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e-Tec Brasil77
Aula 17 – Sistemas fixos de gás 
carbônico (CO2)
Nesta aula, você aprenderá sobre os sistemas fixos de gás car-
bônico, que são muito difundidos no Brasil. Você estudará em 
que situações estes sistemas podem ser empregados e quais são 
suas características.
17.1 Aplicação dos sistemas fixos de CO2 
De acordo com a Instrução Técnica n°26/2011, do Corpo de Bombeiros do 
Estado de São Paulo, os sistemas fixos de gás carbônico (CO2) são utilizados 
em locais em que o emprego de água ou outro agente extintor convencional 
é desaconselhável; situações em que esses agentes podem causar danos adi-
cionais aos objetos e equipamentos contidos nas edificações. São exemplos 
disso, a proteção de:
•	 Equipamentos energizados: transformadores, controles de subestações 
elétricas e etc.
•	 Equipamentos ou objetos com alto valor agregado: máquinas automati-
zadas em linhas de produção, centro de processamento de dados (CPD), 
centrais de telecomunicações e documentos importantes.
•	 Motores.
•	 Coifas de cozinhas industriais ou comerciais.
•	 Locais sujeitos à explosão ambiental: silos, depósitos pequenos de pro-
dutos inflamáveis.
•	 Objetos de valor inestimável, como obras de arte.
Conforme você já aprendeu, o gás carbônico não deixa resíduos e não con-
duz eletricidade, por isso sua aplicação é viável para proteger os equipamen-
tos e objetos descritos acima, assim como as pessoas ao redor. 
e-Tec Brasil 78 Controle de Riscos e Sinistros
17.2 Tipos de sistemas fixos de CO2
Agora que você já conheceu algumas das aplicações dos sistemas fixos de 
CO2, vamos estudar as suas características! 
Os sistemas fixos de CO2 diferem entre si pela maneira como é realizado o 
armazenamento do gás carbônico, classificados como sistemas de alta pres-
são e de baixa pressão. Cada um destes tipos de sistemas tem suas particu-
laridades que serão explicadas no decorrer desta aula. 
Todavia, convém destacar que ambos os tipos de sistema necessitam ter em 
sua composição: sensores de detecção de fumaça e/ou calor e sistemas de 
alarme, conectados a uma central de comando. Esta conexão à central de 
comando faz com que, ao menor sinal de fogo, o sistema fixo de CO2 entre 
em operação (GIFEL ENGENHARIA DE INCÊNDIOS, 2006).
17.2.1 Sistemas fixos de CO2 de alta pressão
Os sistemas fixos de alta pressão utilizam cilin-
dros individuais para armazenar o CO2 e pos-
suem capacidade de até 4000 kg de gás (SEITO 
et al, 2008). Na figura 17.1, podemos visualizar 
os cilindros de armazenamento de gás.
Esses sistemas são constituídos, basicamente, por 
tubulações de distribuição de CO2 que se esten-
dem até o local de risco, e bicos nebulizadores di-
mensionados para o uso específico, seja para apli-
cação local ou para inundação total (GIFEL ENGENHARIA DE INCÊNDIOS, 2006). 
A figura 17.2 ilustra um esquema típico de uma instalação de alta pressão.
Você sabia?
•	 Sistemas de aplicação local são aqueles projetados para aplicar o agen-
te extintor diretamente sobre o material em chamas.
•	 Sistemas de inundação total são aqueles projetados para aplicar o 
agente extintor no ambiente onde está o incêndio, de forma que a 
atmosfera obtida impeça o desenvolvimento e manutenção do fogo.
