pelo gover-
no. As pressões gerais sobre os custos podem explicar o aumento temporário da 
inflação. A inflação é causada pelo excesso de demanda – quando há muita gente 
querendo comprar sem a mesma intensidade de produção.
Ao passo que a inflação é o nome dado ao aumento dos preços de bens e 
serviços? Como a inflação é calculada? 
Simples, usando um índice de preços, comumente conhecido como índice de 
inflação. IBGE produz dois dos mais importantes índices de preços: IPCA, consi-
derado oficial pelo governo federal, e INPC.
• Definição da cesta de consumo;
• Coleta de preços;
• Cálculo do custo de cesta;
• Definição do ano-base para o cálculo do índice;
IPC=
Preço do bem e serviço no ano corrente
Preço da cesta no ano base
x 100
• Cálculo da taxa de inflação;
• Que corresponde à variação percentual do índice de preços
O custo total de bens e serviços comprados por um consumidor padrão é 
medido pelo índice de preços ao consumidor.
68
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
Mankiw (2014) estabelece cinco etapas para a construção de um índice do 
custo de vida:
GRÁFICO 1 – IPCA
FONTE: IPEADATA (2000-2020)
3.1 OS PROBLEMAS DA INFLAÇÃO 
E COMO O GOVERNO CONTROLA A 
INFLAÇÃO
Principais Consequências da Alta Inflação A alta inflação é prejudicial para a 
economia de um país. Quando muito alto ou fora de controle, cria alguns proble-
mas e distorções econômicas. Uma alta taxa de inflação é uma taxa de inflação 
acima de 6% ao ano. A moeda do País se desvaloriza, com a inflação alta, a mo-
eda se desvaloriza com o tempo, e os consumidores (trabalhadores) sem reajuste 
constante não conseguem comprar o mesmo produto de mesmo valor que antes 
era usado. Os preços dos produtos são constantemente ajustados. Por exemplo, 
50% de inflação mensal (hiperinflação) reduziria os salários dos trabalhadores 
pela metade.
Dólar em alta e preços de importação em alta. Outro problema é que quando 
a moeda do país se desvaloriza, outras moedas (principalmente o dólar america-
no) fazem o oposto. Se esse país de alta inflação é muito dependente das impor-
tações, o fato de os preços dos produtos importados subirem ainda mais contribui 
69
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 2 
para a alta da inflação. Reduzir o investimento no setor produtivo. Em um ambien-
te de alta inflação, muitos investidores preferem investir seu dinheiro em bancos 
(para ajuste cambial) do que no setor produtivo. Apesar de dar a falsa ideia de que 
o dinheiro “recebe” muito, muitas pessoas preferem os investimentos financeiros. 
Ambiente Econômico Desfavorável Um país que sofre com inflação alta é visto 
negativamente nos mercados internacionais. Grandes investidores e corporações 
evitam investimentos produtivos de médio a longo prazo nesses países, sabendo 
que a inflação alta sinaliza uma economia em dificuldades.
A especulação financeira aumenta
Muitos investidores estrangeiros que procuram retornos altos e rápidos ten-
dem a investir em países com alta inflação para aproveitar as altas taxas de juros. 
Esse capital especulativo não é bom para a economia de um país porque grandes 
quantidades de capital podem entrar e sair rapidamente, levando à instabilidade 
no mercado de câmbio.
Taxas de juros sobem
Muitos países usam o aumento das taxas de juros como mecanismo para 
controlar a inflação. A lógica é simples: juros mais altos, menos consumo, forçan-
do os preços para baixo. No entanto, o aumento das taxas de juros desestimulou 
o endividamento, prejudicando o investimento doméstico em setores produtivos, 
o mercado imobiliário e as vendas de bens de consumo duráveis (automóveis, 
eletrodomésticos etc.).
Desemprego crescente 
A longo prazo, os países que não conseguem reduzir e controlar a inflação 
são afetados pelo desemprego crescente. Isso aconteceu porque o investimento 
no setor produtivo diminuiu significativamente. 
Em 2021, a taxa de inflação do Brasil é de 10,06% (IPCA), bem acima do 
centro da meta do banco central. Vale lembrar que o governo brasileiro estabe-
leceu uma meta de 5,25%, mais ou menos 1,5 ponto percentual. Em 2021, a in-
flação no Brasil subiu acentuadamente nos últimos meses do ano, impulsionada 
pelo aumento dos preços dos combustíveis e alimentos. Atualmente, a Venezuela 
é um dos países mais afetados pela alta inflação. Em 2020, a taxa de inflação 
acumulada para este período atingiu impressionantes 4.000%.
70
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
Como o governo controla a inflação
Acesse em: https://www.youtube.com/embed/O9XIaFZoS0c?fe-
ature=oembed.
Observamos, assim, que o governo tem ferramentas monetárias como ju-
ros, e ferramentas coercitivas e fiscais, como gastos e tributação para controlar a 
demanda agregada e, portanto, o nível de inflação. A ferramenta de curto prazo 
é a política monetária, a política de taxas de juros do banco central. Assim para 
combater esse a inflação, é preciso reduzir o poder de compra da sociedade. Isso 
pode ser alcançado aumentando os impostos, cortando os gastos públicos, au-
mentando a taxa básica e limitando o crédito.
Noções de Macroeconomia
Acesse em: https://www.youtube.com/watch?v=ucAouUQQmPs.
https://www.youtube.com/embed/O9XIaFZoS0c?feature=oembed
https://www.youtube.com/watch?v=ucAouUQQmPs
71
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 2 
A macroeconomia estuda a economia como um todo, analisando as decisões 
e o comportamento de grandes agregados, como renda e produtos,níveis de pre-
ços, emprego e desemprego, estoque de moeda, taxas de juros, balanço de pa-
gamentos e taxas de câmbio.
 Alguns dos principais mercados de atuação da macroeconomia: mercados 
de bens e serviços: além do volume de produção nacional, também representa 
o preço dos produtos e serviços. Mercado de Trabalho: mede quantas pessoas 
estão aptas a participar do mercado de trabalho, quanto tempo leva e o número 
de pessoas que saem do mercado de trabalho. Além disso, regula o valor dos 
salários e se a oferta de profissionais em uma profissão aumenta ou diminui. Mo-
eda: análise da inflação no país, bem como oferta e demanda de nossa moeda 
(impressa em papel pelo banco central). Títulos: observe quem ganha ou perde 
com um investimento. Moeda: avalia a balança comercial de um país, ou seja, o 
volume de importações e exportações, e as transferências de fundos associadas 
a essas transações.
Pode-se dizer que o objetivo da macroeconomia é entender quais fatores 
alteram a realidade econômica de um país. E o quanto eles fizeram e que im-
pacto essas mudanças têm no desenvolvimento do país. Dessa forma, variáveis 
podem ser controladas e reagidas, políticas podem ser desenvolvidas para deter 
possíveis ameaças e garantir as condições necessárias para o desenvolvimento 
do país. Para alcançar esse desenvolvimento, as políticas macroeconômicas defi-
nirão e perseguirão uma série de objetivos. 
4 INTRODUÇÃO A GESTÃO DE 
RISCOS 
A palavra “crédito” pode possuir várias definições, porém, num sentido mais 
específico para abordagem financeira, crédito consiste em destacar ou ceder, 
temporariamente parte de seu patrimônio a um terceiro, com a expectativa de re-
torno desse patrimônio depois de passar o tempo estipulado (SCHRICKEL, 1997).
Quando você separa uma parte do seu patrimônio e sede a uma pessoa, ou 
seja, um terceiro, com a expectativa de receber de volta, (se não tiver expectativa 
de receber de volta é uma doação ou presente). Quando se usa o termo patrimô-
nio, estamos falando de dinheiro propriamente dito ou pode ser uma mercadoria 
tangível. Por exemplo, a mercadoria que vemos nas lojas ou ainda comercializada 
pela indústria, pode ser também um serviço que você presta, e por sua vez esse 
serviço prestado compõe o patrimônio de sua empresa.
72
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
A análise de crédito é um processo organizado para analisar dados de clien-
tes, seja pessoa física ou jurídica, com o intuito de possibilitar o levantamento das 
questões certas acerca do tomador do crédito. Esse processo consiste em ações 
amplas, não é simplesmente analisar dados financeiros para a tomada de decisão 
com propósitos creditícios. 
Tomador do crédito: é aquele se beneficia ou utiliza valores a ele 
cedidos, ou de serviços a ele prestados. 
Por exemplo: o banco cedeu empréstimo a seu cliente; sendo o 
banco o mutuante, e o cliente seu tomador de crédito.
Segundo Santos (2000), o processo de análise e concessão de crédito recor-
re ao uso de duas técnicas: a técnica subjetiva e a técnica objetiva, ou estatística. 
A primeira diz respeito à técnica baseada no julgamento humano e a segunda é 
baseada em processos estatísticos. Desse modo entende-se que a primeira téc-
nica é a análise de crédito, que envolve a habilidade de fazer uma decisão de 
crédito, dentro de um cenário de incertezas e constantes mutações e informações 
incompletas. 
Uma parte da análise de crédito é realizada por meio do julgamento do agen-
te de crédito, baseada principalmente na habilidade e experiência desse. Sendo 
assim é o momento em que o agente locador avalia o potencial de retorno do to-
mador e os riscos inerentes à concessão. 
Essa técnica se baseia na experiência adquirida, disponibilidade de informa-
ções e sensibilidade de cada analista quanto à aprovação do crédito. 
A segunda técnica mencionada é a análise subjetiva do tomador do crédito e 
é muito importante, visto que por meio da experiência do agente de crédito é pos-
sível identificar fatores de caráter, capacidade, capital e condições de pagamento. 
Entretanto, essa análise não pode ser realizada de maneira aleatória, é preciso 
estar embasada em conceitos técnicos que irão guiar a tomada de decisão. 
Observe-se que análise de crédito é um o processo onde se define o risco de 
conceder o crédito a partir da junção das duas técnicas mencionadas a partir da 
técnica subjetiva e da técnica objetiva. 
73
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 2 
Desse modo, a definição é muito clara, o crédito está relacionado à ideia de 
ceder parte do seu patrimônio, com o objetivo de receber o montante emprestado 
mais um valor adicional, depois de um tempo acordado.
Assim, o conceito de crédito pode ser aplicado a: 
Compras a prazo → instituições comerciais.
Concessão empréstimos → instituições financeiras
4.1 CONCEITO TÉCNICO
Investimento é qualquer gasto de recurso ou aplicação que gere retornos fu-
turos. Este conceito envolve dinheiro e capital intelectual, social ou natural. Confie 
em mim: desvendar seu significado pode ser mais fácil do que parece.
Os investimentos são produtos emitidos por instituições financeiras, empre-
sas ou pelo próprio governo, com o objetivo de captar recursos mais baratos do 
que os empréstimos bancários. Em troca, eles fornecem uma determinada taxa 
de retorno ou receita, como se tornar um parceiro de negócios e obter receita.
Fundamentos de risco de crédito
É sabido que em um ambiente, por exemplo, quando o risco aumenta, o 
crédito tende a diminuir, o crédito se apresenta como um fruto da proporção entre 
os riscos e os juros praticadas na economia.
Uma ferramenta importante utilizada pelo agente emprestador é os “5 Cs do 
Crédito” que são: Caráter; Condição; Capacidade; Caixa; Para as pequenas e 
médias empresas, esse aspecto impacta diretamente nas decisões do negócio. 
Também, nesse sentido, são considerados aspectos como históricos de crédito e 
relacionamento com fornecedores. Portanto, a confiança dos credores nos paga-
mentos futuros da dívida também é um fator importante. 
A condição agora se refere à condição financeira de uma empresa, e suas 
condições operacionais específicas podem ou não ser propícias a uma boa ava-
liação de crédito. Nesse sentido, a finalidade da solicitação de crédito tem grande 
impacto nesse aspecto. Já a capacidade se refere à margem da empresa para 
assumir novas dívidas. Ou seja, leva em consideração a dívida atual, o perfil des-
sa dívida e o fluxo de vencimento da dívida que a empresa já assinou, o que pode 
prejudicar a capacidade de pagamento de novas operações de crédito.
Uma avaliação de caixa nos diz as perspectivas futuras de geração de caixa 
da empresa. Ou seja, pode ser estimado tanto a partir de demonstrações finan-
74
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
ceiras, como demonstrações de lucros e perdas e balanços (para grandes em-
presas), quanto do fluxo de caixa direto de empresas menores que não publicam 
essas demonstrações.
Garantia é a contraprestação por ativos que muitas vezes são exigidos como 
garantia em operações de crédito. Por exemplo, em empresas menores, uma ga-
rantia pode ser substituída pela inclusão de uma garantia no negócio. Dessa for-
ma, torna a garantia uma obrigação moral do devedor para com seu fiador. Além 
disso, outros aspectos incluídos no modelo de análise de crédito incluem a avalia-
ção do plano de negócios da empresa, a análise do setor em que a empresa atua, 
a utilização de índices financeiros para medir rentabilidade, liquidez e geração de 
caixa etc. Tradicionalmente, a análise de crédito inclui visitas pessoais a empre-
sas para observar aspectos de difícil avaliação apenas por meio de demonstra-
ções financeiras. Além de requisitos de relacionamento prévio com instituições 
financeiras para acompanhar a evolução ao longo do tempo e requisitos de garan-
tias para diferentes tipos de negócios.Dentre os riscos envolvendo as operações de crédito os riscos 
sistemáticos e não sistemático. O risco sistêmico afeta toda a eco-
nomia ou mercados específicos inteiros. O risco não sistemático é 
um risco que afeta apenas uma instituição ou setor específico. Como 
esse risco afeta apenas uma empresa ou um setor, pode ser mitiga-
do com a diversificação da carteira.
No que tange ao Sistema Financeiro Nacional (SFN), a relação entre crédito 
e risco determina as taxas de juros e a quantidade de crédito disponível em uma 
economia. Então, quando estamos falando de risco, estamos falando de crédito, 
pois ambos se relacionam para formar a taxa de juros a ser utilizada na economia, 
além de também determinarem a quantidade de crédito disponível.
Por exemplo, suponha que em um momento de crise, em uma cidade de 
10.000 pessoas, uma indústria que emprega cerca de 1.500 pessoas está prestes 
a fechar. A tendência natural da economia é que haja, muito risco de crédito na-
quele momento, pois aquela indústria está demitindo funcionários. Esse é um mo-
mento de muito risco e incerteza para aquela cidade como um todo, assim é natu-
ral que o crédito caia e que os juros se tornem mais caros, para todos na cidade. 
75
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 2 
Por outro lado, se a sociedade está vivendo momentos de bonança, com 
perspectivas favoráveis, muitos empregos sendo criados, com a comida mais ba-
rata, com “todo mundo” bem empregado, a tendência é que o crédito aumente e 
se torne mais atrativo, ou seja mais barato. Então, é possível observar que existe 
uma relação inversa, entre risco e crédito. Quanto menor o risco, maior e mais 
barato é o crédito, e vice-versa.
FIGURA 3 – A ANÁLISE DE CRÉDITO
FONTE: . Acesso em: 25 maio 2022. 
Na elaboração de um plano de negócios, a opinião do gestor é fundamental 
para a qualidade da concessão do crédito, pois é possível obter informações adi-
cionais quando ele visita a empresa. Isso aumenta muito a probabilidade de tomar 
a decisão certa. Tal risco verificado pelo emprestador resulta em uma taxa de 
juros diferente para cada indivíduo. 
A relação entre crédito, risco e juros
Risco e juros, como já observamos, caminham juntos, ou seja, são direta-
mente proporcionais. Em outras palavras, quando um sobe o outro também. Por 
outro lado, na contramão, o crédito e juros/risco são inversamente proporcionais, 
ao passo que é entre relação de crédito e risco que se determina a taxa de juros e 
a quantidade de crédito disponível em uma economia.
76
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
FIGURA 4 – A RELAÇÃO ENTRE CRÉDITO E RISCO
FONTE: O autor (2022)
Assim, o crédito consiste em entregar um bem com valor no presente, ou 
seja, agora, para que haja pagamento em data futura, conforme combinado, ainda 
sujeito à juros taxas e em caso de atrasos, multas e juros adicionados. Essa ope-
ração carrega consigo um risco, risco de não ser cumprida e deverá ser precedida 
de um contrato que busque assegurar ao ofertador de recurso o direito de recebê-
-lo, independentemente da vontade do tomador.
 
O risco que a gente observa quando se tá discutindo crédito é o risco de não 
ser feito o pagamento, ou seja, o risco de inadimplência, e o risco é o grau de 
volatilidade e incerteza do prazo envolvido no projeto ou investimento. Para uma 
dívida ser cobrada, é necessário que o devedor disponha de recursos ou de bens 
que possam cobrir o valor emprestado, esse fato conduz a uma necessidade de 
que haja uma análise técnica sobre uma possível inadimplência da operação.
O analista técnico deve estar atento a diversas variáveis que envolvem o 
risco numa operação financeira. Para entender o risco, o analista técnico deve 
entender quatro critérios, são eles: o histórico da pessoa/empresa que está to-
mando crédito, as condições que esse crédito será realizado (duração, taxas etc.), 
que condições o tomador de empréstimo tem para saldar essa dívida, e qual é o 
capital garantidor (avalista).
4.2 HISTÓRICO DE PAGAMENTOS
Uma análise histórica permite verificar se os empréstimos anteriormente realiza-
dos foram ou não saudados, verificando a pontualidade do cliente seu caráter referen-
te à intenção de pagar ou renegociar uma dívida caso seja necessário. Nessa fase, 
77
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 2 
são obtidas informações junto a outros bancos e junto a fornecedores onde são verifi-
cados esses protestos e outros itens que possam desabonar a história desse cliente, 
assim um bom histórico favorece para que as pessoas tenham crédito. 
Então, na maioria das vezes, o crédito é aprovado ou negado de forma automá-
tica, quando a instituição faz uma solicitação na forma automática, essa não passa 
mais pela mão de um analista, há sistemas onde a informação é disponibilizada. Uma 
análise gerencial em uma loja ou em um banco usa sistemas ligados ao Serviço de 
Proteção ao Crédito (SPC) e SERASA.
4.3 CONDIÇÕES DE PAGAMENTO
Quais as condições para análise de crédito, em suma a condição de paga-
mento define se uma venda ou compra será paga à vista ou a prazo, em quantas 
parcelas será paga, se terá adiantamento, qual o valor de cada parcela, qual o 
prazo de cada parcela e se há alguma restrição para as datas de vencimento por 
dia da semana ou do mês. Assim, discutir essas condições são também pontos 
essenciais na hora da negociação, para verificar se os recursos de entradas men-
sais que o captador possui, e identificar se são suficientes para saldar os venci-
mentos, a partir desse ponto, iniciar a estipular prazos e taxas entre outros.
4.4 CAPACIDADE DE PAGAMENTO
Esse conceito está bem próximo ao conceito de condições de pagamento, a 
capacidade por sua vez, se refere às condições de um indivíduo ou grupo de in-
divíduos, empresas e indústrias a em gerar recursos suficientes para saldar seus 
compromissos. Essa capacidade está menos associada ao fluxo de caixa e mais 
de ligada a rentabilidade da empresa. Então, quanto maior a rentabilidade de uma 
empresa, nesse caso, maior é a sua capacidade de honrar seus compromissos.
Será que meu cliente terá condições de efetuar os pagamentos em dia? As ins-
tituições financeiras se preocupam principalmente com isso. Por isso que, o cerne 
da questão do risco de crédito é: como o emprestador vai receber os recursos? 
Por exemplo: se você está trabalhando em uma loja e você precisa estabe-
lecer uma política de crédito para os seus clientes, quanto de crédito você pode 
conseguir ao seu cliente? Quanto que você pode conceder de parcelamento para 
que o seu cliente pague corretamente? 
78
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
4.5 O CAPITAL GARANTIDOR 
É aquilo que se dá em garantia. O capital garantidor oferece a possibilidade 
de facilitar a captação de recursos, uma vez que, além das garantias iniciais 
referentes a concessão de crédito, o emprestador pode reforçar essa garantia 
a partir de um capital sólido da empresa ou pessoa. O capital garantidor é 
geralmente tratado em contrato, no caso de empréstimos volumosos, por exem-
plo, na aquisição de um carro ou apartamento para pessoa física, e para a expan-
são ou aquisição de uma máquina para as empresas.
Sobre o capital próprio e o risco, o capital próprio representa tudo o que per-
tence realmente a uma empresa. Ou seja, caso essa empresa venha a passar por 
dificuldade, ela terá recursos para pagamento de suas dívidas? Na contabilidade, 
o capital pode estar coberto, isto é, os recursos tomados em empréstimos são 
menores do que o capital, há capacidade para honrar seus compromissos, ou 
ainda, a empresa pode estar na situação descoberta, ou seja, ocorre quando as 
dívidas são maiores do que o capital que a empresa tem. O que certamente repre-
sentará certas dificuldades na captação de novos empréstimose financiamentos, 
já que a empresa demonstra incapacidade de pagamento de suas despesas. 
É importante mencionar que no Brasil existe o (FGC) que é uma organização 
privada sem fins lucrativos cuja missão é proteger os investidores dentro do 
sistema financeiro do país e prevenir o risco de uma crise bancária sistêmica. 
Em outras palavras, é um mecanismo que garante aos clientes de instituições 
financeiras filiadas a recuperação de ativos de investimento em caso de regime 
de intervenção ou liquidação extrajudicial. O FGC foi criado em 1995 em resposta 
à crescente preocupação das autoridades com a estabilidade do sistema financei-
ro. Embora a própria agência afirme ser mais do que uma “pagadora de dívidas” e 
só esteve em cena em momentos dramáticos, alguns investidores mais conserva-
dores têm insistido na presença do FGC para tomar decisões.
Como funciona O fundo é formado com os recursos depositados periodica-
mente pelas instituições financeiras associadas: Caixa Econômica Federal, bancos 
múltiplos, bancos comerciais, bancos de investimento, bancos de desenvolvimento, 
sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobi-
liário, companhias hipotecárias e associações de poupança e empréstimo. 
Lista instituições associadas: https://www.fgc.org.br/associadas/
associated-institutions
79
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 2 
Qual é o valor máximo garantido? O valor total coberto pelo FGC é limitado a 
R$ 250 mil por CPF/CNPJ por grupo financeiro, com teto de R$ 1 milhão para re-
novação a cada quatro anos. Então, se um investidor aplicar R$ 150.000 no CDB 
do Banco X através de uma corretora e R$ 200.000 em outra corretora através 
de outra corretora, mas do mesmo banco, e houver inadimplência, ele terá direito 
apenas a um total de 250.000 reais de o FGC. Os fundos de garantia de crédito 
para investimento protegidos pelo FGC não protegem todos os tipos de investi-
mentos, apenas os seguintes depósitos ou créditos: Depósitos à vista ou saca-
dos mediante aviso prévio; depósitos de poupança; CDB (Certificado de Depósito 
Bancário); RDB (Recibo de Depósito Bancário); LCIs e LCAs (Cartas de Crédito 
Imobiliário e Agronegócio); LCs (Letras de Câmbio); LHs (Notas Hipotecárias).
Garante também que os depósitos na conta não podem ser transferidos por 
cheques, que são utilizados para registrar e controlar o fluxo de recursos relacio-
nados ao pagamento de salários, vencimentos, pensões, pensões e outros servi-
ços. Acordos de recompra também são celebrados por afiliadas para títulos emiti-
dos após 8 de março de 2012.
 
4.6 AVALIAÇÃO DO CLIENTE PESSOA 
FÍSICA E JURÍDICA
O processo de avaliação do cliente pode ser dividido em duas partes: ava-
liação de crédito para pessoa física e para pessoa jurídica, ambos os processos 
partem do mesmo princípio, iniciando-se pela análise de risco de crédito, confor-
me apesentado a seguir. 
FIGURA 5 – MODELOS DE ANÁLISE DE RISCO DE 
CRÉDITO: PESSOA FÍSICA E JURÍDICA
FONTE: Adaptado de Duarte (2008)
Os modelos de análise de risco de crédito para pessoa física e jurídica se-
guem duas abordagens: a abordagem qualitativa e a abordagem quantitativa. A 
80
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
primeira, por sua vez, caracteriza-se por uma análise judgmental e a segunda a 
abordagem de credit scoring.
O processo de análise de crédito para pessoa física e jurídica visa identifi-
car os riscos para a organização que está concedendo o crédito, evidenciar con-
clusões quanto à capacidade de pagamento do tomador e fazer recomendações 
sobre o melhor tipo de empréstimo a ser concedido. A análise ocorrerá conforme 
as necessidades do solicitante e dentro de um nível de risco aceitável, a partir de 
documentação apresentada e analisada, objetivando a maximização dos resulta-
dos da instituição.
A análise de risco de crédito é extremamente importante para as organiza-
ções de concessão de crédito, principalmente devido à redução de perdas. O pro-
cesso de simplificação e desburocratização desta modalidade é também muito 
importante. 
A análise subjetiva de crédito não é um exercício que visa ao cumprimento 
de disposições normativas, ela tem por objetivo chegar a uma decisão clara sobre 
a concessão ou não do crédito ao solicitante. Porém, o processo de análise subje-
tiva, como o próprio nome diz, não é uma ciência exata, podendo existir inúmeras 
soluções para cada situação de concessão, sendo certo que a análise pode fazer 
emergir opções durante o processo decisório. 
Para que ocorra uma análise minuciosa de risco da operação de concessão 
de crédito à pessoa física e jurídica, é preciso passar por algumas fases distintas 
durante o processo. A seguir, serão apresentadas as principais formas de avalia-
ção de cliente pessoa física e jurídica. 
4.7 AVALIAÇÃO DO CLIENTE PESSOA 
FÍSICA
Segundo Santos (2000), as 5 principais fases no processo de concessão de 
crédito são: 
• Solicitação de dados cadastrais: são utilizados para identificação, desde 
nome completo, CPF e RG, nascimento, nome dos pais, além de dados 
de contato com e-mail, telefones e endereço para cobrança. Também 
são pedidos dados sobre capacidade de pagamentos, advindo da fon-
te de renda como: emprego, empresa que trabalha, renda entre outros 
como todos os dados dos cônjuges, se for casado. 
• Análise de restrições no CPF: em posse desses dados, a instituição fi-
nanceira de crédito pode começar uma análise a partir da verificação da 
existência de alguma pendência do solicitante, tanto na própria institui-
81
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 2 
ção quanto a outros credores, consultando os registros negativos do Se-
rasa, SCPC ou outros. 
• Análise do perfil de crédito: a instituição avaliará o perfil do cliente por 
meio da técnica estatística chamada Score de Crédito, a qual trabalhare-
mos mais detalhadamente mais adiante. 
• Análise da capacidade de pagamento: a instituição financeira analisa se 
o cliente tem capacidade de pagar a quantia a qual deseja tomar em-
prestado ou financiar. Por exemplo, é possível alguém que ganhe R$ 
1.000,00 por mês, tomar emprestado o equivalente a R$ 50.000,00, para 
realizar o pagamento em 12 meses, obviamente não. 
FIGURA 6 – QUADRO RESUMO DE CRÉDITO PESSOA FÍSICA
FONTE: O autor (2022)
Pois bem, a questão é como saber qual o valor cliente pode tomar empres-
tado? As instituições liberam o valor total do crédito, baseado na capacidade de 
pagamento que é diretamente ligada à renda, assim uma proporção de 20 a 30% 
da renda bruta do cliente é a capacidade estipulada pelas instituições.
Análise de documentos: por fim, a instituição poderá realizar checagens de 
confirmações de dados cadastrados, como ligações para referências colocadas 
pelos clientes etc.
4.8 AVALIAÇÃO DO CLIENTE PESSOA 
JURÍDICA
Segundo Duarte (2008), a documentação ampara-se na obtenção de infor-
mações da empresa como: 
82
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
• Ficha cadastral da empresa: uma ficha cadastral de pessoa jurídica é 
um tanto quanto diferente de pessoa física. Geralmente, são pedidos da-
dos como razão social; data de constituição; CNPJ; ramo de atividade; 
endereço comercial; e-mail; home-page; acionistas; principais acionistas/
quotistas; nacionalidade de diretores/gerente delegado; capital social; 
principais clientes; principais fornecedores; entre outros.
• Demonstrações financeiras: as demonstrações financeiras (ou relatórios 
financeiros) são registros formais das atividades financeiras e da posição 
de uma empresa, pessoa ou outra entidade. Uma demonstração de re-
sultados fornece informações sobre o funcionamento da empresa. Isso 
inclui vendas e as várias despesas incorridas durante o período indica-
do. São relatórios contábeis que apoiam a tomada de decisão nas em-
presas. As demonstrações financeiras mais comuns são: fluxo dee comerciais entre os países que compõem um determi-
nado grupo econômico (NAFTA, Mercosul, União Europeia, Zona de livre comér-
cio), com a redução das fronteiras há uma a melhoria da competição econômica, 
pois tecnologia é transferida com mais facilidade entre os países, entretanto e o 
que se seguiu foi a exploração do trabalho (trabalhadores precisam produzir mais 
e mais) (SALAMA, 2009).
Nesse sentido, estudar a microeconomia é muito importante para entender 
as relações dos agentes no mundo globalizado, questões como quem são os 
agentes onde eles negociam e como tomam suas decisões, logo, é importante 
levar em consideração o mercado, sim, o que é mercado? Segundo Maura Mon-
tella (2004, p. 38), um mercado é “[...] um conjunto de compradores e vendedores 
que interagem entre si.” A estrutura do mercado é “[...] as características de cada 
mercado conforme compradores e vendedores. Uma função da quantidade e da 
diferenciação ou homogeneidade do produto que está sendo comercializado.
11
Conceitos Básicos de EconomiaConceitos Básicos de Economia Capítulo 1 
2.1 AGENTES ECONÔMICOS
Portanto, um agente econômico pode ser um responsável pela oferta, de-
manda ou mesmo um regulador de uma mesma economia. Com certeza, cada 
participante do sistema econômico tem seu próprio papel e participação, portanto, 
a economia trabalha em conjunto. O que é um agente econômico? Depois de 
entender o que eles são, você deve entender o que são os agentes econômicos 
existentes. Os três principais agentes citados na teoria econômica são: família; 
empresa; governo (MANKIW, 2009).
FIGURA 1 – OS AGENTES ECONÔMICOS NA ECONOMIA
FONTE: . Acesso: 15 nov. 2021.
Famílias: são todas unidades ou unidades familiares da economia que atu-
am como consumidores porque compram os diversos serviços e bens oferecidos 
na economia. Por outro lado, as famílias também podem possuir os fatores de 
produção, como terra, trabalho e capital, por exemplo. Portanto, as empresas de-
vem utilizar esses insumos para poderem criar seus produtos e/ou serviços finais. 
Vale ressaltar que ao mesmo tempo que as famílias geram renda ao oferecer às 
empresas os fatores de produção, elas demandam os bens e serviços produzidos 
pelas empresas. Além disso, é importante destacar que o grande objetivo das fa-
mílias é maximizar sua utilidade, medida amplamente utilizada para medir o bem-
-estar na teoria econômica (estado de bem-estar).
Empresas: as empresas são entidades econômicas responsáveis pela pro-
dução e promoção da comercialização de bens e serviços na economia. Eles tam-
12
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
bém contribuíram para o desenvolvimento econômico do país. Para viabilizar a 
produção do empreendimento, é necessário firmar contrato de trabalho com a fa-
mília. Portanto, as empresas pagam salários às famílias, e as famílias consomem 
bens produzidos pelas empresas, possibilitando assim suas atividades produti-
vas. As empresas usam fatores de produção e realizam atividades de produção 
para maximizar os lucros.
Governo: o governo pode ser definido como todas as instituições e entida-
des que atuam direta ou indiretamente em conjunto ou são controladas pelo Esta-
do. Normalmente, as instituições governamentais procuram atuar com a premissa 
de reduzir a desigualdade econômica por meio de políticas de redistribuição e 
garantir a manutenção e a eficiência do sistema econômico. É claro que, na re-
alidade, o governo muitas vezes falha em atingir os objetivos acima. Porém, em 
teoria econômica, esse será o papel desempenhado pelo terceiro ente econômico 
(o governo). O governo não tem metas de bem-estar ou de maximização de lucro, 
como famílias e empresas. No entanto, considerando as metas de redistribuição 
que o governo deve atingir, teoricamente a meta do governo será maximizar o 
bem-estar geral da população (MANKIW, 2009).
FIGURA 2 – ESQUEMA FLUXO ECONÔMICO
FONTE: Adaptado de Mankiw (2009)
13
Conceitos Básicos de EconomiaConceitos Básicos de Economia Capítulo 1 
As empresas remuneram as famílias por meio de recursos monetários chama-
dos de renda (salários), tornando essas famílias consumidoras de produtos no mer-
cado de commodities. Por sua vez, as famílias pagam impostos e também oferecem 
trabalho para o governo, que consome bens e serviços das empresas. As empresas 
e famílias pagam salários para o governo, o qual retorna em salários e recursos 
para famílias e empresas respectivamente. Este é o ciclo básico da encomia. 
 
Assista o vídeo: Agentes econômicos
Acesse em: https://www.youtube.com/watch?v=GbFd3RvuKn4
2.2 ESTRUTURA DE MERCADO
O termo estrutura de mercado especifica a classificação dos mercados com 
base em suas características. A estrutura do mercado depende fundamentalmen-
te de três características: o (1) número de empresas que constituem o mercado, 
(2) o tipo de produto (se a empresa produz produtos iguais ou diferentes) e (3) se 
existem barreiras para a entrada de novas empresas no mercado. Portanto, por 
meio dessas estruturas específicas, a estrutura é dividida em um mercado per-
feitamente competitivo, um mercado imperfeitamente competitivo e um mercado 
competitivo monopolista (MANKIW, 2009).
Ao passo que o mercado apresenta as seguintes estruturas de competição: 
Concorrência perfeita, Concorrência imperfeita, Monopólio, Concorrência mono-
polista, Oligopólio, Oligopsônio e Monopsônio.
https://www.youtube.com/embed/GbFd3RvuKn4?feature=oembed
14
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
Concorrência perfeita 
Em microeconomia, a competição perfeita é uma situação de mercado ideal 
em que há muitos vendedores e muitos compradores. Num mercado perfeitamen-
te competitivo, a tendência é que, a longo prazo, a receita da empresa correspon-
da ao seu custo total.
Assim, a competição perfeita é considerada ideal por muitos economistas. O 
modelo de competição perfeita é adequado para situações onde há muitos ven-
dedores (oferta) e muitos compradores (demanda). Segundo Pindyck e Rubinfeld 
(2013), nesse caso, as empresas e consumidores não podem abrir o mercado. A 
competição perfeita tem as seguintes características:
• Há pouca ou nenhuma diferença entre os produtos.
• Transparência das condições de funcionamento do mercado.
• Liberdade de entrar ou sair de atividades. 
Exemplo:
O açúcar se encaixa no modelo competitivo perfeito. É um produto natural e 
quem deseja investir pode explorar suas atividades econômicas. Além disso, há 
um grande número de produtores e pessoas interessadas em consumir açúcar. 
Isso permite estabilidade de preços e mantém certo equilíbrio entre os participan-
tes do mercado. Embora existam muitas marcas de açúcar, a diferença entre elas 
não é tão grande. Os produtos fornecidos são homogêneos (MANKIW, 2009).
Se uma empresa de açúcar tentar aumentar os preços sozinha, perderá a 
maior parte da demanda. Isso porque os consumidores estão mais dispostos a 
comprar dos concorrentes, que oferecem produtos semelhantes a preços mais 
baixos. No entanto, também pode ser prejudicial tentar reduzir excessivamente 
os preços dos produtos sob concorrência perfeita. Nessa estrutura de mercado, 
a taxa de lucro não é muito alta. Portanto, no longo prazo, preços extremamente 
baixos podem não ser sustentáveis.
Observa-se assim que a lei da oferta e demanda é um código não escrito, se-
gundo o qual preço e procura se relacionam em proporção inversa. Dessa forma, 
é esperado que quando a oferta é maior que a procura, os preços caiam; e quan-
do a procura é maior que a oferta, os preços aumentem (SMITH, 1983).
Concorrência Imperfeita 
Em economia, o termo mercado imperfeitamente exige requisitos uma estru-
tura de mercado na qual uma organização está inserida. Ou seja, nessa estrutura 
15
Conceitos Básicos de EconomiaConceitos Básicos de Economiacaixa, 
demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados, balanço patrimonial, 
demonstração de resultados do exercício (DRE), demonstração do valor 
adicionado e o complemento de notas explicativas.
• Documentação societária: análise de documentação dos sócios de uma 
empresa, ou mesmo de funcionários de alto escalão, a fim de identificar 
os poderes outorgados a cada participante societário. Envolvendo pro-
cessos como: análise dos documentos pertinentes à empresa (contrato 
social, procurações, atas).
• Informações setoriais: a análise setorial é uma avaliação da condição 
econômico-financeira e das perspectivas de um determinado setor da 
economia. A análise setorial serve para fornecer ao investidor um julga-
mento sobre o desempenho esperado das empresas do setor.
FIGURA 7 – ANÁLISES PARA LIBERAÇÃO DE CRÉDITO
FONTE: . Acesso em: 25 maio 2022.
83
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 2 
A coleta da documentação gera uma boa quantidade de informações obtidas 
para o processo de análise de crédito. Schrickel (1997) acrescenta três análises 
distintas em qualquer situação de análise de crédito, que são:
• Análise retrospectiva: usando as informações de crédito e histórico do 
cliente, uma análise retrospectiva validará quão bem é a condição do 
potencial emprestador honrar seus compromissos. Assim, por meio, da 
análise de um modelo previamente definido pelo emprestador, será pre-
visto, o comportamento futuro do consumidor em seu portfólio, durante 
todo o ciclo de vida da conta.
• Análise de tendências: na análise de crédito, é feito o exame detalhado 
dos índices financeiros e do fluxo de caixa de uma empresa por vários 
períodos contábeis para determinar mudanças na posição financeira de 
um tomador para assim poder realizar uma projeção de uma possível 
capacidade futura de pagamento, para analisar o nível de qual seria a 
capacidade de endividamento e o quão difícil será para receber a quantia 
emprestada. Essa análise também pode ser feita para pessoa física.
Indicadores financeiros para previsão de inadimplência: pode-se 
usar índices como: Indicadores de liquidez ou solvência; Indicadores 
atividades; Endividamento e estrutura de capital; Índice de rentabili-
dade, entre outros.
• Capacidade creditícia: é decretada assim que um credor determina qual 
o nível de confiabilidade que o cliente tem, determinando se o cliente 
poderá deixar de cumprir suas obrigações com a futura dívida. Por sua 
vez, o emprestador determina o limite que ele pode conceder para toma-
dor. Em outras palavras, é a credibilidade do cliente que é determinada 
por diversos fatores, incluindo histórico de pagamentos e a pontuação de 
crédito junto aos órgãos competentes, assim é determinado um grau de 
risco estipulado ao tomador, a partir da sua projeção de endividamento. 
É a capacidade creditícia do tomador, ou seja, qual a quantia de capital 
que ele poderá obter junto ao credor.
É importante ressaltar que todo o processo de análise de cliente deve estar 
ancorado a um modelo funcional adaptado à realidade da organização.
84
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
Por fim, observa-se que a análise de crédito é um processo organizado a 
fim de reunir e montar todos os fatos que conduzem ao problema, determinar as 
questões e suposições relevantes para a tomada de decisão, analisar e avaliar os 
fatos levantados e desenvolver uma decisão a partir das alternativas funcionais 
e aceitáveis. Ademais a análise será mais consistente quanto mais presentes e 
valiosas forem as quantificações dos riscos identificados e praticidade, bem como 
a viabilidade das conclusões chegadas. 
Para se emprestar uma quantia de capital, usualmente é solicitado uma gran-
de quantia de requisitos, para que assim a intuição possa ter certa garantia de 
que receberá esse dinheiro de volta. Assim, conforme a análise é feita, o cliente 
se encaixa em um perfil de cliente e, por sua vez, o banco delimita qual a taxa de 
juros a ser paga pelo cliente. Como as vezes os requisitos para empréstimos são 
muito restritivos, os clientes optam pela forma de créditos rápidos, para assim 
suprir suas necessidades. Porém, os créditos rápidos são passiveis de maiores 
juros, conforme veremos ao longo do material.
Assim, quando há necessidade de crédito, diversas podem ser as formas de 
se emprestar, como, por exemplo: as linhas de microcrédito, os créditos com carro 
ou casa em garantia. Há também formas alternativas como: empréstimos particu-
lares, financiamento através de crowdfunding, entre outros.
Mitigação de risco é o gerenciamento da consequência do risco, formado por 
estratégias para lidar com a situação desfavorável caso ela ocorra. Primeiro, é 
importante destacar a relação entre risco e retorno. Normalmente, os negócios 
mais rentáveis são também os mais arriscados, mas não quer dizer que tudo que 
é mais arriscado é mais rentável. 
É arriscado porque, em algum momento, um determinado investimento gera 
muito lucro, em outro momento, há prejuízo. Exemplo disso é o mercado de ações. 
Existem investidores que ganham muito dinheiro em pouco tempo, em contrapartida, 
existem muitos investidores que perdem dinheiro nesse mesmo período. 
O risco está diretamente ligado à variação do retorno para um determinado 
investimento, quanto maior a variância de um negócio dentro de um período de 
tempo, mais esse negócio é arriscado. 
Fala-se de mitigação de risco, através do conceito mitigação: que significa dimi-
nuir atenuar e enfraquecer. Assim, um plano de mitigação de riscos tem como objetivo 
diminuir o impacto e probabilidade de ameaças em um projeto a ser executado.
 
Por exemplo, em uma situação hipotética identificou-se que uma empresa 
dispõe de uma situação financeira capaz de sustentar no máximo 1% de inadim-
85
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 2 
plência, porem através de um monitoramento interno observa-se que esse nú-
mero é na verdade de 3% de inadimplência, diante desta situação de risco e de 
consequência desfavorável, as estratégias de mitigação de risco estão inseridas 
nas perguntas como: Nesse momento de risco eminente qual vai ser a atitude da 
empresa? chamar todos os fornecedores para negociar ou vou rever a política de 
crédito? a empresa não vai conceder mais crédito ou agora só vou condicionar o 
crédito às pessoas com melhor histórico de pagamento? a empresa buscará um 
fiador? Essas atitudes anteriormente apresentadas e analisadas com cuidado são 
formas de mitigação de risco. 
É importante ressaltar que a mitigação de risco deve ser estruturada, “pensa-
da” com antecedência ao fato desfavorável, caso venha ocorrer uma atitude, após 
o acontecimento do evento desfavorável, é apenas uma reação ao mercado e não 
uma ação oriunda da mitigação de risco.
Assim, para muitas pessoas, os mercados financeiros, onde são negociados 
ações e títulos, são os aspectos mais visíveis da economia. Quando você ouve a 
frase “notícias econômicas” na TV ou a lê em um jornal, há uma boa chance de 
que você esteja prestes a descobrir as últimas mudanças nos preços das ações e 
nas taxas de juros. 
O crédito como o financiador do capital 
É comum nos referirmos à moderna economia baseada no lucro como 
capitalista, então, devemos saber o que queremos dizer com “capital”, certo? 
Bem, não é tão fácil. Existem dois significados muito diferentes para essa palavra 
e, embora os economistas tenham lutado desde o tempo de Adam Smith para 
reuni-los em uma teoria consistente, isso ainda não aconteceu e pode ser um 
sonho impossível. Geralmente, por capital nos referimos a recursos que têm três 
características: 
• Eles são criados por um processo inicial de investimento. 
• Eles são usados para produzir mais bens e serviços, incluindo, talvez, 
mais capital. 
• Eles não são usados imediatamente na produção.
O primeiro deles apontapara um padrão de tempo típico de custos e re-
ceitas: há uma fase inicial na qual as despesas são incorridas para criar capital, 
seguida de uma segunda fase na qual o capital é empregado produtivamente, 
gerando retorno. 
O segundo tipo de medição é frequentemente usado para descrever quanto 
benefício um investimento de capital cria em comparação com seu custo, o perí-
86
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
odo de retorno (quantos períodos de uso produtivo serão necessários para recu-
perar o custo inicial do investimento) e a taxa de retorno (o valor relação entre o 
valor da receita gerada ao longo de sua vida útil e o valor de seus custos).
Assim, a qualquer atividade que tenha estrutura temporal de custos seguida 
de receitas, provavelmente, será designada uma forma de capital pelos econo-
mistas, incluindo o capital humano dos investimentos em educação. 
A terceira característica é o que distingue capital de matérias-primas ou de 
produtos semiacabados, como tecidos ou autopeças. Um pouco de tecido que 
entra na confecção de uma camisa é usado simplesmente por ser usado. Um 
equipamento de capital, como um caminhão, agrega valor à produção, mas nor-
malmente sobrevive para ser usado em períodos futuros. É verdade que uma par-
te de seu valor é perdida, o que é chamado de depreciação, mas a capacidade 
do capital de ser usada repetidamente é a base para sua estrutura temporal de 
custos e receitas. 
FIGURA 8 – O CAPITAL REAL
FONTE: . Acesso em: 25 maio 2022.
O capital “real”, do tipo que é realmente usado na produção, consiste em 
bens de capital, equipamentos específicos, edifícios e outros itens que possuem 
as três características do capital. O estoque desses bens compreende a maior 
parte do que podemos pensar como “a riqueza das nações”, para usar a frase 
de Adam Smith. Se quisermos transmitir a alguém exatamente quanto capital um 
87
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 2 
país em particular possui no momento, teríamos que elaborar uma lista detalhada 
muito longa, indicando cada tipo específico de bem de capital e quanto dele está 
disponível. 
Obviamente, ninguém faz isso em um país, e mesmo a maioria das empre-
sas, quando alcançam um nível suficiente de tamanho e complexidade, desiste 
da tarefa de enumerar cada item de capital disponível. Em vez disso, as pessoas 
medem o valor desses bens e o valor monetário total de todos eles combinados é 
aceito como resposta à pergunta: “Quanto capital existe?”. Dessa forma, indivídu-
os, empresas e governos passaram a ver o capital como uma soma de dinheiro, 
conhecida como capital financeiro.
Vamos supor por um momento que eles são essencialmente os mesmos – 
que o capital financeiro é simplesmente o equivalente monetário de um estoque 
de bens de capital. Nesse caso, poderíamos analisar o mercado de capital consi-
derando os fatores subjacentes à sua oferta e demanda.
A quantidade demandada depende das variáveis que influen-
ciam a escolha do consumidor de comprar ou não um bem ou ser-
viço: seu preço, o preço de outros substitutos ou complementos, a 
renda do consumidor e gosto ou preferência pessoal. 
Primeiro, considere a oferta, que nesse caso significa a quantidade de dinhei-
ro disponibilizada para investimentos financeiros. O dinheiro usado dessa maneira 
não está disponível para outros fins. Em vez de comprar bens que podem ser 
consumidos no presente, por exemplo, o investidor está optando pela perspecti-
va de ganhar ainda mais dinheiro no futuro. Pessoas diferentes, é claro, exigirão 
diferentes incentivos para fazer essa escolha. Alguns, que desejam pouco mais 
poder aquisitivo no período atual, investem seu dinheiro a uma taxa de retorno 
relativamente baixa. 
Outros, para os quais as necessidades financeiras imediatas são mais pre-
mentes, exigirão uma taxa de retorno mais alta para fornecer seu dinheiro aos 
mercados financeiros. E a um mesmo indivíduo pode-se fornecer algum dinheiro a 
uma taxa mais baixa e a uma taxa mais alta. 
O efeito geral seria uma curva de oferta inclinada para cima: mais dinheiro 
é disponibilizado para fins de investimento à medida que retornos mais altos são 
88
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
oferecidos. Dessa maneira, o lado da oferta do mercado se basearia na obser-
vação de que há uma taxa geral de retorno sobre o dinheiro no mercado, a taxa 
de juros. A curva de demanda, por outro lado, refletiria a produtividade desse di-
nheiro quando é investido em bens de capital por quem o empresta. Nesse caso, 
podemos imaginar que existem muitos investimentos produtivos disponíveis para 
aqueles com financiamento para fazê-los. 
Conforme pode ser observado na figura a seguir, em qualquer taxa de ju-
ros real, digamos r*, há um investimento específico, ou grupo de investimentos, 
designado por I*, cuja taxa de retorno esperada é exatamente igual a ela. Isso 
cobriria apenas o custo do dinheiro usado para financiá-lo, uma vez que a taxa 
de juros é o custo do dinheiro e a taxa de retorno é o que ela ganha. Qualquer in-
vestimento à esquerda de I* justificaria mais do que o custo dos fundos, qualquer 
investimento à direita não. Isso significa que, à medida que r diminui, mais investi-
mentos são desejados e mais dinheiro seria usado para financiá-los. 
FIGURA 9 – POTENCIAL DE INVESTIMENTO E PERSPECTIVA DE RETORNO
FONTE: Adaptado de Dean e Green (2014)
Os investimentos são classificados por suas taxas de retorno (r), do maior 
para o menor. As barras representam investimentos específicos quando há relati-
vamente poucos, a curva representa uma classificação contínua quando existem 
muitos investimentos. Em r* investimento, e I* cobre exatamente seu custo finan-
ceiro, e todos os investimentos à sua esquerda cobrem mais do que isso.
Em outras palavras, nossa curva de classificação de investimentos também é 
a curva de demanda por capital financeiro. Juntar oferta e demanda produziria um 
diagrama típico, como mostra a Figura 9, que sobrepõe uma curva de oferta à cur-
va de demanda. Agora r* é uma taxa de retorno do dinheiro em equilíbrio. Assim, 
89
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 2 
se a taxa de juros subir acima disso, haverá um excesso de oferta de fundos no 
mercado à procura de compradores, e isso resultaria em ofertas de empréstimos 
que reduziriam a taxa e vice-versa para taxas de juros abaixo de r*.
O que é particularmente interessante, é a interpretação de r*. Que representa 
a taxa de juros que é suficiente para convencer o credor marginal (aquele que 
fornece a última quantia em dinheiro) a disponibilizá-lo ao mercado de capitais. 
Portanto, deve ser igual ao custo percebido dessa pessoa de adiar o acesso ao 
poder aquisitivo desse dinheiro até o futuro. Isso é chamado de preferência de 
tempo marginal, a taxa na qual o presente é preferido em relação ao futuro. 
Por exemplo, se eu acho que tudo o mais é igual, ter uma soma de dinheiro 
daqui a um ano é 10% menos desejável do que ter hoje – meu grau de preferên-
cia de tempo –, será necessário um retorno de 10% do meu dinheiro para apenas 
induzir a emprestá-lo de qualquer maneira. Falar da preferência do tempo mar-
ginal no mercado como um todo é indicar que a última infusão de dinheiro tem 
exatamente essa barreira psicológica a ser superada. Como já observamos, os 
mercados geralmente seguem a taxa estipulada pela Selic, no Brasil.
FIGURA 10 – OFERTA E DEMANDA DE CRÉDITO PELO RISCO E RETORNO
FONTE: Adaptado de Dean e Green (2014)
Quando uma curva de oferta com inclinação ascendente é adicionada a cur-
va de demanda, temos uma conta no mercado de “capital” que é simultaneamente 
capital financeiro (dinheiro) e bens de capital (ativos físicos). O retorno de equilí-
brio, r*, representa tanto a preferência de tempo marginalpor dinheiro quanto o 
retorno marginal de investimento I*.
Enquanto isso, no lado da oferta, r* representa exatamente o que fazia antes: 
a taxa de retorno do último investimento feito com essa taxa de juros. Em outras 
90
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
palavras, r* representa o retorno marginal do capital. Se você deseja ter mais 
investimento colocando os investimentos à direita de I*, seria necessário diminuir 
a taxa de juros paga pelos investidores. Parece um resultado atraente: o custo 
marginal de fornecer uma quantia extra de dinheiro ao mercado de capitais é exa-
tamente igual ao benefício marginal que esse dinheiro oferece na forma de maior 
produtividade futura. Todos os investimentos cuja produtividade justifica o custo 
do financiamento são realizados, e nenhum dos demais. Como não gostar? Há 
apenas um pequeno problema. A análise da curva de oferta.
A curva de oferta é baseada na preferência das pessoas em ter dinheiro hoje 
e não no futuro, ou seja, capital financeiro enquanto a curva de demanda se ba-
seia no potencial produtivo do capital em seu estado físico, bens de capital. Se 
essas fossem apenas duas maneiras de descrever a mesma coisa, tudo ficaria 
bem, mas não são. É inteiramente possível que a quantidade de capital financeiro 
aumente, enquanto o estoque de bens de capital é constante ou em queda, ou 
vice-versa. 