Figura 17.1: Cilindros de ar-
mazenamento de gás de um 
sistema fixo de CO2 de alta 
pressão
Fonte: http://www.risco.com.br/
e-Tec BrasilAula 17 - Sistemas fixos de gás carbônico (CO2) 79
Figura 17.2: Esquema típico de uma instalação de alta pressão
Fonte: http://www.risco.com.br/
Válvula
Fixação
Cilindros de 
Alta Pressão
Acionador 
Elétrico
Tubo Coletor
Pressostato
Bicos Nebulizadores
É importante destacar que uma bateria de cilindros pode atender a sinis-
tros que ocorrem em diferentes áreas. Neste caso, o encaminhamento do 
agente extintor é feito por válvulas direcionais. Nestas condições, é usual o 
emprego de uma bateria principal e outra reserva (GIFEL ENGENHARIA DE 
INCÊNDIOS, 2006).
17.2.2 Sistemas fixos de CO2 de baixa pressão
Os sistemas fixos de combate a incêndios de baixa pressão são indicados 
para riscos que requerem o uso de uma grande quantidade de agente ex-
tintor. Nestes sistemas, a armazenagem de CO2 é realizada em tanques, que 
podem ter capacidade de até 60000 kg, ou seja, até 60 toneladas de gás! 
Eles, também, permitem o atendimento a várias áreas de risco, de uma mes-
ma instalação (GIFEL ENGENHARIA DE INCÊNDIOS, 2006).
Sua composição básica é dada pelo tanque de armazenagem, uma unida-
de autônoma de refrigeração, válvulas, tubulações que conduzem o agen-
te extintor e bicos nebulizadores dimensionados para cada tipo de apli-
cação, seja local ou inundação total (GIFEL ENGENHARIA DE INCÊNDIOS, 
2006). Na figura 17.3, podemos ver um esquema típico de uma instalação 
de baixa pressão.
e-Tec Brasil 80 Controle de Riscos e Sinistros
Pressostato
Bico 
Nebulizador
Válvula 
Master
Mangotes
Unidade de Refrigeração
Tanque de 
Armazenagem
(680 a 54.400 Kg)
Tubulação de 
Pilotagem
Válvula Seletora 
Automática/Manual
Figura 17.3: Esquema típico de uma instalação de baixa pressão
Fonte: http://www.risco.com.br/
17.3 Comparação entre os 
dois tipos de sistemas
Vamos, agora, fazer algumas comparações entre os dois tipos de sistemas. 
Para isso, vejamos as observações do quadro abaixo:
Quadro 17.1: Comparação entre os sistemas de alta e baixa pressão
Característica Sistema de alta pressão Sistema de baixa pressão
Instalação versus 
abastecimento
Permitem sua instalação em lugares remotos, 
pois o transporte de cilindros para recarga de 
gás é possível na maioria dos casos.
Necessitam de vias de acesso que permitam 
a chegada dos caminhões tanque para 
abastecimento do gás. Logo não podem ser 
instalados em qualquer lugar.
Ainda, o projeto da instalação deve atender 
ao requisito: comprimento máximo da tubula-
ção de enchimento, entre o caminhão tanque 
e o tanque fixo de armazenamento do gás.
Recarga versus 
disparos
São dimensionados de tal maneira que os 
cilindros precisam ser recarregados depois de 
cada disparo.
Permitem múltiplos disparos dentro do 
limite de carga (capacidade) do tanque, não 
precisando ser recarregados depois de cada 
disparo.
Fonte: Gifel engenharia de incêndios, 2006.
Resumo
Nesta aula, você aprendeu o que são sistemas fixos de gás carbônico de alta 
e baixa pressão, e estudou as suas principais características e diferenças. Ain-
da, você conheceu em que ocasiões eles devem ser empregados, tendo em 
vista, principalmente, a proteção de objetos e equipamentos de alto valor, 
assim como equipamentos energizados.
e-Tec BrasilAula 17 - Sistemas fixos de gás carbônico (CO2) 81
Atividades de aprendizagem
•	 Complete a cruzadinha abaixo com o nome de locais, objetos e equipa-
mentos que podemos proteger com o uso de sistemas fixos de CO2:
S
I
S
T
E
M
A
Resposta: Silos, coifas, motores, transformadores, obras de arte.
Anotações

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