O resultado é que a análise incorporada na Figura 10 não é válida. Como 
em grande parte da economia, a questão operativa se tornou impossível de se 
executar. Como não é válida? Muitos economistas gostam de pensar que as 
dificuldades causadas pela combinação de duas definições inconsistentes de 
capital são pequenas o suficiente para serem ignoradas. 
Eles preferem aceitar a interpretação do mercado de capitais como aderente 
ao Modelo de Bem-Estar do Mercado, com suas implicações para a interpretação 
das taxas de juros de equilíbrio. Alguns são mais cautelosos e consideram a ava-
liação normativa do mercado de capitais algo além do nosso entendimento atual. 
Desse modo, podemos entender que o capital é importante porque é produ-
tivo, mas os mercados (como as bolsas de valores) nos quais o capital é nego-
ciado, o capital financeiro não é convertido em bens de capital. Seria conveniente 
ignorar essa distinção, mas, a seguir, tomaremos o capital financeiro em seus 
próprios termos, como simplesmente um veículo para o movimento da moeda e 
faremos inferências limitadas sobre o que os mercados de ações nos dizem sobre 
a capacidade de produção da sociedade. Na verdade, como veremos, manter as 
duas formas de capital distintas em nossas mentes será uma vantagem para nos-
sa análise.
Mercados acionários
Analisamos essa estrutura do ponto de vista da empresa, com foco no maior 
tamanho e segurança que distingue as empresas de outras formas de negócios. 
Aqui, examinaremos esse mesmo desenvolvimento da perspectiva dos investido-
91
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 2 
res, aqueles que possuem ou gerenciam riqueza financeira suficiente para com-
prar e vender participações em empresas corporativas. Essas apostas também 
são chamadas de patrimônio e seu valor é medido pelo preço que eles comandam 
no mercado. Em outras palavras, se você multiplicar o número de ações de uma 
corporação mantida por seus acionistas pelo preço por ação, obtém o patrimônio 
total dessa corporação. 
Lembre-se de que são necessários dois desenvolvimentos para que uma 
empresa seja negociada no mercado de ações. 
Existem ações ordinárias (ON) são ações que conferem direitos 
de voto e participação nas decisões societárias. Nas bolsas de valo-
res, são aqueles que terminam em 3, por exemplo: VALE3, RENT3, 
WEGE3 e ações prioritárias (PN) são aqueles que têm prioridade no 
recebimento de renda, mas não têm direito a voto. Exemplos: ITUB4, 
GGBR4, PETR4 etc.
Primeiro, a propriedade da corporação deve ser subdividida em ações, peda-
ços de papel que representam frações do patrimônio líquido da empresa. Normal-
mente, uma grande corporação possui milhões ou até bilhões de ações disponí-
veis para propriedade, de modo que cada uma representa uma pequena parte do 
valor total da empresa. 
Segundo, a empresa deve ser “pública” no sentido de permitir que qualquer 
membro do público compre ou venda essas ações (algumas empresas são priva-
das, elas restringem a propriedade a indivíduos específicos, em vez de a negociar 
em geral.) As empresas que optam por ser públicas, devem ser listadas em uma 
ou mais bolsas de valores. Uma bolsa de valores é uma organização dedicada a 
facilitar o mercado de ações, como a B&MF e Bovespa, as bolsas de Frankfurt, 
Hong Kong e Nova York. 
Os mercados de ações, como todos os mercados financeiros, são puramente 
criaturas de oferta e demanda. A qualquer momento, algumas pessoas desejam 
comprar as ações de uma determinada empresa e algumas desejam vendê-las. 
As transações podem ocorrer apenas se houver um preço acordado, portanto, o 
preço aumenta e diminui à medida que a pressão de compra ou venda se torna 
mais predominante. 
92
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
Não está muito longe da verdade considerar a maioria dessas decisões de 
compra e venda como apostas, colocando dinheiro na crença de que eventos fu-
turos renderão mais lucro do que prejuízo. Claramente, se A vende uma parte das 
ações para B a um determinado preço, A está apostando que é mais provável que 
o preço caia e B que é mais provável que ele suba. 
FIGURA 10 – OS ACIONISTAS OTIMISTAS E PESSIMISTAS
FONTE: . Acesso em: 25 maio 2022.
As diferenças de opinião são o combustível com o qual os mer-
cados financeiros funcionam. Geralmente, podemos reconhecer duas 
abordagens diferentes para analisar essas apostas. O primeiro é cha-
mado de confiar nos fundamentos, as perspectivas econômicas subja-
centes das empresas, cujo patrimônio está sendo negociado. Possuir 
uma parte de uma empresa significa reivindicar os lucros que ela ob-
terá. Esses lucros podem ser devolvidos aos proprietários diretamente 
na forma de dividendos, distribuições periódicas aos acionistas com 
base em quantas ações eles possuem, ou indiretamente por meio de 
reinvestimento, o que deve aumentar o valor da empresa no futuro. 
Portanto, de acordo com essa linha de pensamento, o preço da ação de uma 
empresa deve refletir a melhor estimativa possível dos ganhos futuros dessa em-
presa. Muitos analistas privados são empregados por casas de investimento e 
outras organizações para examinar as perspectivas de negócios futuros das em-
presas listadas nas bolsas de valores, fornecendo informações e análises para 
orientar as estratégias de negociação. 
93
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 2 
Uma abordagem diferente se concentra no próprio mercado e, por esse moti-
vo, foi chamada de técnica. “Ganhar” no mercado de ações significa fazer apostas 
que são justificadas pelo mercado no futuro, ou seja, pensar como todos os ou-
tros, mas um pouco mais cedo. A partir dessa perspectiva, a estratégia é examinar 
o mercado o mais cuidadosamente possível, procurando padrões em sua história 
recente e dividindo a psicologia de seus participantes mais influentes. 
O objetivo não é prever o desempenho futuro das empresas por um longo 
período de tempo, mas antecipar os movimentos que o mercado fará nos próxi-
mos dias, horas ou momentos. Com o advento da negociação computadorizada, 
tornou-se possível incorporar algoritmos técnicos complexos em software, para 
que a velocidade da resposta pudesse se tornar maior quase instantaneamente. 
Como uma porcentagem maior de todo o comércio é acionada por programas 
desse tipo, o potencial para eventos súbitos e extremos de mercado pode estar 
aumentando, embora ninguém saiba ao certo (isso surgiu nos últimos anos como o 
problema de “falhasno flash”). Esses dois métodos convergem? Ou seja, os preços 
previstos das ações pela melhor análise fundamental são mais ou menos os mes-
mos que os previstos pela análise técnica de ponta? Às vezes sim, às vezes não. 
O significado do mundo real de convergência entre perspectivas fundamen-
tais e técnicas pode ser visto pela comparação de duas dramáticas vendas na 
história recente dos mercados de ações de Nova York. 
O primeiro foi em 1987, em menos de um dia, o Dow Jones Industrial Ave-
rage, um índice composto por 30 ações líderes, caiu 22,5% – o pior declínio de 
todos os tempos. Nada havia mudado na economia real ou no potencial de lucro 
das empresas sendo negociadas, no entanto, para justificar esse pânico. 
A segunda começou em 2000 e continuou por mais de um ano, quando a 
chamada bolha “pontocom” estourou, e centenas de empresas que apostaram 
suas estratégias de negócios na internet viram os preços das ações caírem. Esti-
ma-se que o patrimônio total dessas empresas tenha caído cerca de oito trilhões 
de dólares durante esse período. Foi uma liquidação severa, mas provavelmente 
justificada, pelo menos em parte, por motivos fundamentais, já que os preços das 
ações haviam subido para níveis astronômicos com base em expectativas irre-
ais de crescimento futuro dos lucros. Em termos gerais, poderíamos dizer que as 
duas abordagens divergiram em 1987, mas principalmente convergiram no início 
do novo século. Uma segunda maneira de distinguir entre os comerciantes é se 
eles estão no lado de compra ou venda do mercado. 
Aqueles que querem comprar, otimistas sobre as tendências futuras dos pre-
ços das ações, são chamados de touros. Os que querem vender são chamados 
94
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
de ursos. Um mercado cujos valores das ações estão subindo ao longo do tempo 
é chamado de mercado em alta, uma vez que os touros superam em número 
(ou são mais entusiasmados) que os ursos, o oposto é chamado de mercado em 
baixa. Há muito tempo se observa que a alta e a baixa têm um forte componente 
psicológico. Alguns players proeminentes do mercado são congenitamente um ou 
outro, independentemente do curso dos eventos econômicos. 
Ao mesmo tempo, no entanto, o estoque de ativos produtivos da empresa, 
como terrenos, prédios, patentes e outros, muda mais lentamente. No final, você 
pode perguntar: quanto vale uma empresa, sua avaliação na bolsa de valores ou 
a quantia em dinheiro que custaria para comprar todos os seus ativos, um por 
um? Vale a pena examinar essa questão com mais detalhes. 
Acontece que existem duas maneiras diferentes de medir o valor de um ati-
vo, como uma peça de equipamento. Você pode descobrir quanto foi gasto para 
comprá-lo no passado, seu valor de compra ou quanto custaria substituí-lo hoje, 
seu valor de reposição. Como os preços estão sempre mudando, raramente são os 
mesmos. É mais fácil para as empresas registrar o valor da compra, pois tudo o que 
elas precisam fazer é acompanhar as transações passadas, mas a melhor medida 
é o valor de reposição, pois o preço de hoje deve determinar o valor de hoje.
As empresas públicas precisam arquivar informações financeiras regular-
mente, e um dos tipos de informações que devem divulgar é o valor de substitui-
ção dos ativos físicos que possuem. Às vezes, isso é chamado de valor contábil 
da empresa. Acredita-se que divulgar esse número, dividido em suas principais 
categorias, ajude a tornar o mercado de ações mais justo e eficiente. 
Mas, como já vimos, os mercados de ações nos fornecem uma maneira di-
ferente de atribuir valor às empresas, seu patrimônio total (também chamado de 
capitalização) com base no valor de mercado de todas as ações que emitiram. 
Quando o preço das ações de uma empresa aumenta, seu valor total de merca-
do sobe, independentemente de seu valor contábil ter aumentado, diminuído ou 
se mantido o mesmo. Essa divergência entre o dinheiro amarrado nas ações de 
uma empresa e o valor calculado de reposição de seus bens de capital reflete a 
distinção entre capital financeiro e físico introduzido anteriormente neste capítulo. 
Uma maneira prática de resumir esses dois tipos de valor é o q de Tobin, de-
finido como a relação entre a avaliação de mercado e o valor total de reposição, 
e nomeado pelo nobelista James Tobin, que introduziu a ideia em 1969. Essa 
proporção deve sempre ser igual ou superior a 1, caso contrário, os acionistas 
poderiam aumentar sua riqueza, ordenando que a empresa fosse liquidada, ven-
dendo todos os ativos e distribuindo os recursos (às vezes, q fica abaixo de um 
temporariamente, mas esta é uma situação instável). 
95
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 2 
O que é o q de Tobin? 
Assiste em: https://www.youtube.com/watch?v=JCW_tnq1lD0.
Outra estatística útil, é a relação preço/lucro de uma empresa em particular 
ou de um mercado inteiro. Como vimos acima, de uma perspectiva fundamental, 
uma parte das ações é simplesmente uma reivindicação dos lucros futuros de 
uma empresa. Ninguém sabe o que serão, mas um possível indicador são os lu-
cros atuais da empresa. A relação preço-lucro (P-L) relaciona o valor total de mer-
cado da empresa aos seus lucros durante o período mais recente. Se o índice P-L 
for alto, presumivelmente indica que os investidores esperam que a lucratividade 
futura aumente. 
Em alguns casos, como a varejista de internet Amazon, os investidores pa-
garam preços substanciais das ações, embora os ganhos fossem negativos por 
muitos anos, porque acreditavam no plano de negócios de longo prazo da empre-
sa. Deve-se notar, no entanto, que a variabilidade dos ganhos para um mercado 
inteiro é muito menor do que a variabilidade de qualquer empresa em particular. 
As empresas flutuam entre anos de lucros espetaculares e perdas dolorosas, mas 
a maior parte disso é cancelada no nível de todo o mercado, onde os índices P-L 
devem normalmente ser mais estáveis. 
Desse modo, o mercado de ações desempenha um papel importante na alo-
cação de recursos da sociedade. Uma economia tem apenas uma capacidade 
limitada de fazer investimentos e, de alguma forma, é necessário tomar decisões 
para investir em um setor ou tecnologia em vez de outro. O mercado de ações 
ajuda a desempenhar essa função, mas nem sempre da maneira mais visível.
 
https://www.youtube.com/watch?v=JCW_tnq1lD0
96
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
Uma conexão direta pode ser vista no procedimento conhecido como oferta 
pública inicial (IPO). Isso ocorre quando uma nova empresa se forma ou quando 
uma empresa privada se torna pública. Novas ações são oferecidas aos investi-
dores e, quanto maior o preço inicial, mais dinheiro flui para a empresa. Parte dis-
so pode ser destinada a seus ex-proprietários privados, que agora podem sacar, 
deixando menos de sua riqueza amarrada em um ativo, mas o restante vai para a 
própria empresa. 
Esses fundos estão disponíveis para novos investimentos e obter esse aces-
so ao capital financeiro é um dos principais estímulos para a abertura de capi-
tal. As empresas que já são negociadas publicamente, às vezes oferecem novas 
ações pelo mesmo motivo. Mesmo assim, a grande maioria das ações negocia-
das nos mercados financeiros do mundo foi emitida no passado, e o dinheiro pago 
por elas flui de um grupo de investidores para outro. Esse dinheiro não é canaliza-
do para a compra de novos bens de capital, pelo menos não dessa maneira. Não 
obstante, flutuações nos preços das ações têm efeitos indiretos profundos nas 
decisões de negócios, um tópico ao qual retornaremos em mais detalhes. Por 
enquanto, basta dizer que os gerentes ficam de olho no mercado de ações e se os 
preços das ações caírem, é provável que se preocupem com seus próprios meios 
de subsistência. Assim, os preços altos são vistos como ratificando as decisões 
atuais de investimento e incentivando mais, preços baixos têm o efeito oposto. Nocaso extremo, que está se tornando menos extremo nos últimos anos, um preço 
baixo o suficiente pode levar a empresa a liquidar seus ativos, efetivamente des-
fazendo todos os seus investimentos. 
Um uso interessante dos dados do mercado financeiro, particularmente de 
informações das bolsas de valores do mundo (todas disponíveis publicamente), 
é a análise de eventos. Isso envolve observar mudanças nos preços das ações 
que correspondem a eventos que podem mudar a lucratividade subjacente das 
empresas envolvidas. Por exemplo, suponha que o governo promova uma lei que 
regula uma indústria específica. Isso pode afetar os lucros nesse setor, positiva 
ou negativamente, dependendo do que a lei especifica (e de quais interesses a 
promovem). 
Para fazer uma análise de evento, você procuraria o momento em que o 
regulamento se tornaria “notícia” para as pessoas que negociam nos mercados 
financeiros no dia em que novas informações saem, o que torna provável a apro-
vação da lei, ou quando o conteúdo da lei é esclarecido, ou algum outro ponto 
decisivo. Lembre-se de que os participantes do mercado de ações negociarão 
com suas expectativas. Portanto, “notícias” são o que muda suas expectativas 
(normalmente, quando um regulamento é assinado em lei, não é mais novidade 
nesse sentido). 
97
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 2 
Quando você identifica o momento da notícia, procura sinais de resposta no 
mercado de ações: o preço das ações da empresa subiu ou desceu? Para quan-
to? Se você acredita na abordagem fundamentalista da avaliação do preço das 
ações, esse aumento de preço, se ocorrer, deve refletir mudanças na lucrativida-
de esperada da empresa. De fato, multiplicando os tempos de resposta do núme-
ro de ações em circulação, você pode ter uma ideia de quão grande é esperado 
um ganho ou perda de lucro resultante das notícias, mas tenha cuidado. 
A análise de eventos é baseada na noção de que uma alteração no preço 
das ações de uma empresa está relacionada a um evento inesperado que os par-
ticipantes do mercado financeiro descobrem em um determinado momento, mas 
os preços das ações flutuam por todos os tipos de razões. Ao fazer essa análise, 
observe a tendência de preços de longo prazo de estoque para separar um au-
mento único das tendências de longo prazo. 
Preste atenção ao tamanho da colisão em relação às variações típicas do 
preço das ações: qual a probabilidade de uma colisão assim ocorrer por acaso? 
(Este é um exemplo de separação do “sinal” do “ruído” na análise de dados). Por 
fim, observe o que estava acontecendo com outras empresas não relacionadas 
no mesmo período, por exemplo, rastreando um índice de todo o mercado. Se to-
das as empresas estivessem experimentando aproximadamente o mesmo impac-
to, provavelmente não seria devido a um evento que afetou apenas uma delas. A 
análise de eventos é relativamente fácil, os dados estão prontamente disponíveis 
e os resultados podem ser fascinantes
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
Por fim, estudamos a importância dos cenários econômicos no que tange pri-
meiramente os aspectos da estabilização econômica e posteriormente aos seus 
reflexos nos investimentos. 
1 Segundo Gitman (2007), existem dois importantes conceitos que 
auxiliam na análise do Fluxo de Caixa e no planejamento finan-
ceira da empresa. Assinale a alternativa que traz corretamente 
esses fluxos.
a) ( ) Fluxo de Caixa Operacional (FCO) e o Fluxo de Caixa Livre 
(FCL).
b) ( ) Fluxo de Caixa Organizacional (FCO) e o Fluxo de Caixa Livre 
(FCL).
98
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
c) ( ) Fluxo de Caixa Estratégico (FCE) e o Fluxo de Caixa Fechado 
(FCF).
d) ( ) Fluxo de Caixa Financeiro (FCF) e o Fluxo de Caixa Fechado 
(FCF).
e) ( ) Fluxo de Caixa Operacional (FCO) e o Fluxo de Caixa Estacio-
nário (FCE).
2 Um empréstimo foi concedido a uma taxa nominal de juros de 
4,20% ao mês, sabendo-se que a taxa real foi 2,98% ao mês. 
Determine a taxa de inflação anual:
3 Quando a taxa de juros real se torna negativa? 
a) ( ) Quando a inflação é menor do que a taxa aparente. 
b) ( ) Quando a inflação é igual à taxa aparente. 
c) ( ) Nunca. 
d) ( ) Quando o Copom reduz a taxa básica de juros. 
e) ( ) Quando a inflação é maior do que a taxa aparente.
REFERÊNCIAS
ASSAF NETO, A. Finanças Corporativas e Valor. São Paulo: Atlas, 2003. 
BANCO CENTRAL DO BRASIL (BACEN). Recomendações de 
Basileia. Disponível em: https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/
recomendacoesbasileia. Acesso em: 25 maio 2022.
BLATT, A. Avaliação de Risco e Decisão de Crédito: um enfoque prático. São 
Paulo: Nobel,1999. 
CASAGRANDE NETO, H.; SOUSA, L.; ROSSI, M. C. Guia do mercado de 
capitais. 2. ed. rev. e atual. São Paulo: Ed. Nacional, 2006. 
CAVALCANTE, F.; MISUMI, J. Y.; RUDGE, L. F. Mercado de capitais: o que é, 
como funciona. 7. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: Campus, 2009. 
CPC. 2022. Disponível em: http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/
Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=34. Acesso em: 7 mar. 2022.
99
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 2 
DEAN, E.; GREEN, M. R. Blasphemy in the classroom: in search of 
microeconomics textbooks for heterodox instructors: A review of: Peter Dorman, 
Microeconomics: A Fresh Start (Springer, Heidelberg and Berlin, Germany, 2014. 
DUARTE JR., A. Gestão de riscos para fundos de investimentos. Rio de 
Janeiro: Pearson/Prentice Hall, 2005.
DUARTE, G. F. S. O acordo de Basiléia e a emissão de dívida subordinada: 
uma análise das políticas prudenciais sob o enfoque da assimetria informacional. 
2008. 
ELTON, E. J.; GRUBER, M. J.; BROWN, S. J.; GOETZMANN, W. N. Moderna 
Teoria de Carteiras e Análise de Investimentos. São Paulo: Atlas, 2003. 
LIMA, F. G. Análise de Riscos. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2018.
SCHRICKEL, W. K. Análise de Crédito: Concessão e Gerência de Empréstimos. 
3. ed. São Paulo: Atlas, 1997. 
SILVA, J. P. Gestão e Análise de Risco de Crédito. 6. ed. São Paulo: Atlas, 
2008.
100
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
CAPÍTULO 3
Cálculos Financeiros 
Básicos
A partir da perspectiva do saber fazer, neste capítulo você terá os seguintes 
objetivos de aprendizagem:
� Aprender teoricamente sobre o mercado mobiliário e de capitais. 
� Compreender as diferentes modalidades de investimentos e seus riscos.
� Analisar cenário econômico para tomada de decisão.
� Entender sobre as diferenças entre a bolsa de valores tradicional e o mercado 
de criptomoedas.
102
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
103
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 3 
1 CONTEXTUALIZAÇÃO
O objetivo deste capítulo é capacitá-lo com o conhecimento teórico de valo-
res mobiliários e mercado de capitais para conhecer os diferentes tipos de inves-
timentos e seus riscos, por exemplo, entender o que é renda fixa, que são investi-
mentos que pagam um retorno correspondente a uma taxa de juros específica por 
um período de tempo definido. nesse tipo de investimento, há risco de crédito, já 
a renda variável: envolvem maior risco porque existem riscos associados à renta-
bilidade incerta. 
Também é possível investir em imóveis para renda de aluguel. Assim, anali-
sar os cenários econômicos para tomar decisões, são muito importantes. A princi-
pal diferença entre as bolsas de valores tradicionais e os mercados de criptomo-
edas. Estudaremos as criptomoedas, que são um sistema de pagamento digital 
que não depende de bancos para confirmar transações. Em vez de dinheiro físi-
co que é transportado e trocado no mundo real, os pagamentos em criptomoeda 
existem apenas como entradas digitais em um banco de dados on-line que des-
creve transações específicas. 
De posse dessa informação, podemos pensar em quais fatores fazem o valor 
do dinheiro flutuar ao longo do tempo, como a inflação– ação que faz com que o 
poder de compra do dinheiro mude com o tempo. Em outras palavras, o valor da 
moeda mudará com o tempo. Assim para que possamos pensar em investir o di-
nheiro temos que lembrar que a preferência natural dos investidores por dinheiro 
é agora e não mais tarde, logo, os investidores podem investir o dinheiro agora 
para aumentar a quantia de dinheiro no futuro.
2 AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS 
NA BOLSA DE VALORES
2.1 BOLSA DE VALORES
As bolsas de valores são locais onde pessoas e empresas podem realizar ne-
gócios pela Internet. A empresa vende parte do seu negócio (na forma de ações) 
e as partes interessadas podem comprar e vender entre si com fins lucrativos.
A partir do desenvolvimento da tecnologia, a bolsa de valores passou a re-
alizar pregões de forma on-line; como a tecnologia agora faz parte da vida da 
104
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
maioria dos brasileiros, ao passo que dificilmente se encontra uma pessoa que 
não tenha acesso às inovações tecnológicas que existem hoje, como um celu-
lar. Portanto, os mercados financeiros e as bolsas de valores precisam aproveitar 
essa onda de mudança e inovação e continuar engajando as partes interessadas.
Existem ferramentas digitais que facilitam esse monitoramento no dia a dia, 
apresentando o histórico de cotações aos investidores em tempo real por meio de 
gráficos, valores atualizados de ativos, volatilidade de preços, entre outras infor-
mações, em apenas alguns cliques.
A bolsa de valores brasileira a B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é o nome atual da 
bolsa de valores brasileira. A antemão pode-se dizer que é preciso um longo cami-
nho para chegar a uma organização que é uma das maiores empresas de capital 
financeiro do mundo.
Em 1895, foi criada a Bolsa de Fundos Públicos de São Paulo, que décadas 
depois passou a ser conhecida como Bovespa. Já nos anos 2000, a agência e a 
Bolsa de Valores do Rio de Janeiro controlavam quase todo o mercado de ações 
brasileiro. No mesmo período, a Bovespa passou a se concentrar em todas as 
operações do mercado de ações no Brasil.
Paralelamente à Bovespa, outra bolsa brasileira que negocia contratos de 
negociação de commodities, principalmente commodities e derivativos à vista 
para pagamentos futuros, antes era a maior empresa de ações do Brasil chamada 
Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F).
Ibovespa é o índice da bolsa de valores e Bovespa é o 
antigo nome da B3. O termo Bovespa está fora de circulação 
há algum tempo devido a mudanças no formato da bolsa de 
valores brasileira e fusões que estão ocorrendo.
Em 2017, uma nova empresa se fundiu com a Bolsa de Valores Brasileira. O 
Centro de Custódia e Compensação Financeira (CETIP) foi incorporado à BM&F 
Bovespa, tornando-se a quinta maior trading de ativos financeiros do mundo, com 
capital social estimado em US$ 13 bilhões.
105
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 3 
2.1.1 O funcionamento da bolsa de 
valores
As empresas que desejam negociar suas ações na bolsa de valores devem 
abrir o capital e vender suas ações para arrecadar fundos para seus negócios. A 
primeira etapa é chamada de oferta pública inicial ou oferta pública inicial, que é a 
sigla usada para designar o termo oferta pública inicial.
Isso significa que cresceu e precisa de recursos de terceiros para continuar 
crescendo nos mercados em que atua. O próximo passo após um Initial Public Of-
fering (Oferta Pública Inicial), IPO é listar a ação no mercado primário, ou seja, ela 
é vendida pela empresa e comprada pelos investidores pela primeira vez. A partir 
daí, são negociados entre os investidores, formando um mercado secundário.
Um IPO é o processo pelo qual uma empresa se torna pública. 
Dessa forma, a composição do negócio deixa de ser fechada e passa a 
ser aberta. São muitos os motivos que levam uma empresa a fazer sua 
oferta pública de ações. Entre os principais estão o aumento dos poten-
ciais investidores; aumento do potencial de crescimento dos negócios.
Atualmente, em nosso país, existem dezenas de empresas que oferecem 
diferentes interesses e algumas peculiaridades. Por isso, quem quer investir na 
bolsa de valores tem várias opções em mãos para escolher além de diversas cor-
retoras com custos operacionais distintos.
2.1.2 Transação on-line da B3
Sim, as negociações correm de forma on-line, esse processo mais técnico 
aumenta muito a flexibilidade de compra e venda de ações e garante que mais 
pessoas tenham acesso a esse mercado.
As ações podem ser compradas e vendidas através da própria plataforma da 
corretora. No entanto, apesar de on-line, as transações devem ocorrer durante o 
horário de pregão on-line da Bovespa. 
106
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
TABELA 1 – HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DA BOLSA DE VALORES BRASILEIRA
Horário de funcionamento da bolsa de valores brasileira:
Horário de cancelamento da oferta: 9h30 às 9h45.
Antes de abrir: 9h45 às 10h00.
Negociação: 10h às 17h55.
Preço de encerramento: das 17h55 às 18h15 ou 18h15, dependendo do mercado.
Aftermarket: das 17:30 às 18:00.
FONTE: BM&F e Bovespa (2022)
Durante esses períodos, os investidores podem comprar e vender ativos, 
como ações, futuros e derivativos. Exemplo de ações negociadas na Bolsa de 
Valores Brasileira: 
TABELA 2 – EXEMPLO DE AÇÕES NEGOCIAS NA BM&F E BOVESPA
Ação Empresa Setor
PETR4 Petrobras Petróleo
ITUB4 Itaú Unibanco Banco
VALE3 Vale Mineração
BBDC4 Bradesco Banco
ABEV3 Ambev Bebidas
B3SA3 B3 Financeiro
BBAS3 Banco do Brasil Banco
LREN3 Lojas Renner Vestuário
CIEL3 Cielo Financeiro
GGBR4 Gerdau Siderurgia
LAME4 Lojas Americanas Varejo
MGLU3 Magazine Luiza Varejo
FONTE: O autor (2022)
Essas ações estão vinculadas a grandes empresas e fazem parte do Iboves-
pa, principal índice de nossa bolsa de valores. O monitoramento das oscilações do 
Ibov é importante, pois funciona como um termômetro para o mercado brasileiro.
O Ibovespa é o principal indicador de desempenho das ações 
negociadas na B3, reunindo as mais importantes empresas do mer-
cado de capitais brasileiro. Foi criada em 1968 e durante esses 50 
anos tornou-se referência para investidores de todo o mundo. O cál-
https://www.toroinvestimentos.com.br/bolsa/analise/PETR4-cotacao-PETROBRAS/meses
https://www.toroinvestimentos.com.br/bolsa/analise/ITUB4-cotacao-BANCO ITA%C3%9A/meses
https://www.toroinvestimentos.com.br/bolsa/analise/VALE3-cotacao-VALE /meses
https://www.toroinvestimentos.com.br/bolsa/analise/BBDC4-cotacao-BANCO BRADESCO/meses
https://www.toroinvestimentos.com.br/bolsa/analise/ABEV3-cotacao-AMBEV/meses
https://www.toroinvestimentos.com.br/bolsa/analise/B3SA3-cotacao-B3 BRASIL, BOLSA, BALC%C3%83O/meses
https://www.toroinvestimentos.com.br/bolsa/analise/BBAS3-cotacao-Banco do Brasil
https://www.toroinvestimentos.com.br/bolsa/analise/LREN3-cotacao-LOJAS RENNER/meses
https://www.toroinvestimentos.com.br/bolsa/analise/CIEL3-cotacao-CIELO/meses
https://www.toroinvestimentos.com.br/bolsa/analise/GGBR4-cotacao-GERDAU/meses
https://www.toroinvestimentos.com.br/bolsa/analise/LAME4-cotacao-LOJAS AMERICANAS/meses
https://www.toroinvestimentos.com.br/bolsa/analise/MGLU3-cotacao-MAGAZINE LUIZA/meses
107
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 3 
culo é muito simples: cada ponto no Ibovespa corresponde a 1 real. 
Isso significa que se o Ibovespa abrir a semana a 101.241,73 pontos, 
significa que a carteira das principais ações da bolsa está valendo 
atualmente (no momento da cotação) 101.241,73 reais.
É por isso que quando acontece algo como um escândalo de corrupção, mui-
tas vezes ouvimos a notícia de que causou a queda do mercado de ações brasi-
leiro. Foi o Ibovespa que mostrou esse movimento.
Assim a atribuição da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e de qualquer 
outra entidade autônoma é determinada por lei. A leitura atenta da Lei nº 6.385, de 
7 de dezembro de 1976, e das alteraçõesposteriores que criaram a CVM, dá uma 
visão clara da importância de seu papel na criação de um mercado do tamanho e 
complexidade que temos hoje no Brasil. Face ao quadro institucional anterior, as 
responsabilidades que lhe são atribuídas permitem avaliar os desafios que lhe são 
apresentados. De acordo com a legislação, a atribuição da CVM é exercida para:
1. Estimular a formação de poupança e sua aplicação em va-
lores mobiliários; 2. Promover a expansão e o funcionamento 
eficiente e regular do mercado de ações e estimular as aplica-
ções permanentes em ações do capital social de companhias 
abertas sob controle de capitais privados nacionais; 
3. Assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados 
de bolsa e de balcão; 
4. Proteger os titulares de valores mobiliários e os investidores 
do mercado contra: a.) emissões irregulares de valores mobili-
ários; b.) atos ilegais de administradores e acionistas das com-
panhias abertas, ou de administradores de carteira de valores 
mobiliários; c.) o uso de informação relevante não divulgada no 
mercado de valores mobiliários. 
5. Evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação des-
tinadas a criar condições artificiais de demanda, oferta ou pre-
ço dos valores mobiliários negociados no mercado; 
6. Assegurar o acesso do público a informações sobre os va-
lores mobiliários negociados e as companhias que os tenham 
emitido; 
7. Assegurar a observância de práticas comerciais equitativas 
no mercado de valores mobiliários;
8. Assegurar a observância no mercado, das condições de uti-
lização de crédito fixadas pelo Conselho Monetário Nacional 
(BRASIL, 1976, on-line).
108
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
2.1.3 Como investir na Bolsa de Valores 
Brasileira?
Logo, o primeiro passo é abrir uma conta em alguma corretora credenciada 
da BMF & Bovespa, depois; transferir o dinheiro para corretora, na plataforma 
da corretora escolher os investimentos, confirmar a aplicação e acompanhar os 
resultados.
Entretanto antes de investir um aspecto importante a se considerar é o perfil 
do investidor e definir o objetivo do investimento, esses fatores juntos são funda-
mentais para definir uma boa estratégia na bolsa de valores.
Na Figura 1, “5 Passos para investir”, estão descritos os passos de como 
investir na bolsa de valores.
FIGURA 1 – 5 PASSOS PARA INVESTIR
FONTE: Toro Investimentos (2022, on-line)
Nesse sentido, essa os próximos tópicos têm o objetivo mostrar como definir 
um objetivo de um investimento, a partir do perfil do investidor são importantes 
quando se pensa em investimos! Além apresentar ao estudante outros aspectos 
como custos de oportunidade, rentabilidade e avaliar uma ação. 
109
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 3 
2.2 CUSTO DE OPORTUNIDADE E 
RENTABILIDADE
Para um investidor, o importante é que o investimento seja rentável. Essa 
rentabilidade em outras palavras, é a capacidade do investimento em gerar renda. 
Esse ganho geralmente é expresso como uma porcentagem do valor monetário 
investido. 
Entretanto, outro aspecto fundamental de qualquer investimento é, o custo 
de oportunidade, esse é um fator não monetário e é o responsável por determinar 
quais são as melhores opções em um determinado momento, fornecendo o “Nor-
te” para o investimento. 
Por exemplo, se um indivíduo guarda dinheiro em uma caderneta de poupan-
ça e descobre que um investimento é mais lucrativo que a poupança, esse custo 
é um benefício adicional que o investidor deveria ter recebido se tivesse investido 
no investimento mais lucrativo. Logo, saber calcular a rentabilidade de um investi-
mento é importante para poder escolher o mais rentável. 
Mas o que é rentabilidade? simplesmente, rentabilidade é o ganho monetário 
do capital “X” durante um período de tempo. Por exemplo, se uma pessoa come-
ça seu próprio negócio e tem uma certa quantia de dinheiro, ela espera obter os 
lucros da empresa no futuro, certo? Nos mercados financeiros, verifica-se mesmo 
uma situação algo semelhante à anterior. A diferença é que, em vez de criar uma 
instituição com determinado valor, um indivíduo utiliza esse valor para depositá-lo 
em uma aplicação financeira.
A escolha dos investimentos financeiros mais rentáveis é influenciada por 
muitos fatores, como o capital disponível para investimento, o momento da aloca-
ção de recursos, impostos, liquidez, os riscos envolvidos. De antemão, é impor-
tante saber que no mundo dos investimentos, rentabilidade e risco caminham na 
mesma direção. Portanto, quanto maior a chance de perda, maior o potencial de 
lucro e, inversamente, quanto menor o risco, menor a recompensa.
Assim como os empreendedores, porém, os investidores esperam retornos 
financeiros positivos ao longo do tempo. Apesar desse desejo, pode haver retor-
nos positivos ou negativos em ambos os casos. É verdade que no mercado finan-
ceiro, um investidor pode encontrar formas de diminuir o risco e obter renda fixa, 
afinal, isso se chama “renda fixa”, conforme abordado no Capitulo 1.
Alguns exemplos de fundos de renda fixa de acordo com Siqueira (2017):
• Fundos de Renda Fixa Curto Prazo: os fundos de curto prazo são fundos 
110
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
de renda fixa que investem em títulos com prazo máximo de 375 dias 
e prazo médio de 60 dias. Em suma, seu principal objetivo é reproduzir 
mudanças nas taxas de juros e taxas flutuantes.
• Fundos Renda Fixa Referenciado: nesses fundos, quanto à composição 
de suas carteiras, pelo menos 95% dos ativos possuem o mesmo índice, 
sendo 80% dos ativos em títulos públicos e privados de baixo risco, ca-
racterística de todos os ativos em renda fixa fundos. 
• Fundos Renda Fixa Simples: como o nome sugere, os Fundos de Renda 
Fixa Simples foram criados para dar às pessoas acesso a opções de 
investimento simples, seguras e baratas. A principal característica dessa 
carteira é que ela deve investir pelo menos 95% de seu patrimônio em 
títulos públicos federais.
• Fundos Renda Fixa Dívida Externa: um fundo de dívida externa é um 
fundo de renda fixa que normalmente investe pelo menos 80% de seu PL 
(ativo líquido) em ativos de renda fixa emitidos no exterior. Basicamente, 
esses ativos são títulos de dívida emitidos pelo governo federal e nego-
ciados em mercados internacionais. 
Ao passo que como o “potencial de ganhos” envolve um pouco de incerte-
za, geralmente “um pássaro na mão é melhor do que dois na natureza”, certo? 
Porém, dentro da categoria de investimento de renda fixa, existem investimentos 
financeiros mais lucrativos em comparação com outros investimentos igualmente 
seguros, mas de baixo retorno.
Antes de analisarmos os tipos de investimentos e riscos envolvidos, vamos 
abordar como um investidor calcula a rentabilidade de um investimento.
2.3 COMO CALCULAR O ROI?
Para os investidores, o ROI (Return on Investment) ajuda a entender quanto 
retorno um investimento pode trazer. Além disso, se uma empresa possui projetos 
de expansão e/ou projetos de substituição, geralmente são divulgados custos e 
benefícios esperados. Dessa forma, as informações são usadas para entender as 
expectativas de valorização.
Com o ROI, também é possível analisar como os investimentos que serão 
feitos contribuirão para os resultados desejados. Portanto, se houver um objetivo 
específico, o ROI pode ser usado para verificar se o investimento é viável.
Outro ponto interessante, ainda falando de metas, é que o ROI permite definir 
metas uma tanta realista. Ao calcular essa métrica, os investidores poderão real-
mente entender quanto podem ganhar investindo. Além disso, o ROI pode fornecer 
mais objetividade para a tomada de decisões. Assim, fazer uma análise melhor e 
111
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 3 
pode usar fatores numéricos na hora de escolher uma empresa específica. A situ-
ação ideal é usarvários indicadores ao mesmo tempo como base para a seleção.
Assim a formula básica do ROI é = (Receita gerada - Valor investido) / Valor 
investido. Para exibir o ROI em porcentagem, basta multiplicar esse resultado por 
100. Vale lembrar que, normalmente, o ROI é dado em porcentagem, embora um 
investidor também possa ouvir o aplicativo produzir um número real “Y” (Assaf 
Neto, 2003).
Exemplo: Suponha um investimento de R$ 50.000 com retorno de R$ 70.000. 
Então, temos o cálculo do ROI: (70.000 – 50.000) / 50.000. O ROI deste investi-
mento é de 0,4. 
2.3.1 Exemplo de Cálculo de 
Rentabilidade em Investimento em 
Renda Fixa 
Os investimentos financeiros em renda fixa funcionam como empréstimos, 
a diferença entre eles é quem será o “destinatário do dinheiro”, que pode ser um 
banco, governo ou até mesmo uma empresa. Independentemente do investimen-
to, existem vários fatores que afetam o retorno final para a pessoa que “pega” o 
dinheiro. Vejamos um exemplo de como a rentabilidade pode ser calculada usan-
do um aplicativo de certificado de depósito (CDB) amplamente comercializado no 
mercado financeiro.
Antes disso, a taxa de juros desse investimento pode ser fixa (conhecida no 
momento da assinatura), flutuante (com base no desempenho do índice de refe-
rência) ou híbrida (quando os dois primeiros tipos são combinados).
No caso do CDB flutuante, o indicador de referência mais comum é o Certifi-
cado de Depósito Interbancário (CDI), que possui taxa de juros muito semelhante 
à Selic, que representa a taxa básica da economia. Portanto, é comum observar 
que um determinado CDB produz uma porcentagem tão grande de CDI.
Outro fator interessante de conhecimento é a Taxa-DI, que é 
uma das taxas de juros cobradas em empréstimos entre instituições 
financeiras. É derivado do chamado certificado de depósito interban-
112
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
cário ou interbancário (CDI) praticado entre instituições bancárias, já 
o CETIP significa Centro de Custódia de Ativos e Compensação Fi-
nanceira e é o principal responsável pela integração dos mercados 
financeiros.
Um exemplo de cálculo de rentabilidade, vamos supor o seguinte: Investir R$ 
1.000,00 em CDB por um período de dois anos, rendendo 110% do CDI. Neste 
caso, assume-se que o CDI (Interbank Offered Rate) é de 6,90% ao ano. Nesse 
caso, vale lembrar que após 720 dias do depósito, o investidor pagará a alíquota 
mínima de retenção na fonte de 15% dos lucros.
Portanto, tem-se o seguinte cálculo de lucro bruto:
R$ 1000,00 x (1,1 x 0,069) x 2 = R$ 151,80.
Observe que neste exemplo, usa-se a forma decimal do número em vez de 
uma porcentagem, afinal 110% é a mesma coisa que dividir 110 por 100, que é 
1,1. O mesmo raciocínio se aplica a 6,90%.
A fórmula pode ser descrita como:
Investimento de capital x taxa de juros x tempo = retorno total. A taxa e tempo 
devem ter a mesma unidade, como meses ou anos (ASSAF NETO, 2003).
Agora, do lucro bruto de 151,80 reais, precisamos extrair 15% do IR (Imposto 
de renda). Então multiplicamos 151,80 reais por 0,15 e a dedução desse imposto 
é de 22,77 reais. Por fim, ao retirarmos o imposto de renda do retorno total, obte-
mos um ganho líquido de 129,03 reais.
Investimento 1000,00
Lucro + 151,80
Imposto Renda (15%) - 22,77
Lucro Liquido 129,03
Recebe 1129,03
Resumo da operação:
Portanto, após o resgate, o investidor receberá 1.129,03 reais. Por fim, para 
encontrar o retorno líquido, basta dividir esse valor pelo capital inicial (1000 reais), 
multiplicar por 100 e subtrair 100. Nesse caso, o ROI para dois anos é de 12,90%, 
o que representa uma média de 6,45% ao ano.
113
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 3 
2.4 RENTABILIDADE DOS 
INVESTIMENTOS
Agora que o investidor já sabe calcular a rentabilidade, precisa simular as 
condições de cada investimento para encontrar o investimento financeiro mais 
rentável. O investidor deve ter em mente que, sob certas circunstâncias, seu re-
torno líquido sobre o investimento pode aumentar. Por exemplo, se o investidor 
expandir seus recursos alocados, as taxas de juros tendem a ser mais altas e os 
impostos mais baixos (QUINTELLA, 2011).
Além disso, ao comparar aplicações, vale a pena escolher aqueles que ofe-
recem maiores benefícios do que a inflação. No exemplo anterior, quando deduzi-
mos a inflação do lucro líquido, obtemos o lucro real.
Observe também que o retorno de cada investimento deve ser analisado em 
função dos riscos envolvidos. Portanto, é justo comparar as cadernetas de pou-
pança com CDB ao invés de ações corporativas, pois fazem parte de realidades 
completamente diferentes, uma com renda fixa e outra com renda variável.
2.5 PERFIS DE INVESTIDORES
O Perfil de Investidor ao investir é importante entender as características dos 
investimentos disponíveis para que as opções sejam as melhores para todos. É 
por isso que é importante lembrar que as pessoas são diferentes. O mesmo vale 
para quem está investindo. Os investidores podem ser divididos em três tipos dife-
rentes de acordo com seu apetite de risco, preferência de liquidez e expectativas 
de lucro. A combinação dessas características determina o perfil do investidor, 
podendo ser conservador, moderado ou ousado (agressivo). De acordo com Ra-
mos (2011), os perfis de investidores são essenciais para um investidor investir de 
forma consciente e alinhada aos seus objetivos.
Conservador: isso é para investidores que priorizam segurança e alta li-
quidez (rapidez de transformar investimentos em caixa nas contas). Não suporta 
oscilação e, portanto, abre mão de alta lucratividade. Como tal, ele gosta de ob-
ter retornos previsíveis e gerenciáveis. Como resultado, os conservadores nor-
malmente concentram sua riqueza em investimentos de renda fixa. Um investidor 
pode até dividir renda variável, mas geralmente muito pouco.
Moderado: gosta da segurança da renda fixa, mas pode assumir mais riscos 
de ações em busca de maior lucratividade. Não aceita riscos significativos como 
114
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
a BM&F Bovespa. Já os moderados utilizam uma parcela maior da renda variável 
para diversificar seus portfólios. Ele pode fazer isso com fundos multimercados ou 
imobiliários de bom desempenho. É um investimento pode até superar as expec-
tativas, mas ainda não lida bem com as mudanças negativas.
Arrojado: o investidor que quer ganhar o máximo de dinheiro possível em 
cima do patrimônio. Ele escolhe os fundos de investimento mais agressivos e vo-
láteis, como ações ou câmbio. Além disso, pode operar em mercados de ações ou 
derivativos (mercados de futuros e opções). Os mais agressivos ainda são aque-
les que fazem day trade com alavancagem nesses mercados (usando fundos em-
prestados para comprar títulos e vendê-los no mesmo dia).
Assim, o perfil do investidor junto aos seus objetivos define qual o melhor in-
vestimento, em renda fixa ou renda variável, em outras palavras, comparar renda 
variável (agressiva) e renda fixa (conservadora) é como comparar um carro de 
Fórmula 1 com um carro familiar. Uma delas é ser competitivo e rápido. Ele tem 
que fazer o seu melhor para estar à frente de todos. Para conseguir isso, é neces-
sário acelerar, acelerar o motor e realizar manobras perigosas por sua vez.
O outro está seguro e pode acertar o alvo sem incidentes. O maior problema 
é que o investidor quer resultados na Fórmula 1 e a segurança do seu carro fa-
miliar. Infelizmente, isso é o que acontece todos os dias no mercado. As pessoas 
querem lucros garantidos a curto prazo. E isso não existe. Por isso, conheça o 
seu perfil de investidor e atenha-se a ele para evitar situações desconfortáveis.
2.5.1 Os três investimentos financeiros 
mais seguros 
Depois de entender o perfil de investidor e determinar os objetivos e hori-
zonte de tempo, o investidor poderá entender os tipos e tipos de investimentos 
disponíveis nomercado e examinar o tipo de investimento que melhor se adapta 
às suas necessidades.
Quanto maior o risco, maior a probabilidade de o investidor sofrer perdas 
e, dependendo do investimento, podemos ganhar ou perder uma quantia peque-
na ou substancial. É importante saber que existe o Fundo Garantidor de Crédito 
(FGC), conforme mencionado no Capitulo 1, o qual é a instituição privada que 
protege os depositantes e investidores, ajudando, assim, a manter a estabilidade 
do SFN. Em caso de intervenção institucional ou compensação extrajudicial, o 
FGC oferece garantias de crédito a clientes de instituições financeiras associadas 
115
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 3 
aos fundos. O FGC garante depósitos de poupança e produtos financeiros como 
CDBs (Certificados de Depósito) de até R$ 250 mil.
Existem muitos tipos de investimentos. Cada um tem suas características es-
pecíficas. Alguns são mais rentáveis, alguns são mais seguros. No entanto, nem 
todos eles lhe darão tranquilidade, lucro e segurança.
Portanto, o investidor deve pelo menos conhecer os melhores tipos de inves-
timentos financeiros e suas categorias. Só assim poderá aplicar seus recursos de 
forma consciente e controlar seus riscos, maximizando seus lucros.
Conforme já abordado o primeiro passo para entender um investimento é 
entender o perfil do investidor seja o perfil: conservador, moderado ou arrojado. 
assim como a personalidade de cada indivíduo os torna indivíduos únicos, cada 
investimento tem seu próprio comportamento específico. Compreender esses pa-
drões pode evitar tensões como perda de capital.
Os investimentos mais seguros e conservadores são os investimentos de 
tenda fixa. Na renda fixa, existem dois tipos de investimentos: taxa fixa e taxa 
flutuante. As obrigações de taxa fixa têm uma taxa de retorno fixa. Ou seja, quan-
do o investidor investe, já sabe exatamente quanto vai receber. Os sufixos têm 
alguma conexão com índices. Normalmente, está atrelado ao CDI, Selic ou IPCA 
(inflação).
Os títulos de renda fixa mais populares são: Letras do Tesouro Direto; CDB 
(Certificado de Depósito em Banco); LCI e LCA (Carta de Crédito Livre de Impos-
tos); LC (Draft of Exchange) e Fundos de Renda Fixa. Todos esses investimen-
tos são títulos emitidos por entidades como governos (Treasury Direct), bancos 
(CDBs, LCIs e LCAs) ou instituições financeiras (LCs) (KÜLZER, 2020).
Assim, quando um investidor compra um desses ativos, ele está empres-
tando dinheiro paras as organizações seja (governos (Treasury Direct), bancos 
(CDBs, LCIs e LCAs) ou instituições financeiras (LCs), e o lucro é como se o in-
vestidor tivesse recebendo juros por ter emprestado o capital.
Esses, títulos como CDB, LCI e LCA são protegidos pelo FGC até R$ 250.000 
por emissor. Essa é uma forma de garantir que o capital e os lucros sejam recebi-
dos mesmo que a instituição feche suas portas. Então, se um investidor busca o 
melhor investimento sem risco, escolha uma dessas opções.
Mesmo dentro da renda fixa, existem certos tipos de investimentos que são 
mais arriscados. Isso não significa que eles sejam instáveis, mas são menos ga-
rantidos do que outros, a seguir serão apresentados alguns investimentos em ren-
da fixa, conforme Viera e Oliveira (2020).
116
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
Tesouro Direto: tesouro Direto é a nova poupança. É tão seguro, mas mais 
lucrativo. Na verdade, o Tesouro Direto não é um investimento em si, mas uma 
plataforma de depósito de títulos públicos. 
Tesouro Selic: a tesouraria do IPCA e a tesouraria prefixada. Emitido pelo 
governo. É por isso que eles são tão seguros. Porém, se um investidor não quer 
correr o risco de precisar de dinheiro e não conseguir resgatá-lo sem prejuízo, o 
melhor tipo para um investidor é a Tesouro Selic. Gera cerca de 100% do CDI e 
pode ser resgatado a qualquer momento sem nenhum dano.
O CDB: Certificado de Depósito em Banco é outro título de renda fixa muito 
popular. É emitido pelo banco e é muito seguro. Como Tesouros, existem muitos 
tipos de títulos. Alguns ativos possuem liquidez diária, indexados ao CDI, indexa-
dos ao IPCA ou mesmo prefixados.
LCI e LCA: Letras de Crédito Imobiliário e Letras de Crédito do Agronegócio 
são investimentos significativos em renda fixa. Eles são muito seguros e também 
garantidos pelo FGC. A maior diferença entre eles é que eles são isentos de im-
postos. Mesmo assim, outros investimentos tributáveis de renda fixa podem gerar 
retornos mais elevados. Por isso, sempre simule seu investimento e calcule todas 
as taxas para encontrar a melhor opção.
No entanto, esses ativos têm um lado negativo: geralmente são títulos que 
vencem em 180 dias e seu investimento inicial costuma ser um pouco maior. 
Como vimos, existem diferentes tipos de investimentos. Mas alguns são mais ar-
riscados do que outros. e nenhum problema com eles. Está em sua natureza ser 
abalado. Esses investimentos são projetados para obter maiores retornos de lon-
go prazo. Entenda que todo investimento tem um comportamento e um objetivo.
2.5.2 Investimentos de Renda Variável 
Diferentemente da renda fixa, nas quais os retornos podem ser estimados, a 
renda variável inclui investimentos que oscilam de forma imprevisível e são determi-
nados por diversos fatores de difícil controle. Desta forma, o investimento pode ter 
um bom desempenho e até perder dinheiro. No entanto, esses ativos também são 
mais propensos a oferecer retornos mais altos do que a renda fixa porque são mais 
arriscados. Essa é a lei do mercado. Quanto maior a chance de lucro, maior a chan-
ce de perda. Ao escolher um investimento, é necessário equilibrar esses fatores. 
Os investimentos mais populares neste segmento, segundo Silva e Almeida (2019).
117
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 3 
• Fundos multimercados (renda fixa e mista)
• Fundo Imobiliário (para desenvolvimento imobiliário)
• Fundos de ações (para acompanhamento de índices como o Ibovespa)
• COE (Certificado de Operações Estruturadas)
• O mercado de ações (comprar e vender títulos ou lucrar com dividendos)
• Mercado de Opções (Índice ou USD)
Um dos fatores que mais influenciam esses investimentos é a lei da oferta 
e demanda. Quando um investimento é muito procurado (comprado), seu valor 
aumenta. Quando a demanda é maior que a demanda, ela cai.
Os lucros estão na identificação de títulos subvalorizados para comprar e 
esperar que eles se valorizem. Para encontrar o preço médio, os traders usam 
análises gráficas e/ou fundamentais. Além disso, assim como os investidores são 
divididos em três níveis de tomada de risco, os investimentos também são. Por-
tanto, preste muita atenção aos tipos de ações que o investidor deseja adicionar 
ao seu portfólio, devendo corresponder ao seu perfil.
Segundo Alves (2020), a análise gráfica é um método de avaliação de ações 
em que as mudanças no preço de um ativo são estudadas em forma de gráfico 
com o objetivo de detectar tendências e prever possíveis quedas ou aumentos 
nas cotações. Já a análise fundamentalista baseia-se na utilização de dados eco-
nômicos, indicadores do mercado financeiro, balanços e desempenho das empre-
sas, além de metodologia própria para identificar perspectivas e oportunidades de 
mercado.
2.6 POUPANÇA E INVESTIMENTO
Ao economizar, uma pessoa pode acumular valor financeiro hoje para uso fu-
turo. O valor que economiza hoje e investe por um ano, dois ou mais pode ter um 
grande impacto na qualidade de vida dos poupadores no futuro. Então, existem 
vários motivos para economizar: preparar-se para o inesperado, preparar-se para 
a aposentadoria, realizar um sonho etc.
Segundo a LEI Nº 12.703, DE 7 DE AGOSTO DE 2012. No Art. 
2º O saldo dos depósitos de poupança efetuados até a data de 
entrada em vigor da Medida Provisória n º 567, de 3 de maio 
de 2012, será remunerado, em cada período de rendimento, 
pela Taxa Referencial- TR, relativa à data de seu aniversário, 
acrescida de juros de 0,5% (cinco décimos por cento) ao mês, 
observado o disposto nos §§ 1º, 2º, 3º e 4º do art. 12 da Lei nº 
8.177, de 1o de março de 1991.” (BRASIL, 2021, on-line).
118
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
A poupança é a diferença entre receitas e despesas, ou seja, a diferença entre 
tudo o que se ganha e tudo o que gasta, e investimento? Um investimento é a apli-
cação dos recursos que se economiza e se espera um retorno. Um investidor sabe 
a diferença entre uma conta poupança e uma conta poupança? A poupança é um 
excedente financeiro que deve ser investido em algum tipo de investimento para ser 
recompensado. Uma conta poupança ou conta poupança é um investimento.
2.6.1 Composição do investimento 
Segundo Correia et al. (2008), um investidor deve entender as três caracte-
rísticas de um investimento: liquidez, risco (em oposição à segurança) e lucrativi-
dade. 
Liquidez: refere-se à capacidade de um projeto ou investimento ser liquida-
do a um preço justo a qualquer momento. Por exemplo, o ativo mais líquido é a 
própria moeda. Os recursos aplicados em contas de renda fixa e poupança são 
resgatáveis instantaneamente e são considerados produtos de alta liquidez. Por 
exemplo, uma propriedade pode levar muito tempo para ser vendida e, portanto, é 
considerada um investimento ilíquido.
Risco: é a probabilidade de perda. Quanto maior o risco, maior a probabilida-
de de o investidor sofrer perdas. Dependendo do investimento, podemos ganhar 
ou perder pequenos ou grandes. Exemplos de investimentos de baixo risco são 
contas de poupança e letras do Tesouro definitivas, desde que um investidor pos-
sua os títulos e os retire no vencimento, enquanto as ações são consideradas 
investimentos de alto risco.
Rentabilidade: é o retorno, é o retorno do investimento. Quando fazemos in-
vestimentos, nossas expectativas de rentabilidade podem ou não se concretizar. 
Em geral, quanto maior o retorno prometido, maior o risco de perder o valor in-
vestido. Ou seja, o que ganhamos em segurança, perdemos em rentabilidade e 
vice-versa. Portanto, compare a rentabilidade prometida com a média do mercado 
antes de escolher, e desconfie de promessas muito boas.
2.7 DICAS GERAIS SOBRE 
INVESTIMENTOS 
Escolher a Instituição: ao escolher uma ou outra instituição para administrar 
nossos investimentos, nos preocupamos não apenas com as taxas de adminis-
119
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 3 
tração cobradas, mas também com a solidez (segurança) da instituição. O inves-
tidor pode verificar se o fundo de investimento está autorizado pela CVM (veja em: 
), caso o investidor opere instituição financeira autorizada 
pelo BCB a operar (veja em: ). Além disso, pode também 
buscar informações de profissionais conceituados e familiarizados com o mercado. 
Para isso, alguns passos antes de investir, segundo o Portal do Investidor (2020):
• Verifique o registro da empresa a qual se vai investir na CVM.
• Leia atentamente o regulamento e/ou prospecto para taxas como taxas 
de administração, taxas de custódia, taxas de performance etc. 
• Compreender a estratégia do gestor e a tomada de riscos, medidas pre-
ventivas.
• Como diretriz, o Portal do Investidor da CVM recomenda que investi-
mentos como caderneta de poupança, títulos públicos e fundos de curto 
prazo sejam mais adequados para investidores conservadores. No outro 
extremo, os fundos de hedge são um exemplo de investimento mais ade-
quado para investidores ousados, porque eles têm muita latitude e maior 
exposição de portfólio em sua busca por maior lucratividade. 
• No entanto, determinados investimentos, como fundos de câmbio, fun-
dos de renda fixa, ações e títulos, podem ser considerados modestos 
ou audaciosos, dependendo de fatores como a política de investimento 
contida na regulamentação e o risco do emissor do título.
O investidor deve lembrar que seus investimentos são projetados para finan-
ciar seus planos futuros, sejam eles de curto ou longo prazo, então pode precisar 
alterar seus investimentos dependendo de seus planos revisados ou contexto (po-
lítico, econômico etc.).
Saber o que será feito com o dinheiro? Mensalidade universitária? comprar 
um carro? Comprar uma própria casa? Saber como o investidor pretende usar os 
recursos no futuro é um passo importante na escolha do tipo de investimento.
Uma vez que tenha uma meta definida, é mais fácil saber quanto tempo pre-
cisará, ou seja, até que as necessidades de liquidez. Se o objetivo é comprar uma 
casa e o investidor está apenas começando a acumular economias, pode levar al-
guns anos para economizar. Por outro lado, se o seu objetivo é viajar dentro de 
seis meses, o investidor precisa de investimentos mais líquidos e pode não tolerar 
investimentos de alta volatilidade (alto risco) que possam prejudicar seus objetivos.
Portanto, para ter certeza de que os objetivos estão realmente sendo alcan-
çados, o investidor deve sempre monitorar o desempenho de sua aplicação, se 
manter informado e reavalie suas decisões de investimento de tempos em tempos 
para ver se elas se encaixam em seu plano seu entorno. Uma boa dica é alocar 
120
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
seus investimentos em investimentos com características diferentes (por exem-
plo, imóveis, renda fixa e renda variável) para minimizar riscos e maximizar a ren-
tabilidade do portfólio.
Outro tipo importante de investimento é o investimento em criptomoedas. 
Também podem ser usados vários conceitos aprendidos nessa unidade. Entretan-
to as criptomoedas são instrumentos de especulação financeira recente e serão 
abordados na próxima unidade.
3 INTRODUÇÃO A CRIPTOMOEDAS 
A história do Bitcoin (BTC) é cheia de mistérios. A primeira criptomoeda do 
mundo foi lançada há 13 anos, mas ninguém sabe quem está por trás do projeto. 
Há dúvidas, mas ninguém foi capaz de resolver o mistério.
Este capítulo busca trazer compreensão sobre a origem do Bitcoin: contar 
como, por quê e quando aconteceu; abordar segurança, mineração e marketing, 
além de explora como as criptomoedas diferem de outras moedas digitais no mer-
cado, especialmente aquelas introduzidas pelos bancos centrais moeda digital e 
por fim discutir aspectos fundamentais das carteiras de moedas.
3.1 O QUE É BITCOIN
Bitcoin é uma forma de dinheiro eletrônico ponto a ponto que pode ser trans-
ferido sem a intermediação de uma instituição financeira. Na prática, isso significa 
que duas pessoas, mesmo morando em países diferentes, podem enviar BTC 
uma para a outra sem a necessidade de um banco ou empresa internacional de 
transferência de dinheiro.
As transações são confirmadas no blockchain, um enorme banco de dados 
de todas as transações do usuário. A tecnologia nasceu com o Bitcoin, e a forma 
como funciona é que os próprios participantes são auditores da rede.
Blockchain.com é uma empresa de serviços financeiros de crip-
tomoeda. A empresa começou como o primeiro explorador de block-
chain de Bitcoin em 2011 e mais tarde criou uma carteira de cripto-
121
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 3 
moeda que representou 28% das transações de bitcoin entre 2012 e 
2020 Data de lançamento: 30 de agosto de 2011. Criado por: Nicolas 
Cary, Peter Smith, KSI, Ben Reeves, de acordo com a FoxBit (2022). 
Enviar bitcoins de um país para outro geralmente é mais barato e mais rápido 
do que transferir moeda fiduciária, pois não há terceiros envolvidos.
O Bitcoin é digital, descentralizado e não controlado por governos, empresas 
ou indivíduos. Portanto, nenhuma casa da moeda precisa imprimi-lo e nenhum 
banco central tem o poder de controlar seu preço. Seu valor depende principal-
mente da lei da oferta e da demanda. Quando o Bitcoin apareceu – o Bitcoin 
apareceu em 31 de outubroCapítulo 1 
de mercado, pelo menos uma empresa ou consumidor tem poder suficiente para 
acessar os preços de mercado (PINDYCK; RUBINFELD, 2013).
A competição imperfeita é exatamente o oposto do que é observado na perfei-
ção. Nesse modelo existe um certo desequilíbrio entre oferta e demanda. Isso per-
mite que uma das partes controle o mercado e influencie os preços de transação. 
Um exemplo típico de concorrência imperfeita é o cartel composto pelos países com 
maiores reservas de petróleo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo, 
que determina os preços e busca orientar o mercado (MANKIW, 2009).
Monopólio
O monopólio ocorre quando uma empresa fornece um determinado produto ou 
serviço. Ao contrário da concorrência perfeita, existem muitos compradores e ape-
nas um vendedor. Uma empresa monopolista tem o direito de determinar o preço 
de seu produto da maneira mais conveniente, pois é a única empresa que vende o 
produto. Patentes e direitos autorais também são exemplos de monopólios.
Monopólio natural é uma situação de mercado em que o investimento ne-
cessário é muito alto e o custo marginal é muito baixo. Também apresenta mer-
cadorias exclusivas e pouca ou nenhuma concorrência. Esses mercados são ge-
ralmente regulados pelo governo e têm um longo período de retorno. Concessão 
rodovias e aeroportos, televisão a cabo, distribuição de eletricidade, abastecimen-
to de água, distribuição de gás natural, sistemas de segurança pública, sistemas 
legais e monetários são exemplos típicos de monopólios naturais, embora possa 
haver concorrência em algumas dessas áreas (MANKIW, 2009).
Outro tipo de monopólio são as patentes que, segundo Quoniam e Mazieri 
(2014), a patente é uma concessão pública outorgada pelo Estado, que garante 
a exclusividade de seu titular quando a criação for utilizada comercialmente. A 
patente faz parte dos chamados direitos de propriedade industrial, e suas normas 
legais são o direito da propriedade industrial em Portugal e o direito da proprie-
dade industrial no Brasil. Outra forma de patente é o modelo de utilidade. O di-
reito exclusivo garantido por uma patente refere-se ao direito de impedir terceiros 
de fazer, usar, vender, fornecer ou importar a invenção. Por outro lado, o público 
pode obter conhecimento dos principais pontos e reivindicações que caracterizam 
a novidade da invenção. Os registros de patentes, por estarem disponíveis em 
bases de dados de acesso aberto, constituem uma grande base de conhecimento 
técnico que pode ser utilizada para pesquisas em diversos campos.
Podemos observar um monopólio que existia no Brasil, com um bom exem-
plo de monopólio obrigatório (controle de matéria prima) na exploração de petró-
leo que era realizado exclusivamente pela Petrobrás antes de 1997. A partir da 
16
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
Emenda Constitucional nº 9 de 1995, artigo 177, § 1º da Constituição Federal fle-
xibiliza esse monopólio, reconhecendo que a União pode celebrar contratos com 
empresas estatais ou privadas para a realização de monopólios (pesquisa, mine-
ração, refino de petróleo, importação, etc.). Exportação e transporte), mas sujeito 
às condições estipuladas na lei (Lei do Petróleo nº 9.478/97).
Ademais, outro tipo de monopólio são os monopólios estatais, que incluem ati-
vidades de produção que fornecem produtos ou serviços, ou exploração e gestão de 
recursos, entre os quais apenas uma instituição ou empresa estatal pode conduzir 
negócios neste campo específico sem concorrentes (PINDYCK; RUBINFELD 2013).
É possível observar, que existem diferentes tipos de monopólios e diferen-
tes formas para que esses monopólios aconteçam, entretanto, também é possível 
identificar que existe competição nesses monopólios. 
Competição monopolística
A competição monopolística é uma competição imperfeita. Por exemplo, isso 
acontece quando uma empresa é responsável por comercializar um produto com 
características de qualidade e aparência, mas não dá a outra empresa a oportuni-
dade de fornecer também esse produto.
Na competição monopolística, como empresas competem entre si com pro-
dutos semelhantes, mas diferentes. Dessa forma, os produtos vendidos podem 
ser considerados substitutos, mas não são substitutos perfeitos. O principal fator 
da concorrência perfeita na concorrência monopolística é a livre entrada de em-
presas (VARIAN, 2009)
FIGURA 3 – HAVAIANAS
FONTE: . 
Acesso em: 11 nov. 2021.
17
Conceitos Básicos de EconomiaConceitos Básicos de Economia Capítulo 1 
Um bom exemplo de competição monopolística é o mercado de sandálias. O 
mercado de sandálias oferece produtos muito semelhantes e desempenha suas 
funções quase da mesma forma. No entanto, existem diferenças nos produtos, 
principalmente na imagem da marca de calçados. É justamente por essa diferen-
ciação que os produtos serão comercializados a preços diferenciados. Por exem-
plo, o preço de transação da marca Havaianas costuma ser superior ao de seus 
concorrentes. Porque, por meio do posicionamento da marca, o produto é supe-
rior aos concorrentes. No entanto, os consumidores não estão dispostos a pagar 
qualquer preço pelas sandálias Havaiana.
Oligopólio 
Oligopólio é um modelo de mercado que segue o conceito de concorrência 
imperfeita e é uma espécie de falha de mercado. Isso significa que o desequilíbrio 
entre oferta e demanda tem levado a certo grau de dominância e influência na 
direção dos preços. Existem poucas empresas no mercado.
O que é um oligopólio? O oligopólio ocorre quando algumas empresas detêm 
uma quota de mercado considerável. A origem da palavra vem do grego Oligo, 
que significa muito pouco, e poliomielite, que significa vendas ou comércio. Pode 
ser visto como um compromisso entre um mercado competitivo e monopólio. Este 
é um conceito utilizado na economia política, que é uma ciência dedicada ao estu-
do dos processos econômicos e das relações sociais. 
Quando ocorre um oligopólio e monopólio em uma determinada área da eco-
nomia, as empresas que nele operam ocuparão completamente uma posição do-
minante no mercado. Portanto, a competição entre as empresas pode não ser 
acirrada, o que tem causado prejuízos aos consumidores. Monopólio: Entendendo 
como a falta de concorrência prejudica o mercado. 
Monopólio prejudica o mercado?
Em um mercado altamente competitivo, várias empresas estão 
disputando o espaço de preferência do cliente. Essa disputa fez com 
que os preços dos produtos caíssem, beneficiando o consumidor fi-
nal. Em um oligopólio, poucas empresas competem por espaço para 
as preferências do consumidor. Dessa forma, os preços podem ser 
mais elevados do que os mercados competitivos.
18
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
Como surgiu o oligopólio? O oligopólio aparecerá naturalmente em um de-
terminado mercado. Por exemplo, essa situação ocorre em áreas que exigem 
grande produção e não incentivam a participação de pequenos produtores. Nes-
se caso, apenas grandes empresas podem florescer. O oligopólio também pode 
ocorrer quando a implementação de certas atividades requer intervenção estatal 
ou autorização para prosseguir. É o caso das atividades que contam com deter-
minado tipo de licença ou concessão. O oligopólio, assim como o monopólio, tam-
bém é formado pela fusão e formação de empresas de concorrentes anteriores. 
Características do oligopólio.
 
Um oligopólio é um modelo de mercado que segue o conceito de concor-
rência imperfeita, é uma falha de mercado, ou seja, um funcionamento desequi-
librado da oferta e da demanda, que leva ao impacto dos preços das empresas 
em um determinado ramo e direção. Esta situação cria enormes economias de 
escala. Ou seja, à medida que a empresa aumenta sua participação de mercado, 
obtém economias substanciais diluindo os custos fixos. Isso torna comum o se-
tor ter poucas grandes empresas (PINDYCK;de 2008. Naquele dia, o criador (ou criadores) da crip-
tomoeda, escondido sob o pseudônimo de Satoshi Nakamoto, enviou um e-mail 
para qualquer pessoa interessada em criptografia. No texto da mensagem, ele 
escreveu que estava “desenvolvendo um novo sistema de dinheiro eletrônico to-
talmente ponto a ponto, sem terceiros confiáveis”.
Ele também inseriu um link em inglês para um white paper (manual) sobre 
criptomoedas. No documento de nove páginas, Satoshi Nakamoto descreveu bre-
vemente os fundamentos do Bitcoin com base em quatro pontos principais:
É uma rede peer-to-peer que evita gastos duplos (a mesma moeda pode ser 
enviada várias vezes); elimina a necessidade de intermediários como bancos; 
permite que os participantes permaneçam anônimos; e usa prova de trabalho (um 
algoritmo) para gerar bitcoin (com para o processo de escavação) e evitar esse 
custo duplo.
No manual, Satoshi Nakamoto também estipulou que o fornecimento de BTC 
é limitado. Em 2140, apenas um total de 21 milhões de unidades podem ser mine-
radas (fabricadas), tornando-as escassas. Em outubro de 2021, 18,8 milhões de 
bitcoins foram emitidos, de acordo com o agregador Coingecko.
Embora o Bitcoin tenha sido lançado no final de 2008, o primeiro bloco do 
blockchain da criptomoeda (o nome do arquivo que contém as informações da 
transação) não foi extraído até 3 de janeiro de 2009. Nesse bloco chamado Ge-
nesis, Satoshi Nakamoto escreveu a mensagem criptografada “The Times 3 Jan 
2009 Chancellor à beira de um segundo resgate bancário”.
O texto que significa “o chanceler está prestes a entregar um segundo resga-
te aos bancos” em português, era uma alusão a uma manchete do jornal britânico 
122
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
The Times na época. Essas palavras foram interpretadas como indicando a moti-
vação de Satoshi Nakamoto para criar a criptomoeda.
A crise financeira dos EUA e o Bitcoin – O white paper do Bitcoin vem pouco 
mais de um mês depois que o Lehman Brothers, o quarto maior banco de investimen-
to dos EUA, declarou falência. O colapso do conglomerado financeiro foi o evento 
mais simbólico da crise financeira dos EUA, uma das piores recessões da história.
Esses dois fatos aconteceram quase simultaneamente, levando alguns eco-
nomistas e entusiastas do mercado de criptomoedas a questionar se o Bitcoin era 
uma resposta à instabilidade financeira da época. O mestre em Economia e espe-
cialista em criptomoedas Fernando Ulrich fala sobre os dois eventos em seu livro 
“Bitcoin - The Digital Age” (ULRICH, 2017).
Embora o surgimento de moedas digitais na maior crise financeira desde a 
Grande Depressão da década de 1930 possa ser considerado mera coincidên-
cia, não podemos deixar de notar o progresso dos estados interventores e medi-
das arbitrárias sem precedentes por parte das autoridades monetárias. Durante 
a primeira década do novo milênio, a maioria dos cidadãos comuns em países 
desenvolvidos e emergentes enfrentam anos de perda contínua de privacidade 
(ULRICH, 2017).
Vale lembrar que a crise financeira norte-americana foi causada, em parte, 
pela liberação desenfreada do crédito fácil e pela especulação no mercado imo-
biliário.
Segundo o economista Fernando Antônio de Barros Júnior (2022, on-line), 
professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão 
Preto (FEA-RP) da USP, a diferença de tempo entre eles é apenas uma coinci-
dência. “Acho improvável que o Bitcoin seja lançado por causa de uma crise. Do 
próprio white paper, Satoshi Nakamoto não está tentando criar um ativo financei-
ro, mas um método de pagamento seguro que não é controlado pelo governo.”.
Também deve-se notar que as discussões sobre a criação de uma moeda 
semelhante ao Bitcoin começaram antes de 2008. De acordo com Bitcoin.org, o 
conceito de criptomoeda foi descrito pela primeira vez em 1998 pelo engenheiro 
de computação Wei Dai. Satoshi Nakamoto citou o artigo de Wei em seu white 
paper (ULRICH, 2017).
123
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 3 
3.1.1 O criador do Bitcoin
O criador do Bitcoin está se escondendo atrás do pseudônimo Satoshi Naka-
moto. Quem ele é, no entanto, permanece um mistério. Alguns se apresentaram 
alegando ser o personagem, mas ninguém foi capaz de provar nada.
Traços de sua vida on-line conhecidos até agora. Por exemplo, em novembro 
de 2009, ele lançou o BitcoinTalk, um fórum de discussão sobre criptomoedas. 
Satoshi Nakamoto foi muito ativo no espaço, postando cerca de 600 mensagens 
em quase um ano. No entanto, ninguém forneceu pistas específicas sobre sua 
verdadeira identidade.
A última vez que ele esteve no fórum foi em 12 de dezembro de 2010. No 
post, ele ofereceu alguns conselhos sobre segurança cibernética. Depois disso, 
ele parou de postar qualquer coisa no BitcoinTalk. No mesmo ano, ele também 
passou o repositório com o código Bitcoin para Gavin Andresen, desenvolvedor 
de software envolvido no projeto de criptomoeda.
Em sua última “aparição on-line” no final de abril de 2011, ele enviou um 
e-mail de despedida para os desenvolvedores. Na mensagem, Satoshi Nakamoto 
“transferiu” a responsabilidade do Bitcoin para outros desenvolvedores: “Eu me 
voltei para outras coisas. Este [projeto Bitcoin] recebeu ótimas críticas de Gavin e 
de todos os outros.”.
Candidato a Satoshi Nakamoto – ninguém sabe quem criou o Bitcoin. No 
entanto, existem alguns suspeitos. A lista inclui pessoas que trabalharam com o 
projeto, têm laços estreitos (pelo menos na vida on-line) com o criador do BTC, 
ou foram mencionadas por ele. Há também pessoas ricas que podem influenciar 
o mercado com um único tweet. Confira alguns candidatos: Gavin Andresen, que 
controla o código da criptomoeda e troca informações com Nakamoto, é um deles.
Outro suposto criador do BTC é Hal Finney, que foi o primeiro a receber uma 
transferência de Bitcoin de Nakamoto – isso foi em 11 de janeiro de 2009. No 
entanto, Finney morreu de uma doença degenerativa em agosto de 2014 aos 58 
anos. O seu próprio pedido, seu corpo é congelado para uma futura ressurreição 
– isto é, se algum tipo de tecnologia surgir que possa derrotar a morte.
Os cientistas da computação Nick Szabo e Adam Back mencionados no whi-
te paper do Bitcoin também estão na lista. O cientista da computação e empresá-
rio Craig Steven Wright, que disse a repórteres em 2016 que ele era o verdadeiro 
Satoshi Nakamoto (sem fornecer evidências convincentes), era outro suspeito.
124
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
Por fim, o CEO da Tesla e da SpaceX, Elon Musk, também está concorrendo. 
A teoria de Musk vem depois que um funcionário do bilionário, conhecido por seus 
tweets influenciando o mercado de criptomoedas, disse que poderia ter criado o 
BTC. O empresário negou.
3.1.2 Diferença entre Bitcoin e Moedas 
Digitais
A principal diferença entre Bitcoin, outras criptomoedas e Moedas Digitais do 
Banco Central (CBDCs) é como elas são emitidas e distribuídas.
BTC e altcoins (termos usados para identificar qualquer criptomoeda que não 
seja Bitcoin) são descentralizados. Ou seja, nenhum governo ou estado pode con-
trolar. Portanto, essas regras são determinadas pelas pessoas envolvidas no pro-
jeto, bem como pelos usuários.
Por outro lado, as moedas digitais do banco central são emitidas e distribu-
ídas por agências governamentais. “Um CBDC é uma representação digital de 
uma moeda fiduciária nacional controlada por um banco central”, explicou Ricardo 
Dantas, co-CEO da exchange de criptomoedas Foxbit.
Assim, na prática, uma moeda digital emitida por um banco central é uma 
cópia virtual da moeda atual do país. Portanto, seu valor é determinado pelas au-
toridades monetárias. É diferente de uma criptomoeda descentralizada cujo preço 
muda de acordo com a lei de oferta e demanda.
3.1.3 Como Comprar Bitcoin 
Existem várias maneiras de comprar Bitcoin e altcoins. Exchanges, ETFs de 
criptomoedas efundos de investimento do setor são algumas das opções. No 
caso de trocas, os usuários precisam escolher uma e abrir uma conta. Geral-
mente, eles vão pedir a data de nascimento, RG, CPF, CNPJ (se for empresa) 
e endereço no cadastro – isso é feito on-line (MERCADO BITCOIN, 2022). Al-
guns também pediram uma foto (selfie) para confirmar sua identidade. Retiradas 
e transferências estão sujeitas a cobranças. O investimento mínimo para comprar 
Bitcoin depende de cada exchange. Alguns deles têm um mínimo de 25 reais; 
outros exigem 50 reais.
Os ETFs de criptomoedas podem ser negociados diretamente nas bolsas de 
valores, assim como as ações. Por isso, é necessário abrir conta em uma das 100 
125
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 3 
corretoras do Brasil. O registro também envolve a apresentação de documentos 
pessoais.
É importante lembrar que, além das taxas da B3, os investidores também 
devem pagar taxas de corretagem e custódia à corretora no ato da compra. Há 
também taxas de administração. No início de outubro, os fundos de índice (outro 
nome dos ETFs) tinham cotas iniciais que variavam de 14 reais a 72 reais.
3.2 OS ALTOS E BAIXOS DO BTC
O Bitcoin atingiu um novo recorde histórico em 20 de outubro, ultrapassan-
do US$ 65.000 pela primeira vez. No Brasil, algumas corretoras detêm mais de 
370.000 reais em criptomoeda.
No entanto, em sua curta história, as criptomoedas estiveram em uma mon-
tanha-russa, passando por períodos de alta valorização (mercados em alta) e pe-
ríodos de declínios acentuados (mercados em baixa). Confira um histórico dos 
maiores altos e baixos anuais do Bitcoin abaixo.
Para Mayra Siqueira, gerente geral da Binance Brasil, o Bitcoin é seguro, 
provando que, disse ele, blockchain, a tecnologia por trás da criptomoeda, nun-
ca foi hackeada em seus 13 anos de história. Isso se deve, continuou Mayra, 
principalmente pelo mecanismo que Nakamoto criou, em especial devido a duas 
características: consenso e imutabilidade (NFT e CRIPTOMOEDA: Expectativas 
para 2022, 2022).
Consenso refere-se à capacidade dos nós (computadores ou 
dispositivos conectados a uma interface Bitcoin) concordarem 
sobre o verdadeiro estado da rede e a validade das transações 
em uma rede blockchain distribuída. A imutabilidade, por outro 
lado, refere-se ao blockchain. Capacidade de evitar a alteração 
de transações confirmadas (BINANCE, 2022, on-line).
Na prática, esses dois recursos permitem que as transações entre pessoas 
não identificadas sejam transferidas com segurança, sem a necessidade de tercei-
ros, como um banco ou uma empresa internacional de transferência de dinheiro.
Além de ter uma tecnologia sólida, o Bitcoin também é um investimento se-
guro, disse Mayra. No entanto, ele disse que os investidores precisam fazer sua 
lição de casa e estudar o BTC com cuidado, pois é “considerado um risco para a 
volatilidade”.
126
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
O professor e economista da USP Fernando Antônio de Barros Júnior tam-
bém disse que o BTC é um investimento seguro. Mas, disse ele, era um ativo de 
alto risco. “Portanto, os investidores devem fazer o que qualquer curso básico de 
educação financeira recomenda: considerar risco e recompensa, e nunca colocar 
todos os ovos na mesma cesta”.
3.3 MINERAÇÃO DO BITCOIN 
Simplificando, Bitcoin mining é o nome do processo de validação de tran-
sações de blockchain e recebimento de novas criptomoedas como recompensa. 
Para entender melhor, leia a comparação a seguir:
Para Maria (personagem fictício) morando no Brasil, para transferir 5.000 re-
ais para a conta de João (personagem fictício) morando no Reino Unido, o dinhei-
ro precisa passar por algum terceiro, como banco, como fiador e cobrança de a 
transação serve. No caso do Bitcoin, parte desse papel é o minerador.
Então, se Maria decidir enviar para o João 1 BTC, alguns mineradores da 
rede terão que registrar a transação na blockchain. 
Toda vez que o minerador valida a transação no blockchain ele 
é recompensado em criptomoeda. 
Apenas lendo o parágrafo acima, minerar Bitcoin pode parecer fácil, mas não 
é. Isso porque, para registrar e ganhar BTC, os mineradores precisam realizar 
uma prova de trabalho (algoritmo), que é um problema matemático complexo na 
prática. Os cálculos são resolvidos em média em 10 minutos – esse é o tempo 
que leva para uma transação ser confirmada na rede BTC.
O detalhe que torna essa tarefa extremamente difícil é que existem milhares 
de mineradores tentando resolver essa equação ao mesmo tempo. E como há 
tantos concorrentes, quanto mais difícil é encontrar uma solução, mais poder de 
computação é necessário.
127
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 3 
3.4 COMO MINERAR BITCOIN 
Logo após a criação do Bitcoin, qualquer pessoa poderia facilmente minerar 
a criptomoeda em casa. Basta conectar um computador (com uma placa gráfi-
ca razoável) à rede BTC e mantê-lo funcionando para resolver problemas mate-
máticos complexos. No entanto, atualmente é quase impossível “retirar” bitcoins 
através de um PC comum. Isso ocorre porque um dispositivo específico chamado 
circuito integrado específico de aplicativo (ASIC) deve ser usado para implemen-
tar essa função.
Dada a complexidade da tarefa e o alto investimento no negócio, essas fa-
zendas de mineração geralmente são organizadas em pools (grupos) de mine-
radores que competem coletivamente pela validação da transação, aumentando 
suas chances de serem recompensados em BTC - quando os pools de mineração 
são bem-sucedidos. A batalha é vencida e os 6,25 BTC recebidos são distribuídos 
entre os participantes na proporção do poder de hash entregue.
Um hash é o resultado de uma função de hashes, que é uma 
operação criptográfica que gera identificadores únicos e irrepetíveis 
a partir de uma determinada informação. Hashes são uma peça cha-
ve da tecnologia blockchain e são amplamente utilizados (BTC.COM, 
2022).
3.5 O QUE É PONTO A PONTO (P2P)
No P2P, o valor das criptomoedas é negociado diretamente entre duas par-
tes, geralmente por meio de aplicativos de bate-papo, sites ou plataformas que 
reúnem traders ponto a ponto. Isso é diferente do processo de trocas de criptomo-
edas, que possuem livros de pedidos com preços predeterminados. 
De acordo com Zanoni et al. (2010, on-line), blockchain como um sistema 
P2P consegue resolver algumas dessas limitações com alguma “engenhosidade”. 
O principal deles, disse ele, é o proof-of-work, um protocolo de criptomoeda que 
especifica as etapas nas quais um blockchain funciona.
128
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
No PoW, tenho que resolver um desafio criptográfico para participar da rede, 
que exige poder computacional, ao mesmo tempo em que fornece segurança a 
todo o sistema. Se alguém quiser subverter a rede, precisa ter muito poder com-
putacional para realizar tal um feito, que é muito importante na economia, não é 
viável (INFOMONEY, 2022).
Como isso afeta as operações de criptomoedas: além de ser uma arquitetura 
de rede de computadores, o P2P é uma forma de transação no mundo das crip-
tomoedas. Nesse modelo, os usuários podem negociar BTC, Ethereum (ETH) ou 
qualquer outra altcoin (o nome de uma criptomoeda que não seja Bitcoin) entre si 
sem intermediários de terceiros, como corretores.
Como negociar em uma rede ponto a ponto - Para negociar ponto a ponto, 
um investidor precisa encontrar um vendedor P2P na Internet. O investidor pode 
encontrá-los em grupos de bate-papo do WhatsApp e Telegram, redes sociais ou 
sites. Vale também buscar referências dos envolvidos no mercado de criptomoe-
das (INFOMONEY, 2022).
É durante a conversa virtual que são definidos os detalhes da negociação, 
como condições de pagamento e prazos. Outra possibilidade é encontrar traders 
P2P em plataformas como Local Bitcoins, Paxful e P2P Catalog. Eles reúnem 
vendedorese compradores de criptomoedas no mesmo espaço virtual, essencial-
mente um mercado. Para usá-los, o investidor precisa se registrar.
Assim como nas exchanges, alguns desses sites garantem que as transa-
ções sejam realizadas sem prejudicar nenhuma das partes. Por exemplo, no caso 
de LocalBitcoins e Paxful, as criptomoedas são mantidas em uma espécie de con-
ta de garantia até que a transação seja concluída (INFOMONEY, 2022).
Os diretórios P2P têm classificações de reputação do vendedor, com pontu-
ações que variam de 1 a 5. Quanto maior o número, melhor está posicionado e, 
portanto, mais confiável é. As avaliações são dadas pelo próprio cliente.
Algumas exchanges centralizadas, como Binance e OKEx, também possuem 
plataformas de negociação P2P. Como Paxful e LocalBitcoins, as duas exchanges 
mantêm criptomoedas até que as transações entre os usuários sejam concluídas.
3.6 NEGOCIAÇÃO P2P
Conforme abordado pela Infomoney (2022), os passos para uma transação 
de Bitcoin no sistema de P2P são: 
129
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 3 
Passo 1: Normalmente, as pessoas interessadas em comprar criptomoedas 
entram em contato com o vendedor P2P por meio de um aplicativo de chat. Du-
rante o chat virtual, o comprador informa o ativo digital que deseja comprar e o 
valor – por exemplo, 1 BTC.
Passo 2: Em seguida, o trader cita a criptomoeda em moeda fiduciária (por 
exemplo, dinheiro real) e cobra pelo serviço.
Passo 3: Se ambas as partes concordarem com o valor, o vendedor informa 
a conta bancária e o comprador encaminha seu endereço de carteira de criptomo-
edas.
Passo 4: Normalmente, os compradores enviam o dinheiro primeiro. Somente 
após a confirmação do pagamento, o vendedor enviará a criptomoeda ao cliente. 
É quando um golpe pode acontecer e o traficante pega o dinheiro da pessoa e de-
saparece. Por isso, é tão importante comprar apenas de profissionais confiáveis.
Vale ressaltar que as transferências de Bitcoin, Ethereum e outras altcoins 
podem demorar para serem confirmadas. O tempo exato depende do congestio-
namento do blockchain. Por exemplo, no caso do BTC, o tempo de espera é de 
pelo menos 10 minutos, que é o tempo para minerar um bloco (um conjunto de 
cheques). No entanto, em dias com atrasos na transmissão da rede, a confirma-
ção pode levar horas.
3.6.1 Vantagens 
Segundo a Infomoney (2022), algumas das vantagens das negociações P2P:
A negociação P2P tem vantagens sobre outros modelos de compra de criptomo-
edas: agilidade – como as transações não envolvem terceiros, como bolsas ou corre-
toras (no caso de ETFs e fundos mútuos), as transações tendem a ser mais flexíveis.
Taxas mais baratas: as exchanges normalmente cobram taxas por saques, 
transferências e transações. Nas negociações P2P, os vendedores também co-
bram taxas (é assim que ganham dinheiro), mas o valor cobrado costuma ser 
mais acessível.
Transações: o valor das criptomoedas pode ser negociado desde que as 
transações sejam feitas entre duas pessoas. Por exemplo, lembre-se de que o 
BTC não possui um único preço fixo. Existe uma média, mas os revendedores 
podem definir seus próprios preços.
130
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
3.6.2 Desvantagens
Apesar das vantagens, as transações P2P também apresentam desvanta-
gens (INFOMONEY, 2022). 
TABELA 3 – DESVANTAGEM DO P2P
Confiança 
Nenhuma entidade pode garantir uma transação entre duas pessoas. Isso deixa 
espaço para os cibercriminosos fraudarem. Muitos golpistas usam nomes reais de 
revendedores para atrair vítimas e roubar dinheiro. Há também casos em que o ven-
dedor não paga o comprador.
Conhecimento 
Para negociar diretamente com outros usuários, um investidor precisa ter conheci-
mentos básicos sobre o mercado de criptomoedas. Por exemplo, conhecer endere-
ços, carteiras de criptomoedas e exploradores de blockchain é essencial. Sem tempo 
para entender como funciona o setor, o mais recomendado e seguro a se fazer é 
negociar por meio de exchanges.
Timing 
Os próprios compradores precisam acompanhar os vendedores. No entanto, essa 
busca precisa ser trabalhada porque, para não ser enganado, é muito importante 
verificar se o revendedor é confiável, confirmar sua identidade e pedir conselhos a 
outros clientes.
Custódia 
Nas transações ponto a ponto, os usuários também precisam entender a custódia e 
a segurança dos ativos digitais. Não há troca para manter as criptomoedas no arma-
zenamento. Muitos acreditam que esse recurso é tão benéfico quanto os investidores 
serem seu próprio banco, o que cria mais responsabilidade. Outros, no entanto, pre-
ferem entregar o serviço a terceiros.
Como evitar 
golpes
Como mencionado anteriormente, é melhor fazer uma pesquisa completa sobre o 
vendedor antes de fechar o negócio. As plataformas que reúnem traders geralmente 
têm classificações de reputação. Também é importante conversar com outras pes-
soas que já estão fazendo negócios com o vendedor. Ao falar com P2P, certifique-se 
também de estar falando com uma pessoa real, não uma falsa. Muitos golpistas 
fingem ser verdadeiros traficantes de drogas para enganar.
FONTE: Adaptado de Infomoney (2022)
Outra forma de evitar golpes é negociar preços baixos. Se tudo der certo e 
o vendedor não cobrar de você, pode valer a pena adicionar o valor negociado 
na sua próxima transação. Outro ponto a considerar é que os traders P2P quase 
nunca tocam em pessoas que oferecem criptomoedas. Os caminhos são geral-
mente invertidos. Portanto, seja cético se alguém ligar para o P2P para enviar 
uma mensagem com uma promoção de criptomoeda.
131
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 3 
3.7 DIFERENÇA ENTRE MINERAÇÃO, 
PEER-TO-PEER E EXCHANGE
Existem muitos conceitos no mundo das criptomoedas, alguns dos quais po-
dem ser confusos. Assim, a mineração é o nome dado ao processo de colocar 
mais criptomoedas em circulação. Simplificando, novos ativos digitais são criados 
quando mineradores (participantes da rede que validam transações) adicionam 
novos blocos (conjuntos de dados de validação) ao blockchain, um grande banco 
de dados público que registra o histórico de movimentos dos usuários.
O sistema P2P é basicamente uma rede de computadores descentralizada 
onde cada participante também atua como servidor, não apenas como cliente. 
Não apenas um servidor central. Por exemplo, blockchain é uma rede ponto a 
ponto. As transações P2P são o tipo de transações que ocorrem diretamente en-
tre usuários, sem intermediário corporativo.
Finalmente, uma exchange é uma plataforma digital onde um investidor pode 
comprar, vender, negociar e manter criptomoedas como Dogecoin (DOGE), Ethe-
reum (ETH) e Cardano (ADA). Na prática, são muito semelhantes às corretoras, 
com gestão centralizada. Algumas das corretoras que atuam no Brasil são: Binan-
ce, Mercado Bitcoin, Foxbit, Coinext e NovaDAX.
3.8 CARTEIRAS DE CRIPTOMOEDAS
Carteiras de criptomoedas como meio de armazenamento de criptomoedas 
através do blockchain. O dinheiro, especialmente o dinheiro usado no dia a dia, 
costuma ser armazenado, de forma física ou digital em bancos, por meio de con-
tas correntes e mais recentemente, carteiras eletrônicas como Apple Pay e Goo-
gle (Pay Pellini, 2020). O mesmo acontece no mundo das moedas digitais. Para 
armazenar Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), Litecoin (LTC) ou qualquer outro ativo 
criptográfico, um investidor precisa de uma carteira de criptomoedas.
3.8.1 Uma carteira de criptomoedas
Quando uma pessoa transfere criptomoedas para outra, esses ativos são ar-
mazenados no blockchain. Blockchain é um conhecido banco de dados descen-
tralizado que nasceu com o Bitcoin (BTC) no final de 2008.
132
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
Carteiras de criptomoedas são softwares e dispositivos físicos que permitem 
aos usuários acessar esses ativos digitais armazenados no sistema. Além disso,permitem o envio de moedas digitais sem a necessidade de intermediário.
Na prática, as carteiras são semelhantes às contas bancárias, com uma 
grande diferença: os proprietários das carteiras são responsáveis pela proprieda-
de e segurança de seus ativos, não o banco.
À primeira vista, a funcionalidade de uma carteira de criptomoedas pode pa-
recer complicada. Mas quando a tecnologia é comparada a serviços mais popu-
lares, como transferências bancárias e e-mail, fica mais fácil de entender do se-
guinte modo:
Uma vez que a carteira é criada, uma “semente” é gerada imediatamente. 
Uma semente é uma string de 12 a 24 palavras (inglês) que funciona como uma 
senha de recuperação do sistema. Se o investidor perder a senha não terá mais 
acesso ao fundo (RIBEIRO, 2021).
Depois que a semente é criada, a carteira publica a chave privada, a chave 
pública e o endereço. Uma chave privada é como a senha da uma conta bancária. 
Assim o investidor não deve repassar para ninguém porque através dessa senha 
qualquer pessoa pode acessar criptomoedas.
A chave pública, por sua vez, é como sua conta bancária. Sua criptomoeda 
é armazenada lá e só pode ser liberada usando a chave privada. Como é público, 
qualquer pessoa pode vê-lo, mas ninguém pode transferir seus fundos.
Finalmente, o endereço é como o número da sua conta bancária, ou pode 
ser comparado ao um endereço PIX também. É esse endereço, derivado da cha-
ve pública, que deve ser notificado nas transmissões de moeda criptografada. É 
basicamente uma string alfanumérica como está: 0xDD36dA043eCcE9c9481EfD-
0C4605d6075EFc6695
O envio de um e-mail também pode ser análogo: Para enviar uma mensa-
gem para alguém, uma pessoa precisa fazer login no seu serviço de e-mail (como 
Gmail ou Yahoo), digitar sua senha, escrever uma mensagem e digitar o endere-
ço do destinatário, certo? No caso de criptografia, a chave privada é a senha do 
e-mail. Uma conta pública, por sua vez, é uma conta de e-mail (Gmail, Yahoo, 
etc.). Finalmente, o endereço da carteira de criptomoedas é o endereço de e-mail: 
so-and-so@gmail.com.
133
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 3 
3.8.2 Tipos de Carteiras 
Existem diversos tipos de carteiras no mercado, com diferentes “naturezas” 
e formatos. No entanto, em geral, os modelos disponíveis podem ser divididos em 
duas grandes categorias: carteiras quentes e carteiras frias.
Hot wallets são aquelas carteiras que estão conectadas à internet. Eles são 
mais práticos do que carteiras frias, mas geralmente são mais vulneráveis a ata-
ques cibernéticos. Existem versões mobile, web e desktop.
Mobile: são carteiras de criptomoedas que podem ser baixadas de lojas de 
aplicativos móveis, como Google Play e Apple Store. Eles são “mãos no volante” 
para quem quer comprar onde Bitcoin e altcoins são aceitos (RIBEIRO, 2021).
Alguns exemplos de carteiras móveis são Coinomi, Trust Wallet e Exodus.
Web: as carteiras quentes da Web são aquelas carteiras que podem ser 
acessadas pelo próprio navegador. Os usuários podem transferir suas criptomoe-
das simplesmente acessando a página da carteira e inserindo dados como login 
e senha.
Assim como as carteiras móveis, elas também são funcionais. No entanto, 
como estão sempre conectados à internet, também são mais vulneráveis a hacke-
rs. As duas carteiras web mais populares são MetaMask e Blockchain.com.
De acordo com Ribeiro (2021), o Desktop: carteiras de desktop são progra-
mas que podem ser baixados e instalados no disco rígido do seu computador. Ao 
contrário das carteiras web e móveis, neste tipo de carteira, as informações do 
usuário são armazenadas no PC, não na internet.
No geral, elas são mais seguras do que as carteiras de criptomoedas móveis 
e da web. No entanto, os usuários precisam ter cuidado e manter o dispositivo 
longe de malware, vírus etc. Dois exemplos são Electrum e Exodus.
 
Já as carteiras frias ou Cold Wallets carteiras de criptomoedas frias são 
aquelas carteiras que não estão conectadas à World Wide Web. Por não estarem 
na rede, geralmente são mais seguros (RIBEIRO, 2021). 
Existem dois tipos principais. Carteiras de hardware: as carteiras de hardwa-
re são dispositivos físicos que podem armazenar criptomoedas. Eles são peque-
nos e muito semelhantes aos pens drives.
134
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
Como não estão conectados à internet, são mais seguros do que as carteiras 
quentes. Por outro lado, não são práticos, principalmente para quem precisa usar 
criptomoedas no dia a dia. Algumas das carteiras de hardware existentes no mer-
cado são as marcas Ledger e Trezor (RIBEIRO, 2021).
Carteira de papel: é basicamente um pedaço de papel com chaves privadas 
e públicas impressas nele. Existem programas, como o BitAddress, que podem 
gerar carteiras de papel. Por serem físicas, são mais seguras do que carteiras 
quentes. No entanto, eles também trazem riscos virtuais e físicos.
Por exemplo, o computador da pessoa pode ter sido infectado por um vírus 
durante a criação da carteira. Alternativamente, a tinta usada na impressão pode 
se desgastar com o tempo, fazendo com que as informações sejam apagadas.
Importante: uma das palavras de ordem no espaço de criptomoedas, espe-
cialmente entre investidores experientes, é: “Exchanges are not wallets” e essa 
afirmação é verdadeira.
Uma carteira é um software ou dispositivo no qual as informações que po-
dem acessar criptomoedas armazenadas no blockchain podem ser armazenadas. 
Ou seja, é onde estão localizadas as chaves e endereços privados e públicos.
Deixar criptomoeda em uma carteira ou exchange? Muitos investidores em 
criptomoedas se perguntam se é melhor manter criptomoedas em carteiras ou 
exchanges. Ambas as possibilidades têm lados positivos e negativos.
A desvantagem de permanecer nas exchanges é que elas são alvo de hacke-
rs porque movimentam muitas criptomoedas. Globalmente, houve vários casos de 
trocas perdendo ativos de investidores (INFOMONEY, 2021).
Em outubro de 2021, a Coinbase, uma das maiores exchanges do mundo, 
revelou que hackers roubaram criptomoedas de pelo menos 6.000 clientes. Se-
gundo a empresa, um terceiro não autorizado explorou uma vulnerabilidade no 
processo de recuperação de conta da empresa para obter acesso às contas das 
vítimas e transferir fundos (INFOMONEY, 2021).
No entanto, como são alvos de cibercriminosos, os corretores tendem a in-
vestir pesadamente em segurança. Não houve hacks sérios no Brasil, indepen-
dentemente de golpes disfarçados de trocas. Além disso, embora o mercado de 
criptomoedas não seja regulamentado, a maioria das corretoras brasileiras ou que 
operam lá tendem a agir de acordo com a lei. Portanto, se algo der errado, como 
fraude ou falência, os usuários podem recorrer à justiça. Solicitar assistência jurí-
dica é um pouco mais complicado se algo der errado com a carteira.
135
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 3 
O aspecto positivo de usar uma carteira é a possibilidade de ser seu próprio 
banco. Portanto, os usuários são responsáveis por gerenciar suas criptomoedas 
e calcular as taxas de transferência. Um investidor também não precisa pagar as 
taxas que os corretores costumam cobrar. É mais seguro desde que um investidor 
tome precauções contra vírus e programas maliciosos.
 Enquanto alguns veem a autonomia que vem com o uso de uma carteira 
como algo positivo, outros veem isso como um problema. Isso ocorre porque nem 
todo mundo tem tempo ou desejo de entender os meandros do mercado de cripto-
moedas. Nesse caso, pode fazer mais sentido manter as moedas na carteira.
3.8.3 A escolha do tipo de carteira de 
criptomoeda dependerá da finalidade
Antes de escolher uma carteira de criptomoedas, um investidor precisa pes-
quisá-la minuciosamente. Os seguintes pontos devem ser considerados.
TABELA 4 – TIPO DE USO PARA UMA CARTEIRA DE CRIPTOMOEDA
Todos os dias
Por exemplo, se a ideiaé usar sua criptomoeda todos os dias para comprar café em 
uma padaria ou pagar contas, é melhor mantê-las em uma carteira móvel. Eles são 
práticos e podem guardar notas quase como uma carteira.
Longo Prazo
Se um investidor possui criptomoedas “em grande parte” e planeja manter esses ativos 
a longo prazo, uma boa opção é colocá-los em uma carteira de hardware, pois são 
mais seguros. Para proteger ainda mais os ativos criptográficos, uma possibilidade é 
armazenar o dispositivo em um cofre.
Custódia
Se um investidor não quer ser responsável pela custódia e guarda de seus ativos, vale 
a pena manter sua criptomoeda em uma exchange. Nesse caso, é importante analisar 
se a troca é séria e não uma farsa.
FONTE: Adaptado de Ribeiro (2011)
Quando Satoshi Nakamoto publicou o white paper do Bitcoin no final de 
2008, sua ideia era que os usuários pudessem enviar BTC uns aos outros sem a 
necessidade de um intermediário. Além disso, a figura mítica por trás da primeira 
criptomoeda do mundo quer que os usuários comecem a gerenciar seu próprio 
dinheiro, não um banco. Alguns aspectos são importantes (INFOMONEY, 2022).
Reputação: é importante verificar se a carteira e as pessoas por trás dela 
são sérias. Comentários postados em mídias sociais, sites de notícias e lojas de 
136
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
aplicativos são boas fontes. Conversar com outros usuários também é divertido. 
Tipos de criptomoedas suportados: algumas carteiras suportam várias criptomoe-
das, enquanto outras suportam várias. Se um investidor planeja possuir diferentes 
tipos de ativos, escolha uma carteira que aceite moedas em seu portfólio.
Facilidade de uso: algumas carteiras de criptomoedas têm melhor usabili-
dade do que outras. Veja o que outros usuários têm a dizer sobre isso. Uma boa 
opção é testar alguns deles e ver qual um investidor gosta.
Segurança: antes de escolher uma carteira, vale a pena visitar o site de cada 
pessoa e analisar quais medidas de segurança são fornecidas. Existe autentica-
ção de dois fatores (2FA)? Existe identificação biométrica? Quanto maior o nível 
de segurança, melhor.
Portanto, uma carteira de criptomoedas é importante porque permite que os 
usuários sejam seu próprio banco “próprio” e tenham autonomia sobre suas pró-
prias finanças. Através do uso de criptografia, as carteiras também podem prote-
ger ativos de criptomoeda. No entanto, os usuários também precisam fazer sua 
lição de casa e ter cuidado com hackers e programas maliciosos.
3.8.4 Prós e contras das carteiras 
Conforme abordado pelo o Estadão (2022), cada tipo de carteira de cripto-
moedas tem seus prós e contras.
A praticidade é a principal vantagem das carteiras quentes. Por exemplo, as 
carteiras de smartphones facilitam a vida de quem deseja usar criptomoedas para 
pagamentos diários. A desvantagem desse grupo é que eles estão conectados à 
Internet, o que os torna mais vulneráveis a ataques cibernéticos.
As carteiras frias são mais seguras porque não estão on-line. As carteiras de 
hardware, semelhantes aos pendrives, são mais recomendadas para quem preci-
sa armazenar grandes quantidades de ativos digitais por muito tempo. A desvan-
tagem deste grupo é a falta de praticidade. 
Os usuários que optam por gerenciar fundos em suas carteiras devem prestar 
atenção à segurança. Aqui estão algumas dicas. Parte disso foi proposto pelo site 
Bitcoin.org criado por desenvolvedores envolvidos no BTC. No entanto, essas reco-
mendações também se aplicam a carteiras que suportam outras criptomoedas.
137
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 3 
Proteção: um investidor precisa manter suas sementes trancadas. Isso por-
que, se alguém puder acessá-lo, terá acesso aos seus fundos. Por isso, é melhor 
mantê-lo em algum lugar seguro.
Se um investidor não encontrar mais sua senha, infelizmente, terá que dizer 
adeus ao seu bankroll. Não há serviços de recuperação de senha no mercado de 
criptomoedas. 
Estima-se que 20% dos 18,8 milhões de BTC minerados (emitidos) foram 
perdidos devido à perda de informações de acesso (BITCOIN.ORG, 2020). 
Distribuição: não guardar grandes quantias de criptomoeda em uma única 
carteira. Se um investidor não tem US$ 1.000 no bolso, talvez deva pensar o mes-
mo sobre sua carteira Bitcoin (BITCOIN.ORG, 2020).
Backup: fazer backup de sua carteira com frequência. Dessa forma, pos-
síveis falhas, sejam elas artificiais ou virtuais, podem ser evitadas. As carteiras 
possuem procedimentos diferentes, mas geralmente oferecem opções de backup 
dentro da própria plataforma.
Atualizações: é ideal manter a carteira de criptomoedas atualizada com a 
versão mais recente do software. Essas atualizações geralmente “atualizam” os 
processos de segurança abordando problemas subjacentes.
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
Vimos que o valor do dinheiro flutuar ao longo do tempo. Logo os investido-
res podem investir o dinheiro agora para aumentar a quantia de dinheiro no futuro. 
Assim observamos que existem diferentes formas de se investir. Para poder in-
vestir, o investidor deve saber qual é o seu perfil de investidor e qual a finalidade 
do dinheiro no futuro, assim analisar as principais formas de investimento dentro 
de seus objetivos. Vimos que existem diferentes investimentos como renda fixa e 
variável e que cada uma tens seus riscos.
Por fim, vimos um novo mundo no campo dos investimentos os criptoativos, 
o qual tem suas particularidades, como vantagens e desvantagens. Mas focamos 
nossos estudos na segurança e nos objetivos do criador do BTC. 
138
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
1 A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) normatiza o mercado 
de capitais, os quais pertencem às bolsas de valores que viabi-
lizam os negócios com valores mobiliários. A (CVM) obrigatoria-
mente por lei, deve fazer:
a) ( ) Garantir que as informações recebidas das empresas e os ne-
gócios com valores mobiliários sejam restritas ao público. 
b) ( ) Garantir que o mercado funcione com eficiência.
c) ( ) Estimular que as pessoas poupem e invistam na poupança. 
d) ( ) Normatizar as transações de câmbio, financeiras e emissão de 
moeda. 
e) ( ) Emprestar recursos para companhias de capital fechado.
2 Investidores com perfil moderado, visam proteger seus recursos 
alocados e detestam estilos de investimento arriscados. Nesse 
sentido, qual é uma dessas estratégias desses investidores para 
minimizar o risco? Justifique. Sua resposta deve conter no míni-
mo 300 palavraras.
3 Finanças Corporativas e Mercado de Capitais Mercado de capi-
tais é definido como um conjunto de instituições que negociam 
com títulos e valores mobiliários, objetivando a canalização dos 
recursos dos agentes compradores para os agentes vendedores. 
Ou, seja, o mercado de capitais representa um sistema de distri-
buição de valores mobiliários que tem o propósito de viabilizar a 
capitalização das empresas e dar liquidez aos títulos emitidos por 
elas. Assinale a alternativa que apresenta as entidades que com-
põe o sistema de distribuição e prestação de serviços do merca-
do de capitais brasileiro. 
a) ( ) Sociedades corretoras de valores mobiliários, sociedades dis-
tribuidoras de valores mobiliários, bancos comerciais e bancos de 
desenvolvimento. 
b) ( ) Sociedades corretoras de seguros, sociedades distribuidoras 
de valores mobiliários, bancos de investimento e bancos de de-
senvolvimento. 
c) ( ) Sociedades corretoras de valores mobiliários, sociedades dis-
tribuidoras de valores mobiliários, bancos de investimento e ban-
cos de desenvolvimento. 
d) ( ) Sociedades corretoras de valores mobiliários, sociedades dis-
tribuidoras de valores mobiliários, bancos de investimento e ban-
cos de poupança. 
139
Cálculos Financeiros BásicosCálculos Financeiros Básicos Capítulo 3 
e) ( ) Sociedades corretoras de valores mobiliários, sociedades dis-
tribuidoras de fundosimobiliários, bancos de investimento e ban-
cos de desenvolvimento.
4 Escolha uma das perguntas a seguir e responda com um texto de 
até 300 palavras.
a) O que é e como funciona o Bitcoin? 
b) Como é chamado o processo de criação de um Bitcoin? 
c) Como são feitas as transações? 
d) E como será o futuro dessa tecnologia, Bticoin é seguro?
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distribuídas. Anais do XXVIII Simpósio Brasileiro de Redes de Computadores 
e Sistemas Distribuídos, 2010.RUBINFELD, 2013). Ao passo que 
Oligopólio puro: os produtos fornecidos pela empresa não são diferenciados e 
são homogêneos. Oligopólio diferenciado: Quando os produtos fornecidos apre-
sentam alguma diferenciação relevante ou diferentes características de qualidade 
dependendo da empresa. Por exemplo, as indústrias de informática e automotiva.
Além disso, isso dificulta a entrada de novos players no mercado, pois a em-
presa precisa crescer substancialmente para diluir custos e atingir lucratividade. 
Portanto, algumas das características de um mercado de oligopólio são: Existem 
muito poucas empresas no mercado. Normalmente existem dois ou três grandes. 
O preço é controlado ou quase inalterado. As empresas são interdependentes. 
As ações de uma pessoa influenciam e encorajam outras. Barreiras à entrada de 
novos concorrentes.
Oligopsônio
Oligopsônio é uma estrutura desenvolvida em um mercado, neste mercado, 
para cenários com muitos vendedores, poucos compradores podem ser identifica-
dos. No contexto da microeconomia, segundo Oindyck e Rubinfeld (2013), é um 
panorama em que o agente responsável por inserir preço pode intervir na política 
de preços, reduzindo assim o preço. Ao passo que para muitos vendedores, es-
ses compradores são poucos. O direito de determinar os preços e a dinâmica do 
mercado está nas mãos do comprador. Por exemplo: Vários fabricantes de tabaco 
fornecem essa matéria-prima a alguns fabricantes de cigarros.
No contexto da microeconomia, é um panorama em que o inseridor pode 
intervir na política de preços, reduzindo, assim, o preço. Se você se lembrar do 
19
Conceitos Básicos de EconomiaConceitos Básicos de Economia Capítulo 1 
termo oligopólio após uma leitura rápida, entenda que essas definições estão dis-
tantes uma da outra – ambas são características que se aplicam ao Brasil e ao 
tipo de mercado mundial. 
A propósito, ambos terão um impacto negativo na capacidade de buscar me-
lhores preços e na capacidade de ter mais opções. Outra característica marcan-
te do oligopsônio é que as linhas de produtos desses diversos vendedores, aos 
poucos compradores, costumam ser homogêneas e, portanto, fáceis de serem 
substituídas.
Monopsônio
Monopsônio é uma estrutura de mercado em que vários vendedores de um 
determinado produto ou serviço têm apenas um comprador. Portanto, a demanda 
se concentra em uma única pessoa jurídica, sujeitando diversos fornecedores às 
suas condições.
Na teoria microeconômica, são classificados diversos tipos de estrutura de 
mercados. O monopólio e o monopsônio são exemplos únicos e com característi-
cas bem diferentes. O monopsônio é a estrutura oposta ao monopólio, em que há 
apenas um vendedor para diversos compradores. Como é o caso do monopólio 
dos correios e de serviços de água e luz (MANKIW, 2009). 
O que é um monopsônio? Segundo Pindyck e Rubinfeld (2013), monopsô-
nio é a estrutura de mercado em que um comprador controla substancialmente o 
mercado em que atua, sendo o principal demandante de um determinado bem ou 
serviço. Com isso, esse comprador possui poder de mercado e pode influenciar 
no preço da mercadoria que será praticado nesse negócio em seu benefício. Es-
sas duas estruturas de mercado são opostas a concorrência perfeita, ou mercado 
competitivo, em que há muitos ofertantes e muitos demandantes para um produto 
ou serviço. 
De forma que o preço e a quantidade ofertada são definidos pela concor-
rência no mercado da forma mais eficiente. Por haver apenas um ofertante no 
monopólio, os demandantes não possuem outra opção que não comprar com o 
monopolista. 
Por isso, em estruturas de monopsônios, geralmente os vendedores se en-
contram em uma guerra de preços para conseguir fechar negócio com o único 
comprador. O resultado é uma queda de preços e/ou aumento da quantidade ofer-
tada. Em outras palavras, as empresas não conseguem cobrar o preço desejado 
e ficam à mercê da proposta do comprador ou ficam sem mercado. 
20
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
Existem poucos exemplos de monopsônios puros, segundo Reis (2018), por 
exemplo, no Brasil, um deles é a Petrobras no mercado de gás natural. A Petro-
bras é a única empresa que pode comprar o gás natural do gasoduto Brasil-Bolí-
via e revender no Brasil. O mais comum é uma estrutura de oligopsônio. Ou seja, 
há poucos compradores e inúmeros vendedores no mercado. De forma que um 
grupo pequeno de empresas, chamados de oligopolistas, possuem poder de mer-
cado. Mas, em geral, um monopsônio configura um grande poder de mercado ao 
comprador que acaba com a competitividade. 
O mercado onde o monopsônio é mais comum é no mercado de trabalho. 
Empresas muito grandes de um setor podem vir a ser as únicas empregadoras de 
uma mão de obra específica desse mercado. Assim, os trabalhadores desse setor 
não possuem outra escolha que não aceitar qualquer condição de trabalho dessa 
empresa se querem trabalhar nesse ramo (PINDYCK; RUBINFELD, 2013).
O que resulta em salários baixos para os funcionários. Um exemplo é a in-
dústria de tecnologia. Existem poucas empresas de porte grande que demandam 
por um determinado serviço engenharia de software. Esses engenheiros, por sua 
vez, só têm a essas empresas como mercado de trabalho e precisam aceitar as 
condições propostas. Por fim, a estrutura de monopsônio garante ao comprador 
uma enorme vantagem no mercado por poder influenciar diretamente nos preços 
que serão praticados. Dessa forma, prejudica os vendedores que precisam com-
petir por preço para continuarem no mercado (PINDYCK; RUBINFELD, 2013).
QUADRO 1 – RESUMO ESTRUTURAS DE MERCADOS
Estrutura
Número de 
empresas
Diferenciação 
de produtos
Condições 
de entrada 
e saída
Influência 
sobre o preço
Concorrência 
extrapreço
Exemplos
Concorrência 
perfeita
Muitas
Produto Homo-
gêneo
Fácil Nenhuma
Não seria 
possível e seria 
ineficaz
Alguns produ-
tos agrícolas
Monopólio Uma
Produto Único 
sem subsídios 
próximos
Difícil Forte
Campanha pra 
salvaguardar 
sua imagem
Serviços 
telefônicos
Concorrência 
Monopolista
Muitas
Produto Dife-
renciado
Fácil Leve
Intensa para 
algumas dife-
renças
Comércio 
varejista, 
restaurantes, 
etc.
Oligopólio Poucas
Homogêneo ou 
Diferenciado
Difícil Considerável
Intensa sobre-
tudo quando há 
diferenciação
Homogêneo: 
Alumínio
Diferenciado:
Automóveis
FONTE: Adaptado de Kupfer (2002)
21
Conceitos Básicos de EconomiaConceitos Básicos de Economia Capítulo 1 
1 De acordo com Maura Montella (2004, p. 38), o mercado é “o 
conjunto de compradores e vendedores que interagem entre si.”. 
E as estruturas de mercado são “as características de cada mer-
cado em função do número de compradores e vendedores e da 
diferenciação ou homogeneidade dos produtos transacionados.” 
Assim sendo, o mercado compreende a interação e o envolvi-
mento de compradores e vendedores. Sabendo que as principais 
estruturas de mercado são: concorrência perfeita e monopolista, 
oligopólio e monopólio, assinale a alternativa que NÃO represen-
te uma característica de empresas que atuam no mercado de 
concorrência perfeita?
a) ( ) Oferta de diversos produtos serviços parecidos.
b) ( ) Muitas empresas competindo no mesmo mercado.
c) ( ) Produtos diferenciados.
d) ( ) Pouca diferença de preço dos produtos e serviços.
e) ( ) Qualquer empresa pode competir no neste modelo de mercado.
As estruturas oligopsônio, oligopólio e suas consequências de 
mercado. No caso de oligopólio, quando algumas empresas detêm 
todo o mercado (ou uma parte importante dele), o oligopsônio será 
determinado. Não é um monopólio, mas também não é um mercado 
competitivo. Como são poucas as empresas que vendem neste mer-
cado, elas têm grande influência no preço do produto. Outro fator é 
a interdependência entre esses agentes – mudanças em um grupo 
podem interferir em outros grupos.
Tanto o oligopsônio quanto o oligopólio têm um impacto negativo 
no mercado. Embora não seja ilegal,essa prática tem sido registrada 
como agente de conscientização de cenários de vendas e compras 
no Brasil e no mundo. Por serem poucos agentes em um determina-
do departamento, esses grupos concentram seus esforços na com-
pra e venda, podendo atuar em conjunto para intervir nos preços e 
aumentar fatores como concentração de renda e desigualdade so-
cial. Além da possibilidade de formação de cartéis; os lucros nesses 
casos são sempre maiores do que em um mercado mais competitivo, 
onde a concorrência é marginalizada e os lucros elevados.
22
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
Um conglomerado é uma forma de oligopólio, em que várias 
empresas que operam em diferentes setores se reúnem para tentar 
dominar um determinado produto e/ou serviço, geralmente adminis-
trado por uma holding. Um exemplo é uma grande empresa, nomea-
damente um trust, desde a extração de matérias-primas até ao trans-
porte dos seus produtos industrializados.
A Mitsubishi Corporation produz de tudo, de carros a canetas. 
General Electric Company que produz lâmpadas, fogões, geladeiras, 
aparelhos de ar condicionado etc.
Economias de escala: organizar o processo produtivo de forma a 
maximizar a utilização dos fatores de produção envolvidos no processo, 
buscando assim reduzir os custos de produção e aumentar os bens e 
serviços. Isso ocorre quando a expansão da capacidade produtiva de 
uma empresa ou indústria leva ao aumento da produção total sem au-
mento proporcional dos custos de produção. Portanto, à medida que a 
produção aumenta, o custo médio do produto tende a diminuir
Diferenciação: os empreendedores fazem um esforço conscien-
te para fornecer tipos e qualidades diferentes de seus concorrentes. 
Isso é chamado de diferenciação de produto. Também chamados de 
empreendedores competitivos de qualidade. Na verdade, nossa ten-
tativa não é fornecer qualidade tecnicamente melhor, mas fornecer 
produtos que, pelo menos em certa medida, parecem ser de melhor 
ou melhor qualidade. Portanto, vemos que devido à capacidade li-
mitada dos consumidores de fazer julgamentos e comparações ra-
cionais, a diversidade de tipos e qualidades aparece naturalmente 
(Vasconcelos, 2002).
2.3 COMPETITIVIDADE DOS 
MERCADOS
Albuquerque (1992) define competitividade como “a habilidade de uma em-
presa em formular e implementar estratégias competitivas para que possa obter e 
manter uma posição sustentável no mercado por muito tempo”. 
23
Conceitos Básicos de EconomiaConceitos Básicos de Economia Capítulo 1 
Para determinar a estrutura do mercado, é importante analisar as forças do 
mercado, ou seja, a capacidade dos vendedores ou compradores de influenciar 
os preços. Afeta o bem-estar de consumidores e produtores e pode ser restringido 
pelo governo. Nesse contexto, analisa-se o mercado competitivo (ou concorrência 
perfeita), monopólio e monopsônio.
Segundo Poter (1993), as 5 forças de mercado são: 1: A ame-
aça de produtos alternativos. Força 2: Ameaça de entrada de novos 
concorrentes. Vantagem três: poder de barganha dos clientes. Força 
4: O poder de barganha do fornecedor. Vantagem 5: Competição en-
tre concorrentes.
Ainda contando com as forças de mercado, as empresas podem desenvol-
ver estratégias diferenciadas de preços e publicidade para se beneficiarem de 
suas forças de mercado (isso não acontecerá em concorrência perfeita, pois, 
como será mostrado, a empresa não tem poder de influenciar o mercado). Pindy-
ck (2013) também apontou um mercado com um número limitado de empresas, 
desde a competição monopolística, em que muitas empresas vendem produtos 
diferenciados, por meio de oligopólios e chegam a cartéis, em que grupos de em-
presas coordenam a tomada de decisões e atuam como monopolistas.
O mercado altamente competitivo oferece desafios e oportunidades aos in-
vestidores. Mas analisar esse tipo de competição nesses setores não é fácil.
Segundo Porter (1993), nessa competição, muitas medidas foram tomadas, 
como redução de lucros e preços, expansão de lojas, redução de custos e forta-
lecimento do atendimento ao cliente. É justamente porque o mercado altamente 
competitivo afetará o desempenho da empresa, é preciso entender sua dinâmica 
para escolher a ação certa. A ferramenta que auxilia na investigação das melho-
res empresas nessa situação é chamada de 5 Forças de Porter.
Um mercado competitivo se refere a uma situação em que muitas empresas 
vendem os mesmos tipos de produtos e serviços, formando um alto grau de con-
corrência, e uma única empresa não pode influenciar os preços.
Krugman e Robin (2016, p. 45) destacam que nesse ambiente existem mui-
tos compradores e vendedores. “Para ser mais preciso, o elemento básico de um 
24
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
mercado competitivo é que nenhuma ação individual terá um impacto significativo 
no preço de venda de bens ou serviços”, explica o autor. Na prática, isso significa 
que a empresa precisa adotar os preços atuais de mercado para não perder com-
petitividade e clientes. Portanto, os preços seguem a lei da oferta e da demanda. 
Ao contrário das empresas monopolistas, em um mercado altamente competitivo, 
as empresas ocupam uma pequena quota de mercado e é difícil obter uma vanta-
gem competitiva.
Para o consumidor, a vantagem é que devido à concorrência os preços são 
baixos e quase não há diferença entre produtos e serviços. É por isso que, nesta 
situação, fidelizar clientes é um desafio para a empresa. Importância dos merca-
dos competitivos O mercado competitivo desempenha um papel importante na 
economia porque estimula as empresas a aumentar a produtividade e a eficiência.
Devido à concorrência acirrada, melhorar os processos e a qualidade dos 
produtos e serviços é fundamental para se manter competitivo. Além disso, seja 
ao nível dos processos internos e da tecnologia de produção, seja ao nível dos 
produtos disponibilizados aos consumidores, esta situação irá promover a inova-
ção. Em síntese, esses fatores impactam a economia, promovendo o crescimento 
econômico e aumentando a competitividade dos diversos setores de um país. No 
entanto, devido à concorrência e aos preços mais baixos, um mercado altamente 
competitivo tende a reduzir as margens de lucro e lucratividade de uma empresa. 
O crescimento econômico se refere ao aumento no número de 
bens e serviços produzidos e vendidos por uma economia em um 
determinado período de tempo. O crescimento econômico é um au-
mento contínuo da atividade econômica.
Portanto, tem impacto sobre o investimento da Bolsa de Valores. Para inves-
tidores que compram ações de empresas em setores altamente competitivos, é 
necessário tomar cuidado com as margens de lucro mais baixas, que podem ter 
um impacto negativo no desempenho das ações. Análise de competitividade de 
mercado.
Uma ferramenta eficaz para analisar setores e empresas é chamada de 5 
Forças de Porter. Foi criado por Michael Porter, um conhecido professor da Har-
vard Business School e fundador da Monitor Group Consulting.
25
Conceitos Básicos de EconomiaConceitos Básicos de Economia Capítulo 1 
FIGURA 4 – ESQUEMA AS 5 FORÇAS DE POTER
FONTE: Adaptado de Porter (1993)
Segundo Porter (1993), essa ferramenta divide a análise em cinco forças 
competitivas: 
1. Ameaças de produtos substitutos: identifique produtos concorrentes 
que são semelhantes, idênticos ou que podem substituir o seu produto. 
Quanto mais acirrada for a competição, maior será a probabilidade de 
diminuição dos lucros e da participação de mercado de uma empresa.
2. A ameaça de entrada de novos concorrentes no mercado: ao analisar 
os setores que investem em bolsa, avalia a possibilidade de entrada de 
novos concorrentes no mercado que podem prejudicar a lucratividade do 
negócio existente. O ideal é investir em ações de empresas diferentes 
das concorrentes. 
3. Poder de barganha dos clientes: essa vantagem é a capacidade dos 
consumidoresde negociar preços e pagar, o que afeta diretamente as 
vendas. Quanto mais acirrada for a competição no mercado, maior será 
o poder de barganha dos clientes.
4. Poder de barganha do fornecedor: a próxima etapa é determinar o po-
der de barganha do fornecedor e seu impacto no bom funcionamento do 
negócio. Por exemplo, se uma empresa tiver apenas um fornecedor, seu 
controle sobre o processo de vendas será reduzido.
5. Concorrência entre concorrentes: a concorrência entre concorrentes é o 
grau de concorrência no setor que você está analisando. Lembre-se de 
26
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
que quanto mais competitivo o mercado, menores as margens de lucro e 
os retornos das ações das pequenas empresas tendem a ser menores.
Com essas cinco forças em mente, você tem uma direção para analisar a 
posição de mercado de sua empresa e mapear em quais vale a pena investir. 
Porém, é preciso lembrar que outras ferramentas como análise gráfica, monito-
ramento de tendências e avaliação das demonstrações financeiras também são 
importantes para o investimento em Bolsa.
Diversificação: refere-se à expansão da empresa para novos 
mercados diferentes de suas áreas originais de negócios, com o ob-
jetivo de expandir o potencial de acumulação que afeta o ritmo de 
crescimento do negócio.
Inovação: É entendida como o resultado da busca contínua de 
lucros extraordinários. Ao obter vantagem competitiva entre os agen-
tes (empresas), os agentes (empresas) buscam ganhar expertise em 
tecnologia e mercados (processos produtivos, produtos, insumos, or-
ganizações, mercados, clientes, serviço pós-venda).
3 MACROECONOMIA
Macroeconomia é o estudo do comportamento geral da economia. A econo-
mia “ocorre” todos os dias na interação entre indivíduos e instituições. Eles pre-
cisam integrar as medidas especiais e gerais que usam para entender a relação 
macroeconômica (KRUGMAN, 2016).
O objetivo da macroeconomia é entender quais fatores vão mudar a realida-
de econômica do país. E o quanto eles têm de efeito a esse respeito e quais são 
os atos dessas mudanças no desenvolvimento nacional.
Macroeconomia é um campo de pesquisa da economia, que é responsável 
por analisar fatores em uma determinada região ou sistema econômico de um 
país. A análise da macroeconomia é global e não considera as características ou 
comportamentos individuais. Portanto, a macroeconomia tem uma abordagem 
global para unidades econômicas individuais e mercados específicos. Por exem-
27
Conceitos Básicos de EconomiaConceitos Básicos de Economia Capítulo 1 
plo, a teoria considera apenas o nível geral de preços e não considera as mudan-
ças nos preços das commodities em diferentes setores (PINDYCK, 1995).
Neste estudo, pretende-se estabelecer os alguns fundamentos da Macroeco-
nomia, para que o aluno tenha uma base teórica a respeito de fatores importantes 
para investimentos, 
Metas de política macroeconômica 
As políticas macroeconômicas, como toda política, têm objetivos a serem al-
cançados. Essas metas incluem: alto nível de emprego, estabilidade de preços, 
distribuição de renda e crescimento econômico. Um alto nível de emprego é im-
portante porque as pessoas podem receber um salário e comprar mercadorias. 
Por outro lado, o desemprego gera pouca demanda, resultando na permanência 
dos produtos nas prateleiras. Portanto, se não houver demanda para o produto, a 
produção será reduzida e, portanto, o lucro será reduzido. Portanto, as pessoas 
estão preocupadas com o nível de emprego a fim de encontrar um equilíbrio entre 
a demanda e a oferta. Um dos fatores que afetam a estabilidade de preços é a 
chamada inflação. É responsável pelo aumento sustentado e generalizado dos 
níveis de preços.
No entanto, segundo Mankiw (2009), geralmente se acredita que uma infla-
ção menor é parte do ajuste social em evolução, porque esse progresso econômi-
co é difícil de ser alcançado sem aumentar os preços. Os países em desenvolvi-
mento se concentram na análise da inflação, enquanto os países industrializados 
se concentram no desemprego. A justa distribuição de renda também é uma meta 
macroeconômica, tanto no nível individual quanto no nível regional. Observa-se 
que esse hiato está aumentando a cada dia, ou seja, os ricos estão cada vez mais 
ricos e os pobres cada vez mais pobres. 
No entanto, Garcia e Vasconcellos (2002, p. 86) apontaram que “[...] as rendas 
de todas as classes aumentaram. O problema é que embora os pobres tenham se 
tornado menos pobres, os ricos tornaram-se relativamente mais ricos [...] “. O inte-
ressante é que os ricos nunca perderão, pelo contrário, sua riqueza só aumentará.
Talvez haja uma maneira de equilibrar a distribuição de renda e reduzir aque-
les que têm muito. Quanto ao crescimento econômico, há dúvidas sobre sua 
importância como principal objetivo da política econômica. Tudo isso porque o 
crescimento econômico fornece às comunidades mais bens e serviços do que o 
crescimento populacional. 
Com esse processo, novas indústrias surgiram e trouxeram poluição – dete-
rioração da qualidade ambiental –, e aumento da renda – cuja redistribuição bene-
28
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
ficiou as pessoas mais ricas da população. Esse avanço econômico visa estimular 
as atividades produtivas para o incremento da produção nacional, o que ocorre 
quando ocorrem o desemprego e a ociosidade da capacidade produtiva.
Segundo Mankiw (2009), para manter e melhorar a realidade econômica de 
um país o governo dispõe de algumas políticas macroeconômicas principais como: 
Política Fiscal, Política Monetária, Política Cambial e Comercial, Política de Rendas:
• Política Fiscal: envolve ferramentas que o governo pode usar para cole-
tar impostos e doações e controlar seus gastos. Também é usado para 
incentivar ou reduzir os gastos do setor privado.
• Política Monetária: nesse sentido, o governo age com base na quantidade 
de moeda e títulos do governo. Os recursos disponíveis incluem a emis-
são, compra e venda de títulos, ajuste de crédito e taxas de juros etc.
• Política Cambial e Comercial: ambos atuam nos setores externos da 
economia. A política cambial envolve ações do governo sobre as taxas 
de câmbio. O governo define ou permite taxas de câmbio flexíveis por 
meio do banco central. A política comercial refere-se às ferramentas para 
estimular as exportações – estímulo fiscal e taxas de juros subsidiadas – 
e controles de importação, com tarifas e barreiras mais altas.
• Política de Rendas: refere-se à intervenção do governo na formação da 
receita por meio do controle e congelamento de preços. Esse controle de 
preços e salários se dá por meio do combate a aumentos sustentados e ge-
neralizados de preços, ou seja, a inflação. As políticas anti-inflacionárias do 
Brasil incluem salários mínimos, congelamento de preços e salários etc.
Vídeo: Noções de Macroeconomia
Acesse: https://www.youtube.com/watch?v=ucAouUQQmPs
https://www.youtube.com/embed/ucAouUQQmPs?feature=oembed
29
Conceitos Básicos de EconomiaConceitos Básicos de Economia Capítulo 1 
A teoria de Keynes é baseada no princípio de que os consumidores usam a 
proporção de seus gastos com bens e poupança em função da renda (KEYNES, 
1936). Para que a crise termine, deve haver intervenção do Estado para aumentar 
a demanda efetiva, aumentando os gastos públicos.
Essa parte da pesquisa econômica é chamada de teoria da determinação 
do equilíbrio da renda nacional, ou modelo keynesiano básico, que se divide em 
aspectos físicos (mercados de bens e serviços e mercado de trabalho) e aspectos 
monetários (mercados de moeda e títulos). O keynesianismo ou keynesianismo 
é uma economia política que defende o país como um agente ativo contra a re-
cessão e o alto desemprego. Ao exigir um governo maior como o tomador de 
decisões da economia de um país, o keynesianismo produziu uma oposição ao 
liberalismo, que é uma ideiade defender o menor país possível (MANKIW, 2009).
Assim, o multiplicador keynesiano é multiplicado pelos gastos independentes 
mais o investimento para determinar a renda. O aumento da despesa autônoma 
por meio do investimento não só levará a um aumento na demanda agregada, 
mas também aumentará a renda por meio da propensão a consumir.
Audiobook: A Teoria Geral do Emprego, Juros e Dinheiro
Acesse: https://www.youtube.com/watch?v=1iurJaBraOk
https://www.youtube.com/embed/1iurJaBraOk?feature=oembed
30
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
3.1 MOEDA
O dinheiro é comumente reconhecido como um meio de troca aceito no pa-
gamento de bens, serviços e dívidas. Além disso, a moeda serve para mensurar o 
valor relativo que algum tipo de riqueza ou serviço possui. O preço de cada mer-
cadoria é atribuído por meio de um número específico de moedas ou cédulas que 
demarcam a quantidade a ser paga por esse bem, no entanto, nem sempre uma 
única moeda serve de referência para uma mesma localidade. Mesmo trazendo 
maior mobilidade para o empreendimento de transações comerciais, a moeda não 
é usada em todas as economias do mundo (MANKIW, 2009). 
Diversas sociedades e regiões preservam o uso da troca em sua economia. 
De forma geral, os produtores inseridos neste tipo de economia utilizam dos exce-
dentes de sua produção para estabelecerem alguma forma de escambo. Ao longo 
do tempo, a diversificação dos produtos dificultou a realização desse tipo de troca 
natural. Foi nesse contexto que os primeiros tipos de moeda começaram a ser 
estipulados (CURADO, 2017). 
Geralmente, para estabelecer algum padrão monetário, os comerciantes cos-
tumavam utilizar algum tipo de mercadoria de grande procura. Segundo Weather-
ford (1999), Na Grécia Antiga, o boi (que era chamado pekus) foi utilizado como 
referência nas trocas comerciais. Uma outra mercadoria comumente utilizada foi 
o sal, que foi usado como moeda entre os romanos e etíopes. O metal passou a 
ser utilizado por algumas culturas na medida em que o mesmo começou a ganhar 
espaço na cultura material desses povos. O fácil acesso, o apelo estético e as 
facilidades de mensuração e transporte fizeram dele um novo tipo de moeda. Em 
um primeiro momento, os metais utilizados no comércio eram usados in natura 
ou sobre a forma de objetos de adorno como os anéis e braceletes (WEATHER-
FORD, 1999). 
Foi só mais tarde que o metal passou a ser padronizado para fins comerciais. 
A cunhagem padronizada de moedas fez com que as peças de metal tivessem um 
grau de pureza e uma pesagem específica. Além disso, as medas sofreram um 
processo de cunhagem onde a origem da moeda e a representação de algum rei-
no ou governante ficariam registrados. Uma das mais antigas moedas com o rosto 
de um monarca foi feita em homenagem ao rei macedônico Alexandre, O Grande 
(WEATHERFORD, 1999). 
As reuniões dessas informações fizeram com que estes artefatos servissem 
de fonte de investigação histórica. As primeiras ligas metálicas utilizadas na fa-
bricação de moedas foram o ouro e a prata. O uso desses metais se justifica por 
seu difícil acesso, a beleza de seu brilho, a durabilidade de seu material e sua 
31
Conceitos Básicos de EconomiaConceitos Básicos de Economia Capítulo 1 
vinculação com padrões estéticos e religiosos de uma cultura. Entre os babilônios, 
por exemplo, prata e ouro eram relacionados com a adoração da lua e do sol, 
respectivamente. 
De acordo com Guerra (2005), ao longo dos séculos a requisição de jazidas 
de ouro e de prata para a fabricação de moedas acabou se tornando cada vez 
mais difícil. Por isso, o papel moeda acabou ganhando maior espaço no desen-
volvimento das transações comerciais. Na Baixa Idade Média, a falta de moedas 
motivava os comerciantes das feiras a utilizarem letras de câmbio para o estabe-
lecimento de alguma negociação e a partir do século XX, as moedas são mais uti-
lizadas para o pagamento de quantidades de baixo valor. A perda de espaço para 
o papel-moeda fez com que as moedas metálicas agora fossem mais valorizadas 
por sua durabilidade do que por sua beleza (GUERRA 2005). 
Vídeo: Política Monetária e Fiscal
Acesse: https://www.youtube.com/watch?v=YB8y2PeEpVs
O rápido processo de circulação de valores e a complexificação de econo-
mias cada vez mais integradas, fizeram com que as moedas fossem substituídas 
por outras formas de pagamento, como o cheque e o cartão de crédito. Mesmo 
notando todas essas transformações no uso das moedas, não podemos consi-
https://www.youtube.com/embed/YB8y2PeEpVs?feature=oembed
32
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
derá-la uma vítima de um processo de “evolução natural” da história econômica. 
Cada tipo de lastro econômico foi criado conforme as necessidades geradas por 
certa cultura ou sociedade. 
A moeda é um ativo que é aceite como meio de pagamento. Cumpre ainda 
duas outras funções: é uma unidade de medida do valor e é um meio de reserva 
de valor. Beneficiariam dos juros do ativo, e também da liquidez da moeda (BER-
NARDO; BERNARDELLI, 2019).
3.2 SISTEMA FINANCEIRO 
Segundo Gonçalves e De Sousa (2018), o Sistema Financeiro Nacional (SFN) 
é composto por um conjunto de entidades e instituições que facilitam a intermedia-
ção financeira, ou seja, reuniões entre credores e tomadores. Operadores são insti-
tuições que prestam serviços financeiros e atuam como intermediários.
O sistema financeiro nacional brasileiro é composto por um conjunto de insti-
tuições dedicadas à gestão da política monetária do governo federal, independen-
temente de ser uma instituição financeira. O Banco Central do Brasil propõe sub-
dividir o sistema financeiro nacional em três níveis, a saber, agências reguladoras, 
entidades reguladoras e operadores financeiros (IANONI, 2010). Prédio da Sede 
do Banco Central, em Brasília, conforme art. Artigo 192 da Constituição Federal: 
“Um sistema financeiro nacional construído de forma a promover o desenvolvi-
mento equilibrado do país e atender aos interesses da comunidade, todos os seus 
componentes, inclusive as cooperativas de crédito, estarão sujeitos à fiscalização 
complementar. estipulou que o capital estrangeiro participa na formação do mes-
mo A lei da instituição”.
A formação do sistema financeiro teve início com a chegada da família real 
portuguesa em 1808, quando foi criado o Banco do Brasil. Com o tempo, novas 
instituições surgiram, como a Inspetoria Geral de Bancos (1920), a Câmara do 
Rio de Janeiro (1921) e São Paulo (1932), além de outros bancos privados e cai-
xas econômicas que fortaleceram o sistema (CNF, 2021).
Após a Segunda Guerra Mundial, surgiram novas instituições financeiras 
mundiais, como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial. Em 1945, 
foi criada a Autoridade Monetária e de Supervisão de Crédito (SUMOC), que fu-
turamente, de acordo com a Lei nº 4.595 de 1964, dará lugar ao Banco Central 
do Brasil. Nas décadas de 1950 e 1960, com a criação do BNDES, do sistema fi-
nanceiro habitacional, do Banco Nacional da Habitação e da Comissão Monetária 
Nacional, o país vivenciou um novo ciclo econômico e o sistema financeiro nacio-
33
Conceitos Básicos de EconomiaConceitos Básicos de Economia Capítulo 1 
nal passou a ser supervisionado pela CMN (Comissão Monetária Nacional), e os 
bancos centrais (BC, BaCen ou BCB), que passam a ser as principais instituições 
do sistema (CNF, 2021).
O surgimento dos bancos de investimento e a comodidade do CMN para as 
empresas obterem recursos externos aumentaram os fluxos de capitais no país. 
Em 12 de julho de 1976, foi criada a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para 
facilitar a captação de recursos pelas empresas, e o Sistema Especial de Liquida-
ção e Custódia (SELIC), instituído em 1979, passou a custodiar e liquidar títulos 
junto ao governo, como letras do tesouro e ajustáveis letras do tesouro (CNF, 2021).
Vídeo: O que causa a inflação e porque as taxasde juros so-
bem?
Acesse: https://www.youtube.com/watch?v=Yw0Vc30vkLA
A Constituição de 1988 visa construir um sistema financeiro nacional para 
promover o desenvolvimento e o equilíbrio do país, servir aos interesses sociais e 
à estabilidade econômica e dar ao sistema financeiro nacional uma nova aparên-
cia. Mercados como os de previdência privada estão começando a se fortalecer e 
requerem mais atenção. Em 1996, foi criado o Copom durante a gestão de FHC 
(Fernando Henrique Cardoso), vinculado ao BCB, que estabeleceu diretrizes de 
política monetária, como a taxa de juros SELIC (LOBATO, 2017).
https://www.youtube.com/embed/Yw0Vc30vkLA?feature=oembed
https://www.youtube.com/watch?v=Yw0Vc30vkLA
34
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
2 Cite e explique duas políticas macroeconômicas e suas fer-
ramentas, e explique como elas afetam a realização dos 
objetivos da política macroeconômica.
3.3 TAXA DE JUROS
Os juros são a taxa cobrada pelo empréstimo de dinheiro (ou outros itens). É 
expresso como uma porcentagem do valor emprestado (taxa de juros) e pode ser 
calculado de duas formas: juros simples ou juros compostos. Os juros podem ser 
entendidos como a “renda” de uma moeda.
Sobre o conceito de juros 
O conceito de juros é bastante antigo. Aparece quando as pes-
soas percebem a relação entre dinheiro e tempo. A ideia de que o 
processo de acumulação de capital e desvalorização da moeda le-
vará a juros. A tabela antiga trata da distribuição dos produtos agrí-
colas e dos cálculos aritméticos com base nessas transações. Os 
antigos sumérios estavam familiarizados com várias leis e contratos 
costumeiros, como faturas, recibos, notas promissórias, crédito, juros 
simples e compostos, hipotecas, contratos de vendas e endossos. 
As tabelas matemáticas envolvem multiplicação, tabelas inversas de 
multiplicação, tabelas quadradas e cúbicas e tabelas exponenciais 
que podem ser usadas para problemas de juros compostos.
Na Babilônia, 2000 a.C., a primeira indicação parece ser o pa-
gamento de juros pelo uso de sementes ou outras conveniências 
emprestadas. Esses juros são pagos na forma de bens materiais ou 
sementes. Muitos costumes existentes têm suas raízes nesses cos-
tumes antigos. Em 575 a.C., já existia uma empresa internacional de 
banqueiros com escritórios na Babilônia. Sua renda vem das altas 
taxas de juros cobradas pelo uso de seu dinheiro para financiar o 
comércio internacional. Quando as sementes são emprestadas para 
semeadura, elas são pagas na próxima colheita – dentro de um ano. 
Assim, o cálculo dos juros é feito de forma corrente, de acordo com 
as necessidades de cada período; desta forma, novos métodos de 
35
Conceitos Básicos de EconomiaConceitos Básicos de Economia Capítulo 1 
tratamento da relação tempo-juros (juros semestrais, bimensais, diá-
rios etc.) são criados.
Sobre compra e venda de produtos 
A primeira manifestação do comércio é a troca direta de mercado-
rias: o escambo. Nessa troca, algumas mercadorias são mais procu-
radas do que outras, assumindo a função de moeda-mercadoria (sal, 
vaca, madeira brasileira, açúcar, cacau, fumo e tecido). O sal produziu 
a palavra salário. Depois que o metal foi descoberto, os humanos co-
meçaram a usá-lo para fazer utensílios, tornando seu uso benéfico e 
foi eleito como o principal padrão de valor monetário, e apareceu o 
primeiro lote de moedas. Devido à necessidade de guardar moedas, 
surgiram comerciantes com cofres e porteiros. Eles concordaram em 
economizar o dinheiro do cliente fornecendo um recibo por escrito. 
Como resultado, notas de banco e instituições bancárias surgiram.
Fonte:http://webeduc.mec.gov.br/portaldoprofessor/matematica/
condigital2/midias/experimentos/Compras /historico.html
Na economia real, as taxas de juros baixas favorecem o consumo e a pro-
dução. Por outro lado, o mercado de ações e o dólar americano, que são investi-
mentos em renda variável, podem ser favorecidos por taxas de juros mais baixas, 
que serão detalhadas a seguir.
Qual a importância das taxas de juros para a economia? A taxa de juros é 
o instrumento de política monetária mais importante do banco central. Por meio 
dela, a autoridade monetária influencia o nível e o preço da atividade econômica. 
A mera expectativa de mudança é suficiente para ter um impacto econômico.
Selic é a taxa básica de juros da economia. É a principal ferramenta de po-
lítica monetária utilizada pelo Banco Central (BC) para controlar a inflação. Afeta 
todas as taxas de juros do país, como taxas de juros de empréstimos, financia-
mentos e aplicações financeiras (BRESSER-PEREIRA, 1996).
Quando foi criada a taxa de câmbio Selic? A taxa de juros foi fixada pelo 
Banco Central do Brasil e pela Associação Nacional das Instituições do Mercado 
Aberto em 1979 para tornar as transações de títulos do governo mais seguras e 
transparentes. Antes disso, o registro das transações de títulos do governo era 
feito manualmente. Com a criação do sistema, a emissão de títulos e cheques em 
papel passou a ser registro eletrônico, permitindo que as transações fossem con-
cluídas no mesmo dia da execução.
36
 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
Essa infraestrutura de mercado financeiro administrada pelo BC movimenta 
diariamente mais de 100 bilhões de reais e é uma ferramenta de controle das 
reservas bancárias. O sistema impede a conclusão das operações se a parte en-
volvida na negociação violar o contrato. Com a popularização dessa ferramenta, 
a taxa média de juros calculada para os ajustes diários dos financiamentos passa 
a se chamar Selic. Em 1996, foi criado o sistema de intervalos de taxas de juros, 
que coexistia com a Selic como parâmetro da economia brasileira (BRESSER-
-PEREIRA, 1996).
O índice foi extinto pelo BC em 1999 e substituído pela Selic com as carac-
terísticas de hoje: definição de meta pelo Copom e indicação de trajetória de alta 
ou de baixa. A maior taxa de juros da história A maior taxa de juros Selic da his-
tória foi registrada em 1989, período em que a economia brasileira sofreu com a 
hiperinflação. Em 2 de fevereiro daquele ano, o índice apurado naquele dia era de 
3,626%. A maior Selic acumulada em 12 meses ocorreu em 26 de dezembro, e a 
taxa de juros composta atingiu 115.334,03%.
No período do Plano Real, a maior taxa Selic foi em novembro de 1997, quan-
do estava em 45,90% ao ano. Na época, o Banco Central do Brasil decidiu aumen-
tar as taxas de juros para compensar a depreciação acelerada da taxa de câmbio, 
mantendo assim o interesse dos investidores internacionais nos títulos da dívida 
pública. A menor taxa Selic A menor taxa Selic da história ocorreu entre agosto de 
2020 e março de 2021, quando o índice estava no patamar de 1,90% ao ano.
Vídeo - Plano Real 1994 - Parte 01
Acesse: https://www.youtube.com/watch?v=sJEyuao0rHw
https://www.youtube.com/embed/sJEyuao0rHw?feature=oembed
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Conceitos Básicos de EconomiaConceitos Básicos de Economia Capítulo 1 
Vídeo - Plano Real 1994 - Parte 02
Acesse: https://www.youtube.com/watch?v=m2aiA8NC66A
Nesse período, o Copom estabeleceu uma meta de 2% ao ano para ten-
tar estimular a economia na crise provocada pelo coronavírus. Com o avanço da 
vacinação e o início da recuperação econômica, o Copom marca o fim do ponto 
baixo e a tendência de elevação dos juros. Como a Selic afeta a economia? Por 
sua relação com a oferta de crédito e o nível de consumo do país, as oscilações 
da taxa de juros Selic têm impacto direto no controle da inflação (BRESSER-PE-
REIRA, 1996).
GRÁFICO 1 – TAXA DE JUROS NOMINAL (OVER/SELIC)
FONTE: . Acesso: 29 nov. 2021.
https://www.youtube.com/embed/m2aiA8NC66A?feature=oembed
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 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
As altas taxas de juros dificultam a obtenção de crédito pessoal e financia-
mento e, ao mesmo tempo, afetam as despesas com cartão de crédito e redu-zem as compras a prazo. Com isso, o consumo tende a diminuir, principalmente 
em bens e serviços, levando à desaceleração da economia e enfraquecendo a 
trajetória de alta da inflação. Por outro lado, taxas de juros mais baixas terão o 
efeito oposto. Nesse caso, o setor imobiliário é um dos mais benéficos porque o 
financiamento facilita a compra de um imóvel. Isso também estimula a criação de 
oportunidades de emprego, que completa o ciclo com o aumento do consumo e o 
crescimento de toda a economia.
No que diz respeito aos investimentos, a redução da Selic reduzirá a atrati-
vidade dos investimentos em renda fixa. Por exemplo, devido ao baixo nível do 
índice, a poupança torna-se um dos investimentos menos lucrativos. Nesse caso, 
os investidores tendem a direcionar seus investimentos para renda variável, que 
pode proporcionar maiores retornos.
Com o aumento da taxa básica de juros, essa tendência foi revertida. Outro 
efeito da volatilidade da Selic na economia está relacionado ao mercado de câm-
bio. Por causa das taxas de juros mais altas, os investidores estrangeiros serão 
atraídos por rendimentos mais altos dos títulos do governo. A expansão da circu-
lação do dólar auxilia na valorização do real.
4 CENÁRIOS ECONÔMICOS PARA 
INVESTIMENTOS
Os cenários econômicos incluem análises macroeconômicas, que discutem 
a evolução dos principais indicadores econômicos para garantir a consistência do 
cenário, bem como as projeções setoriais, com foco em grandes setores consumi-
dores de energia.
Ao escolher quais investimentos farão parte do portfólio, muitas pessoas pro-
curam entender a situação econômica atual. Por meio dessa avaliação, as perspec-
tivas econômicas e seu impacto sobre o investimento podem ser determinados.
Nesse processo, faz sentido usar indicadores econômicos de referência e 
encontrar as melhores oportunidades com base em seus resultados. Ao mesmo 
tempo, você também deve considerar suas características como investidor ao to-
mar uma decisão. Verifica o impacto dos cenários sobre o investimento e como 
consta-los na tomada de decisão.
 
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Conceitos Básicos de EconomiaConceitos Básicos de Economia Capítulo 1 
4.1 IMPORTÂNCIA DOS CENÁRIOS 
ECONÔMICOS
Como avaliar a situação econômica atual?
Como o objetivo é entender o impacto da conjuntura econômica nas deci-
sões de investimento, é necessário entender quais fatores afetarão os resulta-
dos. Nesse sentido, vale a pena recorrer aos indicadores do cenário econômico. 
Como, taxa SELIC, IPCA e PIB (Mankiw, 2009).
A taxa de juros Selic é a taxa básica de juros da economia. É definida pelo 
Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (Bacen) a cada 45 dias 
(COPOM, 2021). O comitê pode escolher mantê-la, aumentá-la ou reduzi-la. Você 
verá como ela afeta os investimentos, mas também é importante entender seus 
impactos na economia: quando está elevada, torna o crédito mais caro e imple-
menta uma política contracionista; quando está baixa, facilita o consumo e busca 
ajudar o desenvolvimento econômico. 
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é a taxa oficial de 
inflação do Brasil. Quanto maior o índice do IPCA, maior a inflação, portanto, com 
o passar do tempo, maior será a perda de poder aquisitivo e do valor da moeda 
(COPOM, 2021).
Por sua vez, o produto interno bruto (PIB) mede toda a riqueza acumulada no 
país naquele ano. É considerada uma medida de progresso econômico e indica se 
há crescimento, estagnação ou recessão. Dependendo das perspectivas econômi-
cas desses indicadores, diferentes medidas são tomadas para reverter os resulta-
dos negativos ou consolidar o bom desempenho. Portanto, a atratividade do investi-
mento tende a flutuar com a situação econômica de um país (MANKIW, 2009).
Além disso, é interessante analisar o cenário internacional. 
Complemente a medição da taxa de câmbio monitorando as mudanças nas 
taxas de juros internacionais e as perspectivas de crescimento (SICSÚ, 2009). 
Afinal, o que acontece em outros mercados muitas vezes se reflete em cenários 
internos. Como os indicadores econômicos afetam o investimento? Agora que 
você entende como o cenário econômico é estruturado e afetado por indicadores, 
precisa entender como eles afetam o investimento. Portanto, observe como cada 
elemento afeta o retorno do investimento.
Taxa Selic: A taxa Selic é um dos principais benchmarks da renda fixa e, por 
isso, afeta diretamente o resultado de investimentos dessa classe, assim quando 
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 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
a Selic sobe, por exemplo, o retorno de títulos pós-fixados do Tesouro Nacional 
é ampliado (SICSÚ, 2009). Como o Tesouro Selic passa a pagar mais, a dívida 
pública também aumenta. Além disso, a variação da Selic afeta outros investimen-
tos de renda fixa, em especial os pós-fixados. Isso porque muitos títulos rendem 
de acordo com o certificado de depósito interbancário (CDI), que fica apenas um 
pouco abaixo da Selic. Então, quando a taxa de juros se eleva, o retorno do CDI 
também aumenta. Nesse cenário, a renda fixa se torna mais atraente para os 
investidores, já que há uma ampliação do retorno com riscos menores. Por outro 
lado, o mercado de ações é afetado negativamente (ASSAF NETO, 2001).
Taxa Selic 
Acesse: https://www.youtube.com/watch?v=pj7Oe4BVJl0
 
Além de a renda variável ficar menos atraente com as taxas mais altas na 
renda fixa, o impacto no consumo também se reflete nos resultados dos negó-
cios. No caso da queda da Selic, o cenário é o contrário. A renda fixa fica menos 
interessante e o mercado de ações tende a sair ganhando (SICSÚ, 2009). Afinal, 
o consumo é estimulado e o acesso ao crédito é mais fácil. Inflação A taxa de 
inflação também afeta os investimentos à medida que pode corroer a rentabili-
dade. Quanto maior for a expectativa de inflação, maior deverá ser o retorno dos 
investimentos, para que haja um ganho real. Além disso, o avanço da inflação 
https://www.youtube.com/embed/pj7Oe4BVJl0?feature=oembed
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Conceitos Básicos de EconomiaConceitos Básicos de Economia Capítulo 1 
pode levar a um aumento do custo produtivo e em cadeia, até chegar ao cliente 
final. Por isso, as empresas tendem a ser afetadas e o cenário econômico pode 
se deteriorar. 
PIB Os resultados do PIB afetam os investimentos por duas questões princi-
pais. A primeira é que um resultado positivo representa uma economia em cres-
cimento, o que traz mais confiança para os negócios e para o mercado. Quando 
o crescimento fica abaixo do esperado ou mesmo quando há recessão, é comum 
que as famílias evitem se endividar, diminuindo o consumo. As empresas também 
lucram menos e contratam menos, o que afeta toda a economia. Além disso, o 
segundo fator é que um crescimento econômico costuma atrair recursos de inves-
tidores estrangeiros. O contrário tende a levar à retirada de recursos para outros 
países, enfraquecendo o cenário interno (ASSAF NETO, 2001).
3 Como o cenário econômico interfere na avaliação dos pro-
jetos de investimento?
Como conhecer e acompanhar o cenário econômico atual? Já que o cenário 
econômico atual pode gerar impactos na tomada de decisão do investimento, é 
essencial saber como acompanhá-lo. Para ter acesso a informações confiáveis 
e constantemente atualizadas, é interessante conferir o Relatório Focus. Ele é 
elaborado pelo Banco Central, que pesquisa junto a dezenas de instituições finan-
ceiras as expectativas de mercado para os principais indicadores. O documento 
é publicado semanalmente e traz projeções para os próximos meses e anos. Sua 
disponibilização é gratuita e atua como uma bússola para incorporar os efeitos 
dos indicadores econômicos no desempenho do mercado financeiro. 
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 Fundamentos de Economia Mercado de Capitais e Investimentos
Taxa de Cambio
Acesso: https://www.youtube.com/watch?v=9NPrk8shm1k
Então podemos perguntar:
Qual é a relevância do cenário econômico nos investimentos? 
Do ponto

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